Archives 2022

Marketing de mãos amarradas

E se as regras da OAB valessem em outros setores?

A OAB estabeleceu que é necessário respeitar certos preceitos para praticar o “marketing jurídico”

Semana passada falei das origens históricas do preconceito contra o marketing, ao comentar um comercial de refrigerante que ironizava clichês das propagandas de bebidas (relembre aqui).

Hoje, falo um pouco de como o marketing é visto – ou de como passou a sê-lo – por uma categoria profissional que regulamenta bastante sua utilização entre seus integrantes, os advogados.

Em meados do ano passado, a OAB aprovou a utilização do chamado “marketing jurídico”. Um avanço, segundo uma das conselheiras que participou das discussões, visto que até então “expressões como marketing jurídico e publicidade eram demonizadas na advocacia” (Valor Econômico, 18/09/21).

A entidade estabeleceu, contudo, que é necessário respeitar certos preceitos para praticá-lo. Anúncios não podem induzir a contratação de serviços nem estimular litígios; cabe à publicidade ser “sóbria, discreta e informativa”. Publicidade que não pode ser veiculada em todos os meios de comunicação. Internet e mídia impressa estão liberados; rádio, TV e outdoors, não (vide resumo das normas aqui, mediante cadastro). Continua proibido falar em preço e condições de pagamento, distribuir brindes para não clientes e enviar mala direta para quem não a tenha solicitado.

Mas o que mais chama a atenção foram as orientações quanto a não permitir “a ostentação de bens relativos ao exercício ou não da profissão, como uso de veículos, viagens, hospedagens e bens de consumo” (Folha de S. Paulo, 26/09/21). Aparentemente, a OAB quer evitar o surgimento de influenciadores digitais que se valham de apelos superficiais para angariar fama e, por conseguinte, clientes. Assim como fica vedado fornecer informações quanto “às dimensões, qualidades ou estrutura física do escritório”, num sinal de que, para a Ordem, as instalações de uma sede não devem servir de indicador da qualidade dos serviços prestados, ao contrário do que a literatura em marketing de serviços prescreve.

Num primeiro momento, achei as normas da OAB um tanto quanto draconianas, repletas de proibições aparentemente sem sentido. E antipáticas, pois tratam o cidadão comum, potencial contratante de serviços advocatícios, como um sujeito hipossuficiente, incapaz de separar joio do trigo na hora de escolher um causídico.

Depois, pensando melhor, exceto por um aspecto ou outro passível de discussão, me pareceu uma tentativa sincera de a entidade fazer com que sua atividade profissional não seja promovida como um produto ou serviço inofensivo, que não possa vir a acarretar consequências danosas e duradouras a um cidadão desavisado. E de garantir que este, leigo, não se deixe levar por apelos fáceis tão comuns no mundinho das compras cotidianas, como brindes, aparências e preços. Proporcionar, tanto quanto possível, uma escolha menos poluída de distrações, em um recado de que a suposta capacidade natural de depuração do mercado é, no mínimo, questionável na visão da categoria.

Algo que nos provoca a pensar: e se outros tantos setores tivessem regulamentações parecidas? Será que não faríamos escolhas melhores como consumidores? Afinal, somos hipossuficientes de conhecimento não apenas em direito, como também em tecnologia, finanças e medicina, entre tantos assuntos. Será que, para todas estes ramos, limitar um pouquinho o espectro de ação do marketing não significaria empoderar o consumidor e equilibrar um pouco a relação de poder entre ele e as empresas?

Provavelmente, sim. Mas daí, paradoxalmente, acabaríamos precisando menos de…advogados.

E se as regras da OAB valessem em outros setores?

RBS de olho em todas as telas

Grupo investirá R$ 70 milhões até 2024 para modernizar a televisão, mas sem deixar de lado os meios digitais

Além do aporte de TV, R$ 14 milhões ainda vão garantir a modernização da infraestrutura de rádio

Apesar da constante evolução dos canais digitais nos meios de comunicação, as receitas de mídia tradicional ainda são as principais responsáveis pela receita. No Grupo RBS, a televisão é responsável por mais da metade do faturamento, que, em 2020, alcançou a cifra de R$ 470,9 milhões, de acordo com 500 MAIORES DO SUL.

Não sem razão, a empresa anunciou em julho de 2021 um robusto aporte de R$ 70 milhões até 2024. O montante será destinado à modernização dos parques tecnológicos de rádio e TV. O investimento é proporcional à representatividade do meio no caixa: a RBS TV receberá R$ 49 milhões no período, em sintonia com novidades como o avanço pós-TV digital, com a personalização de conteúdo nas TVs 2.5 e 3.0, e a evolução dos aparelhos.

Além do aporte de TV, R$ 14 milhões ainda vão garantir a modernização da infraestrutura de rádio, de modo que a companhia possa adotar soluções como como rádio híbrida – emissora com conteúdo de vídeo e mídia programática –, além de facilitar a integração com dispositivos automotivos, assistentes digitais e Internet das Coisas (IoT).

Mas a RBS não abre mão de concentrar esforços nas mídias digitais. “Os formatos tradicionais de se fazer jornalismo e entretenimento ainda são indispensáveis para os nossos negócios, mas, ano a ano, o digital ganha cada vez mais força como protagonista da nossa estratégia”, afiança Claudio Toigo Filho, CEO da RBS.

Toigo conta que a área tem uma equipe comercial dedicada à construção de soluções de comunicação digital para os clientes, de modo a construir propostas customizadas para cada um. “Essa estratégia tem se mostrado vencedora e nos proporcionou crescer 20% em receita com produtos digitais das marcas entretenimento entre 2019 e 2020”, comemora.

Este conteúdo integra o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Grupo investirá R$ 70 milhões até 2024 para modernizar a televisão, mas sem deixar de lado os meios digitais

Laboratórios registram cinco vezes mais exames de Covid-19 em Curitiba e região

Índice de positividade saltou para cerca de 30 a 40% depois das festas de fim de ano na Unimed Laboratório, Grupo LCA e Lanac

Grandes redes referem-se às festas de fim de ano como um marco para o segmento

Os laboratórios de Curitiba e região vêm registrando uma escalada no número de exames para detecção de Covid-19, assim como no volume de resultados positivos. Grandes redes como a Unimed Laboratório, Grupo LCA e Lanac referem-se às festas de fim de ano como um marco para o segmento. De acordo com o médico endocrinologista Mauro Scharf, diretor técnico da Unimed Laboratório, que tem 20 unidades na Região Metropolitana de Curitiba, em novembro e no início de dezembro o laboratório realizava, em média, 100 a 150 exames de Covid por dia. No final de 2021 esse número começou a subir e hoje são realizados cerca de 600 exames diários. Também a taxa de positividade saltou de 2,2% no dia 24 de dezembro para 38% em 2 de janeiro de 2022.

O superintendente Milton Zymberg relata que o número de agendamentos por dia aumentou aproximadamente cinco vezes no período. “Hoje temos capacidade de realizar 800 coletas de RT PCR Covid por dia, mediante agendamento e em sistema drive thru. O nível de positividade média móvel está em 30,2% no nosso universo de exames”, conta. Com relação ao exame para influenza PCR, as unidades conseguem atender até 30 pessoas por dia, mas a procura ainda está abaixo dessa quantidade.

O Grupo LCA registrou um aumento de 250 exames de Covid por dia no fim de 2021 para 1,5 mil por dia na primeira semana de janeiro, com cerca de 30% de positividade. Os testes para detecção de Influenza A e B já chegam à média de 300 por dia. Com 12 laboratórios e 90 unidades – dedicados à análises clínicas, ambientais e toxicológicas no Paraná, Minas Gerais e Santa Catarina –, o Grupo LCA atende também a 20 hospitais e ainda consegue testar os pacientes sem agendamento prévio, informa a gerente administrativa Olívia Lunedo.

Já o Lanac – Laboratório de Análises Clínicas esgotou em 12 dias todos os testes rápidos para identificação de Influenza A, B e Covid-19, simultaneamente. A previsão é receber novos kits a partir desta semana. O laboratório estava realizando em novembro e dezembro uma média de 140 testes por dia, entre sorológicos, antígenos e RT-PCR. Na segunda-feira (3) chegou a 554 testes, com uma média de 30% positivados, e a alta demanda se manteve na primeira semana do ano. Em um dia apenas, realizou 759 testes e a demanda só cresce. A empresa possui 63 unidades de atendimento em diversos bairros de Curitiba e região, além de Ponta Grossa e Rio Branco do Sul.

Índice de positividade saltou para cerca de 30 a 40% depois das festas de fim de ano na Unimed Laboratório, Grupo LCA e Lanac

Mapa catarinense aponta duas regiões no nível alto

Houve piora na Grande Florianópolis e na região Carbonífera

Até 9 de dezembro 70,2% da população catarinense estava com o esquema completo de imunização

A matriz de risco potencial regionalizado divulgada neste sábado (8) revela 15 regiões classificadas como risco potencial moderado (cor azul) e duas regiões no nível de risco alto (cor amarelo). Em um comparativo com o relatório divulgado na semana anterior, houve piora na Grande Florianópolis e na região Carbonífera, que antes estavam em risco moderado e agora estão em alto risco. As regiões Meio Oeste e Nordeste, porém, melhoraram nos indicadores.

Na dimensão de gravidade, que contempla os indicadores de mortalidade e tendência de internação por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), todas as regionais de saúde foram classificadas no alto risco, com exceção de Xanxerê. Diferente da matriz divulgada na semana passada, nenhuma região se encontra no nível grave.

Em relação à transmissibilidade, que monitora o número de casos ativos que estão no período em que é possível a transmissão da doença e a taxa de reprodução (Rt), ocorreu uma piora no cenário, refletindo o aumento de casos notificados nos últimos dias. Enquanto na matriz divulgada no dia 1 de janeiro, todas as regiões estavam no nível alto (1) ou moderado (16), nesta semana a região Carbonífera foi classificada no nível gravíssimo e as regionais do Extremo Sul Catarinense e Grande Florianópolis no nível grave. As demais estão no nível alto (5) e moderado (9).

O acesso aos sistemas de informação para registro de casos leves, hospitalizações e óbitos de Covid-19 foi restabelecido no fim do mês de dezembro. No dia 9 do mesmo mês, os sistemas que realizam o monitoramento da Covid-19 no Brasil haviam sido afetados devido a um ataque hacker sofrido pelo Ministério da Saúde. Desta forma, desde o restabelecimento, os dados têm sido registrados normalmente nos sistemas pelos municípios, permitindo uma análise da situação que reflete no mapa de risco potencial das regiões.

Na capacidade de atenção, as regiões Nordeste e Grande Florianópolis foram classificadas no nível alto (ocupação de 36% e 22%, respectivamente), enquanto as demais se encontram no nível moderado, com taxas de ocupação abaixo de 20%. Enquanto na última matriz uma região estava no nível grave nessa dimensão, nesta semana nenhuma região se encontra neste nível, demonstrando que não existe comprometimento da capacidade de atenção até o momento.

Na dimensão do monitoramento, que reflete a cobertura vacinal e a variação semanal de casos, todas as regiões foram avaliadas com risco moderado, condição que está melhor em relação à última matriz. Nesta semana, pelo restabelecimento do acesso às informações dos sistemas do Ministério da Saúde, não ocorreu o represamento de dados. Entretanto, a análise demanda cautela, pois o acesso aos dados do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SIPNI) ainda não foi restabelecido. Assim, a última informação disponível é do dia 9 de dezembro, onde 70,2% da população estava com o esquema completo de imunização.

O principal objetivo da matriz de risco é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Houve piora na Grande Florianópolis e na região Carbonífera

BRDE supera meta histórica com movimento de R$ 4,1 bi em contratações

Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul atingem resultados 25% superiores ao ano anterior

Esse foi o melhor desempenho na história do banco, no ano em que completou 60 anos de sua existência

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) atingiu em 2021 seu recorde histórico de negócios, com R$ 4,1 bilhões movimentados em contratações, ultrapassando os números do ano anterior em 25%. Também foram superadas as projeções de contratos no mesmo período: o total de 8.428, enquanto em 2020 foram firmados 4.553. Esse foi o melhor desempenho na história do banco, no ano em que completou 60 anos de sua existência. Em 2013 era registrada a melhor marca até então, quando as aplicações chegaram a R$ 3,7 bilhões.

Para o diretor-presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski, em um ano ainda desafiador, por questões ligadas a pandemia da Covid-19, as estratégias de financiamento e liberação de recursos, entre outras ações “permitiram superar as metas estabelecidas e tornou 2021 um ano de resultados concretos e robustos, o que demonstrou o compromisso da instituição com o crescimento econômico e social, mesmo na adversidade”, refletiu Bley.

“Há muitas parcerias com cooperativas de crédito, com operações de segundo piso, que nos dá uma pulverização desses recursos, uma redução do tíquete médio, traçando um perfil menos sisudo e mais acessível às necessidades da sociedade”, completou o presidente.

Os setores de comércio e serviço representaram cerca de 32% dos contratos firmados no BRDE, enquanto a agropecuária atingiu em torno de 25%; a indústria e infraestrutura próximo aos 22% cada uma. Quanto ao porte de investimentos, R$ 638 milhões foram destinados aos produtores rurais e R$ 824 milhões para micro e pequenas empresas.

“É importante destacar também as captações das fontes de recursos: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) representou 59%; BRDE 10,7% e Ministério do Turismo com apoio ao setor com R$ 287 milhões”, enfatiza Bley.

Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul atingem resultados 25% superiores ao ano anterior

Curitiba tem maior alta da cesta básica em dezembro

Florianópolis e Porto Alegre possuem o maior custo

O valor da cesta básica aumentou em todas as 17 capitais onde o Dieese realiza sua pesquisa

O valor da cesta básica aumentou em 2021 nas 17 capitais onde o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) realiza a pesquisa nacional da cesta básica de alimentos.

Segundo os dados, na comparação de dezembro de 2021 com o mesmo mês do ano anterior, as altas mais expressivas ocorreram em Curitiba (16,3%), Natal (15,4%), Recife (13,4%), Florianópolis (12%) e Campo Grande (11,2%). As menores taxas acumuladas foram as de Brasília (5%), Aracaju (5,4%) e Goiânia (5,9%).

A pesquisa revelou que, de novembro para dezembro de 2021, o valor da cesta básica subiu em oito cidades, com destaque para Salvador (2,4%) e Belo Horizonte (1,7%). A redução mais importante foi registrada em Florianópolis (retração de 2,9%).

Em dezembro de 2021, o maior custo da cesta foi o de São Paulo (R$ 690,51), seguido de Florianópolis (R$ 689,56) e Porto Alegre (R$ 682,90). Segundo as estimativas do Dieese, em dezembro de 2021, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 5.800,98 o que representa 5,27 vezes o atual, de R$ 1.100.

Os dados mostram que entre dezembro de 2020 e de 2021 tiveram alta acumulada de preços em quase todas as capitais pesquisadas a carne bovina de primeira (de 5% em Aracaju a 18,7%, em Porto Alegre), açúcar (entre 32,1% em Fortaleza e 73,2% em Curitiba), óleo de soja (de 8,9% em Goiânia a 11,6% em Campo Grande), pó de café (entre 39,4% em São Paulo a 112,4% em Vitória) e o tomate – com variações expressivas em Natal (102,2%) e Florianópolis (43,8%).

Com Agência Brasil

Florianópolis e Porto Alegre possuem o maior custo

Indústria automobilística projeta um 2022 com discreta melhora

Anfavea projeta vendas de 2,3 milhões de veículos, uma alta de 8,5% sobre 2021

Falta de semicondutores e reajustes envolvendo insumos seguirão pressionando os preços dos automóveis no país

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou nesta sexta-feira (7) os números do fechamento de 2021, com ligeira melhora na comparação com o crítico ano de 2020, mas ainda aquém do potencial de demanda interna e externa por autoveículos. “A crise global de semicondutores provocou diversas paralisações de fábricas ao longo do ano por falta de componentes eletrônicos, levando a uma perda estimada em 300 mil veículos. Para este ano, a previsão ainda é de restrições na oferta por falta de componentes, mas num grau inferior ao de 2021, o que projeta mais um degrau de recuperação”, afirmou o Luiz Carlos Moraes, presidente da entidade.

Para este ano, a Anfavea projeta vendas de 2,3 milhões de veículos, uma alta de 8,5% sobre 2021. Ao falar sobre estimativas, Moraes adotou um tom de otimismo moderado. “Apesar das turbulências econômicas e do ano eleitoral, apostamos numa recuperação de todos os indicadores da indústria, que poderiam ser ainda melhores se houvesse um ambiente de negócios mais favorável e uma reestruturação tributária sobre os produtos industrializados”, destacou Moraes.

Ele destacou que a cadeia automotiva nacional ainda deve sofrer as consequências da escassez de semicondutores. Esse fator, além dos reajustes envolvendo insumos, seguirão pressionando os preços dos automóveis. No Brasil, entre janeiro de 2020 e dezembro de 2021, os carros novos sofreram um reajuste de 14%, enquanto os usados cerca de 22%. Por essa razão, a associação rechaça que as siderúrgicas aumentem o aço em até 50%, como algumas empresas têm anunciado. “Vamos para a mesa de negociação brigar por cada centavo, pois os brasileiros têm condições limitadas para adquirir automóveis”, afirmou.

Moraes também não descarta que as fábricas venham a paralisar a produção nos próximos meses, a depender do grau de proliferação da ômicron, a nova variante do coronavírus. “Estamos observando atentamente esse tema. As montadoras, por sua vez, estão reforçando a comunicação com seus funcionários para que tenham o menor impacto possível. Em nossa projeção de crescimento para este ano, no entanto, não levamos em conta a realização de novos lockdowns. Caso isso aconteça, revisaremos nossos números”, explicou.

Produção
Dezembro foi o melhor mês do ano, com 210,9 mil veículos produzidos. Com isso, o ano fechou com 2,2 milhões de unidades, alta de 11,6% sobre 2020. No ranking global de produtores, o Brasil retomou a oitava colocação perdida no ano anterior para a Espanha. Para este ano, a expectativa é de um aumento de 9,4%, com 2,4 milhões de unidades produzidas.

Como ocorre tradicionalmente, o último mês do ano também foi o de maior volume de vendas, com 207,1 mil unidades licenciadas. Mesmo assim, foi o pior dezembro em cinco anos. O acumulado chegou a 2,1 milhões de unidades, apenas 3% acima de 2020, o que manteve o Brasil na sétima colocação do ranking global, por poucas unidades atrás da França.

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Anfavea projeta vendas de 2,3 milhões de veículos, uma alta de 8,5% sobre 2021

CooperAliança inaugura frigorífico de R$ 83 milhões em Guarapuava

Empreendimento gera 219 empregos diretos e outros 373 indiretos

A CooperAliança Carnes Nobres tem 147 cooperados em 61 municípios do Paraná

Principal produtor de proteína animal do país, com destaque para as carnes de frango, porco, peixes, leite e ovos, o Paraná avança também no abate de cordeiro e gado de corte. Com apoio das linhas de crédito e programas fiscais do governo paranaense, o novo projeto da CooperAliança Carnes Nobres, iniciado oficialmente nesta quinta-feira (6), prevê abater, entre os diferentes animais, 345 cabeças por dia. O investimento total é de R$ 83 milhões, com a geração 219 empregos diretos.

A construção da sede própria e da planta industrial da CooperAliança Carnes Nobres em Guarapuava começou em 2014, com o objetivo de ganhar mercado internamente, mas também de olho na exportação para outros países, especialmente após a conquista pelo Paraná da chancela internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação. “Nosso produto tem qualidade e procedência, habilitada pelo serviço de inspeção federal. Já estamos em tratativas com o Japão e pensamos sim em entrar nesses mercados mais exigentes”, destacou o presidente da CooperAliança, Edio Sander.

Além do frigorífico, o complexo abrigará também os escritórios dos projetos bovinos e ovinos, além do departamento administrativo. O investimento de R$ 83 milhões da cooperativa contou com o apoio das linhas de crédito do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e de incentivos fiscais do governo paranaense. O frigorífico tem 75 mil metros quadrados e capacidade para abater 345 animais por dia entre bovinos e ovinos. São 219 empregos diretos e outros 373 indiretos, nas propriedades dos cooperados. A CooperAliança Carnes Nobres começou suas atividades em 1998. Atualmente são 147 cooperados em 61 municípios do Paraná.

Também nesta quinta, a Cooperativa Agrária, de Entre Rios, inaugurou uma das mais modernas unidades de multigrãos do Brasil.A Unidade Multigrãos teve investimentos de R$ 32 milhões. Ali será feita recepção de até 200 toneladas por hora de produtos, particularmente feijão e cereais. Os equipamentos possibilitarão beneficiamento de 20 toneladas por hora. A edificação reserva 2 mil metros quadrados para armazenamento dos produtos.

Empreendimento gera 219 empregos diretos e outros 373 indiretos

BNDES financia obras em rodovias no Sul

Obras vão gerar 1.078 empregos diretos no PR e em SC

As obras incluem a pavimentação de cerca de 95,7 quilômetros sem asfaltamento

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiará obras de implementação e restauração em 153,6 quilômetros, sendo 126,8 quilômetros em Santa Catarina e 26,8 quilômetros no Paraná. As obras incluem a pavimentação de cerca de 95,7 quilômetros em leito natural, ou seja, sem asfaltamento. Os projetos devem gerar 1.078 empregos diretos durante sua implementação.

A expectativa é que as obras ampliem a segurança nas vias, diminuam os tempos de deslocamento e aumentem o conforto de motoristas e passageiros. Como consequências, também são esperados reflexos econômicos positivos pois as vias servem de acesso a importantes regiões agrícolas, industriais e turísticas. O volume financiado pelo BNDES será de R$ 592,1 milhões e os investimentos totais chegam a R$ 657,8 milhões. Os financiamentos estão sendo contratados diretamente com os governos estaduais.

“Os investimentos na malha viária do Paraná e Santa Catarina resultarão em melhores condições de trafegabilidade em vias importantes para escoamento de produção local, marcada pela relevante presença de atividades agrícolas, com impacto positivo na dinâmica econômica, na segurança de trânsito e na qualidade de vida da população”, explica Bruno Aranha, diretor de crédito produtivo e socioambiental do BNDES.

Paraná
O projeto do Paraná contempla a restauração e duplicação de trecho de 21,8 quilômetros da PR-317 ligando Maringá a Iguaraçu, na região noroeste do estado, além de intervenções em 5,02 quilômetros em vias secundárias. Também serão realizadas obras em três interseções em desnível, cinco retornos em nível, duas passarelas e duplicação da ponte existente. A iniciativa gerará 263 empregos diretos durante as obras, que devem ser concluídas em agosto de 2023.

Esse trecho se insere no contexto mais amplo de melhoria e ampliação da capacidade das Rodovias PR-317, com 453,4 quilômetros de extensão que liga o norte do Estado, na divisa com o Estado de São Paulo e o Oeste, atravessando três regiões metropolitanas (Maringá, Campo Mourão e Toledo), e a BR-369, em trecho contíguo entre Campo Morão e Cascavel.

Em parceria com o governo federal, foi desenvolvido um plano de concessões do Paraná, que abrange trechos dessas rodovias. Associados a investimentos financiados pelo Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID) no trecho entre a divisa com São Paulo e Iguaraçu e estruturados para concessão à iniciativa privada nos trechos Maringá – Campo Mourão da PR-317 e Campo Mourão – Cascavel da BR-369, o projeto contribui para a valorização dos ativos a serem concedidos em trecho imediatamente posterior.

Santa Catarina
Em Santa Catarina serão realizadas obras de pavimentação na SC-350 (Abelardo Luz – Passos Maia), SC-451 (Frei Rogério – Fraiburgo) e SC-108 (Jacinto Machado – Praia Grande), totalizando 95,7 quilômetros de vias que receberão asfalto pela primeira vez. Além disso, serão restaurados 20 quilômetros da SC-283 (Águas de Chapecó – Palmitos) – com ampliação da capacidade de tráfego – e 11 quilômetros da SC-110 (Pomerode – Pé de Serra). As obras no estado gerarão 815 empregos diretos. O financiamento do BNDES será de até R$ 382,4 milhões e o investimento total, de R$ 424,8 milhões. A previsão de conclusão do projeto é para dezembro de 2023.

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Obras vão gerar 1.078 empregos diretos no PR e em SC

Balança comercial do Sul fecha 2021 com déficit

Região foi responsável por 18,1% das exportações e por 24,4% das importações no ano

Paraná e Rio Grande do Sul tiveram superávit, enquanto Santa Catarina ficou no vermelho

A balança comercial do Sul encerrou 2021 com um déficit de US$ 3,1 bilhões. Um ano antes a região obtinha um superávit de US$ 4,6 bilhões. No período, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul exportaram US$ 50,4 bilhões e importaram R$ 58 bilhões. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (7) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), vinculado ao Ministério da Economia, e compilados pelo Portal AMANHÃ.

Nos números por estado, o Rio Grande do Sul fechou o acumulado anual com saldo positivo de US$ 9,3 bilhões, enquanto o Paraná teve superávit de US$ 2 bilhões. Já Santa Catarina acumulou déficit (confira os números detalhados na tabela abaixo). Porém, os catarinenses têm uma peculiaridade: o estado é porto de entrada de produtos importados que, depois, são distribuídos para outras regiões do Brasil. Segundo cálculos da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), cada contêiner, independentemente do que carregue, deixa US$ 1200 (cerca de R$ 7 mil) na economia do estado. O Sul foi responsável por 18,1% das exportações e por 24,4% das importações entre janeiro e outubro.

Os principais produtos da pauta exportadora do Sul no período foram soja, inclusive farelo, carnes de aves e de porco, além de geradores elétricos. No sentido inverso, a região importou cobre, combustíveis, têxteis, adubos e peças para veículos.

Metodologia
Em abril de 2021, o Ministério da Economia mudou o cálculo da balança comercial. Entre as principais alterações, estão a exclusão de exportações e importações fictas de plataformas de petróleo. Nessas operações, plataformas de petróleo que jamais saíram do país eram contabilizadas como exportação, ao serem registradas em subsidiárias da Petrobras no exterior, e como importação, ao serem registradas no Brasil.

Outras mudanças foram a inclusão, nas importações, da energia elétrica produzida pela usina de Itaipu e comprada do Paraguai, num total de US$ 1,5 bilhão por ano, e das compras feitas pelo programa Recof, que concede isenção tributária a importações usadas para produção de bens que serão exportados. Toda a série histórica a partir de 1989 foi revisada com a nova metodologia.

Região foi responsável por 18,1% das exportações e por 24,4% das importações no ano

Processadores: os bons, os ruins e os ideais

Antes de ir para a loja, é preciso entender qual o seu propósito

Atualmente existem dois players principais e um secundário no mundo dos processadores de computador

Quando você compra um computador, seja para uso pessoal, seja para uso profissional, é importante entender as suas necessidades e os componentes da máquina em que você irá colocar seus investimentos.

Existem diversos componentes básicos para um computador, como processador, placa mãe, memória RAM, fonte e HD. Cada um responsável por desempenhar um papel específico. Além desses, outros componentes opcionais podem ser utilizados dependendo da necessidade do usuário, tais como placas de rede, vídeo, áudio, captura e diversas outras. Neste post focaremos nos processadores, suas funções e quais os mais adequados para cada função.

Antes de ir para a loja, é preciso entender qual o seu propósito, uma vez que, no mundo dos processadores, entrar em uma loja e pedir a “melhor opção possível” não é uma boa conduta. Em primeiro lugar defina qual será o uso primário da máquina.

Servidor: máquina utilizada para executar tarefas centralizadas dentro de uma estrutura;

Serviço: aparelho destinado ao ambiente de trabalho, focado no usuário padrão e na utilização de programas de baixa demanda virtual (arquivos de texto e administrativos);

Workstations: máquina destinada para serviços que demandam maior desempenho computacional, tais como edição de som, vídeo e imagem;

Gaming: aparelho focado em atividades de lazer, exigem grande poder computacional e placas de vídeo dedicadas;

Científico: máquinas de altíssimo desempenho computacional destinadas a analisar volumes imensos de dados.

Existem outras funções, no entanto, é possível classificá-las em subcategorias dos itens acima.

Os grandes nomes do mercado
Atualmente existem dois players principais e um secundário no mundo dos processadores de computador, sendo eles, Intel, AMD e Apple respectivamente. Enquanto as duas gigantes do hardware competem no mercado geral com uma boa variedade de modelos, a Apple reina em seu próprio segmento e em suas próprias máquinas, que abriram mão dos chips dos concorrentes pelo seu próprio processador, o Apple M1. Os componentes no setor de tecnologia podem ser definidos em três categorias:

High end: produtos topo de linha, que apresentam o melhor desempenho. O preço desses itens, no entanto, é bem alto e deve ser avaliado com cautela;

Mid end: são intermediários, que apresentam a melhor performance em relação ao valor. São confiáveis e devem atender a maioria dos usuários que não tenham demandas específicas;

Low end: são produtos feitos com o valor em mente e apresentam um desempenho abaixo dos demais, porém, atendem bem demandas de escritórios e a utilização do dia a dia.

Além das três categorias acima, existem também as linhas “B”, que são produtos secundários, que além de apresentarem performances baixíssimas, não se justificam pelo preço.

As linhas
Quando explicamos as necessidades, era para que ao chegar nas linhas de processadores você entendesse qual caminho seguir em qual marca.

Servidores e Workstations: para essas máquinas, existem linhas específicas, focadas em alto desempenho, confiabilidade e potência. Dentro dessa área temos os processadores Xeon da Intel e os Threadripper da AMD. Sendo muito mais caros que as linhas principais, eles são destinados para profissionais que utilizem softwares específicos ou para servidores que exijam confiabilidade absoluta;

Serviços: para computadores de serviço, as linhas principais são o suficiente e na maioria das vezes, processadores mid ou low end irão atender todas as necessidades do usuário, não exigindo gastos desnecessários em opções mais potentes;

Gaming: este é o principal alvo dos processadores high end como os Intel i7 e i9 e os Ryzen 7 ou superiores. São produtos para entusiastas que desejam tirar o máximo de performance da máquina, mesmo que muitas vezes chips mid end sejam o suficiente.

Os ruins
Por fim, existem linhas “B” que não são recomendadas. São componentes muito fracos e o custo não justifica, sendo melhor optar por opções low end como os Intel i3 e os Ryzen 3. Produtos como o Intel Celeron e os antigos AMD Duron (fora de linha), são feitos para o público leigo, mas não compensam a pouquíssima economia em relação aos low end.

O jeito mais fácil e rápido de decidir é verificar quais as aplicações que você irá utilizar e quais os requisitos mínimos e recomendados. Caso seu uso seja para servidores, é fundamental olhar a demanda que ele terá durante sua operação, o que irá necessitar de um profissional mais especializado. Lembre-se de planejar muito bem seus investimentos de modo a tirar o melhor custo-benefício das tecnologias.

Antes de ir para a loja, é preciso entender qual o seu propósito

A Unimed Porto Alegre elegeu sua tríade

Empresa conta com o avanço da vacinação, a retomada econômica e os empregos para que o setor recupere a perda de beneficiários

O gerenciamento dos recursos da cooperativa, com foco na redução de custos e despesas, fez com que a operadora colhesse melhores resultados ao longo de 2021

Entre 2019 e 2020, houve uma redução de aproximadamente 300 mil beneficiários de planos de saúde no Brasil, e a principal razão para a debandada foi o expressivo aumento do desemprego durante o período da pandemia. Não foi diferente na Unimed Porto Alegre, mas as medidas tomadas para retenção dos usuários surtiram efeito. Tanto é que até setembro de 2021 a operadora já conquistou mais de 24 mil novos clientes e a expectativa é fechar o ano com mais de 36 mil novas vidas na carteira, o que significa a projeção de um crescimento de 2,9%. Com isso, a empresa tem expectativa de fechar 2021 com uma receita na ordem de R$ 3,4 bilhões – praticamente 10% a mais que o valor de 2020.

Ainda que não revele quanto deva faturar em 2022, a Unimed Porto Alegre tem uma visão mais otimista. “As recentes medidas da ANS, que regulamentam o reajuste dos planos de pessoa física, impactarão no resultado”, prevê Flávio da Costa Vieira, presidente do Conselho de Administração da Unimed Porto Alegre. “Lembro que em 2021 o efeito da alta foi negativo. Consequentemente, os resultados da tríade vacinação, retomada econômica e empregos refletirão na saúde suplementar e irão colaborar para que a redução de beneficiários sentida em 2020 e ao longo de 2021, causada pelo expressivo aumento do desemprego durante o período da pandemia, seja retomada”, acredita.

O gerenciamento dos recursos da cooperativa, com foco na redução de custos e despesas, fez com que a operadora colhesse melhores resultados ao longo de 2021. “Se por um lado tivemos diminuição de procedimentos e cirurgias eletivas, em relação ao panorama da Covid-19 e suas complicações, os custos foram bem elevados”, pondera Vieira.

“Apesar disso, mantivemos o contínuo monitoramento dos rumos do mercado, estruturamos uma política de retenção mais adaptada ao cenário da pandemia e criamos um plano robusto para mitigar os impactos projetados.” Enquanto aguarda águas mais calmas, a operadora tem mantido investimentos em tecnologia aplicada à gestão da saúde. A Unimed Porto Alegre planeja inaugurar, no primeiro semestre de 2022, um novo centro de diagnóstico em Porto Alegre e, ainda, uma unidade na zona norte da capital.

Este conteúdo integra o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Empresa conta com o avanço da vacinação, a retomada econômica e os empregos para que o setor recupere a perda de beneficiários

Ratinho Junior testa positivo para Covid-19

Governador do PR permanecerá em isolamento em Curitiba pelos próximos dias

Ratinho Junior cancelou agenda em função do diagnóstico

O governador Carlos Massa Ratinho Junior testou positivo para Covid-19 nesta sexta-feira (7). Ele está bem, sem sintomas e permanecerá em isolamento em Curitiba pelos próximos dias.

Ele participaria, nesta semana, da inauguração da indústria de proteína animal da CooperAliança, um investimento de R$ 83 milhões que recebeu apoio do Estado, e de um centro de eventos da cooperativa Agrária, no distrito de Entre Rios, em Guarapuava, mas a sua presença foi cancelada por conta do diagnóstico.

Governador do PR permanecerá em isolamento em Curitiba pelos próximos dias

Poupança tem retirada líquida de R$ 35,5 bi em 2021

Em dezembro, depósitos superaram saques em R$ 7,6 bi

O aumento dos juros foi insuficiente para fazer a poupança render mais que a inflação

Pressionada pelo fim do auxílio emergencial, pelos rendimentos baixos e pelo endividamento maior dos brasileiros, a caderneta de poupança registrou, em 2021, a terceira maior retirada líquida da história. No ano passado, os investidores sacaram R$ 35,5 bilhões a mais do que depositaram, informou o Banco Central (BC).

A retirada líquida – diferença entre saques e depósitos – só não foi maior que a registrada em 2015 (R$ 53,5 bilhões) e em 2016 (R$ 40,7 bilhões). Naqueles anos, a forte crise econômica levou os brasileiros a sacarem recursos da aplicação.

Em 2020, a caderneta tinha registrado capitação líquida – diferença entre depósitos e retiradas – recorde de R$ 166,3 bilhões. No ano retrasado, o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600, depositado em contas poupança digitais, inflou o saldo da poupança. A instabilidade no mercado financeiro no início da pandemia de Covid-19 também aumentou temporariamente as aplicações na caderneta.

Apesar do resultado negativo no ano, em dezembro, os brasileiros depositaram R$ 7,6 bilhões a mais do que sacaram da poupança. O valor é 62,8% menor que a captação líquida de R$ 20,6 bilhões registrada em dezembro de 2020. Tradicionalmente, os brasileiros depositam mais na caderneta em dezembro, por causa do pagamento da segunda metade do décimo terceiro salário.

A aplicação começou 2021 no vermelho. De janeiro a março, os brasileiros retiraram R$ 27,5 bilhões a mais do que depositaram, influenciado pelo fim do auxílio emergencial. Com o pagamento da segunda rodada do benefício, a situação mudou. Os depósitos superaram os saques de abril a julho. A partir de agosto, a caderneta voltou a registrar mais retiradas que depósitos. Mesmo com a continuidade do pagamento do auxílio emergencial até outubro, os brasileiros continuaram a sacar. O rendimento abaixo da inflação acarretou a migração para outras aplicações. Ao mesmo tempo, a alta do endividamento das famílias levou a saques para compensar despesas urgentes.

Rendimento
Até o início de dezembro, a poupança rendia 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia). No mês passado, a aplicação passou a render o equivalente à taxa referencial (TR) mais 6,17% ao ano, porque a Selic voltou a ficar acima de 8,5% ao ano. Atualmente, os juros básicos estão em 9,25% ao ano.

O aumento dos juros, no entanto, foi insuficiente para fazer a poupança render mais que a inflação. Em 2021, a aplicação rendeu 2,99%, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor-15 (IPCA-15), que funciona como prévia da inflação oficial, atingiu 10,42%. O IPCA cheio de 2020 será divulgado na próxima terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Com Agência Brasil 

Em dezembro, depósitos superaram saques em R$ 7,6 bi

Sancionada lei que prorroga funcionamento de térmicas a carvão

Os contratos foram estendidos até 2040

A lei determina a prorrogação dos contratos do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda

O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou a Lei 712/2019, que cria o programa de Transição Energética Justa, prorrogando os contratos de venda de energia elétrica por usinas térmicas movidas a carvão mineral em Santa Catarina. A lei estende por 15 anos, contados a partir de janeiro de 2025, os contratos de suprimentos dessas usinas. A lei determina a prorrogação dos contratos do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda (CTJL), no sul do estado, até 2040, para atender o sistema elétrico nacional.

A legislação determina a criação de um conselho, composto por representantes do governo, trabalhadores e empresas, que será responsável por implantar o programa de transição até o fechamento das minas de carvão.

Segundo a Secretaria-Geral da Presidência, a medida é voltada para preservar a atividade de mineração na região durante o período de transição. “A sanção ao projeto será importante para promover uma transição energética justa para a região carbonífera do Estado de Santa Catarina, observados os impactos ambientais, econômicos e sociais e a valorização dos recursos energéticos e minerais, além de apoiar as concessionárias do serviço público de distribuição de energia elétrica de pequeno porte”, justificou a secretaria.

Pequeno porte
Além da prorrogação dos contratos de geração termelétrica a carvão mineral em Santa Catarina, a lei também cria subvenção econômica para as distribuidoras de energia elétrica de pequeno porte, com mercado próprio anual inferior a 350 gigawatts-hora (GWh).

As tarifas aplicáveis a essas concessionárias não poderão ser superiores às tarifas da concessionária de distribuição de energia elétrica de área adjacente e com mercado próprio anual superior a 700 Gwh. A lei define ainda que a distribuidora de grande porte que adquirir outra com mercado próprio inferior a 700 GWh/ano terá direito a 25% da subvenção proposta por dez anos.

A Secretaria-Geral da Presidência afirmou que a medida vai garantir a modicidade nas tarifas de pequenas distribuidoras de energia. O custo dessa subvenção econômica será coberto pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), paga por todos os consumidores do país.

Com Agência Brasil

Os contratos foram estendidos até 2040