Consumo das famílias segue subindo

Consumo das famílias segue subindo

CNC nota tendência positiva

Com aumento de praticamente todos os subíndices, ICF registra, em fevereiro, maior pontuação desde maio de 2020

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) seguiu apresentando tendência positiva em fevereiro. O indicador, apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), cresceu 0,4% neste mês, alcançando 77,6 pontos, o maior patamar desde maio de 2020 (81,7 pontos). Na comparação anual, o aumento foi de 4,6%. Apesar de ter permanecido abaixo do nível de satisfação (100 pontos), algo que vem acontecendo desde abril de 2015, o índice apontou resultado mais otimista do que o de fevereiro do ano passado, quando registrou 74,2 pontos.

O subíndice sobre consumo atual contou com o avanço mais significativo do mês, de 3,9%, e mais intenso do que o de janeiro (0,8%). Além disso, também registrou o maior percentual de famílias que perceberam um aumento do seu consumo desde abril de 2020, 16,0%. Renda Atual apresentou comportamento semelhante, com aumento de 2,1% e o maior percentual de famílias que perceberam uma melhora na sua renda desde junho do ano passado, 21,7%.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, avalia que os números apontam uma percepção mais positiva dos consumidores em relação à renda. “É possível observar uma evolução do poder de compra no curto prazo. O crescimento do índice de consumo atual dá sinais de um ambiente para compra mais estabilizado”, avalia.

Segundo a pesquisa, o mercado de trabalho também é um fator positivo de incentivo ao comércio. Isso porque a parcela de famílias que avaliaram o item perspectiva profissional de forma negativa reduziu para o menor patamar desde abril de 2020, 48,9%. Em janeiro, esse percentual era de 50,3% e, em fevereiro do ano passado, era de 50,8%. A pontuação do indicador também apresentou o melhor resultado desde abril do ano retrasado (106,3 pontos), chegando a 90,8 pontos, com variação mensal positiva de 0,9% e de 1,2%, na comparação com o mesmo mês em 2021.

Influência das taxas de juros
O único subíndice a apresentar retração em fevereiro foi momento para duráveis. A queda de 7,7% foi a sexta consecutiva. E, com variação anual negativa de 9,2%, o item registrou 43,5 pontos. Segundo a economista da CNC responsável pela pesquisa, Catarina Carneiro da Silva, a alta inflacionária e o aumento dos juros encareceram os bens duráveis, levando a uma maior dificuldade de compra desses itens.

No entanto, ela observa que a elevação das taxas de juros já está sendo absorvida pelas famílias, o que levou ao avanço de 0,7% do item acesso ao crédito após quatro meses de queda. “Isso mostra que, apesar de a Selic ter alcançado patamar de dois dígitos, o crédito continua sendo um importante indutor do consumo”, nota a economista.

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