Archives 2022

Fed sinaliza alta dos juros em março para combater inflação

A inflação atingiu 7% em dezembro, o valor mais elevado desde 1982

Nesse mês acabará o programa de compras líquidas de ativos que o Fed lançou como estímulo monetário por causa da pandemia

O Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) anunciou nesta quarta-feira (26) que decidiu manter a taxa de juros inalterada entre 0% e 0,25%. Porém, os membros do comitê norte-americano afirmaram que poderão subir os juros em março. Caso isso aconteça, será a primeira alta desde dezembro de 2018. “Com a inflação bem acima dos 2% e um mercado de trabalho forte, o comitê espera que em breve seja apropriado aumentar o intervalo dos juros federais”, diz o comunicado.

Em dezembro, a taxa de inflação atingiu 7%, o valor mais elevado desde 1982. Ainda assim, ficou dentro do esperado pelos economistas, tendo existido algum receio de que fosse além do esperado. A previsão do Fed divulgada em dezembro para a taxa de inflação em 2022 é de 2,6%, mas poderá ser revista para cima.

Será na reunião de 15 e 16 de março que a equipe de economistas da Fed vai divulgar novas projeções econômicas, o que deverá dar mais informação ao Banco Central para tomar decisões sobre o rumo da política monetária. Nesse mês acabará o programa de compras líquidas de ativos que o Fed lançou como estímulo monetário por causa da pandemia.

No comunicado, o Fed ainda destaca que o rumo da economia dependerá da pandemia, argumentando que o progresso na vacinação e a redução da falta de insumos nas cadeias de abastecimento deverão levar a inflação para patamares mais baixos. De acordo com a ata, o Fed continua a relacionar os “níveis elevados de inflação” com os desequilíbrios entre a procura e a oferta relacionados com a reabertura da economia.

A inflação atingiu 7% em dezembro, o valor mais elevado desde 1982

Governo do RS anuncia programa para incentivar energias limpas

Avançar na Sustentabilidade contará com recursos da ordem de R$ 193 milhões

Recursos do Tesouro serão destinados para ações alinhadas aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da ONU

Em mais uma etapa do programa Avançar, estruturado para alavancar o desenvolvimento do Rio Grande do Sul, o governo do Estado lançou, nesta quarta-feira (26/1), o Avançar na Sustentabilidade. Em evento realizado no Palácio Piratini, o governador Eduardo Leite anunciou R$ 193,2 milhões em recursos do Tesouro para projetos voltados ao incentivo de energias limpas e renováveis, desenvolvimento sustentável, recuperação do patrimônio ambiental, redução do impacto ambiental no uso da terra e boas práticas para combater as mudanças climáticas.

O Avançar na Sustentabilidade integra um programa transversal lançado em junho de 2021 que passou a envolver as iniciativas com as quais o governo pretende acelerar o crescimento econômico e aumentar a qualidade da prestação de serviços à população. Ao todo, o Avançar já destinou R$ 5 bilhões para investimentos em diferentes áreas.

O programa está dividido em quatro eixos: clima, energia, água e parques. Todas as ações estão alinhadas aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), e vão ao encontro das metas assumidas pelo governo do Estado na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança no Clima (COP 26) para neutralizar as emissões de carbono no Estado em 50% até 2030.

Durante a cerimônia de anúncio do programa, foram assinados os decretos de instituição do programa de incentivo à geração de biogás para geração de energia, de adesão do Estado às campanhas “Race to Zero” e “Race to Resilience” e de alteração do decreto que regulamenta o comitê gestor do programa gaúcho de incentivo à geração e utilização de biometano.

Leite também adiantou as próximas ações a serem incluídas no plano de investimentos da sustentabilidade, focadas em mobilidade urbana sustentável. Elas serão baseadas em uma política para redução das emissões de gases do efeito estufa (GEE) e poluentes no transporte coletivo urbano de passageiros, por meio de subsídio, otimizando a aquisição de veículos com baixa ou nula pegada de carbono (metodologia que mede emissões de gases estufa).

Quatro eixos do Avançar na Sustentabilidade

Clima – R$ 115,3 milhões
As ações visam diagnosticar, monitorar e reduzir a emissão dos gases de efeito estufa, promover a preservação e o uso sustentável do solo e dos ecossistemas e incentivar o uso das energias limpas e renováveis. Serão seis iniciativas que envolvem o monitoramento e a qualidade do ar, o balanço de gases de efeito estufa, plano de transição energética, pagamentos por serviços ambientais e projetos para incentivar o uso de biodigestores.

Energia – R$ 52 milhões
O objetivo deste investimento é fomentar a transição energética de fontes poluentes para alternativas sustentáveis e a expansão da energia em zonas rurais para fortalecer o crescimento sustentado da produção. Os projetos visam mapear o potencial dos recursos hídricos do Rio Grande do Sul para produção de energia elétrica e o lançamento de mais uma fase do programa Energia Forte no Campo, que tem como objetivos ampliar a produção e a melhora da qualidade de vida no meio rural. O governo também investirá em hidrogênio verde, com o desenvolvimento de um plano setorial, e no projeto de transição energética para as regiões que têm vocação para a exploração de carvão mineral, considerando os impactos sociais e econômicos.

Parques – R$ 22 milhões
Aporte para manter e qualificar as estruturas dos parques e das unidades de conservação estaduais, com iniciativas que preveem concessões, recuperação de mata ciliar e áreas de preservação permanente, criação de unidades estaduais, regularização fundiária e melhorias em cinco unidades de conservação.

Água – R$ 3,9 milhões
Os recursos serão aplicados em projetos para diagnosticar, monitorar e planejar a utilização das fontes hídricas, reservas e bacias, orientando e promovendo o uso sustentável dos recursos. Três projetos estão contemplados: Revitalização de Bacias Hidrográficas no Caí, melhorias no Sistema de Outorga de Água (Siout-RS) e ações estratégicas para fortalecer a capacidade dos setores público e privado no Brasil e no Uruguai para a gestão integrada dos recursos hídricos na lagoa Mirim, no rio Jaguarão e em lagoas costeiras.

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Avançar na Sustentabilidade contará com recursos da ordem de R$ 193 milhões

Belagrícola adquire a divisão de comercialização de insumos da Sefert

O valor do negócio não foi divulgado pelas empresas

A Belagrícola manteve o time comercial e de assistência técnica que já atuava em Santa Cruz do Rio Pardo

A Belagrícola, de Londrina (PR), anunciou que chegou a um acordo comercial com a Sefert. O negócio permitirá às empresas ampliarem sua atuação em Santa Cruz do Rio Pardo, no interior paulista. A Sefert passará a concentrar seus esforços nas áreas de recepção de grãos, comercialização e assistência técnica de máquinas e implementos agrícolas. O valor do negócio não foi divulgado.

Embora com gestões distintas, as empresas irão manter uma sinergia importante, apoiando-se mutuamente. A Belagrícola, que passa a ocupar parte do prédio da revenda Sefert, manteve o time comercial e de assistência técnica que já atuava na loja de Santa Cruz do Rio Pardo. Já a cerealista, que seguirá sob controle da Sefert, fica responsável pela recepção de grãos de todas as operações de barter da Belagrícola na região.

A venda do negócio de insumos permite ao Grupo Sefert investir e ampliar sua concessionária Jacto e reforçar sua atuação em outras representações comerciais de máquinas e implementos e irrigação, incluindo a marca Krebs, de pivôs, e Rivulis, de gotejamento.

O valor do negócio não foi divulgado pelas empresas

Sul responde por 23% da geração de energia solar no país

Rio Grande do Sul é o terceiro estado brasileiro com maior potência

As usinas solares de grande porte geram eletricidade a preços até dez vezes menores do que as termelétricas

A região Sul é responsável por 23% de todo o parque brasileiro de energia solar. Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul possuem 1.925,5 megawatts (MW) em operação nas residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos, de acordo com recente mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).

O Rio Grande do Sul está entre os três estados brasileiros com maior potência instalada de energia solar na geração própria em telhados e pequenos terrenos. A potência instalada no Rio Grande do Sul coloca o estado na terceira posição do ranking nacional. Segundo a entidade, o território gaúcho responde sozinho por 12% de todo o parque brasileiro de energia solar na modalidade. Desde 2012, a geração própria de energia solar já proporcionou ao Rio Grande do Sul a atração de mais de R$ 5,1 bilhões em investimentos, geração de mais de 30,0 mil empregos e a arrecadação de mais de R$ 1,4 bilhão aos cofres públicos.

O Paraná possui 452,4 MW de energia solar em operação nas residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos. A potência instalada em telhados e pequenos terrenos no Paraná coloca o estado na sexta posição do ranking. Segundo a entidade, o território paranaense responde sozinho por 5,4% de todo o parque brasileiro de energia solar na modalidade. Desde 2012, a geração própria de energia solar já proporcionou ao Paraná a atração de mais de R$ 2,4 bilhões em investimentos, geração de mais de 13,5 mil empregos e a arrecadação de mais de R$ 568,2 milhões aos cofres públicos. Já Santa Catarina possui 471,9 MW instalados de energia solar na geração própria (veja mais detalhes no infográfico ao final desta reportagem).

Para Mara Schwengber, coordenadora estadual da ABSOLAR no Rio Grande do Sul, o avanço da energia solar no país, via grandes usinas e pela geração própria em residências, pequenos negócios, propriedades rurais e prédios públicos, é fundamental para o desenvolvimento social, econômico e ambiental do Brasil e ajuda a diversificar o suprimento de energia elétrica, reduzindo a pressão sobre os recursos hídricos e o risco da ocorrência de bandeira vermelha na conta de luz da população.

Liciany Ribeiro, coordenadora estadual da ABSOLAR no Paraná, concorda com a posição de Mara. “O estado do Paraná é atualmente um importante centro de desenvolvimento da energia solar. A tecnologia fotovoltaica representa um enorme potencial de geração de emprego e renda, atração de investimentos privados e colaboração no combate às mudanças climáticas”, comenta.

Para o presidente executivo da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, a energia solar ajuda a população e empresas a se proteger dos fortes aumentos nas contas de luz e contribui para a sustentabilidade do País. “Além disso, as usinas solares de grande porte geram eletricidade a preços até dez vezes menores do que as termelétricas fósseis emergenciais ou a energia elétrica importada de países vizinhos atualmente, duas das principais responsáveis pelo aumento tarifário sobre os consumidores”, revela.

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Rio Grande do Sul é o terceiro estado brasileiro com maior potência

Arrecadação federal bate recorde em 2021

Recuperação da economia e impostos sobre lucros garantem crescimento

Depois de desacelerar em novembro, a arrecadação cresceu em dezembro e somou R$ 193,9 bilhões no mês

A recuperação da economia e os impostos sobre lucros e rendimentos garantiram arrecadação recorde em 2021. Segundo números divulgados pela Receita Federal, o governo federal arrecadou R$ 1,8 trilhão no ano passado, crescimento de 17,3% em relação ao registrado em 2020, descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Depois de desacelerar em novembro, a arrecadação cresceu em dezembro e somou R$ 193,9 bilhões no mês. Isso representa alta de 10,7% em relação ao registrado em dezembro de 2020, também descontada a inflação. O montante também é recorde para o mês e foi influenciado pelo crescimento econômico e pelo aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), em vigor desde outubro.

Impulsionou a arrecadação no ano passado o recolhimento extraordinário de R$ 40 bilhões em Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) em 2021. Isso ocorreu porque as empresas tiveram lucros maiores que o previsto no ano passado e tiveram de pagar impostos extras nas declarações de ajuste.

Segundo o novo secretário especial da Receita Federal, Julio Cesar Vieira Gomes, o resultado de 2021 deve ser comemorado, porque a economia ainda está sob efeito da pandemia de Covid-19. Ele afirmou que os dados preliminares de janeiro indicam a continuidade da retomada em 2022. “O aumento da arrecadação em 2021 foi muito expressivo. Há muito o que comemorar, considerando que ainda estamos em meio a uma pandemia. Tivemos aumento expressivo em tributos sobre lucros e rendimentos das empresas e também no Imposto de Renda de pessoas físicas”, declarou Gomes.

Outro fator que explicou a alta da arrecadação em 2021 foi a diminuição dos diferimentos (adiamentos de pagamentos de tributos) que vigorou em 2020. Isso reforçou o caixa do governo em R$ 19,7 bilhões em 2021. O aumento das alíquotas do IOF, que financiou o Auxílio Brasil no fim do ano passado, contribuiu com R$ 2,1 bilhões.

Desonerações e renúncias
Apesar do crescimento das receitas, as compensações tributárias (descontos em impostos pagos a mais anteriormente) cresceram em 2021. O fisco deixou de arrecadar R$ 216,3 bilhões em 2021, contra R$ 189 bilhões em 2020. A alta chegou a 14,4% em relação ao ano anterior, também descontando a inflação acumulada.

A redução da alíquota do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre os combustíveis reduziu a arrecadação em R$ 2,1 bilhões no ano passado. As desonerações concedidas pelo governo resultaram em renúncia fiscal de R$ 93,7 bilhões em 2021. O montante foi menor que os R$ 101,7 bilhões registrados em 2020.

Apesar da queda da arrecadação de PIS/Cofins sobre os combustíveis, a receita total desses tributos aumentou 16,4% acima da inflação no ano passado. Isso ocorreu porque o PIS/Cofins incide sobre o faturamento das empresas e refletiu o crescimento de 5,1% no consumo de bens e de 9,5% na venda de serviços em 2021.

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Com Agência Brasil

Recuperação da economia e impostos sobre lucros garantem crescimento

Melnick apresenta o seu maior lançamento da história

Nilo Square irá contar com duas torres residenciais e a primeira operação do Grupo Emiliano em Porto Alegre

O Nilo Square Residence Resort apresenta um conceito sofisticado e cosmopolita

A Melnick promoveu na terça-feira (25) a convenção de vendas do primeiro grande lançamento imobiliário do ano em Porto Alegre. O evento marca o anúncio oficial do Nilo Square, maior empreendimento da história da incorporadora, localizado numa das esquinas mais valorizadas da capital gaúcha, na Avenida Nilo Peçanha. A construtora apresentou detalhes do projeto que irá contemplar unidades comerciais e residenciais com uma estrutura de resort urbano, além da primeira operação de hotelaria do Grupo Emiliano em solo gaúcho. A obra conta com um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 720 milhões bruto.

“É um empreendimento único e que leva ao pé da letra nosso conceito ‘Muito mais que Morar’. O projeto reúne unidades residenciais diferenciadas, salas comerciais, open mall, um hotel de luxo exclusivo e todos os atributos e serviços que um condomínio de altíssimo padrão precisa ter, com uma infraestrutura completa de resort. Tudo isso numa das melhores localizações de Porto Alegre”, destaca Leandro Melnick, presidente do conselho de administração da empresa, em nota.

O Nilo Square Residence Resort apresenta um conceito sofisticado e cosmopolita, com duas torres residenciais com apartamentos de 176 metros quadrados a 216 metros quadrados com três suítes e uma infraestrutura de resort. O projeto ainda irá receber a primeira investida no Rio Grande do Sul do Grupo Emiliano, conhecida grife do ramo hoteleiro em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Referência em exclusividade, o grupo traz o primeiro hotel de luxo a Porto Alegre, através da operação V3rso, que oferece o conceito de ‘Taylor Stay’, com estadias customizadas através de uma plataforma digital. O novo modelo tem como objetivo agregar tecnologia, personalização e curadoria de serviços a um público que busca mais sofisticação e uma estrutura completa de entretenimento e lazer em suas hospedagens.

A Melnick é a 122ª maior empresa da região e também a 49ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Nilo Square irá contar com duas torres residenciais e a primeira operação do Grupo Emiliano em Porto Alegre

Castrolanda atinge R$ 5,9 bilhões de faturamento anual

É o maior valor registrado em 70 anos de história da cooperativa paranaense

As sobras fecharam o período em R$ 145 milhões

A Castrolanda fechou 2021 com um novo recorde financeiro. O faturamento anual atingiu a marca de R$ 5,9 bilhões – o maior valor registrado em 70 anos de história. O marco é um reflexo das ações praticadas ao longo do ano por cooperados, colaboradores e toda a comunidade que envolve o sistema produtivo e social da cooperativa. O valor é 31,1% mais alto que o acumulado de 2020, quando a Castrolanda fechou o ano com R$ 4,5 bilhões faturados. Além disso, o resultado líquido também apresentou números expressivos: as sobras fecharam o período em R$ 145 milhões.

Para o diretor executivo da cooperativa, Seung Lee, os números refletem os caminhos de sustentabilidade e estabilidade dos negócios, construídos com base no Horizonte – nome dado ao planejamento estratégico da Castrolanda – que preparou a companhia para se tornar ainda mais competitiva em várias áreas de atuação. As ações apostaram no redesenho de alguns processos e na consolidação da diversificação dos negócios, que trouxeram mais agilidade, assertividade e segurança nas ações.

“Trabalhamos dentro de casa para atingir a excelência operacional, já que é impossível controlar o mercado. Não conseguimos definir os preços da soja, ou segurar o valor do glifosato, por exemplo. O que podemos fazer é construir uma cooperativa mais sólida possível para que o cooperado se sinta seguro diante das oscilações naturais do mercado”, destaca, em nota.

Diretor-presidente da Castrolanda, Willem Bouwman caracteriza 2021 como um ano bastante desafiador, mas que trouxe um saldo positivo para os negócios. “A economia de maneira geral seguiu com as incertezas causadas pela pandemia, mas conseguimos atuar de uma forma bastante eficiente mesmo com essas dificuldades. Isso sem dúvidas é mérito do trabalho de cooperados, colaboradores e parceiros, que não deixaram de lado nossos valores e seguiram diretrizes bem definidas em meio aos momentos difíceis”, aponta.

“O planejamento estratégico da Castrolanda aponta para um ano de 2022 ainda mais desafiador. A expectativa é seguir construindo a solidez da cooperativa, para que ela cresça de forma sustentável. Como principais diretrizes para a sequência de trabalho estão a intensificação no processo de transformação digital e o desenvolvimento sustentável em toda a cadeia de produção, além de mais assertividade no atendimento a cooperados e clientes”, revela o informativo enviado aos veículos de imprensa.

A Castrolanda é a 43ª maior empresa da região e também a 17ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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É o maior valor registrado em 70 anos de história da cooperativa paranaense

Governo do RS emite alertas para todas as regiões Covid

A decisão foi tomada com base na piora dos indicadores

Os alertas são consequência do aumento de casos de Covid-19 e do aumento de internações em leitos clínicos e de UTI nas regiões

O governo do Rio Grande do Sul emitiu alertas para as 21 regiões Covid do Sistema 3As de Monitoramento, responsável pelo gerenciamento da pandemia no estado. A decisão foi tomada com base na piora dos indicadores, algo já visto também na semana passada. Os alertas são consequência do aumento de casos de Covid-19 e do aumento de internações em leitos clínicos e de UTI nas regiões. Antes da semana passada, o último alerta foi emitido em 10 de novembro para a região de Pelotas.

Como resultado dos 12 alertas emitidos em 19 de janeiro, o gabinete de crise recebeu os planos de ação das regiões, que apontaram que intensificariam a fiscalização da obediência aos protocolos obrigatórios e recomendados e obrigatórios e ampliariam o horário de atendimento da estrutura de saúde, entre outras medidas. Além disso, muitas das regiões determinaram o cancelamento de eventos de grande porte.

A equipe técnica do Grupo de Trabalho (GT) Saúde observou que foram registrados no sistema da secretaria da saúde 19 mil novos casos de Covid-19 e 50 óbitos pela doença. Um número tão elevado de óbitos registrado em um mesmo dia não era visto no Rio Grande do Sul desde 17 de novembro.

Desde o início do ano, percebe-se um aumento expressivo no número de casos diários, que passaram de cerca de mil para 16 mil. Além disso, apenas nos últimos sete dias, a média móvel de casos confirmados aumentou 67%. Com esse salto, a incidência semanal alcançou mil casos por 100 mil habitantes, o que representa 1% da população gaúcha com caso positivo registrado na última semana. Nas regiões de Capão da Canoa e Santa Rosa, a incidência semanal supera 1,5 mil casos por 100 mil habitantes.

A taxa de ocupação das UTIs no Estado, por sua vez, está em 60,9%, um aumento de 13 pontos percentuais em 2022, considerando que a taxa era de 48% na virada do ano. Além disso, o número de internados, entre suspeitos e confirmados, aumentou em 697 somente nesta semana, sendo 575 em leitos clínicos e 122 em UTI. O número de internados em leitos clínicos, entre suspeitos e confirmados, é de 1.580, 57% superior aos dados da semana passada, e os internados em UTI, entre suspeitos e confirmados, é de 556, 28% superior à semana passada.

O aumento de casos observada no Rio Grande do Sul também ocorreu e segue acontecendo em diversos países, com máximas históricas. Alemanha, Argentina, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Paraguai, Portugal, Reino Unido e Uruguai, entre outros, recentemente apresentaram aumento de pessoas que contraíram o coronavírus. Alguns destes países, como Espanha, Estados Unidos, Itália e Reino Unido, interromperam o crescimento das curvas de contágio nas últimas duas semanas. Chama atenção o caso da Alemanha que, embora em um primeiro momento tenha conseguido reduzir o contágio, voltou a apresentar elevação desde o início do ano.

Também no Brasil, diversos estados passam por um aumento recente em níveis até então não alcançados. Embora o reflexo sobre os óbitos seja proporcionalmente inferior a outros momentos da pandemia, houve elevação da taxa de mortalidade em todos os países citados.

A decisão foi tomada com base na piora dos indicadores

Correntistas resgatam R$ 900 mil esquecidos em bancos

Cerca de 79 mil pessoas consultaram nova ferramenta do Registrato

Segundo o BC, atualmente existem R$ 8 bilhões esquecidos em instituições financeiras no Brasil

Nos dois primeiros dias de funcionamento da nova funcionalidade do Registrato, correntistas resgataram R$ 900 mil esquecidos em bancos e instituições financeiras, informou o Banco Central (BC). Antes de o órgão tirar o sistema do ar por causa do grande volume de acessos, cerca de 79 mil pessoas consultaram a ferramenta, com 8,5 mil pedidos de devolução de recursos.

“O Sistema Valores a Receber (SVR) teve grande aceitação entre os cidadãos, gerando demanda muito superior à esperada. A despeito da instabilidade que essa demanda gerou no site, 79 mil cidadãos conseguiram consultar o SVR e 8,5 mil solicitações de devolução foram formalizadas, somando cerca de R$ 900 mil, os quais serão transferidos via Pix em até 12 dias úteis”, informou o BC em nota.

Segundo o BC, atualmente existem R$ 8 bilhões esquecidos em instituições financeiras no Brasil. Desse total, até R$ 3,9 bilhões podem ser resgatados por até 28 milhões de pessoas e de empresas na primeira fase da ferramenta. Nos próximos meses, o serviço será ampliado para outras modalidades de saque.

Um dia após o lançamento do serviço de consulta a valores esquecidos, o site do Banco Central saiu do ar durante a manhã por causa do excesso de demanda. Durante a tarde, o órgão tirou o sistema do ar, para tentar normalizar o acesso ao portal, que continua apresentando instabilidade.

Consultas
Sistema do BC que agora fornece um extrato de relacionamentos do cidadão com instituições financeiras, até então fornecia consultas apenas sobre dívidas (abertas ou liquidadas), abertura de contas bancárias (ativas ou inativas) e remessas de dinheiro ao exterior. Com o novo serviço, a ferramenta também fornecerá informações sobre valores a receber esquecidos em bancos.

Para reaver os recursos, o cidadão poderá pedir o resgate de duas formas. A primeira será diretamente via Pix na conta indicada no Registrato, caso a instituição tenha aderido a um termo específico com o BC. Nos demais casos, o beneficiário informará os dados de contato no sistema, e a instituição financeira informará o meio de pagamento ou de transferência.

Nesta primeira fase, podem ser devolvidos recursos de contas correntes ou poupanças encerradas e não sacadas, cobranças indevidas de tarifas ou de obrigações de crédito com termo de compromisso assinado com o BC e cotas de capital e rateio de sobras líquidas de associados de cooperativas de crédito e grupos de consórcio extintos.

Ao longo do ano, o BC pretende ampliar a consulta para a devolução de valores decorrentes de tarifas ou obrigações de crédito cobradas indevidamente não previstas em termo de compromisso, contas de pagamento pré-paga e pós-paga encerradas e com saldo disponível, contas encerradas em corretoras e distribuidoras de títulos e de valores mobiliários e demais situações que resultem em valores a serem devolvidos reconhecidas pelas instituições financeiras.

Segundo o BC, os dados e os valores fornecidos no Registrato são de responsabilidade das próprias instituições financeiras. Em alguns casos, o saldo a receber pode ser de pequeno valor, mas o órgão orienta o cidadão a sacar o dinheiro que lhe pertence de forma simples e ágil, por meio do novo serviço.

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Com Agência Brasil

Cerca de 79 mil pessoas consultaram nova ferramenta do Registrato

CMPC lança programa de fomento florestal RS+Renda

Com foco nos produtores rurais e proprietários de terras, iniciativa estimulará a bioeconomia por meio da produção de eucalipto

Com a meta de alcançar o plantio de 15 mil hectares ainda em 2022, o RS+Renda busca dar suporte ao aumento de capacidade produtiva de 350 mil toneladas da CMPC

Com o objetivo de estimular a bioeconomia no Rio Grande do Sul por meio da produção de eucalipto, a CMPC está lançando seu primeiro programa de fomento florestal no Brasil. O chamado RS+Renda é uma ação alicerçada na prática de geração de valor compartilhado, que possibilita aos produtores rurais e proprietários de terras de 71 estados gaúchos integrarem a cadeia produtiva da companhia, diversificando sua produção e auferindo renda. Com a meta de alcançar o plantio de 15 mil hectares ainda em 2022, o RS+Renda busca dar suporte ao aumento de capacidade produtiva de 350 mil toneladas da CMPC, que será proporcionado pelo BioCMPC e requer crescimento em área de plantio para ser abastecido.

O Rio Grande do Sul tem vocação para o agronegócio, com clima favorável e tradição histórica no campo. Com o RS+Renda, queremos ampliar a prática da silvicultura, um cultivo sustentável e que hoje está presente em somente 4,3% das propriedades rurais do estado”, explica Mauricio Harger, diretor geral da CMPC no Brasil. O propósito é incentivar o desenvolvimento da bioeconomia em solo gaúcho, somando esforços à pujante silvicultura brasileira. “Ao promovermos o manejo responsável do eucalipto, estamos estimulando uma prática que captura carbono da atmosfera e que contribui com a consolidação do sistema agroflorestal, onde não há uma competição entre culturas, mas sim o uso do solo com diferentes cultivos em uma mesma área”, completa.

Ao engajar produtores rurais como fornecedores de madeira, o RS+Renda possibilita a diversificação das fontes de renda da propriedade e a garantia de adequação à legislação ambiental com consequente incremento dos serviços ecossistêmicos, promovendo o desenvolvimento local e a permanência das pessoas no campo. “O RS+Renda está em pleno acordo com o que foi debatido na COP 26, na qual foi amplamente destacado o papel das florestas plantadas como aliadas do meio ambiente por meio do seqüestro de carbono”, garante Harger.

Na prática, os produtores rurais que aderirem ao RS+Renda terão como benefícios a possibilidade de subsídio financeiro para implantação, o suporte técnico para o cultivo, o apoio para a implementação do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), a oportunidade de antecipação da compra da madeira e a garantia da aquisição. A CMPC irá dispor também de auxílio no combate a incêndios florestais e proporcionará suporte técnico ao licenciamento ambiental da propriedade, oferecendo a disponibilização de mudas, orientação sobre o preparo do solo e acesso a insumos necessários à silvicultura, além de apoio durante todo o processo produtivo e a responsabilidade por realizar a colheita e o transporte.

O RS+Renda é um dos únicos programas de fomento do setor que oferece suporte para a elaboração e implementação dos Planos de Recuperação de Áreas Degradadas (PRADs), vinculados ao Cadastro Ambiental Rural (CAR). O atendimento da legislação ambiental, incluindo os PRADs, é requisito para concessão de financiamento, e ter orientação e suporte para lidar com essa exigência é um diferencial competitivo importante, principalmente para o pequeno produtor.

Modalidades de participação

Parceria: a CMPC realiza todas as atividades, desde o plantio da floresta até a colheita e transporte da madeira. Após a colheita, o produtor rural recebe o pagamento equivalente a 50% do volume da madeira colhida sem casca.

Parceria com compras antecipadas: a CMPC realiza todas as atividades, desde o plantio da floresta até a colheita e transporte da madeira. O produtor rural receberá o pagamento equivalente a 50% do volume da madeira colhida sem casca dividido de duas formas: pagamento antecipado do valor referente a até 70% do volume produzido por hectare anualmente (Incremento Médio Anual) e 30% no inventário pré-corte e após o recebimento da madeira no depósito CMPC (volume real ajustado).

Fomento: CMPC se compromete com o fornecimento de mudas, assistência técnica, colheita e transporte da madeira, além de possibilitar subsídio para financiamento da implantação. Enquanto isso, o produtor é responsávelpelo plantio e tratos culturais, contratando e pagando a mão de obra capacitada. Também realiza a compra dos insumos para plantio e garante a manutenção da licença ambiental. Nesta modalidade, o produtor tem direito a 100% do valor da madeira.

Fomento Social: voltado a produtores rurais de pequeno porte, é similar ao Fomento, com a diferença de que a CMPC disponibiliza suporte técnico para a obtenção da licença ambiental. O produtor também tem direito a 100% do valor da madeira nesta opção.

A CMPC é a 11ª maior empresa da região e também a terceira maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Com foco nos produtores rurais e proprietários de terras, iniciativa estimulará a bioeconomia por meio da produção de eucalipto

Confiança do comércio tem melhor resultado desde o início da pandemia

Pesquisa reflete o avanço da vacinação e a consequente relativa volta à normalidade

Os empresários já enxergam uma pequena melhora nas condições econômicas

O ano de 2022 começou com otimismo entre os comerciantes. Apresentando a segunda alta consecutiva, de 1,4%, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou o patamar de 121,1 pontos em janeiro, o maior desde março de 2020 (128,4 pontos) e melhor do que o observado no mesmo mês do ano passado (105,8 pontos). Na comparação anual, o crescimento foi de 14,5%.

Todos os subíndices principais avaliados pela pesquisa também apresentaram alta, com destaque para Intenções de investimento, que obteve variação mensal positiva de 1,8%, alcançando 110,6 pontos, o maior nível desde janeiro de 2014 (114,6 pontos). Na comparação com o mesmo mês em 2021, o indicador contou com aumento de 16,5%. Já a maior pontuação ficou por conta do item expectativas do empresário do comércio, que, com avanço de 1,5% em relação a dezembro do ano anterior, chegou a 152,7 pontos, registrando também uma alta de 7,5% em relação a janeiro do ano passado.

O indicador sobre as condições atuais do empresário do comércio retornou à zona de satisfação ao alcançar 100,1 pontos, o maior nível desde abril de 2020 (105,1 pontos), e apresentou o primeiro crescimento mensal, de 0,6%, após quatro quedas consecutivas. Além disso, registrou o maior aumento na comparação anual entre os subíndices principais: 24,4%.

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, os resultados da pesquisa refletem o avanço da vacinação e a consequente relativa volta à normalidade. “Mesmo com a propagação da variante Ômicron, a vacina tem garantido um impacto menor da Covid-19 na população, com sintomas mais leves e redução da taxa de mortalidade. Esse sentimento de segurança vem contribuindo para que os empresários já enxerguem uma pequena melhora nas condições econômicas, no curto prazo”, avalia.

Expectativa de novas contratações
A pesquisa revelou ainda que os empresários estão mais otimistas quanto à geração de empregos. Entre os itens que analisam as intenções de investimento dos comerciantes, a maior satisfação foi em relação à contratação de funcionários (137,2 pontos), indicador com também maior crescimento mensal dentre os dessa categoria (+5%). A maior parte dos empresários (68,9%) demonstrou intenção de aumentar sua contratação, sinalizando que a recuperação do mercado de trabalho deve continuar.

“É importante observar em qual categoria a empresa está inserida, pois cada uma é impactada de forma diferente pelos movimentos econômicos. Mas é possível observar que a maior parte dos empresários está mais confiante com relação à economia e especificamente sobre os desdobramentos em seu próprio negócio”, aponta a economista da CNC responsável pelo estudo, Catarina Carneiro da Silva.

A percepção de melhora na economia aparece tanto nas condições atuais do país quanto nas expectativas. Com relação ao momento atual, o maior incremento desse subitem foi na percepção da economia, com crescimento de 2,3%, após quatro meses de queda. Para 54,7% das empresas, a expectativa é que a economia melhore ligeiramente no futuro.

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Pesquisa reflete o avanço da vacinação e a consequente relativa volta à normalidade

Tesouro Direto atinge vendas de R$ 3,2 bilhões em dezembro

Vendas superaram resgates no mês

Os títulos mais procurados pelos investidores foram os corrigidos pela taxa básica de juros, a Selic, que corresponderam a 57,6% do total

As vendas de títulos do Tesouro Direto superaram os resgates em R$ 1,7 bilhão em dezembro do ano passado. Segundo dados do Tesouro Nacional, as vendas de títulos atingiram R$ 3,2 bilhões, e os resgates totalizaram R$ 1,6 bilhão, sendo R$ 1,5 bilhão relativos a recompras.

Os títulos mais procurados pelos investidores foram os corrigidos pela taxa básica de juros, a Selic (Tesouro Selic), que corresponderam a 57,6% do total. Os títulos vinculados à inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), como o Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, tiveram participação de 32,2% nas vendas, enquanto os prefixados, com juros definidos no momento da emissão, foram 10,3%.

Em relação à rentabilidade acumulada, o destaque de dezembro foi para o título Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2031, com vencimento em 1° de janeiro de 2031, que registrou variação de 4,74%. O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 79,1 bilhões no fim de dezembro, um aumento de 3,4% em relação ao mês anterior de R$ 76,6 bilhões, e aumento de 26,3% sobre dezembro de 2020 (R$ 62,7 bilhões).

Os títulos remunerados por índices de preços respondem pelo maior volume no estoque, alcançando 55,2%. Na sequência, aparecem os títulos indexados à taxa Selic, com participação de 26,4%, e, por fim, os títulos prefixados, com 18,4%. Em relação à composição do estoque por prazo, o balanço mostra que 1% dos títulos vencem em até 1 ano. A maior parte, 64,8%, é composta por títulos com vencimento entre 1 e 5 anos. Os títulos com prazo entre 5 e 10 anos, por sua vez, correspondem a 11,2% e aqueles com vencimento acima de 10 anos, a 23,0%.

Investidores
O balanço mostra ainda que em relação ao número de investidores, em dezembro, 881.029 novos participantes se cadastraram no Tesouro Direto. O número total de investidores cadastrados ao fim do mês atingiu 16.299.139, o que representa aumento de 77,2% nos últimos 12 meses. O número de investidores ativos chegou a 1.814.127, uma variação de 25,7% nos últimos 12 meses. No mês, o acréscimo foi de 78.761 novos investidores ativos.

A utilização do Tesouro Direto por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas até R$ 5 mil, que correspondeu, em dezembro, a 588.989 operações de venda de títulos a investidores, o que correspondeu a 85,0% das vendas ocorridas no mês. O valor médio por operação, neste mês, foi de R$ 5.592,39.

Os investidores estão preferindo papéis de médio prazo. As vendas de títulos com prazo de um a cinco anos representaram 61,1% e aquelas com prazo de 5 a 10 anos, 29,3% do total. Os papéis de mais de 10 anos de prazo chegaram a 9,6% das vendas. O balanço completo do Tesouro Direto está disponível na página do Tesouro Nacional na internet.

Fonte de recursos
O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas pudessem adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, pela internet, sem intermediação de agentes financeiros. O aplicador só precisa pagar uma taxa para a corretora responsável pela custódia dos títulos.

A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, os índices de inflação, o câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis prefixados. Desde o dia 1º de janeiro, o investidor com recursos no Tesouro Direto paga menos para manter o dinheiro aplicado. A taxa de custódia dos títulos caiu de 0,25% para 0,2% do valor dos papéis.

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Com Agência Brasil

Vendas superaram resgates no mês

Cidadão pode verificar valores a receber de bancos

Sistema do Banco Central permite consultar dados bancários e dívidas

Segundo o BC, os dados e os valores fornecidos no Registrato são de responsabilidade das próprias instituições financeiras

Agora qualquer cidadão pode consultar se tem valores a receber de instituições financeiras. O Registrato, sistema do Banco Central (BC) que fornece um extrato das informações de uma pessoa com instituições financeiras, abriu uma funcionalidade para que o usuário verifique se tem direito a recursos.

Até agora, o Registrato fornecia consultas apenas a dívidas (abertas ou liquidadas), abertura de contas bancárias (ativas ou inativas) e remessas de dinheiro ao exterior. De acordo com o BC, existem cerca de R$ 8 bilhões parados em bancos e demais instituições financeiras, esperando serem sacados.

Para reaver os recursos, o cidadão poderá pedir o resgate de duas formas. A primeira será diretamente via Pix na conta indicada no Registrato, caso a instituição tenha aderido a um termo específico com o BC. Nos demais casos, o beneficiário informará os dados de contato no sistema, e a instituição o meio de pagamento ou de transferência.

Aprimoramento
Na primeira fase do serviço, o Registrato divulgará R$ 3,9 bilhões que podem ser devolvidos decorrentes de contas correntes ou poupanças encerradas e não sacadas, cobranças indevidas de tarifas ou de obrigações de crédito com Termo de Compromisso assinado com o BC, cotas de capital e rateio de sobras líquidas de associados de cooperativas de crédito e grupos de consórcio extintos.

Ao longo do ano, o BC pretende ampliar a consulta para a devolução de valores decorrentes de tarifas ou obrigações de crédito cobradas indevidamente não previstas em contas de pagamento pré-paga e pós-paga encerradas e com saldo disponível, contas encerradas em corretoras e distribuidoras de títulos e de valores mobiliários e demais situações que resultem em valores a serem devolvidos reconhecidas pelas instituições financeiras.

Segundo o BC, os dados e os valores fornecidos no Registrato são de responsabilidade das próprias instituições financeiras. Em alguns casos, os saldos a receber podem ser de pequeno valor, mas o órgão orienta o cidadão a sacar o dinheiro que lhe pertence de forma simples e ágil, por meio do novo serviço.

Com Agência Brasil

Sistema do Banco Central permite consultar dados bancários e dívidas

Meta da Bibi é chegar em 100 lojas na América Latina até 2030

No Brasil, marca transformou as unidades em minicentros de distribuição

Para 2022, a projeção é que haja um crescimento de 20% no faturamento anual tanto na indústria quanto na rede de loja

A Bibi é a 15ª marca mais consumida em países da América Latina. Hoje, a rede conta com 146 franquias, sendo 15 delas internacionais localizadas no Peru, Chile, Equador e Guatemala. Uma das metas da calçadista no mercado externo é chegar em 100 lojas em diferentes países da América Latina até 2030. Para este ano, o plano de expansão da Bibi visa a implantação de 37 unidades, sendo 25 em território nacional e 12 no exterior, para fechar o ano com 183 pontos de venda.

Além do adensamento da marca nos principais mercados-alvo, fatores como a inovação, transformação digital e sustentabilidade fizeram com que a Bibi registrasse um incremento de 40% no faturamento, se comparado a 2020. Para 2022, a projeção é que haja um crescimento de 20% no faturamento anual tanto na indústria quanto na rede de loja.

Os últimos dois anos trouxeram a oportunidade de melhorar a eficiência industrial nas duas plantas fabris da empresa, localizadas em Parobé, no Rio Grande do Sul, e em Cruz das Almas, na Bahia. O movimento gerou investimentos na faixa de R$ 4 milhões, que promoveram uma mudança no layout das fábricas reduzindo o tempo da produção e, consequentemente, fases de retrabalho, além da aquisição de máquinas modernas e de última geração, como injetoras que aumentam a capacidade fabril na área de solados na planta baiana.

“Nosso plano é aumentar a produção de calçados para 2,5 milhões de pares neste ano. Além disso, seguimos expandindo por meio de franquias nos principais shopping centers de cada região, mas também há espaço para operações em pontos estratégicos na rua, de acordo com o potencial de cada local. Em dezembro, efetuamos a mudança da nossa plataforma de e-commerce, melhorando a navegabilidade dos consumidores. Agora, quando o cliente entra no site, insere o CEP e já consegue visualizar quais as lojas mais próximas”, explica Andrea Kohlrausch, que assumiu a presidência meses antes da pandemia dar sinais no Brasil e no mundo.

Para este ano, o foco da Bibi será continuar os investimentos em inovação, em manufatura e na eficiência das lojas. Além disso, a sustentabilidade é outro tema que está em alta na empresa e contextualiza ações em diferentes âmbitos, sendo eles ambiental, econômico e social. Um dos programas é voltado para diminuir em 20% a geração de resíduos no desenvolvimento de novos produtos e operações industriais até 2025. Já no quesito novos produtos e tendências, ao longo do ano, a marca apresentará ao mercado as duas novas coleções de Verão e Inverno, além de lançamentos pontuais de modelos que prometem arrebatar o coração dos pequenos e dos papais.

Para quem deseja se tornar um franqueado, a Bibi disponibiliza dois modelos de negócios. O formato de loja Standard, com investimento a partir de R$ 580 mil, foi criado para ser implantado em shopping centers de capitais e grandes metrópoles. Já o conceito Light, com custo de R$ 450 mil, é indicado para cidades com, em média, 200 mil habitantes. Os valores de investimentos para as duas operações já incluem as instalações, soluções tecnológicas, primeiro estoque, capital de giro e taxa de franquia.

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No Brasil, marca transformou as unidades em minicentros de distribuição

Indústria de SC recupera volume do pré-pandemia em novembro

O indicador avançou 5% em relação a outubro

No acumulado até novembro na comparação com o mesmo período de 2020, o setor da metalurgia obteve o melhor desempenho

A produção industrial catarinense de novembro avançou 5% em relação a outubro – o segundo maior crescimento entre os estados brasileiros no período, atrás apenas do Mato Grosso. Conforme análise do Observatório Fiesc, o resultado recuperou parte das quedas sofridas nos dois meses anteriores – retornando a um patamar de produção industrial superior ao período pré-pandemia.

“A indústria catarinense desponta em crescimento da produção na comparação com outros estados do país. O resultado reflete a diversidade, a competitividade do nosso parque fabril e a competência dos industriais, que avançam apesar das adversidades”, afirma o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, em nota. O resultado de Santa Catarina segue com a maior expansão na atividade industrial do país em 2021. O crescimento de 12,4% representa mais que o dobro da média nacional de 4,7%.

No acumulado até novembro na comparação com o mesmo período de 2020, o setor da metalurgia obteve o melhor desempenho. A expansão foi de 49,5%. “A atividade metalúrgica vem sendo impulsionada pelo bom momento da construção, tanto no país quanto no estado”, avalia o economista do Observatório Fiesc, Marcelo de Albuquerque. De acordo com ele, no terceiro trimestre, o setor cresceu 3,9% no Brasil em relação ao segundo trimestre de 2021. Em Santa Catarina, foram 17 mil novas vagas de emprego criadas no segmento entre janeiro e novembro de 2021.

A fabricação de veículos foi outro destaque da indústria catarinense, com expansão de 41,2% no acumulado do ano. Conforme o Observatório Fiesc, apesar da escassez de insumos e das dificuldades logísticas ainda se mostrarem presentes, 2021 mostrou uma retomada da produção automobilística a partir do setor de autopeças e carrocerias.

O setor de celulose e papel também teve um bom desempenho ao longo de 2021, registrando um crescimento de 13,9%, superior ao crescimento nacional de 3,2% e criação de 1,3 mil novos postos de trabalho. Santa Catarina possui a quinta maior produção do setor, com destaque para a produção de papel kraft.

O indicador avançou 5% em relação a outubro