Archives 2022

Consumo de gás natural industrial avança em Santa Catarina

Recuperação econômica explica o aumento da demanda

O gás natural, em Santa Catarina, abastece indústrias que, juntas, são responsáveis por cerca de metade do PIB do estado

As 333 indústrias catarinenses que utilizavam gás natural em dezembro de 2021, consumiram uma média de 1,8 milhão de metros cúbicos por dia no ano passado. O valor é 21,3% superior quando comparado ao consumo de 2020. Ao todo, foram conectadas 25 novas indústrias à rede de gás natural catarinense no ano passado.

Em 2022, a distribuidora projeta conectar quase 30 novas indústrias nas regiões do Alto Vale (Lontras), Grande Florianópolis (São José), Norte (Guabiruba, Jaraguá do Sul e Joinville), Planalto Norte (Campo Alegre e São Bento do Sul), Sul (Cocal do Sul, Gravatal, Nova Veneza e Sangão) e Vale do Itajaí (Blumenau, Brusque, Gaspar, Içara, Pomerode e Timbó). Até 2026, o plano é atender cerca de 150 novas indústrias, chegando ao total de 480 indústrias abastecidas.

O gás natural, em Santa Catarina, abastece indústrias que, juntas, são responsáveis por cerca de metade do PIB do estado e 85 mil empregos diretos. O fomento à economia também se dá na geração de empregos. Segundo dados do Observatório da Fiesc, foram abertas cerca de 170 mil novas vagas formais em 2021 em 92,2% dos municípios catarinenses. O número representa 6,1% do saldo nacional e o terceiro melhor resultado do país, o que coloca o estado na quinta posição comparativa entre os demais estados. Nesse cenário, a indústria de transformação foi responsável por 11,8% das novas vagas formais criadas no país, deixando o estado com o terceiro melhor saldo nacional.

Segundo o IBGE, a produção industrial catarinense cresceu 10,3% em 2021, melhor resultado nacional e bem acima da média do restante do país, que foi de 3,9%. O crescimento e a recuperação econômica das indústrias explicam também o aumento significativo do consumo e, consequentemente, a necessidade de ampliação do suprimento de gás natural em solo catarinense.

No ano passado, a SCGÁS firmou dois novos contratos de suprimento. Um deles contratou 150 mil metros cúbicos por dia de suprimento adicional para abastecer o crescimento das indústrias do setor cerâmico no sul do estado. Outra boa notícia para o setor é o terminal de GNL (Gás Natural Liquefeito) na Baía da Babitonga, em São Francisco do Sul. As operações devem iniciar ao longo do primeiro semestre, e projeta-se o aumento de 179% na disponibilidade do insumo para Santa Catarina, segundo projeto da empresa Golar Power LNG que foi adquirida pela New Fortress Energy.

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Recuperação econômica explica o aumento da demanda

Ferroeste tem alta de 13% na movimentação em 2021

O volume de grãos, na maioria soja, cresceu 15%

A produção escoada pelos trilhos da estrada de ferro é oriunda das cooperativas instaladas em Cascavel e municípios da região

Reflexo do bom momento vivido pela produção agropecuária do Oeste do Estado e da confiança dos investidores, a Ferroeste (Estrada de Ferro Paraná S/A) terminou 2021 em alta. O balanço anual da empresa, divulgado nesta quinta-feira (10), aponta para a movimentação de 1.566.200 toneladas de produtos, um volume 13% maior do que no ano anterior. A maior parte desse saldo positivo se deve à circulação de grãos, basicamente soja. Passaram pela Ferroeste 920.339 toneladas dessa commodity, número 15% maior que em 2020, o que ajudou a impulsionar os recordes de movimentação da Portos do Paraná, que administra os terminais de Paranaguá e Antonina, e a balança comercial estadual, que encerrou 2021 positiva.

“Melhoramos os indicativos em todas as frentes, no volume de grãos e no número de contêineres, o que se traduziu num resultado financeiro cada vez mais positivo. A Ferroeste passou anos sendo deficitária e desde 2019 conseguimos fechar as operações no azul, honrando os compromissos e facilitando o transporte para os produtores rurais que estão mais distantes do Litoral”, afirma André Gonçalves, diretor-presidente da Ferroeste. O lucro operacional da empresa fechou em R$ 5,4 milhões em 2021 (já descontada a depreciação), em crescimento constante desde 2019 (R$ 450 mil) e 2020 (R$ 1,4 milhão).

A produção escoada pelos trilhos da estrada de ferro é oriunda das cooperativas instaladas em Cascavel e municípios da região. Caminhões do Mato Grosso do Sul e de outras regiões descarregam grandes volumes de soja e milho no terminal central da empresa. Desse total, cerca de 40% desembarca em Guarapuava para beneficiamento e 60% segue viagem até o Porto de Paranaguá, de onde a produção embarca para outros continentes, em especial a Ásia.

Para o diretor de produção da Ferroeste, Gerson Almeida, o investimento de R$ 8,1 milhões em infraestrutura, com a troca de dormentes e a correção geométrica dos trilhos nos 248 quilômetros do trecho entre Cascavel e Guarapuava, ajudaram no crescimento gradual do transporte de grãos, granéis e contêineres observado. As adequações também diminuíram pela metade o número de incidências, transformando o escoamento em um dos mais seguros do País. O acordo de passagem com a Rumo, ainda em vigor, é outro fator de sucesso.

“Ganhamos no deslocamento, o que possibilitou uma melhora no tempo de trânsito”, destacou. “Também houve uma reforma completa em seis locomotivas e 50 vagões. Estamos nos adaptando à realidade do mercado porque o volume de transporte de grãos cresceu 145% nos últimos cinco anos. Precisamos estar cada vez mais preparados”, contextualiza.

Para 2022, segundo Gonçalves, estão previstas a compra de equipamentos de tecnologia embarcada, como computadores de bordo e detectores de quedas de barreiras, e a melhora da captação da chamada carga de retorno, que sai do porto em direção ao Interior do Estado. Na lista dos produtos estão cimento ensacado e fertilizantes. Este último representa 8% do total transportado. Com a crescente demanda do agronegócio a empresa vê nesse item uma oportunidade de aprimorar o desempenho.

Nova Ferroeste
Para aumentar a participação do modal ferroviário no Paraná, justamente nesse movimento ininterrupto de crescimento das empresas e cooperativas do agronegócio, o governo paranaense trabalha na elaboração e aprovação do projeto da Nova Ferroeste. A Ferroeste funciona desde 1991 e administra 248 quilômetros de trilhos entre Guarapuava e Cascavel. Essa linha será ampliada nos dois sentidos, fazendo a ligação entre Maracaju, no Mato Grosso do Sul e o Porto de Paranaguá. Está previsto ainda um ramal entre Cascavel e Foz do Iguaçu para captar carga do Paraguai e da Argentina.

Dois grandes estudos já avaliaram a viabilidade técnica e econômica e o impacto ambiental da obra. Estima-se que a nova estrada terá capacidade de transportar 38 milhões de toneladas de produtos no primeiro ano de operação plena. O projeto está em análise no Ibama. Depois do aceite do Estudo de Impacto Ambiental, será aberto nos próximos dias o prazo para os 49 municípios do traçado solicitarem a realização das audiências públicas sobre as questões ambientais. O projeto deve ir a leilão na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) no segundo trimestre de 2022. O investimento de R$ 29,5 bilhões será feito pela empresa ou consórcio vencedor do leilão, que vai construir e explorar a estrada de ferro por 70 anos.

A Ferroeste é a 417ª maior empresa da região, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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O volume de grãos, na maioria soja, cresceu 15%

Indústria mantém confiança em fevereiro

No entanto, condições atuais da economia desagradam

A piora das condições atuais está ligada à persistência da pandemia e à alta inflação

Divulgado nesta quinta-feira (10), o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) apresenta estabilidade da confiança das indústrias quando comparado com janeiro de 2022. A pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que o indicador recuou 0,2 ponto em fevereiro, de 56,0 para 55,8 pontos, mas segue positivo.

O índice mostra que a indústria segue confiante nesse segundo mês de 2022, pois segue acima da linha divisória dos 50 pontos, que separa a confiança da falta de confiança. Porém, é o menor número para o mês de fevereiro desde o ano de 2017. O ICEI varia entre 0 e 100, tendo em 50 pontos uma linha de corte que separa a confiança da falta de confiança. Veja o gráfico ao final desta reportagem.

O índice de condições atuais recuou 0,5 ponto e ficou em 49,1 ponto. Ao se mover para mais abaixo da linha divisória de 50 pontos, o indicador demonstra uma percepção negativa das condições atuais na comparação com os últimos seis meses. A percepção de piora das condições atuais está restrita à avaliação da economia brasileira, com índice de 46,1 pontos. O índice relativo à avaliação da empresa caiu 1,1 ponto no mês, mas ainda demonstra uma percepção positiva: índice de 50,6 pontos.

“Esse recuo está ligado à persistência da pandemia e à alta inflação. Além de afetar a saúde dos brasileiros, a persistência da Covid-19 dificulta a reestruturação das cadeias de suprimentos e a recuperação da economia, por isso é um dos principais problemas enfrentados pelas empresas”, explica Larissa Nocko, analista de políticas e indústria da CNI.

O índice de expectativas não variou, mantendo-se em 59,2 pontos, um patamar elevado que indica expectativas positivas para os próximos seis meses.

No entanto, condições atuais da economia desagradam

RS mantém alerta para todas as regiões Covid pela terceira semana seguida

O estado permanece no mais elevado nível de contaminação desde o início da pandemia

A média móvel de casos confirmados apresentou um aumento de 18%, mantendo-se em cerca de 17 mil casos por dia desde 23 de janeiro

Pela terceira semana seguida, o gabinete de crise decidiu manter os Alertas a todas as 21 regiões Covid do Sistema 3As de Monitoramento, responsável pelo gerenciamento da pandemia no Rio Grande do Sul. O estado permanece no mais elevado nível de contaminação desde o início da pandemia, embora tenha apresentado tendência de estabilidade na última semana.

Chamou atenção da equipe técnica o fato de que as internações pediátricas se encontram no maior nível observado em todo o período da pandemia. Na última semana, estiveram internadas em média, a cada sete dias, 64 crianças em leitos clínicos e 21 em UTIs em todo o estado. Até o momento, o pico havia sido em abril de 2021, com no máximo 25 internados em leitos clínicos e 15 em UTIs na média da semana. Esse número maior de casos está diretamente relacionado ao menor avanço da vacinação nessas faixas etárias, o que evidencia como fundamental a necessidade de aumentar o ritmo de imunização de crianças.

Nesta semana, a média móvel de casos confirmados apresentou um aumento de 18%, mantendo-se em cerca de 17 mil casos por dia desde 23 de janeiro. Com isso, a incidência semanal permanece próxima a mil casos por 100 mil habitantes. Isso significa que 1% da população gaúcha foi contaminada pelo coronavírus nesta semana. O número de internados, entre suspeitos e confirmados para Covid-19, reduziu 133 – uma diminuição de 149 em leitos clínicos e um aumento de 16 em UTI.

A taxa de ocupação de leitos de UTIs do estado está em 63,2%. Nesta semana, foram registrados mais 347 óbitos, uma média de 49,6 óbitos por dia, o que corresponde a uma elevação semanal de 37,2%. A média móvel dos últimos sete dias de internados em leitos clínicos, entre suspeitos e confirmados, é de 1.641. Isso representa uma estabilidade quando comparado à semana passada. A média móvel dos últimos sete dias de pacientes internados em UTIs, entre suspeitos e confirmados, é de 681, ou seja, 11,8% superior à semana passada.

Quanto à vacinação, 82% da população residente do Rio Grande do Sul tomou pelo menos uma dose. O esquema vacinal completo (duas doses ou apenas uma, no caso da Janssen) já foi feito por 73,3% da população. A dose de reforço, porém, foi feita por apenas 26,3%.

O estado permanece no mais elevado nível de contaminação desde o início da pandemia

Conexões de alta qualidade

Eventos de empreendedorismo e inovação podem trazer muitas oportunidades para empresas

Ao visitar uma feira de negócios, marcas têm a oportunidade de se conectar com profissionais de diferentes áreas

Muitas empresas estão planejando metas e possibilidades de crescimento para 2022. Entre as oportunidades está a participação em eventos corporativos, que podem contribuir de diferentes formas para a geração de negócios e conexão entre empresas. Listo a seguir alguns motivos para que as empresas participarem de eventos de empreendedorismo e inovação ao longo deste ano. Confira.

Networking
Um dos grandes ativos de eventos corporativos são as conexões de alta qualidade. Ao visitar uma feira de negócios, marcas têm a oportunidade de se conectar com profissionais de diferentes áreas, bem como com empresas de variados segmentos. Na Gramado Summit, por exemplo, visitantes de todos os cantos do país se encontram. Isso gera oportunidades únicas de pessoas se conectarem com grifes que nunca tinham imaginado antes.

Negócios a curto, médio e longo prazos
Ao lado do networking, está também a possibilidade de geração de negócios. Muitos deles podem acontecer de forma imediata, mas muitos outros podem ser efetuados a médio e longo prazos, a partir de contatos que são estabelecidos dentro dos eventos.

Possibilidades de investimentos
Muitos eventos com foco em empreendedorismo e inovação também apresentam programas de incentivo, com possibilidade de investimentos para negócios que estão começando ou também com a oportunidade de captação de investidores para empresas já tracionadas no mercado.

Tendências de mercado
Feiras de negócios reúnem em um só lugar as grandes tendências do mercado, apresentando soluções que as empresas estão desenvolvendo, bem como marcas que estão começando com novas visões de transformação da economia.

Conteúdos qualificados
Além da feira de negócios com exposição de diferentes empresas, eventos corporativos costumam contar com áreas de conteúdo, nas quais oferecem palestras qualificadas. Esses ensinamentos podem agregar muito para negócios que buscam inovar.

Eventos de empreendedorismo e inovação podem trazer muitas oportunidades para empresas

Setor de serviços supera perdas de 2020

Segmento cresceu 10,9% no ano passado

Setor de transportes impulsiona alta dos serviços em 2021

O setor de serviços cresceu 10,9% em 2021, após ter recuado 7,8% em 2020. Essa foi a maior taxa para um fechamento de ano desde o início da séria histórica em 2012. Já na comparação de dezembro contra novembro, o setor cresceu 1,4%, segundo mês seguido de alta, acumulando expansão de 4,1%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE.

De acordo com o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, entre 2012 e 2019 o setor de serviços acumulou uma variação positiva de 0,1% e, no biênio 2020-2021, uma alta de 2,2%. Ou seja, boa parte do crescimento acumulado dos últimos 10 anos (2,3%) se deve ao desempenho mais dinâmico de alguns segmentos de serviços no ano passado.

“Nos primeiros meses de 2020, o setor de serviços foi duramente afetado em função da necessidade de isolamento social e do fechamento dos estabelecimentos que prestavam serviços de caráter presencial. Por outro lado, a pandemia trouxe oportunidades de negócios para serviços voltados às empresas, como os de tecnologia da informação, transporte de cargas, armazenagem, logística de transporte e serviços financeiros auxiliares, que tiveram ganhos mais expressivos e compensaram as perdas dos serviços de caráter presencial”, contextualiza.

Ainda para o fechamento do ano, Lobo destaca que houve alta em todas as atividades. “É a segunda vez na série que todas as atividades crescem simultaneamente. Dos dez anos da série, o setor fechou positivo em cinco (2012, 2013, 2014, 2019 e 2021), e, desses cinco, apenas em 2012 e 2021 houve crescimento em todas as atividades”, revela. As atividades que mais se destacaram no ano foram transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (15,1%) e informação e comunicação (9,4%). Com o aumento, as duas atividades superaram as quedas registradas em 2020. Os demais avanços vieram de serviços profissionais, administrativos e complementares (7,3%); serviços prestados às famílias (18,2%); e outros serviços (5,0%).

Em dezembro, setor de serviços tem alta de 1,4%
Já na passagem de novembro para dezembro, com o crescimento de 1,4%, o setor de serviços amplia para 6,6% o distanciamento em relação ao nível pré-pandemia (fevereiro de 2020), e alcança seu maior o patamar desde agosto de 2015. No entanto, ainda se encontra 5,6% abaixo do recorde alcançado em novembro de 2014.

Quatro das cinco atividades investigadas avançaram no mês de dezembro. O maior impacto veio do setor de transportes, que cresceu 1,8%, segundo resultado positivo seguido, acumulando ganho de 4,0%. O setor está 9,8% acima do patamar pré-pandemia, mas 5,2% abaixo do seu ponto mais alto da série, em fevereiro de 2014. Segundo maior impacto em termos setoriais, os serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 2,6%. Essa também é segunda taxa positiva, acumulando ganho de 3,9%. A atividade situa-se 0,2% abaixo do patamar pré-pandemia e 20,7% abaixo do ponto mais alto da sua série, em julho de 2012.

Outros serviços ficaram com o terceiro impacto. O crescimento de 1,4% em dezembro foi a segunda taxa positiva seguida, acumulando ganho de 5,6%. Com isso, situa-se 0,5% acima do patamar pré-pandemia e 10,5% abaixo do ponto mais alto da série, em agosto de 2011. Os serviços prestados às famílias (0,9%) foram a quarta atividade, com a nona taxa positiva seguida e crescimento acumulado de 61,6%. Ela está 11,2% abaixo do patamar pré-pandemia e 21,8% abaixo do ponto mais alto de sua série, em outubro de 2013. “Essa foi a atividade que sentiu os maiores efeitos da pandemia, perdeu muita receita nos meses iniciais, mas e de lá pra cá vem reduzindo suas perdas”, relembra Lobo.

A única taxa negativa do mês ficou com os serviços de informação e comunicação (-0,2%), depois de ter crescido 4,7% em novembro. “A atividade tirou apenas uma pequena parcela do ganho auferido em novembro, de 4,7%. O saldo ainda é amplamente positivo para essa atividade”, ressalta Lobo. “A atividade está 12,8% acima do patamar pré-pandemia e teve seu ponto mais alto no mês de novembro de 2021.

Atividades turísticas
O agregado especial de atividades turísticas cresceu 21,1% em 2021, impulsionado, sobretudo, pelos ramos de transporte aéreo; hotéis; restaurantes; rodoviário coletivo de passageiros; e locação de automóveis. Já em dezembro de 2021, o índice de atividades turísticas cresceu 3,5% frente ao mês anterior, sétima taxa positiva nos últimos oito meses, período em que acumulou ganho de 66,7%. Contudo, o segmento de turismo ainda se encontra 11,4% abaixo do patamar de fevereiro de 2020. “O índice de atividades turísticas tem um perfil muito semelhante ao perfil dos serviços prestados às famílias, pois muitas das atividades que compõem o indicador vêm desse segmento”, observa o pesquisador.

Mais sobre a Pesquisa Mensal de Serviços
A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do setor de serviços no país, investigando a receita bruta de serviços nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, que desempenham como principal atividade um serviço não financeiro, excluídas as áreas de saúde e educação. Há resultados para o Brasil e todas as unidades da Federação.

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Segmento cresceu 10,9% no ano passado

Klabin vê receita subir 38% em 2021

A companhia também conseguiu reverter o prejuízo do ano anterior em lucro

Entre outubro e dezembro, a Klabin investiu R$ 1,2 bilhão em suas operações e em projetos de expansão

A receita líquida da Klabin avançou 38% em 2021, para R$ 16,4 bilhões. No ano a companhia paranaense também conseguiu reverter o prejuízo de R$ 2,3 bilhões para um lucro de R$ 3,4 bilhões (veja os principais indicadores na tabela ao final desta reportagem). Segundo a empresa, a demanda pelos produtos permaneceu sólida no quarto trimestre.

No mercado de celulose, o balanço de oferta e demanda manteve-se equilibrado durante o trimestre diante da forte diferença de consumo entre os países. A demanda permaneceu forte na Europa, EUA e América Latina e em patamar inferior ao trimestre anterior na China, enquanto a oferta seguiu impactada pelas dificuldades logísticas. Diante deste cenário, a Klabin comprovou os benefícios de sua flexibilidade no mix de vendas entre regiões e de seu portfólio diversificado de celulose (fibra curta, fibra longa e fluff), cujo diferencial de preços continuou elevado ao longo do período”, revela a Klabin em suas demonstrações financeiras.

No mercado de embalagens, a Empapel registrou queda de 5,3% no volume de expedição de caixas de papelão ondulado no quarto trimestre de 2021 comparado ao mesmo trimestre do ano anterior. No acumulado do ano o volume expedido aumentou 4,3% em relação a 2020. Diante deste cenário e dos repasses de preços visando compensar a inflação de custos a receita de papelão ondulado apresentou forte crescimento na comparação anual e trimestral.

Ainda no negócio de embalagens, a demanda no segmento de sacos industriais tem crescido devido ao aumento no consumo de cimento no país, que apesar de ter registrado forte retração em outubro de 2021 devido ao impacto das chuvas no período, apresentou desempenho positivo em novembro e dezembro em comparação aos mesmos meses de 2020, encerrando o quarto trimestre de 2021 com queda de 2,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior, porém acumulando alta de 6,6% no ano, de acordo com dados preliminares do Sindicato Nacional da Indústria de Cimentos (SNIC).

Entre outubro e dezembro, a Klabin investiu R$ 1,2 bilhão em suas operações e em projetos de expansão. Do montante total, R$ 117 milhões foram destinados às operações florestais e R$ 163 milhões à continuidade operacional das fábricas. Estes valores somados, R$ 280 milhões, representam os investimentos em manutenção operacional da companhia, que foram 15% superior ao mesmo trimestre do ano anterior. No acumulado do ano, este valor foi de R$ 963 milhões, 22% superior à 2020. Estes aumentos são resultado do impacto da inflação nos serviços e insumos, da desvalorização do real frente ao dólar sobre os itens dolarizados, além do aumento de escopo em função das fábricas adquiridas da IP.

A Klabin é a 14ª maior empresa da região e também a quinta maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

A companhia também conseguiu reverter o prejuízo do ano anterior em lucro

Vinícola Aurora pretende brindar o primeiro bilhão em 2025

As vendas chegaram a R$ 746 milhões no ano passado

É o terceiro ano consecutivo em que a Aurora atinge o melhor desempenho da sua história

Na data em que completa 91 anos, a vinícola Aurora, de Bento Gonçalves (RS), anunciou que projeta atingir até 2025 o seu primeiro bilhão de faturamento anual. A cooperativa também revelou que seu crescimento foi de 6,5% em vendas no ano passado na comparação com 2020. É o terceiro ano consecutivo em que a Aurora atinge o melhor desempenho da sua história.

Entre os produtos que ajudaram a chegar aos R$ 746 milhões negociados, o grande destaque foi o espumante tipo Moscatel, com a venda de 3,7 milhões de garrafas. O volume representa um aumento de 29% em relação à 2020. Já no mercado externo mais recordes: a Aurora fechou o ano com a comercialização de mais 1,5 milhão de litros para 21 países, o que significou num inédito incremento de 88% no faturamento e de 89% em volume. O principal destino foi o mercado asiático.

Para 2022, o diretor superintendente da Aurora, Hermínio Ficagna, prevê uma expansão de cerca de 5%, apostando em lançamentos de novos produtos, em embalagens alternativas, no enoturismo e em plataforma de e-commerce própria, que será apresentada até o mês de março pela empresa.”O ano de 2021 foi desafiador e 2022 não será diferente, pois o cenário econômico ainda se apresenta com muitas incertezas e inseguranças. Mesmo com estas dificuldades, buscamos repetir e até ampliarmos o desempenho que tivemos nos dois anos anteriores”, relata.

Após um período de incertezas acerca da safra 2022 em função da estiagem que acomete o estado do Rio Grande do Sul, a colheita deste ano deverá ultrapassar os 65 milhões de quilos, podendo até mesmo chegar aos 70 milhões de quilos na vinícola Aurora. O volume é semelhante ao registrado em 2020, considerada a safra das safras no quesito qualidade, e 27,7% menor na comparação com o ano passado, que chegou ao número recorde de 90 milhões de quilos.

“A safra 2022 não vinha se desenhando muito bem até iniciarmos a colheita. Após, tivemos a incidência de chuvas que minimizaram a situação em algumas regiões, fazendo com que a uva tivesse uma leve recuperação. Dentre as variedades americanas e híbridas, como a Bordô, a Isabel Precoce, a BRS Magna e a BRS Violeta, a safra está superando as expectativas, principalmente no teor de açúcar”, conta Renê Tonello, presidente do Conselho de Administração da cooperativa. O presidente, que assim como os demais cooperados também é viticultor, adianta que entre as variedades viníferas, a Chardonnay, a Pinot Noir, a Malvasia de Candia Aromática e a Riesling Itálico têm se apresentado num padrão de qualidade superior à média dos últimos anos.

As vendas chegaram a R$ 746 milhões no ano passado

Sul ganha centros de excelência para a educação financeira

Tubarão, Maringá e Porto Alegre farão parte da iniciativa da CVM

“Esses acordos são estratégicos para apoiar, incentivar, e conectar iniciativas regionais para a educação financeira”, avalia Vasco

A região Sul ganhará centros de excelência para a educação financeira na escola. Isso porque a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) firmou convênios com a prefeitura de Tubarão (SC) e de Maringá para que as cidades tenham esses espaços de compartilhamento de conhecimentos. A iniciativa é um dos desdobramentos do acordo da autarquia com o Ministério da Educação (MEC). Os outros Núcleos de Referência de Educação Financeira da CVM ficarão em Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PA), Manaus (AM), Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ).

“Esses acordos são estratégicos para apoiar, incentivar, e conectar iniciativas regionais para a educação financeira. Além disso, as iniciativas vão facilitar o acesso aos materiais educativos elaborados pela CVM e parceiros”, avalia José Alexandre Vasco, superintendente de proteção e orientação aos investidores da CVM. Ele representou a instituição no evento em Tubarão na sexta-feira (4) e destacou a importância do trabalho para a ampliação da disseminação da educação financeira na esfera nacional.

“A iniciativa de Tubarão constitui a pedra fundamental da rede de excelência em educação financeira em Santa Catarina. Por meio desse hub, em articulação com os municípios da região de Laguna serão oferecidas diversas oportunidades de capacitação presencial a professores, alunos, servidores e gestores, além da população em geral, em uma articulação que irá apoiar todo o estado catarinense”, afirmou na ocasião.

O objetivo dos centros é formar de professores dos ensinos fundamental e médio de redes privadas e pública, utilizando a plataforma específica para a disseminação do ensino de educação financeira entre crianças, adolescentes e adultos. O Programa Educação Financeira na Escola está alinhado às iniciativas propostas pelo convênio firmado entre CVM e MEC, divulgado em agosto de 2021 no site da CVM. O objetivo é capacitar meio milhão de professores das escolas públicas (municipais, estaduais e militares) nos próximos três anos, por meio de cursos online e gratuitos de educação financeira.

O convênio é apenas uma das recentes iniciativas da CVM para disseminar conhecimentos para diversos públicos e de diferentes maneiras. A plataforma está no ar em www.edufinanceiranaescola.gov.br. Uma das motivações para o acordo de cooperação técnica é o impacto recente da pandemia nas finanças pessoais e na educação escolar. A Autarquia, por meio do perfil @CVMEducacional, também lançou um perfil no TikTok. A ideia é que planejamento financeiro e orientações sobre investimento sejam, cada vez mais, pauta de discussão nos diversos ambientes: escola, rede social, casa e trabalho.

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Tubarão, Maringá e Porto Alegre farão parte da iniciativa da CVM

Vendas no varejo crescem 1,4% em 2021

O comércio vinha registrando crescimento na primeira parte de 2021, mas teve uma sequência de quedas no segundo semestre

Volume de vendas de móveis e eletrodomésticos caiu 17,6% de novembro para dezembro

As vendas do comércio varejista registraram variação de -0,1% em dezembro, mas fecharam o ano de 2021 acumulando crescimento de 1,4% em relação a 2020. Assim, 2021 foi o quinto ano consecutivo de resultados positivos para o volume de vendas no varejo e o resultado foi bem próximo dos dois anos anteriores, que registraram alta de 1,2% (2020) e de 1,8% (2019). O último ano a acumular perdas em relação ao ano anterior foi 2016 (-6,2%).

Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE. O comércio vinha registrando crescimento na primeira parte de 2021 (6,7%), mas teve uma sequência de quedas no segundo semestre, que acabou sendo encerrado com recuo de 3%. O comportamento foi inverso ao ano de 2020, que teve queda no primeiro semestre (-3,2%) e alta no segundo (5,1%).

“Como o primeiro semestre de 2020 foi marcado pelo início da pandemia de Covid-19 no Brasil, com o fechamento do comércio durante vários meses em boa parte do país, a base de comparação para o primeiro semestre de 2021 era baixa e, portanto, o crescimento nesse período era esperado. Já a segunda metade de 2020 foi marcada pela retomada das atividades, enquanto que o mesmo período de 2021 não teve tanta força para o volume de vendas no varejo”, explica Cristiano Santos, gerente da pesquisa.

Cinco setores fecharam o segundo semestre em queda: móveis e eletrodomésticos (-19,4%), livros, jornais, revistas e papelaria (-9,7%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-8,6%), combustíveis e lubrificantes (-3,1%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,6%). Desses, quatro fecharam o ano de 2021 com retração: livros, jornais, revistas e papelaria (-16,9%), móveis e eletrodomésticos (-7,0%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,6%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,0%).

“A atividade de móveis e eletrodomésticos teve queda também na passagem de novembro para dezembro (-17,6%). A atividade registra sete meses consecutivos de resultados negativos na comparação interanual, tendo exercido o maior impacto no total do varejo para o ano. A perda de 7% com relação ao ano de 2020, inverte a trajetória de alta (10,6%) registrada na passagem de 2019 para 2020 com relação a 2019”, ressalta Santos.

Segundo o pesquisador, o segmento passa ainda por dificuldades para se adaptar ao rearranjo no consumo que ocorreu para esses produtos em decorrência da pandemia. “Houve uma antecipação de compras por parte dos consumidores, que resultou em um crescimento rápido seguido de queda. Além desse deslocamento do consumo, o setor sofre interferência da alta do dólar e da redução da renda e, portanto, do poder de consumo da população”, avalia.

Por outro lado, artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (4,3%), tecidos, vestuário e calçados (3,8%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,7%) tiveram resultados positivos na comparação com o segundo semestre de 2020. “De modo geral, o volume de vendas no varejo se aproxima do patamar pré-pandemia. Sendo que alguns setores já se encontram bem acima, como é o caso dos artigos farmacêuticos, que já cresce há cinco anos. Por outro lado, as atividades de livros, jornais, revistas e papelaria e de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação ainda se encontram bem abaixo”, sinaliza Santos.

Já o varejo ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção, encerrou 2021 com crescimento acumulado de 4,5%, invertendo a perda de 1,4% registrada em 2020. Na passagem de novembro para dezembro de 2021, na série com ajuste sazonal, a o volume de vendas no varejo ampliado registrou variação de 0,3%. “A inflação continua exercendo impacto nos indicadores, uma vez que a variação de receita nominal de vendas do varejo é positiva em 0,3%, na passagem de novembro para dezembro”, conclui Santos.

Mais sobre a pesquisa
A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista no país, investigando a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, e cuja atividade principal é o comércio varejista. Iniciada em 1995, a PMC traz resultados mensais da variação do volume e receita nominal de vendas para o comércio varejista e comércio varejista ampliado (automóveis e materiais de construção) para o Brasil e Unidades da Federação.

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O comércio vinha registrando crescimento na primeira parte de 2021, mas teve uma sequência de quedas no segundo semestre

Produção industrial catarinense avança 10,3% em 2021

Paraná e Rio Grande do Sul também tiveram resultados positivos

Metalurgia foi um dos setores que puxou o crescimento em alguns estados em 2021

A produção industrial apresentou expansão em 10 de 15 locais na passagem de novembro para dezembro, aponta a Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional), divulgada pelo IBGE. Com o resultado do último mês do ano, 2021 fecha com crescimento em 9 dos 15 locais. “O ano de 2021 fechou no positivo, mas foi volátil durante os meses. No primeiro semestre a trajetória foi mais crescente, e o ganho acumulado chegou a ser de 13%. Mas, no segundo semestre, houve perda de fôlego e a produção teve sequência de quedas”, explica Bernardo Almeida, gerente da pesquisa.

Os destaques do ano ficaram para os resultados de Santa Catarina (10,3%), Minas Gerais (9,8%) e Paraná (9,0%), os primeiros em crescimento absoluto, além de São Paulo (5,2%), a maior influência na expansão apresentada em 2021, muito graças ao tamanho e ao peso do parque industrial paulista. Onze das 18 atividades da indústria paulista cresceram no ano, com destaque para o setor de veículos, onde caminhões, automóveis e caminhão-trator para reboques tiveram os aumentos mais relevantes. “O setor de máquinas e equipamentos, com aumento na produção de escavadeiras, rolamentos para equipamentos industriais e carregadoras-transportadoras, também contribuiu”, pondera Almeida.

No estado catarinense, o setor de vestuário impulsionou o crescimento, com aumento na produção de camisas e blusas femininas de malha e na produção de vestido de malha. A metalurgia também colaborou, com alta em artefatos e peças de ferro fundido. O setor metalúrgico contribuiu em Minas Gerais, segunda influência positiva nacional. A metalurgia mineira apresentou houve aumento na produção de ferronióbio e na siderurgia. O setor extrativo também foi relevante para a indústria mineira no ano passado, com maior produção de minério de ferro, mas a principal influência foi mesmo o setor de veículos, onde caminhão-trator para reboques e veículos para transportes de mercadorias impulsionaram a produção da atividade.

Já o Paraná teve a terceira maior expansão no absoluto e foi também a terceira maior influência no resultado anual nacional. Puxado pelo setor de máquinas e equipamentos, a indústria paranaense teve aumento na produção de máquina para colheita e nos tratores agrícolas. Também o setor de veículos, com aumento na produção de caminhão trator para reboques e caminhões e automóveis, auxiliou no aumento no estado. Rio Grande do Sul (8,8%), Amazonas (6,4%), Espírito Santo (4,9%) e Rio de Janeiro (4,0%) também registraram taxas positivas maiores do que a média nacional (3,9%), enquanto Ceará (3,7%) completou o conjunto de locais com avanço na produção no índice acumulado no ano.

Por outro lado, a Bahia (-13,2%) apontou o recuo mais elevado no índice acumulado do ano. “Efeito direto da saída de uma montadora de veículos do estado, em janeiro do ano passado, o que afetou o ano inteiro”, detalha o analista da pesquisa. O setor de derivados do petróleo também pressionou negativamente o resultado da indústria baiana, onde houve queda na produção de óleos combustíveis, óleo diesel, naftas para petroquímicas, parafina e querosene.

Quando se observa o confronto entre dezembro de 2021 e dezembro de 2020, a produção industrial nacional mostrou redução de 5%, com dez dos 15 locais pesquisados com taxas negativas. Ceará (-20,9%), Região Nordeste (-10,9%), Bahia (-10,5%) e Santa Catarina (-10,1%) assinalaram os maiores recuos, na casa dos dois dígitos. Pará (-8,9%) e São Paulo (-5,6%) também tiveram taxas negativas maiores do que a média nacional. Completam a lista de locais com índices negativos na comparação: Pernambuco (-4,6%), Rio Grande do Sul (-4,1%), Espírito Santo (-1,0%) e Minas Gerais (-0,3%). Pelo lado dos crescimentos, Mato Grosso, com alta de 23,1%, apontou o mais elevado. Goiás (8,3%), Rio de Janeiro (6,5%), Amazonas (2,3%) e Paraná (2,2%) apresentaram os demais resultados positivos nesse mês.

Mais sobre a pesquisa
A Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 14 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 1% no total do valor da transformação industrial nacional e, também para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste.

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Paraná e Rio Grande do Sul também tiveram resultados positivos

Weg vai construir nova fábrica em Portugal

Investimento permitirá um aumento estratégico da capacidade produtiva para o mercado europeu

A nova fábrica em Santo Tirso deve entrar em operação no primeiro trimestre 2024 e gerar cerca de 100 novos empregos

A Weg anunciou a construção de uma nova fábrica de motores elétricos em Santo Tirso, Portugal. A companhia pretende investir 23,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 141 milhões) para edificar 22.600 metros quadrados no mesmo terreno onde a companhia catarinense já possui uma operação de 16.300 metros quadrados, dedicada à fabricação de motores industriais de baixa tensão. Com a nova unidade a empresa de Jaraguá do Sul pretende ampliar a produção de motores elétricos de grande porte e transferir sua fábrica localizada em Maia para Santo Tirso, centralizando todas as operações no mesmo lugar.

“Estamos não só investindo no aumento da capacidade produtiva, mas também na modernização das nossas operações em Portugal. Além de trazer a produção de motores de média e alta tensão, à prova de explosão, painéis elétricos, soluções de automação e serviços de assistência técnica para Santo Tirso, também estamos planejando aumentar a gama de motores elétricos para tamanhos maiores no país”, explica Alberto Kuba, diretor superintendente da Weg Motores. Segundo ele, o aporte é um passo estratégico e muito importante para a expansão da Weg no mercado europeu. A nova fábrica em Santo Tirso deve entrar em operação no primeiro trimestre 2024 e gerar cerca de 100 novos empregos.

A Weg iniciou suas operações em Portugal em 2002 com a compra de uma fábrica de motores elétricos em Maia. Em 2015 a companhia iniciou a construção de uma nova fábrica em Santo Tirso, distante apenas 24 quilômetros de Maia. A unidade de Santo Tirso foi inaugurada em 2018 e incorpora uma linha de produção mais verticalizada com processos de usinagem, fabricação de rotor, bobinagem, montagem e laboratórios de ensaios elétricos dedicados. Atualmente a Weg emprega mais de 700 pessoas em Portugal.

Investimento permitirá um aumento estratégico da capacidade produtiva para o mercado europeu

Inflação tem alta de 0,54% em janeiro

É o maior índice para o mês desde 2016

Alta nos alimentos, como as carnes, impactou índice do mês

A inflação desacelerou para 0,54% em janeiro, após ficar em 0,73% em dezembro. Esse foi o maior resultado para o mês de janeiro desde 2016 (1,27%). Nos últimos 12 meses, o indicador acumula alta de 10,38%, acima dos 10,06% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2021, a variação mensal foi de 0,25%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE.

O resultado foi influenciado, principalmente, por alimentação e bebidas (1,11%), que teve o maior impacto no índice do mês. “Foi a alimentação no domicílio (1,44%) que influenciou essa alta. Mais do que a alimentação fora do domicílio, que desacelerou de 0,98% para 0,25%. Os principais destaques foram as carnes (1,32%) e as frutas (3,4%), que embora tenham desacelerado em relação ao mês anterior, tiveram os maiores impactos nesse grupo”, detalha André Filipe Almeida, analista da pesquisa.

Além disso, os preços do café moído (4,75%) subiram pelo 11º mês consecutivo, acumulando alta de 56,87% nos últimos 12 meses. Outros destaques foram a cenoura (27,64%), a cebola (12,43%), a batata-inglesa (9,65%) e o tomate (6,21%). Já os principais recuos foram registrados nos preços do arroz (-2,66%), do frango inteiro (-0,85%) e do frango em pedaços (-0,71%).

Transportes recuam após alta em dezembro
A desaceleração no índice do mês foi puxada pelos transportes, grupo com maior peso do IPCA, que recuou 0,11%, após subir 0,58% em dezembro. Esse foi o único dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados a ter queda em janeiro.

Esse recuo é consequência, principalmente, da queda nos preços das passagens aéreas (-18,35%) e dos combustíveis (-1,23%). Além da gasolina (-1,14%), também houve queda nos preços do etanol (-2,84%) e do gás veicular (-0,86%). O óleo diesel (2,38%) foi o único a subir em janeiro. Outros destaques negativos foram os transportes por aplicativo (-17,96%) e o aluguel de veículo (-3,79%). “A queda nas passagens aéreas pode ser explicada pelo componente sazonal” explica Almeida. “Em relação aos combustíveis, os reajustes negativos aplicados nas refinarias pela Petrobras, em dezembro, ajudam a entender o recuo nos preços em janeiro”, acrescenta o analista do IPCA.

Em habitação (0,16%), os preços desaceleraram em relação ao mês anterior (0,74%), principalmente por conta do recuo da energia elétrica (-1,07%), embora ainda permaneça em vigor a bandeira Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos. Houve ainda mudanças de PIS/Cofins, de ICMS e de tarifa de iluminação pública em algumas áreas pesquisadas. Em janeiro, os preços do gás de botijão (-0,73%) recuaram pela primeira vez após 19 meses consecutivos de alta. Em 12 meses, o botijão acumula alta de 31,78%.

Com exceção de Porto Alegre (-0,53%), todas as áreas pesquisadas tiveram alta em janeiro. A maior variação ocorreu no município de Aracaju (0,9%), por conta do tomate (34,9%) e das frutas (6,41%). Na região metropolitana de Porto Alegre (-0,53%), houve queda nos preços da energia elétrica (-6,81%) e da gasolina (-6,2%).

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É o maior índice para o mês desde 2016

Desempenho industrial do RS cresce 12,8% e bate recorde

Resultado é o melhor em três décadas

Alta mais do que compensou a redução de 2020, superando em 7,4% o nível de atividade de 2019

O Índice de Desempenho Industrial gaúcho (IDI/RS), medido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), encerrou o ano com crescimento de 12,8% ante 2020, a maior taxa em 30 anos. O recorde se deve à base deprimida do ano passado, quando o índice atingiu pisos históricos por conta da primeira onda da Covid-19. A alta, porém, mais do que compensou a redução de 2020 (-4,8%), superando em 7,4% o nível de atividade de 2019.

“Além da base deprimida, o resultado refletiu o retorno das atividades econômicas, sobretudo, o dinamismo dos setores industriais ligados ao agronegócio e das exportações”, relata o presidente da entidade, Gilberto Petry.O industrial lembra que apesar do desempenho positivo, não faltaram obstáculos para o setor em 2021, principalmente na cadeia de abastecimento. “Além da pandemia, o cenário contou com desvalorização e volatilidade da taxa de câmbio, aumentos nos preços da energia e dos combustíveis e alta dos juros e da inflação”, ressalta.

Em dezembro em relação a novembro, o IDI/RS cresceu 0,5% com ajuste sazonal, repercutindo o desempenho do faturamento real (+1,1%) e das horas trabalhadas na produção (+1,5%). Foi a sétima alta seguida, que levou o nível de atividade ao maior patamar desde novembro de 2014, 10,2% acima do pré-pandemia (fevereiro de 2020). Ainda nessa métrica, o emprego e a UCI (com grau médio de 83,4%) ficaram estáveis, enquanto a massa salarial real caiu 0,4%.

Para este ano, a tendência é de desaceleração. A perspectiva é de um avanço da atividade industrial de 1,7%. Para crescer mais, o setor precisará ganhar força. As expectativas dos empresários são favoráveis: há confiança e intenção de investir. A reabertura econômica tende a se completar e a demanda externa deve continuar ajudando. O presidente da Fiergs destaca, porém, que os fatores restritivos de 2021 continuam no radar, sobretudo, os gargalos na cadeia de suprimentos. “A forte estiagem que estamos passando, os casos de Covid-19 e a eleição polarizada também trazem incertezas para o cenário econômico”, completa Petry.

Resultado é o melhor em três décadas

Balança comercial do Sul inicia o ano com déficit de US$ 716 milhões

Rio Grande do Sul foi o único dos três estados a alcançar superávit

O Sul, em janeiro, foi responsável por 20,5% das exportações e por 22,3% das importações

A balança comercial da região Sul iniciou o ano com um déficit de US$ 716 milhões. Em janeiro do ano passado, a situação era praticamente igual: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul haviam tiveram um saldo negativo de US$ 801 milhões. Em janeiro foram exportados US$ 3,7 bilhões – avanço de 57,2% em relação ao primeiro mês de 2021, enquanto as importações chegaram a US$ 4,4 bilhões, aumento de 40% sobre igual período de 2021. Os números foram divulgados nesta terça-feira (8) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), vinculado ao Ministério da Economia, e compilados pelo Portal AMANHÃ.

Nos números por estado, o Rio Grande do Sul fechou o mês com saldo positivo de US$ 829,4 milhões, enquanto o Paraná e Santa Catarina acumularam déficits (confira os números detalhados na tabela abaixo). Porém, os catarinenses têm uma característica peculiar: o estado é porto de entrada de produtos importados que, depois, são distribuídos para outras regiões do Brasil.

O Sul, em janeiro, foi responsável por 20,5% das exportações e por 22,3% das importações. Os principais produtos da pauta exportadora do Sul no mês passado foram carnes de aves e de suínos, soja, celulose, trigo e tabaco. No sentido inverso, a região importou fertilizantes, têxteis, veículos, gás natural e óleos combustíveis.

Metodologia
Em abril de 2021, o Ministério da Economia mudou o cálculo da balança comercial. Entre as principais alterações, estão a exclusão de exportações e importações fictas de plataformas de petróleo. Nessas operações, plataformas de petróleo que jamais saíram do país eram contabilizadas como exportação, ao serem registradas em subsidiárias da Petrobras no exterior, e como importação, ao serem registradas no Brasil.

Outras mudanças foram a inclusão, nas importações, da energia elétrica produzida pela usina de Itaipu e comprada do Paraguai, num total de US$ 1,5 bilhão por ano, e das compras feitas pelo programa Recof, que concede isenção tributária a importações usadas para produção de bens que serão exportados. Toda a série histórica a partir de 1989 foi revisada com a nova metodologia.

Rio Grande do Sul foi o único dos três estados a alcançar superávit