Archives Fevereiro 2022

Ventiur está com inscrições abertas para aceleração de startups

Empreendedores podem se candidatar até 18 de março

A meta é selecionar startups para que recebam investimento que parte de R$ 200 mil e pode chegar a até R$ 1 milhão

A Ventiur Aceleradora está com inscrições abertas para uma nova rodada de seu processo de aceleração, o #GoHard15. Até 18 de março, empreendedores poderão candidatar suas startups para receber investimento e participar de um amplo programa de crescimento, conexões e mentoria. A candidatura pode ser feita neste link.

A meta é selecionar startups para que recebam investimento que parte de R$ 200 mil e pode chegar a até R$ 1 milhão, a depender da maturidade e atratividade do negócio. Até 40 startups passarão, então, para a etapa seguinte: o WarmUp, um aquecimento para testar e analisar os empreendedores. Nesta fase, a startup se beneficia com uma pré-aceleração e tem a oportunidade de conhecer de perto os empreendedores que poderão investir em seu negócio. Concluída esta etapa, serão anunciadas as startups que receberão o aporte.

Serão aceitas inscrições de startups de todo país, desde que tenham pelo menos dois sócios e MVP (Produto Mínimo Viável) já funcionando. Também é necessário que apresentem modelos de negócios tecnológicos e escaláveis, com diferenciais claros em relação aos concorrentes. Em 2021, a Ventiur realizou três seleções, que receberam 564 inscrições e levaram à escolha de 17 empresas. O total investido nessas startups foi superior a R$ 7 milhões, e todas já iniciaram o ciclo de aceleração.

O programa #GoHard é composto por encontros periódicos (semanais ou quinzenais) com gestor de aceleração, acesso a rede de mentores, consultores e parceiros, desenvolvimento de um Conselho Consultivo para a Startup, networking com founders e investidores de todo o portfólio Ventiur, Trilha de Conteúdo, bootcamps temáticos para qualificação dos empreendedores e equipe, benefícios para contratação de infraestrutura web, softwares e serviços e auxílio na captação de co-investimento e próxima rodada Seed ou SerieA.

Criada em São Leopoldo (RS) em 2013 e com atuação nacional, a Ventiur já avaliou mais de 3 mil startups em todos Estados brasileiros e investiu em mais de 70 negócios inovadores, avaliados em mais de R$ 300 milhões. Conta com uma rede de mais de 200 investidores pessoa física e jurídica que ajudam a viabilizar os aportes. Dentre os exits realizados com sucesso, estão a Devorando, vendida para o iFood em 2016, a Meerkat, vendida para a Acesso Digital em 2020, e a Suiteshare, vendida para a VTEX em 2021.

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Empreendedores podem se candidatar até 18 de março

Como consultar e RECUPERAR seu dinheiro esquecido em bancos? Entenda aqui!

Retomado nesta segunda-feira (14), o sistema do Banco Central (BC) que permite a consulta a valores esquecidos em bancos e outras instituições financeiras funciona em novo endereço. Chamada de Sistema de Valores a Receber (SVR), a ferramenta passou a funcionar no site valoresareceber.bcb.gov.br, em ambiente desvinculado do Sistema Registrato, que hospedou o serviço nos primeiros dias de funcionamento.

Para evitar excesso de demanda, que derrubou o site do Banco Central na versão anterior do sistema, foi criada a página específica para as consultas e agendamentos do crédito. Para os cidadãos com dinheiro a receber, será necessária conta no Portal Gov.br, que fornece acesso a serviços públicos digitais. O cadastro para ter a conta é gratuito e pode ser feito na área de login do Gov.br ou pelo aplicativo Gov.br, disponível para usuários de dispositivos móveis dos sistemas Android e iOS.

Existem três níveis de login no Portal Gov.br: bronze, prata ou ouro. Eles variam conforme o nível de segurança e a complexidade do serviço público pedido. Para resgatar o dinheiro esquecido nas instituições financeiras, será exigido nível prata ou ouro. O login do sistema Registrato, usado na primeira fase do serviço, não poderá mais ser usado no SVR.

O nível prata permite acesso com login único à maioria dos 3.583 serviços públicos totalmente digitalizados oferecidos pelo Portal Gov.br e garante acesso completo ao aplicativo Gov.br. Com alta segurança, esse nível pode ser obtido pela comparação da foto tirada no aplicativo com as imagens da base da Carteira Nacional de Habilitação.

Outra maneira de ativar o nível prata é por meio da validação dos dados pessoais de quem tem conta em um dos seis bancos conveniados ao Portal Gov.br: Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, BRB, Caixa Econômica Federal, Santander e Sicoob.

Procedimentos

O processo de recebimento do dinheiro consiste em duas etapas. Na primeira, o cidadão fará uma consulta no site valoresareceber.bcb.gov.br. Basta digitar o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) para verificar eventuais quantias esquecidas em bancos e demais tipos de instituições financeiras. Essa etapa dispensa o login do Portal Gov.br e pode ser feita a qualquer momento, a partir de hoje.

Em caso de constatação de valores a serem sacados, o SVR informa a data para o usuário entrar novamente no sistema. Nessa segunda etapa, será necessário digitar o login da conta Gov.br para verificar a quantia a receber e pedir a transferência do dinheiro. Caberá ao cidadão escolher a forma de transferência, que poderá ser feita por Pix. Se o usuário não indicar uma chave Pix, a instituição financeira escolhida poderá contatar o correntista para fazer a transferência.

Prazo

O BC explicou que valores esquecidos nos bancos serão devolvidos apenas a partir de 7 de março. Caso o cidadão perca a data informada, deverá recomeçar o processo do zero, repetindo a consulta no site e esperando o sistema informar nova data para o retorno.

Orientações

Para evitar fraudes, o Banco Central informa que o único site disponível é o valoresareceber.bcb.gov.br. O cidadão deverá tomar cuidado para não entrar em páginas diferentes. O órgão também esclareceu que não entrará em contato com nenhum usuário, nem enviará links por SMS, Whatsapp, Telegram ou e-mail para confirmar dados pessoais ou tratar de valores a receber.

A única situação em que haverá contato com o correntista será no caso de a transferência não poder ser feita por Pix, mas a comunicação será feita pela instituição detentora do dinheiro, sem nenhum pedido de confirmação de dados ou de senhas.

Por fim, o BC esclarece que o processo de resgate de valores esquecidos é gratuito. O usuário jamais deverá fazer qualquer pagamento para consultar o montante a receber nem para sacar o dinheiro. Qualquer pedido nesse sentido configura golpe.

Smart City Expo Curitiba 2022 confirma seus primeiros speakers

Evento de cidades inteligentes vai reunir 10 mil pessoas em 24 e 25 de março na capital nacional da inovação

Gil Peñalosa é um dos principais palestrantes do evento

Terceira edição do maior evento brasileiro de cidades inteligentes, o Smart City Expo Curitiba 2022 (SCECWB) acaba de confirmar seus primeiros speakers. Organizado desde 2018 pelo iCities Smart Cities Solutions – hub de negócios e soluções em cidades inteligentes pioneiro no Brasi l– o evento deve reunir 10 mil pessoas de todo o mundo nos dias 24 e 25 de março somando os públicos presencial e remoto. No intervalo causado pela pandemia, uma edição online foi promovida para manter vivo o debate.

Um dos urbanistas mais importantes do mundo, Gil Peñalosa estará em Curitiba como um dos principais palestrantes do SCECWB. Fundador e presidente da organização canadense sem fins lucrativos 8 80 Cities, Penãlosa tem atuação em 345 cidades pelo mundo. É também o primeiro embaixador dos Parques Urbanos Mundiais, apaixonado pela criação de cidades justas e sustentáveis, onde as pessoas possam viver de forma mais saudável e feliz.

Diretor de Resiliência da cidade de Milão (Itália), Piero Pelizzaro tem 10 anos de experiência em políticas de mudanças climáticas e resiliência urbana. Ele também é consultor do Ministério Italiano de Transição Ecológica. Já Adriana Molano é analista de tendências digitais, fundadora do Centro Latinoamericano de Digital para el Desarrollo, de Bogotá (Colômbia). E o português Jorge Saraiva, presidente da Rede Europeia de Políticas Urbanas e diretor de inovação na Transição Energética para a Três60, especialista no desenvolvimento de ecossistemas de inovação cívica

Já Fabro Steibel é diretor executivo do Institute for Technology & Society (ITS Rio), foi membro do Future Global Council do WEF, e tem fellow em governo aberto pela OAS. Diretor de Empreendedorismo Inovador do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Cesar de Oliveira também estará presente no evento. Ele possui 10 anos de experiência no setor público, apoiando o desenvolvimento de políticas públicas em temas como CT&I, telecomunicações, economia digital e proteção de dados.

Também estão confirmados o colombiano Darío Hidalgo, diretor da Fundación Visión Cero 3, com 33 anos de experiência no setor de transportes, como funcionário do governo, pesquisador e consultor de agências e organizações internacionais; Edelvicio Souza, especialista em inovação industrial da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e professor convidado da Fundação Dom Cabral; e Antonio Carvalho e Silva Neto, secretário municipal do gabinete de Governança de Maceió (AL) e presidente do Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação.

O SCECWB vai atuar novamente como um grande hub de conexão e networking entre gestores das iniciativas públicas, diretores e executivos de organizações privadas, investidores, empreendedores, pesquisadores, órgãos de fomento e sociedade civil. Com apoio da Prefeitura de Curitiba, da Agência Curitiba e do Vale do Pinhão, o evento conta com patrocínio de empresas como Mastercard, Indra, Sebrae Paraná, L8, Planet Smart City, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Renault e BRDE.

O Smart City Expo faz parte de uma rede mundial de eventos, originada pelo maior e mais importante evento de cidades inteligentes do mundo, o Smart City Expo World Congress, organizado pela Fira Barcelona. O evento mundial reúne anualmente em Barcelona mais de 25 mil participantes de 150 países. A Fira Barcelona – formada pela prefeitura de Barcelona, Governo da Catalunha e Câmara de Comércio de Barcelona –, é uma instituição internacional referência na organização de grandes eventos e que realiza anualmente o Smart City Expo World Congress e outras edições com a mesma temática ao redor do mundo, como Mérida (Espanha), Atlanta (EUA), Doha (Catar) e Shanghai (China).

A edição de 2022 terá como temática “Society Leading the Urban Future” (O Futuro Urbano Liderado pela Sociedade, em livre tradução), e tratará em sua área de congresso sobre os seguintes temas: Tecnologias Inteligentes para Cidades; Inovação e Negócios Disruptivos; Governança em uma Sociedade Inteligente; Mobilidade Inteligente para o Futuro; e Cidades Sustentáveis.

Os ingressos para o congresso estão à venda em https://smartcityexpocuritiba.com/. O acesso à área de exposição é gratuito, mediante a doação de um quilo de alimento ou agasalho, e o credenciamento prévio no mesmo site.

Evento de cidades inteligentes vai reunir 10 mil pessoas em 24 e 25 de março na capital nacional da inovação

Show Rural fecha com R$ 3,2 bilhões em comercialização

Cooperativa lançou um hub de inovação integrado às demandas da agricultura

Dilvo Grolli encerrou a 34ª edição do Show Rural Coopavel

Mesmo com os desafios e restrições impostos pela pandemia, o Show Rural Coopavel alcançou números surpreendentes. O volume de comercialização em apenas cinco dias de evento, de 7 a 11 de fevereiro, foi de R$ 3,2 bilhões, o maior da história, superando o resultado de fevereiro de 2020, quando as vendas atingiram a cifra de R$ 2,7 bilhões. A informação foi dada pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, em coletiva à imprensa que marcou o encerramento da 34ª edição.

O público esperado para os cinco dias era de 120 mil a 150 mil pessoas, mas fechou com 285.212 e o número de expositores, projetado em 400, chegou a 585. “Estamos muito felizes com os resultados. Tomamos todas as medidas necessárias e o público, interessado em conhecer as mais diferentes novidades para a agricultura e pecuária, compareceu e prestigiou o evento. Quero agradecer a todos e dizer que a próxima edição, de 6 a 10 de fevereiro de 2023, será ainda maior”, afirmou Grolli.

Hub de inovação
As inovações e as tecnologias incorporam mudanças profundas no cotidiano das pessoas, das empresas e também do agronegócio. Atentos a esse movimento que traz novas oportunidades de parcerias e negócios, Coopavel, PTI e exoHub, empresa de inovação parceira do Parque Tecnológico Itaipu, estão juntos na estruturação do Espaço Impulso, um hub de inovação integrado às demandas da agricultura e pecuária.

O espaço será uma espécie de fazenda digital permanente, um ambiente de 720 mil metros quadrados para o desenvolvimento e testagem de soluções para o agro. Além de pensar em soluções para problemas reais do campo, o Espaço Impulso tem por missão se integrar a um ecossistema pulsante interessado também em gerar oportunidades de trabalho e carreira aos jovens.

O Espaço Impulso está alicerçado em três pilares: networking, conhecimento e investimento. Michel também falou sobre o processo de seleção de startups que se aliarão ao projeto, de potenciais e benefícios estratégicos e financeiros.

BRDE
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), assinou cerca de 30 contratos de financiamento e repasse via incentivos fiscais. O montante de recursos soma aproximadamente R$ 350milhões. Entre os contratos estão o da C.Vale, de Palotina, para financiamento de uma unidade de esmagamento de soja; e a Avenorte, de Cianorte, para construção de uma nova subestação de energia. As assinaturas firmam o compromisso em investimentos a cooperativas, empresas, produtores rurais com projetos de modernização e expansão de atividades agroindustriais, melhorias em estrutura de fazendas de produção agrícola, irrigação, armazenagem, logística, geração e transmissão de energia, no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Além disso, o BRDE fez o repasse de recursos internacionais da CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina) para a SICREDI Central PR/SP/RJ, para financiamento aos associados empreendedores rurais e urbanos das cooperativas filiadas da Central, no Paraná. Também foi acrescentada nos termos de assinatura, a abertura de crédito para projetos de mobilidade urbana e energia para Cascavel, na ordem de R$ 100 milhões.

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Cooperativa lançou um hub de inovação integrado às demandas da agricultura

Mercado financeiro aumenta projeção da inflação

Juros devem chegar ao patamar de 12,25%

É a quinta vez que o mercado projeta alta da inflação para o ano

O mercado financeiro aumentou mais uma vez a previsão de inflação para este ano. Segundo projeção do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial do país – deve fechar 2022 em 5,5%. É a quinta vez que o mercado projeta alta da inflação neste ano. Há uma semana, a projeção do mercado era que a inflação terminasse o ano em 5,44%. Há quatro semanas, a previsão era de 5,09%.

O boletim, divulgado semanalmente, reúne a projeção do mercado para os principais indicadores econômicos do país. Na projeção desta semana, o Focus manteve previsão do PIB registrada há sete dias. A projeção é de 0,3% em 2022. O mercado também elevou a previsão do mercado para a taxa básica de juros, a Selic, para 2022. Na projeção divulgada nesta segunda-feira, o mercado projetou a Selic em 12,25%, ante os 11,75% projetados na semana passada.

No início do mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa de juros de 9,25% para 10,75% ao ano. Em comunicado, indicou que continuará a elevar os juros básicos até que a inflação esteja controlada no médio prazo. A expectativa do mercado para a cotação do dólar em 2022 caiu, ficando em R$ 5,58, ante os R$ 5,60 projetado na semana passada.

Com Agência Brasil

Juros devem chegar ao patamar de 12,25%

Livro de empresário provoca debate sobre liberdade

Revisão constitucional deve ser por plebiscito, defende José Ernesto Marino Neto

Empresário lidera investimento de R$ 540 milhões no icônico hotel Kempinski Laje de Pedra

“Vamos devolver o poder ao povo – Ideias para o Brasil” é o livro de estreia de José Ernesto Marino Neto. A obra, de 216 páginas, reúne artigos produzidos em defesa de uma tese que ganha adeptos em grande velocidade: o Brasil precisa de uma Constituição que traduza os desejos dos cidadãos e que seja a expressão de sua liberdade para decidir. Para tanto, a definição da nova Carta Magna não pode ser delegada a representantes. Essa é uma tarefa que cabe ao próprio brasileiro e há instrumentos adequados para tanto, como plebiscitos e referendos.

O autor faz dessa convicção sua bandeira como cidadão. Para o paulistano José Ernesto Marino Neto, formado pela Escola de Direito do Largo de São Francisco, que seguiu carreira profissional como empresário do turismo, a liberdade é a principal virtude de qualquer sociedade. “Embora iguais na natureza, somos diferentes como indivíduos”, diz, ao defender o livre arbítrio como direito inalienável.

Ao longo dos 58 artigos, muitos deles publicados em um blog criado para comunicar seu ideário, Marino aborda criticamente os grandes temas que travam a vida política e econômica do país. Entre eles, a falência do Estado brasileiro, o cipoal paralisante do sistema tributário, a inadiável reforma trabalhista e o fundo partidário que sustenta as eleições proporcionais e majoritárias. “Partido político que se preze deve ser sustentado por seus associados. É como um clube de pessoas que se reúnem em torno de ideias. Se não há ideias ou se não há pessoas, não há razão para haver o clube”, provoca.

Também vai fundo no debate sobre o futuro do capitalismo liberal — que “apenas conseguirá competir se a eficiência do setor privado contaminar o setor público” — e denuncia as falsas premissas da social-democracia, baseada no estado de bem-estar social e no intervencionismo estatal. “A história ensina que apenas o livre mercado gera riquezas, que liberdades individuais recriam, reciclam e inovam em benefício dos usuários e consumidores, bem como liberdades geram sociedades de benemerência e de fraternidade.”

Para Marino, a presença do Estado na economia, na política e na vida social deve ser redefinida em uma nova Constituição. “Quando diminuímos o tamanho do Estado diminuímos a corrupção. Quando enaltecemos a livre iniciativa, aumentamos o grau de liberdade do povo.” Essa não pode ser uma caminhada inspirada por ideologias, mas por espírito prático e urgência de reconstituir o vigor da sociedade brasileira. “As teorias caem por terra quando a realidade as supera. Acabou a época da esquerda e da direita. Estamos na era do pragmatismo”, reforça.

Só dessa maneira o país pode virar o jogo contra a herança cartorial e burocrática que o impede de cumprir seu destino de sociedade moderna. “Ainda hoje o Brasil carrega um grande fardo sobre seus ombros, alternando grupos no poder que impõem privilégios a si próprios, aumentando o peso nos ombros da sociedade. A liberdade para empreender é sufocada pela burocracia, enquanto a individual é sufocada pelos poderosos grupos instalados no Poder.”

Empresário trouxe redes hoteleiras internacionais
Marino nasceu em São Paulo, em 1964, e ingressou no mercado da consultoria hoteleira logo ao diplomar-se em Direito, nos anos 80. Percebeu que em um mercado pequeno deveria fazer diferente e ser ousado. Foi para o exterior convencer grandes players internacionais do setor a investir em um país com inflação em disparada, moeda fraca, economia imprevisível e política instável, recém-saído de décadas de regime militar.

Com pouco mais de 25 anos, em 1989 trouxe o Grupo Meliá de Hotéis. Mesmo com a sucessão de crises, no setor hoteleiro os resultados apareceram. As gestões de Marino trouxeram para o país, a despeito de boicote dos players locais, que não queriam competição, marcas do porte da SuperClubs (Jamaica), Sonesta (EUA), Howard Johnson (EUA), Tivoli (Portugal), Ramada (EUA), Days Inn (EUA), NH Hoteles (Espanha) e Red Roof (EUA). “Até hoje há ‘opinion makers’ do mercado americano que me chamam de Mr. Brasil”, festeja.

Fundador e presidente da BSH International, que administra várias grandes redes hoteleiras no país, Marino e o sócio José Paim lançaram em 2021, em Canela (RS), o projeto de revitalização de um dos mais emblemáticos hotéis brasileiros de luxo, agora gerido pela operadora alemã Kempinski. O Kempinski Laje de Pedra receberá investimentos de R$ 540 milhões e tem previsão de reinauguração no segundo semestre de 2024.

Um livre-pensador convida ao debate
Em suas andanças internacionais, fez palestras na New York University, tornou-se membro do conselho consultivo do Centro de Hospitalidade, Turismo e Esportes da NYU e tutor de alunos brasileiros de hotelaria e turismo. No fim dos anos 90, aceitou convite para lecionar na Fundação Getúlio Vargas e buscou especialização em Turismo pela USP. Seguiram-se o mestrado, o doutorado e o PhD em Administração na Florida (EUA). Sua tese de doutorado foi base para coordenar o regramento do Condo-Hotel como Valor Mobiliário, atividade que desempenhou ao longo de quatro anos, na FGV, até publicação da Instrução Normativa CVM 602, marco regulatório do setor.

Simpatizante do voluntarismo, fez política estudantil na juventude, e agora como empresário reconhecido assumiu de vez o papel de livre-pensador, antevisto pelo professor americano que lhe entregou o diploma de doutor. Seus artigos, encerrados cada um com o bordão que dá título ao livro – “Vamos devolver o poder ao povo” – nascem da experiência que reuniu ao longo da vida. E que oferece agora ao debate público.

O livro será lançado em São Paulo, no dia 16 de fevereiro, às 18h, no Bar Veríssimo, no Brooklin. Em Curitiba o lançamento será no dia 23, às 18h, no Hotel NH Curitiba The Five. Em Canela, será no dia 9 de março no Mirante Laje de Pedra. Outras sessões de autógrafo estão sendo agendadas. Também há uma agenda de entrevistas e palestras que ao longo do primeiro semestre vão provocar os brasileiros, com a proposta de mexer com suas convicções e fazê-los buscar instrumentos para tomar nas próprias mãos o destino de suas vidas e do Brasil.

Revisão constitucional deve ser por plebiscito, defende José Ernesto Marino Neto

Bolsa atinge 5 milhões de investidores em janeiro

As pessoas estão começando a investir cada vez mais jovens

Em relação às regiões, ainda há uma concentração de investidores no Sudeste do país

O número de investidores pessoas físicas (PFs) na Bolsa aumentou 0,7% em janeiro quando comparado a dezembro, ultrapassando a marca de 5 milhões de investidores na Bolsa. A maioria dos investidores se encontram na faixa etária de 26 a 35 anos, que correspondem em 33,5%. Continuando a tendência vista desde 2013, dados mais antigos disponibilizados, as pessoas estão começando a investir cada vez mais jovens.

Em relação às regiões, ainda há uma concentração de investidores no Sudeste do país. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais possuem juntos 56,7% do total de investimentos, 39,8 pontos percentuais à frente do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul somados (16,9%). A representatividade de mulheres na Bolsa ainda é pequena (23,4%), mas continua apresentando crescimento. Apesar de uma representatividade ainda pequena, o número de mulheres está avançando em ritmo acelerado, com alta de 38,2% desde 2020.

Também há um grande aumento no número de investidores com interesse em BDRs, sigla de Brazilian Depositary Receipts [certificados de depósito de valores mobiliários emitidos no Brasil que representam valores mobiliários de emissão de companhias abertas com sede no exterior]. Hoje são 1,4 milhão representando 22% do estoque. Além disso, em termos relativos, esse foi o produto que mais cresceu em 2020, registrando um aumento de 994% no número de CPFs cadastrados. Em janeiro, o número de investidores pessoas físicas (PFs) na B3 atingiu 5.012.688. Em relação ao final de 2021, houve um aumento de 36.543 investidores PFs, equivalente a um crescimento mensal de 0,7%.

Também houve um aumento do valor total mensal de 2,7%, atingindo R$ 510,2 bilhões investidos. “Acreditamos que esse aumento mensal reflete o desempenho da Bolsa, que subiu 7% no mês de janeiro, melhor desempenho mensal do índice desde dezembro de 2020. Nesse início de 2022, a Bolsa brasileira tem se beneficiado da forte exposição a commodities, entre outros fatores”, analisa a XP em relatório.

As pessoas estão começando a investir cada vez mais jovens

Como consultar dinheiro esquecido em bancos

Nova plataforma do Banco Central exigirá cadastro no Portal Gov.br

O processo de recebimento do dinheiro consiste em duas etapas

Retomado nesta segunda-feira (14), o sistema do Banco Central (BC) que permite a consulta a valores esquecidos em bancos e outras instituições financeiras funciona em novo endereço. Chamada de Sistema de Valores a Receber (SVR), a ferramenta passará a funcionar no site valoresareceber.bcb.gov.br, em ambiente desvinculado do Sistema Registrato, que hospedou o serviço nos primeiros dias de funcionamento.

Para evitar excesso de demanda, que derrubou o site do Banco Central na versão anterior do sistema, a consulta só poderá ser feita por quem tenha conta no Portal Gov.br, que fornece acesso a serviços públicos digitais. O cadastro para ter a conta é gratuito e pode ser feito na área de login do Gov.br ou pelo aplicativo Gov.br, disponível para usuários de dispositivos móveis dos sistemas Android e iOS.

Existem três níveis de login no Portal Gov.br: bronze, prata ou ouro. Eles variam conforme o nível de segurança e a complexidade do serviço público pedido. Para resgatar o dinheiro esquecido nas instituições financeiras, será exigido nível prata ou ouro. O login do sistema Registrato, usado na primeira fase do serviço, não poderá mais ser usado no SVR.

O nível prata permite acesso com login único à maioria dos 3.583 serviços públicos totalmente digitalizados oferecidos pelo Portal Gov.br e garante acesso completo ao aplicativo Gov.br. Com alta segurança, esse nível pode ser obtido pela comparação da foto tirada no aplicativo com as imagens da base da Carteira Nacional de Habilitação. Outra maneira de ativar o nível prata é por meio da validação dos dados pessoais de quem tem conta em um dos seis bancos conveniados ao Portal Gov.br: Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, BRB, Caixa Econômica Federal, Santander e Sicoob.

Procedimentos
O processo de recebimento do dinheiro consiste em duas etapas. Na primeira, o cidadão fará uma consulta no site valoresareceber.bcb.gov.br. Basta digitar o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) para verificar eventuais quantias esquecidas em bancos e demais tipos de instituições financeiras. Essa etapa dispensa o login do Portal Gov.br e pode ser feita a qualquer momento, a partir de hoje.

Em caso de constatação de valores a serem sacados, o SVR informa a data para o usuário entrar novamente no sistema. Nessa segunda etapa, será necessário digitar o login da conta Gov.br para verificar a quantia a receber e pedir a transferência do dinheiro. Caberá ao cidadão escolher a forma de transferência, que poderá ser feita por Pix. Se o usuário não indicar uma chave Pix, a instituição financeira escolhida poderá contatar o correntista para fazer a transferência.

O BC explicou que valores esquecidos nos bancos serão devolvidos apenas a partir de 7 de março. Caso o cidadão perca a data informada, deverá recomeçar o processo do zero, repetindo a consulta no site e esperando o sistema informar nova data para o retorno.

Orientações
Para evitar fraudes, o Banco Central informa que o único site disponível é o valoresareceber.bcb.gov.br. O cidadão deverá tomar cuidado para não entrar em páginas diferentes. O órgão também esclareceu que não entrará em contato com nenhum usuário, nem enviará links por SMS, WhatsApp, Telegram ou e-mail para confirmar dados pessoais ou tratar de valores a receber. A única situação em que haverá contato com o correntista será no caso de a transferência não poder ser feita por Pix, mas a comunicação será feita pela instituição detentora do dinheiro, sem nenhum pedido de confirmação de dados ou de senhas. O BC também esclarece que o processo de resgate de valores esquecidos é gratuito. O usuário jamais deverá fazer qualquer pagamento para consultar o montante a receber nem para sacar o dinheiro. Qualquer pedido nesse sentido configura golpe.

Com Agência Brasil 

Nova plataforma do Banco Central exigirá cadastro no Portal Gov.br

Semana de 22, um case de marketing?

Até para inventar a História ele é necessário

A inflagem da Semana de 22 contou com muito produto, relações públicas e publicidade

Datas redondas geram homenagens quadradas, escreveu certa vez o jornalista Daniel Piza. Não é o que acontece com o centenário da Semana de Arte Moderna, ocorrida em fevereiro de 1922 em São Paulo. A efeméride tem sido pretexto para uma apimentada revisão crítica de seu real vanguardismo e importância.

Segundo o jornalista Ruy Castro e o professor de literatura Luís Augusto Fischer, a Semana não foi exatamente pioneira, pois manifestações do chamado modernismo já ocorriam em capitais como Recife, Manaus, Porto Alegre e, principalmente, Rio de Janeiro. Nem teve a importância imaginada à época de sua realização, pois foi curta (três dias, e não uma semana propriamente, segundo Castro) e restrita a um círculo relativamente limitado de intelectuais, artistas e mecenas.

Como, então, ela teria virado o evento que “inaugurou a cultura no país”, como atreveu-se o Estadão na última sexta-feira (11)?

O turning point, segundo Fischer, teria ocorrido na celebração de seus 50 anos, em 1972. Sob um governo militar interessado em valorizar uma pretensa cultura brasileira “genuína” e em meio ao processo de unificação dos vestibulares das universidades federais, que estabelecia uma mesma grade de conteúdo para candidatos de todos os cursos, a Semana de 22 tornou-se a candidata natural a desempenhar o papel de big bang da arte nacional.

Motivos e recursos para isso não faltariam: o estado mais rico do país em busca da liderança cultural ainda pertencente ao Rio de Janeiro, a maior universidade e mais prestigiada universidade (USP) sobrevalorizando o evento por meio de pesquisas e publicações, e uma imprensa ascendente, disposta a sobrepujar em influência sua contraparte fluminense, fizeram o trabalho de mistificação que convinha aos vencedores de então (e de hoje, ainda). Uma verdadeira invenção da História.

Fenômeno inédito? Claro que não. Até ciências presumivelmente mais “duras” e menos sujeitas a subjetividades e interpretações, como a nutrição e a medicina, são alvo de operações semelhantes. O café da manhã é a refeição mais importante do dia? Há quem diga que tudo não tenha passado de um slogan da Kellog’s para vender sucrilhos. Devemos tomar dois litros de água diariamente? Claro… segundo as fabricantes de água engarrafada. E a indústria farmacêutica, desenvolve remédios para combater doenças ou cria doenças para vender medicamentos?

À semelhança dos casos acima, a inflagem da Semana de 22 contou com muito produto (livros, seminários, vestibulares), relações públicas (professores, pesquisadores, jornalistas) e publicidade (divulgação editorial na mídia), em um ciclo que se retroalimentou eficientemente durante décadas – marketing dos bons, enfim. Para criar uma verdade histórica ou científica, tanto quanto mercadológica, é necessário articular os canais adequados, tecnicamente chamados de instâncias de validação, tais como universidades, museus, mídia e indústria cultural. Aparentemente, foi assim que a Semana de 22 tomou uma importância incondizente com a realidade.

Mas o que é a realidade, afinal? Não importa se a intenção seja vender sucrilhos, água mineral, ideologias ou manifestações artísticas, tudo se resume a tentar fazer valer uma visão de mundo e defender os próprios interesses. E, quer queiram os acadêmicos uspianos ou não, ninguém inventou forma melhor de executá-lo do que o marketing.

Até para inventar a História ele é necessário

Projuris quase dobra de tamanho nos últimos dois anos

Empresa catarinense foi adquirida pela Softplan

“Em relação aos números para 2022, a previsão de crescimento é de 35% e o faturamento vai se aproximar de R$ 65 milhões”, prevê Sergio Cochela, CEO da Projuris

A Projuris, que atua no mercado de software jurídico, cresceu mais de 70% na comparação entre 2020 e 2022. Só no ano passado, o crescimento foi de 35%, culminando em um faturamento de R$ 50 milhões no período — o que também gerou 40 novas contratações, totalizando cerca de 250 funcionários.

O propósito da Projuris é expandir o desempenho humano, eliminando ineficiências do mundo jurídico. A empresa catarinense comercializa softwares para departamentos jurídicos corporativos, escritórios de advocacia, governo e núcleos de práticas jurídicas de universidades. Líder no mercado de tecnologia de inteligência jurídica, a empresa possui sede em Joinville (SC) e escritórios em Fortaleza, Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.

Recentemente, a empresa foi adquirida pela Softplan, uma das maiores desenvolvedoras de software do país. Para a Projuris, ser adquirida pela Softplan significa acelerar a visão de ser a legaltech número 1 do Brasil. “Nos dois últimos anos fomos muito assediados por conta dos resultados, fundos de investimento, fusão, compra. De fato, existem poucas empresas de tecnologia com crescimento constante agressivo e lucro recorrente. Mas toda sociedade com muitos sócios passa por análise do ciclo natural de realização dos investimentos”, aponta Sergio Cochela, CEO da Projuris.

“Todas as propostas sempre foram avaliadas sobre o ponto de vista da continuidade do projeto, valores dos envolvidos, cuidado com as pessoas e clientes. Neste ano, chegou a da Softplan e entendemos que atendeu bem os requisitos. Nascemos para melhorar o ambiente legal do país e expandir o desempenho humano, e a Softplan vem nos ajudar nessa jornada”, completa Cochela.

O ano de 2021, o segundo da pandemia da Covid-19, também gerou outras transformações na Projuris. “Muita coisa mudou, internamente e com os clientes. Nossa rotina agora é pautada por encontros virtuais, o que demanda mais disciplina e foco.Os resultados foram bons, aumentamos a produtividade e não ficamos nenhum dia parados. Como empresa de tecnologia, a adaptação foi muito rápida”, aponta Cochela.

Com todas as mudanças, 2022 é um ano de muitas expectativas e novidades. “Agora estamos analisando as possibilidades, entendendo quais os caminhos que podem ajudar no crescimento, pensando em novos mercados e novos tipos de clientes. Nosso plano é trazer ainda neste ano de 2022 uma grande novidade no segmento jurídico. Em relação aos números para 2022, a previsão de crescimento é de 35% e o faturamento vai se aproximar de R$ 65 milhões”, prevê o CEO. 

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Empresa catarinense foi adquirida pela Softplan

Mapa de Santa Catarina mostra 13 regiões no nível alto

Quatro regionais se encontram em cenário moderado

Secretaria da saúde promoverá mudanças na matriz de risco de Santa Catarina que será divulgada na próxima semana

A matriz de risco potencial regionalizado divulgada neste sábado (12) aponta 13 regiões classificadas como risco potencial alto (cor amarelo) e quatro no nível de risco moderado (cor azul). Em um comparativo com o relatório divulgado na semana anterior, houve melhora nos indicadores das regionais do Alto Uruguai Catarinense, Carbonífera e Laguna, que passaram do nível alto para o moderado, juntando-se a região do Vale do Itapocu. Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Nordeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Xanxerê se mantiveram no nível amarelo.

Na dimensão de gravidade, que contempla os indicadores de mortalidade e tendência de internação por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), houve melhora nos indicadores do Alto Uruguai Catarinense e Oeste, que passaram a ser classificadas no nível de risco moderado (azul), juntando-se ao Vale do Itapocu, que se manteve estável. Em compensação, houve piora nos indicadores da região do Planalto Norte, que passou a ser classificada no nível alto (amarelo), juntando-se as regionais do Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Meio Oeste, Nordeste, Oeste e Serra Catarinense que permaneceram estáveis. Não houve alterações nas regiões Alto Vale do Itajaí, Médio Vale do Itajaí e Xanxerê, que permaneceram no nível grave (laranja).

Em relação ao item da transmissibilidade, que monitora o número de casos ativos e a curva de crescimento da pandemia, 11 regiões se mantiveram no nível gravíssimo (vermelho): Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Nordeste, Oeste, Vale do Itapocu e Xanxerê. Houve melhora em outras seis regiões, que tiveram uma desaceleração na curva de crescimento de casos, sendo que quatro passaram a ser classificadas no nível grave (laranja): Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Oeste, Planalto Norte e Serra Catarinense; e duas foram classificadas no nível Alto (amarelo), Carbonífera e Laguna. O número de casos ativos vem tendo uma redução nas últimas semanas, alcançando 44.499 casos na última sexta (11).

Na dimensão do monitoramento, que reflete a cobertura vacinal e a variação semanal de casos, todas as regiões foram classificadas com risco moderado (azul), condição que mantêm em relação à semana anterior. Com mais de 5,4 milhões de pessoas que receberam as duas doses da vacina, a cobertura vacinal da população geral em Santa Catarina no dia 11 de fevereiro ultrapassou 74,6%, o que vem contribuindo para frear o impacto do grande número de infecções na gravidade dos casos.

Já em relação ao nível de capacidade de atenção, que monitora a taxa de ocupação de leitos de UTI adulto com pacientes em tratamento para Covid-19 em relação ao total de leitos disponíveis, foi observada piora na classificação da região de Xanxerê, que passou a ser classificada como nível grave (laranja) por apresentar taxa de ocupação entre 40% a 60%, e melhora no indicador da região do Extremo Sul Catarinense, que passou a ser classificada com nível alto (amarelo), apresentando taxa de ocupação ente 20% a 40%. As demais regiões não apresentaram variações em relação à semana anterior.

Mudanças nos indicadores da matriz
De forma a melhor representar a situação da vacinação em Santa Catarina, que observa não apenas a completude do esquema primário para toda a população, mas também a importância da aplicação da dose de reforço principalmente para as populações mais vulneráveis, a secretaria de estado da saúde promoverá mudanças na matriz de risco que será divulgada na próxima semana. Haverá uma alteração no indicador de monitoramento, que passará a expressar o indicador de cobertura do esquema primário (duas doses ou dose única) para toda a população catarinense, juntamente com a cobertura da dose de reforço para a população acima de 60 anos de idade.

A atualização do Vacinômetro, que ocorreu nesta sexta-feira (11), com os indicadores de cobertura de dose reforço para população acima de 60 anos e população acima de 18 anos, refletirá na nova matriz de risco. Com essas mudanças, busca-se reforçar a importância da vacinação como principal medida para enfrentamento da pandemia, dando ênfase a aplicação da dose de reforço para os idosos. Segundo um estudo realizado pela diretoria de vigilância epidemiológica da secretaria de saúde de Santa Catarina com dados de novembro de 2021 a janeiro de 2022 aponta que a taxa de óbitos por Covid-19 em idosos não vacinados ou com vacinação incompleta foi 47 vezes maior do que naqueles que já receberam a dose de reforço.

Além da vacinação, a secretaria de estado da saúde alerta a todos, em nota, acerca da importância da manutenção das medidas de prevenção contra o coronavírus, como uso universal de máscaras, evitar aglomerações mantendo distanciamento físico de 1,0m entre grupos diferentes, dar preferência a ambientes ventilados e praticar a higiene respiratória, lavando as mãos de forma frequente.

O principal objetivo da matriz de risco de Santa Catarina é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Quatro regionais se encontram em cenário moderado

Atividade econômica cresce 4,5% em 2021, diz BC

Em dezembro, índice apresentou alta de 0,33%

O resultado de 4,5% para o ano está abaixo da expectativa do governo, que projetou um crescimento do PIB de 5,1% em 2021

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) apresentou alta de 0,33% em dezembro de 2021, de acordo com dados divulgados hoje (11) pelo Banco Central (BC). O BC informou que, na comparação com dezembro de 2020, o índice apresentou alta de 1,30%, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período). A taxa chegou a 139,73 pontos. No acumulado do ano, o IBC-Br ficou em 4,5%.

O índice, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 10,75% ao ano.

O IBC-Br incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: a indústria, o comércio e os serviços e a agropecuária, além do volume de impostos. Segundo o BC, o IBC-Br terminou o quarto trimestre do ano com variação positiva de 0,01% na comparação com o período compreendido entre julho e setembro, também considerando os dados dessazonalizados.

O resultado de 4,5% para o ano está abaixo da expectativa do governo, que projetou um crescimento do PIB de 5,1% em 2021. O resultado, porém, está em linha com a revisão dos dados do PIB feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Com Agência Brasil

Em dezembro, índice apresentou alta de 0,33%

Compagas avança em ações para desenvolver o biometano no Paraná

O combustível tem potencial para ampliar a capilaridade de atuação da companhia

“Se o gás natural é considerado o combustível da transição energética, o biometano é o caminho para fomentar uma nova economia baseada em carbono neutro e atender o anseio por combustíveis limpos e econômicos”, frisa Lamastra Junior

O Paraná é um dos maiores centros potenciais de produção de biogás e biometano no país, justamente pela força da indústria agropecuária em sua economia. Com atenção a este cenário, a Companhia Paranaense de Gás (Compagas) tem para 2022 uma série de ações que visam estimular o desenvolvimento da produção dessa energia renovável. A empresa deseja inclusive adquirir biometano para ampliar o atendimento em novas regiões do Paraná.

Segundo o diretor-presidente da Compagas, Rafael Lamastra Junior, o biometano é o melhor caminho para a geração de energia limpa e renovável a partir de matéria-prima orgânica localizado em aterros, estações de tratamento de esgoto e na agroindústria, com capacidade de abastecimento de frotas, indústrias e cooperativas. “Essa é uma fonte de energia plenamente viável para que possamos atender diversas demandas, desde o segmento veicular até indústrias que ainda não são atendidas pela rede de distribuição de gás natural e com isso desenvolver mercados locais em diferentes regiões do Paraná”, destaca o executivo.

Lamastra reforça que há previsão para o lançamento de uma chamada pública específica para aquisição de biometano neste ano, o que para ele, vai estimular ainda mais o potencial de produção deste combustível de forma contínua e competitiva. “Lembrando que o biometano é equivalente ao gás natural e, assim, podemos adquirir o gás produzido para ampliar a participação desta matriz energética no estado e contribuir para o desenvolvimento socioambiental e econômico das cidades”, emenda.

Desenvolvimento e pesquisa
Atualmente, a Compagas possui pelo menos 10 projetos ligados à geração de biometano em diferentes regiões do Estado – são ações em Curitiba e Região Metropolitana, nos Campos Gerais e na região Norte do Paraná. “Esses projetos têm o objetivo de ampliar produção do biometano e desenvolver uma fonte energética competitiva no mercado”, explica Lamastra. “Se o gás natural é considerado o combustível da transição energética, o biometano é o caminho para fomentar uma nova economia baseada em carbono neutro e atender o anseio por combustíveis limpos e econômicos”, frisa.

Ainda segundo o executivo, a Compagas conta com times dedicados a dar suporte às iniciativas do setor, como forma de catalisar o desenvolvimento de análises de viabilidade a projetos que sirvam para impulsionar a geração do biometano. A companhia também mantém parcerias com a Associação Brasileira do Biogás (ABiogás) e com o Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás) para o desenvolvimento de ações em toda a cadeia.

Biogás e biometano
O biometano é um combustível obtido a partir da produção do biogás, que por sua vez é produzido pela decomposição de matéria orgânica de origem vegetal ou animal. Quando submetido a um processo de purificação, o biogás dá origem ao biometano e este é comparável em condições técnicas ao gás natural, já que após o refino atinge alta concentração de metano em sua composição. Já no viés ambiental e de sustentabilidade, o biometano tem características imbatíveis – por exemplo, no setor de transporte, segmento de veículos pesados, quando comparado ao diesel, as emissões de gases de efeito estufa chegam a ser até 90% menores.

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Brasil sofreu mais de 88,5 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos em 2021

Fortinet detecta aumento constante de ataques durante o ano

A distribuição de malware por meio de publicidade enganosa, sites maliciosos e campanhas de phishing por e-mail foi a mais utilizada pelos cibercriminosos

O Brasil sofreu mais de 88,5 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos em 2021, um aumento de mais de 950% com relação a 2020, segundo a Fortinet, líder global em soluções amplas, integradas e automatizadas de segurança cibernética. Com 56% de todos os dispositivos de cibersegurança instalados no Brasil e 53% na América Latina, a companhia possui a maior visibilidade de ameaças cibernéticas do setor na região.

De acordo com os dados levantados pelo FortiGuard Labs, laboratório de inteligência de ameaças da empresa, o Brasil ocupou o segundo lugar em número de ataques na América Latina e Caribe, atrás apenas do México e na frente de Peru e Colômbia. A alta nos números foi constante durante o ano e ocorreu em toda a região, que chegou a registrar 289 bilhões de ataques no total, um crescimento de mais de 600% com relação ao ano anterior.

A distribuição de malware por meio de publicidade enganosa, sites maliciosos e campanhas de phishing por e-mail foi a mais utilizada pelos cibercriminosos. Uma vez infectados, os dispositivos das vítimas podem ser controlados por invasores, que podem usá-los para cometer crimes cibernéticos, como roubo de credenciais, spam e ataques distribuídos de negação de serviço.

Da mesma maneira, o uso de informações sobre a Covid-19 e a variante ômicron, no quarto trimestre, permitiu a distribuição da campanha de botnet RedLine Stealer, onde os atacantes buscam roubar informações para ações maliciosas ou para a venda a outros agentes para atividades futuras. O FortiGuard Labs detectou ainda um grande número de ataques relacionados ao Remote Code Execution (RCE) em dispositivos IoT – como câmeras, microfones e roteadores domésticos –, permitindo que o invasor assuma o controle de sistemas vulneráveis.

“Continuamos vendo que a conscientização e a capacitação dos usuários são fundamentais para a prevenção de ataques, especialmente desses que utilizam a engenharia social para enganar as pessoas”, explica Alexandre Bonatti, diretor de Engenharia da Fortinet Brasil. “Além disso, seguimos em um modelo de trabalho híbrido, onde as pessoas trabalham de qualquer lugar e utilizam dispositivos pessoais e conexões caseiras ou públicas sem a proteção adequada. Os criminosos não vão parar de explorar esses ambientes para obterem acesso a redes corporativas enquanto continuarem tendo sucesso e é por isso os ataques a dispositivos de IoT e a recursos vulneráveis utilizados em reuniões e aulas, como câmeras e microfones, continua”, alerta.

O FortiGuard Labs monitora continuamente a superfície de ataque em toda a América Latina e Caribe e, por ter mais de 50% do número de dispositivos de segurança empresarial implantados na região, possui uma visibilidade única no mercado. Soma-se a isso as centenas de alianças com entidades do setor e agências de segurança para o compartilhamento de informações, o que aumenta ainda mais o acesso à inteligência de ameaças e, por consequência, a precisão dos dados apresentados.

Essa visibilidade exclusiva permite a análise de milhões de tentativas de ataques cibernéticos por dia. Os caçadores de ameaças, pesquisadores, analistas, engenheiros e cientistas de dados do FortiGuard Labs analisam e processam essas informações usando inteligência artificial (IA) e outras tecnologias inovadoras para explorar esses dados em busca de novas ameaças. O relatório do FortiGuard Labs é elaborado trimestralmente para a América Latina e Caribe, com base nas informações obtidas diariamente em tempo real.

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Fortinet detecta aumento constante de ataques durante o ano

Calçadistas exportaram 14 milhões de pares em janeiro

Resultado reflete a recuperação já registrada no segundo semestre do ano passado

O principal destino internacional do calçado verde-amarelo em janeiro foi o mercado norte-americano, que respondeu por mais de 25% do total gerado com os embarques

A recuperação nas exportações de calçados verificada ao longo do ano passado seguiu no primeiro mês de 2022. Dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que, em janeiro, foram embarcados 14 milhões de pares, que geraram US$ 101,2 milhões, incrementos tanto em volume (+43,8%) quanto em receita (+66%) em relação ao mesmo mês de 2021.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que o indicador é positivo e reflete a recuperação já registrada no segundo semestre do ano passado. “Os fornecedores de calçados brasileiros, com o encarecimento dos fretes internacionais, principalmente da Ásia, estão no radar dos principais compradores internacionais com maior proximidade geográfica, especialmente dos Estados Unidos e América Latina”, avalia.

Segundo ele, a tendência, no entanto, é que o incremento arrefeça ao longo do ano em virtude da base de comparação mais fortalecida, especialmente a partir do segundo trimestre. “De toda forma, existe uma perspectiva de incremento em torno de 5% nos embarques em 2022”, acrescenta.

O principal destino internacional do calçado verde-amarelo em janeiro foi o mercado norte-americano, que respondeu por mais de 25% do total gerado com os embarques. No primeiro mês do ano, os norte-americanos importaram 1,75 milhão de pares por US$ 25,87 milhões, incrementos tanto em volume (+85%) quanto em receita (+93,6%) em relação ao mês correspondente do ano passado. No segundo posto entre os importadores de calçados brasileiros aparece a Argentina, para onde foram exportados 778 mil pares que geraram US$ 6,65 milhões, altas tanto em volume (+50,6%) quanto em receita (+75,6%) em relação a janeiro de 2021.

O terceiro principal destino do produto foi a França. Em janeiro, as fábricas brasileiras exportaram para lá mais de 758 mil pares, pelos quais foram pagos US$ 5,5 milhões, incrementos tanto em volume (+49,2%) quanto em receita (+14,3%) em relação ao mesmo período do ano passado. No mês passado, o principal estado exportador do Brasil foi o Rio Grande do Sul. No mês, as fábricas gaúchas embarcaram 3,4 milhões de pares. 

Resultado reflete a recuperação já registrada no segundo semestre do ano passado