Archives Fevereiro 2022

Projuris quase dobra de tamanho nos últimos dois anos

Empresa catarinense foi adquirida pela Softplan

“Em relação aos números para 2022, a previsão de crescimento é de 35% e o faturamento vai se aproximar de R$ 65 milhões”, prevê Sergio Cochela, CEO da Projuris

A Projuris, que atua no mercado de software jurídico, cresceu mais de 70% na comparação entre 2020 e 2022. Só no ano passado, o crescimento foi de 35%, culminando em um faturamento de R$ 50 milhões no período — o que também gerou 40 novas contratações, totalizando cerca de 250 funcionários.

O propósito da Projuris é expandir o desempenho humano, eliminando ineficiências do mundo jurídico. A empresa catarinense comercializa softwares para departamentos jurídicos corporativos, escritórios de advocacia, governo e núcleos de práticas jurídicas de universidades. Líder no mercado de tecnologia de inteligência jurídica, a empresa possui sede em Joinville (SC) e escritórios em Fortaleza, Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.

Recentemente, a empresa foi adquirida pela Softplan, uma das maiores desenvolvedoras de software do país. Para a Projuris, ser adquirida pela Softplan significa acelerar a visão de ser a legaltech número 1 do Brasil. “Nos dois últimos anos fomos muito assediados por conta dos resultados, fundos de investimento, fusão, compra. De fato, existem poucas empresas de tecnologia com crescimento constante agressivo e lucro recorrente. Mas toda sociedade com muitos sócios passa por análise do ciclo natural de realização dos investimentos”, aponta Sergio Cochela, CEO da Projuris.

“Todas as propostas sempre foram avaliadas sobre o ponto de vista da continuidade do projeto, valores dos envolvidos, cuidado com as pessoas e clientes. Neste ano, chegou a da Softplan e entendemos que atendeu bem os requisitos. Nascemos para melhorar o ambiente legal do país e expandir o desempenho humano, e a Softplan vem nos ajudar nessa jornada”, completa Cochela.

O ano de 2021, o segundo da pandemia da Covid-19, também gerou outras transformações na Projuris. “Muita coisa mudou, internamente e com os clientes. Nossa rotina agora é pautada por encontros virtuais, o que demanda mais disciplina e foco.Os resultados foram bons, aumentamos a produtividade e não ficamos nenhum dia parados. Como empresa de tecnologia, a adaptação foi muito rápida”, aponta Cochela.

Com todas as mudanças, 2022 é um ano de muitas expectativas e novidades. “Agora estamos analisando as possibilidades, entendendo quais os caminhos que podem ajudar no crescimento, pensando em novos mercados e novos tipos de clientes. Nosso plano é trazer ainda neste ano de 2022 uma grande novidade no segmento jurídico. Em relação aos números para 2022, a previsão de crescimento é de 35% e o faturamento vai se aproximar de R$ 65 milhões”, prevê o CEO. 

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Empresa catarinense foi adquirida pela Softplan

Agrotech do Sul promete solucionar a escassez de insumos agrícolas no Brasil

Plataforma reúne todos os caminhos das transações, inclusive oferecendo opções de frete

“Fornecemos até cinco opções de logística”, destaca Luca Lachica, CEO da Insumo Agrícola

A crise de energia que atingiu os principais países produtores e exportadores de fertilizantes e defensivos do mundo também afeta o Brasil já neste ano. É que o país é o quarto maior importador e depende do mercado internacional para suprir a demanda. Apenas em 2020, conforme a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), 85% dos produtos utilizados naquele ano foram importados. Paralelamente, é nacional o quarto lugar no ranking de maior produtor de grãos do mundo, conforme a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). E as notícias para o setor não são nada animadoras. Em novembro, por exemplo, a Rússia, de quem o Brasil importou quase 8 milhões de toneladas de adubos, anunciou que vai limitar as exportações de fertilizantes. No mundo, a escassez encarece as safras, eleva os preços quase que na vertical e trará mais inflação à mesa já em 2022.

Pensando em contribuir para resolver de maneira simples a escassez de produtos, foi lançado, no Brasil, pela Insumo Agrícola, uma plataforma on-line para conexão de produtores rurais, revendedores e fabricantes com foco em fertilizantes e químicos, que conta com 1.200 produtores cadastrados, 350 revendedores e diversos fabricantes parceiros. Em 2021, a plataforma já movimentou mais de R$ 35 milhões. Na nova dinâmica, o revendedor e as cooperativas podem utilizar a plataforma para comprar diretamente de fabricantes. Com o mesmo cadastro conseguem vender a produtores rurais de todo o Brasil. As vantagens se ampliam, também, para o fabricante, personagem que consegue aumentar suas vendas de forma segura, já que são realizadas verificações internas e análises de dados de todos os clientes da plataforma.

“Ele [revendedor ou cooperativa] entra na plataforma, seleciona o produto, forma de entrega, tipo de embalagem, endereço de entrega e lança o pedido. Nós recebemos a demanda e realizamos a ponte com o melhor fabricante para a operação”, explica o CEO da empresa, Luca Lachica. Além disso, com a modalidade, revendedores poderão comprar com o melhor preço, recebendo orçamentos de todo o mundo – a nova modalidade é aberta para fabricantes nacionais e internacionais –, e se organizar em grupos para comprar em grande quantidade, reduzindo o valor da compra.

A plataforma reúne todos os caminhos das transações, inclusive oferecendo opções de frete. “São até cinco opções de logística”, comenta Lachica. Comprando via plataforma, a procura por transporte é dispensável: na prática, o cliente preenche os campos e a empresa faz o restante, simplificando a compra de insumo; é diferente do formato de compra tradicional, que precisa passar por várias etapas antes de entregar o produto solicitado e nem sempre nas condições ideais do comprador.

Duas empresas de crédito também estão disponíveis para as negociações feitas pelo sistema. Para os pequenos produtores, por exemplo, isso é especialmente vantajoso, já que assim poderá dispensar empréstimos bancários, geralmente de longa duração e com prazo dilatado para liberação dos recursos. “Para o revendedor fazer todo o processo sozinho, é bem complicado ou se torna cansativo, lento e muito oneroso. Se ele encontra uma empresa que faz tudo isso integrado, além de raro, geralmente é muito caro; caso ele realize sozinho, terá de consultar seu banco para conseguir o empréstimo. Esse processo é muito burocrático e demorado. Também seria necessário consultar diversas empresas de frete e logística para encontrar o melhor preço. Seriam aí três empresas ou pessoas, pelo menos. No caso da plataforma, é apenas um único lugar”, explica Lachica.

A Insumo Agrícola nasceu em fevereiro de 2020, com quatro sócios-fundadores, deu uma guinada em 2021 quando Luca Olsen e Luca Lachica assumiram como CFO e CEO. A plataforma é paranaense, acessada maciçamente no Brasil e com penetração também na América Latina. 

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Plataforma reúne todos os caminhos das transações, inclusive oferecendo opções de frete

Com mais de 1.500 corretores franqueados, Prudential do Brasil segue planos de expansão

No podcast, executivo explica como é o modelo de franquias e operação da maior seguradora independente no segmento de pessoas no país

Para falar sobre o assunto e a rede de franquias, conversamos com André Paiva, vice-presidente comercial regional do sul da Prudential do Brasil. A Prudential do Brasil, que atua no país há mais de duas décadas como a primeira seguradora de vida a atuar com o modelo de franquias no país, tem importante papel no crescimento do setor. Dê play e aproveite para maratonar os podcasts do Grupo Amanhã. 

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Coamo tem receita global de R$ 24,6 bilhões

Maior cooperativa da América Latina distribui sobras de R$ 689 milhões aos cooperados

Os preços elevados dos produtos agrícolas e o grande volume de fornecimentos de bens de produção, proporcionaram um aumento significativo nas receitas da Coamo

A Coamo Agroindustrial Cooperativa, de Campo Mourão (PR), registrou em 2021 receita global de R$ 24,6 bilhões. O valor representa um crescimento de 23,3% em relação ao ano anterior. A sobra líquida atingiu o montante de R$ 1,8 bilhão, um incremento de 65,4% em relação ao exercício de 2020. Deste valor, após a dedução estatutária estão sendo distribuídos R$ 689 milhões aos mais de 30 mil cooperados, fruto da sua movimentação no abastecimento de insumos e entrega da produção nas unidades da cooperativa nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

De acordo com o presidente do Conselho de Administração da Coamo, José Aroldo Gallassini, em 2021, houve redução no recebimento da safra, motivada por fatores climáticos, e retração dos volumes de fixações. No entanto, os preços elevados dos produtos agrícolas e o grande volume de fornecimentos de bens de produção, proporcionaram um aumento significativo nas receitas da Coamo. “O desempenho dos associados e por extensão da Coamo, poderia ter sido maior, não fossem os problemas climáticos que provocaram perdas na soja, milho e trigo. Tivemos falta de chuva, geadas, granizo e até incêndios, que afetaram o plantio, a colheita e o desempenho das lavouras dos cooperados. A nossa atividade é uma indústria a céu aberto, e o que fazemos bem é semear nossa safra com tecnologia e capricho, esperando por altas produtividades”, avalia.

Segundo ele, a Coamo continua focada em agregar valor às atividades do quadro social e na realização profissional dos funcionários, oferecendo os melhores produtos aos clientes e bons negócios aos parceiros. “Apesar das adversidades climáticas houve um ótimo crescimento econômico-financeiro, bem como, aumento da participação e integração dos cooperados na movimentação com a cooperativa”, destaca.

No início de 2021 os preços dos fertilizantes e defensivos sinalizavam um aumento, puxado pelo crescimento da demanda. Diante dessa situação, a Coamo adquiriu os insumos sem ajuste e, em fevereiro, lançou o plano safra de verão mais cedo de toda a história da cooperativa, proporcionando aos cooperados uma relação de troca excepcional. A melhor dos últimos dez anos. Além de proporcionar aos cooperados que se anteciparam em suas aquisições um conforto a mais na condução de suas lavouras, comparado com o mercado em geral.

A modernização que a Coamo vem realizando ao longo dos anos, em função dos investimentos e das melhorias em suas unidades, tem sido responsável pela eficiente e competitiva estrutura da cooperativa. Em 2021, os investimentos totalizaram R$ 616,4 milhões, com destaque para: Terminal Portuário II em Paranaguá para agilizar o fluxo de exportação dos produtos; novo Entreposto em Bandeirantes (MS); início das obras do escritório administrativo do novo entreposto de Campo Mourão/PR, além dos novos entrepostos em Ponta Porã e Rio Brilhante, no Mato Grosso do Sul e da Indústria de Ração em Campo Mourão, no Paraná.

Para o presidente executivo da Coamo, Airton Galinari, os cooperados recebem grandes benefícios durante o ano e podem impulsionar o desenvolvimento das suas atividades agropecuárias. “O resultado desta sinergia entre cooperados, diretoria e funcionários está no retorno ao quadro social de quase R$ 800 milhões, se considerarmos os benefícios das Sobras e das participações no Programa Fideliza, na produção de sementes e na devolução do capital social. Juntos, vencemos muitos desafios em 2021 e celebramos esta conquista da melhor performance na história da Coamo”, comemora.

A Coamo é a sexta maior empresa da região e também a segunda maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Maior cooperativa da América Latina distribui sobras de R$ 689 milhões aos cooperados

RS tem o melhor resultado das contas públicas desde o Plano Real

O número positivo não era registrado desde 2009

O balanço foi apresentado em encontro virtual realizado pela Secretaria da Fazenda

O ano de 2021 ficará registrado na trajetória das finanças do Rio Grande do Sul como um período de ruptura de uma situação crítica do início de 2019 para um cenário em que são perceptíveis os efeitos das reformas, privatizações e diversas medidas de ajuste. O balanço apresentado nesta quinta-feira (10) pela Secretaria da Fazenda revela que o Rio Grande do Sul teve o melhor resultado orçamentário desde o Plano Real (1994), no montante de R$ 2,5 bilhões. Esse resultado positivo não era registrado desde 2009. Ao longo dos últimos 50 anos, o Rio Grande do Sul só havia atingido situação similar em sete exercícios, o que ocorre agora em 2021 novamente. Os demais anos de superávit orçamentário foram 1978, 1989, 1997, 1998, 2007, 2008 e 2009.

“Esses resultados devem-se à soma de iniciativas dos últimos anos, como os efeitos de médio e longo prazo das reformas”, explica o secretário da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso. Exemplo disso é que em 2021, mesmo que fossem expurgados os efeitos das privatizações, os principais indicadores ainda teriam significativa melhora quando comparados a 2020. O déficit previdenciário ficou em R$ 9,5 bilhões em 2021, menor do que os R$ 10,3 bilhões de 2020. Quando comparado com 2019, período anterior à Reforma RS, a queda é de R$ 3 bilhões (-24% nominais). “Os pagamentos dos fornecedores e da folha dos servidores também já estavam regularizados desde 2020, abrindo caminho para que, em 2021, avançassem os investimentos após as privatizações”, recorda Cardoso.

No ano passado, pela primeira vez, o Rio Grande do Sul ficou abaixo dos limites máximos para dívida desde a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), situando-se abaixo também dos limites máximos e prudenciais para pessoal. O Resultado Primário distingue-se do Resultado Orçamentário principalmente pela exclusão das despesas com o serviço da dívida. Em 2021, houve superávit primário de R$ 4,7 bilhões, com uma melhora de R$ 1,7 bilhão sobre o 2020 (R$ 2,8 bilhões). Esse resultado reflete os efeitos das reformas estruturais e o engajamento da atual gestão com o equilíbrio fiscal, além da retomada da atividade econômica e dos efeitos inflacionários recentes, com reflexos diretos na arrecadação do ICMS.

Crescimento das receitas
A arrecadação bruta de impostos, taxas e contribuições totalizou R$ 57,9 bilhões em 2021, correspondendo ao crescimento de aproximadamente 27% em relação ao ano anterior (R$ 45,5 bilhões). A receita bruta de ICMS, sem considerar os efeitos da operação de regularização contábil de parte da dívida de ICMS da CEEE-D, cujo impacto foi de R$ 2,5 bilhões, consistiu em R$ 44,8 bilhões frente a R$ 36,2 bilhões arrecadados no ano anterior, isto é, um incremento bruto de R$ 8,6 bilhões (+23,7%). A melhoria na arrecadação do ICMS decorre da recuperação da atividade econômica, da aceleração inflacionária e da base de comparação afetada fortemente pela pandemia, notadamente os meses de abril a julho de 2020.

Controle das despesas
Os gastos de pessoal registraram alta nominal de 2,1%, subindo de R$ 30,5 bilhões em 2020 para R$ 31,1 bilhões em 2021, abaixo da variação do IPCA no período (10,06%). O Rio Grande do Sul tem conseguido reverter a trajetória de crescimento real observado na última década por meio do controle das despesas de pessoal desde 2019 (vedação de aumentos) e dos impactos das reformas administrativa e previdenciária. com a administrativa, a expectativa é de desaceleração do crescimento da folha de pagamentos nos próximos anos.

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O número positivo não era registrado desde 2009

Conab reduz estimativa para produção da safra 2021/2022

Desempenho da atual colheita sofre impacto da forte estiagem

A soja deve amargar uma queda de produtividade de cerca de 9%

Apesar das adversidades climáticas decorrentes do fenômeno La Niña, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que produção brasileira de grãos na safra 2021/2022 será 5% maior que a do período anterior (2020/2021). O quinto levantamento relativo à atual safra estima que os produtores devem colher cerca de 268,2 milhões de toneladas de grãos – cerca de 12,8 milhões de toneladas a mais que a temporada passada.

Ainda melhor que o resultado da temporada 2020/2021, o total esperado representa uma redução das expectativas em comparação ao boletim divulgado em janeiro, no qual a companhia estatal estimava que a produção nacional de grãos poderia atingir 284,4 milhões de toneladas. Volume que, se alcançado, representaria um incremento de 12,5% em comparação ao do período anterior.

Um dos principais produtos exportados pelo Brasil, a soja deve amargar uma queda de produtividade de cerca de 9% em comparação à safra passada. Segundo a Conab, 16,8% das lavouras dedicadas ao cultivo da oleaginosa já foram colhidas. E ainda que o plantio tenha ocorrido dentro da janela ideal, adversidades climáticas afetaram as principais regiões produtoras a partir de novembro, gerando uma expectativa de que a produção total nacional não ultrapasse 125,4 milhões de toneladas, enquanto as exportações do produto devem ficar na casa das 80 milhões de toneladas. No boletim anterior, a previsão era de que a produção da oleaginosa atingisse 140,5 milhões de toneladas e as exportações, 89,3 milhões de toneladas.

Já em relação ao milho, a Conab acredita que a produção se recupere das dificuldades iniciais e que os produtores consigam colher 112,3 milhões de toneladas do grão – volume 29% superior ao de 2020/21. O resultado da primeira safra deve permanecer em 24 milhões de toneladas, ficando muito próximo ao total colhido na temporada passada. Já para a segunda safra é esperado aumento de 47% na colheita, podendo chegar a 86 milhões de toneladas. A maior produção e o real desvalorizado frente as principais moedas devem favorecer a exportação de cerca de 35 milhões de toneladas de milho.

Área cultivada
Devido tanto à redução da área cultivada, quanto a menor produtividade por hectare, a produção total de feijão deve se manter em torno das mesmas 3 milhões de toneladas do período anterior, sendo que a primeira safra da atual temporada deve apresentar uma queda na colheita de 4,2% – resultado que os técnicos da Conab acreditam que só não será pior porque a expectativa é que as próximas duas safras da leguminosa apresentem recuperação.

No caso do arroz, a Conab estima que a colheita deve atingir 10,5 milhões de toneladas. Resultado que, se confirmado, representará uma queda da produção em torno de 10%. O algodão, por sua vez, já está semeado em cerca de 79,6% da área destinada ao cultivo e a expectativa da estatal é que a produção cresça próximo a 15%, chegando a 6,6 milhões de toneladas. Além disso, a companhia estima que o volume do produto exportado deve ser 2,5% superior ao do último ano, alcançando 2,05 milhões de toneladas.

A Conab aponta as questões climáticas como um dos fatores determinantes para o cenário previsto por seus técnicos. Informação que o presidente da estatal, Guilherme Ribeiro, destacou, em nota. “O desempenho da atual safra sofre impacto da forte estiagem, verificada nos estados da região Sul do país e no centro-sul de Mato Grosso do Sul, que justifica as perdas expressivas nas produtividades estimadas, sobretudo nas lavouras de soja e milho”, sustenta Ribeiro. “Mesmo com índices pluviométricos mais regulares em comparação ao registrado em dezembro do ano passado, a chuva registrada em janeiro na região Sul não foi suficiente para atingir a média em toda a região”, pondera.

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Com Agência Brasil 

Desempenho da atual colheita sofre impacto da forte estiagem

Consumo de gás natural industrial avança em Santa Catarina

Recuperação econômica explica o aumento da demanda

O gás natural, em Santa Catarina, abastece indústrias que, juntas, são responsáveis por cerca de metade do PIB do estado

As 333 indústrias catarinenses que utilizavam gás natural em dezembro de 2021, consumiram uma média de 1,8 milhão de metros cúbicos por dia no ano passado. O valor é 21,3% superior quando comparado ao consumo de 2020. Ao todo, foram conectadas 25 novas indústrias à rede de gás natural catarinense no ano passado.

Em 2022, a distribuidora projeta conectar quase 30 novas indústrias nas regiões do Alto Vale (Lontras), Grande Florianópolis (São José), Norte (Guabiruba, Jaraguá do Sul e Joinville), Planalto Norte (Campo Alegre e São Bento do Sul), Sul (Cocal do Sul, Gravatal, Nova Veneza e Sangão) e Vale do Itajaí (Blumenau, Brusque, Gaspar, Içara, Pomerode e Timbó). Até 2026, o plano é atender cerca de 150 novas indústrias, chegando ao total de 480 indústrias abastecidas.

O gás natural, em Santa Catarina, abastece indústrias que, juntas, são responsáveis por cerca de metade do PIB do estado e 85 mil empregos diretos. O fomento à economia também se dá na geração de empregos. Segundo dados do Observatório da Fiesc, foram abertas cerca de 170 mil novas vagas formais em 2021 em 92,2% dos municípios catarinenses. O número representa 6,1% do saldo nacional e o terceiro melhor resultado do país, o que coloca o estado na quinta posição comparativa entre os demais estados. Nesse cenário, a indústria de transformação foi responsável por 11,8% das novas vagas formais criadas no país, deixando o estado com o terceiro melhor saldo nacional.

Segundo o IBGE, a produção industrial catarinense cresceu 10,3% em 2021, melhor resultado nacional e bem acima da média do restante do país, que foi de 3,9%. O crescimento e a recuperação econômica das indústrias explicam também o aumento significativo do consumo e, consequentemente, a necessidade de ampliação do suprimento de gás natural em solo catarinense.

No ano passado, a SCGÁS firmou dois novos contratos de suprimento. Um deles contratou 150 mil metros cúbicos por dia de suprimento adicional para abastecer o crescimento das indústrias do setor cerâmico no sul do estado. Outra boa notícia para o setor é o terminal de GNL (Gás Natural Liquefeito) na Baía da Babitonga, em São Francisco do Sul. As operações devem iniciar ao longo do primeiro semestre, e projeta-se o aumento de 179% na disponibilidade do insumo para Santa Catarina, segundo projeto da empresa Golar Power LNG que foi adquirida pela New Fortress Energy.

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Recuperação econômica explica o aumento da demanda

Ferroeste tem alta de 13% na movimentação em 2021

O volume de grãos, na maioria soja, cresceu 15%

A produção escoada pelos trilhos da estrada de ferro é oriunda das cooperativas instaladas em Cascavel e municípios da região

Reflexo do bom momento vivido pela produção agropecuária do Oeste do Estado e da confiança dos investidores, a Ferroeste (Estrada de Ferro Paraná S/A) terminou 2021 em alta. O balanço anual da empresa, divulgado nesta quinta-feira (10), aponta para a movimentação de 1.566.200 toneladas de produtos, um volume 13% maior do que no ano anterior. A maior parte desse saldo positivo se deve à circulação de grãos, basicamente soja. Passaram pela Ferroeste 920.339 toneladas dessa commodity, número 15% maior que em 2020, o que ajudou a impulsionar os recordes de movimentação da Portos do Paraná, que administra os terminais de Paranaguá e Antonina, e a balança comercial estadual, que encerrou 2021 positiva.

“Melhoramos os indicativos em todas as frentes, no volume de grãos e no número de contêineres, o que se traduziu num resultado financeiro cada vez mais positivo. A Ferroeste passou anos sendo deficitária e desde 2019 conseguimos fechar as operações no azul, honrando os compromissos e facilitando o transporte para os produtores rurais que estão mais distantes do Litoral”, afirma André Gonçalves, diretor-presidente da Ferroeste. O lucro operacional da empresa fechou em R$ 5,4 milhões em 2021 (já descontada a depreciação), em crescimento constante desde 2019 (R$ 450 mil) e 2020 (R$ 1,4 milhão).

A produção escoada pelos trilhos da estrada de ferro é oriunda das cooperativas instaladas em Cascavel e municípios da região. Caminhões do Mato Grosso do Sul e de outras regiões descarregam grandes volumes de soja e milho no terminal central da empresa. Desse total, cerca de 40% desembarca em Guarapuava para beneficiamento e 60% segue viagem até o Porto de Paranaguá, de onde a produção embarca para outros continentes, em especial a Ásia.

Para o diretor de produção da Ferroeste, Gerson Almeida, o investimento de R$ 8,1 milhões em infraestrutura, com a troca de dormentes e a correção geométrica dos trilhos nos 248 quilômetros do trecho entre Cascavel e Guarapuava, ajudaram no crescimento gradual do transporte de grãos, granéis e contêineres observado. As adequações também diminuíram pela metade o número de incidências, transformando o escoamento em um dos mais seguros do País. O acordo de passagem com a Rumo, ainda em vigor, é outro fator de sucesso.

“Ganhamos no deslocamento, o que possibilitou uma melhora no tempo de trânsito”, destacou. “Também houve uma reforma completa em seis locomotivas e 50 vagões. Estamos nos adaptando à realidade do mercado porque o volume de transporte de grãos cresceu 145% nos últimos cinco anos. Precisamos estar cada vez mais preparados”, contextualiza.

Para 2022, segundo Gonçalves, estão previstas a compra de equipamentos de tecnologia embarcada, como computadores de bordo e detectores de quedas de barreiras, e a melhora da captação da chamada carga de retorno, que sai do porto em direção ao Interior do Estado. Na lista dos produtos estão cimento ensacado e fertilizantes. Este último representa 8% do total transportado. Com a crescente demanda do agronegócio a empresa vê nesse item uma oportunidade de aprimorar o desempenho.

Nova Ferroeste
Para aumentar a participação do modal ferroviário no Paraná, justamente nesse movimento ininterrupto de crescimento das empresas e cooperativas do agronegócio, o governo paranaense trabalha na elaboração e aprovação do projeto da Nova Ferroeste. A Ferroeste funciona desde 1991 e administra 248 quilômetros de trilhos entre Guarapuava e Cascavel. Essa linha será ampliada nos dois sentidos, fazendo a ligação entre Maracaju, no Mato Grosso do Sul e o Porto de Paranaguá. Está previsto ainda um ramal entre Cascavel e Foz do Iguaçu para captar carga do Paraguai e da Argentina.

Dois grandes estudos já avaliaram a viabilidade técnica e econômica e o impacto ambiental da obra. Estima-se que a nova estrada terá capacidade de transportar 38 milhões de toneladas de produtos no primeiro ano de operação plena. O projeto está em análise no Ibama. Depois do aceite do Estudo de Impacto Ambiental, será aberto nos próximos dias o prazo para os 49 municípios do traçado solicitarem a realização das audiências públicas sobre as questões ambientais. O projeto deve ir a leilão na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) no segundo trimestre de 2022. O investimento de R$ 29,5 bilhões será feito pela empresa ou consórcio vencedor do leilão, que vai construir e explorar a estrada de ferro por 70 anos.

A Ferroeste é a 417ª maior empresa da região, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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O volume de grãos, na maioria soja, cresceu 15%

Indústria mantém confiança em fevereiro

No entanto, condições atuais da economia desagradam

A piora das condições atuais está ligada à persistência da pandemia e à alta inflação

Divulgado nesta quinta-feira (10), o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) apresenta estabilidade da confiança das indústrias quando comparado com janeiro de 2022. A pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que o indicador recuou 0,2 ponto em fevereiro, de 56,0 para 55,8 pontos, mas segue positivo.

O índice mostra que a indústria segue confiante nesse segundo mês de 2022, pois segue acima da linha divisória dos 50 pontos, que separa a confiança da falta de confiança. Porém, é o menor número para o mês de fevereiro desde o ano de 2017. O ICEI varia entre 0 e 100, tendo em 50 pontos uma linha de corte que separa a confiança da falta de confiança. Veja o gráfico ao final desta reportagem.

O índice de condições atuais recuou 0,5 ponto e ficou em 49,1 ponto. Ao se mover para mais abaixo da linha divisória de 50 pontos, o indicador demonstra uma percepção negativa das condições atuais na comparação com os últimos seis meses. A percepção de piora das condições atuais está restrita à avaliação da economia brasileira, com índice de 46,1 pontos. O índice relativo à avaliação da empresa caiu 1,1 ponto no mês, mas ainda demonstra uma percepção positiva: índice de 50,6 pontos.

“Esse recuo está ligado à persistência da pandemia e à alta inflação. Além de afetar a saúde dos brasileiros, a persistência da Covid-19 dificulta a reestruturação das cadeias de suprimentos e a recuperação da economia, por isso é um dos principais problemas enfrentados pelas empresas”, explica Larissa Nocko, analista de políticas e indústria da CNI.

O índice de expectativas não variou, mantendo-se em 59,2 pontos, um patamar elevado que indica expectativas positivas para os próximos seis meses.

No entanto, condições atuais da economia desagradam

RS mantém alerta para todas as regiões Covid pela terceira semana seguida

O estado permanece no mais elevado nível de contaminação desde o início da pandemia

A média móvel de casos confirmados apresentou um aumento de 18%, mantendo-se em cerca de 17 mil casos por dia desde 23 de janeiro

Pela terceira semana seguida, o gabinete de crise decidiu manter os Alertas a todas as 21 regiões Covid do Sistema 3As de Monitoramento, responsável pelo gerenciamento da pandemia no Rio Grande do Sul. O estado permanece no mais elevado nível de contaminação desde o início da pandemia, embora tenha apresentado tendência de estabilidade na última semana.

Chamou atenção da equipe técnica o fato de que as internações pediátricas se encontram no maior nível observado em todo o período da pandemia. Na última semana, estiveram internadas em média, a cada sete dias, 64 crianças em leitos clínicos e 21 em UTIs em todo o estado. Até o momento, o pico havia sido em abril de 2021, com no máximo 25 internados em leitos clínicos e 15 em UTIs na média da semana. Esse número maior de casos está diretamente relacionado ao menor avanço da vacinação nessas faixas etárias, o que evidencia como fundamental a necessidade de aumentar o ritmo de imunização de crianças.

Nesta semana, a média móvel de casos confirmados apresentou um aumento de 18%, mantendo-se em cerca de 17 mil casos por dia desde 23 de janeiro. Com isso, a incidência semanal permanece próxima a mil casos por 100 mil habitantes. Isso significa que 1% da população gaúcha foi contaminada pelo coronavírus nesta semana. O número de internados, entre suspeitos e confirmados para Covid-19, reduziu 133 – uma diminuição de 149 em leitos clínicos e um aumento de 16 em UTI.

A taxa de ocupação de leitos de UTIs do estado está em 63,2%. Nesta semana, foram registrados mais 347 óbitos, uma média de 49,6 óbitos por dia, o que corresponde a uma elevação semanal de 37,2%. A média móvel dos últimos sete dias de internados em leitos clínicos, entre suspeitos e confirmados, é de 1.641. Isso representa uma estabilidade quando comparado à semana passada. A média móvel dos últimos sete dias de pacientes internados em UTIs, entre suspeitos e confirmados, é de 681, ou seja, 11,8% superior à semana passada.

Quanto à vacinação, 82% da população residente do Rio Grande do Sul tomou pelo menos uma dose. O esquema vacinal completo (duas doses ou apenas uma, no caso da Janssen) já foi feito por 73,3% da população. A dose de reforço, porém, foi feita por apenas 26,3%.

O estado permanece no mais elevado nível de contaminação desde o início da pandemia

Conexões de alta qualidade

Eventos de empreendedorismo e inovação podem trazer muitas oportunidades para empresas

Ao visitar uma feira de negócios, marcas têm a oportunidade de se conectar com profissionais de diferentes áreas

Muitas empresas estão planejando metas e possibilidades de crescimento para 2022. Entre as oportunidades está a participação em eventos corporativos, que podem contribuir de diferentes formas para a geração de negócios e conexão entre empresas. Listo a seguir alguns motivos para que as empresas participarem de eventos de empreendedorismo e inovação ao longo deste ano. Confira.

Networking
Um dos grandes ativos de eventos corporativos são as conexões de alta qualidade. Ao visitar uma feira de negócios, marcas têm a oportunidade de se conectar com profissionais de diferentes áreas, bem como com empresas de variados segmentos. Na Gramado Summit, por exemplo, visitantes de todos os cantos do país se encontram. Isso gera oportunidades únicas de pessoas se conectarem com grifes que nunca tinham imaginado antes.

Negócios a curto, médio e longo prazos
Ao lado do networking, está também a possibilidade de geração de negócios. Muitos deles podem acontecer de forma imediata, mas muitos outros podem ser efetuados a médio e longo prazos, a partir de contatos que são estabelecidos dentro dos eventos.

Possibilidades de investimentos
Muitos eventos com foco em empreendedorismo e inovação também apresentam programas de incentivo, com possibilidade de investimentos para negócios que estão começando ou também com a oportunidade de captação de investidores para empresas já tracionadas no mercado.

Tendências de mercado
Feiras de negócios reúnem em um só lugar as grandes tendências do mercado, apresentando soluções que as empresas estão desenvolvendo, bem como marcas que estão começando com novas visões de transformação da economia.

Conteúdos qualificados
Além da feira de negócios com exposição de diferentes empresas, eventos corporativos costumam contar com áreas de conteúdo, nas quais oferecem palestras qualificadas. Esses ensinamentos podem agregar muito para negócios que buscam inovar.

Eventos de empreendedorismo e inovação podem trazer muitas oportunidades para empresas

Setor de serviços supera perdas de 2020

Segmento cresceu 10,9% no ano passado

Setor de transportes impulsiona alta dos serviços em 2021

O setor de serviços cresceu 10,9% em 2021, após ter recuado 7,8% em 2020. Essa foi a maior taxa para um fechamento de ano desde o início da séria histórica em 2012. Já na comparação de dezembro contra novembro, o setor cresceu 1,4%, segundo mês seguido de alta, acumulando expansão de 4,1%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE.

De acordo com o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, entre 2012 e 2019 o setor de serviços acumulou uma variação positiva de 0,1% e, no biênio 2020-2021, uma alta de 2,2%. Ou seja, boa parte do crescimento acumulado dos últimos 10 anos (2,3%) se deve ao desempenho mais dinâmico de alguns segmentos de serviços no ano passado.

“Nos primeiros meses de 2020, o setor de serviços foi duramente afetado em função da necessidade de isolamento social e do fechamento dos estabelecimentos que prestavam serviços de caráter presencial. Por outro lado, a pandemia trouxe oportunidades de negócios para serviços voltados às empresas, como os de tecnologia da informação, transporte de cargas, armazenagem, logística de transporte e serviços financeiros auxiliares, que tiveram ganhos mais expressivos e compensaram as perdas dos serviços de caráter presencial”, contextualiza.

Ainda para o fechamento do ano, Lobo destaca que houve alta em todas as atividades. “É a segunda vez na série que todas as atividades crescem simultaneamente. Dos dez anos da série, o setor fechou positivo em cinco (2012, 2013, 2014, 2019 e 2021), e, desses cinco, apenas em 2012 e 2021 houve crescimento em todas as atividades”, revela. As atividades que mais se destacaram no ano foram transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (15,1%) e informação e comunicação (9,4%). Com o aumento, as duas atividades superaram as quedas registradas em 2020. Os demais avanços vieram de serviços profissionais, administrativos e complementares (7,3%); serviços prestados às famílias (18,2%); e outros serviços (5,0%).

Em dezembro, setor de serviços tem alta de 1,4%
Já na passagem de novembro para dezembro, com o crescimento de 1,4%, o setor de serviços amplia para 6,6% o distanciamento em relação ao nível pré-pandemia (fevereiro de 2020), e alcança seu maior o patamar desde agosto de 2015. No entanto, ainda se encontra 5,6% abaixo do recorde alcançado em novembro de 2014.

Quatro das cinco atividades investigadas avançaram no mês de dezembro. O maior impacto veio do setor de transportes, que cresceu 1,8%, segundo resultado positivo seguido, acumulando ganho de 4,0%. O setor está 9,8% acima do patamar pré-pandemia, mas 5,2% abaixo do seu ponto mais alto da série, em fevereiro de 2014. Segundo maior impacto em termos setoriais, os serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 2,6%. Essa também é segunda taxa positiva, acumulando ganho de 3,9%. A atividade situa-se 0,2% abaixo do patamar pré-pandemia e 20,7% abaixo do ponto mais alto da sua série, em julho de 2012.

Outros serviços ficaram com o terceiro impacto. O crescimento de 1,4% em dezembro foi a segunda taxa positiva seguida, acumulando ganho de 5,6%. Com isso, situa-se 0,5% acima do patamar pré-pandemia e 10,5% abaixo do ponto mais alto da série, em agosto de 2011. Os serviços prestados às famílias (0,9%) foram a quarta atividade, com a nona taxa positiva seguida e crescimento acumulado de 61,6%. Ela está 11,2% abaixo do patamar pré-pandemia e 21,8% abaixo do ponto mais alto de sua série, em outubro de 2013. “Essa foi a atividade que sentiu os maiores efeitos da pandemia, perdeu muita receita nos meses iniciais, mas e de lá pra cá vem reduzindo suas perdas”, relembra Lobo.

A única taxa negativa do mês ficou com os serviços de informação e comunicação (-0,2%), depois de ter crescido 4,7% em novembro. “A atividade tirou apenas uma pequena parcela do ganho auferido em novembro, de 4,7%. O saldo ainda é amplamente positivo para essa atividade”, ressalta Lobo. “A atividade está 12,8% acima do patamar pré-pandemia e teve seu ponto mais alto no mês de novembro de 2021.

Atividades turísticas
O agregado especial de atividades turísticas cresceu 21,1% em 2021, impulsionado, sobretudo, pelos ramos de transporte aéreo; hotéis; restaurantes; rodoviário coletivo de passageiros; e locação de automóveis. Já em dezembro de 2021, o índice de atividades turísticas cresceu 3,5% frente ao mês anterior, sétima taxa positiva nos últimos oito meses, período em que acumulou ganho de 66,7%. Contudo, o segmento de turismo ainda se encontra 11,4% abaixo do patamar de fevereiro de 2020. “O índice de atividades turísticas tem um perfil muito semelhante ao perfil dos serviços prestados às famílias, pois muitas das atividades que compõem o indicador vêm desse segmento”, observa o pesquisador.

Mais sobre a Pesquisa Mensal de Serviços
A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do setor de serviços no país, investigando a receita bruta de serviços nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, que desempenham como principal atividade um serviço não financeiro, excluídas as áreas de saúde e educação. Há resultados para o Brasil e todas as unidades da Federação.

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Segmento cresceu 10,9% no ano passado

Klabin vê receita subir 38% em 2021

A companhia também conseguiu reverter o prejuízo do ano anterior em lucro

Entre outubro e dezembro, a Klabin investiu R$ 1,2 bilhão em suas operações e em projetos de expansão

A receita líquida da Klabin avançou 38% em 2021, para R$ 16,4 bilhões. No ano a companhia paranaense também conseguiu reverter o prejuízo de R$ 2,3 bilhões para um lucro de R$ 3,4 bilhões (veja os principais indicadores na tabela ao final desta reportagem). Segundo a empresa, a demanda pelos produtos permaneceu sólida no quarto trimestre.

No mercado de celulose, o balanço de oferta e demanda manteve-se equilibrado durante o trimestre diante da forte diferença de consumo entre os países. A demanda permaneceu forte na Europa, EUA e América Latina e em patamar inferior ao trimestre anterior na China, enquanto a oferta seguiu impactada pelas dificuldades logísticas. Diante deste cenário, a Klabin comprovou os benefícios de sua flexibilidade no mix de vendas entre regiões e de seu portfólio diversificado de celulose (fibra curta, fibra longa e fluff), cujo diferencial de preços continuou elevado ao longo do período”, revela a Klabin em suas demonstrações financeiras.

No mercado de embalagens, a Empapel registrou queda de 5,3% no volume de expedição de caixas de papelão ondulado no quarto trimestre de 2021 comparado ao mesmo trimestre do ano anterior. No acumulado do ano o volume expedido aumentou 4,3% em relação a 2020. Diante deste cenário e dos repasses de preços visando compensar a inflação de custos a receita de papelão ondulado apresentou forte crescimento na comparação anual e trimestral.

Ainda no negócio de embalagens, a demanda no segmento de sacos industriais tem crescido devido ao aumento no consumo de cimento no país, que apesar de ter registrado forte retração em outubro de 2021 devido ao impacto das chuvas no período, apresentou desempenho positivo em novembro e dezembro em comparação aos mesmos meses de 2020, encerrando o quarto trimestre de 2021 com queda de 2,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior, porém acumulando alta de 6,6% no ano, de acordo com dados preliminares do Sindicato Nacional da Indústria de Cimentos (SNIC).

Entre outubro e dezembro, a Klabin investiu R$ 1,2 bilhão em suas operações e em projetos de expansão. Do montante total, R$ 117 milhões foram destinados às operações florestais e R$ 163 milhões à continuidade operacional das fábricas. Estes valores somados, R$ 280 milhões, representam os investimentos em manutenção operacional da companhia, que foram 15% superior ao mesmo trimestre do ano anterior. No acumulado do ano, este valor foi de R$ 963 milhões, 22% superior à 2020. Estes aumentos são resultado do impacto da inflação nos serviços e insumos, da desvalorização do real frente ao dólar sobre os itens dolarizados, além do aumento de escopo em função das fábricas adquiridas da IP.

A Klabin é a 14ª maior empresa da região e também a quinta maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

A companhia também conseguiu reverter o prejuízo do ano anterior em lucro

Vinícola Aurora pretende brindar o primeiro bilhão em 2025

As vendas chegaram a R$ 746 milhões no ano passado

É o terceiro ano consecutivo em que a Aurora atinge o melhor desempenho da sua história

Na data em que completa 91 anos, a vinícola Aurora, de Bento Gonçalves (RS), anunciou que projeta atingir até 2025 o seu primeiro bilhão de faturamento anual. A cooperativa também revelou que seu crescimento foi de 6,5% em vendas no ano passado na comparação com 2020. É o terceiro ano consecutivo em que a Aurora atinge o melhor desempenho da sua história.

Entre os produtos que ajudaram a chegar aos R$ 746 milhões negociados, o grande destaque foi o espumante tipo Moscatel, com a venda de 3,7 milhões de garrafas. O volume representa um aumento de 29% em relação à 2020. Já no mercado externo mais recordes: a Aurora fechou o ano com a comercialização de mais 1,5 milhão de litros para 21 países, o que significou num inédito incremento de 88% no faturamento e de 89% em volume. O principal destino foi o mercado asiático.

Para 2022, o diretor superintendente da Aurora, Hermínio Ficagna, prevê uma expansão de cerca de 5%, apostando em lançamentos de novos produtos, em embalagens alternativas, no enoturismo e em plataforma de e-commerce própria, que será apresentada até o mês de março pela empresa.”O ano de 2021 foi desafiador e 2022 não será diferente, pois o cenário econômico ainda se apresenta com muitas incertezas e inseguranças. Mesmo com estas dificuldades, buscamos repetir e até ampliarmos o desempenho que tivemos nos dois anos anteriores”, relata.

Após um período de incertezas acerca da safra 2022 em função da estiagem que acomete o estado do Rio Grande do Sul, a colheita deste ano deverá ultrapassar os 65 milhões de quilos, podendo até mesmo chegar aos 70 milhões de quilos na vinícola Aurora. O volume é semelhante ao registrado em 2020, considerada a safra das safras no quesito qualidade, e 27,7% menor na comparação com o ano passado, que chegou ao número recorde de 90 milhões de quilos.

“A safra 2022 não vinha se desenhando muito bem até iniciarmos a colheita. Após, tivemos a incidência de chuvas que minimizaram a situação em algumas regiões, fazendo com que a uva tivesse uma leve recuperação. Dentre as variedades americanas e híbridas, como a Bordô, a Isabel Precoce, a BRS Magna e a BRS Violeta, a safra está superando as expectativas, principalmente no teor de açúcar”, conta Renê Tonello, presidente do Conselho de Administração da cooperativa. O presidente, que assim como os demais cooperados também é viticultor, adianta que entre as variedades viníferas, a Chardonnay, a Pinot Noir, a Malvasia de Candia Aromática e a Riesling Itálico têm se apresentado num padrão de qualidade superior à média dos últimos anos.

As vendas chegaram a R$ 746 milhões no ano passado

Sul ganha centros de excelência para a educação financeira

Tubarão, Maringá e Porto Alegre farão parte da iniciativa da CVM

“Esses acordos são estratégicos para apoiar, incentivar, e conectar iniciativas regionais para a educação financeira”, avalia Vasco

A região Sul ganhará centros de excelência para a educação financeira na escola. Isso porque a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) firmou convênios com a prefeitura de Tubarão (SC) e de Maringá para que as cidades tenham esses espaços de compartilhamento de conhecimentos. A iniciativa é um dos desdobramentos do acordo da autarquia com o Ministério da Educação (MEC). Os outros Núcleos de Referência de Educação Financeira da CVM ficarão em Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PA), Manaus (AM), Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ).

“Esses acordos são estratégicos para apoiar, incentivar, e conectar iniciativas regionais para a educação financeira. Além disso, as iniciativas vão facilitar o acesso aos materiais educativos elaborados pela CVM e parceiros”, avalia José Alexandre Vasco, superintendente de proteção e orientação aos investidores da CVM. Ele representou a instituição no evento em Tubarão na sexta-feira (4) e destacou a importância do trabalho para a ampliação da disseminação da educação financeira na esfera nacional.

“A iniciativa de Tubarão constitui a pedra fundamental da rede de excelência em educação financeira em Santa Catarina. Por meio desse hub, em articulação com os municípios da região de Laguna serão oferecidas diversas oportunidades de capacitação presencial a professores, alunos, servidores e gestores, além da população em geral, em uma articulação que irá apoiar todo o estado catarinense”, afirmou na ocasião.

O objetivo dos centros é formar de professores dos ensinos fundamental e médio de redes privadas e pública, utilizando a plataforma específica para a disseminação do ensino de educação financeira entre crianças, adolescentes e adultos. O Programa Educação Financeira na Escola está alinhado às iniciativas propostas pelo convênio firmado entre CVM e MEC, divulgado em agosto de 2021 no site da CVM. O objetivo é capacitar meio milhão de professores das escolas públicas (municipais, estaduais e militares) nos próximos três anos, por meio de cursos online e gratuitos de educação financeira.

O convênio é apenas uma das recentes iniciativas da CVM para disseminar conhecimentos para diversos públicos e de diferentes maneiras. A plataforma está no ar em www.edufinanceiranaescola.gov.br. Uma das motivações para o acordo de cooperação técnica é o impacto recente da pandemia nas finanças pessoais e na educação escolar. A Autarquia, por meio do perfil @CVMEducacional, também lançou um perfil no TikTok. A ideia é que planejamento financeiro e orientações sobre investimento sejam, cada vez mais, pauta de discussão nos diversos ambientes: escola, rede social, casa e trabalho.

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Tubarão, Maringá e Porto Alegre farão parte da iniciativa da CVM