Archives Fevereiro 2022

Palmas do Arvoredo tem valorização recorde em 25 anos

Principal praia de Governador Celso Ramos atrai investidores

Nas últimas duas décadas, o empreendimento teve terrenos com valorização acumulada de 4 mil por cento

A cidade de Governador Celso Ramos, com pouco mais de 14 mil habitantes e distante apenas 30 quilômetros de Florianópolis, vem atraindo investidores e moradores em busca de belezas naturais e tranquilidade. Com natureza exuberante, a cidade abriga a área de proteção ambiental de Anhatomirim e a Reserva Marinha Biológica do Arvoredo. Além disso, oferece infraestrutura, facilidade de acesso, segurança e tranquilidade. Não por acaso, terrenos e apartamentos registram valorização exponencial nos últimos anos.

Localizado em Palmas, a principal praia de Governador Celso Ramos, o loteamento Palmas do Arvoredo é um exemplo desse fenômeno. Nas últimas duas décadas, o empreendimento teve terrenos com valorização acumulada de 4 mil por cento. Parte disso se explica pelo modelo do loteamento. Para evitar o crescimento acelerado e desordenado, os empreendedores planejaram o ritmo de ocupação, com a venda programada de imóveis a cada ano, e limitaram o uso do solo, com a manutenção de oito áreas de preservação da Mata Atlântica.

Contribuiu para a valorização também o fato de o empreendimento ter sido planejado desde o lançamento, há 25 anos. O urbanismo, todo definido pelo arquiteto Sérgio Sclovsky, inclui ruas largas, áreas de estacionamento, passarelas para acesso à praia e boulevard. “Há ainda uma estrutura urbana, com opções de comércio e serviços, em uma área próxima à natureza. A junção de todos esses diferenciais é essencial para garantir qualidade de vida aos moradores”, diz Eduardo Schulman, diretor da Palmar Empreendimentos. Ele destaca ainda a existência de um sistema próprio de coleta e tratamento de todo o esgoto produzido no empreendimento.

Nos últimos dois anos, a pandemia mudou um pouco o perfil de quem investe na região. Se antes a maioria buscava um imóvel de veraneio, agora cresce a procura por moradia. “Percebemos uma mudança no perfil das próprias construções. Os compradores passaram a exigir itens que antes não eram tão importantes, como tubulação para água quente, elevadores, piscina aquecida, energia fotovoltaica, entre outros”, observa Leila Martini, que comercializa imóveis na região há mais de duas décadas.

O empresário Thiago Muller, diretor da Construtora MTF, acompanha de perto a história recente de Palmas do Arvoredo e também percebe que a localidade é cada vez mais procurada por pessoas que buscam opções para todo o ano. A empresa lançou o primeiro edifício na praia em 2011. Desde então já entregou sete empreendimentos – e prepara o lançamento do oitavo para fevereiro. O projeto é planejado para atender pessoas que pretendem morar na praia ou usufruir do apartamento ao longo do ano – não apenas no verão – e vai oferecer diversas opções de lazer e espaços de convivência. “As pessoas querem permanecer mais tempo na praia e aproveitar o verão e também as outras estações do ano. Então é preciso ter opções para dias quentes, frios, de sol ou de chuva”, conta. 

Projeto antecipou conceitos 

No início dos anos 1990 o Brasil sediou a primeira Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio 92, evento que reuniu chefes de estado e cientistas de todo o mundo e colocou a preservação da natureza em destaque da agenda das discussões globais. Na época, ainda eram poucos os empresários que compreendiam a necessidade de o homem buscar meios de conciliar avanços econômicos e preservação do meio ambiente, ideia que ganhou importância a partir dos anos 2000 e hoje é parte da estratégia de grandes corporações mundo afora.

Os empresários Augusto Prolik e Mário Petrelli perceberam ainda em 1996 a importância dessa ideia. Em um terreno de 800 mil metros quadrados, ladeado por montanhas e diante de uma praia de areia e água limpas, optaram por um empreendimento com soluções para garantir o melhor uso do espaço urbano e com infraestrutura para preservar o meio ambiente. Em vez da ocupação máxima do solo, o projeto incluiu ruas largas e arborizadas, manteve áreas de mata intocada e organizou a distribuição de casas, imóveis comerciais e prédios residenciais da melhor forma para garantir desenvolvimento com qualidade de vida.

Passarelas foram construídas para possibilitar que o turista ou morador chegasse à praia sem caminhar pela restinga. E, mais importante, foi implantado um sistema de tratamento de esgotos capaz de atender toda a demanda local. “Temos muito a comemorar quando pensamos nos 25 anos desde a implantação do Palmas do Arvoredo. Não é sempre que um projeto dessa envergadura nasce tão alinhado a conceitos modernos e essenciais, como o de desenvolvimento sustentável, e preserva essas características ao longo dos anos”, relata a empresária Luciana Petrelli. 

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Principal praia de Governador Celso Ramos atrai investidores

Rafael Bicca Machado assume presidência da ADVB-RS

Novo presidente substituirá Rafael Biedermann 

“Meu objetivo é liderar a ADVB/RS para que ela assuma um papel de protagonista no movimento de transformação digital da sociedade gaúcha”, prevê Machado

A Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil (ADVB-RS) conta com um novo presidente para a gestão 2022/2023. Rafael Bicca Machado assumirá a entidade junto a outros oito vice-presidentes. O evento de posse será na noite de 15 de fevereiro, na sede da ADVB/RS em Porto Alegre. Ele substituirá Rafael Biedermann.

“Meu objetivo é liderar a ADVB-RS para que ela assuma um papel de protagonista no movimento de transformação digital da sociedade gaúcha. Tendo como desafio de estruturar profissionais e organizações para que obtenham resultados concretos em suas vendas de serviços e produtos, também no ambiente digital”, avalia. “O foco estará na comemoração dos 60 anos da ADVB/RS, 50 anos do Prêmio Exportação e a ampliação da área de conhecimento (capacitação e conteúdos EAD)”, antecipa Machado sobre os principais desafios para sua gestão.

Machado é sócio-fundador do escritório Carvalho, Machado e Timm Advogados, sendo head da área societária, com atuação em nove Estados do Brasil e atendendo empresas nacionais e internacionais. Atualmente é conselheiro de administração independente da ADVB-RS, Brivia, Serpro e ABGV.

Ao seu lado como vice-presidentes estão Alan Streck, VP de capacitação; Edmilson Milan, VP de comércio internacional; Karine Battisti, VP de comunicação; Leandro Fagundes, VP de vendas; Leonardo Persigo, VP de expansão; Letícia Meincke, VP de marketing; Marcelo Gais, VP administrativo-financeiro; Ricardo Galho, VP de transformação digital.

Os eventos da entidade já estão com datas definidas. O Prêmio Exportação será no dia 1º de setembro, reconhecendo as empresas que se destacam no setor exportador do estado. O Top de Marketing será no dia 10 de novembro e as inscrições para os cases abrirão em março, para que as empresas tenham mais tempo de elaboração. 

Novo presidente substituirá Rafael Biedermann 

Banco Central eleva juros para 10,75% ao ano

A Selic volta aos dois dígitos pela primeira vez desde julho de 2017

Banco Central afirma que reduzirá o ritmo ajuste da taxa básica de juros

Em sua reunião desta quarta-feira (2), o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC) decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 10,75% ao ano. Desse modo, a Selic volta aos dois dígitos pela primeira vez desde julho de 2017.

“O comitê entende que essa decisão reflete seu cenário de referência e um balanço de riscos de variância maior do que a usual para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para as metas ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano-calendário de 2022 e, em grau maior, o de 2023. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, revela o documento do BC.

“O Copom considera que, diante do aumento de suas projeções e do risco de desancoragem das expectativas para prazos mais longos, é apropriado que o ciclo de aperto monetário avance significativamente em território contracionista. O comitê enfatiza que irá perseverar em sua estratégia até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas”, destacam os membros do Copom.

“Em relação aos seus próximos passos, o comitê antevê como mais adequada, neste momento, a redução do ritmo de ajuste da taxa básica de juros. Essa sinalização reflete o estágio do ciclo de aperto, cujos efeitos cumulativos se manifestarão ao longo do horizonte relevante. O Copom enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar a convergência da inflação para suas metas, e dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária”, detalha o BC.

Piora na expectativa
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Gilberto Petry, afirmou, em nota, que o aumento ocorre porque o cenário doméstico mostrou-se com uma inflação mais disseminada e houve piora na expectativa sobre a atividade. “O início de 2022 foi marcado pela persistência da inflação que tem corroído o poder de compra das famílias e as margens das empresas. No entanto, alguns fatores internos e externos, podem desenhar um cenário ainda mais desafiador para o ano corrente. Pelo lado doméstico, os preços dos insumos agrícolas e industriais poderão seguir pressionados, impactando os custos da produção e os preços para os consumidores, destacou Petry. O dirigente ressalta, porém, que esse aumento causa um pouco de preocupação “pois a elevação dos juros bancários torna mais alto o custo do capital de giro, necessário às indústrias”.

Conforme o presidente da Fiergs, aliado aos problemas domésticos há o cenário externo, com o Banco Central dos Estados Unidos (Fed) adotando um tom mais duro em sua comunicação sobre a condução da política monetária. Somado a isso, a crise geopolítica entre Rússia e Ucrânia abre possibilidades para novos choques de inflação “importada”, ressalta Petry. “O Banco Central age de maneira responsável no combate à pressão sobre os preços, para que o ciclo de alta tenha um menor custo em termos de atividade e emprego”, observa. As federações de indústrias de Santa Catarina (Fiesc) e do Paraná (Fiep) não se pronunciaram sobre o novo aumento dos juros até o fechamento desta reportagem.

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A Selic volta aos dois dígitos pela primeira vez desde julho de 2017

Volvo investirá R$ 1,5 bilhão no Brasil

Fábrica de Curitiba receberá a maior parte do aporte

A planta de Curitiba é referência global em eficiência e qualidade dentro do Grupo Volvo, com aprimorados conceitos de Indústria 4.0

A Volvo anunciou seu novo plano de investimentos. No total, ele somará R$ 1,5 bilhão no período entre 2022 e 2025 no Brasil. Os recursos serão usados no desenvolvimento de novos caminhões e ônibus, que são produzidos na fábrica de Curitiba. De acordo com a montadora, o planejamento incluirá, ainda, o início de produção de caminhões e ônibus elétricos no país.

O valor também contempla a finalização de investimentos para o desenvolvimento de motores para atender à nova regra de emissões, chamada de Euro 6, que entrará em vigor no Brasil em janeiro do próximo ano. Líder do mercado de caminhões com capacidade acima de 14 toneladas, a Volvo registrou em 2021 o melhor ano de sua história no Brasil, que começou há quase 42 anos, com a construção da fábrica em Curitiba.

No ano passado, a marca registrou crescimento de 45,7% em relação a 2020 (21,8 mil unidades). Para 2022, a companhia estima que o mercado brasileiro de caminhões poderá crescer 10%. No segmento de ônibus, a Volvo tem conseguido expansão graças ao mercado externo. Dois terços dos 1,18 mil chassis urbanos e rodoviários, pesados e semipesados, vendidos no ano passado seguiram para a América Latina e vários países da África.

Hoje, a unidade de Curitiba é referência global em eficiência e qualidade dentro do Grupo Volvo, com aprimorados conceitos de Indústria 4.0. “Nossos processos são altamente digitalizados, com uso intenso de dados, simulação e realidade virtual para desenvolvimento dos processos e das pessoas”, assegura Marcelo Bruel, gerente de produção de ônibus da Volvo no Brasil, em nota.

Inovação desde o início
Em 1979, o chassi B58 traz conceitos muito à frente do seu tempo. Com motor central, privilegiava o espaço e conforto dos passageiros tanto na versão rodoviária quanto urbana. Um ano após seu lançamento, a Volvo apresenta a versão articulada para Curitiba, que posiciona a marca como pioneira em sistemas de transporte de alta eficiência. Sucesso global, os sistemas BRT estão hoje em 179 cidades dos cinco continentes, segundo o BRT Data.

Em 1986, a Volvo apresenta um novo chassi, incialmente para operações rodoviárias. Era o B10M, um produto global, com a mais avançada tecnologia disponível naquela época. Traz chassi totalmente soldado e suspensão 100% pneumática, garantido elevado conforto.

Em 1992, o ônibus biarticulado é uma grande inovação no mercado de urbanos, em especial para sistemas BRTs. Inicialmente para 250 passageiros, o biarticulado transporta um número maior de pessoas, eleva a agilidade e a eficiência com menor custo operacional. Em 1994, a Volvo introduz no país o B12. Além de ser o mais potente do mercado à época, seu motor ficava na parte traseira, uma novidade para a marca. Os volumes crescentes de vendas favoreceram o início da produção do B12B na fábrica brasileira, a partir de 1997. Um ano depois, em 1998, chega o B7R para o mercado de urbanos, fretamento e rodoviários de médias distâncias. Com motor traseiro e chassi leve, tinha estrutura de aço robusta com face superior plana, o que permitia uma variedade ampla de carrocerias. Em 2000, chega a versão de piso baixo do modelo.

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Fábrica de Curitiba receberá a maior parte do aporte

Copel Telecom adquire Nova Fibra por R$ 500 milhões

Negócio fará com que a operadora passe a atuar em São Paulo e Mato Grosso

A Copel Telecom comprou do Grupo ABL a totalidade das ações do provedor de internet Nova Fibra, com sede no Paraná e presença em São Paulo e no Mato Grosso. O montante da transação feita com Agnaldo Lopes, dono do grupo, não foi revelado. A notícia foi veiculada na edição on-line do jornal Valor Econômico desta quarta-feira (2). Segundo a publicação, o negócio foi fechado por R$ 500 milhões. A conclusão da negociação ainda depende do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

“Mais fortalecida e com quase 50 mil quilômetros de fibras ópticas, a Copel atuará como provedora de rede neutra (oferecida a qualquer empresa). Em algumas localidades sua infraestrutura será complementar à rede neutra da Oi, em outras, competirá. A Oi vendeu o controle da V.tal para fundos do BTG e GlobeNet, o que ainda depende de aprovações regulatórias”, informa a reportagem assinada pela jornalista Ivone Santana. “Com essa aquisição, as empresas da Copel Telecom foram avaliadas em R$ 6 bilhões. Além da Copel, o grupo é formado pela Sercomtel, Horizon e agora a Nova Fibra, sob controle do fundo Bordeaux, do empresário Nelson Tanure, desde agosto de 2021”, contextualiza a matéria.

De acordo com o Valor Econômico, a Nova Fibra adiciona ao grupo Copel 7 mil quilômetros de fibras em 25 cidades, 90 mil usuários de varejo, 3,5 mil clientes empresariais e dez empreiteiras homologadas. Os 350 funcionários serão mantidos e se somarão aos 450 da Copel. O total passa de 1 mil pessoas ao se somar a Sercomtel.

“O plano é constituir três empresas: uma de infraestrutura de rede neutra, em desenvolvimento, outra de serviços e um braço de tecnologia com licença de 5G. Copel (junto com Unifique) e Sercomtel compraram espectro no leilão de 5G, em novembro. Com 5G, o grupo deverá levar serviços de acesso à internet onde não há cobertura de rede móvel. Vai fornecer acesso móvel para uso fixo e serviços às empresas de todos os segmentos, inclusive de saúde e fazendas. A estreia está prevista para este primeiro semestre em duas cidades, embora o prazo seja 2026”, revela a reportagem.

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Negócio fará com que a operadora passe a atuar em São Paulo e Mato Grosso

Balança comercial registra déficit de US$ 176 milhões em janeiro

Mês é marcado por déficits comerciais

O valor das exportações agropecuárias subiu 97,5% em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado. O principal fator foi a recuperação da safra de soja

Em janeiro, a balança comercial registrou déficit de US$ 176 milhões, pressionada pelos custos internacionais da energia. Esse é o terceiro ano seguido em que as importações superaram as exportações em janeiro, tradicionalmente marcado por déficits comerciais. Apesar do resultado negativo, o déficit comercial caiu 20% em relação a janeiro de 2021, quando o país tinha importado R$ 220 milhões a mais do que tinha exportado. A última vez em que o país tinha registrado superávit comercial em janeiro foi em 2018, com resultado positivo de US$ 1,6 bilhão.

O saldo ficou negativo, apesar de as vendas externas terem batido recorde para o mês, desde o início da série histórica, em 1989. No mês passado, as exportações somaram US$ 19,6 bilhões, com alta de 25,3% em relação a janeiro de 2021 pelo critério da média diária. O recorde anterior havia sido registrado em janeiro de 2018 (US$ 16,7 bilhões). As importações totalizaram US$ 19,8 bilhões, crescimento de 24,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado, também pela média diária. O valor foi o terceiro mais alto registrado para meses de janeiro desde 1989, perdendo apenas para janeiro de 2014 (US$ 20,2 bilhões) e de 2013 (US$ 20,1 bilhões).

Setores
Em janeiro, a agropecuária e a indústria de transformação registraram crescimento nas vendas para o exterior. O valor das exportações agropecuárias subiu 97,5% em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado. O principal fator foi a recuperação da safra de soja. No fim de 2020 e no início de 2021, o Brasil enfrentou uma crise na safra de soja, que levou o país a importar o grão por alguns meses para suprir a demanda. Outros produtos que estavam em crise no ano passado também iniciaram 2022 com recuperação nas exportações, como o milho não moído (43% em relação a janeiro de 2021) e café não torrado (34,5%).

Ao longo do ano passado, a seca e as geadas provocaram diversas quebras de safras. Em janeiro, o volume de mercadorias agropecuárias exportadas aumentou 60,1%, enquanto o preço médio subiu 28,6%. As vendas da indústria de transformação subiram 36,1% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2020. Os destaques foram combustíveis (120,7%), gorduras e óleos vegetais (1.106,2%) e produtos semiacabados de ferro ou aço (179,7%).

Prejudicadas pela queda no preço internacional de alguns minérios, as exportações da indústria extrativa recuaram 18,6% em relação a janeiro do ano passado. Contribuíram para a queda os minérios de ferro (36,8%) e de cobre (68,8%). Do lado das importações, as compras do exterior da agropecuária caíram 15,7% em janeiro na comparação com janeiro do ano passado. Por causa da alta no preço internacional do petróleo, a indústria extrativa registrou alta de 325,8% nas compras do exterior. As importações da indústria de transformação subiram 14,9%. Os principais destaques foram gás natural (501%), petróleo bruto (420,1%) e carvão mineral (335,5%).

Estimativa
Para 2022, o governo prevê superávit de US$ 79,4 bilhões, valor parecido com o deste ano. A estimativa já considera a nova metodologia de cálculo da balança comercial. As projeções estão mais otimistas que as do mercado financeiro. O Boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, projeta superávit de US$ 57,2 bilhões neste ano.

Em abril de 2021, o Ministério da Economia mudou o cálculo da balança comercial. Entre as principais alterações, estão a exclusão de exportações e importações fictícias de plataformas de petróleo. Nessas operações, plataformas de petróleo que jamais saíram do país eram contabilizadas como exportação, ao serem registradas em subsidiárias da Petrobras no exterior, e como importação, ao serem registradas no Brasil.

Outras mudanças foram a inclusão, nas importações, da energia elétrica produzida pela usina de Itaipu e comprada do Paraguai, num total de US$ 1,5 bilhão por ano, e das compras feitas pelo programa Recof, que concede isenção tributária a importações usadas para produção de bens que serão exportados. Toda a série histórica a partir de 1989 foi revisada com a nova metodologia.

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Com Agência Brasil

Mês é marcado por déficits comerciais

Ano começa com queda nos emplacamentos de veículos

Dificuldades nas cadeias produtivas, alta nos juros e sazonalidade afetam o mercado em janeiro

Para a Fenabrave, esses fatores, além das fortes chuvas e a nova variante do Covid-19 provocaram retração nas vendas de veículos novos

De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), os emplacamentos de veículos apresentaram retração em janeiro. Na comparação com dezembro, a queda foi de 31,6% “O resultado é conjuntural e acontece, principalmente, em função dos baixos estoques das concessionárias, em dezembro, da persistente falta de produtos – ainda provocada pela escassez de insumos e componentes e, também, devido à sazonalidade do período”, explica José Maurício Andreta Jr., Presidente da Fenabrave.

“Além desses fatores, a alta nas taxas de juros restringiu a aprovação de crédito para financiamentos e, também, tivemos queda na renda do consumidor, pelo aumento da inflação, em que pese tenhamos tido melhora dos níveis de emprego no país. Avaliando a sazonalidade, lembro que, em janeiro, a renda familiar fica mais comprometida, em função dos impostos e gastos com matrículas e materiais escolares, por exemplo, o que acaba afetando a decisão de compra do consumidor”, completa. As fortes chuvas, que vêm ocorrendo em várias localidades do país, assim como o aumento do contágio das pessoas, pela variante Ômicron, têm provocado queda na passagem de loja, segundo a entidade.

Caminhões
O segmento continua aquecido, com a programação de entrega seguindo o ritmo de produção da indústria. “Ainda existe espera por alguns modelos, mas, aos poucos, a demanda vai sendo atendida. Em dezembro de 2021, houve um grande volume de emplacamentos o que, se comparado a janeiro de 2022, resultará na retração que tivemos, de quase 29%. O resultado do primeiro mês de 2022 é o melhor, entre os meses de janeiro, desde 2014”, revela Andreta Jr, em nota.

Ônibus
O segmento mais afetado pela pandemia tem perspectivas de melhora neste ano. “Os emplacamentos de ônibus registraram aquecimento nos últimos meses de 2021, em que pese a base comparativa baixa. Os programas governamentais de transporte público, como o Caminho da Escola, podem ajudar na recuperação deste segmento este ano”, projeta o presidente da Fenabrave.

Implementos rodoviários
Após registrar seu melhor desempenho histórico, em emplacamentos, em 2021, os Implementos rodoviários continuam com boa demanda e mantêm um cenário favorável para os próximos meses. “Assim como os caminhões, a procura continua alta e o segmento tem condições de renovar e até superar o recorde atingido no ano passado. As quedas registradas são resultado da maior entrega de produtos, em dezembro, mas podemos observar estabilidade sobre janeiro do ano passado”, avalia.

Tratores e máquinas agrícolas
Segundo Andreta Jr., existe alta demanda para estes equipamentos e as perspectivas para o agronegócio, neste ano, devem manter o segmento aquecido. “O ano de 2021 foi ótimo para a venda de tratores e máquinas agrícolas. Foram mais de 58 mil unidades comercializadas e o cenário, para 2022 é, igualmente, positivo para o agrobusiness, o que deve manter a demanda alta”, antevê o dirigente.

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Dificuldades nas cadeias produtivas, alta nos juros e sazonalidade afetam o mercado em janeiro

RS emite alerta para todas as regiões Covid

Estado apresenta o nível mais elevado de contaminação desde o início da pandemia

Na ocupação de leitos clínicos, em 30 dias, o número de internados passou de 269, entre confirmados e suspeitos, para 1.748

O gabinete de crise do governo gaúcho decidiu emitir alerta, pela segunda semana consecutiva, para as 21 regiões Covid do Sistema 3As de Monitoramento, responsável pelo gerenciamento da pandemia no Rio Grande do Sul. O estado apresenta o nível mais elevado de contaminação desde o início da pandemia. Todas as regiões alcançaram o maior nível de incidência semanal, o que indica o risco de contágio generalizado em todo o território.

Durante férias e veraneio, a circulação de pessoas entre diferentes cidades é intensificada, fazendo com que o vírus circule com mais facilidade por longas distâncias. Apenas em janeiro, já foram confirmados 315 mil casos no Rio Grande do Sul, número que supera em 35% o pico ocorrido em março do ano passado e equivale a 2,8% da população gaúcha. Assim como se observa a elevação do contágio ao longo do mês, o número de óbitos também apresentou aumento, passando de 35 óbitos semanais ao fim de 2021 para 232 óbitos registrados na última semana de janeiro. Com isso, a taxa de mortalidade semanal se equipara aos níveis de agosto do ano passado.

Na ocupação de leitos clínicos, em 30 dias, o número de internados passou de 269, entre confirmados e suspeitos, para 1.748. Esse ciclo de elevação só não supera a variação e a velocidade de crescimento do ciclo de março de 2021. No entanto, o aumento já é superior aos demais três ciclos de aumento (junho e julho de 2020, novembro e dezembro de 2020 e de maio de 2021). Em janeiro, houve média de 47,7 internados a mais em leitos clínicos por dia. Também foi registrada elevação no número de internados em UTIs em todo o estado, passando de 243 para 639 pacientes, entre suspeitos e confirmados. Com isso, a ocupação das UTIs passou de 48,5% para 61% ao longo do mês, retornando aos níveis de agosto de 2021.

A elevação de casos confirmados em 2022 repercutiu de forma moderada sobre os indicadores de internações em leitos clínicos, em UTIs e em óbitos, quando comparado a outros momentos da pandemia. Caso fosse aplicada a mesma letalidade aparente observada em março de 2021 sobre o número de casos observados em janeiro de 2022, o total de óbitos poderia superar 11 mil pessoas no Rio Grande do Sul apenas em janeiro. Com o avanço da vacinação, o número de óbitos, apesar da elevação, alcançou 412 vítimas. A imunização sobre as faixas etárias a partir de cinco anos, incluindo especialmente a dose de reforço para garantir maior imunidade, se mostra importante para reduzir a proporção de casos graves ocasionados pelo altíssimo contágio corrente.

Estado apresenta o nível mais elevado de contaminação desde o início da pandemia

Indústria fecha 2021 com alta de 3,9%

Setor avançou 2,9% em dezembro frente a novembro

Setor de veículos teve alta de 12,2% em dezembro

A produção industrial cresceu 2,9% na passagem de novembro para dezembro. No mês anterior, a indústria havia registrado variação nula, o que interrompeu cinco meses consecutivos de queda. Com o resultado de dezembro, o setor se encontra 0,9% abaixo do patamar de fevereiro de 2020, no cenário pré-pandemia, e 17,7% abaixo do nível recorde, registrado em maio de 2011. No ano, houve ganho acumulado de 3,9%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo IBGE.

O gerente da pesquisa, André Macedo, destaca que o resultado do fechamento do ano reflete a perda de ritmo da indústria no decorrer de 2021. “É o primeiro resultado positivo depois de dois anos. Em 2019, o acumulado do ano foi um recuo de 1,1% e em 2020, retração de 4,5%. Em 2021, houve uma característica decrescente ao longo do ano, uma vez que houve ganho acumulado de 13% no primeiro semestre e, posteriormente, o setor industrial mostrou redução de fôlego. Os resultados positivos dos primeiros meses do ano tinham relação com uma base de comparação muito depreciada, já que em 2020 houve perdas bastante intensas para a indústria”, detalha.

Já o segundo semestre do ano, cujo resultado acumulado foi uma queda de 3,4%, tinha uma base de comparação mais elevada. “Além disso, há os reflexos da pandemia no processo produtivo, como o encarecimento dos custos de produção e falta de insumos, e também, pelo lado da demanda doméstica, inflação em patamares mais elevados e o mercado de trabalho que, embora tenha mostrado algum grau de recuperação, ainda é muito caracterizado pela precarização das condições de emprego, com pagamento de salários menores”, justifica o pesquisador.

No acumulado anual, a indústria teve resultados positivos em três das quatro grandes categorias econômicas e em 18 das 26 atividades investigadas pela pesquisa, com destaque para veículos automotores, reboques e carrocerias (20,3%), máquinas e equipamentos (24,1%) e metalurgia (15,4%).

“É um ano em que a indústria cresce sobre um período de muita perda. Essa também é uma característica da atividade de veículos automotores, que, em 2020, teve acumulado no ano baixa de 27,9%. Então ela segue o mesmo comportamento da indústria geral: cresce e fica no campo positivo, embora não tenha revertido as perdas do ano anterior. Em termos de produtos, o destaque fica com o avanço na produção dos caminhões”, afirma Macedo. De acordo com o gerente da pesquisa, esse setor é um exemplo da desarticulação das cadeias produtivas durante a pandemia de Covid-19.

Na comparação com novembro, com a expansão de 2,9% da indústria geral, a maior parte das atividades investigadas pela pesquisa também teve crescimento. A maior influência veio de veículos automotores, reboques e carrocerias, segmento que teve alta de 12,2% em dezembro. É o quarto mês consecutivo de crescimento do setor, período em que acumulou ganho de 17,4%.

Os produtos alimentícios também tiveram forte influência sobre o resultado da indústria. Mesmo com alta de 2,9% em dezembro, o setor teve menor crescimento do que o apresentado no mês anterior (7,1%). “É o segundo mês de crescimento dessa atividade e esse ganho se deve, principalmente, à produção do açúcar e à volta da exportação da carne bovina para a China”, explica. Apesar do resultado positivo, o setor ainda se encontra 4,1% abaixo do patamar pré-pandemia.

Na comparação com dezembro do ano anterior, a produção industrial caiu 5%. Os resultados negativos atingiram três das quatro grandes categorias econômicas e 20 dos 26 ramos pesquisados. As principais influências negativas entre as atividades vieram metalurgia (-13,9%), produtos de borracha e de material plástico (-19,9%) e produtos de metal (-19,1%).

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Setor avançou 2,9% em dezembro frente a novembro

Como atrair mais clientes com estratégias de Marketing Digital B2B

As estratégias digitais elaboradas para gerar leads de qualidade e fechar as vendas com outras empresas, estão ganhando cada vez mais força.   Ter um site profissional, com design compatível com os diferentes tipos e tamanhos de dispositivos (como notebooks, celulares e monitores HD) e estar presente nas mídias sociais é o mínimo que se espera…

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Em busca da plena sustentabilidade

O projeto BioCMPC tornará a planta de Guaíba uma das mais sustentáveis do Brasil

A CMPC deseja fazer da unidade industrial em Guaíba (RS) uma das mais sustentáveis do Brasil no setor de celulose. Para isso, a multinacional chilena lançou o projeto BioCMPC. Ele prevê a implantação de importantes investimentos em modernização operacional, além de novas medidas de controle e gestão ambiental.

O BioCMPC gerará um relevante ganho no desempenho da unidade de Guaíba, por meio do aumento de aproximadamente 18% da capacidade produtiva, quando comparado aos resultados dos últimos doze meses. Essas medidas elevarão a planta gaúcha da CMPC para a condição de uma das mais sustentáveis do Brasil, quando considerados parâmetros como gestão de resíduos, tratamento de efluentes, emissões atmosféricas, sistemas de tratamento de gases e gestão ambiental. A conclusão da obra deve ocorrer em dezembro de 2023. Com aporte de R$ 2,7 bilhões, a previsão é que sejam criados aproximadamente 7,5 mil novos postos de trabalho durante a execução das obras, e que cerca de metade dos fornecedores sejam empresas locais, tornando o projeto o maior investimento em ESG do Rio Grande do Sul e proporcionando uma grande geração de valor compartilhado com as cadeias produtivas nacionais.

Esse é o segundo maior investimento privado da história do estado – ficando atrás somente da criação de Guaíba 2, linha de produção de celulose da CMPC que teve sua implantação concluída em 2015. No BioCMPC, as obras de implantação também serão sustentáveis. Além da priorização de mão de obra e fornecedores locais, evitando migração de pessoas de fora, o principal canteiro de obras ficará distante da área da empresa. “Antes a sociedade esperava que as empresas trabalhassem para reduzir seus impactos. Hoje em dia isso é apenas o ponto de partida. No século 21, a sociedade espera que as empresas não gerem problemas e ainda ajudem a sociedade a superarem seus próprios desafios. E é isso que estamos fazendo. Basta considerarmos que a pandemia agravou os índices de desemprego e o BioCMPC vai ajudar fortemente na criação de novas oportunidades de trabalho. Outro desafio de toda a sociedade está relacionado aos gases de efeito estufa. Nesse caso, além das nossas florestas que já sequestram milhares de toneladas de carbono, eliminaremos uma fonte de energia não renovável e vamos instalar uma nova caldeira de recuperação para produção de energia 100% limpa”, detalha Mauricio Harger, diretor-geral da CMPC no Brasil.

O projeto BioCMPC tornará a planta de Guaíba uma das mais sustentáveis do Brasil

Porto Alegre terá maior coworking de saúde do Sul

Com 77 consultórios, empreendimento será inaugurado neste mês

O empreendimento ficará localizado no Medplex Eixo Norte, em frente ao hospital Cristo Redentor, na capital gaúcha

Os profissionais da saúde vão ganhar a partir deste mês um coworking de alto padrão, focado na área da saúde, de aproximadamente 1.700 metros quadrados, com 77 consultórios equipados. O empreendimento ficará localizado no Medplex Eixo Norte, em frente ao hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre. O negócio é da ProdeltaMed, empresa do Grupo Delta que tem experiência de quase 20 anos na gestão de coworkings e espaços de trabalho flexíveis. 

O grupo já atua em São Paulo, com um coworking focado na área de saúde e elegeu o Rio Grande do Sul para dar mais um passo no seu plano de expansão. Já estão previstos novos empreendimentos para serem lançados ainda neste ano, em Canoas e mais dois locais em Porto Alegre. No entanto, a empresa revelou ao Portal AMANHÃ ter interesse nas regiões Sul e Sudeste. A companhia não revela quanto terá para investir na expansão em solo gaúcho, como também em todo o Sul.

“Os espaços compartilhados são uma tendência e que agora chegam com cada vez mais força na área da saúde. Outro grande diferencial são os serviços completos para que tudo esteja sempre funcionando e o nosso profissional possa focar no atendimento aos pacientes, sem se preocupar com o restante”, destaca Gabriela Ferreira, diretora da ProdeltaMed. O profissional da saúde pode se tornar um associado do coworking com pagamento de uma mensalidade de R$ 220 e o custo de R$ 1 por minuto de uso dos consultórios e todos o espaço.

No caso de no show na consulta, não há nenhuma penalidade com cancelamento até cinco minutos antes do horário agendado. Os membros ainda ganham um site personalizado conforme a sua especialidade, cartão de visitas, número de telefone exclusivo e acesso a todo sistema de gerenciamento de consultas. Além do plano de salas rotativas, é possível ter um consultório exclusivo, que pode ser compartilhado com até três profissionais, com planos a partir de R$ 3,5 mil por mês. A modalidade também atende clínicas. “Fizemos uma pesquisa de mercado e a média de custo para manter um consultório é de pelo menos R$ 8 mil mensal em Porto Alegre”, revela Gabriela.

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Com 77 consultórios, empreendimento será inaugurado neste mês

Contas públicas registram superávit de R$ 64,7 bilhões em 2021

Dados são do relatório das estatísticas fiscais do Banco Central

O resultado, o primeiro positivo das contas públicas desde 2013, representa 0,75% do PIB frente aos 9,4% de impacto registrados em 2020

As contas públicas registraram saldo positivo em 2021, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC). No ano passado, o setor público consolidado, formado por União, estados e municípios, apresentou superávit primário de R$ 64,7 bilhões, ante déficit de R$ 703 bilhões em 2020. O resultado, o primeiro positivo das contas públicas desde 2013, representa 0,75% do PIB frente aos 9,4% de impacto registrados em 2020.

Os dados estão no relatório das estatísticas fiscais do BC. Segundo o banco, no mês de dezembro, o setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 123 milhões, ante déficit de R$ 51,8 bilhões em dezembro de 2020. No Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional), houve superávit de R$ 13,9 bilhões, e nos governos regionais e nas empresas estatais, déficits, na ordem, de R$ 12,8 bilhões e R$ 1 bilhão.

O resultado primário é formado pelas receitas menos os gastos com juros, sem considerar o pagamento de juros da dívida pública. Assim, quando as receitas superam as despesas, há superávit primário. Em 2021, o resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, apresentou um déficit de R$ 383,7 bilhões (4,4% do PIB), ante R$ 1 trilhão (13,6% do PIB) em 2020. Em dezembro, o déficit nominal atingiu R$ 54,2 bilhões, comparativamente a R$ 75,8 bilhões em dezembro do ano anterior.

Segundo o BC, o superávit primário do setor público consolidado, em 2021, de 0,75% do PIB, contribuiu para que o déficit nominal de 2021 também fosse o menor, em percentual do PIB, desde 2013, quando ficou deficitário em 2,96% do PIB.

O gasto com juros somou R$ 448,4 bilhões em 2021, contra R$ 312,4 bilhões em 2020. Os juros nominais atingiram R$ 54,4 bilhões em dezembro, frente a R$ 24 bilhões em dezembro de 2020. O aumento foi influenciado pelas operações do BC no mercado de câmbio (swap cambial) que registraram perda de R$ 4 bilhões em dezembro de 2021, ante ganho de R$ 8 bilhões em dezembro de 2020, e pelo aumento da taxa Selic, atualmente em 9,25% ao ano.

O swap cambial é a venda de dólares no mercado futuro. Os resultados dessas operações são transferidos para o pagamento dos juros da dívida pública, como receita, quando há ganhos, e como despesa, quando há perdas.

Dívida pública
A dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) fechou 2021 em R$ 5 trilhões, o que corresponde a 57,3% do PIB. Segundo o BC, o resultado reflete, sobretudo, efeitos da desvalorização cambial acumulada no ano de 7,4%, (redução de 1,2 ponto percentual); do crescimento do PIB nominal (redução de 8,7 pontos percentuais), do superávit primário (redução de 0,7 ponto percentual), “parcialmente contrabalançados pelos juros nominais apropriados (aumento de 5,2 pontos percentuais) e pela variação da paridade da cesta de moedas que integram a dívida externa líquida (aumento de 0,4 ponto percentual).”

Já a dívida bruta do governo geral – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 7 trilhões ou 80,3% do PIB.

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Com Agência Brasil

Dados são do relatório das estatísticas fiscais do Banco Central

Receita da C.Vale totaliza R$ 17,4 bilhões

Cooperativa de Palotina vai repassar R$ 129,5 milhões em sobras

Para Lang, o ano de 2022 exigirá grandes doses de cautela e planejamento devido ao alto custo dos insumos e às quebras de safra

Em um cenário em que boa parte dos produtores rurais faz os cálculos sobre o tamanho da quebra da safra de soja pela estiagem, a C.Vale, sediada em Palotina (PR) vai repassar R$ 129,5 milhões em sobras [como é conhecido o lucro no sistema cooperativista], juros e devolução de capital a seus associados. O valor é quase 40% maior que o distribuído no início de 2021.

O pagamento das sobras foi aprovado em assembleia, com público reduzido devido à pandemia de coronavírus, no final de janeiro. O presidente da C.Vale, Alfredo Lang, explicou aos associados que a alta do dólar deu grande contribuição à rentabilidade dos negócios e também favoreceu o crescimento do faturamento em 2021. A receita total da cooperativa alcançou R$ 17,4 bilhões, avanço de 42,2% sobre 2020.

O bom desempenho da C.Vale também foi puxado pela elevação de 15,6% no recebimento de soja, que acabou compensando a redução do volume de milho causada por estiagem e geadas no ano passado. No total, a cooperativa recebeu 4,7 milhões de toneladas de produtos, o equivalente a 78,5 milhões de sacas de 60 quilos. As indústrias responderam por quase 25% do faturamento total da C.Vale, com receitas de R$ 4,3 bilhões. No segmento de frango, a cooperativa exportou 66,7% das 378 mil toneladas de carne produzidas no ano passado.

Lang lembrou que, no ano passado, a C.Vale incorporou a Cooatol, de Toledo (PR), e deu início às obras da indústria esmagadora de soja, um investimento superior a R$ 650 milhões que deverá entrar em operação até o final de 2023. Para Lang, o ano de 2022 exigirá grandes doses de cautela e planejamento tanto para a cooperativa quanto para os produtores devido ao alto custo dos insumos e às quebras de safra. “Os bons resultados dão segurança aos cooperados para negociar com uma empresa sólida e garantem à cooperativa a sustentação de que ela precisa para novos investimentos”, comemora o dirigente.

A C.Vale é a 15ª maior empresa da região e também a sexta maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. A publicação também trouxe uma reportagem especial sobre o cooperativismo do Sul (clique aqui para conferir). Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Cooperativa de Palotina vai repassar R$ 129,5 milhões em sobras

Preços na indústria fecham 2021 com alta de 28,3%

O índice alcança um recorde da série histórica

Oito atividades fecharam o ano com alta nos preços, destaque para o refino de petróleo e biocombustíveis

A inflação do setor industrial recuou 0,12% em dezembro frente ao mês anterior, primeiro resultado negativo depois de 28 meses. Com isso, os preços na indústria fecharam o ano de 2021 com alta acumulada de 28,3%, recorde desse indicador na série histórica, iniciada em 2014. Os dados são do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado pelo IBGE. A alta de 2021 foi 9 pontos percentuais maior que o de 2020.

De acordo como gerente de análise e metodologia da coordenação de indústria do IBGE, Alexandre Brandão, são muitas as variáveis que contribuíram para este comportamento dos preços na indústria brasileira. “Podemos enumerar o câmbio, cuja depreciação chegou a quase 10%; o comportamento do mercado ao longo do ano, com aumentos consideráveis no preço do minério de ferro, do óleo bruto de petróleo, de alimentos como açúcar e carne. Também não dá para desconsiderar a pandemia, que ainda tem tido impacto nas cadeias produtivas, além do clima, já que o inverno foi rigoroso e proporcionou problemas na safra do açúcar e do café, por exemplo”, destaca o especialista.

Embora tenha apresentado índice recorde no acumulado anual, o IPP demonstrou desaceleração no segundo semestre. Em junho, o acumulado de 2021 era 36,7%, e caiu ao longo dos meses até a taxa de 28,3%. “Do meio para o fim do ano, houve uma atenuação muito por conta do setor de indústria extrativa, em específico o minério de ferro, cujos preços foram desacelerando a partir de setembro”, explica Brandão.

O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação. Oito delas fecharam o ano com alta, destaque para refino de petróleo e biocombustíveis (69,7%), outros produtos químicos (64%), metalurgia (41,7%) e madeira (40,7%).

O índice alcança um recorde da série histórica