Archives Maio 2022

Google Assistente chega no Samsung Galaxy Watch 4, mas sem suporte ao português

Os proprietários do Galaxy Watch 4 agora podem começar a usar o Google Assistente em seu smartwatch.

No Brasil, por enquanto, o Assistente não funciona por falta de suporte ao português.

Uma vez instalado a partir do Google Play no Wear OS, o aplicativo fica disponível na gaveta de aplicativos e pode ser ativado por comando de voz ou pressionando longamente o botão home (se configurado).

Além disso, a atualização de hoje oferece aos usuários acesso ao Google Pay, Maps e YouTube Music.

Durante o Google I/O no início deste mês, a Samsung disse que em breve ofereceria suporte ao Google Assistant.

A Samsung também disse que o controle do Spotify estará disponível através do Google Assistant e que está suportando outros aplicativos de terceiros.

Outros aplicativos e serviços do Google serão otimizados para a linha Galaxy Watch ainda este ano.

Os proprietários do Galaxy Watch 4 agora podem começar a usar o Google Assistente em seu smartwatch. No Brasil, por enquanto, o Assistente não funciona por falta de suporte ao português. Uma vez instalado a partir do Google Play no Wear OS, o aplicativo fica …

Google está testando uma câmera menor e modular para o Street View

O Google diz que a nova câmera tem toda a resolução e poder de processamento encontrados em um carro completo do Street View, mas é um dispositivo “do tamanho de um gato doméstico”.

Com um sistema de câmeras tão pequeno irá facilitar a captação de imagens em mais regiões – sendo que poderia ser transportado para qualquer lugar e instalado em qualquer tipo de veículo. Contanto que tenha um rack de teto, diz o Google.

A nova câmera do Street View para uma coruja.

O empresa diz que, historicamente, eles tiveram que criar sistemas de câmeras totalmente novos para caber em qualquer área que eles quisessem capturar, mas as novas câmeras são modulares e personalizáveis.

No entanto, o Google observa que as novas câmeras não possuem os scanners lidar normalmente encontrados em carros do Street View que operam nas cidades, mas podem ser adicionados conforme necessário.

O Google disse que o novo sistema de câmeras está sendo testado e deve ser totalmente implementado em 2023.

O Google diz que a nova câmera tem toda a resolução e poder de processamento encontrados em um carro completo do Street View, mas é um dispositivo “do tamanho de um gato doméstico”. Com um sistema de câmeras tão pequeno irá facilitar a captação de …

Obras da esmagadora de soja da C.Vale avançam

Cooperativa de Palotina vai investir mais de R$ 650 milhões no empreendimento

Obras civis da indústria vão começar logo após conclusão da pavimentação

As obras da esmagadora de soja da C.Vale estão avançando com a realização do sistema de drenagem e da pavimentação das vias de acesso que deverão estar totalmente concluídas até o final de julho de 2022. O início da construção das moegas, em março, deu a largada das obras civis do empreendimento no parque industrial da cooperativa, em Palotina (PR).

A C.Vale vai investir mais de R$ 650 milhões no empreendimento. O novo empreendimento vai resultar na criação de 580 empregos diretos e indiretos. Outros 1.500 postos de trabalho vão ser gerados durante a construção da esmagadora. Durante visita à obras, o presidente da C.Vale, Alfredo Lang, explicou que a indústria começará produzindo farelo e óleo de soja que serão usados na fabricação de rações. O volume que não for consumido será comercializado com terceiros nos mercados interno e externo.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou, em março, R$ 104 milhões à C.Vale como parte dos recursos para a construção de uma esmagadora de soja. Os recursos têm origem no Plano Safra, sendo R$ 84 milhões diretamente pelo BNDES e R$ 20 milhões pelo BRDE.

A indústria terá potencial para produzir até 2.300 toneladas/dia de farelo, 600 toneladas de óleo vegetal degomado (para produção de rações) e 36 toneladas de casca peletizada (também para alimentação animal). A construção da esmagadora de soja vai envolver 20 empresas e gerar 1.500 empregos.

Cooperativa de Palotina vai investir mais de R$ 650 milhões no empreendimento

Intenção de consumo avança pelo quinto mês consecutivo

Melhora no mercado de trabalho tem ajudado projeção

Apesar de alta de todos os componentes do ICF, 48% das famílias pretendem reduzir suas compras nos próximos três meses

Mesmo com o desafio da inflação e dos juros altos, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou, em maio, a quinta alta mensal consecutiva e a mais intensa do ano, de 4,4%. Apesar de ainda estar abaixo do nível de satisfação (100 pontos), registrando 79,5 pontos, o índice apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) alcançou o maior patamar desde maio de 2020, com crescimento de 17,7% na comparação anual.

Todos os componentes do ICF apresentaram alta, com destaque para o item sobre o emprego atual, que registrou a maior pontuação, 105,8, com variação mensal positiva de 4,1%. O presidente da CNC, José Roberto Tadros, lembra que dados têm apontado geração líquida contínua de vagas no mercado de trabalho, o que ocasiona esse resultado. “Desde agosto do ano passado, as famílias vêm se sentindo cada vez mais seguras nos seus empregos e têm percebido melhora em seus rendimentos, devido ao crescimento das contratações no mercado de trabalho formal”, rememorou.

Isso pode ser percebido pelo aumento de famílias que consideraram a renda melhor do que há um ano, atingindo 24,5%, a maior proporção desde maio de 2020 (28,6%). Contudo, mesmo com melhor percepção sobre o nível de emprego, a análise indica cautela quanto à perspectiva de consumo no curto prazo, com aumento de 47,8% para 48% da parcela de famílias que pretendem reduzir suas compras nos próximos três meses.

Aumentos nos dois grupos de renda
No recorte por renda, as famílias que ganham até dez salários mínimos apresentaram aumento mensal de 4,8% na intenção de consumo, registrando 76,3 pontos, enquanto entre as que ganham acima de dez salários o crescimento foi de 2,8%, alcançando 94,8 pontos. Na comparação com maio de 2021, os dois grupos apresentaram incremento de 18,5% e 15,3%, respectivamente.

A economista da CNC responsável pela pesquisa, Catarina Carneiro da Silva, alerta, no entanto, que ambos os índices se encontraram abaixo do nível de satisfação, com destaque para as famílias de menor renda, por conta do maior impacto, das altas de preço de itens básicos em seus orçamentos. “Os números, contudo, revelam que a parcela da população com ganhos inferiores possui maior expectativa sobre a desaceleração da inflação nos próximos meses”, observa.

Melhora no mercado de trabalho tem ajudado projeção

Prévia da inflação de maio desacelera para 0,59%

IPCA-15 foi influenciado pela queda na energia elétrica

Queda de preços da energia elétrica ajudou a desacelerar prévia da inflação de maio (Foto: Helena Pontes)

A prévia da inflação desacelerou para 0,59% em maio e ficou 1,14 ponto percentual abaixo da taxa de abril (1,73%). Esse índice é o maior do indicador para o mês desde 2016 (0,86%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 4,93%. O acumulado dos últimos 12 meses é de 12,2%, acima dos 12,03% registrados em abril. A taxa de maio de 2021 foi de 0,44%. Todos os grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram aumento nos preços, exceto habitação (-3,85%), influenciado pela queda de 14,09% na energia elétrica.

A maior alta no resultado veio de Saúde e cuidados pessoais (2,19%). O item de maior influência no grupo e no IPCA-15 de maio foi produtos farmacêuticos, com aumento de 5,24% nos preços, registrado após o reajuste de até 10,89% autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Já o maior impacto positivo no resultado foi do grupo dos transportes, que registrou alta de 1,8%. O resultado apresenta desaceleração em relação a abril (3,43%). A maior contribuição veio do item passagens aéreas (18,4%), cujos preços subiram pelo segundo mês consecutivo (em abril, a alta foi de 9,43%). Os combustíveis (2,05%) também seguem em alta, embora a variação tenha sido inferior à registrada no mês anterior (7,54%). Chamam a atenção aumentos da gasolina (1,24%) e do etanol (7,79%). Também merece destaque o seguro de veículo (3,48%), que já acumula 18,24% de variação no ano.

Outro grupo que desacelerou foi o de alimentação e bebidas: 1,52% em maio frente aos 2,25% de abril.A maior influência foi dos alimentos para consumo no domicílio (1,71%). A única queda de preços entre os grupos foi em habitação (-3,85%), puxada pela energia elétrica (-14,09%). Cabe lembrar que, a partir de 16 de abril, passou a vigorar a bandeira verde, em que não há cobrança adicional na conta de luz, após seis meses de bandeira “Escassez Hídrica”, com acréscimo de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos. Em termos regionais, houve quedas desde 17,62% em Curitiba até 2,18% em Fortaleza, onde houve reajuste de 24,23% nas tarifas. Também foi aplicado um reajuste tarifário de 20,97% em Salvador (-4,82%) e de 18,77% em Recife (-8,2%).

Quanto às regiões, todas as áreas pesquisadas no IPCA-15 de maio apresentaram alta, sendo a maior variação em Fortaleza (1,29%). Já o menor resultado regional foi em Curitiba (0,12%), onde, além do recuo de quase 18% da energia elétrica (-17,62%), houve queda nos preços de alimentos como a cenoura (-19,88%) e o tomate (-13,72%).

Mais sobre o IPCA-15
O IPCA-15 difere do IPCA, a inflação oficial do país, somente no período de coleta e na abrangência geográfica. Para o cálculo do índice de maio, os preços foram coletados no período de 14 de abril a 13 de maio de 2022 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 17 de março a 13 de abril de 2022 (base). O IPCA-15 refere-se a famílias com rendimentos de 1 a 40 salários-mínimos, qualquer que seja a fonte, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e do município de Goiânia.

IPCA-15 foi influenciado pela queda na energia elétrica

Pontal do Estaleiro, um marco responsável

Torre do empreendimento da Melnick na capital gaúcha leva o selo AQUA-HQE, uma das principais certificações internacionais de construção sustentável

Redução de consumo de água poderá chegar até 47% na torre de escritórios do Portal do Estaleiro

A Melnick escolheu um local emblemático de Porto Alegre para presentear a cidade. O local onde foi inaugurado o Estaleiro Só, uma gigante da indústria naval, em 1850, dará lugar ao Pontal do Estaleiro, empreendimento que prevê torres de escritórios, hotel e centro de eventos na Orla do Guaíba. A obra não é apenas um marco para o município, mas também para a incorporadora já que a torre do Portal do Estaleiro será o primeiro empreendimento da empresa a ter o selo Aqua-HQE, uma das principais certificações internacionais de construção sustentável. Para conquistar o selo, a companhia precisou criar mecanismos para mitigar impactos ambientais negativos e atingir as metas estabelecidas com relação as estratégias sustentáveis.

O processo de aquisição do selo já está em sua fase final, faltando apenas a fase da auditoria para verificação da implementação de todas as estratégias previstas em projetos. No processo AQUA-HQE, o sistema de gestão do empreendimento é avaliado durante o processo de certificação e como a Melnick já possuía um sistema de gestão da qualidade bem estruturado, facilitou essa fase. “Durante as obras houve uma preocupação em minimizar os impactos ambientais através de práticas de canteiro sustentável, que eram quase em sua totalidade adotadas em todos os nossos canteiros, como a condição visual dos tapumes, o relacionamento com vizinhança, a proteção da fauna e da flora, limitação de poluição e sujeira, gestão de resíduos, etc”, enumera Paulo Bassi, engenheiro técnico responsável pelo projeto do Pontal do Estaleiro.

Ao longo da construção, foi observado, por exemplo, a distância entre as fontes provenientes de matérias-primas e a obra, para redução da emissão de carbono, priorizando fornecedores locais. Para a auditoria de projeto, onde é avaliado de desenvolvimento dos projetos, a Fundação Vanzolini, responsável pelo selo no Brasil, avalia, dentre diversos aspectos técnicos, o desempenho térmico dos vidros, o desempenho energético de sistemas de ar-condicionado, como também o desempenho lumínico e paisagismo – tudo com o objetivo de buscar a melhor performance sustentável possível do empreendimento. Prova disso é que a estimativa de redução de consumo de água feita na fase da auditoria de projeto foi de 39% para o hotel e de 47% para a torre de escritórios, por exemplo.

Ao avaliar a execução para recebimento do selo AQUA-HQE, Marcelo Guedes, vice-presidente de operações da Melnick, destaca os ganhos obtidos pela população que mora perto do Pontal. “Um dos principais ensinamentos ao longo do processo para obter a certificação é que é possível viabilizar uma obra sustentável. Ela traz benefícios para os futuros usuários e funcionários do empreendimento, como a maior facilidade na manutenção, diminuição no consumo de recursos naturais, maior qualidade dos materiais utilizados, maior conforto e saúde, entre outros”, evidencia. “O selo otimiza a construção através de um sistema de gestão e de procedimentos bem estruturados, o que facilita a execução e verificação das tarefas de acordo com as premissas exigidas pela Melnick e pela própria certificação em si, sem contar a valorização do empreendimento e do próprio entorno”, destaca.

O empreendimento terá um moderno parque público da cidade. O projeto conta com mais de 29 mil metros quadrados, incluindo áreas de caminhada, píer e pontos de contemplação abertos para todos que quiserem aproveitar a beleza natural da beira do Guaíba. O Pontal do Estaleiro também terá o primeiro Life Center do Rio Grande do Sul totalmente integrado ao Parque Pontal.

Torre do empreendimento da Melnick na capital gaúcha leva o selo AQUA-HQE, uma das principais certificações internacionais de construção sustentável

Fretadão consolida crescimento no Rio Grande do Sul

Startup tem direcionado esforços para aumentar o número de empresas atendidas na região Sul

Rio Grande do Sul concentra 10% da operação da empresa no país

O Rio Grande do Sul se consolida como uma região extremamente importante para o Fretadão, startup de tecnologia que atua na gestão de transporte fretado. Atualmente, o estado é o segundo que tem maior atuação da empresa no país, atrás apenas de São Paulo. São 118 linhas operando para transportar mais de 1.600 passageiros diariamente em território gaúcho.

A operação no estado ocorre em três cidades: Porto Alegre, Santa Rita e Montenegro, que sozinha tem a terceira maior quantidade de passageiros transportados atualmente – 1.473, da companhia John Deere Brasil, em 101 linhas. A John Deere Brasil foi o primeiro cliente do Fretadão no Rio Grande do Sul, em outubro de 2020. Em 2021, a partir do segundo trimestre, outros dois clientes da região entraram no portfólio da empresa, o que consolidou o crescimento da atuação na região.

“Ficamos muito felizes com essa operação local, que cresceu em pouco tempo de atuação na região, e que nos traz uma excelente oportunidade de crescimento, com a possibilidade de ajudarmos as empresas a oferecerem opções de transporte seguro, rápido e confortável para seus colaboradores”, afirma Antonio Carlos Gonçalves, CEO do Fretadão. Ainda para o ano de 2022 o Fretadão tem direcionado esforços para aumentar o número de empresas atendidas e passageiros transportados, tanto no Rio Grande do Sul quanto nos outros estados da região Sul. No Paraná, a empresa atua com cinco linhas em uma operação para a DHL em Curitiba. Já em Santa Catarina, a startup tem um contrato de serviço com a Mercado Livre em Criciúma.

“Estamos constantemente aprimorando nossa plataforma e nossos serviços prestados para ajudar o RH das empresas a resolver as questões relativas à mobilidade dos colaboradores. Com isso, temos direcionado os esforços de crescimento para outros estados com economia importante e significativa, que apresentam enorme potencial”, completa Antonio Carlos.

Startup tem direcionado esforços para aumentar o número de empresas atendidas na região Sul

Governo reduz imposto de importação de mais produtos

Arroz, feijão, carne e massas fazem parte da lista

No total, 6.195 mercadorias, quase todos os bens importados, terão redução no imposto

O governo federal decidiu pela redução de 10% nas alíquotas do imposto de importação sobre vários produtos. O objetivo é, segundo o Ministério da Economia, reduzir os impactos decorrentes da pandemia e da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre os preços de insumos do setor produtivo. No dia 12 de maio a mesma iniciativa teve como foco sete produtos.

Serão afetados pela medida feijão, carne, massas, biscoitos, arroz e materiais de construção, dentre outros itens. No total, 6.195 mercadorias, quase todos os bens importados, terão redução no imposto. A medida foi anunciada na noite de segunda-feira (23), em entrevista coletiva da equipe econômica do ministério. A redução se soma a outra, também de 10%, em novembro de 2021.

“A medida de hoje, somada à redução de 10% já realizada no ano passado, aproxima o nível tarifário brasileiro da média internacional e, em especial, dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)”, afirmou o secretário de Comércio Exterior do ministério, Lucas Ferraz. A vigência desta medida tem prazo determinado e deve vigorar até o final de 2023.

Na avaliação da equipe econômica do governo, a medida vai provocar impactos acumulados de R$ 533,1 bilhões de incremento no PIB, de R$ 376,8 bilhões em investimentos, de R$ 758,4 bilhões em aumento das importações e de R$ 676,1 bilhões de acréscimo nas exportações. Os incrementos, em se confirmando, resultarão em R$ 1,4 trilhão de crescimento na corrente de comércio exterior (soma de importações e exportações), além de redução do nível geral de preços na economia.

Com Agência Brasil

Arroz, feijão, carne e massas fazem parte da lista

Agronegócio registra superávit de US$ 43,7 bilhões até abril

O setor foi o responsável por puxar o saldo positivo da balança comercial brasileira

A soja lidera as exportações do agronegócio no país

A balança comercial do agronegócio brasileiro apresentou superávit de US$ 43,7 bilhões no acumulado do ano, até abril, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O setor foi o responsável por puxar o saldo positivo da balança comercial brasileira, que apresentou um superávit de mais de US$ 20,2 bilhões no acumulado do ano, também até abril de 2022.

A balança comercial é calculada com base nas importações e as exportações. De acordo com os dados divulgados pelo Ipea, as exportações do setor do agronegócio este ano foram de US$ 48,7 bilhões, o que representa uma alta de 34,9% em relação ao mesmo período de 2021. As importações registram estabilidade em relação ao ano passado, com alta de 0,7%, chegando a US$ 5 bilhões. O saldo dos demais bens foi um déficit de US$ 23,5 bilhões.

Apenas no mês de abril, o agronegócio exportou US$ 14,9 bilhões, o que, de acordo com o Ipea, contribuiu para um superávit de US$ 13,6 bilhões no saldo da balança comercial do setor, crescimento de 15,2% frente ao mesmo mês de 2021. Já as importações brasileiras do setor totalizaram US$ 1,3 bilhão no mês, com alta de 11,7% na comparação com abril de 2021. Os demais bens fecharam o mês de abril com déficit de US$ 5,5 bilhões, US$ 3,7 bilhões a mais que no mesmo período de 2021. Ainda assim, a balança comercial total encerrou abril com saldo positivo de US$ 8,1 bilhões.

A soja lidera as exportações do agronegócio no país. Na análise do Ipea, em relação a abril do ano passado, no entanto, a soja em grão registrou significativa queda no volume exportado por conta da sobreoferta de carne suína da China, o maior consumidor do produto, usado principalmente como ração. Com o aumento na oferta de carne, a China precisou congelar o excedente e reduzir os investimentos na reposição do rebanho, o que reduziu também a demanda por rações. Apesar da queda no volume exportado, a soja teve um aumento de 41,8% no preço do grão, ante abril de 2021.

A sobreoferta de carne suína na China afetou também as exportações brasileiras do produto, que ficaram aquém das registradas em 2021. Já a demanda chinesa por carne bovina fez com que os preços médios desse produto seguissem elevados. A carne de frango teve aumento de 27,2% no preço médio e de 5,6% na quantidade exportada. Em relação às importações brasileiras no agronegócio, o trigo aparece na liderança, em patamares semelhantes aos de anos anteriores. A safra recorde em 2021/2022 e a demanda internacional aquecida fizeram com que o trigo produzido no Brasil fosse também vendido a outros países principalmente em março e em abril.

Em abril, a entrada de adubos e fertilizantes no país foi 72,4% superior ao verificado em igual período de 2021, resultando em aumento de 6,4% no acumulado do ano. O Ipea destaca ainda que, no total, o valor das importações cresceu 11,7% em abril, puxado pelo aumento geral de preços. Dos 16 produtos acompanhados nesta edição, 14 tiveram alta de preços, enquanto nove tiveram queda nas quantidades, incluindo quatro dos cinco itens mais expressivos da pauta de importações: pescados, produtos hortícolas, papel e malte.

Com Agência Brasil

O setor foi o responsável por puxar o saldo positivo da balança comercial brasileira

Alta do aço causa queda no setor de construção até março

Commodity teve alta de até 73% no valor negociado

No caso do programa Casa Verde e Amarela o impacto do reajuste do aço foi de 34%

O mercado imobiliário brasileiro apresentou queda de 42,5% no número de lançamentos no primeiro trimestre de 2022, na comparação com o quatro trimestre de 2021, informou a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O número de lançamentos também apresentou uma queda de 7,6% na oferta final de empreendimentos. Segundo a CBIC, o aumento no preço de insumos e a conjuntura econômica pesaram na redução.

O levantamento, que colheu informações do mercado da indústria da construção em 196 cidades de todas as regiões do país, também mostrou queda nos três primeiros meses do ano no número de lançamentos de unidades do programa Casa Verde e Amarela, em relação ao último trimestre de 2021.

As unidades foram reduzidas em 40,4% e a oferta final em 11,1%. A CBIC declarou que os números são afetados pelo aumento dos preços e dos custos dos materiais da construção civil, pela falta de confiança para novos lançamentos dos empresários e incorporadoras e pela queda do poder aquisitivo das famílias.

“O tempo todo falamos do efeito aumento de custo que impacta no preço de venda e isso está muito claro no Casa Verde e Amarela, que tem puxado nos últimos tempos a habitação de mercado”, disse o presidente da CBIC José Carlos Martins durante coletiva para apresentação dos dados. De acordo com ele, o aço foi o material que mais impactou no aumento total do custo das obras. Ele citou o exemplo de construção de uma ponte, que teve alta nos custos do material utilizado de cerca de 73% no período de julho de 2020 a julho de 2021.

“Quando a gente analisa uma ponte, por exemplo, o aumento foi e 73% de custo por um único item que é o aço. No caso do Casa Verde e Amarela esse impacto foi de 34% em um único item”, apontou. Martins disse que a redução na alíquota de importação do insumo, juntamente com outros 10 produtos, anunciada pelo governo para conter a alta da inflação, diminuiu um pouco a pressão no aumento de custo. Entretanto, ainda há necessidade de debater a estabilização dos preços com a cadeia de produção.

Com Agência Brasil

Commodity teve alta de até 73% no valor negociado

As máquinas nos servem, jamais o contrário

O grande desafio daqui em diante está, inegavelmente, nas questões éticas e morais que decorrem das novas tecnologias e do uso da Inteligência Artificial

A tecnologia pode ser benéfica ou prejudicial a depender de como a sociedade fará uso dela

“Using AI to Accelerate Scientific Discovery”. Essa foi a chamada da palestra que assisti na University of Oxford hoje, no suntuoso Sheldonian Theatre. O evento organizado pelo Institute for Ethics in AI, trouxe o fundador e CEO da DeepMind, Demis Hassabis, para falar sobre o impacto da Inteligência Artificial (IA) na pesquisa científica.

A empresa britânica, que atualmente pertence ao Google, tem apresentado verdadeiros avanços na implementação de soluções baseadas em tecnologia de IA. O auditório estava lotado de acadêmicos e pesquisadores. Hassabis falou sobre trajetória da empresa desde o desenvolvimento do programa AlphaGo. O software que derrotou o campeão mundial do mais complexo e antigo jogo de tabuleiro chinês, o Go. Com uma tradição de mais de três mil anos, o jogo permite uma enormidade de possibilidades até então inimaginável de ser executada artificialmente. A disputa, pode se dizer, foi entre a intuição humana e capacidade computacional. E fomos vencidos.

A evolução algorítmica que superou o humano agora dá mais um passo rumo à biologia digital. A AlphaFold, empresa derivada e voltada para a pesquisa científica, usa o mesmo modelo algorítmico para predizer e mapear proteínas em nosso organismo. O objetivo é descortinar a biologia humana e trazer novas descobertas na área da saúde. Hassabis, que é neurocientista de formação, ressalta que o pioneirismo também traz responsabilidades. “É preciso andar rápido, mas com cuidado para não destruir o que se conquistou”, disse à platéia da comunidade acadêmica de Oxdord. E arrematou: “a tecnologia pode ser benéfica ou prejudicial a depender de como a sociedade fará uso dela”.

O grande desafio daqui em diante está, inegavelmente, nas questões éticas e morais que decorrem das novas tecnologias e do uso da IA, e para as quais não se tem respostas definitivas. A tarefa será reflexiva, e, preponderantemente, humana. Até porque as máquinas nos servem, jamais o contrário. O debate segue robusto e repleto de indagações.

*Doutor em Direito Civil pela UFRGS, Mestre em Direito Romano e Unificação do Direito pela Università di Roma ‘Tor Vergata’, professor no curso de Pós-Graduação da PUC/RS sobre Responsabilidade Civil e advogado em Porto Alegre.

O grande desafio daqui em diante está, inegavelmente, nas questões éticas e morais que decorrem das novas tecnologias e do uso da Inteligência Artificial

Inovação e sustentabilidade atingem objetivos comuns

Essa foi uma das principais conclusões do Webinar “Greenovate: Inovação no conceito ESG” realizado nesta segunda-feira pelo Grupo AMANHÃ e IXL-Center. Evento também revelou o ranking da 18ª edição de Campeãs da Inovação

Webinar teve as participações de Gerdau, Ciser, Sanepar e Anpei

Inovação e sustentabilidade atingem objetivos comuns. Essa foi uma das principais conclusões do Webinar “Greenovate: Inovação no conceito ESG” realizado nesta segunda-feira (23). O evento, que também revelou o ranking da 18ª edição de Campeãs da Inovação (veja a lista completa clicando aqui), foi transmitido ao vivo pelo canal do YouTube do Grupo AMANHÃ (clique aqui para ver).

O debate, mediado por Eugênio Esber, diretor de Redação de AMANHÃ, teve as participações de Elder Rapachi, diretor de Novos Negócios na Gerdau Next, e Pedro Wongtschowski, presidente do Conselho de Administração do Grupo Ultra. Ele também preside o Conselho da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei). Carlos Schneider, presidente da Ciser, e Claudio Stabile, CEO da Sanepar, também estavam presentes no painel juntamente com Fernando Onosaki, sócio-diretor do IXL-Center.

“Campeãs da Inovação foi o primeiro ranking do gênero no Brasil a destacar o tema. É um reconhecimento internacional baseado na metodologia do Gimi que permite comparar indicadores com empresas e setores de outros países”, recordou Jorge Polydoro, Publisher do Grupo AMANHÃ, ao abrir o evento. Durantes sua fala, Hitendra Patel, diretor geral e presidente do IXL Center, mostrou o livro “Greenovate! – Companies Innovating to Create a More Sustainable World”, escrito por ele, Tyler McNally e Ronald Jonash, que foi Capa de AMANHÃ em junho de 2010.

“Há mais de dez anos, a revista AMANHÃ se antecipou ao me perguntar como seria o futuro. E eu disse que seria Greenovate. Escrevemos este livro e, neste livro, fizemos perguntas: e se pudéssemos ter energia que não provida de petróleo e gás? Em menos de 10 anos, painéis solares vieram e se tornaram mais barato que o petróleo”, lembrou. “Greenovate foi o predecessor do que agora tornou-se sustentabilidade. E hoje, todos esses trabalhos chegam ao tema de meio ambiente, social e governança. A ESG, essencialmente diz que se você fizer o bem para o planeta, se fizer o bem para a sociedade e seus funcionários, e se sua liderança tem o pacote certo de compensação e ótima governança, então, será respeitado e será visto como um bom cidadão da nossa sociedade. As empresas que fizeram isso vão lucrar mais do que outras empresas que não”, destacou.

Greenovate: Inovação no conceito ESG
A inovação, para se revelar um sucesso de mercado, precisa responder a necessidades de curto prazo – de consumidores, de acionistas, da comunidade. Já a sustentabilidade, em grande parte dos casos, acena com um valor a ser criado no longo prazo. Como resolver este descasamento de tempos e prazos? Como o CEO, o CFO e o CIO (Chief Inovation Officer) podem chegar ao melhor entendimento, conciliando objetivos táticos (o jogo do mercado) e objetivos estratégicos, de construção mais complexa e alongada no tempo? Essas foram as perguntas iniciais feitas aos debatedores do painel “Greenovate: Inovação no conceito ESG”.

“Inovação não é necessariamente algo complexo e de longo prazo, pois tem de toda natureza. Os efeitos podem ser gerados imediatamente enquanto outros necessitam de um período maior. Com a sustentabilidade acontece a mesma coisa: é possível focar em ações de curto prazo, como trocar fontes de energia ou economizar água, ou ter metas de longo prazo. Ou seja, tanto inovação como sustentabilidade se dão no longo tempo. Toda companhia tem de ter determinado objetivo e cada área trabalha tendo m vista um conjunto de objetivos. Não há disputa. Há alinhamento entre esses dois temas que atingem objetivos comuns”, garantiu Pedro Wongtschowski, presidente do Conselho da Anpei. Elder Rapachi, diretor de Novos Negócios na Gerdau Next, respondeu que a cultura voltada para a inovação é fundamental para qualquer negócio. Ele recordou as várias transformações pelas quais o grupo passou até a criação da Gerdau Next. “Plantamos a semente da inovação aberta desenvolvendo vários ecossistemas e ao traçar nossa estratégia até 2031, definimos pontos importantes, hoje acompanhados por um Comitê de Estratégia e Sustentabilidade que tem uma visa ampla e cujas decisões sempre levam em consideração o conceito ESG”, destacou.

No entender de Carlos Schneider, presidente da Ciser, o grande desafio da inovação em direção à sustentabilidade é tornar essas tarefas economicamente viáveis para as empresas, fatores preponderantes para dar escalabilidade ao negócio. “A transição para produtos, processos e modelos de negócios inovadores deve focar em mudanças incrementais, sempre levando em conta aspectos da sustentabilidade, hoje reconhecidas pela palavra Greenovate ou inovabilidade”, resumiu. Claudio Stabile, presidente da Sanepar, declarou que a cultura corporativa deve ser um fio condutor para unir os temas da sustentabilidade e inovação. Ele contou, por exemplo, que a estatal paranaense promoveu uma grande campanha publicitária para demonstrar a importância de economizar água durante a estiagem que assolou a região Sul. “Ao terminarmos o processo de rodizio em várias regiões do estado, a população continua a economizar água. Foi uma virada de chave protagonizada pelas pessoas. Sem elas não há dinheiro ou tecnologia que nos leve adiante. Recebemos uma herança, que tem seu preço, e devemos cuidar para deixar também uma herança para as próximas gerações”, alertou. Para Fernando Onosaki, sócio-diretor do IXL-Center, o conceito ESG é um grande aliado da inovação. “Muitas corporações têm dificuldade para explicar como seu propósito de inovação se alinha à estratégia. A sustentabilidade dá essa visão mais clara que a inovação pode ter um alinhamento natural com a agenda ESG”, explicou.

Ao ser perguntado se crises inibem a inovação, Onosaki reiterou que elas, na verdade, dão razão para mudanças e imprimem maior velocidade ao processo. “Vejo como oportunidade, pois os acionistas entenderão alterações no portfólio de produtos, por exemplo, sem contar que períodos difíceis engajam pessoas que se comprometem com os objetivos do negócio”, sublinhou. “Se as crises travassem empresas, não estaríamos aqui. Elas despertam novas ideias e propulsionam a inovação. Em fases como essas, é fundamental controlar custos e catalisar energia da companhia para resolver temas urgentes”, argumentou Rapachi. Schneider lembrou que algumas empresas sofrem mais em crises que outras, porém aquelas que têm problemas com o caixa, podem ter mais dificuldades para capturar oportunidades advindas do processo de inovação. “Aportar recursos em inovação é fundamental. É um caminho necessário não apenas pela sobrevivência no longo e médio prazos, como também para conseguir se sair melhor das crises”, justificou.

Wongtschowski destacou que entre os múltiplos objetivos empresariais esta atender os acionistas e a sociedade. Por isso, o lucro é basilar para a perenidade dos negócios. “Obter resultado é uma demonstração de competência e a inovação necessita da rentabilidade para que possa se alocar recursos nessa área. Ele também ajuda que os funcionários tenham um futuro de realizações pessoais e profissionais. O lucro, a inovação e a sustentabilidade são irmãos siameses, pois andam sempre juntos”, comparou. Ao concordar com o presidente da Anpei que “o lucro não deve parecer um pecado, desde que seja fruto de um trabalho sério e honesto”, Stabile lembrou que graças a uma modificação na política de dividendos por parte do governo paranaense – acionista controlador da Sanepar –, a estatal pode ter R$ 600 milhões em caixa que foram vitais para que a companhia conseguisse passar pela crise advinda do coronavírus como também a escassez hídrica. “Por meio de um corpo técnico fantástico conseguimos vencer momentos desafiadores que nos deixaram ainda mais fortes. Também deixamos um legado para a Sanepar e para a sociedade que soube contornar situações difíceis utilizando principalmente a inovação comportamental”, salientou ao destacar mais uma vez como a população segue economizando água, mesmo tendo passado o período mais crítico da seca no Paraná.

Essa foi uma das principais conclusões do Webinar “Greenovate: Inovação no conceito ESG” realizado nesta segunda-feira pelo Grupo AMANHÃ e IXL-Center. Evento também revelou o ranking da 18ª edição de Campeãs da Inovação

Roubo raiz, roubo Nutella

O que os desfalques em supermercados nos dizem sobre o Brasil

O Brasil de 2022 dá mostras de que passou do roubo raiz (famélico), comum na década de 1980, para o Nutella (gourmet)

Reportagem da Folha de São Paulo de 28 de abril trata do aumento dos casos de roubos em supermercados, geralmente cometidos por clientes ou funcionários. Entre os itens mais surrupiados, surpresa: poucos de primeira necessidade. Queijo, carne, bebida alcóolica, chocolate e Nutella estão entre os campeões.

Sinal de que parte da população não se conformou em abrir mão de certos luxos depois que o poder aquisitivo caiu? Provavelmente. Mas logo que li a matéria, duas crônicas de Contardo Calligaris (1948-2021) me vieram à mente.

A primeira, de 2011, falava de uma onda de saques perpetrada por populações dos subúrbios de Londres a lojas que vendiam eletrônicos e tênis esportivos. A pretexto de protestar contra a morte de um garoto negro por policiais, noite após noite iPhones, iPads, Nikes e Adidas eram levados do comércio local. Condenável? Não para Contardo, que escreveu:

“A turba que afugentou Luís 16 e Maria Antonieta em 1789 pedia pão porque estava com fome. A turba de Londres em 2011 pedia bugiganga eletrônica e roupa de marca – artigos que, aos olhos de muitos, parecem não ser de primeira necessidade. Ou seja, aparentemente, a violência de 1789 talvez fosse justificada, mas a de 2011 não é. Não penso assim. Na nossa época, as ‘futilidades’ são, no mínimo, tão relevantes e tão necessárias quanto era o pão em 1789 (…) Em Londres, os jovens roubaram objetos que lhes eram necessários para existir, para ser ‘alguém’ no mundo. Quem rouba iPads não é mais culpado do que aquele que rouba pão, porque, numa sociedade livre, em que a vida depende tanto do olhar dos outros quanto de mil calorias diárias, as pretensas ‘futilidades’ são gênero de primeira necessidade, parte da cesta básica” (Folha de S. Paulo, 08/09/2011).

Em outra coluna, Contardo relembrou um episódio ocorrido em lugar mais remoto, mas não menos representativo de tendência parecida. E assim o descreveu:

“Num país asiático, durante uma campanha de controle de natalidade, os camponeses mais pobres que aceitassem passar por uma vasectomia poderiam escolher entre dois prêmios: um saco de arroz ou um radinho de pilhas. Quase todos escolheram o radinho, apesar da fome. Orientar-se pelo desejo talvez fosse, para eles, o jeito mais radical de se livrar da necessidade, no sentido de não ser definido por ela” (Folha de S. Paulo, 03/07/2015).

Com alguma boa vontade, pode-se enxergar no episódio brasileiro natureza semelhante à dos casos descritos por Calligaris anos atrás. Mas como, se carnes, queijos, cerveja e Nutella não são mercadorias de consumo público, sujeitas ao “olhar dos outros”? Ora, duas décadas atrás a Unilever descobriu que donas de casa moradoras de periferias preenchiam caixas de Omo com sabão em pó barato, para que, aos olhos da vizinha, parecessem usar a marca top de linha. Por que algo semelhante não pode estar ocorrendo com os gêneros alimentícios supérfluos? E mesmo que não esteja, por que não pensar que o desejo de Nutella seja uma forma “de se livrar da necessidade” e não ser definido por ela?

O Brasil de 2022 dá mostras de que passou do roubo raiz (famélico), comum na década de 1980, para o Nutella (gourmet). E se obviamente nenhum dos dois nos serve como sociedade, ao menos sinalizam o quanto se avançou de tempos passados para cá – e de quanto se regrediu recentemente.

O que os desfalques em supermercados nos dizem sobre o Brasil

O que você pode aprender com o mercado de eventos

Ser pioneiro em um segmento não é tarefa fácil. E isso se aplica para qualquer mercado

Acreditar no produto ou serviço que oferecemos é a base para o sucesso de um negócio

Falar de inovação também é falar sobre resiliência. E, sobre isso, o mercado de eventos tem bastante expertise, especialmente após um período de recessão com a pandemia causada pela Covid-19.

Organizadores de eventos tiveram que construir estratégias diversas para manter seus negócios vivos, mesmo em tempos de isolamento social. Por algum tempo, conteúdos de forma online foram a melhor solução para manter as bases de contato aquecidas. A própria Gramado Summit chegou a apostar nisso, oferecendo lives duas vezes por semana com especialistas de diferentes segmentos da economia.

Naturalmente, houve um esgotamento do digital. As pessoas cansaram de consumir informação e conhecimento de maneira virtual. Enquanto isso, o tempo de pandemia ia passando e nós, organizadores de eventos, precisamos buscar outras soluções para além do digital.

Testes de protocolos foram acontecendo por parte de autoridades sanitárias, abrindo possibilidades de uma retomada presencial. Mas, por outro lado, houve muita resistência por parte de empresas e pessoas que não acreditavam na eficácia desses protocolos de segurança. É neste momento que entra outro ensinamento sobre resiliência.

Além de esperarmos algum tempo para a retomada do nosso setor, tivemos de encontrar coragem para defender o modelo que estávamos adotando. Ser pioneiro em um segmento não é tarefa fácil. E isso se aplica para qualquer mercado.

Acreditar no produto ou serviço que oferecemos é a base para o sucesso de um negócio. Mas, para isso, as vezes precisamos ir contra muitas coisas. O resultado de ir contra a maré é o reconhecimento a longo prazo, o pioneirismo e as marcas que deixamos.

Ser pioneiro em um segmento não é tarefa fácil. E isso se aplica para qualquer mercado

Grupo Muffato inaugura loja gourmet em Curitiba

Local terá nutricionista, sommelier e florista

Unidade no bairro Champagnat também oferece serviços multicanais com vários sistemas de entrega

A rede de supermercados Super Muffato inaugurou uma nova loja gourmet em Curitiba, prometendo uma experiência de consumo inédita, marcada por arquitetura contemporânea cheia de referências artísticas e serviços de nutricionista, sommelier e florista nos setores especializados. A unidade fica no bairro Champagnat, zona nobre da cidade.

Com 82 lojas de varejo e atacarejo que leva a bandeira Max Atacadista –, o Grupo Muffato é uma das maiores redes varejistas do país. Atua em 31 cidades do Paraná e interior de São Paulo com 19 mil colaboradores diretos e mais de 10 mil empregos indiretos. A nova loja, de perfil compacto, abriu 180 novos empregos diretos e cerca de 200 indiretos.

Seguindo a política do grupo de oferecer serviços multicanais, a loja Champagnat oferece vários sistemas de entrega. Destaques para Muffato Delivery, em que o cliente compra pelo app ou site e recebe em casa, e o Muffato Express, que entrega até 15 itens em aproximadamente 30 minutos para quem mora no entorno, nos pedidos pelo aplicativo. A loja também vende pelo Whatsapp, com ajuda da assistente virtual Maia. Quem quer pedir pela internet e buscar na loja pode usar o Click and Collect. No atendimento presencial estão disponíveis três tipos de checkout: caixas convencionais, autocaixa e sistema Shop and Go. Um checkout exclusivo atende os clientes que foram apenas buscar um lanche.

Local terá nutricionista, sommelier e florista