Archives 2022

País terá segundo turno nas eleições presidenciais

Com 96,9% de urnas apuradas, Lula tem 47,8% contra 43,7% de Bolsonaro

A diferença entre o primeiro e o segundo colocado não permite mais a resolução da disputa no primeiro turno

Com 96,93% das urnas apuradas, está confirmada a realização de segundo turno entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL). Lula está à frente, com 47,85% dos votos válidos, tendo virado a corrida quando 70% dos votos haviam sido apurados. Bolsonaro está em segundo, com 43,7%. A diferença entre o primeiro e o segundo colocado não permite mais a resolução da disputa no primeiro turno. Simone Tebet (MDB) aparece em terceiro, com 4,22%. Ciro Gomes (PDT) está em quarto, com 3,05%. Confira, a seguir, a biografia dos candidatos.

Lula (PT)
Nascido em Garanhuns (PE), Luiz Inácio Lula da Silva se mudou ainda criança para o estado de São Paulo. Durante a adolescência, completou um curso de torneiro mecânico em uma unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e, posteriormente, passou a trabalhar como metalúrgico na cidade de São Bernardo do Campo, quando também começou a se envolver com a atividade sindical.

No final dos anos 1970 e 1980, Lula liderou grandes greves de metalúrgicos da região do ABC paulista. Junto a outros sindicalistas, intelectuais e militantes de movimentos sociais, fundou o Partido dos Trabalhadores (PT). Pela legenda, se tornou deputado da Assembleia Constituinte que aprovou a Constituição de 1988 e foi derrotado nas eleições presidenciais de 1989, de 1994 e de 1998. Foi eleito para o posto mais alto do país em 2002, tendo sido reeleito em 2006. Deixou a Presidência em 2010, sendo sucedido por sua então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que venceu as eleições com o seu apoio.

Em 2017, Lula foi condenado a nove anos e seis meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Em 2018, teve a prisão decretada pelo então juiz Sergio Moro. As condenações foram anuladas em 2021 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou que a 13ª Vara Federal em Curitiba não tinha competência legal para julgar as acusações. O STF também considerou posteriormente que Moro agiu sem a devida imparcialidade no processo.

Aos 76 anos, Luiz Inácio Lula da Silva busca seu terceiro mandato como presidente. O candidato a vice em sua chapa é Geraldo Alckmin (PSB) que foi seu adversário na disputa de 2006. Nascido em Pindamonhangaba (SP), ele tem 68 anos, é médico e professor. Alckmin foi um dos fundadores do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e ocupou os quadros do partido entre 1988 e 2021. Ele também foi constituinte e governou São Paulo em duas ocasiões: de 2001 a 2006 e de 2011 a 2018.

Jair Bolsonaro (PL)
Nascido em 1955 no município de Glicério (SP) e registrado na cidade paulista de Campinas, Jair Messias Bolsonaro formou-se em 1977 na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ). Posteriormente, serviu nos grupos de artilharia de campanha e paraquedismo do Exército. Militar reformado, tendo chegado a capitão do Exército, ele é atualmente o 38º presidente do Brasil, cargo que assumiu em 1º de janeiro de 2019. Bolsonaro exerceu sete mandatos de deputado federal pelo Rio de Janeiro entre 1991 e 2018. Antes foi também vereador na capital carioca entre 1989 e 1991.

Três de seus cinco filhos também se embrenharam pela política. Carlos Bolsonaro é vereador na capital carioca, Eduardo Bolsonaro é deputado federal por São Paulo e Flávio Bolsonaro senador pelo Rio de Janeiro. Ao longo de sua trajetória política, Bolsonaro integrou os quadros de nove partidos. Passou por PDC, PPR, PPB, PTB, PFL, PP e PSC. Em 2018, foi eleito presidente da República pelo Partido Social Liberal (PSL). Neste ano, candidatou-se à reeleição pelo PL.

O candidato a vice-presidente na chapa é Walter Braga Netto. Tendo alcançado o posto de general do Exército, ele atualmente é militar da reserva. Natural de Belo Horizonte em 1957, Braga Netto chefiou entre fevereiro de 2018 a janeiro de 2019, a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Na época, ele era comandante Militar do Leste, posto que ocupou até fevereiro de 2019, quando assumiu a chefia do Estado-Maior do Exército. Como integrante do governo comandado por Bolsonaro, ele foi ministro-chefe da Casa Civil e é atualmente ministro da Defesa.

Com Agência Brasil 

Com 96,9% de urnas apuradas, Lula tem 47,8% contra 43,7% de Bolsonaro

Onyx Lorenzoni e Eduardo Leite vão ao segundo turno

Decisão só saiu com 100% das urnas apuradas

A diferença entre Leite e Edegar Pretto (PT) foi de apenas 2.491 votos

No Rio Grande do Sul haverá segundo turno para as eleições ao governo do estado. Com 100% das urnas apuradas, o candidato Onyx Lorenzoni (PL) obteve37,50% dos votos válidos e o ex-governador Eduardo Leite (PSDB) ficou em segundo lugar, com 26,81% dos votos válidos. A diferença entre Leite e Edegar Pretto (PT) foi de apenas 2.491 votos. Acompanhe a biografia dos candidatos.

Gaúcho de Porto Alegre, Onyx Lorenzoni, 67 anos, é médico veterinário, foi duas vezes deputado estadual no Rio Grande do Sul e está no quinto mandato como deputado federal. Foi ministro da Casa Civil e do Trabalho e Previdência Social. Concorre a governador pela chapa Republicanos/ Patriota/ Pros/ PL. A vice na chapa é a professora Cláudia Jardim, 40 anos, do mesmo partido.

Eduardo Leite é bacharel em direito pela Universidade Federal de Pelotas. O tucano de 37 anos estudou gestão pública na Universidade de Columbia, nos EUA, e fez mestrado em gestão e políticas públicas na Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo. Foi presidente da Câmara dos Vereadores e prefeito de Pelotas (RS). Em 2018, foi eleito governador do Rio Grande do Sul com 33 anos de idade. O vice na chapa, Gabriel Souza (MDB), 38 anos, foi eleito deputado estadual em 2014 e 2018.

Com Agência Brasil 

Decisão só saiu com 100% das urnas apuradas

Grupo Servopa inaugura primeira concessionária BYD em Curitiba

Marca de automóveis elétricos e híbridos é apresentada em endereço com conceito sustentável que deve ser replicado em todas as lojas do grupo até 2025

A loja de Curitiba é a terceira da marca no Brasil (Foto: Daniel Andraski)

O Grupo Servopa inaugurou em Curitiba a primeira concessionária curitibana da montadora chinesa BYD, marca de automóveis premium elétricos e híbridos. Uma das maiores fabricantes de veículos elétricos do mundo e a terceira marca automotiva mais valiosa, estimada em US$ 113 bilhões, a BYD também produz ônibus, caminhões, empilhadeiras elétricas, painéis solares, acumuladores e baterias automotivas. A loja de Curitiba é a terceira da marca no Brasil. Localizada no bairro Rebouças em um terreno de 2,5 mil metros quadrados, é a mais moderna do conglomerado. O espaço possui energia 100% sustentável, gerada por painéis solares fotovoltaicos, além de carregadores elétricos.

Roger Wolf Pedroso, diretor do grupo, explica que o lançamento da nova concessionária reflete uma forte aposta em inovação. “Nosso objetivo é oferecer qualidade e o que há de mais tecnológico no mercado. A BYD é uma marca gigantesca, que supera a Tesla, e chega ao Grupo Servopa com um produto inovador, com veículos elétricos seguros de altíssima tecnologia embarcada, design e acabamentos de alto nível”, afirma.

Modelos e preços
A empresa oferece dois modelos: o SUV Tan, primeiro de sete lugares 100% elétrico do país, com preço a partir de R$ 519.990, e o Sedan Han, com desempenho esportivo, tração integral e dois motores elétricos que combinados geram 494 cv e 68,4 kgfm de torque. Para outubro estão previstos o BYD Song, híbrido com capacidade de rodar no modo elétrico e gasolina até 1.200Km e o novo BYD YUAN Plus, um SUV menor 100% elétrico, com autonomia para até 450 km a preços atrativos. A marca ainda tem opções para o mercado de serviços, como o D1, um pequeno compacto para cidade, e o T3 furgão de serviço, a partir de R$ 259.900. Além dos automóveis, a concessionária terá placas solares, acumuladores e inversores elétricos da BYD, uma estratégia que visa a oferecer soluções de energia limpa e de rápido retorno financeiro sobre o investimento.

Mercado em expansão
O segmento de carros elétricos e híbridos vem ganhando destaque no Brasil. Relatório da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostra que as vendas destes modelos cresceram 78% no primeiro quadrimestre de 2022, em relação ao mesmo período no ano passado. A adesão do mercado paranaense segue esse movimento. De acordo com Pedroso, a BYD chega para disputar esse setor em expansão com preços competitivos. “Nosso grupo detém o maior número de veículos 100% elétricos comercializados na capital, com marcas como Audi e Volvo. A eletrificação já é uma realidade e deve crescer exponencialmente nos próximos anos. Marcas que representamos já anunciaram que deixarão de produzir veículos a combustão. Com isso, haverá redução dos custos de produção e um aumento ainda maior dos clientes de automóveis elétricos”, aponta.

Marca de automóveis elétricos e híbridos é apresentada em endereço com conceito sustentável que deve ser replicado em todas as lojas do grupo até 2025

Catuaí Shopping Cascavel receberá investimento de R$ 700 milhões

O empreendimento será inaugurado em abril de 2024

Shopping terá mais de 200 lojas, com 27 opções de fast-food, oito restaurantes privativos e cinco salas de cinema

O Grupo Catuaí apresentou na semana passada o projeto das obras do Catuaí Shopping Cascavel. Serão investidos no empreendimento mais de R$ 700 milhões, sendo R$ 400 milhões dos empreendedores e R$ 300 milhões dos lojistas. O shopping terá mais de 65 mil metros quadrados de área construída e mais de 30 mil metros quadrados de área bruta locável. O empreendimento terá mais de 200 lojas, sendo seis lojas âncoras, 14 semiâncoras e megalojas, 27 opções de fast-food, oito restaurantes privativos, praça de alimentação com capacidade para aproximadamente 1,5 mil pessoas, cinco salas de cinema sendo uma Stadium e também outras opções de entretenimento, além de 1.500 vagas de estacionamento. O cronograma de obras está sendo seguido dentro do programado, desde que os trabalhos foram retomados, em janeiro deste ano. A previsão para inauguração é abril de 2024.

O projeto foi atualizado e segue as mais novas tendências do varejo, ao agregar qualidade de vida, lazer, entretenimento, alta gastronomia e experiências inovadoras, aliadas às melhores opções de compras. Todos os detalhes são planejados para bem atender os moradores de Cascavel e mais de 70 municípios num raio de 100 quilômetros de distância, com fluxo mensal estimado em 600 mil pessoas. Quando o shopping estiver em funcionamento, serão abertas duas mil novas vagas de empregos diretos e seis mil indiretos. “Estamos trabalhando para trazer o que há de melhor no varejo de shopping, com as mais desejadas marcas, além de ser a oportunidade ideal aos empresários que desejam investir em franquias. E o resultado de toda essa movimentação são novos negócios que beneficiarão o emprego, renda e desenvolvimento da região”, explica o empresário Alfredo Khouri.

O Grupo Catuaí originou-se no final dos anos 1970, na cidade de Londrina, e atuou em diversas áreas, como shopping centers, construção civil, incorporação imobiliária, varejo e agronegócio. O Grupo possui mais de 30 anos de experiência em desenvolvimento e gestão de shopping centers e histórico na execução de quatro shoppings no interior do estado, que são: Catuaí Shopping Londrina, Catuaí Shopping Maringá, Londrina Norte Shopping, Catuaí Palladium Foz do Iguaçu e Catuaí Shopping Cascavel, com inauguração em 2024.

O empreendimento será inaugurado em abril de 2024

YouTube Shorts ganha recurso de locução

Junto com o Instagram, o recurso de vídeo curto do YouTube Shorts também está correndo para recriar os recursos do TikTok.

Nas últimas semanas, o Shorts ganhou a capacidade de destacar comentários, marca d’água em vídeos baixados e salvar rascunhos ilimitados e outras features do app vizinho.

A mais recente implementação refere-se as locuções. Os criadores do Shorts agora podem usar vozes sintetizadas para usar como narrações/dublagens em seus vídeos.

“Adicione outra camada de expressão criativa aos seus Shorts narrando o que acontece em seu conteúdo (pense: instruções, explicações, reações, comentários engraçados ou até mesmo adicionando seus próprios novos sons e muito mais)”, publicou o YouTube.

Para adicionar narração aos seus Shorts após gravar conteúdo:

Toque no botão de marca de seleção no canto inferior direito da tela da câmeraToque no botão de narração Mova o indicador de reprodução (linha branca vertical na tira de filme de vídeo) para o local em que deseja iniciar sua narraçãoAperte o botão de gravação vermelho para iniciar a gravação e toque novamente para parar a gravação (você também pode manter pressionado o botão de gravação durante a gravação e levantar o dedo para parar a gravação)Toque no botão de desfazer se quiser excluir sua última gravação de narração ou toque no botão de refazer para adicioná-la novamenteUse o painel de volume para ajustar os níveis de áudio na música, no áudio do vídeo original e na narração.

O recurso de locução está disponível apenas para os usuários do YouTube no iOS.

Junto com o Instagram, o recurso de vídeo curto do YouTube Shorts também está correndo para recriar os…

Como votar nas eleições: Doodle do Google ajuda eleitores brasileiros

O Google está exibindo um Doodle especial para as Eleições do Brasil 2022 que acontecem neste domingo, 02 de dezembro.

Além de comemorar a data, o logo do Google também é útil: por meio dele é possível iniciar uma pesquisa por “Como votar nas eleições”, permitindo que o eleitor brasileiro tire suas dúvidas antes de se dirigir a uma urna eletrônica.

De acordo com a Agência Senado, mais de 156,4 milhões de eleitores brasileiros estão aptos a ir às urnas neste domingo.

É o maior contingente já registrado na história eleitoral do Brasil. Comparado com a eleição de 2018, o número de eleitores aumentou 9,1 milhões.

A festa da democracia vai eleger novos senadores, deputados federais, deputados estaduais ou distritais, governadores e o presidente da República.

Não esqueça de levar sua cola e bom voto!

O Google está exibindo um Doodle especial para as Eleições do Brasil 2022 que acontecem neste domingo, 02…

Desemprego cai para 8,9% no trimestre encerrado em agosto

Contingente de pessoas ocupadas segue crescendo e bateu novamente o recorde na série

O mercado de trabalho segue a tendência demonstrada no mês passado, continuando o fluxo que ocorre ao longo do ano, de recuperação, avalia o IBGE

A taxa de desocupação, que mede o desemprego no país, segue em queda e chegou a 8,9% no trimestre encerrado em agosto. Essa taxa representa uma queda de 0,9 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior, terminado em maio. Também é o menor patamar desde o trimestre encerrado em julho de 2015 (8,7%). Já o contingente de pessoas ocupadas foi de 99 milhões, batendo novamente o recorde na série histórica, iniciada em 2012. Pelo segundo mês consecutivo, o rendimento real habitual cresceu e chegou a R$ 2.713 no trimestre. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo IBGE.

O nível de ocupação, ou seja, o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, foi estimado em 57,1%, um crescimento em comparação com o trimestre anterior (de 56,4%) e acima do mesmo período do ano passado (de 53,4%).”O mercado de trabalho segue a tendência demonstrada no mês passado, continuando o fluxo que ocorre ao longo do ano, de recuperação”, explica Adriana Beringuy, coordenadora da PNAD.

Três atividades influenciaram a queda do desemprego em agosto e mostraram aumento da ocupação no recorte. O setor de “Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas” subiu 3% em comparação com o trimestre anterior, adicionando 566 mil pessoas ao mercado de trabalho. Já “Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais” cresceu 2,9% (mais 488 mil pessoas) enquanto o grupo “Outros serviços” apresentou alta de 4,1% (211 mil pessoas).

População desocupada é a menor desde novembro de 2015
O número de trabalhadores desocupados foi de 9,7 milhões de pessoas, caindo ao menor nível desde novembro de 2015. Representa uma queda de 8,8% (menos 937 mil pessoas) na comparação trimestral e 30,1% (menos 4,2 milhões) se comparado ao mesmo período do ano passado. A pesquisa mostra que o número de empregados sem carteira assinada no setor privado, de 13,2 milhões de pessoas, é o maior da série histórica, iniciada em 2012. Houve crescimento de 2,8% no trimestre (mais 355 mil pessoas) e de 16% (1,8 milhão de pessoas) no ano. Por outro lado, o número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) aumentou 1,1% e chegou a 36 milhões.

Já a quantidade de trabalhadores por conta própria foi de 25,9 milhões de pessoas, mantendo a estabilidade na comparação com o tri anterior, enquanto o número de empregados no setor público cresceu 4,1% e chegou a 12,1 milhões. Entre os desalentados, a população total foi de 4,3 milhões de pessoas e o percentual de desalentados foi de 3,8%, ambos mantendo estabilidade.

Rendimento médio cresce pelo segundo mês seguido
A PNAD Contínua divulgada pelo IBGE revela, ainda, que o rendimento real habitual cresceu pelo segundo mês consecutivo, após dois anos sem crescimento. Em agosto, o salário médio do trabalhador brasileiro chegou a R$ 2.713. Esse valor representa uma alta de 3,1% em relação ao trimestre anterior, embora demonstre estabilidade na comparação anual. “Esse crescimento está associado, principalmente, à retração da inflação. Mas a expansão da ocupação com carteira assinada e de empregadores também são fatores que colaboram”, diz Beringuy.

Sobre a PNAD Contínua
A PNAD Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE. Em função da pandemia de Covid-19, o IBGE implementou a coleta de informações da pesquisa por telefone a partir de 17 de março de 2020. Em julho de 2021, houve a volta da coleta de forma presencial.

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Contingente de pessoas ocupadas segue crescendo e bateu novamente o recorde na série

Como se proteger de um ataque DDOS?

Servidor congestiona por milhares de acessos que inviabilizam o tráfego dos dados

Em maior ou menor grau todas as organizações estão ameaçadas por esse tipo de ataque

Um ataque DDOS, sigla da expressão em inglês Distributed Denial-of-Service que na tradução significa negação de serviço distribuída, é um ataque em escala, orquestrado, por um número grande de dispositivos infectados que tem como consequência prática a inutilização dos serviços oferecidos no ambiente digital pela organização. Durante um ataque DDOS bem-sucedido não é possível atender clientes ou vender produtos pois o servidor da empresa está congestionado por milhares de acessos de dispositivos que só tem o intuito de inviabilizar o tráfego dos dados.

As ações contra um ataque DDOS serão, via de regra, responsivas, sendo medidas tomadas apenas a partir da detecção do tráfego indesejado. Investir na prevenção a ataques DDOS é investir em sistemas que consigam mitigar esses efeitos desde o primeiro momento dessa detecção, de preferência no “segundo zero” do ataque, para que suas consequências não sejam sentidas pelos clientes e demais usuários do sistema. Para atingir esse objetivo, os serviços anti-DDOS traçam algumas linhas estratégicas elencadas a seguir.

Servidor robusto
Tendo em vista que um ataque DDOS se baseia em inutilizar um sistema por meio de um tráfego de larga escala, a depender do tamanho desse fluxo, a capacidade do servidor pode ser um ponto de suporte para diminuir os efeitos da agressão. Se o servidor for capaz de suportar o tráfego indesejado, os usuários legítimos podem não ser afetados.

Assistência e monitoramento
São serviços que permitem, de um lado a rápida identificação de um ataque DDOS e, por outro, conseguem diminuir ou eliminar o seu impacto para os usuários finais. O monitoramento eficaz diminui o tempo de resposta de medidas de defesa que trazem como principais pontos backup em redes seguras, usualmente na própria nuvem, que permitem o direcionamento dos usuários legítimos para os serviços respectivos. Em maior ou menor grau todas as organizações estão ameaçadas por esse tipo de ataque, já que eles possuem objetivos diversos e podem ter como motivação, inclusive questões pessoais, alheias ao mercado ou benefícios econômicos, até mesmo a diversão.

Por isso é importante manter um sistema de monitoramento eficiente, medidas de segurança relativamente simples, como as elencadas até aqui podem prevenir a sua empresa de perder um tempo precioso sem atividade, e consequentemente sem vendas, na rede. Para decidir se vale ou não a pena investir em serviços anti-DDOS o primeiro passo é avaliar esses possíveis prejuízos e comparar com os custos de sua implementação.

Servidor congestiona por milhares de acessos que inviabilizam o tráfego dos dados

Governo Central tem déficit primário de R$ 49,9 bilhões em agosto

Acordo de Campo de Marte e precatórios contribuíram para resultado

O resultado veio pior que o esperado pelas instituições financeiras. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Economia, os analistas de mercado esperavam resultado negativo de R$ 14,6 bilhões em agosto

O pagamento de precatórios e um acordo fechado com a prefeitura de São Paulo fizeram as contas públicas registrarem, em agosto, o segundo maior déficit primário da série histórica. No mês passado, o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – registrou déficit primário de R$ 49,9 bilhões, divulgou o Tesouro Nacional. Esse é o segundo maior déficit para o mês desde o início da série histórica, só perdendo para agosto de 2020, no auge da pandemia de Covid-19. O resultado veio pior que o esperado pelas instituições financeiras. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Economia, os analistas de mercado esperavam resultado negativo de R$ 14,6 bilhões em agosto.

Essa foi a primeira vez em que o Governo Central registrou déficit primário após resultados positivos em junho e julho. Com o resultado de agosto, o Governo Central fechou os oito primeiros meses do ano com resultado positivo de R$ 22,1 bilhões. Esse também é o melhor resultado para o período desde o início da série histórica. O resultado primário representa a diferença entre as receitas e os gastos, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. Apesar do déficit de agosto, a equipe econômica estima que o Governo Central fechará o ano com superávit primário de R$ 13,5 bilhões, o primeiro resultado positivo anual desde 2013. A previsão de superávit ocorre mesmo com a emenda constitucional que aumentará gastos sociais em R$ 41,2 bilhões no segundo semestre e com as desonerações de R$ 71,5 bilhões que entraram em vigor em 2022. A estimativa foi divulgada na semana passada, no relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas.

Gasto recorde
O déficit de agosto ocorreu porque as despesas foram pressionadas por dois fatores atípicos. O primeiro foi o pagamento de R$ 23,9 bilhões referentes ao acordo que extinguiu a dívida de cerca de R$ 24 bilhões da prefeitura de São Paulo com a União em troca da extinção da ação judicial que questiona o controle do aeroporto de Campo de Marte, na capital paulista. Na semana passada, o Ministério da Economia divulgou que o Governo Central fecharia o ano com superávit primário de R$ 37,5 bilhões, não fosse o acordo de Campo de Marte.

O segundo fator foi o pagamento de precatórios, dívidas do governo determinadas por sentença judicial definitiva. No mês passado, o governo pagou R$ 13,3 bilhões a mais na Previdência Social, R$ 6,1 bilhões a mais nas despesas com o funcionalismo e R$ 6,2 bilhões a mais em sentenças judiciais e precatórios em geral. Isso ocorreu porque, por decisão do Conselho Nacional de Justiça, o pagamento de precatórios, que tradicionalmente ocorre em junho, neste ano foi adiado para agosto.

Com esses pagamentos adicionais, as despesas cresceram mais que as receitas em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado. No último mês, as receitas líquidas cresceram 17,5% em relação a agosto do ano passado em valores nominais. Descontada a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o crescimento atingiu 8%. No mesmo período, as despesas totais subiram 48,3% em valores nominais e 36,4% após descontar a inflação. Em relação ao pagamento de impostos, houve crescimento de R$ 8 bilhões acima da inflação no Imposto de Renda, motivado principalmente pelo aumento do lucro das empresas. Em grande parte, essa alta reflete o aumento do lucro das empresas de energia e de petróleo no início do ano, o que ajuda a compensar parcialmente as desonerações para a indústria e para os combustíveis.

Do lado das despesas, além dos fatores atípicos, aumentaram os gastos com programas sociais após a emenda constitucional que aumentou o valor do Auxílio Brasil e criou os Auxílios Taxista e Caminhoneiro. Apenas com o Auxílio Brasil, o impacto do reajuste do valor mínimo do benefício para R$ 600 correspondeu a R$ 7,5 bilhões em agosto. No acumulado do ano, o aumento nas despesas discricionárias (não obrigatórias) com controle de fluxo chega a R$ 39,2 bilhões (+58,1%) acima do IPCA. Essa categoria abrange os programas sociais, como o Auxílio Brasil.

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Com Agência Brasil

Acordo de Campo de Marte e precatórios contribuíram para resultado

Confúcio e o ensino do mandarim no Brasil

Várias universidades do país passaram a lecionar o idioma

Nascido em 551 a.C, Confúcio viveu longos 72 anos, mais que o dobro da média da época

Muita gente deve ter se espantado em Curitiba, quando o Centro Cívico recebeu, dia 27 de setembro de 2017, uma estátua do filósofo chinês Confúcio, de três metros de altura e uma tonelada e meia. Instalada no Largo da China, na rotatória ao lado da Praça Rio Iguaçu, a enorme escultura de bronze de Confúcio, obra de Wu Wei Shan, diretor do Museu Nacional de Arte da China, foi anunciada como uma “ponte” entre o país e a capital paranaense.

Confúcio é o nome latino para o filósofo Kongfuzi, nascido no final “da Primavera e do Outono”, como é conhecido aquele período na China. Visitar a casa de Confúcio, em Qufu, na província de Shandong, foi algo muito impactante para mim, porque ele teria vivido nela há mais de 2.500 anos, na “História Antiga”, durante a dinastia Zhou Oriental (1600 a.C – 256 a.C). Qufu é uma cidade bem pequena para os padrões chineses, com seus 395 mil habitantes. Próxima a ela fica a populosa Jining (8,4 milhões de habitantes), às margens do Huang He – o famoso rio Amarelo, segundo maior da China, com 5,5 mil quilômetros de extensão.

Nascido em 551 a.C, Confúcio viveu longos 72 anos, mais que o dobro da média da época. Por isso, e por ter conseguido se sustentar com trabalho intelectual, ele produziu um conjunto de reflexões sobre diversos aspectos das relações pessoais e políticas (disputas de poder, guerras, governos), ideias que seguem influenciando centenas de milhões de pessoas, na China e em outros países asiáticos. Prova de sua grande importância na China até hoje é a comemoração, todo 28 de setembro, do “Dia de Confúcio” – em 2022, dos 2.573 anos do seu nascimento. Há no Brasil alguns livros sobre a obra de Confúcio (o mais popular é “Os Analectos”, que pode ser encontrado em livrarias, principalmente a edição da L&PM Pocket, de Porto Alegre), e sobre a sua vida – apesar da impossibilidade de se obter registros confiáveis de alguém que viveu há 25 séculos.

Com essa ressalva, a biografia elaborada por Annping Chin (“O autêntico Confúcio – uma vida de pensamento e política”, 1ª edição no Brasil de 2008, pela JSN Editora, de São Paulo) é uma boa opção para quem quer saber sobre o filósofo que – li isso em algum lugar – teria morrido frustrado, por considerar que suas ideias não haviam conquistado adeptos. Certamente ele não poderia imaginar que tanto tempo depois (desde 2004) a difusão mundial do ensino da língua e cultura chinesa seria realizada por instituição com o seu nome, em parceria com universidades.

Graças à dedicação da professora Qiao Jianzhen, da Universidade Normal de Hebei e diretora do Instituto no Brasil, nos últimos dez anos várias universidades brasileiras passaram a contar com o Confúcio (UFRGS, UFSM, UPE, UFF, PUCs, Unesp, UFMA, UFCE, UFAM, UFG, UFOP, UFMG) e muitas outras estão se mexendo para conseguir oferecer o ensino de mandarim, requisito indispensável à obtenção de bolsas em cursos de pós-graduação na China. Premiada na China e no Brasil pelo trabalho de difusão do ensino de mandarim, ela foi a responsável pela criação, em 2021, do curso de português em sua universidade. Seu esforço agora é para conseguir professores de português “brasileiro”, já que aumentou muito na China a demanda pelo Brasil. Eis uma boa oportunidade para quem é da área e quer conhecer a terra de Confúcio…

Várias universidades do país passaram a lecionar o idioma

Fim do Google Stadia marca um revés na nuvem do Google

O Google Stadia foi lançado em 2019 com a ideia de aposentar os consoles de vídeo-games e oferecia a possibilidade de jogar jogos em qualquer lugar ou qualquer tela – bastava apenas ter uma internet rápida.

Além disso, ao levar os jogos para a nuvem, eliminava a necessidade de fazer downloads, baixar atualizações e instalações, ou seja, todas aquelas coisas chatas que atrapalham até mesmo nos equipamentos mais modernos.

Mesmo sem aquela peça hardware no meio da sala, o Stadia conseguia manter a mesma experiencia e qualidade: os jogos contavam com resolução minima de 4k, Video HDR, 60 fps (frames per second) e som 5.1 Surround.

“Construímos nossa plataforma para escalar com as redes de mais alto desempenho para oferecer a qualidade visual exigida por jogadores e desenvolvedores de jogos”, disse Majd Bakar, chefe de engenharia, ao prometer avanços futuros para 8k e 120 fps.

Com o Stadia, o Google tinha um novo produto que, além de mostrar o poder computacional, apresentava potencial de superar a Microsoft e Sony sem precisar vender equipamentos como o Xbox e o PlayStation.

Apesar do furor inicial e boa reação por parte dos entusiastas de jogos, o desenvolvimento da plataforma seguiu a passos lentos nos anos seguintes enquanto os competidores como a Microsoft já lançavam seus produtos em escala global.

Em 2021, para complicar a situação, o buscador fechou seu estúdio de jogos dedicados, o Stadia Games and Entertainment, reduzindo a possibilidade de títulos diferentes e exclusivos para o Stadia.

Já no início de 2022, o Business Insider disse que a “plataforma de consumidor Stadia” havia sido “despriorizada” com os engenheiros trabalhando nela apenas 20% do tempo, sendo reprojetada para funcionar em segundo plano como marca branca.

Foi reportado na mesma época que o serviço poderia vir a ser chamado de “Google Stream” no qual empresas poderiam contratar o Google e distribuir seus jogos como quiserem.

Não está claro o que aconteceu com o Stadia. Seja um erro de planejamento, falta de visão para o futuro ou frustração do vice-presidente e GM da Stadia, Phil Harrison, por conta de seu silêncio nas redes.

Uma coisa é certa: ao anunciar o encerramento, o Google perdeu um produto que poderia potencializar a imagem de sua nuvem computacional e até superar marcas histórias no setor de vídeo-games.

Mas a imagem deixada é de mais um produto encerrado precocemente sem levar em conta seus usuários, com capacidade de prejudicar a credibilidade e confiança em outros lançamentos e até colocar em risco a reputação de marca.

O Google Stadia foi lançado em 2019 com a ideia de aposentar os consoles de vídeo-games e oferecia…

Importação de azeitonas volta a crescer e Vale Fértil projeta elevar produção em 6%

Alta de 5,2% no primeiro semestre foi aquecida pelos números de maio e junho

O Brasil é o segundo maior importador de azeitonas do mundo

Após meses de queda, a importação de azeitonas de mesa está voltando a crescer no Brasil. De acordo com a análise da paranaense Vale Fértil, a partir da base de dados de comércio exterior do Ministério da Economia, 82 mil toneladas drenadas do fruto foram trazidas ao país em 2020; em 2021, foram 68 mil toneladas drenadas, uma diminuição de 17% em relação ao ano anterior. A tendência de queda que vinha desde 2021 continuou nos primeiros meses de 2022, mas o crescimento foi retomado em março.

No primeiro semestre, foram importadas 32,3 mil toneladas drenadas do fruto, o que representa um crescimento de 5,2%, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Ainda que janeiro e fevereiro tenham sido de quedas (-42,5% e -15,9%, respectivamente), os meses seguintes foram de crescimento, com 1,8% em março, 4% em abril, 49,1% em maio e 57,9% em junho.

Segundo especialistas da Vale Fértil, a baixa disponibilidade de contêineres para as importações das azeitonas prejudicou a chegada da matéria-prima ao Brasil em 2021, afetando o mercado. Por outro lado, o crescimento da produção na Argentina, Peru e Espanha está permitindo a retomada das importações neste ano. Para o segundo semestre, as expectativas do segmento de azeitonas seguem positivas, mesmo em ano de eleições, fator que traz uma dose de insegurança ao mercado. Por exemplo, a Vale Fértil projeta para 2022 aumento de 6% de crescimento em quilos em relação ao ano passado. A marca é líder nacional em azeitonas e respondeu por 22,3% nas importações brasileiras do fruto nos primeiros seis meses de 2022.

“Prevemos crescimento no mercado interno, já que teremos o governo injetando dinheiro na economia nos próximos meses. Além disso, no caso da Vale Fértil, nosso negócio é sazonal e o pico de vendas é no final do ano, o que será potencializado pela Copa do Mundo em novembro”, avalia José Délcio de Farias, controller do Grupo Vale Fértil. O evento esportivo mundial movimenta o setor porque, atualmente, o brasileiro consome azeitonas principalmente como petisco, e a comercialização desse e outros aperitivos aumenta em dias de jogos da seleção brasileira. Por exemplo, levantamento feito pela Associação Paulista de Supermercados (Apas) na edição de 2018 da Copa mostrou que alguns aperitivos chegaram a ter 20% a mais de comercialização nos dias de jogos da seleção brasileira de futebol.

Azeitona na balança comercial
O Brasil é o segundo maior importador de azeitonas do mundo. Segundo o Conselho Oleícola Internacional (COI), cinco mercados representam cerca de 67% das importações mundiais do fruto: Estados Unidos (24%), Brasil (18%), União Europeia (17%), Canadá (5%) e Austrália (3%). A Argentina é o principal país que exporta azeitonas para o Brasil. De acordo com a base de dados de comércio exterior do Ministério da Economia, no período de janeiro a junho deste ano, 61,4% das importações brasileiras do fruto vieram da Argentina, 20,7% do Peru, 11,4% da Espanha e 5,7% do Egito.

Alta de 5,2% no primeiro semestre foi aquecida pelos números de maio e junho

Google Stadia será encerrado em 2023

Depois de meses “garantindo” que não fecharia o Google Stadia, o Google anunciou hoje que encerrará o serviço em janeiro de 2023.

Lançado em 2019, o Stadia era um serviço de jogos em nuvem que usava um joystick sem fio para jogar jogos por meio de navegadores, TV, apps e Chromecast.

O Google explicou que, apesar dos esforços para desenvolver um produto tecnologicamente avançado, ele não alcançou a popularidade desejada.

“Embora a abordagem da Stadia para streaming de jogos para consumidores tenha sido construída em uma base tecnológica forte, ela não ganhou a tração com os usuários que esperávamos, então tomamos a difícil decisão de começar a encerrar nosso serviço de streaming”, pulicou Phil Harrison, Vice-presidente e gerente geral do Stadia.

“Os jogadores continuarão tendo acesso à sua biblioteca de jogos e jogarão até 18 de janeiro de 2023 para que possam concluir as sessões finais de jogo. Esperamos ter a maioria dos reembolsos concluídos até meados de janeiro de 2023”. 

A principal crítica que o Stadia recebeu desde seu anúncio foi a falta de títulos diferentes e exclusivos, ficando ainda mais comprometido com o encerramento do estúdio interno de desenvolvimento de jogos em 2021.

O acesso restrito a apenas três países (Canadá, Estados Unidos e Reino Unido) e em países membros da União Europeia, também pode ter comprometido seu crescimento.

Depois de meses “garantindo” que não fecharia o Google Stadia, o Google anunciou hoje que encerrará o serviço…

Pense simples

Exercer essa tarefa é difícil e demanda multidisciplinaridade

O que o usuário comum deseja é realizar a sua tarefa da forma mais simples e direta possível, o que significa, muitas vezes, aproveitar apenas cerca de 20% dos recursos de um sistema

Menos é mais. Esta sábia frase foi dita em 1919, por Mies van der Rohe, sintetizando a filosofia da renomada escola de design e arquitetura alemã Bauhaus que fez história. Que impacto teria essa frase dita por um arquiteto do século passado nas nossas empresas de tecnologia atuais?

Trabalho há anos com o mercado de tecnologia da informação, e me deparo constantemente com produtos digitais cuja interface de usuário é extremamente complexa. Mesmo que o time de programação que desenvolveu a ferramenta tenha tido a melhor das intenções, o resultado é um produto difícil de usar. Um exemplo de problema recorrente é disponibilizar aos usuários todos os recursos de um software em uma única tela, resultando em uma interface densa e carregada. Pensa-se estar fazendo um grande bem, pois é exatamente aquilo que um usuário técnico costuma gostar: ter o máximo de opções possíveis disponíveis em um sistema.

O problema é que o programador não possui o mesmo perfil dos usuários médios, suas exigências são completamente diferentes. O que o usuário comum deseja é realizar a sua tarefa da forma mais simples e direta possível, o que significa, muitas vezes, aproveitar apenas cerca de 20% dos recursos de um sistema. Os outros 80% provavelmente nunca serão sequer testados. Colocando-se no lugar do cliente de seu produto vale a reflexão: será que ele não seria muito mais satisfeito se esses recursos estivessem facilmente acessíveis em uma interface visualmente limpa e direta?

É importante ressaltar que essas considerações têm alguns contrapontos que devem ser avaliados: não adianta tirar opções demais de uma interface, tornando o produto um grande enigma para o usuário. Também deve-se saber quais são as reais necessidades desse usuário. Não adianta colocar na tela 20% de inutilidades. Para fazer uma correta avaliação, basta entrar em contato com os clientes, que normalmente se dispõem a colaborar de bom grado, pois serão beneficiados depois. Ao simplificar a interface, a área de suporte da empresa também irá agradecer, pois não terá mais que passar horas por dia esclarecendo as mesmas dúvidas de sempre, geradas pelo alto grau de complexidade da interface. Igualmente, os projetos andariam mais rápidos, pois o foco do desenvolvimento seria voltado às principais funcionalidades do aplicativo.

A dificuldade é tentar fazer com que as equipes responsáveis pela construção de produtos digitais pensem simples. Estão tão imersas no negócio que falta o distanciamento necessário para apreender o olhar do mercado. Não é raro presenciar times dedicarem horas, dias, ou até mesmo semanas desenvolvendo funcionalidades específicas e complexas. Ao vermos o resultado, constatamos que muitas daquelas horas de trabalho foram dedicadas para atender casos muito específicos e que raramente serão utilizados no dia a dia do usuário comum. Se esse mesmo tempo fosse voltado às funcionalidades realmente percebidas como necessárias pelo mercado, a versão 1.0 poderia ir mais cedo para a rua. Quando somadas, ao longo de um grande projeto, essas situações corriqueiras resultam em um custo muito grande para as empresas.

O ponto aqui é que pensar simples é difícil e demanda multidisciplinaridade. Normalmente esse direcionamento deve partir da alta gestão da empresa. Cabe a ela o papel de estruturar seus projetos considerando novas variáveis baseadas na experiência de seus clientes. Ao fazer isso na etapa inicial de cada trabalho não só irá resultar em um produto muito mais atrativo comercialmente como também reduzirá o seu tempo de desenvolvimento. Como trata-se de uma prática relativamente recente na área de tecnologia, muitas vezes existem resistências e alguma descrença. Pensam que, ao reduzir os requisitos, o produto sairá perdendo, quando a verdade é justamente oposta. Menos é mais, esta é uma grande lição ditada há muito tempo atrás, mas que nunca foi tão atual.

Think simple and be happy!

Exercer essa tarefa é difícil e demanda multidisciplinaridade

Brasil gera 278 mil empregos formais em agosto

Acumulado do ano chega a 1,8 milhão de novas vagas

Todas as regiões do país tiveram saldo positivo na geração de emprego no mês passado

O Brasil gerou 278.639 postos de trabalho em agosto deste ano, resultado de 2.051.800 admissões e de 1.773.161 desligamentos de empregos com carteira assinada. No acumulado de 2022, o saldo é de 1.853.298 novos trabalhadores no mercado formal. Os dados são do Ministério do Trabalho e Previdência, que divulgou nesta quinta-feira (29), em Brasília, as Estatísticas Mensais do Emprego Formal, o Novo Caged.

O estoque de empregos formais no país, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, chegou a 42.531.653 em agosto, o que representa um aumento de 0,6% em relação ao mês anterior. No mês passado, o saldo de empregos foi positivo nos cinco grupamentos de atividades econômicas: serviços, com a criação de 141.113 postos distribuídos principalmente nas atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas; indústria, com 52.760 novos postos, concentrado na indústria de transformação; comércio, saldo positivo de 41.886 postos; construção, mais 35.156 postos de trabalho gerados; e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, que criou 7.724 novos empregos.

Todas as regiões do país tiveram saldo positivo na geração de emprego no mês passado, sendo que houve aumento de trabalho formal nas 27 unidades da federação. Em termos relativos, dos estados com maior variação na criação de empregos em relação ao estoque do mês anterior, os destaques são para Roraima, com a abertura de 1.081 postos, aumento de 1,5%; Rio Grande do Norte, que criou 6.338 novas vagas (1,4%); e Amapá, com saldo positivo de 1.016 postos (1,3%).

Os estados com menor variação relativa de empregos em agosto, em relação a julho, são Santa Catarina, que criou 10.223 postos, aumento de 0,4%; Rio Grande do Sul, com saldo positivo de 9.691, alta de 0,3%; e Piauí, que encerrou o mês passado com mais 831 postos de trabalho formal, crescimento de apenas 0,2%. Em termos absolutos, as unidades da federação com maior saldo no mês passado foram São Paulo, com 74.973 postos (0,5%); Rio de Janeiro, com 30.838 vagas criadas (0,9%); e Minas Gerais, com a geração de 27.381 postos (0,6%).

Com Agência Brasil

Acumulado do ano chega a 1,8 milhão de novas vagas