Archives 2022

New Holland lança no Sul o primeiro trator movido a biometano do mundo

Modelo, que reduz em até 80% as emissões, está sendo apresentado em Cascavel

Ele vinha sendo testado no Brasil desde 2017, como protótipo, com ótimos resultados

A New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial, lança no Brasil, durante o Show Rural Coopavel, que ocorre de 7 a 11 de fevereiro, em Cascavel (PR), o primeiro trator do mundo movido a gás metano. O modelo T6 Methane Power, produzido em Basildon, na Inglaterra, chega via importação e estará à disposição dos clientes da marca em todo o país.

O trator biometano inaugura um novo segmento de máquinas agrícolas, por sua inovação no uso de combustíveis alternativos e mais amigáveis ao meio ambiente. Ele vinha sendo testado no Brasil desde 2017, como protótipo, com ótimos resultados, de acordo com a companhia. Recentemente, o T6 Methane Power foi eleito Trator Sustentável do Ano 2022 durante a EIMA Internacional, feira mundial que expõe novidades em máquinas agrícolas, que ocorreu em outubro de 2021 em Bolonha, na Itália.

“Esse tipo de trator dá ao produtor rural a possibilidade de utilizar o biogás gerado dentro da propriedade (a partir dos dejetos dos animais, por exemplo) para abastecer o equipamento, aproveitando o chamado ciclo virtuoso da fazenda, que se torna cada vez mais autossuficiente do ponto de vista energético e ambientalmente correta”, explica Cláudio Calaça Júnior, diretor de Marketing de Produto da New Holland Agriculture para a América Latina.

O novo equipamento se assemelha ao seu equivalente movido a diesel, mas a principal mudança está na substituição dos tanques de combustível por uma combinação de dez tanques dispostos ao redor do centro do chassi. Com 453 litros de capacidade de gás, equivalente a 79 quilos, o trator tem combustível suficiente para cerca de oito horas de transporte rodoviário ou trabalho de tomada de força, chegando a 14 horas para operar algo como um alimentador de gado.

A tecnologia de propulsão por biometano oferece inúmeras vantagens ambientais, incluindo a redução de até 80% das emissões em comparação com um motor diesel padrão. Ao usar o biometano, o impacto de carbono da máquina é virtualmente zero, e uma redução de custos entre 25% e 40% pode ser alcançada quando comparada com os combustíveis convencionais.

Ao usar o metano produzido a partir de uma usina de biogás com uma mistura de resíduos, os clientes podem obter carbono neutro, mas quando o metano é coletado diretamente de uma lagoa de dejetos, não apenas as emissões de metano são impedidas de escapar para a atmosfera quando está sendo usado em vez de um combustível fóssil.

Nesse sentido, as fazendas que operam com o biometano podem se tornar não apenas produtoras de alimentos, mas também fontes de combustível, e os tratores movidos a gás são os facilitadores desse processo circular. Produtos residuais, como esterco de gado, podem se tornar valiosas fontes de combustível.

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Modelo, que reduz em até 80% as emissões, está sendo apresentado em Cascavel

Copom diz que ritmo de ajuste da Selic pode diminuir

BC aumentou juros em razão da inflação

O Copom reiterou que o processo de reformas é essencial para o crescimento sustentável da economia

O ritmo de ajuste da taxa básica de juros, a Selic, deve diminuir. Essa previsão está na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada pelo Banco Central (BC), mas poderá ser revista para que a inflação convirja em direção à meta. Na semana passada, o comitê aumentou a taxa Selic de 9,25% para 10,75% ao ano, tendo por justificativa o aumento da inflação de alimentos, combustíveis e energia. Foi a primeira vez – desde julho de 2017, quando atingiu 10,25% ao ano – que a Selic chega a uma marca de dois dígitos.

“Em relação aos seus próximos passos, o Comitê antevê como mais adequada, neste momento, a redução do ritmo de ajuste da taxa básica de juros. Essa sinalização reflete o estágio do ciclo de aperto, cujos efeitos cumulativos se manifestarão ao longo do horizonte relevante”, afirma a ata publicada pelo BC. O Copom destaca ainda que os “passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar a convergência da inflação para suas metas, e dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária”.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em 2021, o indicador fechou em 10,06%, no maior nível desde 2015, pressionado pelo dólar, pelos combustíveis e pela alta da energia elétrica.

No cenário de referência descrito pelo Copom, com trajetória para a taxa de juros extraída da pesquisa Focus e dólar cotado a R$ 5,45, as projeções de inflação ficariam em torno de 5,4% para 2022 e 3,2% para 2023. Esse cenário supõe trajetória de juros que se eleva para 12% ao ano, no primeiro semestre de 2022, termina o período em 11,75% ao ano e reduz-se para 8% ao ano em 2023.

De acordo com essas projeções, a inflação terminará 2022 acima da meta que é de 3,5%. O limite de tolerância é de 1,5 ponto percentual. Ou seja, a inflação pode ficar entre 2% e 5%. Para 2023, o centro da meta é 3,25%, também com tolerância de 1,5 ponto percentual. As projeções para a inflação de preços administrados são de 6,6% para 2022 e 5,4% para 2023. “Adota-se a hipótese de bandeira tarifária vermelha patamar 1 em dezembro de 2022 e dezembro de 2023”, projeta o comitê.

De acordo com o cenário de referência do Copom, a inflação envolve fatores de risco em ambas as direções. Por um lado, uma “possível reversão, ainda que parcial”, do aumento nos preços das commodities em moeda local produziria trajetória de inflação abaixo do cenário de referência. Por outro lado, “políticas fiscais que impliquem impulso adicional da demanda agregada ou piorem a trajetória fiscal futura podem impactar negativamente preços de ativos importantes e elevar os prêmios de risco do país”.

Na avaliação de riscos descrita na ata, o Copom argumenta que, mesmo em uma situação de desempenho mais positivo das contas públicas, a incerteza em relação ao arcabouço fiscal continua mantendo “elevado o risco de desancoragem das expectativas de inflação”, o que acaba por implicar em uma “maior probabilidade” de trajetórias para inflação acima do projetado.

“A incerteza em relação ao futuro do arcabouço fiscal atual resulta em elevação dos prêmios de risco e eleva o risco de desancoragem das expectativas de inflação. Isso implica atribuir maior probabilidade para cenários alternativos que considerem taxas neutras de juros mais elevadas. O Copom reitera que o processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para o crescimento sustentável da economia”, destaca a ata.

Pleno emprego
O comitê ressalta que a última decisão relacionada à Selic reflete o “cenário de referência” e um balanço de riscos de “variância maior do que a usual para a inflação prospectiva”, sendo, portanto, “compatível com a convergência da inflação para as metas ao longo do horizonte relevante, que inclui os anos-calendário de 2022 e, em grau maior, de 2023”. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, complementa o documento.

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Com Agência Brasil

BC aumentou juros em razão da inflação

Sul fecha janeiro com gasolina mais barata do país

O diesel da região segue a tendência nacional de alta

As bombas apresentaram as menores médias para todos os combustíveis no Paraná

De acordo com o último Índice de Preços Ticket Log (IPTL), o Sul permanece na liderança dos combustíveis mais baratos entre as regiões na média nacional, com exceção do etanol (veja a tabela ao final desta reportagem). O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Ticket Log.

A gasolina apresentou recuo de 1,9%, e o valor de R$ 6,723, cobrado em dezembro, passou para R$ 6,589. Mesmo com aumentos de 3,6% e de 3,7%, o diesel comum e o S-10 da região também tiveram as médias mais baixas. Já o etanol foi o segundo mais caro do país (R$ 6,032), mas apresentou a maior baixa no preço (-2,5%).

Ainda no recorte nacional, o Rio Grande do Sul continua figurando com a maior redução no valor da gasolina (5,5%), passando de R$ 7,032 para R$ 6,642; e para o etanol, que teve baixa de 5,5%, passando de R$ 6,983, comercializado em dezembro, para R$ 6,594 no fechamento de janeiro. Porém, no comparativo com os três estados do Sul, os postos gaúchos apresentaram as maiores médias para todos os combustíveis, incluindo o diesel.

As bombas apresentaram as menores médias para todos os combustíveis no Paraná. A gasolina fechou o mês estável, a R$ 6,545, com baixa de 0,02% em relação ao mês anterior. O etanol no estado apresentou queda de 2,4% e fechou a R$ 5,263. Apesar de manter a média mais barata de todo o território nacional para o diesel, o Paraná registrou a maior alta da do Sul para o combustível: 4%. Já os postos de combustíveis de Santa Catarina registraram estabilidade no preço da gasolina. O litro, que em dezembro estava a R$ 6,591, recuou 0,1% e passou a custar R$ 6,580.

“O Sul também acompanhou a tendência nacional de aumento no litro do diesel e registrou altas de mais de 3% no valor do combustível. Na relação 70/30, a gasolina segue como a opção mais vantajosa para os motoristas da região”, avalia Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.

O diesel da região segue a tendência nacional de alta

Indicadores revelam desaceleração no segundo semestre de 2021

Emprego e faturamento fecharam o ano com números positivos

No segundo semestre de 2021 houve desaceleração do emprego

Durante 2021 as indústrias brasileiras buscaram formas para enfrentar a crise e, por fim, em dezembro conseguiram fechar o ano com aumento de empregos e faturamento. Os dados são apresentados na pesquisa Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). No entanto, essa alta só é positiva quando comparada ao ano anterior (2020), que apresentou um desempenho excessivamente fraco.

O gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explica que “na comparação anual, os dados mostram crescimento, mas há de se lembrar que 2020 foi um ano crítico, com paralisação das atividades industriais por conta da pandemia. A pesquisa também mostra que dezembro confirma um segundo semestre com dificuldades para as indústrias”.

No segundo semestre de 2021 houve desaceleração do emprego e tendência de queda do faturamento e da utilização da capacidade instalada. Entre os pontos que contribuíram para essa queda estão a persistência da crise de Covid-19 e a desordem das cadeias de suprimentos, que ainda contribuem para que a recuperação não se complete e mantenha o contexto de incerteza e altos custos na indústria de transformação.

As horas trabalhadas na produção cresceram 3,3% em dezembro em 2021, encerrando o ano com avanço no acumulado de 9,4% em relação a 2020. O volume de horas trabalhadas caiu ao longo do primeiro semestre, mas voltou a registrar altas consistentes nos últimos três meses do ano. Dessa forma, a comparação entre dezembro de 2021 e o mesmo mês de 2020 indica alta de 1,4%.

O emprego industrial ficou estável em dezembro. Entre janeiro e junho, o índice de emprego avançou 3,2%, enquanto entre julho e dezembro, o avanço foi de apenas 0,5%. Na comparação de dezembro de 2021 com o mesmo mês de 2020, o crescimento foi de 3,6%. Apesar da estabilidade dos últimos meses, o emprego se encontra 3,7% acima do praticado antes da crise sanitária, em fevereiro de 2020, considerando a série livre de efeitos sazonais.

Veja os principais indicadores da pesquisa da CNI a seguir. 

Emprego e faturamento fecharam o ano com números positivos

Hospital INC inaugura filial no Jockey Plaza

Esta é a segunda unidade instalada dentro de shoppings centers

A nova filial recebeu o investimento de R$ 600 mil

O Instituto de Neurologia de Curitiba (Hospital INC) inicia o ano expandindo a sua estrutura e expertise em serviços de saúde de alta complexidade para mais uma região de Curitiba. A instituição inaugurou na semana passada a filial no shopping Jockey Plaza, no bairro do Tarumã. Além da neurologia e neurocirurgia, inicialmente, a nova filial oferece as especialidades de cardiologia e também de ortopedia e otorrinolaringologia. A nova unidade fica localizada no Piso L2 e conta com 200 metros quadrados de área, cinco consultórios, recepção e uma estrutura moderna, arrojada e confortável para os pacientes. O funcionamento do INC Jockey será diferente do horário do shopping.

Esta é a segunda unidade do Hospital INC instalada dentro de shoppings centers. A primeira funciona no Shopping Pátio Batel, desde 2017. “Com certeza a boa experiência e o sucesso do INC Pátio Batel nos motivou a abrir outra filial do INC em um shopping, desta vez, na região leste da cidade. Nesse modelo, agregamos para o paciente, além do atendimento em um ambiente seguro, a comodidade de ter à disposição várias opções de lazer, compras e alimentação”, explica Patrick Ramina, diretor executivo financeiro do Hospital INC, informando que a nova filial recebeu o investimento de R$ 600 mil.

Expansão continua em 2022
A nova filial no Jockey Plaza não é a única novidade do hospital para este ano. O INC planeja aumentar em 14% a sua capacidade de internação, o que representa um incremento de dez leitos de UTI. Além disso, a instituição contará com 12 novos consultórios para atendimento dos pacientes, sendo sete deles na unidade INC Cardio, situado no Eurobusiness. Hoje, o Hospital INC conta com a sua sede, localizada no bairro do Campo Comprido e que oferece o pronto atendimento (24 horas,) e mais três filiais: INC Santa Felicidade, INC Pátio Batel e o novo INC Jockey Plaza.

A construção do Hospital INC iniciou no ano de 1999, mas só em junho de 2003 começaram as atividades da instituição. Aos poucos, o hospital foi tomando forma e agregando novas especialidades de alta complexidade. Sempre com a filosofia de oferecer a última geração de equipamentos e uma equipe altamente treinada com dedicação exclusiva, logo se tornou referência no atendimento de pacientes neurocirúrgicos e neurológicos. Em 2014, com o plano de expansão em desenvolvimento, criou-se a primeira filial de ambulatórios fora do hospital e, em 2016, passou a funcionar a primeira unidade em shopping center.

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Esta é a segunda unidade instalada dentro de shoppings centers

Desempenho industrial do RS cresce 12,8% e bate recorde

Resultado é o melhor em três décadas

Alta mais do que compensou a redução de 2020, superando em 7,4% o nível de atividade de 2019

O Índice de Desempenho Industrial gaúcho (IDI/RS), medido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), encerrou o ano com crescimento de 12,8% ante 2020, a maior taxa em 30 anos. O recorde se deve à base deprimida do ano passado, quando o índice atingiu pisos históricos por conta da primeira onda da Covid-19. A alta, porém, mais do que compensou a redução de 2020 (-4,8%), superando em 7,4% o nível de atividade de 2019.

“Além da base deprimida, o resultado refletiu o retorno das atividades econômicas, sobretudo, o dinamismo dos setores industriais ligados ao agronegócio e das exportações”, relata o presidente da entidade, Gilberto Petry.O industrial lembra que apesar do desempenho positivo, não faltaram obstáculos para o setor em 2021, principalmente na cadeia de abastecimento. “Além da pandemia, o cenário contou com desvalorização e volatilidade da taxa de câmbio, aumentos nos preços da energia e dos combustíveis e alta dos juros e da inflação”, ressalta.

Em dezembro em relação a novembro, o IDI/RS cresceu 0,5% com ajuste sazonal, repercutindo o desempenho do faturamento real (+1,1%) e das horas trabalhadas na produção (+1,5%). Foi a sétima alta seguida, que levou o nível de atividade ao maior patamar desde novembro de 2014, 10,2% acima do pré-pandemia (fevereiro de 2020). Ainda nessa métrica, o emprego e a UCI (com grau médio de 83,4%) ficaram estáveis, enquanto a massa salarial real caiu 0,4%.

Para este ano, a tendência é de desaceleração. A perspectiva é de um avanço da atividade industrial de 1,7%. Para crescer mais, o setor precisará ganhar força. As expectativas dos empresários são favoráveis: há confiança e intenção de investir. A reabertura econômica tende a se completar e a demanda externa deve continuar ajudando. O presidente da Fiergs destaca, porém, que os fatores restritivos de 2021 continuam no radar, sobretudo, os gargalos na cadeia de suprimentos. “A forte estiagem que estamos passando, os casos de Covid-19 e a eleição polarizada também trazem incertezas para o cenário econômico”, completa Petry.

Resultado é o melhor em três décadas

Expodireto Cotrijal debaterá estiagem que assola o Sul

Lançamento apresenta uma feira renovada para 2022

Manica reforçou que a busca por soluções envolvendo o armazenamento de água serão temas de muitas discussões na Expodireto

O agronegócio já está em contagem regressiva para o início da Expodireto Cotrijal 2022, que acontecerá de 7 a 11 de março, em Não-Me-Toque (RS). Uma pequena prova do que a feira está preparando foi apresentada na nesta segunda-feira (7) em Porto Alegre, com a realização do lançamento oficial da exposição.

A Expodireto Cotrijal trará novas experiências para os seus visitantes em 2022. Uma das grandes novidades é a Expodireto Digital, que permitirá aos visitantes, de forma virtual, realizar uma visitação aos principais ambientes do parque. Será um ambiente totalmente tecnológico, onde o público poderá interagir com expositores, acompanhar eventos ao vivo e desfrutar de muito conteúdo e informação sobre as últimas novidades do agronegócio.

“Teremos uma exposição que vai reviver os grandes momentos do agro. É nos tempos difíceis que o produtor mostra o seu brio e será na Expodireto que traremos oportunidades, alternativas e soluções para esse produtor. Juntos faremos uma grande feira”, comentou Nei César Manica, presidente da Cotrijal. O presidente ainda reforçou que a busca por soluções envolvendo o armazenamento de água, a criação de açudes e a melhoria na condição do solo, serão temas de muitos debates na Expodireto Cotrijal, sempre com o foco no meio ambiente e no bem-estar dos agricultores.

Conhecida como um dos principais palcos de debates do agronegócio, a Expodireto já tem uma pauta definida para esta edição: a estiagem que atinge a região Sul do Brasil nesta safra de verão. O tema já foi amplamente debatido durante o lançamento da feira, que contou com a presença de lideranças do setor, que entendem a situação.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, lembrou da sua participação na feira de 2020, com um cenário de desafios e boas perspectivas. Nesse contexto, ele fez uma avaliação do período e ainda apresentou dados sobre a recuperação financeira do estado. Referente a estiagem, ele reforçou a atenção do governo ao assunto e afirmou que ações já estão sendo estudadas para auxiliar o produtor. “O estado não poupará esforços e nem recursos para lidar com essa situação. A Expodireto vem para trazer o tema para o debate e também para mostrar que a união de esforços pode fazer a diferença também nessa situação”, declarou. Em 2020, o evento atraiu cerca de 570 expositores, mais de 70 países e 250 mil visitantes. No total, foram R$ 2,6 bilhões comercializados.

O tradicional lançamento oficial da Expodireto Cotrijal também marca o início da campanha de divulgação feria. Para 2022, as peças trarão um apelo focado na esperança e no conhecimento. Com o slogan “Somos a força que move o agro”, a campanha apresenta o homem do campo e os desafios superados a cada safra, junto com as novas gerações, com um novo momento para reforçar o propósito de recomeçar todos os dias.

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Lançamento apresenta uma feira renovada para 2022

BC terá site exclusivo para consulta ao sistema de valores a receber

Objetivo é garantir que a segurança do site do Banco Central

O BC alerta sobre o risco de alguns golpes que podem ser aplicados

O Banco Central informou que as consultas ao Sistema Valores a Receber (SRV) serão retomadas por meio de um site exclusivo para esse fim, no próximo dia 14. O objetivo é evitar que a grande quantidade de acessos coloque em risco o site do próprio BC, como ocorrido no mês passado, quando a demanda inesperada de acessos ao SRV derrubou o site do BC.Com o site exclusivo, todo relacionamento do cidadão com o sistema será por meio do site valoresareceber.bcb.gov.br, não sendo possível “consultar ou solicitar valores” na página principal do BC na internet, nem dentro do sistema Registrato.

“No momento da consulta em valoresareceber.bcb.gov.br o cidadão saberá se tem valor a receber e, caso positivo, receberá a data para conhecer esses valores e solicitar sua transferência, a partir do dia 7 de março de 2022”, informou o BC ao recomendar que o cidadão consulte a página, na data informada. Caso, por algum motivo, o interessado perca a data, poderá fazer uma nova consulta a qualquer momento para receber uma nova data de agendamento. No site há um passo-a-passo com todas informações necessárias para o resgate dos valores. “O cidadão nunca perde o direito sobre os valores em seu nome. As instituições financeiras guardarão esses recursos pelo tempo que for necessário, esperando até que o cidadão solicite a devolução”, revela a nota do BC.

Ainda segundo o banco, para acessar o Sistema Valores a Receber é necessário que o interessado tenha um cadastro no site gov.br nível prata ou ouro. O cadastro pode ser feito gratuitamente pelo aplicativo gov.br ou por meio da internet. Para acessar o site, clique aqui.

Alerta
O BC alerta sobre o risco de alguns golpes que podem ser aplicados. O serviço não será disponibilizado em nenhuma outra página da internet. Além disso, não serão feitos contatos telefônicos nem envio de links para as pessoas, para tratar sobre valores a receber ou para confirmar dados pessoais.

“Ninguém está autorizado a entrar em contato com o cidadão em nome do Banco Central ou do Sistema Valores a Receber. Portanto, o cidadão nunca deve clicar em links suspeitos enviados por e-mail, SMS, WhatsApp ou Telegram”, informa o banco ao afirmar que nenhum pagamento deverá ser efetuado para que se tenha acesso aos valores.

Com Agência Brasil

Objetivo é garantir que a segurança do site do Banco Central

Sinal de alerta

CEO da Danone perdeu o emprego por levar princípios ESG muito a sério?

Sob Faber, a Danone teria deixado de ser uma empresa inovadora e perdido terreno para a rival Nestlé, o que desagradou investidores

Em 2016, o então presidente mundial da Danone, Emmanuel Faber, se disse preocupado em “como equilibrar o duplo projeto econômico e social da Danone”, pois, segundo ele à época, “o que vai produzir resiliência nesse negócio (…) é a noção de justiça social”.

Em fins de 2020, incentivado por Faber, o conselho da Danone aprovou torná-la legalmente uma empresa com missão, isto é, com objetivos além do lucro. Em março de 2021, esse mesmo conselho, por pressão dos acionistas, demitiu Faber do cargo.

As duas primeiras iniciativas estão ligadas à terceira? Ou seja, a inclinação do CEO por tornar a Danone uma empresa com propósito foi responsável pelo seu desligamento?

Parece que sim. Sob Faber, a Danone teria deixado de ser uma empresa inovadora e perdido terreno para a rival Nestlé, o que desagradou investidores.

O caso expõe as dificuldades entre conciliar interesses corporativos com outros, de natureza social ou ambiental, recentemente sintetizados na sigla ESG. Por mais impopular que possa parecer, é forçoso reconhecer que esses interesses nem sempre irão coincidir, o que exigirá dos CEOs optar por um ou outro em algum momento.

Talvez o problema esteja nas distorções de que o conceito ESG tem sido alvo recentemente. Pois para quem cunhou o termo há quase 20 anos, o economista James Gifford, a questão é bem mais prática. Segundo ele, o conceito visava simplesmente “incutir uma visão mais financista às questões socioambientais. (…) O ponto central é a incorporação de fatores socioambientais nos investimentos para gerenciar riscos. Não é mais sobre ética” (Exame, 20/01/22).

Tarde demais para Emanuel Faber saber disso, mas a tempo de evitar que outros CEOs percam o emprego levando o novo paradigma – ou simples modismo – tão a sério.

CEO da Danone perdeu o emprego por levar princípios ESG muito a sério?

Acordo que facilita entrada nos EUA é estendido a todos os brasileiros

Fruto de negociações iniciadas em 2013, Global Entry foi formalizado em 2019

Exigência de visto continua, mas entrada no país pode ser mais rápida

O governo do brasileiro anunciou nesta segunda-feira (7) a entrada em vigor da terceira e última fase do acordo assinado com o governo dos Estados Unidos para facilitar a entrada de brasileiros no país. Fruto de negociações iniciadas em 2013, a adesão brasileira à iniciativa norte-americana batizada com o nome de Global Entry foi formalizada em novembro de 2019, alguns meses após viagem oficial do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos.

Conforme decreto assinado em março de 2020 pelo presidente Bolsonaro e pelo então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, inicialmente, a iniciativa seria testada com até 20 brasileiros participantes do Fórum de Altos Executivos Brasil-EUA. Posteriormente, as inscrições seriam disponibilizadas para um número limitado de pessoas, para que o sistema informatizado desenvolvido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) fosse testado e aprimorado.

Na terceira e última fase de implementação do programa, a inscrição no Global Entry fica disponível a todo cidadão brasileiro interessado em simplificar a passagem pelo controle de passaporte nos Estados Unidos. Para aderir ao programa, é preciso pagar taxa de US$ 100 (o equivalente a R$ 529 pelo câmbio atual) à autoridade de Proteção de Fronteiras e Alfândega do Departamento de Segurança Doméstica dos Estados Unidos (CBP), que coordena o programa. A taxa é válida por cinco anos, ao fim dos quais, precisará ser renovada.

O Global Entry não substitui a exigência de visto, mas pode acelerar os procedimentos de entrada e saída de estrangeiros autorizados a ingressar em território norte-americano sem passar por filas de imigração nos aeroportos que dispõem de quiosques de atendimento automático que eliminam a necessidade de contato com agentes de imigração. No caso do acordo brasileiro, as inscrições no programa são analisadas pela Receita Federal e pela Polícia Federal, antes de serem avaliadas pelo CBP, ao qual cabe a decisão sobre quem pode receber tratamento diferenciado no controle migratório.

Os interessados devem se inscrever na plataforma do programa, disponível no site do CBP. Até as 13h30 desta segunda-feira, contudo, o Brasil ainda não constava da lista de países cujos cidadãos estão incluídos nos acordos binacionais. Segundo a Casa Civil, a previsão era que a relação fosse atualizada nesta manhã, com a inclusão do Brasil. Consta, na própria plataforma, que a última atualização foi feita em dezembro de 2017.

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Com Agência Brasil

Fruto de negociações iniciadas em 2013, Global Entry foi formalizado em 2019

Catarinense Senior Sistemas pede registro de IPO

Companhia segue o movimento contrário do mercado financeiro

A Senior é a 276ª maior empresa da região e também a 73ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A produtora de softwares Senior Sistemas, de Blumenau (SC), é a primeira companhia a pedir registro de oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) no ano. A companhia pretende usar os recursos com a venda de novas ações para investir em expansão orgânica e em aquisições, segundo a minuta do prospecto preliminar da oferta disponibilizada pela CVM.

Fundada há 34 anos, a Senior atua na criação e desenvolvimento de soluções de software (SaaS), como soluções de gestão empresarial como ERP (Enterprise Resource Plannning) principalmente nos setores de manufatura, agronegócio, construção civil, entre outros. A companhia informou que, no fim do ano passado, tinha cerca de 10 mil empresas como clientes, incluída sua filial na Colômbia.

A empresa o movimento contrário do mercado financeiro, pois até hoje 14 companhias desistiram de abrir capital. Entre aquelas que já formalizaram desistência de realizar sua abertura de mercado neste ano são Cerradinho Bioenergia, Holding Verzani & Sandrini, Madero, ISH Tech, Cantu Store, Coty, Fulwood, Cencosud, Claranet, Vero, Monte Rodovias, Ammo Varejo, Dori Alimentos e Environmental ESG.

A Senior é a 276ª maior empresa da região e também a 73ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Companhia segue o movimento contrário do mercado financeiro

Indicadores revelam desaceleração no segundo semestre de 2021

Emprego e faturamento fecharam o ano com números positivos

No segundo semestre de 2021 houve desaceleração do emprego

Durante 2021 as indústrias brasileiras buscaram formas para enfrentar a crise e, por fim, em dezembro conseguiram fechar o ano com aumento de empregos e faturamento. Os dados são apresentados na pesquisa Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). No entanto, essa alta só é positiva quando comparada ao ano anterior (2020), que apresentou um desempenho excessivamente fraco.

O gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explica que “na comparação anual, os dados mostram crescimento, mas há de se lembrar que 2020 foi um ano crítico, com paralisação das atividades industriais por conta da pandemia. A pesquisa também mostra que dezembro confirma um segundo semestre com dificuldades para as indústrias”.

No segundo semestre de 2021 houve desaceleração do emprego e tendência de queda do faturamento e da utilização da capacidade instalada. Entre os pontos que contribuíram para essa queda estão a persistência da crise de Covid-19 e a desordem das cadeias de suprimentos, que ainda contribuem para que a recuperação não se complete e mantenha o contexto de incerteza e altos custos na indústria de transformação.

As horas trabalhadas na produção cresceram 3,3% em dezembro em 2021, encerrando o ano com avanço no acumulado de 9,4% em relação a 2020. O volume de horas trabalhadas caiu ao longo do primeiro semestre, mas voltou a registrar altas consistentes nos últimos três meses do ano. Dessa forma, a comparação entre dezembro de 2021 e o mesmo mês de 2020 indica alta de 1,4%.

O emprego industrial ficou estável em dezembro. Entre janeiro e junho, o índice de emprego avançou 3,2%, enquanto entre julho e dezembro, o avanço foi de apenas 0,5%. Na comparação de dezembro de 2021 com o mesmo mês de 2020, o crescimento foi de 3,6%. Apesar da estabilidade dos últimos meses, o emprego se encontra 3,7% acima do praticado antes da crise sanitária, em fevereiro de 2020, considerando a série livre de efeitos sazonais.

Veja os principais indicadores da pesquisa da CNI a seguir. 

Emprego e faturamento fecharam o ano com números positivos

Encarecimento do crédito freia contratação de dívidas

Juros altos provocam queda do endividamento pela primeira vez desde 2020

Na contramão do endividamento, a taxa de inadimplência apresentou alta

Após 13 meses de alta, o número de famílias que relataram ter dívidas apresentou a primeira redução. De acordo com a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o total de endividados no país alcançou 76,1% em janeiro, representando uma queda de 0,2 ponto percentual em relação ao mês anterior. Já na comparação anual, o indicador teve aumento de 9,6 pontos percentuais.

Segundo a análise, a retração pode ser explicada pelo encarecimento dos juros, que acabou freando a contratação de dívidas neste início de ano. Os dados recentes disponibilizados pelo Banco Central (Bacen), em dezembro de 2021, apontaram aumento de 37,2% para 45,1% nas taxas médias das linhas de crédito com recursos livres às pessoas físicas. Além disso, mesmo tendo apresentado crescimento de 10,6% em termos reais em 2021, de novembro para dezembro, as concessões de crédito tiveram queda de 22,2% na média diária.

Na contramão do endividamento, a taxa de inadimplência apresentou alta. O indicador atingiu 26,4% do total de famílias no país, o maior nível desde agosto de 2020 e a maior proporção para meses de janeiro observada na série histórica da Peic.

Na avaliação por faixas de renda, o endividamento apontou direções distintas para os dois grupos, revertendo a tendência predominante desde abril do ano passado. Entre as famílias com ganhos de até 10 salários mínimos, o percentual de endividados alcançou 77,4%, a primeira queda desde outubro de 2020. Já para a parcela de famílias com rendimentos acima de 10 salários mínimos, o endividamento atingiu a maior proporção histórica de endividados: 71,2%.

A economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira, atribui esse crescimento ao avanço na vacinação e à menor letalidade da variante Ômicron. “Com a maior flexibilização, as famílias no grupo de renda mais elevada têm revertido suas poupanças, ampliadas durante a pandemia, para o consumo, especialmente de serviços”, observa.

Juros altos provocam queda do endividamento pela primeira vez desde 2020

Setor automotivo inicia o ano com freio de mão puxado

Vários fatores impediram uma melhor largada em janeiro

A vendas internas sofreram as consequências da falta de oferta e de problemas no varejo

O primeiro mês do ano não trouxe bons indicadores para a indústria automobilística, mas o contexto ajuda a explicar essa largada com o freio de mão puxado. Historicamente, o primeiro bimestre tem as piores médias de vendas de veículos no ano, por conta de paradas nas fábricas, feriados, férias escolares e um natural desaquecimento após a alta que geralmente ocorre em dezembro. Porém, este janeiro foi especialmente complicado para o setor automotivo, como revelou o balanço divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) nesta segunda-feira (7).

A produção de 145,4 mil unidades foi 27,4% inferior à de janeiro de 2021. Como no ano passado, o mês foi mais curto na prática, com média de 17 dias úteis, se levadas em conta as férias coletivas prolongadas em boa parte das fábricas. A diferença neste ano foi uma mistura da já conhecida escassez de componentes eletrônicos com os impactos da variante ômicron sobre a força de trabalho. Aa associadas da Anfavea reportaram índices sem precedentes de absenteísmo, por conta de afastamentos de funcionários por Covid-19 ou por suspeita da infecção.

A vendas internas também sofreram as consequências da falta de oferta e de problemas no varejo. No total, 126,5 mil veículos foram emplacados, um recuo de 26,1% sobre janeiro do ano anterior. Outros países afetados pela variante ômicron tiveram quedas parecidas com a nossa, próximas de 20%. “Foi um mês de recorde nas infecções por Covid-19 no país e de chuvas acima da média para o período, o que afetou a produção dos fornecedores e dos fabricantes de veículos, e ainda afastou clientes das concessionárias”, lembrou Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea. Outro fator que afetou os números foi a entrada em vigor do novo sistema do Registro Nacional de Veículos em Estoque, o Renave, que trouxe maior segurança ao processo digital de licenciamento.

“A curva de aprendizado de todos os agentes envolvidos nessa operação da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) atrasou alguns licenciamentos de carros vendidos em janeiro, mas a situação já está normalizada, refletindo em números melhores de emplacamentos neste início de fevereiro”, acrescentou o dirigente. As exportações foram menos prejudicadas por essas atribulações excepcionais do mês de janeiro. Ao todo, 27,6 mil unidades foram embarcadas, o que representou um crescimento de 6,6% em relação a janeiro de 2021. Estoques e nível de emprego mantiveram patamares muito semelhantes aos de dezembro.

Moraes afirmou que ainda aposta numa boa reação do mercado para este ano, apesar deste janeiro frustrante. “Os problemas causados pela ômicron deverão ser amenizados nos próximos dois meses, permitindo um quadro mais próximo da normalidade em todas as atividades. E, como destacamos na coletiva anterior, não teremos todos os semicondutores que precisamos este ano, mas o nível de escassez será menor que em 2021”, prevê.

Porém, a maior preocupação da Anfavea é com a fuga dos consumidores por conta da alta de juros. De acordo com os cálculos de Moraes, três em cada cinco brasileiros recorrem ao empréstimo para comprar automóveis. Por conta do aumento da Selic, o CDC, principal financiamento para aquisição de carros, já alcançou o índice de 26,8% ao ano. “Isso pode desaquecer o mercado, caso não haja contrapartidas que tragam algum alívio para o orçamento dos consumidores”, concluiu Moraes.

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Vários fatores impediram uma melhor largada em janeiro

Mercado projeta inflação de 5,44% para este ano

Previsão para a taxa básica de juros ficou estável

Há quatro semanas a estimativa para o IPCA era de 5,03%

O mercado financeiro aumentou mais uma vez a previsão de inflação para este ano. Segundo projeção do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial do país – deve fechar 2022 em 5,44%. É a quarta vez que se projeta alta da inflação para 2022. Há quatro semanas a previsão era de 5,03%. O boletim, divulgado semanalmente, reúne a estimativa para os principais indicadores econômicos do país.

A previsão do mercado para a taxa básica de juros, a Selic, em 2022, ficou estável pela quarta vez em relação ao divulgado na semana passada: 11,75% ao ano. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa de juros de 9,25% para 10,75% ao ano. A decisão era esperada por analistas financeiros.

A taxa atingiu os dois dígitos pela primeira vez desde julho de 2017, quando estava em 10,25% ao ano. Esse foi o oitavo reajuste consecutivo na taxa Selic. Em comunicado, o Copom indicou que continuará elevando os juros básicos até que a inflação esteja controlada no médio prazo. A expectativa do mercado para a cotação do dólar em 2022 também se manteve igual ao projetado na semana passada: R$ 5,60.

Com Agência Brasil

Previsão para a taxa básica de juros ficou estável