Archives 2022

Petrobras aumenta preço da gasolina para as distribuidoras

Preço da gasolina sobe de R$ 3,09 para R$ 3,24, por litro

A companhia reiterou seu compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado

A partir desta quarta-feira (12), depois de 77 dias sem aumentos, a Petrobras fará ajustes nos seus preços de venda de gasolina e diesel para as distribuidoras. O anúncio foi feito pela companhia, em nota à imprensa. Segundo a empresa, os últimos aumentos ocorreram em 26 de outubro do ano passado. O preço cobrado pela Petrobras para a gasolina chegou a ser reduzido em R$ 0,10 litro, em 15 de dezembro. Já o preço do diesel ficou estável.

Com a decisão, o preço médio de venda da gasolina da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,09 para R$ 3,24 por litro. “Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,26, em média, para R$ 2,37 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,11 por litro”, explicou a companhia, na nota.

Para o diesel, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras subirá de R$ 3,34 para R$ 3,61 por litro. Levando em conta a mistura obrigatória de 10% de biodiesel e 90% de diesel A para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será elevada de R$ 3,01, em média, para R$ 3,25 a cada litro vendido na bomba, mostrando variação de R$ 0,24 por litro.

De acordo com a Petrobras, esses ajustes “são importantes para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras”.

A companhia reiterou seu compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado, acompanhando as variações de alta e baixa, “ao mesmo tempo em que evita o repasse imediato para os preços internos, das volatilidades externas e da taxa de câmbio, causadas por eventos conjunturais”.

Com Agência Brasil

Preço da gasolina sobe de R$ 3,09 para R$ 3,24, por litro

Ficou barato comprar vinho em Curitiba em 2021

Capital paranaense viu os rótulos deflacionarem 4,9% no ano passado

No Brasil, o vinho apresentou alta de 2,4% entre janeiro e dezembro de 2021

Curitiba tem se destacado como a capital do Sul onde comprar vinho é um bom negócio – para o apreciador especialmente. No ano passado, por exemplo, o vinho ficou 4,9% mais barato. O mesmo não se pode dizer de outras bebidas, como refrigerante e água mineral que ficaram 12,1% mais caras nos supermercados. Nos bares e restaurantes, porém, a remarcação foi tímida: 1,2%.  Leve-se em conta o fato de que a região metropolitana de Curitiba teve a maior inflação acumulada do país em 2021 (12,73%), ante 3,95% registrada em 2020. A média nacional foi de 10,06%.

Veja todos os detalhes na tabela abaixo que compara o preço das diferentes bebidas em quatro capitais, assim como os índices de alimentação fora de casa e a variação de preço cobrado pelos bares e restaurantes. Cepas & Cifras se baseou no IPCA, a inflação oficial do país, anunciada pelo IBGE.

Ao acompanhar a curva da inflação do vinho também em 2020, Curitiba costumava aparecer como a capital brasileira onde a bebida menos sofria reajustes. A cidade registrou deflação por seis meses e estabilidade em um deles, de acordo com o levantamento do blog. Porto Alegre, por sua vez, sofreu uma remarcação de 3,6% no ano passado. Como não é possível saber as categorias de vinhos pesquisados pelo IBGE, é difícil apontar as causas exatas do reajuste.

No Brasil, o vinho apresentou alta de 2,4% entre janeiro e dezembro de 2021. O maior avanço foi registrado quando a bebida é consumida fora de casa (lembrando que, pela metodologia empregada, esse item é pesquisado apenas na cidade do Rio de Janeiro). O fato segue uma tendência verificada com maior velocidade a partir do retorno dos restaurantes que tiveram de tentar recuperar suas margens cobrando mais pelos rótulos. 

Os donos de bares e restaurantes não poderiam fazer o mesmo com os pratos, já que os produtos encareceram muito no ano que foi marcado pela quarentena. Além do mais, muitos estabelecimentos têm reduzido o volume de ofertas em suas cartas de vinho, justamente para cortar custos.

Capital paranaense viu os rótulos deflacionarem 4,9% no ano passado

Safra agrícola cai 0,4% em 2021, mas pode ter recorde em 2022

A produção fechou o ano com total de 253,2 milhões de toneladas

Só na soja, o volume de produção foi estimado em 138,3 milhões de toneladas, o que será um novo recorde

A safra nacional registrou queda de 0,4% em 2021, em relação ao ano anterior, após três períodos seguidos registrando números positivos. De acordo com a última estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo Instituto brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2021 a produção fechou com o total de 253,2 milhões de toneladas. Para 2022, o prognóstico indica que o cenário deve mudar e com o volume previsto de 277,1 milhões de toneladas voltará a apresentar mais um recorde, mesmo com o leve recuo de 0,3% ou de 0,9 milhão de toneladas.

Segundo o gerente do LSPA, Carlos Barradas, o resultado pode ser favorecido pelo momento em que foi feito o plantio da soja, principal produto da produção brasileira. “Ao contrário da safra de 2021, quando houve atraso no plantio, na safra de 2022, a soja, principal produto das lavouras brasileiras, foi semeada antecipadamente e de forma acelerada, na maior parte das regiões produtoras do país, por conta dos elevados volumes de chuvas ao longo do mês de outubro nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Isso deve ampliar a janela de plantio das culturas de segunda safra e beneficiar essa produção”, disse.

Ainda assim, Barradas chamou atenção para os impactos climáticos, que ocorreram por causa de áreas de instabilidade nos estados do Nordeste e do Sudeste, provocadas pela zona de convergência intertropical, e ainda os efeitos do fenômeno La Nina nos estados do Sul, que já começam a interferir nos cultivos.

“Há registro de chuvas acima da média na Bahia e Ceará, enquanto nos três estados do Sul e em Mato Grosso do Sul já se observa um menor volume de chuvas, com registro de estiagens severas regionalizadas, o que vem afetando as culturas de verão. Com isso, as novas informações recebidas nesse terceiro prognóstico já apontam um declínio de 0,3%, ou 900 mil toneladas, em relação ao que havia sido estimado no prognóstico anterior para este ano”, observou.

Apesar da situação climática, com 277,1 milhões de toneladas em 2022, a safra deverá ter 23,9 milhões de toneladas a mais, o que representará 9,4% superior a de 2021. Vão contribuir para isso, a maior produção de soja (2,5%), de milho (11,2% na primeira safra e 29,4% na segunda), de algodão herbáceo em caroço (4,6%), de sorgo (11,4%) e de feijão (10,8% na primeira safra e 4,6% na segunda).

Só na soja, o volume de produção foi estimado em 138,3 milhões de toneladas, o que será um novo recorde e poderá corresponder a mais da metade do total de cereais, leguminosas e oleaginosas produzidos no país em 2022. Para o milho a expectativa é a produção de 108,9 milhões de toneladas. Se confirmada a colheita recorde ocorrerá após a recuperação das lavouras que registraram queda na produção em 2021 causada pelo atraso no plantio da segunda safra e da falta de chuvas nas principais unidades produtoras.

Em movimento contrário é esperado um recuo nas produções do arroz (-4,9%), do feijão (-0,9%) e do trigo (-7,4%) toneladas. “Apesar da queda, essa produção de arroz deve ser suficiente para abastecer o mercado interno brasileiro”, completou o gerente.

Safra de 2021
Conforme o IBGE, a 12ª estimativa para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2021, que é a final para a safra do ano passado, que somou 253,2 milhões de toneladas, equivale a 0,9 milhão de toneladas menor que a de 2020. Comparada à previsão anterior, houve alta de 420,6 mil toneladas (0,2%). Entre os produtos o arroz, o milho e a soja responderam por 92,6% da produção e 87,3% da área colhida.

O maior produtor nacional de grãos é o estado de Mato Grosso, que teve a participação de 28,2%. Na sequência ficaram Rio Grande do Sul (14,9%), Paraná (13,1%), Goiás (10%), Mato Grosso do Sul (7,5%) e Minas Gerais (6%). Somados, esses estados atingiram 79,7% do total nacional.

As regiões Sul (5,2%), Nordeste (1,9%) e Norte (11,8%) tiveram variação anual positiva na estimativa da produção. Em sentido contrário, o Centro-Oeste (-4,3%) e o Sudeste (-4,6%), tiveram queda. “O Centro-Oeste produziu 116,5 milhões de toneladas (46,1% do total do país); o Sul, 76,9 milhões de toneladas (30,4%); o Sudeste, 24,6 milhões de toneladas (9,9%); o Nordeste, 23,0 milhões de toneladas (9,1%) e o Norte, 12,3 milhões de toneladas (4,5%)”, enumera o levantamento.

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Com Agência Brasil

A produção fechou o ano com total de 253,2 milhões de toneladas

Instituições do RS começam a receber recursos do programa Avançar na Inovação

O estado tem hoje posição destacada nacionalmente no setor

Foram assinados convênios com nove das 20 Instituições de Ciência e Tecnologia que aprovaram 37 projetos

O governo do Rio Grande do Sul celebrou, na segunda-feira (10), mais uma etapa do emprego dos recursos do programa Avançar na Inovação. Em cerimônia realizada no Palácio Piratini, foram assinados convênios com nove das 20 Instituições de Ciência e Tecnologia (ICT) que aprovaram 37 projetos aos editais publicados pela Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict) em 2021. Outros convênios serão firmados nos próximos dias. O governador Eduardo Leite e o titular da Sict, Luís Lamb, juntamente com os representantes das instituições e dos projetos, assinaram os convênios que selam os compromissos de ambas as partes, com a destinação dos recursos para garantir a execução das propostas.

Os recursos são provenientes dos editais 1/2021 – Inova RS (R$ 4 milhões), 2/2021 – GameRS (R$ 800 mil), 3/2021 – Techfuturo (R$ 9,8 milhões) e 4/2021 – TEC4B (R$ 4,2 milhões), que integram o pacote de investimentos anunciado pelo programa Avançar na Inovação, em setembro de 2021. O ato representa a consolidação desse investimento, que começa a chegar às pontas e a se transformar em projetos de inovação por todo o estado.

Lamb lembrou que o Rio Grande do Sul tem hoje posição destacada nacionalmente no setor da inovação, ocupando as posições mais altas em diversos rankings. “Na economia moderna, a ciência e a tecnologia precisam ser transformadas em resultados, e os editais assinados hoje visam transformar a produção intelectual reconhecida que o Estado tem em aceleração do crescimento econômico, construindo parcerias efetivas entre as universidades e o setor produtivo. É o emprego dos resultados de pesquisa na melhoria da qualidade de vida das pessoas”, destaca.

No final do evento, Lamb anunciou que deixará o cargo que ocupou nos últimos três anos. O governador agradeceu a dedicação empenhada pelo profissional. “Além de toda a capacidade técnica que demonstrou à frente da secretaria, é também um ser humano digno dos maiores elogios e das melhores referências”, comentou Leite. Um novo titular para a pasta deve ser anunciado nos próximos dias. Confira, a seguir, as ICTs que participaram do ato de assinatura, e seus respectivos projetos.

Universidade de Caxias do Sul (UCS)

Edital GameRS

Projeto: Implantação do UCSLabQA para garantia de qualidade de jogos

Edital Inova RS

Projeto: Sistema de coleta de dados por dispositivos IoT (sensoriamento) para cidades inteligentes

Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI)

Edital Inova RS

Projeto: Rastreabilidade e autenticidade do mel do Vale do Jaguari

Faculdade Horizontina (Fahor)

Edital Inova RS

Projeto: Estruturação da demanda e oferta de serviços de suporte a inovação na cadeia da indústria eletrometalmecânica da região Noroeste e Missões do RS

Sociedade Educacional Três de Maio (Setrem)

Edital Inova RS

Projeto: Rede de controle biológico da Região Noroeste e Missões do Rio Grande do Sul

Universidade de Passo Fundo (UPF)

Edital Inova RS

Projetos: Inovação na Saúde Pública

Agrotec Norte

• Edital Techfuturo

Projeto: Imobilização de microorganismos em biochar de resíduos de uva para incorporação em fertilizante NPK

Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc)

Edital TEC4B

Projeto: Living Vales – Ambiente para promoção, qualificação e desenvolvimento de projetos em gestão estratégica de dados na Região dos Vales

Edital Inova RS

Projeto: Inova + Vales: desenvolvendo o ecossistema regional de inovação

Edital Techfuturo

Projeto: Desenvolvimento de agentes biológicos em massa para o Manejo Integrado de Pragas

Universidade Feevale

Edital Inova RS

Projeto: RS3 – Conexão, capacitação e captação para o ecossistema regional de inovação de TIC

Edital GameRS

Projeto: Laboratório de referência para controle e garantia de qualidade em jogos digitais

Edital Techfuturo

Projeto: Aprimoramento e validação de um jogo digital para a estimulação das funções executivas no contexto escolar

Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí)

Edital TEC4B

Projeto: Smart LiveLab: Espaço colaborativo de inovação tecnológica para fomentar o desenvolvimento econômico social da macrorregião Noroeste e Missões

Edital Inova RS

Projetos: Rede de sensores inteligentes para o monitoramento de sistemas de irrigação por pivô central

Produção de biogás e sua utilização em geração distribuída no conceito de smart grids: perspectivas e desafios para Região Noroeste e Missões do RS

O estado tem hoje posição destacada nacionalmente no setor

Funcionário feliz, cliente satisfeito

A experiência do consumir é muito importante, mas a do funcionário, em seu local de trabalho, também pode trazer grandes resultados.

grama.

No Pílulas dessa semana, Letícia Polydoro, titular do blog “A Vez da Experiência”, do Portal AMANHÃ, conversa sobre Employee Experience com Guilherme Krauss, CEO da Hümans at Work e escritor.

https://humansatwork.com.br/ 

A experiência do consumir é muito importante, mas a do funcionário, em seu local de trabalho, também pode trazer grandes resultados.

Startups dos Worktibas alçam voo na capital paranaense

Coworkings públicos fazem com que empreendedores se capacitem no Vale do Pinhão

Capacitações on-line contínuas promovidas pela prefeitura e Agência Curitiba dão apoio aos Worktibas

Os Worktibas são coworkings públicos da prefeitura, vinculados à Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, que dão apoio a empresas da capital em estágio inicial, oferecendo gratuitamente espaços físicos, capacitações contínuas e conexões com empreendedores do Vale do Pinhão. Atualmente, 57 startups, projetos de impacto social e empresas de economia criativa ocupam as três unidades e, após um ano idealizando e validando produtos e serviços nos Worktibas, alguns deles já estão alçando novos voos ou sendo reconhecidos nacionalmente e internacionalmente.

É o caso da Heijunka 360, startup curitibana que oferece uma plataforma de gestão de operações de empresas e que durante 2021 esteve no Worktiba Cine Passeio. A partir deste ano, a empresa se transfere para o Hub Habitat Senai onde vai participar do programa de incubação do sistema de Fiep. A plataforma HK 360 integra vendas e operações promovendo melhorias nos resultados dos clientes.

Christian Luciano da Silva, CEO da Heijunka 360, conta que no Worktiba a startup validou sua solução e fez as conexões que levaram a empresa a essa nova etapa. “Através dessas relações, um dos líderes do grupo do comitê de governança do Vale do Pinhão, Marcelo Figueiral, identificou o potencial da solução e nos conectou ao Habitat Senai, que promove o empreendedorismo industrial em startups”, lembra.

Durante o ano em que a Heijunka 360 esteve no Worktiba Cine Passeio, quatro empresas da capital usaram a plataforma da startup, criada por profissionais com experiência no varejo, serviços e indústria. A startup ainda tem em sua equipe Andressa Vergutz (CTO) e Juliano Gustavo de Oliveira (COO). “A Heijunka360 é uma assessoria de negócios completa, baseada no método exclusivo easy360º, que conecta vendas e operações de maneira simples, possibilitando a busca pela estabilidade entre estoque e fluxo de caixa”, completa Silva.

Já a startup Adapt-Free, que oferece uma plataforma de apoio a pessoas com deficiência, teve várias conquistas após ingressar no Worktiba Barigui no ano passado. Além de sua fundadora e CEO, Luana de Andrade, se graduar no Founder Institute, a empresa de impacto social recebeu o selo do programa InovAtiva Brasil e foi uma das seis startups brasileiras selecionadas para o SXSW Pitch, que ocorre nos Estados Unidos neste ano. Maior evento de inovação e criatividade do mundo, o South by Southwest (SXSW) ocorre na cidade de Austin, no Texas, de 11 a 20 de março. No SXSW Pitch, a Adapt-Free irá apresentar sua inovação para potenciais investidores internacionais.

“No Worktiba Barigui estamos tendo uma vivência de alto valor. O convívio com outras startups no coworking e a troca de experiências dentro do Vale do Pinhão agregam muito em nossa trajetória e amadurecimento. Como toda empresa de tecnologia, precisamos de constância, velocidade e planejamento, tão desafiadores nesta fase inicial, então posso dizer que o apoio tem sido fundamental”, afirma Luana. A Adapt-Free é uma plataforma que conta com atividades físicas completamente adaptadas, grupos de apoio e colaboração de profissionais multidisciplinares, visando melhorar a saúde e o bem estar de pessoas com deficiências.

Cris Alessi, presidente da Agência Curitiba, avalia que os reconhecimentos e conquistas dos coworkers dos espaços da prefeitura resultam do trabalho conjunto de empreendedores e de todo o ecossistema de inovação do Vale do Pinhão. “Várias ações contribuíram para a alta produtividade e conquistas. Foi criado o guia Como Decolar seu Foguete para startups e a Matriz de Maturidade, que teve apoio do Comitê de Gestão do Vale do Pinhão e auxilia na jornada dos projetos. Houve capacitações on-line contínuas promovidas pela prefeitura e Agência Curitiba, oportunidades novas de investimento e projetos sendo lançados no mercado”, enumera ela.

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Coworkings públicos fazem com que empreendedores se capacitem no Vale do Pinhão

Porto Itapoá cresce 13% em 2021

Terminal tem sido alternativa também para clientes de outros estados

A movimentação de cargas de empresas do estado inclui automóveis e autopeças, motores elétricos, setor metalmecânico e a indústria da linha branca

Ao completar uma década de operação em 2021, o Porto Itapoá se consolidou como o quinto maior porto do Brasil em movimentação de contêineres. O desempenho geral do terminal no ano passado foi 13,1% acima do resultado de 2020, com 498 mil contêineres movimentados. Destaques para as importações que registraram um aumento de 23,2% em comparação ao ano anterior e de 17,5% na movimentação de cargas de transbordo.

Esses resultados positivos são reflexo da retomada da economia global após a crise causada pela Covid-19 e no incremento dos serviços do terminal como o Double Call para a linha de longo curso ASAS do armador Maersk– Hamburg Süd. O serviço com saída direta (sem transbordo) nas rotações de importação e exportação para os principais portos da Ásia garante o melhor transit time da linha Ásia entre os portos da região Sul do Brasil, de acordo com a empresa.

A inclusão do Porto Itapoá no serviço ASAS, também na rota de exportação, se transformou em mais uma alternativa para escoar os grandes volumes de cargas refrigeradas de proteínas animais provenientes do agronegócio dos estados do Sul, especialmente do Oeste catarinense, além de exportadores das cadeias de celulose e de madeira.

“A infraestrutura de logística tem sido um impulsionador da economia que, mesmo com as consequências da pandemia, contribuiu de forma significativa para dar condições à retomada do poder econômico brasileiro. O Porto Itapoá vem acompanhando essa performance positiva como um importante elo nesta cadeia de abastecimento do Brasil com os mercados internacionais e na cabotagem entre portos de outros estados”, afirma Cássio José Schreiner, presidente do Porto Itapoá, ao fazer o balanço da companhia no ano passado.

Além de atender a agroindústria de Santa Catarina – incluindo as cadeias de proteínas animal e madeira – a movimentação de cargas de empresas do estado inclui automóveis e autopeças, motores elétricos, setor metalmecânico e a indústria da linha branca. Esses segmentos representam cerca de metade do volume movimentado. O volume restante é proveniente de empresas de outros estados como São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Nova etapa de expansão
Para os próximos anos as previsões e projeções dos cenários nacional e internacional, levando em conta a participação do terminal na logística brasileira, demandou que a empresa avançasse em seu plano de ampliação. Em 2021 o terminal deu início a um projeto de captação de recursos no mercado financeiro para viabilizar um acréscimo de capacidade de sua estrutura de 1,2 milhão de TEUs para 1,6 milhão de TEUs, o que deve ser uma das maiores capacidades operacionais entre os portos de contêineres do país.

O plano de expansão ampliará a área de pátio do Porto Itapoá em mais 200 mil metros quadrados, finalizando uma área total de pátio de 450 mil metros quadrados. No dia 17 de dezembro o projeto de captação de recursos foi concluído culminando com a captação de R$ 750 milhões, através da emissão de debêntures incentivadas, processo esse coordenado pelo BTG, com participação da XP.

O Porto de Itapoá é a 232ª maior empresa da região e também a 54ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Terminal tem sido alternativa também para clientes de outros estados

Inflação fecha 2021 com alta de 10,06%

Índice subiu 0,73% em dezembro

Com alta de 47,49%, gasolina foi um dos principais impactos na inflação de 2021

Com alta de 0,73% em dezembro, a inflação fechou o ano de 2021 com um aumento de 10,06%. Essa é a maior taxa acumulada no ano desde 2015, quando foi de 10,67%, e extrapolou a meta de 3,75% definida pelo Conselho Monetário Nacional para 2021, cujo teto era de 5,25%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta terça-feira (11) pelo IBGE.

O resultado de 2021 foi influenciado principalmente pelo grupo de transportes, que apresentou a maior variação (21,03%) no acumulado do ano. “O grupo dos transportes foi afetado principalmente pelos combustíveis”, explica o gerente do IPCA, Pedro Kislanov. “Com os sucessivos reajustes nas bombas, a gasolina acumulou alta de 47,49% em 2021. Já o etanol subiu 62,23% e foi influenciado também pela produção de açúcar”, complementa.

Outro destaque foi o preço dos automóveis novos (16,16%) e usados (15,05%). “Esse aumento se explica pelo desarranjo na cadeia produtiva do setor automotivo. Houve uma retomada na demanda global que a oferta não conseguiu suprir, ocorrendo, por exemplo, atrasos nas entregas de peças e, as vezes do próprio automóvel”, contextualiza Kislanov.

Já no grupo de habitação, a principal contribuição veio da energia elétrica (21,21%). “Ao longo do ano, além dos reajustes tarifários, as bandeiras foram aumentando, culminando na criação de uma nova bandeira de Escassez Hídrica. Isso impactou muito o resultado de energia elétrica, que tem bastante peso no índice”, explica Kislanov. Ele destaca, ainda, o gás de botijão (36,99%), que subiu em todos os meses do ano passado.

IPCA de dezembro fica em 0,73%
Em dezembro de 2021, a inflação foi de 0,73%, 0,22 ponto percentual abaixo da taxa de 0,95% registrada em novembro. Todos os grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta e a maior variação veio de vestuário (2,06%), que acelerou em relação a novembro (0,95%).

O maior impacto, no entanto, veio de alimentação e bebidas, que subiu 0,84% no mês. Kislanov destaca as altas nos preços do café moído (8,24%), das frutas (8,6%) e das carnes, que subiram 1,38% em dezembro após uma queda de 1,38% em novembro. “No caso das carnes, além do aumento da demanda no fim do ano, houve a questão do embargo chinês, imposto em setembro e retirado em meados de dezembro. Isso pode ter afetado os preços também”, ressalta.

Kislanov destaca ainda a desaceleração observada no grupo dos transportes (de 3,35% para 0,58%), consequência principalmente da queda no preço dos combustíveis (-0,94%), depois de sete meses seguidos de alta. “Mesmo assim, ainda houve alta nos transportes”, observa.

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Índice subiu 0,73% em dezembro

Brasil pode ser líder na exportação de hidrogênio verde

País avança em parcerias tecnológicas com outras nações

Uma das grandes vantagens do hidrogênio é ser considerado um vetor de energia, ou seja, ele permite o armazenamento de energia para ser usada em outros setores, o que favorece a integração

Aposta mundial para uma economia de baixo carbono, o hidrogênio verde é apontado pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) como uma das fontes de energia com maior potencial de inovação. O uso do combustível do futuro é parte da estratégia energética de ao menos 33 países, de acordo com o Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês). Com o objetivo de tornar esse mercado viável, empresas estrangeiras têm intensificado parcerias no Brasil, de olho no alto potencial nacional dos setores eólico e solar.

O hidrogênio é um combustível obtido por meio da eletrólise, processo químico em que uma corrente elétrica separa o hidrogênio do oxigênio que existe na água. O gás é chamado hidrogênio verde quando a eletricidade vem de fontes renováveis. Um dos pontos fortes do Brasil é justamente a matriz renovável, de modo que o país pode se tornar exportador do combustível em alguns anos. Para isso, é preciso superar desafios tecnológicos e regulatórios.

A classificação por cores é para indicar como o hidrogênio foi produzido. Além do verde, existe o azul, obtido a partir de gás natural, com tecnologias de captura, utilização e armazenamento de carbono. O hidrogênio cinza, por sua vez, vem do gás natural, mas sem redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE). Já o marrom é produzido com carvão mineral e o hidrogênio musgo é obtido por meio de biomassa ou biocombustíveis, por processos como gaseificação ou biodigestão anaeróbica. Depois de separado do oxigênio nesse processo de eletrólise, o hidrogênio tem diversos usos. Um muito comum é para produção da gordura hidrogenada, usada para fazer margarina. O gás também é usado na siderurgia e como combustível para transportes.

Uma das grandes vantagens do hidrogênio é ser considerado um vetor de energia, ou seja, ele permite o armazenamento de energia para ser usada em outros setores, o que favorece a integração. “Existem experimentos em que em vez de produzir eletricidade para mandar para rede, na torre [da usina eólica] offshore produz diretamente hidrogênio verde. Tem um eletrolisador na base. Em vez de transportar eletricidade, transporta o hidrogênio”, explica Jurandir Picanço, do núcleo de energia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).

Nos transportes leves, o hidrogênio é uma opção sustentável para o processo de eletrificação de veículos. Ao ser queimado, ele não produz dióxido de carbono, um dos gases responsáveis por intensificar o aquecimento global. O hidrogênio também é uma alternativa para setores de difícil abatimento de emissões de carbono. Estudo do Hydrogen Council publicado em fevereiro mostra que até 2050, 18% da demanda de energia global será de hidrogênio. Já de acordo com relatório do Energy Transitions Commission (ETC), think tank especializado em crescimento econômico e mitigação das mudanças climáticas, em um cenário em que o hidrogênio represente de 15% a 20% de toda demanda energética global — o equivalente a um crescimento de cinco a sete vezes da demanda atual — os investimentos necessários até 2030 seriam da ordem de US$ 800 bilhões por ano, considerando desde as fontes de energia até os eletrolisadores. Até 2050, o montante sobe para US$ 15 trilhões.

Brasil pode ser hub do hidrogênio verde
Puxados pelo interesse de instituições estrangeiras, projetos para viabilizar a produção comercial do hidrogênio verde no Brasil já superam US$ 20 bilhões, com foco majoritário na exportação. Hoje as principais iniciativas se concentram no Porto do Pecém, no Ceará; no Porto do Açu, no Rio de Janeiro; e no Porto de Suape, em Pernambuco.

No Ceará, ao menos nove empresas, incluindo as australianas Energix Energy e Fortscue, a francesa Qair, a White Martins e a Neoenergia, assinaram entre fevereiro e setembro memorandos de entendimento para produção do combustível sustentável. Em setembro, a multinacional portuguesa EDP anunciou a primeira usina de H2V do estado, que deve iniciar operação em 2022. O investimento é de R$ 42 milhões.

Se metade do potencial das energias solar e eólica — as duas fontes renováveis que mais crescem no Brasil — forem destinadas ao H2V, o Ceará poderá produzir cerca de 20 milhões de toneladas do combustível verde, o que representa 13% do mercado global estimado para 2050, de acordo com dados da Fiec. “O mercado de hidrogênio verde vai surgir e há uma expectativa de que condições no Brasil sejam excelentes para esse propósito. Vai ser uma disputa mundial porque inúmeros países estão desenvolvendo seus projetos. O Brasil já é visto como sendo um importante player desse mercado”, afirma o especialista.

A Fiec faz parte de um grupo de trabalho criado para desenvolver políticas públicas de energias renováveis para a configuração do HUB de Hidrogênio Verde no Ceará. Um dos pontos fortes do estado é a estrutura do Porto de Pecém, empresa de economia mista controlada pelo governo do Ceará e pelo Porto de Rotterdam, que quer se transformar em importador de hidrogênio na Europa. O empreendimento brasileiro é composto por uma área industrial, o porto e uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE). A intenção é que todas as etapas do processo de produção do hidrogênio verde — incluindo geração da eletricidade, eletrólise da água, armazenamento e transporte — sejam concentradas no local para exportação do combustível.

Hidrogênio verde é fundamental na transição energética
Por ser um vetor de energia e uma alternativa de combustível sustentável, o hidrogênio verde tem ganhado destaque na estratégia energética e climática de diversos países, desde 2018. Essa tendência ganhou força com as mudanças causadas pela pandemia de Covid-19 e também com os esforços para acelerar a transição energética nos países com alta emissão de gases de efeito estufa, em acordo com as metas do Acordo de Paris.

A atualização do plano dos Estados Unidos lançada em 2020 definiu objetivos para que o hidrogênio e suas tecnologias relacionadas se tornem competitivas até 2050. A Coreia do Sul quer alcançar a capacidade de produção de 6,3 milhões de veículos elétricos a células a combustível e 1.200 estações de reabastecimento em 2040. Japão e Austrália também têm estruturado suas políticas energéticas em torno do combustível do futuro.

Na Europa, o Plano de Desenvolvimento do Hidrogênio para a Transição Energética anunciado pela França em junho de 2018 inclui metas de 20% a 40% de uso de hidrogênio de baixo carbono em aplicações industriais do hidrogênio. Já a Alemanha, ao consolidar sua Estratégia Nacional do Hidrogênio em junho de 2020, reforçou o financiamento de mais de 1 bilhão de euros a ser aplicado em hidrogênio no âmbito do Programa de Descarbonização da Alemanha, entre 2020 e 2023, com adicionais 7 bilhões de euros para acelerar o desenvolvimento do mercado alemão e 2 bilhões de euros para parcerias internacionais.

A necessidade desses países de alcançar metas sustentáveis somada à limitação de disponibilidade de fontes renováveis de energia em seus territórios, tem levado à busca por colaborações que impulsionem a cadeia global e que atendam à demanda existente e futura.

As parcerias visam acelerar as reduções de custos dessa rota tecnológica. Nesse cenário, o Brasil, por sua vez, pode se tornar exportador do combustível, devido à alta participação de renováveis em sua matriz energética. De acordo com o Plano Decenal Energético, elaborado pela EPE, a maior oferta de energia elétrica até 2030 será de empreendimentos eólicos, representando uma expansão de 16,4 GW.

O hidrogênio também está presente no Plano Nacional de Energia 2050, aprovado em dezembro de 2020 pelo Ministério de Minas e Energia. A perspectiva é de mistura de hidrogênio nas redes de dutos de gás natural em porcentagens e com pressões limitadas para fins de transporte e armazenamento, a fim de melhorar o uso desses dutos e usar o combustível para fins energéticos.

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País avança em parcerias tecnológicas com outras nações

Zeros que podem significar milhões

Melhoria contínua tem ajudado a Whirlpool a obter um aumento de produtividade de 15% ao ano

Desde sua fundação, há quase 110 anos, a companhia busca estar presente na experiência de uso do consumidor

Operando com o conceito World Class Manufacturing (WCM), as fábricas da Whirlpool têm operado sob a ótica da perfeição. O WCM, um sistema completo para promover melhoria contínua de forma sistemática e organizada na segurança, qualidade e produtividade da manufatura, é a ferramenta que a companhia utiliza para atingir zero defeito, zero acidente, zero quebra, zero refugo e zero estoque. Na fábrica de Joinville, onde nasceu, em 1950, a primeira geladeira brasileira, a implementação do WCM trouxe competitividade, desenvolvimento de pessoas e de tecnologias, além de aumento da qualidade do trabalho e um aumento de produtividade de 15% ao ano.

Os bons resultados levaram à conquista da primeira certificação da metodologia, classificada como Bronze, em 2019, e Prata em 2021, mesmo em meio à pandemia. Otimistas quanto à recuperação da economia brasileira, a Whirlpool realizou recentemente um investimento de R$ 240 milhões no país. “O montante foi utilizado, majoritariamente, na ampliação e modernização das fábricas de Joinville e Rio Claro. E também em dois novos centros de distribuição física na região nordeste e sudeste para ampliar a malha logística e permitir que os consumidores recebam os produtos no menor tempo possível”, detalha Helder Santos, diretor industrial da unidade da Whirlpool em Joinville. Com essas novidades, serão gerados cerca de 3 mil novos empregos diretos e indiretos.

Desde sua fundação, há quase 110 anos, a companhia busca estar presente na experiência de uso do consumidor. Agora, mais do que nunca, tem olhado para o futuro pelas lentes do padrão ESG (sigla que representa o termo em inglês environmental, social and corporate governance), tornando-se cada vez mais socialmente justa e culturalmente diversificada. Para isso, segue seu planejamento de investir anualmente de 3% a 4% do faturamento em inovação – mas dirigindo seus esforços para o conceito de P&D sustentável a partir do desenvolvimento contínuo de produtos e processos cada vez mais eficientes.

Este conteúdo integra o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Melhoria contínua tem ajudado a Whirlpool a obter um aumento de produtividade de 15% ao ano

Nove em cada dez pequenos negócios usam Pix

Os microempreendedores individuais são os que mais aderiram

Desde que o Pix foi criado, há pouco mais de um ano, já foram realizadas mais de 1,2 bilhão de transações que movimentaram R$ 623 bilhões

O número de adeptos do Pix continua crescendo. De acordo com a 13ª pesquisa de impacto da pandemia do coronavírus nos pequenos negócios, realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) no final de novembro, 86% dos pequenos negócios já utilizam essa modalidade de pagamento. O número é nove pontos percentuais superior ao detectado na edição anterior da pesquisa realizada em agosto, quando 77% dos entrevistados afirmaram ter aderido ao Pix.

O presidente do Sebrae, Carlos Melles, destaca que o aumento do número de usuários desse sistema e as facilidades que ele promove têm estimulado os donos de pequenos negócios a incorporarem essa modalidade de pagamento. “É um sistema ágil, que não onera o consumidor, mais barato que uma taxa de cartão e que pode ser usado 24 horas por dia e com 115,2 milhões de adeptos, de acordo com dados do Banco Central de novembro desse ano”, ressalta Melles.

Quando dividido por porte, os microempreendedores individuais (MEI) estão um pouco à frente dos donos de micro e pequenas empresas. Entre o primeiro grupo, 87% já fizeram a adesão, contra 85% do segundo. Melles explica que os pequenos negócios estão cada vez mais digitalizados e abertos às inovações. “O Pix foi muito bem aceito pelos brasileiros, e os empreendedores, mesmo os que estão à frente de negócios mais simples, perceberam isso e estão se modernizando”, pontua.

Já quando analisadas as atividades mapeadas pela pesquisa, estão empatadas, em primeiro lugar, entre as que mais utilizam o Pix, as academias e os serviços de alimentação, com 94% dos empreendedores aceitando essa modalidade, seguidas pelas oficinas e empresas ligadas à beleza, com 93%. As atividades que menos aderiram foram as ligadas aos serviços empresariais (71%) e energia (79%).

“Podemos afirmar que independentemente da atividade, a grande maioria dos empreendedores já usa o Pix no Brasil e acreditamos que esse número ainda pode crescer”, ressalta o presidente do Sebrae. Desde que ele foi criado, há pouco mais de um ano, já foram realizadas mais de 1,2 bilhão de transações que movimentaram R$ 623 bilhões.

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Os microempreendedores individuais são os que mais aderiram

Packaging – ou a arte de empacotar maior eficiência

Processo também auxilia sustentabilidade na cadeia de suprimentos

Com o provedor logístico envolvido desde o princípio, a embalagem é desenhada de forma a ter um aproveitamento maior

O mercado de packaging (acondicionamento secundário e reembalagem) já soma mais de US$ 1 trilhão mundialmente, sendo uma etapa do processo logístico fundamental para proteger o produto ao longo de seu percurso até o consumidor: pós-produção, armazenagem, transporte e delivery. Com a pandemia, esse papel cresceu ainda mais visto que grande parte dos produtos passou a ser entregue de forma individual na casa dos consumidores, perfil logístico que exigiu adaptações e estratégias ainda mais sofisticadas.

Não por acaso, um estudo da DHL de 2019 já apontava que nove entre dez executivos de logística esperavam que a estratégia de packaging teria um papel importante em seu negócio em um futuro próximo. Com a grande inflexão provocada pela pandemia esse futuro chegou mais cedo, com o e-commerce mantendo níveis elevados de demanda, a disseminação mais intensa de valores sustentáveis e busca incansável do consumidor por níveis altíssimos de serviço nas entregas.

Fica claro, portanto, a necessidade de inovar e buscar modelos de negócios que possam atender com eficiência e confiabilidade a esses desafios. Uma estratégia que desponta com grande potencial – e ainda muito pouco explorada aqui no Brasil – é a integração dos processos de packaging à cadeia de suprimentos.

Esta abordagem sai na frente desde o início ao eliminar um elo da cadeia de suprimentos – o trecho fábrica ou armazém até o fornecedor de embalagens –, o que por sua vez proporciona ganhos em termos de time to market, custos com transporte e gestão logística, estoques e perdas. Ao realizar esta etapa no armazém ou estoque de fábrica há também a otimização de ativos imobiliários.

A segunda vantagem, porém, é ainda maior. Com o provedor logístico envolvido desde o princípio, a embalagem é desenhada de forma a ter um aproveitamento maior, na etapa do estoque, da paletização e da cubagem para embarque. Com isso, economiza-se vários fretes e protege-se melhor o produto – pelo dimensionamento, desenho e materiais mais adequados.

Um parceiro adequado viabiliza também construir uma solução completa e personalizada, garantindo menores custos, melhor eficiência, maior qualidade e segurança. Aqui falamos de linhas automáticas de embalagens, como envolvedoras de filme plástico, empacotamento automático de cartonados, etiquetadoras, codificadoras, aplicadores de tags (incluindo nacionalização), sensores de segurança e até robôs colaborativos para movimentação de caixas e montagem de kits.

O uso mais intensivo da tecnologia é especialmente importante na área de e-commerce que lida com grande quantidade de pequenos pedidos, a realização de promoções relâmpago e grande picos de vendas, como é o caso da Black Friday. Imagina fazer tudo isso manualmente e sem os sistemas de TI adequados para supervisionamento? Em uma situação como esta, uma abordagem inadequada de packaging pode provocar atrasos, reclamações e até avarias nos produtos.

Por fim, tornar mais sustentável a área de packaging é uma questão que envolve metas sustentáveis das empresas e um diferencial competitivo para o consumidor. Para isso, é necessário utilizar o menor volume de materiais possível e que eles sejam reutilizáveis, recicláveis ou biodegradáveis.

Repensar a estratégia de packaging das empresas não é algo secundário, é preparar sua estratégia de negócios para uma nova configuração de mercado com características muito próprias e em constante evolução. Os ganhos financeiros (economia de custos e redução de fretes e avarias) e não-financeiros (maior agilidade, resiliência, flexibilidade, controle e inovação), em várias etapas, são muito elevados e podem proporcionar também um diferencial competitivo e uma estratégia sustentável bem desenvolvidas em relação ao consumidor final, distribuidores, varejistas e até no concorrido ambiente dos marketplaces.

*Head de Packaging Solutions da DHL Supply Chain na América Latina

Processo também auxilia sustentabilidade na cadeia de suprimentos

Muito além de um banco

Banrisul amplia carteira de crédito, qualifica seu portfólio de fundos de investimento e reforça seus investimentos em TI e inovação

Com ajustes nos incentivos comerciais, o Banrisul ampliou a carteira de crédito para R$ 38,7 bilhões em setembro de 2021, um avanço de 6,7% nos últimos 12 meses. O crédito comercial pessoa física apresentou aumento de R$ 790,9 milhões em um ano, alcançando R$ 22,2 bilhões em setembro. A expansão foi influenciada, principalmente, pela elevação do saldo das operações de crédito consignado que alcançaram o montante de R$ 17,6 bilhões. Foi ampliado o acesso ao crédito consignado no aplicativo Banrisul Digital e no Home Banking, sendo disponibilizada a aposentados e pensionistas do INSS, além de mais 80 convênios municipais e estaduais.

As operações de crédito comercial pessoa jurídica apresentaram saldo de R$ 6,8 bilhões em setembro de 2021, com evolução de R$ 619,8 milhões em relação ao mesmo período de 2020. Isso se deve, especialmente, às linhas de capital de giro, diante do aumento dos volumes concedidos em Fundo Garantidor – FGI. Adicionalmente, destaca-se o desempenho das linhas voltadas ao Agronegócio, bem como ao Comércio Exterior.

O Banco apresenta condições para seguir esse movimento de expansão de sua carteira de crédito. Ressalta-se, para tanto, a posição de liquidez e capital da Instituição. Uma prova disso é que o Banrisul possui 40% do total das captações em CDB em solo gaúcho. “O Banco buscou no início de 2021 uma captação externa de recursos, visando ampliar sua base de capital, iniciativa que possibilitará expandir a carteira de crédito ao longo dos próximos anos”, pontua o diretor de Finanças e Relações com Investidores do Banrisul, Marcus Vinícius Feijó Staffen.

No front de investimentos, o Banrisul ampliou seu portfólio de produtos. Com tradição na gestão de recursos de terceiros (Banrisul Fundo de Ações, por exemplo, possui mais de 50 anos de existência), o Banco passou a oferecer oito novas estratégias em fundos de investimento multimercados e ações. A parceria, construída ao longo de 2021, apresenta produtos de renomados gestores do mercado financeiro, como Absolute, AZ Quest, BTG Pactual, Claritas, Occam, Sharp e Vinci.

O veículo escolhido para distribuidor das novas estratégias, nas agências e canais digitais do Banrisul, é a dos Fundos Espelho – fundos de investimento em cotas (FIC), administrados e geridos pela Banrisul Corretora de Valores. “Dentro do aplicativo do Banco, existe uma área de investimentos onde os clientes podem optar pelas diferentes alternativas oferecidas pelo Banrisul, desde produtos tradicionais de captação bancária, como CDBs, LCI ou LCA, como também dos fundos do banco e dos gestores parceiros”, detalha Staffen.

Até setembro, o Banrisul investiu R$ 243,1 milhões em transformação digital e infraestrutura de TI. Com esse enfoque, o Banrisul concluiu a edificação do novo Datacenter, sustentável e de alto padrão de segurança, além do lançamento do Agrofácil Conecta, que facilitou a elaboração e o envio dos projetos técnicos, ampliando o acesso aos produtos da instituição ao agronegócio.

Banrisul amplia carteira de crédito, qualifica seu portfólio de fundos de investimento e reforça seus investimentos em TI e inovação

Exportações de calçados aumentaram 36,8% em 2021

A recuperação deve seguir ao longo deste ano

Os índices apontam para a consolidação da recuperação dos calçadistas brasileiros no mercado internacional

Em recuperação, especialmente a partir do segundo semestre do ano passado, as exportações de calçados registraram o embarque de 123,6 milhões de pares, que geraram US$ 900,3 milhões em 2021. Os resultados são superiores tanto em volume (+32%) quanto em valores (+36,8%) em relação a 2020. Em relação a 2019, os dados são 7,4% inferiores em divisas e 7,3% superiores em volume embarcado. Os dados foram elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que os índices apontam para a consolidação da recuperação dos calçadistas brasileiros no mercado internacional. “Neste ano, as exportações foram as principais responsáveis pela recuperação da atividade”, avalia, ressaltando que o câmbio e o aumento dos embarques para os Estados Unidos tiveram papel fundamental no crescimento dos embarques. Segundo ele, a recuperação deve seguir ao longo de 2022. “No ano, devemos crescer mais 5% sobre a base de 2021”, projeta.

No ano passado, o principal exportador brasileiro foi o Rio Grande do Sul. Respondendo por 45% do valor gerado com embarques de calçados, as fábricas gaúchas exportaram 32,7 milhões de pares, que geraram US$ 403,8 milhões, incrementos de 48,7% em volume e de 38% em receita na relação com 2020.

Assim como as exportações, as importações de calçados encerraram o ano em alta. Em dezembro, o Brasil importou 2,3 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 20 milhões. As altas são de 55,3% em volume e de 5,4% em divisas na relação com dezembro de 2020. As principais origens dos calçados importados seguem sendo os países asiáticos, com destaque para a China, que apesar de não ser a principal origem – fica atrás de Vietnã e Indonésia – foi o país que registrou maior aumento de embarques de calçados para o Brasil ao longo de 2021.

Somente em dezembro, foram importados 1,5 milhão de pares das fábricas chinesas, 294% mais do que no mesmo mês de 2020. No acumulado dos 12 meses, as importações chinesas somaram 9,8 milhões de pares e US$ 36,6 milhões, altas de 58,4% e 3%, respectivamente, ante 2020. “Em dezembro, os calçados chineses entraram no Brasil a um preço médio US$ 3, um claro indício de dumping – quando os preços para exportações são diferentes dos praticados no mercado interno, uma prática considerada desleal pela Organização Mundial do Comércio (OMC)”, comenta Ferreira, acrescentando que existe um processo para a renovação da sobretaxa antidumping contra o calçado chinês em análise na Câmara de Comércio Exterior.

A recuperação deve seguir ao longo deste ano

Mercado diminui novamente previsão de crescimento da economia

Segundo o boletim Focus, estimativa passou de 0,36% para 0,28%

A previsão do mercado para a taxa básica de juros, a Selic, em 2022, aumentou em relação ao projetado na semana passada, passando de 11,5% para 11,75%

O mercado financeiro diminuiu mais uma vez a previsão para o crescimento da economia brasileira neste ano. As projeções constam do segundo boletim Focus de 2022, que aponta um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,28%, ante os 0,36% projetado na primeira semana do ano. O boletim, divulgado pelo Banco Central (BC), reúne a projeção do mercado para os principais indicadores econômicos do país. Na última semana de 2021, a previsão do mercado era de um crescimento de 0,42% e há quatro semanas, a previsão era de 0,5%.

No boletim o mercado manteve em 4,5% a previsão do PIB para o ano de 2021. Há quatro semanas a previsão era de um crescimento de 4,71%, em 2021. Para 2022, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação das duas últimas semanas, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficando em 5,03%. Para 2021, a previsão para o IPCA, considerado a inflação oficial do país, também variou para baixo, de 10,01% para 9,99%. É a quinta redução depois de 35 semanas consecutivas de alta da projeção.

A previsão do mercado para a taxa básica de juros, a Selic, em 2022, aumentou em relação ao projetado na semana passada, passando de 11,5% para 11,75%. Atualmente a Selic, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), está em 9,25% ao ano. Para a próxima reunião do órgão, em fevereiro, o Copom já sinalizou que deve elevar a taxa em 1,5 ponto percentual. A expectativa do mercado para a cotação do dólar em 2022 se manteve igual ao projetado na semana passada, ficando em R$ 5,60.

Com Agência Brasil 

Segundo o boletim Focus, estimativa passou de 0,36% para 0,28%