Archives Janeiro 2022

Paraná e Mato Grosso do Sul discutem implantação de uma nova ponte

A estimativa de custo da obra é de cerca de R$ 350 milhões

Ligação faz parte de um projeto mais amplo, que inclui a duplicação da BR-376

O governador Carlos Massa Ratinho Junior se reuniu na manhã desta segunda-feira (31), por meio de videoconferência, com representantes da Sociedade Civil Organizada do Paraná (Socipar) e demais autoridades, para discutir a viabilidade da construção de uma nova ponte entre o Paraná e Mato Grosso do Sul, ligando os municípios de São Pedro do Paraná (PR) e Porto São João (MS), para o escoamento da produção agrícola. A ponte faz parte de um projeto ainda mais amplo, que inclui a duplicação da BR-376, conhecida como a Rodovia do Agronegócio Brasileiro, pela grande quantidade de caminhões que transportam a safra sul-mato-grossense, passando pelo Paraná a caminho do Porto do Paranaguá. A estimativa de custo da obra é de cerca de R$ 350 milhões.

Para dar seguimento ao projeto de construção da ponte, a Itaipu deve financiar os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental, a fim de identificar os impactos sobre o Rio Paraná e o desenvolvimento regional. Avaliado em R$ 3 milhões, o convênio tramita internamente e ainda não tem data para ser assinado. “Junto ao Governo do Mato Grosso do Sul, conseguimos fazer um encaminhamento para que a Itaipu bancasse o estudo de viabilidade. É um passo muito importante e acredito que a licitação passe a rodar nos próximos dias”, destacou o governador.

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, defendeu a importância da obra para criar um eixo de desenvolvimento regional e local e destacou que ela encurtará as viagens em mais de 130 quilômetros. “Com a ponte, muda a realidade, o traçado é outro. Você encurta o caminho e esse é o nosso objetivo”, ressalta o secretário.

Para o presidente da Socipar, Demerval Silvestre, a ponte terá como objetivo ligar o setor produtivo e será fundamental para a economia do estado, principalmente por conta dos avanços a serem promovidos no setor logístico, mas também em outras áreas. “Paraná e Mato Grosso do Sul são dois grandes produtores rurais que compartilham as mesmas estradas para escoamento da produção com destino ao Porto de Paranaguá. A construção da ponte vai alavancar o desenvolvimento regional e incentivar outros investimentos locais em turismo e hotelaria”, acrescentou.

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A estimativa de custo da obra é de cerca de R$ 350 milhões

Lar apresenta crescimento de receita de 57%

Cooperativa paranaense faturou R$ 17 bilhões no ano passado

A meta da cooperativa, em uma década, é fazer com que o faturamento alcance os R$ 32 bilhões

A Lar Cooperativa, de Medianeira (PR), obteve faturamento bruto de mais de R$ 17 bilhões no ano passado, um avanço de 57%. O resultado líquido foi de R$ 823,7 milhões. Os números foram apresentados e aprovados em assembleia na sexta-feira (28).

Apesar de todos os desafios enfrentados em 2021, com aumentos significativos nos custos de produção, a Lar cresceu muito nos últimos dois anos. “Para nós o que conta é uma cooperativa muito mais estruturada, para atender melhor os seus associados e ajudar a região a se desenvolver mais, socialmente inclusive”, afirmou o diretor-presidente Irineo da Costa Rodrigues. A Lar encerrou o ano com 12.352 associados e 24.090 funcionários, seguindo como a cooperativa singular que mais gera empregos no Brasil.

A cooperativa recebeu 2,5 milhões de toneladas de soja, cresceu 53% na avicultura com mais de 275 milhões de aves abatidas durante o ano e produziu mais de 945 mil leitões. De acordo com o diretor-presidente, para 2022 a Lar pretende completar muitos projetos que estão andamento, como é o caso do Complexo Bom Jesus em Medianeira, no qual a primeira indústria de rações será concluída neste ano. Rodrigues mencionou as novas atividades que serão fortalecidas no decorrer do ano: a Lar Máquinas Agrícolas e Lar Credi. “A Lar é inquieta e está sempre buscando trabalhar melhor”, relatou o dirigente ao mencionar que a inovação é uma constante.

Como revelou a reportagem especial sobre cooperativismo no anuário 500 MAIORES DO SUL, a Lar pretende chegar a 38 mil empregados até 2030. “Essa mão de obra não existe na região e terá de vir de fora”, projeta Rodrigues. A meta da cooperativa, em uma década, é fazer com que o faturamento alcance os R$ 32 bilhões. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro. Também de acordo com o ranking publicado pelo Grupo AMANHÃ com a parceria técnica da PwC, a Lar é a 17ª maior empresa da região e a sétima maior do Paraná.

Cooperativa paranaense faturou R$ 17 bilhões no ano passado

Sul fecha 2021 com saldo de 480 mil postos de trabalho

A região demitiu quase 79 mil trabalhadores no mês passado

Paraná lidera no saldo acumulado anual

O Paraná obteve, na região Sul, o melhor saldo de novos empregos no acumulado de todo o ano de 2021, de acordo com os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados nesta segunda-feira (31). No total, o Sul obteve um saldo de mais de 480 mil novos postos de trabalho entre janeiro e dezembro (veja a tabela ao final desta reportagem).

No acumulado do ano de 2021, foi registrado saldo de 2.730.597 empregos em todo o Brasil, decorrente de 20.699.802 admissões e de 17.969.205 desligamentos. O emprego celetista no país apresentou retração em dezembro de 2021, registrando saldo negativo de 265.811 postos de trabalho. Esse resultado decorreu de 1.437.910 admissões e de 1.703.721 desligamentos.

Apenas o comércio, com a criação de 9.013 vagas, obteve saldo positivo no mês passado. Os demais apresentaram saldos negativos, sendo que o setor de serviços desligou 104.670 pessoas. Já a indústria de transformação demitiu 88.296 trabalhadores.

Os dados do Caged vêm de onde?
O Caged deve ser preenchido por empregadores com informações sobre admissões e desligamentos de funcionários da empresa. O formulário deve ser enviado por meio de um sistema próprio na internet. Há penalização para as empresas que dispensarem ou contratarem empregados e não derem essa informação ao Ministério do Trabalho.

Com base nos cadastros, é possível saber quantas vagas foram abertas e fechadas no país durante um mês e calcular o número de aberturas de vagas líquido (contratações menos desligamentos). É possível saber a abertura e fechamento de vagas por região e setor.

Os dados só abrangem os contratos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), diferentemente da Pnad, que abarca também o setor informal e autônomos. Sua série histórica começa em 1992, embora tenha sofrido mudanças metodológicas que impossibilitam a comparação com números anteriores ao ano de 2020.

Uma portaria de outubro de 2019, por exemplo, mudou o sistema de preenchimento de dados, que é feito hoje pelo pelo eSocial, e passou a reunir mais informações na mesma base de dados. O novo Caged tornou obrigatório informar a admissão e demissão de empregados temporários. Antes, essa comunicação era facultativa.

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A região demitiu quase 79 mil trabalhadores no mês passado

Mercado financeiro eleva projeção de inflação para 5,38%

Expectativa para o crescimento do PIB passou para 0,3%

Dólar deve fechar o ano em R$ 5,60

O mercado financeiro aumentou novamente a previsão de inflação para este ano. Segundo projeção do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar 2022 em 5,38%. Há uma semana a projeção do mercado era de que a inflação terminasse o ano em 5,15%. Há quatro semanas a previsão era de 5,03%.

O boletim, que é divulgado semanalmente, reúne a projeção do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos do país. Na projeção dessa semana, o Focus aponta um pequeno aumento na previsão do PIB, na comparação com a semana passada. A nova projeção é de um PIB de 0,3%, ante os 0,29% da semana anterior. Há quatro semanas o mercado previa um crescimento da economia brasileira de 0,36%.

A previsão do mercado para a taxa básica de juros, a Selic, em 2022, também ficou estável em relação ao divulgado na semana passada, ficando em 11,75% ao ano. Há quatro semanas a projeção era de que a Selic fecharia 2022 em 11,5% ao ano. A taxa, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), atualmente está em 9,25% ao ano. Para a próxima reunião do órgão, em fevereiro, o Copom já sinalizou que deve elevar a Selic em mais 1,5 ponto percentual.

A expectativa do mercado para a cotação do dólar em 2022 se manteve igual ao projetado na semana passada, ficando em R$ 5,60.

Com Agência Brasil

Expectativa para o crescimento do PIB passou para 0,3%

Intenção de consumo volta a subir em janeiro

Brasileiros estão confiantes em um crescimento econômico

A parcela que pretende aumentar seu consumo nos próximos meses alcançou o maior percentual desde abril de 2020

O ano começou com expectativas positivas para o comércio, de acordo com a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de janeiro. O indicador apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) alcançou neste mês o patamar de 76,2 pontos, o maior nível desde maio de 2020 (81,7 pontos). Apesar de ter permanecido abaixo do nível de satisfação de 100 pontos (o que acontece desde abril de 2015), com o ajuste sazonal, a série apresentou crescimento de 1,1%, após dois meses de retração, e elevação de 3,6%, na comparação com janeiro de 2021.

O principal destaque positivo foi o índice de emprego atual, que contou com aumento de 2,6%. O item sobre a perspectiva de consumo também mostrou expansão de 2,5%, a segunda consecutiva, além de alcançar o maior patamar desde abril de 2020 (81 pontos). Assim como o indicador de renda atual, que, apesar da alta inflação, atingiu o melhor nível desde junho de 2021, registrando 82,7 pontos, com crescimento de 0,5% este mês.

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, os dados indicam que, apesar das incertezas para este ano, os consumidores estão confiantes em um crescimento econômico. “Os números relativos à percepção do mercado de trabalho apontam que as pessoas se sentem um pouco mais seguras em relação à situação atual. E, apesar de ainda não representar a maior parte das famílias, a parcela que pretende aumentar seu consumo nos próximos meses alcançou o maior percentual desde abril de 2020, dando sinais favoráveis para o comércio neste início de ano”, avalia.

O indicador de acesso ao crédito apresentou a queda mais expressiva da pesquisa: 1% em relação ao mês anterior e 7,4% na comparação com janeiro de 2021. A economista da CNC responsável pela pesquisa, Catarina Carneiro da Silva, explica que a redução está relacionada ao encarecimento do crédito. “Isso é consequência do aumento dos juros, ocasionado pela alta inflacionária, que também reduz o poder de compra. Ambos os fatores representam maiores dificuldades para os consumidores”, detalha.

Em janeiro, o índice que mede o momento [de compra] para duráveis teve a quinta retração mensal seguida, de 0,8%, e uma queda de 5,7% na comparação anual. Entre os consumidores, 75% acreditam ser um momento negativo para compras desses tipos de produtos, percentual um pouco abaixo do 75,2% observados em dezembro de 2021.

Considerando a análise por grupos de renda, o nível de insatisfação das famílias com ganhos abaixo de dez salários mínimos mostrou crescimento mensal de 1,1% e anual de 1,7%. Já na faixa com renda superior a dez salários mínimos, as variações foram de 1% em relação ao mês anterior e de 10,5% na comparação com janeiro de 2021, revelando que as famílias com maior renda estão evoluindo mais favoravelmente em relação ao ano passado e sendo mais beneficiadas com a flexibilização do isolamento social.

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Brasileiros estão confiantes em um crescimento econômico

Governo tem menor déficit primário desde 2014

Resultado negativo nas contas públicas fica em R$ 35,1 bilhões

Para 2022, o orçamento prevê que o déficit primário chegue a R$ 79,3 bilhões

O crescimento da arrecadação e a redução de gastos relacionados à pandemia de Covid-19 fizeram o déficit primário fechar 2021 no menor nível desde 2014. No ano passado, o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – registrou resultado primário negativo de R$ 35,1 bilhões.

Em dezembro, a secretaria especial de tesouro e orçamento havia divulgado que a projeção de déficit primário para 2021 estava em R$ 89,8 bilhões. O resultado também foi melhor que as previsões do mercado. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todo mês pelo Ministério da Economia com instituições financeiras, os analistas de mercado previam déficit primário de R$ 83 bilhões para o ano passado.

O resultado primário representa o resultado negativo das contas do governo desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. Apenas em dezembro, o governo teve superávit primário de R$ 13,8 bilhões e o melhor para o mês desde 2013, quando tinha atingido R$ 14,3 bilhões. O resultado primário em dezembro foi melhor que o projetado pelas instituições financeiras. Os analistas de mercado estimavam déficit de R$ 14,4 bilhões no mês passado, de acordo com o Prisma Fiscal.

Em 2020, o governo tinha registrado déficit primário recorde de R$ 743,2 bilhões. O resultado negativo decorreu dos gastos extras com o enfrentamento à pandemia, que totalizaram R$ 520,9 bilhões no ano retrasado. Em 2021, o gasto com créditos extraordinários caiu R$ 366,5 bilhões; a despesa com ajudas a estados e municípios, R$ 89,4 bilhões; e o gasto com subsídios e subvenções, R$ 16,3 bilhões na comparação com o ano anterior. Segundo o Ministério da Economia, todas essas despesas estavam relacionadas ao combate à pandemia.

Desde 2014, o governo tem tido resultados negativos. Para 2022, o orçamento prevê que o déficit primário chegue a R$ 79,3 bilhões. O aumento do déficit decorre da emenda constitucional que mudou a fórmula de cálculo do teto de gastos e abriu espaço para o governo implementar o Auxílio Brasil, programa de transferência de renda que substituiu o Bolsa Família.

Receitas e despesas
O principal fator para a melhoria do resultado fiscal em 2021, no entanto, foi o crescimento da arrecadação, que bateu recorde. No ano passado, as receitas líquidas subiram 21,2% em relação a 2020, descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Elas somaram R$ 1,5 trilhão no ano passado. Sem os gastos com a pandemia, as despesas somaram R$ 1,6 trilhão em 2021, com queda de 23,6% descontado o IPCA.

Os benefícios da Previdência Social somaram R$ 709,5 bilhões, com queda de 1,3% descontada a inflação. No ano passado, o déficit da Previdência Social ficou em R$ 247,3 bilhões, com recuo de 11,7% em relação a 2020, também considerando a inflação. O valor foi levemente inferior à estimativa de resultado negativo de R$ 248,2 bilhões apresentada pela equipe econômica em dezembro. Parte da queda do déficit deve-se à reforma da Previdência, que aumentou as contribuições e reduziu os gastos no médio prazo. Outra parte deveu-se à recuperação do mercado de trabalho em 2021, com mais gente contribuindo formalmente para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Os gastos com o funcionalismo público também caíram, somando R$ 329,3 bilhões, com recuo de 5,4% descontada a inflação pelo IPCA. A queda deve-se ao congelamento de salários dos servidores públicos, que vigorou desde junho de 2020 até o fim do ano passado.

Teto de gastos
Em nota, o Tesouro Nacional recomendou a aprovação de reformas que reduzam os gastos obrigatórios do governo e a preservação do teto de gastos, mecanismo que limita o crescimento das despesas à inflação por até 20 anos, como âncora fiscal. Segundo o órgão, apesar da arrecadação recorde e da queda dos gastos com a pandemia, o teto de gastos contribuiu para a redução do déficit primário.

“Não fosse essa regra [teto de gastos], o resultado do Governo Central poderia ser, teoricamente, inferior em quase 10 vezes, já que a meta de resultado primário do ano, com todas as compensações previstas, permitia um déficit de mais de R$ 330 bilhões”, destacou o Tesouro.

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Com Agência Brasil

Resultado negativo nas contas públicas fica em R$ 35,1 bilhões

XP anuncia investimento na Br Supply

Aporte será utilizado para executar o plano de expansão da empresa

A Br Supply pretende acelerar o crescimento da sua plataforma de e-commerce OceanoB2B.com, focada em produtos para clientes pequenos e médios

A XP anunciou investimento na Br Supply, empresa de suprimentos indiretos corporativos. Fundada em 2008 por Cesar Folle, a companhia oferece um portfólio extenso de mais de 10 mil produtos, incluindo itens de EPIs, escritório, eletrônicos, higiene e limpeza, uniformes, produtos personalizados, entre outros. A empresa possui dois centros de distribuição, em São Leopoldo (RS) e em São Bernardo do Campo (SP), este último fruto da aquisição da operação brasileira da empresa americana Staples, em 2018 e Korpex em 2017.

“O setor de suprimentos indiretos movimenta mais de R$ 25 bilhões por ano, mas ainda é fragmentado e regional. Racionalizamos o processo de compra, temos portfólio de produtos amplo, no modelo one-stop-shop, nossa logística cobre todo território do Brasil, temos elevada segurança operacional e entregamos efetiva redução de custos. Tudo isso por meio do Supply Manager, nosso intra e-commerce, uma plataforma integrada ao ERP dos nossos clientes.”, diz Cesar Folle, fundador e CEO da BR Supply, em nota.

O aporte de R$ 48 milhões contribuirá para execução do plano de expansão da empresa, realização de aquisições, e aceleração do crescimento da plataforma de e-commerce OceanoB2B.com. Anteriormente, o XP Private Equity já havia realizado um investimento de R$ 92 milhões na companhia, via debêntures, que fora utilizado por Folle para aquisição da participação de acionistas minoritários. Com esta transação, a ser realizada via debêntures conversíveis, o XP Private Equity totalizará R$ 140 milhões investidos na BR Supply.

“Esta transação é uma demonstração da parceria que estabelecemos com nossos sócios. Depois de um período de interação com a Br Supply e com o Cesar Folle, em que aprofundamos nosso conhecimento sobre a companhia e seu modelo de negócio, estamos contribuindo com um novo investimento, que vai permitir à companhia continuar com seu forte crescimento, para no futuro buscar um IPO”, destaca Chu Kong, head do fundo de private equity da XP, também em nota.

Dentre os mais de 300 contratos vigentes da Br Supply, destacam-se Banco Itaú, Bradesco, Sicredi, Ambev, Vale, Raiadrogasil, DPSP, GPS, Carrefour, Grupo Pão de Açúcar, Petz, Sodexo Claro, BRF, entre outros. Em complemento à operação com grandes clientes, a companhia lançou em 2019 o e-commerce OceanoB2B.com, focado em suprimentos indiretos para pequenas e médias empresas, abrindo um novo canal de vendas, com benefícios de sinergias operacionais, de mix de produtos e logística de distribuição.

A Br Supply á a 330ª maior empresa da região, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Aporte será utilizado para executar o plano de expansão da empresa

Banrisul projeta investir em 200 startups

Primeiro contrato foi assinado com agrotech Insumo

João Florêncio da Silva, Osvaldo Lobo Pires e os representantes da Insumo Fácil, assinando o contrato de financiamento

Pelo menos 200 startups brasileiras devem receber aportes com valor médio de R$ 300 mil concedidos via Banrisul. A instituição financeira passa a operar com duas novas linhas de fomento à pesquisa, desenvolvimento e inovação: Inovacred Expresso e Finep Conecta Automático. O start dessa iniciativa de estímulo foi dado na sexta-feira (28), já com assinatura de contrato.

A primeira empresa a aderir ao Inovacred Expresso é a agrotech gaúcha Insumo Fácil. Fundada em 2019, a startup foi pioneira no país ao propor um serviço que integra produtores rurais cadastrados, fornecedores e instituições financeiras. Mais empresas devem ser contempladas com a possibilidade de conseguir investimentos para equipamentos, softwares, serviços de consultoria, desenvolvimento de sistemas e treinamentos, entre outros avanços.

“Esse é mais um exemplo da presença do Banrisul no dia a dia das empresas, desde o processo de aceleração até o financiamento. A Insumo Fácil é uma startup acelerada pelo BanriTech, iniciativa do Banco que impulsiona o ecossistema de inovação”, destaca o diretor de crédito do Banrisul, Osvaldo Lobo Pires.

De acordo com o gerente de desenvolvimento de produtos e microcrédito do Banrisul, Tiago Fernandes, o lançamento das duas linhas marcam uma nova fase, de mais proximidade com os anseios de quem empreende neste segmento. “Uma das principais dificuldades no acesso ao crédito pelas startups é o conjunto de garantias exigidas pelos bancos; neste sentido, como diferencial, o Banrisul vai permitir o uso do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI) nessas operações, pois sabemos que isso torna o processo mais acessível e inclusivo”, destaca.

A linha Inovacred Expresso financia atividades de inovação, com processo simplificado de enquadramento. Oferece taxas compostas pela TJLP acrescida de 5% ao ano, com equalização de 40% da TJLP, para empresas com receita operacional bruta de até R$ 16 milhões, e prazo de até 48 meses para pagamento. Nessa modalidade, é necessário ter histórico de propriedade intelectual, ou ter recebido incentivos para inovação nos últimos 10 anos ou estar instalada ou fazer parte de incubadora ou parque tecnológico. Todas as startups que participaram do primeiro ciclo do BanriTech, em 2021, e que participarem dos próximos ciclos de aceleração do BanriTech, têm enquadramento nessa modalidade, condicionado à disponibilidade de recursos do produto e análise de crédito.

Já o Finep Conecta Automático é voltado para projetos em parceria com universidades e instituições de pesquisa, com taxas compostas pela TJLP acrescida de 5% ao ano, com equalização de 80% ou 100% da TJLP, conforme a receita operacional bruta da empresa e prazo de 60 meses para pagamento. Permite a conexão da empresa inovadora com um Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT) cadastrado pela Finep. Nesse caso, os serviços tecnológicos financiados precisam ser executados por um ICT.

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Primeiro contrato foi assinado com agrotech Insumo

Mapa catarinense mostra 15 regiões no nível alto

Apenas o Alto Uruguai e o Extremo Oeste se mantiveram estáveis

Os resultados do mapa de risco refletem o aumento no número de casos confirmados de Covid-19 notificados nas quatro primeiras semanas de 2022

A matriz de risco potencial regionalizado divulgada neste sábado (29) revela que regiões classificadas como risco potencial alto (cor amarelo) e duas no nível de risco moderado (cor azul). Em um comparativo com o relatório divulgado na semana anterior, apenas as regiões Alto Uruguai Catarinense e Extremo Oeste se mantiveram estáveis, permanecendo no nível moderado (azul).

Houve piora nos indicadores das regiões Médio Vale do Itajaí e Xanxerê, que na semana anterior estavam classificadas no nível moderado (azul) e passaram a ser classificados no nível alto (amarelo), juntando-se as regiões do Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Meio Oeste, Nordeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Vale do Itapocu que se mantiveram no nível alto (amarelo).

Os resultados do mapa de risco refletem o aumento no número de casos confirmados de Covid-19 notificados nas quatro primeiras semanas de 2022, que tiveram reflexo na dimensão transmissibilidade, que monitora o número de casos ativos que foram notificados no período e a velocidade de transmissão. Todas as regiões estão classificadas no nível gravíssimo (vermelho), com o número de casos ativos alcançando 78.287 casos em todo o Estado, o maior registrado desde o início da pandemia.

Na dimensão de gravidade, que contempla os indicadores de mortalidade e tendência de internação por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), em relação ao boletim anterior, houve melhora nos indicadores do Alto Uruguai Catarinense, Extremo Oeste, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste e Oeste, que estavam classificados como nível alto (laranja) no boletim anterior, e se juntaram a região de Xanxerê, que se manteve no nível moderado (azul).

Também houve melhora na região Carbonífera, que estava classificada no nível grave (laranja) no boletim anterior, e passou a ser classificado como nível alto (amarelo), juntando-se às regiões Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Nordeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Vale do Itapocu.Portanto, observa-se que mesmo com o aumento vertiginoso no número de casos ativos, não houve impacto direto na internação e mortalidade por Covid-19.

Na dimensão do monitoramento, que reflete a cobertura vacinal e a variação semanal de casos, todas as regiões foram classificadas com risco moderado (azul), condição que mantêm em relação à semana anterior. Com mais de 5,3 milhões de pessoas que receberam as duas doses da vacina, a cobertura vacinal da população geral no dia 28 de janeiro ultrapassou 73%. Apesar do grande número de casos notificados desde o início do ano, as elevadas taxas de cobertura vacinal d têm contribuído para, proporcionalmente, reduzir o impacto na gravidade dos casos.

No item que analisa a capacidade de atenção, que monitora a taxa de ocupação de leitos de UTI adulto com pacientes em tratamento para Covid-19 em relação ao total de leitos disponíveis em cada região, as regiões Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Oeste, Vale do Itapocu e Xanxerê se mantiveram no nível Moderado (azul), com taxas de ocupação abaixo de 20%.

Houve piora nos indicadores das regiões Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Médio Vale do Itajaí e Planalto Norte, que na semana anterior estavam como nível moderado, e passaram a ser classificadas como nível alto (amarelo), juntando-se às regiões Grande Florianópolis e Laguna com taxa de ocupação de variando entre 20 a 39%. Também foi observado piora nos indicadores das regiões Foz do Rio Itajaí e Serra Catarinense, que passaram a ser classificadas no nível Grave (laranja), se juntando as regiões Meio Oeste e Nordeste, com taxas de ocupação variando de 40 a 59%.

Por fim, a região Oeste, que na semana anterior estava classificada no nível Grave (laranja) passou a ser classificada nesta semana no nível Gravíssimo (vermelho), com taxas de ocupação acima de 60%. Destaca-se que o Estado apresenta uma boa quantidade de UTI disponíveis tanto para atendimento de pacientes com Covid-19, como para tratamento de demais patologias, sem comprometer a realização de cirurgias eletivas, por exemplo. Portanto, mesmo com a disseminação da variante Ômicron por todo o Estado, não existe comprometimento da capacidade de atenção de alta complexidade no momento atual.

A análise desta semana demonstra a manutenção da taxa de crescimento de casos e óbitos por coronavírus na última semana. Houve um aumento de 38% na taxa de casos de Covid-19 acumulados nos últimos 7 dias nesta semana (1.033,04 casos/100 mil habitantes), quando comparada com a semana anterior (747,08 casos/100 mil habitantes). Em relação aos óbitos, houve um aumento de 138% na taxa de óbitos confirmados de Covid-19 acumulados nos últimos 7 dias (2,46 óbitos/100 mil habitantes) quando comparada com a semana anterior (1,03 óbitos/100 mil habitantes), demonstrando uma piora no cenário de gravidade da pandemia.

Levantamento preliminar realizado pela secretaria de saúde aponta que, no momento atual, as pessoas com quadros graves de Covid-19 hospitalizadas em leitos de UTI na rede própria estadual são em sua maioria pessoas com idade acima de 60 anos que não receberam a dose de reforço recomendada após 4 meses da completitude do esquema vacinal primário ou estão com o esquema vacinal incompleto. A secretaria de saúde faz um apelo para que todos os catarinenses que estão no prazo para receber a dose de reforço (4 meses), principalmente os idosos, procurem o posto de vacinação do seu município e se proteja contra o coronavírus.

Considera-se como elemento chave para o momento de alta no número de casos de Covid-19 em Santa Catarina a elevada capacidade de transmissão da variante Ômicron do vírus SARS-CoV-2, cuja transmissão comunitária foi detectada no final de 2021. Além da presença da variante Ômicron, o cenário epidemiológico apontado nessas primeiras quatro semanas de 2022 pode ser considerado como resultado das aglomerações ocorridas durante as festas de final de ano e o período de férias de verão, aliadas ao relaxamento na adoção das medidas de prevenção por grande parte população. Isso tem se refletido numa grande procura por atendimento em centros de saúde, unidades de atenção primária e centros de triagem em diversos municípios.

Em nota, a secretaria de saúde alerta a todos acerca da importância da manutenção das medidas de prevenção, como uso universal de máscaras, evitar aglomerações mantendo distanciamento físico de 1,0m entre grupos diferentes, dar preferência a ambientes ventilados e atualizar o esquema vacinal contra a Covid-19, tanto completando o esquema primário de duas doses quanto recebendo a dose de reforço após quatro meses.

O principal objetivo da matriz de risco catarinense é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Apenas o Alto Uruguai e o Extremo Oeste se mantiveram estáveis

Brasil começará a reduzir IOF cambial ainda este ano

Medida faz parte de acordo para adesão à OCDE

Segundo o Ministério da Economia, o Brasil está em estágio avançado de convergência com a OCDE, tendo aderido a 104 dos 251 instrumentos normativos do organismo internacional

As operações com moeda estrangeira terão o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) reduzido gradualmente até ser zerado em 2029, confirmou o Ministério da Economia. O imposto começará a ser reduzido ainda este ano, para operações de entrada e saída de recursos estrangeiros de curto prazo, em até 180 dias.

O corte do imposto abrangerá quatro faixas de incidência do IOF cambial, com reduções graduais para cada faixa. O primeiro grupo envolverá as operações de curto prazo. O segundo abrangerá transações com cartões de crédito ou débito, cheques de viagem e cartões pré-pagos internacionais. O terceiro englobará operações de câmbio para compra de moeda estrangeira à vista no Brasil e para transferência de residentes no país para contas em seu nome no exterior. O quarto grupo, por fim, envolverá as demais operações de câmbio.

A medida foi exigida pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para a entrada do Brasil ao grupo, que reúne as economias mais industrializadas do mundo. Nesta semana, a organização internacional formalizou o convite para o início do processo de adesão do país, abrindo caminho para um processo que durará anos.

As reduções de alíquotas do IOF serão estabelecidas por meio de decreto presidencial. A mudança é uma das obrigações a serem cumpridas pelo Brasil para adesão aos Códigos de Liberalização de Movimentação de Capitais e de Operações Invisíveis, instrumento exigido para os países que integram a OCDE.

De acordo com a Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, a eliminação do IOF sobre transações com o exterior tem o objetivo de acabar com a prática de “câmbios múltiplos”, em que a taxa efetiva de câmbio varia conforme o tipo de operação. Essa multiplicidade, explicou a pasta, favorece determinados tipos de transação em detrimento de outros e discrimina agentes econômicos que desejam operar no país, sendo condenada tanto pela OCDE como pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Segundo o Ministério da Economia, o Brasil está em estágio avançado de convergência com a OCDE, tendo aderido a 104 dos 251 instrumentos normativos do organismo internacional. O processo de adesão está mais acelerado que em outros países convidados a integrar o grupo ou que atuam como parceiros-chave, como Argentina (51 instrumentos), Romênia (53), Peru (45), Bulgária (32) e Croácia (28).

A adesão mais recente ocorreu na quinta-feira (27), quando o Brasil se comprometeu a adotar as recomendações da OCDE no tema “Crianças no ambiente digital”. Fundada em 1961, em Paris, a OCDE funciona como um organismo que avalia e recomenda práticas e políticas que promovam prosperidade, igualdade, oportunidade e bem-estar global. Com 38 países-membros, a organização reúne 61% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

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Com Agência Brasil

Medida faz parte de acordo para adesão à OCDE

Faturamento da Copacol cresce 38%

Receita da cooperativa paranaense somou R$ 7,9 bilhões ano passado

A Copacol é a 35ª maior empresa da região e também a 14ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

O faturamento da Copacol, de Cafelândia (PR), chegou a R$ 7,9 bilhões ano passado, mesmo com as adversidades enfrentadas devido aos efeitos do clima e os impactos da Covid-19. O crescimento é de 38%, o maior dos últimos cinco anos. O resultado foi apresentado na assembleia geral nesta sexta-feira (28).

Com uma área de 250 mil hectares nas regiões Oeste e Sudoeste, a cooperativa possui 6,7 mil cooperados. São 16 mil colaboradores que atuam em 21 unidades de grãos, insumos e sementes, quatro unidades industriais, além de matrizeiros, fábricas de rações e sede administrativa. Com a conquista do consumidor no mercado externo, a Copacol chega a 76 países. As exportações ano passado atingiram US$ 476,2 milhões, aumento de 16,6%.

Em 2021, a cooperativa movimentou mais de R$ 2 bilhões em serviços e aquisição de materiais. O volume de impostos pagos teve acréscimo de 28%, chegando a R$ 291 milhões.

Com o encerramento do balanço financeiro de 2021, a Copacol definiu o total em sobras de R$ 134,9 milhões, elevação de 12% em comparação ao exercício anterior – valor antecipado em dezembro aos cooperados, que receberão ao todo: R$ 2,70 por saca de soja, R$ 15 por saca de café, R$ 1,30 por saca de trigo, R$ 1,30 por saca de milho. Os adeptos ao Programa Selo Social têm um acréscimo de R$ 1,50 por saca de soja.

A Copacol é a 35ª maior empresa da região e também a 14ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Receita da cooperativa paranaense somou R$ 7,9 bilhões ano passado

Ecovagas assina acordo com Zletric

Empresas unirão suas operações de eletromobilidade

A conclusão das negociações resultará em um dos maiores players de infraestrutura de carregamento de veículos elétricos do Brasil

A Ecovagas, primeira rede de carregamentos de veículos elétricos semipública integrada e conectada do Brasil, criada em 2020 em uma parceria entre a Estapar e a EnelX, assinou um acordo com a Zletric, empresa especializada em energia para recarga de veículos elétricos e híbridos, para combinar as suas estruturas, formando uma única empresa. A negociação visa ampliar o mercado brasileiro de eletromobilidade e a infraestrutura de recarga de veículos eletrificados, nos principais pontos onde o usuário pode estacionar seu carro, seja em estacionamentos localizados em aeroportos, prédios comerciais, shopping centers, arenas e hospitais, por exemplo, ou na esfera residencial, com soluções e tecnologia para condomínios em diferentes localidades.

Atualmente, a Ecovagas conta com mais de 200 pontos de recarga instalados em 29 cidades e em 13 estados brasileiros. Até o fechamento do negócio, esse número saltará, de forma combinada, para cerca de 500 pontos. A expectativa é de que, até o fim de 2022, estejam disponíveis até mil pontos para todos os públicos, sejam frotistas, montadoras, locadoras e gestoras, além de consumidores finais que já possuam carros elétricos e híbridos.

“A recarga dos veículos elétricos será uma quebra de paradigma, pois não será feito em locais de passagem, como acontece com os postos de combustíveis hoje. As pessoas otimizarão seu tempo carregando seus veículos enquanto estacionados, simultaneamente fazendo outras atividades diárias ou em suas residências”, explica André Iasi, CEO da Estapar, controladora da Ecovagas.

O movimento das empresas pretende criar uma operação com alta escalabilidade, se consolidando como o principal player do segmento e grande facilitador do ecossistema de eletromobilidade no país. A união das empresas leva em conta que a Ecovagas, focada no segmento semipúblico, reúne os melhores pontos de estacionamento da Estapar, com sua alta recorrência de uso, e a Enel X, relevante player do setor de energia elétrica, garante a qualidade e experiência internacional. Já a Zletric, com sua agilidade de uma startup, está focada em tecnologia para a operação, com presença importante no segmento residencial.

“A base de clientes da Estapar e seus parceiros é fundamental para alimentar o mercado, pois a recorrência física dos clientes nos estacionamentos é enorme, da mesma forma que no uso dos aplicativos da companhia também, portanto, será de grande valia usar essas ferramentas para captar novos usuários”, afirma Pedro Schaan, CEO da Zletric.

Grandes nomes do mercado já possuem acordos com as empresas: Volvo, Stellantis (conglomerado de marcas como Fiat, Peugeot, Citroën, Jeep, entre outras), Nissan e Movida são exemplos. A Ecovagas oferece o gerenciamento da instalação dos carregadores elétricos, manutenção de toda a rede, energia e software de gestão real time. Por meio do aplicativo Vaga Inteligente, o consumidor poderá, em tempo real, visualizar os pontos de carregamento disponíveis em seu smartphone e dirigir-se até o local mais próximo para recarregar seu veículo em poucos minutos. As vagas são especialmente sinalizadas para os veículos híbridos plug-ins e elétricos e contam com o acompanhamento de profissionais para o gerenciamento das instalações.

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Empresas unirão suas operações de eletromobilidade

Desemprego recua para 11,6% no trimestre encerrado em novembro

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado aumentou

Comércio impulsiona aumento na ocupação

A taxa de desocupação caiu para 11,6% no trimestre encerrado em novembro, recuo de 1,6 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior. O número de desempregados diminuiu 10,6% nesse mesmo período, chegando a 12,4 milhões. É uma redução de 1,5 milhão de pessoas. Quando comparado ao mesmo período do ano anterior, houve queda de 14,5%, o que representa 2,1 milhões a menos em busca de trabalho. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE.

Na comparação com o trimestre encerrado em agosto, o número de pessoas ocupadas aumentou 3,5%. São 3,2 milhões de pessoas a mais no mercado de trabalho. “Esse resultado acompanha a trajetória de recuperação da ocupação que podemos ver nos últimos trimestres da série histórica da pesquisa. Esse crescimento também já pode estar refletindo a sazonalidade dos meses do fim de ano, período em que as atividades relacionadas principalmente a comércio e serviços tendem a aumentar as contratações”, explica a coordenadora de trabalho e rendimento do IBGE, Adriana Beringuy. Com isso, o nível de ocupação, percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, foi estimado em 55,1%, um aumento de 1,7 ponto percentual frente ao trimestre anterior.

Assim como nos trimestres anteriores, o número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado aumentou. O crescimento foi de 4% frente ao trimestre encerrado em agosto, o que representa 1,3 milhão de pessoas. “No setor privado, os segmentos de comércio, indústria, saúde e educação e de tecnologia da informação e comunicação foram os que mais expandiram a sua ocupação com trabalhadores com carteira assinada”, relata a pesquisadora.

Também houve aumento de 7,4% no contingente de empregados sem carteira no setor privado, ou adição de 838 mil pessoas. Frente ao mesmo período do ano anterior, o aumento foi de 18,7%. O número de trabalhadores por conta própria também cresceu: o avanço foi de 588 mil pessoas (2,3%) em relação ao último trimestre e de 3,2 milhões (14,3%) frente ao trimestre encerrado em novembro de 2020. Na categoria dos trabalhadores domésticos, a alta na ocupação foi de 6% frente ao trimestre anterior e de 22,5% em relação ao mesmo trimestre de 2020.

A taxa de informalidade foi de 40,6% e se manteve estável frente ao trimestre anterior, mas houve aumento no número de trabalhadores informais. “Do crescimento de 3,2 milhões de trabalhadores no número de pessoas ocupadas, 43% vieram do trabalho informal. Então, embora a informalidade continue se destacando na expansão da ocupação, a participação do trabalho formal no setor privado vem aumentando e contribuindo também para a recuperação da ocupação no país”, afirma Adriana.

Enquanto a massa de rendimento real habitual permaneceu estável, ao ser estimada em R$ 227 bilhões, o rendimento real habitual caiu 4,5% frente ao trimestre anterior e 11,4% em relação ao mesmo trimestre de 2020. Ele foi estimado em R$ 2.444 no trimestre encerrado em novembro, o menor já registrado pela série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

“Isso significa que, apesar de haver um aumento expressivo na ocupação, as pessoas que estão sendo inseridas no mercado de trabalho ganham menos. Além disso, há o efeito inflacionário, que influencia na queda do rendimento real recebido pelos trabalhadores”, explica.

A maior parte da expansão da ocupação veio do comércio, com aumento de 4,1%, ou 719 mil pessoas a mais trabalhando no setor. Já a indústria teve crescimento de 3,7%, o que representa um acréscimo de 439 mil pessoas a esse grupamento de atividade. O segmento de alojamento e alimentação, um dos mais prejudicados desde o início da pandemia de Covid-19, teve seu contingente de trabalhadores aumentado em 9,3%. São 438 mil empregados a mais.

A população fora da força de trabalho teve queda de 2% na comparação com o último trimestre. Fazem parte desse grupo as pessoas que não estavam nem ocupadas nem desocupadas na semana de referência. A queda nesse contingente foi de 1,3 milhão de pessoas. Frente ao mesmo período do ano anterior, houve redução de 4,6 milhões.

Na comparação com o último trimestre, 538 mil pessoas saíram da força de trabalho potencial, grupo das pessoas em idade de trabalhar que não estavam nem ocupadas nem desocupadas, mas que tinham potencial para estar na força de trabalho. Estimado em 9,1 milhões de pessoas, esse contingente teve redução de 2,3 milhões na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já as pessoas desalentadas, ou seja, aquelas que não buscaram trabalho, mas que gostariam de conseguir uma vaga e estavam disponíveis para trabalhar, foram estimadas em 4,9 milhões. A queda foi de 6,8% frente ao último trimestre e de 14,4% em relação ao encerrado em novembro de 2020, quando havia 5,7 milhões de desalentados no país.

Sobre a Pnad Contínua
A Pnad Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE.

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O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado aumentou

Segurança de dados: um investimento para o negócio

Especialistas afirmam que as tentativas de ataques aumentarão neste ano

Estudo promovido pela Cisco afirma que 70% das empresas que realizaram investimentos nessa área perceberam redução de atrasos nas vendas

Em 2021, o Brasil foi o quinto país que mais sofreu ataques cibernéticos no mundo. Somente no primeiro trimestre, de acordo com a consultoria alemã Roland Berger, foram constatadas 9,1 milhões ocorrências. E a perspectiva para 2022 é ainda mais preocupante: especialistas afirmam que as tentativas de ataques aumentarão neste ano.

Investir em segurança cibernética é uma estratégia primordial para a manutenção das atividades empresariais. Trata-se de uma precaução que reduz as vulnerabilidades a que a organização está exposta e, consequentemente, previne ataques — diminuindo possíveis danos financeiros e reputacionais.

Engana-se quem pensa que os únicos alvos desses ataques são as grandes corporações. Na verdade, o que acompanhamos na mídia é uma pequena parcela dos ataques. Pequenas e médias empresas sofrem constantes ataques de criminosos. Por isso, é fundamental que todas as organizações se preocupem com a segurança de seu negócio.

Nesse sentido, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é uma grande aliada das empresas. Embora a adequação à legislação seja uma obrigação — inclusive passível de aplicação de penalidades pelo seu descumprimento —, os benefícios da sua implementação vão além de uma conformidade legal. E essas vantagens já estão sendo percebidas pelas empresas que investiram em programas de privacidade e proteção de dados.

Estudo promovido pela Cisco afirma que 70% das empresas que realizaram investimentos nessa área perceberam redução de atrasos nas vendas, diminuição de perdas decorrentes de violação a dados pessoais e aumento na agilidade e inovação. Também vislumbraram melhoria na eficiência operacional de controles de dados pessoais, aumento na fidelização e confiança de seus clientes e incremento na atração de investimentos. Ou seja, se bem implementado, um programa de privacidade torna-se um diferencial competitivo para a organização.

Quem ainda não iniciou sua jornada em proteção de dados tem mais uma oportunidade em 2022. Entender segurança cibernética como investimento, e não como custo, é a meta a ser alcançada. Investir em pessoas, processos e tecnologia é crucial para garantir a preservação do negócio.

*Advogada e consultora de privacidade e proteção de dados da Biolchi Empresarial

Especialistas afirmam que as tentativas de ataques aumentarão neste ano

MadeiraMadeira inaugura centro tecnológico de móveis

O lançamento vem somado à criação de mais de 110 lojas físicas em todo o Brasil

Com cinco mil metros quadrados, o centro tecnológico, localizado em Curitiba, conta com estúdio de co-criação, laboratório para testes

Após se tornar unicórnio em 2021 – depois do aporte de US$ 190 milhões liderado por SoftBank e Dynamo – a MadeiraMadeira anuncia a inauguração do primeiro centro tecnológico de desenvolvimento móveis do país nesse formato. O local envolverá indústria, varejo e consumidor final em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Em linha com sua estratégia de inovação, o lançamento vem somado à criação de mais de 110 lojas físicas em todo o Brasil focadas em sua marca própria, a CabeCasa. Os investimentos para as duas iniciativas já passam de R$ 100 milhões.

Esse movimento é a continuidade de uma guinada nos negócios da companhia. Agora, além de vender pelo site e pelo aplicativo, disponível no Google Play e na Apple Store, a MadeiraMadeira intensifica com esse investimento sua atuação no ciclo completo da experiência do cliente, desde a produção de móveis com qualidade e durabilidade superiores até entrega mais rápida para todo o país. De acordo com a empresa, um móvel pode demorar até seis meses para ser criado desde o briefing até a comercialização. Com o centro, a proposta é reduzir o tempo para um mês, além de lançar 200 novos produtos mensalmente ao longo de 2022.

“O Centro de Tecnologia é uma vitória. Unir a força da MadeiraMadeira, unicórnio curitibano que vem crescendo de forma exponencial, para desenvolver produtos, e o Senai Paraná, para garantir itens de qualidade e alta tecnologia será extremamente relevante para o estado. O Senai tem um papel de grande articulador entre o segmento industrial e empresas de serviços, além de grande balizador de qualidade”, explica Fabrício Luz Lopes, gerente executivo de tecnologia e inovação do Sistema Fiep. “O espaço será uma extensão do nosso laboratório, o Instituto de Madeira e Mobiliário, na Região Metropolitana de Curitiba. Nosso instituto cresce com esse movimento, ganha uma nova planta, passa atender a MadeiraMadeira e indústrias locais”, completa.

Com cinco mil metros quadrados, o Centro Tecnológico, localizado em Curitiba, conta com estúdio de co-criação, laboratório para testes, área de prototipagem, estúdio de fotografia e vídeo e showroom. A ideia é trabalhar com inovação e tecnologia tanto nos materiais, incluindo opções mais sustentáveis, reduzindo o tempo de montagem, uso de ferramentas e desperdício de embalagens, como nos processos, pesquisas, prototipagem, testes e novos produtos. De acordo com Santiago Antoranz Pons, vice-presidente de desenvolvimento de produtos da MadeiraMadeira e idealizador do espaço, a iniciativa tem como objetivo trazer mais qualidade e segurança para o consumidor brasileiro.

“Existe uma distância gigante entre o consumidor final e a indústria de móveis, assim como o varejo, que tem pouco conhecimento dos detalhes técnicos e de como traduzir dores do consumidor. Não adianta continuar no modelo tradicional de colocar o produto no mercado sem um retorno claro do sucesso pós-venda. Estamos propondo uma revolução em que reunimos todos os envolvidos no mesmo local e colocamos o cliente no centro do processo, desde o desenvolvimento do móvel até o seu teste e feedback”, explica Santiago.

Já as 112 novas lojas físicas da MadeiraMadeira, que têm como foco a venda de sua marca própria, a CabeCasa, estão sendo implementadas desde o ano passado, sendo três inauguradas ainda em janeiro de 2022. As lojas estão distribuídas nos estados de São Paulo (58), Minas Gerais (10), Rio Grande do Sul (11), Paraná (8), Góias (5), Santa Catarina (5), Espiríto Santo (4), Pernambuco (2), Rio de Janeiro (2), Bahia (1), Rio Grande do Norte (1), além do Distrito Federal (5).

“A expansão da nossa marca própria com a chegada off-line a 12 estados vai ao encontro da estratégia para criação do Centro Tecnológico. Será possível levar ainda mais qualidade, segurança, garantia, além de design diferenciado a um preço acessível para o consumidor. Com lojas próprias e um CT altamente estratégico, seremos capazes de trazer ao mercado um padrão elevado de qualidade de móveis que ainda não existe no Brasil”, explica Daniel Scandian, CEO e cofundador da MadeiraMadeira.

“O Sistema Fiep investe constantemente em estruturas e serviços que agreguem valor à indústria. Nesta parceria, aliamos o conhecimento técnico e a capacidade tecnológica do Senai com a visão inovadora da MadeiraMadeira, o que certamente resultará em novas oportunidades de negócios não apenas para a empresa, mas para o setor moveleiro paranaense como um todo.”, conta o presidente do Sistema Fiep, Carlos Valter Martins Pedro.

A MadeiraMadeira é a 147ª maior empresa da região e também a 55ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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O lançamento vem somado à criação de mais de 110 lojas físicas em todo o Brasil