Archives 2022

SC encerra 2021 com 800 novas empresas exportadoras

Houve crescimento de 9% no número de companhias que fizeram embarques para o exterior

Em Santa Catarina, 2,7 mil empresas exportaram em 2021

O ano de 2021 foi de recordes para o comércio exterior catarinense. Foram US$ 10,3 bilhões em exportações e US$ 24,9 bilhões em importações – os maiores valores da série histórica iniciada em 1997. Os números também refletiram o crescimento da inserção de empresas de Santa Catarina no mercado internacional. De acordo com análise do Observatório Fiesc, 800 novas companhias fizeram embarques para o exterior em 2021, quando comparado com o ano anterior.

O presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, observa que a internacionalização é um dos pilares estratégicos da entidade. “Temos mobilizado empresas em todo o estado, principalmente pequenas e médias, para buscarem as oportunidades no exterior, seja para exportar ou importar. O empresário encontra na Federação o caminho que precisa para ingressar com segurança nesse ambiente ou ampliar os mercados nos quais atua”, afirma, em nota.

Conforme os dados analisados pelo Observatório Fiesc, 2.754 empresas fizeram exportações em 2021 em Santa Catarina – o número é 9% superior ao registrado em 2020. Para a presidente da Câmara de Comércio Exterior da Federação, Maria Teresa Bustamante, o trabalho da entidade em promover uma maior diversificação e inserção de novas empresas na pauta exportadora do estado explica os números. “Desenvolvemos um programa de internacionalização totalmente on-line e promovemos ações de capacitação e participação em rodadas de negociações internacionais que têm permitido inserir a pequena e a média indústria nas exportações e importações”, avalia.

Empresas importadoras
Com relação às importações, também houve avanço. Foram 1.249 novas companhias catarinenses que compraram insumos e produtos do exterior. Ao todo, 4.147 empresas em Santa Catarina fizeram operações de importação no ano passado – alta de 17,8% na comparação com 2020.

Para além dos bons resultados, a previsão de Maria Teresa é de continuidade de expansão. “Quando a pandemia foi decretada em 2020, sempre apontei que o comércio exterior é inevitavelmente a saída para a continuidade do crescimento da economia, não somente catarinense, mas do Brasil e do mundo. O desempenho do comércio exterior catarinense deve se manter em patamar igual ou até mesmo superior neste ano”, prevê.

Houve crescimento de 9% no número de companhias que fizeram embarques para o exterior

Alertas são mantidos para todo o RS nas próximas duas semanas

A tendência atual de queda lenta pode ser afetada por conta do Carnaval

Atualmente 74,9% dos gaúchos estão com o calendário de vacinação em dia

Assim como na semana passada, a conjuntura estadual em relação à pandemia é determinante para a manutenção dos alertas para todas as regiões Covid do Sistema 3As de Monitoramento, responsável pelo gerenciamento da pandemia no Rio Grande do Sul.

Nas duas últimas semanas, foi observado um declínio na velocidade do avanço da doença nas diversas regiões do Rio Grande do Sul, porém os patamares seguem muito altos, podendo retomar uma trajetória de crescimento. Considerando a probabilidade de aumento de circulação de pessoas por conta do Carnaval e o retorno às aulas, a tendência atual de queda lenta pode ser afetada.

Também é preciso levar em conta que, durante feriados, as instituições não mantêm a atualização habitual de dados, causando um descompasso entre indicadores e realidade. Por isso, os alertas serão mantidos pelas próximas duas semanas, até que se tenha o resultado dos impactos causados pela alta circulação da população e que as informações já tenham sido atualizadas caso existam subnotificações.

Atualmente 74,9% dos gaúchos estão com o calendário de vacinação em dia. Da população adulta, somente 39,5% receberam a dose de reforço. Com apenas uma dose, constam 84,6% de imunizados. Além do estímulo à vacinação, as regiões devem agir localmente para reduzir o risco de contágio, ampliando e mantendo a fiscalização do cumprimento de protocolos obrigatórios, também reforçando protocolos recomendados.

Na última semana, a média móvel de casos confirmados apresentou redução de 12%, com incidência semanal de 688 casos por 100 mil habitantes. O número de internados com confirmação e suspeita de coronavírus reduziu em 244 pacientes. Desses, 162 em leitos clínicos e 82 em leitos de UTI. Atualmente, a taxa de ocupação de UTIs no Rio Grande do Sul é de 60,9%. Em relação aos óbitos, 337 pessoas foram vítimas da doença, com média de 48,1 óbitos por dia, o que representa uma redução de 16%, comparando com a semana anterior.

A tendência atual de queda lenta pode ser afetada por conta do Carnaval

BRF lucra quase R$ 1 bilhão no quarto trimestre

Companhia catarinense atingiu receita operacional recorde de R$ 48,3 bilhões no ano passado

A BRF é a segunda maior empresa da região e também a segunda maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A BRF encerrou o ano de 2021 com uma receita operacional líquida de R$ 48,3 bilhões, aumento de 22,5% em relação ao ano anterior. No quarto trimestre, o lucro líquido da companhia foi de R$ 964 milhões, 6,9% superior ao do mesmo período de 2020, fruto de uma receita líquida de R$ 13,7 bilhões, 19,6% maior que a do quarto trimestre de 2020. Mesmo diante de um cenário inflacionário que afetou a cadeia de suprimentos, com alta na taxa de juros e desvalorização cambial, a empresa registrou crescimento nos seus principais indicadores durante o ano.

De acordo com o CEO global da BRF, Lorival Luz, os resultados de 2021 mostram o acerto da estratégia e da gestão, além da capacidade da companhia de atuar em cenários adversos. O executivo se refere à jornada iniciada em 2018 que possibilitou a empresa retomar a estabilidade dos resultados e construir sua visão de longo prazo. “No primeiro ano de execução da Visão 2030, mesmo em um contexto desafiador, realizamos investimentos estratégicos e demonstramos agilidade para adaptar nosso negócio, austeridade em custos e resiliência dos resultados”, comenta, em nota. “Hoje, olhamos para o futuro e trabalhamos para alcançar todos os objetivos propostos em nosso planejamento, por meio de avanços em nosso portfólio de valor agregado e na receita advinda de inovação, que no Brasil já representa 7%”, detalha.

Para possibilitar os investimentos previstos na Visão 2030, a companhia realizou em fevereiro deste ano um importante movimento no mercado de capitais, o follow-on (oferta subsequente de ações), que levantou R$ 5,4 bilhões. A estratégia internacional, um dos focos da Visão 2030, foi destaque de performance no último trimestre. Com a reabertura econômica em diversos países, o mercado halal e as exportações diretas ganharam força, com crescimento na participação de produtos de maior valor agregado. Alguns países tiveram forte desempenho, como a Turquia, onde a marca Banvit é a líder de mercado com mais da metade da preferência. Já na Arábia Saudita, a BRF consolida sua liderança com cerca de 37% de market share. Para reforçar sua presença no mercado halal, a empresa catarinense renovou em 2021 sua sociedade na Turquia com o Fundo Soberano do Catar (QIA) e assinou, em janeiro de 2022, um Memorando de Entendimentos com o Public Investment Fund (PIF) da Arábia Saudita, um dos maiores fundos soberanos do mundo, para atuar na cadeia completa de produção de carne de frango congelada e resfriada, além de produtos industrializados de alto valor agregado.

A BRF também celebra o êxito da estratégia em relação às suas marcas de alimentos no mercado nacional. Todas as marcas apresentaram crescimento na preferência dos consumidores, com destaque especial para a Sadia. Junto com a Perdigão, as duas marcas somam quase 45% de preferência. Já a Qualy se consolidou como líder absoluta entre as margarinas. Em vendas, a força das marcas se refletiu no aumento de 11% na comercialização de kits comemorativos, característicos do fim do ano, e no expressivo crescimento de vendas via canais proprietários da BRF.

Outro segmento que ganhou destaque no ano foi o de Pet Food com a aquisição das operações do Grupo Hercosul e da Mogiana. A integração de ambas as operações permitiu que a companhia seja hoje a terceira colocada no mercado brasileiro deste segmento, com aproximadamente 10% de market share. A marca Balance alcançou a segunda posição no segmento de supermercados.

A BRF é a segunda maior empresa da região e também a segunda maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Companhia catarinense atingiu receita operacional recorde de R$ 48,3 bilhões no ano passado

Prévia da inflação foi de 0,99% em fevereiro

É o maior índice para o mês desde 2016

Reajustes do início do ano letivo impactam IPCA 15 de fevereiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação oficial, ficou em 0,99% em fevereiro, 0,41 ponto percentual acima da taxa de janeiro (0,58%). Trata-se da maior variação para um mês de fevereiro desde 2016 (1,42%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 1,58% e, em 12 meses, de 10,76%, acima dos 10,2% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2021, a taxa foi de 0,48%.

Houve variações positivas em oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados. A exceção foi saúde e cuidados pessoais, cujos preços recuaram 0,02%, após a alta de 0,93% verificada em janeiro. A maior variação (5,64%) veio do grupo que congrega os itens de educação. As maiores variações vieram do ensino fundamental (8,03%), da pré-escola (7,55%), do ensino médio (7,46%), da creche (6,47%) e do ensino superior (5,9%).

Outro destaque foi de alimentação e bebidas, com alta de 1,2% em fevereiro, acelerando em relação ao resultado verificado em janeiro (0,97%). As maiores altas vieram de alguns tubérculos, raízes e legumes, como a cenoura (49,3%) e a batata-inglesa (20,1%). Cabe lembrar que alimentação e bebidas é o grupo com o segundo maior peso no IPCA-15, com cerca de 21% do total.

Com alta de 0,87%, o grupo dos transportes teve como o destaque os veículos próprios (2,01%): automóveis novos (2,64%), motocicletas (2,19%) e automóveis usados (2,1%). À exceção de Porto Alegre (-0,11%), todas as áreas pesquisadas tiveram alta em fevereiro. O maior resultado ocorreu na região metropolitana de São Paulo (1,2%), influenciado pelas altas dos cursos regulares (6,39%) e dos automóveis novos (2,24%). Na região metropolitana de Porto Alegre, o resultado foi puxado pela energia elétrica (-7,05%) e pela gasolina (-4,89%).

É o maior índice para o mês desde 2016

Empresário Ivoncy Iochpe morre aos 82 anos

Ele foi um dos fundadores da Iochpe-Maxion

Iochpe também foi fundador, ex-presidente e conselheiro emérito do Iedi

O empresário gaúcho Ivoncy Iochpe faleceu nesta terça-feira (22), aos 82 anos. Ele foi um dos fundadores da Iochpe-Maxion e fundador, ex-presidente e conselheiro emérito do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). A causa da morte não foi revelada.

Nascido em Marcelino Ramos (RS), Iochpe atuou por mais de 60 anos na Iochpe-Maxion, que se tornou uma das líderes mundiais na produção de componentes automotivos e ferroviários. Além de aturar no Iedi, ele fez parte do comando da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), do conselho empresarial do departamento de promoção comercial das relações exteriores e do conselho de empresários da América Latina.

Ioschpe foi diretor-presidente da empresa até 1998 e presidiu o conselho de administração da Iochpe-Maxion até 2014, tendo, ao todo, uma carreira de mais de 60 anos na companhia. A empresa destaca que o executivo comandou a companhia com empreendedorismo e visão de futuro. “A Iochpe-Maxion, nesse momento de grande tristeza, manifesta os seus mais sinceros sentimentos aos familiares e amigos do Sr. Ivoncy, a quem presta suas homenagens póstumas, agradecendo-lhe pela dedicação, valores, ética e respeito”, relata a nota da companhia.

Ele foi um dos fundadores da Iochpe-Maxion

Tesouro Direto registra R$ 3,5 bilhões em vendas em janeiro

Os títulos mais procurados foram os indexados à taxa básica de juros

O estoque total do Tesouro Direto ficou em R$ 80,9 bilhões, valor que representa aumento de 2,2% na comparação com dezembro de 2021

As vendas de títulos do Tesouro Direto registradas em janeiro foram maiores do que os resgates em mais de R$ 1 bilhão. De acordo com dados divulgados pelo Tesouro Nacional, as vendas registradas foram de R$ 3,5 bilhões, enquanto os resgates ficaram em R$ 2,4 bilhões. No mês, foram contabilizadas 552.466 operações de investimento em títulos. Do total resgatado, R$ 1,5 bilhão é referente a recompras, enquanto R$ 920,7 milhões são relativos a vencimentos. Ao todo, 1.827.392 pessoas estão com saldo em aplicações no Tesouro Direto. O número representa um aumento de 13,2 mil na comparação com o mês anterior.

Os títulos mais procurados pelos investidores foram os indexados à taxa básica de juros (Selic), com um total de 50,5% das participações nas vendas. Já os títulos vinculados à inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), como o Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, registraram uma participação de 35,7% do total. Os prefixados totalizaram 13,8% das participações.

Estoque
O estoque total do Tesouro Direto ficou em R$ 80,9 bilhões, valor que representa aumento de 2,2% na comparação com dezembro de 2021. Na comparação com janeiro do ano passado, quando o estoque total estava em R$ 62,5 bilhões, o resultado representa um aumento de 29,4%. Os títulos remunerados por índices de preços respondem pelo maior volume no estoque, alcançando 55,6%. Na sequência, aparecem os títulos indexados à taxa Selic, com participação de 27,2%, e os títulos prefixados, com 17,2%.

Em relação à composição do estoque por prazo, 3,5% dos títulos vencem em até um ano. A maior parte, 62%, é composta por títulos com vencimento entre um e cinco anos. Os títulos com prazo entre 5 e 10 anos correspondem a 11,3%, e aqueles com vencimento acima de 10 anos, a 23,2%. As aplicações de até R$ 1 mil representaram 62,3% das operações de investimento no mês, enquanto o valor médio por operação ficou em R$ 6.342,02. Com relação à rentabilidade acumulada em doze meses, o destaque ficou com o título Tesouro IPCA+ 2026, que obteve alta de 1,1%.

Com Agência Brasil

Os títulos mais procurados foram os indexados à taxa básica de juros

Um dos estados do Sul tem o diesel menos caro do Brasil. Saiba qual

Região inicia fevereiro com preço dos combustíveis mais baratos

O Paraná lidera o ranking do diesel mais barato de todo o território nacional

Dados do último Índice de Preços Ticket Log (IPTL), referente aos primeiros dias de fevereiro, apontam que o Sul iniciou o mês com as menores médias para todos os combustíveis, com exceção do etanol. A gasolina na região apresentou o valor médio no período de R$ 6,567, recuo de 0,3%, em comparação com o fechamento de janeiro. Já o diesel comum apresentou alta de 1,8%, passando de R$ 5,388 para R$ 5,487. Com aumento de 1,5%, o diesel S-10, que em janeiro custou R$ 5,443, já registra nas bombas o valor do litro a R$ 5,527. O etanol sulista não ficou entre os mais baratos, mas apresentou baixa de 2,5% no valor, passando de R$ 6,032 para R$ 5,880. Acompanhe a tabela ao final desta reportagem com todas as médias de preço por estado e por tipo de combustível.

“Apesar das menores médias, nenhum estado do Sul apresentou queda no valor do diesel, de acordo com o Índices de Preços Ticket Log. Já para o etanol, identificamos recuos com variações relevantes no preço médio do litro, como é o caso do Paraná. Mesmo assim, a região ainda se mantém no ranking com a segunda média mais cara para o combustível”, destaca Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.

Na análise nacional, o Paraná lidera o ranking do diesel mais barato de todo o Brasil, tanto para o comum quanto para o S-10, com valores a R$ 5,436 e R$ 5,461, respectivamente. No comparativo com os três estados sulistas, os postos paranaenses venderam o diesel comum e S-10 e o etanol com as menores médias. O etanol do Paraná apresentou a maior queda de preço da região (-3,1%), e passou de R$ 5,263 para R$ 5,095. Já a gasolina paranaense apresentou a média mais alta, R$ 6,593, acréscimo de 0,7% em relação a janeiro.

O Rio Grande do Sul foi o estado brasileiro a apresentar a maior redução para o valor da gasolina (-1,7%), passando de R$ 6,642 para R$ 6,527. Na análise da região, os postos gaúchos também comercializaram a gasolina pelo menor preço médio, a R$ 6,527, baixa de 1,7% em relação ao mês anterior. Em contraponto, o etanol do Rio Grande do Sul teve o maior valor para o litro, de R$ 6,404, mesmo com baixa de 2,8% no preço. Santa Catarina se destacou na análise regional com as maiores médias para o preço do diesel comum e S-10, com valores chegando a R$ 5,513 e R$ 5,570.

“Analisando os três estados que compõem o Sul, podemos perceber uma mudança no comportamento de preços de cada um no comparativo com o mês anterior. No fechamento de janeiro, o Paraná liderou com as menores médias para todos os combustíveis e o Rio Grande do Sul com as maiores. Agora, esse cenário mudou e o Paraná tem a gasolina mais cara da região e o Rio Grande do Sul a média mais cara apenas o etanol. Já Santa Catarina ganha destaque com as maiores médias para o diesel. Na relação 70/30, a gasolina segue como a opção mais vantajosa para os motoristas do Sul”, conclui Pina.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Ticket Log, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com uma média de oito transações por segundo.

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Região inicia fevereiro com preço dos combustíveis mais baratos

Localfrio bate recorde de importações no terminal de Itajaí

Companhia atinge maior volume de cargas na história da unidade

O market share da Localfrio no porto de Itajaí mais do que dobrou entre janeiro de 2020 e janeiro de 2021

A Localfrio registrou recorde de importações em seu terminal alfandegado de Itajaí (SC). Na operação catarinense foram movimentados 1353 contêineres em janeiro deste ano, registrando mais uma marca inédita em um terminal da Localfrio. Vinhos, pneus, produtos odontológicos, máquinas e painéis solares figuram entre as mercadorias importadas no período. Esse volume representou alta de 141% se comparado ao mesmo mês do ano anterior, quando o total chegou a 560 unidades. Com essa alta, o market share da Localfrio no porto de Itajaí mais do que dobrou no mesmo período analisado. Em Itajaí o volume verificado foi de 1130 unidades em dezembro e 11740 no acumulado de 2021. Por meio desses resultados, a Localfrio obteve novos ganhos na região tanto em volume (19,5%) como em participação no porto (1,4 ponto percentual) em comparação a dezembro de 2021.

Alguns fatores têm impulsionado a busca por espaço nos terminais retroportuários da Localfrio. Os regimes aduaneiros especiais, como o de entreposto, é um dos diferenciais buscados neste momento. Com ele, os importadores conseguem fazer o desembaraço de suas cargas de forma fracionada, o que permite melhor planejamento do fluxo de internalização das mercadorias de acordo com a demanda. Além disso, o regime especial permite manter as mercadorias por até dois anos armazenadas com total suspensão de tributos, com possibilidade de reexportação para outros países.

Mais um fator que tem estimulado a busca de armazenagem nos terminais da Localfrio é o aumento da incidência de demurrage (taxa cobrada pelos armadores pelo atraso na devolução de contêineres). Este item pode impactar fortemente os custos de importação. “O impacto do demurrage varia em função do porte dos clientes, produtos e tipos de contêineres utilizados, podendo variar de US$ 60 a US$ 300 por dia. É mais compensador transferir a carga para um armazém alfandegado e liberar os contêineres o mais rápido possível”, relata Piero Grassi Simione, diretor comercial da Localfrio.

“Os terminais portuários são pontos de passagem das mercadorias e por isso a estrutura oferecida não atendente às necessidades dos importadores em suas demandas por serviços personalizados e prazos mais longos de armazenagem. Já os terminais retroportuários alfandegados possuem mais infraestrutura para armazenagem e oferecem ainda uma gama de serviços adicionais que os terminais portuários não oferecem”, completa.

A Localfrio é a única empresa do setor com terminais alfandegados localizados nos principais hubs marítimos de comércio exterior no país (Santos, Suape e Itajaí). A companhia se destaca ainda por ser dona do único terminal alfandegado frigorificado do Porto de Santos.

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Companhia atinge maior volume de cargas na história da unidade

A inteligência artificial vai bombar neste ano

A tecnologia pode contribuir de forma surpreendente para a economia brasileira

O uso de Linguagem de Programação Natural pode detectar análises de sentimentos do consumidor sobre seus produtos

A tecnologia pode contribuir de forma surpreendente para a economia brasileira. Confira aqui alguns motivos que mostram como a inteligência artificial pode ajudar diferentes negócios.

Maximização de resultados
Para que empresas possam maximizar resultados é preciso estimar corretamente receitas. Técnicas de aprendizagem de máquina ou aprendizagem profunda podem contribuir para que empresas possam buscar soluções criativas, novas fontes de receitas ou controlarem de forma eficiente seus gastos.

Redução de Churn
O churn significa a parcela perdida de clientes em um determinado período. A novidade é a possibilidade de prever essa perda. Por meio da análise de dados e do comportamento dos consumidores, é possível verificar a probabilidade de insatisfação e evitar tais perdas.

Interação digital com os clientes
O uso de Linguagem de Programação Natural (NLP) pode detectar análises de sentimentos do consumidor sobre seus produtos. Isso tem o potencial de impulsionar vendas, aumentando estratégias de vender produtos relacionados ou aumentar o pacote por meio de sistemas de recomendação.

Eficiência nas compras de estoques
Poder fazer previsões certeiras para saber exatamente como organizar seus estoques. Trabalhando com volumes mais baixos de produtos, é possível impulsionar mais as vendas, atender os clientes com maior qualidade e aumentar o saldo do fluxo de caixa.

A tecnologia pode contribuir de forma surpreendente para a economia brasileira

Confiança do consumidor atinge maior nível desde agosto

Alta foi puxada pela taxa que mede confiança em relação ao futuro

O comportamento volátil dos consumidores nos últimos meses mostra que a incerteza elevada tem afetado a manutenção de uma tendência mais clara da confiança no curto prazo

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), cresceu 2,9 pontos na passagem de janeiro para fevereiro deste ano. Com o resultado, o indicador chegou a 77 pontos em uma escala de zero a 200 pontos, o maior nível desde agosto do ano passado.

A alta da taxa foi puxada, principalmente, pelo Índice de Expectativas, que mede a confiança dos consumidores em relação ao futuro e que subiu 3,8 pontos. Com isso, o subíndice chegou a 84,5 pontos, principalmente devido ao bom desempenho do componente intenção de compras de bens duráveis próximos meses.

O Índice da Situação Atual, que mede a confiança no presente, também subiu (1,5 ponto) e chegou a 67,6 pontos. Apesar da alta, este subíndice ainda está em patamar muito baixo em termos históricos.

“O resultado positivo pode ter sido influenciado pelo Auxílio Brasil nas faixas de renda mais baixas, perspectivas mais favoráveis sobre o mercado de trabalho e situação econômica que voltaram a ficar mais otimistas, com indicadores superando o nível neutro de 100 pontos”, explica Viviane Seda Bittencourt, pesquisadora da FGV, em nota divulgada. “Mas é preciso ter cautela, o nível ainda é muito baixo em termos históricos e o comportamento volátil dos consumidores nos últimos meses mostra que a incerteza elevada tem afetado bastante a manutenção de uma tendência mais clara da confiança no curto prazo”, completa.

Com Agência Brasil

Alta foi puxada pela taxa que mede confiança em relação ao futuro

Estiagem deve limitar crescimento da economia do Sul

Avaliação é do Banco Central no boletim regional

O BC lembra que o menor volume de chuvas levou grande número de municípios a decretarem emergência

Indicadores recentes de atividade sugerem acomodação no cenário de recuperação da economia do Sul. Essa é apenas uma das conclusões do Banco Central (BC) em seu boletim regional publicado nesta terça-feira (22). “No último trimestre de 2021, as atividades registraram resultados mistos, destacando o avanço da produção industrial e da agricultura, com a apropriação da colheita de trigo. De outra parte, comércio e serviços, sobretudo prestados às empresas, contribuíram para o arrefecimento na margem. Medida pelo IBCR-S, a economia do Sul cresceu 0,3% no quarto trimestre, revertendo queda de igual magnitude no intervalo anterior. No ano, o IBCR-S expandiu 6%, condicionado pelo avanço nos três setores, favorecidos pela base deprimida de comparação (recuo de 3,5% em 2020)”, revela o documento do BC.

No quarto trimestre, o comércio do Sul apresentou a retração mais intensa dentre as regiões. Em contexto de inflação elevada, sete das dez atividades pesquisadas apresentaram queda, acentuando a redução observada no terceiro trimestre. “Em 2021, o varejo ampliado cresceu, com expansão em seis atividades. Além do peso expressivo das maiores vendas de veículos, que em 2020 ficaram represadas por restrição de oferta, o retorno da mobilidade possibilitou a retomada do comércio de vestuário e calçados e de outros artigos de uso pessoal e doméstico. Em compensação, observaram-se recuos no comércio de alimentos (especialmente no Paraná e em Santa Catarina) e de móveis e eletrodomésticos, que haviam crescido em 2020”, detalha o boletim.

O BC revela que o setor de serviços apresentou leve retração no último trimestre de 2021, após altas nos cinco trimestres anteriores. “Apesar desse resultado, o volume de serviços de transportes e, em especial, de serviços às famílias assinalaram crescimento nessa métrica. Esses segmentos foram os principais fatores explicativos para expansão significativa do setor em 2021, favorecidos pela maior mobilidade propiciada com o avanço da vacinação”, detalha o documento.

No quarto trimestre, a produção industrial expandiu em nove das dezoito atividades pesquisadas no Sul, especialmente produtos alimentícios, veículos, máquinas e equipamentos, derivados de petróleo e biocombustíveis e outros produtos químicos, responsáveis, em conjunto, por aproximadamente 56% do setor fabril regional. “Tal desempenho se sobrepôs ao aprofundamento observado nas retrações da metalurgia, têxtil e produtos de madeira. Em 2021, com a maior expansão dentre as regiões, a indústria do Sul cresceu 9,3% – altas em todas as atividades, exceto na fabricação de alimentos. Os empresários industriais mantiveram-se otimistas em janeiro de 2022, embora em patamar inferior aos de janeiro e outubro de 2021”, destaca o BC.

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas da região Sul deverá totalizar 80,2 milhões de toneladas em 2022 (serão 3,4 milhões de toneladas a mais, comparativamente ao ciclo produtivo anterior). “O acréscimo é estimado essencialmente pela expectativa de elevação das colheitas de segunda safra, notadamente milho, em contexto de condições climáticas desfavoráveis nos três estados que resultaram em queda significativa na produtividade esperada das lavouras, especialmente soja, milho e feijão”, diz o boletim. O BC também lembra que o menor volume de chuvas levou grande número de municípios a decretarem emergência, situação que limita a captação de água para utilização em cultivos irrigados, impactando, também, a produtividade do arroz.

A evolução da atividade econômica no quarto trimestre contribuiu para reduzir a assimetria observada entre os setores ao longo de 2021. “Embora as perspectivas permaneçam positivas para 2022, os impactos da forte estiagem sobre a produção agrícola nos três estados e o aperto mais intenso nas condições financeiras devem limitar o crescimento da economia no ano. Contudo, a atividade segue sendo favorecida pelo processo remanescente de normalização da economia, contribuindo para a recuperação do mercado de trabalho”, finaliza o BC.

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Avaliação é do Banco Central no boletim regional

Badesul lucra R$ 21,1 milhões em 2021

Agência de fomento desembolsou R$ 421 milhões para financiamento de novos investimentos

O Badesul desembolsou R$ 55,9 milhões, em 2021, voltados à realização de investimentos em infraestrutura

O lucro líquido do Badesul no ano passado foi de R$ 21,1 milhões, confirmando a trajetória positiva de 2020. O dado consta do balanço de 2021 entregue ao governador Eduardo Leite pela equipe diretiva do banco na segunda-feira (21). Em relação a 2020, o Badesul aumentou em 61,3% o seu lucro líquido. A agência de fomento registra resultado líquido positivo em suas demonstrações contábeis pelo quinto ano consecutivo, após o ajuste de seus ativos de crédito aos cenários adversos da economia brasileira e, em particular, da gaúcha. O lucro em 2020 foi de R$ 13,1 milhões.

O saldo atual de operações ativas do Badesul é de R$ 2 bilhões. Durante 2021, no âmbito operacional, a instituição aprovou R$ 447,6 milhões para o financiamento da economia do Estado, valor associado a 347 operações voltadas à realização de novos investimentos, à sustentação de investimentos passados e à subscrição de cotas em fundos de participações. Essas operações de crédito e de capital foram destinadas a produtores rurais, prefeituras e empresas industriais, comerciais e de serviços do Rio Grande do Sul.

Em 2021, o Badesul desembolsou R$ 421,4 milhões para financiamento de novos investimentos e para sustentação de investimentos já apoiados, ao que se soma a integralização de R$ 2,3 milhões em fundos de investimentos em participações. “O resultado de 2021 demonstra o crescimento, a importância e o comprometimento do Badesul com o desenvolvimento e o progresso do Rio Grande do Sul. Comprova a relevância das suas ações para empresas de todos os tamanhos e nos mais diversos setores, para o desenvolvimento e o progresso do Estado e para a melhoria da qualidade de vida da população”, destaca a presidente do Badesul, Jeanette Lontra, que liderou as ações com o vice-presidente Flavio Lammel e o diretor Financeiro, Kalil Sehbe Neto.

O patrimônio líquido de R$ 769 milhões, com que a agência encerrou o exercício de 2021, foi 3,5% superior aos R$ 743 milhões registrados no final de 2020. O Badesul desembolsou R$ 55,9 milhões, em 2021, voltados à realização de investimentos em infraestrutura de suporte ao desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul, com destaque para a produção e transmissão de energia e à logística.

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Agência de fomento desembolsou R$ 421 milhões para financiamento de novos investimentos

A abertura da “Cortina de Bambu”

Foram necessárias duas décadas para a China começar a crescer quase 10% ao ano

Completa agora 50 anos o encontro famoso, mas a sua preparação consumiu quase dois anos de idas e vindas

O ex-secretário norte-americano Henry Kissinger, em seu livro “On China”, lançado em 2011, relata em detalhes a sua versão não apenas do encontro dos presidentes Nixon, dos Estados Unidos, e Mao Tsé-Tung, da China, em 21 de fevereiro de 1972, mas também dos fatos que o antecederam – principalmente relacionados à derrota militar e política iminente dos Estados Unidos no Vietnã – e do que ocorreu depois, como consequência desse evento histórico.

Era comum nos anos 1960 a utilização do termo “Cortina de Bambu” para referir-se ao fato da China estar “fechada para o mundo”, o que era uma meia-verdade, ou uma “cortina de fumaça”, como se dizia na época, porque o que havia realmente era bloqueio total do país pelos Estados Unidos – que só foi levantado em fevereiro de 1979, no governo Carter.

Participante ativo dos fatos, Kissinger incidiu diretamente no que ocorreu e deixou de ocorrer. Por isso, traz informações surpreendentes em seu livro, sobre a real motivação norte-americana (e chinesa) para a aproximação dos dois países, assim como o sigilo das suas visitas iniciais à China, e as primeiras conversas com Zhou Enlai, o ministro das Relações Exteriores.

Completa agora 50 anos o encontro famoso, mas a sua preparação consumiu quase dois anos de idas e vindas, que exigiram do presidente e do vice Gerald Ford (que assumiu a presidência após a renúncia de Nixon, em agosto de 1974) convencer os “falcões” da política norte-americana, contrários à aproximação com a China e ao levantamento do bloqueio contra o país.

Foram precisos 20 anos, após o encontro de Nixon e Mao, para a China se acertar internamente e começar a crescer quase 10% ao ano. E agora, 30 anos depois desse “start” real, a economia chinesa se ombreia com a norte-americana, pela paridade cambial (pela paridade do poder de compra ela já seria a maior desde 2017), e a disputa entre os dois países se espraia para todos os campos, dos esportes olímpicos às inovações tecnológicas e científicas – com destaque para a exploração espacial.

Lembrar de tudo isso nos remete à conectividade mundial proposta e efetivada pela China a partir de 2015, com a “Iniciativa do Cinturão e Rota” (BRI, na sigla em inglês), à evolução do país nesses 50 anos, e aos impactos que a sua atuação comercial, econômica e diplomática tem produzido em todos os países, em especial no Brasil. Quem quiser entender melhor a situação comercial do Brasil em relação à China, deve “esquecer” por um momento o recorde de US$ 125 bilhões da balança comercial, em 2021, e pesquisar sobre a “qualidade” das exportações e importações, para o que ajuda bastante ler a Carta nº 1122 do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), de 07/01/2022, e as publicações recentes de outras entidades, com análises sobre investimentos, o risco da enorme expansão da área de soja para atender basicamente o mercado chinês e o que poderá ocorrer nas exportações de produtos primários para a China nos próximos anos.

Enquanto isso, o Brasil deixa de tomar a iniciativa de propor o que nos interessa em um novo acordo 2022-2031, renovando os acordos com a China, estabelecidos nos últimos anos – o Plano de Ação Conjunta, de 2010, o Plano Decenal, de 2012, e o Plano de Ação Conjunta 2015-2021.

Foram necessárias duas décadas para a China começar a crescer quase 10% ao ano

Vendas de imóveis novos cresceram 12,8% em 2021

Os dados coletados e analisados incluem 176 cidades, sendo 22 capitais

Segundo o estudo, os lançamentos e as vendas do segundo semestre de 2021 foram afetados pela mudança do cenário econômico e, principalmente, pelos efeitos do aumento de custos dos insumos da construção

O mercado imobiliário brasileiro registrou saldo positivo no ano passado, apesar de problemas como o aumento dos preços e da inflação. O número de vendas de novos imóveis cresceu 12,8% em comparação com 2020. Os lançamentos de imóveis registraram aumento de 25,9% e a oferta final (imóveis não vendidos) fechou o período com 3,8% de crescimento. Os dados são do estudo Indicadores Imobiliários Nacionais do quarto trimestre de 2021, feito pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional), em parceria com a Brain Inteligência Estratégica. Os dados coletados e analisados incluem 176 cidades, sendo 22 capitais.

“O maior problema que a construção civil tem hoje é a ausência de mão de obra, pois o setor está muito aquecido. Isso porque, em 2020 e no primeiro semestre de 2021, as vendas foram muito boas e batemos recordes atrás de recordes. Os números consolidados de 2021 são positivos, mas isso precisa ser lido com atenção, porque no último trimestre a curva estabiliza e começa a decrescer”, avalia José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Segundo o estudo, os lançamentos e as vendas do segundo semestre de 2021 foram afetados pela mudança do cenário econômico e, principalmente, pelos efeitos do aumento de custos dos insumos da construção. Além disso, houve uma redução efetiva no poder de compra das famílias. “Lá atrás, falávamos que o aumento de custo não era compatível com o aumento de renda das pessoas. O IPCA [Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo] deve estar girando em torno de 10%, o Índice da Construção Civil está em torno de 20%, ou seja, o custo da construção subiu muito mais do que a capacidade de reposição dos salários”, explica Martins.

De acordo com Celso Petrucci, presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da CBIC, os preços dos imóveis registraram aumento de 6,1% no último trimestre de 2021, em relação ao trimestre anterior. Ele destaca que as construtoras não estavam repassando o aumento nos custos ao preço, mas que agora o consumidor final está absorvendo a subida nos preços dos materiais.

Nos últimos 12 meses a intenção de compra de imóveis pela população se manteve estável, com 5% da população afirmando que pretende comprar imóveis. Segundo Marcos Kahtalian, sócio da Brain Inteligência Estratégica, 62% dos brasileiros não têm intenção de compra; 20% têm intenção, mas não começaram a procurar ativamente; 12% possuem intenção, mas procuraram apenas na internet; e 6% têm intenção e já começaram a visitar imóveis e stands de vendas. “Vontade de compra tem, a grande preocupação é se o imóvel cabe no bolso”, resume.

Casa Verde e Amarela
No programa habitacional do governo Federal, o Casa Verde e Amarela (CVA), as vendas aumentaram 3,4% em 2021 em relação ao ano anterior. Para o presidente da CBIC, o mercado deve ser afetado positivamente pela nova curva de subsídios que entrará em vigor entre março e abril deste ano. A expectativa da é que a melhora nas vendas pode fazer com que os números dos indicadores fiquem próximos aos do ano passado.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Regional, com o aumento do preço dos insumos de construção, os valores dos imóveis se desenquadraram do programa Casa Verde e Amarela. Foram alteradas, então, a curva de subsídios, que varia com a renda, composição familiar ou localização da família. “O que fizemos foi aumentar o valor desse subsídio para mais famílias, especialmente as que recebem até R$ 2 mil. Isso diminui o risco dos agentes financeiros e melhora a condição de compra das famílias que são foco principal do programa”, afirmou, em entrevista ao portal do ministério, o secretário nacional de Habitação, Alfredo dos Santos.

O levantamento ainda analisou a participação do programa habitacional Casa Verde e Amarela no total de unidades lançadas e vendidas em todas as regiões brasileiras. No último trimestre de 2021, em relação ao trimestre anterior, o número de lançamentos subiu 28,3%, as vendas caíram em 0,3% e a oferta final registrou 12,1% de alta. No quarto trimestre, a participação do programa no total de unidades vendidas registrou leve queda em relação ao trimestre anterior, passando de 47% de todos os imóveis vendidos no Brasil para 45%. Em relação aos lançamentos, do total do quarto trimestre, 41% foram do Casa Verde e Amarela.

A região com o maior número de unidades vendidas pelo Casa Verde e Amarela no último trimestre de 2021 foi a Sudeste com 18.167, seguida do Nordeste com 5.248. A região Sul teve 3.614 vendas pelo programa habitacional, o Centro-Oeste teve 1.660 e o Norte, 721. Em comparação com 2020, os lançamentos aumentaram 25,9%. O Sudeste liderou com crescimento de 32% e 159.662 unidades lançadas no período. Centro-Oeste registrou aumento de 29,3%, com 20.186 unidades lançadas, o Nordeste cresceu 22,1%, com 37.643 lançamentos. Na região Sul foram 41.884 lançamentos e aumento de 11,8% e a Norte teve 6.303 lançamentos, com crescimento de 0,8%.

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Com Agência Brasil

Os dados coletados e analisados incluem 176 cidades, sendo 22 capitais

Frimesa fatura R$ 5 bilhões em 2021

Associados receberão R$ 115 milhões em sobras

A Frimesa é a 53ª maior empresa da região e também a 22ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A Frimesa, de Medianeira (PR), anunciou um faturamento de R$ 5,039 bilhões, um crescimento de 17% comparado com 2020. Os associados receberão R$ 115 milhões em sobras [como é chamado o lucro no cooperativismo], menos que o esperado (R$ 150 milhões). Com desafios atribuídos pela pandemia de Covid-19, a Frimesa continuou a investir nos seus projetos e no novo frigorífico de Assis Chateaubriand.

Presidida pelo, o evento contou com a presença do, o prefeito de Medianeira Antônio França, o presidente da câmara de vereadores de Medianeira, Marcos Berta, Auditoria Externa, Conselho Fiscal e delegados das cooperativas filiadas. Ao todo, foram mais de 76 pessoas que acompanharam o evento. Na oportunidade, o conselho fiscal para o ano de 2022, também foi eleito.

“Num período complicado que foi 2021, com a pandemia, problemas climáticos, e mercado internacional, nós conseguimos nos superar no faturamento. Nas sobras não chegamos naquilo que gostaríamos, mas isso tem um lado bom, por causa do nosso compromisso de viabilizar a cadeia. A gente se preocupa com nosso produtor e, por isso, repassamos valores acima do que seria o normal do mercado”, explica Valter Vanzella, diretor-presidente da Frimesa.

“O importante é que toda a cadeia produtiva ganhou com os nossos números, ganhou o produtor, ganhou a filiada e ganhou a Frimesa”, esclarece o diretor-executivo da cooperativa, Elias José Zydek. “Nosso desafio é crescer em torno de 20% e passar o faturamento para R$ 6 bilhões, o que é um desafio bastante grande. Teremos investimentos próximos a R$ 500 milhões e estamos investindo em torno de R$ 350 milhões no novo Frigorífico de Assis Chateaubriand”, relata.

A área de carnes representa, 71,8% nos negócios da Frimesa com um mix de 306 produtos nas linhas de cortes, linguiças frescais e defumadas, presuntos, defumados, curados, hambúrgueres, salsichas, entre outros. As exportações representaram 25,9% da receita no segmento de carne suína, totalizando R$ 913 milhões. A divisão de leite enfrentou mais dificuldades com o baixo consumo da população por conta da renda reduzida. Em razão disso, o volume médio de operação ficou em 822 mil litros/dia, retração de 2,7% em relação à média de 2020.

A Frimesa é a 53ª maior empresa da região e também a 22ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui mediante pequeno cadastro.

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