Archives Fevereiro 2022

RS mantém alertas para todas as regiões pela quarta semana seguida

Algumas regionais seguem apresentando crescimento de casos

Mesmo que outras regiões apresentem estabilização ou queda nesses números, os patamares ainda são muito altos e podem, facilmente, voltar a crescer

Pela quarta semana consecutiva o gabinete de crise decidiu, depois de reunião semanal realizada nesta quarta-feira (16), manter os alertas para todas as regiões Covid do Sistema 3As de Monitoramento, responsável pelo gerenciamento da pandemia no Rio Grande do Sul.

A justificativa pela manutenção dos Alertas é a conjuntura estadual. Algumas regiões seguem apresentando crescimento de casos, ocupação em leitos clínicos e de UTIs e também de óbitos. Mesmo que outras regiões apresentem estabilização ou queda nesses números, os patamares ainda são muito altos e podem, facilmente, voltar a crescer. É preciso ainda considerar a expectativa de aumento de circulação de pessoas, nas próximas semanas, provocado tanto pelo gradual retorno às atividades após as férias, como pelo retorno das aulas e pelo Carnaval. Desta forma, ainda há necessidade de medidas que promovam o avanço da vacinação e a redução do contágio.

Nesta semana, a média móvel de casos confirmados de Covid-19 apresentou redução de 28%, caindo de 17,4 mil casos por dia para 12,6 mil. Com isso, a incidência semanal de casos no Estado é de 775 por 100 mil habitantes. No mesmo período, o número de internados, entre suspeitos e confirmados, diminuiu em 295 – sendo uma queda de 281 pacientes internados em leitos clínicos e 14 em UTI. A taxa de ocupação das UTIs do Estado está em 64,4%. Foram registrados 375 óbitos na semana, uma média de 53,6 por dia, o que ainda representa uma elevação semanal de 8,1%.

A média móvel dos últimos sete dias de internados em leitos clínicos, entre suspeitos e confirmados, é de 1.417, uma redução de 13,5% quando comparado à semana passada. E a média móvel dos últimos sete dias de internados em UTIs, entre suspeitos e confirmados, é de 656, ou seja, 3,4% inferior à semana passada. Com relação à vacinação, 83,5% da população residente no Estado tomou pelo menos uma dose do imunizante contra Covid-19, 73,7% está com o esquema vacinal completo (duas doses ou uma, dependendo da marca do imunizante) e 28,5% tomou a dose de reforço.

No sábado (19), o governo gaúcho e as prefeituras estarão mobilizados em torno de um único objetivo: ampliar a vacinação infantil contra Covid-19. Na data, chamada de Dia C, os municípios gaúchos farão um esforço extra para a aplicação da primeira dose nas crianças entre cinco e 11 anos. Para atender à maior demanda esperada, a Secretaria da Saúde (SES) disponibilizou quantidade de doses suficientes para a aplicação em mais de 90% do público-alvo infantil.

Algumas regionais seguem apresentando crescimento de casos

Intelbras anuncia aquisição da Renovigi por mais de R$ 300 milhões

Negócio faz parte da estratégia de crescimento sustentável da Intelbras

De acordo com a Intelbras, a aquisição trará aos diversos canais de vendas e parceiros da companhia uma grande oportunidade de realização de negócios

A Intelbras anunciou que adquiriu a Renovigi Energia Solar. A negociação entre as empresas catarinenses se dará pelo preço total estimado de R$ 334,3 milhões composto pelo valor fixo de R$ 284,1 milhões e pelo valor variável estimado em R$ 50,1 milhões. A transação está sujeita ao cumprimento de certas condições precedentes ao fechamento usuais em operações desta natureza, incluindo, a aprovação da transação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A Renovigi, que no ano de 2021 faturou R$ 799,4 milhões, é uma fabricante de geradores fotovoltaicos fundada em 2012 em Chapecó (SC), com atuação consolidada no mercado nacional, apoiando-se de uma rede capilar de parceiros para revenda de seus produtos. É uma das líderes do mercado, e reconhecida por sua excelência na qualidade de seus produtos e proximidade com suas parceiras credenciadas. No ano passado, a Renovigi se consagrou como uma das campeãs de inovação do Sul no ranking elaborado pelo Grupo AMANHÃ com o IXL-Center.

De acordo com a Intelbras, a aquisição trará aos diversos canais de vendas e parceiros da companhia uma grande oportunidade de realização de negócios, ampliando a disponibilidade de produtos ao mercado local e fazendo com que toda a cadeia seja beneficiada. “Além disso, a rede de parceiros e instaladores será ampliada de forma acelerada e sinérgica reforçando a cadeia de comercialização de produtos da linha solar. Estas ações fazem parte da estratégia de crescimento sustentável, expansão da capacidade produtiva e comercial da companhia”, descreve a Intelbras no comunicado que fez ao mercado.

A Intelbras é a 70ª maior empresa da região e também a 13ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Negócio faz parte da estratégia de crescimento sustentável da Intelbras

Boticário adquire startup catarinense Equilibrium

O valor da transação não foi divulgado

Grupo paranaense reforça operação logística

O Grupo Boticário anunciou a aquisição da Equilibrium, startup catarinense de orquestração e inteligência logística digital. O valor da transação não foi divulgado. Com a transação, a empresa cria uma plataforma integrada para gestão logística das entregas em todos os seus canais, fortalecendo sua estratégia de omnicanalidade para entregar mais rápido e garantir melhor experiência ao consumidor.

“Nossa estratégia prevê sermos a melhor experiência de beleza para o consumidor, o que nos leva a buscar uma evolução constante em nossa orquestração logística. Com a aquisição da Equilibrium, damos mais um passo importante nesta trajetória. Juntos Grupo Boticário e Equilibrium, acreditamos que novos talentos e experiências se somam para alavancar valor para o negócio”, afirma Fernando Modé, CEO do Grupo Boticário, em nota.

A compra da Equilibrium consolida uma série de movimentos estratégicos realizados pelo Grupo Boticário ao longo do último ano. Em abril de 2021, a companhia adquiriu a empresa cearense Casa Magalhães e a GAVB, com sede em Canoas (RS), com a ambição de alavancar a sua agenda de transformação digital a partir da ampliação do seu conhecimento em digitalização, análise de dados, inteligência e produtos digitais ao ecossistema das suas marcas e canais. Já em outubro, o Grupo Boticário também adquiriu o código fonte utilizado por um de seus fornecedores em sua operação de venda direta, reforçando a estratégia de trazer tecnologia para o centro do negócio.

Com a compra da Equilibrium, o Grupo Boticário torna-se a primeira empresa de seu setor a ter uma operação logística totalmente integrada a partir de visão unificada e automatizada dos processos dos seus e-commerces.

O valor da transação não foi divulgado

Queda da confiança do comércio praticamente anula o otimismo de janeiro

Icec registra queda de todos os índices pesquisados

As estimativas hoje são de baixo volume de faturamento do varejo ao longo do ano

Após duas altas seguidas, o Indicador de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apresentou queda de 1,2% em fevereiro. Registrando pontuação de 119,3, o índice permaneceu dentro da zona de satisfação (acima dos 100 pontos), o que, segundo a análise, se deu devido à recuperação do setor no ano passado.

Os dados apontam que a taxa quase eliminou o crescimento de janeiro (1,4%), resultando em um avanço anual de 0,2% em 2022. O número, no entanto, é mais positivo do que o do primeiro bimestre do ano passado, quando o acumulado apresentou redução de 2,7%. Apesar da melhora, todos os subíndices avaliados pela pesquisa contaram com retrações.

O destaque negativo mensal foi o componente sobre a expectativa do empresário do comércio, que teve redução mensal de 1,6%, puxado especialmente pelo item Empresa (-1,9%). Por outro lado, intenções de investimento apresentou a menor retração, de 0,9%. A última vez que o Icec apresentou esse nível de pessimismo foi em abril de 2021, com queda de 6,4%, alcançando 95,7 pontos.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, observa que, de lá para cá, o índice oscilou, mas veio se recuperando em função da melhora das condições da economia, relacionada ao avanço da vacinação. Segundo ele, a inflação ajuda a explicar o relativo desânimo dos comerciantes em fevereiro. “Os resultados refletem as condições operacionais que envolvem as atividades comerciais. Com a energia elétrica e os combustíveis mais caros, os preços no atacado pressionando a formação de preços ao consumidor, os juros ascendentes e o consumo ainda morno, o empresariado demonstra receio”, avalia.

Os dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro ajudam a compreender o cenário. Apesar do decréscimo pelo terceiro mês consecutivo, após o pico de outubro do ano passado, o indicador apresentou a maior taxa para o mês desde 2016 (0,54%). O Boletim Focus, do Banco Central, também apresentou estimativa de baixo crescimento da economia neste ano, estimando 0,3%.

Para o economista da CNC responsável pela pesquisa, Antonio Everton, as condições presentes da economia impõem aos empresários momentos complicados para a gestão e condução do negócio. “A percepção de que as coisas ficaram mais difíceis refletiu-se na diminuição de 2,4% do subindicador sobre economia do índice das condições atuais do empresário do comércio, tendo como pano de fundo, portanto, uma conjuntura mais dura a ser enfrentada”, observa.

Ele avalia que, por essa razão, 54,2% dos empresários pesquisados reconheceram que as condições econômicas se deterioraram, superando o conjunto que se mostrou otimista (45,8%). No entanto, o economista acredita que as expectativas são mais promissoras. Segundo as previsões do Boletim Focus, espera-se que a inflação feche o ano próxima da metade (5,4%) do patamar acumulado em doze meses de hoje (10,3%). “Nessas condições, as estimativas hoje são de baixo volume de faturamento do varejo em 2022. Por outro lado, há perspectivas de arrefecimento da inflação, à medida que a política monetária vem gerando efeitos desejados na economia, em particular sobre a atuação do comércio e a formação dos preços ao consumidor”, avalia.

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Icec registra queda de todos os índices pesquisados

Neodent recebe certificação EU-MDR da Comunidade Europeia

Nova regulamentação é considerada rígida e mantém portas abertas no mercado europeu

A Neodent vem avançando na distribuição para a Europa e superou a projeção de vendas em 2021, com projeção de dobrar as vendas para essa região neste ano

A Neodent é a primeira empresa brasileira na área de implantodontia a receber a nova certificação European Medical Device Regulation (EU-MDR 745/2017), necessária para que os produtos continuem a ser comercializados nos países membros da Comunidade Europeia. A certificação impõe procedimentos mais rígidos para atestar a qualidade dos produtos, assim como exigências de conformidade em todos os processos.

A conquista da certificação contribui para que a empresa saia na frente no lançamento de novos implantes dentários, já que aquelas que não cumprirem com o novo regulamento estarão cobertas somente por certificações antigas, que perderão a validade no máximo até 2024. Após essa data, poderão ser impedidas de distribuir os produtos na Comunidade Europeia.

A regulamentação foi publicada em 2017 para implementação, inicialmente, até maio de 2020, porém, foi adiada para 2021 em função da pandemia de covid-19. “É considerado um certificado desafiador de ser obtido, contudo para a Neodent não tivemos um impacto tão significativo, uma vez que sempre nos preocupamos com um alto nível de conformidade e qualidade dos produtos. Soubemos de diversas solicitações por parte de outras empresas para que o período de implementação fosse ampliado ainda mais para frente, mas a Comunidade Europeia não foi flexível nisso”, conta a diretora de Qualidade e Assuntos Regulatórios da Neodent, Lisandra Castro.

Garantias e requisitos
Dentre as preocupações da Comunidade Europeia estão a garantia da segurança clínica do produto e a avaliação de sua biocompatibilidade seguindo metodologias de testes estabelecidas por normativas internacionais, demonstrando ser compatível ao corpo humano e não agente de alergias, ou com risco de rejeição do produto no organismo. Além da qualidade de resistência mecânica e alta performance, o que garante que a matéria-prima, desenho, e indicação de uso entre outras características, serão seguras ao paciente.

Para atender os requisitos, a Neodent criou o time de segurança clínica e montou uma equipe multidisciplinar, que desenvolveu o projeto de conformidade por três anos e meio. O processo de certificação precisa ser auditado por um organismo certificador externo credenciado pela Comunidade Europeia, que, no caso da Neodent, foi a Dekra. A auditoria, realizada entre os anos de 2020 e 2021, ocorreu com o cumprimento de todas as etapas em tempo suficiente para que as vendas da empresa para a Europa não fossem prejudicadas.

“Pelo nível da exigência, o mercado europeu é considerado desafiador. E, ao passar por essa certificação com sucesso e sem a necessidade de alterar seus produtos, podemos afirmar que a Neodent já apresentava níveis rigorosos de desenvolvimento e controle de qualidade muito antes de ser exigida para isso. Se cumprimos tudo o que essa certificação exige é porque nosso produto é competitivo em qualquer lugar no mundo”, comenta o CEO da Neodent e EVP do Grupo Straumann na América Latina, Matthias Schupp.

Os testes de certificação demonstraram que os implantes dentários da empresa já cumpriam as especificações de qualidade da regulamentação e, por isso, foram aprovados nos testes técnicos.

Expansão das vendas
A Neodent vem avançando na distribuição para a Europa e superou a projeção de vendas em 2021, com projeção de dobrar as vendas para essa região neste ano. Os principais implantes da marca são o Grand Morse, o Helix Grand Morse, e o novo implante Zi, produzido com zircônia, que está em fase de lançamento. “A nova regulamentação elevou muito as exigências de qualidade e hoje podemos dizer que chegamos a um nível de qualidade de produto e conformidade muito alto”, conta Lisandra.

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Nova regulamentação é considerada rígida e mantém portas abertas no mercado europeu

Havan projeta faturar R$ 16 bilhões neste ano

Grupo catarinense pretende abrir cerca de oito novas megalojas

A Havan é a 26ª maior empresa da região e também a oitava maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

Com faturamento de R$ 13 bilhões, o Grupo Havan teve um resultado financeiro recorde em 2021. O lucro líquido somou um total de R$ 1,3 bilhão e os valores que representam um crescimento de 25% em relação a 2020. Para este ano, o grupo prevê um faturamento de R$ 16 bilhões. O Grupo Havan é composto pela rede varejista de megalojas Havan, fundos de investimentos, holding imobiliária, postos de gasolina e centrais hidrelétricas.

No ano passado, a varejista catarinense inaugurou 15 novas megalojas, chegando a um total de 168 filiais presentes em 21 estados brasileiros e no Distrito Federal. Cerca de 3 mil novos postos de trabalho foram gerados e no momento, a Havan conta com 22 mil funcionários diretos e 130 mil indiretos.

A Havan também concluiu em 2021 as obras que ampliaram em 50% a estrutura do centro de distribuição, localizado em Barra Velha (SC). Com os projetos, o CD passou a contar com 200 mil metros quadrados de área construída, sendo considerado o mais moderno e tecnológico da América Latina.

Em 2022, estão previstas a abertura de cerca de oito novas megalojas. Com os novos empreendimentos, a Havan estará muito próxima de contar com lojas em todos os estados brasileiros. Entre os estados que vão receber as megalojas em breve, estão Alagoas, Amazonas e Rio Grande do Norte, nas cidades de Maceió, Manaus e Natal, respectivamente.

A Havan é a 26ª maior empresa da região e também a oitava maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Grupo catarinense pretende abrir cerca de oito novas megalojas

Arauco é a primeira indústria de painéis de madeira a lançar marketplace

Ferramenta oferece recursos e facilidades para parceiros varejistas e consumidores

O público-alvo do marketplace da Arauco são escritórios de arquitetura, marcenarias e pessoas físicas

Alinhada ao bom desempenho do comércio eletrônico no Brasil e à sua política de inovação constante, a Arauco lançou o primeiro marketplace nacional para venda de painéis de madeira. No primeiro semestre de 2021, o e-commerce brasileiro registrou crescimento de 155% em faturamento e de 67% em número de pedidos no segmento de casa e decoração, em comparação com os primeiros seis meses do ano passado, segundo a 44ª edição do Webshoppers, relatório elaborado pela Ebit | Nielsen. O novo cenário do mercado impulsionou a iniciativa da maior companhia florestal das Américas, que lançou a ferramenta neste mês. As vendas do marketplace serão realizadas por revendedores da marca que poderão se cadastrar na plataforma.

Flávio Verardi, diretor comercial da Arauco, conta que essa iniciativa respeita a forte parceria que a companhia mantém com seus clientes revendedores. O novo canal visa a aumentar a capilaridade da empresa e fortalecer a marca, atraindo novos consumidores que terão a oportunidade de conhecer pelo site todo o portfólio de painéis revestidos da Arauco, além de produtos relacionados à cadeia moveleira.

“Em vez de realizarmos vendas diretas da fábrica, desenvolvemos a plataforma e investiremos na divulgação e engajamento de consumidores. Todo o processo de vendas e atendimento, entretanto, será realizado por nossos clientes revendedores. Para eles, trata-se de um novo formato para a atração de consumidores, uma nova forma de vendas, mas com a manutenção dos padrões de excelência em atendimento das lojas físicas”, afirma.

Público-alvo
O público-alvo do marketplace da Arauco são escritórios de arquitetura, marcenarias e pessoas físicas, que poderão escolher, pela internet, os painéis para fabricar seus móveis, com facilidade de pagamento e entrega do material no endereço de seus marceneiros.

Dezenas de revendedoras da Arauco, incluindo grandes redes, já estão inseridas no marketplace, que atenderá, de imediato aos estados de Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A ideia, contudo, é ampliar o alcance de forma gradativa para todo o território nacional. Por enquanto, apenas produtos da marca estarão à venda no site, mas a companhia irá firmar parcerias com outras empresas fornecedoras do segmento ao decorrer de 2022.

O marketplace da Arauco pode ser conferido aqui.

Ferramenta oferece recursos e facilidades para parceiros varejistas e consumidores

Receita e lucro da Weg avançam em 2021

A recuperação econômica mundial contribuiu para o crescimento das vendas

A Weg é a quinta maior empresa da região e também a terceira maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A Weg viu sua receita líquida avançar 34,9% no ano passado, enquanto o lucro líquido subiu 53,2% (veja os principais indicadores do ano na tabela ao final desta reportagem). A companhia de Jaraguá do Sul (SC) afirma em seu relatório trimestral que a continuidade da recuperação econômica mundial contribuiu para o crescimento das vendas. Além do aumento na demanda por equipamentos industriais em diversas regiões, a empresa destaca o bom desempenho no fornecimento de soluções ligadas à geração de energias renováveis.

No mercado interno, a área de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia (GTD) foi o grande destaque no comparativo com o mesmo período do ano anterior, influenciada principalmente pelos negócios de geração eólica e solar. A operação de Motores Comerciais e Appliance apresentou sinais de acomodação no nível de negócios, após a elevada demanda observada nos últimos trimestres. No mercado externo a Weg registrou novamente desempenho positivo na área de equipamentos eletroeletrônicos industriais, impulsionado pela contínua demanda de fabricantes de equipamentos de diversos segmentos de mercado.

No entanto, os desafios da cadeia de suprimentos global e consequente pressão no custo dos produtos vendidos, em conjunto com a alteração do mix de produtos da empresa catarinense, continuaram a pressionar as margens operacionais. “Apesar deste contexto, nosso modelo de negócio baseado na verticalização e flexibilidade financeira nos permitiu usufruir de uma maior disponibilidade de produtos e aproveitar oportunidades de crescimento de receita com ganho de participação de mercado nas principais regiões onde atuamos”, revela a Weg no documento.

A companhia investiu investimos R$ 321,3 milhões no quarto trimestre em modernização e expansão de capacidade produtiva, máquinas e equipamentos e licenças de uso de softwares, sendo 52% destinados às unidades produtivas no Brasil e 48% para os parques industriais e demais instalações no exterior.

A Weg é a quinta maior empresa da região e também a terceira maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

A recuperação econômica mundial contribuiu para o crescimento das vendas

Banrisul prevê expansão da carteira de crédito no ano

Índice seria até 29% maior, ajudado pelo agronegócio

Banco gaúcho planeja projeto-piloto da Vero em Santa Catarina

O Banrisul viveu praticamente dois anos em um em 2021. No primeiro semestre o banco foi muito impactado pelas restrições impostas pelo governo gaúcho em razão da pandemia da Covid-19. O banco estatal chegou a ter 55 agências fechadas ao mesmo tempo, sem contar a redução do número de funcionários e de público naquelas que puderam seguir abertas. Por causa disso, o volume de crédito caiu 5% entre janeiro e junho. Porém, o segundo semestre apresentou um cenário muito diferente. Graças ao avanço da vacinação e a uma agressiva estratégia de concessão de crédito, o Banrisul colheu bons frutos. “Crescemos 40% entre julho e dezembro e a taxa anualizada de concessão de crédito alcançou 25%”, revelou Claudio Coutinho, presidente do Banrisul, em coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (16). A carteira de crédito alcançou R$ 41 bilhões em dezembro, com crescimento de ,1% nos 12 meses.

O Banrisul projeta crescimento da carteira de crédito, alinhado com o ritmo apresentado durante o segundo semestre do ano. Para 2022, prevê que a carteira de crédito total terá expansão entre 24% e 29%, onde o crédito rural apresentaria elevação entre 35% e 40% no Banrisul. Para Coutinho, o cenário econômico será desafiador em 2022, tendo em vista a elevação da taxa de juros. No entanto, o banco seguirá mirando na expansão do crédito em áreas onde já atua, como agronegócio, por exemplo.

Ao ser perguntado sobre a busca de investidores para a expansão da Vero, a subsidiária de cartões, Coutinho afirmou não ter nenhuma informação além daquela já anunciada ao mercado [a abertura de capital foi suspensa em razão do quadro econômico atual]. Porém, ele afirmou que, com ou sem parcerias, o banco focará na expansão geográfica da Vero. “Estamos planejando fazer um projeto-piloto em Santa Catarina”, anunciou.

Principais números
O Banrisul alcançou, em 2021, lucro líquido de R$ 948,5 milhões, o que representa aumento de 30,4% em relação ao resultado de 2020. O crescimento do período reflete, especialmente, a expansão da carteira de crédito, o menor fluxo de despesa de provisão para perdas de crédito e o resultado da participação em empresas controladas e coligadas.

O saldo da carteira de crédito rural, em dezembro de 2021, alcançou R$ 4,8 bilhões, aumento de 42,6% em relação a dezembro de 2020. Como forma de fortalecer a capilaridade em diversas regiões, a instituição iniciou a abertura de Espaços Agro Banrisul, especializados no setor, em agências localizadas em municípios estratégicos do Rio Grande do Sul. Inicialmente, foram três ambientes direcionados ao público agro: em agências nos municípios de Cruz Alta, Passo Fundo e Santo Ângelo. Nesses pontos, o produtor encontra não somente espaço físico customizado, mas principalmente atendimento personalizado, apoio técnico e orientação financeira para sua atividade produtiva, oferecidos por profissionais especialistas no setor. Durante o ano de 2022, o banco deverá expandir para, pelo menos, 10 pontos de atendimento exclusivo ao agronegócio.

No ano de 2021, foram investidos R$ 292,9 milhões em transformação digital, ampliação da infraestrutura de TI e segurança da informação. Ainda em 2021, o Banrisul aderiu ao Programa Brasileiro GHG Protocol, elaborando o primeiro inventário de gases de efeito estufa, conquistando o selo Prata. Também passou a informar o impacto de suas atividades e operações ao Carbon Disclosure Project (CDP), iniciativa de reporte internacional sobre mudanças climáticas.

O banco apoiou as linhas de financiamento de energia renovável, vitais para o País avançar na diversificação da matriz energética. Nesse sentido, a instituição trabalhou com duas linhas específicas para atender a demanda por soluções de energias renováveis: a linha de recursos próprios CDC Sustentabilidade e a linha de repasse BNDES FINAME Baixo Carbono. No CDC Sustentabilidade, em 2021, foram realizadas mais de 7 mil operações, chegando a R$ 278,8 milhões em crédito.

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Índice seria até 29% maior, ajudado pelo agronegócio

Especialistas indicam quando contratar um advisor para fusões e aquisições

Cases foram apresentados em encontro com executivos promovido pelo WTC

O volume total movimentado em transações, no ano passado, garantiu o título de melhor ano da história em M&A, com US$ 4,1 trilhões em acordos pelo mundo

Fortalecido em 2021, o mercado de fusões e aquisições segue como forte tendência para este ano. De acordo com dados do grupo financeiro Goldman Sachs, o volume total movimentado em transações, no ano passado, garantiu o título de melhor ano da história em M&A (Fusões e Aquisições, da sigla do inglês Mergers and Acquisitions), com US$ 4,1 trilhões em acordos pelo mundo. Mas qual o momento ideal para contratar um advisor para fusões e aquisições? Essa foi a temática do 3º encontro do grupo temático MAG (Mergers and Acquisitions Group), do Programa WTC de Competitividade, realizado no Distrito Spark, sede do World Trade Center Curitiba (WTC), marcando a retomada dos trabalhos em 2022.

“Nesta primeira reunião do ano do Programa WTC de Competitividade, apresentamos tanto a perspectiva do cliente, no caso a Accept, com seu case de negociação de sucesso sem o apoio de advisor, e o mais atípico: 100% no earn out (um tipo de ganho futuro); e a perspectiva do advisor com o sócio de renomada consultoria de M&A JK Capital, dividindo cases de sucesso que agregam, e muito, às abordagens e estratégias para as empresas associadas ao WTC”, afirmou Paulo Junqueira, executivo sênior de finanças e presidente do MAG.

Daniel Damiani, sócio da JK Capital, apresentou cases de sucesso e informações sobre o que é e o que faz esse especialista em estratégias de negócios que auxilia os gestores na tomada de importantes decisões para a empresa, porque contratar um advisor de M&A e como fazer essa contratação. “Os nossos serviços incluem o M&A Sell-side, com banco de dados e informação de qualidade para a tomada de decisões em cenários complexos, a partir de fontes especializadas; M&A Buy-side, em que preparamos as melhores transações, com assessoria para atuar ao lado do comprador; e o Fundraising, que é a criação de uma boa estratégia para a estruturação de empresas sólidas. Com nossa extensa rede de networking, conseguimos desenhar a melhor estratégia para cada empresa.”

Já Silvio Ferraz de Campos, CEO da Positivo Servers & Solutions, empresa especializada em oferecer soluções em servidores, storages e mini PCs, além de soluções de infraestrutura de tecnologia da informação, apresentou um case pessoal bastante atípico, segundo ele. Como fundador e vendedor de uma empresa, ele contou como funcionou o “negócio da sua vida”, com a estratégia de não ter recebido nenhum dinheiro pela venda de sua empresa. Campos explicou que a jogada foi receber a posteriori, em 100% earn-out.

“Nosso faturamento médio após o M&A superou em 40% a receita de 2018, quando realizamos a venda. Tivemos ainda uma demanda por hiperconvergência de 35% do resultado da Positivo Servers & Solutions e alianças estratégicas com a Atos, a Nutanix e a Supermicro. Essa ampliação de mercado futuro veio como potencialização da nossa estratégia de negócios para a implementação da tecnologia 5G”, ressaltou o CEO.

Para a presidente do WTC Curitiba, Joinville e Porto Alegre, Daniella Abreu, as temáticas dos grupos associados se adequam a uma nova realidade pós-pandêmica, em que unir forças e adquirir competências fortalece as empresas para a retomada econômica, além de melhorar a competitividade internacional das empresas do Sul do Brasil.

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Cases foram apresentados em encontro com executivos promovido pelo WTC

Atividade industrial sofre queda em janeiro

Otimismo dos empresários segue moderado

O emprego industrial também recuou no primeiro mês deste ano

A atividade industrial iniciou 2022 seguindo a tendência de desaceleração do segundo semestre do ano anterior. A informação é da Sondagem Industrial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a pesquisa, a utilização da capacidade instalada, a produção e o emprego recuaram de dezembro de 2021 para janeiro de 2022.

“O resultado do mês é uma continuidade do que já vinha acontecendo. Dificuldades na produção por conta do problema nas cadeias de suprimentos e demanda mais fraca, por conta da incerteza econômica, desocupação ainda elevada e a perda do poder de compra das famílias por conta da inflação” explica Marcelo Azevedo, gerente de análise econômica da CNI.

O índice de evolução da produção manteve-se em 43,1 pontos, resultado que está abaixo da linha divisória que indica queda ou crescimento da produção. O índice de janeiro é praticamente o mesmo de dezembro de 2021 e reforça a tendência de queda da produção industrial (veja quadro abaixo).

O emprego industrial também recuou no primeiro mês deste ano. O índice de evolução do número de empregados alcançou 48,8 pontos em janeiro, o que representa queda já que o índice ficou abaixo da linha divisória de 50 pontos, que separa queda de alta do emprego.

As expectativas dos empresários seguem otimistas em fevereiro de 2022, mas, assim como em janeiro, o otimismo é relativamente moderado. Todos os resultados seguem acima da linha de 50 pontos, o que indica expectativa de crescimento nos próximos seis meses. Contudo, todos os índices estão entre os menores para meses de fevereiro dos últimos três anos.

Otimismo dos empresários segue moderado

Quem tem medo da recuperação extrajudicial?

Mesmo oferecendo conceitos mais claros, as vantagens da nova lei ainda são desconhecidas entre empresários

Empresas costumam demorar para tomar a decisão de pedir ajuda, o que compromete o timing para a solução adequada

Falar em recuperação judicial ainda causa arrepios em certos empresários. Apesar de ser um mecanismo correto e legal para superar crises, o instrumento é, lamentavelmente, visto de forma negativa por alguns setores. Nada mais equivocado: é justamente o reconhecimento das dificuldades e a disposição para enfrentá-las.

Mas para aqueles que preferem a opção mais discreta — ou, ainda, não comportam os custos de uma reestruturação judicial —, a legislação oferece outras possibilidades. É o caso da recuperação extrajudicial. Disponível aos empresários há mais de 15 anos, com a Lei 11.101/05, passou a chamar atenção a partir da vigência da Lei 14.112/20, que atualizou a antiga norma. Com a reforma, o instrumento, que permite que credores e devedores negociem acordos sem interferência do Judiciário, foi beneficiado por uma série de modificações que estimulam a conversação direta, tornando o processo ainda mais ágil e menos oneroso.

Além da discrição, ela é indicada para situações em que uma empresa, apesar de acometida por uma crise, pode buscar soluções cirúrgicas e mais pontuais — por exemplo, no que se refere a débitos trabalhistas, que eram excluídos dos efeitos da recuperação extrajudicial pela legislação anterior. A nova lei também reduz de 60% para mais de 50% o percentual mínimo de adesão de credores ao plano, admitindo o ingresso do pedido de homologação na Justiça com 33% de quórum, a fim de construir negociação até atingir mais da metade. Mesmo oferecendo conceitos mais claros, técnicas para solução de conflitos mais maduras e ferramentas melhor empregadas, as vantagens da nova lei ainda são desconhecidas entre empresários e operadores do Direito.

O número de solicitações dessa modalidade continua reduzido. Segundo levantamento inédito do Observatório Brasileiro de Recuperação Extrajudicial (Obre), mantido pela Biolchi Empresarial, foram 13 pedidos, no Brasil, em 2021 — pouco mais de um por mês. Número muito abaixo dos pedidos de Recuperação Judicial, que somaram 891, segundo dados do Serasa/Experian. Qual é a razão de tão tímida adesão ao mecanismo? Responder a essa pergunta é fundamental para compreender o momento vivido pela atividade produtiva em nosso país e planejar o futuro. E, nesse sentido, entendo que a recuperação extrajudicial enfrenta três desafios para se popularizar: estrutural, cultural e ambiental.

Sob o ponto de vista da cultura, temos, no país, a preferência pelo litígio, em detrimento da negociabilidade. Estruturalmente, empresas costumam demorar para tomar a decisão de pedir ajuda, o que compromete o timing para a solução adequada. Por fim, há o desafio ambiental, conformado pelo próprio Judiciário, repleto de cartórios assoberbados, que não oferece a quantidade necessária de varas especializadas e que entrega uma tramitação processual mais lenta do que a velocidade do mercado.

Mesmo a melhor legislação acaba tendo seus efeitos comprometidos quando as pessoas, o ambiente e o sistema econômico não estão adequadamente calibrados. Por isso, é preciso desmistificar o caminho fora da Corte, ter a consciência de que cada caso é único e que o foco de todos os envolvidos deve ser comum: o interesse compartilhado de salvar atividades viáveis. Feita com correção e responsabilidade, não há o que temer com a recuperação extrajudicial. Só a ganhar.

*Advogada e sócia da Biolchi Empresarial

Mesmo oferecendo conceitos mais claros, as vantagens da nova lei ainda são desconhecidas entre empresários

Engie registra receita líquida de R$ 12,5 bilhões em 2021

O lucro ajustado chegou a R$ 2,4 bilhões, queda de 11,8%

A Engie é a oitava maior empresa da região e também a quarta maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A Engie Brasil Energia registrou receita operacional líquida de R$ 12,5 bilhões no ano de 2021, 2,3% acima do montante apurado em 2020. O Ebitda chegou a R$ 5,9 bilhões, 8,4% inferior a 2020, e o lucro líquido alcançou R$ 1,5 bilhão em 2021, valor 44,1% abaixo do ano anterior, afetados em R$ 1 bilhão pelos impairments da Usina Termelétrica Pampa Sul e da controlada Engie Geração Solar Distribuída, além de R$ 200 milhões de perda na alienação do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda.

“Desconsiderando-se esses efeitos não recorrentes, o Ebitda ajustado foi de R$ 7,2 bilhões, aumento de 12,3% em comparação a 2020, e o lucro ajustado chegou a R$ 2,4 bilhões, queda de 11,8% em relação ao ano anterior, devido principalmente aos efeitos da inflação sobre dívidas da companhia”, explica a empresa, em nota.

O resultado do ano foi impactado positivamente pelo registro dos efeitos das Leis 14.052/2020 e 14.182/21, que possibilitaram a repactuação do risco hidrológico e consequente recuperação de custos de GSF incorridos no passado, totalizando R$ 1,6 bilhão em 2021, sendo R$ 1,2 bilhão somente no quarto trimestre.Há de se pontuar ainda que a participação de 32,5% na TAG resultou em contribuição de R$ 602 milhões no Ebitda da companhia em 2021, via equivalência patrimonial.

A gestão ativa do portfólio comercial, em que se destaca a estratégia otimizada de contratação e venda, possibilitou à empresa obter no ano maior volume de energia livre para mitigar os impactos da maior crise hídrica dos últimos 91 anos. O preço médio dos contratos de venda de energia, líquido dos tributos sobre a receita e das operações de trading, foi de R$ 202,94/MWh em 2021, valor 4,9% superior ao registrado em 2020. Importante destacar que o reajuste dos contratos existentes de venda tende a neutralizar no médio prazo as despesas financeiras resultantes da atualização de dívidas da companhia por índices inflacionários.

“Foi um ano de consolidação da nossa atuação como plataforma de investimentos em infraestrutura em energia e de sucesso na execução da nossa estratégia. Mesmo diante dos desafios da pandemia, evoluímos com os nossos projetos em implantação, estreamos no segmento de transmissão, crescemos em geração renovável, garantimos eficiência operacional dos ativos e fizemos uma gestão de portfólio otimizada para a venda de energia, reduzindo os impactos da crise hídrica em nossos resultados”, destaca Eduardo Sattamini, diretor-presidente e de relações com investidores da Engie.

Geração renovável
A Engie continua diversificando a sua atuação e crescendo em geração renovável. O plano de expansão, assim como de investimentos em manutenção, é suportado por uma sólida geração de caixa e prudente estratégia de funding. Em 2021, a companhia investiu R$ 3,4 bilhões para implantação de linhas de transmissão e parques geradores de energia renovável, além de manutenção de suas operações e aquisição de novos projetos para pavimentar o seu crescimento em longo prazo.

Na área de infraestrutura de transmissão, em agosto foram energizadas as primeiras linhas e subestações do Sistema de Transmissão Gralha Azul, adiantando em 16 meses o prazo de entrega estipulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O projeto, que tem como objetivo possibilitar um melhor suprimento da energia de Itaipu para o estado do Paraná, alcançará ainda no primeiro trimestre de 2022 a operação comercial.

Já em Novo Estado, que conta com 3.634 torres em circuito duplo, totalizando 1.800 quilômetros de linhas de transmissão no Pará e no Tocantins, a energização da primeira subestação ocorreu em dezembro e a expectativa é que as obras sejam finalizadas até o final de 2022, o que permitirá o escoamento da energia gerada na região Norte para outras áreas do país.

A empresa também expandiu sua atuação em geração renovável, celebrando a operação integral de Campo Largo II, na Bahia, no mês de setembro, adicionando 361,2 MW em capacidade eólica ao portfólio. Além disso, desde o início do ano está em implantação Santo Agostinho – Fase I, no Rio Grande do Norte, que será o maior conjunto eólico da Engie, totalizando 434 MW.

A empresa também concluiu a aquisição do projeto Assú Sol, consolidando uma carteira de 2,2 GW no pipeline de projetos em estágio avançado de desenvolvimento. “Seguimos buscando novas oportunidades de aquisições ou projetos greenfield para lastrear nossos planos de crescimento em regiões onde temos potencial de sinergia com nosso parque gerador e linhas de transmissão, em consonância com o plano de expansão do grupo em renováveis e infraestrutura”, afirma Sattamini.

O conselho de administração aprovou, neste mês, a aquisição dos conjuntos fotovoltaicos Paracatu e Floresta, que somam 259,8 MWp de capacidade instalada. “Essa aquisição está alinhada às diretrizes globais do Grupo Engie de descarbonização das operações, que prevê a saída das usinas a carvão e a substituição desta capacidade por ativos de geração renovável. O processo foi realizado seguindo boas práticas de governança, assegurando o necessário equilíbrio entre riscos e retornos durante a negociação”, conclui Sattamini.

A Engie é a oitava maior empresa da região e também a quarta maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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O lucro ajustado chegou a R$ 2,4 bilhões, queda de 11,8%

Banco Central informará novos valores esquecidos a partir de maio

Segunda etapa da consulta abrangerá mais R$ 4,1 bilhões não sacados

O BC esclarece que o cidadão ou empresa que perderem os prazos não precisam se preocupar

Quem fez a consulta a valores esquecidos nos bancos e foi informado de que não tinha nada a receber terá de repetir o procedimento nos próximos meses. Em maio, o Banco Central (BC) ampliará a base de dados para incluir novos tipos de saldos residuais. A primeira etapa da consulta, que começou na segunda-feira (14) no site do Banco Central (valores a receber), prevê a devolução de R$ 3,9 bilhões para 28 milhões de pessoas físicas ou de empresas com valores não sacados. A segunda etapa do serviço, prevista para começar em maio, permitirá a consulta para a devolução de mais R$ 4,1 bilhões.

Confira aqui como consultar se você tem algum valor esquecido em bancos.

Segundo o Banco Central, até as 12h de segunda-feira (14), cerca de 20 milhões de pessoas físicas e de empresas haviam consultado a nova plataforma. Diferentemente do sistema anterior, que ficava no ambiente Registrato (site que informa a relação entre correntistas e as instituições financeiras), o novo site exigirá a criação de uma conta nível prata ou ouro no Portal Gov.br para autorizar a retirada, caso tenha valores esquecidos.

A consulta pode ser feita por qualquer cidadão ou empresa em qualquer horário. No entanto, caso o sistema informe recursos a receber, os usuários foram divididos em três grupos, baseados na data de nascimento ou na data de fundação da empresa. Quem nasceu antes de 1968 ou abriu a empresa antes desse ano poderá conhecer o saldo residual e pedir o resgate entre 7 e 11 de março, no mesmo site. A própria página informará o horário e a data para pedir o saque. Caso o usuário perca o horário, haverá uma repescagem no sábado seguinte, em 12 de março, das 4h às 24h.

Para pessoas nascidas entre 1968 e 1983 ou empresas fundadas nesse período, o prazo será de 14 a 18 de março, com repescagem em 19 de março. Quem nasceu a partir de 1984 ou abriu empresa nesse ano, a data vai de 21 a 25 de março, com repescagem em 26 de março. As repescagens também ocorrerão aos sábados no mesmo horário, das 4h às 24h.

Quem perder o sábado de repescagem poderá pedir o resgate a partir de 28 de março, independentemente da data de nascimento ou de criação da empresa. O BC esclarece que o cidadão ou empresa que perderem os prazos não precisam se preocupar. O direito a receber os recursos são definitivos e continuarão guardados pelas instituições financeiras até o correntista pedir o saque.

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Com Agência Brasil

Segunda etapa da consulta abrangerá mais R$ 4,1 bilhões não sacados

Impress investe R$ 100 milhões em fábrica de Araucária

Empresa abastece América Latina com superfícies decorativas

Do começo das operações até agora, o número de colaboradores cresceu quatro vezes – dos iniciais 50 funcionários, hoje há 200 pessoas atuando na planta brasileira, em Araucária

A Impress Decor Brasil está investindo cerca de R$ 100 milhões na planta industrial para expandir sua linha de impressão de papéis decorativos. O investimento situa a empresa entre as líderes do setor na América Latina. Localizada em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, a empresa é referência no desenvolvimento e produção de superfícies decorativas para a indústria de painéis, móveis e pisos, tem 200 colaboradores no município.

“Hoje conseguimos atender com bastante eficiência o mercado latino-americano, trabalhando com capacidade tomada em quatro turnos. No entanto, acompanhando o crescimento contínuo da demanda, optamos por nos antecipar aos rumos do consumo na região, fortalecendo a indústria e a economia local”, ressalta João Martinez, CEO e Managing Director da Impress Decor Brasil.

Na produção, o destaque é a popularização do uso de revestimentos melamínicos de Baixa Pressão, o BP, responsável por 80% da produção da unidade brasileira, sendo a superfície mais utilizada pela indústria moveleira em todo o globo. Apesar da pandemia, o setor moveleiro segue com bons resultados, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel). Os números de 2021 foram menos aquecidos, mas distribuídos de maneira estável.

A produção de móveis, em volume, foi de 36,4 milhões de peças em novembro de 2021, segundo dados do último relatório Conjuntura de Móveis. Nas vendas, em relação ao volume de peças, houve aumento no comparativo com o mês anterior (10,2%). No acumulado do ano, o indicador registrou uma variação negativa, na ordem de 0,3%. Em valores, as vendas tiveram aumento no comparativo como mês anterior (11,5%), e crescimento no acumulado do ano (+8,4%), em relação ao mesmo período do ano anterior.

Foi no início dos anos 2000 que a empresa inaugurou sua fábrica na cidade. “Antes disso, todos os produtos comercializados na América Latina eram importados da unidade espanhola”, lembra Martinez. “A unidade brasileira proporcionou que as empresas latinas – da Argentina ao México – tivessem suas demandas atendidas de maneira mais personalizada”, completa.

Do começo das operações até agora, o número de colaboradores cresceu quatro vezes – dos iniciais 50 funcionários, hoje há 200 pessoas atuando na planta brasileira, em Araucária. A cidade, segundo a pesquisa mais recente do Instituto Brasileiro de Estatística (IBGE), é a quinta no Estado em PIB per capita, perdendo apenas para a capital, e para São José dos Pinhais, Londrina e Maringá.

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