Archives 2022

Há mais fontes de dinheiro esquecido no país. Saiba se você tem direito

Abono salarial, malha fina do IR e até loterias têm quantias paradas

Cerca de 320,4 mil trabalhadores ainda não retiraram o abono salarial de 2019, totalizando R$ 208,5 milhões esquecidos

Em uma semana no ar, o sistema de consulta a valores esquecidos do Banco Central superou 100 milhões de consultas de correntistas interessados em resgatar saldos residuais de instituições financeiras. No entanto, existem mais fontes de recursos em que o cidadão pode retirar dinheiro parado. Fundos públicos, revisão de benefícios da Previdência Social, abono salarial, malha fina do Imposto de Renda e até prêmios de loterias abrigam valores deixados de lado por milhares de brasileiros. Por desconhecimento, muitos nem sequer sabem como consultar e acessar esses recursos.

Confira abaixo a lista que AMANHÃ preparou com as principais fontes alternativas de dinheiro esquecido.

Cotas do PIS/Pasep
Antes da criação do abono salarial pela Constituição de 1988, os recursos com a arrecadação do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Serviço Público (Pasep) eram depositados em cotas num fundo público. Em outubro do ano passado, a Caixa Econômica Federal informou que cerca de 10,5 milhões de trabalhadores ainda não tinham sacado R$ 23,3 bilhões.

Para ter direito às cotas do PIS/Pasep, basta o beneficiário ter trabalhado com carteira assinada entre 1971 e 4 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição. Em 2019, a Lei 13.932 tornou os recursos do fundo disponíveis para todos os cotistas, independentemente da idade. A lei facilita o saque por herdeiros, que passarão a ter acesso simplificado aos recursos. A retirada pode ser pedida até 2025 no aplicativo Meu FGTS, que permite a transferência para uma conta corrente. Após esse prazo, o dinheiro voltará para as contas do governo. Para saber se tem direito às cotas do fundo, o correntista deve consultar o site.

Abono salarial de anos anteriores
Com a Constituição de 1988, parte da arrecadação do PIS/Pasep passou a ser destinada ao pagamento do abono salarial. O benefício está disponível a trabalhadores com carteira assinada que receberam até dois salários mínimos dois anos antes do pagamento do abono. No entanto, parte dos beneficiários se esquece de pegar o dinheiro. Segundo o Ministério do Trabalho e Previdência, cerca de 320,4 mil trabalhadores ainda não retiraram o abono salarial de 2019, totalizando R$ 208,5 milhões esquecidos.

A pasta abriu mais uma rodada de saques. A partir de 31 de março, os beneficiários poderão enviar um recurso administrativo para reaver o abono. O processo poderá ser feito pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital, pelo Portal Gov.br, pelo telefone 158 ou presencialmente nas unidades do Ministério do Trabalho.

Revisão de auxílios do INSS
Cerca de 11 mil segurados do INSS que receberam benefício por incapacidade (como o antigo auxílio-doença) entre 2002 e 2009 poderão sacar a revisão do auxílio entre 1º e 7 de maio. Essas pessoas tiveram o benefício calculado errado e estão recebendo a diferença em lotes após um acordo entre o INSS e o Ministério Público Federal. A partir do fim de abril, a consulta poderá ser feita pelo portal Meu INSS, pelo aplicativo de mesmo nome para dispositivos móveis ou pelo telefone 135. Quem entrar na página deve escolher a opção Revisão de Benefício – artigo 29, na barra superior, em azul.

Depósitos judiciais do INSS
Aposentados e pensionistas que pediram na Justiça a concessão ou a revisão da aposentadoria podem ter Requisições de Pequeno Valor (RPVs) a receber do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As RPVs são precatórios – dívidas do governo determinadas pela Justiça em caráter definitivo – para ações judiciais de até 60 salários mínimos (atualmente em R$ 72,7 mil). Como o dinheiro é depositado em contas judiciais no Banco do Brasil ou na Caixa, muitos segurados não se dão conta de que têm direito ao saque.

O interessado deve digitar o número do processo e do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) nos sites do Tribunal Regional Federal da sua região, no item Precatórios, para verificar se teve o dinheiro liberado. Caso os recursos fiquem esquecidos por mais de dois anos, o dinheiro volta para a União, e o cidadão deverá entrar novamente na Justiça.

Saque-aniversário do FGTS
Os trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) têm acesso gradual à cota de 2022. As retiradas ocorrem conforme o mês de aniversário do trabalhador. Até o momento, podem sacar apenas os nascidos em janeiro e fevereiro. O calendário deste ano já está disponível.

Criada em 2019 e em vigor desde 2020, essa modalidade permite a retirada de parte do saldo de qualquer conta ativa ou inativa do fundo a cada ano, no mês de aniversário, em troca de não receber parte do que tem direito em caso de demissão sem justa causa. Até agora, cerca de 17,8 milhões de pessoas aderiram ao saque-aniversário. O período de saques começa no primeiro dia útil do mês de aniversário do trabalhador. Os valores ficam disponíveis até o último dia útil do segundo mês subsequente. Caso o dinheiro não seja retirado no prazo, volta para as contas do FGTS em nome do trabalhador.

Contas inativas do FGTS
Trabalhadores com carteira assinada demitidos e que ficaram três anos sem trabalhar formalmente podem sacar todos os saldos das contas inativas do FGTS. Muitas vezes, o profissional se esquece deste direito. Quem tem diagnóstico de doença grave, como câncer, ou doença terminal também pode pedir a retirada. Esse direito vale tanto para casos de doença do titular da conta como dos dependentes.

Malha fina do Imposto de Renda
Quem caiu na malha fina do Imposto de Renda Pessoa Física e retificou a declaração deve consultar os lotes residuais de restituições, liberados pela Receita Federal uma vez por mês. O processo pode ser feito na página da Receita Federal. Basta o contribuinte clicar na opção Meu Imposto de Renda, no campo Consultar a Restituição. De acordo com a Receita, atualmente existem cerca de 600 mil contribuintes na malha fina, que podem enviar uma declaração retificadora do Imposto de Renda para acertarem a situação com o Fisco. As pendências podem ser verificadas no extrato da declaração do Imposto de Renda, disponível no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC) da Receita. Para entrar no e-CAC, o contribuinte pode digitar CPF, código de acesso e senha ou escolher o login único do Portal Gov.br.

Prêmios de loteria
Muitos apostadores não sabem que ganharam na loteria e deixam de sacar o dinheiro. O problema ocorre principalmente com quem recebeu prêmios de pequeno valor e não conferiu direito a aposta. Segundo a Caixa Econômica Federal, no ano passado, os prêmios esquecidos somaram R$ 586,8 milhões em todas as modalidades de loteria. Caso o dinheiro não seja sacado em até 90 dias, os prêmios são enviados para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), e o apostador perde o direito ao prêmio. Prêmios de pequeno valor, de até R$ 1.903,88 brutos ou R$ 1.332,78 líquidos, podem ser retirados nas lotéricas ou nas agências da Caixa. Prêmios de maior valor só podem ser recebidos nas agências do banco.

Programas estaduais de nota fiscal
Além dos dados federais, os contribuintes também devem estar atentos aos programas estaduais que devolvem créditos para quem declara o CPF nas notas fiscais. Alguns estados permitem o uso dos créditos apenas para abater impostos, como o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotivos (IPVA). Outros devolvem em dinheiro vivo. Alguns sorteiam CPF, com prêmios de até R$ 1 milhão para quem informa o CPF nas compras.

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Com Agência Brasil

Abono salarial, malha fina do IR e até loterias têm quantias paradas

Mercado eleva estimativa da inflação para 5,56%

É a sexta revisão para cima do indicador

Há quatro semanas a previsão para o IPCA era de 5,15%

O mercado financeiro aumentou pela sexta vez consecutiva a previsão de inflação para 2022. Segundo projeção do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar este ano em 5,56%. Há uma semana a projeção do mercado era de que a inflação terminasse o ano em 5,5%. Há quatro semanas a previsão era de 5,15%.

Divulgado semanalmente, o Boletim Focus reúne a projeção do mercado para os principais indicadores econômicos do país. Na projeção dessa semana, o Focus também manteve a previsão do PIB registrada há sete dias. A projeção é de alta no PIB de 0,3%, em 2022. Há quatro semanas o mercado previa um crescimento da economia brasileira de 0,29%.

O mercado manteve a previsão para a taxa básica de juros, a Selic, para 2022. A taxa deve encerrar o ano em 12,25%. Há quatro semanas, a projeção era de que os juros ficassem em 11,75%. No início do mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa de juros de 9,25% para 10,75% ao ano. Em comunicado, o Copom indicou que continuará a elevar os juros básicos até que a inflação esteja controlada no médio prazo.

A expectativa do mercado para a cotação do dólar em 2022 caiu novamente, ficando em R$ 5,50, ante os R$ 5,58 projetados na semana passada.

Com Agência Brasil

É a sexta revisão para cima do indicador

Matriz catarinense aponta 13 regiões no nível alto

Outras quatro localidades estão no nível moderado

A cobertura vacinal da população geral de Santa Catarina ultrapassou 75,6%

A matriz de risco potencial regionalizado de Santa Catarina aponta 13 regiões classificadas como risco potencial alto (cor amarelo) e quatro no nível de risco moderado (cor azul). Em um comparativo com o relatório divulgado na semana anterior, houve melhora nos indicadores das regiões do Alto Vale do Rio do Peixe e Grande Florianópolis, que na semana anterior estavam classificadas no nível de risco alto (amarelo), e passaram a ser classificados no nível moderado (azul), juntando-se à região Carbonífera e Laguna que permaneceram estáveis no mesmo patamar.

Em compensação, houve piora nos indicadores das regionais do Alto Uruguai Catarinense e do Vale do Itapocu, que na semana anterior estavam classificadas no nível de risco moderado (azul), e passaram a ser classificados no nível alto (amarelo), juntando-se às regiões do Alto Vale do Itajaí, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Nordeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Xanxerê que se mantiveram estáveis no nível alto (amarelo).

A dimensão da gravidade expressa o estágio de gravidade da pandemia no atual momento. É composta por dois indicadores: o número de óbitos de Covid-19 acumulados nos últimos sete dias por 100 mil habitantes e a tendência de curto prazo (três semanas) para novos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Um total de seis regiões foram classificadas no nível de gravidade moderado (azul): Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Meio Oeste, Oeste e Planalto Norte.

Outras seis foram classificadas no nível de gravidade alto (amarelo): Alto Uruguai Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Nordeste e Serra Catarinense. E finalmente cinco localidades foram classificadas como nível de Gravidade Grave (laranja): Alto Vale do Itajaí, Extremo Oeste, Médio Vale do Itajaí, Vale do Itapocu e Xanxerê.

A dimensão da transmissibilidade expressa o risco de contágio ao indicar o grau de transmissão da Covid-19. É composta por dois indicadores, o número atual de casos ativos (infectantes) por 100 mil habitantes e o número de reprodução efetivo da infecção (Rt). Um total de quatro regiões foram classificadas no nível de transmissibilidade alto (amarelo), Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Grande Florianópolis e Laguna.

Outras seis foram classificadas no nível de transmissibilidade grave (laranja): Extremo Oeste, Foz do Rio Itajaí, Nordeste, Oeste, Planalto Norte e Serra Catarinense. Sete regiões foram classificadas no nível de transmissibilidade gravíssimo (vermelho): Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Extremo Sul Catarinense, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Vale do Itapocu e Xanxerê. O número de casos ativos vem tendo uma redução nas últimas semanas, alcançando 35.244 casos na última sexta (18).

Na dimensão do monitoramento, que reflete a cobertura vacinal e a variação semanal de casos, todas as regiões foram classificadas com risco moderado (azul), condição que mantêm em relação à semana anterior. Com mais de 5,4 milhões de pessoas que receberam as duas doses da vacina, a cobertura vacinal da população geral de Santa Catarina no dia 11 de fevereiro ultrapassou 74,6%, o que vem contribuindo para frear o impacto do grande número de infecções na gravidade dos casos.

A dimensão sobre capacidade de atenção expressa o grau de comprometimento da rede de atenção de alta complexidade para prestar atendimento a pacientes com quadros graves de Covid-19. É composta pelo indicador de taxa de ocupação de leitos de UTI Adulto para tratamento de Covid-19 em relação ao total de leitos de UTI Adulto disponíveis no estado. Observou-se um total de sete regiões com a capacidade de atenção moderada (azul), com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 abaixo de 20%, Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Carbonífera, Extremo Oeste, Grande Florianópolis, Laguna e Vale do Itapocu .

Outras oito foram classificadas com a capacidade de atenção alta (amarelo), com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 entre 20 e 40%: Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Xanxerê. Por fim, duas regiões foram classificadas com a capacidade de atenção Ggave (laranja) com taxas de ocupação de leitos de UTI Adulto Covid-19 entre 40 e 60%: Nordeste e Oeste.

Por fim, na dimensão do monitoramento, que reflete os indicadores de cobertura vacinal da população vacinável (acima de 12 anos) e a variação semanal de casos, todas as regiões foram classificadas com risco moderado (azul), condição que mantêm em relação às semanas anteriores. Com mais de 5,4 milhões de pessoas com esquema primário de vacinação completo (duas doses ou dose única da vacina Covid-19), a cobertura vacinal da população geral de Santa Catarina na sexta-feira (18) ultrapassou 75,6%, o que vem contribuindo para frear o impacto do grande número de infecções na gravidade dos casos.

Mudanças na matriz serão implementadas nesta semana
Com o objetivo de atualizar o principal instrumento de monitoramento e gestão de risco da pandemia de Covid-19, a secretaria de saúde de Santa Catarina irá promover uma atualização dos indicadores que compõem a matriz de risco potencial regionalizado. A mudança buscará inserir indicadores de cobertura vacinal, tanto do esquema primário (duas doses ou dose única) para a população geral, quanto da cobertura vacinal da dose de reforço para pessoas com 60 anos ou mais.

A nova dimensão, denominada de proteção específica, irá substituir o item de monitoramento. Essa nova dimensão busca expressar o impacto de ações voltadas para redução da ocorrência de formas graves da Covid-19 na população em geral. Será composta pelos indicadores de cobertura vacinal do esquema primário de vacinação na população geral (duas doses ou dose única) e pela cobertura vacinal da dose de reforço na população com 60 anos ou mais.

Com essas mudanças, busca-se chamar atenção sobre a importância da vacinação como principal medida para enfrentamento da pandemia de Covid-19, dando ênfase a aplicação da dose de reforço para os idosos. Segundo um estudo, a taxa de óbitos por Covid-19 em idosos não vacinados ou com vacinação incompleta foi 47 vezes maior do que naqueles idosos que já receberam a dose de reforço. E o maior número de pacientes internados com a forma grave da Covid-19, a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) são idosos que ainda não receberam a dose de reforço, que deve ser aplicada quatro meses depois da aplicação da segunda dose do esquema primário, no caso das vacinas Coronavac, AstraZeneca ou Pfizer, ou dois meses depois da dose única da Janssen.

O principal objetivo da matriz de risco de Santa Catarina é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Outras quatro localidades estão no nível moderado

Startup de contabilidade digital Razonet lança fintech

Companhia catarinense multiplicou o número de clientes no ano passado

“Decidimos oferecer serviços avulsos, readequamos os planos para os clientes fixos da contabilidade e integramos o leque de produtos com o banco digital”, conta Luana Menegat, CEO da Razonet

A startup de contabilidade digital Razonet tinha 208 clientes em 2019, passou para 886 em 2020 e expandiu muito em 2021 com 1.660 clientes. O faturamento da empresa de Joaçaba (SC) quase quadruplicou e alcançou R$ 1,5 milhão no ano passado. A digitalização da economia foi potencializada com a pandemia e muitos empreendedores migraram do tradicional contador para o serviço digital. No caso da Razonet, apesar da tecnologia de ponta, a humanização é um diferencial. Por essa razão, a startup resolveu dar forma para uma fintech.

“O propósito da Razonet é ajudar o empreendedor a crescer. Temos uma preocupação em repassar conhecimento e desenvolver um ambiente próspero ao cliente. Depois de três anos, e muitas demandas dos nossos clientes, decidimos investir na fintech para ampliar e impulsionar os negócios”, conta Luana Menegat, CEO da Razonet. “Decidimos oferecer serviços avulsos, readequamos os planos para os clientes fixos da contabilidade e integramos o leque de produtos com o banco digital. Somos uma central empreendedora e o Brasil tem um potencial enorme de pessoas que precisam de uma ajuda para viabilizar o negócio próprio”, completa.

A fintech Razonet tem entre seus serviços maquininha de cartão para lojistas, cartão de crédito pré-pago, linhas de crédito especiais por ramo de atuação, entre outros.”Pesquisamos os melhores player do mercado para ser nossos parceiros. A fintech conta com o Logbank como fornecedor do sistema WhiteLabel, tendo o Topázio, como banco com expertise em tecnologia e licença bancária para promover inovação no nosso ecossistema”, detalha Luana.

O lançamento no canal bancário da Razonet será dia no dia 7 de março, com a participação da Ingrid Bath, diretora da Associação Brasileira de Fintecths. “Vamos explicar o que são fintechs e as diferenças com bancos tradicionais; como geram valor para a sociedade, a saúde financeira das empresas: empréstimos e financiamentos; e as perspectivas do cenário financeiro nacional”, convida Luana. A fintech Razonet Bank, assim como a Contabilidade digital, espera ter pelo menos 1000 clientes no primeiro ano de atividade.

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Companhia catarinense multiplicou o número de clientes no ano passado

Grupo Ascensus estuda ampliar atuação no Paraná

Empresa catarinense tem plano de expansão voltado para a produção de energia solar

Segundo Cleverson Siewert, o investimento pode ultrapassar a faixa dos R$ 200 milhões

O Ascensus Group, que já administra o terminal destinado à movimentação de veículos no Porto de Paranaguá, pretende ampliar a área de atuação e os investimentos no Paraná. A proposta foi apresentada pela empresa ao governador Carlos Massa Ratinho Junior durante reunião no Palácio Iguaçu, em Curitiba.

O Ascensus Group tem sede em Joinville, Santa Catarina, e é especializado em comércio internacional, com os serviços de importação, distribuição, logística, fullcommerce e portos. Entre os projetos pensados para implementar no Paraná estão também a construção de usinas de energia solar. O investimento pode ultrapassar a faixa dos R$ 200 milhões.

No ano passado, o grupo arrematou, em leilão na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), o pátio de veículos do Porto de Paranaguá. O investimento foi de R$ 25 milhões, com a obrigação de fazer investimentos de R$ 22 milhões ao longo de 25 anos, além de pagamentos ordinários mensais pela ocupação. O espaço será inaugurado em outubro, com a criação de 30 empregos diretos.

“Fizemos uma apresentação institucional do grupo para o governador Ratinho Junior. Estamos baseados em Santa Catarina, mas olhamos o Paraná com muito bons olhos. Mostramos que além do investimento em Paranaguá, temos outras frentes de trabalho e a energia solar é uma delas. Pretendemos fazer do Paraná uma das plataformas do grupo, ajudando a movimentar a economia local”, explicou o CEO da empresa, Cleverson Siewert.

Terminal portuário
O Paraná foi o primeiro Estado do Brasil a conceder um terminal portuário por decisão própria, depois de receber do governo federal a autonomia para administrar os contratos de exploração de áreas, em agosto de 2019. O terminal PAR12 tem 74,1 mil metros quadrados de área e capacidade estática para 4 mil veículos e armazenagem anual de 120 mil veículos.

A área do PAR12 é caracterizada como greenfield, um “terreno limpo”, não possuindo melhorias representativas ou bens reversíveis. Ela está localizada na retaguarda do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), em área adjacente ao terminal arrendado à Volkswagen. Nesse local estão sendo implantados os equipamentos e edificações a serem utilizados na movimentação e armazenagem de cargas Roll-on/Roll-off (automóveis de passeio, veículos comerciais leves, utilitários, caminhões, ônibus, tratores e outras cargas). Ao fim dos 25 anos de contrato, o que foi investido ficará com o Porto de Paranaguá.

As cargas Roll-on/Roll-of são caracterizadas por embarcar e desembarcar nos navios pelos seus próprios meios, sem necessitar de equipamentos para carregamento. Nesta modalidade, a demanda estimada em Paranaguá vai de 287 mil a 461 mil veículos/ano entre 2021 e 2045. “É um grupo de referência que, se bem trabalhado, o investimento no Paraná pode passar da casa dos R$ 400 milhões”, destacou o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin.

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Empresa catarinense tem plano de expansão voltado para a produção de energia solar

Exportação de soja aumenta 81% no Porto de São Francisco do Sul

A maior parte do volume é do estoque da safra de 2021

Cerca de 80% de toda a soja exportada por Santa Catarina é escoada pelo Porto de São Francisco

Em janeiro de 2022, uma dezena de navios que partiu do Porto de São Francisco do Sul levou para a Ásia 134.900 toneladas de soja. O número representa um aumento de 81% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram exportadas 74.550 toneladas do grão. A maior parte dessa soja é do estoque da safra de 2021, cujo início sofreu atraso em razão da falta de chuvas, o mesmo fenômeno que está acontecendo em 2022.

Os grãos são originários das lavouras de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul e chegam ao complexo portuário do Norte catarinense, sendo metade por meio de caminhões e o restante pela pela via ferroviária. “No final do ano passado investimos prioritariamente na melhoria da estrutura ferroviária interna do complexo, o que aumentou em 25% a nossa capacidade de recepção de grãos”, explica Cleverton Vieira, presidente do Porto de São Francisco do Sul. “O setor que recebe os trens, no Terminal Graneleiro, passou por uma ampla revitalização que incluiu a reforma na balança ferroviária, nivelamento da plataforma e a manutenção da moega, que é a estrutura na qual os vagões são descarregados”, complementa.

Todo ano, cerca de 700 trens chegam ao complexo portuário carregados de soja e milho, que tem como destino principal a China. Estas composições transportam mais de 3 milhões de toneladas, metade da exportação de cereais realizada anualmente pelo Porto. Em média, cada trem da empresa Rumo tem 80 vagões, que levam em torno de 50 toneladas cada um. Assim, são 57 mil vagões que descarregam grãos em São Francisco, anualmente, pelo corredor ferroviário que liga Mafra, no Planalto Norte de Santa Catarina, ao Porto, num trajeto de 170 quilômetros.

Os catarinenses colhem, todos os anos, em média 2,5 milhões de toneladas de soja. Desse total, Santa Catarina exporta cerca de 1,5 milhão de toneladas e industrializa 550 mil toneladas para o mercado interno, ficando o restante em estoque de passagem de uma safra para outra. Cerca de 80% de toda a soja exportada por Santa Catarina é escoada pelo Porto de São Francisco, totalizando 1,2 milhão de toneladas.

A maior parte do volume é do estoque da safra de 2021

Lucro da Três Tentos rompe a barreira de meio bilhão

Faturamento ultrapassou os R$ 5 bilhões em 2021

A empresa afirma que contina apresentando forte desempenho no segmento de grãos

A Três Tentos viu seu faturamento ultrapassar os R$ 5 bilhões em 2021 enquanto o lucro liquido ajustado rompeu a barreira do meio bilhão crescendo quase 80% (veja os principais resultados na tabela ao final desta reportagem). A companhia sediada em Santa Bárbara do Sul (RS) atua em três segmentos de negócios: varejo de insumos agrícolas, compra e venda de grãos e industrialização, por meio de duas fábricas localizadas nas cidades de Ijuí (RS) e Cruz Alta (RS).

O relatório trimestral da Três Tentos informa que o desempenho no segmento de insumos apresentou crescimento de volume em todos os produtos. O fenômeno La Niña fez com que chovesse menos na região Sul e alguns produtores acabaram retardando o início do plantio da safra de soja no Rio Grande do Sul para dezembro e janeiro (normalmente ocorre entre outubro e novembro). “Isso impactou principalmente na comercialização dos defensivos, o que poderia ter apresentado um resultado ainda mais forte. Já em sementes e fertilizantes não observamos uma redução na comercialização, pois são produtos que já estavam programados para aquisição do produtor e entregues durante a safra”, explica a companhia.

Mesmo com a estiagem no Rio Grande do Sul, a companhia está acompanhando o planejamento do produtor com a compra de insumos para a safra de inverno e observando aumento de área plantada de trigo em torno de 25%. “Nossa expansão no Mato Grosso está acontecendo em ritmo acelerado, com a primeira loja inaugurada em Sinop no ano de 2021 e, em janeiro de 2022 já contando com duas novas lojas (Matupá e Sorriso). As equipes de vendas e consultores já estão capturando vendas de insumos para a safrinha de milho que se inicia nos meses de fevereiro e março”, informa a Três Tentos.

A empresa afirma que continua apresentando forte desempenho no segmento de grãos, com destaque para a cultura do trigo que apresentou uma boa safra em 2021 no Rio Grande do Sul, possibilitando um recorde de originação deste grão. Na soja, o volume movimentado entre outubro e dezembro foi superior ao projetado, em função do mercado mais aquecido, tanto na originação quanto na comercialização, visto o maior apetite dos exportadores e indústrias de esmagamento. No milho, o período de colheita ocorre entre os meses de janeiro e março, e por esse motivo a comercialização do grão acontece principalmente no primeiro semestre do ano.

“Para o próximo trimestre, devemos observar na cultura do milho os impactos da estiagem no Rio Grande do Sul, com expectativa de redução de volume, especialmente nas áreas de sequeiro (sem irrigação). No entanto, as expectativas são positivas para a safrinha do grão no Mato Grosso, o que deve minimizar os impactos do menor volume no Rio Grande do Sul. Cabe destacar que no Mato Grosso já contamos com nossa loja recém inaugurada de Matupá e em breve com a fábrica de Vera (em construção) na originação do grão a partir de junho de 2022 (período de colheita)”, revela a companhia.

O segmento industrial da Três Tentos se mostrou resiliente ao longo de 2021 em um cenário desafiador, com aumento nos preços das commodities e indefinições sobre o percentual na mistura do biodiesel ao óleo diesel estipulado pela ANP, que variou entre 10% e 13%, encerrando o ano em 10%. A partir de 2022, o mercado de Biodiesel no Brasil passou a ser negociado por mercado livre, que até 2021 era por leilão. “Acreditamos que este novo modelo de negociação trará melhores condições de preços e mais estabilidade sobre as margens, visto que as precificações serão realizadas mais frequentes acompanhando os preços das matérias primas para produção do biodiesel, como o óleo de soja”, observa a empresa em seu relatório trimestral.

A Três Tentos comercializou um volume de farelo de soja levemente abaixo do esperado em função de logística fluvial e aspectos comerciais. Alguns embarques previamente alinhados para dezembro ocorreram em janeiro, e alguns compromissos firmados no quarto trimestre com preços melhores para embarques programados para janeiro e fevereiro. De acordo com a companhia, as condições de preço tiveram suporte nos últimos meses acompanhando a expectativa da safra 21/22 no sul da América do Sul, especialmente na Argentina que possui grande capacidade de esmagamento, e importante exportador de farelo no mundo.

A Três Tentos é a 66ª maior empresa da região e também a 27ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Faturamento ultrapassou os R$ 5 bilhões em 2021

Confiança da indústria avança na maioria dos setores em fevereiro

Índice aponta para recuperação, revela CNI

O que sustenta o ICEI positivo são as expectativas em relação a economia nos próximos seis meses

A confiança da indústria aumentou em 17 dos 29 setores pesquisados, de acordo com o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) por setor, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Além disso, o único setor que registrava pessimismo em janeiro, o de produtos de limpeza, perfumaria e higiene pessoal, voltou a ficar otimista neste mês. Foram entrevistadas 2.222 empresas, sendo 912 de pequeno porte, 805 de médio porte e 505 de grande portem entre 1º e 10 de fevereiro.

No entanto, o que sustenta o ICEI positivo são as expectativas em relação a economia nos próximos seis meses. Todos os 29 setores analisados têm expectativas otimistas. O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explica que, sobre o momento atual da economia, apenas 13 de 29 setores estão confiantes. “Apesar do aumento da confiança, na comparação com fevereiro de 2021, apenas o setor de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos está mais otimista do que há um ano”, detalha.

Os setores mais confiantes são: extração de minerais não-metálicos (60,5 pontos), produtos de metal (59,9 pontos, veículos automotores (59,8 pontos) e manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (59,7 pontos). Veja os setores mais e menos confiantes no gráfico ao final desta reportagem.

O ICEI varia de 0 a 100 pontos. Valores acima de 50 pontos indicam confiança do empresário e quanto mais acima de 50 pontos, maior e mais disseminada é a confiança. Valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança do empresário e quanto mais abaixo de 50, maior e mais disseminada é a falta de confiança.

Índice aponta para recuperação, revela CNI

Consumo das famílias segue subindo

CNC nota tendência positiva

Com aumento de praticamente todos os subíndices, ICF registra, em fevereiro, maior pontuação desde maio de 2020

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) seguiu apresentando tendência positiva em fevereiro. O indicador, apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), cresceu 0,4% neste mês, alcançando 77,6 pontos, o maior patamar desde maio de 2020 (81,7 pontos). Na comparação anual, o aumento foi de 4,6%. Apesar de ter permanecido abaixo do nível de satisfação (100 pontos), algo que vem acontecendo desde abril de 2015, o índice apontou resultado mais otimista do que o de fevereiro do ano passado, quando registrou 74,2 pontos.

O subíndice sobre consumo atual contou com o avanço mais significativo do mês, de 3,9%, e mais intenso do que o de janeiro (0,8%). Além disso, também registrou o maior percentual de famílias que perceberam um aumento do seu consumo desde abril de 2020, 16,0%. Renda Atual apresentou comportamento semelhante, com aumento de 2,1% e o maior percentual de famílias que perceberam uma melhora na sua renda desde junho do ano passado, 21,7%.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, avalia que os números apontam uma percepção mais positiva dos consumidores em relação à renda. “É possível observar uma evolução do poder de compra no curto prazo. O crescimento do índice de consumo atual dá sinais de um ambiente para compra mais estabilizado”, avalia.

Segundo a pesquisa, o mercado de trabalho também é um fator positivo de incentivo ao comércio. Isso porque a parcela de famílias que avaliaram o item perspectiva profissional de forma negativa reduziu para o menor patamar desde abril de 2020, 48,9%. Em janeiro, esse percentual era de 50,3% e, em fevereiro do ano passado, era de 50,8%. A pontuação do indicador também apresentou o melhor resultado desde abril do ano retrasado (106,3 pontos), chegando a 90,8 pontos, com variação mensal positiva de 0,9% e de 1,2%, na comparação com o mesmo mês em 2021.

Influência das taxas de juros
O único subíndice a apresentar retração em fevereiro foi momento para duráveis. A queda de 7,7% foi a sexta consecutiva. E, com variação anual negativa de 9,2%, o item registrou 43,5 pontos. Segundo a economista da CNC responsável pela pesquisa, Catarina Carneiro da Silva, a alta inflacionária e o aumento dos juros encareceram os bens duráveis, levando a uma maior dificuldade de compra desses itens.

No entanto, ela observa que a elevação das taxas de juros já está sendo absorvida pelas famílias, o que levou ao avanço de 0,7% do item acesso ao crédito após quatro meses de queda. “Isso mostra que, apesar de a Selic ter alcançado patamar de dois dígitos, o crédito continua sendo um importante indutor do consumo”, nota a economista.

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CNC nota tendência positiva

Rumo vê lucro cair pela metade em 2021

Pressão da inflação sobre os custos fixos foi a principal causa

A Operação Sul apresentou retração de 1,9% no volume transportado em 2021, refletindo a quebra de safra do milho

Em 2021 a Rumo viu sua receita operacional líquida crescer 6,8% atingindo R$ 7,4 bilhões. O lucro, porém, caiu quase pela metade (veja os principais indicadores na tabela ao final desta reportagem). Boa parte desse revés se deveu ao prejuízo de R$ 384 milhões no quarto trimestre. “Em função da quebra de safra de milho no segundo semestre, o crescimento de volume e tarifa, a partir a estratégia de ganho de market share, visando ocupar mais capacidade, foi insuficiente para cobrir o aumento do custo variável e a pressão de inflação sobre os custos fixos”, explica a empresa.

O volume transportado pela Rumo em 2021 atingiu 64 bilhões de TKU, 2,5% acima do ano anterior. Esse resultado é consequência da quebra de safra do milho, ocorrida no segundo semestre, a qual foi atenuada por uma estratégia comercial que trouxe ganho de market share. Na Operação Norte, houve aumento de 3,2% dos volumes transportados, apesar da queda de 30,3% do volume transportado de milho.

A Operação Sul apresentou retração de 1,9% no volume transportado em 2021, atingindo 13,4 bilhões de TKU, refletindo a quebra de safra do milho, que foi mais severa nos estados da região Sul e os efeitos da isenção temporária de pedágio no Paraná. Houve crescimento no ano em todos os demais segmentos, com destaque para cargas industriais (14,8%), soja (11,2%) e combustível (9,9%).

A Operação Sul perdeu 1,6 ponto percentual no market share de transporte de grãos aos portos de Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul (SC). O volume para os portos do Sul caiu 19,3%, enquanto o mercado apresentou uma queda de 14,9%. A isenção temporária das tarifas de pedágio do Paraná e a quebra de safra de milho contribuíram para a redução do frete rodoviário. Nesse mesmo período, as tarifas ferroviárias cresceram 14,7%, o que resultou em um menor nível de market share para a Rumo.

“A receita líquida totalizou R$ 7,4 bilhões no ano, 6,8% acima de 2020, em função do aumento de 4,5% na tarifa consolidada e de 2,5% no volume. As tarifas no primeiro semestre refletiram o repasse dos ajustes do preço de combustível, e no segundo semestre foram impactadas negativamente pela quebra de safra de milho, pela captura do volume de grãos em regiões mais distantes e também pela maior pressão sobre os preços spots de grãos”, detalha a empresa em seu relatório trimestral.

Com relação ao mercado de soja em 2022, segundo as projeções da Agroconsult, o Brasil deverá ter uma safra de 127 milhões de toneladas, das quais 78 milhões devem ser exportadas. Nos estados de Mato Grosso e Goiás, são esperados recordes de produção em 2022. Enquanto o Mato Grosso deve produzir cerca de 40 milhões de toneladas, 11,2% a mais do que a safra 20/21, em GO é esperada uma produção de 15 milhões de toneladas, 10,6% superior à safra anterior. “Apesar do crescimento esperado na região Centro-Oeste, a estiagem na região Sul tem reduzido as projeções nacionais de produção, principalmente nos estados do Rio Grande do Sul e do Paraná”, alerta a Rumo.

José Alberto Abreu, CEO da Rumo, destaca no relatório trimestral a expansão que a companhia planeja para o Centro-Oeste. “Seguiremos com nossa expansão comercial em um Mato Grosso que ainda esse ano receberá a licença de instalação para Lucas de Rio Verde e continuaremos em busca do crescimento acelerado de volume em Goiás, essa nova fronteira que precisa ser

ocupada com velocidade. Esses projetos são um divisor de águas para a Rumo, e que vai colocar o Brasil no mapa como um dos países com a infraestrutura mais eficiente e competitiva do agronegócio”, revela.

A Rumo é a sétima maior empresa da região e também a terceira maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Pressão da inflação sobre os custos fixos foi a principal causa

Arauco é a primeira indústria de painéis de madeira a lançar marketplace

Ferramenta oferece recursos e facilidades para parceiros varejistas e consumidores

O público-alvo do marketplace da Arauco são escritórios de arquitetura, marcenarias e pessoas físicas

Alinhada ao bom desempenho do comércio eletrônico no Brasil e à sua política de inovação constante, a Arauco lançou o primeiro marketplace nacional para venda de painéis de madeira. No primeiro semestre de 2021, o e-commerce brasileiro registrou crescimento de 155% em faturamento e de 67% em número de pedidos no segmento de casa e decoração, em comparação com os primeiros seis meses do ano passado, segundo a 44ª edição do Webshoppers, relatório elaborado pela Ebit | Nielsen. O novo cenário do mercado impulsionou a iniciativa da maior companhia florestal das Américas, que lançou a ferramenta neste mês. As vendas do marketplace serão realizadas por revendedores da marca que poderão se cadastrar na plataforma.

Flávio Verardi, diretor comercial da Arauco, conta que essa iniciativa respeita a forte parceria que a companhia mantém com seus clientes revendedores. O novo canal visa a aumentar a capilaridade da empresa e fortalecer a marca, atraindo novos consumidores que terão a oportunidade de conhecer pelo site todo o portfólio de painéis revestidos da Arauco, além de produtos relacionados à cadeia moveleira.

“Em vez de realizarmos vendas diretas da fábrica, desenvolvemos a plataforma e investiremos na divulgação e engajamento de consumidores. Todo o processo de vendas e atendimento, entretanto, será realizado por nossos clientes revendedores. Para eles, trata-se de um novo formato para a atração de consumidores, uma nova forma de vendas, mas com a manutenção dos padrões de excelência em atendimento das lojas físicas”, afirma.

Público-alvo
O público-alvo do marketplace da Arauco são escritórios de arquitetura, marcenarias e pessoas físicas, que poderão escolher, pela internet, os painéis para fabricar seus móveis, com facilidade de pagamento e entrega do material no endereço de seus marceneiros.

Dezenas de revendedoras da Arauco, incluindo grandes redes, já estão inseridas no marketplace, que atenderá, de imediato aos estados de Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A ideia, contudo, é ampliar o alcance de forma gradativa para todo o território nacional. Por enquanto, apenas produtos da marca estarão à venda no site, mas a companhia irá firmar parcerias com outras empresas fornecedoras do segmento ao decorrer de 2022.

O marketplace da Arauco pode ser conferido aqui.

Ferramenta oferece recursos e facilidades para parceiros varejistas e consumidores

Fundo Advent International passa a deter 25% do Grupo Tigre

Investimento de R$ 1,3 bilhão dará impulso ao processo de expansão da companhia catarinense no Brasil e no exterior

A Tigre é a 52ª maior empresa da região e também a 11ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A Advent International, um dos maiores e mais tradicionais investidores globais de private equity, anuncia que passará a deter participação de 25% no Grupo Tigre, multinacional brasileira líder em soluções para construção civil e cuidado com a água. O investimento, de R$ 1,3 bilhão, dará suporte financeiro e estratégico para os planos de expansão da Tigre no Brasil e no mercado internacional.

Essa é a primeira vez que a companhia fundada e controlada pela família Hansen passa a ter participação de um fundo de private equity em seus mais de 80 anos de história. “A escolha da Advent foi muito cuidadosa. Seu histórico sólido de investimentos no Brasil e a experiência em diversos setores fazem da Advent o parceiro ideal para apoiar a Tigre, tanto no Brasil quanto nos demais países onde estamos presentes”, revela Felipe Hansen, presidente do conselho de administração do Grupo Tigre, que faz parte da terceira geração da família Hansen.

Pelos termos da parceria estratégica, a Advent terá direito a indicar dois membros para o conselho de administração da Tigre. “A Tigre é uma empresa líder e referência em seu setor, um fenômeno mundial de construção de marca, com uma história de crescimento e inovação sólida, organizada, com governança, gestão profissional e plano de negócios claro e ambicioso para os próximos anos. É uma satisfação enorme nos juntarmos ao time da Tigre e apoiá-los em seus projetos de crescimento e geração de valor”, declara Patrice Etlin, Managing Partner da Advent, em nota.

Reconhecida como marca ícone na categoria de tubos e conexões, a Tigre tem mais de 15 mil produtos no portfólio e está presente em cerca de 30 países. Em 2021, a companhia fez a aquisição da Dura Plastic Products, fabricante e distribuidora de conexões de PVC, com sede na Califórnia, como parte da estratégia para pavimentar sua expansão internacional. Os Estados Unidos são um dos mercados-chave para a Tigre buscar a liderança no mercado de condução de água nas Américas.

Entre as frentes estratégicas, há ainda a expectativa de ampliar a oferta de soluções para construção civil, infraestrutura e irrigação, que possuem grandes perspectivas de crescimento no Brasil, além de investimentos em soluções, serviços e tecnologia para maior eficiência no uso de água.

A Advent já investiu globalmente US$ 13,5 bilhões em 80 empresas do setor industrial, sendo dez na América Latina. Entre elas, a GTM Holdings, líder em distribuição de matérias-primas químicas na América Latina, recentemente fundida com a europeia Caldic, criando um líder global. Com forte presença local, o fundo norte-americano já investiu mais de US$ 7 bilhões em 70 empresas na América Latina nos últimos 25 anos.

O aporte da Advent acontece cinco meses após a Tigre obter da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o registro de companhia de capital aberto na categoria B, que habilita para emissão de debêntures. Além da entrada dos recursos do novo sócio, boa parte dos outros R$ 600 milhões captados em debêntures devem ser usados para reforçar os planos de investimentos.

No acumulado de 2021 até 30 de setembro, o Grupo Tigre teve R$ 4,2 bilhões em receita líquida consolidada e R$ 508 milhões de lucro líquido. O Brasil representa pouco mais de 60% das receitas líquidas da empresa atualmente.

A Tigre é a 52ª maior empresa da região e também a 11ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Investimento de R$ 1,3 bilhão dará impulso ao processo de expansão da companhia catarinense no Brasil e no exterior

Chocolate Lugano abre sua primeira loja em Curitiba

O Centro Comercial Brooklyn, no Bairro Bacacheri, foi escolhido para receber a primeira unidade do chocolate de Gramado na capital

Sob os cuidados da empresária Fernanda Luiza Tarter Raupp, o espaço contará com loja e cafeteria

A Lugano, marca líder em chocolates finos do Brasil, vai inaugurar em março sua primeira unidade em Curitiba. O estado, no entanto, já reúne outras quatro unidades localizadas nas cidades de Cascavel, Maringá, Londrina e Guarapuava. O novo endereço faz parte de um projeto de expansão da marca, com sede em Gramado, no Rio Grande do Sul, e que tem como objetivo abrir dezenas de novos pontos de venda, em formato de franquia, até a Páscoa de 2022 em todo Brasil.

Sob os cuidados da empresária Fernanda Luiza Tarter Raupp, o espaço contará com loja e cafeteria e ficará no Centro Comercial Brooklyn, localizado na Rua Nicarágua, nº 847, loja 01 A, no Bairro Bacacheri. A rede tem cinco lojas próprias em Gramado, e mais de 100 franquias espalhadas pelo Brasil.

“Fruto de um trabalho coeso e sólido que construímos ao longo desses mais de 45 anos de história da Lugano, a novidade é uma amostra de que estamos em um movimento acelerado de transformação que nos fez crescer como empresa e junto aos nossos franqueados. Isso tudo, sem perder a nossa essência”, informa Augusto Schwingel Luz, CEO da Lugano.

50 toneladas por mês
Há cerca de meio século crescendo com Gramado, a capital nacional do chocolate artesanal, a Lugano produz sua própria matéria-prima, com pelo menos 36% de cacau em suas receitas. São mais de 50 toneladas de chocolate premium produzidas por mês.

Os produtos são encontrados nas lojas de Gramado e Porto Alegre, e também nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo. A marca está no Distrito Federal e em todas as capitais do nordeste. São mais de cem franquias espalhadas pelo Brasil todo, grande parte delas dispondo de cafeteria no interior da loja com receitas exclusivas de taças e sorvetes, salgados, cafés gelados, sodas italianas e até cafés servidos na casquinha.

Os chocolates também são distribuídos em vários pontos do país pelo e-commerce https://www.chocolatelugano.com.br/ e desde o ano passado estão disponíveis também no mercado norte-americano.

O Centro Comercial Brooklyn, no Bairro Bacacheri, foi escolhido para receber a primeira unidade do chocolate de Gramado na capital

Infraestrutura responde em 2021 por 10% de todas as operações de M&A no país

As transações como um todo cresceram 65% no ano passado em relação ao ano anterior e devem continuar em alta em 2022

“No ano passado, dos dez segmentos que mais realizaram transações, três eram da área de infraestrutura”, explica João Caetano

O mercado de Fusões & Aquisições (M&A) no Brasil cresceu 65,2% em 2021, em relação a 2020, com 1.901 transações realizadas, segundo levantamento divulgado pelo portal Fusões & Aquisições. De acordo com os dados, um setor que representou uma grande parcela dessas operações e que promete crescer mais em 2022 foi o de infraestrutura. Foram mais de 160 transações de M&A ao longo do ano passado, com 63 operações envolvendo companhias energéticas, 51 do segmento de transportes, 33 de meio ambiente e 16 de empresas portuárias e aeroportuárias.

“A expectativa para 2022 é de que as operações envolvendo o setor de infraestrutura continuem em ascensão, principalmente por causa das concessões e privatizações de rodovias, portos e aeroportos, o que deve movimentar o mercado”, explica João Caetano Magalhães, diretor da Redirection International, empresa especializada em M&A de empresas de médio porte.

O especialista destaca que um dos pontos que chamam a atenção nas transações de M&A em infraestrutura é o valor monetário envolvido nessas operações. Segundo o portal Fusões & Aquisições, das dez maiores transações realizadas em 2021 no Brasil, três foram do setor mais amplo de infraestrutura como saneamento, meio ambiente e energia. “Além dos valores envolvidos nessas transações, o setor de infraestrutura está entre os mais ativos em M&A no Brasil. No ano passado, dos dez segmentos que mais realizaram transações, três eram da área de infraestrutura”, explica João Caetano.

Investimentos em infraestrutura
Segundo relatório Infra-2038, divulgado em julho do ano passado, há uma queda gradual dos investimentos públicos em infraestrutura nos últimos anos no Brasil, o que foi evidenciado pela pandemia de Covid-19. Em 2020, o volume de investimentos foi de R$ 115,8 bilhões, o equivalente a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o menor patamar dos últimos 20 anos. Esses dados são mais um indicativo positivo de oportunidade neste segmento, conforme explica o especialista.

“Historicamente existe um gap de investimentos nesta área, com a redução gradativa do montante de investimentos públicos, o que abre oportunidades para investidores nacionais e internacionais suprirem esses gargalos existentes no país”, avalia Magalhães. As oportunidades no setor envolvem licitações, alianças estratégicas e operações de M&A propriamente dito.

O cenário é bastante favorável, uma vez que tanto o governo federal quanto os estaduais e municipais já anunciaram a disponibilização de ativos no mercado para 2022. “Somente o governo federal tem a expectativa de atrair cerca de R$ 165 bilhões neste ano em concessões de rodovias, aeroportos e ferrovias neste ano, isso sem contar com os ativos de empresas privadas que estão abrindo o capital.”

Outro dado importante é que ainda segundo o relatório Infra-2038, para que o país possa chegar à 20ª posição no ranking mundial de competitividade, do Fórum Econômico Mundial, é preciso ampliar os investimentos em infraestrutura para R$ 339 bilhões por ano, até 2038. Para João Caetano, o amadurecimento das transações brasileiras e da consolidação dos modelos de concessão e de Parcerias Público-Privadas (PPPs), devem se refletir em novos investimentos. “O país está se preparando para isso, principalmente após os avanços na legislação que trazem segurança jurídica aos investidores, como por exemplo os marcos regulatórios aprovados nos últimos anos.”

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As transações como um todo cresceram 65% no ano passado em relação ao ano anterior e devem continuar em alta em 2022

Receita da Stihl Brasil apresenta alta de 24%

Companhia registrou vendas de R$ 2,9 bilhões em 2021

A produção também apresentou expressivo crescimento de 32%

A Stihl Brasil registrou R$ 2,9 bilhões de faturamento em 2021, o que representa 24% de crescimento em relação ao ano anterior, mesmo com desafios do mercado, tais como a falta de componentes e desabastecimento enfrentado por muitos setores, o que foi determinante para os resultados não terem sido ainda maiores. A exportação representa grande parte desse crescimento, reforçando a importância expressiva do comércio internacional com mais de 70 países nos negócios da companhia.

A produção da empresa aumentou, como um todo, em 32%. Atualmente, a empresa possui um quadro de 3,5 mil profissionais, número alcançado graças ao aumento de 22,5% nas contratações em 2021, em comparação a 2020. Neste ano, a previsão é de lançamento de mais 10 novos produtos ao mercado nacional, sendo quatro destes já no mês de fevereiro.

“Atingimos resultados de excelência em meio a um cenário complexo, com relevantes desafios para a cadeia produtiva. Em 2021, conseguimos bater a marca histórica de 1 milhão de máquinas e 10 milhões de cilindros produzidos em um ano na fábrica brasileira. Todos os números só tornaram-se realidade pela dedicação e capacitação dos nossos colaboradores e também pelo incessante investimento para modernização, ampliação e desenvolvimento da nossa estrutura”, relata Cláudio Guenther, presidente da Stihl.

Para este ano, a empresa seguirá com a aplicação de recursos com foco na otimização dos processos, gerando condições para atingir conquistas ainda mais positivas. Para isso, Guenther ressalta a confiança da matriz alemã na gestão realizada na unidade brasileira e destaca os principais movimentos previstos: “Iremos inaugurar o terceiro Centro de Distribuição (CD), localizado na cidade de Benevides (PA), em setembro, que irá atender estrategicamente as regiões Norte e Nordeste, com o objetivo de reduzir o tempo de entrega de produtos e superar desafios logísticos, consequentemente, aumentando a qualidade do atendimento aos nossos clientes”, projeta Guenther. “Ainda com foco na melhoria das operações logísticas, o primeiro CD da empresa, localizado dentro da fábrica de São Leopoldo (RS), também será ampliado. Além disso, também investiremos em tecnologia e novas máquinas para aumentarmos em cerca de 30% a capacidade produtiva da STIHL”, complementa.

Esses esforços visam minimizar também os impactos como eventuais novas paradas nas indústrias chinesas de componentes, o considerável aumento de preços nos fretes aéreos e até mesmo a falta de contêineres. A Stihl também irá finalizar no segundo trimestre de 2022, as obras dos novos prédios da ferramentaria e do vestiário.

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Companhia registrou vendas de R$ 2,9 bilhões em 2021