Archives Maio 2022

DMG adquire 35% das ações da startup catarinense Vale Automação

Negociação entre a holding de Caxias do Sul e a empresa foi de R$ 8 milhões, com a possibilidade de novo aporte para compra no período de dois anos

A mais nova integrante da DMG deve incrementar em torno de R$ 110 milhões em faturamento nos próximos dois anos

A holding DMG, de Caxias do Sul (RS), adquiriu 35% das ações da Vale Automação Industrial, startup sediada em Blumenau (SC), em uma negociação de R$ 8 milhões. O contrato ainda permite que a DMG participe de nova rodada de aporte para a compra de mais 16% das ações, no período de dois anos, tornando-se, assim, a sócia majoritária. A startup, avaliada em R$ 25 milhões e com 55 funcionários, atua no atendimento a fabricantes de máquinas de automação, montadores de painéis, integradores de sistemas e indústrias em geral, tanto na distribuição de materiais elétricos quanto na execução de projetos na modalidade Turn key. A Vale Automação Industrial tem forte abrangência no mercado nacional e, desde 2017, é fornecedora dos produtos Schneider Electric e Phoenix Contact, líderes mundiais no setor elétrico que combina as melhores tecnologias internacionais em energia, automação, softwares e serviços em soluções integradas seguras, eficientes, sustentáveis e conectadas.

Com a chegada do 5G – a quinta geração de internet móvel e banda larga que promete revolucionar a conectividade em diferentes áreas – e a necessidade de expansão no mercado, a holding DMG percebeu a oportunidade. “A automação vai alcançar grande impulso no futuro. A expertise da Vale, em parceria com a Schneider Electric, confere a formatação de uma rede de distribuidores sólida e a possibilidade de habilitar seus clientes e fornecedores à Indústria 4.0. Certamente, vamos aprender com essa troca de experiências comerciais, aproximando-nos de outras regiões do país e viabilizando a sinergia operacional entre as empresas envolvidas”, frisa Ricardo Nunes, representante da DMG e diretor comercial da M.A Soluções em Tecnologia, uma das empresas do grupo. De acordo com ele, nessa fase inicial a holding vai estruturar um Conselho de Administração com a finalidade de definir estratégias e acompanhar a gestão corporativa. “Não vamos interferir ou proporcionar mudanças abruptas, o foco consiste em desenvolver planos pautados no crescimento conjunto”, explica Nunes.

As trocas estratégicas não devem se limitar ao incremento do portfólio de produtos, aumento do faturamento anual ou atuação em regiões até então pouco exploradas. Elas evidenciam ainda a oportunidade de compreender outras referências e culturas corporativas. Um dos maiores players do segmento elétrico, a Schneider Electric também cumpre papel importante na transformação digital da indústria, sendo protagonista em projetos de realidade aumentada, Internet das Coisas, computação em nuvem (cloud computing) e cibersegurança (cyber security). Pelo quarto ano consecutivo, foi incluída no Índice Bloomberg de Igualdade de Gênero, promovendo o compromisso público com a igualdade no local de trabalho. A parceira da startup Vale Automação Industrial foi reconhecida, em 2021, como Líder em Diversidade pela Financial Times por ser bem sucedida na promoção da diversidade, além de compor o ranking das empresas mais sustentáveis do mundo da Corporate Knights.

“A tecnologia e a inovação constituem um novo hub de negócios. A aquisição da Vale Automação Industrial sinaliza para a DMG estar aberta a esses ambientes férteis, nos quais os projetos podem ter maior probabilidade de crescer e interagir entre si”, ressalta Nunes. A mais nova integrante da DMG deve incrementar em torno de R$ 110 milhões em faturamento nos próximos dois anos.

Criada em 2016, a DMG controla cinco empresas. A M.A Soluções em Tecnologia, que possui a mais completa linha de equipamentos de CFTV (Circuito Fechado de Televisão), controle de acesso, alarmes, telefonia, conectividade e energia solar, sendo o maior distribuidor autorizado da Intelbras no Sul do Brasil; a Fiorio Incorporadora (empresa que administra todos os imóveis e aluguéis que compõem o grupo); a Eccogreen (voltada à eficiência energética na implantação de projetos solares); e a Fisiohub (clínica com tecnologia de ponta para fisioterapia centrada na reabilitação física e modalidades terapêuticas para promoção da saúde e bem-estar), todas localizadas em Caxias do Sul.

Negociação entre a holding de Caxias do Sul e a empresa foi de R$ 8 milhões, com a possibilidade de novo aporte para compra no período de dois anos

Reter, engajar e selecionar

Os desafios de recrutar talentos no pós-pandemia

Uma das alternativas que algumas empresas têm usado é a contratação de profissionais por períodos determinados ou até mesmo por projeto

Arrisco afirmar aqui que já estamos vivendo um momento pós-pandemia. Com o advento das vacinas, parte da população mundial consegue ver a Covid-19 sob controle, o que resulta em certo alívio, principalmente quando se fala em mercado de trabalho. Com cenário mais otimista, é possível fazer planejamentos mais assertivos, rever metas e buscar resultados mais palpáveis.

O cenário de controle epidemiológico de hoje também traz desafios para as organizações de diferentes portes. Um deles está no processo de recrutamento e seleção de pessoas. Nos últimos dois anos, ele ficou em “banho-maria”, devido ao contexto da pandemia. Neste retorno do mercado, percebo que nas empresas as exigências evoluíram, e a busca de talentos se tornou ainda mais desafiadora. É sabido que um erro em uma contratação, em uma área de liderança, por exemplo, pode trazer inúmeros malefícios internos como perda de produtividade de equipe, baixo engajamento e, consequentemente, prejuízos financeiros.

Em conversa com executivos de diferentes segmentos nos últimos tempos é perceptível que suas preocupações estejam em manter uma equipe saudável e produtiva. Por isso, as empresas com essa visão têm investido em programas de retenção de talentos, de conhecimento da cultura interna, focando nos seus valores e objetivos, bem como investido em candidatos que efetivamente tenham o perfil e as competências inerentes as vagas em aberto.

Reter, engajar e selecionar. Neste último item é que na verdade começa todo esse processo. Para uma boa seleção de candidatos para vagas, as empresas devem evitar erros muitas vezes primários como, por exemplo, colocar muita energia nas habilidades técnicas do profissional esquecendo as suas comportamentais. O contrário também vale. Na ânsia de fazer as coisas “para ontem”, aceleram demais o processo, não obtendo tempo necessário para conhecer o candidato e ainda focar demais nas experiências anteriores. Dar crédito demais para as referências dessa pessoa também costuma ser um erro frequente. Tudo isso, na verdade, precisa caminhar de forma harmoniosa. Eu particularmente parto do princípio de que não existe profissional “ruim”, mas sim, profissional que é colocado em lugar errado porque foi selecionado de forma errada para um cargo que não lhe compete.

Uma das alternativas que algumas empresas têm usado é a contratação de profissionais por períodos determinados ou até mesmo por projeto, dependendo da vaga ou demanda existente. Essa estratégia tem muitas vantagens. A primeira é que se torna possível acompanhar o perfil na prática diária. A segunda é possível traçar pontos fortes e os fracos para vir a trabalhar em uma eventual contratação definitiva, e a terceira é que o próprio profissional vai dedicar-se a mostrar o seu potencial para assumir um posto de forma definitiva.

O recrutamento ontem e hoje é algo estratégico o qual a alta administração e os profissionais de Recursos Humanos devem dedicar tempo e investimento para que o êxito da companhia se torne algo real.

Os desafios de recrutar talentos no pós-pandemia

Web.artgroup expande operações no Sul

Empresa chega ao Rio Grande do Sul abrindo uma filial em Canoas

Companhia nascida no interior de São Paulo prepara-se para quadruplicar de tamanho

Nascida em Birigui, no interior de São Paulo, a Web.artgroup chega ao Rio Grande do Sul abrindo uma filial em Canoas. Com a expansão da empresa para o Sul, a expectativa é aumentar a equipe em 40% até o final do ano totalizando 140 funcionários em todo o Brasil. Com produtos para grandes e pequenos negócios, a companhia, criada em 2006 pelos sócios Nelio Camargo e Luciano Sanches, comemora a proximidade com os clientes gaúchos, planeja continuar ganhando espaço no mercado de todo o país e projeta quadruplicar de tamanho até 2024.

“Ao longo dos anos, a web.art group foi conquistando bons clientes em solo gaúcho e isso ativou um alerta de que essa poderia ser uma ótima oportunidade para chegarmos em novos espaços. A sede em Canoas possibilita que tenhamos um time dedicado nessa região, além de ter um espaço produtivo e descontraído para receber os nossos clientes e parceiros”, explica Sanches, CEO da Web.artgroup.

Além da Dufrio (RS), a empresa presta serviço para companhias como Easy Hair (SP), Growth (PR), Varejão das Máquinas (MG) e até de fora do país, como é o caso da TCL, uma empresa chinesa que vende sua categoria de celulares através da Wap.store.

Empresa chega ao Rio Grande do Sul abrindo uma filial em Canoas

Gerdau é a empresa mais inovadora do Sul

Whirlpool, Lojas Renner, Randon e Dell estão no Top Five

Grupo siderúrgico desbancou a multinacional Whirlpool, agora vice-líder

A Gerdau é a empresa mais inovadora da região Sul. O grupo desbancou a multinacional Whirlpool, de Joinville (SC), agora vice-líder. O Top Five é completado pela terceira colocada Lojas Renner, Empresas Randon (quara posição) e Randon. Os resultados da 18ª edição de Campeãs da Inovação, ranking pioneiro no jornalismo econômico brasileiro, foram revelados nesta segunda-feira (23) através do canal do YouTube do Grupo AMANHÃ. Veja a lista completa das 50 campeãs ao final desta reportagem. Confira aqui como foi o Webinar que debateu a inovação no conceito ESG.

Atenta a essas diferentes nuances de uso da pesquisa e desenvolvimento nos mais diferentes segmentos, AMANHÃ também apresenta as campeãs em seis categorias especiais: Ensino & Pesquisa (liderada pela PUCRS, seguida por Unisinos, IMED, UCS e Universidade Feevale); Estatais & Filantrópicas (vencida por Banrisul, seguida por Sanepar, Corsan, Hospital Pequeno Príncipe e BRDE); Startups (Razonet Contabilidade Digital conquistou o primeiro lugar, seguida por Privacy Tools, Terramares Soluções Ambientais, Syx e Roboagro); MPEs (vencida por Sirros IoT, seguida de uMov.me Tecnologia, Materialize, Softfocus e Hospidata); Entidades Empresariais (a campeã foi a Sindilojas Porto Alegre, sendo seguida por SESI-RS e ADVB-RS) e Cooperativas de Produção (liderada por Lar Cooperativa Agroindustrial, seguida por Frimesa, Coopavel, Frísia e Cooperativa Aurora), categoria que estreia nesta edição.

Metodologia
A pesquisa tem o objetivo de fazer com que cada companhia possa medir seu grau de inovação e se comparar tanto com empresas do mesmo setor como de outros. A forma de participar é simples. AMANHÃ disponibiliza em seu portal e em suas diferentes plataformas e redes sociais o link do questionário, que é de livre acesso. Companhias que não têm sede no Paraná, em Santa Catarina ou no Rio Grande do Sul, podem se inscrever, desde que registrem suas unidades regionais. O mesmo vale para as multinacionais.

A pesquisa Campeãs da Inovação adota o Innovation Management Index, ferramenta da metodologia do Global Innovation Management Institute (Gimi) aplicada pelo IXL-Center, de Cambridge, região metropolitana de Boston (EUA). O Gimi é uma organização global sem fins lucrativos criada por um time de executivos, acadêmicos e consultores especializados em inovação. O grupo auxilia pessoas, empresas e regiões a desenvolver competências em gestão da inovação de nível mundial através de padrões, métricas, protocolos de teste e certificações globais.

As perguntas, formuladas em inglês, são de preenchimento rápido, dinâmico e intuitivo. Em cerca de 40 questões, os gestores revelam como a companhia trabalhou aspectos como estratégia e recursos voltados à inovação. Em alguns dos questionamentos, é necessário que a empresa descreva com minúcia alguns processos internos. A dimensão de maior peso no estudo é aquela que mostra os resultados que a inovação trouxe para os negócios. Os questionários são processados na Central do IXL-Center, em Cambrigde, na região metropolitana de Boston, nos Estados Unidos, e dão origem à relação das 50 empresas mais inovadoras do Sul, além de seis categorias especiais que contemplam Ensino & Pesquisa, Estatais e Filantrópicas, Micro e Pequenas Empresas, Startups, Entidades Empresariais e Cooperativas de Produção – item que passa a vigorar a partir desta 18ª edição da pesquisa pioneira do gênero no Brasil. O estudo também apresenta as campeãs em 25 setores da economia da região.

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Whirlpool, Lojas Renner, Randon e Dell estão no Top Five

Android 13 terá suporte para telas braille

Android 13 terá suporte “pronto para uso” para telas braille por meio do leitor de tela Talkback da plataforma. Não será necessário instalar o aplicativo BrailleBack para usar a entrada física em vez do teclado virtual.

O suporte nativo traz “muitos” dos recursos do Talkback, auxiliando na navegação da interface ou atalhos para tarefas comuns, como enviar mensagens de texto. Novos atalhos são específicos para linhas braille, como pular para a próxima linha em um documento ou copiar texto.

O suporte ao Braille aparecerá primeiro na próxima versão beta do Android 13, com um lançamento “em algumas semanas”.

A medida ajudará pessoas cegas a usar seus telefones sem usar comandos de voz e poderá tornar os smartphones mais viáveis ​​para surdos-cegos que não podem confiar em sinais de áudio.

Android 13 terá suporte “pronto para uso” para telas braille por meio do leitor de tela Talkback da plataforma. Não será necessário instalar o aplicativo BrailleBack para usar a entrada física em vez do teclado virtual. O suporte nativo traz “muitos” dos recursos do Talkback, auxiliando na navegação …

Bill Gates usa Samsung e Android em vez de dispositivo da Microsoft

Bill Gates revelou que usa o telefone Android de tela grande Galaxy Z Fold 3 como seu smartphone diário.

Em resposta a uma pergunta feita pelo Reddit em seu tópico AMA, Bill Gates confirmou que costuma usar dispositivos Android em vez do Surface Duo da Microsoft.

Por que Gates usa o Fold 3 em particular?

Ele explicou que gosta de experimentar coisas diferentes e o tamanho da tela do Fold significava que ele poderia usá-lo como um “PC portátil” e nada mais.

É provável que também use telefones Samsung, já que a estreita colaboração da Samsung com a Microsoft permite que os vários dispositivos da empresa se integrem perfeitamente ao Windows.

Bill Gates ficou feliz em falar sobre como ele usa um telefone Android em vez de um iPhone da Apple no passado, mas esta é a primeira vez que ele especificou o modelo exato que prefere usar.

Bill Gates revelou que usa o telefone Android de tela grande Galaxy Z Fold 3 como seu smartphone diário. Em resposta a uma pergunta feita pelo Reddit em seu tópico AMA, Bill Gates confirmou que costuma usar dispositivos Android em vez do Surface Duo da …

Google Rússia pede falência, mas continua fornecendo serviços gratuitos

A subsidiária russa do Google anunciou um pedido de falência depois que as autoridades confiscaram sua conta bancária após uma série de multas com Moscou.

“Google Rússia publicou um aviso de sua intenção de declarar falência”, disse um porta-voz da empresa à AFP.

“A apreensão da conta bancária do Google Rússia pelas autoridades russas tornou insustentável o funcionamento de nosso escritório na Rússia, incluindo empregar e pagar funcionários da Rússia, pagar fornecedores e fornecedores e cumprir outras obrigações financeiras”, disse a empresa.

No entanto, disse que continuará a fornecer serviços gratuitos “como Search, YouTube, Gmail, Maps, Android e Play” para clientes na Rússia.

A empresa também confirmou que retirou muitos de seus funcionários da Rússia desde que Moscou enviou dezenas de milhares de soldados para a Ucrânia em 24 de fevereiro.

A subsidiária russa do Google anunciou um pedido de falência depois que as autoridades confiscaram sua conta bancária após uma série de multas com Moscou. “Google Rússia publicou um aviso de sua intenção de declarar falência”, disse um porta-voz da empresa à AFP. “A apreensão …

Confiança do empresário industrial recua 0,3 pontos em maio

Icei passou de 56,8 pontos em abril para 56,5 pontos em maio

Dos 29 setores analisados, 14 demonstraram aumento da confiança no mês e 13 apresentaram recuo na confiança

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) recuou 0,3 ponto percentual em maio, passando de 56,8 pontos em abril, para 56,5 em maio. Os dados foram divulgados hoje (20) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com a CNI, o índice variou de maneira distinta entre os diferentes setores industriais. Dos 29 setores analisados, 14 demonstraram aumento da confiança no mês e 13 apresentaram recuo na confiança. Em dois setores, a confiança dos empresários permaneceu neutra.

O Icei varia de zero a 100 pontos. Valores acima de 50 pontos indicam que o grau de confiança empresarial é maior e mais disseminado. Quanto mais próximo de zero, menor a confiança.

Em maio, os setores mais confiantes foram os de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos, que atingiu 60,3 pontos; seguida do de biocombustíveis (60,2); produtos farmoquímicos e farmacêuticos (60,1); produtos diversos (59,8); e extração de minerais não metálicos, que fechou em 59,5 pontos.

Os setores que apresentaram maior queda na confiança foram os de produtos de borracha, com 50,6 pontos; produtos de limpeza, perfumaria e higiene pessoal (52,2); produtos têxteis (53); equipamentos de informática, produtos eletrônicos e outros (53,1); além do setor de couros e artefatos de couro, que ficou com 55.

Os dois setores em que a confiança empresaria não variou foram: confecção de artigos do vestuário e acessórios, e produtos de madeira.

Recorte regional 

Segundo a entidade, o índice também teve resultados distintos nas regiões do Brasil. De abril para maio, o indicador avançou nas indústrias do Centro-Oeste (de 57,6 para 58) e do Sul (de 55,5 para 56,1); manteve-se estável no Nordeste (em 57,1); e caiu Sudeste (de 55,8 para 55,5) e no Norte (de 60,1 para 58,5).

A CNI ressaltou que o resultado para maio demonstra que a indústria “como um todo segue confiante”, uma vez que, apesar do contraste regional e setorial, a confiança permaneceu acima da linha dos 50 pontos em todos os 29 setores.

Para a elaboração do levantamento foram ouvidas 2.251 empresas, sendo 893 pequeno porte, 815 médio porte e 543 de grande porte, entre os dias 2 e 10 de maio.

Com Agência Brasil

Icei passou de 56,8 pontos em abril para 56,5 pontos em maio

Mais de um terço das famílias brasileiras relatam queda da renda mensal

Estudo Consumer Pulse, da TransUnion, destaca o comportamento das pessoas no Brasil sobre gastos e dívidas no primeiro trimestre de 2022

Embora a pesquisa tenha mostrado algum otimismo em relação ao futuro financeiro de consumidores, isso foi afetado pelo impacto financeiro contínuo da pandemia de COVID-19

A TransUnion, empresa global de informações e insights, divulgou os resultados do Consumer Pulse Study referentes ao primeiro trimestre de 2022, que indicam como as finanças pessoais das 1.056 pessoas entrevistadas mudaram e quais são suas expectativas para o futuro. Embora a pesquisa tenha mostrado algum otimismo em relação ao futuro financeiro de consumidores, isso foi afetado pelo impacto financeiro contínuo da pandemia de COVID-19 que continua presente na população brasileira. “Muitas pessoas continuam enfrentando dificuldades financeiras devido à pandemia, e agora foram adicionadas novas preocupações, como a inflação e o aumento das taxas de juros”, diz Claudio Pasqualin, Vice-Presidente de Desenvolvimento de Negócios da TransUnion Brasil. “À medida em que consumidores ajustam seus gastos, a transformação digital continua acelerada. É importante que as empresas entendam essas preocupações e adaptem seus serviços para apresentar ofertas digitais que ajudem a população a alcançar seus objetivos financeiros”, finaliza.

No primeiro trimestre de 2022, 40% das pessoas consumidoras apontaram que a renda familiar diminuiu, enquanto 34% falaram que ela permaneceu a mesma e 26% citaram aumento. Os principais fatores de perda de receita foram o desemprego e a redução do salário. No entanto, houve algumas melhorias em relação ao trimestre anterior, com 24% da população dizendo que alguém em sua casa perdeu o emprego no primeiro trimestre, abaixo dos 32% dos últimos três meses de 2021, e ainda com 22% de brasileiros mencionando que alguém em sua família teve o salário reduzido, abaixo dos 29% no quarto trimestre de 2021. De forma encorajadora, 13% das pessoas entrevistadas indicaram que alguém em sua casa havia começado um novo negócio, além dos 11% que relataram um aumento salarial e 7% iniciaram um novo emprego no último mês.

Embora tenha havido uma leve melhora em relação ao trimestre anterior, a preocupação com a capacidade de pagar contas e empréstimos integralmente permaneceu alta. Com 77% de todas as pessoas consumidoras expressando atenção ao tema, abaixo dos 79% no quarto trimestre de 2021. Entre a população pesquisada que indicou que sua renda havia diminuído nos últimos três meses, 90% manifestaram apreensão para a realização do pagamento e 60% esperavam não conseguir pagar, integralmente, pelo menos uma de suas obrigações financeiras atuais.

Busca por crédito 

Além das mudanças no orçamento familiar, o comportamento dos gastos da população brasileira também pode ser influenciado por outros fatores. Mais de 8 em cada 10 consumidores (84%) disseram que estão fazendo mudanças nos gastos devido à inflação, e 97% de todas as pessoas entrevistadas estavam pelo menos um pouco preocupados com a inflação. Além disso, mais da metade das pessoas pesquisadas (56%) indicou que o aumento das taxas de juros teve um grande impacto sobre a decisão de solicitar crédito nos próximos 12 meses, e outros 31% disseram terem tido um efeito moderado em seus planos de solicitar crédito. Para as pessoas que consideraram solicitar novos créditos ou refinanciamentos já existentes, mas decidiram não o fazer, a principal razão para abandonar seus planos foi acreditar que o custo seria muito alto.

Apesar dessas preocupações, 38% da população brasileira disse que solicitará um novo crédito ou refinanciamento nos próximos 12 meses, o que representa um aumento de três pontos percentuais em relação ao quarto trimestre de 2021. Dentro deste número, os millennials e a geração X foram as gerações com maior intenção de buscar novos créditos, ambas com 42%, seguidas de perto pela geração Z com 40%. Já os baby boomers estão menos propensos do que as outras gerações a terem planos de pedir um novo crédito, com 30%.

“Embora exista certo otimismo sobre a renda futura das famílias e um ligeiro aumento no número de consumidores que planejam solicitar novos créditos ao longo do próximo ano, as preocupações sobre a inflação, taxas de juros e o custo total do crédito podem ser fatores decisivos para os brasileiros se engajarem no mercado de crédito”, acrescenta Pasqualin.

Estudo Consumer Pulse, da TransUnion, destaca o comportamento das pessoas no Brasil sobre gastos e dívidas no primeiro trimestre de 2022

Soma Solution expande atuação em Santa Catarina

Empresa de automação industrial foi reconhecida como distribuidor destaque da Festo no Sul do Brasil em 2020

A empresa atuará como distribuidora oficial na região após grande sucesso dos produtos em operações na região de Chapecó

Seguindo na busca por novos mercados, a Soma Solution leva à região de Joinville e Vale do Itajaí, em Santa Catarina, uma gama de produtos para automação industrial e pneumática da marca Festo, uma das referências mundiais no setor industrial. A empresa atuará como distribuidora oficial na região após grande sucesso dos produtos em operações na região de Chapecó, também em Santa Catarina. Gilberto Dick, diretor de operações da Soma Solution, diz que a empresa distribuirá toda a linha de produtos Festo aplicados na indústria, com destaque para os produtos pneumáticos, automação de processos e automação elétrica. “O principal diferencial dos produtos Festo são sua robustez e confiabilidade, além de ser uma empresa com presença global, o que garante suporte e materiais de reposição em todo o mundo”, diz Dick.

Dentre os produtos Festo disponibilizados pela Soma Solution, destacam-se os atuadores pneumáticos, que são dispositivos que convertem a energia pneumática entrante em movimentos mecânicos, a tecnologia de conexão pneumática, que inclui tubos flexíveis para os mais diversos ambientes de trabalho, como versões aprovadas para uso na indústria alimentícia, resistentes a faíscas e centelhas, e acessórios pneumáticos, como silenciadores, pistolas de ar comprimido e indicadores. Na área de automação industrial, a Soma Solution disponibilizará motores e drivers da Festo, tecnologia de controle e I/Q remotos, desde componentes individuais até sistemas completos, além de todos os componentes para uma sequência de controle.

“A parceria entre as empresas oferece ao cliente o serviço de montagem de painel pneumático de acordo com o projeto, dentro dos mais criteriosos padrões de acabamento, visando oferecer ao cliente baixo custo, alta confiabilidade no equipamento e facilidade na manutenção”, ressalta Gilberto Dick. O diretor diz, ainda, que a decisão de expansão ocorreu em ocasião do excelente resultado obtido no oeste de Santa Catarina e devido ao grande mercado potencial existente na região de Itajaí e Joinville.

Empresa de automação industrial foi reconhecida como distribuidor destaque da Festo no Sul do Brasil em 2020

PipeRun economiza mais de 300 mil horas de trabalho burocrático para clientes

Focada em organizar e acelerar vendas de pequenas e médias empresas, startup cresceu 500% desde 2019

Os sócios da PipeRun Cezar Gehm, Fausto Reichert e Osvaldo Gehm

Empreender e ter o próprio negócio é o sonho de milhares de brasileiros. E quem já está no mercado sabe que um dos principais desafios está na gestão e nas vendas. No dia a dia, pode parecer complexo administrar processos e equipes de vendas — e é essa realidade que a PipeRun vem transformando. Fundada em 2017 em Porto Alegre, a companhia completa cinco anos oferecendo uma plataforma de aceleração de vendas, que simplifica e automatiza as rotinas comerciais para vários segmentos de negócios, possibilitando a criação das máquinas de vendas e aquisição como também máquinas de expansão e retenção, que aceleram a transformação digital nos negócios.

Com uma rede com 400 empresas parceiras, mais de 1 mil empresas clientes e 8 mil usuários diários na plataforma, a startup cresceu mais de 500% entre 2019 e 2022 e segue os planos de expansão no mercado nacional. “Nossa estimativa é ter economizado mais de 300 mil horas de trabalho burocrático para equipes de vendas que utilizam a PipeRun. Mas ainda estamos no começo, considerando o tamanho do mercado e a possibilidade de ajudar milhares de companhias”, aponta o CEO da Companhia, Cezar Augusto Gehm Filho. “Possibilitamos que os clientes acessem tecnologia e metodologias de ponta, melhorando seus processos de marketing e vendas. Com isso, conseguem organizar e automatizar atividades repetitivas, controlar indicadores, aumentar a produtividade dos vendedores e assim maximizar a receita e os lucros”, afirma o executivo.

Um negócio criado por acaso
Segundo Cezar, a criação da salestech tem uma característica interessante. “Aconteceu a partir da nossa própria necessidade. Em outra companhia que tínhamos, desenvolvemos um sistema para aumentar a produtividade do processo de vendas. Nossos clientes começaram a pedir para usar a ferramenta. Assim, iniciamos a plataforma, que se tornou um novo negócio”, recorda.

O executivo chama atenção para o investimento de tempo dos profissionais focados em preencher planilhas, montar relatórios, estruturar propostas de vendas, redigir e-mails, fazer follow-up e ainda utilizar um sistema de assinatura de documentos separado do cadastro dos clientes. “A plataforma reduz o tempo dessas atividades, para que o pessoal de vendas foque em atender melhor e vender mais”, analisa.

Aceleração de vendas e do dinheiro no caixa
As facilidades oferecidas fazem com que a plataforma atue também como uma espécie de centralizador das informações de vendas e relacionamento com clientes, concentrando as operações num único local. “Não basta oferecer apenas funcionalidades avançadas. É preciso ajudar os gestores e as equipes a melhorarem a operação. Há casos de clientes que reduziram o ciclo de fechamento de negócios de 70 para 14 dias. Isso é dinheiro no caixa muito mais rápido e barato”, pontua o Chief Revenue Officer (CRO) da PipeRun, Fausto Reichert.

Chief Technology Officer (CTO) e também fundador da empresa, Osvaldo Gehm destaca que a proximidade é essencial. “Nós construímos novos recursos e soluções em conjunto com nossos clientes. Eles nos fornecem informações sobre suas operações e desafios”, detalha. O executivo destaca ainda que, nestes 5 anos, a empresa já foi selecionada por diversos programas de aceleração como InovAtiva Brasil, Sebrae, Endeavor. Recentemente, também recebeu a certificação Great Place to Work.

Focada em organizar e acelerar vendas de pequenas e médias empresas, startup cresceu 500% desde 2019

Domazzi instala novo centro de distribuição em Itajaí

Companhia espera crescer 20% ao ano com novo CD instalado no Mega Itajaí, administrado pela Capital Realty

Santa Catarina é uma localização prioritária para a empresa, já que 100% da operação de importação da Domazzi é feita por Itajaí e Navegantes

A empresa Domazzi, especializada em comércio exterior com foco em varejo alimentar, acaba de instalar seu novo centro de distribuição (CD) em Itajaí, Santa Catarina. São 3.824 metros quadrados de espaço distribuídos em dois armazéns dentro do condomínio logístico Mega Itajaí, administrado pela empresa Capital Realty. A Domazzi fará operações de distribuição e armazenagem de alimentos, produtos de bazar (panelas, taças, copos e outros utensílios), produtos de mercearia, bebidas e outros insumos importados para os supermercados brasileiros. A empresa já operava em Itajaí, mas decidiu mudar de armazém para ampliar e aprimorar as operações. O investimento foi de R$ 400 mil. Com as novas operações, a empresa espera crescer 20% ao ano até 2027.

A Domazzi opera há 29 anos no mercado e está presente em 19 estados, com mais de 2 mil itens ativos, e atualmente importa produtos de mais de 50 países de 300 fornecedores para mais de 50 redes de supermercados, que ao todo contam com aproximadamente 500 pontos de venda em 20 estados brasileiros. “A mudança para o Mega Itajaí ocorre por uma necessidade de aprimorar nossa operação. A infraestrutura do armazém tem padrão internacional, com pé direito alto, sprinklers de última geração e a possibilidade de ampliação dentro do próprio condomínio, caso precisemos, pois assim podemos ter outros módulos no mesmo local. Outro motivo foi a vontade de estreitar a relação com a equipe de forma humanizada, incluindo os transportadores, já que no Mega temos um pátio enorme para os motoristas, sala de espera com banheiros, vestiários, chuveiro, refeitório para equipe, restaurante. Tudo isso realmente faz a diferença para que possamos crescer ainda mais no segmento”, diz Bernardo Pedrozo, sócio da Domazzi.

Localização
Santa Catarina é uma localização prioritária para a empresa, já que 100% da operação de importação da Domazzi é feita por Itajaí e Navegantes. “Nós temos o benefício fiscal em Santa Catarina. A empresa é catarinense e nós nacionalizamos toda a mercadoria nos portos de Itajaí, e depois mandamos para o armazém, que concentra as cargas que chegam a cada semana para fazermos o despacho nacionalmente”, conta Pedrozo. Segundo a empresa, somente a região Sul representa um faturamento de 30%, seguido de mais 30% em São Paulo e de mais 40% que se espalham pelas outras regiões brasileiras.

Estrategicamente localizado no entroncamento da BR-101 e SC-412, rodovia que liga a região oeste do estado ao Vale do Itajaí, o complexo logístico Mega Itajaí atende empresas que importam e exportam utilizando os portos de Itapoá, Itajaí e Navegantes, além de ser um ponto estratégico para distribuição de mercadorias no Sul do Brasil. “A entrada da Domazzi no armazém da Capital Realty é uma estratégia inteligente para os negócios e uma decisão acertada para melhorar ainda mais a operação da companhia. Itajaí se tornou um polo importante para distribuição de mercadorias devido a sua localização privilegiada, infraestrutura e mão de obra especializada. Além de atender as empresas de comércio exterior, o condomínio também atende grandes redes varejistas que abastecem Santa Catarina e demais estados do Sul”, contextualiza Rodrigo Demeterco, presidente da Capital Realty.

Companhia espera crescer 20% ao ano com novo CD instalado no Mega Itajaí, administrado pela Capital Realty

Colégio Positivo investe R$ 50 milhões em infraestrutura

Escolas do grupo educacional foram preparados para a volta às aulas presenciais

No Colégio Positivo – Jardim Ambiental, a educação infantil ganhou novas salas de aulas

Com unidades no Paraná e em Santa Catarina, o Colégio Positivo concluiu um investimento de R$ 34 milhões nas reformas que transformaram a estrutura de cinco dos sete endereços da rede. Ao todo, passaram por obras aproximadamente 25 mil metros quadrados em um prazo de 40 dias. Outras unidades já haviam recebido investimentos em 2021, totalizando mais de R$ 50 milhões em reformas estruturais que prepararam as escolas para receber os alunos no pós-pandemia.

As adequações garantem segurança e proteção dentro das instituições, mas também deixam o espaço pronto para uma nova forma de ensinar, diz o diretor-executivo Celso Hartmann. “A pandemia nos mostrou novos caminhos para a educação. Hoje, valorizamos ainda mais os nossos espaços abertos, o contato com a natureza, e a utilização desses ambientes como espaços pedagógicos. Vemos, também, ainda mais relevância na experimentação, em que as crianças vivenciam novas experiências, propõem soluções para problemas da sociedade e colocam seus sentidos em ação.”

Espaços adaptados
Salas da educação infantil e do ensino fundamental se tornaram espaços mais interativos e flexíveis para o desenvolvimento das crianças, seguindo os novos conceitos didáticos que estimulam a criatividade e o aprendizado. Os pátios recreativos, por exemplo, receberam revestimentos adequados a cada faixa etária e brinquedos que ajudam no desenvolvimento da motricidade. “Na unidade Jardim Ambiental, em Curitiba, criamos o Natural Garden, onde as crianças podem experimentar diferentes sensações. Elas têm contato com a terra, a grama, a água, e podem explorar seus sentidos. Queremos que o nosso ensino vá além do que o currículo escolar prevê, que possa ser um aprendizado de humanidade e vivência”, ressalta Hartmann.

Em Curitiba, as obras nas três unidades mais antigas foram iniciadas pelas fachadas. No Colégio Positivo – Júnior, as principais mudanças foram feitas nas salas da educação infantil e do ensino fundamental, que agora são espaços mais interativos e flexíveis para o desenvolvimento, e que acompanham os novos conceitos didáticos. Além disso, os pátios recreativos receberam revestimentos adequados a cada faixa etária, assim como mobiliário para aulas ao ar livre.

No Colégio Positivo – Jardim Ambiental, a educação infantil ganhou novas salas de aulas, mais aconchegantes, que lembram a “casa da vovó” e, ao mesmo tempo, têm características e mobiliário que estimulam o desenvolvimento das crianças. O Colégio Positivo – Ângelo Sampaio recebeu, ainda, novos laboratórios, como os de Saúde e de Empreendedorismo, próprios para o desenvolvimento dos novos itinerários formativos do Ensino Médio. Outras unidades que ganharam investimentos foram o Colégio Passo Certo, em Cascavel, e o Colégio Vila Olímpia, em Florianópolis.

Escolas do grupo educacional foram preparados para a volta às aulas presenciais

Confusão generalizada gera insegurança jurídica para contribuintes do IPI

Decreto que reduzia alíquotas do imposto é suspenso por decisão do STF

Há consenso entre as entidades empresariais no sentido de que a medida de redução das alíquotas de IPI seria uma das únicas alternativas para a retomada do crescimento da atividade industrial

Em 31 de dezembro do ano passado foi editado o Decreto 10.923/2021, que introduzia a nova Tabela de Incidência sobre Produtos Industrializados (TIPI), o qual entraria em vigor no dia 1 de abril, data que foi prorrogada para maio através do Decreto 10.021/2022. Contudo, no final de abril foi publicado o Decreto nº 11.055/2022, o qual teve seu início fixado para 2 de maio e que revogou o Decreto nº 10.923/2021, o qual nem chegou a viger, e reduziu a alíquota de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em cerca de 35%. Entre as razões apresentadas pelo governo federal para a redução em questão, estariam, principalmente, a necessidade de reduzir os custos de produção no país, impulsionar a indústria nacional e a economia, o que teria sido possível, segundo o Ministro Paulo Guedes, porque a arrecadação federal viria apresentando resultados acima do previsto e, dessa forma, seria possível “devolver à sociedade” o excesso de arrecadação.

Contudo, o desconto em questão desagradou a diversas empresas da Zona Franca de Manaus, as quais já contam com isenção de imposto, e por conseguinte teriam uma vantagem em relação ao restante das indústrias do país. Para as empresas da Zona Franca, embora o imposto não seja pago no momento da industrialização, esse valor geraria um crédito a ser utilizado na etapa seguinte da cadeia produtiva.

Com a redução criada pelo Decreto nº 11.055, as empresas de todo o país ficariam com uma carga tributária semelhante às de Manaus, o que, no entendimento das empresas lá situadas, ameaçaria toda a indústria e os empregos na região. Em função disso e em defesa dos interesses das empresas amazonenses que teriam sido prejudicadas pela medida, o Partido Solidariedade ajuizou a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 7153 no Supremo Tribunal Federal, com pedido liminar para suspender a eficácia do decreto que reduzia as alíquotas do IPI.

A liminar foi, então, deferida pelo Ministro Alexandre de Moraes para suspender o desconto em relação aos produtos industrializados produzidos em todo o país que também sejam produzidos na Zona Franca segundo o “Processo Produtivo Básico”, o qual leva em consideração, ainda que parcial, a utilização de insumos, partes ou peças nacionais, não sendo vedada a utilização parcial de componentes importados. Portanto, a certeza sobre o retorno da alíquota cheia, em função da decisão liminar, depende de consulta por todas as empresas do país acerca do enquadramento de cada item ou mercadoria como produzida, ou não, também pelo Processo Produtivo Básico na Zona Franca.

Os contribuintes estariam perdidos diante da insegurança acerca da alíquota aplicável a seus produtos, a qual foi reduzida por alguns dias e logo voltou a ser “cheia” em virtude de liminar. Isso gera um efeito de incerteza sobre preços praticados e créditos de IPI a serem utilizados em todas as etapas da cadeia produtiva, além de riscos de futuras autuações pela receita federal em relação àqueles que se venham a utilizar créditos de maneira equivocada. A decisão judicial, no entendimento de muitos, seria antidemocrática, pois feriria a autonomia do Poder Executivo de fixar a política tributária através de reduções ou aumentos de IPI, caracterizaria um excesso de ativismo por parte do Poder Judiciário e do ministro prolator da decisão, além de gerar um “caos” e grande insegurança jurídica para os contribuintes.

Agora, às empresas que tiveram o benefício suspenso, resta aguardar pelo prazo que o Ministro concedeu para que o Poder executivo apresente informações ao processo, para que a decisão liminar seja ou não confirmada. Diante de todo o imbróglio, há consenso entre as entidades empresariais no sentido de que a medida de redução das alíquotas de IPI seria uma das únicas alternativas para a retomada do crescimento da atividade industrial e, consequentemente, do desenvolvimento econômico e geração de empregos no Brasil.

*Mestre e Doutora em Direito Tributário. Advogada no escritório Magadan e Maltz, em Porto Alegre

Decreto que reduzia alíquotas do imposto é suspenso por decisão do STF

Ministério da Economia mantém previsão do PIB em 1,5%

Estimativa para a inflação deste ano sobe para 7,9%

Segundo o boletim, a melhora no desempenho do PIB brasileiro tem ocorrido em razão da retomada no setor de serviços e ampliação dos investimentos

O governo federal alterou para cima a previsão da inflação deste ano. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que em março era estimado em 6,55% para o ano, agora teve a previsão elevada para 7,9%. A estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 1,5%. Os dados são do Boletim Macro Fiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia.

Para 2023, o governo federal manteve também a previsão do PIB e aumentou a da inflação. O PIB, segundo a estimativa, deverá fechar 2023 com alta de 2,5% (a mesma previsão do último boletim, divulgado em março). Já o IPCA deverá encerrar 2023 em 3,6% (a previsão de março era alta de 3,25%). “A expectativa para a taxa de inflação [IPCA] aumentou de 6,55% para 7,90% em 2022 e de 3,25% para 3,60% em 2023. A partir de 2024, espera-se convergência da inflação [IPCA] para a meta de 3%”, diz o texto do documento.

Segundo o boletim, a melhora no desempenho do PIB brasileiro tem ocorrido em razão da retomada no setor de serviços e ampliação dos investimentos, o que, de acordo com o documento, tem refletido na recuperação do mercado de trabalho. O texto destaca que o setor de serviços cresceu 1,8% no primeiro trimestre de 2022, atingindo o maior patamar desde maio de 2015. “A estimativa de crescimento do PIB brasileiro para 2022 foi mantida em 1,5%. De 2023 em diante, as estimativas permaneceram em 2,5%. Desde março, em linha com as projeções da SPE, pode-se notar uma revisão altista das expectativas de mercado para a atividade econômica”, destaca o texto.

Com Agência Brasil

Estimativa para a inflação deste ano sobe para 7,9%