Archives 2022

Conheça duas grandes plataformas de e-commerce e descubra qual a melhor para o seu negócio

Vender pela internet nunca foi tão necessário, o fato é que durante a pandemia, quando as pessoas começaram a viver em isolamento social, muitas empresas fecharam as portas e o movimento nas ruas diminuiu, fazendo com que as vendas para muitos tipos de negócios caíssem drasticamente.   Neste cenário, muitas empresas precisaram se reinventar e diversificar…

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Vender pela internet nunca foi tão necessário, o fato é que durante a pandemia, quando as pessoas começaram a viver em isolamento social, muitas empresas fecharam as portas e o movimento nas ruas diminuiu, fazendo com que as vendas para muitos tipos de negócios caíssem drasticamente.   Neste cenário, muitas empresas precisaram se reinventar e diversificar…
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Lucro da Sanepar avança 18% em 2021

Reajuste das tarifas ajudou no resultado

A Sanepar teve receita operacional de R$ 5,5 bilhões no ano passado

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) anunciou que teve receita operacional de R$ 5,5 bilhões em 2021, valor 8,4% maior do que em 2020. O lucro também avançou: totalizou R$ 1,1 bilhão, valor 18,2% maior do que em 2020. De acordo com a companhia, O aumento na receita operacional líquida é decorrente do reajuste tarifário de 5,1% a partir de fevereiro de 2021; da revisão tarifária de 5,7% a partir de maio de 2021; e crescimento dos volumes faturados de água e esgoto.

Devido à estiagem que afeta o Paraná há dois anos, especialmente a Região Metropolitana de Curitiba, a Sanepar implementou sistema de rodízio no fornecimento de água nas regiões abastecidas pelo Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região Metropolitana (SAIC) a partir de maio de 2020. Ao longo desse período, a companhia implementou uma série de medidas emergenciais e de obras estruturantes, além de fazer uma campanha de uso racional da água junto à população. O incremento de água nas barragens com as obras da Sanepar, a economia da população e as chuvas, principalmente na primeira quinzena do mês de janeiro de 2022, elevaram o nível médio do SAIC para 80%.

Em 19 de janeiro deste ano, foi possível instituir o fim do rodízio na Região Metropolitana de Curitiba, normalizando a distribuição de água para essa região. O volume médio disponível do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba (SAIC) é composto pelas Barragens Piraquara I, Piraquara II, Iraí e Passaúna. Em Foz do Iguaçu, a Sanepar utiliza a água da Barragem da Hidrelétrica Itaipu Binacional, do lago de Itaipu, no Rio Paraná. Em 31 de dezembro de 2021, o volume médio de reserva de água estava em 67%.

Reajuste das tarifas ajudou no resultado

Faturamento da Intelbras cresce 44% em 2021

O lucro líquido subiu 10,8%, para R$ 363,5 milhões

A área de segurança manteve seu ritmo de crescimento e concluiu o exercício de 2021 com um crescimento de 41,2% com relação ao exercício anterior

A Intelbras faturou R$ 3 bilhões em 2021. As vendas foram 44,6% maiores do que em 2020. O lucro líquido subiu 10,8%, para R$ 363,5 milhões (veja os principais resultados na tabela ao final desta reportagem). Com um crescimento de 19,5% com relação ao trimestre anterior, a empresa catarinense atingiu receita de R$ 906,7 milhões entre outubro e dezembro. Os três segmentos de atuação (segurança, comunicação e energia) apresentaram crescimento quando comparados ao trimestre anterior.

O destaque do trimestre ficou novamente ficou no segmento de energia, que avançou 179,4% com relação ao mesmo período do ano anterior e passou a representar 24% da receita operacional líquida da companhia. A área de segurança manteve seu ritmo de crescimento e concluiu o exercício de 2021 com um crescimento de 41,2% com relação ao exercício anterior. “Mesmo com todos os desafios logísticos ao longo do ano, o segmento de segurança manteve um crescimento estável e relevante, reforçando nossa posição de liderança nas principais categorias de produtos desse segmento. Já em comunicação, observamos um crescimento mais modesto com relação ao trimestre anterior, mas já previsto devido às restrições da cadeia de suprimentos”, detalha a empresa em seu relatório trimestral.

Embora o ambiente macroeconômico se mostre desafiador, a Intelbras afirma estar focada para que as oportunidades que se apresentem ao longo do ano sejam capturadas e transformadas em resultado. “Vemos com uma perspectiva muito positiva todo o crescimento do mercado de geração distribuída de energia solar, e estamos fazendo os investimentos necessários para que ao final de 2022, a companhia se torne um player ainda mais relevante neste segmento. Anunciamos, recentemente nossa maior aquisição da história, da Renovigi Energia Solar S/A, focada neste segmento”, destaca a empresa.

O lucro líquido subiu 10,8%, para R$ 363,5 milhões

Marcopolo vê recuperação da produção de ônibus neste ano

Companhia também ampliou produção no exterior

Mesmo diante dos fortes impactos provocados pela segunda onda de Covid-19, a Marcopolo manteve a liderança no mercado nacional em 2021

No último trimestre de 2021, a produção da Marcopolo cresceu 37% na comparação com o terceiro trimestre, indicando inflexão positiva na demanda. Em 2021, a Marcopolo produziu 11.230 unidades. Deste total, 21,8% foram fabricadas no exterior. Em comparação com o ano de 2020, a fábrica da Argentina registrou crescimento de 263,4%, com a produção de 843 unidades. A operação da África do Sul produziu 240 unidades, aumento de 41,2%, e a do México chegou ao número de 1.063 unidades, volume 46,8% superior na comparação anual.

No Brasil, a companhia produziu 7.308 ônibus direcionados ao mercado interno, representando uma redução de 18,2% em comparação a 2020. Já as exportações a partir da produção nacional, somaram 1.859 unidades, 18,7% inferior em relação ao último ano. Apesar dos desafios do mercado, o segmento de micro-ônibus destacou-se pelo bom desempenho, impulsionando a produção de Volare. Em 2021, a produção da marca cresceu 40,8% em comparação ao ano anterior, totalizando 3.398 veículos.

“Para este ano, acreditamos em uma melhora da performance, com o arrefecimento da pandemia em diversos mercados e crescimento de volumes em todos os segmentos”, avalia José Antonio Valiati, CFO e diretor de Relações com Investidores da Marcopolo.

Mesmo diante dos fortes impactos provocados pela segunda onda de Covid-19, a Marcopolo manteve a liderança no mercado nacional em 2021 e encerrou o ano com participação de 56,9%. O ligeiro recuo em relação ao ano anterior, quando a companhia respondia por 58,7%, é justificado pela ausência de grandes entregas de ônibus urbanos direcionados ao programa federal Caminho da Escola e também pela queda no volume das exportações.

Entre os segmentos que mantiveram o bom desempenho de vendas e que contribuiu com a manutenção da liderança de mercado está o fretamento. Em função das precauções de distanciamento social impostas pela pandemia, o segmento manteve o ritmo de negócios. Já o programa Caminho da Escola foi responsável pela entrega de 1.558 veículos em 2021: 517 micros, 259 urbanos e 782 modelos Volare. Em 2022, a companhia já tem pedidos para mais 3.501 unidades.

A Marcopolo também seguiu comprometida em inovar para fortalecer a sua presença no mercado. Em 2021, a companhia ampliou o portfólio de micro-ônibus com os modelos Volare New Attack e Volare Fly 10. Além disso, em julho, a companhia apresentou a linha de rodoviários Geração 8, um sucesso desde o lançamento e que ajudou a ampliar as vendas no segundo semestre de 2021.

Os negócios realizados pela Marcopolo em 2021 resultaram em um lucro líquido de R$ 358,4 milhões, com margem líquida de 10,2%. Em 2020, o lucro líquido da Marcopolo foi de R$ 90,7 milhões e margem líquida de 2,5%. O EBITDA alcançou R$ 333,5 milhões em 2021, com margem de 9,5%, contra R$ 268,5 milhões e margem de 7,5% em 2020. Os resultados foram, em grande parte, beneficiados por eventos extraordinários.

“A companhia projeta um crescimento das vendas e uma melhora do mercado nacional e internacional, além de novas entregas para o programa Caminho da Escola este ano. Acreditamos também que o sucesso do lançamento da Geração 8 contribuirá positivamente com os resultados em 2022”, ressalta Valiati.

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Companhia também ampliou produção no exterior

Dólar volta para R$ 5,10 com ocupação russa na Ucrânia

Bolsa cai apenas 0,3% após despencar 2,5% no dia

Apesar da alta de hoje, a moeda norte-americana acumula queda de 3,79% em fevereiro. Em 2022, a divisa recuou 8,4%

A ocupação da Ucrânia por tropas russas fez o mercado financeiro ter um dia de nervosismo global. O dólar, que na quarta-feira (23) tinha fechado R$ 5, teve a maior alta diária desde setembro do ano passado. A bolsa de valores chegou a cair 2,5%, mas recuperou-se perto do fim da sessão e fechou com pequena queda.

O dólar comercial fechou a quinta-feira (24) vendido a R$ 5,105, com alta de 2%. No pior momento do dia, por volta das 15h, a cotação chegou a R$ 5,15, mas a alta perdeu força nas horas finais de negociação, após declarações do presidente norte-americano, Joe Biden, de que o ataque militar russo está se desenrolando como previsto pelos Estados Unidos. Apesar da alta de hoje, a moeda norte-americana acumula queda de 3,79% em fevereiro. Em 2022, a divisa recuou 8,4%.

O mercado de ações teve um dia mais volátil. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 111.592 pontos, com queda de 0,3%. Durante a tarde, o indicador chegou a cair para 109 mil pontos, mas recuperou-se por causa da valorização das commodities (bens primários com cotação internacional), que se refletiu na alta de ações de mineradoras.

De forma geral, o aumento no preço das commodities ajudou a proteger o mercado financeiro de países emergentes das turbulências externas. Além disso, o aumento dos juros em várias economias emergentes estimula a entrada de fluxos estrangeiros, com investidores dispostos a aplicar em mercados mais arriscados. Atualmente, a Taxa Selic (juros básicos da economia) está em 10,75% ao ano, no maior nível desde julho de 2017.

Com Agência Brasil, baseada em informações da Reuters

Bolsa cai apenas 0,3% após despencar 2,5% no dia

Joe Biden anuncia maior sanção econômica da história à Rússia

O presidente afirmou que as medidas terão início nos próximos dias

“A Rússia não poderá negociar nem em dólares, nem em euros nem em ienes”, prometeu Biden

Durante coletiva na Casa Branca, em Washington, o presidente norte-americano Joe Biden anunciou sanções à Rússia após a invasão da Ucrânia, iniciada na madrugada desta quinta-feira (24). Segundo Biden, essa é “A maior sanção econômica já vista na história.”

O presidente afirmou que as medidas terão início nos próximos dias. “A Rússia não poderá negociar nem em dólares, nem em euros nem em ienes”. Segundo Biden, os títulos do governo russo já caíram mais de 30%. A moeda do país, o rublo, também segue em desvalorização perante o mercado internacional. Biden anunciou que todos os ativos dos bancos russos nos Estados Unidos (EUA) serão congelados. “Temos US$ 1 trilhão em ativos congelados; um terço dos bancos russos serão cortados do sistema financeiro SWIFT”, revelou. O sistema SWIFT é uma cooperação internacional que conecta instituições financeiras em mais de 200 países, e que é controlado pelos bancos centrais dos países que integram o G-10 – grupo das 10 maiores economias do mundo.

Biden declarou que os Estados Unidos reduzirão o acesso da Rússia à tecnologia e a financiamentos em setores estratégicos, como o aeroespacial. “Nossas ações afetarão mais da metade das exportações de alta tecnologia”, complementou. O presidente norte-americano destacou ainda que “Os EUA não estão fazendo isso sozinhos, Há meses estamos construindo uma coalizão de parceiros”, disse, citando França, Austrália, Reino Unido, e Nova Zelândia. Momentos antes da entrevista, Biden já havia alinhado as sanções anunciadas com os outros líderes do G7 – grupo composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. “Estão todos aliados”, informou.

Sobre os fornecimentos de combustíveis e gás natural, o político pediu para que as petrolíferas norte-americanas não se aproveitem da situação para aumentar preços. Ele garantiu que os EUA estão se coordenando com produtores de petróleo para garantir o fornecimento de energia global, e que há reservas de petróleo disponíveis.

Defesa de aliados
“Este foi um ataque premeditado”, declarou Biden. Ele lembrou que, durante muitas semanas vinha alertando o mundo do que ocorreria. E, segundo ele, quando o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), estava prestes a se reunir, Putin atacou a Ucrânia. Um encontro de 30 aliados da Organização do Atlântico Norte (Otan) deve acontecer na sexta-feira (25) para definir os próximos passos em relação às ações de guerra da Rússia. Na hipótese de futuras agressões a nações já integradas no tratado, Biden afirmou que “os Estados Unidos vão defender os aliados com toda sua força. A Otan está mais unida do que nunca.”, disse. O presidente declarou que ainda não está pronto para revelar qual posicionamento foi negociado com a China sobre o conflito.

Com Agência Brasil

O presidente afirmou que as medidas terão início nos próximos dias

Empresas Randon apresentam resultados recordes em 2021

Receita líquida consolidada da companhia alcançou R$ 9,1 bilhões, crescimento de 67%

O desempenho positivo foi impulsionado por um conjunto de estratégias implementadas nos últimos anos, como a diversificação de receitas da companhia

Em linha com o avanço apresentado nos últimos trimestres, as Empresas Randon encerram 2021 com resultados recordes na história da companhia. A receita líquida do ano registrou crescimento de 67% se comparado a 2020, alcançando R$ 9,1 bilhões. Já o lucro líquido alcançou R$ 697,9 milhões em 2021, 5% superior ao ano anterior (veja os principais indicadores na tabela ao final desta reportagem).

O desempenho positivo foi impulsionado por um conjunto de estratégias implementadas nos últimos anos, como a diversificação de receitas da companhia, que inclui diferentes geografias, aumento de capacidade, ampliação de portfólio, internacionalização e investimento em inovação. Adicionalmente, a demanda aquecida nos setores de atuação da empresa também contribuiu para os resultados de 2021, principalmente os segmentos de implementos rodoviários, autopeças e reposição.

“O crescimento das Empresas Randon tem sido acelerado e de forma sustentável, alicerçado pelo nosso modelo de negócios diversificado, que amplia a resiliência das nossas operações. Expandimos nossa atuação em setores pujantes, como o agronegócio, e reforçamos nossa presença no segmento de reposição, equilibrando ainda mais nossas fontes de receita”, reforça Paulo Prignolato, CFO das Empresas Randon.

O ano de 2021 também foi um marco para movimentos importantes envolvendo inovação, com a consolidação de projetos estratégicos. A companhia apresentou a Nione, unidade criada a partir da descoberta de um novo método para obtenção de nanopartículas de nióbio em larga escala, e a Fras-le Smart Composites, linha de produtos que possibilita uma alternativa moderna a itens fabricados em aço, mais leve, resistente e flexível em design para fabricação de itens estruturais e com aplicação de engenharia avançada. Além disso, houve a aquisição da Auttom, empresa com foco em automação, e a criação da primeira fintech das Empresas Randon, a R4 Digital.

“Por meio de investimento em pesquisas e novas tecnologias, passamos a apresentar soluções disruptivas, inéditas no mercado global. Também tivemos mais um passo importante para a nossa governança, com o Sérgio L. Carvalho, até então COO da companhia, assumindo como CEO das Empresas Randon. E tudo isso baseado em um pilar importante: a sustentabilidade, que deu origem aos nossos compromissos ESG, lançados em 2021, e que estão totalmente conectados com nossa estratégia de negócio, com a nossa transformação e com a perpetuação das Empresas Randon”, destaca o presidente das Empresas Randon, Daniel Randon.

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Receita líquida consolidada da companhia alcançou R$ 9,1 bilhões, crescimento de 67%

Superávit primário bate recorde e totaliza R$ 76,5 bi em janeiro

Esse foi o melhor resultado para todos os meses desde 1997

Aumento na arrecadação impulsionou resultado positivo

Impulsionadas pelo aumento da arrecadação em janeiro, as contas do Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – iniciaram 2022 com superávit recorde. No mês passado, o resultado ficou positivo em R$ 76,5 bilhões. Esse foi o melhor resultado para todos os meses desde o início da série histórica, em 1997. O segundo melhor havia sido registrado em outubro de 2016 (superávit de R$ 52,9 bilhões a preços atuais) e em setembro de 2010 (R$ 51,1 bilhões a preços atuais). Nas duas ocasiões, no entanto, o superávit havia sido inflado por receitas atípicas.

O superávit primário representa a economia de recursos pelo governo desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. O resultado de janeiro veio melhor que o esperado pelas instituições financeiras. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Economia, os analistas de mercado esperavam resultado positivo de R$ 44 bilhões no mês passado.

Em outubro de 2016, ocorreu uma repatriação de recursos mantidos por brasileiros no exterior. Na ocasião, o governo concedeu uma anistia a quem trouxesse dinheiro de volta ao país, sem a acusação de crime de evasão de divisas. Em 2010, o resultado foi impulsionado pela capitalização da Petrobras, durante o processo de cessão onerosa do petróleo na camada pré-sal.

Apesar do superávit em janeiro, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estipula meta de déficit primário de R$ 170,5 bilhões para este ano. O Orçamento Geral da União de 2022 reduziu a estimativa de déficit para R$ 79,3 bilhões, mas o valor levado em conta para o cumprimento das metas fiscais é o da LDO.

Arrecadação atípica
O resultado de janeiro deste ano decorreu do aumento das receitas e da relativa estabilidade das despesas. No mês passado, as receitas líquidas cresceram 30,5% em relação a janeiro do ano passado em valores nominais. Descontada a inflação, o crescimento ficou em 18,2% acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). As despesas totais cresceram 12,9% em valores nominais e 2,2% acima do IPCA na mesma comparação.

No mês passado, dois fatores impulsionaram o crescimento das receitas: as arrecadações atípicas do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido decorrentes de lucros maiores que o previsto pelas empresas e o adiamento do pagamento de quotas do Imposto de Renda em 2021, por causa da segunda onda da pandemia de Covid-19. Como a medida não se repetiu neste ano, a arrecadação subiu além do previsto.

O crescimento de R$ 8,1 bilhões no pagamento de royalties também ajudou os cofres federais. As receitas subiram 81,9% acima da inflação em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, impulsionada pela alta no preço internacional do petróleo, que está na maior cotação em oito anos por causa do conflito entre Rússia e Ucrânia.

Do lado das despesas, aumentaram os gastos com despesas obrigatórias com controle de fluxo, que subiram R$ 5,6 bilhões (+53,9%) acima da inflação em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2021. A alta foi impulsionada pelo pagamento do benefício mínimo de R$ 400 do Auxílio Brasil. Em contrapartida, os gastos com o funcionalismo federal caíram 6,9% descontada a inflação, refletindo o congelamento de salários dos servidores públicos que vigorou entre junho de 2020 e dezembro de 2021. As despesas com a Previdência Social recuaram 1,3%, também considerando a inflação, por causa da reforma aprovada em 2019.

Em relação aos investimentos (obras públicas e compra de equipamentos), o governo federal investiu R$ 742 milhões em janeiro, queda de 21,5% em relação ao mesmo mês de 2021, descontada a inflação pelo IPCA. O recuo ocorre perante uma base fraca de comparação. Em janeiro do ano passado, o Orçamento não tinha sido aprovado, e todos os investimentos eram executados apenas com restos a pagar (verbas autorizadas em anos anteriores).

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Com Agência Brasil 

Esse foi o melhor resultado para todos os meses desde 1997

Fiesc reconhece Altenburg como referência de empresa familiar profissional

Companhia comemora o aniversário de 100 anos de fundação nesta sexta-feira

O continuador, como Rui prefere chamar o sucessor Tiago, diz que o maior desafio será mesclar a avidez da juventude com o legado e sonhos que Rui Altenburg deixará para futuras implementações

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) considera a Altenburg, que chega aos 100 anos de fundação nesta sexta-feira, dia 25 de fevereiro, referência de empresa familiar profissional. “O centenário da Altenburg é motivo de orgulho para nós. Ela representa a essência da indústria catarinense. É uma empresa familiar, que nasceu pequena, em condições adversas, mas perseverou com profissionalismo, qualidade, responsabilidade e inovação. Assim, tornou-se uma referência no Brasil”, afirma, Mario Cezar de Aguiar, presidente da federação. “Além disso, envolve-se nas questões da comunidade e no associativismo”, completa, lembrando que o presidente da companhia, Rui Altenburg, é vice-presidente estratégico da Fiesc.

A Altenburg nasceu da necessidade de sustento da família. Em 1922, Johanna Altenburg, viúva, iniciava em sua residência, em Blumenau, a produção artesanal de acolchoados. Das mãos de uma mãe batalhadora nasceram os primeiros acolchoados e travesseiros confeccionados com algodão, lã de carneiro e penas de ganso. Atendendo a pequenas encomendas, o zelo de Johanna conquistou a comunidade do entorno. A qualidade dos acolchoados persistiu no pós-guerra, quando a pequena fábrica, fundada em Blumenau, ganhou um novo impulso. Em 1946, seu filho Arno assumiu o empreendimento, ao lado de sua esposa Anna. Com o objetivo de impulsionar o crescimento da empresa, que ganhava espaço no sul e sudeste do país, o jovem casal realizou as primeiras ampliações do parque fabril, adquiriu maquinário especializado e, em 1969, inaugurou a primeira loja, anexa ao parque fabril existente na época.

A partir de 1970, Rui Altenburg, o filho mais jovem de Arno e Anna, iniciou a jornada de ampliar o negócio e perenizar o legado de sua família. A inovação e a busca por novos produtos sempre foram predominantes em sua gestão. Rui relembra que a Altenburg foi a primeira empresa a trazer ao Brasil roupas de cama com tratamento Easy Care, que dispensam a utilização do ferro de passar. A empresa também foi ganhadora de um importante prêmio nacional de sustentabilidade em 2010, com o lançamento do travesseiro Ecofriendly, com recheio de fibras derivadas de garrafas PET. Atualmente, utiliza mais de 150 milhões de garrafas PET na produção de travesseiros, edredons e também na fabricação de painéis termo acústicos, produtos importantes para inovação e sustentabilidade das construções. No ramo de construção civil, o grupo atua com a marca Ecofiber, que também atende o mercado moveleiro.

A persistência e o desprendimento para ousar sempre foram os combustíveis que moveram as ações do presidente da empresa. Contrariando todos os movimentos do mercado, a Altenburg modernizou a linha de produção e diversificou o portfólio de produtos. Esse investimento assertivo teve como primeiro grande marco a aquisição de duas novas unidades, instaladas às margens da BR 470, na cidade de Blumenau. A unidade I foi adquirida em 1986 e a unidade II, que concentra em seu espaço o primeiro Outlet da marca, entrou em operação no ano de 2002.

Terceira geração da família
Quando Arno e Anna confiaram a administração da Altenburg à terceira geração da família, Rui somava pouco mais de vinte anos de idade. Apesar de jovem, conhecia o negócio como ninguém, pois cresceu dentro da fábrica. “Inicialmente, só fabricávamos acolchoados, que são os edredons de hoje. A produção era muito sazonal, no inverno. Lógico que também fabricávamos travesseiros, mas não para comercializar em grande escala. Para conseguir nivelar o faturamento, precisamos investir, inovar, trazer ao mercado colchas e artigos leves que também pudessem ser usados em outras estações do ano. A partir disso, passamos a ter uma fabricação mais intensa de travesseiros. Primeiramente de travesseiros de algodão, depois entramos com o travesseiro de fibras sintéticas e, com isso, já conseguimos maior equilíbrio. Depois, nós iniciamos com as roupas de cama e, agora, há mais de uma década, com a coleção de toalhas de banho também”, destaca.

Semelhante a Rui, seus filhos, que representam a quarta geração da família, cresceram acompanhando os grandes marcos da fábrica. A criação de uma holding de negócios no ano de 2004 anunciava o início da trajetória profissional constituída por Danielle, Tiago e Gabriel. Tiago assumiu a área de projetos em 2007, após a conclusão da sua formação em engenharia industrial têxtil, no SENAI-Cetiqt, no Rio de Janeiro. Em 2009, foi a vez de Danielle, recém-chegada da Itália, onde estudou gestão de marcas e moda. A primogênita de Rui dirigiu o projeto de criação da primeira Altenburg Store em São Paulo, iniciando o sonho de ampliar a rede de lojas.

Seguindo o caminho traçado pelos irmãos, Gabriel ingressou em um projeto de trainee em 2010, tendo a oportunidade de conhecer de perto e atuar em todos os setores da empresa. Atualmente cuida do programa “Bem mais Sustentável”, projeto que visa agrupar as iniciativas de sustentabilidade da empresa alinhadas ao propósito de ampliar o bem-estar na vida das pessoas. Nestes últimos 15 anos, em que pai e filhos administram o negócio, a Altenburg deixou de ser somente uma indústria para atuar também no varejo. Atualmente, são 14 lojas próprias e a marca está presente em mais de 10 mil pontos de venda por todos os estados brasileiros.

Sucessão familiar
O neto de Johanna anunciou que já tem o nome do seu sucessor e que já vem o preparando há 15 anos. Tiago Altenburg será o novo presidente da companhia e deve assumir ao longo deste ano. Com a mudança, Rui passará a presidir o conselho consultivo. “A sucessão não é um evento, mas um processo, e tivemos tempo de construir uma relação diferente dentro da empresa. Dentre as prioridades da nova gestão destaca-se: desenvolver novas lideranças, ampliar a automação e digitalização de processos, aumentar a inovação em produtos e ampliar a nossa rede de lojas. Nestes 15 anos de Altenburg aprendi que cada coisa acontece ao seu tempo. Paciência e resiliência são características importantes para ser um continuador e perpetuar o legado do meu pai, avós e bisavó”, diz Tiago.

Mirando no futuro, Tiago avalia com otimismo o cenário atual. “São muitos os desafios e estamos preparados. Acredito firmemente em nosso propósito e sua conexão com o novo consumidor, mais conectado e ávido por produtos que proporcionem experiências positivas; Isso tudo, com respaldo financeiro. Nos últimos anos temos registrado um crescimento na ordem de 10 a 15%, a receita anual do grupo ultrapassou os 610 milhões em 2021. Existe um estudo para ampliação da rede de lojas, bem como trabalhamos num e-commerce B2B, com a solidez de mais de 10 anos da nossa operação do B2C”, comenta.

O continuador, como Rui prefere chamar o seu sucessor, diz que o maior desafio será mesclar a avidez da juventude com o legado e sonhos que Rui Altenburg deixará para futuras implementações. “Além disso, a internacionalização da marca, que hoje já exporta para mais de 30 países, é um dos grandes passos a médio prazo”, finaliza Tiago Altenburg.

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Companhia comemora o aniversário de 100 anos de fundação nesta sexta-feira

Bolsa cai com aversão a risco global após invasão russa na Ucrânia

Dólar comercial apresenta forte alta e preços do petróleo avançam

Bolsa brasileira chegou a marcar a mínima de 109.348 pontos

Assim como as bolsas ao redor de todo o mundo, o Ibovespa também registra queda na manhã desta quinta-feira (24) depois da invasão e os ataques da Rússia à Ucrânia terem se confirmado. Ao meio-dia, o índice marcava retração de 2%, para 109.754, após mínima de 109.348 pontos. O dólar comercial também disparou. Depois de ter atingido na véspera R$ 5,004, com recuo de 0,95%, a moeda norte-americana era vendida a R$ 5,1274 – um avanço de 2,4%. Os juros futuros tomaram o mesmo caminho. A taxa do contrato futuro de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 passa de 12,37% no ajuste anterior para 12,425% e a taxa do DI janeiro de 2024 sobe de 11,84% para 11,975%, perto da máxima de 11,995%.

Os preços do petróleo têm alta acelerada, com o Brent sendo negociado acima de US$ 100 o barril. Perto de 11h15, o contrato do WTI para abril subia 7,9%, para US$ 99,45. O vencimento do Brent para o mesmo mês tinha valorização de 8,1%, cotado a US$ 104,71. É a primeira vez desde 2014 que o Brent ultrapassa a barreira de US$ 100 o barril.

A invasão russa na Ucrânia paralisou as negociações de trigo e milho na bolsa de Chicago pela manhã. No pré-mercado, os contratos mais negociados dos cereais subiam mais de 5%. Rússia e Ucrânia são, respectivamente, o primeiro e o terceiro principais países exportadores de trigo do mundo. No total, russos e ucranianos deverão embarcar 59 milhões de toneladas na safra 2021/2022, quase um terço do previsto, de acordo com os dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). As duas nações também são responsáveis por 20% dos embarques mundiais de milho.

Conflito armado
O exército da Rússia confirmou que iniciou os ataques na madrugada desta quinta-feira. O ataque inicial teria começado pelas fronteiras da Rússia, Crimeia e Bielorússia. A Ucrânia afirmou ter abatido cinco aviões russos e um helicóptero. “A Rússia lançou ataques contra nossa infraestrutura militar e postos fronteiriços”, comunicou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em vídeo divulgado no Telegram. Ele impôs a lei marcial em todo o território e pediu aos ucranianos que evitem “pânico” e confiem na capacidade do exército na defesa do país. O ministro das relações exteriores da Ucrânia, Dmytro Kouleba, acusou a Rússia de ter iniciado uma “invasão em larga escala”.

Explosões aconteceram em pelo menos cinco cidades da Ucrânia, incluindo a capital, Kiev, horas depois de o presidente russo, Vladimir Putin, ter anunciado o início de operação militar. Pelo menos duas explosões foram ouvidas, de madrugada (horário local), em Kiev. A cidade portuária de Mariupol foi atingida por bombardeios de artilharia. Com 500 mil habitantes, Mariupol é a maior cidade na fronteira com as autoproclamadas repúblicas separatistas pró-russas de Donetsk e Luhansk. Kharkiv, no leste da Ucrânia, e o Porto de Odessa, no Mar Negro, no sul, também registraram explosões.

Dólar comercial apresenta forte alta e preços do petróleo avançam

Irani atinge receita de R$ 1,6 bilhão em 2021

O lucro foi multiplicado por três no mesmo período

O resultado foi reflexo da boa performance de vendas e preços dos segmentos em que a empresa atua

A Irani Papel e Embalagem obteve receita líquida de R$ 1,6 bilhão em 2021, valor 56% maior do que alcançou em 2020. O lucro foi multiplicado por três no mesmo período (veja os principais indicadores na tabela ao final desta reportagem). De acordo com a companhia, o resultado foi reflexo da boa performance de vendas e preços dos segmentos em que a empresa atua, em especial o expressivo crescimento de preços de todos os setores no comparativo com o ano anterior. O mercado doméstico representou 84% das vendas.

O principal segmento de atuação da Irani é o de embalagens sustentáveis (papelão ondulado), responsável por 56% da receita líquida consolidada em 2021, seguido pelos segmentos papel para embalagens sustentáveis (papel) com 33%, e resinas sustentáveis, com 11%.

A empresa destaca em seu relatório trimestral que contratou financiamento de R$ 484 milhões da Finame (Agência Especial de Financiamento Industrial) do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). De acordo com o documento, o montante será destinado à execução dos investimentos previstos na Plataforma Gaia. A operação possui prazo total de 16 anos, dos quais três anos são de carência para amortização de principal. Os juros são exigidos semestralmente durante o período de carência e amortização.

A companhia mantém sua estratégia de investir na modernização e na automação dos seus processos produtivos. Os investimentos do quarto trimestre somaram R$ 148,9 milhões e foram basicamente direcionados para reflorestamento, manutenção e melhorias das estruturas físicas, software, máquinas e equipamentos.

O lucro foi multiplicado por três no mesmo período

Desemprego cai para 11,1% no quarto trimestre

O número de trabalhadores informais cresceu 9,9% frente a 2020

O maior crescimento percentual veio da construção, que ocupou 845 mil pessoas a mais

A taxa de desocupação caiu para 11,1% no quarto trimestre, recuo de 1,5 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior (12,6%). Já a taxa média anual foi de 13,2%, o que indica uma tendência de recuperação frente à de 2020 (13,8%), ano em que o mercado de trabalho sentiu os maiores impactos da pandemia causada pelo coronavírus. Embora o cenário tenha melhorado em 2021, o patamar pré-Covid ainda não foi recuperado. Em 2019, a taxa anual de desocupação havia sido de 12,0%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE.

A coordenadora de trabalho e rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, explica que a taxa média de desocupação de 13,2%, a segunda maior da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012, reflete a situação do mercado de trabalho em um momento em que a ocupação voltou a crescer após um ano de perdas intensas. “Muitas pessoas ao longo dos dois anos perderam suas ocupações e várias delas interromperam a busca por trabalho no início de 2020 por causa da pandemia. Depois houve uma retomada dessa busca, ainda que o panorama econômico estivesse bastante desfavorável, ou seja, não havia uma resposta elevada na geração de ocupação. Em 2021, com o avanço da vacinação e a melhora no cenário, houve crescimento do número de trabalhadores, mas ainda persiste um elevado contingente de pessoas em busca de ocupação”, diz.

Essa taxa média de desocupação equivale a 13,9 milhões de desempregados no país, contingente que ficou estável frente ao ano anterior. Por outro lado, a força de trabalho, soma dos ocupados e desocupados, aumentou 4,3% no mesmo período. Esse crescimento foi impactado pelo aumento de 5% na ocupação ou de 4,3 milhões de pessoas. Em 2021, os ocupados foram estimados em 91,3 milhões. “É um ano de recuperação para alguns indicadores, mas não é o ano de superação das perdas, até porque a pandemia não acabou, e seus impactos, ainda em curso, afetam diversas atividades econômicas e o rendimento do trabalhador. Há um processo de recuperação, mas ainda estamos distantes dos patamares de antes da pandemia”, afirma a pesquisadora.

O aumento na ocupação foi disseminado por diversas atividades econômicas. O maior crescimento percentual veio da construção (13,8%), que ocupou 845 mil pessoas a mais. O comércio, setor bastante impactado pela pandemia, teve ganho de 5,4% na comparação com 2020, o que representa um acréscimo de 881 mil pessoas. Mesmo assim, o contingente de trabalhadores desse segmento permaneceu menor que o de 2019, quando havia 18,1 milhões de pessoas ocupadas. A indústria foi outra atividade que não conseguiu recuperar as perdas de 2020. Em um ano, houve aumento de 3,9% ou de 446 mil pessoas trabalhando no setor. Mas na comparação com 2019, o número de trabalhadores caiu 3,1%.

O ano de 2021 foi marcado também pelo início de recuperação da ocupação dos setores de serviços, que, assim como o comércio, foram muito prejudicados pela pandemia. Dentre eles, o destaque ficou com os serviços domésticos, que tiveram o maior aumento percentual (6,7% ou 327 mil pessoas). Também houve avanço no segmento de alojamento e alimentação, que cresceu a sua ocupação em 5,4% ou 238 mil pessoas.

Taxa de informalidade avança para 40,1%
De forma geral, com o aumento da ocupação, a informalidade também se expandiu. No ano passado, os trabalhadores informais somavam 36,6 milhões, um aumento de 9,9% frente a 2020. Isso levou a taxa de informalidade a subir de 38,3% para 40,1% nesse período. Representantes desse mercado informal, os empregados sem carteira assinada no setor privado aumentaram em 11,1% e passaram a ser 11,2 milhões de pessoas. “O crescimento da informalidade nos mostra a forma de recuperação da ocupação no país, baseada principalmente no trabalho por conta própria. Tanto no segundo semestre de 2020 quanto no decorrer de 2021, a população informal foi a que mais avançou”, afirma a coordenadora da pesquisa.

Mas o trabalho formal também cresceu. Entre os empregados do setor privado com carteira, houve expansão de 2,6%, chegando a 32,9 milhões de pessoas. Em 2020, essa categoria sofreu a maior queda da série histórica (-6,9%). “Foi um ano em que muitas empresas fecharam e demitiram seus funcionários e há mais dificuldade em recuperar esse tipo de vínculo de trabalho do que o informal. Mas vale ressaltar que, dentre o trabalho formal, houve crescimento do número de trabalhadores por conta própria com CNPJ, que atingiu um recorde na série histórica da pesquisa, iniciada em 2016 para esse indicador”. A soma dos trabalhadores por conta própria (com e sem CNPJ) também atingiu o maior número da série (24,9 milhões).

Acompanhando o crescimento do número de ocupados, o nível da ocupação subiu para 53,2%. Em 2020, essa proporção havia sido de 51,2%, a menor desde 2012, quando a série histórica foi iniciada. O nível da ocupação indica o percentual de pessoas em idade de trabalhar que efetivamente estavam ocupados no período. “Houve um incremento em relação ao ano anterior, mas é um nível inferior ao de 2019 (56%). Isso acontece porque naquele ano tínhamos uma população ocupada de 94,3 milhões e houve um declínio de quase 3 milhões de trabalhadores nesse período (de 2019 para 2021)”, destaca Adriana.

Em 2021, a força de trabalho potencial caiu 13,5% frente ao ano anterior. Nesse grupo estão as pessoas que não estavam ocupadas nem desocupadas, mas que tinham potencial para conseguir uma vaga no mercado de trabalho. Elas somavam, em 2021, 10 milhões. Dentro desse grupo estão os desalentados, pessoas que estavam disponíveis e gostariam de conseguir um trabalho, mas não o procuraram. Nesse contingente houve queda de 3,1%, totalizando 5,3 milhões. No ano anterior, o número de desalentados foi o maior da série histórica: 5,5 milhões.

Mais sobre a pesquisa
A PNAD Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE.

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O número de trabalhadores informais cresceu 9,9% frente a 2020

Startup catarinense usa nanopartículas para detectar bactéria

TNS Nano patenteou um teste que revela resultado em até 12 horas

Revella Test tem potencial para ser utilizado em outras bactérias de interesse para a indústria

Um teste para detectar a bactéria salmonella em alimentos leva cerca de uma semana para ficar pronto. Já o Revella Test, desenvolvido por uma empresa catarinense, apresenta o resultado entre duas e 12 horas. A tecnologia inovadora usa nanopartículas de ouro na sua composição e recebeu patente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). A startup TNS Nano tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

Salmonella é uma bactéria que causa intoxicação alimentar e, em casos raros, pode provocar graves infecções e até mesmo a morte. Pode ser encontrada nos animais e em farelos, como o de soja. Para evitar a contaminação, há uma série de medidas necessárias, como a sua detecção por meio de testes. O Revella Test é um deles, que usa uma tecnologia inovadora. Um farelo, como o de soja, ou uma proteína animal é colocado em uma solução de cor rosa. Apesar dessa coloração, ela é formada por nanopartículas de ouro. Se o material ou produto testado não conter salmonela, a cor de detecção permanece a mesma.

Se tiver a presença da bactéria, ela se liga nas nanopartículas promovendo a mudança de cor (perceptível a olho nu). “Quando a salmonella se liga ao kit, o complexo químico tende a se aglomerar e decantar. Este fenômeno altera a cor do kit de rosa para o azul”, explica Gabriel de Freitas Nunes, diretor-geral da TNS Nano. De acordo com ele, o Revella Test consegue detectar a salmonela em proteína animal (como o frango), em granjas (através de amostras ambientais) e em farelos (como o de soja, trigo e milho). Entretanto, tem potencial para ser utilizado em outras bactérias de interesse para a indústria. No momento, a startup já tem tratativas com uma empresa global de análises de carregamentos de farelos para exportação.

“Os carregamentos não podem ter contaminação. Caso chegue um carregamento de farelo contaminado na Europa, por exemplo, ele precisará ser retratado com químicos para resolver a contaminação. Se não for resolvido, ele sofre embargo ou é vendido para outro local com pré-requisito menor, podendo também retornar ao Brasil ou até ser descartado”, explica Nunes.

Como o kit de detecção leva até 12 horas, o controle consegue ser feito durante o carregamento. “Do contrário, o resultado sairia sete dias após o carregamento, com o navio no meio do Oceano (como é feito atualmente)”, justifica Nunes. “A intenção é penetrar ainda mais no mercado com parcerias estratégicas, seja via farelos, seja via proteína animal (onde o Brasil e o mundo precisam de atenção). O nosso plano é colocar o Revella Test como um produto de fácil acesso ao mercado de grande volume e responsabilidade. Com isso, traremos mais segurança para a cadeia de proteínas (animal ou vegetal) de forma a vermos em breve a cadeia de produção e distribuição livre de salmonella”, justifica.

A startup tem apoio da Fapesc e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) por meio do Tecnova II SC. Ao todo, o programa destinou mais de R$ 7,5 milhões para contemplar 28 empresas em todo o território catarinense. “Com o Tecnova melhoramos a robustez do produto. Nós tínhamos uma invenção brilhante, mas para se tornar inovação ela precisava ser aceita pelo mercado, ter um valor para a sociedade”, diz Nunes.

A empresa, que hoje conta com 40 funcionários, cresceu em média 145% nos últimos três anos. E também exporta para 15 países, com produtos para o B2B industrial e agronegócio. Criada em 2009, participou do Sinapse da Inovação, um programa de incentivo ao empreendedorismo inovador idealizado pela Fundação Certi e desenvolvido pela Fapesc. Nunes também conquistou o segundo lugar no prêmio Stemmer 2014, na categoria Protagonista da Inovação.

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TNS Nano patenteou um teste que revela resultado em até 12 horas

Arrecadação de impostos federais aumentou 18,3% em janeiro

Resultado é o maior para o mês desde 1995

O IRPJ e a CSLL apresentaram um crescimento na arrecadação, especialmente das empresas que fecharam seus balanços no mês de dezembro

A arrecadação total das receitas federais fechou o mês de janeiro em R$ 235,3 bilhões, informou nesta quarta-feira (23) o Ministério da Economia. O valor, melhor resultado para o mês desde 1995, representa um acréscimo real de 18,3% em relação a janeiro de 2021, descontada a inflação medida pelo Índice de Preços Amplo ao Consumidor (IPCA), que fechou o ano em 10,06%.

Em relação às receitas administradas pela Receita Federal, o valor arrecadado em janeiro de 2022 foi de R$ 217,4 bilhões, representando um acréscimo real (IPCA) de 14,6%. De acordo com o Banco Central (BC), o aumento observado no mês de janeiro pode ser explicado, principalmente, por pagamentos atípicos de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ), da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) e pelo diferimento das quotas do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) que seriam pagas em 2021 e pelo comportamento das compensações efetuadas.

O IRPJ e a CSLL apresentaram um crescimento na arrecadação, especialmente das empresas que fecharam seus balanços no mês de dezembro de 2021, totalizando uma arrecadação de R$ 84,1 bilhões, com crescimento real de 32,4%. Já a Cofins e o PIS/Pasep apresentaram uma arrecadação conjunta de R$ 36,4 bilhões, representando um acréscimo real de 8,5%. Esse desempenho é explicado pelo decréscimo real de 2,7% no volume de vendas, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PMC-IBGE), e aumento real de 10,4% no volume de serviços, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS-IBGE) entre dezembro de 2020 e dezembro de 2021.

Também houve um aumento real de 6,6% na arrecadação das empresas não financeiras, com destaque para o setor de combustíveis; acréscimo real de 13,8% na arrecadação das importações; e declínio de 32% no volume de compensações tributárias. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) arrecadou R$ 4,6 milhões, representando acréscimo real de 91,9%. Esse resultado é explicado pelo crescimento do volume das operações de crédito contratadas por pessoas jurídicas e por pessoas físicas.

Com Agência Brasil 

Resultado é o maior para o mês desde 1995

Vendas dos shoppings Almeida Junior têm forte crescimento sobre período pré-pandemia

Resultado é impulsionado pela dominância das unidades da rede em Santa Catarina

“O setor, de forma geral, espera essa recuperação em 2022, mas nós estamos um ano adiantados”, evidencia o fundador e CEO da Almeida Junior, Jaimes Almeida Junior

O ano de 2021 foi de crescimento para os seis shoppings do grupo Almeida Junior. Em comparação a 2020, as vendas aumentaram 33,8%. Em especial, a comercialização dos últimos três meses de 2021 registraram recorde trimestral histórico da companhia, com alta de 24% sobre o mesmo período de 2020. “Esse crescimento é muito importante por registrar a excepcional performance dos nossos shoppings em relação ao período pré-pandemia. O setor, de forma geral, espera essa recuperação em 2022, mas nós estamos um ano adiantados, o que comprova também a dominância dos nossos ativos e assertividade na estratégia de crescimento focado em Santa Catarina, a Suíça do Sul, com 71% de market share no setor”, explica o fundador e CEO da Almeida Junior, Jaimes Almeida Junior.

A Almeida Junior mais uma vez apresenta crescimento significativo também nas principais métricas do setor, operando inclusive em níveis melhores do que o mesmo período pré-pandemia. O SSR (Same Store Rent, ou aluguel sobre as mesmas lojas) apresentou um crescimento em 2021 de 21,9%, quando comparado a 2019. Em comparação com 2020, houve um avanço de 33,2%. O desempenho positivo dos aluguéis é fruto de fatores como aceleração do IGPM no período, diminuição substancial sobre descontos concedidos e melhor qualificação do mix.

O CEO ressalta que, mesmo com o repasse do reajuste, os shopping centers da Almeida Junior têm o menor custo de ocupação para os lojistas entre as companhias de capital aberto, encerrando em 10,2% em 2021. Já o SSS (Same Store Sales, ou vendas sobre as mesmas lojas) cresceu 29,9% em 2021 em comparação com 2020. A Almeida Junior terminou o ano de 2021 com 94,5% de taxa de ocupação com um tenant mix de qualidade superior ao período pré-pandemia.

Os bons resultados foram registrados em todas as seis unidades do grupo, que trouxeram novidades no mix de suas operações ao longo do ano. “Esses movimentos provam o diferencial dos empreendimentos, bem como desde o segundo trimestre de 2021, observamos um crescimento material no fluxo e nas vendas dos lojistas. A Almeida Junior demonstrou durante a pandemia enorme resiliência com seus resultados financeiros o que nos leva a um sentimento extremamente positivo para 2022 e com o futuro da companhia”, acrescenta Jaimes Almeida Junior.

A Almeida Junior possui 225 mil metros quadrados área bruta locável e tem como estratégia de crescimento “brownfield” expansões junto a seus seis shopping centers, com potencial de aumentar sua área atual para 273 mil metros quadrados e elevar ainda mais seu market share em Santa Catarina. O Balneário Shopping, em Balneário Camboriú, está com 100% de taxa de ocupação e já possui o alvará de sua expansão emitido para atingir 58 mil metros quadrados de ABL. O Neumarkt Shopping em Blumenau, com 99% de ocupação, também está com o projeto de expansão concluído e os demais quatro shoppings serão expandidos em sequência.

Em novembro de 2021 o grupo obteve o registro de companhia aberta junto à CVM (Comissão de Valores Imobiliários), um marco importante para a Almeida Junior. “Estamos confiantes e sem pressa, observando o mercado, analisando oportunidades e aguardando o melhor momento para fazermos o nosso IPO”, afirma o CEO.

Resultado é impulsionado pela dominância das unidades da rede em Santa Catarina