Archives 2022

Bolsa atinge 5 milhões de investidores em janeiro

As pessoas estão começando a investir cada vez mais jovens

Em relação às regiões, ainda há uma concentração de investidores no Sudeste do país

O número de investidores pessoas físicas (PFs) na Bolsa aumentou 0,7% em janeiro quando comparado a dezembro, ultrapassando a marca de 5 milhões de investidores na Bolsa. A maioria dos investidores se encontram na faixa etária de 26 a 35 anos, que correspondem em 33,5%. Continuando a tendência vista desde 2013, dados mais antigos disponibilizados, as pessoas estão começando a investir cada vez mais jovens.

Em relação às regiões, ainda há uma concentração de investidores no Sudeste do país. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais possuem juntos 56,7% do total de investimentos, 39,8 pontos percentuais à frente do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul somados (16,9%). A representatividade de mulheres na Bolsa ainda é pequena (23,4%), mas continua apresentando crescimento. Apesar de uma representatividade ainda pequena, o número de mulheres está avançando em ritmo acelerado, com alta de 38,2% desde 2020.

Também há um grande aumento no número de investidores com interesse em BDRs, sigla de Brazilian Depositary Receipts [certificados de depósito de valores mobiliários emitidos no Brasil que representam valores mobiliários de emissão de companhias abertas com sede no exterior]. Hoje são 1,4 milhão representando 22% do estoque. Além disso, em termos relativos, esse foi o produto que mais cresceu em 2020, registrando um aumento de 994% no número de CPFs cadastrados. Em janeiro, o número de investidores pessoas físicas (PFs) na B3 atingiu 5.012.688. Em relação ao final de 2021, houve um aumento de 36.543 investidores PFs, equivalente a um crescimento mensal de 0,7%.

Também houve um aumento do valor total mensal de 2,7%, atingindo R$ 510,2 bilhões investidos. “Acreditamos que esse aumento mensal reflete o desempenho da Bolsa, que subiu 7% no mês de janeiro, melhor desempenho mensal do índice desde dezembro de 2020. Nesse início de 2022, a Bolsa brasileira tem se beneficiado da forte exposição a commodities, entre outros fatores”, analisa a XP em relatório.

As pessoas estão começando a investir cada vez mais jovens

Como consultar dinheiro esquecido em bancos

Nova plataforma do Banco Central exigirá cadastro no Portal Gov.br

O processo de recebimento do dinheiro consiste em duas etapas

Retomado nesta segunda-feira (14), o sistema do Banco Central (BC) que permite a consulta a valores esquecidos em bancos e outras instituições financeiras funciona em novo endereço. Chamada de Sistema de Valores a Receber (SVR), a ferramenta passará a funcionar no site valoresareceber.bcb.gov.br, em ambiente desvinculado do Sistema Registrato, que hospedou o serviço nos primeiros dias de funcionamento.

Para evitar excesso de demanda, que derrubou o site do Banco Central na versão anterior do sistema, a consulta só poderá ser feita por quem tenha conta no Portal Gov.br, que fornece acesso a serviços públicos digitais. O cadastro para ter a conta é gratuito e pode ser feito na área de login do Gov.br ou pelo aplicativo Gov.br, disponível para usuários de dispositivos móveis dos sistemas Android e iOS.

Existem três níveis de login no Portal Gov.br: bronze, prata ou ouro. Eles variam conforme o nível de segurança e a complexidade do serviço público pedido. Para resgatar o dinheiro esquecido nas instituições financeiras, será exigido nível prata ou ouro. O login do sistema Registrato, usado na primeira fase do serviço, não poderá mais ser usado no SVR.

O nível prata permite acesso com login único à maioria dos 3.583 serviços públicos totalmente digitalizados oferecidos pelo Portal Gov.br e garante acesso completo ao aplicativo Gov.br. Com alta segurança, esse nível pode ser obtido pela comparação da foto tirada no aplicativo com as imagens da base da Carteira Nacional de Habilitação. Outra maneira de ativar o nível prata é por meio da validação dos dados pessoais de quem tem conta em um dos seis bancos conveniados ao Portal Gov.br: Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, BRB, Caixa Econômica Federal, Santander e Sicoob.

Procedimentos
O processo de recebimento do dinheiro consiste em duas etapas. Na primeira, o cidadão fará uma consulta no site valoresareceber.bcb.gov.br. Basta digitar o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) para verificar eventuais quantias esquecidas em bancos e demais tipos de instituições financeiras. Essa etapa dispensa o login do Portal Gov.br e pode ser feita a qualquer momento, a partir de hoje.

Em caso de constatação de valores a serem sacados, o SVR informa a data para o usuário entrar novamente no sistema. Nessa segunda etapa, será necessário digitar o login da conta Gov.br para verificar a quantia a receber e pedir a transferência do dinheiro. Caberá ao cidadão escolher a forma de transferência, que poderá ser feita por Pix. Se o usuário não indicar uma chave Pix, a instituição financeira escolhida poderá contatar o correntista para fazer a transferência.

O BC explicou que valores esquecidos nos bancos serão devolvidos apenas a partir de 7 de março. Caso o cidadão perca a data informada, deverá recomeçar o processo do zero, repetindo a consulta no site e esperando o sistema informar nova data para o retorno.

Orientações
Para evitar fraudes, o Banco Central informa que o único site disponível é o valoresareceber.bcb.gov.br. O cidadão deverá tomar cuidado para não entrar em páginas diferentes. O órgão também esclareceu que não entrará em contato com nenhum usuário, nem enviará links por SMS, WhatsApp, Telegram ou e-mail para confirmar dados pessoais ou tratar de valores a receber. A única situação em que haverá contato com o correntista será no caso de a transferência não poder ser feita por Pix, mas a comunicação será feita pela instituição detentora do dinheiro, sem nenhum pedido de confirmação de dados ou de senhas. O BC também esclarece que o processo de resgate de valores esquecidos é gratuito. O usuário jamais deverá fazer qualquer pagamento para consultar o montante a receber nem para sacar o dinheiro. Qualquer pedido nesse sentido configura golpe.

Com Agência Brasil 

Nova plataforma do Banco Central exigirá cadastro no Portal Gov.br

Semana de 22, um case de marketing?

Até para inventar a História ele é necessário

A inflagem da Semana de 22 contou com muito produto, relações públicas e publicidade

Datas redondas geram homenagens quadradas, escreveu certa vez o jornalista Daniel Piza. Não é o que acontece com o centenário da Semana de Arte Moderna, ocorrida em fevereiro de 1922 em São Paulo. A efeméride tem sido pretexto para uma apimentada revisão crítica de seu real vanguardismo e importância.

Segundo o jornalista Ruy Castro e o professor de literatura Luís Augusto Fischer, a Semana não foi exatamente pioneira, pois manifestações do chamado modernismo já ocorriam em capitais como Recife, Manaus, Porto Alegre e, principalmente, Rio de Janeiro. Nem teve a importância imaginada à época de sua realização, pois foi curta (três dias, e não uma semana propriamente, segundo Castro) e restrita a um círculo relativamente limitado de intelectuais, artistas e mecenas.

Como, então, ela teria virado o evento que “inaugurou a cultura no país”, como atreveu-se o Estadão na última sexta-feira (11)?

O turning point, segundo Fischer, teria ocorrido na celebração de seus 50 anos, em 1972. Sob um governo militar interessado em valorizar uma pretensa cultura brasileira “genuína” e em meio ao processo de unificação dos vestibulares das universidades federais, que estabelecia uma mesma grade de conteúdo para candidatos de todos os cursos, a Semana de 22 tornou-se a candidata natural a desempenhar o papel de big bang da arte nacional.

Motivos e recursos para isso não faltariam: o estado mais rico do país em busca da liderança cultural ainda pertencente ao Rio de Janeiro, a maior universidade e mais prestigiada universidade (USP) sobrevalorizando o evento por meio de pesquisas e publicações, e uma imprensa ascendente, disposta a sobrepujar em influência sua contraparte fluminense, fizeram o trabalho de mistificação que convinha aos vencedores de então (e de hoje, ainda). Uma verdadeira invenção da História.

Fenômeno inédito? Claro que não. Até ciências presumivelmente mais “duras” e menos sujeitas a subjetividades e interpretações, como a nutrição e a medicina, são alvo de operações semelhantes. O café da manhã é a refeição mais importante do dia? Há quem diga que tudo não tenha passado de um slogan da Kellog’s para vender sucrilhos. Devemos tomar dois litros de água diariamente? Claro… segundo as fabricantes de água engarrafada. E a indústria farmacêutica, desenvolve remédios para combater doenças ou cria doenças para vender medicamentos?

À semelhança dos casos acima, a inflagem da Semana de 22 contou com muito produto (livros, seminários, vestibulares), relações públicas (professores, pesquisadores, jornalistas) e publicidade (divulgação editorial na mídia), em um ciclo que se retroalimentou eficientemente durante décadas – marketing dos bons, enfim. Para criar uma verdade histórica ou científica, tanto quanto mercadológica, é necessário articular os canais adequados, tecnicamente chamados de instâncias de validação, tais como universidades, museus, mídia e indústria cultural. Aparentemente, foi assim que a Semana de 22 tomou uma importância incondizente com a realidade.

Mas o que é a realidade, afinal? Não importa se a intenção seja vender sucrilhos, água mineral, ideologias ou manifestações artísticas, tudo se resume a tentar fazer valer uma visão de mundo e defender os próprios interesses. E, quer queiram os acadêmicos uspianos ou não, ninguém inventou forma melhor de executá-lo do que o marketing.

Até para inventar a História ele é necessário

Projuris quase dobra de tamanho nos últimos dois anos

Empresa catarinense foi adquirida pela Softplan

“Em relação aos números para 2022, a previsão de crescimento é de 35% e o faturamento vai se aproximar de R$ 65 milhões”, prevê Sergio Cochela, CEO da Projuris

A Projuris, que atua no mercado de software jurídico, cresceu mais de 70% na comparação entre 2020 e 2022. Só no ano passado, o crescimento foi de 35%, culminando em um faturamento de R$ 50 milhões no período — o que também gerou 40 novas contratações, totalizando cerca de 250 funcionários.

O propósito da Projuris é expandir o desempenho humano, eliminando ineficiências do mundo jurídico. A empresa catarinense comercializa softwares para departamentos jurídicos corporativos, escritórios de advocacia, governo e núcleos de práticas jurídicas de universidades. Líder no mercado de tecnologia de inteligência jurídica, a empresa possui sede em Joinville (SC) e escritórios em Fortaleza, Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.

Recentemente, a empresa foi adquirida pela Softplan, uma das maiores desenvolvedoras de software do país. Para a Projuris, ser adquirida pela Softplan significa acelerar a visão de ser a legaltech número 1 do Brasil. “Nos dois últimos anos fomos muito assediados por conta dos resultados, fundos de investimento, fusão, compra. De fato, existem poucas empresas de tecnologia com crescimento constante agressivo e lucro recorrente. Mas toda sociedade com muitos sócios passa por análise do ciclo natural de realização dos investimentos”, aponta Sergio Cochela, CEO da Projuris.

“Todas as propostas sempre foram avaliadas sobre o ponto de vista da continuidade do projeto, valores dos envolvidos, cuidado com as pessoas e clientes. Neste ano, chegou a da Softplan e entendemos que atendeu bem os requisitos. Nascemos para melhorar o ambiente legal do país e expandir o desempenho humano, e a Softplan vem nos ajudar nessa jornada”, completa Cochela.

O ano de 2021, o segundo da pandemia da Covid-19, também gerou outras transformações na Projuris. “Muita coisa mudou, internamente e com os clientes. Nossa rotina agora é pautada por encontros virtuais, o que demanda mais disciplina e foco.Os resultados foram bons, aumentamos a produtividade e não ficamos nenhum dia parados. Como empresa de tecnologia, a adaptação foi muito rápida”, aponta Cochela.

Com todas as mudanças, 2022 é um ano de muitas expectativas e novidades. “Agora estamos analisando as possibilidades, entendendo quais os caminhos que podem ajudar no crescimento, pensando em novos mercados e novos tipos de clientes. Nosso plano é trazer ainda neste ano de 2022 uma grande novidade no segmento jurídico. Em relação aos números para 2022, a previsão de crescimento é de 35% e o faturamento vai se aproximar de R$ 65 milhões”, prevê o CEO. 

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Empresa catarinense foi adquirida pela Softplan

Mapa de Santa Catarina mostra 13 regiões no nível alto

Quatro regionais se encontram em cenário moderado

Secretaria da saúde promoverá mudanças na matriz de risco de Santa Catarina que será divulgada na próxima semana

A matriz de risco potencial regionalizado divulgada neste sábado (12) aponta 13 regiões classificadas como risco potencial alto (cor amarelo) e quatro no nível de risco moderado (cor azul). Em um comparativo com o relatório divulgado na semana anterior, houve melhora nos indicadores das regionais do Alto Uruguai Catarinense, Carbonífera e Laguna, que passaram do nível alto para o moderado, juntando-se a região do Vale do Itapocu. Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Nordeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Xanxerê se mantiveram no nível amarelo.

Na dimensão de gravidade, que contempla os indicadores de mortalidade e tendência de internação por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), houve melhora nos indicadores do Alto Uruguai Catarinense e Oeste, que passaram a ser classificadas no nível de risco moderado (azul), juntando-se ao Vale do Itapocu, que se manteve estável. Em compensação, houve piora nos indicadores da região do Planalto Norte, que passou a ser classificada no nível alto (amarelo), juntando-se as regionais do Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Meio Oeste, Nordeste, Oeste e Serra Catarinense que permaneceram estáveis. Não houve alterações nas regiões Alto Vale do Itajaí, Médio Vale do Itajaí e Xanxerê, que permaneceram no nível grave (laranja).

Em relação ao item da transmissibilidade, que monitora o número de casos ativos e a curva de crescimento da pandemia, 11 regiões se mantiveram no nível gravíssimo (vermelho): Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Nordeste, Oeste, Vale do Itapocu e Xanxerê. Houve melhora em outras seis regiões, que tiveram uma desaceleração na curva de crescimento de casos, sendo que quatro passaram a ser classificadas no nível grave (laranja): Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Oeste, Planalto Norte e Serra Catarinense; e duas foram classificadas no nível Alto (amarelo), Carbonífera e Laguna. O número de casos ativos vem tendo uma redução nas últimas semanas, alcançando 44.499 casos na última sexta (11).

Na dimensão do monitoramento, que reflete a cobertura vacinal e a variação semanal de casos, todas as regiões foram classificadas com risco moderado (azul), condição que mantêm em relação à semana anterior. Com mais de 5,4 milhões de pessoas que receberam as duas doses da vacina, a cobertura vacinal da população geral em Santa Catarina no dia 11 de fevereiro ultrapassou 74,6%, o que vem contribuindo para frear o impacto do grande número de infecções na gravidade dos casos.

Já em relação ao nível de capacidade de atenção, que monitora a taxa de ocupação de leitos de UTI adulto com pacientes em tratamento para Covid-19 em relação ao total de leitos disponíveis, foi observada piora na classificação da região de Xanxerê, que passou a ser classificada como nível grave (laranja) por apresentar taxa de ocupação entre 40% a 60%, e melhora no indicador da região do Extremo Sul Catarinense, que passou a ser classificada com nível alto (amarelo), apresentando taxa de ocupação ente 20% a 40%. As demais regiões não apresentaram variações em relação à semana anterior.

Mudanças nos indicadores da matriz
De forma a melhor representar a situação da vacinação em Santa Catarina, que observa não apenas a completude do esquema primário para toda a população, mas também a importância da aplicação da dose de reforço principalmente para as populações mais vulneráveis, a secretaria de estado da saúde promoverá mudanças na matriz de risco que será divulgada na próxima semana. Haverá uma alteração no indicador de monitoramento, que passará a expressar o indicador de cobertura do esquema primário (duas doses ou dose única) para toda a população catarinense, juntamente com a cobertura da dose de reforço para a população acima de 60 anos de idade.

A atualização do Vacinômetro, que ocorreu nesta sexta-feira (11), com os indicadores de cobertura de dose reforço para população acima de 60 anos e população acima de 18 anos, refletirá na nova matriz de risco. Com essas mudanças, busca-se reforçar a importância da vacinação como principal medida para enfrentamento da pandemia, dando ênfase a aplicação da dose de reforço para os idosos. Segundo um estudo realizado pela diretoria de vigilância epidemiológica da secretaria de saúde de Santa Catarina com dados de novembro de 2021 a janeiro de 2022 aponta que a taxa de óbitos por Covid-19 em idosos não vacinados ou com vacinação incompleta foi 47 vezes maior do que naqueles que já receberam a dose de reforço.

Além da vacinação, a secretaria de estado da saúde alerta a todos, em nota, acerca da importância da manutenção das medidas de prevenção contra o coronavírus, como uso universal de máscaras, evitar aglomerações mantendo distanciamento físico de 1,0m entre grupos diferentes, dar preferência a ambientes ventilados e praticar a higiene respiratória, lavando as mãos de forma frequente.

O principal objetivo da matriz de risco de Santa Catarina é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Quatro regionais se encontram em cenário moderado

Atividade econômica cresce 4,5% em 2021, diz BC

Em dezembro, índice apresentou alta de 0,33%

O resultado de 4,5% para o ano está abaixo da expectativa do governo, que projetou um crescimento do PIB de 5,1% em 2021

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) apresentou alta de 0,33% em dezembro de 2021, de acordo com dados divulgados hoje (11) pelo Banco Central (BC). O BC informou que, na comparação com dezembro de 2020, o índice apresentou alta de 1,30%, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período). A taxa chegou a 139,73 pontos. No acumulado do ano, o IBC-Br ficou em 4,5%.

O índice, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 10,75% ao ano.

O IBC-Br incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: a indústria, o comércio e os serviços e a agropecuária, além do volume de impostos. Segundo o BC, o IBC-Br terminou o quarto trimestre do ano com variação positiva de 0,01% na comparação com o período compreendido entre julho e setembro, também considerando os dados dessazonalizados.

O resultado de 4,5% para o ano está abaixo da expectativa do governo, que projetou um crescimento do PIB de 5,1% em 2021. O resultado, porém, está em linha com a revisão dos dados do PIB feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Com Agência Brasil

Em dezembro, índice apresentou alta de 0,33%

Compagas avança em ações para desenvolver o biometano no Paraná

O combustível tem potencial para ampliar a capilaridade de atuação da companhia

“Se o gás natural é considerado o combustível da transição energética, o biometano é o caminho para fomentar uma nova economia baseada em carbono neutro e atender o anseio por combustíveis limpos e econômicos”, frisa Lamastra Junior

O Paraná é um dos maiores centros potenciais de produção de biogás e biometano no país, justamente pela força da indústria agropecuária em sua economia. Com atenção a este cenário, a Companhia Paranaense de Gás (Compagas) tem para 2022 uma série de ações que visam estimular o desenvolvimento da produção dessa energia renovável. A empresa deseja inclusive adquirir biometano para ampliar o atendimento em novas regiões do Paraná.

Segundo o diretor-presidente da Compagas, Rafael Lamastra Junior, o biometano é o melhor caminho para a geração de energia limpa e renovável a partir de matéria-prima orgânica localizado em aterros, estações de tratamento de esgoto e na agroindústria, com capacidade de abastecimento de frotas, indústrias e cooperativas. “Essa é uma fonte de energia plenamente viável para que possamos atender diversas demandas, desde o segmento veicular até indústrias que ainda não são atendidas pela rede de distribuição de gás natural e com isso desenvolver mercados locais em diferentes regiões do Paraná”, destaca o executivo.

Lamastra reforça que há previsão para o lançamento de uma chamada pública específica para aquisição de biometano neste ano, o que para ele, vai estimular ainda mais o potencial de produção deste combustível de forma contínua e competitiva. “Lembrando que o biometano é equivalente ao gás natural e, assim, podemos adquirir o gás produzido para ampliar a participação desta matriz energética no estado e contribuir para o desenvolvimento socioambiental e econômico das cidades”, emenda.

Desenvolvimento e pesquisa
Atualmente, a Compagas possui pelo menos 10 projetos ligados à geração de biometano em diferentes regiões do Estado – são ações em Curitiba e Região Metropolitana, nos Campos Gerais e na região Norte do Paraná. “Esses projetos têm o objetivo de ampliar produção do biometano e desenvolver uma fonte energética competitiva no mercado”, explica Lamastra. “Se o gás natural é considerado o combustível da transição energética, o biometano é o caminho para fomentar uma nova economia baseada em carbono neutro e atender o anseio por combustíveis limpos e econômicos”, frisa.

Ainda segundo o executivo, a Compagas conta com times dedicados a dar suporte às iniciativas do setor, como forma de catalisar o desenvolvimento de análises de viabilidade a projetos que sirvam para impulsionar a geração do biometano. A companhia também mantém parcerias com a Associação Brasileira do Biogás (ABiogás) e com o Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás) para o desenvolvimento de ações em toda a cadeia.

Biogás e biometano
O biometano é um combustível obtido a partir da produção do biogás, que por sua vez é produzido pela decomposição de matéria orgânica de origem vegetal ou animal. Quando submetido a um processo de purificação, o biogás dá origem ao biometano e este é comparável em condições técnicas ao gás natural, já que após o refino atinge alta concentração de metano em sua composição. Já no viés ambiental e de sustentabilidade, o biometano tem características imbatíveis – por exemplo, no setor de transporte, segmento de veículos pesados, quando comparado ao diesel, as emissões de gases de efeito estufa chegam a ser até 90% menores.

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O combustível tem potencial para ampliar a capilaridade de atuação da companhia

Brasil sofreu mais de 88,5 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos em 2021

Fortinet detecta aumento constante de ataques durante o ano

A distribuição de malware por meio de publicidade enganosa, sites maliciosos e campanhas de phishing por e-mail foi a mais utilizada pelos cibercriminosos

O Brasil sofreu mais de 88,5 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos em 2021, um aumento de mais de 950% com relação a 2020, segundo a Fortinet, líder global em soluções amplas, integradas e automatizadas de segurança cibernética. Com 56% de todos os dispositivos de cibersegurança instalados no Brasil e 53% na América Latina, a companhia possui a maior visibilidade de ameaças cibernéticas do setor na região.

De acordo com os dados levantados pelo FortiGuard Labs, laboratório de inteligência de ameaças da empresa, o Brasil ocupou o segundo lugar em número de ataques na América Latina e Caribe, atrás apenas do México e na frente de Peru e Colômbia. A alta nos números foi constante durante o ano e ocorreu em toda a região, que chegou a registrar 289 bilhões de ataques no total, um crescimento de mais de 600% com relação ao ano anterior.

A distribuição de malware por meio de publicidade enganosa, sites maliciosos e campanhas de phishing por e-mail foi a mais utilizada pelos cibercriminosos. Uma vez infectados, os dispositivos das vítimas podem ser controlados por invasores, que podem usá-los para cometer crimes cibernéticos, como roubo de credenciais, spam e ataques distribuídos de negação de serviço.

Da mesma maneira, o uso de informações sobre a Covid-19 e a variante ômicron, no quarto trimestre, permitiu a distribuição da campanha de botnet RedLine Stealer, onde os atacantes buscam roubar informações para ações maliciosas ou para a venda a outros agentes para atividades futuras. O FortiGuard Labs detectou ainda um grande número de ataques relacionados ao Remote Code Execution (RCE) em dispositivos IoT – como câmeras, microfones e roteadores domésticos –, permitindo que o invasor assuma o controle de sistemas vulneráveis.

“Continuamos vendo que a conscientização e a capacitação dos usuários são fundamentais para a prevenção de ataques, especialmente desses que utilizam a engenharia social para enganar as pessoas”, explica Alexandre Bonatti, diretor de Engenharia da Fortinet Brasil. “Além disso, seguimos em um modelo de trabalho híbrido, onde as pessoas trabalham de qualquer lugar e utilizam dispositivos pessoais e conexões caseiras ou públicas sem a proteção adequada. Os criminosos não vão parar de explorar esses ambientes para obterem acesso a redes corporativas enquanto continuarem tendo sucesso e é por isso os ataques a dispositivos de IoT e a recursos vulneráveis utilizados em reuniões e aulas, como câmeras e microfones, continua”, alerta.

O FortiGuard Labs monitora continuamente a superfície de ataque em toda a América Latina e Caribe e, por ter mais de 50% do número de dispositivos de segurança empresarial implantados na região, possui uma visibilidade única no mercado. Soma-se a isso as centenas de alianças com entidades do setor e agências de segurança para o compartilhamento de informações, o que aumenta ainda mais o acesso à inteligência de ameaças e, por consequência, a precisão dos dados apresentados.

Essa visibilidade exclusiva permite a análise de milhões de tentativas de ataques cibernéticos por dia. Os caçadores de ameaças, pesquisadores, analistas, engenheiros e cientistas de dados do FortiGuard Labs analisam e processam essas informações usando inteligência artificial (IA) e outras tecnologias inovadoras para explorar esses dados em busca de novas ameaças. O relatório do FortiGuard Labs é elaborado trimestralmente para a América Latina e Caribe, com base nas informações obtidas diariamente em tempo real.

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Fortinet detecta aumento constante de ataques durante o ano

Calçadistas exportaram 14 milhões de pares em janeiro

Resultado reflete a recuperação já registrada no segundo semestre do ano passado

O principal destino internacional do calçado verde-amarelo em janeiro foi o mercado norte-americano, que respondeu por mais de 25% do total gerado com os embarques

A recuperação nas exportações de calçados verificada ao longo do ano passado seguiu no primeiro mês de 2022. Dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que, em janeiro, foram embarcados 14 milhões de pares, que geraram US$ 101,2 milhões, incrementos tanto em volume (+43,8%) quanto em receita (+66%) em relação ao mesmo mês de 2021.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que o indicador é positivo e reflete a recuperação já registrada no segundo semestre do ano passado. “Os fornecedores de calçados brasileiros, com o encarecimento dos fretes internacionais, principalmente da Ásia, estão no radar dos principais compradores internacionais com maior proximidade geográfica, especialmente dos Estados Unidos e América Latina”, avalia.

Segundo ele, a tendência, no entanto, é que o incremento arrefeça ao longo do ano em virtude da base de comparação mais fortalecida, especialmente a partir do segundo trimestre. “De toda forma, existe uma perspectiva de incremento em torno de 5% nos embarques em 2022”, acrescenta.

O principal destino internacional do calçado verde-amarelo em janeiro foi o mercado norte-americano, que respondeu por mais de 25% do total gerado com os embarques. No primeiro mês do ano, os norte-americanos importaram 1,75 milhão de pares por US$ 25,87 milhões, incrementos tanto em volume (+85%) quanto em receita (+93,6%) em relação ao mês correspondente do ano passado. No segundo posto entre os importadores de calçados brasileiros aparece a Argentina, para onde foram exportados 778 mil pares que geraram US$ 6,65 milhões, altas tanto em volume (+50,6%) quanto em receita (+75,6%) em relação a janeiro de 2021.

O terceiro principal destino do produto foi a França. Em janeiro, as fábricas brasileiras exportaram para lá mais de 758 mil pares, pelos quais foram pagos US$ 5,5 milhões, incrementos tanto em volume (+49,2%) quanto em receita (+14,3%) em relação ao mesmo período do ano passado. No mês passado, o principal estado exportador do Brasil foi o Rio Grande do Sul. No mês, as fábricas gaúchas embarcaram 3,4 milhões de pares. 

Resultado reflete a recuperação já registrada no segundo semestre do ano passado

Projuris quase dobra de tamanho nos últimos dois anos

Empresa catarinense foi adquirida pela Softplan

“Em relação aos números para 2022, a previsão de crescimento é de 35% e o faturamento vai se aproximar de R$ 65 milhões”, prevê Sergio Cochela, CEO da Projuris

A Projuris, que atua no mercado de software jurídico, cresceu mais de 70% na comparação entre 2020 e 2022. Só no ano passado, o crescimento foi de 35%, culminando em um faturamento de R$ 50 milhões no período — o que também gerou 40 novas contratações, totalizando cerca de 250 funcionários.

O propósito da Projuris é expandir o desempenho humano, eliminando ineficiências do mundo jurídico. A empresa catarinense comercializa softwares para departamentos jurídicos corporativos, escritórios de advocacia, governo e núcleos de práticas jurídicas de universidades. Líder no mercado de tecnologia de inteligência jurídica, a empresa possui sede em Joinville (SC) e escritórios em Fortaleza, Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.

Recentemente, a empresa foi adquirida pela Softplan, uma das maiores desenvolvedoras de software do país. Para a Projuris, ser adquirida pela Softplan significa acelerar a visão de ser a legaltech número 1 do Brasil. “Nos dois últimos anos fomos muito assediados por conta dos resultados, fundos de investimento, fusão, compra. De fato, existem poucas empresas de tecnologia com crescimento constante agressivo e lucro recorrente. Mas toda sociedade com muitos sócios passa por análise do ciclo natural de realização dos investimentos”, aponta Sergio Cochela, CEO da Projuris.

“Todas as propostas sempre foram avaliadas sobre o ponto de vista da continuidade do projeto, valores dos envolvidos, cuidado com as pessoas e clientes. Neste ano, chegou a da Softplan e entendemos que atendeu bem os requisitos. Nascemos para melhorar o ambiente legal do país e expandir o desempenho humano, e a Softplan vem nos ajudar nessa jornada”, completa Cochela.

O ano de 2021, o segundo da pandemia da Covid-19, também gerou outras transformações na Projuris. “Muita coisa mudou, internamente e com os clientes. Nossa rotina agora é pautada por encontros virtuais, o que demanda mais disciplina e foco.Os resultados foram bons, aumentamos a produtividade e não ficamos nenhum dia parados. Como empresa de tecnologia, a adaptação foi muito rápida”, aponta Cochela.

Com todas as mudanças, 2022 é um ano de muitas expectativas e novidades. “Agora estamos analisando as possibilidades, entendendo quais os caminhos que podem ajudar no crescimento, pensando em novos mercados e novos tipos de clientes. Nosso plano é trazer ainda neste ano de 2022 uma grande novidade no segmento jurídico. Em relação aos números para 2022, a previsão de crescimento é de 35% e o faturamento vai se aproximar de R$ 65 milhões”, prevê o CEO. 

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Empresa catarinense foi adquirida pela Softplan

Agrotech do Sul promete solucionar a escassez de insumos agrícolas no Brasil

Plataforma reúne todos os caminhos das transações, inclusive oferecendo opções de frete

“Fornecemos até cinco opções de logística”, destaca Luca Lachica, CEO da Insumo Agrícola

A crise de energia que atingiu os principais países produtores e exportadores de fertilizantes e defensivos do mundo também afeta o Brasil já neste ano. É que o país é o quarto maior importador e depende do mercado internacional para suprir a demanda. Apenas em 2020, conforme a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), 85% dos produtos utilizados naquele ano foram importados. Paralelamente, é nacional o quarto lugar no ranking de maior produtor de grãos do mundo, conforme a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). E as notícias para o setor não são nada animadoras. Em novembro, por exemplo, a Rússia, de quem o Brasil importou quase 8 milhões de toneladas de adubos, anunciou que vai limitar as exportações de fertilizantes. No mundo, a escassez encarece as safras, eleva os preços quase que na vertical e trará mais inflação à mesa já em 2022.

Pensando em contribuir para resolver de maneira simples a escassez de produtos, foi lançado, no Brasil, pela Insumo Agrícola, uma plataforma on-line para conexão de produtores rurais, revendedores e fabricantes com foco em fertilizantes e químicos, que conta com 1.200 produtores cadastrados, 350 revendedores e diversos fabricantes parceiros. Em 2021, a plataforma já movimentou mais de R$ 35 milhões. Na nova dinâmica, o revendedor e as cooperativas podem utilizar a plataforma para comprar diretamente de fabricantes. Com o mesmo cadastro conseguem vender a produtores rurais de todo o Brasil. As vantagens se ampliam, também, para o fabricante, personagem que consegue aumentar suas vendas de forma segura, já que são realizadas verificações internas e análises de dados de todos os clientes da plataforma.

“Ele [revendedor ou cooperativa] entra na plataforma, seleciona o produto, forma de entrega, tipo de embalagem, endereço de entrega e lança o pedido. Nós recebemos a demanda e realizamos a ponte com o melhor fabricante para a operação”, explica o CEO da empresa, Luca Lachica. Além disso, com a modalidade, revendedores poderão comprar com o melhor preço, recebendo orçamentos de todo o mundo – a nova modalidade é aberta para fabricantes nacionais e internacionais –, e se organizar em grupos para comprar em grande quantidade, reduzindo o valor da compra.

A plataforma reúne todos os caminhos das transações, inclusive oferecendo opções de frete. “São até cinco opções de logística”, comenta Lachica. Comprando via plataforma, a procura por transporte é dispensável: na prática, o cliente preenche os campos e a empresa faz o restante, simplificando a compra de insumo; é diferente do formato de compra tradicional, que precisa passar por várias etapas antes de entregar o produto solicitado e nem sempre nas condições ideais do comprador.

Duas empresas de crédito também estão disponíveis para as negociações feitas pelo sistema. Para os pequenos produtores, por exemplo, isso é especialmente vantajoso, já que assim poderá dispensar empréstimos bancários, geralmente de longa duração e com prazo dilatado para liberação dos recursos. “Para o revendedor fazer todo o processo sozinho, é bem complicado ou se torna cansativo, lento e muito oneroso. Se ele encontra uma empresa que faz tudo isso integrado, além de raro, geralmente é muito caro; caso ele realize sozinho, terá de consultar seu banco para conseguir o empréstimo. Esse processo é muito burocrático e demorado. Também seria necessário consultar diversas empresas de frete e logística para encontrar o melhor preço. Seriam aí três empresas ou pessoas, pelo menos. No caso da plataforma, é apenas um único lugar”, explica Lachica.

A Insumo Agrícola nasceu em fevereiro de 2020, com quatro sócios-fundadores, deu uma guinada em 2021 quando Luca Olsen e Luca Lachica assumiram como CFO e CEO. A plataforma é paranaense, acessada maciçamente no Brasil e com penetração também na América Latina. 

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Plataforma reúne todos os caminhos das transações, inclusive oferecendo opções de frete

Com mais de 1.500 corretores franqueados, Prudential do Brasil segue planos de expansão

No podcast, executivo explica como é o modelo de franquias e operação da maior seguradora independente no segmento de pessoas no país

Para falar sobre o assunto e a rede de franquias, conversamos com André Paiva, vice-presidente comercial regional do sul da Prudential do Brasil. A Prudential do Brasil, que atua no país há mais de duas décadas como a primeira seguradora de vida a atuar com o modelo de franquias no país, tem importante papel no crescimento do setor. Dê play e aproveite para maratonar os podcasts do Grupo Amanhã. 

No podcast, executivo explica como é o modelo de franquias e operação da maior seguradora independente no segmento de pessoas no país

Coamo tem receita global de R$ 24,6 bilhões

Maior cooperativa da América Latina distribui sobras de R$ 689 milhões aos cooperados

Os preços elevados dos produtos agrícolas e o grande volume de fornecimentos de bens de produção, proporcionaram um aumento significativo nas receitas da Coamo

A Coamo Agroindustrial Cooperativa, de Campo Mourão (PR), registrou em 2021 receita global de R$ 24,6 bilhões. O valor representa um crescimento de 23,3% em relação ao ano anterior. A sobra líquida atingiu o montante de R$ 1,8 bilhão, um incremento de 65,4% em relação ao exercício de 2020. Deste valor, após a dedução estatutária estão sendo distribuídos R$ 689 milhões aos mais de 30 mil cooperados, fruto da sua movimentação no abastecimento de insumos e entrega da produção nas unidades da cooperativa nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

De acordo com o presidente do Conselho de Administração da Coamo, José Aroldo Gallassini, em 2021, houve redução no recebimento da safra, motivada por fatores climáticos, e retração dos volumes de fixações. No entanto, os preços elevados dos produtos agrícolas e o grande volume de fornecimentos de bens de produção, proporcionaram um aumento significativo nas receitas da Coamo. “O desempenho dos associados e por extensão da Coamo, poderia ter sido maior, não fossem os problemas climáticos que provocaram perdas na soja, milho e trigo. Tivemos falta de chuva, geadas, granizo e até incêndios, que afetaram o plantio, a colheita e o desempenho das lavouras dos cooperados. A nossa atividade é uma indústria a céu aberto, e o que fazemos bem é semear nossa safra com tecnologia e capricho, esperando por altas produtividades”, avalia.

Segundo ele, a Coamo continua focada em agregar valor às atividades do quadro social e na realização profissional dos funcionários, oferecendo os melhores produtos aos clientes e bons negócios aos parceiros. “Apesar das adversidades climáticas houve um ótimo crescimento econômico-financeiro, bem como, aumento da participação e integração dos cooperados na movimentação com a cooperativa”, destaca.

No início de 2021 os preços dos fertilizantes e defensivos sinalizavam um aumento, puxado pelo crescimento da demanda. Diante dessa situação, a Coamo adquiriu os insumos sem ajuste e, em fevereiro, lançou o plano safra de verão mais cedo de toda a história da cooperativa, proporcionando aos cooperados uma relação de troca excepcional. A melhor dos últimos dez anos. Além de proporcionar aos cooperados que se anteciparam em suas aquisições um conforto a mais na condução de suas lavouras, comparado com o mercado em geral.

A modernização que a Coamo vem realizando ao longo dos anos, em função dos investimentos e das melhorias em suas unidades, tem sido responsável pela eficiente e competitiva estrutura da cooperativa. Em 2021, os investimentos totalizaram R$ 616,4 milhões, com destaque para: Terminal Portuário II em Paranaguá para agilizar o fluxo de exportação dos produtos; novo Entreposto em Bandeirantes (MS); início das obras do escritório administrativo do novo entreposto de Campo Mourão/PR, além dos novos entrepostos em Ponta Porã e Rio Brilhante, no Mato Grosso do Sul e da Indústria de Ração em Campo Mourão, no Paraná.

Para o presidente executivo da Coamo, Airton Galinari, os cooperados recebem grandes benefícios durante o ano e podem impulsionar o desenvolvimento das suas atividades agropecuárias. “O resultado desta sinergia entre cooperados, diretoria e funcionários está no retorno ao quadro social de quase R$ 800 milhões, se considerarmos os benefícios das Sobras e das participações no Programa Fideliza, na produção de sementes e na devolução do capital social. Juntos, vencemos muitos desafios em 2021 e celebramos esta conquista da melhor performance na história da Coamo”, comemora.

A Coamo é a sexta maior empresa da região e também a segunda maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Maior cooperativa da América Latina distribui sobras de R$ 689 milhões aos cooperados

RS tem o melhor resultado das contas públicas desde o Plano Real

O número positivo não era registrado desde 2009

O balanço foi apresentado em encontro virtual realizado pela Secretaria da Fazenda

O ano de 2021 ficará registrado na trajetória das finanças do Rio Grande do Sul como um período de ruptura de uma situação crítica do início de 2019 para um cenário em que são perceptíveis os efeitos das reformas, privatizações e diversas medidas de ajuste. O balanço apresentado nesta quinta-feira (10) pela Secretaria da Fazenda revela que o Rio Grande do Sul teve o melhor resultado orçamentário desde o Plano Real (1994), no montante de R$ 2,5 bilhões. Esse resultado positivo não era registrado desde 2009. Ao longo dos últimos 50 anos, o Rio Grande do Sul só havia atingido situação similar em sete exercícios, o que ocorre agora em 2021 novamente. Os demais anos de superávit orçamentário foram 1978, 1989, 1997, 1998, 2007, 2008 e 2009.

“Esses resultados devem-se à soma de iniciativas dos últimos anos, como os efeitos de médio e longo prazo das reformas”, explica o secretário da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso. Exemplo disso é que em 2021, mesmo que fossem expurgados os efeitos das privatizações, os principais indicadores ainda teriam significativa melhora quando comparados a 2020. O déficit previdenciário ficou em R$ 9,5 bilhões em 2021, menor do que os R$ 10,3 bilhões de 2020. Quando comparado com 2019, período anterior à Reforma RS, a queda é de R$ 3 bilhões (-24% nominais). “Os pagamentos dos fornecedores e da folha dos servidores também já estavam regularizados desde 2020, abrindo caminho para que, em 2021, avançassem os investimentos após as privatizações”, recorda Cardoso.

No ano passado, pela primeira vez, o Rio Grande do Sul ficou abaixo dos limites máximos para dívida desde a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), situando-se abaixo também dos limites máximos e prudenciais para pessoal. O Resultado Primário distingue-se do Resultado Orçamentário principalmente pela exclusão das despesas com o serviço da dívida. Em 2021, houve superávit primário de R$ 4,7 bilhões, com uma melhora de R$ 1,7 bilhão sobre o 2020 (R$ 2,8 bilhões). Esse resultado reflete os efeitos das reformas estruturais e o engajamento da atual gestão com o equilíbrio fiscal, além da retomada da atividade econômica e dos efeitos inflacionários recentes, com reflexos diretos na arrecadação do ICMS.

Crescimento das receitas
A arrecadação bruta de impostos, taxas e contribuições totalizou R$ 57,9 bilhões em 2021, correspondendo ao crescimento de aproximadamente 27% em relação ao ano anterior (R$ 45,5 bilhões). A receita bruta de ICMS, sem considerar os efeitos da operação de regularização contábil de parte da dívida de ICMS da CEEE-D, cujo impacto foi de R$ 2,5 bilhões, consistiu em R$ 44,8 bilhões frente a R$ 36,2 bilhões arrecadados no ano anterior, isto é, um incremento bruto de R$ 8,6 bilhões (+23,7%). A melhoria na arrecadação do ICMS decorre da recuperação da atividade econômica, da aceleração inflacionária e da base de comparação afetada fortemente pela pandemia, notadamente os meses de abril a julho de 2020.

Controle das despesas
Os gastos de pessoal registraram alta nominal de 2,1%, subindo de R$ 30,5 bilhões em 2020 para R$ 31,1 bilhões em 2021, abaixo da variação do IPCA no período (10,06%). O Rio Grande do Sul tem conseguido reverter a trajetória de crescimento real observado na última década por meio do controle das despesas de pessoal desde 2019 (vedação de aumentos) e dos impactos das reformas administrativa e previdenciária. com a administrativa, a expectativa é de desaceleração do crescimento da folha de pagamentos nos próximos anos.

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O número positivo não era registrado desde 2009

Conab reduz estimativa para produção da safra 2021/2022

Desempenho da atual colheita sofre impacto da forte estiagem

A soja deve amargar uma queda de produtividade de cerca de 9%

Apesar das adversidades climáticas decorrentes do fenômeno La Niña, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que produção brasileira de grãos na safra 2021/2022 será 5% maior que a do período anterior (2020/2021). O quinto levantamento relativo à atual safra estima que os produtores devem colher cerca de 268,2 milhões de toneladas de grãos – cerca de 12,8 milhões de toneladas a mais que a temporada passada.

Ainda melhor que o resultado da temporada 2020/2021, o total esperado representa uma redução das expectativas em comparação ao boletim divulgado em janeiro, no qual a companhia estatal estimava que a produção nacional de grãos poderia atingir 284,4 milhões de toneladas. Volume que, se alcançado, representaria um incremento de 12,5% em comparação ao do período anterior.

Um dos principais produtos exportados pelo Brasil, a soja deve amargar uma queda de produtividade de cerca de 9% em comparação à safra passada. Segundo a Conab, 16,8% das lavouras dedicadas ao cultivo da oleaginosa já foram colhidas. E ainda que o plantio tenha ocorrido dentro da janela ideal, adversidades climáticas afetaram as principais regiões produtoras a partir de novembro, gerando uma expectativa de que a produção total nacional não ultrapasse 125,4 milhões de toneladas, enquanto as exportações do produto devem ficar na casa das 80 milhões de toneladas. No boletim anterior, a previsão era de que a produção da oleaginosa atingisse 140,5 milhões de toneladas e as exportações, 89,3 milhões de toneladas.

Já em relação ao milho, a Conab acredita que a produção se recupere das dificuldades iniciais e que os produtores consigam colher 112,3 milhões de toneladas do grão – volume 29% superior ao de 2020/21. O resultado da primeira safra deve permanecer em 24 milhões de toneladas, ficando muito próximo ao total colhido na temporada passada. Já para a segunda safra é esperado aumento de 47% na colheita, podendo chegar a 86 milhões de toneladas. A maior produção e o real desvalorizado frente as principais moedas devem favorecer a exportação de cerca de 35 milhões de toneladas de milho.

Área cultivada
Devido tanto à redução da área cultivada, quanto a menor produtividade por hectare, a produção total de feijão deve se manter em torno das mesmas 3 milhões de toneladas do período anterior, sendo que a primeira safra da atual temporada deve apresentar uma queda na colheita de 4,2% – resultado que os técnicos da Conab acreditam que só não será pior porque a expectativa é que as próximas duas safras da leguminosa apresentem recuperação.

No caso do arroz, a Conab estima que a colheita deve atingir 10,5 milhões de toneladas. Resultado que, se confirmado, representará uma queda da produção em torno de 10%. O algodão, por sua vez, já está semeado em cerca de 79,6% da área destinada ao cultivo e a expectativa da estatal é que a produção cresça próximo a 15%, chegando a 6,6 milhões de toneladas. Além disso, a companhia estima que o volume do produto exportado deve ser 2,5% superior ao do último ano, alcançando 2,05 milhões de toneladas.

A Conab aponta as questões climáticas como um dos fatores determinantes para o cenário previsto por seus técnicos. Informação que o presidente da estatal, Guilherme Ribeiro, destacou, em nota. “O desempenho da atual safra sofre impacto da forte estiagem, verificada nos estados da região Sul do país e no centro-sul de Mato Grosso do Sul, que justifica as perdas expressivas nas produtividades estimadas, sobretudo nas lavouras de soja e milho”, sustenta Ribeiro. “Mesmo com índices pluviométricos mais regulares em comparação ao registrado em dezembro do ano passado, a chuva registrada em janeiro na região Sul não foi suficiente para atingir a média em toda a região”, pondera.

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Com Agência Brasil 

Desempenho da atual colheita sofre impacto da forte estiagem