Archives Maio 2022

Festival Bom Gourmet faz primeira parceria de marca, em edição no Shopping Mueller

Dois nomes tradicionais no ambiente de negócios de Curitiba mobilizam 21 restaurantes no mês de junho


No rooftop do primeiro shopping da capital paranaense, 10 iglus feitos sob medida permitem uma vista panorâmica e protegem os clientes do frio curitibano

No alto do Shopping Mueller, com vista para o Passeio Público e o Centro Histórico de Curitiba, casais enamorados, famílias e grupos de amigos viverão no mês de junho uma experiência gastronômica única em todos os sentidos. Dez charmosos iglus de madeira serão o cenário para o 1º Festival Mueller Bom Gourmet, durante o qual 21 operações gastronômicas do Shopping Mueller servirão menus especiais de almoço, café da tarde e jantar, com preço único — numa operação de grande fôlego para encantar o paladar e todos os sentidos.

A novidade caiu bem no gosto do curitibano, pois as reservas dos jantares estão esgotadas. Mas ainda é possível participar do festival no almoço e no café da tarde, que oferecem três opções de horários. Em poucas horas, foram feitas 632 reservas para o jantar durante o mês, com mais de 1,3 mil menus vendidos. O festival começa nesta quarta-feira, dia 1º de junho e vai até o dia 30.

A ambientação inédita e à prova de frio e chuva é inspirada num restaurante localizado na Tower Bridge, de Londres, que lançou a estética dos iglus para oferecer conforto e proximidade aos clientes. E inédito também é o formato do festival, pela primeira vez realizado em um único local, fruto da parceria entre o Shopping Mueller e a Pinó, empresa que promove duas edições anuais do tradicional Festival Bom Gourmet.

“Teremos um espaço que ofertará algo inédito para os nossos clientes, inspirado na capital inglesa. No mês que é dos namorados, mas também é de todos os encontros, amigos e famílias poderão viver momentos especiais, que ficarão na memória. Reunimos, junto com a Pinó, os melhores especialistas do setor da gastronomia para garantir uma experiência completa e inesquecível”, diz a gerente de marketing do Mueller, Cynthia Maia Batista. Além de toda a área do rooftop, a instagramável passarela do Shopping Mueller vai se tornar uma autêntica estação de metrô londrino, garantindo as melhores fotos e vídeos para os clientes.

Para Andréa Sorgenfrei, head da Pinó, a iniciativa do Shopping Mueller revela ousadia. “Estamos muito felizes e admiramos o Mueller pela coragem de propor algo novo para os curitibanos. A união de duas marcas fortes e tradicionais é motivo de orgulho e também significa muita responsabilidade. Juntos, estamos trabalhando para garantir qualidade e a melhor experiência gastronômica aos clientes.”

O Bom Gourmet tem uma bagagem de 15 edições de festival e, em sua primeira ação de naming rights, emprestou sua marca e empregou essa expertise para desafiar os restaurantes do shopping a criar menus exclusivos para o evento, além de operacionalizar o formato da ação.

Cardápio especial e reservas
Essa é a primeira vez que o Bom Gourmet realiza um festival exclusivo, assinado em conjunto com um parceiro, e apoiado por várias outras empresas que compraram a ideia. O rooftop do Shopping Mueller será o endereço da boa gastronomia em Curitiba durante o mês de junho. Os drinks levam a assinatura do Outback e a carta de vinhos é da Grand Cru, oferecida pelo restaurante Pecorino. Ao todo, 21 operações gastronômicas do Mueller, entre restaurantes e cafés, participam do evento, inclusive redes de fast food que estão adaptando seus serviços e criando menus exclusivos para atender o público do Festival Mueller Bom Gourmet.

No comando da logística do festival estão os chefs de cozinha Agnaldo Monteiro, Kaue Henrique Rodrigues e Larissa Guzzo, que dirigem a escola de gastronomia Inspirar Gourmet. “Fiquei apaixonado pela ideia e pelo desafio proposto. Vamos trabalhar com mais de 20 cozinhas instaladas em pontos diferentes dentro do shopping. Essas operações estão em quatro andares distintos e tudo isso precisa funcionar de maneira simultânea, para que cada iglu receba seus pedidos ao mesmo tempo, como se fosse um serviço único. Para garantir essa eficiência, o Mueller disponibilizou uma cozinha de apoio junto ao rooftop, onde as entradas frias serão refrigeradas. Uma pista quente irá garantir que todos os pratos se mantenham aquecidos até todos os pedidos da mesma mesa ficarem prontos”, descreve Monteiro.

Os clientes poderão contar com opções de menus de restaurantes diferentes, como se estivessem na praça de alimentação, mas com a experiência da alta gastronomia. As opções vão de massas e comida árabe a carnes, frutos do mar, menu vegano e fast food.

Dois nomes tradicionais no ambiente de negócios de Curitiba mobilizam 21 restaurantes no mês de junho

Com Curitiba em segundo, cidades do Sul são destaque em ranking de startups

Região conta com quatro municípios entre os dez melhores para o empreendedorismo inovador 

O Sul conta com quatro cidades entre as dez melhores para o fomento de startups. Curitiba manteve a posição de segunda melhor cidade do Brasil para startups, conforme o Startup Ecosystem Index Report 2022, divulgado nesta terça-feira (31) em evento online global a partir de Israel. O relatório mundial, feito pelo instituto israelense StartupBlink analisa o número de startups, a qualidade delas e o ambiente de negócios. São Paulo ocupa o primeiro lugar no país, mas as cidades do Sul são destaque. Além da vice-liderança da capital paranaense, a lista tem Porto Alegre em quinto, Florianópolis em sexto e Joinville em nono. Maringá (PR) em 18º lugar, Blumenau (SC) na 20ª posição, Londrina (PR) em 21º e São Leopoldo (RS) na 22ª colocação também fazem parte da lista.

Coincidentemente, Curitiba, Joinville, Florianópolis, Porto Alegre e Caxias do Sul firmaram no começo de maio um acordo de cooperação para criar o Tech Road, programa de atração de investimentos em tecnologia e inovação para as cidades do Sul, como anunciou o Portal AMANHÃ. “O relatório comprova que o Sul do Brasil é uma potência em inovação, tecnologia e nova economia. Temos um cenário muito promissor para startups e queremos alavancar ainda mais a região, com nossos ecossistemas trabalhando em parcerias como o Tech Road”, destaca Cris Alessi, presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação.

A StartupBlink é um centro de pesquisa referência internacional que faz o mapeamento em 1 mil cidades em 100 países, avaliando os ecossistemas de inovação para startups em todo o mundo em quesitos como ambiente de inovação, de negócios e qualidade das empresas de tecnologia. No ranking mundial São Paulo ocupa a 16ª posição. Curitiba ficou na 141ª neste ano, melhorando três lugares em relação ao ano passado.

O ecossistema de startups de Curitiba se destaca, segundo o estudo internacional, em segmentos como comércio eletrônico/varejo, transportes, hardware e Internet das Coisas (IoT). As startups Contabilizei, uma plataforma de contabilidade e gestão empresarial, e Leadlovers, de marketing digital, são apontadas como notáveis. Curitiba também é mencionada como berço de unicórnios, as startups avaliadas em 1 bilhão de dólares.

Os três unicórnios brasileiros fora de São Paulo estão em Curitiba. O Ebanx é líder em serviços de processamento de pagamentos de compras; o MadeiraMadeira é a maior plataforma de produtos para casa da América Latina; e o Olist oferece serviços de e-commerce para colocar pequenos vendedores em grandes vitrines on-line. O relatório também destaca como referências nacionais MadeiraMadeira, Contabilizei e Contraktor, startup curitibana que criou uma plataforma digital para negociação de contratos.

O Startup Ecosystem Index Report faz o ranking dos melhores ecossistemas para startups a partir de algoritmos que analisam dezenas de milhares de dados em startups, aceleradoras e espaços de coworking listados no mapa do ecossistema de inicialização global StartupBlink, bem como dados recebidos dos parceiros globais, como Crunchbase, Semrush, Meetup, Coworker e FindAble. Por fim, o StartupBlink aproveita os dados coletados de mais de 50 mil membros em toda a comunidade Global StartupBlink. A Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação é parceira institucional da StartupBlink e colabora com o levantamento. Durante a live de divulgação nesta terça, o diretor técnico da Agência, Paulo Krauss, apresentou o ecossistema Vale do Pinhão.

Região conta com quatro municípios entre os dez melhores para o empreendedorismo inovador 

Setor público tem superávit primário de R$ 38,9 bilhões em abril

O governo central apresentou superávit R$ 29,6 bilhões

Nos últimos 12 meses, as contas públicas apresentam resultado positivo de R$ 137,4 bilhões, o equivalente a 1,5% do PIB

O setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 38,9 bilhões em abril, informou o Banco Central. Nos últimos 12 meses, as contas públicas apresentam resultado positivo de R$ 137,4 bilhões, o equivalente a 1,5% do PIB. O setor público consolidado é composto por governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência), estados, municípios e empresas estatais (exceto Petrobras, Eletrobras e bancos públicos). Desses, apenas as empresas estatais apresentaram déficit em abril (R$ 1 bilhão).

O governo central apresentou superávit R$ 29,6 bilhões em abril, enquanto o resultado dos governos regionais no mês foi positivo em R$ 10,2 bilhões, segundo o relatório de estatísticas fiscais do BC. Nos quatro primeiros meses do ano, o superávit primário acumulado é de R$ 148,4 bilhões. No mesmo período de 2021, o superávit se encontrava em R$ 75,8 bilhões.

O resultado primário é aquele que contabiliza receitas e gastos do setor público, excluindo o pagamento dos juros da dívida pública. Caso os juros sejam incluídos na conta, o chamado resultado nominal, em abril foi registrado um déficit de R$ 41 bilhões. A cifra é resultado da diferença entre o superávit primário e o dinheiro gasto com o pagamento de juros pelo setor público em abril, que chegou a R$ 79,9 bilhões. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em abril, o déficit nominal encontrava-se em R$ 352 bilhões, ou o equivalente a 3,9% do PIB, uma alta de 0,75 ponto percentual em relação ao registrado em março.

Dívida pública
A dívida líquida do setor público atingiu 57,9% do PIB em abril (R$ 5,2 trilhões). O resultado ficou 0,3 ponto percentual abaixo do registrado no mês anterior. Segundo o BC, houve ganhos com a desvalorização cambial e do crescimento do PIB nominal. Já a dívida bruta do governo geral (que inclui todos os débitos do governo federal, da Previdência e governos estaduais e municipais) atingiu o patamar de 78,3% do PIB (R$ 7,1 trilhões) em abril.

Com Agência Brasil

O governo central apresentou superávit R$ 29,6 bilhões

Folhas de alumínio para baterias íons-lítio serão produzidas no Brasil

Estudo de viabilidade será realizado pelo Senai Paraná e Companhia Brasileira de Alumínio

A parceria entre o Senai Paraná e a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) deve trazer mudanças para o segmento de baterias de íons-lítio no Brasil

Uma parceria entre o Senai Paraná e a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) deve trazer mudanças para o segmento de baterias de íons-lítio no Brasil. Um dos componentes das baterias, utilizadas em dispositivos eletrônicos de consumo como smartphones, notebooks e principalmente em veículos elétricos, é a folha de alumínio – até então produzida no país apenas para embalagens e outras aplicações. A parceria deve mudar este cenário e inserir o país em um mercado global, possibilitando o desenvolvimento deste produto no Brasil.

A folha de alumínio é um componente fundamental para o pleno desenvolvimento de baterias de íons-lítio, é o que explica Marcos Berton, pesquisador-chefe do Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica. “Ela é utilizada como coletor de corrente no eletrodo positivo da bateria e influencia muito na capacidade e estabilidade a longo prazo. Com essa parceria teremos o domínio da tecnologia por meio de um projeto inovador. Para que haja um bom funcionamento, essa bateria deve ser produzida de forma minuciosa e com materiais de alta qualidade, neste caso, o alumínio”, detalha. A solução tecnológica da utilização da folha de alumínio nacional, como coletor de corrente, é a inovação e o principal objeto de estudo do projeto, que já está em andamento. Esse é um importante passo para o desenvolvimento da cadeia de fornecimento local do segmento de baterias de íons-lítio.

O mercado de baterias vem crescendo exponencialmente. Os veículos elétricos, por exemplo, correspondem a quase toda a demanda mundial de produção das baterias de lítio, segundo um estudo recente feito pela Wood Mackenzie. A preocupação com o meio ambiente e o clima são os principais motivos deste crescimento expressivo.

“A inserção do Brasil na rota do comércio internacional de insumos torna o projeto ainda mais relevante. O mercado de baterias de íons-lítio é global e, além de vender o alumínio como matéria-prima, a CBA poderá comercializar uma solução que atenda a proposta de valor e requisitos técnicos específicos deste mercado. Desta forma, será possível diversificar a gama de produtos da empresa voltadas para o segmento”, explica Fernando Wongtschowski, gerente geral de marketing estratégico e inovação da CBA.

A iniciativa também contempla os indicadores de objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS), como a promoção da industrialização sustentável por meio de inovação e do crescimento econômico. Ele está sendo desenvolvido na categoria de Aliança Industrial da Plataforma Inovação para a Indústria do Senai nacional. Nessa categoria os custos do projeto de inovação são compartilhados entre as empresas e o programa da Plataforma Inovação. O aporte do projeto é de mais de R$ 1,2 milhão.

Estudo de viabilidade será realizado pelo Senai Paraná e Companhia Brasileira de Alumínio

Desemprego recua para 10,5% no trimestre encerrado em abril

O número de pessoas ocupadas é o maior da série histórica

Brasil alcança o maior contingente com carteira desde o trimestre encerrado em abril de 2016 e a quarta expansão significativa consecutiva tanto no trimestre quanto no ano

A taxa de desocupação ficou em 10,5% no trimestre encerrado em abril, a menor para esse trimestre desde 2015, quando foi de 8,1%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE. O número de pessoas ocupadas, de 96,5 milhões, é o maior da série histórica, iniciada em 2012, e mostrou alta de 1,1% na comparação com o trimestre de novembro a janeiro e de 10,3% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Isso equivale a um aumento de 1,1 milhão de pessoas no trimestre e de 9 milhões de ocupados no ano.

Já a população desocupada, estimada em 11,3 milhões de pessoas, recuou 5,8% frente ao trimestre anterior, o que representa 699 mil pessoas a menos. No ano, a queda foi de 25,3%, menos 3,8 milhões de pessoas desocupadas. “Nesse trimestre, estamos diante da manutenção do processo de retração da taxa de desocupação, que vem ocorrendo desde o trimestre encerrado em julho de 2021, em função, principalmente, do avanço da população ocupada nos últimos trimestres”, destaca Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas por amostra de domicílios do IBGE. Ela complementa que os aumentos da ocupação se deram nos grupamentos de transporte, armazenagem e correio, administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais e outros serviços. Os demais grupamentos ficaram estáveis.

“O grupo administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais foi impulsionado pelo crescimento em educação, que inclui tanto a rede pública como a privada. Em outros serviços, destaca-se o aumento nos serviços de embelezamento, como cabelereiros, manicure e esteticista.”, detalha a pesquisadora. O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado foi de 35,2 milhões de pessoas, subindo 2% (690 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 11,6% (acréscimo de 3,7 milhões de pessoas) na comparação anual.

“Nesse trimestre, mantem-se a trajetória de recuperação do emprego com carteira, com diversas atividades registrando expansão, principalmente no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas e em Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas”, explica Adriana. Ela destaca que, na série comparável, esse é o maior contingente com carteira desde o trimestre encerrado em abril de 2016 e a quarta expansão significativa consecutiva tanto no trimestre quanto no ano. Todas as demais posições na ocupação, como trabalhadores sem carteira no setor privado, conta-própria e empregador, dentre outras, mantiveram estabilidade. Assim, a taxa de informalidade caiu de 40,4%, no trimestre anterior, para 40,1% da população ocupada, totalizando 38,7 milhões de trabalhadores informais.

Rendimento cai 7,9% no ano
O rendimento real habitual foi apurado em R$ 2.569 no trimestre encerrado em abril, apresentando estabilidade frente ao trimestre anterior e queda de 7,9% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Adriana explica que a expansão da formalidade não seu traduziu em crescimento do rendimento. “Embora tenha havido crescimento da formalidade, não foi observada expansão do rendimento médio real do emprego com carteira assinada no setor privado. Além disso, houve queda no rendimento do setor público”, afirma. Já a massa de rendimento real habitual (R$ 242,9 bilhões) cresceu frente ao trimestre anterior e ficou estável na comparação anual. “No panorama do trimestre, a massa de rendimento aumentou em função da expansão da ocupação. No ano, embora tenha havido um crescimento expressivo da população ocupada, houve retração do rendimento, fazendo com que a massa fique estável apesar do número muito maior de pessoas ocupadas”, contextualiza a pesquisadora.

Sobre a PNAD Contínua
A PNAD Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE. Em função da pandemia de Covid-19, o IBGE implementou a coleta de informações da pesquisa por telefone a partir de 17 de março de 2020. Em julho de 2021, houve a volta da coleta de forma presencial.

O número de pessoas ocupadas é o maior da série histórica

Consumo de bens industriais cresceu 1,1% em março

Acumulado do ano ainda registra queda de 0,6%

A demanda interna por bens da indústria de transformação avançou 1% sobre fevereiro, mas acumula queda de 1,2% no trimestre encerrado em março

O Indicador de Consumo Aparente de Bens Industriais, medido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), cresceu 1,1% em março deste ano, na comparação com fevereiro. De acordo com o indicador do Ipea, a produção brasileira destinada ao consumo nacional cresceu 0,8% em março. Já as importações de bens industriais avançaram 2,7% no mesmo período, após uma sequência de quatro quedas consecutivas.

No acumulado primeiro trimestre deste ano, o indicador recuou 0,6% na margem, com alta de 0,1% na produção de bens nacionais e redução de 5,4% nas importações de bens industriais. Na análise das grandes categorias econômicas, o Ipea aponta crescimento generalizado em março, com destaque para os segmentos de bens de capital (bens que servem para produção de outros) e de bens intermediários (produtos para fabricação de máquinas ou equipamentos), que avançaram 3,8% e 1,6%, respectivamente, sobre fevereiro.

Na comparação com março de 2021, todos os segmentos apresentaram queda. “O fraco desempenho observado em janeiro explica o resultado adverso no primeiro trimestre deste ano”, aponta o instituto.

Demanda interna
A demanda interna por bens da indústria de transformação avançou 1% sobre fevereiro, mas acumula queda de 1,2% no trimestre encerrado em março deste ano. A extrativa mineral teve alta de 4% em março, e acumula alta 5,2% no primeiro trimestre de 2022. No acumulado em doze meses, as indústrias extrativas subiram 21,3%.

Na análise setorial, 14 dos 22 segmentos tiveram variação positiva. Os segmentos de outros equipamentos de transporte e de veículos apresentaram os melhores resultados em março, com altas de 7,2% e 5,4%, respectivamente. No primeiro trimestre de 2022, oito segmentos registraram crescimento, com destaque para o consumo aparente de outros equipamentos de transporte, com alta de 5,3%.

Com Agência Brasil

Acumulado do ano ainda registra queda de 0,6%

Para acabar em pizza

Comer em pé e com a mão, à moda americana. Topas?

Por mais trivial que pareça a notícia da abertura das pizzarias à la NYC em São Paulo, não subestime o desafio em vista

Leio que São Paulo tem visto nascer pizzarias à moda norte-americana: sem talheres nem lugares para sentar, incentivam os clientes a consumirem o produto com as mãos, em pé ou caminhando pelas ruas (Folha de S. Paulo, 28 de março).

Uma aposta certeira em um país que vive macaqueando costumes dos Estados Unidos? Nem tanto. Poucas coisas definem tão bem um povo quanto seus hábitos alimentares – e poucos são tão difíceis de mudar.

Não fosse assim, as adaptações das multinacionais não seriam recorrentes, tanto na indústria quanto nos serviços.

Exemplos não faltam, inclusive no Brasil.

A fabricante italiana Barilla vende por aqui uma massa mais mole, para agradar ao paladar dos brasileiros, historicamente pouco acostumados com o grano duro.

A rede KFC teve de abandonar a ideia de servir frango frito em baldes, para ser comido com as mãos, optando por incluir o carro-chefe da rede em um PF com arroz, feijão e salada, para ser saboreado sentado e com talheres, à moda tradicional.

E a Pizza Hut também deu um passo atrás e fez sua famosa massa pan ser acompanhada por outra, mais fina, nos cardápios nacionais.

Por que tantas concessões? Clotaire Rapaille, estudioso do consumo, explica que cada nação enxerga produtos e serviços de uma forma, de acordo com sua história e geografia. Esta forma pode ser resumida em uma palavra ou expressão-chave, que ele chama de “código cultural”.

Assim, norte-americanos valorizam o poder calórico dos alimentos, a capacidade que têm de prover energia para realizar as tarefas do dia a dia. Veem a comida como um combustível, na definição do pesquisador. Daí a importância de se alimentarem rápida e fartamente, como permitem suas onipresentes lanchonetes. Tal preferência não forjou apenas o fast food, mas toda a indústria da restauração no país. “Americanos esperam grandes porções mesmo nos restaurantes mais finos”, resume Rapaille (The Culture Code, 2006, p. 147).

No caso brasileiro, duas coisas me chamam a atenção como observador diletante. Primeiro, a pouca presença de refeições monoalimentares. Exceção feita à pizza, normalmente o brasileiro espera que exista uma combinação de nutrientes diferentes num prato, tal como o clássico arroz com feijão, carne e salada. Ou qualquer outra que mais lhe apeteça, como as que oferecem os bufês.

Segundo, a recusa em comer com as mãos. Às vezes, só o fato de brasileiros usarem guardanapos para pegar um sanduíche já desperta atenção nos estrangeiros, que dispensam o papel e tocam diretamente as mãos no alimento. Por higiene – ou simplesmente para não ficar com os dedos engordurados -, brasileiros evitam tamanho despojamento.

Por isso, por mais trivial que pareça a notícia da abertura das pizzarias à la NYC em São Paulo, não subestime o desafio em vista: sentar à mesa (ou preferir ficar de pé) e empunhar talheres (ou dispensá-los) constitui um pouquinho de Brasil, iaiá.

Comer em pé e com a mão, à moda americana. Topas?

Crescimento das vendas acima do esperado injeta otimismo no comércio

Comerciantes estão antevendo um segundo semestre mais favorável diante do contexto atual

Comércio sentiu, em maio, mais facilidade em repor produtos nas prateleiras do que há um ano

O otimismo dos comerciantes ganhou força em maio, segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), após o volume de vendas no varejo apresentar altas consecutivas e surpreendentes. O indicador atingiu 120,2 pontos, o maior nível desde dezembro de 2021, com variação positiva de 5,7%, na passagem mensal, e alta ainda maior, em comparação a maio de 2021, de 31,6%.

O índice em que o comerciante avalia as condições atuais retornou à zona favorável ao alcançar 102,2 pontos, o maior nível desde abril de 2020. Já o índice Expectativas do Empresário do Comércio apontou o primeiro avanço, de 3,7%, após quatro meses consecutivos de queda.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, ressalta que os dados indicam que os comerciantes estão antevendo um segundo semestre mais favorável diante do contexto atual. “As variações positivas entre janeiro e março do volume de vendas, com mais pessoas circulando nas lojas, e o crescimento da Intenção de Consumo das Famílias, a despeito da inflação e dos juros altos, melhoraram a percepção dos empresários sobre as condições correntes”, observa.

A percepção sobre o nível dos estoques, no indicador Intenções de Investimento, apresentou a melhor pontuação desde abril de 2020, apesar de os preços no atacado ainda estarem comprimindo as margens e alterando a dinâmica de reabastecimento do comércio. Na avaliação da economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira, o avanço demonstra que o comércio sentiu, em maio, mais facilidade em repor produtos nas prateleiras do que há um ano, quando o país ainda superava a segunda onda da pandemia de Covid-19.

Outro aspecto favorável do Icec foi a melhora da confiança das empresas de pequeno porte. Enquanto o otimismo do grande varejo expandiu 10,2% no ano encerrado em maio, entre os pequenos empresários avançou 32%, fato que aproximou os dois índices. Segundo a análise, a normalização do fluxo de consumidores nas lojas até abril animou os pequenos lojistas, já que a modalidade de venda em pontos físicos responde majoritariamente pelo faturamento dessas empresas.

Diante do cenário, a economista explica que a CNC revisou para cima a projeção de crescimento das vendas em 2022 e espera um avanço de 1,5%. “Espera-se que as medidas de suporte à renda e ao consumo, como os saques extraordinários do FGTS e a antecipação dos benefícios do INSS, tenham efeitos mais concentrados no consumo e pagamento de dívidas, na segunda metade do ano”, destaca.

Comerciantes estão antevendo um segundo semestre mais favorável diante do contexto atual

Aneel mantém bandeira tarifária verde para junho

Com isso, contas de luz ficam sem cobrança extra no próximo mês

É o segundo anúncio de bandeira verde realizado pela Aneel desde o fim da Bandeira Escassez Hídrica, que durou de setembro de 2021 até meados de abril deste ano

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu acionar a bandeira verde no mês de junho para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). De acordo com a agência, dessa forma, não haverá cobrança extra na conta de luz no próximo mês. É o segundo anúncio de bandeira verde realizado pela Aneel desde o fim da Bandeira Escassez Hídrica, que durou de setembro de 2021 até meados de abril deste ano. Em maio, a agência já havia acionado a bandeira verde. Segundo a Aneel, na ocasião, a bandeira verde foi escolhida devido às condições favoráveis de geração de energia.

Criadas em 2015 pela Aneel, as bandeiras tarifárias refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o SIN gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, significa que a conta não sofre qualquer acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos, que variam de R$ 1,874 por 100 quilowatt-hora (kWh) consumido a 9,492 por 100 kWh.

O Sistema Interligado Nacional é dividido em quatro subsistemas: Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte. Praticamente todo o país é coberto pelo SIN. A exceção são algumas partes de estados da região Norte e de Mato Grosso, além de todo o estado de Roraima. Atualmente, há 212 localidades isoladas do SIN, nas quais o consumo é baixo e representa menos de 1% da carga total do país. A demanda por energia nessas regiões é suprida, principalmente, por térmicas a óleo diesel.

Com Agência Brasil

Com isso, contas de luz ficam sem cobrança extra no próximo mês

RIC investirá R$ 20 milhões em tecnologia e novas unidades de negócios

Grupo de comunicação também lança nova marca e amplia foco no digital

“Pretendo levar essa empresa ao dobro de faturamento. E 30% dele virão do digital”, estima o presidente do Grupo RIC, Leonardo Petrelli, prevendo um cenário promissor para os próximos cinco anos

O Grupo RIC apresentou em 2021 seu melhor resultado financeiro e de audiência, na véspera dos 35 anos de atividades, que completa neste ano. Com um crescimento de 25% nas receitas, fechou 2021 com um Ebtida (lucro antes de juros e impostos) de 32% e lucro líquido de 22%. A consolidação da empresa como a maior produtora multiplataforma do Paraná, e uma das maiores empresas de comunicação regional do país, vai ser expressa na nova marca, que será lançada na segunda quinzena de maio.

Uma ampla campanha publicitária em todo estado do Paraná e em veículos de abrangência nacional posiciona a empresa como líder de mercado na entrega multiplataforma e vice-líder em audiência entre as TVs do Paraná, com o mote “O maior grupo multimídia do Paraná”. Maior afiliado da Record e da Jovem Pan, o grupo fala mensalmente com 4,5 milhões de telespectadores de TV, 1,6 milhão no rádio, 3,6 milhões no portal RIC Mais e tem 2 milhões de inscritos nos canais do Youtube, além de outros 2 milhões no Facebook e Instagram.

“Somos crossmedia, geramos mais de 190 milhões de impactos por mês, o que representa para o anunciante um plano de mídia assertivo, amplo e com complementaridade de audiências. Juntos somos mais fortes e reunimos os maiores números de audiência do Paraná”, diz o presidente e cofundador do grupo, Leonardo Petrelli. A atual etapa de crescimento vem de um plano iniciado há cinco anos, período em que investiu cerca de R$ 30 milhões na transformação para o digital do parque analógico das suas rádios e emissoras de TV. Em 2022 uma nova rodada de investimentos, no valor de R$ 20 milhões, vai fazer avançar o projeto RICtech, para tornar-se uma empresa de tecnologia de mídia.

“Nosso desafio é nos transformarmos em uma empresa de dados, sendo cada vez mais relevantes para o nosso público, por meio de todas as plataformas disponíveis. TV não é mais só TV, rádio também é TV, revista também está no digital e todos estão nas redes sociais. Hoje não falamos mais com um público estático, mas com os IPs de cada pessoa interessada no Paraná, esteja ela aqui ou em qualquer lugar do mundo”, afirma Petrelli.

A meta de crescimento para este ano é de 25%. O cálculo leva em conta a chegada de novos veículos, como duas rádios Jovem Pan News, em Curitiba e em Londrina, que foram inauguradas no primeiro trimestre, e mais uma que está prestes a entrar no ar na cidade de Maringá. E também está ligada à criação de novas unidades de negócios, o que resultou em verticais inéditas no grupo e para o mercado.

As novas unidades de negócio ampliam a atuação do grupo e fortalecem sua presença no mundo digital, com o crescimento da audiência nas redes sociais. O RIC Lab vai liderar a inovação dentro da empresa, como um braço de produção de audiovisual em um estúdio moderno e dedicado a prestar serviços para o mercado, assim como em outras locações, para alcançar novos públicos por meio de parcerias. O RIC Podcast permite criar equipes customizadas para cada programa, criando desde o conteúdo até a melhor estratégia de distribuição para que o cliente garanta audiência. Com formato também em vídeo, ele pode ser produzido dentro da estrutura de rádio da RIC ou in company. Já o RIC Play será uma plataforma de OTT, reunindo toda a produção do Grupo RIC em um ambiente único para consumo.

Outras marcas já consolidadas foram reestruturadas. Com o RIC Rural Hub, o tradicional programa jornalístico de TV dedicado ao agronegócio ganha nova escala, incorporando outros serviços do universo agro para ampliar sua escala e entregar conteúdo em rádio, impresso e digital. A Spark, plataforma de marketing de influência, ampliou a equipe comercial e de social branded. Com isso, as campanhas dos anunciantes ganham curadoria especial também para performar no mercado de influenciadores. Além disso, a unidade passa a agenciar o trabalho de todos os influenciadores do grupo. As novidades contemplam ainda o lançamento da Joy Eventos, focada na produção de eventos e shows, e da Quintal Ventures, unidade criada pelo grupo que vai investir R$ 2 milhões na aceleração de startups ao longo deste ano.

A pandemia da Covid-19 interrompeu momentaneamente em 2020 o crescimento de 20% que o grupo vinha cravando a cada ano. Teve maior efeito sobre o faturamento das rádios do grupo, especialmente com o baque sofrido pelo setor de entretenimento. Mas a recuperação veio em alta velocidade. Já no ano passado as receitas voltaram a crescer e a estimativa para 2022 supera a média. O negócio TV seguiu evoluindo, principalmente no interior, com grande expansão nas emissoras de Londrina, Maringá e Cascavel, onde conquistou a vice-liderança.

Além disso, a companhia paranaense não encolheu e não demitiu. Ao contrário, reforçou as equipes com novas competências e fez aquisições em rádio que fortaleceram a cobertura. De olho nas oportunidades, Petrelli antecipa que está prestes a comprar uma empresa de out of home (empresas de mídia exterior, como mobiliário urbano e outdoors). O empresário também vislumbra um cenário promissor para os próximos cinco anos. “Pretendo levar essa empresa ao dobro de faturamento. E 30% dele virão do digital”, estima Petrelli.

Grupo de comunicação também lança nova marca e amplia foco no digital

Orçamento dos bancos em tecnologia pode atingir R$ 35,5 bilhões

Algumas frentes têm impulsionado aporte, como a implementação do Open Finance

O orçamento para software esteve no centro das atenções das instituições financeiras em 2021 e somou R$ 17,4 bilhões

O orçamento total dos bancos brasileiros destinados à tecnologia, englobando despesas e investimentos, deverá atingir, em 2022, R$ 35,5 bilhões, um avanço de 18% em relação ao do ano passado, que somou R$ 30,1 bilhões, revela a segunda etapa da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2022, realizada pela Deloitte, maior organização de serviços profissionais do mundo. Essa estimativa foi calculada com base nos valores indicados pelos bancos participantes da amostra. O valor do orçamento de 2021 já representou um incremento de 13% em relação aos R$ 26,6 bilhões orçados em 2020 (valores atualizados).

“Temos uma tecnologia bancária de ponta, inovadora, moderna, segura e acessível para que nossos clientes paguem suas contas, confiram suas finanças e toquem seus negócios pelos meios digitais e remotos. Tudo isso é fruto de robustos e crescentes investimentos feitos pelos bancos brasileiros ao longo das últimas três décadas”, avalia Isaac Sidney, presidente da Febraban. O estudo revela ainda que, assim como nos anos anteriores, o orçamento para software esteve no centro das atenções das instituições financeiras em 2021 e somou R$ 17,4 bilhões, ou 58% do total. O avanço no valor foi de 29% ante o ano anterior. Essa ampliação é impulsionada por frentes como Customer Relationship Management (CRM), Open Finance, analytics e big data.

“Algumas frentes têm impulsionado essa ampliação, como a implementação do Open Finance, a crescente digitalização do consumidor e também a modernização do legado tecnológico dos bancos”, detalha Rodrigo Mulinari, diretor do comitê de inovação e tecnologia da Febraban.

Algumas frentes têm impulsionado aporte, como a implementação do Open Finance

BNDES lança edital de seleção de startups de impacto socioambiental

Programa apoiará até 45 startups

Poderão se inscrever empreendimentos que tenham como foco ideias ou projetos relacionados à solução de problemas sociais ou ambientais

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o consórcio AWL, formado pelas aceleradoras Artemisia, Wayra e Liga Ventures, lançaram a chamada para o ciclo 2022 do BNDES Garagem – Negócios de Impacto. Até 24 de junho estão abertas as inscrições para os dois estágios do programa: criação (focado no desenvolvimento de novos negócios de impacto socioambiental) e tração (para ganho de escala de startups). Poderão se inscrever empreendimentos que tenham como foco ideias ou projetos relacionados à solução de problemas sociais e/ou ambientais. No estágio de criação, o programa irá selecionar até 20 empreendedores ou startups de impacto. No tração até 25 startups de impacto com faturamento inferior a R$ 16 milhões que já estejam operando e tenham um produto desenvolvido e ofertado no mercado.

Serão priorizados negócios que visam a oferecer soluções nas áreas de educação e empregabilidade; inclusão e educação financeira; saúde e bem-estar; cidades sustentáveis e cidadania; e meio ambiente e economia circular. Negócios em outras áreas também podem se inscrever e ser selecionados. As inscrições podem ser feitas por meio de formulário eletrônico, disponíveis no site do BNDES Garagem. Segundo o banco de fomento, os empreendimentos participantes do programa terão, entre outros benefícios, acesso à capacitação em competências necessárias ao desenvolvimento de um negócio inovador de impacto; mentorias com funcionários do BNDES, executivos experientes e especialistas; e conexões com empresas, investidores e outros atores da área de inovação. O programa é gratuito para todos os participantes e será conduzido de forma híbrida (online e presencial).

De acordo com o diretor de participações, mercado de capitais, reestruturações e crédito indireto do BNDES, Bruno Laskowsky, essa nova chamada do BNDES Garagem confirma o sucesso da iniciativa e reforça a preocupação do banco em promover cada vez mais o desenvolvimento sustentável. “No primeiro ciclo do Garagem, ocorrido ao longo de 2021, aceleramos empreendedores e startups de impacto de todas as regiões do Brasil que trouxeram soluções para desafios sociais e ambientais, estimulando o ecossistema do empreendedorismo e transformando positivamente a vida dos brasileiros. Para este novo ciclo, continuamos com a intenção genuína de gerar impacto positivo na sociedade e ampliamos o rol de soluções que consideramos prioritárias. A vertente de educação, por exemplo, incorporou novos desafios relacionados à empregabilidade para que todo conhecimento gerado por meio de conteúdos educacionais possa ser revertido na inserção de cada vez mais pessoas no mercado de trabalho”, declarou, em nota, Laskowsky.

A previsão é que o programa divulgue a lista de selecionados para o estágio tração em 15 de agosto e a do estágio criação em 12 de setembro.

Com Agência Brasil

Programa apoiará até 45 startups

Londrina cria Tecnocentro

Espaço fomentará inovação e empreendedorismo

Local vai abrigar o ecossistema de inovação de Londrina, instituições e empresas, além de ser a sede da CTD

Foi inaugurado na quinta-feira (26) o Tecnocentro de Londrina, empreendimento esperado há mais de 20 anos e que será espaço catalizador de novos negócios, de fomento à inovação e do empreendedorismo na região norte do Paraná. A solenidade de inauguração aconteceu no Parque Tecnológico Francisco Sciarra, com a participação do secretário estadual do Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas (Sedu), Augustinho Zucchi.

O Tecnocentro tem 3.150 metros de área construída para abrigar o ecossistema de inovação de Londrina, instituições e empresas, startups, incubadoras, aceleradoras empresariais, profissionais liberais atuantes nos campos de tecnologia e de inovação, em modelo de coworking (espaço compartilhado). Também será sede da Companhia de Tecnologia e Desenvolvimento (CTD) e sediará eventos do ecossistema da cidade, como os hackathons, que propõem a inovação por meio de uma disputa positiva de ideias e de ações.

A conclusão das obras foi possível com a viabilização de recursos pelo Governo do Estado, que repassou R$ 2,7 milhões pelo Programa de Transferência Voluntária da Sedu, a fundo perdido. A prefeitura deu contrapartida de R$ 145,9 mil e investiu mais R$ 932 mil para a inserção de aparelhos de ar-condicionado no local. “É uma obra fundamental e colocará Londrina como expoente no desenvolvimento em tecnologia e em um patamar diferenciado nesse processo no País e, ainda, como Cidade Inteligente”, disse Zucchi.

Para o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Bruno Ubiratã, a entrega do Tecnocentro é um sonho idealizado em 1998 e uma obra de muita importância para o município e região. “Vai atrair mais negócios e maior desenvolvimento para Londrina. Em breve teremos muito mais novidades por aqui”, garantiu. O diretor de Ciência e Tecnologia da Codel, Roberto Moreira, definiu o ato como um momento histórico. Para Moreira, o Tecnocentro é uma aspiração do povo londrinense desde 2002. “Será um divisor de águas na tecnologia de Londrina”, destacou.

Espaço fomentará inovação e empreendedorismo

Recursos do Pronampe voltam a ser oferecidos a micro e pequenos negócios

Governo Federal desengavetou programa que se tornou permanente desde 2021, mas estava sem previsão de orçamento e entrada em vigor

Disponibilidade dos recursos deve ser nos próximos dias, mas Núcleo de Acesso ao Crédito da Fiep orienta industriais a procurar os bancos para ter prioridade

O governo federal anunciou o retorno do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), criado em maio de 2020 para auxiliar financeiramente os pequenos negócios durante o período mais crítico da pandemia. Embora tenha sido anunciado como linha de crédito permanente desde o ano passado, não se sabia ao certo quando os recursos estariam disponíveis e nem o valor liberado às micro e pequenas empresas.

Pelo anúncio, serão liberados cerca de R$ 50 bilhões em crédito por meio de instituições financeiras. A nova rodada do Pronampe vai abranger também microempreendedores individuais (MEIs). A nova lei estabeleceu ainda o Programa de Estímulo ao Crédito (PEC), com o objetivo de ampliar o crédito para empresas médias com até R$ 300 milhões de receita bruta anual. A expectativa é atender mais de 20 milhões de empresas e microempreendedores no país.

“Havia uma grande expectativa do mercado e dos empresários por uma nova rodada do Pronampe, que foi uma das melhores opções em crédito nos últimos anos. No setor industrial paranaense, em que mais de 95% das empresas são micro e pequenos empreendimentos, esse recurso chega em um bom momento para a retomada das atividades”, avalia o especialista do Núcleo de Acesso ao Crédito da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), João Baptista Guimarães.

O programa passou por algumas mudanças. Nesse projeto aprovado as empresas ficam desobrigadas de manter os empregados contratados até 31 de dezembro de 2021. Essa regra só será restabelecida para empréstimos feitos a partir de 2022. Guimarães explica que até a medida ficar disponível nas instituições financeiras leva alguns dias, mas que os interessados já podem se antecipar. “Nossa orientação é sempre que o empresário procure logo os agentes financeiros de sua confiança, busquem mais informações e para apresentem seu interesse em ter acesso a estes recursos. Se seguir da mesma forma como ocorreu nos últimos dois anos, os créditos do Pronampe se esgotaram rapidamente e a prioridade na liberação foi para quem fez a solicitação primeiro”, alerta o especialista.

Governo Federal desengavetou programa que se tornou permanente desde 2021, mas estava sem previsão de orçamento e entrada em vigor

Receita Federal bate recorde de arrecadação em abril

Arrecadação do quadrimestre também é recorde e supera R$ 743 bilhões

Segundo a Receita, os principais fatores macroeconômicos que influenciaram os resultados de abril, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, foram a produção industrial

O crescimento das arrecadações obtidas por meio de Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) levou a Receita Federal a registrar o melhor desempenho arrecadatório desde o início da série histórica, em 1995, tanto para o mês de abril quanto para os primeiros quatro meses do ano. De acordo com a análise de arrecadação divulgada pelo Ministério da Economia, a arrecadação total do órgão em abril de 2022 ficou ligeiramente acima de R$ 195 bilhões, “registrando acréscimo real (IPCA) de 10,9% em relação a abril de 2021”.

No quadrimestre acumulado (de janeiro a abril de 2022), a arrecadação alcançou o valor de R$ 743,2 bilhões, o que representa um acréscimo de 11,05% pelo IPCA. O acréscimo observado no período pode ser explicado, principalmente, pelo crescimento dos recolhimentos, principalmente de IRPJ e CSLL. As arrecadações com IPRJ e CSLL totalizaram R$ 48,1 bilhões em abril, valor que representa crescimento real de 21,5%.

A Receita explica que esse desempenho se deve ao aumento de 36,1% na arrecadação da estimativa mensal; de 12,2% na arrecadação do balanço trimestral; e de 11,4% na arrecadação do lucro presumido. “Importante observar que houve pagamentos atípicos de, aproximadamente, R$ 3 bilhões, por empresas ligadas ao setor de commodities”, destaca o Fisco. A arrecadação da Receita Previdenciária ficou em R$ 42,6 bilhões (acréscimo real de 7,7%).

“O resultado pode ser explicado pelo aumento da massa salarial por meio da criação de novos postos de trabalho e pelo bom desempenho da arrecadação do Simples Nacional em relação à abril de 2021”, revela a Receita Federal por meio de nota. Rendimentos de Capital (IRRF) tiveram arrecadação de R$ 5,9 bilhões (acréscimo real de 61,93%), resultado que se deve aos acréscimos nominais de 390% nas arrecadações via fundos de renda fixa; e ao aumento de 133% nas arrecadações via aplicações de renda fixa, tanto para pessoas físicas como para jurídicas.

De acordo com o chefe do centro de estudos tributários e aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, os principais fatores macroeconômicos que influenciaram os resultados de abril, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, foram a produção industrial “na qual tivemos redução na ordem de 2,4%; a venda de bens, que teve desempenho positivo de 4,5% em relação ao ano anterior; e a venda de serviços, que ficou na casa de 11,4%”.

Quadrimestre 

Nos primeiros quatro meses do ano, IPRJ e CSLL arrecadaram R$ 196,7 bilhões (crescimento real de 22,5%). A Receita explica que esse desempenho se deve aos acréscimos reais de 84,4% na arrecadação relativa à declaração de ajuste; e de 19,2% na arrecadação da estimativa mensal. “Além disso, houve pagamentos atípicos da ordem de R$ 18 bilhões, feitos por empresas ligadas ao setor de commodities”, acrescentou Malaquias.

A arrecadação via Receita Previdenciária nos quatro primeiros meses do ano ficou R$ 170,9 bilhões (acréscimo real de 4,7%), resultado que pode ser explicado pelo aumento da massa salarial decorrente da criação de novos postos de trabalho e pelo aumento real de 22% na arrecadação do Simples Nacional, na comparação com o mesmo quadrimestre de 2021. De janeiro a abril de 2022, o imposto obtido via rendimentos de capital (IRRF) arrecadou R$ 22,5 bilhões (acréscimo real de 46,5%), resultado obtido graças aos acréscimos nominais de 316% na arrecadação com fundos de renda fixa; e de 125% com aplicações de rendas fixas.

Com Agência Brasil 

Arrecadação do quadrimestre também é recorde e supera R$ 743 bilhões