Archives Maio 2022

Inflação projetada pelo mercado para o ano sobe novamente

O IPCA deve fechar o ano em 7,89%, sinaliza Boletim Focus

Em relação ao PIB, a previsão é que a economia do país cresça 0,7% neste ano

O mercado financeiro voltou a subir suas projeções para a inflação deste ano, de acordo com o Relatório Focus divulgado pelo Banco Central. Pelas novas estimativas, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar o ano em 7,89%. Essa foi a 16ª alta consecutiva. Há uma semana, a projeção para o índice estava em 7,65%, e há quatro semanas, em 6,97%. O patamar atual encontra-se acima da meta oficial para a inflação deste ano, que é de 3,5% com tolerância de 1,5% para mais ou para menos.

Em relação ao PIB, a previsão é que a economia do país cresça 0,7% neste ano. Na semana passada, a expectativa era de 0,65%, e há um mês, 0,52%. Nesta semana, as estimativas relativas à taxa de juros Selic (13,25% ao ano ao fim de 2022) e o câmbio (dólar a R$ 5 em dezembro) ficaram estáveis. Para 2023, contudo, a expectativa é que a Selic fique em 9,25% ao ano, contra 9% da semana passada. A projeção para o câmbio ao fim do ano subiu de R$ 5 para R$ 5,04 para um dólar.

Esta é a segunda divulgação semanal do Boletim Focus desde a interrupção da greve dos servidores do Banco Central, que fez o relatório deixar de ser divulgado por três semanas. Por reivindicações salariais, os funcionários ameaçam voltar a cruzar os braços a partir desta terça-feira (3).

Com Agência Brasil

O IPCA deve fechar o ano em 7,89%, sinaliza Boletim Focus

Planejar é preciso

O tempo diário dedicado ao trabalho ficou mais complexo

O planejamento é de extrema importância para que projetos saiam das máquinas e ganhem vida

Uma recente pesquisa realizada pela fabricante de software empresarial Asana revela que trabalhadores do mundo todo estão dedicando mais da metade do seu dia para funções envolvendo “coordenação do trabalho” e menos ao planejamento ou mesmo a estratégia das atividades. O levantamento realizado com mais de 10,6 mil profissionais tidos como “trabalhadores do conhecimento” –analistas de dados e designers gráficos, por exemplo –, aponta que o tempo gasto com estratégia ou planejamento caiu de 13% em 2019 para 9% no ano passado.

O que isso significa? Na prática podemos dizer que o tempo diário dedicado ao trabalho ficou mais complexo, pois temos de investir mais tempo em tarefas de gerenciamento do trabalho em vez de executá-lo dentro de uma estratégia pré-planejada. A pandemia nos ajudou a chegar a esse cenário. Com o trabalho a distância, as reuniões se multiplicaram, pois havia necessidade de comunicar e orientar quem estava trabalhando longe e isso parece ainda ter ficado no ar nos últimos tempos.

Lideranças de todos os níveis devem ficar atentos a esse cenário. O planejamento de ações anuais, mensais e diárias é de extrema importância para que projetos saiam das máquinas e ganhem vida. Pois somente desta forma se sairá de uma zona de fazer o básico “arroz com feijão”. Orientar a equipe continuará sempre sendo uma prioridade, dentro de uma comunicação interna eficaz. Porém, pergunte-se: é necessário mesmo fazer reuniões a todo momento?

Esses são desafios no que podemos já dizer do pós-pandemia. Alinhar, planejar e executar pensando em resultados não saiu de moda. Será sempre essencial para profissionais que queiram crescer e se diferenciar no mercado.

O tempo diário dedicado ao trabalho ficou mais complexo

Viacredi pretende dobrar presença no Paraná em dois anos

Com sede em Blumenau (SC) e de perfil urbano, Viacredi distribuiu R$ 114 milhões em sobras de 2021 para os cooperados

Os cooperados economizaram mais de R$ 1,4 bilhão ao utilizar os produtos e serviços da cooperativa ao longo do ano

Com 830 mil cooperados e mais de R$ 9 bilhões em ativos, a catarinense Viacredi ampliou sua presença no Paraná ao inaugurar um posto de atendimento no prédio da Associação Comercial do Paraná, no centro de Curitiba. Em pouco mais de dois anos no estado, a cooperativa já reúne 66 mil cooperados, dez pontos em quatro cidades e mais de 80 colaboradores. A meta é dobrar o número de associados nos próximos dois anos em outras cidades da região metropolitana, adianta Vanildo Leoni, diretor executivo da cooperativa, cujo público é o morador das zonas urbanas.

A Viacredi teve um resultado de R$ 277 milhões em 2021 e acaba de distribuir R$ 114 milhões em sobras para os cooperados. Desse valor, R$ 103 milhões foram creditados diretamente nas contas dos cooperados, sendo que cada um recebeu de acordo com a sua movimentação financeira em 2021, levando em consideração as operações realizadas com a cooperativa. Leoni conta que em 2021 a Viacredi se manteve fiel ao seu papel de apoiar o cooperado em um cenário desafiador, segurando as taxas de juros, renegociando dívidas e entendendo as reais necessidades de seus associados.

Como resultado da chamada “economia da cooperação”, os cooperados economizaram mais de R$ 1,4 bilhão ao utilizar os produtos e serviços da cooperativa ao longo do ano. “Com todas essas iniciativas, aumentamos o resultado econômico social em meio milhão de reais, um valor que fica para o cooperado e para a comunidade. Isso é o cooperativismo na prática, quando as pessoas se unem, beneficiando toda a comunidade”, acrescenta o diretor.

Constituída em 1951, a partir da união de trabalhadores da Cia. Hering, em Blumenau (SC), a Viacredi abriu as portas para admitir a comunidade somente em 2001 e em 2002 passou a fazer parte do sistema Ailos, que hoje reúne 13 cooperativas singulares. Atualmente, a cooperativa possui 830 mil cooperados, 2 mil colaboradores, 106 postos de atendimento, R$ 9 bilhões em ativos, R$ 8 bilhões em operações de crédito e R$ 6,7 bilhões em depósitos totais.

Com sede em Blumenau (SC) e de perfil urbano, Viacredi distribuiu R$ 114 milhões em sobras de 2021 para os cooperados

Endividamento e inadimplência voltam a bater recorde em abril

Piora nas condições de consumo faz com que três em cada dez famílias atrasem contas e dívidas

A parcela da população com dívidas ou contas em atraso também alcançou o maior patamar histórico, atingindo 28,6% do total de famílias

O percentual de famílias que relataram ter dívidas a vencer alcançou 77,7% do total de famílias brasileiras em abril, a maior proporção da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). Apurado desde janeiro de 2010 pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o índice avançou 0,2 ponto percentual no mês e 10,2 pontos percentuais em relação a abril de 2021, quando a parcela correspondia a 67,5%

De acordo com a pesquisa, a tendência de alta no endividamento se mantém ainda com os juros de mercado mais elevados. “A inflação alta, persistente e disseminada mantém a necessidade de crédito para recomposição da renda, fazendo com que as famílias encontrem nos recursos de terceiros uma saída para a manutenção do nível de consumo”, avalia José Roberto Tadros, presidente da CNC.

Apesar de oferecer os custos mais elevados, o cartão de crédito segue como o tipo de dívida mais comum entre os consumidores. O endividamento no cartão de crédito foi a única modalidade que apresentou aumento em abril, representando 88,8% de famílias com dívidas e revelando que o endividamento está ocorrendo essencialmente no consumo de curto prazo. O tempo de comprometimento com dívidas caiu novamente em abril (7,1 meses), com mais pessoas endividadas no período de até três meses (25,1% do total de endividados). Já o percentual de endividados por mais de um ano segue em queda, representando 32,9% dos endividados.

A parcela da população com dívidas ou contas em atraso também alcançou o maior patamar histórico, atingindo 28,6% do total de famílias. Já a fração que declarou não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e, portanto, permanecerá inadimplente chegou a 10,9% e apresentou aumento mais modesto de 0,1 ponto percentual ante março. Na avaliação por faixa de renda, o endividamento seguiu crescendo nos dois grupos apurados, com destaque para o das famílias com ganhos acima de dez salários mínimos, que desde o início do ano vem apresentando avanço mais acelerado do que o da parcela com menor renda.

Com 74,5% das famílias mais abastadas endividadas, o percentual é o maior da série histórica da pesquisa, registrando alta de 11,4 pontos percentuais na comparação com abril de 2021, o maior crescimento anual já observado. No grupo com renda até dez salários mínimos, o percentual de endividados chegou a 78,6%. Entre as famílias de menor renda, o indicador de contas/dívidas atrasadas destacou-se ao alcançar 31,9% das famílias desse grupo, o maior nível histórico. Já entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos, o percentual também aumentou e alcançou 13,5% de famílias, o maior percentual desde abril de 2016.

A economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira, avalia que a alta da inadimplência nas duas faixas de renda está associada ao consumo em um pior ambiente inflacionário. “Os orçamentos mais acirrados têm levado mais famílias a atrasarem o pagamento de contas e dívidas e usarem mais o cartão de crédito, que é a modalidade de dívida para o consumo de curto prazo”, conta Izis. Ainda segundo a economista, os dois indicadores de inadimplência da Peic apontam tendência positiva maior entre as famílias de menor renda. Além disso, o contínuo encarecimento do crédito e a fragilidade apresentada no mercado de trabalho devem seguir afetando negativamente a dinâmica da inadimplência.

Quer saber mais sobre economia?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Piora nas condições de consumo faz com que três em cada dez famílias atrasem contas e dívidas

Prévia do PIB tem alta de 0,34% em fevereiro

IBC-Br marcou 139,83 pontos, próximo ao patamar de dezembro

O Banco Central revisou a queda apresentada em janeiro, que passou de 0,99% para 0,73%

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central, indica que a economia brasileira cresceu 0,34% em fevereiro, na comparação dessazonalizada com janeiro. O Banco Central revisou a queda apresentada em janeiro, que passou de 0,99% para 0,73%. Em fevereiro, o IBC-Br marcou 139,83 pontos, próximo ao patamar de dezembro (139,85). No acumulado de 12 meses, a atividade econômica registra alta de 4,82%. O índice de 12 meses é mais estável que os indicadores mensais, que são alvo de frequentes revisões.

O IBC-Br, que possui frequência mensal, é considerado pelo mercado uma espécie de prévia do cálculo do PIB que é divulgado com frequência trimestral pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE). Os dois indicadores, contudo, possuem metodologias de cálculo diferentes.

IBC-Br marcou 139,83 pontos, próximo ao patamar de dezembro

Copel amplia eletrovia para recarga de veículos elétricos até Joinville

Ampliação ocorrerá ao longo da BR-376 e da BR-101, interligando os dois estados

Os pontos de recarga subirão de 12 para 23

O programa de inovação aberta Copel Volt está ampliando a eletromobilidade ao longo da BR-376 e da BR-101, em circuito que vai até perto de Londrina e Joinville, em Santa Catarina, interligando os dois estados (confira quais serão os novos eletropostos ao final desta reportagem). Inaugurada em 2018, hoje a eletrovia da Copel tem 12 postos de recarga rápida ao longo de 730 quilômetros da BR-277, ligando o extremo Leste ao extremo Oeste paranaense. Com a expansão do projeto, serão 23 postos de recarga disponíveis aos usuários de veículos elétricos.

O acréscimo de pontos é um teste que a companhia está desenvolvendo com a startup brasileira Move, especialista em soluções tecnológicas para gestão e controle de recargas de veículos elétricos.A startup é uma das cinco selecionadas durante a primeira fase do Copel Volt, entre 200 inscrições de todo o mundo. O programa está criando soluções aos principais desafios de negócios da Companhia, que vão do atendimento ao cliente até novos modelos de negócios envolvendo novas matrizes energéticas e eletromobilidade.

Além de expandir o número de postos de recarga da eletrovia da Copel, o projeto com a Move está integrando tecnologicamente todos os eletropostos em um mesmo sistema de gestão. “Um dos principais diferenciais é que o novo sistema já nos fornece um modelo para a futura comercialização de energia na mobilidade elétrica”, explica o mentor do projeto na Copel, Rodrigo Braun, que também destaca a relevância da parceria para estimular a eletromobilidade, agregar valor e gerar novas possibilidades e modelos de negócio.

Hoje, os eletropostos da Copel na eletrovia da BR-277 são provenientes de fornecedores diferentes, que fabricam modelos diversos. Com o sistema, será possível integrar todos os dados em uma mesma plataforma, que informará os carregadores que estão disponíveis, a quantidade de energia fornecida por cada um e até as emissões de gás carbônico evitadas ao usar energia elétrica no lugar de combustíveis fósseis.

O consumidor agora tem acesso ao aplicativo Eletroposto Fácil para consultar informações sobre disponibilidade de carregadores, tempo estimado de recarga, entre outras informações. Será também o meio para fazer o pagamento da recarga. O app está disponível nas plataformas Android e iOS. O modelo é de vanguarda no setor de eletromobilidade e desponta como a forma mais provável de viabilizar a futura comercialização de energia nos eletropostos da Copel. “Como o projeto ainda está em testes, o valor a ser cobrado é referente ao uso da tecnologia”, revela Braun.

Curitiba – Londrina
Posto Juninho: BR-376, Cará-Cará, Ponta Grossa-PR
Parada do Pão de Queijo: BR-376, Km 458 s/n, Colônia, Tibagi-PR
Parada Soledade 2: BR-376, Km 394, Rua Charqueada, Imbaú-PR
Restaurante Elim: BR-376 (Rod. do Café), Km 297, Mauá da Serra-PR

Curitiba – Joinville
Posto Monte Carlo 2: BR-376, Rod. Henrique Herwig – Vossoroca, Tijucas do Sul-PR

Rede
Os demais eletropostos da Copel ao longo da BR-277 ficam em Paranaguá, Curitiba, Palmeira, Fernandes Pinheiro, Irati, Prudentópolis, Candói, Laranjeiras do Sul, Ibema, Cascavel, Matelândia e Foz do Iguaçu

Ampliação ocorrerá ao longo da BR-376 e da BR-101, interligando os dois estados

Tempestades, ondas e tsunamis

Impactos fulminantes sobre os negócios

O mercado de construção e aluguel de escritórios sofre atualmente com a vacância

Empresários brasileiros podem reclamar de tudo, mas atuar em um mercado de terceiro mundo tem pelo menos uma vantagem: saber com antecedência o que vai acontecer por aqui. Como? A partir da observação do comportamento de seus setores no exterior.

Vários deles se beneficiaram disso recentemente: o de telefonia celular, que percebeu que não poderia ter as ligações como fonte de receita ad aeternum; o de cervejas, que abraçou a fabricação artesanal; e o de transporte individual, que viu o serviço de táxi ser “uberado”. Todos têm ou tiveram o privilégio de avistar uma tempestade enquanto ela ainda estava distante. Sabiam que ela viria e seria forte, mas havia tempo suficiente para construir um bunker no qual se abrigar. Só não se mexeu quem não quis.

Porém, às vezes, negócios são vítimas de tsunamis: grandes mudanças no mercado ou na tecnologia que os tornam obsoletos de uma hora para outra. É o caso do mercado de construção e aluguel de escritórios, que sofre atualmente com a vacância. Resultado do somatório da pandemia com a disponibilidade de tecnologias que permitiram o trabalho remoto (e dos bons resultados deste). outros setores, mais azarados, são acometidos não exatamente por tsunamis, geralmente imprevisíveis, mas por grandes ondas em sequências.

É o caso dos salões do automóvel, feiras periodicamente realizadas em diferentes cidades do mundo para apresentar as novidades da indústria. A tecnologia digital abalou-os de duas formas e em dois momentos. Primeiro, provocando uma revolução na informação, que tornou os eventos de apresentação de veículos menos importantes do que as estratégias de divulgação online.

Segundo, com a transformação dos carros em serviços, e não mais em propriedades individuais. O resultado não poderia ser outro: montadoras desistindo de participar desses eventos e optando por outras formas de divulgação, mais baratas. No caso do salão de São Paulo, um estande custa de R$ 5 milhões a R$ 20 milhões, por exemplo (Veja, 19/02/20).

Um artigo indica duas maneiras de enfrentar tendências que contrariam as fortalezas de um negócio: absorvê-las, combinando-as com o produto ou o serviço original; ou neutralizá-las, reafirmando a proposta de valor inicial (Ofek & Wathieu, Harvard Business Review, agosto de 2010). A segunda hipótese parece fora de questão para os salões do automóvel, mas não é de se descartar para os imóveis comerciais. Como o mundinho corporativo é afeito a modismos, o home office pode enfrentar um refluxo e os gestores entenderem que controlar as horas-bunda de um empregado faz mais sentido do que medir sua produtividade.

E falando em fincar pé na estratégia original, uma varejista brasileira tem se mantido firme e forte sem ceder à onda (ou tsunami, como queiram) do comércio eletrônico – e esse é o assunto da próxima semana.

Impactos fulminantes sobre os negócios

Duas em cada três indústrias fazem uso de tecnologia digital

Pesquisa realizada pela CNI revela que as empresas do setor têm tornado processos mais digitais

Setor automotivo é o que adota maior variedade de tecnologias digitais

A indústria brasileira está mais digital do que há cinco anos. Se em 2016 menos da metade (48%) faziam uso de alguma das tecnologias digitais analisadas, em 2021 o percentual foi de 69%, como mostra a Sondagem Especial Indústria 4.0, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Realizada com mais de 1 mil companhias, o levantamento buscou investigar o avanço do uso das tecnologias da chamada indústria 4.0, que prevê a digitalização da produção industrial para integrar as diferentes etapas da cadeia de valor, desde o desenvolvimento do produto até o uso final. A Sondagem Especial Indústria 4.0 identificou a adoção de 18 tipos de tecnologias digitais pelas empresas e seu uso em diferentes estágios da cadeia industrial (em 2016 eram 10 tecnologias listadas). Entre os principais benefícios reconhecidos na adoção das tecnologias digitais está o aumento de produtividade, a melhora da qualidade dos produtos e a diminuição dos custos de produção.

Apesar do alto nível de adoção de pelo menos uma tecnologia digital, a maioria das empresas usa uma baixa variedade, indicando que se encontram em uma fase inicial do processo de digitalização. Ao todo, 31% ainda não adotaram qualquer tecnologia digital, 26% utilizam de uma a três das 18 listadas, e apenas 7% adotaram 10 ou mais delas. Para Samantha Cunha, gerente de política industrial da CNI, a falta de conhecimento das tecnologias pelas empresas ainda é um desafio que precisa ser solucionado e o baixo nível de variedades de tecnologias digitais reforça a necessidade de não apenas continuar avançando a adoção, mas também aumentar a integração das tecnologias para que os benefícios permitidos pela indústria 4.0 sejam ainda mais significativos.

“A adoção das tecnologias digitais avançou nos últimos cinco anos. As empresas estão buscando novos métodos produtivos. Porém, para alcançar os maiores benefícios que a indústria 4.0 permite alcançar, é necessário aumentar a variedade de tecnologias digitais adotadas, pois são tecnologias complementares. A integração no uso é importante para aumentar a produtividade das empresas”, avalia.

Custo de implementação é considerado principal entrave
Entre os entraves apontados pela indústria para investir em tecnologias digitais está o alto custo de implementação, apontado como principal barreira interna à adoção por 66% das empresas. Em seguida, vêm empatados a falta de conhecimento, a clareza sobre os retornos das tecnologias adotadas e a estrutura e cultura da empresa, apontados por 25% das entrevistadas. Apesar de as empresas industriais apontarem o alto custo de implantação como a maior barreira interna, a ausência de linhas de financiamento apropriadas aparece apenas em quarto lugar entre as barreiras externas. Cerca de duas a cada dez empresas (20%) apontaram esse entrave entre as três principais barreiras externas que dificultam a adoção de tecnologias digitais.

“Há uma percepção comum de que é caro investir nessas tecnologias, o que, em certa medida, está relacionado à falta de conhecimento, à dificuldade de saber como e por onde começar. Por isso, não basta oferecer linhas de financiamento apropriadas, é necessário também levar o conhecimento sobre as tecnologias às empresas”, ressalta Samantha. Outro desafio é a mão de obra. Para 37% das empresas, a falta de profissionais qualificados é uma barreira externa para adoção de tecnologias digitais. Em segundo lugar, aparece a barreira “Dificuldade para identificar tecnologias e parceiros”, assinalada por 33% das empresas. Já 29% das empresas consideram como um desafio o fato de o mercado não estar preparado (clientes e fornecedores).

O uso da digitalização continua focado na melhoria de processos industriais. A automação digital com sensores para controle de processos se manteve a principal tecnologia em uso na indústria brasileira: 46% das empresas a utilizam, contra 27% em 2016. Considerando as dez tecnologias mais utilizadas, sete são voltadas para o processo produtivo. Os diferentes tipos de automação digital (sem sensores, com sensores e com identificação de produtos e condições operacionais) se destacam entre as tecnologias de processo produtivo mais utilizadas. A utilização da automação digital com sensores para identificação de produtos e condições operacionais/linhas flexíveis mais do que triplicou desde 2016, passando de 8% para 27% em 2021.

Esse aumento deve abrir caminho para o maior desenvolvimento de produtos customizáveis, onde as linhas flexíveis são essenciais. Além disso, a utilização da prototipagem rápida, impressão 3D e similares, outra tecnologia importante para customização, teve aumento em sua utilização. Em 2016, até 5% das empresas utilizavam essa tecnologia, hoje são 16%. A complexidade das tecnologias digitais tem efeito em sua adoção. Por exemplo, as tecnologias com uso de inteligência artificial, como design assistido por inteligência artificial (4%) e aplicações de inteligência artificial para soluções na fábrica (9%), estão entre as menos adotadas, independentemente do porte de empresa.

A pesquisa revela que em 2021 69% das empresas utilizaram pelo menos uma tecnologia digital. O setor de equipamentos de informática e eletrônicos se destaca com 88% das empresas utilizando pelo menos uma tecnologia, entre as 18 avaliadas. Em seguida vem o setor de biocombustíveis (81%) e sabões, detergentes, produtos de limpeza, cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal (HPPC), com 80%.

“Apesar da diferença nas tecnologias listadas em 2016 e 2021, conseguimos afirmar que a adoção das tecnologias aumentou de cinco anos para cá. Isso fica evidente ao se analisar os resultados produzidos a partir de uma subamostra formada pelas mesmas empresas respondentes em 2016 e 2021. Nesse grupo, a maioria que respondeu que não adotava, ou não sabia se adotava alguma tecnologia digital, passou a adotar pelo menos uma tecnologia digital em 2021”, explica Edson Velloso, gerente de estatística da CNI.

Contudo, os setores que aparecem no topo do ranking não necessariamente são os que utilizam as tecnologias digitais mais intensamente. Ou seja, 35% das empresas do setor de veículos automotores, reboques e carrocerias utilizam pelo menos sete tecnologias digitais, enquanto no setor HPPC esse percentual cai para 8%. O setor de veículos automotores, reboques e carrocerias se destaca como o que utiliza o maior número de tecnologias digitais. Aproximadamente 8% das empresas do setor utilizam 16 tecnologias ou mais, enquanto no setor de químicos (exceto HPPC), que fica em segundo lugar, esse percentual é de 3%. Entre os setores que menos utilizam pelo menos uma tecnologia digital, se encontram os de impressão e reprodução de gravações (46%), couros e artefatos de couro (45%) e produtos de minerais não metálicos (44%).

Quando perguntados sobre os benefícios que as empresas esperam conseguir com a adoção de tecnologias digitais, a maior parte dos empresários consultados na pesquisa respondeu aumento da produtividade (72%), seguido da melhoria da qualidade dos produtos ou serviços e da redução dos custos operacionais (60%). Enquanto melhorias no processo de tomada de decisão foram apontados por 49% dos entrevistados. Em quarto lugar tem o reconhecimento do aumento da segurança do trabalhador (38%).

Os benefícios obtidos também mostram que as tecnologias digitais conseguem trazer soluções específicas para cada setor. Por exemplo, o desenvolvimento de produtos ou serviços mais customizados foi indicado principalmente em setores onde as características dos produtos permitem maior customização, como máquinas, aparelhos e materiais elétricos (30%), calçados e suas partes (29%), veículos automotores, reboques e carrocerias (29%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e outros (24%) entre outros.

Quer saber mais sobre tecnologia?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Pesquisa realizada pela CNI revela que as empresas do setor têm tornado processos mais digitais

Agora é possível pedir ao Google para remover informações pessoais da busca

Nem sempre foi fácil pedir ao Google para remover informações pessoais dos resultados de pesquisa, mas a empresa alterou recentemente a sua política para permitir a remoção de informações de contato, como números de telefone, endereços de e-mail e endereços físicos.

Você também poderá pedir a gigante de Mountain View para que ela remova login e senhas se elas aparecerem nos resultados de pesquisas.

O Google ainda analisará as solicitações e não eliminará referências que são de registro público. Um político, por exemplo, não conseguirá remover do número de telefone do gabinete.

A nova política chega para ajudar na proteção de sua privacidade, frustrando stalkers de usar o Google para alcançar e monitorar seus alvos. Para solicitar a remoção de informações pessoais, clique aqui.

Nem sempre foi fácil pedir ao Google para remover informações pessoais dos resultados de pesquisa, mas a empresa alterou recentemente a sua política para permitir a remoção de informações de contato, como números de telefone, endereços de e-mail e endereços físicos. Você também poderá pedir …

Microsoft Edge testa VPN desenvolvida pela Cloudflare

A Microsoft está testando um novo recurso para seu navegador Edge chamado Secure Network.

Em outras palavras, a novidade é um serviço de VPN desenvolvido pela Cloudflare, que oferece 1 GB de dados (tráfego) seguro por mês.

A empresa afirma que habilitar o recurso ajudará a impedir o rastreamento online, criptografando seu tráfego na Web, mantendo sua localização privada, mascarando seu endereço IP.

Por enquanto a Microsoft não menciona se haverá opções no futuro para obter dados extras.

Microsoft Edge, que usa o motor do Chrome, tem sido bem aceito pelos usuários e recentemente ultrapassou o Safari em número de usuários ativos.

A Microsoft está testando um novo recurso para seu navegador Edge chamado Secure Network. Em outras palavras, a novidade é um serviço de VPN desenvolvido pela Cloudflare, que oferece 1 GB de dados (tráfego) seguro por mês. A empresa afirma que habilitar o recurso ajudará …

Empréstimo Nubank: Quem Pode Solicitar E Quanto Tempo Para Receber O Dinheiro?

Empréstimo Nubank Fácil. Como sabemos, o Cartão Nubank é extremamente conhecido como roxinho e o Nubank por ser um banco digital simples e fácil de usar tem a parte de empréstimos facilitados que não poderia ser diferente não é mesmo? Se você está precisando de empréstimo, o Nubank pode ser uma ótima opção para você.

Veja como funciona a parte de empréstimo pessoal que o nubank disponibiliza. Ressaltando que eles tem o objetivo de facilitar a vida financeira das pessoas, trabalhando com taxas muito atrativas, normalmente melhores do que a de outros bancos.

E além de todos os ótimos serviços totalmente funcionais e facilitados o nubank está liberando o empréstimo nubank para que você possa ganhar controle sobre suas finanças.

Entenda mais sobre o Empréstimo pessoal do Nubank.

Empréstimo: o que é?

O empréstimo é utilizado quando uma pessoa precisa de um capital para realizar um sonho ou quitar algo com uma quantia necessária que não está disponível no momento. O empréstimo nubank é muito utilizado em casos de emergência também.

É necessário informar que este empréstimo possui vários tipos de taxas e juros obrigatórios. Pedir dinheiro emprestado para os bancos pode ser uma missão desconfortável, por isso é interessante que saiba o que está fazendo e tenha total transparência.

Imagem Google

Como contratar o empréstimo Nubank?

Para conseguir o empréstimo do nubank é fácil e simples. É feito diretamente pelo próprio aplicativo do nubank instalado na parte de aplicativos de celular.

Você consegue ver já na tela inicial o limite máximo que você tem pré-aprovado e consegue usar na hora!

Recomendamos que antes de concordar com os termos e utilizar o empréstimo você clique em simular e confira todas as taxas envolvidas para evitar problemas futuros.

O empréstimo é rápido e fácil, sem filas e perda de tempo:

Basta abrir o aplicativo;

Em atalhos, na parte inferior do aplicativo, pressione o botão “Empréstimos”;

Logo após selecione “Novo empréstimo” e clique no motivo do empréstimo;

Simule: digitando o valor que você deseja emprestado e verifique as taxas;

Então clique no número de parcelas e a data em que pretende fazer os pagamentos;

Verifique os juros, e todas as condições com o valor total do empréstimo, é então é só confirmar;

Simples assim, logo após a confirmação, o valor que você solicitou é transferido direto na sua conta digital do Nubank.

Leia também: Como solicitar empréstimos no CAIXA TEM fácil e Rápido

Como pagar as parcelas do empréstimo Nubank

Para fazer o pagamento das parcelas do empréstimo é super simples, ele é feito diretamente na conta do Nubank.

O cliente deve receber o parcelamento integral na data de vencimento, pois o parcelamento é debitado automaticamente da conta digital do Nubank.

Se a pessoa não tiver saldo disponível, nenhum valor será deduzido. Enviaremos notificações por e-mail e telefone celular para lembrá-lo de pagar.

No app, você pode ver quanto pagou e quanto ainda tem que pagar. Se sobrar um pouco de dinheiro no final do mês, ou renda extra, os clientes podem fazer alguns pagamentos adiantados. Basta optar por parcelar para receber descontos nos juros.

Posso cancelar o empréstimo?

O cancelamento só é possível se você contraiu o empréstimo há menos de 7 dias.

Para que o cancelamento tenha efeito, você deve ter o valor total do empréstimo mais o IOF, que é o imposto cobrado sobre a transação, em sua conta Nubank.

Quem foi contratado por mais de 7 dias?

Os empréstimos podem ser cancelados até 7 dias corridos após a assinatura do contrato. Após esse período, outra opção é prever todas as parcelas e obter um desconto de juros proporcional.

 

Leia também:

Como Baixar Aplicativo para Rastrear Celular

Descubra como conseguir acessar Wi-Fi Grátis 

Veja se você está sendo espionado pelo Celular

Veja como Espionar Alguém pelo Celular

Veja Mais: Descubra mais aplicativos inovadores na nossa Categoria de Aplicativos

Empréstimo Nubank Fácil. Como sabemos, o Cartão Nubank é extremamente conhecido como roxinho e o Nubank por ser um banco

Empréstimo Nubank Fácil. Como sabemos, o Cartão Nubank é extremamente conhecido como roxinho e o Nubank por ser um banco digital simples e fácil de usar tem a parte de empréstimos facilitados que não poderia ser diferente não é mesmo? Se você está precisando de empréstimo, o Nubank pode ser uma ótima opção para você.… Continue a ler »Empréstimo Nubank: Quem Pode Solicitar E Quanto Tempo Para Receber O Dinheiro?

Dia do Trabalhador é destaque no Google

O Google está celebrando o 01 de maio, Dia do Trabalhador, com um Doodle em sua página inicial para diversos países do mundo. No logotipo especial é possível ver diversas profissões representadas formando as letras do nome do buscador.

O Dia Internacional dos Trabalhadores, também conhecido como Dia do Trabalho ou Dia de Maio, cai em 1º de maio e é feriado em mais de 80 países. 

Destina-se a celebrar as contribuições dos trabalhadores, promover seus direitos e comemorar o movimento trabalhista.

Embora o Dia de Maio seja também um feriado para marcar a chegada da primavera no Hemisfério Norte, tornou-se associado às atividades sindicais no final do século XIX. 

Dia do Trabalhador

Manifestações e greves acontecem em todo o mundo neste dia, às vezes levando a confrontos com a polícia. 

As raízes do primeiro de Maio podem ser encontradas no pensamento econômico marxista, que priorizava os direitos da classe trabalhadora sobre os da classe capitalista (empresária).

Os objetivos do movimento que lançou o Dia Internacional dos Trabalhadores eram melhorar as condições de trabalho dos trabalhadores, como melhores salários, jornadas de trabalho mais curtas e condições de trabalho mais seguras.

Nos Estados Unidos, o Dia do Trabalho acontece somente no início de setembro e é mais associado a churrascos em vez de lutas de classes.

O Google está celebrando o 01 de maio, Dia do Trabalhador, com um Doodle em sua página inicial para diversos países do mundo. No logotipo especial é possível ver diversas profissões representadas formando as letras do nome do buscador. O Dia Internacional dos Trabalhadores, também …