Archives 2022

BC eleva projeção de crescimento da economia de 1,7% para 2,7%

Estimativa de inflação caiu de 8,8% para 5,8%, ainda acima da meta

A surpresa no crescimento do segundo trimestre, os resultados iniciais do terceiro e o arrefecimento da inflação, resultante, em grande medida, da redução de tributos sobre combustíveis, energia e serviços de comunicação, são os principais fatores para a revisão

O Banco Central (BC) elevou a projeção para o crescimento da economia este ano. A estimativa para a expansão do PIB passou de 1,7% para 2,7%. A projeção consta do relatório de inflação, publicação trimestral do BC. “A surpresa no crescimento do segundo trimestre, os resultados iniciais do terceiro, e estímulos não contemplados no relatório de inflação anterior – notadamente o aumento do valor do benefício do Auxílio Brasil e o arrefecimento da inflação, resultante, em grande medida, da redução de tributos sobre combustíveis, energia e serviços de comunicação – são os principais fatores para a revisão”, explicou o BC. O último relatório foi divulgado em junho.

No segundo trimestre, o PIB cresceu 1,2% em relação ao trimestre anterior, puxado pelo aumento do consumo das famílias, a retomada dos serviços presenciais e o avanço dos transportes de carga e de passageiros. Foi o quarto resultado positivo consecutivo do indicador após o recuo de 0,3% no segundo trimestre do ano passado. Segundo o BC, uma nova expansão deve ser registrada no terceiro trimestre de 2022, “mas em magnitude menor do que a observada nos últimos três trimestres”.

Entre os componentes da oferta, a previsão de alta para a indústria foi alterada de 1,2% para 2,4%, com melhora nas previsões para todos os setores, com exceção da indústria extrativa. Em serviços, a estimativa foi revista de 2,1% para 3,4%, com elevação nas estimativas de crescimento para todos os setores, exceto para serviços ofertados pelo governo. Em sentido oposto, a projeção para a agropecuária foi alterada de alta de 2,2% para estabilidade, em linha com revisões do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apresentaram ligeira redução nas projeções para a produção de grãos e forte recuo na previsão para cana-de-açúcar. No mesmo sentido, as expectativas para a pecuária foram reduzidas, refletindo dados mais recentes de produção de carne, leite e ovos disponibilizados pelo IBGE.

Com relação aos componentes domésticos da demanda, houve elevação nas projeções para o consumo das famílias, de 1,7% para 3,9%, e para a formação bruta de capital fixo das empresas, de queda de 2,7% para queda de 0,4%, e redução na projeção para o consumo do governo, de 1,8% para 0,7%. As exportações e as importações de bens e serviços, em 2022, devem variar, na ordem, 1,5% e queda de 2,5%, ante projeções respectivas de 2,5% e queda de 4% no relatório de inflação anterior. Pela primeira vez, o BC trouxe a projeção para o PIB de 2023. A estimativa é de crescimento de 1%, “sob influência da esperada desaceleração global e dos impactos cumulativos da política monetária doméstica”.

Inflação
A inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve encerrar 2022 em 5,8%, no cenário com taxa de juros (Selic) em 13,75% ao ano e câmbio partindo de R$ 5,20. No relatório anterior, em junho, a projeção era 8,8%. A meta para 2022, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,5% de inflação, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2% e o superior 5%. Para 2023 e 2024, o CMN estabeleceu meta de 3,25% e 3% para o IPCA, respectivamente, também com 1,5 ponto percentual de tolerância.

No relatório de junho, o BC reconheceu oficialmente o estouro da meta deste ano, mas, agora, reduziu essa probabilidade. “Em termos de probabilidades estimadas de a inflação ultrapassar os limites do intervalo de tolerância, destaca-se, no cenário de referência, a redução da probabilidade de a inflação ficar acima do limite superior em 2022, que passou de próximo de 100% no relatório anterior para cerca de 93% neste relatório, e o aumento da probabilidade para 2023, de cerca de 29% para em torno de 46%”, aponta o relatório.

Segundo o BC, a inflação acumulada em quatro trimestres atingiu o pico de 11,9% no segundo trimestre deste ano, e deve cair de forma significativa nos trimestres seguintes. Especificamente para a revisão para baixo de 2022, o relatório destaca, entre outros, o efeito das reduções de tributos federais sobre combustíveis, energia elétrica e comunicações. Já a elevação das projeções para 2023 – de 4% para 4,6% – resultou, justamente, da hipótese de retorno das tributações sobre combustíveis no início do ano que vem, além da depreciação cambial e de indicadores de atividade econômica mais fortes do que o esperado.

Com as quedas recentes da inflação, o Banco Central encerrou o ciclo de elevação da Selic e manteve a taxa básica em 13,75% na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na semana passada. Essa foi a primeira pausa nas elevações após 12 altas consecutivas, em um ciclo que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Entretanto, a instituição considera que a inflação ao consumidor continua elevada e sinalizou que “não hesitará” em retomar o ciclo de alta caso o processo de desinflação não transcorra como esperado.

Esse é o principal instrumento usado pelo Banco Central para alcançar a meta de inflação. A elevação da Selic, que serve de referência para as demais taxas de juros no país, ajuda a controlar a inflação, porque a taxa causa reflexos nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, evitando a demanda aquecida.

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Com Agência Brasil

Estimativa de inflação caiu de 8,8% para 5,8%, ainda acima da meta

Weg investirá R$ 660 milhões para expansão de motores

Também será construída uma nova fábrica em Jaraguá do Sul

Aporte será para aumentar capacidade de produção de motores industriais e de tração no Sul ao longo dos próximos três anos

A Weg comunicou nesta terça-feira (27) que investirá R$ 660 milhões ao longo dos próximos três anos na expansão da capacidade de produção de motores industriais e de tração elétrica no Brasil. Além da ampliação dos prédios de fabricação de componentes e de logística de exportação, também será construída uma nova fábrica dedicada a motores industriais e principalmente motores para atender o segmento de mobilidade elétrica. O projeto será realizado no parque fabril de Jaraguá do Sul (SC), cidade-sede da companhia, e aumentará em até 25% a atual capacidade produtiva de motores industriais da Weg.

O cronograma dos investimentos prevê a conclusão da nova fábrica de motores industriais e tração no primeiro trimestre de 2024. O prédio terá aproximadamente 18 mil metros quadrados de área construída e será projetado de forma a permitir o aumento gradual e contínuo da capacidade de produção e atender às necessidades de expansão da companhia ao longo dos próximos anos. De acordo com a companhia, o plano de investimentos inclui ainda a atualização e modernização das plantas de componentes e logística já existentes, totalizando uma ampliação de aproximadamente 23 mil metros quadrados de área construída.

Também será construída uma nova fábrica em Jaraguá do Sul

Inteligência social potencializa negócios

Jey Ribeiro, fundador da LEADedu, palestrou sobre o tema no CONGREGARF-RS 2022

Um dos palestrantes do CONGREGARH RS 2022, congresso realizado pela @abrhrs, @jeyribeirobr, sócio fundador da @aleadedu, reforçou a importância da inteligência social para o êxito das relações corporativos e seus resultados para os negócios.

Jey Ribeiro, fundador da LEADedu, palestrou sobre o tema no CONGREGARF-RS 2022

Grupo Muffato avança no Paraná com novo atacarejo em Cianorte

Em breve a companhia também vai inaugurar uma unidade em Ponta Grossa

O Grupo Muffato está entre as maiores redes varejistas do país

O Grupo Muffato chegou a Cianorte, noroeste do Paraná, levando um atacarejo para Cianorte. Em breve a companhia também vai inaugurar uma unidade semelhante em Ponta Grossa, no Jardim Carvalho, para a qual foram anunciados investimentos de R$ 50 milhões.

“Cianorte é uma cidade empreendedora, que se projeta nacionalmente por seu perfil produtivo. Queremos apresentar à cidade um novo jeito de fazer compras, associando conforto, praticidade e, principalmente, economia. No Max, vamos oferecer o preço de atacado aos consumidores, para fazer a diferença no valor final da compra, tanto para o comerciante e para o transformador, quanto para as famílias”, explica Ederson Muffato, diretor da rede.

O Max Atacadista mantém a política de oferecer três preços (atacado, varejo e preço de atacado para cliente Crediffato em qualquer volume de compra). Recentemente, o Grupo Muffato também inaugurou unidades do Max Atacadista em Apucarana e Cascavel.

O Grupo Muffato está entre as maiores redes varejistas do país. São 82 lojas entre varejo (Super Muffato) e atacarejo (Max Atacadista), dentre outros serviços. A rede atua em 32 cidades do Paraná e interior de São Paulo com 19 mil funcionários diretos e mais de 10 mil empregos indiretos.

Em breve a companhia também vai inaugurar uma unidade em Ponta Grossa

Faturamento da indústria de máquinas e equipamentos cai em agosto

De janeiro a agosto deste ano, o setor acumula queda de 5,1% na receita em relação ao mesmo período de 2021

Em agosto de 2022 houve crescimento de 25,5% nas exportações de máquinas e equipamentos frente ao mês de julho de 2022, anulando a queda de 3% registrada no mês anterior

O faturamento da indústria de máquinas e equipamentos teve queda de 9% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo balanço divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a receita líquida total ficou em R$ 28,3 bilhões. De janeiro a agosto deste ano, o setor acumula queda de 5,1% na receita em relação ao mesmo período de 2021 e, na comparação com julho, uma queda de 4,4%. Na comparação mensal com ajuste sazonal, a queda chegou a 2,2%.

O consumo aparente de máquinas e equipamentos, resultado da soma das máquinas importadas com as produzidas localmente e direcionadas ao mercado interno, registrou crescimento na comparação com o mês anterior de 1,7% com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o consumo registrou queda devido à diminuição das aquisições de máquinas produzidas localmente (-12,9%).

O número de pessoas empregadas no setor registrou aumento de 0,6% em relação ao mês de julho deste ano, atingindo o patamar de 399 mil postos de trabalho ocupados. Na comparação com o mês de agosto do ano passado, o aumento do quadro foi de 16.891 trabalhadores. “O maior número de contratação ocorreu no setor fabricante de máquinas para a construção civil. Também houve incremento nas fábricas de máquinas para a indústria de transformação, componentes para bens de capital e máquinas para a agricultura”, diz a Abimaq.

Em agosto de 2022 houve crescimento de 25,5% nas exportações de máquinas e equipamentos frente ao mês de julho de 2022, anulando a queda de 3% registrada no mês anterior. No mês. o setor exportou US$ 1,26 bilhão em máquinas e equipamentos, o melhor resultado desde outubro de 2012. No acumulado do ano, o setor exportou US$ 7,9 bilhões, 28,2% a mais do que no mesmo período de 2021, o equivalente a 20% da receita total do setor. Em quantidade, o crescimento das exportações do período foi de 13,7%.

“Os números vieram mais fracos no mercado doméstico, mas as exportações continuam surpreendendo com crescimento importante, contribuindo com 20% do faturamento. Ainda há espaço para incrementar mais do que essa taxa. A notícia negativa é mesmo com relação ao mercado doméstico, que acumula uma queda, não é heterogênea porque há segmentos com bom desempenho, mas a queda foi quase generalizada. O ano ainda tem setores com crescimento expressivo”, disse a economista da Abimaq, Cristina Zanella.

Com Agência Brasil

De janeiro a agosto deste ano, o setor acumula queda de 5,1% na receita em relação ao mesmo período de 2021

Curitibanos e suecos serão parceiros em projeto de emissão zero

Anúncio foi feito pela ONU-Habitat e Viable Cities, promotores do Climate Smar Cities Challenge

O Coletivo Ambiente Livre já é responsável pelo Compostroca, aplicado na Fazenda Urbana, que consiste no incentivo à compostagem e a utilização dos resíduos em hortas comunitárias

Duas organizações curitibanas (Agentes do Meio Ambiente e Coletivo Ambiente Livre) e duas suecas (Smart Green Station e Nudgd) formam o time Curitiba Smart Neighborhoods, definido no Climate Smart Cities Challenge (Desafio Climático das Cidades Inteligentes) para a elaboração de um projeto de zero emissão de CO2 e de promoção do desenvolvimento socioambiental na capital paranaense. O anúncio da equipe vencedora foi feito nesta quarta-feira (28), pela ONU-Habitat e Viable Cities, promotores do desafio, por videoconferência transmitida de Estocolmo.

“Nossa cidade é um campo aberto à inovação e às boas ideias. As parcerias em projetos sustentáveis fortalecem as ações em curso na gestão do prefeito Rafael Greca e o alinhamento de Curitiba à agenda global pela mitigação dos efeitos das mudanças climáticas”, disse o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Luiz Fernando Jamur. Como parte final do Desafio do Clima, o time Curitiba Smart Neighborhoods deverá colocar em prática, em 2023, nas áreas do Vale do Pinhão e da Vila Torres (Rebouças e Prado Velho), o projeto-modelo baseado na Plataforma AMA (Agentes do Meio Ambiente) para redução de gases do efeito estufa com foco na sustentabilidade energética e gestão de resíduos.

A prefeitura de Curitiba foi representada na videoconferência pela arquiteta do setor de relações externas do Ippuc, Daniele Moraes, que apresentou os nomes dos parceiros da capital paranaense e reforçou o caráter do projeto. “Nosso desafio tem foco na neutralidade de carbono e uma abordagem abrangente. Buscamos uma solução colaborativa focando mobilidade, gestão de resíduos e eficiência energética, mas que traga também benefícios sociais com o envolvimento da comunidade e a geração de renda”, observou Daniele.

Modelo cooperativo
A solução proposta para Curitiba tem por base um aplicativo para celular e web para a promoção do engajamento da comunidade com foco no projeto e nas necessidades locais. O CEO da Agentes do Meio Ambiente (AMA), Marcelo Crivano, destacou o modelo cooperativo da intervenção para que as metas sejam alcançadas. “Entendemos a solução apresentada como parte de todo o esforço a ser feito. Esperamos que o modelo gere muitos benefícios sociais à comunidade envolvida. É importante entender a complexidade do projeto e trabalhar em conjunto, integrando soluções para criar mais cidades resilientes”, afirmou Crivano.

Os vencedores alinhados à proposta de Curitiba foram escolhidos por um grupo multidisciplinar formado por técnicos do Ippuc, Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, Urbs, Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA), PUCPR, UTFPR e integrantes da ONU-Habitat e Viable Cities.

Entre os demais parceiros de Curitiba na implementação do projeto, o Coletivo Ambiente Livre já é responsável pelo Compostroca, aplicado na Fazenda Urbana, que consiste no incentivo à compostagem e a utilização dos resíduos em hortas comunitárias. A sueca Smart Green Station desenvolve estações de transporte ecológicas e interativas por meio de módulos climatizados equipados com eletricidade, Wi-Fi, estações de carregamento para ciclistas, scooters elétricas, tomadas USB, sensores, iluminação noturna e opções de comunicação.

A também sueca Nudgd gerencia uma plataforma de orientação a escolhas sustentáveis, como possibilidades de deslocamentos via mobilidade ativa (a pé, bicicletas) ou transporte público, gestão de resíduos e alimentação saudável. Além de Curitiba, participam do Climate Smart Cities Challenge as cidades de Bogotá (Colômbia), Bristol (Reino Unido) e Makindye Ssabagabo (Uganda). As quatro participantes foram escolhidas após a chamada aberta com 58 inscrições de 54 cidades ao redor do mundo.

Anúncio foi feito pela ONU-Habitat e Viable Cities, promotores do Climate Smar Cities Challenge

A capilaridade como aliada

As mais de duas mil agências do Sicredi espalhadas pelo Brasil são trunfos para a inovação

Iniciativas do Sicredi identificam soluções para os associados do segmento do agronegócio

O Sicredi tem uma estratégia muito simples e eficiente para aprimorar seus serviços e processos. Identifica problemas, ou “desafios internos”, e incentiva a participação de startups para solucioná-los.Para incentivar a inovação, a cooperativa de crédito conta com o programa Inovar Juntos e a parceria com o Agtech Garage, em Piracicaba (SP), onde a instituição costuma lançar desafios de negócio. Especialmente no caso do AgTech Garage, as cooperativas participam ativamente do processo, uma vez que o principal objetivo nesse ecossistema é identificar soluções para os associados do segmento do agronegócio. “Nesse processo, a nossa capilaridade também acaba sendo um fator que joga a favor da inovação, pois as cooperativas conhecem muito bem as necessidades pelo contato próximo com esse segmento”, destaca Valério Araújo, gerente de Open Banking e Inovação do Sicredi.

Quando fala em capilaridade, Araújo se refere à estrutura com mais de duas mil agências do Sicredi espalhadas por 1.600 municípios. Em mais de 200 municípios, o Sicredi é a única instituição financeira presente. Se não bastasse tamanha presença, neste ano a cooperativa de crédito planeja a inauguração de pelo menos 250 novas agências. “O fato de sermos um sistema formado por uma centena de cooperativas de crédito é, na verdade utilizado a favor dos processos de inovação, pois a partir da proximidade com os nossos associados, conseguimos identificar demandas e a partir disso gerar soluções que atendam às necessidades deles, o que é sempre o nosso foco principal”, atesta Araújo.

Alguns cases exitosos foram protagonizados por startups vencedoras de desafios por meio do Agtech Garage. Duas delas, a Leigado e a Elysios, foram conectadas aos produtores para uma fase de testes, na qual puderam aperfeiçoar seus produtos e atualmente atendem a centenas de produtores rurais associados à cooperativa. A Leigado é um sistema de gado leiteiro A solução abrange o mercado leiteiro em todo segmento, desde o produtor até o laticínio. Com o aplicativo é possível gerenciar a propriedade em qualquer lugar, além de monitorar, por exemplo, o processo de inseminação do gado e seus resultados. Já a Elysios produz um software de inteligência agrícola que oferece integração de informações de cultivos e propriedades.

Nessa relação, o Sicredi não busca lucro e sim o estabelecimento de uma ponte entre os agricultores e as startups. “A startup é beneficiada com acesso aos nossos associados e eles, por sua vez, favorecidos pelo acesso às soluções inovadoras. Como consequência, o Sicredi acaba se beneficiando com uma atuação cada vez mais relevante para atender as necessidades dos associados”, demonstra Araújo. Ele antecipa que o Sicredi está iniciando a estruturação do seu laboratório de inovação, uma estrutura dedicada à captura de tendências e à experimentação de hipóteses que possam se tornar novas oportunidades de negócio.

Esse conteúdo integra a edição 340 da revista AMANHÃ, publicação do Grupo AMANHÃ, que trouxe os resultados da 18ª edição do ranking Campeãs da Inovação. Clique aqui para acessar a publicação on-line, mediante pequeno cadastro.

As mais de duas mil agências do Sicredi espalhadas pelo Brasil são trunfos para a inovação

Estados do Sul estão entre os primeiros colocados do ranking de ativos verdes

Santa Catarina fica na segunda posição geral do levantamento do CLP que apresenta quais estados mais avançaram em direção à agenda sustentável este ano; Paraná é o quinto e Rio Grande do Sul o sexto

Santa Catarina foi a primeira colocada nos indicadores de florestas plantadas e patrimônio fundiário imobilizado, seguida em ambos pelo Paraná

Os três Estados da região Sul estão entre os dez mais bem posicionados do país no ranking estadual de gestão sustentável de ativos verdes, do CLP (Centro de Liderança Pública). Elaborado em parceria com a Tendências Consultoria, o levantamento avalia os entes subnacionais a partir de indicadores alinhados à visão ESG (environmental, social and governance) e à agenda 2030 da ONU.

O levantamento inédito mede o desempenho das 27 unidades federativas a partir de 33 indicadores, distribuídos em quatro pilares temáticos considerados fundamentais para a promoção da gestão ambiental dos estados: gestão do CAR, uso da terra, orçamento verde e sustentabilidade. Todos os dados são públicos do Sicar (Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural) e demais fontes, como IBGE, Embrapa, SNIF, entre outros.

Santa Catarina se destaca como o segundo mais bem colocado do ranking de gestão sustentável de ativos verdes (veja a lista ao final), ficando atrás apenas de São Paulo. O estado ficou com a primeira colocação no pilar mais pesado do levantamento, o uso da terra (40,4%). Coincidentemente, os estados do Paraná e do Rio Grande do Sul também apresentaram rendimento satisfatório neste pilar, garantindo a quinta e a sexta posições gerais, respectivamente.

Santa Catarina foi a primeira colocada nos indicadores de florestas plantadas e patrimônio fundiário imobilizado, seguida em ambos pelo Paraná. Já o Rio Grande do Sul ficou com a primeira posição nos indicadores de financiamento e plantio direto na palha. O estado também ocupa a segunda colocação nos indicadores de tratores, implementos e máquinas; e uso da adubação.

“Após a criação do ranking dos estados ESG e ODS, o CLP segue desenvolvendo iniciativas capazes de auxiliar gestores públicos a diagnosticar problemas e elencar prioridades, além de mostrar para a população e para o setor privado quem são os estados que estão avançando em direção à agenda sustentável”, comenta Tadeu Barros, diretor-presidente do CLP.

Santa Catarina fica na segunda posição geral do levantamento do CLP que apresenta quais estados mais avançaram em direção à agenda sustentável este ano; Paraná é o quinto e Rio Grande do Sul o sexto

Taxa média de juros cai em agosto, mas segue tendência de alta

Endividamento das famílias chega a 53,1% em julho

Para pessoas físicas, o destaque foi o cartão de crédito, com alta de 2,1 pontos percentuais no mês e 25,5 pontos percentuais em 12 meses, alcançando 87,3% ao ano

A taxa média de juros das concessões de crédito livre e direcionado teve leve queda no mês de agosto, mas mantém a tendência de alta em 12 meses, segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central (BC). A taxa alcançou 28,7% ao ano em agosto, redução de 0,7 ponto percentual no mês e alta de 7,6 pontos percentuais em 12 meses.

A alta dos juros bancários médios ocorre em um momento em que a taxa básica de juros da economia, a Selic, está em seu maior nível desde janeiro de 2017, em 13,75% ao ano. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a Selic foi mantida nesse patamar, após 12 elevações consecutivas, em um ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. A Selic é o principal instrumento usado pelo BC para alcançar a meta de inflação.

Em ata divulgada na terça-feira (27), o Copom avaliou que “o repasse da Selic para as taxas finais de diferentes modalidades de crédito tem ocorrido conforme esperado, ainda que as concessões de crédito para pessoa jurídica sigam mais robustas que o esperado”. A elevação da taxa básica ajuda a controlar a inflação porque causa reflexos nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, contendo a demanda aquecida.

No crédito livre para as famílias, a taxa média de juros chegou a 53,9% ao ano, com aumento de 0,5 ponto percentual em relação a julho e de 13,4 pontos percentuais em 12 meses. Nas contratações com empresas, a taxa livre caiu 0,6 ponto percentual no mês e cresceu 6,6 pontos percentuais em 12 meses, alcançando 22,8% ao ano. Para pessoas físicas, o destaque foi o cartão de crédito, com alta de 2,1 pontos percentuais no mês e 25,5 pontos percentuais em 12 meses, alcançando 87,3% ao ano. No crédito rotativo, que é aquele tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão e dura 30 dias, houve aumento de 3,5 pontos percentuais no mês e 62,9 pontos percentuais em 12 meses, para 398,4% ao ano. Após os 30 dias, as instituições financeiras parcelam a dívida. Nesse caso do cartão parcelado, os juros subiram 4,2 pontos percentuais no mês e 22,3 pontos percentuais em 12 meses, para 185,9% ao ano.

Também influenciaram o aumento dos juros para as famílias as taxas do cheque especial, com alta de 1,2 ponto percentual no mês e 3,5 pontos percentuais em 12 meses (128,6% ao ano). Por outro lado, os juros do crédito pessoal não consignado caíram 1,1 ponto percentual no mês de agosto e aumentaram 5,5 pontos percentuais em 12 meses (85,4% ao ano). No crédito livre às empresas, houve queda de 1,5 ponto percentual no mês e alta de 5,8 pontos percentuais em 12 meses em capital de giro, chegando a 22% ao ano. Já no cheque especial, os juros subiram 3,6 pontos percentuais no mês e caíram 1,2 ponto percentual em 12 meses, indo para 325,4% ao ano. O financiamento a importações caiu 2,3 pontos percentuais em agosto e subiu 1,7 ponto percentual em 12 meses, para 11,7% ao ano. Por fim, o cartão de crédito teve recuo de 3,5 pontos percentuais nos juros do mês e aumento de 14,1 pontos percentuais em 12 meses, para 39,7% ao ano.

Crédito direcionado
Essas taxas são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado, que tem regras definidas pelo governo, é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito. No caso do crédito direcionado, a taxa média para pessoas físicas ficou em 10,6% ao ano em agosto, estável no mês e alta de 3,5 pontos percentuais em 12 meses. Para as empresas, a taxa caiu 6,3 pontos percentuais no mês e 1 ponto percentual em 12 meses, para 9,1% ao ano.

Endividamento das famílias
De acordo com o BC, a inadimplência (considerados atrasos acima de 90 dias) tem se mantido estável há bastante tempo, com pequenas oscilações, e registrou 2,8% em agosto. Nas operações de crédito livre para pessoas físicas, está em 5,6% e para pessoas jurídicas em 1,8%. O endividamento das famílias, relação entre o saldo das dívidas e a renda acumulada em 12 meses, chegou ao recorde de 53,1% em julho, na série histórica iniciada em janeiro de 2005, refletindo o aumento das concessões de empréstimos. Houve alta de 0,3% no mês e de 5,1% em 12 meses. Com a exclusão do financiamento imobiliário, que pega um montante considerável da renda, ficou em 33,6% no mês de julho.

Já o comprometimento da renda, relação entre o valor médio para pagamento das dívidas e a renda média apurada no período, ficou em 28,6% naquele mês, crescimento de 0,5% no mês e 3,8% em 12 meses, também o recorde da série. Para esses últimos dados, há uma defasagem maior do mês de divulgação, pois o Banco Central depende de dados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a renda das famílias.

Com Agência Brasil

Endividamento das famílias chega a 53,1% em julho

Versátil antecipa investimentos para suprir falta de equipamentos na construção civil

Empresa paranaense prevê fechar o ano com 800 toneladas de novos materiais

O bom momento da construção civil se reflete na oferta de emprego nos estados do Paraná e de Santa Catarina, localidades em que a Versátil atua

Com a indústria da construção civil muito aquecida, a Versátil Andaimes e Escoramentos, empresa que atua no mercado na locação de equipamentos para o setor no Paraná e em Santa Catarina, antecipou os investimentos previstos para o ano que vem e ampliou em 400 toneladas a meta de fabricação de andaimes convencionais e escoras metálicas em 2022. Todo o material é fabricado na unidade da empresa em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), e em seguida distribuído para as cinco unidades de atendimento. Até junho, foram produzidas 400 toneladas de equipamentos e, com a antecipação de recursos de 2023, a empresa vai fechar este ano com 800 toneladas de novos produtos, que estão escassos pela alta demanda do setor.

O investimento na fabricação de equipamentos para a construção civil deve-se à alta taxa de ocupação do andaime convencional e da escora metálica, que está em torno de 85% em 2022, bem acima da média histórica de 60%. Os dados sinalizam a escassez destes produtos. O cenário exige que incorporadoras e construtoras planejem de forma mais cuidadosa o cronograma das obras e antecipem o contrato de aluguel, para evitar paralisar a construção por falta dos equipamentos necessários. A Versátil investirá também neste semestre na criação de um segundo turno na linha de pintura. Com isso, a empresa dobra a capacidade de manutenção e pretende dar mais agilidade à revisão de andaimes e escoras metálicas.

“Queremos dar mais rotatividade aos equipamentos e garantir ao construtor a disponibilidade de material no momento em que a obra precisar. Por isso, resolvemos antecipar os investimentos previstos para 2023. Desde 2021, temos feito investimentos para automatizar os processos de revisão e manutenção para ter produtos por menos tempo no estoque e à disposição dos clientes. Aumentamos em 30% nosso pessoal para acelerar a logística. Queremos nos manter ao lado dos construtores neste bom momento da construção civil no país”, diz Adriano Greca, diretor de operações da Versátil.

Cenário econômico de crescimento
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) projeta crescimento para a indústria da construção civil de 3,5% em 2022, apesar do cenário de inflação e alta de juros. Se os dados forem confirmados, o desempenho marcará o segundo ano consecutivo de crescimento do setor, algo que não acontecia desde 2013. A alta é sobre o desempenho de 2021, em que o PIB setorial teve alta de 9,7% no ano.

O bom momento da construção civil se reflete na oferta de emprego nos estados do Paraná e de Santa Catarina, localidades em que a Versátil atua. A economia paranaense, principalmente nos municípios mais industrializados e com o setor de serviços mais diversificado, sustenta a ampliação de áreas residenciais. Estudo da Brain, consultoria especializada no mercado imobiliário, indica que a venda de imóveis no estado cresceu 15% nos primeiros três meses de 2022 em comparação ao ano anterior. Ao todo, o setor gerou 4.764 novas vagas de trabalho, cerca de 7% do total de novos empregos criados no Paraná de janeiro a maio.

Já Santa Catarina lidera no país a geração de postos de trabalho na construção civil em proporção à população. Até maio deste ano foram criados 11.623 empregos no setor, acima de estados economicamente mais fortes como Rio Grande do Sul (4.749) e Paraná (4.764), por exemplo. Os dados estão no mesmo patamar de estados bem mais populosos como Bahia (12.840) e Rio de Janeiro (13.564). Em Santa Catarina, o setor é puxado principalmente pela construção de torres residenciais em municípios industriais – como Blumenau, Joinville e Brusque – e em cidades litorâneas, como Balneário Camboriú, Itapema, Piçarras, Barra Velha e Penha.

Empresa paranaense prevê fechar o ano com 800 toneladas de novos materiais

Uniprime Pioneira inaugura primeira agência em Porto Alegre

Cooperativa de crédito projeta expansão no Rio Grande do Sul

O plano de expansão na região Sul tem respaldo no crescimento da oferta de crédito

A Uniprime Pioneira inaugurou sua primeira agência de Porto Alegre em setembro. “Porto Alegre é a sétima maior economia do Brasil e tem um grande mercado em comércio, serviços, turismo e saúde. Nossa origem está no Paraná, mas temos forte ligação com o Rio Grande do Sul”, pontua o diretor-presidente da Uniprime Central Nacional e presidente da Uniprime Pioneira, Orley Campagnolo.

A Uniprime Pioneira já possui mais de 10,7 mil cooperados e neste ano superou a marca de meio bilhão de reais em ativos. Outras 12 agências estão instaladas no Paraná, em Santa Catarina e no Mato Grosso do Sul, com previsão de uma nova inauguração em Balneário Camboriú (SC), no mês de novembro. Em solo gaúcho, a primeira unidade foi inaugurada na região da Serra, em Caxias do Sul, em 2021. “Nossa carteira de crédito é de R$ 380 milhões e a captação fica em torno de R$ 400 milhões. Nosso crescimento é baseado em solidez e estratégia, de olho no perfil de cada cooperado”, detalha o diretor-administrativo e de expansão, Féliz Fornari.

O economista e diretor comercial, Lúcio Scheuer, explica que o plano de expansão na região Sul tem respaldo no crescimento da oferta de crédito. “Estamos acompanhando uma tendência de mercado. Dados recentes apontam que a região Sul possui mais de 7,8 milhões de pessoas envolvidas com o cooperativismo, em mais de 1,1 mil municípios. Mais de 40% delas têm entre 30 e 50 anos, em plena atividade profissional. Precisamos estar atentos aos anseios dessa geração”, avalia.

Cooperativa de crédito projeta expansão no Rio Grande do Sul

Fiergs propõe melhorias na regulação para o mercado livre de gás natural

Entidade, juntamente com a Abrace, ABPIP e IBP, encaminha propostas ao governador do Estado

O Rio Grande do Sul tem a quarta tarifa de gás mais cara do país aplicada à classe de consumidores industriais, de R$ 3,68 para cada 100 mil metros cúbicos diários

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) se une à Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) em busca de aprimoramentos regulatórios no mercado livre de gás natural no RS. Para isso, encaminhou ao governador, Ranolfo Vieira Júnior; ao secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos Júnior; e ao conselheiro-presidente da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs), Luiz Afonso Senna, um ofício expressando preocupação em relação à competitividade do gás natural, bem como seu desenvolvimento no Estado. O documento reforça a importância do trabalho da agência reguladora e de seu constante fortalecimento, que garanta uma atuação independente e autônoma, capaz de promover a modicidade tarifária e a competição em termos de alternativas de oferta.

Assinado também pela Associação Brasileira de Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP) e pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), o ofício destaca que o Rio Grande do Sul tem a quarta tarifa de gás mais cara do país aplicada à classe de consumidores industriais, de R$ 3,68 para cada 100 mil metros cúbicos diários. Sugere avanços na regulação de forma a facilitar o desenvolvimento do mercado de gás natural para os consumidores gaúchos. Novas regras que estão em discussão na Agergs poderão contribuir para a competitividade da tarifa, além de garantir que auxiliem para a abertura do mercado e melhorem o ambiente de negócios.

Fiergs, Abrace, ABPIP e IBP reforçam também que a aprovação da Lei Estadual nº 16.648, de junho de 2021 estabeleceu importantes avanços ao definir princípios, diretrizes e normas relativas ao serviço de distribuição, e remetendo à Agergs a competência de regular e fiscalizar o serviço de distribuição de gás natural local. Ratificam, porém, a necessidade de a Agergs publicar imediatamente a minuta da resolução que disciplinará a distribuição para os consumidores livres e as condições para atuação dos agentes no mercado. Apesar de alguns avanços, essa resolução ainda não corresponde aos anseios de abertura ampla do mercado livre de gás natural no Estado, precisando de novos ajustes na proposta e ainda pendente de aprovação pela diretoria da agência reguladora estadual.

Considerando a minuta disponibilizada após análise da consulta pública, e com as melhorias sugeridas no ranking regulatório da Abrace – o qual resulta do estudo de avaliação das regulações estaduais vigentes no país relativas à abertura do mercado livre, o Rio Grande do Sul tem potencial de ocupar a primeira posição no ranking dos estados com melhor modelo de relação do mercado livre de gás natural. As quatro entidades propõem, entre as melhorias, que a regulação deve objetivar a flexibilidade na gestão dos contratos por parte dos consumidores livres, mitigação do impacto de penalidades aos agentes e facilidade para o comercializador vender gás natural no mercado livre, extinguindo exigências burocráticas e redundantes com a regulação federal.

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Entidade, juntamente com a Abrace, ABPIP e IBP, encaminha propostas ao governador do Estado

Grupo RBS lança RBS Ventures

Iniciativa vai desenvolver e participar de negócios conectando marcas e público

Ainda em período pré-operacional, a empresa já tem mais de 50 novos negócios em análise

O Grupo RBS lançou nesta quinta-feira (22) a media capital RBS Ventures. Liderada por Mauricio Sirotsky Neto, membro da terceira geração da família Sirotsky e do Conselho de Representantes da RBS, e por Fernando Tornaim, vice-presidente do Conselho de Representantes, a RBS Ventures entra em operação já com empresas investidas. 

De acordo com seus idealizadores, a nova empreitada da RBS se diferencia dos fundos de venture capital tradicionais por utilizar a mídia para participar de negócios e acelerá-los em diferentes segmentos. “Nosso propósito é ampliar a relevância do segmento em que atuamos e aproveitar todo o potencial de desenvolvimento de negócios que podem ser impulsionados a partir da mídia. Vamos posicionar a RBS Ventures entre os principais players nacionais, com papel fundamental no projeto empresarial de crescimento do Grupo RBS”, afirma Sirotsky, em nota.

A construção da categoria proprietária media capital – empresa que usa o ativo de mídia para impulsionar e desenvolver negócios – passa por um investimento inicial em áreas estratégicas e que tenham a comunicação como foco. “Também está em nosso radar a análise de empresas com potencial de crescimento nos segmentos de educação, serviços, entretenimento e financeiro. São negócios com grande capacidade de expansão, que vão contribuir para o desenvolvimento do Estado e terão a RBS Ventures, media capital do Grupo RBS, como uma parceira relevante”, pontua Tornaim, também por meio de nota.

“Outro diferencial da RBS Ventures é já ter empresas investidas logo na largada. Um exemplo é a Player 1 Gaming Group, em sociedade com a Globo Ventures. A P1GG é um spin-off da área de Games da Globo e uma das principais plataformas e ecossistema de games e e-sports do Brasil. Já está em andamento o projeto para uma nova marca de cobertura de e-sports e games na RBS, além de novos produtos com a curadoria da P1GG. Ainda em período pré-operacional, a empresa já tem mais de 50 novos negócios em análise”, detalha o comunicado da empresa. 

Iniciativa vai desenvolver e participar de negócios conectando marcas e público

Aquisição do YouTube foi quase cancelada em 2006

Na véspera da aquisição do YouTube pelo Google em 2006, o cofundador do site de vídeos, Chad Hurley, descobriu que um gerente de publicidade do Google havia bisbilhotado os dados de receita do YouTube.

Um novo fato sobre a história do YouTube mostra que Hurley estava tão zangado com a invasão dos negócios do YouTube que ameaçou desistir do acordo.

O então CEO do Google, Eric Schmidt, conseguiu acalmar Hurley e fechar o acordo de US$ 1,65 bilhão que se tornou um ponto crucial no desenvolvimento da internet moderna.

Schmidt também pediu a Hurley e Chen que enviassem um vídeo para o YouTube anunciando a aquisição – um vídeo de baixa resolução agora infame que pode ser assistido até hoje .

Antes do acordo, o Google tentou vencer o YouTube lançando uma plataforma competitiva de hospedagem de vídeos, o Google Video, liderada por Susan Wojcicki, uma das primeiras funcionárias do Google, que agora é CEO do YouTube. 

O gigante das buscas fez de tudo para tornar o Google Video um sucesso, até mesmo criando um link para ele na página inicial de busca do Google.com. A ação não deu resultado.

Depois que o acordo foi fechado, Schmidt disse aos funcionários do Google Video que eles deveriam fazer as malas e se juntar à equipe do YouTube em seus novos escritórios ao sul de San Francisco, em San Bruno.

Na véspera da aquisição do YouTube pelo Google em 2006, o cofundador do site de vídeos, Chad Hurley,…

Vendas do Tesouro Direto superam resgates em R$ 1,4 bilhão em agosto

Número de investidores ativos passa de 2 milhões

A procura do Tesouro Direto por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas até R$ 5 mil

As vendas de títulos do Tesouro Direto superaram os resgates em R$ 1,4 bilhão em agosto deste ano. Segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional, as vendas do programa atingiram R$ 3,8 bilhões no mês passado. Já os resgates totalizaram R$ 2,4 bilhões, sendo R$ 2,2 bilhões relativos a recompras de títulos públicos e R$ 189,1 milhões, a vencimentos, quando o prazo do título acaba e o governo precisa reembolsar o investidor com juros. Os títulos mais procurados pelos investidores foram aqueles corrigidos pela taxa básica de juros, a Selic, que corresponderam a 63,2% do total. O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 98,2 bilhões no fim de agosto, com aumento de 1,8% em relação ao mês anterior e de 40,7% em relação a agosto do ano passado.

Quanto ao número de investidores, 637.554 novos participantes se cadastraram no programa no mês passado. O número de investidores atingiu 20.665.899, alta de 65,8% nos últimos 12 meses. A procura do Tesouro Direto por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas até R$ 5 mil, que correspondeu a 82,5% do total de 606.878 operações de vendas ocorridas em agosto. Só as aplicações de até R$ 1 mil representaram 61,2%. Eles estão preferindo papéis de médio prazo. As vendas de títulos com prazo de um a cinco anos representaram 78,7% e aquelas com prazo de cinco a dez anos, 5,9% do total. Os papéis de mais de dez anos de prazo chegaram a 15,3% das vendas.

Fonte de recursos
O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas adquirissem títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, pela internet, sem intermediação de agentes financeiros. O aplicador só precisa pagar uma taxa para a corretora responsável pela custódia dos títulos. A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, os índices de inflação, o câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis prefixados.

Com Agência Brasil

Número de investidores ativos passa de 2 milhões