Archives 2022

Fortis anuncia aquisição da paranaense Oktagon

Desenvolvedora de jogos mobile foi crida em 2008 em Londrina

A Oktagon já desenvolveu games de projeção como o Magic Puzzle Quest

A Fortis, nova multinacional norte-americana de games, anunciou que está comprando a Oktagon, desenvolvedora de jogos mobile criada por Ronaldo Cruz, Fernando Camargo e Bruno Gaspar em 2008. A companhia tem sede em Londrina, na região norte do Paraná.

A Oktagon já desenvolveu games de projeção como o Magic Puzzle Quest e chegou a receber um aporte de R$ 2 milhões em 2012. A Fortis possui 150 funcionários em várias regiões e sua principal acionista, a Sands, opera vários resorts, entre eles o Marina Bay Sands em Singapura e o The Venetian Macao, de acordo com informações da Forbes. O valor da transação não foi divulgado pelas empresas.

A indústria brasileira de games vem registrando números recordes. No ano passado, as exportações de jogos desenvolvidos aqui cresceram 600% representadas por um total de 140 empresas participantes do projeto Brazil Games. A iniciativa é da APEX e da Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames).

No total, a receita ultrapassou os R$ 10 bilhões. Em maio do ano passado, a brasileira Wildlife foi a primeira startup de games da América Latina a tornar-se unicórnio, ou seja, avaliada em mais de US$ 1 bilhão.

Desenvolvedora de jogos mobile foi crida em 2008 em Londrina

Hospital Dona Helena abre escritório de inovação

Novo gestor assume desafio de implementar modelo de gestão da inovação em saúde

“No Dona Helena, estamos com duas iniciativas que, uma vez concluídas, poderão prever intercorrências de algumas patologias com minutos de antecedência”, conta Turcatti, coordenador de inovação do hospital

Às vésperas do aniversário de Joinville (SC), em 9 de março, o Hospital Dona Helena, uma das principais instituições de saúde do Sul do país, anunciou, nesta semana, a abertura de seu escritório de inovação, que será instalado no complexo Ágora Tech Park. As operações da nova unidade se iniciam entre abril e maio.

Com experiência de 14 anos na área da saúde, e formações em tecnologia e gestão empresarial, Chander João Turcatti assume a gestão do projeto, na posição de coordenador de inovação do hospital. O profissional atuava em um dos principais hospitais privados de Porto Alegre, liderando o desenvolvimento, planejamento, monitoramento e execução das atividades de compartilhamento de conhecimentos relacionados aos contextos assistenciais e administrativos, com impactos no aumento da eficácia e eficiência dos serviços.

No Dona Helena, seu desafio será o de implementar um novo modelo de gestão da inovação. O hospital catarinense está abrindo escritório de inovação junto ao Ágora Tech Park, ao lado de outras instituições de saúde. “Nossa equipe estará nos dois ambientes. Estamos desenvolvendo o layout do escritório no Ágora, que será uma sala multiuso bastante versátil para que possamos fazer diversos ensaios. O objetivo é a cocriação, basicamente. Mas não nos limitaremos ao físico”, revela Turcatti.

Em um horizonte de cinco anos, Turcatti entende que haverá uma revolução na medicina como um todo. “No Dona Helena, estamos com duas iniciativas que, uma vez concluídas, poderão prever intercorrências de algumas patologias com minutos de antecedência. Ainda há patologias que um percentual considerável da população não está sendo atendida ou é desconhecida e que poderiam ter outras opções de atendimento. A inovação vai alcançá-las e, nesse viés, nossas equipes deverão estar preparadas. Os impactos serão exponenciais. Algumas iniciativas não assistenciais que deverão ser mais aprofundadas nos próximos anos são as vinculadas a jornadas inteligentes do paciente, hospitais inteligentes e as que terão um viés de sustentabilidade ambiental”, observa.

Novo gestor assume desafio de implementar modelo de gestão da inovação em saúde

Faturamento da Intelbras cresce 44% em 2021

O lucro líquido subiu 10,8%, para R$ 363,5 milhões

A área de segurança manteve seu ritmo de crescimento e concluiu o exercício de 2021 com um crescimento de 41,2% com relação ao exercício anterior

A Intelbras faturou R$ 3 bilhões em 2021. As vendas foram 44,6% maiores do que em 2020. O lucro líquido subiu 10,8%, para R$ 363,5 milhões (veja os principais resultados na tabela ao final desta reportagem). Com um crescimento de 19,5% com relação ao trimestre anterior, a empresa catarinense atingiu receita de R$ 906,7 milhões entre outubro e dezembro. Os três segmentos de atuação (segurança, comunicação e energia) apresentaram crescimento quando comparados ao trimestre anterior.

O destaque do trimestre ficou novamente ficou no segmento de energia, que avançou 179,4% com relação ao mesmo período do ano anterior e passou a representar 24% da receita operacional líquida da companhia. A área de segurança manteve seu ritmo de crescimento e concluiu o exercício de 2021 com um crescimento de 41,2% com relação ao exercício anterior. “Mesmo com todos os desafios logísticos ao longo do ano, o segmento de segurança manteve um crescimento estável e relevante, reforçando nossa posição de liderança nas principais categorias de produtos desse segmento. Já em comunicação, observamos um crescimento mais modesto com relação ao trimestre anterior, mas já previsto devido às restrições da cadeia de suprimentos”, detalha a empresa em seu relatório trimestral.

Embora o ambiente macroeconômico se mostre desafiador, a Intelbras afirma estar focada para que as oportunidades que se apresentem ao longo do ano sejam capturadas e transformadas em resultado. “Vemos com uma perspectiva muito positiva todo o crescimento do mercado de geração distribuída de energia solar, e estamos fazendo os investimentos necessários para que ao final de 2022, a companhia se torne um player ainda mais relevante neste segmento. Anunciamos, recentemente nossa maior aquisição da história, da Renovigi Energia Solar S/A, focada neste segmento”, destaca a empresa.

O lucro líquido subiu 10,8%, para R$ 363,5 milhões

TIM e Huawei assinam acordo para fazer de Curitiba a primeira “Cidade 5G” do país

Projeto desenvolverá uma série de soluções para testes na rede 5G com foco no conceito de cidades inteligentes

Cao Ming, presidente da linha de produtos LTE da Huawei Wireless Network e Leonardo Capdeville, CTIO da TIM Brasil na cerimônia de assinatura da parceria, no Mobile World Congress, em Barcelona

A TIM Brasil e a Huawei anunciam nesta quarta-feira (2), durante o Mobile World Congress, em Barcelona, a assinatura de um acordo de colaboração (MoU) para desenvolvimento do projeto “Cidade 5G”, uma iniciativa que pretende trabalhar o conceito de cidade inteligente a partir da implementação de redes 5G, prevendo a evolução da tecnologia, monitoramento de redes e aperfeiçoando a experiência do usuário. A primeira cidade escolhida será a capital paranaense, Curitiba. O acordo é válido por dois anos, podendo ser prorrogado, e os primeiros testes devem ser finalizados até dezembro de 2023.

A cooperação entre as empresas permitiu a ampliação e a implementação de redes 2, 3, 4 e 5G. TIM e Huawei são responsáveis pela construção da maior rede baseada em mMIMO (massive MIMO) do mundo, um recurso que amplia o alcance da transmissão de sinais, utilizando uma grande quantidade de antenas, e que auxiliam na entrega de dados com mais qualidade. Para o projeto Cidade 5G, a rede mMIMO poderá ajudar a atingir as mais altas velocidades do 5G com baixíssima latência, um dos diferenciais da próxima tecnologia de redes móveis.

Líder em cobertura 4G e pioneira em projetos 5G no Brasil, a TIM segue trabalhando para oferecer a melhor rede e a melhor experiência para o consumidor final. Para Leonardo Capdeville, CTIO da TIM Brasil, o movimento faz parte de uma estratégia consolidada da operadora para expansão do serviço 5G e o objetivo de tornar a TIM uma das principais operadoras móveis no mundo: “O projeto Cidade 5G é um desdobramento do trabalho de sucesso realizado pela TIM, em parceria com a Huawei, para implementação de redes 5G no Brasil. Estamos muito satisfeitos em construir, em Curitiba, um projeto que pode ter grande impacto para o desenvolvimento econômico para todo o país”.

O projeto “Cidade 5G” consiste na implementação de ampla cobertura 5G para a cidade. Um dos objetivos é, além de monitorar a rede, mapear oportunidades para aprimorar a experiência dos usuários por meio do desenvolvimento de equipamentos e soluções sustentáveis, de baixo consumo de energia e custo, e que mantenham a alta qualidade de entrega de serviços.

“Estamos muito felizes em levar a Curitiba nosso projeto de parceria com a TIM, para desenvolvimento de uma rede 5G de alto nível. Nosso propósito é manter a operadora em uma posição de liderança global para o desenvolvimento de redes 5G. Huawei e TIM têm, em comum, a busca pela inovação e pela excelência, e acredito que este será mais um projeto de sucesso na história das empresas para as telecomunicações brasileiras”, afirma Gustavo H. Nogueira, diretor de vendas da Huawei.

Projeto desenvolverá uma série de soluções para testes na rede 5G com foco no conceito de cidades inteligentes

BSBIOS adquire MP Biodiesel na Suíça

Companhia investe no mercado europeu de combustíveis renováveis

Como parte do acordo, os proprietários apoiarão a transição por um período de dois anos

A BSBIOS anunciou a aquisição de 100% da fábrica MP Biodiesel localizada em Domdidier, no Cantão de Friburgo, na Suíça. A operação faz parte do planejamento estratégico, que estabelece um plano de investimento em negócios sustentáveis com o objetivo de posicionar a empresa entre as três maiores produtoras de biocombustíveis do mundo. A aquisição da fábrica marca uma nova etapa da inserção da empresa no mercado internacional, com destaque para o mercado Europeu. O valor do negócio não foi divulgado.

O grupo já desenvolvia suas relações comerciais com a Europa a partir de uma subsidiária na Suíça há cinco anos e, em maio de 2021, passou a integrar a BSBIOS denominando-se BSBIOS Switzerland, uma plataforma da holding para representar na Europa os investimentos em biocombustíveis avançados, contribuindo para alcançar as ambiciosas metas de redução de emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) aprovadas pela União Europeia.

A MP Biodiesel foi fundada em 2005 por dois fazendeiros que cultivavam canola, Müller Hans e Pellaux Jean-Luc, que então decidiram construir uma planta de biodiesel baseado em sua produção própria de matéria-prima. Cada um tem metade da participação na MP Biodiesel e administram o empreendimento. A empresa tem um faturamento estimado de R$ 45 milhões, é 100% automatizada e tem capacidade anual para produzir 5,6 milhões de litros de biodiesel. Como parte do acordo, os proprietários apoiarão a transição por um período de dois anos.

“Estamos orgulhosos de dar mais este passo, que reafirma nossa orientação de internacionalizar a BSBIOS. Com a operação, nos tornamos um produtor multinacional de combustível renovável, negociando e operando biocombustíveis de segunda geração. A operação no país tem potencial de crescimento e a planta está situada no centro da Europa, o que nos dá uma posição estratégica no continente”, explica Erasmo Carlos Battistella, presidente da BSBIOS, em nota.

A produção também tem um papel local importante para oferecer uma solução ambiental para a questão do destino adequado do Óleo de Cozinha Usado (UCO). Seguindo a exigência da legislação local, a planta utiliza exclusivamente o UCO de canola e, em menor proporção, de girassol como matéria-prima. “A empresa já está investindo e vamos ampliar a estrutura de coleta e recepção do UCO na Suíça, estando essa estratégia alinhada ao nosso objetivo de investir e gerar valor em negócios sustentáveis”, completa Battistella.

Outro destaque é a qualidade do biodiesel produzido, que tem o ponto de entupimento a frio (CFPP) à -20ºC. No Brasil, o ponto é de -5ºC. Na Suíça, a mistura mínima do biocombustível ao diesel fóssil é de 7% (B7). A BSBIOS pretende realizar investimentos nos próximos seis meses para melhor a eficiência do processo de fabricação, além da ampliação da capacidade e capacitação da equipe comercial. A equipe da BSBIOS também estuda a ampliação de oferta no curto prazo por meio de parceria com redes de distribuição e ampliação da estrutura de abastecimento.

A BSBIOS é a 46ª maior empresa da região e também a 18ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Companhia investe no mercado europeu de combustíveis renováveis

Contas de luz continuam com valor extra

A bandeira Escassez Hídrica segue em vigor até abril

Continua vigente a bandeira Escassez Hídrica no valor de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos

Os consumidores que recebem o benefício da Tarifa Social de Energia Elétrica terão bandeira verde em março. Com isso, não haverá acréscimo na conta de luz dos beneficiários. A decisão foi anunciada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Para os demais usuários, no entanto, continua vigente a bandeira Escassez Hídrica, no valor de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos.

Segundo o governo, esse valor extra foi necessário para cobrir os custos de energia, que ficaram mais caros em decorrência do enfrentamento do período de escassez de recursos hídricos, em 2021, o pior em 91 anos. A bandeira Escassez Hídrica segue em vigor até abril de 2022.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, acredita que a partir de abril a bandeira de Escassez Hídrica deixará de ser aplicada. “Acreditamos que [a bandeira Escassez Hídrica] não será necessária a partir de abril. [Ela] foi utilizada para pagar o custo adicional de geração de energia. Como nós não tínhamos água para gerar as nossas usinas hidrelétricas, tivemos que contratar energia no exterior, da Argentina, do Uruguai, e tivemos que usar nossas usinas termelétricas, que são mais caras, por conta do petróleo, do óleo, por conta do gás”.

Com Agência Brasil

A bandeira Escassez Hídrica segue em vigor até abril

Chega de mentiras

Duas ou três coisas sobre gerenciamento de evidências

Na maior parte das vezes, os clientes não têm como aferir a qualidade de um produto ou serviço sem utilizá-lo

Recebo a pizza encomendada por aplicativo e reparo em um adesivo na caixa, que avisa: “pedido revisado duas vezes”. Uma forma de me tranquilizar de que não terei surpresas desagradáveis ao levantar a tampa ou apenas um controle interno do restaurante? Pouco importa: o pretexto é bom para falar de gerenciamento de evidências.

Na maior parte das vezes, os clientes não têm como aferir a qualidade de um produto ou serviço sem utilizá-lo. Como saber se o banheiro de um quarto de hotel foi de fato higienizado? Ou que as instalações elétricas e hidráulicas de um novo prédio estão nos trinques?

Para superar esse descrédito potencial, as empresas precisam oferecer pistas aos clientes – sinais explícitos de que todos as medidas em prol da qualidade foram tomadas, ainda que fora da mirada dos consumidores. Assim, quando uma faixa de papel em torno do vaso sanitário avisa que ele foi devidamente limpo, ou que uma construtora cola adesivos no apartamento recém-concluído com um “ok” válido para toda a infraestrutura por trás das paredes, está oferecendo uma garantia, ainda que simbólica, de que cumpriu com suas obrigações. E de que o consumidor pode ficar tranquilo quanto ao que adquire ou utiliza.

As evidências podem estar nos recursos humanos, também. Em serviços, nos quais o contato com o pessoal da linha de frente é constante, aparência, cortesia e disponibilidade depõem tanto a respeito de um profissional ou estabelecimento quanto outros atributos, inclusive aqueles teoricamente mais importantes – especialmente quando estão envolvidas atividades tecnicamente complexas, de difícil avaliação por parte do cliente.

A vantagem de se valer do gerenciamento de evidências? Ora, ele permite “que a empresa vire uma propaganda viva de si mesma” (Berry & Bendapudi, HBR Brasil, fevereiro 2003, p. 76). Muito mais eficaz e barata do que a propaganda em si, diga-se de passagem, em uma prova de que em marketing, tudo comunica – até uma simples caixa de pizza.

Duas ou três coisas sobre gerenciamento de evidências

O Boticário junta beleza e game

Marca aposta em jornada do consumidor e presença no cenário gamer com experiência imersiva de beleza

A reativação da loja no jogo é mais um passo do Boticário na estratégia de ampliar o diálogo e promover experiências diferenciadas que conectam o mundo in e out game

O Boticário estreou no universo gamer em 2021 e aproveitou o período do Carnaval para retornar ao jogo de realidade virtual Avakin Life, que permite que o usuário crie seu próprio avatar. O projeto está ativo desde 22 de fevereiro e permanece até 5 de março. A ativação da loja in-game prevê atividades exclusivas por período limitado, como a criação de dois blocos temáticos de Carnaval nomeados com marcas do Boticário, tutoriais e conteúdo de vídeo no cinema virtual do jogo, bots exclusivos, desafios e concursos de maquiagem e cabelo, encorajando o jogador a ousar na customização de avatares, curtir a folia virtualmente e trazer as dicas para o mundo fora da tela.

A marca resolveu juntar o universo da beleza ao dos jogos como reflexo do contexto de “conectividade constante e incerteza no mundo físico”, como revela a oitava edição da Pesquisa Game Brasil (PGB), publicada em abril de 2021. De acordo com o estudo, 75,8% dos gamers brasileiros jogaram mais no período de isolamento social e 72% da população do Brasil joga algum tipo de videogame. A aposta no universo game pelo Boticário começou em 2021, quando a marca se tornou a primeira do segmento a apostar em ativações no Avakin Life.

A ação de carnaval e a reativação da loja no jogo é mais um passo do Boticário na estratégia de ampliar o diálogo e promover experiências diferenciadas que conectam o mundo in e out game com os mais diversos públicos, incluindo o consumidor gamer, que já atinge status da chamada mídia de massa.

“Precisamos estar onde os nossos consumidores estão. Hoje, já temos um mindset analítico e data-driven. Com isso, precisamos entender com profundidade esse público, escutando ativamente a comunidade e, a partir dessa escuta, conectar nossas marcas com a linguagem, os produtos e serviços relevantes, atrelando a audiência a uma estratégia personalizada. Não podemos falar de evolução e construção de futuro do nosso negócio e da comunicação, sem estarmos conectados com os gamers”, comenta Natalia Calixto, Diretora de Mídia, BI, CRM & Insights.

Outra preocupação é a jornada do consumidor, considerando um olhar diferente para cada nicho de maneira estratégica e focada na expectativa de quem pretende impactar. “A nossa primeira ativação no Avakin Life em 2021 nos permitiu capturar insights do consumidor para retomar com uma experiência mais marcante e inovadora. Em linha com nossa estratégia de atuação em games e conexão com novas audiências, criamos uma experiência imersiva virtual inovadora e hiper-realista”, comenta Renata Gomide, diretora de marketing do Grupo Boticário.

O novo projeto, idealizado pela marca em parceria com a BBL, empresa one-stop-shop especializada em games e eSports, e com a agência AlmapBBDO, vai se desdobrar em dois blocos de carnaval virtuais, que receberão os nomes de marcas do Boticário das categorias de maquiagem e cabelos: Bloco Intense e Bloco Match, respectivamente. Durante o período, as ativações irão engajar e proporcionar benefícios aos jogadores, que deverão escolher um dos blocos que estarão na Praça do Brasil para curtir a folia, onde poderão interagir com a ação e somar pontos. Na dinâmica, o bloco campeão ganhará uma festa especial, aberta ao público e tematizada com suas cores.

Marca aposta em jornada do consumidor e presença no cenário gamer com experiência imersiva de beleza

Guerra entre Rússia e Ucrânia pode impactar PIB nacional

Combustíveis, alimentos e câmbio sofrem efeitos do conflito

Uma mulher visita o que costumava ser seu jardim de rosas na Ucrânia (Foto: Jakob Dall/Cruz Vermelha Dinamarquesa/Arquivo)

A invasão da Ucrânia por tropas russas pode produzir impactos econômicos a mais de 10 mil quilômetros de distância. O Brasil pode sentir os efeitos do conflito por meio de pelo menos três canais: combustíveis, alimentos e câmbio. A instabilidade no Leste europeu pode não apenas impactar a inflação como pode resultar em aumentos adicionais nos juros, comprometendo o crescimento econômico para este ano ao reduzir o espaço para a melhoria dos preços e do consumo.

Segundo a pesquisa Sondagem da América Latina, divulgada pela Fundação Getulio Vargas (FGV), as turbulências na Ucrânia devem agravar as incertezas que pairam sobre a economia global nos últimos meses. No Brasil, os impactos deverão ser ainda mais intensos. Uma das razões é a exposição maior aos fluxos financeiros globais que o restante da América Latina, com o dólar subindo e a bolsa caindo mais que na média do continente.

A própria pesquisa, que ouviu 160 especialistas em 15 países, constatou a deterioração do clima econômico. Na média da América Latina, o Índice de Clima Econômico caiu 1,6 ponto entre o quarto trimestre de 2021 e o primeiro trimestre deste ano, de 80,6 para 79 pontos. No Brasil, o indicador recuou 2,8 pontos, de 63,4 para 60,6 pontos, e apresentou a menor pontuação entre os países pesquisados.

Grande parte da queda atual deve-se ao Índice de situação atual, um dos componentes do indicador, que reflete o acirramento das tensões internacionais e o encarecimento do petróleo no início de 2022. O outro componente, o índice de expectativas, continuou crescendo, tanto no continente como no Brasil, mas a própria FGV adverte que o indicador que projeta o futuro também pode deteriorar-se caso o conflito entre Rússia e Ucrânia se prolongue.

Segundo a FGV, existem diversos canais pelos quais a crise entre Rússia e Ucrânia pode chegar à economia brasileira. O principal é o preço internacional do petróleo, cujo barril do tipo Brent encerrou a semana passada em US$ 105, no maior nível desde 2014. Porém, nesta quarta-feira (2) o valor já atingiu a marca de US$ 110. O mesmo ocorre com o gás natural, produto do qual a Rússia é a maior produtora global, cujo BTU, tipo de medida de energia, pode chegar a US$ 30. O Brasil usa o gás natural para abastecimento das termelétricas.

Em relação à gasolina, a recuperação da safra de cana-de-açúcar está reduzindo o preço do álcool anidro, o que também ajuda a segurar a pressão do barril de petróleo num primeiro momento. Desde novembro do ano passado, o litro do etanol anidro acumula queda de 24,6% em São Paulo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo. As maiores pressões sobre combustíveis estão ocorrendo sobre o diesel, que não tem a adição de etanol e subiu 3,78% em janeiro, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que funciona como prévia da inflação oficial.

Outro canal pelo qual a guerra no Leste europeu pode afetar a economia brasileira são os alimentos. A Rússia é a maior produtora mundial de trigo. A Ucrânia ocupa a quarta posição. Nesse caso, o Brasil não pode contar com outros mercados porque a seca na Argentina, tradicionalmente maior exportador do grão para o Brasil, está comprometendo a safra local.

A crise no mercado de petróleo também pressiona os alimentos. Isso porque a Rússia é o maior produtor mundial de fertilizantes, que também são afetados pelo petróleo mais caro. Atualmente, o Brasil compra 20% dos fertilizantes do mercado russo. O aumento do diesel também interfere indiretamente no preço da comida, ao ser repassado por meio de fretes mais caros. A venda de fertilizantes agrícolas ao Brasil foi suspensa por parte de Belarus, de acordo com a Embaixada do país em Brasília. O fornecimento teria sido interrompido por causa de um bloqueio feito pela Lituânia.

Dólar e juros
O terceiro fator pelo qual a crise entre Rússia e Ucrânia pode impactar a economia brasileira será por meio do câmbio. O dólar, que chegou a atingir R$ 5 na quarta-feira (23), fechou a sexta-feira (25) a R$ 5,15 após a ocupação de cidades ucranianas por tropas russas. Por enquanto, os efeitos no câmbio são relativamente pequenos porque o Brasil se beneficiou de uma queda de quase 10% da moeda norte-americana no acumulado de 2022. O prolongamento do conflito, no entanto, pode anular a baixa do dólar no início do ano.

Na semana passada, o secretário do Tesouro Nacional, Paulo Valle, disse que o Brasil está preparado para os impactos econômicos da guerra. Segundo ele, o país tem grandes reservas internacionais e baixa participação de estrangeiros na dívida pública, o que ajudaria a enfrentar os riscos de uma turbulência externa prolongada.

No entanto, caso o dólar continue a subir e a inflação não ceder, o Banco Central pode ver-se obrigado a aumentar a taxa Selic (juros básicos da economia) mais que o previsto. Nesse caso, o crescimento econômico para este ano ficaria ainda mais prejudicado. Na última edição do boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado elevaram a projeção anual de inflação oficial para 5,56% em 2022. Essa foi a sexta semana seguida de alta na estimativa. A previsão de crescimento para o PIB foi mantida em apenas 0,3% neste ano.

Com Agência Brasil

Combustíveis, alimentos e câmbio sofrem efeitos do conflito

Nova matriz de risco de SC aponta15 regiões no nível alto

Uma regional está no nível moderado e outra no grave

Matriz passa a incorporar indicadores de vacinação tanto da população em geral, quanto da população com 60 anos

Um novo modelo de matriz de risco potencial regionalizado será utilizado oficialmente em Santa Catarina a partir deste sábado (26). Ela passa a incorporar indicadores de vacinação tanto da população em geral (esquema primário de duas doses ou dose única), quanto da população com 60 anos ou mais (esquema primário + dose de reforço).

De acordo com a nova matriz, apenas uma região foi classificada no nível moderado (cor azul): a Foz do Rio Itajaí; uma região foi classificada como nível grave (cor laranja): o Médio Vale do Itajaí; e 15 regiões foram classificadas como nível lto (cor amarela): Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Grande Florianópolis, Laguna, Meio-Oeste, Nordeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense, Vale do Itapocu e Xanxerê.

Em um comparativo com o relatório divulgado na semana anterior, que ainda utilizava a dimensão do monitoramento, houve piora nas quatro regiões que estavam classificadas no nível moderado (azul) e que passaram a ser classificadas no nível alto (amarelo): Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Grande Florianópolis e Laguna. Também houve piora no Médio Vale do Itajaí, que estava classificada no nível alto (amarelo) e passou a ser classificada no nível grave (laranja) e melhora na Foz do Rio Itajaí, que estava classificada como nível alto (amarelo) e passou a ser classificada no nível moderado (azul). Para as demais regiões, não houve mudança de classificação.

A dimensão da gravidade expressa os diferentes níveis de gravidade da pandemia no atual momento em cada uma das regiões. É composta por dois indicadores: o número de óbitos de Covid-19 acumulados nos últimos 7 dias por 100 mil habitantes e a tendência de curto prazo (3 semanas) para ocorrência de novos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Nesta dimensão, um total de oito regiões foram classificadas no nível alto (amarelo): Alto Uruguai Catarinense, Carbonífera, Extremo Oeste, Foz do Rio Itajaí, Meio-Oeste, Oeste, Vale do Itapocu e Xanxerê. Outras nove regiões foram classificadas no nível grave (laranja): Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Sul Catarinense, Grande Florianópolis, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Nordeste, Planalto Norte e Serra Catarinense.

A dimensão da transmissibilidade busca medir o nível de disseminação da Covid-19 população, de acordo com as regiões de Saúde.É composta por dois indicadores, o número de casos ativos (infectantes) por 100 mil habitantes e o número de reprodução efetivo da infecção (Rt). Nela, uma regional foi classificada como nível Moderado (azul): a Foz do Rio Itajaí. Outras 10 regiões foram classificadas no nível de alto (amarelo), Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Grande Florianópolis, Laguna, Meio-Oeste, Nordeste, Planalto Norte e Serra Catarinense. Por fim, três regiões foram classificadas no nível grave (laranja) Alto Vale do Itajaí, Vale do Itapocu e Xanxerê, e outras 3 (três) regiões foram classificadas no nível de gravíssimo (vermelho), Alto Uruguai Catarinense, Médio Vale do Itajaí e Oeste. O número de casos ativos vem tendo uma redução nas últimas semanas, alcançando 25.817 na última sexta, 18.

A dimensão da proteção específica busca expressar o impacto de ações voltadas para redução da ocorrência de formas graves da Covid-19 na população em geral e em grupos mais vulneráveis, substituindo a dimensão do monitoramento. Ela é composta pelos indicadores de cobertura vacinal do esquema primário de vacinação contra a Covid-19 na população geral (duas doses ou dose única) e da cobertura da dose de reforço na população com 60 anos ou mais de idade. Nesta dimensão, quatro regiões foram classificadas como nível moderado (azul): Alto Uruguai Catarinense, Extremo Oeste, Meio Oeste e Oeste. Outras dez regiões foram classificadas no nível alto (amarelo), Alto Vale do Itajaí, Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Laguna, Nordeste, Planalto Norte, Serra Catarinense, Vale do Itapocu e Xanxerê, e três regiões foram classificadas no nível grave (laranja), Alto Vale do Rio do Peixe, Grande Florianópolis e Médio Vale do Itajaí.

Por fim, a dimensão da capacidade de atenção expressa o grau de comprometimento da rede de atenção de alta complexidade para prestar atendimento a pacientes com quadros graves de Covid-19. É composta pelo indicador de taxa de ocupação de leitos de UTI Adulto para tratamento de Covid-19 em relação ao total de leitos de UTI Adulto disponíveis em Santa Catarina. Nela, observou-se um total de seis regiões com a capacidade de atenção moderada (azul), com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 abaixo de 20%, Alto Uruguai Catarinense, Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis e Laguna. Outras dez regiões estão com a capacidade de atenção alta (amarelo), com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 entre 20 e 40%, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Oeste, Médio Vale do Itajaí, Meio-Oeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense, Vale do Itapocu e Xanxerê e uma região apresenta uma capacidade de atenção grave (laranja) com taxas de ocupação de leitos de UTI Adulto Covid-19 entre 40 e 60%, a região Nordeste.

O principal objetivo da matriz de risco de Santa Catarina é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Uma regional está no nível moderado e outra no grave

Governo publica redução de até 25% das alíquotas do IPI

Imposto incide sobre atividade industrial

A redução do IPI representará uma renúncia tributária de R$ 19,5 bilhões para o ano de 2022

O governo federal publicou nesta sexta-feira (25) decreto que reduz as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A medida alivia a carga tributária na produção de automóveis, eletrodomésticos da chamada linha branca – como refrigeradores, freezers, máquinas de lavar roupa e secadoras – e outros produtos industrializados.

Para a maior parte dos produtos, a redução foi de 25%. Alguns tipos de automóveis tiveram redução menor na alíquota, de 18,5%. Produtos que contenham tabaco não tiveram redução do imposto.

De acordo com cálculos informados pelo Ministério da Economia, a redução do IPI representará uma renúncia tributária de R$ 19,5 bilhões para o ano de 2022, de R$ 20,9 bilhões para o ano de 2023 e de R$ 22,5 bilhões para o ano de 2024.

Por se tratar de tributo extrafiscal, de natureza regulatória, é dispensada a apresentação de medidas de compensação, como autorizado pela Lei de Responsabilidade Fiscal, ressaltou o governo.

Para justificar a renúncia tributária, o governo destacou que a arrecadação federal em janeiro de 2022 somou R$ 235,3 bilhões, sendo volume recorde que representa 18,30% de aumento em relação ao mesmo mês do ano passado, já descontada a inflação do período.

“Há, portanto, espaço fiscal suficiente para viabilizar a redução ora efetuada, que busca incentivar a indústria nacional e o comércio, reaquecer a economia e gerar empregos. O decreto entrará em vigor imediatamente e não depende da aprovação do Legislativo”, informou a Presidência da República, em nota.

Em comunicado, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) celebrou a redução do IPI ao enfatizar que indústria é o setor o mais tributado da economia no país. De acordo com a entidade, a tendência é haver uma redução dos preços dos produtos industriais, com impactos na inflação, já que os preços do segmento representam 23,3% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Com Agência Brasil

Imposto incide sobre atividade industrial

Inadimplência atinge 6 milhões de empresas em janeiro

Dentre os negócios inadimplentes 52% pertencem ao setor de serviços

Em janeiro deste ano, as micro e pequenas empresas representaram a maior parte dos inadimplentes, com 5,4 milhões de negativados

A inadimplência cresceu e atingiu 6 milhões de empresas em janeiro de 2022, um aumento de 1,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. De acordo com o Indicador de Inadimplência da Serasa Experian, o segmento de serviços foi o mais afetado, representando 52% das empresas negativadas. O índice também foi impulsionado pelo comércio, que equivale a 38,7% do total. As Indústrias afetadas significam 8% e o setor primário apenas 0,9%. Confira no gráfico abaixo a oscilação dos números gerais de inadimplência.

De acordo com o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, o aumento da inadimplência das empresas era uma movimentação esperada para o país no início de 2022. “A estagnação econômica e a ascensão da taxa Selic criaram um cenário desafiador que afeta de forma negativa as finanças das empresas. Por isso, os empreendedores estão atuando com um fluxo de caixa reduzido, ao mesmo tempo que lidam com despesas maiores relacionadas ao encarecimento do crédito. Esse cenário, na maioria das vezes, resulta em inadimplência”, justifica.

Em janeiro deste ano, as micro e pequenas empresas representaram a maior parte dos inadimplentes, com 5,4 milhões de negativados. Um aumento de 0,4% no comparativo com o mesmo período de 2021. A análise também revelou que o segmento de serviços foi o único a demonstrar piora, com crescimento de 2,1%, enquanto a indústria caiu 1,7% e comércio teve queda de 1,2%.

Dentre os negócios inadimplentes 52% pertencem ao setor de serviços

Cooperalfa inaugura fábrica de processamento de soja em Chapecó

O empreendimento recebeu um aporte de R$ 300 milhões

A Cooperalfa é a 39ª maior empresa da região e também a décima maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A Cooperativa Agroindustrial Alfa (Cooperalfa) inaugurou sua nova fábrica de processamento de soja em Chapecó (SC) nesta sexta-feira (25). O governador Carlos Moisés esteve presente no evento. O empreendimento de R$ 300 milhões, o maior da trajetória de 55 anos, conta com uma área construída de 195 mil metros quadrados na Linha Tomazelli. A unidade triplica a capacidade de processamento de soja, passando de 700 toneladas por dia para 2 mil.

Além de atuar em Santa Catarina, a Cooperalfa também está presente no Mato Grosso do Sul, no Paraná e no Rio Grande do Sul, com 100 lojas agropecuárias, 21.175 famílias associadas e 3.579 colaboradores.

“Esse novo empreendimento é resultado do trabalho que vem sendo desenvolvido. Fruto da confiança que todos têm com a Cooperalfa. Hoje é dia de agradecer a todos que contribuíram para isso, colaboradores, conselheiros e associados. É um marco histórico dos 55 anos da empresa. Tudo isso haverá de servir para agregar valor à produção e renda ao agricultor. É um novo futuro que se consolida”, pontuou o presidente da cooperativa, Romeu Bet.

A nova indústria irá processar 33,3 mil sacas de soja diariamente, vinda de SCanta Catarina preferencialmente, pela maior viabilidade tributária. Esse volume representa cerca de R$ 6,4 milhões movimentados por dia, funcionando 24 horas ininterruptas. Além da indústria de esmagamento de soja, o projeto contempla também a construção de estrutura para armazenagem a granel, para 1,2 milhão de sacas de soja, além do silo já existente com capacidade para essa mesma quantidade.

A Cooperalfa é a 39ª maior empresa da região e também a décima maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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O empreendimento recebeu um aporte de R$ 300 milhões

Contas públicas fecham janeiro com superávit

O valor, maior de toda a série histórica, foi de R$ 101,8 bilhões

O BC informou ainda que o resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi superavitário em R$ 84,1 bilhões em janeiro

As contas públicas do país registraram um superávit primário recorde em janeiro, informou hoje o Banco Central (BC). O montante, maior de toda a série histórica, foi de R$ 101,8 bilhões, ante superávit primário de R$ 58,4 bilhões em janeiro de 2021. Nos doze meses encerrados em janeiro, o superávit primário do setor público consolidado atingiu R$ 108,2 bilhões, equivalente a 1,2% do PIB.

Os dados estão no relatório de estatísticas fiscais do BC. Segundo o banco, no mês de janeiro, o resultado do superávit primário do setor público consolidado foi de R$ 77,4 bilhões para o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional); R$ 20 bilhões para estados e municípios e R$ 4,4 bilhões para as empresas estatais. O resultado primário é formado pelas receitas menos os gastos com juros, sem considerar o pagamento de juros da dívida pública. Assim, quando as receitas superam as despesas, há superávit primário.

Os juros nominais do setor público consolidado atingiram R$ 17,8 bilhões em janeiro, frente a R$ 40,4 bilhões em janeiro de 2021. De acordo com o BC, o resultado das operações de swap cambial contribuiu para essa redução. O swap cambial é a venda de dólares no mercado futuro. Os resultados dessas operações são transferidos para o pagamento dos juros da dívida pública, como receita, quando há ganhos, e como despesa, quando há perdas.

No período, essas operações resultaram em um ganho de R$ 31,9 bilhões em janeiro de 2022 ante perda de R$ 16,3 bilhões em janeiro de 2021. No acumulado em doze meses, os juros nominais alcançaram R$ 425,7 bilhões (4,8% do PIB) em janeiro de 2022, comparativamente a R$ 315,7 bilhões (4,2% do PIB) nos doze meses até janeiro de 2021.

O BC informou ainda que o resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi superavitário em R$ 84,1 bilhões em janeiro. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$ 317,5 bilhões (3,62% do PIB), ante déficit nominal de R$ 383,7 bilhões (4,4% do PIB) em dezembro de 2021.

Dívida pública
A dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) fechou janeiro em R$ 5 trilhões, o que corresponde a 56,6% do PIB, uma redução de 0,6 ponto percentual do PIB no mês. Já a dívida bruta do governo geral (DBGG) – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 7 trilhões ou 79,6% do PIB. Uma redução de 0,7 ponto percentual do PIB em relação ao mês anterior.

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Com Agência Brasil 

O valor, maior de toda a série histórica, foi de R$ 101,8 bilhões

Bolsas ensaiam recuperação um dia após conflito iniciar na Ucrânia

Bolsas da Ásia e da Europa apresentam índices positivos, enquanto Ibovespa retrai

O conflito na Ucrânia pode trazer pressões inflacionárias vindas do dólar

O comportamento dos mercados ao redor do mundo um dia após a invasão da Rússia na Ucrânia tem sido diferente. As bolsas da Ásia, por exemplo, fecharam em alta. O índice japonês Nikkei subiu 1,9% em Tóquio e o Taiex avançou 0,3% em Taiwan. Na Oceania, a bolsa australiana obteve ganho de 0,1% em Sydney.

As principais bolsas europeias também abriram em alta. Nas primeiras negociações, Frankfurt e Londres subiam 1,3%, enquanto Paris avançava 1,1%. Já o Ibovespa tomava caminho contrário pela manhã. Por volta do meio-dia, o índice retraia 0,4% aos 111.101 pontos. Porém, meia hora depois até mesmo o principal índice da B3 ensaiava uma recuperação ao ter uma queda de apenas 0,2%,aos 111.359 pontos. O dólar, no mesmo horário, era cotado a R$ 5,16, alta de 1,1%.

De forma geral, o aumento no preço das commodities tem ajudado a proteger o mercado financeiro de países emergentes das turbulências externas. Além disso, o aumento dos juros em várias economias emergentes estimula a entrada de fluxos estrangeiros, com investidores dispostos a aplicar em mercados mais arriscados. Atualmente, a Taxa Selic (juros básicos da economia) está em 10,75% ao ano, no maior nível desde julho de 2017.

Há quem aposte, no entanto, que o ritmo da inflação tende a aumentar no Brasil. Como o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), não previa a deflagração de uma guerra na Ucrânia, com todos os seus desdobramentos, a taxa Selic pode subir em um ritmo mais veloz.

O conflito na Ucrânia também pode trazer pressões inflacionárias vindas do dólar. A moeda norte-americana vinha sendo negociada no menor patamar em sete meses com o apetite do investidor estrangeiro por ativos brasileiros trazendo bilhões em divisas para a B3. No entanto, agora com uma possível aversão ao risco, a tendência é que a procura por dólar aumente.

Bolsas da Ásia e da Europa apresentam índices positivos, enquanto Ibovespa retrai