Archives 2022

Romagnole adquire o controle acionário da Lupa Tecnologia

O valor do negócio não foi informado pelas empresas

Aquisição fortalece a atuação da companhia paranaense no setor elétrico nacional e internacional

Prestes a completar 60 anos de fundação, a Romagnole, sediada em Mandaguari (PR), anunciou nesta segunda-feira (7) que adquiriu o controle acionário da Lupa Tecnologia e Sistemas. O negócio foi efetivado em dezembro, mas só agora, com a conclusão dos trâmites burocráticos, o assunto foi tornado público pela diretoria. O valor do negócio não foi informado pelas empresas.

A Lupa atua no desenvolvimento de tecnologias e sistemas para proteção, automação, manobra e comunicação em redes de distribuição de energia elétrica. Sediada na cidade de Juiz de Fora (MG), a empresa nasceu no ano de 2002 em uma incubadora de base tecnológica do CRITT, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Em seus 20 anos de história, o empreendimento participou de vários editais de fundos de fomento para P&D e recebeu diversas premiações. Entre as soluções desenvolvidas e comercializadas pela empresa estão os controles Altere, utilizados nos religadores e chaves LBS que são produzidos pela Romagnole e aplicados pelas concessionárias de energia elétrica em redes smart grid.

De acordo com a presidência da Romagnole, esta operação está alinhada com o planejamento estratégico da companhia. Nos últimos anos a Romagnole vem investindo continuamente em inovação e tecnologia para atender às novas demandas e segmentos dentro do setor elétrico.

“Ao incorporar a Lupa Tecnologia, a empresa reforça sua estratégia de oferecer soluções para os mercados de eficiência energética, energias renováveis, planejamento e operação de sistemas elétricos, supervisão, controle e proteção de redes. Essas soluções contribuem para a melhoria da qualidade e confiabilidade dos serviços de energia elétrica oferecidos à sociedade”, destaca a empresa em nota.

A Romagnole é a 182ª maior empresa da região e também a 68ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

O valor do negócio não foi informado pelas empresas

Poupança tem retirada líquida de R$ 19,6 bilhões em janeiro

Saques mensais são os maiores desde 1995

O aumento dos juros, no entanto, foi insuficiente para fazer a poupança render mais que a inflação

A aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros iniciou o ano com retirada recorde. Em janeiro, os brasileiros sacaram R$ 19,6 bilhões a mais do que depositaram na caderneta de poupança. Essa foi a maior retirada líquida registrada para todos os meses desde o início da série histórica, em 1995. O recorde anterior tinha sido registrado em janeiro do ano passado, quando os saques tinham superado os depósitos em R$ 18,1 bilhões.

Tradicionalmente, o primeiro mês do ano é marcado pelo forte volume de saques na poupança. O pagamento de impostos e despesas como material escolar e parcelamentos das compras de Natal impactam as contas dos brasileiros no início de cada ano. No ano passado, a poupança tinha registrado retirada líquida de R$ 35,5 bilhões. A aplicação foi pressionada pelo fim do auxílio emergencial, pelos rendimentos baixos e pelo endividamento maior dos brasileiros. A retirada líquida – diferença entre saques e depósitos – só não foi maior do que a registrada em 2015 (R$ 53,5 bilhões) e em 2016 (R$ 40,7 bilhões). Naqueles anos, a forte crise econômica levou os brasileiros a sacarem recursos da aplicação.

Rendimento
Até recentemente, a poupança rendia 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia). Desde dezembro do ano passado, a aplicação passou a render o equivalente à taxa referencial (TR) mais 6,17% ao ano, porque a Selic voltou a ficar acima de 8,5% ao ano. Atualmente, os juros básicos estão em 10,75% ao ano.

O aumento dos juros, no entanto, foi insuficiente para fazer a poupança render mais que a inflação. Nos 12 meses terminados em janeiro, a aplicação rendeu 3,06%, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor-15 (IPCA-15), que funciona como prévia da inflação oficial, atingiu 10,2%. O IPCA cheio de janeiro será divulgado na próxima quarta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Caso a inflação caia nos próximos meses, a caderneta pode voltar a ter rendimento positivo. Para este ano, o boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, prevê inflação oficial de 5,10% pelo IPCA. Com a atual fórmula, a poupança renderia cerca de 7%, caso a Selic permanecesse em 10,75% durante todo o ano. O rendimento pode ser um pouco maior se o Banco Central continuar a aumentar a taxa Selic nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária.

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Com Agência Brasil 

Saques mensais são os maiores desde 1995

Mapa de Santa Catarina mostra 16 regiões no nível alto

Houve melhora nos indicadores da região do Vale do Itapocu

Os resultados do mapa de risco refletem o aumento no número de casos confirmados de Covid-19 em janeiro

A matriz de risco potencial regionalizado aponta 16 regiões classificadas como risco potencial alto (cor amarelo) e uma no nível de risco moderado (cor azul) em Santa Catarina. Em um comparativo com o relatório divulgado na semana anterior, houve melhora nos indicadores da região do Vale do Itapocu, que na semana estava no nível de risco alto (amarelo), e passou a ser classificado no nível moderado (azul).

Houve piora nos indicadores das regiões do Alto Uruguai Catarinense e Extremo Oeste, que passaram a ser classificados como nível alto (amarelo), juntando-se as regiões do Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Nordeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Xanxerê que se mantiveram no nível alto (amarelo).

Os resultados do mapa de risco refletem o aumento no número de casos confirmados de Covid-19 em janeiro de 2022. Neste primeiro mês do ano, foram confirmados 202.084 casos de Covid-19 em Santa Catarina, um aumento de 1.433% em relação ao total de casos confirmados em dezembro de 2021 (13.186), o que impactou na transmissibilidade. Esta dimensão monitora o número de casos ativos que foram notificados no período e a velocidade de transmissão. Todas as regiões do Estado estão classificadas no nível gravíssimo (vermelho), com o número de casos ativos alcançando 67.395 casos em todo o estado.

Na dimensão de gravidade, que contempla os indicadores de mortalidade e tendência de internação por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), houve melhora nos indicadores do Planalto Norte e Vale do Itapocu, que passaram a ser as únicas regiões classificadas no nível Moderado (azul). Houve melhora nas regiões do Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí e Laguna, que estavam classificadas no nível grave (laranja) e passaram a ser classificadas como nível alto (amarelo) e piora nas regiões do Alto Uruguai Catarinense e Extremo Oeste, que estavam classificadas no nível moderado (azul) e passaram para o nível alto (amarelo), juntando-se às regiões do Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Grande Florianópolis, Meio Oeste, Nordeste, Oeste e Serra Catarinense que se mantiveram estáveis, no nível Alto (amarelo).

Na dimensão do monitoramento, que reflete a cobertura vacinal e a variação semanal de casos, todas as regiões foram classificadas com risco moderado (azul), condição que mantêm em relação à semana anterior. Com mais de 5,3 milhões de pessoas que receberam as duas doses da vacina, a cobertura vacinal da população geral do Estado no dia 4 de fevereiro de 2022 ultrapassou 74,2%, o que vem contribuindo para frear o impacto do grande número de infecções na gravidade dos casos.

Já em relação à capacidade de atenção, que monitora a taxa de ocupação de leitos de UTI adulto com pacientes em tratamento para Covid-19 em relação ao total de leitos disponíveis em cada região, as regiões Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí e Vale do Itapocu se mantiveram no nível Moderado (azul), com taxas de ocupação abaixo de 20%. As regiões Carbonífera, Extremo Oeste, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Planalto Norte e Xanxerê estão classificadas no nível Alto (amarelo), com ocupação de 20 a 40%, e as regiões Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Sul Catarinense, Meio Oeste, Nordeste, Oeste e Serra Catarinense estão classificadas no nível Grave (laranja), com ocupação de 40 a 60%. Destaca-se que o Estado apresenta um plano de contingência para pronta disponibilização de leitos de UTI para atendimento de pacientes com Covid-19, caso seja necessário, assim como mantém os leitos disponíveis para tratamento de demais patologias. Portanto, mesmo com a disseminação da variante Ômicron, não existe comprometimento da capacidade de atenção de alta complexidade no momento.

Um estudo realizado pela diretoria de vigilância epidemiológica da secretaria de saúde de Santa Catarina com dados de novembro de 2021 a janeiro de 2022 aponta que o risco de hospitalização e morte é maior entre pessoas não vacinadas ou que estão com a vacinação incompleta do que naquelas que receberam a dose de reforço. Durante o período ocorreram 871 mortes por Covid-19. A taxa de óbitos por Covid-19 em idosos não vacinados ou com vacinação incompleta foi 47 vezes maior do que naqueles que já receberam a dose de reforço. Já entre os adultos, a taxa entre os não vacinados ou com vacinação incompleta foi 39 vezes maior do que naqueles que receberam a dose de reforço.

Segundo boletim epidemiológico da Covid-19 divulgado na terça-feira (1) houve um aumento de 95% no registro de mortes por Covid-19 em Santa Catarina entre a semana epidemiológica 03 (16 a 22 de janeiro) que registrou 93 óbitos, e a semana epidemiológica 04 (23 a 29 de janeiro), que registrou 181 óbitos. O maior número de óbitos registrados nesta semana vem acometendo idosos acima de 60 anos, que ainda não receberam a dose de reforço.

O principal objetivo da matriz de risco de Santa Catarina é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Houve melhora nos indicadores da região do Vale do Itapocu

O setor de saúde espera por você em 2022

Se estiver em dúvida sobre qual setor seguir, busque a saúde. Ela precisará de você mais do que nunca

Embora a Covid-19 se mostre com uma estimativa de controle por conta das vacinas, a doença infelizmente deixou muitas pessoas com sequelas e vivemos uma nova onda, o que requer recurso pessoal para o enfrentamento

Todo início de ano, recebo mensagens de profissionais que pedem algum tipo de direcionamento ou dicas de quais áreas estão em alta para o período. Os motivos são variados. Para 2022, posso cravar o setor de saúde como a grande bola da vez, seja na questão de demanda por profissionais técnicos, gestores ou ainda assessorias.

Recentemente, a Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde) divulgou, com base em números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que o setor de saúde no Brasil já responde por cerca de 2,6 milhões de profissionais, sendo que nos nove primeiros meses de 2021 foram registrados perto de 203 mil postos de trabalho. Em todo o país, a área corresponde ao montante de 7% dos empregos criados em todo o território.

Bom, se este é o cenário palpável, as perspectivas para os próximos anos são as melhores. Precisaremos muito desses profissionais para o enfrentamento da pandemia. Embora a Covid-19 se mostre com uma estimativa de controle por conta das vacinas, a doença infelizmente deixou muitas pessoas com sequelas e vivemos uma nova onda, o que requer recurso pessoal para o enfrentamento. Some-se a isso, ainda, a questão de estarmos envelhecendo e com uma perspectiva de vida maior para as próximas décadas. Logo, pessoas idosas requerem cuidados extras de profissionais da área, sejam eles geriatras, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, enfermeiros e por aí vai.

Então, a dica é: se estiver em dúvida sobre qual setor seguir, busque a saúde. Ela precisará de você mais do que nunca, e cursos para esta área vêm crescendo em ofertas nas mais diferentes especialidades. Quem já está no mercado de saúde também deve seguir se atualizando – e fica ainda mais fácil decidir por onde seguir, uma vez que já possuem a cancha necessária para saber em quais áreas seus talentos mais se encaixam. Por fim, além da parte técnica, também há a parte de gestão (equipes, centros de saúde e hospitais).

Dia desses, soube que o Paraná é um dos poucos estados do Brasil que possui uma cooperativa de enfermeiros e técnicos de enfermagem, a Cooperativa de Trabalho de Enfermagem do Paraná (COOENFPR). A iniciativa de profissionais da área em trabalhar cooperadamente traz inúmeras vantagens e ajuda profissionais em questões como educação continuada e atuação no setor. Nesta cooperativa, são mais de 600 profissionais ativos, com apenas dois anos incompletos de atuação, sinal de que o mercado está aquecido.

Então, mãos à obra. Se tiver dúvidas para onde seguir, acompanhe de perto o setor de saúde em 2022. Nele pode estar o espaço que você tanto almeja no mercado de trabalho. Boa sorte! 

Se estiver em dúvida sobre qual setor seguir, busque a saúde. Ela precisará de você mais do que nunca

BNDES e Banco Mundial assinam acordo sobre agenda climática

Ações incluem cooperação para mercado de carbono e biodiversidade

Segundo o BNDES, a cooperação permitirá que o banco de fomento melhore os processos de financiamento de projetos ambientais

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco Mundial firmaram um memorando de entendimento sobre agenda climática. As duas instituições pretendem promover a troca de informações e de experiências para desenvolver uma pauta conjunta sobre o clima, o mercado de carbono e a biodiversidade no país.

Em comunicado, o BNDES informou que também serão discutidas ferramentas para avaliar riscos para o clima e para a biodiversidade. Também será criado um sistema para a avaliação de empresas, com base nas práticas ESG, sigla em inglês para práticas ambientais, sociais e de governança.

Entre as ações previstas figuram a produção de artigos e a promoção de workshops sobre os mercados regulado e voluntário de carbono, quando um empreendedor que emite gás carbônico financia medidas compensatórias, como o reflorestamento de áreas degradadas. Os dois bancos também estudarão instrumentos financeiros para apoiar projetos nas áreas climática e de ESG no Brasil.

Segundo o BNDES, a cooperação permitirá que o banco de fomento melhore os processos de financiamento de projetos ambientais, climáticos, de carbono e de biodiversidade, alinhado às melhores práticas internacionais. Com US$ 26 bilhões concedidos em financiamentos climáticos apenas em 2021, o Banco Mundial hoje é o maior financiador dessa área para países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. O organismo internacional trabalha para alinhar os fluxos financeiros aos objetivos do Acordo de Paris até 2025.

Com Agência Brasil 

Ações incluem cooperação para mercado de carbono e biodiversidade

Portos do Paraná têm melhor janeiro da história

Volume movimentado no primeiro mês do ano foi 15% maior que no mesmo período de 2020

Janeiro encerra com recorde histórico de movimentação mensal nos portos do Paraná

O ano já começou com recorde na movimentação pelos portos do Paraná. Janeiro fechou com 4,15 milhões de toneladas de cargas, somando exportação e importação. O volume movimentado no primeiro mês é 15% maior que as quase 3,6 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2020 e o melhor janeiro da história dos portos. “Este foi o melhor primeiro mês que já tivemos em movimentação. É a primeira vez que passamos de quatro milhões de toneladas logo no primeiro mês”, comenta Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná. O recorde anterior para o mês de janeiro havia sido registrado em 2016: 3,7 milhões toneladas.

“O novo recorde histórico foi puxado, principalmente, pelo aumento nas exportações, tendo a soja como principal produto”, destaca Garcia. O volume de soja exportado, explica, é inesperado para o mês e segue o ritmo que já vinha desde o final do ano passado. “Em janeiro do ano passado quase não foi embarco soja por aqui. Neste ano, porém, foram 714.870 toneladas”, recorda. Segundo os operadores do segmento, o volume no Porto de Paranaguá seria remanescente da safra passada, que os produtores agora precisam vender para abrir espaço para a nova safra.

De volume exportado em janeiro foram quase 2,2 milhões de toneladas de cargas – 25% a mais que as 1,7 milhão de toneladas registradas em janeiro de 2021. Além da soja, os produtos mais embarcados no último mês pelos portos de Paranaguá e Antonina foram o farelo de soja (345.310 toneladas); açúcar (224.009 toneladas); milho (218.358 toneladas); e frango (176.425 toneladas).

No sentido inverso, o volume de carga importada pelos terminais paranaenses somou 1,8 milhão de toneladas – 7% a mais que as 1,6 milhão de toneladas importadas em janeiro do ano passado. Os produtos descarregados em maior volume nos portos de Paranaguá e Antonina foram os fertilizantes: 903.300 toneladas nos últimos 31 dias. Além dos adubos, os produtos mais descarregados no mês de janeiro foram os derivados de petróleo (410.834 toneladas); álcool (70.412 toneladas); e malte e cevada (69.090 toneladas).

Volume movimentado no primeiro mês do ano foi 15% maior que no mesmo período de 2020

Rôgga adianta a fase 2 das vendas do Grant Home Club

Alta procura pelos apartamentos da construtora em Barra Velha levou à antecipação do planejamento

Com um VGV de R$ 300 milhões e apartamentos de até 106 metros quadrados, todos com vista para o mar, o Grant tem características de um resort particular

Lançado em dezembro de 2021, o Grant Home Club, primeiro empreendimento de alto padrão a ser construído em Barra Velha pela Rôgga, já bateu recordes de venda. A alta procura pelos apartamentos na Praia do Tabuleiro fez com que a construtora antecipasse a fase 2 do plano comercial.

Com um VGV de R$ 300 milhões e apartamentos de até 106 metros quadrados, todos com vista para o mar, o Grant tem características de um resort particular. O Grant Home Club também terá duas torres, 30 pavimentos e 319 apartamentos. As obras começam no final deste ano, com previsão de entrega em junho de 2026. “Em pouco mais de um mês após o lançamento, já tivemos de antecipar a fase 2 das vendas para atender às demandas do mercado. Além de realizar o sonho de viver na praia, com todo o conforto e a segurança de um home club, as pessoas confiam na Rôgga”, explica Thales Silva, diretor comercial da construtora.

Com o propósito de melhorar o habitat humano, a empresa foi a pioneira no lançamento de home clubs de alto padrão no litoral Norte catarinense. “Depois de Penha e Piçarras, chegou a vez de Barra Velha ter um empreendimento desta categoria. Sabemos que, mais do que o contato com a natureza, as pessoas querem empreendimentos que apostem na integração familiar, no convívio social, no bem-estar dos moradores e na qualidade de vida”, continua Thales. 

Alta procura pelos apartamentos da construtora em Barra Velha levou à antecipação do planejamento

Brasil ainda sofrerá com a inflação, prevê especialista

Anderson Peres aponta um cenário ainda de bastante incerteza para este ano

Mercado de capitais é uma das apostas da Valore Elbrus, de Curitiba

A nova onda de Covid-19 e a eleição presidencial são apenas dois ingredientes que têm criado um cenário de muitas incertezas. “Vivemos uma situação muito desafiadora, para não dizer nefasta”, aponta o especialista em mercado financeiro Valore Elbrus, Anderson Peres. “Quem pensa que 2022 será um ano de estabilidade econômica, engana-se. A ancoragem das metas da inflação só será possível no país em 2023, com uma situação política mais clara e também com uma perspectiva melhor do fim de pandemia”, explica o também fundador da casa de investimentos sediada em Curitiba.

Para este ano, na visão econômica, o Brasil ainda sofrerá com a inflação, principalmente no setor de insumos básicos. “Comida mais cara, produtos de bem de consumo primários com valor mais elevado, principalmente pela falta de suprimentos que o mundo está sofrendo”, antevê o especialista. Neste cenário de inflação mais pressionada, ativos atrelados a ela podem ser boas proteções para as carteiras dos investidores.

“Tivemos, neste último período, uma abertura das taxas e com isso boas oportunidades no mercado de títulos públicos que pagam taxa de juros mais inflação. Além disso, o mercado de crédito privado tem se mostrado resiliente neste cenário e temos observado várias emissões de boas empresas que também remuneram o investidor pagando taxas muito atrativas acima da inflação”, sugere.

Com a continuidade do ciclo de alta da taxa de juros, os ativos pós-fixados também voltaram a ser atrativos para o investidor. Porém, por um outro lado, a perspectiva é que o setor de turismo tenha um crescimento acima da média. “Tudo isso impulsiona e movimenta muito o setor de serviços, como hotelaria, restaurantes, transporte aéreo e terrestre. Depois de dois anos de recessão, agora a tendência é crescer e muito”, prevê Peres. Segundo a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) o setor terá plena recuperação já no primeiro semestre de 2022, e a previsão é que o setor tenha um crescimento de 30% no próximo ano, em relação à época pré-pandemia.

Os setores citados por Peres foram os que mais sofreram com a pandemia e este cenário de recuperação vai depender da melhora das condições de saúde em geral, com o avanço da vacinação e reabertura de algumas atividades econômicas. “Considerando a reabertura da economia, esses podem vir a ter uma valorização acima daquela esperada pelo mercado. Além disso, a bolsa brasileira tem ficado descontada perante seus pares e com isso começa a gerar boas oportunidades de investimentos”, aponta o especialista.

Se o cenário é ruim para a economia, para o setor de investimentos é excelente, aposta Peres. “Com taxa de juros mais alta, avanço da vacinação e bolsa de valores norte-americana indo muito bem, é hora de investir”, reforça. “A dica para os investidores é variar os investimentos e estar atento a ações e moeda estrangeira, com os resultados positivos e crescimento da bolsa americana”, afirma. A diversificação em ativos descorrelacionados em momento de alta volatilidade é a grande estratégia para uma carteira de investimento ter rentabilidade de forma constante. “A mescla entre ativos nacionais com ativos internacionais traz equilíbrio para os investimentos e, com isso, faz um hedge natural na carteira dos investidores e traz maior tranquilidade nestes períodos turbulentos”, finaliza.

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Anderson Peres aponta um cenário ainda de bastante incerteza para este ano

Quase 600 mil empresas pediram adesão ao Simples em janeiro

Cerca de 437 mil negócios terão de regularizar débitos até março 

O Comitê Gestor do Simples Nacional aprovou a extensão em dois meses – de 31 de janeiro para 31 de março – do prazo para que os empresários e MEI paguem ou renegociem débitos em atraso

Quase 600 mil micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEI) pediram adesão ao Simples Nacional em janeiro, divulgou a Receita Federal. Segundo o Fisco, foram recebidos 599.876 pedidos de opção pelo regime especial de tributação. Desse total, 437.477 contribuintes estão com pendências e devem regularizar as dívidas com o Simples Nacional até o fim de março. Há cerca de 10 dias, o Comitê Gestor do Simples Nacional aprovou a extensão em dois meses – de 31 de janeiro para 31 de março – do prazo para que os empresários e MEI paguem ou renegociem débitos em atraso.

Esses contribuintes podem ser beneficiados caso o Congresso derrube, até o último dia de março, o veto do presidente Jair Bolsonaro à renegociação especial de débitos do Simples Nacional. A Receita Federal orienta que os contribuintes regularizem a situação o mais rápido possível para se beneficiarem do Simples Nacional, que unifica o pagamento de tributos federais, estaduais e municipais numa única guia, com alíquotas reduzidas.

Segundo o balanço da Receita, dos quase 600 mil pedidos de adesão ou de reinclusão ao Simples Nacional, 133.455 foram aprovados, com o contribuinte passando a fazer parte do regime especial. Um total de 2.405 pedidos foram rejeitados e 26.539 foram cancelados. O prazo para pedir adesão ou a reinclusão no Simples Nacional acabou no dia 31 de janeiro.Diferentemente da regularização de débitos, a data não pôde ser prorrogada porque o prazo de adesão é definido pela Lei Complementar 123/2006, que criou o regime especial.

Com Agência Brasil

Cerca de 437 mil negócios terão de regularizar débitos até março 

Palmas do Arvoredo tem valorização recorde em 25 anos

Principal praia de Governador Celso Ramos atrai investidores

Nas últimas duas décadas, o empreendimento teve terrenos com valorização acumulada de 4 mil por cento

A cidade de Governador Celso Ramos, com pouco mais de 14 mil habitantes e distante apenas 30 quilômetros de Florianópolis, vem atraindo investidores e moradores em busca de belezas naturais e tranquilidade. Com natureza exuberante, a cidade abriga a área de proteção ambiental de Anhatomirim e a Reserva Marinha Biológica do Arvoredo. Além disso, oferece infraestrutura, facilidade de acesso, segurança e tranquilidade. Não por acaso, terrenos e apartamentos registram valorização exponencial nos últimos anos.

Localizado em Palmas, a principal praia de Governador Celso Ramos, o loteamento Palmas do Arvoredo é um exemplo desse fenômeno. Nas últimas duas décadas, o empreendimento teve terrenos com valorização acumulada de 4 mil por cento. Parte disso se explica pelo modelo do loteamento. Para evitar o crescimento acelerado e desordenado, os empreendedores planejaram o ritmo de ocupação, com a venda programada de imóveis a cada ano, e limitaram o uso do solo, com a manutenção de oito áreas de preservação da Mata Atlântica.

Contribuiu para a valorização também o fato de o empreendimento ter sido planejado desde o lançamento, há 25 anos. O urbanismo, todo definido pelo arquiteto Sérgio Sclovsky, inclui ruas largas, áreas de estacionamento, passarelas para acesso à praia e boulevard. “Há ainda uma estrutura urbana, com opções de comércio e serviços, em uma área próxima à natureza. A junção de todos esses diferenciais é essencial para garantir qualidade de vida aos moradores”, diz Eduardo Schulman, diretor da Palmar Empreendimentos. Ele destaca ainda a existência de um sistema próprio de coleta e tratamento de todo o esgoto produzido no empreendimento.

Nos últimos dois anos, a pandemia mudou um pouco o perfil de quem investe na região. Se antes a maioria buscava um imóvel de veraneio, agora cresce a procura por moradia. “Percebemos uma mudança no perfil das próprias construções. Os compradores passaram a exigir itens que antes não eram tão importantes, como tubulação para água quente, elevadores, piscina aquecida, energia fotovoltaica, entre outros”, observa Leila Martini, que comercializa imóveis na região há mais de duas décadas.

O empresário Thiago Muller, diretor da Construtora MTF, acompanha de perto a história recente de Palmas do Arvoredo e também percebe que a localidade é cada vez mais procurada por pessoas que buscam opções para todo o ano. A empresa lançou o primeiro edifício na praia em 2011. Desde então já entregou sete empreendimentos – e prepara o lançamento do oitavo para fevereiro. O projeto é planejado para atender pessoas que pretendem morar na praia ou usufruir do apartamento ao longo do ano – não apenas no verão – e vai oferecer diversas opções de lazer e espaços de convivência. “As pessoas querem permanecer mais tempo na praia e aproveitar o verão e também as outras estações do ano. Então é preciso ter opções para dias quentes, frios, de sol ou de chuva”, conta. 

Projeto antecipou conceitos 

No início dos anos 1990 o Brasil sediou a primeira Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio 92, evento que reuniu chefes de estado e cientistas de todo o mundo e colocou a preservação da natureza em destaque da agenda das discussões globais. Na época, ainda eram poucos os empresários que compreendiam a necessidade de o homem buscar meios de conciliar avanços econômicos e preservação do meio ambiente, ideia que ganhou importância a partir dos anos 2000 e hoje é parte da estratégia de grandes corporações mundo afora.

Os empresários Augusto Prolik e Mário Petrelli perceberam ainda em 1996 a importância dessa ideia. Em um terreno de 800 mil metros quadrados, ladeado por montanhas e diante de uma praia de areia e água limpas, optaram por um empreendimento com soluções para garantir o melhor uso do espaço urbano e com infraestrutura para preservar o meio ambiente. Em vez da ocupação máxima do solo, o projeto incluiu ruas largas e arborizadas, manteve áreas de mata intocada e organizou a distribuição de casas, imóveis comerciais e prédios residenciais da melhor forma para garantir desenvolvimento com qualidade de vida.

Passarelas foram construídas para possibilitar que o turista ou morador chegasse à praia sem caminhar pela restinga. E, mais importante, foi implantado um sistema de tratamento de esgotos capaz de atender toda a demanda local. “Temos muito a comemorar quando pensamos nos 25 anos desde a implantação do Palmas do Arvoredo. Não é sempre que um projeto dessa envergadura nasce tão alinhado a conceitos modernos e essenciais, como o de desenvolvimento sustentável, e preserva essas características ao longo dos anos”, relata a empresária Luciana Petrelli. 

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Rafael Bicca Machado assume presidência da ADVB-RS

Novo presidente substituirá Rafael Biedermann 

“Meu objetivo é liderar a ADVB/RS para que ela assuma um papel de protagonista no movimento de transformação digital da sociedade gaúcha”, prevê Machado

A Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil (ADVB-RS) conta com um novo presidente para a gestão 2022/2023. Rafael Bicca Machado assumirá a entidade junto a outros oito vice-presidentes. O evento de posse será na noite de 15 de fevereiro, na sede da ADVB/RS em Porto Alegre. Ele substituirá Rafael Biedermann.

“Meu objetivo é liderar a ADVB-RS para que ela assuma um papel de protagonista no movimento de transformação digital da sociedade gaúcha. Tendo como desafio de estruturar profissionais e organizações para que obtenham resultados concretos em suas vendas de serviços e produtos, também no ambiente digital”, avalia. “O foco estará na comemoração dos 60 anos da ADVB/RS, 50 anos do Prêmio Exportação e a ampliação da área de conhecimento (capacitação e conteúdos EAD)”, antecipa Machado sobre os principais desafios para sua gestão.

Machado é sócio-fundador do escritório Carvalho, Machado e Timm Advogados, sendo head da área societária, com atuação em nove Estados do Brasil e atendendo empresas nacionais e internacionais. Atualmente é conselheiro de administração independente da ADVB-RS, Brivia, Serpro e ABGV.

Ao seu lado como vice-presidentes estão Alan Streck, VP de capacitação; Edmilson Milan, VP de comércio internacional; Karine Battisti, VP de comunicação; Leandro Fagundes, VP de vendas; Leonardo Persigo, VP de expansão; Letícia Meincke, VP de marketing; Marcelo Gais, VP administrativo-financeiro; Ricardo Galho, VP de transformação digital.

Os eventos da entidade já estão com datas definidas. O Prêmio Exportação será no dia 1º de setembro, reconhecendo as empresas que se destacam no setor exportador do estado. O Top de Marketing será no dia 10 de novembro e as inscrições para os cases abrirão em março, para que as empresas tenham mais tempo de elaboração. 

Novo presidente substituirá Rafael Biedermann 

Banco Central eleva juros para 10,75% ao ano

A Selic volta aos dois dígitos pela primeira vez desde julho de 2017

Banco Central afirma que reduzirá o ritmo ajuste da taxa básica de juros

Em sua reunião desta quarta-feira (2), o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC) decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 10,75% ao ano. Desse modo, a Selic volta aos dois dígitos pela primeira vez desde julho de 2017.

“O comitê entende que essa decisão reflete seu cenário de referência e um balanço de riscos de variância maior do que a usual para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para as metas ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano-calendário de 2022 e, em grau maior, o de 2023. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, revela o documento do BC.

“O Copom considera que, diante do aumento de suas projeções e do risco de desancoragem das expectativas para prazos mais longos, é apropriado que o ciclo de aperto monetário avance significativamente em território contracionista. O comitê enfatiza que irá perseverar em sua estratégia até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas”, destacam os membros do Copom.

“Em relação aos seus próximos passos, o comitê antevê como mais adequada, neste momento, a redução do ritmo de ajuste da taxa básica de juros. Essa sinalização reflete o estágio do ciclo de aperto, cujos efeitos cumulativos se manifestarão ao longo do horizonte relevante. O Copom enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar a convergência da inflação para suas metas, e dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária”, detalha o BC.

Piora na expectativa
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Gilberto Petry, afirmou, em nota, que o aumento ocorre porque o cenário doméstico mostrou-se com uma inflação mais disseminada e houve piora na expectativa sobre a atividade. “O início de 2022 foi marcado pela persistência da inflação que tem corroído o poder de compra das famílias e as margens das empresas. No entanto, alguns fatores internos e externos, podem desenhar um cenário ainda mais desafiador para o ano corrente. Pelo lado doméstico, os preços dos insumos agrícolas e industriais poderão seguir pressionados, impactando os custos da produção e os preços para os consumidores, destacou Petry. O dirigente ressalta, porém, que esse aumento causa um pouco de preocupação “pois a elevação dos juros bancários torna mais alto o custo do capital de giro, necessário às indústrias”.

Conforme o presidente da Fiergs, aliado aos problemas domésticos há o cenário externo, com o Banco Central dos Estados Unidos (Fed) adotando um tom mais duro em sua comunicação sobre a condução da política monetária. Somado a isso, a crise geopolítica entre Rússia e Ucrânia abre possibilidades para novos choques de inflação “importada”, ressalta Petry. “O Banco Central age de maneira responsável no combate à pressão sobre os preços, para que o ciclo de alta tenha um menor custo em termos de atividade e emprego”, observa. As federações de indústrias de Santa Catarina (Fiesc) e do Paraná (Fiep) não se pronunciaram sobre o novo aumento dos juros até o fechamento desta reportagem.

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A Selic volta aos dois dígitos pela primeira vez desde julho de 2017

Volvo investirá R$ 1,5 bilhão no Brasil

Fábrica de Curitiba receberá a maior parte do aporte

A planta de Curitiba é referência global em eficiência e qualidade dentro do Grupo Volvo, com aprimorados conceitos de Indústria 4.0

A Volvo anunciou seu novo plano de investimentos. No total, ele somará R$ 1,5 bilhão no período entre 2022 e 2025 no Brasil. Os recursos serão usados no desenvolvimento de novos caminhões e ônibus, que são produzidos na fábrica de Curitiba. De acordo com a montadora, o planejamento incluirá, ainda, o início de produção de caminhões e ônibus elétricos no país.

O valor também contempla a finalização de investimentos para o desenvolvimento de motores para atender à nova regra de emissões, chamada de Euro 6, que entrará em vigor no Brasil em janeiro do próximo ano. Líder do mercado de caminhões com capacidade acima de 14 toneladas, a Volvo registrou em 2021 o melhor ano de sua história no Brasil, que começou há quase 42 anos, com a construção da fábrica em Curitiba.

No ano passado, a marca registrou crescimento de 45,7% em relação a 2020 (21,8 mil unidades). Para 2022, a companhia estima que o mercado brasileiro de caminhões poderá crescer 10%. No segmento de ônibus, a Volvo tem conseguido expansão graças ao mercado externo. Dois terços dos 1,18 mil chassis urbanos e rodoviários, pesados e semipesados, vendidos no ano passado seguiram para a América Latina e vários países da África.

Hoje, a unidade de Curitiba é referência global em eficiência e qualidade dentro do Grupo Volvo, com aprimorados conceitos de Indústria 4.0. “Nossos processos são altamente digitalizados, com uso intenso de dados, simulação e realidade virtual para desenvolvimento dos processos e das pessoas”, assegura Marcelo Bruel, gerente de produção de ônibus da Volvo no Brasil, em nota.

Inovação desde o início
Em 1979, o chassi B58 traz conceitos muito à frente do seu tempo. Com motor central, privilegiava o espaço e conforto dos passageiros tanto na versão rodoviária quanto urbana. Um ano após seu lançamento, a Volvo apresenta a versão articulada para Curitiba, que posiciona a marca como pioneira em sistemas de transporte de alta eficiência. Sucesso global, os sistemas BRT estão hoje em 179 cidades dos cinco continentes, segundo o BRT Data.

Em 1986, a Volvo apresenta um novo chassi, incialmente para operações rodoviárias. Era o B10M, um produto global, com a mais avançada tecnologia disponível naquela época. Traz chassi totalmente soldado e suspensão 100% pneumática, garantido elevado conforto.

Em 1992, o ônibus biarticulado é uma grande inovação no mercado de urbanos, em especial para sistemas BRTs. Inicialmente para 250 passageiros, o biarticulado transporta um número maior de pessoas, eleva a agilidade e a eficiência com menor custo operacional. Em 1994, a Volvo introduz no país o B12. Além de ser o mais potente do mercado à época, seu motor ficava na parte traseira, uma novidade para a marca. Os volumes crescentes de vendas favoreceram o início da produção do B12B na fábrica brasileira, a partir de 1997. Um ano depois, em 1998, chega o B7R para o mercado de urbanos, fretamento e rodoviários de médias distâncias. Com motor traseiro e chassi leve, tinha estrutura de aço robusta com face superior plana, o que permitia uma variedade ampla de carrocerias. Em 2000, chega a versão de piso baixo do modelo.

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Copel Telecom adquire Nova Fibra por R$ 500 milhões

Negócio fará com que a operadora passe a atuar em São Paulo e Mato Grosso

A Copel Telecom comprou do Grupo ABL a totalidade das ações do provedor de internet Nova Fibra, com sede no Paraná e presença em São Paulo e no Mato Grosso. O montante da transação feita com Agnaldo Lopes, dono do grupo, não foi revelado. A notícia foi veiculada na edição on-line do jornal Valor Econômico desta quarta-feira (2). Segundo a publicação, o negócio foi fechado por R$ 500 milhões. A conclusão da negociação ainda depende do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

“Mais fortalecida e com quase 50 mil quilômetros de fibras ópticas, a Copel atuará como provedora de rede neutra (oferecida a qualquer empresa). Em algumas localidades sua infraestrutura será complementar à rede neutra da Oi, em outras, competirá. A Oi vendeu o controle da V.tal para fundos do BTG e GlobeNet, o que ainda depende de aprovações regulatórias”, informa a reportagem assinada pela jornalista Ivone Santana. “Com essa aquisição, as empresas da Copel Telecom foram avaliadas em R$ 6 bilhões. Além da Copel, o grupo é formado pela Sercomtel, Horizon e agora a Nova Fibra, sob controle do fundo Bordeaux, do empresário Nelson Tanure, desde agosto de 2021”, contextualiza a matéria.

De acordo com o Valor Econômico, a Nova Fibra adiciona ao grupo Copel 7 mil quilômetros de fibras em 25 cidades, 90 mil usuários de varejo, 3,5 mil clientes empresariais e dez empreiteiras homologadas. Os 350 funcionários serão mantidos e se somarão aos 450 da Copel. O total passa de 1 mil pessoas ao se somar a Sercomtel.

“O plano é constituir três empresas: uma de infraestrutura de rede neutra, em desenvolvimento, outra de serviços e um braço de tecnologia com licença de 5G. Copel (junto com Unifique) e Sercomtel compraram espectro no leilão de 5G, em novembro. Com 5G, o grupo deverá levar serviços de acesso à internet onde não há cobertura de rede móvel. Vai fornecer acesso móvel para uso fixo e serviços às empresas de todos os segmentos, inclusive de saúde e fazendas. A estreia está prevista para este primeiro semestre em duas cidades, embora o prazo seja 2026”, revela a reportagem.

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Negócio fará com que a operadora passe a atuar em São Paulo e Mato Grosso

Balança comercial registra déficit de US$ 176 milhões em janeiro

Mês é marcado por déficits comerciais

O valor das exportações agropecuárias subiu 97,5% em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado. O principal fator foi a recuperação da safra de soja

Em janeiro, a balança comercial registrou déficit de US$ 176 milhões, pressionada pelos custos internacionais da energia. Esse é o terceiro ano seguido em que as importações superaram as exportações em janeiro, tradicionalmente marcado por déficits comerciais. Apesar do resultado negativo, o déficit comercial caiu 20% em relação a janeiro de 2021, quando o país tinha importado R$ 220 milhões a mais do que tinha exportado. A última vez em que o país tinha registrado superávit comercial em janeiro foi em 2018, com resultado positivo de US$ 1,6 bilhão.

O saldo ficou negativo, apesar de as vendas externas terem batido recorde para o mês, desde o início da série histórica, em 1989. No mês passado, as exportações somaram US$ 19,6 bilhões, com alta de 25,3% em relação a janeiro de 2021 pelo critério da média diária. O recorde anterior havia sido registrado em janeiro de 2018 (US$ 16,7 bilhões). As importações totalizaram US$ 19,8 bilhões, crescimento de 24,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado, também pela média diária. O valor foi o terceiro mais alto registrado para meses de janeiro desde 1989, perdendo apenas para janeiro de 2014 (US$ 20,2 bilhões) e de 2013 (US$ 20,1 bilhões).

Setores
Em janeiro, a agropecuária e a indústria de transformação registraram crescimento nas vendas para o exterior. O valor das exportações agropecuárias subiu 97,5% em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado. O principal fator foi a recuperação da safra de soja. No fim de 2020 e no início de 2021, o Brasil enfrentou uma crise na safra de soja, que levou o país a importar o grão por alguns meses para suprir a demanda. Outros produtos que estavam em crise no ano passado também iniciaram 2022 com recuperação nas exportações, como o milho não moído (43% em relação a janeiro de 2021) e café não torrado (34,5%).

Ao longo do ano passado, a seca e as geadas provocaram diversas quebras de safras. Em janeiro, o volume de mercadorias agropecuárias exportadas aumentou 60,1%, enquanto o preço médio subiu 28,6%. As vendas da indústria de transformação subiram 36,1% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2020. Os destaques foram combustíveis (120,7%), gorduras e óleos vegetais (1.106,2%) e produtos semiacabados de ferro ou aço (179,7%).

Prejudicadas pela queda no preço internacional de alguns minérios, as exportações da indústria extrativa recuaram 18,6% em relação a janeiro do ano passado. Contribuíram para a queda os minérios de ferro (36,8%) e de cobre (68,8%). Do lado das importações, as compras do exterior da agropecuária caíram 15,7% em janeiro na comparação com janeiro do ano passado. Por causa da alta no preço internacional do petróleo, a indústria extrativa registrou alta de 325,8% nas compras do exterior. As importações da indústria de transformação subiram 14,9%. Os principais destaques foram gás natural (501%), petróleo bruto (420,1%) e carvão mineral (335,5%).

Estimativa
Para 2022, o governo prevê superávit de US$ 79,4 bilhões, valor parecido com o deste ano. A estimativa já considera a nova metodologia de cálculo da balança comercial. As projeções estão mais otimistas que as do mercado financeiro. O Boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, projeta superávit de US$ 57,2 bilhões neste ano.

Em abril de 2021, o Ministério da Economia mudou o cálculo da balança comercial. Entre as principais alterações, estão a exclusão de exportações e importações fictícias de plataformas de petróleo. Nessas operações, plataformas de petróleo que jamais saíram do país eram contabilizadas como exportação, ao serem registradas em subsidiárias da Petrobras no exterior, e como importação, ao serem registradas no Brasil.

Outras mudanças foram a inclusão, nas importações, da energia elétrica produzida pela usina de Itaipu e comprada do Paraguai, num total de US$ 1,5 bilhão por ano, e das compras feitas pelo programa Recof, que concede isenção tributária a importações usadas para produção de bens que serão exportados. Toda a série histórica a partir de 1989 foi revisada com a nova metodologia.

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Com Agência Brasil

Mês é marcado por déficits comerciais