Archives 2022

Indústria nacional inicia 2022 menos confiante

Resultado se deve à frustração de expectativas diante do alto grau de incertezas

O avanço da contaminação no Brasil, que tem levado ao afastamento de funcionários, mina a confiança

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), caiu 0,7 ponto em janeiro de 2022 em relação a dezembro de 2021, passando de 56,7 pontos para 56 pontos. O recuo reverte o avanço da confiança registrado na comparação entre novembro e dezembro do ano passado, também de 0,7 ponto. O ICEI varia entre 0 e 100, tendo uma linha de corte em 50 pontos. Dados acima de 50 indicam confiança e abaixo, falta de confiança. Foram entrevistadas 1.209 empresas entre 3 e 7 de janeiro.

Além de menos otimista que no final de 2021, o empresário também inicia 2022 menos esperançoso do que em outros anos. O ICEI de janeiro deste ano é inferior ao registrado nos mesmos meses de 2018 a 2021. O indicador ficou em 60,9 pontos em janeiro do ano passado e em 65,3 pontos em janeiro de 2020.

Os resultados se devem à frustração de expectativas diante do alto grau de incertezas do cenário econômico em 2022, influenciado pelo aumento de casos de Covid-19, na avaliação do gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo. No fim do ano passado, por outro lado, havia uma esperança de melhora do ambiente econômico com a virada do ano.

“O avanço da contaminação no Brasil, que tem levado ao afastamento de funcionários, assim como restrições adotadas por alguns países devido ao recrudescimento da pandemia, mina a confiança de uma continuidade da retomada econômica e normalização do acesso a insumos”, afirma Azevedo.

Dentro dos componentes do ICEI, o indicador das condições atuais recuou 0,4 ponto e ficou em 49,6 pontos. por estar abaixo da linha divisória de 50 pontos, isso revela uma mudança de neutra para negativa na percepção dos empresários das condições atuais na comparação com os últimos seis meses. Quanto aos próximos seis meses, os entrevistados estão otimistas, porém menos que em dezembro. O índice de expectativas recuou 0,9 ponto na comparação entre os dois meses, ficando em 59,2 pontos.

Resultado se deve à frustração de expectativas diante do alto grau de incertezas

Curitiba vai testar tecnologia inédita de rede inteligente 5G

Jaraguá do Sul também participa do projeto piloto

A tecnologia que será testada em Curitiba, na prática, transforma as lâmpadas de iluminação pública em antenas de celular que espalham como Wi-fi o sinal do 5G

Curitiba é a única capital e cidade com mais de 500 mil habitantes do Brasil que irá testar uma tecnologia inédita que permitirá a implementação de redes inteligentes de 5G até o fim de março. A capital paranaense foi escolhida para integrar o projeto piloto Conecta 5G. Além da capital paranaense, também vão participar do projeto piloto Jaraguá do Sul (SC), Ceará-Mirim (RN), Petrolina (PE) e Araguaína (TO). O Conecta 5G terá a duração de 36 meses e recursos da ordem de R$ 10,3 milhões.

A quinta geração das redes móveis (5G) trará muitos benefícios para a população e as empresas, como conexões 100 vezes mais rápidas que o 4G, comunicações sem atrasos e novos serviços de cidades inteligentes. O projeto irá permitir que Curitiba e outros quatro municípios participantes instalem uma tecnologia que integra antenas 5G a luminárias públicas inteligentes, sendo uma solução à necessidade de elevado número de antenas para que a tecnologia 5G opere nesses locais. A tecnologia que será testada em Curitiba, na prática, transforma as lâmpadas de iluminação pública em antenas de celular que espalham como Wi-fi o sinal do 5G.

Como a gestão da iluminação pública é municipal, as prefeituras poderão inclusive gerar receitas acessórias, alugando suas antenas, dentro das luminárias, para as operadoras de telefonia móvel. Além disso, com a integração das antenas 5G às luminárias inteligentes, as cidades poderão criar sua própria infraestrutura de redes 5G e ainda oferecer conectividade rápida para a população.

Cris Alessi, presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, prevê que, ao participar do Conecta 5G, Curitiba dará um salto ainda maior no processo de transformação digital do município e do setor produtivo, já iniciado há quase cinco anos com iniciativas do Vale do Pinhão, o movimento que une a prefeitura e todo o ecossistema de inovação no desenvolvimento de soluções inovadoras. “As redes de quinta geração são apontadas como uma infraestrutura com potencial de revolução, tanto para a Indústria 4.0 quanto para o processo de adoção de novos serviços de cidades inteligentes. Por isso, a importância de Curitiba participar do Conecta 5G”, justifica. Ela lembra que, desde 2019, o município saiu na frente em relação as demais cidades do Brasil ao modernizar as leis que regulamentam a instalação de antenas de telefonia celular na cidade.

Tecnologia
Desenvolvida pelas empresas Nokia e Juganu exclusivamente para ser testada no projeto Conecta 5G, a luminária inteligente contém uma antena 5G embutida e utiliza a tecnologia de chipset da empresa Qualcomm. A internet 5G utiliza ondas (faixas) milimétricas de alta frequência e, por isso, exige mais receptores e repetidores de sinal para transpor obstáculos fixos, como torres e edifícios. Portanto, a implementação da quinta geração de rede móvel prevê a construção de novas bases de conexão. Os testes do projeto-piloto serão realizados em várias faixas da tecnologia 5G, como as de 27.5 e 27.9 GHz (gigahertz) que serão avaliadas em Curitiba, mais próximas da necessidade do setor produtivo. “Com isso, estaremos testando a solução para as redes que beneficiam em especial a Indústria 4.0”, conta Cris.

A prefeitura de Curitiba, a Agência Curitiba, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e a secretaria municipal de administração, gestão de pessoal e tecnologia da informação ainda estão definindo os locais, como ruas e outros espaços públicos, onde será instada a tecnologia das antenas 5G integradas a luminárias inteligentes. Os testes devem começar na capital ainda neste primeiro trimestre.

As grandes cidades brasileiras têm prioridade na instalação da infraestrutura 5G pelas operadas de telefonia, que deve ocorrer até março. Pelas regras definidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o serviço 5G das teles começará até julho nas capitais. Depois, as operadoras partirão para cidades com mais de 500 mil habitantes e, na sequência, para os municípios menores.

Quer saber mais sobre tecnologia?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Jaraguá do Sul também participa do projeto piloto

Desempenho da indústria alcança a sexta alta consecutiva no RS

IDI-RS, divulgado pela Fiergs, cresceu 0,8% em novembro de 2021

Segundo Petry, as expectativas para a indústria gaúcha seguem moderadamente positivas

O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), indicador de nível de atividade do setor no Rio Grande do Sul, divulgado nessa quinta-feira (13) pela Federação das Indústrias (Fiergs), cresceu 0,8% em novembro, relativamente a outubro de 2021. Foi a sexta alta consecutiva, acumulando 5,6% de aumento, o maior patamar desde novembro de 2014, e 9,4% acima de fevereiro de 2020, antes da pandemia.

“Os indicadores mostram a continuidade da trajetória positiva da atividade que se seguiu à segunda onda da Covid-19. Os problemas de preços e escassez de insumos e matérias-primas limitaram, mas não impediram os avanços e o elevado nível da atividade industrial, que se deram por conta do bom momento do agronegócio, do retorno das atividades econômicas e das exportações”, avalia Gilberto Porcello Petry, presidente da entidade, em nota.

Todos os componentes do IDI-RS cresceram em relação a outubro, com exceção da utilização da capacidade instalada (UCI), que ficou estável em 83,2%. Os destaques foram as compras industriais, com avanço de 3,7%; o faturamento real, 2,6%, e as horas trabalhadas na produção, 2%. Os indicadores do mercado de trabalho industrial também cresceram: o emprego teve sua 18ª alta seguida, 0,2%, e a massa salarial real, 1,9%.

O nível da atividade industrial também registrou elevação nas comparações anuais. Em novembro, de 7,1%, e, no acumulado de janeiro a novembro, de 13,7%, ambas em relação aos períodos equivalentes de 2020.

Setores
Por setor, o crescimento anual também é disseminado: dos 16 pesquisados, somente madeira (-0,8%) e máquinas e materiais elétricos (-1,4%) apresentaram queda ante o período de janeiro a novembro de 2020. As maiores contribuições para o desempenho global vieram de máquinas e equipamentos, que cresceu 34%, químicos e derivados de petróleo, 11,5%, veículos automotores, 17,1%, e produtos de metal, 20,2%.

Segundo Petry, as expectativas para a indústria gaúcha seguem moderadamente positivas sustentadas pela perspectiva do restabelecimento das atividades econômicas e por menores dificuldades na cadeia de suprimentos. Porém, a forte estiagem que atinge o Rio Grande do Sul e a nova onda da pandemia agregam mais incerteza ao cenário já desafiador com os problemas ainda existentes nos insumos, a forte aceleração dos juros, o aumento dos custos de produção e a inflação.

Quer saber mais sobre indústria?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

IDI-RS, divulgado pela Fiergs, cresceu 0,8% em novembro de 2021

Termelétrica Candiota bate recorde de geração em 2021

Usina registrou maior geração média anual desde entrada em operação

O resultado alcançado reflete decisões estratégicas de investimento da CGT Eletrosul em grandes projetos

No ano de 2021, a Termelétrica Candiota III Fase C registrou sua maior geração média anual, desde a entrada em operação comercial, em 2011. O empreendimento alcançou 283,7 MW médios, cumprindo sua inflexibilidade anual, e atingindo, pela primeira vez, a geração média anual comercializada. A marca histórica superou o recorde anterior, registrado em 2013.

A usina localizada no Rio Grande do Sul tem função estratégica, uma vez que contribui para o Sistema Interligado Nacional, com fonte de geração de energia estável, auxilia no controle de tensão da rede de transmissão da região e na operação segura da segunda interligação Brasil – Uruguai.

O resultado alcançado em 2021 pela UTE Candiota reflete decisões estratégicas de investimento da CGT Eletrosul em grandes projetos, como a manutenção geral e a modernização da usina em 2019. “Esses procedimentos permitiram várias adequações, desde a recuperação plena de sistemas operacionais sensíveis à otimização da termelétrica, bem como a implantação da nova planta de beneficiamento de carvão a ar em 2020”, informa a companhia, em nota. Segundo a CGT Eletrosul, o fato gerou ganhos diretos de eficiência na geração de energia elétrica com o uso do carvão mineral, diminuindo impactos ambientais e reforçando a confiabilidade do abastecimento, o que demonstra a maturidade e a evolução contínua dos processos conduzidos na termelétrica.

Desde o início de 2022, encontra-se em implementação o serviço de manutenção preventiva da Termelétrica Candiota III, previsto para todo o mês de janeiro. O investimento estimado é de R$ 49 milhões.

O trabalho conta com a participação de aproximadamente 800 profissionais (diretos e terceirizados) e um dos objetivos da sua execução é garantir o funcionamento pleno da UTE Candiota, e, com isso, o atendimento dos seus contratos de comercialização de energia e dos parâmetros ambientais para ela definidos.

Quer saber mais sobre empresas do Sul?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Usina registrou maior geração média anual desde entrada em operação

BRF cria joint venture na Arábia Saudita

Fundo soberano e companhia catarinense investirão US$ 350 milhões

Negócio atuará em toda a cadeia de produção de frangos

A BRF anunciou nesta quinta-feira (13) que assinou um memorando de entendimentos com o Public Investment Fund (PIF), fundo de investimentos soberano da Arábia Saudita. O objetivo é criar uma joint venture que atuará em toda a cadeia de produção de frangos no país e promoverá a venda de produtos frescos, congelados e processados. O negócio contempla investimentos de aproximadamente US$ 350 milhões.

“O memorando reforça o compromisso da Companhia com seu plano estratégico e com a Visão 2030 da Arábia Saudita, em particular com a segurança alimentar na região do Golfo”, afirma a BRF no comunicado que fez ao mercado. A joint venture será detida 70% pela BRF e 30% pelo PIF, e inclui, ainda, um Núcleo de Negócios Halal na Arábia Saudita.

A BRF já tem uma joint venture no Oriente Médio, com um fundo soberano do Catar, também na área de produção de frangos.

A BRF é a segunda maior empresa da região e também a segunda maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Quer saber mais sobre empresas do Sul?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Fundo soberano e companhia catarinense investirão US$ 350 milhões

Após dois meses de queda, serviços crescem 2,4% em novembro

Com o resultado, o setor ficou 4,5% acima do patamar pré-pandemia

Segmento de tecnologia da informação impulsiona crescimento dos serviços em novembro

O setor de serviços cresceu 2,4% na passagem de outubro para novembro, após dois meses de taxas negativas, recuperando a perda acumulada de 2,2%. Com o resultado de novembro, o setor ficou 4,5% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020, mas está 7,3% abaixo do recorde alcançado em novembro de 2014. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE.

“Esta recuperação do mês de novembro coloca o setor no maior patamar dos últimos seis anos, igualando-se ao nível de dezembro de 2015. Das últimas 18 informações divulgadas, na comparação mês contra mês anterior, 15 foram positivas e três foram negativas: março, devido a segunda onda de Covid, e setembro e outubro, por conta de aumentos de preços em telecomunicações e passagens aéreas”, destaca Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa.

Quatro das cinco atividades investigadas avançaram no mês de novembro, com destaque para serviços de informação e comunicação (5,4%), que recuperaram a perda de 2,9% verificada nos dois meses anteriores. Com isso, a atividade se coloca num patamar 13,7% acima de fevereiro de 2020. “Nessa atividade, sobressai o setor de tecnologia da informação, principalmente os segmentos de portais, provedores de conteúdo e ferramentas de busca da internet; desenvolvimento e licenciamento de softwares e consultoria em tecnologia da informação”, ressalta Lobo.

O setor de tecnologia da informação cresceu 10,7% de outubro para novembro, maior taxa desde janeiro de 2018 (11,8%), ficando 47,4% acima do patamar pré-pandemia. “Depois do período mais agudo da pandemia, a partir de junho de 2020, o setor mostrou uma rápida recuperação, acelerando o ritmo de crescimento das receitas. Essas informações positivas são em boa parte explicadas pelo dinamismo das empresas do setor de TI, que fornecem serviços para outras empresas”, explica Lobo.

O segundo impacto positivo no índice do novembro veio da atividade de transportes, que cresceu 1,8% e praticamente recuperou a perda de 1,9% observada entre setembro e outubro. Com isso, a atividade está operando num patamar 7,2% acima de fevereiro de 2020. “Os destaques na área de transportes foram transporte aéreo de passageiros, correio e transporte rodoviário de carga”, informa Lobo.

Com alta de 2,8%, os serviços prestados às famílias representaram o terceiro impacto positivo no mês. “Esta é a oitava taxa positiva seguida, acumulando um crescimento de 60,4%, mas ainda insuficiente para voltar ao patamar pré-pandemia. O segmento está operando num nível 11,8% abaixo de fevereiro de 2020”, detalha o pesquisador.

Já os outros serviços cresceram 2,9% em novembro, recuperando apenas uma pequena parte da queda e 12,6% entre setembro e outubro. O setor foi impulsionado pela coleta de resíduos não perigosos, administração de fundos por contrato ou comissão e consultoria em investimentos financeiros. Por outro lado, com queda de 0,3%, os serviços profissionais, administrativos e complementares apresentam a quarta taxa negativa seguida, acumulando perda de 3,7%.

Na comparação com novembro de 2020, o volume de serviços avançou 10,0%, registrando a nona taxa positiva seguida, crescimento em quatro das cinco atividades, com destaque para transportes e serviços de informação e comunicação. “Nesta comparação, seguimos com o efeito da baixa base de comparação dos meses de 2020”, informa Lobo. Em termos acumulados, de janeiro a novembro de 2021, a taxa ficou em 10,9%. Em 12 meses, com expansão de 9,5% em novembro, o setor manteve a trajetória ascendente iniciada em fevereiro de 2021 (-8,6%) e alcançou a taxa mais intensa da série iniciada em dezembro de 2012.

Regionalmente, 18 das 27 unidades da federação tiveram expansão no volume de serviços entre outubro e novembro de 2021. Entre os locais com taxas positivas, o impacto mais importante veio de São Paulo (4%), seguido por Rio de Janeiro (1,6%), Santa Catarina (3,7%) e Paraná (2,1%). Em contrapartida, o Mato Grosso do Sul (-4%) registrou a principal retração em termos regionais.

Atividades turísticas
O índice de atividades turísticas cresceu 4,2% frente a outubro, sétima taxa positiva consecutiva, acumulando ganho de 57,5%. Contudo, o segmento de turismo ainda se encontra 16,2% abaixo do patamar de fevereiro do ano passado. “Esse índice de atividades turísticas tem um perfil muito semelhante ao perfil dos serviços prestados às famílias, pois muitas das atividades que compõem o indicador vêm desse segmento”, observa o pesquisador.

Regionalmente, oito dos 12 locais pesquisados acompanharam este movimento de expansão. A contribuição positiva mais relevante ficou com São Paulo (8%), seguido por Rio de Janeiro (2,8%), Paraná (6,3%) e Minas Gerais (2,3%). Em sentido oposto, Pernambuco (-1,1%) e Bahia (-0,4%) assinalaram os resultados negativos mais importantes do mês.

Quer saber mais sobre economia?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Com o resultado, o setor ficou 4,5% acima do patamar pré-pandemia

O dever de seguir fornecendo respostas

A integridade econômico-financeira da PUCRS foi mantida adequando sua estrutura e orçamento a um contexto de mudanças

Mesmo durante a pandemia, a universidade conseguiu protagonizar iniciativas importantes e muitos movimentos

A PUCRS, como todas as organizações, foi impactada pela pandemia. O grande desafio foi seguir fornecendo respostas ágeis e comprometidas com uma proposta educacional de excelência – sem descuidar da sustentabilidade de suas operações e da sua missão institucional. Mesmo durante a pandemia, a universidade conseguiu protagonizar iniciativas importantes e muitos movimentos, inclusive voltados ao enfrentamento da Covid-19, por meio de uma força tarefa multidisciplinar e ações diversificadas, como a implantação de um modelo próprio de educação on-line.

Idealizado para promover o cuidado integral com a vida, o campus da saúde é um ecossistema completo de saúde e bem-estar, da prevenção à reabilitação, que conecta o Hospital São Lucas, o Instituto do Cérebro, o Parque Esportivo, o Centro de Reabilitação, o BioHub, entre outros serviços com o objetivo de ofertar à sociedade tudo o que é preciso para cuidar da vida de maneira integral.

“Mesmo em um período atípico, a PUCRS manteve investimentos e a excelência em pesquisa e realizou importantes avanços na promoção da internacionalização, firmando-se como uma universidade de classe mundial”, ressalta o pró-reitor de administração e finanças Alam Casartelli. A integridade econômico-financeira da universidade foi mantida adequando sua estrutura e orçamento a um cenário social e econômico de grandes mudanças. Destacam-se os investimentos em TI, construção de um modelo de aulas único e qualificação do corpo docente – tudo somando aportes de, aproximadamente, R$ 10,5 milhões em 2020 e R$ 6,5 milhões até o terceiro trimestre de 2021.

Este conteúdo integra o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

A integridade econômico-financeira da PUCRS foi mantida adequando sua estrutura e orçamento a um contexto de mudanças

Porto Alegre recebe terceira unidade da Sorrifácil

Investimento inicial foi de quase R$ 1 milhão

Unidade abrangerá a zona sul da capital gaúcha

Porto Alegre recebe, a partir desta quarta-feira (12), a terceira clínica da Sorrifácil. Atenta ao crescimento expressivo da zona sul da cidade nos últimos anos, a companhia abre mais uma unidade focada nesta região. Com investimento inicial de quase R$ 1 milhão, a clínica contará com uma estrutura de 350 metros quadrados.

Localizado no Bairro Tristeza, o espaço está distribuído em dois andares, com estacionamento exclusivo. Totalmente acessível, a unidade conta, ainda, com elevador. Disponibilizará atendimento clínico-geral, especializado em endodontia, implantodontia, reabilitação oral, estética, profilaxia, ortodontia, alinhadores invisíveis, exames de imagem complementares.

“Acompanhamos o crescimento da zona sul e visualizamos a necessidade de expandirmos para esta área, trazer a excelência no tratamento para esta região”, explica a gestora da unidade, Camila Gewehr Gonçalves. Esta é a terceira unidade da rede na cidade, e contará com 12 profissionais, inicialmente. As outras duas ficam nos bairros Menino Deus e Rio Branco, sendo que uma delas também foi inaugurada este ano.

Integrante da Associação Brasileira de Franchising (ABF), a Sorrifácil vem crescendo ano a ano, com uma estratégia baseada principalmente na abertura de franquias. Foram abertas 30 novas operações no ano passado.

Investimento inicial foi de quase R$ 1 milhão

Fórum AMANHÃ Sustentável no Spotify

Acompanhe o ponto de vista dos líderes sobre carbono neutro e práticas sustentáveis

O que as empresas estão fazendo pelo futuro do planeta? Ouça, na íntegra, o que os grandes líderes disseram e quais ações necessárias para termos uma jornada cada vez mais consciente e sustentável.

Acompanhe o ponto de vista dos líderes sobre carbono neutro e práticas sustentáveis

Paraná pode estruturar rede para liderar cadeia produtiva de hidrogênio verde

Parque Tecnológico de Itaipu é pioneiro na produção do insumo de forma experimental

Por parte do governo, Piana sugeriu a inclusão da Copel e da Fundação Araucária na articulação do projeto

O Paraná pode se tornar a principal cadeia produtiva de hidrogênio verde do País. O vice- governador Darci Piana (na foto, na ponta da mesa) recebeu na terça-feira (11) a diretoria do Parque Tecnológico de Itaipu (PTI), pioneiro na produção do insumo de forma experimental e que está articulando a implantação de uma rede para fortalecer essa cadeia, com a participação tanto do poder público, como do setor produtivo.

Por parte do governo, Piana sugeriu a inclusão da Copel e da Fundação Araucária na articulação do projeto, que também deve contar com a participação de entidades como a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

“É muito importante articular esse diálogo com os órgãos governamentais e com as entidades do setor produtivo para que a construção dessa rede seja feita de forma integrada”, afirmou o vice-governador. “O Paraná tem muito a ganhar com a criação de uma cadeia produtiva de hidrogênio, que demanda bastante tecnologia e mão de obra capacitada, além de reduzir os custos para

O diretor-superintendente do Parque Tecnológico de Itaipu, Eduardo Garrido, disse que o apoio institucional é fundamental para tornar o projeto realidade. “O PTI tem experiência na área de hidrogênio, somos muito procurados por empresas e parceiros que querem desenvolver essa área”, explicou. “Por isso, criamos uma proposta para montar uma rede de hidrogênio verde, ideia que já estamos discutindo com a Fiep e, agora, com o governo estadual”.

Brasil pode ser líder na exportação de hidrogênio verde

Além do potencial de produção de hidrogênio utilizando energia renovável – o que determina que o elemento seja mais sustentável, por isso ser chamado de hidrogênio verde – o mercado brasileiro tem também grande capacidade de aplicação do insumo, que pode ser utilizado em refinarias, para reduzir a emissão de carbono nos combustíveis fósseis, na agroindústria, em siderúrgicas e, principalmente, na produção de fertilizantes.

Dentro desse cenário, o Paraná tem grande potencial para liderar a cadeia produtiva, que pode levar em torno de dez anos para se consolidar. O pioneirismo da produção experimental do PTI é um dos fatores, mas o estado também conta com uma rede forte de instituições de ciência e tecnologia, mão de obra qualificada e se destaca na produção de energia renovável.

Outra vantagem do Paraná é contar com um mercado interno promissor, com a possibilidade de se tornar autossuficiente na produção de fertilizantes caso domine a cadeia do hidrogênio verde. Atualmente, grande parte do adubo utilizado na agricultura é importado de países como Rússia, China, Canadá, Bielorrússia e Catar.

Segundo Rodrigo Régis, diretor de negócios e inovação do PTI, o Brasil já conta com algumas plantas para a produção de hidrogênio, mas elas são financiadas por instituições internacionais e visam a comercialização para o exterior. “O objetivo da rede é acelerar o desenvolvimento da cadeia industrial do hidrogênio, estimulando o mercado interno”, afirmou.

“Estamos diante de um mercado similar ao que tivemos com a energia eólica nos anos 2000. É o início de um mercado que está sendo desenvolvido e que precisa de incentivos e políticas que estimulem o seu desenvolvimento”, destacou. “Então se o Estado for mais rápido nesse processo vai conseguir desenvolver a cadeia industrial. Por isso precisamos construir essa estratégia para implementar no Paraná”.

Quer saber mais sobre sustentabilidade?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Parque Tecnológico de Itaipu é pioneiro na produção do insumo de forma experimental

Governo anuncia medidas para regularizar dívidas do Simples após veto

Pequenos negócios poderão dar entrada de 1%, com desconto nas multas

A adesão depende da capacidade de pagamento de cada empresa, que também servirá de base para o cálculo do desconto

Sem poderem aderir à renegociação especial vetada na semana passada, as micro e pequenas empresas e os microempreendedores individuais (MEI) terão acesso a dois programas anunciados pelo governo. Profissionais autônomos e negócios associados ao Simples Nacional – regime tributário especial para negócios de menor porte, poderão parcelar o débito com condições especiais e em mais de 11 anos, com desconto nos juros e nas multas.

Chamado de Programa de Regularização do Simples Nacional, ele permite que o contribuinte dê 1% do valor total do débito como entrada, dividida em até oito meses. O restante da dívida será parcelado em até 137 meses (11 anos e cinco meses), com desconto de até 100% dos juros, das multas e dos encargos legais. Segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o desconto está limitado a 70% do valor total devido.

A adesão depende da capacidade de pagamento de cada empresa, que também servirá de base para o cálculo do desconto. Haverá limite mínimo para o valor da parcela. O piso corresponderá a R$ 100 para micro e pequenas empresas e R$ 25 para MEI.

A PGFN abriu edital para outro programa, chamado de Transação do Contencioso de Pequeno Valor do Simples Nacional. Essa modalidade permitirá a renegociação de dívidas inscritas até 31 de dezembro do ano passado e com valor menor ou igual a R$ 72.720, ou 60 salários mínimos.

O valor da entrada continuará em 1% do total da dívida, mas ela será dividida apenas em três parcelas. O restante dos débitos será pago em prazos menores com descontos decrescentes. O empresário poderá parcelar em 9, 27, 47 ou 57 meses, com descontos de 50%, 45%, 40% e 35%, respectivamente. As parcelas também terão valor mínimo de R$ 100 para micro e pequenas empresas e de R$ 25 para MEI.

Quanto menor o prazo de pagamento, maior o desconto da dívida. Diferentemente da primeira modalidade, que concede abatimento apenas sobre multas, juros e encargos, a transação de contencioso oferecerá descontos sobre o valor total do débito. Ao contrário do primeiro programa, a adesão é liberada a qualquer devedor, sem análise de capacidade de pagamento. Caberá ao empresário ou profissional autônomo escolher a opção mais vantajosa.

A adesão ao Programa de Regularização do Simples Nacional e ao edital de Transação do Contencioso de Pequeno Valor do Simples Nacional pode ser feita por meio da internet, no Portal Regularize. O processo é 100% digital. As medidas foram publicadas em edição extraordinária do Diário Oficial da União.

Segundo a PGFN, atualmente 1,8 milhão de contribuintes estão inscritos na dívida ativa da União por débitos de R$ 137,2 bilhões com o Simples Nacional. Desse total 1,64 são micro e pequenas empresas e 160 mil são MEI. Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro vetou a renegociação de dívidas com o Simples Nacional. Na ocasião, o presidente alegou falta de medida de compensação (elevação de impostos ou corte de gastos) exigida pela lei de responsabilidade fiscal e a proibição de concessão ou de vantagens em ano eleitoral.

O projeto vetado beneficiaria 16 milhões de micro e pequenas empresas e de microempreendedores individuais. As medidas anunciadas hoje abrangem apenas os contribuintes que passaram para a dívida ativa da União, quando o governo passa a cobrar o débito na Justiça.

Quer saber mais sobre tributos?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Com Agência Brasil 

Pequenos negócios poderão dar entrada de 1%, com desconto nas multas

Pandemia e crise hídrica fizeram inflação estourar meta

Encarecimento de commodities também contribuiu para elevar preços

Segundo Campos Neto, a grande parte da inflação alta em 2021 foi um fenômeno global impulsionado pela pandemia

A pandemia de Covid-19, a elevação do preço global das commodities (bens primários com cotação internacional) e a crise hídrica foram responsáveis pela inflação estourar o teto da meta, justificou o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. Por determinação legal, ele enviou uma carta ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao Conselho Monetário Nacional (CMN) justificando a inflação oficial de 10,06% em 2021, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

No ano passado, o IPCA atingiu quase o dobro do teto fixado pelo CMN. A meta de inflação oficial para o ano passado estava em 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo. O índice, portanto, poderia variar de 2,25% a 5,25%. Essa foi a sexta vez, desde a criação do sistema atual de inflação, em que o presidente do BC teve de justificar o descumprimento da meta. “Os principais fatores que levaram a inflação em 2021 a ultrapassar o limite superior de tolerância foram os seguintes:

Segundo Campos Neto, a grande parte da inflação alta em 2021 foi um fenômeno global impulsionado pela pandemia. A doença afetou fluxos comerciais em todo o planeta, criando gargalos na distribuição de produtos. De acordo com ele, o fenômeno atingiu não apenas países emergentes, mas também economias avançadas. “As pressões sobre os preços de commodities e nas cadeias produtivas globais refletem as mudanças no padrão de consumo causadas pela pandemia, com parcela proporcionalmente maior da demanda direcionada para bens”, escreveu Campos Neto. “De fato, a aceleração significativa da inflação em 2021 para níveis superiores às metas foi um fenômeno global, atingindo a maioria dos países avançados e emergentes.”

Combustíveis
No ano passado, escreveu Campos Neto, a inflação importada foi o principal fator que impulsionou a inflação. O destaque foi a elevação do preço internacional do petróleo, que encareceu os combustíveis. “O principal fator para o desvio de 6,31 ponto percentual da inflação em relação à meta adveio da inflação importada, com contribuição de 4,38 ponto percentual, cerca de 69% do desvio. Abrindo esse termo [decompondo a inflação importada], destacam-se as contribuições de 2,95 ponto percentual do preço do petróleo, 0,71 ponto percentual das commodities em geral e 0,44 ponto percentual da taxa de câmbio”, destacou a carta.

Depois da inflação importada, a inércia inflacionária foi o segundo fator que pressionou a inflação no ano passado, com impacto de 1,21 ponto acima do teto da meta. A inércia representa a indexação de contratos e de preços que são corrigidos pela inflação do ano anterior. Desde o segundo semestre de 2020, a inflação está em alta, afetando a inflação de 2021.

Por fim, a carta do BC atribuiu a “demais fatores” impacto de 1,02 ponto acima do teto da meta. Dentro deste total, o destaque foi a bandeira de escassez hídrica (cobrada desde setembro do ano passado), que encareceu a conta de luz e teve impacto de 0,67 ponto. Essa bandeira vigorará, a princípio, até abril deste ano.

“O fraco regime de chuvas levou ao acionamento de termoelétricas e de outras fontes de energia de custo mais elevado durante a segunda metade de 2021, resultando em aumento expressivo das tarifas de energia elétrica”, ressaltou o BC. “Em setembro, foi criada e acionada a bandeira escassez hídrica, o que causou aumento de 49,6% sobre a bandeira anterior e de 5,8% sobre a tarifa de energia elétrica ante o mês anterior.”

Na última vez em que o presidente do BC justificou o descumprimento da meta de inflação foi em 2017. Naquele ano, porém, a inflação encerrou abaixo do piso da meta, em 2,95%, contra um limite mínimo de 3% para o IPCA. Na ocasião, o Banco Central era presidido por Ilan Goldfajn, com Henrique Meirelles como ministro da Fazenda.

Quer saber mais sobre indicadores econômicos?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Com Agência Brasil 

Encarecimento de commodities também contribuiu para elevar preços

Todas as regiões do RS recebem avisos pela segunda semana consecutiva

Haverá uma reunião com as regionais como passo prévio à possível emissão de alerta

Nos últimos sete dias, a média semanal de casos confirmados no Rio Grande do Sul cresceu mais de quatro vezes

Pela segunda semana consecutiva, todas as 21 regiões Covid do Rio Grande do Sul receberão avisos. A decisão foi tomada pelo gabinete de crise, em reunião virtual conduzida pelo governador Eduardo Leite na terça-feira (11), com base nos indicadores do Sistema 3As de Monitoramento, com o qual o governo estadual gerencia a pandemia no Rio Grande do Sul.

Visando conter o avanço da transmissão do coronavírus e diante do cenário de aumento de internações e do índice de casos registrados de Covid-19 em todo o Estado, na quinta-feira (13), haverá uma reunião com as regiões como passo prévio à possível emissão de alerta. O objetivo do encontro é o gabinete de crise apresentar dados atuais da pandemia, ouvir e entender as necessidades de cada região, para que ocorram os devidos encaminhamentos.

Nos últimos sete dias, a média semanal de casos confirmados no Rio Grande do Sul cresceu mais de quatro vezes, passando de 62,2 para 278,8. Há também um aumento de internados em leitos clínicos, ainda que em menor proporção do que o crescimento de casos confirmados. Atualmente, há 591 leitos clínicos ocupados por pacientes com quadro confirmado ou suspeito de Covid-19; em 2 de janeiro, eram 297.

“Antes de emitir alertas, decidimos conversar com cada região para dividir os dados e entender quais ações podem ser tomadas para conter o avanço de casos. Estamos analisando os números diariamente e, se for necessário, emitiremos alertas antes da próxima reunião do gabinete de crise”, afirmou Leite, que foi diagnosticado com Covid-19 na terça-feira (11).

O aumento do fluxo de pessoas no Litoral Norte durante o veraneio, quando parte da população se transfere para a praia, resulta em número elevado de contágios. Em Capão da Canoa, região com maior incidência de casos confirmados para cada 100 mil habitantes, os registros atuais se aproximam do pior período da pandemia e apresentam tendência de crescimento. Na última semana, foram 603,7 casos confirmados por 100 mil habitantes, taxa muito próxima à mais alta apresentada pela região em toda a série, 679,2, em março de 2021.

Haverá uma reunião com as regionais como passo prévio à possível emissão de alerta

Plaenge anuncia dois lançamentos para Joinville em 2022

Empreendimentos representam quase metade do investimento reservado pela construtora para o primeiro biênio da operação em Santa Catarina

As obras do Vitra devem começar em fevereiro, e a entrega está prevista para outubro de 2024

Nascida em Londrina (PR) há 51 anos e atuante nas nove principais cidades do Centro-Sul, de Cuiabá (MT) a Porto Alegre (RS), a Plaenge planeja lançar dois empreendimentos em 2022, atingindo um Valor Geral de Venda (VGV) de R$ 190 milhões – quase metade dos R$ 400 milhões reservados para o primeiro biênio da operação instalada em Joinville. Será um empreendimento com a marca Plaenge e um com a Vanguard, que são as duas linhas da construtora. No final de novembro, a empresa inaugurou sua nova central de vendas no maior polo econômico de Santa Catarina e fez seu lançamento de estreia – o sofisticado Vitra, na região central de Joinville.

As obras do Vitra devem começar em fevereiro, e a entrega está prevista para outubro de 2024. O gerente regional do Grupo Plaenge, Maurício Dallagrana, comemora o sucesso da chegada ao estado com um registro: em poucas semanas, 30% das unidades do Vitra já foram comercializadas. “Nossa avaliação, até aqui, é muito positiva. Estamos recebendo visitas de inúmeros clientes, corretores e fornecedores. Todos salientam que a central, com o apartamento decorado do Vitra, impressiona pela arquitetura, design, inovação e acabamentos. O investimento que a Plaenge está fazendo é um indicador de que estamos preparados para evoluir junto com a cidade”, pontua o executivo, em nota.

O gerente regional destaca o padrão de excelência que caracteriza os empreendimentos da Plaenge, já a partir da seleção rigorosa de seus fornecedores e parceiros. Com projeto concebido pela Bohrer Arquitetos, de Londrina, o Vitra tem a comunicação visual da Maena Design Conecta, de Porto Alegre, e o paisagismo da joinvilense Boa Vista Paisagismo. Outro parceiro nacional que também atende a construtora em Santa Catarina é a Móveis Florense, nome de referência em móveis planejados.

O Vitra será construído no bairro Atiradores, zona nobre e uma das mais valorizadas da cidade, próximo à Via Gastronômica e ao Hospital Dona Helena, e com acesso a toda a estrutura de serviços e lazer do Centro. O empreendimento terá 15 pavimentos e apartamentos de 110 a 136 metros quadrados, trazendo opções de plantas que atendem a diferentes perfis de moradores, além de dois duplex de 258 metros quadrados. Áreas de “minimarket” e delivery, espaço gourmet com piscina privativa, academia de alto padrão e garagens com iluminação, sinalização e revestimentos são alguns dos diferenciais, segundo a construtora.

Parceria com a Porsche Consulting
Em 2020, a Plaenge totalizou 19 lançamentos imobiliários no Brasil e no Chile, que somam VGV de R$ 1,6 bilhão. Em 2021, a previsão é encerrar o ano com 26 novos empreendimentos no Brasil e no Chile, com VGV estimado de R$ 2,2 bilhões. Nos últimos anos, a empresa inovou ao trazer para o mercado imobiliário práticas de gestão e de design do mercado automobilístico europeu. “Temos uma forte parceria com a Porsche Consulting, que nos permitiu ter um controle rigoroso e de alto nível de nossos processos de criação de produtos, gestão da produção e de relacionamento digital com nossos clientes”, analisa Dallagrana.

Ao lado de Joinville, a empresa tem operações em Curitiba, Londrina, Maringá, Campo Grande, Cuiabá, Campinas, Porto Alegre e São Paulo, além do Chile. A Plaenge atua nos segmentos de incorporação residencial, desenvolvimento urbano, construção civil, projetos e montagens industriais.

A Plaenge é a 93ª maior empresa da região e também a 38ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Empreendimentos representam quase metade do investimento reservado pela construtora para o primeiro biênio da operação em Santa Catarina

Os calçados voltam às ruas

A abertura das lojas foi o pontapé inicial para a retomada do setor calçadista

“Conseguimos ampliar nosso mercado de exportação, especialmente para a América Latina. Até na parte latina dos Estados Unidos nossos produtos têm tido uma boa aceitação”, celebra Argenta

Nos últimos meses, a Calçados Beira-Rio vem observando um fenômeno pelo qual espera desde o início da pandemia: a volta da procura por sapatos “de sair”, como saltos e sandálias. Após um ano de aumento nas linhas de tênis e calçados mais casuais, as pessoas começam a se preparar para a volta de eventos e passeios ao ar livre.

“Sem dúvidas o setor calçadista sofreu muito com a pandemia”, admite Roberto Argenta, presidente da Calçados Beira-Rio. A abertura das lojas em meados de julho foi o pontapé inicial para a retomada, principalmente depois de um período focado no desafio de manter empregados, prestadores de serviço e fornecedores.

A estratégia da Beira-Rio foi produzir uma quantidade razoável de calçados para serem vendidos a pronta-entrega – com resultados positivos, já que o desafio foi cumprido com sucesso. Apesar disso, as receitas e margens não foram mantidas, mas, nos últimos meses, também começaram a se normalizar.

“Faz parte da vida empresarial ter momentos mais difíceis e temos de ter tranquilidade para superar esses períodos”, reflete Argenta. Para 2021, a Beira Rio planeja se aproximar dos R$ 3,5 bilhões de faturamento. Já para 2022, a expectativa é superar os R$ 4 bilhões. Ao longo do ano, foram investidos aproximadamente R$ 70 milhões em tecnologia da informação, infraestrutura de obras civis e equipamentos.

As expectativas da companhia para 2022 são otimistas. “Conseguimos ampliar nosso mercado de exportação, especialmente para a América Latina. Até na parte latina dos Estados Unidos nossos produtos têm tido uma boa aceitação. Agora, com esse certificado de origem sustentável, vamos entrar também em grandes cadeias de lojas dos EUA e Europa”, celebra Argenta.

Ele avalia que o mercado está preferindo os calçados brasileiros em função da qualidade superior do design. “Vejo o futuro com muito otimismo para a economia brasileira. A bola da vez em desenvolvimento agora é o Brasil, e vamos puxar toda a América Latina. Será o novo polo de desenvolvimento mundial”, prevê.

Este conteúdo integra o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

A abertura das lojas foi o pontapé inicial para a retomada do setor calçadista