Archives 2022

Emprego, faturamento e renda na indústria avançam em novembro

Resultados indicam recuperação moderada, mas insuficiente para reverter a queda na receita

A utilização da capacidade instalada caiu 0,1 ponto percentual em novembro em relação a outubro, para 80,5%, a quinta queda consecutiva

Os indicadores de emprego, faturamento e renda na indústria avançaram em novembro de 2021, de acordo com os Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), refletindo uma recuperação moderada. O faturamento real da indústria de transformação cresceu 0,7% em novembro, na comparação com outubro. A alta reverte a sequência de três quedas consecutivas, período no qual o faturamento havia recuado 7,8%.

Após três meses consecutivos de estabilidade, o emprego na indústria de transformação registrou avanço de 0,2% em novembro frente a outubro. Na comparação com novembro de 2020, o emprego expandiu 4,1%. Dessa forma, o indicador retorna à trajetória crescente apresentada desde o segundo semestre de 2020, que registrou desaceleração a partir de junho.

De acordo com o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, o avanço disseminado dos indicadores reflete a recuperação moderada provocada pela maior circulação de pessoas e pela confiança com o arrefecimento da crise sanitária em novembro. “Os avanços, contudo, são insuficientes para reverter a tendência de queda do faturamento e da massa salarial reais, pressionados pela inflação, em elevação em 2021”, aponta.

As horas trabalhadas na produção apresentaram avanço de 0,7% em novembro em relação a outubro. O indicador tem oscilado nos últimos meses e a alta não foi suficiente para compensar a queda de outubro (-0,9%). Na comparação com novembro de 2020, o número de horas trabalhadas avançou 1,6% e a comparação do acumulado em 2021 até novembro mostra alta de 10,1% frente ao mesmo período de 2020.

A massa salarial da indústria de transformação teve aumento de 1,1% em novembro na comparação com outubro, mas continua abaixo do patamar pré-pandemia e, desde agosto de 2020 tem mostrado dificuldades para se recuperar de forma consistente. O rendimento médio real, por sua vez, cresceu 0,7% em novembro, em relação a outubro. O resultado quebra uma sequência de quatro quedas consecutivas, mas tem apresentado forte tendência de queda.

A utilização da capacidade instalada caiu 0,1 ponto percentual em novembro em relação a outubro, para 80,5%, a quinta queda consecutiva. Apesar do resultado, o índice está 1,1 ponto acima da utilização observada em novembro de 2020. Veja os principais indicadores na tabela a seguir.

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Resultados indicam recuperação moderada, mas insuficiente para reverter a queda na receita

Atividade econômica cresce 0,69%

Percentual de novembro é prévia do PIB

Apesar da alta, o trimestre ainda apresenta número negativo

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), registrado em novembro de 2021, apresentou alta de 0,69% na comparação com outubro, percentual já dessazonalizado para compensar eventuais diferenças entre os períodos, como o número maior de feriados ou fins de semana.

O dado, uma espécie de prévia do PIB, foi divulgado pelo Banco Central. Apesar da alta, o trimestre ainda apresenta número negativo (-0,79%), devido a uma sequência anterior de recuos, segundo os números apresentados pela autoridade monetária.

Na comparação com novembro de 2020, quando os efeitos da pandemia estavam mais acentuados, o indicador tem alta de 0,43%; e no acumulado do ano (janeiro a novembro de 2021) a variação observada, sem ajuste sazonal, ficou em 4,59%. No acumulado de 12 meses, novembro tem alta de 4,3%.

O IBC-Br incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: a indústria, o comércio e os serviços e a agropecuária, além do volume de impostos. O índice é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o Banco Central a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 9,25% ao ano. A previsão do mercado para a taxa básica de juros, a Selic, ao final de 2022, é de 11,75% ao ano, conforme boletim divulgado pelo Banco Central no início do mês.

Com Agência Brasil

Percentual de novembro é prévia do PIB

Perdas no agronegócio já atingem a marca de R$ 47 bilhões

Valor contempla prejuízos no Sul e em Mato Grosso do Sul

A falta de chuvas que atinge a região Sul e o Centro-Oeste obrigam muitos produtores a passar roçadeiras nas lavouras e preparar o solo para o próximo cultivo

Segundo levantamentos realizados pelas secretarias de agricultura do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, as perdas no agronegócio brasileiro, devido à forte estiagem que atinge as regiões produtoras, já somam R$ 47 bilhões. A falta de chuvas que atinge a região Sul e o Centro-Oeste obrigam muitos produtores a passar roçadeiras nas lavouras e preparar o solo para o próximo cultivo.

Na região Oeste do Paraná, onde uma missão do Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa), liderada pela ministra Tereza Cristina esteve nesta quarta-feira (13), esteve algumas áreas o prejuízo passa dos 80% na atual safra, o que acaba inviabilizando a colheita. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da secretaria de agricultura do Paraná, a estimativa é que os produtores de soja, milho e feijão já acumulam um prejuízo de R$ 25,6 bilhões, com tendência de aumento pela continuidade falta de chuvas suficientes ainda. Consequentemente essas perdas também irão impactar outras cadeias, como de carnes, batata, tabaco e hortifrutigranjeiros.

Para a secretaria de agricultura de Santa Catarina, o prejuízo já atinge a marca de R$ 1,5 bilhão. Já no Rio Grande do Sul, de acordo com projeções realizadas por entidades do setor produtivo, a perda já atinge R$ 19,9 bilhões, sendo que deste total, R$ 14,5 bilhões são valores que os produtores de soja deixarão de vender e outros R$ 5,4 bilhões somente na produção do milho. Na região do Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul, setores ligados a agricultura afirmam que as perdas por lá já chegam em R$ 1,6 bilhão e com possibilidade de aumento.

Valor contempla prejuízos no Sul e em Mato Grosso do Sul

ParanaPrevidência encerra 2021 com R$ 7,2 bilhões em ativos

Atualmente o Paraná possui mais de 104 mil servidores aposentados

Entre 2016 e 2019 o fundo de previdência obteve uma rentabilidade média por ano de R$ 700 milhões

Os ativos financeiros do fundo de previdência, administrado pela ParanaPrevidência, fecharam 2021 com R$ 7,2 bilhões em caixa, com mais de R$ 700 milhões de capitalização. Estes números, mesmo em um momento de incertezas econômicas, indicam os efeitos positivos tanto da reforma da previdência no Paraná quanto do novo plano de custeio da instituição.

De acordo com o diretor-presidente da instituição, Felipe Vidigal, entre 2016 e 2019 o fundo de previdência obteve uma rentabilidade média por ano de R$ 700 milhões, mas descapitalizou R$ 500 milhões por ano no mesmo período. “A partir de 2020, mesmo com os efeitos da pandemia no mercado financeiro mundial, mantivemos o nível de rentabilidade, atingindo R$ 1,1 bilhão, propiciando uma capitalização acentuada e consequentemente, o acréscimo nos ativos”, afirmou.

Vidigal ressalta que esses resultados geram mais confiabilidade ao servidor, pois garantem que ele, ativo ou assistido, receberá seus benefícios em dia. Por outro lado, a insuficiência financeira anual dos fundos financeiro e militar, que atingiria cerca de R$ 9,5 bilhões em 10 anos, em 2020/21 estabilizou em R$ 5,6 bilhões. “Essa estabilização reforça ainda mais o sentido de profissionalização da gestão institucional”, disse Vidigal.

Os resultados apresentados pela ParanaPrevidência em 2021 foram um dos critérios relevantes para que o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP) Administrativo do Estado do Paraná, concedido pela Secretaria de Previdência do Ministério do Trabalho e Previdência fosse renovado automaticamente por mais seis meses. Por 16 anos o Paraná operou com o CRP Judicial, obtido por via liminar, para ter acesso a recursos financeiros. A conquista do CRP Administrativo veio em julho do ano passado. O documento é exigido para qualquer operação ou transferência voluntária do governo federal com o Estado.

Atualmente o Paraná possui mais de 104 mil servidores aposentados e pouco mais de 28 mil pensionistas. A previdência estadual é composta por três fundos. O fundo de previdência capitalizado é responsável por 30% dos pagamentos de aposentadorias e pensões. Já o fundo financeiro é de repartição simples e vinculado ao tesouro estadual. O fundo militar, também de repartição simples, é vinculado ao sistema de proteção social dos militares.

Atualmente o Paraná possui mais de 104 mil servidores aposentados

Estados decidem encerrar congelamento de ICMS de combustíveis

Imposto voltará a ser corrigido por preços em fevereiro

No primeiro reajuste em 77 dias, a gasolina subiu 4,85%, e o diesel aumentou 8,08%

Por maioria de votos, os governos estaduais decidiram encerrar o congelamento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis que vigorava desde novembro. A medida foi decidida em reunião do Comitê Nacional dos Secretários Estaduais de Fazenda (Comsefaz).

Os governadores decidiram não renovar o congelamento, que acabará no fim de janeiro. Na reunião no fim de outubro, o Comsefaz tinha decidido manter o ICMS enquanto a União, a Petrobras, o Congresso Nacional e os estados negociavam uma solução definitiva para amortecer parte do impacto dos reajustes nas refinarias para o consumidor.

Segundo o Comsefaz, o descongelamento do ICMS foi decidido após a Petrobras elevar o preço dos combustíveis nas refinarias na semana passada. No primeiro reajuste em 77 dias, a gasolina subiu 4,85%, e o diesel aumentou 8,08%. Por diversas vezes ao longo do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro atribuiu aos estados parte da culpa pelos aumentos dos combustíveis. O governo federal quer que o ICMS seja cobrado como um preço fixo por litro, como ocorre com os tributos federais.

Atualmente, o ICMS é calculado como um percentual do preço final. Isso faz com que o imposto flutue conforme os preços nas bombas, subindo quando a Petrobras reajusta os preços nas refinarias e baixando quando ocorre o contrário. Os governadores consideram o projeto paliativo e defendem a criação de um fundo de estabilização dos preços dos combustíveis, que evitaria repasses ao consumidor e, ao mesmo tempo, bancaria eventuais prejuízos da Petrobras quando o preço internacional do petróleo e o dólar sobem.

Com Agência Brasil

Imposto voltará a ser corrigido por preços em fevereiro

Matriz de risco de Santa Catarina aponta 15 regiões no nível alto

A mudança foi causada pelo aumento no número de casos de Covid

A secretaria da saúde emitiu uma série de alertas sobre a importância da manutenção das medidas de prevenção, como uso de máscaras

A matriz de risco potencial regionalizado divulgada neste sábado (15) aponta 15 regiões classificadas como risco potencial alto (cor amarelo) e duas no nível moderado (cor azul). Em um comparativo com o relatório divulgado na semana anterior, as regiões do Vale do Itapocu e Alto Uruguai Catarinense se mantiveram no nível moderado e as regiões Grande Florianópolis e Carbonífera se mantiveram no alto. No entanto, houve piora nos indicadores das demais.

As regionais do Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Nordeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Xanxerê, que estavam classificadas como nível moderado no boletim anterior, passaram para o nível alto nessa semana.

A mudança no mapa de risco foi causada principalmente pelo aumento no número de casos confirmados de Covid notificados nestas duas últimas semanas, que tiveram reflexo principalmente na dimensão transmissibilidade, que monitora o número de casos ativos que foram notificados no período e a velocidade de transmissão. Houve um aumento de 208% nos casos ativos registrados na sexta (45.915) quando comparado com o da sexta da semana passada (14.884). Chama atenção que o número de casos ativos atualmente é o maior registrado em toda a série histórica, que foi de 39.017 casos em 22 de março de 2021.

Na dimensão de gravidade, que contempla os indicadores de mortalidade e tendência de internação por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), em relação ao boletim anterior, houve piora apenas na região carbonífera, que passou a ser classificada como nível grave (laranja). As demais regiões permaneceram na mesma classificação de risco alto (amarelo), com exceção de Xanxerê, que permanece no nível moderado (azul). Portanto, observa-se que, mesmo com o aumento vertiginoso no número de casos ativos, não houve impacto direto na internação e mortalidade por Covid-19.

Na dimensão que foca o monitoramento, que reflete a cobertura vacinal e a variação semanal de casos, todas as regiões foram classificadas com risco moderado (azul), condição que mantêm em relação à semana anterior. Apesar do Ministério da Saúde ainda não ter restabelecido o acesso aos dados do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SIPNI), a cobertura vacinal da população vacinável (acima de 12 anos) até o dia 9 de dezembro de 2021 era de 83,49%. Com essa cobertura, observa-se que boa parte da população se encontra protegida contra formas graves da Covid-19, sendo possível superar tanto a onda de infecções de Covid-19 provocadas pela variante Delta, durante o segundo semestre de 2021, quanto a onda de transmissão provocada pela variante Ômicron, a partir do início de 2022.

Já em relação a capacidade de atenção, que monitora a ocupação de leitos de UTI adulto com pacientes em tratamento para Covid-19, houve piora na classificação da região Oeste, que na semana anterior estava como nível moderado e hoje está no nível grave, com taxa de ocupação de 44%. As regiões Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna e Nordeste foram classificadas como nível alto, com taxas de ocupação entre 20 a 40% e as demais permaneceram como nível moderado, com ocupação abaixo de 20%.

Excetuando-se a relativa piora da capacidade de atenção na região Oeste, que já compromete 14 dos 32 leitos de UTI adulto disponíveis na região, as demais regiões apresentam leitos de UTI disponíveis tanto para atendimento de pacientes com Covid-19, como para tratamento de demais patologias, sem comprometer a realização de cirurgias eletivas, por exemplo.Portanto, mesmo com a disseminação da variante Ômicron, não existe comprometimento da capacidade de atenção de alta complexidade até o momento.

O boletim emitido pelo governo catarinense afirma que o atual momento de piora nos indicadores da matriz se reflete no aumento da procura por atendimento em centros de saúde e unidades de atenção primária, além da superlotação de centros de triagem em diversos municípios. Considera-se como elemento chave a elevada capacidade de transmissão da variante Ômicron do vírus SARS-CoV-2, cuja transmissão comunitária foi detectada no final do ano passado.

Além da presença da variante Ômicron, o cenário epidemiológico apontado nessa semana pode ser considerado como resultado das aglomerações ocorridas durante o período de natal e réveillon. A secretaria de estado da saúde emitiu uma série de alertas às prefeituras sobre a importância da manutenção das medidas de prevenção, como uso de máscaras, distanciamento físico, evitar aglomerações e buscar ambientes ventilados.

Também foram emitidos alertas sobre o risco de promoção de eventos superespalhadores, sem respeito as normas sanitárias, em especial o protocolo Evento Seguro, que prevê a participação de pessoas vacinadas ou testadas, mantendo o uso de máscaras durante a realização do mesmo. Felizmente as elevadas taxas de cobertura vacinal tem reduzido o risco de hospitalizações e óbitos, que se concentram no momento em pessoas que não completaram o ciclo vacinal, incluindo a dose de reforço.

O principal objetivo da matriz de risco catarinense é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

A mudança foi causada pelo aumento no número de casos de Covid

Alsones Balestrin assumirá secretaria de inovação do RS

Luís Lamb anunciou sua saída do governo gaúcho

Ele foi um dos cofundadores da Aliança pela Inovação e do Pacto Alegre

O próximo titular da secretaria de inovação, ciência e tecnologia do Rio Grande do Sul será o ex-pró-reitor Acadêmico da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) Alsones Balestrin. A escolha foi anunciada pelo governador Eduardo Leite na sexta-feira (14). O secretário Luís Lamb, que esteve à frente da pasta desde o início da gestão, na última segunda-feira (10) anunciou sua saída do governo. A cerimônia de posse deve ocorrer na próxima quarta-feira (19), em horário a ser definido.

“Estou muito honrado com o convite do governador para assumir a Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia. Será uma grande satisfação poder dar continuidade ao brilhante trabalho realizado pelo secretário Lamb e por toda a sua equipe. Darei meu melhor para que a inovação, a ciência e a tecnologia sejam vetores de desenvolvimento, de geração de riqueza e de qualidade de vida para todos os gaúchos”, disse Balestrin, em nota.

Balestrin tem dupla titulação de doutor, em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e em Ciência da Informação e Comunicação pelo Instituto de Comunicação e Tecnologias Digitais da Universidade de Poitiers/França. Fez estágio pós-doutoral em Administração na Escola de Altos Estudos Comerciais, HEC/Montreal-Canadá. É mestre em Administração pela UFRGS e bacharel em Ciências Contábeis pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI). Tem formação e certificação de Conselheiro de Administração pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).

Na Unisinos, onde leciona há mais de 20 anos na Escola de Administração, foi pró-reitor Acadêmico (2017-2022) e diretor de Pesquisa e Pós-Graduação (2009-2017). Desde 2007 é professor convidado do Instituto de Administração de Empresas da Universidade de Poitiers/França. É Bolsista de Produtividade do CNPq (PQ1D) e autor de livros e artigos nacionais e internacionais sobre o tema de estratégia, tecnologia e inovação. Atuou em diversas organizações como conselheiro de administração e outras posições executivas. Foi um dos cofundadores da Aliança pela Inovação UFRGS-PUCRS-Unisinos e do Pacto Alegre.

Luís Lamb anunciou sua saída do governo gaúcho

Uso de cheques atinge menor nível da série histórica

Em 2021, o número teve redução de 93,4% em relação ao ano de 1995

O avanço dos meios de pagamento digitais e a criação do Pix fez com que o uso do cheque no país mantivesse a queda verificada nos últimos anos

O avanço dos meios de pagamento digitais, como internet e mobile banking, e a criação do Pix em 2020 fez com que o uso do cheque no país mantivesse a queda verificada nos últimos anos. Em 2021, o número de cheques compensados no Brasil caiu para 218,9 milhões, uma redução de 93,4% em relação ao ano de 1995, início da série histórica, quando foram compensados 3,3 bilhões de cheques. Na comparação com 2020, a queda foi de 23,7% – naquele ano, foram compensados 287,1 milhões de documentos em todo o país. As estatísticas têm como base a Compe – Serviço de Compensação de Cheques.

Os dados também revelam redução no volume financeiro dos cheques e no número dos documentos devolvidos e nos devolvidos sem fundos na comparação desde 1995. Naquele ano, o volume financeiro dos cheques compensados totalizou R$ 2 trilhões. Em 2021 o valor passou para R$ 667 bilhões, uma queda de 67,4%. Na comparação com 2020, houve uma pequena redução, de 0,22%, quando o montante atingiu R$ 668,4 bilhões. Em 2021, o número de cheques devolvidos foi de 18,6 milhões, que representou 8,5% no total de cheques compensados no país, e queda de 23,7% na comparação com 2020, quando foram devolvidos 23,4 milhões de documentos. Em 1996, início da série histórica desta categoria, foram contabilizados 63,5 milhões de cheques devolvidos.

“As estatísticas divulgadas pela Febraban mostram que o cliente bancário tem deixado, cada vez mais, de usar cheques, e optado por outros meios de pagamento, em especial os canais digitais (internet e mobile banking), que atualmente são responsáveis por 67% de todas as transações feitas no país, segundo a última edição da pesquisa que fizemos”, avalia Walter Faria, diretor adjunto de serviços da Febraban.

Ele acrescenta que a crescente digitalização do cliente bancário foi impulsionada, também, pela entrada em funcionamento do Pix, em novembro de 2020. Em um ano de existência, foram feitas 7 bilhões de transações com R$ 4 trilhões de volume financeiro. De acordo com a última edição do Radar Febraban desde a implantação do Pix, sua aprovação teve crescimento expressivo, de 9 pontos, passando de 76% para 85% e já tem a adesão de 71% dos brasileiros.

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Em 2021, o número teve redução de 93,4% em relação ao ano de 1995

Economia gaúcha teve crescimento de 12,2% até setembro

Os dados apontam para uma retomada da produção industrial

A produção de máquinas agrícolas também se beneficiou das compras externas

O crescimento da economia do Rio Grande do Sul até setembro de 2021 foi de 12,2%, sinalizando uma recuperação maior que a do Brasil, com 5,7% no mesmo período. O resultado ocorreu apesar da queda na margem no terceiro trimestre, muito influenciada pela alta base de comparação do trimestre anterior, com safra recorde de grãos, notadamente da soja. No Brasil, a estiagem que atingiu o país ao longo do ano e as condições macroeconômicas de escalada de preços e elevação dos juros contribuíram para uma retração do PIB no trimestre.

No cenário mundial, o período apresentou crescimento, porém num ritmo mais lento como reflexo dos gargalos persistentes nas cadeias globais de abastecimento de matérias-primas, dos custos crescentes de insumos, alimentos e bens duráveis, além das crises energéticas e reduções ou retirada de auxílios econômicos ao redor do mundo. Para os próximos meses, as perspectivas para o desempenho da economia do Rio Grande do Sul seguem cercadas de incertezas. A estiagem provocada pelo fenômeno La Niña, o recrudescimento da pandemia, os juros elevados no cenário macroeconômico nacional e a inflação em alta são fatores que colaboram para o quadro de indefinição.

A análise do Boletim de Conjuntura, divulgado nesta sexta-feira (14/1) pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), leva em conta indicativos globais e os dados mais recentes sobre a atividade econômica, inflação, juros e contas públicas. O documento de análise conjuntural, produzido pelos pesquisadores Fernando Cruz, Martinho Lazzari, Tomás Torezani e Vanessa Sulzbach, destaca ainda que, no ano, os preços elevados e a safra cheia redundaram em crescimento da agropecuária com reflexos positivos sobre outras atividades, como a indústria, o comércio e os serviços.

A produção de máquinas agrícolas também se beneficiou das compras externas, seja do restante do Brasil, seja de países da América do Sul. O mercado externo contribuiu de forma bastante positiva para a expansão das atividades econômicas do Rio Grande do Sul ao longo de 2021. Até novembro de 2021, as exportações gaúchas superaram US$ 19 milhões, um crescimento de 49,8% em relação ao mesmo período de 2020.

Os dados de outubro das atividades econômicas apontam para uma retomada da produção industrial, depois de alguns meses de desaceleração, ao passo que comércio e serviços passaram a sentir efeitos da inflação do país. Ainda que o mercado de trabalho do terceiro trimestre de 2021 tenha apresentado melhora na ocupação, a massa de rendimentos não teve o mesmo comportamento, influenciando negativamente as vendas desses setores.

“Para 2022, ainda há muitas incertezas. Já há registros dos efeitos de uma nova estiagem sobre a produção, porém de magnitude ainda incerta. Contudo, espera-se que os preços dos produtos permaneçam em patamares elevados no mercado internacional, o que contribui para que o faturamento do setor não seja tão severamente afetado”, avalia Vanessa, coordenadora do estudo. “Pelo lado da indústria, espera-se a continuidade de recuperação da produção observada nos últimos meses de 2021, porém com cenário desafiador para 2022. O arrefecimento da confiança dos empresários do setor e a estagnação da renda do trabalhador gaúcho, somados ao cenário de juros altos, devem limitar o nível de produção do ano que vem. O mesmo ocorre com os setores de comércio e serviços”, antevê.

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Grupo K1 adquire novas marcas

Valor negociado com a BTZ não foi revelado

A companhia detentora das marcas Kappesberg, Uz Utilidades, Idélli Ambientes e My Home, tem sede no município de Tupandi

O Grupo K1, que tem em seu portfólio entre outras a Kappesberg, anunciou a aquisição da BTZ Indústria e Comércio de Móveis, detentora das marcas de móveis planejados Bartzen e Casa & Poesia. Fundada em 1994, em Bom Princípio (RS), a Bartzen possui 56 lojas de móveis planejados residenciais e corporativos. O valor do negócio não foi divulgado pelas empresas.

Dois consumidores gigantescos estão na linha de visão da companhia. “Iniciamos um processo de internacionalização da marca nos Estados Unidos com diferentes formas de comercialização e armazenamento em um centro de distribuição em Miami. Além disso, planejamos ampliar nossa presença no mercado asiático por meio de participação na feira CIFF Internacional Fair, na China”, conta Celso Theisen, vice-presidente do Grupo K1, animado.

Catapultado pelo “novo normal” da pandemia – que impulsionou as vendas de móveis e decoração para reformas de residências –, o Grupo K1 também sentiu a desorganização da cadeia produtiva mundial, com falta de insumos e a alta de preços. “Aliar a tendência do novo formato de trabalho remoto ao aumento de consumo on-line nos fez buscar mais um canal de venda e nos aproximarmos do nosso consumidor através dos marketplaces e e-commerce próprio”, destaca Theisen.

O Grupo K1 foi fundado há 25 anos. A companhia detentora das marcas Kappesberg, Uz Utilidades, Idélli Ambientes e My Home, tem sede no município de Tupandi (RS) e conta com uma área fabril de mais de 200 mil metros quadrados, com cerca de 1.900 funcionários.

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Valor negociado com a BTZ não foi revelado

Bilionárias – e resilientes

O clube do bilhão ganhou, no ranking 500 MAIORES DO SUL, mais 21 integrantes

O setor de alimentos e bebidas conta com nove companhias entre as bilionárias em 500 MAIORES DO SUL

É visível, edição após edição, como as bilionárias do Sul se fortalecem – e nem mesmo o coronavírus as fez menos fortes. Pelo contrário. O clube do bilhão ganhou, no ranking 500 MAIORES DO SUL, mais 21 integrantes. Agora são 135 no grupo, com 53 representantes do Paraná, 56 do Rio Grande do Sul e 26 de Santa Catarina.

No total, elas venderam R$ 606,3 bilhões, 23% a mais do que na edição passada, baseada nos balanços do exercício de 2019. Nada menos que 122 tiveram lucro que totalizou R$ 57,1 bilhões. O prejuízo somou R$ 4,7 bilhões, praticamente a metade em razão da Klabin (R$ 2,3 bilhões).

Com 25 empresas, setor mais representativo neste grupo de elite é o de cooperativas de produção, com 25 empresas. Na sequência, com 23 empresas, desponta o comércio. O setor de alimentos e bebidas conta com nove companhias entre as bilionárias, mas emplaca a maior do ranking geral do Sul, Bunge, e a segunda colocada, BRF.

Pelo menos mais nove companhias estão se candidatando a fazer parte do clube do bilhão, quatro delas catarinenses. Quem está praticamente às portas de fazer parte das bilionárias é a Rodonorte, do Paraná (receita de R$ 994,3 milhões), seguida pela cooperativa gaúcha Cotricampo (R$ 984,8 milhões), a estatal de gás catarinense SCGÁS (R$ 972,4 milhões), o banco CNH Capital (R$ 971,3 milhões), a Metalúrgica Mor (R$ 948 milhões), a Chapecoense Geração (R$ 935,8 milhões), a PUCRS (R$ 919 milhões), a Adami Madeiras (R$ 918,5 milhões) e a Copobras Indústria e Comércio de Embalagens (R$ 910 milhões).

Este conteúdo integra o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

O clube do bilhão ganhou, no ranking 500 MAIORES DO SUL, mais 21 integrantes

Vendas no varejo sobem 0,6% em novembro

Resultado se deu pelo efeito menor da Black Friday

Algumas compras foram realizadas em outubro ou até mesmo no primeiro semestre

O volume de vendas do comércio varejista no país cresceu 0,6% em novembro, na comparação com o mês anterior (0,2%). Mesmo com o avanço, mais da metade das atividades tiveram resultado negativo no período. No ano, o varejo acumula alta de 1,9% e nos últimos doze meses, também crescimento de 1,9%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE.

Cinco das oito atividades pesquisadas tiveram taxas negativas em novembro. Mesmo assim o varejo avançou puxado, principalmente, pelo crescimento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,9%). Também avançaram artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,2%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,2%).

Já o volume de vendas de móveis e eletrodomésticos recuou 2,3%, assim como tecidos, vestuário e calçados (-1,9%), combustíveis e lubrificantes (-1,4%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-1,4%). “O que vimos foi uma Black Friday muito menos intensa, em termos de volume de vendas, do que a de 2020, quando esse período de promoções foi melhor, sobretudo para as maiores cadeias do varejo”, analisa o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

“Isso se deve, em parte, pela inflação, mas também por uma mudança no perfil de consumo, já que algumas compras foram realizadas em outubro ou até mesmo no primeiro semestre, quando houve maior disponibilidade de crédito e o fenômeno dos descontos. Isso adiantou de certa forma a Black Friday para algumas cadeias”, resume. No comércio varejista ampliado, o crescimento de 0,5% no volume de vendas, em novembro, foi influenciado pelas taxas positivas de veículos, motos, partes e peças (0,7%) e material de construção (0,8%).

O comércio varejista recuou 4,2% em novembro, na comparação com o mesmo mês de 2020. Sete das oito atividades investigadas tiveram taxas negativas, com destaque para móveis e eletrodomésticos (-21,5%), combustíveis e lubrificantes (-7,1%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,6%) e tecidos, vestuário e calçados (-4,4%). Os outros segmentos que tiveram queda na comparação com novembro de 2020 foram hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,5%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-5,6%), e livros, jornais, revistas e papelaria (-14,4%).

A única atividade que cresceu em novembro, na comparação com o mesmo mês de 2020, foi artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+2,5%). No comércio varejista ampliado, o setor de veículos, motos, partes e peças teve alta de 1,7% em relação a novembro de 2020, enquanto material de construção registrou queda 4,1% no período.

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Resultado se deu pelo efeito menor da Black Friday

Viacredi chega aos 800 mil cooperados

Cooperativa dobrou o quadro de associados nos últimos quatro anos

A Viacredi atua presencialmente em mais 25 municípios em Santa Catarina e no Paraná

No período em que celebra sete décadas dedicadas à transformação de vidas por meio do cooperativismo de crédito, a Viacredi chegou mais uma conquista: agora são 800 mil cooperados. Nos últimos quatro anos, a cooperativa dobrou o número de associados. Só em 2021, mais de 150 mil pessoas e empresas passaram a fazer parte do quadro social da organização. São mais de R$ 9 bilhões de ativos administrados pela instituição.

A trajetória que Viacredi segue para essas conquistas, de acordo com o diretor executivo Vanildo Leoni, é conseguir se manter fiel aos princípios do cooperativismo, com serviços, produtos e gestão alinhados com o presente e pensados também para o futuro. “Estamos celebrando 70 anos de uma história alicerçada na confiança dos cooperados, no relacionamento com eles e na educação financeira. Ao mesmo tempo em que temos essa base muito forte, estamos muito atentos a novas demandas e conseguindo entregar soluções atraentes para o tempo que vivemos. Evidência disso é a média de idade dos nossos cooperados, que fica na faixa dos 28 anos”, comenta.

Termos como economia colaborativa, bastante difundidos nos últimos anos, transmitem o que o cooperativismo realiza na prática há décadas, segundo Vanildo: “A cooperação está no DNA da Viacredi desde o início. É como pensamos, é de onde partem todas as nossas decisões”, afirma. “Estamos conseguindo transpor isso para os cooperados em um momento em que o conceito ganha força em todo o mundo. O desafio agora é manter este ritmo de crescimento com a mesma qualidade e proximidade que fazem da nossa cooperativa o que ela é. Tenho certeza que estamos num excelente caminho para isso”, finaliza, em nota.

A Viacredi foi constituída em Blumenau (SC) e atua presencialmente em mais 25 municípios em Santa Catarina e no Paraná, além de atender cooperados por meio da admissão digital. São mais de 100 postos de atendimento próprios e 2 mil funcionários. A Viacredi faz parte do Sistema Ailos, que reúne 13 cooperativas de crédito nos três estados do Sul.

Cooperativa dobrou o quadro de associados nos últimos quatro anos

Indústria catarinense avança 5% em novembro

O Rio Grande do Sul teve alta de 1,2%, enquanto o Paraná recuou 0,7%

Resultado em Santa Catarina é baseado no impacto positivo dos setores de vestuário e de máquinas e equipamentos

A produção industrial caiu em oito dos 15 locais investigados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional), na passagem de outubro para novembro, quando o índice nacional teve queda de 0,2%. Os principais recuos foram em Amazonas (-3,5%), Ceará (-2,5%) e Rio de Janeiro (-2,2%), enquanto Mato Grosso (14,6%), Santa Catarina (5%) e Pará (3,5%) apresentaram as maiores altas.

A queda do Rio de Janeiro exerceu a maior influência negativa no resultado, após três meses de resultados positivos, período em que acumulou um ganho de 1,5%. “Essa queda é atribuída ao impacto negativo dos setores de derivados do petróleo, principalmente, de metalurgia e da indústria farmacêutica. O Amazonas é a segunda maior influência negativa, em função da queda do setor de bebidas, principalmente”, diz o gerente da pesquisa, Bernardo Almeida.

No campo positivo, na passagem de outubro para novembro, São Paulo lidera como principal influência positiva sobre o resultado nacional, com expansão de 1%. O resultado de São Paulo, que responde por cerca de 34% da produção industrial do país, deve-se ao bom desempenho do setor de veículos, que tem peso de 16,1% dentro da indústria paulista.

Santa Catarina é a segunda maior influência positiva no resultado nacional com 5% de crescimento, baseado no impacto positivo dos setores de vestuário e de máquinas e equipamentos. A alta ocorre após dois meses de resultados negativos com perda acumulada de 6,3% no período. Com isso, o estado quase elimina as perdas de resultados anteriores. O Rio Grande do Sul, por sua vez, avançou 1,2%, enquanto a indústria paranaense recuou 0,7%.

Já Mato Grosso, com crescimento de dois dígitos, 14,6%, foi afetado positivamente pelo bom desempenho do setor de alimentos. Bernardo explica que algumas unidades produtivas importantes do setor de alimentos da indústria mato-grossense que estavam paralisadas voltaram a produzir, o que causou a variação elevada nos resultados do estado. Além disso, houve uma melhora nas exportações das carnes frente ao embargo chinês.

“Vale destacar ainda os cinco estados que já está acima do patamar pré-pandemia. Minas Gerais está 5,2% acima do patamar de fevereiro de 2020; Rio Grande do Sul está 3,9%; Mato Grosso e Santa Catarina, ambos com 3,3% acima; e Paraná com 1,8%”, destaca o gerente da pesquisa. No acumulado do ano, houve alta em nove dos 15 locais, com destaque para Santa Catarina (12,4%), Rio Grande do Sul (11,2%), Minas Gerais (10,9%) e Paraná (10%).

Na comparação com novembro do ano passado, dez dos 15 locais pesquisados apontando taxas negativas. As quedas mais intensasnaBahia (-15,7%), Amazonas (-13%), Ceará (-11,1%) e região Nordeste (-10,5%). Bahia foi afetada pelos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias, metalurgia e celulose, papel e produtos de papel. Amazonas foi pressionado pelas atividades de bebidas, equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos; Ceará, pela queda na produção de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados e confecção de artigos do vestuário e acessórios; e a Região Nordeste, pelo recuo de veículos automotores, reboques e carrocerias e artefatos de couro, artigos para viagem e calçados. São Paulo (-6,9%) e Pernambuco (-5,9%) também registraram taxas negativas mais intensas que a média nacional (-4,4%), enquanto Goiás (-3,9%), Santa Catarina (-2,6%), Paraná (-1,9%) e Minas Gerais (-0,6%) completaram o conjunto de locais com índices negativos.

Mais sobre a pesquisa
A PIM Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 14 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 1% no total do valor da transformação industrial nacional e, também para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e região Nordeste.

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O Rio Grande do Sul teve alta de 1,2%, enquanto o Paraná recuou 0,7%

Governança é o aspecto do ESG mais observado pelas gestoras de recursos

Estudo inédito da Anbima revela que compreensão do mercado sobre sustentabilidade é heterogênea

Em recorte específico feito nas gestoras de recursos, 80% afirmaram ter uma política de investimento responsável ou um documento que formalize seu tratamento ao tema ESG

Pesquisa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) realizada com 209 gestoras de recursos aponta que os critérios ESG (ambientais, sociais e de governança, na sigla em inglês) mais observados pelas gestoras de recursos são a transparência (92%) e a ética (92%), que fazem parte do G de governança. Isso reflete o fato de que, historicamente, o mercado está mais acostumado a relacionar a gestão das empresas ao seu desempenho financeiro, enquanto aspectos ambientais e sociais passaram a ser contemplados mais recentemente.

“Por ser um tema discutido e tratado há mais tempo, a governança chama atenção. No entanto, as questões observadas pelas gestoras são amplas, como transparência e ética. Aspectos específicos, por exemplo, remuneração e independência do conselho de administração, precisam evoluir”, afirma Cacá Takahashi, vice-presidente da Anbima e coordenador do grupo consultivo de sustentabilidade da associação.

Aspectos relacionados às dimensões ambiental e social, respectivamente, foram mencionados com menor frequência durante a pesquisa. Dentro de ambiental, aparecem com destaque o uso de recursos naturais (76%), tecnologia limpa (71%) e poluição (71%). No campo social, chama atenção a observância aos direitos humanos (73%). “Sem dúvida, a consciência dos players aumentou, mas quando se entra em questões específicas, observamos um mercado fragmentado, que ainda precisa compreender o tema em maior profundidade”, opina Takahashi.

De maneira geral, critérios relacionados à diversidade, como política de inclusão e composição do conselho de administração, são os que ainda recebem menos atenção dos gestores.

Nem todo mundo está na mesma página
Quando o assunto é sustentabilidade, nem todo mundo está na mesma página. Esse foi outro ponto encontrado pela Anbima em seu levantamento. Foram encontrados cinco perfis de comportamento, que englobam desde os profissionais que não veem ganho nessa bandeira até aqueles que têm a sustentabilidade no centro dos negócios. Eles foram chamados de desconfiados, distantes, iniciantes, emergentes e engajados. “Conhecer os diferentes modelos mentais sobre sustentabilidade que prevalecem entre os players é essencial para traçarmos uma agenda de trabalho eficiente”, afirma Takahashi.

Os desconfiados enxergam as práticas ESG como uma ameaça para o desenvolvimento de seus negócios. Já os distantes têm uma visão simplificada da sustentabilidade e encaram como algo ligado às questões ambientais. Os iniciantes também acham que o tema é focado no meio ambiente, mas eles têm ações concretas, mesmo sendo a maioria delas ainda dentro de casa, a exemplo da reciclagem de copos plásticos.

Enquanto isso, os emergentes estão mais avançados na agenda: compreendem a relevância dos aspectos ESG e estão em fase de implementação de processos mais abrangentes. Por fim, os engajados veem a sustentabilidade como parte da estratégia da instituição, embalando produtos e serviços com esses critérios e cobrando transparência nas relações da empresa com todos seus stakeholders.

“Quando analisamos os dados, vemos que a sigla ESG está distante de 67% das casas. No entanto, os perfis encontrados mostram uma trilha de amadurecimento e evolução das instituições, com exceção, claro, do desconfiado”, complementa Takahashi.

Embora heterogêneo, o mercado caminha para uma evolução. Oitenta e sete por cento das instituições afirmam que o assunto ganhou relevância nos últimos 12 meses. Quase a totalidade do mercado (90%) tem certeza de que ele ganhará ainda mais no próximo ano. “A sustentabilidade não é um tema novo no mercado, no entanto, com a pandemia de Covid-19, ele ganhou tração por conta da mudança da percepção de risco dos investidores. Esse movimento é positivo e, sem dúvida, ajudará a alavancar essa pauta”, afirma Takahashi.

Em recorte específico feito nas gestoras de recursos, 80% afirmaram ter uma política de investimento responsável ou um documento que formalize seu tratamento ao tema ESG (concluído ou ao menos em estágio de desenvolvimento). Em 2018, quando o mesmo levantamento deste recorte foi realizado, o percentual era menor (68%). Um terço (33%) das gestoras estão em processo de desenvolvimento de um documento incorporando questões ESG. Também aumentou o volume de ativos analisados sob as lentes ESG. Cerca de 29% das casas avaliam de 80% a 100% de seus papéis, o que representa aumento de 12% na comparação com a pesquisa anterior.

Confira, a seguir, o estudo completo disponibilizado pelo Portal AMANHÃ.

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Estudo inédito da Anbima revela que compreensão do mercado sobre sustentabilidade é heterogênea