Archives Maio 2024

Entenda o que são eventos climáticos extremos e como eles estão mais frequentes

As chuvas e enchentes reforçam o alerta sobre a frequência desses fenômenos no Brasil

Os temporais que atingem o estado do Rio Grande do Sul desde o fim de abril já afetaram, até a manhã de terça-feira (7), cerca de 80% dos municípios

Os temporais que atingem o estado do Rio Grande do Sul desde o fim de abril já afetaram, até a manhã de terça-feira (7), cerca de 80% dos municípios, segundo boletim da Defesa Civil estadual. O balanço aponta ainda 90 mortes confirmadas decorrentes dos temporais e outros quatro óbitos em investigação. As chuvas e enchentes reforçam o alerta sobre a frequência dos eventos extremos no Brasil. Também percebidos nas ondas de calor acima do normal para algumas épocas do ano, que superam médias históricas, esses acontecimentos muitas vezes são alvos de dúvidas, peças desinformativas ou negacionismo nas redes. Em 2023, o Rio Grande do Sul já havia enfrentado em setembro a passagem de um ciclone extratropical que causou ao menos 50 mortes. No mesmo ano, em fevereiro, temporais no litoral norte de São Paulo destruíram casas e provocaram deslizamentos de terras. Ao todo, foram 65 mortes. Em 2022, Petrópolis (RJ) viveu sua maior tragédia em função das fortes chuvas que deixaram 4 mil desabrigados e 235 mortos. A Lupa levantou uma série de estudos e ouviu especialistas em geografia e climatologia para questionar se essas ocorrências estão relacionadas com as mudanças climáticas e esclarecer dúvidas sobre o que pode ser caracterizado como um evento climático extremo. Confira.

Afinal, o que é um evento climático extremo?
Um evento climático extremo é um fenômeno que ocorre em volume acentuado e fora dos níveis considerados normais. É preciso levar em consideração fatores como frequência e intensidade para analisar a extremidade de um evento climático, para que se diferencie, por exemplo, a ocorrência de chuvas normais e esperadas já previstas pelas médias climáticas. Essa concepção é defendida pelo Painel Internacional para Mudanças Climáticas da ONU (IPCC, na sigla em inglês), em relatório publicado em 2021. De acordo com o Observatório do Clima e Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os eventos climáticos e meteorológicos extremos, geralmente, são classificados como de origem hidrológica (inundações bruscas e graduais, alagamentos, enchentes, deslizamentos); geológicos ou geofísicos (processos erosivos, de movimentação de massa e deslizamentos resultantes de processos geológicos ou fenômenos geofísicos); meteorológicos (raios, ciclones tropicais e extratropicais, tornados e vendavais); e climatológicos (estiagem e seca, queimadas e incêndios florestais, chuvas de granizo, geadas e ondas de frio e de calor).

“Nos últimos 10, 20 anos a gente percebe no Brasil muitas catástrofes de massa, como as que ocorreram na região de serra do Rio de Janeiro, em São Sebastião, em São Paulo, no sul da Bahia, aqui em Recife em 2022”, relembra o professor Osvaldo Girão, do Programa de pós-graduação em geografia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). “Então esses eventos geralmente estão dentro da questão do contexto climático, por exemplo, mas a questão é a intensidade”, reforça. De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o ano de 2023 bateu recorde de ocorrências de desastres hidrológicos e geohídricos no Brasil. Foram 1.161 eventos de desastres, sendo 716 associados a eventos hidrológicos, como transbordamento de rios, e 445 de origem geológica, como deslizamentos de terra. Antes, 2022 e 2020 também registraram recordes pelo mesmo monitoramento, que aponta uma crescente.

O professor e pesquisador em climatologia Emerson Galvani, da Universidade de São Paulo (USP), também aponta que, nas últimas décadas, a frequência desses eventos passou a ser mais observada. “As chuvas estão ficando mais concentradas, embora os volumes totais anuais não apresentem tanta diferença. No litoral norte de São Paulo, em fevereiro do ano passado, a gente teve pluviômetros que registraram 590 milímetros em 24 horas. Então, o fato é que a elevação de temperatura do planeta tem produzido maior calor, maior energia no planeta e isso tem potencializado, sim, eventos extremos de precipitação e ondas de calor”, destaca o professor da USP.

Estudos apontam aumento de eventos climáticos extremos
A ocorrência de eventos climáticos no país tem sido tema de diversos estudos publicados em revistas científicas. Na USP, foi desenvolvida uma pesquisa que apontou o aumento de eventos climáticos extremos na região metropolitana de São Paulo. O estudo publicado em 2020 na revista Annals of the New York Academy of Sciences revela que houve um aumento significativo no volume total de chuvas. Entre 2001 e 2020, a região metropolitana de São Paulo teve 11 tempestades acima de 100 milímetros. A título de comparação, de 1941 a 2000, houve somente a ocorrência de dez eventos de chuva intensa com esse mesmo volume. “Episódios de chuvas mais fortes podem aumentar o risco de inundações frequentes e repentinas e deslizamentos de terra em áreas expostas, onde a população e as infraestruturas vulneráveis podem ser alocadas”, apontou o estudo.

Pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostrou também que as temperaturas estão cada vez mais altas na costa sudeste e sul do país. O estudo, que foi publicado na revista Scientific Reports em abril de 2023, analisou uma série histórica de dados de temperatura do ar observados nos últimos 40 anos em cinco regiões costeiras do país: Maranhão (em São Luís), Rio Grande do Norte (na capital Natal), Espírito Santo (em São Mateus), São Paulo (no município de Iguape) e Rio Grande do Sul (em Rio Grande). A pesquisa constatou que toda a costa brasileira já está sofrendo algum tipo de impacto das mudanças climáticas. As regiões Sul e Sudeste foram as que registraram maior mudança nas ocorrências diárias de extremos máximos de temperatura e das ondas de calor. Na análise das últimas quatro décadas, a ocorrência de eventos extremos de temperatura quase dobrou em São Paulo, dobrou no Rio Grande do Sul e quase triplicou no Espírito Santo.

O que é mudança climática?
Segundo o IPCC, as mudanças climáticas se referem a alterações no estado do clima que podem ser identificadas por alterações na média ou na variabilidade das suas propriedades e que persistem por um período prolongado, normalmente décadas ou mais. Ainda de acordo com o painel internacional, as alterações climáticas podem ser consequência de processos naturais internos ou a forças externas, mas também pela atuação do homem quando se trata da emissão de gases do efeito estufa, por exemplo. “As mudanças climáticas são mudanças nos parâmetros da atmosfera, principalmente temperatura e precipitação, mas envolvem também atributos de umidade, radiação solar, vento e pressão atmosférica, por exemplo”, pontua o professor Galvani, da USP. Para que um evento possa ser caracterizado também como mudança climática, é preciso que sua ocorrência tenha sido observada por, no mínimo, 30 anos. “A atmosfera apresenta variabilidade de ano para ano, tem ano que chove mais e tem ano que chove menos, isso é um processo natural. Mas quando a gente percebe que essa variabilidade é persistente para mais ou para menos em uma série longa de dados, de no mínimo 30 anos, aí podemos inferir que estão ocorrendo mudanças climáticas”, explica.

Ainda segundo Galvani, há um consenso científico que aponta que a Terra está passando por mudanças climáticas — ao contrário de peças desinformativas que dizem. “Existe um pequeno número de cientistas que ainda não convalida dessa leitura. A grande maioria faz parte do consenso de que há uma mudança climática em andamento, em especial por conta da elevação de temperatura, vide os últimos dados de temperatura média planetária que apresentaram um aumento significativo”, destaca. “Então, o consenso existe, a temperatura planetária está aumentando, sim”, reforça.

Qual a relação do El Niño com eventos extremos?
O El Niño é um sistema que se relaciona com o oceano e a atmosfera. Ou seja, é um momento em que o oceano pacífico equatorial está mais quente do que a condição média histórica. Dessa forma, quando as águas se aquecem, há um aumento da concentração de vapor de água na atmosfera, o que eleva a temperatura e a frequência de chuvas. O fenômeno se inicia na metade de um ano e se encerra no final do ano seguinte. No caso das enchentes de setembro de 2023 no Rio Grande do Sul, por exemplo, o professor Emerson Galvani, da USP, afirma que as inundações foram provocadas por uma combinação de fatores, entre eles o El Niño e a passagem do ciclone extratropical que provocou a elevação do nível do Rio Taquari (que afetou a região). Já nas enchentes que atingem o estado agora, resquícios do El Niño voltam a ser mencionados, desta vez agravando a onda de calor na região central do Brasil, que acaba por bloquear a passagem das frentes frias — que rapidamente chegam ao Sul — para a região Norte. São fenômenos que podem ser previstos, mas que em ambos os casos ocorreram com uma intensidade superior.

“Já existiam previsões, nós já sabemos que, em anos de El Niño, o Sul do Brasil, de modo geral, é mais úmido, mas a gente não consegue acertar exatamente a latitude e a longitude onde [o evento climático] vai ocorrer, que é um fenômeno de grandes proporções”, ressalta o professor da USP. Girão destaca ainda que a manifestação dessas ocorrências climáticas está se desenvolvendo de maneira mais intensa que a previsão. Além disso, como aponta o professor da UFPE, o fenômeno se manifesta de outras formas em outros estados do país. “Cientificamente, sabe-se que o El Niño causa estiagens na região Norte e Nordeste do Brasil, causa na região Centro-Oeste e Sudeste a formação de massa de ar quente e, historicamente, o El Niño tem sido um fator que agrava enchentes na região Sul”, enumera.

As chuvas e enchentes reforçam o alerta sobre a frequência desses fenômenos no Brasil

Governo gaúcho destina R$ 200 milhões em resposta à catástrofe climática

Estado também pediu apoio da Força Nacional para reforçar as forças de segurança

“Nesta primeira leva dos repasses Fundo a Fundo, serão 70 milhões de reais no total”, destacou Leite

Estratégias e processos desenvolvidos devido às enchentes de 2023 embasam as ações em resposta à catástrofe climática que atinge o Rio Grande do Sul. Isso foi reiterado pelo governador Eduardo na terça-feira (7), no Palácio Piratini, antes de anunciar a destinação, em um primeiro momento, de R$ 200 milhões em recursos emergenciais para o enfrentamento da crise atual. Leite destacou que é primordial agilizar o encaminhamento dos recursos. “Aprendemos muito com o episódio da enchente no Vale do Taquari no ano passado. Não pode haver burocracia. É preciso colocar o recurso na ponta logo, para que os municípios tenham capacidade de resposta”, afirmou. “Todos os municípios que estão decretando situação de emergência vão receber os valores. Nesta primeira leva dos repasses fundo a fundo, serão 70 milhões de reais no total, o que representa cerca de R$ 200 mil para cada cidade”, acrescentou o governador.

As verbas serão destinadas para reas como defesa civil, assistência social, saúde e infraestrutura. Serão R$ 70 milhões em repasses fundo a fundo aos municípios para ações emergenciais; R$ 50 milhões por meio do programa Volta por Cima, beneficiando 20 mil famílias inscritas no CadÚnico; R$ 10 milhões para hospitais atingidos e com necessidades emergenciais; R$ 40 milhões para recuperar e desobstruir estradas; e R$ 30 milhões em Aluguel Social, contemplando 75 mil famílias. O governo pediu apoio da Força Nacional, que enviará 400 integrantes e 120 viaturas, e anunciou a implementação do Programa Mais Efetivo, que visa reforçar as forças de segurança, a partir do emprego de militares inativos. A ideia é fortalecer o combate a práticas criminosas que se disseminaram durante a crise. O Executivo também está articulando com deputados e senadores do Rio Grande do Sul demandas para reconstrução do território gaúcho.

Estado também pediu apoio da Força Nacional para reforçar as forças de segurança

Febraban alerta para golpes na ajuda para vítimas das chuvas do RS

Doador deve checar detalhadamente dados de transações de Pix antes de concluir a transferência

Em suas primeiras ações e iniciativas, já foram contabilizados R$ 20 milhões em doações diretas da Febraban e dos bancos para auxiliar no socorro aos moradores

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) alerta que criminosos estão aproveitando o movimento de solidariedade da população brasileira nas doações às vítimas das chuvas históricas que atingem o Rio Grande do Sul para aplicar golpes. A principal orientação é que, quando for fazer uma transferência com um número de chave Pix, o doador confira com muita atenção todos os dados do pagamento e se o beneficiário é realmente quem irá receber o dinheiro. A mesma orientação é válida para doações feitas por TED e boletos. Outra situação de golpe ocorre por meio de links falsos e da engenharia social, que usa técnicas para enganar o indivíduo para que ele forneça dados confidenciais, além de realizar transações financeiras para o golpista.

“Muitos criminosos estão aproveitando o momento de comoção pública para criar chaves Pix e pedir dinheiro para sua própria conta. Quando for doar, confira o nome do beneficiário, empresa ou ONG e esteja certo se eles estão realmente fazendo campanhas de ajuda às vítimas. Também é muito importante que o cliente não clique em links recebidos por aplicativos de mensagens, de redes sociais e em links patrocinados em sites de busca”, alerta José Gomes, diretor do comitê de prevenção a fraudes da Febraban. “A federação e seus bancos associados manifestam profundo pesar às vítimas e se solidarizam com as famílias atingidas pela catástrofe e se somam aos esforços das autoridades para o atendimento emergencial da população”, manifesta a Febraban por meio de nota. Em suas primeiras ações e iniciativas, já foram contabilizados R$ 20 milhões em doações diretas da Febraban e dos bancos (Itaú, Bradesco, Santander, BTG Pactual, Banco do Brasil e Caixa) para auxiliar no socorro aos moradores. Os bancos também têm parcerias com entidades civis locais e estão mobilizando clientes e funcionários para doações às vítimas.

Doador deve checar detalhadamente dados de transações de Pix antes de concluir a transferência

Brasil vai importar arroz para evitar possível desabastecimento

Rio Grande do Sul é responsável por 70% da produção do grão no país

O Brasil produz cerca de 10,5 milhões de toneladas de arroz, sendo que entre 7 e 8 milhões vêm de produtores gaúchos

Para evitar uma possível escalada no preço arroz, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai comprar o produto já industrializado e empacotado no mercado internacional. A informação foi dada na terça-feira (7) pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Trata-se de um dos efeitos das enchentes no Rio Grande do Sul, estado responsável por 70% da produção nacional de arroz. De acordo com o ministro, perdas na lavoura, em armazéns alagados e, principalmente, a dificuldade logística para escoar o produto, com rodovias interditadas, poderia criar uma situação de desabastecimento, elevando os preços no comércio. “O problema é que teremos perdas do que ainda está na lavoura, e algumas coisas que já estão nos armazéns, nos silos, que estão alagados. Além disso, a grande dificuldade é a infraestrutura logística de tirar do Rio Grande do Sul, neste momento, e levar para os centros consumidores”, explicou. Os recursos para a compra pblica de estoques de arroz empacotado serão viabilizados por meio da abertura de crédito extraordinário.

“Uma das medidas já está sendo preparada, uma medida provisória autorizando a Conab a fazer compras, na ordem de 1 milhão de toneladas, mas não é concorrer. A Conab não vai importar arroz e vender aos atacadistas, que são compradores dos produtos do agricultor. O primeiro momento é evitar desabastecimento”, acrescentou o ministro. A medida provisória depende da aprovação, pelo Congresso Nacional, de um decreto legislativo que reconhece a calamidade pública no Rio Grande do Sul e, com isso, suspende os limites fiscais impostos pela legislação para a ampliação do orçamento.

Na primeira etapa, o leilão de compra da Conab, uma empresa pública federal, será para 200 mil toneladas de arroz, que devem ser importados dos países vizinhos do Mercosul, como Argentina, Uruguai e Paraguai, e eventualmente da Bolívia. “Se a gente for rápido na importação, a gente mantém [o preço] estável”, garantiu. O restante, até totalizar 1 milhão de toneladas, será importando conforme a avaliação de mercado. Essa cota ainda poderá ser elevada, se for necessário, assegurou o ministro. Fávaro explicou que a Conab só deverá revender o produto no mercado interno diretamente para pequenos mercados, nas periferias das cidades, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, para não afetar a relação dos produtores de arroz brasileiros com os atacadistas, que são seus principais clientes.

Em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia antecipado a informação de que o país poderia ter que importar arroz e feijão. No entanto, segundo o ministro Fávaro, apenas a importação de arroz será necessária. O Brasil produz cerca de 10,5 milhões de toneladas de arroz, sendo que entre 7 e 8 milhões vêm de produtores gaúchos. O consumo interno anual, de 12 milhões de toneladas, supera a produção nacional, e o país já costuma importar o grão todos os anos.

Com Agência Brasil

Rio Grande do Sul é responsável por 70% da produção do grão no país

BMW fabricará carros híbridos plug-in em Araquari

Utilitário esportivo X5 começará a ser produzido no último trimestre deste ano

Mais de 50 funcionários foram contratados para apoiar o aumento da produção na planta localizada em Santa Catarina

O BMW Group anunciou que vai eletrificar a planta de Araquari (SC) e expandir suas atividades de engenharia local. Após um recorde histórico de vendas de veículos eletrificados no ano passado, o BMW Group anuncia agora a produção local do BMW X5, o primeiro modelo híbrido plug-in a ser feito na América do Sul. O modelo se juntará ao BMW X1, BMW X3 e BMW X4, além do BMW Série 3, na produção de Araquari. A diferença entre um automóvel híbrido convencional e o plug-in é que o último permite recarregar as baterias também em tomada, o que garante melhor aproveitamento do sistema elétrico.

“O BMW Group está comprometido com o Brasil, o país líder em vendas para a marca BMW na América Latina. Em 2023, a BMW foi líder do segmento Premium no Brasil pelo quinto ano consecutivo, com 15.113 unidades vendidas. Agora, vamos subir a barra para continuar moldando o futuro da mobilidade premium, de forma eletrificada”, anunciou Reiner Braun, Presidente e CEO do BMW Group América Latina. “No BMW Group, a produção acompanha a demanda de mercado. No ano passado, a BMW alcançou um recorde de 25% de mix de vendas de modelos eletrificados no Brasil, e o BMW X5 foi o terceiro modelo mais vendido em toda a linha BMW, seguindo o BMW Série 3 e o BMW X1. Essa é uma das razões para anunciar agora a produção do BMW X5 Plug-in Hybrid no Brasil a partir do último trimestre deste ano”, detalha Braun.

“A planta Araquari possui uma linha de produção flexível e, portanto, está pronta para produzir modelos híbridos ou elétricos em um curto período, dependendo da demanda do mercado. Ela será a única a produzir modelos a combustão interna, híbrido plug-in e flex-fuel em toda a rede de produção do BMW Group. Este é um presente único para a planta, que celebrará seu décimo aniversário em outubro”, exalta Michael Nikolaides, head de production network e logística do BMW Group. Em dezembro, o BMW Group anunciou um aumento de 10% na produção na planta de Araquari a partir deste ano, com o objetivo de alcançar 11 mil unidades anuais. Além disso, a força de trabalho do BMW Group Brasil também aumentará em 5%. Mais de 50 funcionários foram contratados para apoiar o aumento da produção na planta localizada em Santa Catarina.

Investimentos em P&D
O BMW Group expandirá seu caminho estratégico em 2024, com investimentos em suas fábricas, produtos, serviços e nas atividades de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) do departamento de engenharia no Brasil, localizado em São Paulo e na planta de Araquari. “Os gastos globais com P&D alcançarão níveis mais altos em 2024 e terão um reflexo positivo no departamento de engenharia no Brasil. Entre outras atividades, o departamento de engenharia local agora tem a responsabilidade por desenvolver e homologar especificações de blindagem para a região América Latina, seguindo todos os padrões de engenharia internacionais do BMW Group”, conta Jochen Otterbach, head de veículos com proteção especial do BMW Group. “O BMW X1 Protection e o BMW iX1 Protection serão oferecidos em breve no Brasil. Alguns modelos novos também serão anunciados em breve e estarão disponíveis, incluindo mais modelos puramente elétricos”, completa.

Atualmente, o programa BMW Protection no Brasil oferece quatro modelos oficialmente homologados pela Engenharia Global da BMW, sendo o BMW Série 3 Protection, BMW X3 Protection, BMW iX3 Protection e BMW X5 PHEV Protection. Em breve, o BMW X1 Protection e o BMW iX1 Protection somarão seis modelos blindados, formando o maior portfólio de veículos blindados homologados no mercado local. A fábrica de Araquari e os escritórios nacionais em São Paulo são o lar do único departamento de engenharia global do Grupo BMW na América Latina, responsável por apoiar o desenvolvimento digital global e validar testes de qualidade. Testes de durabilidade de motores e seus componentes são realizados em todos os mercados da América Latina para apoiar as equipes de engenharia global. Além disso, alguns dos engenheiros são responsáveis por testar e validar todo o sistema de infotainment [sistema de comunicação sofisticado de direção inteligente e de entretenimento. São integrados por meio de diversas centrais de processamento e uma ou mais telas instaladas nos veículos] para os lançamentos mais recentes da BMW globalmente, como os modelos de alta gama BMW iX e BMW i7, além dos novos BMW X1 e BMW Série 3 produzidos na planta de Araquari.

Utilitário esportivo X5 começará a ser produzido no último trimestre deste ano

Cosud envia reforço para socorrer vítimas das chuvas no RS

Todo o estado está sob situação de calamidade pública

Um comboio de 15 caminhões partiu também de várias cidades paranaenses levando 190 toneladas de donativos

O Consórcio de Integração Sul Sudeste (Cosud), formado pelos sete estados das duas regiões, enviou reforços para socorrer vítimas das chuvas e enchentes no Rio Grande do Sul. O estado está sob situação de calamidade pública. O Paraná mandou 34 bombeiros militares, nove viaturas, quatro embarcações do Batalhão da Polícia Militar de Operações Aéreas, um helicóptero Falcão 08, 30 policiais militares, sete viaturas do Batalhão de Choque Defesa Civil. Um comboio de 15 caminhões partiu também de várias cidades paranaenses, na segunda-feira (6), levando 800 colchões e kits dormitório, 1,5 mil caixas com copos d’água e 190 toneladas de donativos, incluindo alimentos não perecíveis, itens de higiene pessoal, materiais de limpeza, água e telhas arrecadados por meio da campanha SOS RS. Todos os quartéis do Corpo de Bombeiros estão recebendo donativos. Inclusive, uma aeronave do estado levou no domingo (5) bolsas de nutrição parental a crianças internadas em hospitais das cidades gaúchas de Santa Maria e Santiago.

O governo paulista deslocou uma equipe de 33 bombeiros militares e dois cães farejadores. O Comando de Aviação da Polícia Militar enviou oito pilotos, três mecânicos, dois médicos, dois enfermeiros e quatro tripulantes, além de três helicópteros Águia, oito viaturas e sete embarcações do Corpo de Bombeiros. A Defesa Civil paulista mandou um grupo de 16 técnicos e um geólogo. O Fundo Social de São Paulo juntamente com a Defesa Civil do estado iniciaram no último domingo uma campanha humanitária com objetivo arrecadar água potável, itens de higiene e limpeza para fornecer assistência às comunidades afetadas. As doações devem ser entregues no depósito do Fundo Social, localizado na Avenida Marechal Mário Guedes, 301, no bairro do Jaguaré na capital, das 8h às 17h.

O Rio de Janeiro mandou até o momento 64 bombeiros militares, um helicóptero AW169, bimotor, com capacidade de voo noturno, 15 embarcações (botes e barcos de alumínio), cinco viaturas, 200 materiais para salvamento em desastres como desencarceradores, cordas, entre outros equipamentos de socorro. Até segunda-feira (6), foram realizados mais de 70 resgates de pessoas com vida. A Polícia Civil enviou dez agentes do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais, um avião, equipado para operações noturnas; e uma equipe multidisciplinar com peritos papiloscopistas, bucomaxilo, entre outros profissionais, cedidos conforme necessidade e demanda solicitada.

O estado de Minas Gerais enviou 28 bombeiros militares, especializados em busca, salvamento em enchentes, inundações e grandes desastres, três viaturas de salvamento, um veículo apropriado para o transporte de dois cães de busca, um caminhão que transporta diversos materiais e equipamentos logísticos, três botes, uma motoaquática. O governo mineiro deslocou também para o Rio Grande do Sul um avião Cesna Caravan, com capacidade até nove passageiros e condições de fazer transporte de feridos em grandes distâncias, além de um helicóptero Esquilo, para resgates e transporte de feridos. Foram disponibilizados ainda quatro agentes da Defesa Civil do estado, dez militares, uma aeronave da Polícia Militar, uma viatura de apoio e uma carga de 750 colchões.

Com Agência Brasil

Todo o estado está sob situação de calamidade pública

BC suspende medidas contra devedores do Rio Grande do Sul por 90 dias

Inadimplentes com a instituição não irão para dívida ativa

Pessoas que moram no Rio Grande do Sul e empresas com sede no estado que estão inadimplentes com o Banco Central (BC) deixarão de ser incluídos na dívida ativa

Pessoas que moram no Rio Grande do Sul e empresas com sede no estado que estão inadimplentes com o Banco Central (BC) deixarão de ser incluídos na dívida ativa. O órgão suspendeu por 90 dias as medidas executivas contra devedores da instituição. Além de não irem para a dívida ativa, os devedores não receberão certidões de protesto nem terão ações judiciais de execuções fiscais ajuizadas. O BC explicou que a medida não atingirá os créditos da autarquia [recursos que a autoridade monetária tem direito a receber] com risco de prescrição.

Segundo o BC, ainda não é possível estimar a quantidade de devedores beneficiados nem o montante envolvido. Durante o período de suspensão, o órgão fará ações de controle e monitoramento que permitirão identificar os impactos da medida. A suspensão consta de portaria editada a ser editada nesta terça-feira (7) pelo Banco Central.

Com Agência Brasil

Inadimplentes com a instituição não irão para dívida ativa

Novo Porto Seco de Foz do Iguaçu dobrará movimentação de cargas na tríplice fronteira

Estrutura será construída pela catarinense Multilog com um aporte de R$ 500 milhões

“Este projeto do porto seco se une aos demais, dando mais agilidade aos processos logísticos, no desembaraço alfandegário, facilitando o transporte de produtos”, ressalta Ratinho Junior

O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou nesta quinta-feira (2) do lançamento do projeto do novo Porto Seco de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, que deve dobrar e modernizar a movimentação de cargas na tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. A estrutura será construída pela empresa catarinense Multilog, que venceu a licitação promovida pela Receita Federal e já é responsável pela operação do atual porto seco do município. Com investimento previsto de R$ 500 milhões, a nova unidade alfandegada será instalada em uma área de 550 mil metros quadrados, às margens da rodovia BR-277, fora da área urbana da cidade, e de fácil acesso à Perimetral Leste e à Ponte de Integração Brasil-Paraguai, obras do Governo do Estado, governo federal e Itaipu Binacional. O terminal terá uma infraestrutura mais ampla e robusta que a atual, facilitando o comércio entre os três países, além da previsão de gerar 3 mil empregos diretos e indiretos. “Este projeto do porto seco se une aos demais, dando mais agilidade aos processos logísticos, no desembaraço alfandegário, facilitando o transporte de produtos. Tudo isso potencializa a atração de investimentos ao município”, ressalta o governador.

Um dos principais operadores logísticos do Brasil, a Multilog administra desde 2016 o atual Porto Seco de Foz do Iguaçu, que foi construído nos anos 1980 e já está com sua capacidade de operação saturada. Porém, mesmo instalado no perímetro urbano do município, o terminal é o maior da América Latina em termos de movimentações de cargas terrestres. Somente em 2022, foram US$ 6,5 bilhões em cargas transportadas por 201,2 mil caminhões. “Foz do Iguaçu é muito estratégica para o comércio internacional da tríplice fronteira. A nova área será três vezes maior que a atual, já prevendo o crescimento da movimentação na região”, destaca o presidente da Multilog, Djalma Vilela. “Trabalhamos incluindo o cenário da nova ponte e da perimetral, que também são importantes para o fortalecimento do comércio internacional. Tanto que a obra deve ser finalizada de forma sincronizada com esses projetos, com a previsão de ser entregue no final de 2025”, prevê.

O projeto foi dividido em duas etapas – a primeira começa a ser executada ainda neste semestre, com investimento inicial de R$ 240 milhões. Esta fase inclui a área de pátio, de 197 mil metros quadrados, destinada aos caminhões. A parte de armazenagem e vistoria terá 7,2 mil metros quadrados de área coberta fechada, incluindo mais de 600 metros quadrados de câmara fria, com três docas exclusivas para o armazenamento de produtos que necessitam de temperaturas controladas. A estrutura também contará com equipamentos modernos, como balanças de elevada precisão e scanner de cargas. Em termos de segurança, serão instaladas câmeras avançadas para vigilância interna e externa. Haverá quatro portões de entrada de veículos e dois de saída, com uma entrada e saída para cargas especiais com altura e largura excedentes. Os acessos terão sistemas de pesagem e identificação de veículos totalmente automatizados.

Estrutura será construída pela catarinense Multilog com um aporte de R$ 500 milhões

Fort Atacadista anuncia investimento de R$ 240 milhões no RS

Grupo catarinense prevê nova lojas em Novo Hamburgo, Gravataí e Porto Alegre

O conglomerado catarinense tem 119 unidades de negócio em todo o Brasil, incluindo 58 lojas do Fort Atacadista

O primeiro Fort Atacadista dos gaúchos está completando um ano. A cidade de Canoas marcou a estreia do Grupo Pereira, sétimo maior varejista do país no Estado, com a inauguração nesta sexta-feira (3). Desde então, a rede que nasceu em Santa Catarina não parou de crescer por aqui. Já são três lojas inauguradas no Rio Grande do Sul. Além de Canoas, Viamão e Caxias do Sul, contam com unidades do Fort Atacadista, que ainda tem um Centro de Distribuição em São Leopoldo. O Rio Grande do Sul é prioritário na expansão do Grupo Pereira, que também está presente em Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Brasília. “Fomos muito bem recebidos nas três primeiras lojas gaúchas e continuamos acreditando neste mercado e atentos às oportunidades de expansão”, ressalta Lucas Pereira, diretor comercial do Grupo Pereira. “Para este ano, o plano é investir pelo menos R$ 240 milhões no Rio Grande do Sul. Além do Fort Atacadista Caxias do Sul, já inaugurado, estão previstas as unidades de Novo Hamburgo, Gravataí e Porto Alegre”, revela.

Fundado em 1962 na cidade de Itajaí (SC), o Grupo Pereira completou 61 anos de história em 2023. Atualmente, conta com mais de 19 mil funcionários nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal. O conglomerado tem 119 unidades de negócio, incluindo 31 lojas da rede de supermercados Comper, 58 lojas do Fort Atacadista (atacarejo), três filiais do Atacado Bate Forte (atacadista de distribuição), 19 lojas SempreFort (varejo farmacêutico), um Broker (distribuidor oficial da Nestlé), cinco agências de viagens e dois postos de combustível.

Grupo catarinense prevê nova lojas em Novo Hamburgo, Gravataí e Porto Alegre

Endividamento aumenta pelo segundo mês consecutivo

Índice foi impulsionado pela queda da taxa de juros

Inadimplência permaneceu em 28,6% da população, mas percentual de consumidores que não terão condições de pagar dívidas vencidas é o maior do ano

O endividamento das famílias brasileiras aumentou pelo segundo mês seguido, atingindo 78,5% em abril. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), demonstrou que a taxa está 0,2 ponto percentual mais alta do que em abril do ano passado. O aumento do número de pessoas com dívidas no cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa demonstra haver maior demanda por crédito. Conforme a CNC, esse movimento é reflexo da queda da taxa de juros, que estimula o acesso ao crédito por conta de um menor custo financeiro. As projeções da entidade indicam que o endividamento deve continuar em ascensão, o que exigirá maior atenção ao risco de aumento da inadimplência, especialmente no fim do ano.

A inadimplência se manteve estável em 28,6% da população, porm o número de consumidores que afirmaram não ter condições de pagar suas dívidas vencidas foi o maior no ano, chegando a 12,1% dos entrevistados. Esse aumento da dificuldade de pagamento foi acompanhado pelo crescimento de 0,4 ponto percentual na parcela de famílias consideradas “muito endividadas”, que atingiu 17,2%, maior patamar desde janeiro.Conforme explica o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, a Peic de abril revela que a população de renda menor foi a principal responsável pelo aumento do endividamento geral, embora tenha havido incremento também nas demais categorias. As famílias com renda até três salários mínimos tiveram avanço de 0,7 ponto percentual no endividamento, chegando a 80,4% do total. Para aqueles com renda entre três e cinco salários, o crescimento foi de 0,4 ponto percentual, levando a 79,7%; as famílias com renda entre cinco e dez salários tiveram aumento de 0,5 ponto percentual, atingindo 75,5% de endividamento. Por fim, aquelas com mais de 10 salários foram as que menos aumentaram seu nível de endividamento: 0,3 ponto percentual, elevando o indicador a 71,7%.

Em relação ao mesmo mês do ano passado, as famílias com renda abaixo de cinco salários mínimos estão mais endividadas, enquanto as classes mais altas reduziram seu endividamento. A diminuição mais expressiva foi no grupo dos mais ricos, que recebem acima de 10 salários – a queda foi de 75,3% para 71,7%. “O aumento do endividamento sugere uma melhoria das condições de renda das famílias mais pobres”, destaca Tavares. O economista-chefe destaca, no entanto, que é importante que os consumidores busquem educação financeira para evitar a inadimplência. No que diz respeito às dívidas em atraso, as classes de maior renda apresentaram aumento da inadimplência. As famílias com renda entre cinco e dez salários aumentaram, de 20,7% para 22,2%, o indicador entre março e abril; as que recebem mais de dez salários subiram de 14,3% para 14,6% no mês. Por outro lado, a população com renda mais baixa registrou uma redução da inadimplência para 35,8%, percentual menor do que no mês anterior e do que em abril de 2023. Com referência às modalidades de crédito, o cartão de crédito permanece como a principal fonte de endividamento, sendo utilizado por 87,1% dos devedores. Por outro lado, carnês e cheque especial continuaram perdendo representatividade na carteira de crédito dos consumidores. O financiamento imobiliário apresentou o maior crescimento anual, resultado da redução dos juros médios da modalidade, que atingiram o menor patamar desde fevereiro de 2022, com 8,87% em fevereiro de 2024.

Índice foi impulsionado pela queda da taxa de juros

Entrega do IR em cidades afetadas no RS é prorrogada para agosto

Prazo no resto do país vence em 31 de maio

A portaria não prorrogou apenas o pagamento do Imposto de Renda, mas de todos os tributos federais, incluindo parcelamentos, e o cumprimento de obrigações acessórias, de pessoas físicas e de empresas de médio e grande porte

Os moradores dos municípios gaúchos afetados pelas enchentes no estado ganharão mais três meses para pagarem o Imposto de Renda. Uma portaria da Receita Federal publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União adiou, de 31 de maio para 31 de agosto, o prazo de entrega nas localidades atingidas. A portaria não prorrogou apenas o pagamento do Imposto de Renda, mas de todos os tributos federais, incluindo parcelamentos, e o cumprimento de obrigações acessórias, de pessoas físicas e de empresas de médio e grande porte. Os tributos de abril, maio e junho foram adiados para julho, agosto e setembro.

Além disso, a Receita suspendeu, até 31 de maio, a prática de atos processuais em processos administrativos de interesse de contribuintes domiciliados nos municípios atingidos. As medidas valerão para os moradores de 336 municípios em estado de calamidade pública. A lista das localidades pode ser consultada neste linkSegundo a Receita Federal, a inclusão de novos municípios dependerá da edição de decreto estadual de calamidade pública. Cada caso será analisado pelo Fisco.

Tributos adiados 

As micro e pequenas empresas e os microempreendedores individuais dos 336 municípios também terão o pagamento de tributos adiados em 30 dias. Os impostos referentes a fatos geradores de abril, que deveriam ser pagos até 20 de maio, passarão para 20 de junho. Os impostos sobre os fatos geradores de maio, que venceriam em 20 de junho, passarão para 22 de julho. A edição extraordinária do Diário Oficial da União também publicou uma portaria do Comitê Gestor do Simples Nacional com a prorrogação do prazo para as micro e pequenas empresas e os MEI. A Receita Federal informou que, para esses contribuintes, a prorrogação do prazo não implica direito à restituição ou compensação de quantias eventualmente já recolhidas.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tinha dito que o governo pretendia diferir (adiar dentro do mesmo ano) o pagamento de tributos pelas empresas das áreas afetadas pelo evento climático extremo no Rio Grande do Sul. Segundo ele, essa medida chegou a ser adotada no ano passado para empresas de áreas atingidas por desastres naturais. “No ano passado, se não estou enganado, nós mudamos datas de pagamento, fizemos uma série de providências para aliviar essa questão. É um diferimento, isso está no nosso radar. Uma espécie de renúncia temporária [de receitas]”, declarou o ministro.

*Com Agência Brasil

Prazo no resto do país vence em 31 de maio

Expectativa para decisão do Copom divide economistas

Mercado acredita que decisão pode não ser unânime entre membros do Copom

Decisão do Copom será anunciada nesta quarta-feira

Há meses, as expectativas para as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) eram mornas. Sem surpresas na decisão, que se mantinha em cortes seguidos de 0,5 ponto porcentual na Selic, o mercado buscava nas entrelinhas do comunicado entender os próximos passos do comitê. A decisão desta quarta-feira (8), no entanto, pode trazer reviravoltas. Mesmo que a última decisão tenha trazido uma expectativa de mais um corte de mesma magnitude, o cenário mudou e fez parte do mercado passar a apostar em um corte mais lento, de 0,25 ponto porcentual. Agora, as projeções se dividem entre os que esperam uma Selic a 10,25% e aqueles que projetam a taxa em 10,50% ao ano na decisão de amanhã. “Consideramos essa reunião do Copom como uma das difíceis dos últimos anos, havendo bons argumentos tanto para um corte de 50 bps quanto de 25 bps”, resume Sérgio Goldenstein, estrategista-chefe Warren Investimentos, em relatório.

O que faria o Copom mudar o plano de voo?
Mas afinal, o que mudou no cenário para justificar essa possível mudança de rota nos planos do Copom? Uma piora no cenário internacional. Nos últimos 45 dias, dados de atividade e inflação nos Estados Unidos vieram mais fortes do que o esperado. Assim, com a economia ainda aquecida e pressões sobre os preços, o mercado passou a ver o início do corte de juros nos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central daquele país) mais ainda à frente. A aposta majoritária é de uma redução até setembro, mas há quem fale que o corte pode ficar só para 2025. “Os dados de economia americana vieram fortes. Isso trouxe o medo de que o Fed voltasse a subir os juros. Ou seja, a gente estava na iminência de um corte de juros, e a discussão mudou para eventualmente uma alta de juros adicional, por isso houve um rebalanceamento de portfólios gigantesco do mundo todo”, comenta Flávio Serrano, economista-chefe do Banco BMG.

O primeiro impacto foi no dólar, que se fortaleceu e passou rapidamente da faixa de R$ 4,95 para quase R$ 5,30. Isso traz riscos para a inflação de insumos e de produtos importados. Desde então, entretanto, o real voltou a se apreciar. “O patamar atual de R$ 5,07, além de representar um nível que não afeta de forma relevante a função de reação, pode ser visto até com algum alívio ao se considerar a forte reprecificação da curva de juros norte-americana observada ao longo do ano, particularmente em abril. Ao precificar um pouco menos do que dois cortes, o principal risco seria um cenário em que o Fed não inicie em 2024 o processo de queda de juros, o que pode acontecer, mas não é o cenário-base”, argumenta Goldenstein. A XP, entretanto, tem uma visão diferente. “O fluxo de notícias desde a última reunião do Copom foi mais preocupante para as perspectivas de inflação, tendo em vista a taxa de câmbio mais depreciada, a elevação dos preços das commodities e indicadores do mercado de trabalho mais fortes que o esperado”, afira o relatório da XP.

O que indicam os dados sobre a economia no Brasil?
“A inflação se comportou em linha com o esperado e mostrou melhoria na margem, apesar de algumas leituras negativas na parte de inflação de serviços subjacentes”, diz Serrano, do BMG. No entanto, ele ressalta que um ponto que ainda preocupa o Banco Central é a expectativa de inflação. Segundo o mais recente relatório Focus, a projeção do mercado para o IPCA de 2024 está em 3,72%. Para 2025, a expectativa é de 3,64% – ambos, portanto, acima do centro da meta, de 3%. Por outro lado, os dados sobre a atividade continuam a surpreender para cima, indicando uma economia mais aquecida – e por isso, com mais risco altista para a inflação. “No Brasil, a demanda continua aquecida. Os indicadores do mercado de trabalho estão mais fortes do que o esperado e as condições de crédito melhoram de forma gradual e consistente”, contextualiza a XP. Ainda de acordo com a XP, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, levantou discussão acerca de onde virá a desinflação adicional necessária para levar o IPCA à meta. Sobre isso, os economistas escrevem: “É difícil encontrar a resposta avaliando os determinantes habituais da inflação: a demanda interna segue aquecida; a postura futura da política fiscal é incerta; a taxa de câmbio enfraqueceu; e os preços internacionais das commodities subiram, assim como as expectativas de inflação de médio prazo”.

Até onde vai a Selic?
Essa é outra dúvida que ganhou força nas últimas semanas. Na segunda-feira (6), o relatório Focus apontou que o mercado elevou a mediana das estimativas para a Selic no fim de 2024 para 9,63% ao ano, de 9,5% na última semana. Há um mês, o patamar era de 9%. Serrano sugere a possibilidade de o Banco Central cortar a Selic ao patamar perto de 9,5%, fazer uma pausa e voltar a reduzir o nível de juros no ano que vem, até 8,5%. “O juro real neutro é algo entre 4,5% e 5%. Com a inflação operando entre 3% e 3,5%, não parece que tem muito espaço para abaixar mais do que a 8,5%”, evidencia.

Já a Warren alterou sua expectativa de Selic para o fim deste ano de 9% para 9,75%. “Apesar de seguirmos otimistas com a trajetória do real [em função da robustez das contas externas], a taxa de câmbio no restante de 2024 deverá ficar acima do que projetávamos anteriormente”, afirma o estrategista-chefe. “Além disso, o aumento do desvio das expectativas de inflação para 2025, na direção contrária ao objetivo de reancoragem, deve se refletir numa taxa terminal mais alta de forma a reforçar o processo de convergência da inflação”. A Bradesco Asset fez a mesma revisão nesta semana, de 9% para 9,75%. “Com o início de um ciclo de relaxamento por parte do Federal Reserve, consideramos em nosso cenário-base corte adicional no início de 2025, para 9,25%”, prevê, em relatório, ante estimativa anterior para o ano que vem de 9%.

Com Redação da B3

Mercado acredita que decisão pode não ser unânime entre membros do Copom

A alma das cidades

As saudades mais fortes não virão agora

Não subestimo os traumas do Recife com a água

1 – Albert Camus tem uma tese divertida de que você conhece um lugar pela forma como nele se vivem os ritos da morte. No Recife, uma chuva mediana pretextou uma enxurrada de justificativas para o não comparecimento à missa de sétimo dia de mamãe. Quanto a mim, atravessei a cidade com zero de dificuldade e a missa transcorreu sem que uma gota caísse no estacionamento. É cultural.

2 – Ano passado, em Porto Alegre, tínhamos um lançamento de livro. Choveu absurdamente a tarde toda. Perto da hora dos autógrafos numa instituição judaica local, eu comentei com a organizadora: “Acho que não virá ninguém. Só eu e tu.” Ela me disse: “Tu não conheces o Rio Grande, tchê. Todo mundo aqui tem guarda-chuva, capa e galocha. Para o gaúcho, isso não é nada.”

3 – De fato, deu casa cheia no dilúvio. Ontem, todos nós, familiares de mamãe, recebemos justificativas de amigos. Não subestimo os traumas do Recife com a água. Mas não imaginava que tantos dos nossos conhecidos vivessem em áreas tão vulneráveis. Até o taxista quis fazer charme. Cobrou R$ 50, sem taxímetro, “por mor da chuva”. Paguei, cruzamos a cidade sem interrupções. Água no Nordeste sempre foi negócio.

4 – Conheço bem a igreja do Colégio São Luís. Estudei lá entre 1967 e 1969. Tem coisas na cidade que não mudam, como os pontos de alagamento. Já naquela época, o padre Gabriel, um holandês alto e sorridente, tinha de negociar com o microfone porque a estática e a microfonia derrubavam o som nos graves e disparava nos agudos. É possível que sejam as mesmas caixas de som de meio século atrás. Francamente.

5 – No Recife, teme-se a chuva, mas também o padre e o sacristão dele. Ninguém ousa dizer que não se está entendendo patavina do que ele diz. Falei ao microfone. Achei que poderia lidar melhor com ele. Soube no jantar que se seguiu que ninguém entendeu uma palavra do que eu disse. Mas não culparam o som. E sim minha braguilha que estava aberta, com o zíper escancarado.

6 – Hoje completar-se-á uma semana que mamãe morreu. Vou dar por encerrado meu período de luto porque nele taxistas se prevalecem de minha fragilidade para impor suas regras e padres melífluos não têm o pejo de testar equipamentos e instalações para o exercício do seu ofício. Se eu agisse com ambos a minha maneira, iam dizer que eu estava criando escarcéu às expensas da dignidade de minha mãe. Sobrou a braguilha.

7 – No mais, não há do que me queixar. Desde que cheguei aqui, fui paparicado a mais não poder. Comemos regiamente todos os dias embora o cozido do Tasca, no último domingo, tenha sido uma provação para minha claustrofobia. Imagine-se um lugar pequeno com 60 pessoas comendo cozido ao mesmo tempo. O ar condicionado marcava 19º, mas parecia que estávamos a 40°.

8 – Mesmo assim, o almoço foi bom. Apesar do perfume doce das mulheres, das bochechas atapetadas de pó de arroz e do tom empolgado dos homens que alardeiam em altos brados os negócios que estão em pauta. Todos têm brios e falam em catapultar terrenos baldios contra áreas de troca. Não se fala de teatro, viagens, música ou literatura. Recife é essencialmente mercantil.

9 – Hoje pela manhã recebi pelo menos cinco mensagens de gente me recomendando tomar remédios contra diabetes para perder peso. Outros me viram meio ofegante. De costas, pelo arquear das minhas costas, identificaram asma, enfisema, bronquite, pneumonia, artrite, lordose, lumbago, arritmia e insuficiência pulmonar. Um sujeito disse que eu deveria ficar aqui para uns meses de cura.

10 – Aqui é assim. Teme-se um chuvisco, mas ninguém pensa duas vezes antes de avançar um diagnóstico. Uma amiga querida, de nobres raízes pernambucanas, diz que as saudades mais fortes não virão agora. Elas virão mais adiante, daqui a alguns meses, quando tudo indicar que a ferida esteja cauterizada. “Pelos seus escritos, eu sabia que você estava preparado para o desfecho de agora. Depois é que serão elas”. Acho que ela tem razão.

As saudades mais fortes não virão agora

Atividades cruciais necessitam de links dedicados

Esse serviço oferece conexão direta e ininterrupta entre uma empresa e a internet

Os provedores de serviços monitoram ativamente os links dedicados, garantindo tempos de resposta rápidos e intervenções proativas em caso de problemas

No mundo frenético dos negócios modernos, a conectividade é a espinha dorsal que sustenta toda operação. Desde a troca de dados cruciais até as videoconferências vitais, a internet é o campo de batalha onde as empresas competem e prosperam. Mas, quando se trata de atividades cruciais, os links dedicados emergem como os heróis desconhecidos, proporcionando estabilidade e confiabilidade incomparáveis. Pense nos links dedicados como rodovias privadas em uma rede de estradas públicas. Enquanto a internet convencional é como uma rodovia movimentada, compartilhada por todos os veículos, os links dedicados são pistas exclusivas, reservadas apenas para o tráfego de uma empresa. Em vez de competir com outros usuários pela largura de banda, os links dedicados oferecem uma conexão direta e ininterrupta entre uma empresa e a rede global. Essa exclusividade garante um desempenho consistente, mesmo nos momentos de pico de atividade.

Os links dedicados operam em uma infraestrutura separada, livre das flutuações e interrupções que podem afetar a internet convencional. Enquanto os serviços de banda larga compartilhada dividem a largura de banda entre vários usuários, os links dedicados reservam toda a capacidade para o uso exclusivo da empresa. Isso significa que, independentemente da hora do dia ou da demanda de tráfego, a conexão permanece estável e confiável. Além disso, os provedores de serviços monitoram ativamente os links dedicados, garantindo tempos de resposta rápidos e intervenções proativas em caso de problemas.

Vantagens dos links dedicados
Desempenho consistente: Com uma largura de banda garantida, os links dedicados oferecem um desempenho estável e consistente, essencial para atividades críticas.

Segurança aprimorada: Ao evitar o tráfego compartilhado, os links dedicados reduzem o risco de ataques cibernéticos e garantem a confidencialidade dos dados.

Suporte prioritário: As empresas que dependem de links dedicados geralmente recebem suporte prioritário dos provedores de serviços, minimizando o tempo de inatividade e maximizando a produtividade.

Personalização: Os links dedicados podem ser dimensionados e personalizados de acordo com as necessidades específicas da empresa, garantindo uma solução sob medida para seus requisitos de conectividade.

Garantia de SLA: Muitos provedores de links dedicados oferecem acordos de nível de serviço (SLAs) que garantem tempo de atividade mínimo e compensação por interrupções não planejadas.

Problemas dos links normais
Enquanto os links dedicados oferecem uma solução robusta para as necessidades de conectividade empresarial, os links normais enfrentam uma série de desafios que podem prejudicar o desempenho e a confiabilidade. Além da largura de banda compartilhada, os links normais estão sujeitos a congestionamentos de rede, latência variável e interrupções imprevistas. Essas limitações podem afetar negativamente as operações empresariais, resultando em tempos de resposta mais lentos, quedas de serviço e vulnerabilidades de segurança. Assim como um acrobata realiza truques de equilíbrio em uma corda bamba, as empresas dependem da redundância para manter suas operações em equilíbrio. Mesmo com os benefícios dos links dedicados, é crucial ter um plano de contingência em vigor. Isso inclui a implementação de links de backup, que entram em ação automaticamente em caso de falha do link principal. Com uma abordagem redundante, as empresas podem garantir a continuidade das operações, mesmo diante de falhas de rede imprevistas.

Esse serviço oferece conexão direta e ininterrupta entre uma empresa e a internet

Entrega do IR em cidades afetadas no RS é prorrogada para agosto

Prazo no resto do país vence em 31 de maio

A portaria não prorrogou apenas o pagamento do Imposto de Renda, mas de todos os tributos federais, incluindo parcelamentos, e o cumprimento de obrigações acessórias, de pessoas físicas e de empresas de médio e grande porte

Os moradores dos municípios gaúchos afetados pelas enchentes no estado ganharão mais três meses para pagarem o Imposto de Renda. Uma portaria da Receita Federal publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União adiou, de 31 de maio para 31 de agosto, o prazo de entrega nas localidades atingidas. A portaria não prorrogou apenas o pagamento do Imposto de Renda, mas de todos os tributos federais, incluindo parcelamentos, e o cumprimento de obrigações acessórias, de pessoas físicas e de empresas de médio e grande porte. Os tributos de abril, maio e junho foram adiados para julho, agosto e setembro.

Além disso, a Receita suspendeu, até 31 de maio, a prática de atos processuais em processos administrativos de interesse de contribuintes domiciliados nos municípios atingidos. As medidas valerão para os moradores de 336 municípios em estado de calamidade pública. A lista das localidades pode ser consultada neste linkSegundo a Receita Federal, a inclusão de novos municípios dependerá da edição de decreto estadual de calamidade pública. Cada caso será analisado pelo Fisco.

Tributos adiados 

As micro e pequenas empresas e os microempreendedores individuais dos 336 municípios também terão o pagamento de tributos adiados em 30 dias. Os impostos referentes a fatos geradores de abril, que deveriam ser pagos até 20 de maio, passarão para 20 de junho. Os impostos sobre os fatos geradores de maio, que venceriam em 20 de junho, passarão para 22 de julho. A edição extraordinária do Diário Oficial da União também publicou uma portaria do Comitê Gestor do Simples Nacional com a prorrogação do prazo para as micro e pequenas empresas e os MEI. A Receita Federal informou que, para esses contribuintes, a prorrogação do prazo não implica direito à restituição ou compensação de quantias eventualmente já recolhidas.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tinha dito que o governo pretendia diferir (adiar dentro do mesmo ano) o pagamento de tributos pelas empresas das áreas afetadas pelo evento climático extremo no Rio Grande do Sul. Segundo ele, essa medida chegou a ser adotada no ano passado para empresas de áreas atingidas por desastres naturais. “No ano passado, se não estou enganado, nós mudamos datas de pagamento, fizemos uma série de providências para aliviar essa questão. É um diferimento, isso está no nosso radar. Uma espécie de renúncia temporária [de receitas]”, declarou o ministro.

*Com Agência Brasil

Prazo no resto do país vence em 31 de maio