Archives Fevereiro 2022

Vendas no varejo crescem 1,4% em 2021

O comércio vinha registrando crescimento na primeira parte de 2021, mas teve uma sequência de quedas no segundo semestre

Volume de vendas de móveis e eletrodomésticos caiu 17,6% de novembro para dezembro

As vendas do comércio varejista registraram variação de -0,1% em dezembro, mas fecharam o ano de 2021 acumulando crescimento de 1,4% em relação a 2020. Assim, 2021 foi o quinto ano consecutivo de resultados positivos para o volume de vendas no varejo e o resultado foi bem próximo dos dois anos anteriores, que registraram alta de 1,2% (2020) e de 1,8% (2019). O último ano a acumular perdas em relação ao ano anterior foi 2016 (-6,2%).

Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE. O comércio vinha registrando crescimento na primeira parte de 2021 (6,7%), mas teve uma sequência de quedas no segundo semestre, que acabou sendo encerrado com recuo de 3%. O comportamento foi inverso ao ano de 2020, que teve queda no primeiro semestre (-3,2%) e alta no segundo (5,1%).

“Como o primeiro semestre de 2020 foi marcado pelo início da pandemia de Covid-19 no Brasil, com o fechamento do comércio durante vários meses em boa parte do país, a base de comparação para o primeiro semestre de 2021 era baixa e, portanto, o crescimento nesse período era esperado. Já a segunda metade de 2020 foi marcada pela retomada das atividades, enquanto que o mesmo período de 2021 não teve tanta força para o volume de vendas no varejo”, explica Cristiano Santos, gerente da pesquisa.

Cinco setores fecharam o segundo semestre em queda: móveis e eletrodomésticos (-19,4%), livros, jornais, revistas e papelaria (-9,7%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-8,6%), combustíveis e lubrificantes (-3,1%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,6%). Desses, quatro fecharam o ano de 2021 com retração: livros, jornais, revistas e papelaria (-16,9%), móveis e eletrodomésticos (-7,0%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,6%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,0%).

“A atividade de móveis e eletrodomésticos teve queda também na passagem de novembro para dezembro (-17,6%). A atividade registra sete meses consecutivos de resultados negativos na comparação interanual, tendo exercido o maior impacto no total do varejo para o ano. A perda de 7% com relação ao ano de 2020, inverte a trajetória de alta (10,6%) registrada na passagem de 2019 para 2020 com relação a 2019”, ressalta Santos.

Segundo o pesquisador, o segmento passa ainda por dificuldades para se adaptar ao rearranjo no consumo que ocorreu para esses produtos em decorrência da pandemia. “Houve uma antecipação de compras por parte dos consumidores, que resultou em um crescimento rápido seguido de queda. Além desse deslocamento do consumo, o setor sofre interferência da alta do dólar e da redução da renda e, portanto, do poder de consumo da população”, avalia.

Por outro lado, artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (4,3%), tecidos, vestuário e calçados (3,8%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,7%) tiveram resultados positivos na comparação com o segundo semestre de 2020. “De modo geral, o volume de vendas no varejo se aproxima do patamar pré-pandemia. Sendo que alguns setores já se encontram bem acima, como é o caso dos artigos farmacêuticos, que já cresce há cinco anos. Por outro lado, as atividades de livros, jornais, revistas e papelaria e de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação ainda se encontram bem abaixo”, sinaliza Santos.

Já o varejo ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção, encerrou 2021 com crescimento acumulado de 4,5%, invertendo a perda de 1,4% registrada em 2020. Na passagem de novembro para dezembro de 2021, na série com ajuste sazonal, a o volume de vendas no varejo ampliado registrou variação de 0,3%. “A inflação continua exercendo impacto nos indicadores, uma vez que a variação de receita nominal de vendas do varejo é positiva em 0,3%, na passagem de novembro para dezembro”, conclui Santos.

Mais sobre a pesquisa
A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista no país, investigando a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, e cuja atividade principal é o comércio varejista. Iniciada em 1995, a PMC traz resultados mensais da variação do volume e receita nominal de vendas para o comércio varejista e comércio varejista ampliado (automóveis e materiais de construção) para o Brasil e Unidades da Federação.

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O comércio vinha registrando crescimento na primeira parte de 2021, mas teve uma sequência de quedas no segundo semestre

Produção industrial catarinense avança 10,3% em 2021

Paraná e Rio Grande do Sul também tiveram resultados positivos

Metalurgia foi um dos setores que puxou o crescimento em alguns estados em 2021

A produção industrial apresentou expansão em 10 de 15 locais na passagem de novembro para dezembro, aponta a Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional), divulgada pelo IBGE. Com o resultado do último mês do ano, 2021 fecha com crescimento em 9 dos 15 locais. “O ano de 2021 fechou no positivo, mas foi volátil durante os meses. No primeiro semestre a trajetória foi mais crescente, e o ganho acumulado chegou a ser de 13%. Mas, no segundo semestre, houve perda de fôlego e a produção teve sequência de quedas”, explica Bernardo Almeida, gerente da pesquisa.

Os destaques do ano ficaram para os resultados de Santa Catarina (10,3%), Minas Gerais (9,8%) e Paraná (9,0%), os primeiros em crescimento absoluto, além de São Paulo (5,2%), a maior influência na expansão apresentada em 2021, muito graças ao tamanho e ao peso do parque industrial paulista. Onze das 18 atividades da indústria paulista cresceram no ano, com destaque para o setor de veículos, onde caminhões, automóveis e caminhão-trator para reboques tiveram os aumentos mais relevantes. “O setor de máquinas e equipamentos, com aumento na produção de escavadeiras, rolamentos para equipamentos industriais e carregadoras-transportadoras, também contribuiu”, pondera Almeida.

No estado catarinense, o setor de vestuário impulsionou o crescimento, com aumento na produção de camisas e blusas femininas de malha e na produção de vestido de malha. A metalurgia também colaborou, com alta em artefatos e peças de ferro fundido. O setor metalúrgico contribuiu em Minas Gerais, segunda influência positiva nacional. A metalurgia mineira apresentou houve aumento na produção de ferronióbio e na siderurgia. O setor extrativo também foi relevante para a indústria mineira no ano passado, com maior produção de minério de ferro, mas a principal influência foi mesmo o setor de veículos, onde caminhão-trator para reboques e veículos para transportes de mercadorias impulsionaram a produção da atividade.

Já o Paraná teve a terceira maior expansão no absoluto e foi também a terceira maior influência no resultado anual nacional. Puxado pelo setor de máquinas e equipamentos, a indústria paranaense teve aumento na produção de máquina para colheita e nos tratores agrícolas. Também o setor de veículos, com aumento na produção de caminhão trator para reboques e caminhões e automóveis, auxiliou no aumento no estado. Rio Grande do Sul (8,8%), Amazonas (6,4%), Espírito Santo (4,9%) e Rio de Janeiro (4,0%) também registraram taxas positivas maiores do que a média nacional (3,9%), enquanto Ceará (3,7%) completou o conjunto de locais com avanço na produção no índice acumulado no ano.

Por outro lado, a Bahia (-13,2%) apontou o recuo mais elevado no índice acumulado do ano. “Efeito direto da saída de uma montadora de veículos do estado, em janeiro do ano passado, o que afetou o ano inteiro”, detalha o analista da pesquisa. O setor de derivados do petróleo também pressionou negativamente o resultado da indústria baiana, onde houve queda na produção de óleos combustíveis, óleo diesel, naftas para petroquímicas, parafina e querosene.

Quando se observa o confronto entre dezembro de 2021 e dezembro de 2020, a produção industrial nacional mostrou redução de 5%, com dez dos 15 locais pesquisados com taxas negativas. Ceará (-20,9%), Região Nordeste (-10,9%), Bahia (-10,5%) e Santa Catarina (-10,1%) assinalaram os maiores recuos, na casa dos dois dígitos. Pará (-8,9%) e São Paulo (-5,6%) também tiveram taxas negativas maiores do que a média nacional. Completam a lista de locais com índices negativos na comparação: Pernambuco (-4,6%), Rio Grande do Sul (-4,1%), Espírito Santo (-1,0%) e Minas Gerais (-0,3%). Pelo lado dos crescimentos, Mato Grosso, com alta de 23,1%, apontou o mais elevado. Goiás (8,3%), Rio de Janeiro (6,5%), Amazonas (2,3%) e Paraná (2,2%) apresentaram os demais resultados positivos nesse mês.

Mais sobre a pesquisa
A Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 14 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 1% no total do valor da transformação industrial nacional e, também para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste.

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Paraná e Rio Grande do Sul também tiveram resultados positivos

Weg vai construir nova fábrica em Portugal

Investimento permitirá um aumento estratégico da capacidade produtiva para o mercado europeu

A nova fábrica em Santo Tirso deve entrar em operação no primeiro trimestre 2024 e gerar cerca de 100 novos empregos

A Weg anunciou a construção de uma nova fábrica de motores elétricos em Santo Tirso, Portugal. A companhia pretende investir 23,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 141 milhões) para edificar 22.600 metros quadrados no mesmo terreno onde a companhia catarinense já possui uma operação de 16.300 metros quadrados, dedicada à fabricação de motores industriais de baixa tensão. Com a nova unidade a empresa de Jaraguá do Sul pretende ampliar a produção de motores elétricos de grande porte e transferir sua fábrica localizada em Maia para Santo Tirso, centralizando todas as operações no mesmo lugar.

“Estamos não só investindo no aumento da capacidade produtiva, mas também na modernização das nossas operações em Portugal. Além de trazer a produção de motores de média e alta tensão, à prova de explosão, painéis elétricos, soluções de automação e serviços de assistência técnica para Santo Tirso, também estamos planejando aumentar a gama de motores elétricos para tamanhos maiores no país”, explica Alberto Kuba, diretor superintendente da Weg Motores. Segundo ele, o aporte é um passo estratégico e muito importante para a expansão da Weg no mercado europeu. A nova fábrica em Santo Tirso deve entrar em operação no primeiro trimestre 2024 e gerar cerca de 100 novos empregos.

A Weg iniciou suas operações em Portugal em 2002 com a compra de uma fábrica de motores elétricos em Maia. Em 2015 a companhia iniciou a construção de uma nova fábrica em Santo Tirso, distante apenas 24 quilômetros de Maia. A unidade de Santo Tirso foi inaugurada em 2018 e incorpora uma linha de produção mais verticalizada com processos de usinagem, fabricação de rotor, bobinagem, montagem e laboratórios de ensaios elétricos dedicados. Atualmente a Weg emprega mais de 700 pessoas em Portugal.

Investimento permitirá um aumento estratégico da capacidade produtiva para o mercado europeu

Inflação tem alta de 0,54% em janeiro

É o maior índice para o mês desde 2016

Alta nos alimentos, como as carnes, impactou índice do mês

A inflação desacelerou para 0,54% em janeiro, após ficar em 0,73% em dezembro. Esse foi o maior resultado para o mês de janeiro desde 2016 (1,27%). Nos últimos 12 meses, o indicador acumula alta de 10,38%, acima dos 10,06% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2021, a variação mensal foi de 0,25%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE.

O resultado foi influenciado, principalmente, por alimentação e bebidas (1,11%), que teve o maior impacto no índice do mês. “Foi a alimentação no domicílio (1,44%) que influenciou essa alta. Mais do que a alimentação fora do domicílio, que desacelerou de 0,98% para 0,25%. Os principais destaques foram as carnes (1,32%) e as frutas (3,4%), que embora tenham desacelerado em relação ao mês anterior, tiveram os maiores impactos nesse grupo”, detalha André Filipe Almeida, analista da pesquisa.

Além disso, os preços do café moído (4,75%) subiram pelo 11º mês consecutivo, acumulando alta de 56,87% nos últimos 12 meses. Outros destaques foram a cenoura (27,64%), a cebola (12,43%), a batata-inglesa (9,65%) e o tomate (6,21%). Já os principais recuos foram registrados nos preços do arroz (-2,66%), do frango inteiro (-0,85%) e do frango em pedaços (-0,71%).

Transportes recuam após alta em dezembro
A desaceleração no índice do mês foi puxada pelos transportes, grupo com maior peso do IPCA, que recuou 0,11%, após subir 0,58% em dezembro. Esse foi o único dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados a ter queda em janeiro.

Esse recuo é consequência, principalmente, da queda nos preços das passagens aéreas (-18,35%) e dos combustíveis (-1,23%). Além da gasolina (-1,14%), também houve queda nos preços do etanol (-2,84%) e do gás veicular (-0,86%). O óleo diesel (2,38%) foi o único a subir em janeiro. Outros destaques negativos foram os transportes por aplicativo (-17,96%) e o aluguel de veículo (-3,79%). “A queda nas passagens aéreas pode ser explicada pelo componente sazonal” explica Almeida. “Em relação aos combustíveis, os reajustes negativos aplicados nas refinarias pela Petrobras, em dezembro, ajudam a entender o recuo nos preços em janeiro”, acrescenta o analista do IPCA.

Em habitação (0,16%), os preços desaceleraram em relação ao mês anterior (0,74%), principalmente por conta do recuo da energia elétrica (-1,07%), embora ainda permaneça em vigor a bandeira Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos. Houve ainda mudanças de PIS/Cofins, de ICMS e de tarifa de iluminação pública em algumas áreas pesquisadas. Em janeiro, os preços do gás de botijão (-0,73%) recuaram pela primeira vez após 19 meses consecutivos de alta. Em 12 meses, o botijão acumula alta de 31,78%.

Com exceção de Porto Alegre (-0,53%), todas as áreas pesquisadas tiveram alta em janeiro. A maior variação ocorreu no município de Aracaju (0,9%), por conta do tomate (34,9%) e das frutas (6,41%). Na região metropolitana de Porto Alegre (-0,53%), houve queda nos preços da energia elétrica (-6,81%) e da gasolina (-6,2%).

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É o maior índice para o mês desde 2016

Desempenho industrial do RS cresce 12,8% e bate recorde

Resultado é o melhor em três décadas

Alta mais do que compensou a redução de 2020, superando em 7,4% o nível de atividade de 2019

O Índice de Desempenho Industrial gaúcho (IDI/RS), medido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), encerrou o ano com crescimento de 12,8% ante 2020, a maior taxa em 30 anos. O recorde se deve à base deprimida do ano passado, quando o índice atingiu pisos históricos por conta da primeira onda da Covid-19. A alta, porém, mais do que compensou a redução de 2020 (-4,8%), superando em 7,4% o nível de atividade de 2019.

“Além da base deprimida, o resultado refletiu o retorno das atividades econômicas, sobretudo, o dinamismo dos setores industriais ligados ao agronegócio e das exportações”, relata o presidente da entidade, Gilberto Petry.O industrial lembra que apesar do desempenho positivo, não faltaram obstáculos para o setor em 2021, principalmente na cadeia de abastecimento. “Além da pandemia, o cenário contou com desvalorização e volatilidade da taxa de câmbio, aumentos nos preços da energia e dos combustíveis e alta dos juros e da inflação”, ressalta.

Em dezembro em relação a novembro, o IDI/RS cresceu 0,5% com ajuste sazonal, repercutindo o desempenho do faturamento real (+1,1%) e das horas trabalhadas na produção (+1,5%). Foi a sétima alta seguida, que levou o nível de atividade ao maior patamar desde novembro de 2014, 10,2% acima do pré-pandemia (fevereiro de 2020). Ainda nessa métrica, o emprego e a UCI (com grau médio de 83,4%) ficaram estáveis, enquanto a massa salarial real caiu 0,4%.

Para este ano, a tendência é de desaceleração. A perspectiva é de um avanço da atividade industrial de 1,7%. Para crescer mais, o setor precisará ganhar força. As expectativas dos empresários são favoráveis: há confiança e intenção de investir. A reabertura econômica tende a se completar e a demanda externa deve continuar ajudando. O presidente da Fiergs destaca, porém, que os fatores restritivos de 2021 continuam no radar, sobretudo, os gargalos na cadeia de suprimentos. “A forte estiagem que estamos passando, os casos de Covid-19 e a eleição polarizada também trazem incertezas para o cenário econômico”, completa Petry.

Resultado é o melhor em três décadas

Balança comercial do Sul inicia o ano com déficit de US$ 716 milhões

Rio Grande do Sul foi o único dos três estados a alcançar superávit

O Sul, em janeiro, foi responsável por 20,5% das exportações e por 22,3% das importações

A balança comercial da região Sul iniciou o ano com um déficit de US$ 716 milhões. Em janeiro do ano passado, a situação era praticamente igual: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul haviam tiveram um saldo negativo de US$ 801 milhões. Em janeiro foram exportados US$ 3,7 bilhões – avanço de 57,2% em relação ao primeiro mês de 2021, enquanto as importações chegaram a US$ 4,4 bilhões, aumento de 40% sobre igual período de 2021. Os números foram divulgados nesta terça-feira (8) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), vinculado ao Ministério da Economia, e compilados pelo Portal AMANHÃ.

Nos números por estado, o Rio Grande do Sul fechou o mês com saldo positivo de US$ 829,4 milhões, enquanto o Paraná e Santa Catarina acumularam déficits (confira os números detalhados na tabela abaixo). Porém, os catarinenses têm uma característica peculiar: o estado é porto de entrada de produtos importados que, depois, são distribuídos para outras regiões do Brasil.

O Sul, em janeiro, foi responsável por 20,5% das exportações e por 22,3% das importações. Os principais produtos da pauta exportadora do Sul no mês passado foram carnes de aves e de suínos, soja, celulose, trigo e tabaco. No sentido inverso, a região importou fertilizantes, têxteis, veículos, gás natural e óleos combustíveis.

Metodologia
Em abril de 2021, o Ministério da Economia mudou o cálculo da balança comercial. Entre as principais alterações, estão a exclusão de exportações e importações fictas de plataformas de petróleo. Nessas operações, plataformas de petróleo que jamais saíram do país eram contabilizadas como exportação, ao serem registradas em subsidiárias da Petrobras no exterior, e como importação, ao serem registradas no Brasil.

Outras mudanças foram a inclusão, nas importações, da energia elétrica produzida pela usina de Itaipu e comprada do Paraguai, num total de US$ 1,5 bilhão por ano, e das compras feitas pelo programa Recof, que concede isenção tributária a importações usadas para produção de bens que serão exportados. Toda a série histórica a partir de 1989 foi revisada com a nova metodologia.

Rio Grande do Sul foi o único dos três estados a alcançar superávit

New Holland lança no Sul o primeiro trator movido a biometano do mundo

Modelo, que reduz em até 80% as emissões, está sendo apresentado em Cascavel

Ele vinha sendo testado no Brasil desde 2017, como protótipo, com ótimos resultados

A New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial, lança no Brasil, durante o Show Rural Coopavel, que ocorre de 7 a 11 de fevereiro, em Cascavel (PR), o primeiro trator do mundo movido a gás metano. O modelo T6 Methane Power, produzido em Basildon, na Inglaterra, chega via importação e estará à disposição dos clientes da marca em todo o país.

O trator biometano inaugura um novo segmento de máquinas agrícolas, por sua inovação no uso de combustíveis alternativos e mais amigáveis ao meio ambiente. Ele vinha sendo testado no Brasil desde 2017, como protótipo, com ótimos resultados, de acordo com a companhia. Recentemente, o T6 Methane Power foi eleito Trator Sustentável do Ano 2022 durante a EIMA Internacional, feira mundial que expõe novidades em máquinas agrícolas, que ocorreu em outubro de 2021 em Bolonha, na Itália.

“Esse tipo de trator dá ao produtor rural a possibilidade de utilizar o biogás gerado dentro da propriedade (a partir dos dejetos dos animais, por exemplo) para abastecer o equipamento, aproveitando o chamado ciclo virtuoso da fazenda, que se torna cada vez mais autossuficiente do ponto de vista energético e ambientalmente correta”, explica Cláudio Calaça Júnior, diretor de Marketing de Produto da New Holland Agriculture para a América Latina.

O novo equipamento se assemelha ao seu equivalente movido a diesel, mas a principal mudança está na substituição dos tanques de combustível por uma combinação de dez tanques dispostos ao redor do centro do chassi. Com 453 litros de capacidade de gás, equivalente a 79 quilos, o trator tem combustível suficiente para cerca de oito horas de transporte rodoviário ou trabalho de tomada de força, chegando a 14 horas para operar algo como um alimentador de gado.

A tecnologia de propulsão por biometano oferece inúmeras vantagens ambientais, incluindo a redução de até 80% das emissões em comparação com um motor diesel padrão. Ao usar o biometano, o impacto de carbono da máquina é virtualmente zero, e uma redução de custos entre 25% e 40% pode ser alcançada quando comparada com os combustíveis convencionais.

Ao usar o metano produzido a partir de uma usina de biogás com uma mistura de resíduos, os clientes podem obter carbono neutro, mas quando o metano é coletado diretamente de uma lagoa de dejetos, não apenas as emissões de metano são impedidas de escapar para a atmosfera quando está sendo usado em vez de um combustível fóssil.

Nesse sentido, as fazendas que operam com o biometano podem se tornar não apenas produtoras de alimentos, mas também fontes de combustível, e os tratores movidos a gás são os facilitadores desse processo circular. Produtos residuais, como esterco de gado, podem se tornar valiosas fontes de combustível.

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Modelo, que reduz em até 80% as emissões, está sendo apresentado em Cascavel

Copom diz que ritmo de ajuste da Selic pode diminuir

BC aumentou juros em razão da inflação

O Copom reiterou que o processo de reformas é essencial para o crescimento sustentável da economia

O ritmo de ajuste da taxa básica de juros, a Selic, deve diminuir. Essa previsão está na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada pelo Banco Central (BC), mas poderá ser revista para que a inflação convirja em direção à meta. Na semana passada, o comitê aumentou a taxa Selic de 9,25% para 10,75% ao ano, tendo por justificativa o aumento da inflação de alimentos, combustíveis e energia. Foi a primeira vez – desde julho de 2017, quando atingiu 10,25% ao ano – que a Selic chega a uma marca de dois dígitos.

“Em relação aos seus próximos passos, o Comitê antevê como mais adequada, neste momento, a redução do ritmo de ajuste da taxa básica de juros. Essa sinalização reflete o estágio do ciclo de aperto, cujos efeitos cumulativos se manifestarão ao longo do horizonte relevante”, afirma a ata publicada pelo BC. O Copom destaca ainda que os “passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar a convergência da inflação para suas metas, e dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária”.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em 2021, o indicador fechou em 10,06%, no maior nível desde 2015, pressionado pelo dólar, pelos combustíveis e pela alta da energia elétrica.

No cenário de referência descrito pelo Copom, com trajetória para a taxa de juros extraída da pesquisa Focus e dólar cotado a R$ 5,45, as projeções de inflação ficariam em torno de 5,4% para 2022 e 3,2% para 2023. Esse cenário supõe trajetória de juros que se eleva para 12% ao ano, no primeiro semestre de 2022, termina o período em 11,75% ao ano e reduz-se para 8% ao ano em 2023.

De acordo com essas projeções, a inflação terminará 2022 acima da meta que é de 3,5%. O limite de tolerância é de 1,5 ponto percentual. Ou seja, a inflação pode ficar entre 2% e 5%. Para 2023, o centro da meta é 3,25%, também com tolerância de 1,5 ponto percentual. As projeções para a inflação de preços administrados são de 6,6% para 2022 e 5,4% para 2023. “Adota-se a hipótese de bandeira tarifária vermelha patamar 1 em dezembro de 2022 e dezembro de 2023”, projeta o comitê.

De acordo com o cenário de referência do Copom, a inflação envolve fatores de risco em ambas as direções. Por um lado, uma “possível reversão, ainda que parcial”, do aumento nos preços das commodities em moeda local produziria trajetória de inflação abaixo do cenário de referência. Por outro lado, “políticas fiscais que impliquem impulso adicional da demanda agregada ou piorem a trajetória fiscal futura podem impactar negativamente preços de ativos importantes e elevar os prêmios de risco do país”.

Na avaliação de riscos descrita na ata, o Copom argumenta que, mesmo em uma situação de desempenho mais positivo das contas públicas, a incerteza em relação ao arcabouço fiscal continua mantendo “elevado o risco de desancoragem das expectativas de inflação”, o que acaba por implicar em uma “maior probabilidade” de trajetórias para inflação acima do projetado.

“A incerteza em relação ao futuro do arcabouço fiscal atual resulta em elevação dos prêmios de risco e eleva o risco de desancoragem das expectativas de inflação. Isso implica atribuir maior probabilidade para cenários alternativos que considerem taxas neutras de juros mais elevadas. O Copom reitera que o processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para o crescimento sustentável da economia”, destaca a ata.

Pleno emprego
O comitê ressalta que a última decisão relacionada à Selic reflete o “cenário de referência” e um balanço de riscos de “variância maior do que a usual para a inflação prospectiva”, sendo, portanto, “compatível com a convergência da inflação para as metas ao longo do horizonte relevante, que inclui os anos-calendário de 2022 e, em grau maior, de 2023”. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, complementa o documento.

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Com Agência Brasil

BC aumentou juros em razão da inflação

Sul fecha janeiro com gasolina mais barata do país

O diesel da região segue a tendência nacional de alta

As bombas apresentaram as menores médias para todos os combustíveis no Paraná

De acordo com o último Índice de Preços Ticket Log (IPTL), o Sul permanece na liderança dos combustíveis mais baratos entre as regiões na média nacional, com exceção do etanol (veja a tabela ao final desta reportagem). O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Ticket Log.

A gasolina apresentou recuo de 1,9%, e o valor de R$ 6,723, cobrado em dezembro, passou para R$ 6,589. Mesmo com aumentos de 3,6% e de 3,7%, o diesel comum e o S-10 da região também tiveram as médias mais baixas. Já o etanol foi o segundo mais caro do país (R$ 6,032), mas apresentou a maior baixa no preço (-2,5%).

Ainda no recorte nacional, o Rio Grande do Sul continua figurando com a maior redução no valor da gasolina (5,5%), passando de R$ 7,032 para R$ 6,642; e para o etanol, que teve baixa de 5,5%, passando de R$ 6,983, comercializado em dezembro, para R$ 6,594 no fechamento de janeiro. Porém, no comparativo com os três estados do Sul, os postos gaúchos apresentaram as maiores médias para todos os combustíveis, incluindo o diesel.

As bombas apresentaram as menores médias para todos os combustíveis no Paraná. A gasolina fechou o mês estável, a R$ 6,545, com baixa de 0,02% em relação ao mês anterior. O etanol no estado apresentou queda de 2,4% e fechou a R$ 5,263. Apesar de manter a média mais barata de todo o território nacional para o diesel, o Paraná registrou a maior alta da do Sul para o combustível: 4%. Já os postos de combustíveis de Santa Catarina registraram estabilidade no preço da gasolina. O litro, que em dezembro estava a R$ 6,591, recuou 0,1% e passou a custar R$ 6,580.

“O Sul também acompanhou a tendência nacional de aumento no litro do diesel e registrou altas de mais de 3% no valor do combustível. Na relação 70/30, a gasolina segue como a opção mais vantajosa para os motoristas da região”, avalia Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.

O diesel da região segue a tendência nacional de alta

Indicadores revelam desaceleração no segundo semestre de 2021

Emprego e faturamento fecharam o ano com números positivos

No segundo semestre de 2021 houve desaceleração do emprego

Durante 2021 as indústrias brasileiras buscaram formas para enfrentar a crise e, por fim, em dezembro conseguiram fechar o ano com aumento de empregos e faturamento. Os dados são apresentados na pesquisa Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). No entanto, essa alta só é positiva quando comparada ao ano anterior (2020), que apresentou um desempenho excessivamente fraco.

O gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explica que “na comparação anual, os dados mostram crescimento, mas há de se lembrar que 2020 foi um ano crítico, com paralisação das atividades industriais por conta da pandemia. A pesquisa também mostra que dezembro confirma um segundo semestre com dificuldades para as indústrias”.

No segundo semestre de 2021 houve desaceleração do emprego e tendência de queda do faturamento e da utilização da capacidade instalada. Entre os pontos que contribuíram para essa queda estão a persistência da crise de Covid-19 e a desordem das cadeias de suprimentos, que ainda contribuem para que a recuperação não se complete e mantenha o contexto de incerteza e altos custos na indústria de transformação.

As horas trabalhadas na produção cresceram 3,3% em dezembro em 2021, encerrando o ano com avanço no acumulado de 9,4% em relação a 2020. O volume de horas trabalhadas caiu ao longo do primeiro semestre, mas voltou a registrar altas consistentes nos últimos três meses do ano. Dessa forma, a comparação entre dezembro de 2021 e o mesmo mês de 2020 indica alta de 1,4%.

O emprego industrial ficou estável em dezembro. Entre janeiro e junho, o índice de emprego avançou 3,2%, enquanto entre julho e dezembro, o avanço foi de apenas 0,5%. Na comparação de dezembro de 2021 com o mesmo mês de 2020, o crescimento foi de 3,6%. Apesar da estabilidade dos últimos meses, o emprego se encontra 3,7% acima do praticado antes da crise sanitária, em fevereiro de 2020, considerando a série livre de efeitos sazonais.

Veja os principais indicadores da pesquisa da CNI a seguir. 

Emprego e faturamento fecharam o ano com números positivos

Hospital INC inaugura filial no Jockey Plaza

Esta é a segunda unidade instalada dentro de shoppings centers

A nova filial recebeu o investimento de R$ 600 mil

O Instituto de Neurologia de Curitiba (Hospital INC) inicia o ano expandindo a sua estrutura e expertise em serviços de saúde de alta complexidade para mais uma região de Curitiba. A instituição inaugurou na semana passada a filial no shopping Jockey Plaza, no bairro do Tarumã. Além da neurologia e neurocirurgia, inicialmente, a nova filial oferece as especialidades de cardiologia e também de ortopedia e otorrinolaringologia. A nova unidade fica localizada no Piso L2 e conta com 200 metros quadrados de área, cinco consultórios, recepção e uma estrutura moderna, arrojada e confortável para os pacientes. O funcionamento do INC Jockey será diferente do horário do shopping.

Esta é a segunda unidade do Hospital INC instalada dentro de shoppings centers. A primeira funciona no Shopping Pátio Batel, desde 2017. “Com certeza a boa experiência e o sucesso do INC Pátio Batel nos motivou a abrir outra filial do INC em um shopping, desta vez, na região leste da cidade. Nesse modelo, agregamos para o paciente, além do atendimento em um ambiente seguro, a comodidade de ter à disposição várias opções de lazer, compras e alimentação”, explica Patrick Ramina, diretor executivo financeiro do Hospital INC, informando que a nova filial recebeu o investimento de R$ 600 mil.

Expansão continua em 2022
A nova filial no Jockey Plaza não é a única novidade do hospital para este ano. O INC planeja aumentar em 14% a sua capacidade de internação, o que representa um incremento de dez leitos de UTI. Além disso, a instituição contará com 12 novos consultórios para atendimento dos pacientes, sendo sete deles na unidade INC Cardio, situado no Eurobusiness. Hoje, o Hospital INC conta com a sua sede, localizada no bairro do Campo Comprido e que oferece o pronto atendimento (24 horas,) e mais três filiais: INC Santa Felicidade, INC Pátio Batel e o novo INC Jockey Plaza.

A construção do Hospital INC iniciou no ano de 1999, mas só em junho de 2003 começaram as atividades da instituição. Aos poucos, o hospital foi tomando forma e agregando novas especialidades de alta complexidade. Sempre com a filosofia de oferecer a última geração de equipamentos e uma equipe altamente treinada com dedicação exclusiva, logo se tornou referência no atendimento de pacientes neurocirúrgicos e neurológicos. Em 2014, com o plano de expansão em desenvolvimento, criou-se a primeira filial de ambulatórios fora do hospital e, em 2016, passou a funcionar a primeira unidade em shopping center.

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Esta é a segunda unidade instalada dentro de shoppings centers

Desempenho industrial do RS cresce 12,8% e bate recorde

Resultado é o melhor em três décadas

Alta mais do que compensou a redução de 2020, superando em 7,4% o nível de atividade de 2019

O Índice de Desempenho Industrial gaúcho (IDI/RS), medido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), encerrou o ano com crescimento de 12,8% ante 2020, a maior taxa em 30 anos. O recorde se deve à base deprimida do ano passado, quando o índice atingiu pisos históricos por conta da primeira onda da Covid-19. A alta, porém, mais do que compensou a redução de 2020 (-4,8%), superando em 7,4% o nível de atividade de 2019.

“Além da base deprimida, o resultado refletiu o retorno das atividades econômicas, sobretudo, o dinamismo dos setores industriais ligados ao agronegócio e das exportações”, relata o presidente da entidade, Gilberto Petry.O industrial lembra que apesar do desempenho positivo, não faltaram obstáculos para o setor em 2021, principalmente na cadeia de abastecimento. “Além da pandemia, o cenário contou com desvalorização e volatilidade da taxa de câmbio, aumentos nos preços da energia e dos combustíveis e alta dos juros e da inflação”, ressalta.

Em dezembro em relação a novembro, o IDI/RS cresceu 0,5% com ajuste sazonal, repercutindo o desempenho do faturamento real (+1,1%) e das horas trabalhadas na produção (+1,5%). Foi a sétima alta seguida, que levou o nível de atividade ao maior patamar desde novembro de 2014, 10,2% acima do pré-pandemia (fevereiro de 2020). Ainda nessa métrica, o emprego e a UCI (com grau médio de 83,4%) ficaram estáveis, enquanto a massa salarial real caiu 0,4%.

Para este ano, a tendência é de desaceleração. A perspectiva é de um avanço da atividade industrial de 1,7%. Para crescer mais, o setor precisará ganhar força. As expectativas dos empresários são favoráveis: há confiança e intenção de investir. A reabertura econômica tende a se completar e a demanda externa deve continuar ajudando. O presidente da Fiergs destaca, porém, que os fatores restritivos de 2021 continuam no radar, sobretudo, os gargalos na cadeia de suprimentos. “A forte estiagem que estamos passando, os casos de Covid-19 e a eleição polarizada também trazem incertezas para o cenário econômico”, completa Petry.

Resultado é o melhor em três décadas

Expodireto Cotrijal debaterá estiagem que assola o Sul

Lançamento apresenta uma feira renovada para 2022

Manica reforçou que a busca por soluções envolvendo o armazenamento de água serão temas de muitas discussões na Expodireto

O agronegócio já está em contagem regressiva para o início da Expodireto Cotrijal 2022, que acontecerá de 7 a 11 de março, em Não-Me-Toque (RS). Uma pequena prova do que a feira está preparando foi apresentada na nesta segunda-feira (7) em Porto Alegre, com a realização do lançamento oficial da exposição.

A Expodireto Cotrijal trará novas experiências para os seus visitantes em 2022. Uma das grandes novidades é a Expodireto Digital, que permitirá aos visitantes, de forma virtual, realizar uma visitação aos principais ambientes do parque. Será um ambiente totalmente tecnológico, onde o público poderá interagir com expositores, acompanhar eventos ao vivo e desfrutar de muito conteúdo e informação sobre as últimas novidades do agronegócio.

“Teremos uma exposição que vai reviver os grandes momentos do agro. É nos tempos difíceis que o produtor mostra o seu brio e será na Expodireto que traremos oportunidades, alternativas e soluções para esse produtor. Juntos faremos uma grande feira”, comentou Nei César Manica, presidente da Cotrijal. O presidente ainda reforçou que a busca por soluções envolvendo o armazenamento de água, a criação de açudes e a melhoria na condição do solo, serão temas de muitos debates na Expodireto Cotrijal, sempre com o foco no meio ambiente e no bem-estar dos agricultores.

Conhecida como um dos principais palcos de debates do agronegócio, a Expodireto já tem uma pauta definida para esta edição: a estiagem que atinge a região Sul do Brasil nesta safra de verão. O tema já foi amplamente debatido durante o lançamento da feira, que contou com a presença de lideranças do setor, que entendem a situação.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, lembrou da sua participação na feira de 2020, com um cenário de desafios e boas perspectivas. Nesse contexto, ele fez uma avaliação do período e ainda apresentou dados sobre a recuperação financeira do estado. Referente a estiagem, ele reforçou a atenção do governo ao assunto e afirmou que ações já estão sendo estudadas para auxiliar o produtor. “O estado não poupará esforços e nem recursos para lidar com essa situação. A Expodireto vem para trazer o tema para o debate e também para mostrar que a união de esforços pode fazer a diferença também nessa situação”, declarou. Em 2020, o evento atraiu cerca de 570 expositores, mais de 70 países e 250 mil visitantes. No total, foram R$ 2,6 bilhões comercializados.

O tradicional lançamento oficial da Expodireto Cotrijal também marca o início da campanha de divulgação feria. Para 2022, as peças trarão um apelo focado na esperança e no conhecimento. Com o slogan “Somos a força que move o agro”, a campanha apresenta o homem do campo e os desafios superados a cada safra, junto com as novas gerações, com um novo momento para reforçar o propósito de recomeçar todos os dias.

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Lançamento apresenta uma feira renovada para 2022

BC terá site exclusivo para consulta ao sistema de valores a receber

Objetivo é garantir que a segurança do site do Banco Central

O BC alerta sobre o risco de alguns golpes que podem ser aplicados

O Banco Central informou que as consultas ao Sistema Valores a Receber (SRV) serão retomadas por meio de um site exclusivo para esse fim, no próximo dia 14. O objetivo é evitar que a grande quantidade de acessos coloque em risco o site do próprio BC, como ocorrido no mês passado, quando a demanda inesperada de acessos ao SRV derrubou o site do BC.Com o site exclusivo, todo relacionamento do cidadão com o sistema será por meio do site valoresareceber.bcb.gov.br, não sendo possível “consultar ou solicitar valores” na página principal do BC na internet, nem dentro do sistema Registrato.

“No momento da consulta em valoresareceber.bcb.gov.br o cidadão saberá se tem valor a receber e, caso positivo, receberá a data para conhecer esses valores e solicitar sua transferência, a partir do dia 7 de março de 2022”, informou o BC ao recomendar que o cidadão consulte a página, na data informada. Caso, por algum motivo, o interessado perca a data, poderá fazer uma nova consulta a qualquer momento para receber uma nova data de agendamento. No site há um passo-a-passo com todas informações necessárias para o resgate dos valores. “O cidadão nunca perde o direito sobre os valores em seu nome. As instituições financeiras guardarão esses recursos pelo tempo que for necessário, esperando até que o cidadão solicite a devolução”, revela a nota do BC.

Ainda segundo o banco, para acessar o Sistema Valores a Receber é necessário que o interessado tenha um cadastro no site gov.br nível prata ou ouro. O cadastro pode ser feito gratuitamente pelo aplicativo gov.br ou por meio da internet. Para acessar o site, clique aqui.

Alerta
O BC alerta sobre o risco de alguns golpes que podem ser aplicados. O serviço não será disponibilizado em nenhuma outra página da internet. Além disso, não serão feitos contatos telefônicos nem envio de links para as pessoas, para tratar sobre valores a receber ou para confirmar dados pessoais.

“Ninguém está autorizado a entrar em contato com o cidadão em nome do Banco Central ou do Sistema Valores a Receber. Portanto, o cidadão nunca deve clicar em links suspeitos enviados por e-mail, SMS, WhatsApp ou Telegram”, informa o banco ao afirmar que nenhum pagamento deverá ser efetuado para que se tenha acesso aos valores.

Com Agência Brasil

Objetivo é garantir que a segurança do site do Banco Central

Sinal de alerta

CEO da Danone perdeu o emprego por levar princípios ESG muito a sério?

Sob Faber, a Danone teria deixado de ser uma empresa inovadora e perdido terreno para a rival Nestlé, o que desagradou investidores

Em 2016, o então presidente mundial da Danone, Emmanuel Faber, se disse preocupado em “como equilibrar o duplo projeto econômico e social da Danone”, pois, segundo ele à época, “o que vai produzir resiliência nesse negócio (…) é a noção de justiça social”.

Em fins de 2020, incentivado por Faber, o conselho da Danone aprovou torná-la legalmente uma empresa com missão, isto é, com objetivos além do lucro. Em março de 2021, esse mesmo conselho, por pressão dos acionistas, demitiu Faber do cargo.

As duas primeiras iniciativas estão ligadas à terceira? Ou seja, a inclinação do CEO por tornar a Danone uma empresa com propósito foi responsável pelo seu desligamento?

Parece que sim. Sob Faber, a Danone teria deixado de ser uma empresa inovadora e perdido terreno para a rival Nestlé, o que desagradou investidores.

O caso expõe as dificuldades entre conciliar interesses corporativos com outros, de natureza social ou ambiental, recentemente sintetizados na sigla ESG. Por mais impopular que possa parecer, é forçoso reconhecer que esses interesses nem sempre irão coincidir, o que exigirá dos CEOs optar por um ou outro em algum momento.

Talvez o problema esteja nas distorções de que o conceito ESG tem sido alvo recentemente. Pois para quem cunhou o termo há quase 20 anos, o economista James Gifford, a questão é bem mais prática. Segundo ele, o conceito visava simplesmente “incutir uma visão mais financista às questões socioambientais. (…) O ponto central é a incorporação de fatores socioambientais nos investimentos para gerenciar riscos. Não é mais sobre ética” (Exame, 20/01/22).

Tarde demais para Emanuel Faber saber disso, mas a tempo de evitar que outros CEOs percam o emprego levando o novo paradigma – ou simples modismo – tão a sério.

CEO da Danone perdeu o emprego por levar princípios ESG muito a sério?