Archives Fevereiro 2022

Acordo que facilita entrada nos EUA é estendido a todos os brasileiros

Fruto de negociações iniciadas em 2013, Global Entry foi formalizado em 2019

Exigência de visto continua, mas entrada no país pode ser mais rápida

O governo do brasileiro anunciou nesta segunda-feira (7) a entrada em vigor da terceira e última fase do acordo assinado com o governo dos Estados Unidos para facilitar a entrada de brasileiros no país. Fruto de negociações iniciadas em 2013, a adesão brasileira à iniciativa norte-americana batizada com o nome de Global Entry foi formalizada em novembro de 2019, alguns meses após viagem oficial do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos.

Conforme decreto assinado em março de 2020 pelo presidente Bolsonaro e pelo então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, inicialmente, a iniciativa seria testada com até 20 brasileiros participantes do Fórum de Altos Executivos Brasil-EUA. Posteriormente, as inscrições seriam disponibilizadas para um número limitado de pessoas, para que o sistema informatizado desenvolvido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) fosse testado e aprimorado.

Na terceira e última fase de implementação do programa, a inscrição no Global Entry fica disponível a todo cidadão brasileiro interessado em simplificar a passagem pelo controle de passaporte nos Estados Unidos. Para aderir ao programa, é preciso pagar taxa de US$ 100 (o equivalente a R$ 529 pelo câmbio atual) à autoridade de Proteção de Fronteiras e Alfândega do Departamento de Segurança Doméstica dos Estados Unidos (CBP), que coordena o programa. A taxa é válida por cinco anos, ao fim dos quais, precisará ser renovada.

O Global Entry não substitui a exigência de visto, mas pode acelerar os procedimentos de entrada e saída de estrangeiros autorizados a ingressar em território norte-americano sem passar por filas de imigração nos aeroportos que dispõem de quiosques de atendimento automático que eliminam a necessidade de contato com agentes de imigração. No caso do acordo brasileiro, as inscrições no programa são analisadas pela Receita Federal e pela Polícia Federal, antes de serem avaliadas pelo CBP, ao qual cabe a decisão sobre quem pode receber tratamento diferenciado no controle migratório.

Os interessados devem se inscrever na plataforma do programa, disponível no site do CBP. Até as 13h30 desta segunda-feira, contudo, o Brasil ainda não constava da lista de países cujos cidadãos estão incluídos nos acordos binacionais. Segundo a Casa Civil, a previsão era que a relação fosse atualizada nesta manhã, com a inclusão do Brasil. Consta, na própria plataforma, que a última atualização foi feita em dezembro de 2017.

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Com Agência Brasil

Fruto de negociações iniciadas em 2013, Global Entry foi formalizado em 2019

Catarinense Senior Sistemas pede registro de IPO

Companhia segue o movimento contrário do mercado financeiro

A Senior é a 276ª maior empresa da região e também a 73ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A produtora de softwares Senior Sistemas, de Blumenau (SC), é a primeira companhia a pedir registro de oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) no ano. A companhia pretende usar os recursos com a venda de novas ações para investir em expansão orgânica e em aquisições, segundo a minuta do prospecto preliminar da oferta disponibilizada pela CVM.

Fundada há 34 anos, a Senior atua na criação e desenvolvimento de soluções de software (SaaS), como soluções de gestão empresarial como ERP (Enterprise Resource Plannning) principalmente nos setores de manufatura, agronegócio, construção civil, entre outros. A companhia informou que, no fim do ano passado, tinha cerca de 10 mil empresas como clientes, incluída sua filial na Colômbia.

A empresa o movimento contrário do mercado financeiro, pois até hoje 14 companhias desistiram de abrir capital. Entre aquelas que já formalizaram desistência de realizar sua abertura de mercado neste ano são Cerradinho Bioenergia, Holding Verzani & Sandrini, Madero, ISH Tech, Cantu Store, Coty, Fulwood, Cencosud, Claranet, Vero, Monte Rodovias, Ammo Varejo, Dori Alimentos e Environmental ESG.

A Senior é a 276ª maior empresa da região e também a 73ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Companhia segue o movimento contrário do mercado financeiro

Indicadores revelam desaceleração no segundo semestre de 2021

Emprego e faturamento fecharam o ano com números positivos

No segundo semestre de 2021 houve desaceleração do emprego

Durante 2021 as indústrias brasileiras buscaram formas para enfrentar a crise e, por fim, em dezembro conseguiram fechar o ano com aumento de empregos e faturamento. Os dados são apresentados na pesquisa Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). No entanto, essa alta só é positiva quando comparada ao ano anterior (2020), que apresentou um desempenho excessivamente fraco.

O gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explica que “na comparação anual, os dados mostram crescimento, mas há de se lembrar que 2020 foi um ano crítico, com paralisação das atividades industriais por conta da pandemia. A pesquisa também mostra que dezembro confirma um segundo semestre com dificuldades para as indústrias”.

No segundo semestre de 2021 houve desaceleração do emprego e tendência de queda do faturamento e da utilização da capacidade instalada. Entre os pontos que contribuíram para essa queda estão a persistência da crise de Covid-19 e a desordem das cadeias de suprimentos, que ainda contribuem para que a recuperação não se complete e mantenha o contexto de incerteza e altos custos na indústria de transformação.

As horas trabalhadas na produção cresceram 3,3% em dezembro em 2021, encerrando o ano com avanço no acumulado de 9,4% em relação a 2020. O volume de horas trabalhadas caiu ao longo do primeiro semestre, mas voltou a registrar altas consistentes nos últimos três meses do ano. Dessa forma, a comparação entre dezembro de 2021 e o mesmo mês de 2020 indica alta de 1,4%.

O emprego industrial ficou estável em dezembro. Entre janeiro e junho, o índice de emprego avançou 3,2%, enquanto entre julho e dezembro, o avanço foi de apenas 0,5%. Na comparação de dezembro de 2021 com o mesmo mês de 2020, o crescimento foi de 3,6%. Apesar da estabilidade dos últimos meses, o emprego se encontra 3,7% acima do praticado antes da crise sanitária, em fevereiro de 2020, considerando a série livre de efeitos sazonais.

Veja os principais indicadores da pesquisa da CNI a seguir. 

Emprego e faturamento fecharam o ano com números positivos

Encarecimento do crédito freia contratação de dívidas

Juros altos provocam queda do endividamento pela primeira vez desde 2020

Na contramão do endividamento, a taxa de inadimplência apresentou alta

Após 13 meses de alta, o número de famílias que relataram ter dívidas apresentou a primeira redução. De acordo com a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o total de endividados no país alcançou 76,1% em janeiro, representando uma queda de 0,2 ponto percentual em relação ao mês anterior. Já na comparação anual, o indicador teve aumento de 9,6 pontos percentuais.

Segundo a análise, a retração pode ser explicada pelo encarecimento dos juros, que acabou freando a contratação de dívidas neste início de ano. Os dados recentes disponibilizados pelo Banco Central (Bacen), em dezembro de 2021, apontaram aumento de 37,2% para 45,1% nas taxas médias das linhas de crédito com recursos livres às pessoas físicas. Além disso, mesmo tendo apresentado crescimento de 10,6% em termos reais em 2021, de novembro para dezembro, as concessões de crédito tiveram queda de 22,2% na média diária.

Na contramão do endividamento, a taxa de inadimplência apresentou alta. O indicador atingiu 26,4% do total de famílias no país, o maior nível desde agosto de 2020 e a maior proporção para meses de janeiro observada na série histórica da Peic.

Na avaliação por faixas de renda, o endividamento apontou direções distintas para os dois grupos, revertendo a tendência predominante desde abril do ano passado. Entre as famílias com ganhos de até 10 salários mínimos, o percentual de endividados alcançou 77,4%, a primeira queda desde outubro de 2020. Já para a parcela de famílias com rendimentos acima de 10 salários mínimos, o endividamento atingiu a maior proporção histórica de endividados: 71,2%.

A economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira, atribui esse crescimento ao avanço na vacinação e à menor letalidade da variante Ômicron. “Com a maior flexibilização, as famílias no grupo de renda mais elevada têm revertido suas poupanças, ampliadas durante a pandemia, para o consumo, especialmente de serviços”, observa.

Juros altos provocam queda do endividamento pela primeira vez desde 2020

Setor automotivo inicia o ano com freio de mão puxado

Vários fatores impediram uma melhor largada em janeiro

A vendas internas sofreram as consequências da falta de oferta e de problemas no varejo

O primeiro mês do ano não trouxe bons indicadores para a indústria automobilística, mas o contexto ajuda a explicar essa largada com o freio de mão puxado. Historicamente, o primeiro bimestre tem as piores médias de vendas de veículos no ano, por conta de paradas nas fábricas, feriados, férias escolares e um natural desaquecimento após a alta que geralmente ocorre em dezembro. Porém, este janeiro foi especialmente complicado para o setor automotivo, como revelou o balanço divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) nesta segunda-feira (7).

A produção de 145,4 mil unidades foi 27,4% inferior à de janeiro de 2021. Como no ano passado, o mês foi mais curto na prática, com média de 17 dias úteis, se levadas em conta as férias coletivas prolongadas em boa parte das fábricas. A diferença neste ano foi uma mistura da já conhecida escassez de componentes eletrônicos com os impactos da variante ômicron sobre a força de trabalho. Aa associadas da Anfavea reportaram índices sem precedentes de absenteísmo, por conta de afastamentos de funcionários por Covid-19 ou por suspeita da infecção.

A vendas internas também sofreram as consequências da falta de oferta e de problemas no varejo. No total, 126,5 mil veículos foram emplacados, um recuo de 26,1% sobre janeiro do ano anterior. Outros países afetados pela variante ômicron tiveram quedas parecidas com a nossa, próximas de 20%. “Foi um mês de recorde nas infecções por Covid-19 no país e de chuvas acima da média para o período, o que afetou a produção dos fornecedores e dos fabricantes de veículos, e ainda afastou clientes das concessionárias”, lembrou Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea. Outro fator que afetou os números foi a entrada em vigor do novo sistema do Registro Nacional de Veículos em Estoque, o Renave, que trouxe maior segurança ao processo digital de licenciamento.

“A curva de aprendizado de todos os agentes envolvidos nessa operação da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) atrasou alguns licenciamentos de carros vendidos em janeiro, mas a situação já está normalizada, refletindo em números melhores de emplacamentos neste início de fevereiro”, acrescentou o dirigente. As exportações foram menos prejudicadas por essas atribulações excepcionais do mês de janeiro. Ao todo, 27,6 mil unidades foram embarcadas, o que representou um crescimento de 6,6% em relação a janeiro de 2021. Estoques e nível de emprego mantiveram patamares muito semelhantes aos de dezembro.

Moraes afirmou que ainda aposta numa boa reação do mercado para este ano, apesar deste janeiro frustrante. “Os problemas causados pela ômicron deverão ser amenizados nos próximos dois meses, permitindo um quadro mais próximo da normalidade em todas as atividades. E, como destacamos na coletiva anterior, não teremos todos os semicondutores que precisamos este ano, mas o nível de escassez será menor que em 2021”, prevê.

Porém, a maior preocupação da Anfavea é com a fuga dos consumidores por conta da alta de juros. De acordo com os cálculos de Moraes, três em cada cinco brasileiros recorrem ao empréstimo para comprar automóveis. Por conta do aumento da Selic, o CDC, principal financiamento para aquisição de carros, já alcançou o índice de 26,8% ao ano. “Isso pode desaquecer o mercado, caso não haja contrapartidas que tragam algum alívio para o orçamento dos consumidores”, concluiu Moraes.

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Vários fatores impediram uma melhor largada em janeiro

Mercado projeta inflação de 5,44% para este ano

Previsão para a taxa básica de juros ficou estável

Há quatro semanas a estimativa para o IPCA era de 5,03%

O mercado financeiro aumentou mais uma vez a previsão de inflação para este ano. Segundo projeção do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial do país – deve fechar 2022 em 5,44%. É a quarta vez que se projeta alta da inflação para 2022. Há quatro semanas a previsão era de 5,03%. O boletim, divulgado semanalmente, reúne a estimativa para os principais indicadores econômicos do país.

A previsão do mercado para a taxa básica de juros, a Selic, em 2022, ficou estável pela quarta vez em relação ao divulgado na semana passada: 11,75% ao ano. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa de juros de 9,25% para 10,75% ao ano. A decisão era esperada por analistas financeiros.

A taxa atingiu os dois dígitos pela primeira vez desde julho de 2017, quando estava em 10,25% ao ano. Esse foi o oitavo reajuste consecutivo na taxa Selic. Em comunicado, o Copom indicou que continuará elevando os juros básicos até que a inflação esteja controlada no médio prazo. A expectativa do mercado para a cotação do dólar em 2022 também se manteve igual ao projetado na semana passada: R$ 5,60.

Com Agência Brasil

Previsão para a taxa básica de juros ficou estável

Romagnole adquire o controle acionário da Lupa Tecnologia

O valor do negócio não foi informado pelas empresas

Aquisição fortalece a atuação da companhia paranaense no setor elétrico nacional e internacional

Prestes a completar 60 anos de fundação, a Romagnole, sediada em Mandaguari (PR), anunciou nesta segunda-feira (7) que adquiriu o controle acionário da Lupa Tecnologia e Sistemas. O negócio foi efetivado em dezembro, mas só agora, com a conclusão dos trâmites burocráticos, o assunto foi tornado público pela diretoria. O valor do negócio não foi informado pelas empresas.

A Lupa atua no desenvolvimento de tecnologias e sistemas para proteção, automação, manobra e comunicação em redes de distribuição de energia elétrica. Sediada na cidade de Juiz de Fora (MG), a empresa nasceu no ano de 2002 em uma incubadora de base tecnológica do CRITT, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Em seus 20 anos de história, o empreendimento participou de vários editais de fundos de fomento para P&D e recebeu diversas premiações. Entre as soluções desenvolvidas e comercializadas pela empresa estão os controles Altere, utilizados nos religadores e chaves LBS que são produzidos pela Romagnole e aplicados pelas concessionárias de energia elétrica em redes smart grid.

De acordo com a presidência da Romagnole, esta operação está alinhada com o planejamento estratégico da companhia. Nos últimos anos a Romagnole vem investindo continuamente em inovação e tecnologia para atender às novas demandas e segmentos dentro do setor elétrico.

“Ao incorporar a Lupa Tecnologia, a empresa reforça sua estratégia de oferecer soluções para os mercados de eficiência energética, energias renováveis, planejamento e operação de sistemas elétricos, supervisão, controle e proteção de redes. Essas soluções contribuem para a melhoria da qualidade e confiabilidade dos serviços de energia elétrica oferecidos à sociedade”, destaca a empresa em nota.

A Romagnole é a 182ª maior empresa da região e também a 68ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

O valor do negócio não foi informado pelas empresas

Poupança tem retirada líquida de R$ 19,6 bilhões em janeiro

Saques mensais são os maiores desde 1995

O aumento dos juros, no entanto, foi insuficiente para fazer a poupança render mais que a inflação

A aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros iniciou o ano com retirada recorde. Em janeiro, os brasileiros sacaram R$ 19,6 bilhões a mais do que depositaram na caderneta de poupança. Essa foi a maior retirada líquida registrada para todos os meses desde o início da série histórica, em 1995. O recorde anterior tinha sido registrado em janeiro do ano passado, quando os saques tinham superado os depósitos em R$ 18,1 bilhões.

Tradicionalmente, o primeiro mês do ano é marcado pelo forte volume de saques na poupança. O pagamento de impostos e despesas como material escolar e parcelamentos das compras de Natal impactam as contas dos brasileiros no início de cada ano. No ano passado, a poupança tinha registrado retirada líquida de R$ 35,5 bilhões. A aplicação foi pressionada pelo fim do auxílio emergencial, pelos rendimentos baixos e pelo endividamento maior dos brasileiros. A retirada líquida – diferença entre saques e depósitos – só não foi maior do que a registrada em 2015 (R$ 53,5 bilhões) e em 2016 (R$ 40,7 bilhões). Naqueles anos, a forte crise econômica levou os brasileiros a sacarem recursos da aplicação.

Rendimento
Até recentemente, a poupança rendia 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia). Desde dezembro do ano passado, a aplicação passou a render o equivalente à taxa referencial (TR) mais 6,17% ao ano, porque a Selic voltou a ficar acima de 8,5% ao ano. Atualmente, os juros básicos estão em 10,75% ao ano.

O aumento dos juros, no entanto, foi insuficiente para fazer a poupança render mais que a inflação. Nos 12 meses terminados em janeiro, a aplicação rendeu 3,06%, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor-15 (IPCA-15), que funciona como prévia da inflação oficial, atingiu 10,2%. O IPCA cheio de janeiro será divulgado na próxima quarta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Caso a inflação caia nos próximos meses, a caderneta pode voltar a ter rendimento positivo. Para este ano, o boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, prevê inflação oficial de 5,10% pelo IPCA. Com a atual fórmula, a poupança renderia cerca de 7%, caso a Selic permanecesse em 10,75% durante todo o ano. O rendimento pode ser um pouco maior se o Banco Central continuar a aumentar a taxa Selic nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária.

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Com Agência Brasil 

Saques mensais são os maiores desde 1995

Mapa de Santa Catarina mostra 16 regiões no nível alto

Houve melhora nos indicadores da região do Vale do Itapocu

Os resultados do mapa de risco refletem o aumento no número de casos confirmados de Covid-19 em janeiro

A matriz de risco potencial regionalizado aponta 16 regiões classificadas como risco potencial alto (cor amarelo) e uma no nível de risco moderado (cor azul) em Santa Catarina. Em um comparativo com o relatório divulgado na semana anterior, houve melhora nos indicadores da região do Vale do Itapocu, que na semana estava no nível de risco alto (amarelo), e passou a ser classificado no nível moderado (azul).

Houve piora nos indicadores das regiões do Alto Uruguai Catarinense e Extremo Oeste, que passaram a ser classificados como nível alto (amarelo), juntando-se as regiões do Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Nordeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Xanxerê que se mantiveram no nível alto (amarelo).

Os resultados do mapa de risco refletem o aumento no número de casos confirmados de Covid-19 em janeiro de 2022. Neste primeiro mês do ano, foram confirmados 202.084 casos de Covid-19 em Santa Catarina, um aumento de 1.433% em relação ao total de casos confirmados em dezembro de 2021 (13.186), o que impactou na transmissibilidade. Esta dimensão monitora o número de casos ativos que foram notificados no período e a velocidade de transmissão. Todas as regiões do Estado estão classificadas no nível gravíssimo (vermelho), com o número de casos ativos alcançando 67.395 casos em todo o estado.

Na dimensão de gravidade, que contempla os indicadores de mortalidade e tendência de internação por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), houve melhora nos indicadores do Planalto Norte e Vale do Itapocu, que passaram a ser as únicas regiões classificadas no nível Moderado (azul). Houve melhora nas regiões do Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí e Laguna, que estavam classificadas no nível grave (laranja) e passaram a ser classificadas como nível alto (amarelo) e piora nas regiões do Alto Uruguai Catarinense e Extremo Oeste, que estavam classificadas no nível moderado (azul) e passaram para o nível alto (amarelo), juntando-se às regiões do Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Grande Florianópolis, Meio Oeste, Nordeste, Oeste e Serra Catarinense que se mantiveram estáveis, no nível Alto (amarelo).

Na dimensão do monitoramento, que reflete a cobertura vacinal e a variação semanal de casos, todas as regiões foram classificadas com risco moderado (azul), condição que mantêm em relação à semana anterior. Com mais de 5,3 milhões de pessoas que receberam as duas doses da vacina, a cobertura vacinal da população geral do Estado no dia 4 de fevereiro de 2022 ultrapassou 74,2%, o que vem contribuindo para frear o impacto do grande número de infecções na gravidade dos casos.

Já em relação à capacidade de atenção, que monitora a taxa de ocupação de leitos de UTI adulto com pacientes em tratamento para Covid-19 em relação ao total de leitos disponíveis em cada região, as regiões Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí e Vale do Itapocu se mantiveram no nível Moderado (azul), com taxas de ocupação abaixo de 20%. As regiões Carbonífera, Extremo Oeste, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Planalto Norte e Xanxerê estão classificadas no nível Alto (amarelo), com ocupação de 20 a 40%, e as regiões Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Sul Catarinense, Meio Oeste, Nordeste, Oeste e Serra Catarinense estão classificadas no nível Grave (laranja), com ocupação de 40 a 60%. Destaca-se que o Estado apresenta um plano de contingência para pronta disponibilização de leitos de UTI para atendimento de pacientes com Covid-19, caso seja necessário, assim como mantém os leitos disponíveis para tratamento de demais patologias. Portanto, mesmo com a disseminação da variante Ômicron, não existe comprometimento da capacidade de atenção de alta complexidade no momento.

Um estudo realizado pela diretoria de vigilância epidemiológica da secretaria de saúde de Santa Catarina com dados de novembro de 2021 a janeiro de 2022 aponta que o risco de hospitalização e morte é maior entre pessoas não vacinadas ou que estão com a vacinação incompleta do que naquelas que receberam a dose de reforço. Durante o período ocorreram 871 mortes por Covid-19. A taxa de óbitos por Covid-19 em idosos não vacinados ou com vacinação incompleta foi 47 vezes maior do que naqueles que já receberam a dose de reforço. Já entre os adultos, a taxa entre os não vacinados ou com vacinação incompleta foi 39 vezes maior do que naqueles que receberam a dose de reforço.

Segundo boletim epidemiológico da Covid-19 divulgado na terça-feira (1) houve um aumento de 95% no registro de mortes por Covid-19 em Santa Catarina entre a semana epidemiológica 03 (16 a 22 de janeiro) que registrou 93 óbitos, e a semana epidemiológica 04 (23 a 29 de janeiro), que registrou 181 óbitos. O maior número de óbitos registrados nesta semana vem acometendo idosos acima de 60 anos, que ainda não receberam a dose de reforço.

O principal objetivo da matriz de risco de Santa Catarina é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Houve melhora nos indicadores da região do Vale do Itapocu

O setor de saúde espera por você em 2022

Se estiver em dúvida sobre qual setor seguir, busque a saúde. Ela precisará de você mais do que nunca

Embora a Covid-19 se mostre com uma estimativa de controle por conta das vacinas, a doença infelizmente deixou muitas pessoas com sequelas e vivemos uma nova onda, o que requer recurso pessoal para o enfrentamento

Todo início de ano, recebo mensagens de profissionais que pedem algum tipo de direcionamento ou dicas de quais áreas estão em alta para o período. Os motivos são variados. Para 2022, posso cravar o setor de saúde como a grande bola da vez, seja na questão de demanda por profissionais técnicos, gestores ou ainda assessorias.

Recentemente, a Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde) divulgou, com base em números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que o setor de saúde no Brasil já responde por cerca de 2,6 milhões de profissionais, sendo que nos nove primeiros meses de 2021 foram registrados perto de 203 mil postos de trabalho. Em todo o país, a área corresponde ao montante de 7% dos empregos criados em todo o território.

Bom, se este é o cenário palpável, as perspectivas para os próximos anos são as melhores. Precisaremos muito desses profissionais para o enfrentamento da pandemia. Embora a Covid-19 se mostre com uma estimativa de controle por conta das vacinas, a doença infelizmente deixou muitas pessoas com sequelas e vivemos uma nova onda, o que requer recurso pessoal para o enfrentamento. Some-se a isso, ainda, a questão de estarmos envelhecendo e com uma perspectiva de vida maior para as próximas décadas. Logo, pessoas idosas requerem cuidados extras de profissionais da área, sejam eles geriatras, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, enfermeiros e por aí vai.

Então, a dica é: se estiver em dúvida sobre qual setor seguir, busque a saúde. Ela precisará de você mais do que nunca, e cursos para esta área vêm crescendo em ofertas nas mais diferentes especialidades. Quem já está no mercado de saúde também deve seguir se atualizando – e fica ainda mais fácil decidir por onde seguir, uma vez que já possuem a cancha necessária para saber em quais áreas seus talentos mais se encaixam. Por fim, além da parte técnica, também há a parte de gestão (equipes, centros de saúde e hospitais).

Dia desses, soube que o Paraná é um dos poucos estados do Brasil que possui uma cooperativa de enfermeiros e técnicos de enfermagem, a Cooperativa de Trabalho de Enfermagem do Paraná (COOENFPR). A iniciativa de profissionais da área em trabalhar cooperadamente traz inúmeras vantagens e ajuda profissionais em questões como educação continuada e atuação no setor. Nesta cooperativa, são mais de 600 profissionais ativos, com apenas dois anos incompletos de atuação, sinal de que o mercado está aquecido.

Então, mãos à obra. Se tiver dúvidas para onde seguir, acompanhe de perto o setor de saúde em 2022. Nele pode estar o espaço que você tanto almeja no mercado de trabalho. Boa sorte! 

Se estiver em dúvida sobre qual setor seguir, busque a saúde. Ela precisará de você mais do que nunca

BNDES e Banco Mundial assinam acordo sobre agenda climática

Ações incluem cooperação para mercado de carbono e biodiversidade

Segundo o BNDES, a cooperação permitirá que o banco de fomento melhore os processos de financiamento de projetos ambientais

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco Mundial firmaram um memorando de entendimento sobre agenda climática. As duas instituições pretendem promover a troca de informações e de experiências para desenvolver uma pauta conjunta sobre o clima, o mercado de carbono e a biodiversidade no país.

Em comunicado, o BNDES informou que também serão discutidas ferramentas para avaliar riscos para o clima e para a biodiversidade. Também será criado um sistema para a avaliação de empresas, com base nas práticas ESG, sigla em inglês para práticas ambientais, sociais e de governança.

Entre as ações previstas figuram a produção de artigos e a promoção de workshops sobre os mercados regulado e voluntário de carbono, quando um empreendedor que emite gás carbônico financia medidas compensatórias, como o reflorestamento de áreas degradadas. Os dois bancos também estudarão instrumentos financeiros para apoiar projetos nas áreas climática e de ESG no Brasil.

Segundo o BNDES, a cooperação permitirá que o banco de fomento melhore os processos de financiamento de projetos ambientais, climáticos, de carbono e de biodiversidade, alinhado às melhores práticas internacionais. Com US$ 26 bilhões concedidos em financiamentos climáticos apenas em 2021, o Banco Mundial hoje é o maior financiador dessa área para países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. O organismo internacional trabalha para alinhar os fluxos financeiros aos objetivos do Acordo de Paris até 2025.

Com Agência Brasil 

Ações incluem cooperação para mercado de carbono e biodiversidade

Portos do Paraná têm melhor janeiro da história

Volume movimentado no primeiro mês do ano foi 15% maior que no mesmo período de 2020

Janeiro encerra com recorde histórico de movimentação mensal nos portos do Paraná

O ano já começou com recorde na movimentação pelos portos do Paraná. Janeiro fechou com 4,15 milhões de toneladas de cargas, somando exportação e importação. O volume movimentado no primeiro mês é 15% maior que as quase 3,6 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2020 e o melhor janeiro da história dos portos. “Este foi o melhor primeiro mês que já tivemos em movimentação. É a primeira vez que passamos de quatro milhões de toneladas logo no primeiro mês”, comenta Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná. O recorde anterior para o mês de janeiro havia sido registrado em 2016: 3,7 milhões toneladas.

“O novo recorde histórico foi puxado, principalmente, pelo aumento nas exportações, tendo a soja como principal produto”, destaca Garcia. O volume de soja exportado, explica, é inesperado para o mês e segue o ritmo que já vinha desde o final do ano passado. “Em janeiro do ano passado quase não foi embarco soja por aqui. Neste ano, porém, foram 714.870 toneladas”, recorda. Segundo os operadores do segmento, o volume no Porto de Paranaguá seria remanescente da safra passada, que os produtores agora precisam vender para abrir espaço para a nova safra.

De volume exportado em janeiro foram quase 2,2 milhões de toneladas de cargas – 25% a mais que as 1,7 milhão de toneladas registradas em janeiro de 2021. Além da soja, os produtos mais embarcados no último mês pelos portos de Paranaguá e Antonina foram o farelo de soja (345.310 toneladas); açúcar (224.009 toneladas); milho (218.358 toneladas); e frango (176.425 toneladas).

No sentido inverso, o volume de carga importada pelos terminais paranaenses somou 1,8 milhão de toneladas – 7% a mais que as 1,6 milhão de toneladas importadas em janeiro do ano passado. Os produtos descarregados em maior volume nos portos de Paranaguá e Antonina foram os fertilizantes: 903.300 toneladas nos últimos 31 dias. Além dos adubos, os produtos mais descarregados no mês de janeiro foram os derivados de petróleo (410.834 toneladas); álcool (70.412 toneladas); e malte e cevada (69.090 toneladas).

Volume movimentado no primeiro mês do ano foi 15% maior que no mesmo período de 2020

Rôgga adianta a fase 2 das vendas do Grant Home Club

Alta procura pelos apartamentos da construtora em Barra Velha levou à antecipação do planejamento

Com um VGV de R$ 300 milhões e apartamentos de até 106 metros quadrados, todos com vista para o mar, o Grant tem características de um resort particular

Lançado em dezembro de 2021, o Grant Home Club, primeiro empreendimento de alto padrão a ser construído em Barra Velha pela Rôgga, já bateu recordes de venda. A alta procura pelos apartamentos na Praia do Tabuleiro fez com que a construtora antecipasse a fase 2 do plano comercial.

Com um VGV de R$ 300 milhões e apartamentos de até 106 metros quadrados, todos com vista para o mar, o Grant tem características de um resort particular. O Grant Home Club também terá duas torres, 30 pavimentos e 319 apartamentos. As obras começam no final deste ano, com previsão de entrega em junho de 2026. “Em pouco mais de um mês após o lançamento, já tivemos de antecipar a fase 2 das vendas para atender às demandas do mercado. Além de realizar o sonho de viver na praia, com todo o conforto e a segurança de um home club, as pessoas confiam na Rôgga”, explica Thales Silva, diretor comercial da construtora.

Com o propósito de melhorar o habitat humano, a empresa foi a pioneira no lançamento de home clubs de alto padrão no litoral Norte catarinense. “Depois de Penha e Piçarras, chegou a vez de Barra Velha ter um empreendimento desta categoria. Sabemos que, mais do que o contato com a natureza, as pessoas querem empreendimentos que apostem na integração familiar, no convívio social, no bem-estar dos moradores e na qualidade de vida”, continua Thales. 

Alta procura pelos apartamentos da construtora em Barra Velha levou à antecipação do planejamento

Brasil ainda sofrerá com a inflação, prevê especialista

Anderson Peres aponta um cenário ainda de bastante incerteza para este ano

Mercado de capitais é uma das apostas da Valore Elbrus, de Curitiba

A nova onda de Covid-19 e a eleição presidencial são apenas dois ingredientes que têm criado um cenário de muitas incertezas. “Vivemos uma situação muito desafiadora, para não dizer nefasta”, aponta o especialista em mercado financeiro Valore Elbrus, Anderson Peres. “Quem pensa que 2022 será um ano de estabilidade econômica, engana-se. A ancoragem das metas da inflação só será possível no país em 2023, com uma situação política mais clara e também com uma perspectiva melhor do fim de pandemia”, explica o também fundador da casa de investimentos sediada em Curitiba.

Para este ano, na visão econômica, o Brasil ainda sofrerá com a inflação, principalmente no setor de insumos básicos. “Comida mais cara, produtos de bem de consumo primários com valor mais elevado, principalmente pela falta de suprimentos que o mundo está sofrendo”, antevê o especialista. Neste cenário de inflação mais pressionada, ativos atrelados a ela podem ser boas proteções para as carteiras dos investidores.

“Tivemos, neste último período, uma abertura das taxas e com isso boas oportunidades no mercado de títulos públicos que pagam taxa de juros mais inflação. Além disso, o mercado de crédito privado tem se mostrado resiliente neste cenário e temos observado várias emissões de boas empresas que também remuneram o investidor pagando taxas muito atrativas acima da inflação”, sugere.

Com a continuidade do ciclo de alta da taxa de juros, os ativos pós-fixados também voltaram a ser atrativos para o investidor. Porém, por um outro lado, a perspectiva é que o setor de turismo tenha um crescimento acima da média. “Tudo isso impulsiona e movimenta muito o setor de serviços, como hotelaria, restaurantes, transporte aéreo e terrestre. Depois de dois anos de recessão, agora a tendência é crescer e muito”, prevê Peres. Segundo a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) o setor terá plena recuperação já no primeiro semestre de 2022, e a previsão é que o setor tenha um crescimento de 30% no próximo ano, em relação à época pré-pandemia.

Os setores citados por Peres foram os que mais sofreram com a pandemia e este cenário de recuperação vai depender da melhora das condições de saúde em geral, com o avanço da vacinação e reabertura de algumas atividades econômicas. “Considerando a reabertura da economia, esses podem vir a ter uma valorização acima daquela esperada pelo mercado. Além disso, a bolsa brasileira tem ficado descontada perante seus pares e com isso começa a gerar boas oportunidades de investimentos”, aponta o especialista.

Se o cenário é ruim para a economia, para o setor de investimentos é excelente, aposta Peres. “Com taxa de juros mais alta, avanço da vacinação e bolsa de valores norte-americana indo muito bem, é hora de investir”, reforça. “A dica para os investidores é variar os investimentos e estar atento a ações e moeda estrangeira, com os resultados positivos e crescimento da bolsa americana”, afirma. A diversificação em ativos descorrelacionados em momento de alta volatilidade é a grande estratégia para uma carteira de investimento ter rentabilidade de forma constante. “A mescla entre ativos nacionais com ativos internacionais traz equilíbrio para os investimentos e, com isso, faz um hedge natural na carteira dos investidores e traz maior tranquilidade nestes períodos turbulentos”, finaliza.

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Anderson Peres aponta um cenário ainda de bastante incerteza para este ano

Quase 600 mil empresas pediram adesão ao Simples em janeiro

Cerca de 437 mil negócios terão de regularizar débitos até março 

O Comitê Gestor do Simples Nacional aprovou a extensão em dois meses – de 31 de janeiro para 31 de março – do prazo para que os empresários e MEI paguem ou renegociem débitos em atraso

Quase 600 mil micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEI) pediram adesão ao Simples Nacional em janeiro, divulgou a Receita Federal. Segundo o Fisco, foram recebidos 599.876 pedidos de opção pelo regime especial de tributação. Desse total, 437.477 contribuintes estão com pendências e devem regularizar as dívidas com o Simples Nacional até o fim de março. Há cerca de 10 dias, o Comitê Gestor do Simples Nacional aprovou a extensão em dois meses – de 31 de janeiro para 31 de março – do prazo para que os empresários e MEI paguem ou renegociem débitos em atraso.

Esses contribuintes podem ser beneficiados caso o Congresso derrube, até o último dia de março, o veto do presidente Jair Bolsonaro à renegociação especial de débitos do Simples Nacional. A Receita Federal orienta que os contribuintes regularizem a situação o mais rápido possível para se beneficiarem do Simples Nacional, que unifica o pagamento de tributos federais, estaduais e municipais numa única guia, com alíquotas reduzidas.

Segundo o balanço da Receita, dos quase 600 mil pedidos de adesão ou de reinclusão ao Simples Nacional, 133.455 foram aprovados, com o contribuinte passando a fazer parte do regime especial. Um total de 2.405 pedidos foram rejeitados e 26.539 foram cancelados. O prazo para pedir adesão ou a reinclusão no Simples Nacional acabou no dia 31 de janeiro.Diferentemente da regularização de débitos, a data não pôde ser prorrogada porque o prazo de adesão é definido pela Lei Complementar 123/2006, que criou o regime especial.

Com Agência Brasil

Cerca de 437 mil negócios terão de regularizar débitos até março