Archives 2022

Coopavel comemora receita histórica aos 51 anos

Cooperativa de Cascavel faturou R$ 4,9 bilhões em 2021

Cooperativa sediada em Cascavel profissionalizará gestão

O exercício de 2021 entra para a história como o melhor dos 51 anos da Coopavel, sediada em Cascavel, no Oeste do Paraná. O faturamento chegou a R$ 4,9 bilhões, 42% maior que o de 2020, o recorde anterior. Mesmo com o anúncio do mais expressivo desempenho da cooperativa desde a fundação, a principal notícia da assembleia, realizada na terça-feira (18), foi que a nova diretoria, eleita para o período de 2022 ao fim de 2025, será a última de um modelo de gestão iniciado em 1970 no qual os cargos executivos são ocupados por cooperados.

O presidente Dilvo Grolli lembrou que a Coopavel é o resultado do sonho dos fundadores e de todos que se doam ao projeto da cooperativa. “Mas é hora de trilhar um novo caminho para o futuro, que começa com uma ampla reforma estatutária. Toda transição é desafiadora e cria oportunidades que queremos compartilhar. Estamos elaborando um plano com clareza e transparência. Um plano estratégico inspirado no melhor da governança empresarial”, destacou Dilvo, na solenidade.

O presidente ressaltou que o tempo não para e é preciso saber o momento certo de decidir e agir. “Estamos preparando a Coopavel já há três anos, com bases bastante sólidas, para chegar ao fim de 2025 com faturamento de R$ 10 bilhões e iniciar então uma nova era na história da cooperativa”.

Mudanças
O professor Zaki Akel Sobrinho, da consultoria contratada para conduzir a Coopavel a esse novo momento de mudança, afirmou na assembleia que a transição será muito bem preparada e estruturada. A futura composição da diretoria terá um presidente executivo e quatro diretores (profissionais), um conselho fiscal e um conselho administrativo formado por cooperados.

Um dos números mais expressivos apresentados na assembleia comprova os avanços que a Coopavel experimentou principalmente nos últimos quatro anos. No comparativo entre ativo e passivo circulante, o valor em 2021 chegou a R$ 500 milhões de liquidez.

Alguns dos períodos mais importantes da história da Coopavel foram pontuados durante o evento. Grolli recordou da crise de 1986 que por pouco não levou a cooperativa à insolvência. “Para cada R$ 1 em patrimônio, tínhamos R$ 3 em dívidas”, lembrou ele, citando esforços e estratégias necessárias para, em cinco anos, recolocar a Coopavel nos trilhos. Entre a destituição da diretoria de então à posse dos novos diretores foram 18 meses. “Ninguém queria assumir uma situação daquelas, até que conseguimos criar um núcleo, com a liderança de Salazar Barreiros [que também foi prefeito da cidade], Ibrahim Faiad e Dilvo Grolli, que seria aprovado pelos associados”, sublinhou.

De um cenário de salários e de pagamentos a funcionários e a sócios atrasados e de renegociação com fornecedores, a Coopavel saiu da crise mais forte e hoje está entre as 15 maiores do Brasil. A Coopavel é a 65ª maior empresa da região e também a 27ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Cooperativa de Cascavel faturou R$ 4,9 bilhões em 2021

Gerdau anuncia investimento de R$ 200 milhões na usina Riograndense

Aporte na unidade, que completa 65 anos em 2022, trará atualizações tecnológicas e de segurança e gerará 400 novos postos de trabalho durante a implementação das iniciativas

As atividades na usina Riograndense serão interrompidas em fevereiro, com retorno previsto para o início de 2023

A Gerdau anunciou que investirá R$ 200 milhões em sua unidade Riograndense, em Sapucaia do Sul (RS) para modernização e reforma de sua Aciaria. Um dos maiores investimentos da história da planta ocorre no ano em que a usina celebra 65 anos de história e reforça o compromisso da empresa com o estado onde nasceu.

Os investimentos têm como objetivo a modernização das instalações da aciaria, implementação de melhorias na jornada de transformação digital e Indústria 4.0 e o aprimoramento de melhorias nas condições ambientais e de segurança no processo de produção do aço, como a modernização do sistema de despoeiramento. Cerca de 400 novos postos de trabalho diretos e indiretos serão gerados durante a execução dos investimentos.

“Os investimentos na Riograndense confirmam a importância do Rio Grande do Sul para os negócios da companhia e renova os nossos laços com o estado. Estamos focados na sustentabilidade da unidade no longo prazo, preparando-a para seguir atendendo à demanda futura por aço dos nossos clientes em todo o Brasil”, afirma Marcos Faraco, vice-presidente da Gerdau.

As atividades na aciaria da unidade serão interrompidas em fevereiro, com retorno previsto para o início de 2023, após a conclusão dos investimentos e reformas previstas. O atendimento ao mercado permanecerá inalterado, uma vez que as operações de laminação da unidade serão abastecidas por produtos semiacabados fabricados em outras plantas da Gerdau localizadas no Brasil.

Com 1.200 funcionários, a usina Riograndense possui capacidade anual de produção de aço bruto de 450 mil toneladas e de 495 mil toneladas de produtos acabados, incluindo vergalhão, fio-máquina, barras, trefilados e pregos.

Aporte na unidade, que completa 65 anos em 2022, trará atualizações tecnológicas e de segurança e gerará 400 novos postos de trabalho durante a implementação das iniciativas

Pandemia aumenta acesso da população a serviços bancários

Contas digitais já atendem 19% dos brasileiros

Bancos digitais não discriminam clientes de acordo com a renda, revela pesquisa

Os bancos digitais aumentaram o acesso da população brasileira a produtos financeiros, com destaque para a parcela de baixa renda. Atualmente 19% dos brasileiros têm conta em bancos digitais e 30% estão nas classes D e E. É o que revela pesquisa divulgada pelo Instituto Locomotiva, feita com 1.519 brasileiros, com 18 anos de idade ou mais, entre 27 de outubro e 7 de novembro do ano passado.

O presidente do Locomotiva, Renato Meirelles, afirmou que, antes da pandemia de Covid-19, o banco digital era o segundo banco da classe mais rica e o substituto da conta universitária. “Os bancos digitais falavam, praticamente, para os mais ricos. Tanto que, para depositar dinheiro no banco digital, era preciso fazer uma transferência de outro banco. Então, ele [banco digital] era, basicamente, para quem já tinha conta.”

Com a pandemia, o receio de se expor a uma possível contaminação ao se dirigir a uma agência bancária tradicional fez cair consideravelmente a procura por esses serviços. Por outro lado, aumentou o acesso à internet e cresce a demanda por serviços e compras on-line, destacou Meirelles. “Além de fazer crescer o mercado das fintechs (empresas que oferecem serviços financeiros), isso mudou o perfil desse público. Por isso, temos 30% que são das classes D e E. Praticamente, um terço de quem tem conta em fintechs vem das classes D e E.”

Inclusão
Segundo Meirelles, um dado que ajuda a entender esse processo de inclusão é o fato de 86% dos brasileiros dizerem que os bancos digitais permitiram que pessoas antes discriminadas pelas instituições financeiras tivessem conta em banco e de 80% afirmarem que bancos digitais não discriminam clientes de acordo com a renda. Ele lembrou que anteriormente os bancos tradicionais eram os únicos “que tinham detector de pobre” na entrada – a porta giratória. “Hoje abrir uma conta no banco digital, é muito mais fácil, muito menos burocrático.”

O presidente do Instituto Locomotiva aponta facilidades do processo atual. “Você tira uma foto de si mesmo e consegue provar que é você, com uma simples foto. Não precisa mais mandar aqueles 50 documentos. Isso torna o sistema financeiro mais democrático e mais acessível para a parcela da população que não era tão bem atendida antes da existência das fintechs. Este é mais um motivo para a adesão das pessoas ao banco digital”, afirmou Meirelles.

A isso, soma-se a percepção de os bancos digitais cobrarem menos taxas e serem mais fáceis de usar. As fintechs atraem mais os jovens, que são mais conectados. Entretanto, durante a pandemia, o que se viu foram pessoas mais velhas aprendendo com os netos a usar as novas tecnologias, entre as quais as fintechs. “Como os mais velhos eram do grupo de risco, tinham mais dificuldade para ir aos bancos. E isso os levou a se digitalizar mais e a usar as fintechs.”

Meirelles disse que, no geral, são os mais jovens que usam mais as fintechs, mas ressaltou que, proporcionalmente, quem mais elevou o uso dos bancos digitais foram os mais velhos, que saíram de uma base menor, quase equivalente a zero. “Foi o grupo que mais cresceu na pandemia.”

A sondagem mostra que 57% dos entrevistados têm conta em bancos tradicionais e digitais e 19%, só em instituições digitais; 30% são das classes D e E e 20% são clientes apenas de bancos tradicionais. Entre os jovens de 18 a 24 anos, 36% têm apenas conta digital.

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Com Agência Brasil

Contas digitais já atendem 19% dos brasileiros

Um sulista em todos os estados

Com a chegada a Roraima neste ano, o Sicredi cobrirá, de maneira física e digital, todo território nacional

Entre 2020 e 2021, o Sicredi disponibilizou R$ 6,7 bilhões em quase 90 mil operações de crédito

É a partir de um olhar para a realidade de cada região que o Sicredi constrói a sua estratégia nacional. O crescimento dos negócios deriva da demanda dos mais de 5 milhões de associados, sejam eles do campo ou da cidade. Como explica Fernando Dall’Agnese, presidente do Conselho de Administração do Sicredi, o trabalho da instituição financeira cooperativa vem sendo muito relacionado às linhas emergenciais de crédito – serviço que, especialmente em função dos desdobramentos gerados pela pandemia, teve uma grande procura, movida por empreendedores em busca de uma solução urgente para manter suas atividades. Entre 2020 e 2021, o Sicredi disponibilizou R$ 6,7 bilhões em quase 90 mil operações de crédito. O destaque foi a linha do Pronampe, pelo qual foram concedidos R$ 3,8 bilhões. Deste montante, R$ 1,8 bilhão foram liberados em 2021, na segunda fase do programa.

Nesse ritmo, o Sicredi tem mantido um vigoroso processo de expansão, com a abertura de novas agências. A cooperativa de crédito sediada em Porto Alegre chega a Roraima neste ano e, assim, estará em todos os estados do Brasil. A expectativa é encerrar o ano de 2021 com aproximadamente 200 novos postos de atendimento, com um investimento aproximado de R$ 200 milhões. Uma boa vantagem é que a maioria dos produtos oferecidos podem ser acessados de forma digital, canal que é responsável hoje por mais de 85% das operações realizadas.

Os investimentos não seguem uma lógica de imposição centralizada. “Temos nossas cooperativas e centrais com autonomia para realizar seus investimentos, balizadas pelo nosso planejamento estratégico”, esclarece Dall’Agnese. “Fazemos isso de forma simultânea ao investimento em digitalização. Buscamos dar alternativa do associado em ser atendido, unindo o melhor do mundo físico e digital, no conceito que denominamos fisital”, ilustra o executivo, usando um neologismo que junta as palavras física e digital.

Este conteúdo integra o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Com a chegada a Roraima neste ano, o Sicredi cobrirá, de maneira física e digital, todo território nacional

Empresa do Sul cria maior clube de assinatura religioso do Brasil

De Dois Irmãos, Minha Biblioteca Católica já tem assinantes em mais de 3.600 cidades do país

“Encontramos dezenas de milhares de pessoas no Brasil que tinham o mesmo desejo que nós”, conta o cofundador Matheus Bazzo

É do interior do Rio Grande do Sul um dos principais clubes de assinatura de livros do país e o maior do nicho religioso. Quem passa pela frente de sua sede discreta, em Dois Irmãos, pode até não se dar conta disso. A Minha Biblioteca Católica acaba de completar quatro anos de atuação e segue em pleno crescimento. A empresa — que opera do município do Vale dos Sinos com pouco mais de 30 mil habitantes — já imprimiu 3 milhões de obras e impactou mais de 90 mil famílias em todo o Brasil.

A cada mês, os assinantes ganham uma caixa com um livro em edição de luxo, um guia de leitura exclusivo preparado pelo clube, um ícone e uma marca-páginas temático. Ao todo, 3.629 cidades recebem os boxes, sendo São Paulo, Minas Gerais e Paraná, Rio de Janeiro e Ceará, respectivamente, os estados com mais clientes. E, somando o caminho percorrido pelas transportadoras para as entregas desde 2018, são mais de 100 milhões de quilômetros rodados.

Quem está à frente do negócio é Matheus Bazzo, que também fundou a Lumine — maior plataforma católica de streaming da América Latina. O empreendedor lidera uma equipe de mais de 60 colaboradores, sendo boa parte deles sediados em Dois Irmãos, e o restante espalhado pelo Brasil, em modelo remoto de trabalho. A idade média é 26 anos, garantindo um “DNA jovem para a empresa”, segundo ele.

A opção por se instalar na cidade do Vale dos Sinos se deu em razão de um dos sócios-fundadores da companhia, que era responsável pela logística, residir ali. E, até hoje, toda a operação de montagem, estoque e envio das caixas continua ocorrendo no município. Para os próximos meses, a Minha Biblioteca Católica pretende abrir um novo espaço, em paralelo ao existente:

“Estamos expandindo nossa atuação e estruturando um local no Instituto Caldeira, em Porto Alegre. Será um núcleo criativo e de vídeos. Sentimos a necessidade de estar mais presentes nos ambientes de empreendedorismo e criatividade, duas características evidentes na MBC desde o início”, pontua o cofundador Matheus Bazzo.

A Minha Biblioteca Católica surgiu em janeiro de 2018. A ideia veio de um grupo de amigos que possuíam um interesse em comum: a procura de bons livros católicos. E um fato curioso ocorreu no primeiro mês de operações: as assinaturas do clube bateram o estoque, e foi preciso fechar o site por dois dias.

“Não tínhamos nenhum plano extraordinário. Éramos pessoas comuns que queriam aprender mais sobre nossa religião e ter acesso a livros de qualidade. Começamos com uma decisão simples de editar algumas obras e mostrar para as pessoas, e o resultado foi surpreendente. Encontramos dezenas de milhares de pessoas no Brasil que tinham o mesmo desejo que nós”, conta Bazzo.

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De Dois Irmãos, Minha Biblioteca Católica já tem assinantes em mais de 3.600 cidades do país

Rio Grande do Sul emite alertas para 12 regiões Covid

A média móvel de casos confirmados aumentou 71% nesta semana

Os alertas são consequência do aumento de casos de Covid-19 e do aumento de internações em leitos clínicos e de UTI nas regiões

O governador Eduardo Leite anunciou, na tarde desta quarta-feira (19), a emissão de alertas para 12 regiões Covid, com base nos indicadores do Sistema 3As de Monitoramento, responsável pelo gerenciamento da pandemia. A decisão, informada durante uma live, foi tomada pelo gabinete de crise em reunião realizada nesta manhã, com base nas indicações do Grupo de Trabalho (GT) Saúde, que se reuniu na segunda-feira (17).

Os alertas são consequência do aumento de casos de Covid-19 e do aumento de internações em leitos clínicos e de UTI nas regiões. Canoas, Capão da Canoa, Caxias do Sul, Erechim, Lajeado, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Santa Maria, Santa Rosa e Uruguaiana receberão o alerta para que apresentem um plano de contenção da transmissão do coronavírus, como ações para fiscalização do cumprimento de protocolos sanitários já estabelecidos.

“Nossos avisos e alertas servem para chamarmos a atenção das regiões para os dados e as informações que são monitoradas diariamente pelas nossas equipes. Tomamos essa decisão em função do aumento da transmissão, mesmo que a ocupação de leitos clínicos e de UTI não esteja crescendo com a mesma velocidade. É um momento delicado, que merece toda nossa atenção e reforço no cuidado por parte de todos”, enfatizou o governador. “Essas localidades terão de se reunir para apresentarem ao governo um plano de ação que possa envolver alguma restrição de algum tipo de atividade ou ao menos redução de possibilidades de aglomeração como forma de reduzir a disseminação do vírus”, revelou Leite.

Com a circulação da variante ômicron, o Rio Grande do Sul já está em sua máxima histórica em relação ao número de casos concomitantes de pessoas que contraíram o coronavírus. E a tendência é de continuar em escalada, caso siga o comportamento já verificado fora do Brasil. Mesmo que o crescimento do número de internações em leitos clínicos e de UTI não acompanhe a proporção do aumento de infectados, as emergências dos hospitais e serviços de saúde estão mais ocupadas em consequência da maior transmissibilidade da variante. Assim como em outros Estados, já há um leve aumento no número de óbitos.

Nesta semana, a média móvel de casos confirmados aumentou 71% no Rio Grande do Sul. Em 15 dias, a média de casos diários partiu de cerca de 1 mil para quase 10 mil. Em relação às internações, foi registrado um aumento de 520 pacientes com suspeita de Covid-19 e confirmados na última semana, sendo 372 em leitos clínicos e 148 em UTIs. A média móvel de internados em leito clínico, entre suspeitos e confirmados, em sete dias atingiu 795, o que representa um aumento de 58% em relação ao mesmo período anterior.

Em UTIs, a média móvel aumentou em 359, uma elevação de 30% em relação à semana passada. Desde o início do ano, o total de internados confirmados e suspeitos de Covid-19 em leitos clínicos e UTI passou de 521 para 1.443, quase triplicando o número total de internados em menos de três semanas.

Atualmente, 85,3% da população do Rio Grande do Sul apresenta esquema vacinal completo e 24,6% já recebeu a dose de reforço. Leite enfatizou que a etapa de restrições de atividades comerciais já foi superada e que o esforço de todos é fundamental para que não sejam necessárias medidas mais drásticas.

Durante a live, o governador informou que foi enviado ofício ao Ministério da Saúde solicitando a manutenção do custeio de leitos clínicos e de UTI para o tratamento da Covid-19. Em dezembro do ano passado, o ministério anunciou que deixaria de custear os leitos a partir de fevereiro. Com esta decisão, o Estado encerraria 1.057 leitos de UTI Covid, tendo a possibilidade de habilitar apenas 315 leitos, como UTI geral para esse fim. Sendo assim, somando esses leitos habilitados aos 957 leitos de UTI Adulto que atendem pacientes em geral, o Estado contaria com 1.272 leitos operacionais para adultos no próximo dia 1º, além dos 178 leitos pediátricos. “Estamos trabalhando pela manutenção da habilitação e do custeio destes leitos para evitar a falta de atendimento e o colapso do sistema de saúde gaúcho”, reforçou Leite.

A média móvel de casos confirmados aumentou 71% nesta semana

Paraná pede ao governo federal mais ações em razão da estiagem

Documento foi elaborado com o Sistema Ocepar, Faep e Fetaep

No caso do milho, foram perdidos, até o momento, mais de 1,5 milhão de toneladas, o que representa queda de 36% na projeção inicial

O governo paranaense enviou ofício à ministra da agricultura, pecuária e abastecimento, Tereza Cristina, com uma série de sugestões para minimizar a situação dos agricultores paranaenses prejudicados pela crise hídrica. O texto propõe ações referentes a crédito rural, seguro rural e Proagro, além da distribuição de sementes para os que não têm condições de adquirir e produzir nova safra.

O documento, assinado pelo secretário da agricultura e do abastecimento, Norberto Ortigara, é resultado de trabalho conjunto com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e entidades representativas dos produtores rurais – Sistema Ocepar, Federação da Agricultura do Paraná (Faep) e Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Paraná (Fetaep).

“Percebemos um quadro hostil que provocou e ainda está provocando muito calor no solo e perda razoável na produção agrícola do Paraná”, anunciou Ortigara. “Apresentamos um conjunto de medidas que estamos pleiteando ao governo federal para minimamente tentar estabilizar a nossa economia rural, a economia da roça, da terra”, detalhou.

O ofício ressalta que, no âmbito estadual, já estão em operação medidas para os desafios impostos, como a subvenção de juros para alguns investimentos e o fornecimento de capital para as mais de 170 cooperativas da agricultura familiar. “No entanto, essas ações são insuficientes frente aos estragos causados pela estiagem”, diz o documento.

As entidades pedem a implementação imediata de outras ações. No caso do crédito rural, a proposta é criar uma linha emergencial de crédito para financiar custeio a produtores do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) que fizeram comunicação de perdas no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) ou que acionaram seguro agrícola para culturas de batata, feijão, milho, soja e outras que não foram indenizadas.

As entidades também reivindicam auxílio emergencial a produtores que utilizaram recursos próprios e não o crédito rural, para que possam liquidar, entre outras, duplicatas rurais e Cédulas do Produtor Rural (CPR). Na mesma linha solicitam que as cooperativas que financiaram o custeio dos cooperados tenham uma linha creditícia, além de abertura de outra para giro de longo prazo (cinco anos) com juros pré-fixados e subsidiados, possibilitando que o produtor quite os débitos de curto prazo.

Ao abordar o tema do seguro rural e Proagro, o Estado e as entidades representativas dos produtores reconhecem o papel fundamental dos dois mecanismos em situações de perdas de grande monta como a que o Paraná vive no momento. Por isso, pedem mais agilidade nas vistorias, na análise, no julgamento do pedido de cobertura e na liberação dos laudos periciais. Com essa medida, os produtores poderão fazer a colheita e liberar as áreas para o plantio das segundas safras de batata, feijão e milho, em alinhamento com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). “Será determinante para ajudar a restabelecer o equilíbrio da oferta de produção e o econômico não obtidos na primeira safra”, reitera o ofício.

As entidades propõem que o prazo para análise e julgamento do pedido de cobertura seja reduzido de 45 para 15 dias após o recebimento do relatório que comprova as perdas. Também sugerem que o comunicado da decisão ao beneficiário aconteça em três e não em cinco dias, com vistas a aproveitar o pequeno prazo de janela para plantio de feijão e milho segunda safra.

Perdas
O último relatório de estimativa de perdas preparado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, aponta que as perdas na cultura da soja ultrapassam 8 milhões de toneladas. Com isso, a produção está 39% menor em relação à projeção inicial de 21 milhões de toneladas, o que acarreta prejuízo monetário acima de R$ 23 bilhões.

No caso do milho, foram perdidos, até o momento, mais de 1,5 milhão de toneladas, o que representa queda de 36% na projeção inicial. Os produtores já acumulam prejuízos superiores a R$ 2,2 bilhões. Já os agricultores que cultivam o feijão, terceira principal cultura neste período, perderam 83,8 mil toneladas, o que representa 30% a menos que a previsão. Para eles, o prejuízo ultrapassa R$ 361,7 milhões.

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Weg investe em fábrica de motores elétricos na Turquia

Investimento vai facilitar a penetração da companhia catarinense no mercado de motores de baixa tensão do Leste Europeu

Semelhante a outros parques fabris da Weg, o layout dessa unidade está sendo desenhado de forma modular

Com a estratégia de aumentar sua participação de mercado no país comercializando todos os produtos da companhia, a filial será também a porta de entrada para uma nova fábrica de motores elétricos de baixa tensão, que começou a ser construída na cidade de Kocaeli, cerca de 80 quilômetros do Estreito de Bósforos no lado asiático da Turquia.

Prevista para entrar em operação no primeiro semestre de 2022, a nova unidade terá 7 mil metros quadrados de área construída, que além da fabricação de equipamentos será destinada também para serviços, engenharia, desenvolvimento e aplicação de produto, vendas e assistência técnica para atender os clientes deste segmento.

Segundo Alberto Kuba, diretor superintendente da Weg Motores, a nova fábrica vai facilitar a penetração da companhia no mercado de motores de baixa tensão do Leste Europeu e ampliará a participação no mercado local da Turquia que apresenta boas oportunidades.

“Todo o Leste Europeu, principalmente a Turquia, oferece um grande potencial para as soluções Weg em Motion Drives. Com uma fábrica no país teremos condições de aumentar o nosso portfólio de produção e fortalecer nossa capacidade de distribuição na região”, explica, em nota.

Semelhante a outros parques fabris da Weg, o layout dessa unidade está sendo desenhado de forma modular, que permite o aumento gradual e contínuo da capacidade produtiva, bem como a fabricação de outras linhas de equipamentos para atender futuras necessidades de expansão da empresa.

“Nossa estratégia é expandir gradativamente nosso portfólio de produtos no país, além de buscar também uma maior verticalização local, gerando mais oportunidades para nossos fornecedores e contribuindo em todos os sentidos com a economia da Turquia, um país que temos grande apreço por toda sua história e potencial econômico”, acrescenta Kuba.

Investimento vai facilitar a penetração da companhia catarinense no mercado de motores de baixa tensão do Leste Europeu

Inconstitucionalidade do Difal pode causar uma enxurrada de ações judiciais

A questão impacta todas as empresas que realizam operações interestaduais destinadas a não contribuintes do ICMS, principalmente as de e-commerce

Interpretação tende a gerar uma enxurrada de demandas e a movimentar os tribunais ao longo de muitos anos

Por Larissa Laks*

Em fevereiro de 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou a ADI nº 5.469, tendo decidido que o diferencial de alíquotas de ICMS nas operações interestaduais com destino a consumidor final (Difal), introduzido pela Emenda Constitucional 87/2015 e regulamentada pelo convênio 93/2015, seria considerado inconstitucional, salvo se editada lei complementar regulamentando a exigência. A decisão no sentido da inconstitucionalidade da cobrança teve seus efeitos modulados, o que significa que a declaração de inconstitucionalidade seria válida a partir de janeiro de 2022.

Para evitar perda de arrecadação e suprir a declaração de inconstitucionalidade, havia uma expectativa por parte dos estados no sentido de que nova lei fosse editada ainda em 2021, para começar a valer em março de 2022.Ocorre que a demora na tramitação legislativa acabou acarretando um atraso na publicação da nova legislação, em virtude do que a lei complementar nº 190, aprovada em 20 de dezembro de 2021, foi publicada somente no dia 5 de janeiro.

O artigo 3º da referida lei determina que o início da sua produção de efeitos seguiria dois princípios constitucionais tributários ao mesmo tempo: o princípio da anterioridade nonagesimal, também chamado de noventena, pelo qual uma nova legislação somente pode ser aplicada 90 dias após a sua entrada em vigor, bem como o princípio da anterioridade anual, também chamado de princípio da anualidade, o qual determina que a nova lei seja aplicável somente no exercício ou ano seguinte à sua publicação.

Na visão dos contribuintes, aplicam-se os princípios da anterioridade nonagesimal e anual. Dessa forma, o novo imposto somente poderá ser exigido no ano seguinte à publicação da lei que o instituiu ou aumentou e também, cumulativamente, noventa dias após a publicação da nova legislação. Nesse contexto, considerando a publicação da lei complementar 190 do dia 5 de janeiro deste ano, e considerados esses princípios constitucionais, a cobrança somente seria válida a partir de janeiro de 2023.

Contudo, em que pese o entendimento de que, em decorrência da aplicação do princípio da anterioridade, a cobrança somente possa ser realizada no próximo ano, os estados, potencialmente perdedores de R$ 9,8 bilhões em no ano corrente, vêm lançando entendimentos distintos no sentido de que não se trataria de instituição de novo tributo, uma vez que o Difal já era exigido, faltando “apenas” a lei complementar que o regulamentasse.

Assim, não haveria necessidade de observância ao princípio da anterioridade e tampouco da noventena, podendo o Difal ser cobrado a partir do momento em que fosse autorizado pelos estados, o que se deu através do convênio Confaz nº 236, o qual fixa o dia 1º de janeiro de 2022 como marco inicial de sua vigência, data inclusive anterior a da publicação da lei complementar 190. Em função do referido convênio, começaram a ser editadas diversas leis estaduais que preveem a cobrança da Difal ainda neste ano.

A questão é altamente relevante e impacta todas as empresas que realizam operações interestaduais destinadas a não contribuintes do ICMS, principalmente as de e-commerce, que remetem mercadorias a destinatários finais não consumidores de ICMS situados em estados diferentes de sua sede.

Portanto, e para evitar a situação de que as mercadorias em transporte sejam barradas nas aduanas estaduais, muitas empresas já vêm tomando medidas judicias com vistas à obtenção de liminares que impeçam a sua retenção e evitem a cobrança inconstitucional do Difal no ano corrente.

Por qualquer ângulo que se analise a questão, a interpretação dos fiscos estaduais via entendimento do Confaz, movida apenas por interesses arrecadatórios e sem efetivo respaldo jurídico, que desconsidera a necessidade de observância dos princípios tributários da anterioridade de exercício e da noventena, gera uma situação de completa insegurança jurídica.

A interpretação forçosamente equivocada dos fiscos estaduais quanto à data correta de entrada em vigor da lei complementar nº 190 marca o surgimento de uma nova importante tese no cenário tributário, que tende a gerar uma enxurrada de demandas e a movimentar os tribunais ao longo de muitos anos. 

*Mestre e Doutora em Direito Tributário. Advogada no escritório Magadan e Maltz, em Porto Alegre

A questão impacta todas as empresas que realizam operações interestaduais destinadas a não contribuintes do ICMS, principalmente as de e-commerce

ApexBrasil impulsiona exportações do agronegócio brasileiro

Setor de proteína animal foi um dos destaques

A promoção de vendas é feita através da participação das empresas integrantes às marcas em eventos internacionais, como a Gulfood

As vendas internacionais impulsionaram o setor produtivo brasileiro no ano passado. Em faturamento com exportações, o agronegócio registrou alta 18,4% e a indústria alimentícia, que engloba alimentos e bebidas, 16,8%. Dentro dos dois segmentos, vários setores apoiados pelos projetos setoriais da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) tiveram resultados recordes, como o aumento de volume de 81,5% nas exportações de ovos, de 23% de algodão e 11% de carne suína.

“Os resultados de 2021 são reflexo não só de condições externas econômicas, como a cambial, mas também do próprio potencial do agronegócio brasileiro. Nossas ações estratégicas das marcas setoriais divulgam ao mundo a qualidade da produção do Brasil”, avalia o gerente de agronegócios da ApexBrasil, Márcio Rodrigues. A promoção de vendas é feita através de ações de marketing e relações públicas e da participação das empresas integrantes às marcas em eventos internacionais, como a Gulfood, principal feira de alimentos e bebidas do Oriente Médio, a Sial Paris, e a Sial China, maior feira de produtos alimentícios inovadores da Ásia.

Estão associados aos resultados expressivos de proteína animal os projetos setoriais Brazilian Chicken, de carne de frango, o Brazilian Egg, para exportação de ovos in natura e processados, e o Brazilian Pork, para promoção da carne suína brasileira, realizados com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).Para a carne bovina, desde 2001, a ApexBrasil desenvolve com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) o Brazilian Beef, que hoje é uma marca consolidada responsável por 98% das exportações de carne bovina brasileira.

Com êxito em 2021, as vendas de produtos de ovos in natura e processados para o mercado internacional somaram 11,3 mil toneladas, o que representou US$ 18 milhões em receitas e 80% a mais em relação à arrecadada em 2020. Os principais destinos foram os Emirados Árabes Unidos, com 6,9 mil toneladas exportadas, seguidos do Japão, que importou 1,1 mil toneladas, e Omã, com 408 toneladas.

As exportações brasileiras de carne suína, por sua vez, aumentaram 11% em volume, marcando também um novo recorde de 1,1 milhão de toneladas. Em receita, houve um aumento de 16,4% nas exportações, em relação a 2020. A China foi o principal destino do setor, consumindo cerca de metade das vendas.

“Nosso país tem os mais altos padrões sanitários do mundo, de modo que nunca tivemos, por exemplo, caso de influenza aviária, ao passo que boa parte dos nossos concorrentes internacionais têm problemas sérios com isso”, ressalta o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua. “Divulgar nossos pontos positivos como esse nos projetos setoriais é um elemento que os torna peça chave para o sucesso de exportações. Estivemos presentes no Japão durante as Olimpíadas, com ações de divulgação na esquina mais movimentada do mundo, a Shibuya em Tóquio”, acrescenta.

Além disso, o Brasil manteve seu posto de maior exportador de carne de frango no mundo e quebrou seu próprio recorde ao exportar 4,6 milhões de toneladas, o que representou um aumento de 9% no volume exportado em relação a 2020. A receita, considerando produtos in natura e processados, avançou 25,7%, com US$ 7,6 bilhões. O principal destino foi a Ásia, que importou 1,6 milhão de toneladas. A indústria de carne bovina fechou o ano com faturamento de US$ 9,2 bilhões em exportação, 8,3% acima do obtido em 2020. Para 2022, a expectativa é faturar a marca histórica de US$ 10 bilhões.

“Esse número tem ainda mais relevância se considerado o contexto em que vivemos de pandemia e de um período de embargo da China. Ele é reflexo do trabalho feito em sinergia entre setor público e privado. Em março de 2021, por exemplo, foi fundamental a publicação do decreto, pelo governo federal, que incluiu como serviço essencial o funcionamento de toda a cadeia de alimentos e bebidas” diz o presidente da ABIEC, Antônio Jorge Camardelli.

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Setor de proteína animal foi um dos destaques

Ademicon comercializa mais de R$ 8 bilhões em créditos em 2021

O segmento de imóveis apresentou aumento de 42%

Para este ano, a meta da Ademicon é alcançar R$ 10 bilhões em créditos comercializados e abrir 24 unidades de negócio no país

A Ademicon alcançou no ano passado a marca dos R$ 8 bilhões em créditos comercializados. O valor, 41% superior ao de 2020, é o maior já registrado pela empresa em três décadas de mercado. O desempenho é resultado da estratégia adotada nos últimos anos pela Ademicon, que visa aumentar a sua capilaridade e diversificar seu portfólio de produtos.

O segmento de imóveis apresentou aumento de 42% nos créditos comercializados em 2021, respondendo por R$ 5,8 bilhões do total da empresa. Já a divisão de consórcio de veículos, que começou a operar em maio de 2020, cresceu 207%, comercializando R$ 501 milhões em créditos. No segmento de veículos leves e pesados, o valor ultrapassa os R$ 2 bilhões se considerarmos também os consórcios de marcas parceiras administrados pela empresa, como New Holland, Iveco e Librelato.

Somente no ano passado, a  paranaense Ademicon abriu 45 unidades de negócio, uma expansão que proporcionou inclusive a entrada em novos mercados. Com as inaugurações, a empresa encerrou o ano presente em 17 estados mais o Distrito Federal.

Para este ano, a meta é alcançar R$ 10 bilhões em créditos comercializados e abrir 24 unidades de negócio no país. “Nosso objetivo é manter a expansão territorial, chegando a mais de 160 unidades no Brasil, aumentar a comercialização de créditos e, principalmente, focar em qualidade, elevando o nível de satisfação dos clientes”, afirma Tatiana Schuchovsky Reichmann, CEO da Ademicon, em nota.

Pioneira em consórcio de imóveis no Brasil, a empresa também possui em sua carteira consórcio de serviços, home equity (empréstimo com garantia de imóvel) e seguros. “Parte da nossa estratégia de melhorar a satisfação dos clientes passa por oferecer novos produtos e, este ano, teremos novidades. Queremos que o cliente considere a Ademicon como a sua casa de soluções financeiras”, explica Tatiana. De acordo com a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), de janeiro a novembro, o volume de créditos comercializados pelo setor cresceu 34,4% em relação ao mesmo período de 2020.

O segmento de imóveis apresentou aumento de 42%

Robustez a perder de vista

Cooperativas do Sul projetam investimentos gigantescos para os próximos anos, estratégia que as tornará ainda mais importantes para a economia da região

As cooperativas presentes em 500 MAIORES DO SUL somam uma receita de R$ 125,8 bilhões e um patrimônio de R$ 31,9 bilhões

Quarta maior empresa de abate de frango do país, a Lar tem, atualmente, um pouco mais de 22 mil funcionários, dos quais aproximadamente 16 mil atuam na área da avicultura. Para 2030, o objetivo é chegar a 38 mil empregados. “Essa mão de obra não existe na região e terá de vir de fora”, projeta o presidente Irineo da Costa Rodrigues. A meta da cooperativa paranaense para 2021 era atingir um faturamento de R$ 13,7 bilhões. No entanto, a empresa vai fechar dezembro com vendas ao redor de R$ 15 bilhões. Em uma década, esse valor chegará aos R$ 32 bilhões.

O caso da Lar ilustra como o pujante cooperativismo do Sul deverá ficar ainda mais fortalecido com o passar dos anos. Para se dar conta disso, basta um passar de olhos pela tabela ao final desta reportagem, feita com base nos balanços das 32 cooperativas presentes nesta edição de 500 MAIORES DO SUL. Juntas, elas somam uma receita de R$ 125,8 bilhões e um patrimônio de R$ 31,9 bilhões. A soma dos lucros em 2020 ultrapassou os R$ 6 bilhões e uma única cooperativa – a Coagrisol, de Soledade (RS) – obteve pequeno prejuízo.

“Estamos em uma trajetória de aumento da demanda e de alta nos preços das commodities, e com isso o agronegócio e as cooperativas do setor devem continuar firmes e com crescimento sólido, gerando renda aos cooperados e sendo propulsoras do crescimento econômico nas regiões de atuação”, anima-se Arno Pandolfo, presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina (Fecoagro). “Muitos investimentos estão sendo viabilizados e muitos ainda irão ser concretizados nos próximos anos.”

O otimismo preconizado pelo dirigente da Fecoagro reverbera em outras entidades do setor – a exemplo do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar). As cooperativas do Paraná dobraram o faturamento de R$ 50 bilhões para R$ 100 bilhões e o objetivo agora é chegar aos R$ 200 bilhões dentro de cinco anos, como detalha José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar.

“A cada cinco anos, montamos um planejamento. Em 2015, as cooperativas toparam definir um desafio. À época, o faturamento era de R$ 50 bilhões. Foi então que estabelecemos a meta dos R$ 100 bilhões e resolvemos nos estruturar para isso. Em julho do ano passado, lançamos essa meta dos R$ 200 bilhões. Isso faz parte do cooperativismo no Paraná e é importante para definirmos um rumo da atividade”, exorta Ricken. O foco das ações para um novo faturamento recorde está no crescimento sustentável das cooperativas. “A nossa atuação vai além do agro, já que nós atuamos em sete ramos diferentes da economia. A cooperação é o nosso negócio. Vamos inovar e investir R$ 300 milhões em capacitação nos próximos anos”, antecipa Ricken.

Capacitação, aliás, é uma peça motriz na Cooperativa Central Aurora Alimentos, um sistema que congrega onze cooperativas com mais de 50 mil funcionários. A cooperativa estima ter receita bruta estimada em R$ 19 bilhões em 2021. A base de números tão robustos é uma rede de quase 68 mil produtores rurais, que em conjunto movimentam uma cadeia industrial de 17 frigoríficos e uma fábrica de lácteos, entre outras atividades.

O Programa Propriedade Rural Sustentável Aurora (PRS) tem como objetivo certificar as empresas rurais que participam do Programa de Qualidade Rural, D’olho e QT Rural, dentro do convênio da cooperativa catarinense com o Sebrae. A certificação garante boas práticas de gestão pautadas nos fundamentos e ferramentas da qualidade total, tornando as propriedades mais lucrativas, com melhor qualidade da produção, mais satisfação e bem-estar das pessoas e com uso adequado dos recursos naturais. “O sistema Aurora tem há mais de duas décadas uma aliança muito produtiva e consistente com o Sebrae, e esta aliança tem proporcionado tecnologias e recursos para a preparação dos produtores. Já passamos da marca de 30 mil famílias rurais que realizaram em suas propriedades algumas etapas imprescindíveis dos nossos programas em diferentes etapas”, contou o presidente Neivor Canton em entrevista recente concedida a AMANHÃ.

O QT Rural, de qualidade total, prepara o produtor para a gestão das propriedades. Os jovens agricultores produzem boletins, balanços e balancetes incorporando a linguagem do meio urbano e do meio empresarial. “Nosso produtor rural se orgulha também de ser um empresário rural. De fato, costumo dizer sempre que ser um empreendedor rural, um produtor rural, é mais complexo do que administrar uma pequena empresa no meio urbano. Porque a atividade do agronegócio é complexa, de fato. Nem sempre as mesmas propriedades produzindo as mesmas atividades dão o mesmo resultado”, pontua Canton.

A perder de vista
A Frísia, de Carambeí (PR), é apenas um dos exemplos da magnitude dos investimentos feitos pelas cooperativas do Sul. Fundada em 1925, a Frísia está colocando em prática o seu planejamento “Rumo aos 100 Anos”, um conjunto de propostas organizadas por estratégias e sistema de execução que serão concretizados até 2025. Ao longo desses cinco anos, investirá quase R$ 1 bilhão em expansão e novos negócios. No período de quatro anos, que culminará com o centenário, o mapa estratégico prevê o aumento da produção agrícola pela verticalização e expansão em novas fronteiras.

Na pecuária de leite, a cooperativa seguirá seus investimentos na intercooperação para acompanhar o crescimento da produção dos seus cooperados, enquanto na suinocultura está previsto dobrar o número de leitões para bancar a expansão de abate da unidade industrial de carnes. “Nos próximos anos, teremos os projetos de crescimento que elaboramos no nosso planejamento estratégico, e para realizá-los queremos desafiar não somente os cooperados, mas também os colaboradores. Temos vários investimentos, seja na produção da pecuária de leite, grãos e também suinocultura”, conclama Renato Greidanus, diretor-presidente da Frísia, a mais antiga cooperativa de produção do Paraná e segunda do Brasil.

Também emblemático é o caso da Cooperja, cooperativa agroindustrial localizada no sul de Santa Catarina que esperava alcançar R$1 bilhão de faturamento em 2024, mas já projeta alcançar esta cifra ainda em 2021 devido à boa fase que o agronegócio tem vivido. No ano passado, a cooperativa sediada em Jacinto Machado faturou quase R$ 700 milhões. No final de agosto, a Cooperja inaugurou seu novo parque industrial na cidade com um aporte de mais de R$ 75 milhões. O investimento é consequência da expansão que demandou mais espaço para atender suas necessidades de produção e armazenagem. A fábrica tem capacidade de produção de 10 mil fardos por dia e armazenagem de 2 milhões de sacas.

Mais ao sul, a Cooperativa Agrícola Mista General Osório (Cotribá), de Ibirubá (RS), pretende investir mais de R$ 120 milhões neste ano. Cerca de R$ 23 milhões serão aportados em uma nova unidade de armazenagem de grãos em Cruz Alta. Outros R$ 100 milhões irão bancar mais uma fábrica de rações em Ibirubá. A unidade, que terá sistemas robotizados no ensaque e expedição, produzirá 200 mil toneladas por ano. 

Com a nova planta, a projeção é que a demanda por matérias-primas para a produção de rações dobre e alcance 1,7 milhão de sacas de milho, cevada e aveia, e de quase 90 mil toneladas de soja, trigo e arroz. A nova fábrica de rações deve ser entregue em 2023. A depender do apetite das cooperativas do Sul por novos negócios, elas se tornarão ainda mais importantes para a economia do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Este conteúdo integra o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Cooperativas do Sul projetam investimentos gigantescos para os próximos anos, estratégia que as tornará ainda mais importantes para a economia da região

Brasil encerra 2021 com recorde de endividados

País chegou ao fim do ano com 76,3% das famílias endividadas

Famílias recorreram mais ao crédito para sustentar o consumo

O nível de endividamento médio das famílias brasileiras em 2021 foi o maior em 11 anos. É o que aponta a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo o levantamento, o último ano apresentou recorde do total de endividados, registrando uma média de 70,9% das famílias brasileiras, enquanto dezembro alcançou o patamar máximo histórico para os meses consecutivos: 76,3%. A taxa de incremento de famílias com dívidas também foi a maior já observada, revelando que elas recorreram mais ao crédito para sustentar o consumo.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, avalia que, entre as famílias com rendimentos acima de 10 salários mínimos, a demanda represada, fez o endividamento aumentar ainda mais expressivamente, em especial no cartão de crédito. “O processo de imunização da população possibilitou a flexibilização da pandemia, refletindo no aumento da circulação de pessoas nas áreas comerciais ao longo do ano, o que respondeu à retomada do consumo, principalmente de serviços”, observa.

No caminho oposto dos indicadores de endividamento, no último ano, os números de inadimplência apresentaram queda. De acordo com a pesquisa, o percentual médio de famílias com contas e/ou dívidas em atraso diminuiu 0,3 ponto percentual na comparação com 2020, chegando a 25,2%. Após iniciar 2021 em patamar superior ao observado no fim do ano anterior, o percentual mensal teve redução até maio, mas passou a apresentar tendência de alta desde então, alcançando 26,2% em dezembro e ficando acima da média anual.

O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas e/ou dívidas em atraso e que, portanto, devem permanecer inadimplentes também contou com uma redução na comparação com 2020, 0,6 ponto percentual, totalizando 10,5% dos lares no país. Os números indicam que essa parcela de consumidores apresentou movimentos diferentes ao longo do ano. Enquanto, no primeiro semestre, o indicador de inadimplência recorrente oscilou entre baixa e alta, a partir de julho passou a registrar tendência de queda, encerrando o ano em 10% do total de famílias, abaixo da média anual.

A economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira, avalia que os números indicam que, ainda que em condições financeiras mais acirradas, os consumidores conseguiram quitar os compromissos financeiros e evitaram incremento da inadimplência até o fim do terceiro trimestre. Nos últimos três meses do ano, no entanto, o indicador de contas em atraso acirrou-se, já indicando tendência de alta para o início de 2022.

“Os consumidores seguirão enfrentando os mesmos desafios financeiros da segunda metade de 2021, principalmente inflação, juros elevados e mercado de trabalho formal ainda frágil. Soma-se a isso o vencimento de despesas típicas do primeiro trimestre, que deverá apertar ainda mais os orçamentos domésticos neste período”, estima.

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Liderança quer limpar o planejamento

Ainda sentindo os efeitos da pandemia, companhia catarinense pretende aumentar o faturamento e manter bons resultados

A demanda pelo setor, principalmente para serviços de limpeza especializada que agregue higienizações e sanitizações, segue aumentando

A premissa de seguir reforçando os valores da empresa em todas as situações guiará novamente a Liderança Serviços, a líder do setor de higiene e limpeza, em seu planejamento estratégico de 2022. Mesmo com um faturamento que superou em 8% o exercício de 2019, a empresa de São José (SC) não subestima os desafios diários para manter a geração de resultados.

“A grande queda das receitas em 2020 motivou uma adequação no planejamento de 2021. Investindo em pessoas e qualidade dos nossos serviços, a Liderança reteve seus clientes e focou em vendas. As margens se reduziram devido às novas regras sanitárias, mas estamos caminhando para alcançar os resultados planejados”, explica Willian Lopes de Aguiar, diretor comercial e marketing da companhia.

A demanda pelo setor, principalmente para serviços de limpeza especializada que agregue higienizações e sanitizações, segue aumentando. Para atender, a empresa fez um grande investimento em treinamento para limpeza detalhada do ambiente, de modo a neutralizar o risco de contato com a Covid-19.

No entanto, os demais serviços tiveram suspensão ou queda no faturamento, principalmente aqueles que envolvem contato direto com outras pessoas, como o exercido por garçons – ou mesmo aqueles prestados em empresas que suspenderam suas atividades. As suspensões e encerramentos de contratos envolvendo esses serviços durante a pandemia fizeram com que receita caísse bastante, mas a Liderança não detalha o valor da perda.

No horizonte, a expectativa de crescimento para 2022 é de 15%. “Os planos de investimento do grupo permanecem o mesmo: em pessoas. Entendemos que precisamos focar em nossos colaboradores para apresentar serviços cada vez melhores e ofertar bem-estar e comodidade aos nossos clientes.” Esta é a base que, segundo Aguiar, dará suporte aos serviços prestados pela Liderança no mercado nacional.

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Ainda sentindo os efeitos da pandemia, companhia catarinense pretende aumentar o faturamento e manter bons resultados

Vendas financiadas de veículos tiveram alta de 6,8% em 2021

O segmento de veículos pesados e de motos foram os destaques

No setor de veículos leves, houve crescimento de 4% na comparação com as unidades financiadas em 2020

As vendas financiadas de veículos em 2021 tiveram um crescimento de 6,8% em relação ao ano anterior, apontam dados da B3, a bolsa de valores de São Paulo. No total, foram 5,9 milhões de unidades, incluindo motos, automóveis leves e pesados e também novos e usados. Foram 375 mil unidades negociadas a mais em no ano passado.

O segmento de veículos pesados e de motos foram os destaques de 2021 com alta de 18% e 17,6%, respectivamente. No setor de veículos leves, houve crescimento de 4% na comparação com as unidades financiadas em 2020. O financiamento de usados corresponde a 70% do total, um crescimento de 10,7% na comparação com 2020. Os automóveis leves com mais tempo de uso tiveram maior procura.

Unidades com 9 a 12 anos tiveram aumento de 31,5%. Os veículos com mais de 12 anos, por sua vez, tiveram aumento de 71,4% nas vendas a crédito. Os veículos novos, por outro lado, tiveram queda de 1,4% no total de vendas a prazo. Com destaque para a categoria de autos leves, que registrou uma queda de 15% no ano.

A B3 opera o Sistema Nacional de Gravames (SNG), que reúne o cadastro das restrições financeiras de veículos dados como garantia em operações de crédito no Brasil.

Com Agência Brasil 

O segmento de veículos pesados e de motos foram os destaques