Archives Maio 2024

Empresas anunciam voos extras para aeroportos catarinenses para suprir demanda do RS

A medida é uma alternativa para manter Porto Alegre e sua região metropolitana conectada com o restante do Brasil

Uma malha área emergencial deve adicionar pelo menos 58 voos por semana nos aeroportos de Florianópolis, Navegantes e Jaguaruna

As empresas aéreas que atuam em Santa Catarina estão definindo voos extras para atender o Rio Grande do Sul no transporte de passageiros e cargas. Uma malha área emergencial deve adicionar pelo menos 58 voos por semana nos aeroportos de Florianópolis, Navegantes e Jaguaruna. A medida é uma alternativa para manter Porto Alegre (RS) e sua região metropolitana conectada com o restante do Brasil e atender as necessidades de transporte de pessoas e cargas. As operações no aeroporto da capital gaúcha estão suspensas até 30 de maio em virtude dos impactos das fortes chuvas.

A Latam informa que a partir desta sexta-feira, 10 até 30 de maio, a operação Guarulhos-Florianópolis-Guarulhos será temporariamente ampliada de 10 para 14 voos diários, Guarulhos-Jaguaruna-Guarulhos passará de dois para quatro voos diários. No total, serão 42 voos extras. Todas as rotas com incrementos emergenciais da Latam na Região Sul do Brasil são operadas com aeronaves A321 (capacidade para até 216 passageiros) e A320 (capacidade para até 174 passageiros). Já a Azul, também informou que aumentou a capacidade de 22 voos, trocando aeronaves modelo ATR-72 (de até 70 passageiros) por modelos A320 (174 passageiros) e também fará 16 operações extras para Florianópolis, Navegantes e Jaguaruna. A empresa ainda aguarda as autorizações da ANAC para oficializar as rotas. Os voos das empresas podem sofrer alterações em razão de mudanças operacionais, demanda e por regulação dos órgãos de controle.

A medida é uma alternativa para manter Porto Alegre e sua região metropolitana conectada com o restante do Brasil

Produção industrial catarinense avança em março

Paraná obteve pior desempenho da região Sul

Mesmo com uma política monetária um tanto expansionista, indústria ainda apresenta um cenário de conjuntura que se reflete na cadeia produtiva

Cinco dos 15 locais investigados pela Pesquisa Indústria Mensal (PIM) Regional avançaram na passagem de fevereiro para março, quando a produção industrial do país cresceu 0,9%. As maiores altas foram registradas no Pará (3,8%), Mato Grosso (2,5%) e Santa Catarina (2,3%), enquanto Amazonas (-13,9%) e Paraná (-13%) mostraram recuos de dois dígitos e os mais elevados nesse mês. O Rio Grande do Sul apresentou um índice positivo de 0,1%. No acumulado no ano de 2024, a alta de 1,9% da indústria nacional foi acompanhada por resultados positivos em 16 dos 18 locais pesquisados. Os dados foram divulgados pelo IBGE.

“Observamos que mesmo com uma política monetária um tanto expansionista, com corte na taxa de juros e número de contratações aumentando um pouco, ainda temos um cenário de conjuntura que se reflete na cadeia produtiva. Por mais que a taxa de juros tenha sofrido cortes, observamos ainda patamares elevados, o que relativamente nos dá uma linha de crdito menos encarecida, mas ainda estreita, devido a juros em patamares elevados, o que acarreta certa cautela na produção industrial”, explica o analista da pesquisa, Bernardo Almeida.

Mato Grosso e Santa Catarina assinalaram os outros avanços mais acentuados na passagem de fevereiro para março, com o primeiro eliminando parte da queda de 3,6% verificada no mês anterior e o segundo voltando a crescer após acumular perda de 3,6% nos dois primeiros meses do ano. Por outro lado, Amazonas mostrou um dos recuos de dois dígitos e o mais elevado nesse mês, interrompendo três meses consecutivos de crescimento na produção. O outro recuo mais intenso, também de dois dígitos, veio da indústria paranaense, que apresentou queda de 13%. “Temos dois setores influenciando essa queda: o de derivados de petróleo e biocombustíveis e o de produtos químicos. Também é importante salientar que a indústria paranaense apresenta essa queda em março após dois meses de resultados positivos, quando acumulou ganhos de 3,9%”, avalia Almeida.

Paraná obteve pior desempenho da região Sul

Médicos listam recomendações para evitar doenças em meio a enchentes

Desinfecção da água para consumo humano é principal orientação

A Associação Brasileira de Medicina de Emergência publicou uma série de recomendações para se evitar doenças e dar mais segurança às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul

A Associação Brasileira de Medicina de Emergência publicou uma série de recomendações para se evitar doenças e dar mais segurança às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. A proposta é ajudar a prevenir o adoecimento da população em meio ao período de calamidade pública tendo como base a prática de especialistas que atendem em pronto-socorros e pronto-atendimentos. A entidade alerta que tragédias de grandes proporções têm impactos significativos sobre a saúde da população e sobre a infraestrutura dos serviços de saúde. Após inundações, por exemplo, é possível que haja registro de casos de doenças como leptospirose, hepatite A e tétano acidental, além de problemas respiratórios e transtornos transmitidos por vetores.

Há ainda risco de acidentes provocados por animais, afogamentos, traumatismos e choques elétricos, comuns em cenários como o registrado ao longo dos últimos dias no Rio Grande do Sul. Uma das principais orientações está relacionada a ações preventivas de desinfecção da água para consumo humano. De acordo com a associação, nos locais em que a rede de abastecimento estiver comprometida, é indispensável que a população consuma água de fontes seguras, como garrafas e galões lacrados. “Na impossibilidade de consumir água mineral, é necessário realizar o procedimento de desinfecção caseira da água. Para tanto, é possível aplicar a seguinte fórmula: a cada um litro de água, utilizar duas gotas de solução de hipoclorito de sódio a 2,5%, deixando a mistura repousar depois por 30 minutos”, ensina a entidade. Outras recomendações de especialistas em medicina de emergência são as seguintes. Confira.

– Em caso de chuva forte, saia de locais de risco o mais rápido possível. Além do risco imediato nas inundações, há ainda riscos tardios, relacionados à leptospirose, ao tétano e a outras infecções.

– Pessoas atingidas por enchentes estão mais suscetíveis a adoecer. Fique atento a sintomas de doenças infecciosas, como diarreia, febre, fadiga e dores no corpo. Caso verifique alguma alteração, procure atendimento médico.

– Ao enfrentar uma inundação, se possível, proteja-se com botas plásticas, roupas resistentes e luvas. Se necessário, não hesite em pedir ajuda a órgãos públicos e não se coloque em situações de risco.

– Em caso de resgate por barco, sinalize o lugar no qual você se encontra pendurando um pano vermelho ou uma lanterna no local para auxiliar a identificação por parte da equipe de resgate.

– Atendimentos em emergência serão mais intensos nesta fase. Por isso, procure os serviços com consciência.

– Caso sua caderneta de vacinação esteja desatualizada, vacine-se o mais rápido possível. A orientação vale para crianças e adultos.

– Observe, a todo tempo, as recomendações das autoridades sanitárias e da defesa civil, evitando o pânico ou iniciativas individuais.

Com Agência Brasil

Desinfecção da água para consumo humano é principal orientação

Balança comercial tem superávit de US$ 9 bilhões em abril

O desastre climático do RS só se refletirá na balança comercial a partir de maio

Petróleo e açúcar puxaram volume exportado no mês passado

Apesar da queda de preços da soja, do ferro e do petróleo, o superávit da balança comercial subiu em abril. No mês passado, o país exportou US$ 9,041 bilhões a mais do que importou, divulgou na quarta-feira (8) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado representa alta de 13,7% em relação ao mesmo mês do ano passado e é o segundo melhor para meses de abril, só perdendo para o recorde de abril de 2021, de US$ 9,963 bilhões. A balança comercial acumula superávit de US$ 27,7 bilhões no quadrimestre. Esse é o maior resultado para o período desde o início da série histórica, em 1989. O valor representa alta de 17,7% em relação aos mesmos meses do ano passado.

Em relação ao resultado mensal, as exportações cresceram em ritmo maior do que as importações. Em abril, o Brasil vendeu US$ 30,9 bilhões para o exterior, aumento de 5,7% em relação ao mesmo mês de 2023. As compras do exterior somaram US$ 21,8 bilhões, alta de 2,2%. Parte dessa alta se deve ao maior número de dias úteis em abril deste ano, porque, em 2024, o feriado prolongado da Semana Santa caiu em março. Do lado das exportações, a alta no volume de petróleo, de açúcar e de combustíveis foram os principais fatores para a alta. Esse aumento ajudou a compensar a queda na exportação de soja, cuja safra terminou, e de veículos automotores, afetados pela crise na Argentina. Do lado das importações, o recuo nas aquisições de fertilizantes e derivados e de compostos químicos foi o principal responsável por conter a alta nas compras externas.

Após baterem recorde em 2022, após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, as commodities recuam desde a metade de 2023. O preço do minério de ferro, que vinha subindo há alguns meses, caiu por causa da desaceleração econômica da China, a principal compradora do produto. No mês passado, o volume de mercadorias exportadas subiu 22,5%, puxados pelo maior número de dias úteis e pelo petróleo, enquanto os preços caíram 6,8% em média na comparação com o mesmo mês do ano passado. Nas importações, a quantidade comprada subiu 24,8%, impulsionada pela recuperação da economia, mas os preços médios recuaram 8,1%.

Em relação às enchentes no Rio Grande do Sul, o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Herlon Brandão, explicou que o desastre climático só se refletirá na balança comercial a partir de maio. Segundo ele, como a maior parte da safra de soja foi colhida, os efeitos ainda precisam ser avaliados, não só de produtos afetados como do impacto sobre a estrutura de escoamento das exportações do estado. Brandão destacou que o Rio Grande do Sul é o sexto maior estado exportador do país, representando 6,6% de todo o valor vendido pelo Brasil ao exterior no ano passado. O produto mais exportado pelo Rio Grande do Sul é a soja, que concentra 18% do total vendido ao exterior.

Com Agência Brasil

O desastre climático do RS só se refletirá na balança comercial a partir de maio

Tex Cotton amplia parque fabril em Otacílio Costa

A companhia investiu R$ 10,5 milhões na construção de uma nova estrutura

Nova unidade da indústria que tem sede em Blumenau tem 5,5 mil metros quadrados de área construída

A Tex Cotton começou a operar em maio na sua nova unidade na cidade de Otacílio Costa. Projetando um significativo crescimento, a companhia investiu R$ 10,5 milhões na construção de uma nova estrutura, migrando de um galpão de 1.600 metros quadrados para um parque fabril de 5.500 metros quadrados de área construída. Atualmente com 89 colaboradores, a empresa prevê um aumento de 50% ainda neste ano, alcançando 200 pessoas. Assim como na matriz em Blumenau, a nova fábrica de Otacílio mescla eficiência e bem-estar dos colaboradores. A Tex Cotton tem 35 anos de história e mais de 650 colaboradores. Dona das marcas Animê, Authoria, I Am, Momi e Youccie, seus produtos são revendidos em 3,6 mil lojas em todo o Brasil.

A companhia investiu R$ 10,5 milhões na construção de uma nova estrutura

Copom reduz a taxa Selic para 10,5% ao ano

Colegiado ficou dividido entre um corte maior ou menor

O Banco Central avalia que as conjunturas doméstica e internacional devem se manter mais incertas, exigindo maior cautela na condução da política monetária

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu reduzir a taxa básica de juros para 10,5% ao ano. O corte de 0,25% não foi uma unanimidade. Foram cinco votos a quatro a favor da redução menor, sendo que Gabriel Galípolo e o presidente Roberto de Oliveira Campos Neto ficaram em campos opostos. Campos Neto optou pela redução de 0,25%. O mercado já esperava essa divisão, conforme antecipou o Portal AMANHÃ na terça-feira (7). “Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho tem apresentado maior dinamismo do que o esperado. A inflação cheia ao consumidor manteve trajetória de desinflação, enquanto medidas de inflação subjacente se situaram acima da meta para a inflação nas divulgações mais recentes”, relatam os membros do colegiado.

“O ambiente externo mostra-se mais adverso, em função da incerteza elevada e persistente referente ao início da flexibilização de política monetária nos Estados Unidos e à velocidade com que se observará a queda da inflação de forma sustentada em diversos países. Os bancos centrais das principais economias permanecem determinados em promover a convergência das taxas de inflação para suas metas em um ambiente marcado por pressões nos mercados de trabalho. O comitê avalia que o cenário segue exigindo cautela por parte de países emergentes”, destaca o Copom. O grupo ainda entende que as conjunturas doméstica e internacional devem se manter mais incertas, exigindo maior cautela na condução da política monetária.

“O comitê acompanhou com atenção os desenvolvimentos recentes da política fiscal e seus impactos sobre a política monetária (…) e reafirma que uma política fiscal crível e comprometida com a sustentabilidade da dívida contribui para a ancoragem das expectativas de inflação e para a redução dos prêmios de risco dos ativos financeiros, consequentemente impactando a política monetária”, reitera o grupo. “O comitê, unanimemente, avalia que o cenário global incerto e o cenário doméstico marcado por resiliência na atividade e expectativas desancoradas demandam maior cautela. Ressalta, ademais, que a política monetária deve se manter contracionista até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas. O comitê também reforça, com especial ênfase, que a extensão e a adequação de ajustes futuros na taxa de juros serão ditadas pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta”, contextualiza o informe publicado depois da reunião.

Colegiado ficou dividido entre um corte maior ou menor

Base de Canoas recebe voos comerciais programados para Porto Alegre

Avião da Azul leva mantimentos doados e é o primeiro a pousar

Na terceira fase da operação, uma aeronave pousará na cidade transportando o primeiro grupo de passageiros

A Base Aérea de Canoas, no Rio Grande do Sul, receberá parte dos voos comerciais que estavam programados para pousar ou decolar do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, alagado pelas fortes chuvas que atingiram o estado nos últimos dias. Segundo a Aeronáutica, o objetivo da medida é “suprir a demanda decorrente do fechamento do” aeroporto da capital gaúcha e foi planejada com o Ministério de Portos e Aeroportos, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e companhias aéreas. A primeira aeronave, da Azul Linhas Aéreas, pousou em Canoas às 15h10 desta quarta-feira (8), transportando 1,5 tonelada de mantimentos que a empresa arrecadou em mais de 500 postos de coleta, incluindo água, cobertores, absorventes, fralda e soro fisiológico. Em nota, a companhia afirma ter mais 251 toneladas de donativos prontos para serem enviados ao estado nos próximos dias.

Nesta quinta-feira (9), outros voos da Força Aérea Brasileira (FAB) e de quatro empresas de aviação devem usar a Base Aérea de Canoas para descarregar mantimentos. Na terceira fase da operação, uma aeronave pousará na cidade transportando o primeiro grupo de passageiros. De acordo com a Fraport Brasil, concessionária do Salgado Filho, não há previsão de quando as operações no aeroporto de Porto Alegre serão retomadas. “Para cumprir a legislação aeroportuária, foi emitido um Notam [comunicado sobre alterações e restrições temporárias que impactem as operações aéreas, do inglês Notice to Airman] com data final em 30 de maio”, informa a Fraport, em nota. O documento pode ser alterado a qualquer momento, acrescentou a concessionária, que pede aos que têm voos programados para entrar em contato com as companhias aéreas a fim de obter informações sobre como proceder.

Com Agência Brasil

Avião da Azul leva mantimentos doados e é o primeiro a pousar

CNM calcula prejuízos parciais de R$ 6,3 bilhões com enchentes no RS

Mais de 61 mil moradias foram danificadas por desastres no estado

A CNM reforça que os dados são parciais, uma vez que as gestões locais enfrentam dificuldades de inserir as informações nos sistemas

O total de prejuízos tem aumentado velozmente no Rio Grande do Sul. Menos de um dia depois de ter avaliado em R$ 4,6 bilhões de prejuízo, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) atualizou os dados com informações do cenário atual. Os municípios gaúchos afetados pelos temporais desde o fim de abril já contabilizam R$ 6,3 bilhões de prejuízos financeiros, sendo o maior montante, de R$ 3,4 bilhões, referente aos danos em habitações. Até o momento, foram registrados impactos em 61,4 mil habitações, das quais 55,2 mil estão danificadas e 6,2 mil destruídas. A CNM, que acompanha diariamente a situação, reforça que os dados são parciais, uma vez que as gestões locais enfrentam dificuldades de inserir as informações nos sistemas. A tragédia já soma 100 mortes confirmadas, de acordo com os dados coletados até as 14 horas desta quarta-feira (9). Os boletins organizados pela entidade serão publicados diariamente.

No total, são 417 cidades afetadas, segundo a defesa civil estadual. Desses, 336 municípios foram reconhecidos pelos governos estadual e federal em estado de calamidade pública, por rito sumário, dos quais 203 registraram os decretos. A CNM destaca que a maioria dos municípios que registraram seus decretos de anormalidade começaram a informar os valores dos danos e prejuízos, uma vez que em algumas localidades os níveis da água já começaram a baixar. O volume do prejuízo é uma estimativa parcial e está sendo alterado pelos gestores locais à medida que o nível da água continue a baixar. Desse total, tem-se que R$ 1,9 bilhão são no setor público, R$ 1 bilhão no setor privado e a maioria, por enquanto, refere-se ao setor habitacional, com R$ 3,4 bilhões.

Mais de 61 mil moradias foram danificadas por desastres no estado

Arrozeiros garantem que não faltará arroz mesmo com as enchentes no RS

Para a Federarroz, o que já foi colhido tem condições plenas de abastecimento do mercado interno e não há necessidade de importação

Federarroz afirma que não existe problemas de abastecimento com relação ao arroz

A colheita de arroz no Rio Grande do Sul, até o momento, chegou a 83% do total da área prevista e o que já foi colhido apresenta boa qualidade e produtividade, o que garante o abastecimento dos brasileiros. A informação é da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz). Segundo o presidente da entidade, Alexandre Velho, dentro do espectro dos 83% já colhidos, se apresentam boas médias de produtividade. “Já temos um bom volume de arroz e mesmo que a gente tenha dificuldades na colheita deste saldo que falta colher, certamente o Rio Grande do Sul tem plenas condições de colher uma safra bem acima dos sete milhões de toneladas. Embora tenhamos este grande problema com relação à colheita do que falta, temos plenas condições de afirmar que não temos problemas com relação ao abastecimento do mercado interno”, garante, por meio de nota. Para evitar uma possível escalada no preço arroz, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou que compraria o produto já industrializado e empacotado no mercado internacional.

Conforme o dirigente, há um problema momentâneo de logística, principalmente na ligação com o interior do Rio Grande do Sul. “Mas a ligação com os grandes centros através da BR-101 está normal, temos bastante arroz para deslocar para as regiões centrais do Brasil. Então não existe qualquer problema com relação ao abastecimento ou uma necessidade urgente de importação. O Brasil é um grande produtor de arroz, a área aumentou aqui no Rio Grande do Sul, assim como em outros Estados produtores. Então não existe motivo algum para termos qualquer alerta com relação a problemas de abastecimento com relação ao arroz”, avalia. Ele ainda ressalta que este momento é de auxiliar os produtores, deixar baixar as águas para poder chegar nas lavouras e, desta forma, poder calcular o tamanho real do prejuízo futuramente.

Para a Federarroz, o que já foi colhido tem condições plenas de abastecimento do mercado interno e não há necessidade de importação

Novo balanço contabiliza R$ 4,6 bilhões em prejuízos por enchentes no RS

Mais de 78% dos municípios gaúchos foram afetados por temporais

O total dos prejuízos, calculado pela CNM, foi informado pelos municípios, mas são parciais e estão sendo alterados pelos gestores locais à medida que o nível da água continue a baixar

Acompanhando os desdobramentos dos desastres naturais que atingem o Rio Grande do Sul, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) atualizou os dados com informações do cenário atual. O número de vítimas fatais subiu para 90 e já são mais de 78% dos municípios foram atingidos. Das 388 cidades afetadas, 336 tiveram, até o momento, a situação de anormalidade reconhecida pelos governos estadual e federal em estado de calamidade pública. Os prejuízos financeiros superam a estimativa de R$ 4,6 bilhões e já há o registro de 99,8 mil casas danificadas ou destruídas.

O total dos prejuízos foi informado pelos municípios, mas são parciais e estão sendo alterados pelos gestores locais à medida que o nível da água continue a baixar. “Desse valor, R$ 465,8 milhões são no setor público, R$ 756,5 milhões setor privado e a grande maioria dos prejuízos, por enquanto, referem-se ao setor habitacional, com R$ 3,4 bilhões”, destaca o levantamento atualizado pela confederação. Até agora, os principais setores privados afetados são a agricultura (R$ 435 milhões em perdas), pecuária (R$ 134,7 milhões em prejuízos), indústria (R$ 92 milhões) e comércios locais (R$ 37,5 milhões). Já entre os principais setores públicos afetados estão danos materiais em instalações públicas como escolas, hospitais, prefeituras (R$ 333,6 milhões em prejuízos), obras de infraestrutura, como pontes, estradas, calçamento e sistemas de drenagens urbanas (perdas de R$ 91,3 milhões) e sistema de transportes (R$ 8,4 milhões).

Mais de 78% dos municípios gaúchos foram afetados por temporais

RS: 90% das cidades em calamidade hoje enfrentaram emergências desde 2013

Ao todo, elas formam um grupo de 303 municípios e somam 953 decretos nesse período

Imagem de satélite mostra parte de Porto Alegre submersa por conta das fortes chuvas

Desastres ambientais em decorrência de chuvas vêm sendo recorrentes nos últimos anos na maioria dos 336 municípios do Rio Grande do Sul que tiveram o estado de calamidade pública decretado pelo governo federal por meio de portaria recente. Levantamento da Agência Lupa, ao qual o Portal AMANHÃ teve acesso, revela que 90,1% dessas cidades já decretaram alguma situação de emergência ou estado de calamidade devido às chuvas ou causas associadas entre 2013 e 2023, a exemplo de deslizamentos. Ao todo, elas formam um grupo de 303 municípios e somam 953 decretos nesse período. Desse número, 267 decretos foram publicados somente ano passado — cerca de 28%. Esse foi o maior volume de decretos emitidos da série histórica analisada. Em setembro do ano passado, as enchentes provocadas por um ciclone deixaram 54 mortos. Até então, esse tinha sido o pior desastre natural da história do Rio Grande do Sul. Isso aconteceu após uma queda nos números de decretos registrada entre os anos de 2018 e 2022.

Os dados extraídos do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, indicam também que o número de cidades atualmente em situação de emergência ou calamidade é ainda maior do que no ano passado: ao menos 395 municípios foram duramente atingidos pelas chuvas desde janeiro no Rio Grande do Sul e estão sob o efeito de decretos. Além dos 336 das atuais enchentes, entre janeiro e abril, 59 cidades já haviam decretado emergência por conta de tempestades. Para essa análise, foram considerados apenas tipologias de desastres provocados por chuvas e tipologias associadas, excluindo assim incêndios, estiagem, doenças infecciosas virais e infestações de animais. Vale lembrar ainda que alguns dos desastres notificados, como deslizamentos, podem ter outras causas. Os dados analisados incluem decretos de situação de emergência ou estado de calamidade pública. Ambos os cenários ocorrem após uma situação anormal provocada por um desastre. A diferença, de acordo com o Decreto 10.593, de dezembro de 2020, está no comprometimento da capacidade de resposta do poder público.

Em casos de situação de emergência, o comprometimento da capacidade de resposta do poder público é parcial. O município, neste caso, não necessariamente vai precisar de apoio estadual ou federal. Quando há um desastre de grande magnitude, que demande a adoção de medidas administrativas excepcionais para resposta e recuperação, adota-se o estado de calamidade pública. Nesta situação, “o comprometimento da capacidade de resposta do Poder Público do ente atingido é substancial”. Com a decisão, os municípios podem ter acesso a recursos federais de forma facilitada, fazer compras emergenciais sem licitação e ultrapassar as metas fiscais previstas para custear ações de combate à crise. Analisando a série histórica, é possível observar que o número de estados de calamidade pública decretados foi significativamente menor em comparação com os de situação de emergência: foram emitidos 65 decretos de calamidade, contrastando com os 882 decretos de situação de emergência. Esses números destacam a magnitude da tragédia que os gaúchos estão enfrentando atualmente: o total de cidades atualmente em calamidade pública (395) é cinco vezes maior do que a soma do registrado entre 2013 e 2023.

Ranking de municípios
A cidade de São Jerônimo, com cerca de 21 mil habitantes, lidera entre 2013 e 2023 o número de municípios que declararam situação de emergência ou estado de calamidade, totalizando 13 decretos (11 de emergência, um de calamidade pública e outro não identificado). Até a noite de segunda-feira (6), aproximadamente 4,8 mil pessoas estavam desalojadas, buscando abrigo com familiares ou amigos, enquanto outras 1 mil estavam desabrigadas devido às fortes chuvas, de acordo com a prefeitura local. O rio Jacuí estava 10,5 metros acima do seu nível e seguia baixando lentamente. Seis municípios aparecem empatados em segundo lugar, com nove decretos. São eles: Cachoeira do Sul, Cristal, Eldorado do Sul, São Gabriel, Soledade e Venâncio Aires. O prefeito de Eldorado do Sul, Ernani de Freitas Gonçalves, declarou que praticamente toda a cidade foi submersa pela água. A estimativa é de que entre 20 mil e 30 mil pessoas estejam desabrigadas. Ou seja, dos quase 40 mil habitantes, cerca de 75% foram atingidos. Já o prefeito de Venâncio Aires, Jarbas da Rosa, afirmou durante uma entrevista a uma rádio local que o cenário era de “destruição total” devido ao alto nível do rio Taquari. Em Soledade, município com quase 30 mil habitantes, as chuvas provocaram alagamentos, levando à perda de móveis, eletrodomésticos, além de danos estruturais em muitas casas. O mesmo ocorreu em São Gabriel, com 58,4 mil habitantes. Por lá, cerca de 400 residências foram atingidas e 1,7 mil pessoas tiveram as casas alagadas.

Situação atual
Autoridades e especialistas avaliam que o Rio Grande do Sul está enfrentando uma tragédia climática sem precedentes. O elevado volume de chuvas, combinado com fenômenos como correntes intensas de vento e a influência de um corredor de umidade proveniente da Amazônia, juntamente com um bloqueio atmosférico causado por ondas de calor, resultou em inundações e, até o começo da tarde desta quarta-feira (8), causou a perda de uma centena de vidas. O professor Paulo Artaxo, da Universidade de São Paulo (USP), disse recentemente, em entrevista ao site do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que as chuvas no Rio Grande do Sul podem ser vistas como a materialização do aumento da frequência e da intensidade de eventos extremos previstos pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC). “Não há dúvida que esse aumento de enchentes, essas chuvas muito torrenciais, são definitivamente associadas com as mudanças climáticas e a aceleração dessas mudanças no nosso planeta inteiro”, contextualizou.

Ao todo, elas formam um grupo de 303 municípios e somam 953 decretos nesse período

Novo balanço contabiliza R$ 4,6 bilhões em prejuízos por enchentes no RS

Mais de 78% dos municípios gaúchos foram afetados por temporais

O total dos prejuízos, calculado pela CNM, foi informado pelos municípios, mas são parciais e estão sendo alterados pelos gestores locais à medida que o nível da água continue a baixar

Acompanhando os desdobramentos dos desastres naturais que atingem o Rio Grande do Sul, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) atualizou os dados com informações do cenário atual. O número de vítimas fatais subiu para 90 e já são mais de 78% dos municípios foram atingidos. Das 388 cidades afetadas, 336 tiveram, até o momento, a situação de anormalidade reconhecida pelos governos estadual e federal em estado de calamidade pública. Os prejuízos financeiros superam a estimativa de R$ 4,6 bilhões e já há o registro de 99,8 mil casas danificadas ou destruídas.

O total dos prejuízos foi informado pelos municípios, mas são parciais e estão sendo alterados pelos gestores locais à medida que o nível da água continue a baixar. “Desse valor, R$ 465,8 milhões são no setor público, R$ 756,5 milhões setor privado e a grande maioria dos prejuízos, por enquanto, referem-se ao setor habitacional, com R$ 3,4 bilhões”, destaca o levantamento atualizado pela confederação. Até agora, os principais setores privados afetados são a agricultura (R$ 435 milhões em perdas), pecuária (R$ 134,7 milhões em prejuízos), indústria (R$ 92 milhões) e comércios locais (R$ 37,5 milhões). Já entre os principais setores públicos afetados estão danos materiais em instalações públicas como escolas, hospitais, prefeituras (R$ 333,6 milhões em prejuízos), obras de infraestrutura, como pontes, estradas, calçamento e sistemas de drenagens urbanas (perdas de R$ 91,3 milhões) e sistema de transportes (R$ 8,4 milhões).

Mais de 78% dos municípios gaúchos foram afetados por temporais

Estado e empresários discutem ações para a reconstrução do RS

O processo de restauração deve levar em consideração as novas realidades climáticas

Leite contextualizou a situação atual do Rio Grande do Sul, que conta com 401 municípios atingidos até o momento

A reconstrução do Rio Grande do Sul, etapa posterior ao salvamento de vidas nas enchentes que devastaram mais de 80% do Estado desde o fim de abril, foi tema de reunião híbrida convocada pelo governador Eduardo Leite e pelo vice Gabriel Souza na terça-feira (7). Com a presença de secretarias, instituições financeiras, entidades e empresários, foram apresentadas as ações que estão sendo feitas para preservar vidas e recuperar os setores produtivos do Rio Grande do Sul. O governador fez a abertura contextualizando a situação atual do Estado, que conta com 401 municípios atingidos, salientando, apesar de tudo, que os eventos ainda estão em andamento. Leite destacou a posição do governo em relação à segurança pública, assistência social, saúde e divulgação de informações, uma vez que circulam boatos que atrapalham o trabalho que está sendo desenvolvido.O chefe do Executivo estadual reforçou que está em contato com governadores de outros estados para pedir auxílio, em especial aos que fazem parte do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud).

A destinação das doações dos valores por Pix e o plano de reconstrução e seus desafios foram as pautas principais da reunião, pois devem exigir medidas extremamente excepcionais e que necessitarão do apoio da esfera federal. “Minha grande preocupação é dar ao Brasil a noção do que está acontecendo aqui”, disse Leite. O governador explicou que pretende estabelecer uma autoridade estadual de reconstrução, com caráter técnico e com uma estrutura dedicada. O projeto passará pelas etapas de assistência, restabelecimento e reconstrução, que focará na recuperação do Rio Grande do Sul, e de prevenção e resiliência climática, que formulará estratégias para que se possa prevenir e minimizar as emergências climáticas. O governador afirmou que os planos já estão sendo elaborados, com o auxílio das secretarias do Estado e entidades, para conduzir da melhor maneira o processo.

O titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Ernani Polo, iniciou sua fala agradecendo aos empreendedores, gaúchos e de outros estados, presentes na reunião por sua disponibilidade em colaborar com a reconstrução do Rio Grande do Sul. Também mencionou o setor da proteína animal, que está ajudando com alimentos e logística. “Precisamos que todas as esferas do poder público e da sociedade civil organizada se unam para enfrentar o momento difícil que estamos passando”, disse. Polo garantiu que será mantida a conversa com o setor produtivo para construir caminhos viáveis, tendo atenção aos aspectos fiscais e jurídicos durante o processo.

O Gabinete de Apoio ao Empreendedor, coordenado pela Sedec, já está levantando os impactos nas micro, pequenas e médias empresas para encaminhamentos das ações de apoio. A titular da Secretaria da Fazenda (Sefaz), Pricila Santana, informou que se reuniu com secretários de Fazenda de todo o país com o intuito de simplificar procedimentos e dar agilidade e capacidade de reação do setor produtivo gaúcho. Também está sendo feita, em coordenação com bancos gaúchos, a organização de oportunidades de recuperar as empresas debilitadas, preservando a sua segurança financeira. “Estamos sendo procurados por multinacionais, com fundos privados, que conseguirão disponibilizar crédito a taxas menores”, disse Pricila. A titular da Sefaz afirmou que nada será feito sem ouvir os empresários, pois é necessário entender onde estão os gargalos para agir de forma assertiva.

Os empresários que participaram da reunião foram unânimes em seus pedidos por cobranças ao governo federal pela liberação de verbas e postergação da dívida com a União. Em suas manifestações, também destacaram a cooperação e a solidariedade como fatores essenciais para enfrentar esta crise. O presidente do Transforma RS, Daniel Randon, ressaltou a união dos empresários com o poder público, salientando ser necessário um bom alinhamento, de forma sincronizada e sob a organização do governo, para recuperar o Estado. O empresário José Galló chamou a atenção para o fato de que o processo de reconstrução deve levar em consideração as novas realidades climáticas.

O empresário paulista, Luciano Luft, informou que o centro de doações em São Paulo já arrecadou toneladas de doações e que está recebendo ligações do Brasil de empreendedores querendo ajudar, mostrando a solidariedade do país com o Estado. O presidente da Cotrijal, Nei Mânica, disse que foi solicitado ao governo federal apoio ao campo e destacou que o povo gaúcho é um desbravador e que certamente vai conseguir reconstruir o que foi perdido. Leite encerrou a reunião explicando que o Estado terá dificuldades e que não será fácil fazer essa organização. O governador reforçou que o Rio Grande do Sul está em um período de urgência, operando com fatores críticos de sobrevivência, que demandam uma grande remobilização em vários setores econômicos e muitos recursos. “Precisaremos reerguer estradas, casas, vidas e, fundamentalmente, o futuro do Estado. No final desse processo, todos teremos orgulho do que fizemos”, disse o governador.

O processo de restauração deve levar em consideração as novas realidades climáticas

Produção e vendas de automóveis superam o patamar de 220 mil unidades

Anfavea teme os efeitos da calamidade no RS, que já estão afetando fábricas de veículos

Com o salto em abril, a produção acumulada no quadrimestre chegou a 760,1 mil unidades, 6,3% acima do mesmo período do ano anterior

O mês de abril fechou com patamares elevados de vendas e produção, comprovando a manutenção do ritmo de recuperação do mercado brasileiro. A produção de 222,1 mil unidades foi a melhor desde agosto do ano passado, período em que as vendas estavam elevadas em função da MP 1.175, programa de descontos oferecido pelo governo federal. Em 2023, só em três meses a produção superou a casa das 220 mil unidades. Com esse salto em abril, a produção acumulada no quadrimestre chegou a 760,1 mil unidades, 6,3% acima do mesmo período do ano anterior, de acordo com o balanço divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Na comparação com março, a produção subiu 13,5%. Já contra abril de 2023, a elevação foi de 24,2%.

As vendas internas em abril atingiram a marca de 220,8 mil veículos, alta de 17,6% sobre o mês anterior e de 37,4% sobre abril do ano passado. O acumulado do ano é de 735 mil unidades, volume 16,3% superior ao dos quatro primeiros meses de 2023. No ano passado, o patamar de 220 mil unidades só foi superado em julho, com estímulo do governo, e dezembro, tradicionalmente o mês mais aquecido de cada ano. O indicador que contrastou com esses bons resultados foi o das exportações. As 27,3 mil unidades embarcadas representaram queda de 16,4% em relação a março. No acumulado do ano, o volume de 109,6 unidades é 26% inferior ao do primeiro quadrimestre de 2023. A operação-padrão do Ibama, que há meses vem represando a liberação de licenças ambientais para veículos importados, também tem prejudicado as exportações na medida em que afeta a logística das rotas comerciais.

“Foi um mês bastante animador, sobretudo pela alta na produção, que começa a se beneficiar do aquecimento do mercado interno, mesmo com a elevada presença de produtos importados. Esperamos manter esse ritmo nos próximos meses, mas temos pela frente alguns pontos de alerta, como a redução do ritmo de queda dos juros e os efeitos da calamidade no Rio Grande do Sul, que já estão afetando fábricas de veículos, máquinas agrícolas e de importantes componentes usados por toda a cadeia automotiva”, afirmou o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite.

Anfavea teme os efeitos da calamidade no RS, que já estão afetando fábricas de veículos

Wilson Lipski é nomeado como novo diretor-presidente da Sanepar

Claudio Stabile assumirá a secretaria da administração e da previdência

Lipski também presidiu o BRDE entre novembro de 2021 e fevereiro de 2023, além de ter sido superintendente do Paranacidade

O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou) algumas mudanças na equipe de secretários estaduais e em outras estruturas, em função da desincompatibilização dos secretários que planejam disputar o pleito deste ano. As alterações estão no comando da Sanepar e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). As mudanças vão ocorrer durante o mês maio.

Ex-secretário da Fazenda, Renê Garcia Junior, que é doutor e mestre em economia e bacharel em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas, além de bacharel em Economia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, vai para a diretoria financeira do BRDE. Na Fazenda, ele ajudou a implementar o Profisco II, programa de modernização da gestão fazendária, e apoiar o crescimento do superávit orçamentário. O cargo no banco, que bateu recorde de financiamentos em 2023, era ocupado por Wilson Bley Lipski, que agora assumirá a Sanepar. Formado em direito pela Universidade Católica do Paraná e pós-graduado pelo Instituto Brasileiro de Estudos Jurídicos em Direito Contemporâneo, Lipski também presidiu o BRDE entre novembro de 2021 e fevereiro de 2023, além de ter sido superintendente do Paranacidade, secretário estadual do desenvolvimento urbano e conselheiro da Agência de Fomento do Estado do Paraná.

Diretor-presidente da Sanepar, Claudio Stabile assumirá a secretaria da administração e da previdência (Seap). Ele presidia a companhia de saneamento desde janeiro de 2019. Formado em direito pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel e pós-graduado em sustentabilidade do território urbano paranaense na França, também possui especializações em direito administrativo e direito processual civil. Ele ainda foi presidente do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Cascavel e diretor administrativo-financeiro do Paranacidade. Na gestão de Stabile, a Sanepar foi reconhecida como a melhor companhia estadual de abastecimento do Brasil, com seguidas premiações no Trata Brasil, e recentemente no Global Waters Award, maior premiação do mundo do setor.

Claudio Stabile assumirá a secretaria da administração e da previdência