Archives 2022

Empresário inicia o ano com confiança menor do que em 2021

Indústria ainda não recuperou o nível de otimismo dos anos pré-pandemia

O persistente problema no mercado de insumos contaminou a confiança do empresário neste início de ano

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) – Resultados Setoriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que, em janeiro de 2022, 28 dos 29 setores da indústria considerados estão confiantes. No entanto, em 24 deles a confiança é menor em janeiro deste ano do que em janeiro de 2021. Foram entrevistadas 2.244 empresas entre 3 e 14 de janeiro de 2022.

De acordo com o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, na comparação com janeiro de 2019 e 2020, antes do início da crise sanitária todos os 29 setores da Indústria analisados registram menor confiança. Esse fato indica que a indústria ainda não recuperou o nível de otimismo observado nos anos pré-pandemia.

“A indústria teve uma atividade excepcionalmente forte em dezembro de 2020. Naquele ano, o consumo de produtos industriais aumentou, devido ao auxílio emergencial e ao fato de as pessoas, que não podiam consumir alguns tipos de serviços, passarem a comprar bens industriais. Esse fato não se repetiu em dezembro de 2021 e o persistente problema no mercado de insumos contaminou a confiança do empresário neste início de ano”, explica Azevedo.

O setor de produtos de limpeza, perfumaria e higiene pessoal é o único que registra falta de confiança em relação à economia, com indicador de 47,9 pontos. O índice varia de 0 a 100, com linha de corte em 50 pontos, em que valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança.

Apesar do menor otimismo na maior parte dos setores, oito setores industriais registraram avanços de confiança em janeiro. As maiores altas foram nos setores veículos automotores, reboques e carrocerias (+2,2 pontos), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (+1,7 ponto) e móveis (+1,6 ponto). Veja, a seguir, os setores mais e menos confiantes.

Indústria ainda não recuperou o nível de otimismo dos anos pré-pandemia

Gartner prevê que gastos mundiais de TI crescerão 5,1% neste ano

Investimento em consultoria deve avançar 10%

A computação em nuvem será responsável por quase todo o crescimento de gastos de 11% no segmento de software corporativo em 2022

De acordo com a mais recente pesquisa do Gartner, líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, os gastos mundiais com TI devem totalizar US$ 4,5 trilhões em 2022, um aumento de 5,1% em relação ao ano passado. Apesar dos potenciais impactos do coronavírus com a variante Ômicron, as altas expectativas em torno da recuperação econômica e a expansão no mercado digital continuarão a impulsionar os investimentos em tecnologia.

“2022 é o ano em que o futuro retorna para o CIO”, crê John-David Lovelock, vice-presidente de pesquisa do Gartner. “Os diretores de TI agora estão em uma condição de ir além dos projetos críticos de curto prazo, como os que gerenciaram nos últimos dois anos, para se concentrarem em ações no longo prazo. Simultaneamente, as lacunas de habilidades da equipe, a inflação salarial e a guerra por talentos levarão os líderes da área de TI a confiarem mais em consultorias e empresas de serviços gerenciados para buscar suas estratégias digitais”, antevê.

O Gartner prevê que o segmento de serviços de TI – que inclui consultoria e serviços gerenciados – deverá ter o segundo maior crescimento de gastos em 2022, chegando a US$ 1,3 trilhão, o que representa um aumento de 7,9% em relação a 2021. Os gastos com consultoria de negócios e tecnologia, especificamente, devem crescer 10% em 2022. Até 2025, as organizações aumentarão sua dependência de consultores externos, à medida que a maior urgência e o ritmo acelerado das mudanças ampliam a lacuna entre as ambições de negócios digitais das organizações e seus recursos e capacidades internos, avaliam os analistas.

“Isso será particularmente visível com a Nuvem, pois ela serve como um elemento-chave para alcançar as ambições digitais e apoiar o trabalho híbrido”, observa Lovelock. Em 2020, pela primeira vez o mercado de software de aplicações corporativas em Nuvem foi maior do que o mercado sem Nuvem, devido em parte à pandemia de coronavírus. Até 2025, o Gartner espera que seja o dobro do tamanho do mercado fora do universo Cloud.

A computação em nuvem será responsável por quase todo o crescimento de gastos de 11% no segmento de software corporativo em 2022, com as organizações se concentrando em atualizar sua estrutura de aplicações para o modelo de software como serviço (SaaS), em busca de mais suporte à flexibilidade e agilidade contínuas.

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Investimento em consultoria deve avançar 10%

Grupo Emflotur tem plano de recuperação judicial aprovado

Empresa do sistema de transporte público de Florianópolis avança em sua reestruturação

O passivo foi negociado com os credores, que aceitaram percentual de deságio

Foi aprovado, na última semana, o plano de recuperação judicial do Grupo Emflotur. A proposta foi aceita por todas as classes de credores, reunidos em assembleia geral. Agora, o processo será encaminhado para homologação na Vara do Direito Empresarial de Florianópolis.

Com mais de 60 anos de atuação em Santa Catarina, a companhia é uma das operadoras do sistema de transporte coletivo na capital. Em outubro de 2020, a Justiça aceitou o pedido de recuperação solicitado pela empresa, afetada pela paralisação do transporte público durante a pandemia. Além disso, as atividades foram inviabilizadas pela ausência de reequilíbrio do contrato por parte da prefeitura. O passivo acumulado era de R$ 8,7 milhões.

“A aprovação do plano é uma vitória de todos os envolvidos para garantir a manutenção dos atuais colaboradores e quitar os débitos com os credores. Contamos agora com o poder público municipal, que precisa garantir seu compromisso com o setor. O que está ao nosso alcance tem sido efeito”, afirma Rafael Rocha, diretor da empresa e neto do fundador, Aldo Rocha.

“Os processos de recuperação judicial têm sido movimentos importantes para as transportadoras superarem a crise, que já vinha desde antes da pandemia, mas foi agravada pela Covid-19, impactando seriamente nos serviços. A aprovação do plano da Emflotur é mais um passo nessa retomada”, destaca o advogado Alexandre Vellinho, sócio do escritório Medeiros, Santos & Caprara Advogados, que vem conduzindo o processo. Agora, segundo Vellinho, a Emflotur poderá solucionar suas obrigações, sobretudo trabalhistas e com fornecedores. O passivo foi negociado com os credores, que aceitaram percentual de deságio, assim como alongamento das dívidas.

Fundada em 1952 pelo empresário Aldo Rocha, a então empresa Florianópolis operava exclusivamente na área continental, tendo como referência a linha do canto, que transportava passageiros até o centro da capital e vice-versa. Com o crescimento da demanda, surgiram as linhas Balneário, Aracy Vaz Calado e Bairro de Fátima, entre outras. Em 2005, foi uma das participantes da licitação do transporte municipal de passageiros em Florianópolis, integrando o Consórcio Fênix. Atualmente, opera com 30 veículos na capital e chegou a contar com 170 funcionários.

Empresa do sistema de transporte público de Florianópolis avança em sua reestruturação

Mercado financeiro eleva previsão de inflação para este ano

IPCA deve fechar 2022 em 5,15%

Na estimativa desta semana, o Focus indica a mesma variação do PIB registrada há sete dias, de 0,29%

Instituições financeiras consultadas semanalmente pelo Banco Central (BC) estimam, em boletim divulgado nesta segunda-feira (24), que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), inflação oficial do país, deve fechar 2022 em 5,15%. Há uma semana, a projeção do mercado era que a inflação terminasse o ano em 5,09%. Há quatro semanas, era 5,03%.

O boletim Focus reúne a projeção do mercado para os principais indicadores econômicos do país. Na estimativa desta semana, o Focus indica a mesma variação do PIB registrada há sete dias, de 0,29%. Há quatro semanas, o mercado previa crescimento da economia brasileira de 0,42%.

A previsão do mercado para a taxa básica de juros, a Selic, em 2022, também ficou estável em relação ao divulgado na semana passada: 11,75% ao ano. Há quatro semanas, a projeção era que a Selic fecharia 2022 em 11,5% ao ano. A taxa, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) está atualmente em 9,25% ao ano. Na próxima reunião do órgão, em fevereiro, o Copom já sinalizou que deve elevar a Selic em mais 1,5 ponto percentual.

A expectativa do mercado para a cotação do dólar em 2022 também se manteve igual ao projetado na semana passada: R$ 5,60.

Com Agência Brasil

IPCA deve fechar 2022 em 5,15%

Scale-Up da Endeavor está com inscrições abertas

Para 2022, o programa muda de formato e abre espaço para que empresas gaúchas interajam com organizações e mentores de todo o Brasil

Agora, a cada edição, cem negócios estarão conectados por estágio de maturidade, em vez de regiões de origem

A Endeavor está com inscrições abertas para o Scale-Up, jornada de aceleração de empresas que, a partir de 2022, será o único programa desenvolvido pela organização no país. Ele consolida as edições regionais em um formato nacional, voltado para verticais de mercado. Com duas edições anuais, ele vai selecionar scale-ups em todo o país, de setores de serviços para grandes empresas, fintechs, healthtechs, agrotechs e serviços para PMEs. O prazo para se inscrever vai até 31 de janeiro.

Agora, a cada edição, cem negócios estarão conectados por estágio de maturidade, em vez de regiões de origem — encontrando desafios e compatibilidades em comum. “Dessa forma, uma fintech do Nordeste pode ajudar a resolver o problema de outra fintech do Sul, porque ela enfrenta as mesmas situações do dia a dia”, diz Maria Musa, diretora de aceleração de negócios na Endeavor. Outra novidade é que a rede de grandes empresas parceiras do programa aumentará. Antes, eram até cinco corporações próximas às scale-ups por programa. Agora, o número chegará a 30.

O Scale-Up, que acelerou empresas de 15 estados brasileiros no ano passado, tem expectativa de ampliar a abrangência e também no crescimento da diversidade racial e de gênero na rede, contando com uma busca ativa por empresas fundadas ou co-fundadas por mulheres e pessoas pretas. Neste primeiro semestre, foram 240 empreendedores apoiados à frente de mais de 124 negócios, como Hashdex, Sami, Fleurity, Favo e Turbi. Juntas, as scale-ups aceleradas pretendem faturar R$ 3,4 bilhões até o final do ano e são responsáveis pela manutenção de mais de 11 mil empregos diretos.

No Rio Grande do Sul, o programa Scale-Up Endeavor acelerou 30 empresas nos dois últimos anos. Os dados consolidados do primeiro semestre deste ano mostram um crescimento médio de 90% entre as oito scale-ups aceleradas. A média de receita anual foi de R$ 22,8 milhões e o número de colaboradores é expressivo: 1.027.

A expectativa para o fechamento dos números do segundo semestre de 2021 é superar a marca de 2020. Foram nove empresas impulsionadas que juntas empregam mais de 750 pessoas e, como comparativo, faturaram mais de R$ 50 milhões no ano passado. Entre 2019 e 2020, a média de crescimento dessas empresas foi de 250%.

Novo formato
Com cinco meses de duração, a metodologia de aceleração promovida pela Endeavor ajuda as empreendedoras e empreendedores a enfrentarem os desafios da escala nas frentes de liderança e talento, estratégia de crescimento e acesso a capital, por meio de mentorias individuais, troca entre pares e com empresas parceiras.

“Liderar uma scale-up vem com desafios inéditos para as fundadoras e os fundadores à frente da empresa, como refletir sobre a estratégia, direcionar a organização neste caminho, escalar o time sem perder a cultura e gerir o caixa — garantindo capital necessário para continuar crescendo rápido. Durante a aceleração, oferecemos suporte nestes desafios por meio da nossa rede de mentoras e mentores e especialistas que já vivenciaram desafios semelhantes,” explica Vinicius Bergamini, gerente de aceleração de negócios da Endeavor.

Visando tornar o ecossistema empreendedor no Brasil mais equitativo e inclusivo, a Endeavor busca mulheres e pessoas negras à frente de scale-ups. A presença de empresas comandadas por fundadoras na aceleração tem crescido: passou de 18%, em 2020, para 28%, nos seis primeiros meses deste ano — percentuais bem acima dos 9,4% observados no ecossistema (de acordo com o Estudo Female Founders realizado em parceria com a Distrito e B2Mamy).

O objetivo é alcançar 40% de representatividade de gênero e raça em toda a rede Endeavor até 2025, multiplicando exemplos no ecossistema. Para isso, a organização realizou mudanças no processo seletivo do time e tem ampliado a diversidade entre mentoras e mentores. Além disso, está intensificando o relacionamento com outras organizações do ecossistema a fim de agir em conjunto, sendo uma delas a indicação de empreendedoras e pessoas negras para o programa Scale-Up.

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Para 2022, o programa muda de formato e abre espaço para que empresas gaúchas interajam com organizações e mentores de todo o Brasil

QuintoAndar dobra o número de imóveis anunciados em Porto Alegre

Em pouco mais de seis meses de operação no Sul, a imobiliária digital tem gerado cerca de 1.200 visitas mensais

“Ainda no primeiro semestre de atuação, expandimos para 119 bairros da região de Porto Alegre”, anuncia Arthur Malcom, diretor de operações de compra e venda do QuintoAndar

O QuintoAndar registrou um crescimento mensal de 56% no número de imóveis anunciados na plataforma na região de Porto Alegre desde o início da operação do negócio de compra e venda, há pouco mais de seis meses. De acordo com a empresa, também houve um crescimento de 40% no número de contratos fechados entre outubro de 2021 e janeiro de 2022, além de cerca de 1.200 visitas a imóveis realizadas todos os meses.A marca ainda não tem operação de compra e venda no Paraná e em Santa Catarina.

Segundo Arthur Malcom, diretor de operações de compra e venda do QuintoAndar, o crescimento é um reflexo de como o modelo do QuintoAndar vem mudando e facilitando a vida dos porto-alegrenses. “Ainda no primeiro semestre de atuação, expandimos para 119 bairros da região de Porto Alegre. Com isso com maior presença na cidade. Nosso objetivo agora é fechar mais parcerias locais para chegarmos em novos bairros de forma a facilitar a busca das pessoas pelos seus próprios imóveis ou a realização da venda”, comenta.

Ao todo, a operação do QuintoAndar na região contempla 61 bairros da cidade, 13 em Canoas, 22 em Novo Hamburgo e 23 em São Leopoldo. A expansão para o interior, segundo Malcom, será questão de tempo. “A capital Porto Alegre é a que mais se destaca nesse quesito. Esse é um movimento natural que observamos em todas as regiões que entramos: as capitais aderem primeiro ao produto e depois percebemos maior demanda no interior. Os resultados que temos até agora nos deixam muito animados e mostram que estamos no caminho certo”, declarou ao Portal AMANHÃ.

“Desde quando iniciamos a operação de locação no Sul do país, fomos muito bem recebidos. Isso contribuiu, inclusive, para que o Sul fosse a primeira região do país, fora do Sudeste, escolhida para receber o negócio de compra e venda do QuintoAndar”, emenda. “Ainda não estamos no Paraná com nosso produto de compra e venda. Por isso, ainda, não é possível fazer comparação de resultados entre os estados. Mas olhando para o negócio de locação, estamos muito satisfeitos com o desempenho do negócio na praça”, afirma.

Nova marca
O QuintoAndar apresentou uma nova identidade visual. As ilustrações da marca também foram atualizadas. Agora, elas seguem um estilo mais manual, tátil de traços e preenchimentos imperfeitos, cheios de diferentes texturas. A ideia é que a composição comunique que a diversidade das narrativas também acontece nos detalhes. O tradicional azul do QuintoAndar se somará a uma paleta de cores mais diversificada, com azul, amarelo, vermelho e outros tons terrosos. O novo design é assinado pelo Estúdio Porto Rocha, em um trabalho coordenado com o time de marketing da companhia.

Em uma campanha inédita, feita em parceria com a GUT, o QuintoAndar criará conexões falando sobre “Histórias para Morar”. A campanha estreará em TV aberta no dia 23 de janeiro e contará com a participação de artistas e celebridades aclamados pelo grande público. Ainda pensando em levar a marca para o grande público, o QuintoAndar será a primeira marca do segmento imobiliário parceira do programa Big Brother Brasil. A participação acontecerá a partir de março.

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Em pouco mais de seis meses de operação no Sul, a imobiliária digital tem gerado cerca de 1.200 visitas mensais

Dívidas do Simples poderão ser pagas ou renegociadas até 31 de março

Empresas do regime ganham dois meses para regularizarem débitos

Essa é a segunda medida tomada pelo governo para compensar o veto à lei que criaria um programa especial de renegociação para os contribuintes do Simples

Os negócios de pequeno porte e os microempreendedores individuais (MEI) ganharão mais dois meses para regularizarem os débitos com o Simples Nacional – regime especial de tributação para micro e pequenas empresas. O Comitê Gestor do programa aprovou o adiamento do prazo de 31 de janeiro para 31 de março.

A regularização dos débitos é necessária para os micro e pequenos empresários e os profissionais autônomos continuarem no Simples Nacional. Em nota, a Receita Federal, que integra o Comitê Gestor, informou que a medida tem como objetivo ajudar os negócios afetados pela pandemia de covid-19.

“Neste momento de retomada da economia, a deliberação do Comitê Gestor do Simples Nacional visa propiciar aos contribuintes do Simples Nacional o fôlego necessário para que se reestruturem, regularizem suas pendências e retomem o desenvolvimento econômico afetado devido à pandemia da Covid-19”, destacou o comunicado.

Apesar da prorrogação para o pagamento ou a renegociação de dívidas, o prazo de adesão ao Simples Nacional continua em 31 de janeiro. Segundo a Receita, essa data não pode ser prorrogada por estar estabelecida na Lei Complementar 123/2006, que criou o regime especial. Tradicionalmente, quem não pagou os débitos é retirado do Simples Nacional em 1º de janeiro de cada ano. As empresas excluídas, no entanto, têm até 31 de janeiro para pedir o regresso ao Simples Nacional, desde que resolvam as pendências até essa data.

O processo de regularização deve ser feito por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte da Receita Federal (e-CAC), requerendo certificado digital ou código de acesso. O devedor pode pagar à vista, abater parte da dívida com créditos tributários (recursos que a empresa tem direito a receber do Fisco) ou parcelar os débitos em até cinco anos com o pagamento de juros e multa.

Histórico
Essa é a segunda medida tomada pelo governo para compensar o veto à lei que criaria um programa especial de renegociação para os contribuintes do Simples. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional criou dois programas para renegociar débitos do Simples inscritos na dívida ativa, quando o contribuinte é negativado e passa a ser cobrado na Justiça.

No último dia 7, o presidente Jair Bolsonaro vetou a renegociação de dívidas com o Simples Nacional. Na ocasião, o presidente alegou falta de medida de compensação (elevação de impostos ou corte de gastos) exigida pela Lei de Responsabilidade Fiscal e a proibição de concessão ou de vantagens em ano eleitoral. O projeto vetado beneficiaria 16 milhões de micro e pequenas empresas e de microempreendedores individuais. A renegociação da dívida ativa abrangerá um público menor: 1,8 milhão de contribuintes, dos quais 1,6 milhão são micro e pequenas empresas e 160 mil são MEI.

Criado em 2007, o Simples Nacional é um regime tributário especial que reúne o pagamento de seis tributos federais, além do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado por estados e pelo Distrito Federal, e do Imposto Sobre Serviços (ISS), arrecadado pelos municípios. Em vez de pagar uma alíquota para cada tributo, o micro e pequeno empresário recolhe, numa única guia, um percentual sobre o faturamento que é repassado para os três níveis de governo. Somente as empresas que faturam até R$ 4,8 milhões por ano podem optar pelo regime.

Com Agência Brasil

Empresas do regime ganham dois meses para regularizarem débitos

Muffato anuncia construção do Max Atacadista em Cianorte

Atacarejo previsto para o segundo semestre deve gerar mais de 300 novos empregos

Grupo investirá R$ 40 milhões no empreendimento

Na última quinta-feira (19), o Grupo Muffato anunciou a construção da primeira loja Max Atacadista em Cianorte, no Paraná. Com investimentos de mais de R$ 40 milhões e a oferta de 300 novos postos de trabalho, o atacarejo localizado na esquina das avenidas Leopoldina com Pará, no Centro Novo, terá 11 mil metros quadrados de área construída, mais de 400 vagas de estacionamento, galeria para lojas, quiosques e praça de alimentação para 40 pessoas.

“Estamos animados com a chegada do Grupo Muffato em Cianorte; uma cidade estratégica no estado e um importante polo atacadista no Sul do país”, comemora Ederson Muffato, um dos diretores do grupo, em nota.

O Max Atacadista pertence ao Grupo Muffato. São 80 lojas entre varejo (Super Muffato) e atacarejo (Max Atacadista), dentre outros serviços, com 19 mil colaboradores diretos e mais de 10 mil empregos indiretos. A rede atua em 31 cidades do Paraná e interior de São Paulo.

Atacarejo previsto para o segundo semestre deve gerar mais de 300 novos empregos

Matriz de risco aponta 13 regiões no nível alto em Santa Catarina

Outras quatro regionais se encontram no nível moderado

Os resultados refletem o aumento no número de casos confirmados de Covid-19 nas três primeiras semanas do ano

A matriz de risco potencial regionalizado divulgada neste sábado (22) aponta 13 regiões classificadas como risco potencial alto (cor amarelo) e quatro no nível de risco moderado (cor azul). Em um comparativo com o relatório divulgado na semana anterior, as regiões do Extremo Oeste, Médio Vale do Itajaí e Xanxerê, que estavam classificadas no nível alto (amarelo), tiveram melhora nos indicadores e passaram a ser classificados no nível moderado (azul), juntando-se ao Alto Uruguai Catarinense.

Já o Vale do Itapocú, que estava no nível moderado (azul), teve piora na dimensão transmissibilidade, se juntando às regiões do Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Meio Oeste, Nordeste, Oeste, Planalto Norte e Serra Catarinense que se mantiveram no nível alto (amarelo).

Os resultados do mapa de risco refletem o aumento no número de casos confirmados de Covid-19 nas três primeiras semanas do ano. Isso causa reflexos na dimensão transmissibilidade onde é monitorado o número de casos ativos notificados no período e a velocidade de transmissão. Neste sentido, houve um aumento de 41% no número de casos ativos registrados nesta sexta-feira, 21, totalizando 64.821 casos, quando comparado com o da sexta-feira passada, em que o número registrado era de 45.915.

Esse aumento provocou uma piora no cenário epidemiológico de todas as regiões, que foram classificadas no nível gravíssimo (vermelho). Chama atenção que o número de casos ativos é o maior registrado em toda a série histórica, em que o pico havia sido registrado em 22 de março de 2021, com 39.017 casos. Ainda de acordo com as projeções da SES, se mantidas as atuais taxas de transmissão, Santa Catarina poderá alcançar a marca de 80 mil casos novos até o final da próxima semana.

Na dimensão de gravidade, que contempla os indicadores de mortalidade e tendência de internação por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), em relação ao boletim anterior, houve melhora nos indicadores do Alto Uruguai Catarinense, Extremo Oeste, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste e Oeste, que estavam classificados como nível alto (amarelo) e, se juntaram a região de Xanxerê, que se manteve no nível moderado (azul).

Também houve melhora na região Carbonífera, que estava classificada no nível grave (laranja) e passou a ser classificado como nível alto (amarelo), juntando-se às regiões Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Nordeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Vale do Itapocu. Portanto, observa-se que mesmo com o aumento vertiginoso no número de casos ativos, não houve impacto direto na internação e mortalidade por Covid-19.

Na dimensão do monitoramento, que reflete a cobertura vacinal e a variação semanal de casos, todas as regiões foram classificadas com risco moderado (azul), condição que se mantêm em relação à semana anterior. Os dados da vacinação demonstram que no dia 21 de janeiro a cobertura da população acima dos 12 anos chegou a 86,4%. Com essa cobertura, observa-se que boa parte da população se encontra protegida contra formas graves da Covid-19, sendo possível superar tanto a onda de infecções provocadas pela variante Delta, durante o segundo semestre de 2021, quanto a onda de transmissão provocada pela variante Ômicron, a partir do início deste ano.

Já em relação à capacidade de atenção, que monitora a ocupação de leitos de UTI adulto com pacientes em tratamento para Covid-19, houve piora na classificação da região Meio Oeste, que na semana anterior estava como nível moderado, e passou a ser classificada como nível alto (amarelo), com taxa de ocupação de 37%, juntando-se às regiões da Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis e Laguna que mantiveram a classificação como nível alto (amarelo), com taxas de ocupação entre 20 a 39%.

Houve também piora na região Nordeste, que estava classificada como nível alto (amarelo), e passou a ser classificada como nível grave (laranja), com taxa de ocupação de 41%, juntamente com a região Oeste, que permaneceu classificado como nível grave (laranja), apresentando taxa de ocupação de 44%. As demais permaneceram como nível moderado, com ocupação abaixo de 20%.

Em nota o governo estadual afirma que Santa Catarina apresenta uma boa quantidade de UTIs disponíveis, tanto para atendimento de pacientes com Covid-19, como para tratamento de demais patologias, sem comprometer a realização de cirurgias eletivas. “Portanto, mesmo com a disseminação da variante Ômicron, não existe comprometimento da capacidade de atenção de alta complexidade até o momento”, diz o comunicado.

A análise desta semana demonstra a manutenção do crescimento de casos ativos, que reflete no aumento da procura por atendimento em centros de saúde, unidades de atenção primária e centros de triagem em diversos municípios. Considera-se como elemento chave a elevada capacidade de transmissão da variante Ômicron, cuja transmissão comunitária foi detectada no final de 2021. Além da presença da variante Ômicron, o cenário epidemiológico apontado nessas primeiras três semanas de 2022 pode ser considerado como resultado das aglomerações ocorridas durante o período de Natal e Réveillon, e do relaxamento das medidas de prevenção.

A secretaria da saúde emitiu uma série de alertas às prefeituras com recomendações sobre a importância da manutenção das medidas de prevenção, como uso universal de máscaras, manutenção do distanciamento físico, a preferência por ambientes ventilados e de evitar aglomerações. Também foram emitidos alertas sobre a importância de se respeitar as normas sanitárias, em especial, referente ao protocolo Evento Seguro, que prevê a participação de pessoas vacinadas ou testadas, mantendo o uso de máscaras durante a realização do mesmo. Felizmente as elevadas taxas de cobertura vacinal têm reduzido o risco de hospitalizações e óbitos, que se concentram no momento em pessoas que não completaram o ciclo vacinal, incluindo a dose de reforço.

O principal objetivo da matriz de risco adotada por Santa Catarina é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Outras quatro regionais se encontram no nível moderado

Empresa do Sul cria maior clube de assinatura religioso do Brasil

De Dois Irmãos, Minha Biblioteca Católica já tem assinantes em mais de 3.600 cidades do país

“Encontramos dezenas de milhares de pessoas no Brasil que tinham o mesmo desejo que nós”, conta o cofundador Matheus Bazzo

É do interior do Rio Grande do Sul um dos principais clubes de assinatura de livros do país e o maior do nicho religioso. Quem passa pela frente de sua sede discreta, em Dois Irmãos, pode até não se dar conta disso. A Minha Biblioteca Católica acaba de completar quatro anos de atuação e segue em pleno crescimento. A empresa — que opera do município do Vale dos Sinos com pouco mais de 30 mil habitantes — já imprimiu 3 milhões de obras e impactou mais de 90 mil famílias em todo o Brasil.

A cada mês, os assinantes ganham uma caixa com um livro em edição de luxo, um guia de leitura exclusivo preparado pelo clube, um ícone e uma marca-páginas temático. Ao todo, 3.629 cidades recebem os boxes, sendo São Paulo, Minas Gerais e Paraná, Rio de Janeiro e Ceará, respectivamente, os estados com mais clientes. E, somando o caminho percorrido pelas transportadoras para as entregas desde 2018, são mais de 100 milhões de quilômetros rodados.

Quem está à frente do negócio é Matheus Bazzo, que também fundou a Lumine — maior plataforma católica de streaming da América Latina. O empreendedor lidera uma equipe de mais de 60 colaboradores, sendo boa parte deles sediados em Dois Irmãos, e o restante espalhado pelo Brasil, em modelo remoto de trabalho. A idade média é 26 anos, garantindo um “DNA jovem para a empresa”, segundo ele.

A opção por se instalar na cidade do Vale dos Sinos se deu em razão de um dos sócios-fundadores da companhia, que era responsável pela logística, residir ali. E, até hoje, toda a operação de montagem, estoque e envio das caixas continua ocorrendo no município. Para os próximos meses, a Minha Biblioteca Católica pretende abrir um novo espaço, em paralelo ao existente:

“Estamos expandindo nossa atuação e estruturando um local no Instituto Caldeira, em Porto Alegre. Será um núcleo criativo e de vídeos. Sentimos a necessidade de estar mais presentes nos ambientes de empreendedorismo e criatividade, duas características evidentes na MBC desde o início”, pontua o cofundador Matheus Bazzo.

A Minha Biblioteca Católica surgiu em janeiro de 2018. A ideia veio de um grupo de amigos que possuíam um interesse em comum: a procura de bons livros católicos. E um fato curioso ocorreu no primeiro mês de operações: as assinaturas do clube bateram o estoque, e foi preciso fechar o site por dois dias.

“Não tínhamos nenhum plano extraordinário. Éramos pessoas comuns que queriam aprender mais sobre nossa religião e ter acesso a livros de qualidade. Começamos com uma decisão simples de editar algumas obras e mostrar para as pessoas, e o resultado foi surpreendente. Encontramos dezenas de milhares de pessoas no Brasil que tinham o mesmo desejo que nós”, conta Bazzo.

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Telêmaco Borba pode se tornar a capital da economia circular

Klabin, Heineken e Hub Incríveis promovem a iniciativa pioneira

A escolha da região para ser o projeto piloto do TC100 ocorreu em função do avanço das ações da prefeitura e do programa de resíduos sólidos da Klabin

Telêmaco Borba, no Paraná, está no caminho para se tornar a primeira cidade do Brasil com um território 100% circular, em que materiais e embalagens de vidro, papel, alumínio, metal e plástico são transformados, reaproveitados e reciclados ao invés de serem enviados para aterros sanitários. Para ajudar a concretizar o projeto, Klabin, Grupo Heineken e Hub Incríveis, rede de inovação voltada para a economia circular e para a geração de impacto positivo, convidam a sociedade a participar por meio de uma chamada pública.

O propósito da iniciativa é atrair empresas, startups, ONGs, redes de cooperação, consórcios municipais e instituições de ensino e pesquisa, para propor soluções de impacto na economia circular de embalagens. Para isso, um formulário, no site do projeto disponível para o envio de ideias e cases bem-sucedidos, que possam servir como modelo para a cidade. As sugestões podem ser enviadas de 24 de janeiro até 18 de fevereiro.

Todos os projetos passarão pela banca examinadora composta por representantes da Klabin, da Heineken e do Hub Incríveis, que avaliarão o impacto econômico, social, ambiental e a maturidade das soluções propostas. As melhores ideias serão selecionadas para serem viabilizadas ao longo de 2022 na cidade de Telêmaco Borba. A iniciativa também conta com o apoio do ViraSer, um programa de logística reversa que atua para acelerar, qualificar e profissionalizar os sistemas de coleta seletiva implantados pelos municípios, com fortalecimento da atuação dos profissionais de reciclagem, especialmente por meio de suas associações.

A escolha da região para ser o projeto piloto do TC100 ocorreu em função do avanço das ações da prefeitura e do programa de resíduos sólidos da Klabin. Em 2021, foi realizado um trabalho de fortalecimento das cooperativas do município, com desenvolvimento das lideranças e melhora da logística e da eficiência produtiva.

Também foram incentivadas no município ações de educação ambiental e ampliação da comercialização dos materiais. Um dos melhores indicadores do sucesso foi o aumento do volume de vendas e elevação de mais de 200% na renda média dos trabalhadores da cooperativa, além de melhores condições de saúde, higiene e segurança nas operações.

Localizada na região dos Campos Gerais, Telêmaco Borba tem como base econômica o comércio e indústria, sendo nacionalmente a maior produtora e exportadora de papéis para embalagens. Além de compor a matéria-prima industrial, as enormes florestas de pinos e eucaliptos permitem a manutenção e preservação da fauna e flora local, devido a seus corredores de mata nativa.

Klabin, Heineken e Hub Incríveis promovem a iniciativa pioneira

Indaial e Rio do Sul lideram ranking de apoio ao empreendedor

Tecnologia ajuda a agilizar atendimentos e solução de problemas na Sala do Empreendedor

Cidades têm em comum o uso de sistema de gestão que integra os diversos órgãos da administração municipal

Dados divulgados pelo Sebrae mostram que Indaial e Rio do Sul são os municípios brasileiros que registraram o maior número de atendimentos na Sala do Empreendedor em 2021. Indaial alcançou 14.873 atendimentos e Rio do Sul, 14.451.

As Salas do Empreendedor fazem parte do projeto Cidade Empreendedora, parceria do Sebrae com prefeituras de todo o Brasil. O objetivo é simplificar e agilizar o atendimento aos empresários, fornecendo um ambiente de negócios único, que pode ser procurado para resolver pendências. A tecnologia é ferramenta importante para garantir agilidade no trabalho e combater a burocracia.

“A tecnologia tem nos auxiliado na desburocratização, trazendo agilidade para a abertura de empresas, a prestação de serviços e a manutenção de demais atividades necessárias para quem busca empreender ou quer ampliar sua empresa”, relata o prefeito de Indaial, André Moser. Ele destaca a importância de estimular o empreendedorismo de forma permanente. “É assim que estamos avançando. Desburocratizando serviços, implantando tecnologias e incentivando os empreendedores na abertura dos negócios e no crescimento das empresas”, comemora.

“Hoje, segundo o mapa de empresas publicado pelo governo federal em janeiro, conseguimos realizar a abertura da empresa em no máximo doze horas, período muito inferior ao visto na maior parte do país, que pode chegar em algumas cidades a 132 dias. Isso é possível graças ao nosso investimento em um software único, moderno, que possibilita maior agilidade e celeridade nos nossos processos”, conta Paulo Fiamoncini, secretário de desenvolvimento econômico de Rio do Sul.

Um dos motivos para isso, acrescenta, é o uso de um sistema integrado que reúne informações das diversas secretarias e órgãos. “O empresário vai até a Casa do Empreendedor e sai de lá com todas as respostas. Tudo está em um só lugar o que facilita a vida do empreendedor que não precisa passar por diversos locais, o que ocorria antes e representava um desperdício de tempo”.

Indaial e Rio do Sul têm em comum o uso de sistema de gestão que integra os diversos órgãos da administração municipal. “Usando a tecnologia em nuvem é possível ter acesso às informações em tempo real. Não é necessário que papéis fiquem sendo enviados de um setor para outro. Tudo é assinado digitalmente em poucos cliques. O resultado é mais eficiência, menos burocracia e agilidade no atendimento”, explica Elvio Meurer, gerente comercial da IPM Sistemas, empresa especializada no desenvolvimento de sistemas para gestão pública municipal que atua nos três estados do Sul, em São Paulo e Minas Gerais.

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Tecnologia ajuda a agilizar atendimentos e solução de problemas na Sala do Empreendedor

No passo das transformações

Disrupções tecnológicas, divisões geopolíticas, mudanças climáticas e os efeitos da pandemia de Covid-19. Do que os negócios precisam para se adaptarem à nova realidade?

Criatividade, paixão, experiência e tecnologia: para Peres e Biedermann, o novo mundo dos negócios exige aptidão para as transformações

Mal o planeta começava a enfrentar a pandemia da Covid-19 e os analistas econômicos já tinham uma certeza: o mundo dos negócios nunca mais seria o mesmo. Transcorridos quase dois anos desde que a sociedade e o universo corporativo foram desafiados em seus hábitos e valores, ficou a percepção de uma transformação radical. Mas como acompanhar essas disrupções tecnológicas, divisões geopolíticas, mudanças climáticas e os efeitos do pós-pandemia?

ESG, compliance, segurança cibernética, transformação digital, capacitação de pessoas. Diante das necessidades atuais, não basta apontar para apenas uma destas tendências. Se para algumas empresas perceber estes sinais leva tempo, há aquelas que saltam à frente. É o caso das listadas no ranking 500 MAIORES DO SUL, levantamento anual da revista AMANHÃ e da consultoria PwC Brasil. “O contexto exige uma visão abrangente e estratégica, que interligue e integre tais ações, e este conceito certamente foi entendido e mapeado por muitas das empresas que avaliamos entre as 500 MAIORES DO SUL”, observa o sócio da PwC Brasil, Rafael Biedermann, um dos responsáveis pela pesquisa.

A PwC implementou uma estratégia inovadora, intitulada A Nova Equação, que representa o maior ciclo de investimentos já realizado pela firma no Brasil. Visando aos próximos cinco anos, somam-se tecnologia e transformação digital, que contam com aporte de R$ 700 milhões no Brasil, outros R$ 100 milhões em programas de impacto social, ambiental e de governança no mercado (ESG), mais de R$ 600 milhões para capacitação de pessoas e a contratação de mais de 7 mil profissionais.

Na alça de mira da PwC está o campo. Enquanto diversos setores sofriam contundentes impactos por conta da crise, o agronegócio ia muito bem, obrigado – particularmente nos estados do Sul, que são grandes produtores. Entre as 30 primeiras colocadas do ranking 500 MAIORES DO SUL, 20% delas são empresas do agronegócio. No topo, nas primeiras posições, despontam as catarinenses Bunge Alimentos e BRF, acompanhadas da paranaense Coamo.

“Considerando a vocação regional para o agronegócio e o crescimento estruturado do setor, estimamos expandir em 25% o volume de negócios nos próximos dois anos”, projeta Carlos Peres, sócio líder da PwC Brasil para a região Sul. “Igualmente, seguimos com perspectivas de crescimento de negócios com empresas familiares e de tecnologia, considerando a forte concentração regional e a necessidade de aperfeiçoamento dos processos de governança”, complementa.

Segundo a pesquisa Projeções do Agronegócio, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a produção agrícola do país crescerá mais de 20% até 2030. “As empresas que buscam se adaptar às transformações do mercado precisam ter uma estratégia clara de práticas dedicadas a ESG para criar bases sólidas para o crescimento e a sustentabilidade do negócio, conquistando a confiança de clientes, colaboradores e investidores, além dos demais stakeholders”.

Saltando na frente
A PwC também acompanha de perto o segmento financeiro, quinto colocado entre os setores de mais peso no ranking, com 38 empresas somando R$ 35,9 bilhões de receita líquida. Em estudo sobre a participação das cooperativas de crédito no sistema financeiro nacional, o Banco Central (BC) registrou o crescimento significativo dessa área. No que se refere ao crédito a pessoas físicas, a parcela do mercado ocupada pelo crédito cooperativo também tem crescido no Sul, respondendo por mais de 15% do segmento.

O Sicredi é o melhor exemplo. Na quarta colocação entre as empresas de maior destaque no ranking, ostenta um VPG de R$ 15,6 bilhões em 2020 – quase 10% a mais do que na edição anterior. No Rio Grande do Sul, lidera o ranking não apenas em VPG, como em patrimônio líquido, lucro líquido e capital de giro próprio, além de acumular o maior patrimônio líquido entre todas as companhias listadas. Outras oito cooperativas financeiras figuram no levantamento: Viacredi; Credicoamo; Unicred RS; Sicoob Central SC; Unicred Florianópolis; Sicoob Ouro Verde; Unicred União; e Unicred Sul Catarinense.

Atenta ao crescimento do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), a PwC Brasil lançou recentemente o Centro de Excelência para Cooperativas de Crédito, sediado em seu escritório em Porto Alegre (RS). O local possui uma equipe de especialistas dedicada a atender cooperativas de todo o Brasil, com foco em soluções de auditoria cooperativa, auditoria interna, compliance, gestão de riscos e controles internos.”É necessário haver uma combinação de criatividade, paixão, experiência e tecnologia para apoiar as empresas nesses desafios. Nesta nova abordagem que o mundo dos negócios exige, cabe a nós estarmos aptos a estas transformações e ajudar os clientes a gerarem resultados sustentáveis e criar confiança hoje e amanhã”, destaca Peres.

Este conteúdo integra o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Disrupções tecnológicas, divisões geopolíticas, mudanças climáticas e os efeitos da pandemia de Covid-19. Do que os negócios precisam para se adaptarem à nova realidade?

Paranaguá projeta alta de 35% nas exportações no primeiro trimestre

Empresas pretendem embarcar 4,5 milhões de toneladas de soja

Segundo os especialistas, a soja que está sendo embarcada agora ainda é da safra passada

Os terminais que operam no Porto de Paranaguá esperam carregar 6,7 milhões de toneladas de granéis sólidos de exportação nos primeiros três meses do ano. Em média, por mês, a previsão é embarcar 2,2 milhões de toneladas de soja (em grão e farelo), açúcar, milho e trigo, de janeiro a março. O volume projetado é cerca de 35% maior que as 4,9 milhões de toneladas movimentadas dos produtos em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

A alta esperada deve ser puxada, principalmente, pelo volume de soja esperado para este primeiro trimestre do ano. “Se as condições climáticas permitirem e os contratos forem fechados, temos tudo para que os operadores atinjam a meta esperada”, disse o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

De soja, em grão, as empresas pretendem embarcar 4,5 milhões de toneladas pelo Porto de Paranaguá entre janeiro e março. De farelo de soja, são esperadas 1,4 milhão de toneladas. “Especificamente em relação à soja, o que observamos é que o movimento não parou. Em dezembro, por aqui, foi exportada muita soja. E nesses primeiros 15 dias de janeiro, segue o mesmo ritmo”, afirma Garcia.

Segundo os especialistas, a soja que está sendo embarcada agora ainda é da safra passada, que os produtores estavam segurando à espera do melhor momento (e preço) para a venda. “Para dar uma regulada no preço, esperando melhorar, o produtor acaba sendo segurado. Porém, nesse momento, em que ele precisa abrir espaço para receber a nova safra, ele precisa vender”, explica o diretor da Associação dos Exportadores do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá (Atexp), André Maragliano.

Com contrato fechado, e preços bons no mercado, os volumes de soja que chegam ao porto são maiores. “De outubro a novembro começou o aumento desse volume não esperado. Não tivemos a ‘entressafra'”, afirma. Apesar da quebra prevista para a nova safra de soja, devido à seca enfrentada pelos agricultores, na lavoura há previsão de aumento nos volumes esperados – principalmente a partir de fevereiro. “O início da safra é sempre muito movimentado. Todo mundo posiciona navio (nos portos), todos têm contrato para cumprir e todo mundo já comprou soja, aumentando o fluxo dos caminhões”, contextualiza o diretor da Atexp.

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Empresas pretendem embarcar 4,5 milhões de toneladas de soja

Governo do RS injeta até R$ 600 milhões em empreendimentos

Iniciativa oferece crédito para microempreendedores, microempresas e empresas de pequeno porte com juros subsidiados

O objetivo é fortalecer e incentivar os empreendimentos para a retomada do crescimento a partir da injeção de recursos com juro zero e redução da burocracia na contratação

Para impulsionar o desenvolvimento do Rio Grande do Sul, o governo gaúcho lançou nesta quinta-feira (20) o Avançar no Desenvolvimento Econômico – Programa Juro Zero. Com a iniciativa, serão disponibilizados R$ 100 milhões de recursos do Estado na forma de subsídio de juros em operações de crédito para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte. O programa viabilizará que até R$ 600 milhões sejam financiados pelo Badesul Desenvolvimento S/A – Agência de Fomento e pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), com juros pagos pelo governo estadual.

O objetivo é fortalecer e incentivar os empreendimentos para a retomada do crescimento a partir da injeção de recursos com juro zero e redução da burocracia na contratação. A expectativa é de que até 23 mil operações possam ser realizadas, 20% delas destinadas preferencialmente aos microempreendedores individuais (MEI). O anúncio foi feito pelo governador Eduardo Leite e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Edson Brum.

Ainda durante o evento, houve assinatura de protocolos de intenções e de contratos do Programa Estadual de Desenvolvimento Industrial (Proedi) e do Fundopem [Fundo Operação Empresa do Estado do Rio Grande do Sul (Fundopem), além do decreto que institui o programa Juro Zero.

Os limites por operação estão sujeitos a análise de crédito e garantias, conforme exigência das instituições financeiras. Uma parceria com o Sebrae permitiu o aporte de R$ 10 milhões ao RS Garanti – Associação Garantidora de Crédito, para permitir que empresas que não atendem aos critérios dos bancos acessem os recursos oferecendo carta-garantia. Com o aporte ao fundo garantidor, as empresas poderão contratar garantias de até R$ 80 milhões. Em caso de inadimplência, os juros das parcelas atrasadas serão de responsabilidade do tomador de crédito.

Empresários que aderirem ao programa Juro Zero também terão a oportunidade de receber consultoria e capacitações do Sebrae. A instituição oferecerá acompanhamento aos empreendimentos com conteúdo e informações estratégicas para a tomada de crédito consciente, com o objetivo de reduzir os riscos de inadimplência e ampliar a sustentabilidade financeira dos negócios.

O acesso ao programa estará disponível a partir de 1º de fevereiro, quando Badesul, BRDE e a rede credenciada começarão a receber as solicitações de operações. Para financiamentos junto ao Badesul, o empreendedor poderá solicitar diretamente ao banco. No caso do BRDE, o atendimento será realizado por meio das cooperativas de crédito conveniadas (Sicredi, Sicoop, Cresol), que irão cadastrar os pedidos, verificar a documentação necessária para a liberação das operações e orientar as empresas.

Iniciativa oferece crédito para microempreendedores, microempresas e empresas de pequeno porte com juros subsidiados