Archives Fevereiro 2022

Nova matriz de risco de SC aponta15 regiões no nível alto

Uma regional está no nível moderado e outra no grave

Matriz passa a incorporar indicadores de vacinação tanto da população em geral, quanto da população com 60 anos

Um novo modelo de matriz de risco potencial regionalizado será utilizado oficialmente em Santa Catarina a partir deste sábado (26). Ela passa a incorporar indicadores de vacinação tanto da população em geral (esquema primário de duas doses ou dose única), quanto da população com 60 anos ou mais (esquema primário + dose de reforço).

De acordo com a nova matriz, apenas uma região foi classificada no nível moderado (cor azul): a Foz do Rio Itajaí; uma região foi classificada como nível grave (cor laranja): o Médio Vale do Itajaí; e 15 regiões foram classificadas como nível lto (cor amarela): Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Grande Florianópolis, Laguna, Meio-Oeste, Nordeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense, Vale do Itapocu e Xanxerê.

Em um comparativo com o relatório divulgado na semana anterior, que ainda utilizava a dimensão do monitoramento, houve piora nas quatro regiões que estavam classificadas no nível moderado (azul) e que passaram a ser classificadas no nível alto (amarelo): Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Grande Florianópolis e Laguna. Também houve piora no Médio Vale do Itajaí, que estava classificada no nível alto (amarelo) e passou a ser classificada no nível grave (laranja) e melhora na Foz do Rio Itajaí, que estava classificada como nível alto (amarelo) e passou a ser classificada no nível moderado (azul). Para as demais regiões, não houve mudança de classificação.

A dimensão da gravidade expressa os diferentes níveis de gravidade da pandemia no atual momento em cada uma das regiões. É composta por dois indicadores: o número de óbitos de Covid-19 acumulados nos últimos 7 dias por 100 mil habitantes e a tendência de curto prazo (3 semanas) para ocorrência de novos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Nesta dimensão, um total de oito regiões foram classificadas no nível alto (amarelo): Alto Uruguai Catarinense, Carbonífera, Extremo Oeste, Foz do Rio Itajaí, Meio-Oeste, Oeste, Vale do Itapocu e Xanxerê. Outras nove regiões foram classificadas no nível grave (laranja): Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Sul Catarinense, Grande Florianópolis, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Nordeste, Planalto Norte e Serra Catarinense.

A dimensão da transmissibilidade busca medir o nível de disseminação da Covid-19 população, de acordo com as regiões de Saúde.É composta por dois indicadores, o número de casos ativos (infectantes) por 100 mil habitantes e o número de reprodução efetivo da infecção (Rt). Nela, uma regional foi classificada como nível Moderado (azul): a Foz do Rio Itajaí. Outras 10 regiões foram classificadas no nível de alto (amarelo), Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Grande Florianópolis, Laguna, Meio-Oeste, Nordeste, Planalto Norte e Serra Catarinense. Por fim, três regiões foram classificadas no nível grave (laranja) Alto Vale do Itajaí, Vale do Itapocu e Xanxerê, e outras 3 (três) regiões foram classificadas no nível de gravíssimo (vermelho), Alto Uruguai Catarinense, Médio Vale do Itajaí e Oeste. O número de casos ativos vem tendo uma redução nas últimas semanas, alcançando 25.817 na última sexta, 18.

A dimensão da proteção específica busca expressar o impacto de ações voltadas para redução da ocorrência de formas graves da Covid-19 na população em geral e em grupos mais vulneráveis, substituindo a dimensão do monitoramento. Ela é composta pelos indicadores de cobertura vacinal do esquema primário de vacinação contra a Covid-19 na população geral (duas doses ou dose única) e da cobertura da dose de reforço na população com 60 anos ou mais de idade. Nesta dimensão, quatro regiões foram classificadas como nível moderado (azul): Alto Uruguai Catarinense, Extremo Oeste, Meio Oeste e Oeste. Outras dez regiões foram classificadas no nível alto (amarelo), Alto Vale do Itajaí, Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Laguna, Nordeste, Planalto Norte, Serra Catarinense, Vale do Itapocu e Xanxerê, e três regiões foram classificadas no nível grave (laranja), Alto Vale do Rio do Peixe, Grande Florianópolis e Médio Vale do Itajaí.

Por fim, a dimensão da capacidade de atenção expressa o grau de comprometimento da rede de atenção de alta complexidade para prestar atendimento a pacientes com quadros graves de Covid-19. É composta pelo indicador de taxa de ocupação de leitos de UTI Adulto para tratamento de Covid-19 em relação ao total de leitos de UTI Adulto disponíveis em Santa Catarina. Nela, observou-se um total de seis regiões com a capacidade de atenção moderada (azul), com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 abaixo de 20%, Alto Uruguai Catarinense, Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis e Laguna. Outras dez regiões estão com a capacidade de atenção alta (amarelo), com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 entre 20 e 40%, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Oeste, Médio Vale do Itajaí, Meio-Oeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense, Vale do Itapocu e Xanxerê e uma região apresenta uma capacidade de atenção grave (laranja) com taxas de ocupação de leitos de UTI Adulto Covid-19 entre 40 e 60%, a região Nordeste.

O principal objetivo da matriz de risco de Santa Catarina é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Uma regional está no nível moderado e outra no grave

Governo publica redução de até 25% das alíquotas do IPI

Imposto incide sobre atividade industrial

A redução do IPI representará uma renúncia tributária de R$ 19,5 bilhões para o ano de 2022

O governo federal publicou nesta sexta-feira (25) decreto que reduz as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A medida alivia a carga tributária na produção de automóveis, eletrodomésticos da chamada linha branca – como refrigeradores, freezers, máquinas de lavar roupa e secadoras – e outros produtos industrializados.

Para a maior parte dos produtos, a redução foi de 25%. Alguns tipos de automóveis tiveram redução menor na alíquota, de 18,5%. Produtos que contenham tabaco não tiveram redução do imposto.

De acordo com cálculos informados pelo Ministério da Economia, a redução do IPI representará uma renúncia tributária de R$ 19,5 bilhões para o ano de 2022, de R$ 20,9 bilhões para o ano de 2023 e de R$ 22,5 bilhões para o ano de 2024.

Por se tratar de tributo extrafiscal, de natureza regulatória, é dispensada a apresentação de medidas de compensação, como autorizado pela Lei de Responsabilidade Fiscal, ressaltou o governo.

Para justificar a renúncia tributária, o governo destacou que a arrecadação federal em janeiro de 2022 somou R$ 235,3 bilhões, sendo volume recorde que representa 18,30% de aumento em relação ao mesmo mês do ano passado, já descontada a inflação do período.

“Há, portanto, espaço fiscal suficiente para viabilizar a redução ora efetuada, que busca incentivar a indústria nacional e o comércio, reaquecer a economia e gerar empregos. O decreto entrará em vigor imediatamente e não depende da aprovação do Legislativo”, informou a Presidência da República, em nota.

Em comunicado, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) celebrou a redução do IPI ao enfatizar que indústria é o setor o mais tributado da economia no país. De acordo com a entidade, a tendência é haver uma redução dos preços dos produtos industriais, com impactos na inflação, já que os preços do segmento representam 23,3% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Com Agência Brasil

Imposto incide sobre atividade industrial

Inadimplência atinge 6 milhões de empresas em janeiro

Dentre os negócios inadimplentes 52% pertencem ao setor de serviços

Em janeiro deste ano, as micro e pequenas empresas representaram a maior parte dos inadimplentes, com 5,4 milhões de negativados

A inadimplência cresceu e atingiu 6 milhões de empresas em janeiro de 2022, um aumento de 1,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. De acordo com o Indicador de Inadimplência da Serasa Experian, o segmento de serviços foi o mais afetado, representando 52% das empresas negativadas. O índice também foi impulsionado pelo comércio, que equivale a 38,7% do total. As Indústrias afetadas significam 8% e o setor primário apenas 0,9%. Confira no gráfico abaixo a oscilação dos números gerais de inadimplência.

De acordo com o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, o aumento da inadimplência das empresas era uma movimentação esperada para o país no início de 2022. “A estagnação econômica e a ascensão da taxa Selic criaram um cenário desafiador que afeta de forma negativa as finanças das empresas. Por isso, os empreendedores estão atuando com um fluxo de caixa reduzido, ao mesmo tempo que lidam com despesas maiores relacionadas ao encarecimento do crédito. Esse cenário, na maioria das vezes, resulta em inadimplência”, justifica.

Em janeiro deste ano, as micro e pequenas empresas representaram a maior parte dos inadimplentes, com 5,4 milhões de negativados. Um aumento de 0,4% no comparativo com o mesmo período de 2021. A análise também revelou que o segmento de serviços foi o único a demonstrar piora, com crescimento de 2,1%, enquanto a indústria caiu 1,7% e comércio teve queda de 1,2%.

Dentre os negócios inadimplentes 52% pertencem ao setor de serviços

Cooperalfa inaugura fábrica de processamento de soja em Chapecó

O empreendimento recebeu um aporte de R$ 300 milhões

A Cooperalfa é a 39ª maior empresa da região e também a décima maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A Cooperativa Agroindustrial Alfa (Cooperalfa) inaugurou sua nova fábrica de processamento de soja em Chapecó (SC) nesta sexta-feira (25). O governador Carlos Moisés esteve presente no evento. O empreendimento de R$ 300 milhões, o maior da trajetória de 55 anos, conta com uma área construída de 195 mil metros quadrados na Linha Tomazelli. A unidade triplica a capacidade de processamento de soja, passando de 700 toneladas por dia para 2 mil.

Além de atuar em Santa Catarina, a Cooperalfa também está presente no Mato Grosso do Sul, no Paraná e no Rio Grande do Sul, com 100 lojas agropecuárias, 21.175 famílias associadas e 3.579 colaboradores.

“Esse novo empreendimento é resultado do trabalho que vem sendo desenvolvido. Fruto da confiança que todos têm com a Cooperalfa. Hoje é dia de agradecer a todos que contribuíram para isso, colaboradores, conselheiros e associados. É um marco histórico dos 55 anos da empresa. Tudo isso haverá de servir para agregar valor à produção e renda ao agricultor. É um novo futuro que se consolida”, pontuou o presidente da cooperativa, Romeu Bet.

A nova indústria irá processar 33,3 mil sacas de soja diariamente, vinda de SCanta Catarina preferencialmente, pela maior viabilidade tributária. Esse volume representa cerca de R$ 6,4 milhões movimentados por dia, funcionando 24 horas ininterruptas. Além da indústria de esmagamento de soja, o projeto contempla também a construção de estrutura para armazenagem a granel, para 1,2 milhão de sacas de soja, além do silo já existente com capacidade para essa mesma quantidade.

A Cooperalfa é a 39ª maior empresa da região e também a décima maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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O empreendimento recebeu um aporte de R$ 300 milhões

Contas públicas fecham janeiro com superávit

O valor, maior de toda a série histórica, foi de R$ 101,8 bilhões

O BC informou ainda que o resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi superavitário em R$ 84,1 bilhões em janeiro

As contas públicas do país registraram um superávit primário recorde em janeiro, informou hoje o Banco Central (BC). O montante, maior de toda a série histórica, foi de R$ 101,8 bilhões, ante superávit primário de R$ 58,4 bilhões em janeiro de 2021. Nos doze meses encerrados em janeiro, o superávit primário do setor público consolidado atingiu R$ 108,2 bilhões, equivalente a 1,2% do PIB.

Os dados estão no relatório de estatísticas fiscais do BC. Segundo o banco, no mês de janeiro, o resultado do superávit primário do setor público consolidado foi de R$ 77,4 bilhões para o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional); R$ 20 bilhões para estados e municípios e R$ 4,4 bilhões para as empresas estatais. O resultado primário é formado pelas receitas menos os gastos com juros, sem considerar o pagamento de juros da dívida pública. Assim, quando as receitas superam as despesas, há superávit primário.

Os juros nominais do setor público consolidado atingiram R$ 17,8 bilhões em janeiro, frente a R$ 40,4 bilhões em janeiro de 2021. De acordo com o BC, o resultado das operações de swap cambial contribuiu para essa redução. O swap cambial é a venda de dólares no mercado futuro. Os resultados dessas operações são transferidos para o pagamento dos juros da dívida pública, como receita, quando há ganhos, e como despesa, quando há perdas.

No período, essas operações resultaram em um ganho de R$ 31,9 bilhões em janeiro de 2022 ante perda de R$ 16,3 bilhões em janeiro de 2021. No acumulado em doze meses, os juros nominais alcançaram R$ 425,7 bilhões (4,8% do PIB) em janeiro de 2022, comparativamente a R$ 315,7 bilhões (4,2% do PIB) nos doze meses até janeiro de 2021.

O BC informou ainda que o resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi superavitário em R$ 84,1 bilhões em janeiro. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$ 317,5 bilhões (3,62% do PIB), ante déficit nominal de R$ 383,7 bilhões (4,4% do PIB) em dezembro de 2021.

Dívida pública
A dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) fechou janeiro em R$ 5 trilhões, o que corresponde a 56,6% do PIB, uma redução de 0,6 ponto percentual do PIB no mês. Já a dívida bruta do governo geral (DBGG) – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 7 trilhões ou 79,6% do PIB. Uma redução de 0,7 ponto percentual do PIB em relação ao mês anterior.

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Com Agência Brasil 

O valor, maior de toda a série histórica, foi de R$ 101,8 bilhões

Bolsas ensaiam recuperação um dia após conflito iniciar na Ucrânia

Bolsas da Ásia e da Europa apresentam índices positivos, enquanto Ibovespa retrai

O conflito na Ucrânia pode trazer pressões inflacionárias vindas do dólar

O comportamento dos mercados ao redor do mundo um dia após a invasão da Rússia na Ucrânia tem sido diferente. As bolsas da Ásia, por exemplo, fecharam em alta. O índice japonês Nikkei subiu 1,9% em Tóquio e o Taiex avançou 0,3% em Taiwan. Na Oceania, a bolsa australiana obteve ganho de 0,1% em Sydney.

As principais bolsas europeias também abriram em alta. Nas primeiras negociações, Frankfurt e Londres subiam 1,3%, enquanto Paris avançava 1,1%. Já o Ibovespa tomava caminho contrário pela manhã. Por volta do meio-dia, o índice retraia 0,4% aos 111.101 pontos. Porém, meia hora depois até mesmo o principal índice da B3 ensaiava uma recuperação ao ter uma queda de apenas 0,2%,aos 111.359 pontos. O dólar, no mesmo horário, era cotado a R$ 5,16, alta de 1,1%.

De forma geral, o aumento no preço das commodities tem ajudado a proteger o mercado financeiro de países emergentes das turbulências externas. Além disso, o aumento dos juros em várias economias emergentes estimula a entrada de fluxos estrangeiros, com investidores dispostos a aplicar em mercados mais arriscados. Atualmente, a Taxa Selic (juros básicos da economia) está em 10,75% ao ano, no maior nível desde julho de 2017.

Há quem aposte, no entanto, que o ritmo da inflação tende a aumentar no Brasil. Como o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), não previa a deflagração de uma guerra na Ucrânia, com todos os seus desdobramentos, a taxa Selic pode subir em um ritmo mais veloz.

O conflito na Ucrânia também pode trazer pressões inflacionárias vindas do dólar. A moeda norte-americana vinha sendo negociada no menor patamar em sete meses com o apetite do investidor estrangeiro por ativos brasileiros trazendo bilhões em divisas para a B3. No entanto, agora com uma possível aversão ao risco, a tendência é que a procura por dólar aumente.

Bolsas da Ásia e da Europa apresentam índices positivos, enquanto Ibovespa retrai

Conheça duas grandes plataformas de e-commerce e descubra qual a melhor para o seu negócio

Vender pela internet nunca foi tão necessário, o fato é que durante a pandemia, quando as pessoas começaram a viver em isolamento social, muitas empresas fecharam as portas e o movimento nas ruas diminuiu, fazendo com que as vendas para muitos tipos de negócios caíssem drasticamente.   Neste cenário, muitas empresas precisaram se reinventar e diversificar…

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Lucro da Sanepar avança 18% em 2021

Reajuste das tarifas ajudou no resultado

A Sanepar teve receita operacional de R$ 5,5 bilhões no ano passado

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) anunciou que teve receita operacional de R$ 5,5 bilhões em 2021, valor 8,4% maior do que em 2020. O lucro também avançou: totalizou R$ 1,1 bilhão, valor 18,2% maior do que em 2020. De acordo com a companhia, O aumento na receita operacional líquida é decorrente do reajuste tarifário de 5,1% a partir de fevereiro de 2021; da revisão tarifária de 5,7% a partir de maio de 2021; e crescimento dos volumes faturados de água e esgoto.

Devido à estiagem que afeta o Paraná há dois anos, especialmente a Região Metropolitana de Curitiba, a Sanepar implementou sistema de rodízio no fornecimento de água nas regiões abastecidas pelo Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região Metropolitana (SAIC) a partir de maio de 2020. Ao longo desse período, a companhia implementou uma série de medidas emergenciais e de obras estruturantes, além de fazer uma campanha de uso racional da água junto à população. O incremento de água nas barragens com as obras da Sanepar, a economia da população e as chuvas, principalmente na primeira quinzena do mês de janeiro de 2022, elevaram o nível médio do SAIC para 80%.

Em 19 de janeiro deste ano, foi possível instituir o fim do rodízio na Região Metropolitana de Curitiba, normalizando a distribuição de água para essa região. O volume médio disponível do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba (SAIC) é composto pelas Barragens Piraquara I, Piraquara II, Iraí e Passaúna. Em Foz do Iguaçu, a Sanepar utiliza a água da Barragem da Hidrelétrica Itaipu Binacional, do lago de Itaipu, no Rio Paraná. Em 31 de dezembro de 2021, o volume médio de reserva de água estava em 67%.

Reajuste das tarifas ajudou no resultado

Faturamento da Intelbras cresce 44% em 2021

O lucro líquido subiu 10,8%, para R$ 363,5 milhões

A área de segurança manteve seu ritmo de crescimento e concluiu o exercício de 2021 com um crescimento de 41,2% com relação ao exercício anterior

A Intelbras faturou R$ 3 bilhões em 2021. As vendas foram 44,6% maiores do que em 2020. O lucro líquido subiu 10,8%, para R$ 363,5 milhões (veja os principais resultados na tabela ao final desta reportagem). Com um crescimento de 19,5% com relação ao trimestre anterior, a empresa catarinense atingiu receita de R$ 906,7 milhões entre outubro e dezembro. Os três segmentos de atuação (segurança, comunicação e energia) apresentaram crescimento quando comparados ao trimestre anterior.

O destaque do trimestre ficou novamente ficou no segmento de energia, que avançou 179,4% com relação ao mesmo período do ano anterior e passou a representar 24% da receita operacional líquida da companhia. A área de segurança manteve seu ritmo de crescimento e concluiu o exercício de 2021 com um crescimento de 41,2% com relação ao exercício anterior. “Mesmo com todos os desafios logísticos ao longo do ano, o segmento de segurança manteve um crescimento estável e relevante, reforçando nossa posição de liderança nas principais categorias de produtos desse segmento. Já em comunicação, observamos um crescimento mais modesto com relação ao trimestre anterior, mas já previsto devido às restrições da cadeia de suprimentos”, detalha a empresa em seu relatório trimestral.

Embora o ambiente macroeconômico se mostre desafiador, a Intelbras afirma estar focada para que as oportunidades que se apresentem ao longo do ano sejam capturadas e transformadas em resultado. “Vemos com uma perspectiva muito positiva todo o crescimento do mercado de geração distribuída de energia solar, e estamos fazendo os investimentos necessários para que ao final de 2022, a companhia se torne um player ainda mais relevante neste segmento. Anunciamos, recentemente nossa maior aquisição da história, da Renovigi Energia Solar S/A, focada neste segmento”, destaca a empresa.

O lucro líquido subiu 10,8%, para R$ 363,5 milhões

Marcopolo vê recuperação da produção de ônibus neste ano

Companhia também ampliou produção no exterior

Mesmo diante dos fortes impactos provocados pela segunda onda de Covid-19, a Marcopolo manteve a liderança no mercado nacional em 2021

No último trimestre de 2021, a produção da Marcopolo cresceu 37% na comparação com o terceiro trimestre, indicando inflexão positiva na demanda. Em 2021, a Marcopolo produziu 11.230 unidades. Deste total, 21,8% foram fabricadas no exterior. Em comparação com o ano de 2020, a fábrica da Argentina registrou crescimento de 263,4%, com a produção de 843 unidades. A operação da África do Sul produziu 240 unidades, aumento de 41,2%, e a do México chegou ao número de 1.063 unidades, volume 46,8% superior na comparação anual.

No Brasil, a companhia produziu 7.308 ônibus direcionados ao mercado interno, representando uma redução de 18,2% em comparação a 2020. Já as exportações a partir da produção nacional, somaram 1.859 unidades, 18,7% inferior em relação ao último ano. Apesar dos desafios do mercado, o segmento de micro-ônibus destacou-se pelo bom desempenho, impulsionando a produção de Volare. Em 2021, a produção da marca cresceu 40,8% em comparação ao ano anterior, totalizando 3.398 veículos.

“Para este ano, acreditamos em uma melhora da performance, com o arrefecimento da pandemia em diversos mercados e crescimento de volumes em todos os segmentos”, avalia José Antonio Valiati, CFO e diretor de Relações com Investidores da Marcopolo.

Mesmo diante dos fortes impactos provocados pela segunda onda de Covid-19, a Marcopolo manteve a liderança no mercado nacional em 2021 e encerrou o ano com participação de 56,9%. O ligeiro recuo em relação ao ano anterior, quando a companhia respondia por 58,7%, é justificado pela ausência de grandes entregas de ônibus urbanos direcionados ao programa federal Caminho da Escola e também pela queda no volume das exportações.

Entre os segmentos que mantiveram o bom desempenho de vendas e que contribuiu com a manutenção da liderança de mercado está o fretamento. Em função das precauções de distanciamento social impostas pela pandemia, o segmento manteve o ritmo de negócios. Já o programa Caminho da Escola foi responsável pela entrega de 1.558 veículos em 2021: 517 micros, 259 urbanos e 782 modelos Volare. Em 2022, a companhia já tem pedidos para mais 3.501 unidades.

A Marcopolo também seguiu comprometida em inovar para fortalecer a sua presença no mercado. Em 2021, a companhia ampliou o portfólio de micro-ônibus com os modelos Volare New Attack e Volare Fly 10. Além disso, em julho, a companhia apresentou a linha de rodoviários Geração 8, um sucesso desde o lançamento e que ajudou a ampliar as vendas no segundo semestre de 2021.

Os negócios realizados pela Marcopolo em 2021 resultaram em um lucro líquido de R$ 358,4 milhões, com margem líquida de 10,2%. Em 2020, o lucro líquido da Marcopolo foi de R$ 90,7 milhões e margem líquida de 2,5%. O EBITDA alcançou R$ 333,5 milhões em 2021, com margem de 9,5%, contra R$ 268,5 milhões e margem de 7,5% em 2020. Os resultados foram, em grande parte, beneficiados por eventos extraordinários.

“A companhia projeta um crescimento das vendas e uma melhora do mercado nacional e internacional, além de novas entregas para o programa Caminho da Escola este ano. Acreditamos também que o sucesso do lançamento da Geração 8 contribuirá positivamente com os resultados em 2022”, ressalta Valiati.

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Companhia também ampliou produção no exterior

Dólar volta para R$ 5,10 com ocupação russa na Ucrânia

Bolsa cai apenas 0,3% após despencar 2,5% no dia

Apesar da alta de hoje, a moeda norte-americana acumula queda de 3,79% em fevereiro. Em 2022, a divisa recuou 8,4%

A ocupação da Ucrânia por tropas russas fez o mercado financeiro ter um dia de nervosismo global. O dólar, que na quarta-feira (23) tinha fechado R$ 5, teve a maior alta diária desde setembro do ano passado. A bolsa de valores chegou a cair 2,5%, mas recuperou-se perto do fim da sessão e fechou com pequena queda.

O dólar comercial fechou a quinta-feira (24) vendido a R$ 5,105, com alta de 2%. No pior momento do dia, por volta das 15h, a cotação chegou a R$ 5,15, mas a alta perdeu força nas horas finais de negociação, após declarações do presidente norte-americano, Joe Biden, de que o ataque militar russo está se desenrolando como previsto pelos Estados Unidos. Apesar da alta de hoje, a moeda norte-americana acumula queda de 3,79% em fevereiro. Em 2022, a divisa recuou 8,4%.

O mercado de ações teve um dia mais volátil. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 111.592 pontos, com queda de 0,3%. Durante a tarde, o indicador chegou a cair para 109 mil pontos, mas recuperou-se por causa da valorização das commodities (bens primários com cotação internacional), que se refletiu na alta de ações de mineradoras.

De forma geral, o aumento no preço das commodities ajudou a proteger o mercado financeiro de países emergentes das turbulências externas. Além disso, o aumento dos juros em várias economias emergentes estimula a entrada de fluxos estrangeiros, com investidores dispostos a aplicar em mercados mais arriscados. Atualmente, a Taxa Selic (juros básicos da economia) está em 10,75% ao ano, no maior nível desde julho de 2017.

Com Agência Brasil, baseada em informações da Reuters

Bolsa cai apenas 0,3% após despencar 2,5% no dia

Joe Biden anuncia maior sanção econômica da história à Rússia

O presidente afirmou que as medidas terão início nos próximos dias

“A Rússia não poderá negociar nem em dólares, nem em euros nem em ienes”, prometeu Biden

Durante coletiva na Casa Branca, em Washington, o presidente norte-americano Joe Biden anunciou sanções à Rússia após a invasão da Ucrânia, iniciada na madrugada desta quinta-feira (24). Segundo Biden, essa é “A maior sanção econômica já vista na história.”

O presidente afirmou que as medidas terão início nos próximos dias. “A Rússia não poderá negociar nem em dólares, nem em euros nem em ienes”. Segundo Biden, os títulos do governo russo já caíram mais de 30%. A moeda do país, o rublo, também segue em desvalorização perante o mercado internacional. Biden anunciou que todos os ativos dos bancos russos nos Estados Unidos (EUA) serão congelados. “Temos US$ 1 trilhão em ativos congelados; um terço dos bancos russos serão cortados do sistema financeiro SWIFT”, revelou. O sistema SWIFT é uma cooperação internacional que conecta instituições financeiras em mais de 200 países, e que é controlado pelos bancos centrais dos países que integram o G-10 – grupo das 10 maiores economias do mundo.

Biden declarou que os Estados Unidos reduzirão o acesso da Rússia à tecnologia e a financiamentos em setores estratégicos, como o aeroespacial. “Nossas ações afetarão mais da metade das exportações de alta tecnologia”, complementou. O presidente norte-americano destacou ainda que “Os EUA não estão fazendo isso sozinhos, Há meses estamos construindo uma coalizão de parceiros”, disse, citando França, Austrália, Reino Unido, e Nova Zelândia. Momentos antes da entrevista, Biden já havia alinhado as sanções anunciadas com os outros líderes do G7 – grupo composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. “Estão todos aliados”, informou.

Sobre os fornecimentos de combustíveis e gás natural, o político pediu para que as petrolíferas norte-americanas não se aproveitem da situação para aumentar preços. Ele garantiu que os EUA estão se coordenando com produtores de petróleo para garantir o fornecimento de energia global, e que há reservas de petróleo disponíveis.

Defesa de aliados
“Este foi um ataque premeditado”, declarou Biden. Ele lembrou que, durante muitas semanas vinha alertando o mundo do que ocorreria. E, segundo ele, quando o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), estava prestes a se reunir, Putin atacou a Ucrânia. Um encontro de 30 aliados da Organização do Atlântico Norte (Otan) deve acontecer na sexta-feira (25) para definir os próximos passos em relação às ações de guerra da Rússia. Na hipótese de futuras agressões a nações já integradas no tratado, Biden afirmou que “os Estados Unidos vão defender os aliados com toda sua força. A Otan está mais unida do que nunca.”, disse. O presidente declarou que ainda não está pronto para revelar qual posicionamento foi negociado com a China sobre o conflito.

Com Agência Brasil

O presidente afirmou que as medidas terão início nos próximos dias

Empresas Randon apresentam resultados recordes em 2021

Receita líquida consolidada da companhia alcançou R$ 9,1 bilhões, crescimento de 67%

O desempenho positivo foi impulsionado por um conjunto de estratégias implementadas nos últimos anos, como a diversificação de receitas da companhia

Em linha com o avanço apresentado nos últimos trimestres, as Empresas Randon encerram 2021 com resultados recordes na história da companhia. A receita líquida do ano registrou crescimento de 67% se comparado a 2020, alcançando R$ 9,1 bilhões. Já o lucro líquido alcançou R$ 697,9 milhões em 2021, 5% superior ao ano anterior (veja os principais indicadores na tabela ao final desta reportagem).

O desempenho positivo foi impulsionado por um conjunto de estratégias implementadas nos últimos anos, como a diversificação de receitas da companhia, que inclui diferentes geografias, aumento de capacidade, ampliação de portfólio, internacionalização e investimento em inovação. Adicionalmente, a demanda aquecida nos setores de atuação da empresa também contribuiu para os resultados de 2021, principalmente os segmentos de implementos rodoviários, autopeças e reposição.

“O crescimento das Empresas Randon tem sido acelerado e de forma sustentável, alicerçado pelo nosso modelo de negócios diversificado, que amplia a resiliência das nossas operações. Expandimos nossa atuação em setores pujantes, como o agronegócio, e reforçamos nossa presença no segmento de reposição, equilibrando ainda mais nossas fontes de receita”, reforça Paulo Prignolato, CFO das Empresas Randon.

O ano de 2021 também foi um marco para movimentos importantes envolvendo inovação, com a consolidação de projetos estratégicos. A companhia apresentou a Nione, unidade criada a partir da descoberta de um novo método para obtenção de nanopartículas de nióbio em larga escala, e a Fras-le Smart Composites, linha de produtos que possibilita uma alternativa moderna a itens fabricados em aço, mais leve, resistente e flexível em design para fabricação de itens estruturais e com aplicação de engenharia avançada. Além disso, houve a aquisição da Auttom, empresa com foco em automação, e a criação da primeira fintech das Empresas Randon, a R4 Digital.

“Por meio de investimento em pesquisas e novas tecnologias, passamos a apresentar soluções disruptivas, inéditas no mercado global. Também tivemos mais um passo importante para a nossa governança, com o Sérgio L. Carvalho, até então COO da companhia, assumindo como CEO das Empresas Randon. E tudo isso baseado em um pilar importante: a sustentabilidade, que deu origem aos nossos compromissos ESG, lançados em 2021, e que estão totalmente conectados com nossa estratégia de negócio, com a nossa transformação e com a perpetuação das Empresas Randon”, destaca o presidente das Empresas Randon, Daniel Randon.

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Receita líquida consolidada da companhia alcançou R$ 9,1 bilhões, crescimento de 67%

Superávit primário bate recorde e totaliza R$ 76,5 bi em janeiro

Esse foi o melhor resultado para todos os meses desde 1997

Aumento na arrecadação impulsionou resultado positivo

Impulsionadas pelo aumento da arrecadação em janeiro, as contas do Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – iniciaram 2022 com superávit recorde. No mês passado, o resultado ficou positivo em R$ 76,5 bilhões. Esse foi o melhor resultado para todos os meses desde o início da série histórica, em 1997. O segundo melhor havia sido registrado em outubro de 2016 (superávit de R$ 52,9 bilhões a preços atuais) e em setembro de 2010 (R$ 51,1 bilhões a preços atuais). Nas duas ocasiões, no entanto, o superávit havia sido inflado por receitas atípicas.

O superávit primário representa a economia de recursos pelo governo desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. O resultado de janeiro veio melhor que o esperado pelas instituições financeiras. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Economia, os analistas de mercado esperavam resultado positivo de R$ 44 bilhões no mês passado.

Em outubro de 2016, ocorreu uma repatriação de recursos mantidos por brasileiros no exterior. Na ocasião, o governo concedeu uma anistia a quem trouxesse dinheiro de volta ao país, sem a acusação de crime de evasão de divisas. Em 2010, o resultado foi impulsionado pela capitalização da Petrobras, durante o processo de cessão onerosa do petróleo na camada pré-sal.

Apesar do superávit em janeiro, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estipula meta de déficit primário de R$ 170,5 bilhões para este ano. O Orçamento Geral da União de 2022 reduziu a estimativa de déficit para R$ 79,3 bilhões, mas o valor levado em conta para o cumprimento das metas fiscais é o da LDO.

Arrecadação atípica
O resultado de janeiro deste ano decorreu do aumento das receitas e da relativa estabilidade das despesas. No mês passado, as receitas líquidas cresceram 30,5% em relação a janeiro do ano passado em valores nominais. Descontada a inflação, o crescimento ficou em 18,2% acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). As despesas totais cresceram 12,9% em valores nominais e 2,2% acima do IPCA na mesma comparação.

No mês passado, dois fatores impulsionaram o crescimento das receitas: as arrecadações atípicas do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido decorrentes de lucros maiores que o previsto pelas empresas e o adiamento do pagamento de quotas do Imposto de Renda em 2021, por causa da segunda onda da pandemia de Covid-19. Como a medida não se repetiu neste ano, a arrecadação subiu além do previsto.

O crescimento de R$ 8,1 bilhões no pagamento de royalties também ajudou os cofres federais. As receitas subiram 81,9% acima da inflação em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, impulsionada pela alta no preço internacional do petróleo, que está na maior cotação em oito anos por causa do conflito entre Rússia e Ucrânia.

Do lado das despesas, aumentaram os gastos com despesas obrigatórias com controle de fluxo, que subiram R$ 5,6 bilhões (+53,9%) acima da inflação em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2021. A alta foi impulsionada pelo pagamento do benefício mínimo de R$ 400 do Auxílio Brasil. Em contrapartida, os gastos com o funcionalismo federal caíram 6,9% descontada a inflação, refletindo o congelamento de salários dos servidores públicos que vigorou entre junho de 2020 e dezembro de 2021. As despesas com a Previdência Social recuaram 1,3%, também considerando a inflação, por causa da reforma aprovada em 2019.

Em relação aos investimentos (obras públicas e compra de equipamentos), o governo federal investiu R$ 742 milhões em janeiro, queda de 21,5% em relação ao mesmo mês de 2021, descontada a inflação pelo IPCA. O recuo ocorre perante uma base fraca de comparação. Em janeiro do ano passado, o Orçamento não tinha sido aprovado, e todos os investimentos eram executados apenas com restos a pagar (verbas autorizadas em anos anteriores).

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Com Agência Brasil 

Esse foi o melhor resultado para todos os meses desde 1997

Fiesc reconhece Altenburg como referência de empresa familiar profissional

Companhia comemora o aniversário de 100 anos de fundação nesta sexta-feira

O continuador, como Rui prefere chamar o sucessor Tiago, diz que o maior desafio será mesclar a avidez da juventude com o legado e sonhos que Rui Altenburg deixará para futuras implementações

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) considera a Altenburg, que chega aos 100 anos de fundação nesta sexta-feira, dia 25 de fevereiro, referência de empresa familiar profissional. “O centenário da Altenburg é motivo de orgulho para nós. Ela representa a essência da indústria catarinense. É uma empresa familiar, que nasceu pequena, em condições adversas, mas perseverou com profissionalismo, qualidade, responsabilidade e inovação. Assim, tornou-se uma referência no Brasil”, afirma, Mario Cezar de Aguiar, presidente da federação. “Além disso, envolve-se nas questões da comunidade e no associativismo”, completa, lembrando que o presidente da companhia, Rui Altenburg, é vice-presidente estratégico da Fiesc.

A Altenburg nasceu da necessidade de sustento da família. Em 1922, Johanna Altenburg, viúva, iniciava em sua residência, em Blumenau, a produção artesanal de acolchoados. Das mãos de uma mãe batalhadora nasceram os primeiros acolchoados e travesseiros confeccionados com algodão, lã de carneiro e penas de ganso. Atendendo a pequenas encomendas, o zelo de Johanna conquistou a comunidade do entorno. A qualidade dos acolchoados persistiu no pós-guerra, quando a pequena fábrica, fundada em Blumenau, ganhou um novo impulso. Em 1946, seu filho Arno assumiu o empreendimento, ao lado de sua esposa Anna. Com o objetivo de impulsionar o crescimento da empresa, que ganhava espaço no sul e sudeste do país, o jovem casal realizou as primeiras ampliações do parque fabril, adquiriu maquinário especializado e, em 1969, inaugurou a primeira loja, anexa ao parque fabril existente na época.

A partir de 1970, Rui Altenburg, o filho mais jovem de Arno e Anna, iniciou a jornada de ampliar o negócio e perenizar o legado de sua família. A inovação e a busca por novos produtos sempre foram predominantes em sua gestão. Rui relembra que a Altenburg foi a primeira empresa a trazer ao Brasil roupas de cama com tratamento Easy Care, que dispensam a utilização do ferro de passar. A empresa também foi ganhadora de um importante prêmio nacional de sustentabilidade em 2010, com o lançamento do travesseiro Ecofriendly, com recheio de fibras derivadas de garrafas PET. Atualmente, utiliza mais de 150 milhões de garrafas PET na produção de travesseiros, edredons e também na fabricação de painéis termo acústicos, produtos importantes para inovação e sustentabilidade das construções. No ramo de construção civil, o grupo atua com a marca Ecofiber, que também atende o mercado moveleiro.

A persistência e o desprendimento para ousar sempre foram os combustíveis que moveram as ações do presidente da empresa. Contrariando todos os movimentos do mercado, a Altenburg modernizou a linha de produção e diversificou o portfólio de produtos. Esse investimento assertivo teve como primeiro grande marco a aquisição de duas novas unidades, instaladas às margens da BR 470, na cidade de Blumenau. A unidade I foi adquirida em 1986 e a unidade II, que concentra em seu espaço o primeiro Outlet da marca, entrou em operação no ano de 2002.

Terceira geração da família
Quando Arno e Anna confiaram a administração da Altenburg à terceira geração da família, Rui somava pouco mais de vinte anos de idade. Apesar de jovem, conhecia o negócio como ninguém, pois cresceu dentro da fábrica. “Inicialmente, só fabricávamos acolchoados, que são os edredons de hoje. A produção era muito sazonal, no inverno. Lógico que também fabricávamos travesseiros, mas não para comercializar em grande escala. Para conseguir nivelar o faturamento, precisamos investir, inovar, trazer ao mercado colchas e artigos leves que também pudessem ser usados em outras estações do ano. A partir disso, passamos a ter uma fabricação mais intensa de travesseiros. Primeiramente de travesseiros de algodão, depois entramos com o travesseiro de fibras sintéticas e, com isso, já conseguimos maior equilíbrio. Depois, nós iniciamos com as roupas de cama e, agora, há mais de uma década, com a coleção de toalhas de banho também”, destaca.

Semelhante a Rui, seus filhos, que representam a quarta geração da família, cresceram acompanhando os grandes marcos da fábrica. A criação de uma holding de negócios no ano de 2004 anunciava o início da trajetória profissional constituída por Danielle, Tiago e Gabriel. Tiago assumiu a área de projetos em 2007, após a conclusão da sua formação em engenharia industrial têxtil, no SENAI-Cetiqt, no Rio de Janeiro. Em 2009, foi a vez de Danielle, recém-chegada da Itália, onde estudou gestão de marcas e moda. A primogênita de Rui dirigiu o projeto de criação da primeira Altenburg Store em São Paulo, iniciando o sonho de ampliar a rede de lojas.

Seguindo o caminho traçado pelos irmãos, Gabriel ingressou em um projeto de trainee em 2010, tendo a oportunidade de conhecer de perto e atuar em todos os setores da empresa. Atualmente cuida do programa “Bem mais Sustentável”, projeto que visa agrupar as iniciativas de sustentabilidade da empresa alinhadas ao propósito de ampliar o bem-estar na vida das pessoas. Nestes últimos 15 anos, em que pai e filhos administram o negócio, a Altenburg deixou de ser somente uma indústria para atuar também no varejo. Atualmente, são 14 lojas próprias e a marca está presente em mais de 10 mil pontos de venda por todos os estados brasileiros.

Sucessão familiar
O neto de Johanna anunciou que já tem o nome do seu sucessor e que já vem o preparando há 15 anos. Tiago Altenburg será o novo presidente da companhia e deve assumir ao longo deste ano. Com a mudança, Rui passará a presidir o conselho consultivo. “A sucessão não é um evento, mas um processo, e tivemos tempo de construir uma relação diferente dentro da empresa. Dentre as prioridades da nova gestão destaca-se: desenvolver novas lideranças, ampliar a automação e digitalização de processos, aumentar a inovação em produtos e ampliar a nossa rede de lojas. Nestes 15 anos de Altenburg aprendi que cada coisa acontece ao seu tempo. Paciência e resiliência são características importantes para ser um continuador e perpetuar o legado do meu pai, avós e bisavó”, diz Tiago.

Mirando no futuro, Tiago avalia com otimismo o cenário atual. “São muitos os desafios e estamos preparados. Acredito firmemente em nosso propósito e sua conexão com o novo consumidor, mais conectado e ávido por produtos que proporcionem experiências positivas; Isso tudo, com respaldo financeiro. Nos últimos anos temos registrado um crescimento na ordem de 10 a 15%, a receita anual do grupo ultrapassou os 610 milhões em 2021. Existe um estudo para ampliação da rede de lojas, bem como trabalhamos num e-commerce B2B, com a solidez de mais de 10 anos da nossa operação do B2C”, comenta.

O continuador, como Rui prefere chamar o seu sucessor, diz que o maior desafio será mesclar a avidez da juventude com o legado e sonhos que Rui Altenburg deixará para futuras implementações. “Além disso, a internacionalização da marca, que hoje já exporta para mais de 30 países, é um dos grandes passos a médio prazo”, finaliza Tiago Altenburg.

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