Archives 2022

XP anuncia investimento na Br Supply

Aporte será utilizado para executar o plano de expansão da empresa

A Br Supply pretende acelerar o crescimento da sua plataforma de e-commerce OceanoB2B.com, focada em produtos para clientes pequenos e médios

A XP anunciou investimento na Br Supply, empresa de suprimentos indiretos corporativos. Fundada em 2008 por Cesar Folle, a companhia oferece um portfólio extenso de mais de 10 mil produtos, incluindo itens de EPIs, escritório, eletrônicos, higiene e limpeza, uniformes, produtos personalizados, entre outros. A empresa possui dois centros de distribuição, em São Leopoldo (RS) e em São Bernardo do Campo (SP), este último fruto da aquisição da operação brasileira da empresa americana Staples, em 2018 e Korpex em 2017.

“O setor de suprimentos indiretos movimenta mais de R$ 25 bilhões por ano, mas ainda é fragmentado e regional. Racionalizamos o processo de compra, temos portfólio de produtos amplo, no modelo one-stop-shop, nossa logística cobre todo território do Brasil, temos elevada segurança operacional e entregamos efetiva redução de custos. Tudo isso por meio do Supply Manager, nosso intra e-commerce, uma plataforma integrada ao ERP dos nossos clientes.”, diz Cesar Folle, fundador e CEO da BR Supply, em nota.

O aporte de R$ 48 milhões contribuirá para execução do plano de expansão da empresa, realização de aquisições, e aceleração do crescimento da plataforma de e-commerce OceanoB2B.com. Anteriormente, o XP Private Equity já havia realizado um investimento de R$ 92 milhões na companhia, via debêntures, que fora utilizado por Folle para aquisição da participação de acionistas minoritários. Com esta transação, a ser realizada via debêntures conversíveis, o XP Private Equity totalizará R$ 140 milhões investidos na BR Supply.

“Esta transação é uma demonstração da parceria que estabelecemos com nossos sócios. Depois de um período de interação com a Br Supply e com o Cesar Folle, em que aprofundamos nosso conhecimento sobre a companhia e seu modelo de negócio, estamos contribuindo com um novo investimento, que vai permitir à companhia continuar com seu forte crescimento, para no futuro buscar um IPO”, destaca Chu Kong, head do fundo de private equity da XP, também em nota.

Dentre os mais de 300 contratos vigentes da Br Supply, destacam-se Banco Itaú, Bradesco, Sicredi, Ambev, Vale, Raiadrogasil, DPSP, GPS, Carrefour, Grupo Pão de Açúcar, Petz, Sodexo Claro, BRF, entre outros. Em complemento à operação com grandes clientes, a companhia lançou em 2019 o e-commerce OceanoB2B.com, focado em suprimentos indiretos para pequenas e médias empresas, abrindo um novo canal de vendas, com benefícios de sinergias operacionais, de mix de produtos e logística de distribuição.

A Br Supply á a 330ª maior empresa da região, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Quer saber mais sobre negócios do Sul?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Aporte será utilizado para executar o plano de expansão da empresa

Banrisul projeta investir em 200 startups

Primeiro contrato foi assinado com agrotech Insumo

João Florêncio da Silva, Osvaldo Lobo Pires e os representantes da Insumo Fácil, assinando o contrato de financiamento

Pelo menos 200 startups brasileiras devem receber aportes com valor médio de R$ 300 mil concedidos via Banrisul. A instituição financeira passa a operar com duas novas linhas de fomento à pesquisa, desenvolvimento e inovação: Inovacred Expresso e Finep Conecta Automático. O start dessa iniciativa de estímulo foi dado na sexta-feira (28), já com assinatura de contrato.

A primeira empresa a aderir ao Inovacred Expresso é a agrotech gaúcha Insumo Fácil. Fundada em 2019, a startup foi pioneira no país ao propor um serviço que integra produtores rurais cadastrados, fornecedores e instituições financeiras. Mais empresas devem ser contempladas com a possibilidade de conseguir investimentos para equipamentos, softwares, serviços de consultoria, desenvolvimento de sistemas e treinamentos, entre outros avanços.

“Esse é mais um exemplo da presença do Banrisul no dia a dia das empresas, desde o processo de aceleração até o financiamento. A Insumo Fácil é uma startup acelerada pelo BanriTech, iniciativa do Banco que impulsiona o ecossistema de inovação”, destaca o diretor de crédito do Banrisul, Osvaldo Lobo Pires.

De acordo com o gerente de desenvolvimento de produtos e microcrédito do Banrisul, Tiago Fernandes, o lançamento das duas linhas marcam uma nova fase, de mais proximidade com os anseios de quem empreende neste segmento. “Uma das principais dificuldades no acesso ao crédito pelas startups é o conjunto de garantias exigidas pelos bancos; neste sentido, como diferencial, o Banrisul vai permitir o uso do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI) nessas operações, pois sabemos que isso torna o processo mais acessível e inclusivo”, destaca.

A linha Inovacred Expresso financia atividades de inovação, com processo simplificado de enquadramento. Oferece taxas compostas pela TJLP acrescida de 5% ao ano, com equalização de 40% da TJLP, para empresas com receita operacional bruta de até R$ 16 milhões, e prazo de até 48 meses para pagamento. Nessa modalidade, é necessário ter histórico de propriedade intelectual, ou ter recebido incentivos para inovação nos últimos 10 anos ou estar instalada ou fazer parte de incubadora ou parque tecnológico. Todas as startups que participaram do primeiro ciclo do BanriTech, em 2021, e que participarem dos próximos ciclos de aceleração do BanriTech, têm enquadramento nessa modalidade, condicionado à disponibilidade de recursos do produto e análise de crédito.

Já o Finep Conecta Automático é voltado para projetos em parceria com universidades e instituições de pesquisa, com taxas compostas pela TJLP acrescida de 5% ao ano, com equalização de 80% ou 100% da TJLP, conforme a receita operacional bruta da empresa e prazo de 60 meses para pagamento. Permite a conexão da empresa inovadora com um Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT) cadastrado pela Finep. Nesse caso, os serviços tecnológicos financiados precisam ser executados por um ICT.

Quer saber mais sobre negócios do Sul?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Primeiro contrato foi assinado com agrotech Insumo

Mapa catarinense mostra 15 regiões no nível alto

Apenas o Alto Uruguai e o Extremo Oeste se mantiveram estáveis

Os resultados do mapa de risco refletem o aumento no número de casos confirmados de Covid-19 notificados nas quatro primeiras semanas de 2022

A matriz de risco potencial regionalizado divulgada neste sábado (29) revela que regiões classificadas como risco potencial alto (cor amarelo) e duas no nível de risco moderado (cor azul). Em um comparativo com o relatório divulgado na semana anterior, apenas as regiões Alto Uruguai Catarinense e Extremo Oeste se mantiveram estáveis, permanecendo no nível moderado (azul).

Houve piora nos indicadores das regiões Médio Vale do Itajaí e Xanxerê, que na semana anterior estavam classificadas no nível moderado (azul) e passaram a ser classificados no nível alto (amarelo), juntando-se as regiões do Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Meio Oeste, Nordeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Vale do Itapocu que se mantiveram no nível alto (amarelo).

Os resultados do mapa de risco refletem o aumento no número de casos confirmados de Covid-19 notificados nas quatro primeiras semanas de 2022, que tiveram reflexo na dimensão transmissibilidade, que monitora o número de casos ativos que foram notificados no período e a velocidade de transmissão. Todas as regiões estão classificadas no nível gravíssimo (vermelho), com o número de casos ativos alcançando 78.287 casos em todo o Estado, o maior registrado desde o início da pandemia.

Na dimensão de gravidade, que contempla os indicadores de mortalidade e tendência de internação por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), em relação ao boletim anterior, houve melhora nos indicadores do Alto Uruguai Catarinense, Extremo Oeste, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste e Oeste, que estavam classificados como nível alto (laranja) no boletim anterior, e se juntaram a região de Xanxerê, que se manteve no nível moderado (azul).

Também houve melhora na região Carbonífera, que estava classificada no nível grave (laranja) no boletim anterior, e passou a ser classificado como nível alto (amarelo), juntando-se às regiões Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Nordeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Vale do Itapocu.Portanto, observa-se que mesmo com o aumento vertiginoso no número de casos ativos, não houve impacto direto na internação e mortalidade por Covid-19.

Na dimensão do monitoramento, que reflete a cobertura vacinal e a variação semanal de casos, todas as regiões foram classificadas com risco moderado (azul), condição que mantêm em relação à semana anterior. Com mais de 5,3 milhões de pessoas que receberam as duas doses da vacina, a cobertura vacinal da população geral no dia 28 de janeiro ultrapassou 73%. Apesar do grande número de casos notificados desde o início do ano, as elevadas taxas de cobertura vacinal d têm contribuído para, proporcionalmente, reduzir o impacto na gravidade dos casos.

No item que analisa a capacidade de atenção, que monitora a taxa de ocupação de leitos de UTI adulto com pacientes em tratamento para Covid-19 em relação ao total de leitos disponíveis em cada região, as regiões Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Oeste, Vale do Itapocu e Xanxerê se mantiveram no nível Moderado (azul), com taxas de ocupação abaixo de 20%.

Houve piora nos indicadores das regiões Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Médio Vale do Itajaí e Planalto Norte, que na semana anterior estavam como nível moderado, e passaram a ser classificadas como nível alto (amarelo), juntando-se às regiões Grande Florianópolis e Laguna com taxa de ocupação de variando entre 20 a 39%. Também foi observado piora nos indicadores das regiões Foz do Rio Itajaí e Serra Catarinense, que passaram a ser classificadas no nível Grave (laranja), se juntando as regiões Meio Oeste e Nordeste, com taxas de ocupação variando de 40 a 59%.

Por fim, a região Oeste, que na semana anterior estava classificada no nível Grave (laranja) passou a ser classificada nesta semana no nível Gravíssimo (vermelho), com taxas de ocupação acima de 60%. Destaca-se que o Estado apresenta uma boa quantidade de UTI disponíveis tanto para atendimento de pacientes com Covid-19, como para tratamento de demais patologias, sem comprometer a realização de cirurgias eletivas, por exemplo. Portanto, mesmo com a disseminação da variante Ômicron por todo o Estado, não existe comprometimento da capacidade de atenção de alta complexidade no momento atual.

A análise desta semana demonstra a manutenção da taxa de crescimento de casos e óbitos por coronavírus na última semana. Houve um aumento de 38% na taxa de casos de Covid-19 acumulados nos últimos 7 dias nesta semana (1.033,04 casos/100 mil habitantes), quando comparada com a semana anterior (747,08 casos/100 mil habitantes). Em relação aos óbitos, houve um aumento de 138% na taxa de óbitos confirmados de Covid-19 acumulados nos últimos 7 dias (2,46 óbitos/100 mil habitantes) quando comparada com a semana anterior (1,03 óbitos/100 mil habitantes), demonstrando uma piora no cenário de gravidade da pandemia.

Levantamento preliminar realizado pela secretaria de saúde aponta que, no momento atual, as pessoas com quadros graves de Covid-19 hospitalizadas em leitos de UTI na rede própria estadual são em sua maioria pessoas com idade acima de 60 anos que não receberam a dose de reforço recomendada após 4 meses da completitude do esquema vacinal primário ou estão com o esquema vacinal incompleto. A secretaria de saúde faz um apelo para que todos os catarinenses que estão no prazo para receber a dose de reforço (4 meses), principalmente os idosos, procurem o posto de vacinação do seu município e se proteja contra o coronavírus.

Considera-se como elemento chave para o momento de alta no número de casos de Covid-19 em Santa Catarina a elevada capacidade de transmissão da variante Ômicron do vírus SARS-CoV-2, cuja transmissão comunitária foi detectada no final de 2021. Além da presença da variante Ômicron, o cenário epidemiológico apontado nessas primeiras quatro semanas de 2022 pode ser considerado como resultado das aglomerações ocorridas durante as festas de final de ano e o período de férias de verão, aliadas ao relaxamento na adoção das medidas de prevenção por grande parte população. Isso tem se refletido numa grande procura por atendimento em centros de saúde, unidades de atenção primária e centros de triagem em diversos municípios.

Em nota, a secretaria de saúde alerta a todos acerca da importância da manutenção das medidas de prevenção, como uso universal de máscaras, evitar aglomerações mantendo distanciamento físico de 1,0m entre grupos diferentes, dar preferência a ambientes ventilados e atualizar o esquema vacinal contra a Covid-19, tanto completando o esquema primário de duas doses quanto recebendo a dose de reforço após quatro meses.

O principal objetivo da matriz de risco catarinense é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Apenas o Alto Uruguai e o Extremo Oeste se mantiveram estáveis

Brasil começará a reduzir IOF cambial ainda este ano

Medida faz parte de acordo para adesão à OCDE

Segundo o Ministério da Economia, o Brasil está em estágio avançado de convergência com a OCDE, tendo aderido a 104 dos 251 instrumentos normativos do organismo internacional

As operações com moeda estrangeira terão o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) reduzido gradualmente até ser zerado em 2029, confirmou o Ministério da Economia. O imposto começará a ser reduzido ainda este ano, para operações de entrada e saída de recursos estrangeiros de curto prazo, em até 180 dias.

O corte do imposto abrangerá quatro faixas de incidência do IOF cambial, com reduções graduais para cada faixa. O primeiro grupo envolverá as operações de curto prazo. O segundo abrangerá transações com cartões de crédito ou débito, cheques de viagem e cartões pré-pagos internacionais. O terceiro englobará operações de câmbio para compra de moeda estrangeira à vista no Brasil e para transferência de residentes no país para contas em seu nome no exterior. O quarto grupo, por fim, envolverá as demais operações de câmbio.

A medida foi exigida pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para a entrada do Brasil ao grupo, que reúne as economias mais industrializadas do mundo. Nesta semana, a organização internacional formalizou o convite para o início do processo de adesão do país, abrindo caminho para um processo que durará anos.

As reduções de alíquotas do IOF serão estabelecidas por meio de decreto presidencial. A mudança é uma das obrigações a serem cumpridas pelo Brasil para adesão aos Códigos de Liberalização de Movimentação de Capitais e de Operações Invisíveis, instrumento exigido para os países que integram a OCDE.

De acordo com a Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, a eliminação do IOF sobre transações com o exterior tem o objetivo de acabar com a prática de “câmbios múltiplos”, em que a taxa efetiva de câmbio varia conforme o tipo de operação. Essa multiplicidade, explicou a pasta, favorece determinados tipos de transação em detrimento de outros e discrimina agentes econômicos que desejam operar no país, sendo condenada tanto pela OCDE como pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Segundo o Ministério da Economia, o Brasil está em estágio avançado de convergência com a OCDE, tendo aderido a 104 dos 251 instrumentos normativos do organismo internacional. O processo de adesão está mais acelerado que em outros países convidados a integrar o grupo ou que atuam como parceiros-chave, como Argentina (51 instrumentos), Romênia (53), Peru (45), Bulgária (32) e Croácia (28).

A adesão mais recente ocorreu na quinta-feira (27), quando o Brasil se comprometeu a adotar as recomendações da OCDE no tema “Crianças no ambiente digital”. Fundada em 1961, em Paris, a OCDE funciona como um organismo que avalia e recomenda práticas e políticas que promovam prosperidade, igualdade, oportunidade e bem-estar global. Com 38 países-membros, a organização reúne 61% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

Quer saber mais sobre tributos?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Com Agência Brasil

Medida faz parte de acordo para adesão à OCDE

Faturamento da Copacol cresce 38%

Receita da cooperativa paranaense somou R$ 7,9 bilhões ano passado

A Copacol é a 35ª maior empresa da região e também a 14ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

O faturamento da Copacol, de Cafelândia (PR), chegou a R$ 7,9 bilhões ano passado, mesmo com as adversidades enfrentadas devido aos efeitos do clima e os impactos da Covid-19. O crescimento é de 38%, o maior dos últimos cinco anos. O resultado foi apresentado na assembleia geral nesta sexta-feira (28).

Com uma área de 250 mil hectares nas regiões Oeste e Sudoeste, a cooperativa possui 6,7 mil cooperados. São 16 mil colaboradores que atuam em 21 unidades de grãos, insumos e sementes, quatro unidades industriais, além de matrizeiros, fábricas de rações e sede administrativa. Com a conquista do consumidor no mercado externo, a Copacol chega a 76 países. As exportações ano passado atingiram US$ 476,2 milhões, aumento de 16,6%.

Em 2021, a cooperativa movimentou mais de R$ 2 bilhões em serviços e aquisição de materiais. O volume de impostos pagos teve acréscimo de 28%, chegando a R$ 291 milhões.

Com o encerramento do balanço financeiro de 2021, a Copacol definiu o total em sobras de R$ 134,9 milhões, elevação de 12% em comparação ao exercício anterior – valor antecipado em dezembro aos cooperados, que receberão ao todo: R$ 2,70 por saca de soja, R$ 15 por saca de café, R$ 1,30 por saca de trigo, R$ 1,30 por saca de milho. Os adeptos ao Programa Selo Social têm um acréscimo de R$ 1,50 por saca de soja.

A Copacol é a 35ª maior empresa da região e também a 14ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Receita da cooperativa paranaense somou R$ 7,9 bilhões ano passado

Ecovagas assina acordo com Zletric

Empresas unirão suas operações de eletromobilidade

A conclusão das negociações resultará em um dos maiores players de infraestrutura de carregamento de veículos elétricos do Brasil

A Ecovagas, primeira rede de carregamentos de veículos elétricos semipública integrada e conectada do Brasil, criada em 2020 em uma parceria entre a Estapar e a EnelX, assinou um acordo com a Zletric, empresa especializada em energia para recarga de veículos elétricos e híbridos, para combinar as suas estruturas, formando uma única empresa. A negociação visa ampliar o mercado brasileiro de eletromobilidade e a infraestrutura de recarga de veículos eletrificados, nos principais pontos onde o usuário pode estacionar seu carro, seja em estacionamentos localizados em aeroportos, prédios comerciais, shopping centers, arenas e hospitais, por exemplo, ou na esfera residencial, com soluções e tecnologia para condomínios em diferentes localidades.

Atualmente, a Ecovagas conta com mais de 200 pontos de recarga instalados em 29 cidades e em 13 estados brasileiros. Até o fechamento do negócio, esse número saltará, de forma combinada, para cerca de 500 pontos. A expectativa é de que, até o fim de 2022, estejam disponíveis até mil pontos para todos os públicos, sejam frotistas, montadoras, locadoras e gestoras, além de consumidores finais que já possuam carros elétricos e híbridos.

“A recarga dos veículos elétricos será uma quebra de paradigma, pois não será feito em locais de passagem, como acontece com os postos de combustíveis hoje. As pessoas otimizarão seu tempo carregando seus veículos enquanto estacionados, simultaneamente fazendo outras atividades diárias ou em suas residências”, explica André Iasi, CEO da Estapar, controladora da Ecovagas.

O movimento das empresas pretende criar uma operação com alta escalabilidade, se consolidando como o principal player do segmento e grande facilitador do ecossistema de eletromobilidade no país. A união das empresas leva em conta que a Ecovagas, focada no segmento semipúblico, reúne os melhores pontos de estacionamento da Estapar, com sua alta recorrência de uso, e a Enel X, relevante player do setor de energia elétrica, garante a qualidade e experiência internacional. Já a Zletric, com sua agilidade de uma startup, está focada em tecnologia para a operação, com presença importante no segmento residencial.

“A base de clientes da Estapar e seus parceiros é fundamental para alimentar o mercado, pois a recorrência física dos clientes nos estacionamentos é enorme, da mesma forma que no uso dos aplicativos da companhia também, portanto, será de grande valia usar essas ferramentas para captar novos usuários”, afirma Pedro Schaan, CEO da Zletric.

Grandes nomes do mercado já possuem acordos com as empresas: Volvo, Stellantis (conglomerado de marcas como Fiat, Peugeot, Citroën, Jeep, entre outras), Nissan e Movida são exemplos. A Ecovagas oferece o gerenciamento da instalação dos carregadores elétricos, manutenção de toda a rede, energia e software de gestão real time. Por meio do aplicativo Vaga Inteligente, o consumidor poderá, em tempo real, visualizar os pontos de carregamento disponíveis em seu smartphone e dirigir-se até o local mais próximo para recarregar seu veículo em poucos minutos. As vagas são especialmente sinalizadas para os veículos híbridos plug-ins e elétricos e contam com o acompanhamento de profissionais para o gerenciamento das instalações.

Quer saber mais sobre negócios do Sul?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Empresas unirão suas operações de eletromobilidade

Desemprego recua para 11,6% no trimestre encerrado em novembro

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado aumentou

Comércio impulsiona aumento na ocupação

A taxa de desocupação caiu para 11,6% no trimestre encerrado em novembro, recuo de 1,6 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior. O número de desempregados diminuiu 10,6% nesse mesmo período, chegando a 12,4 milhões. É uma redução de 1,5 milhão de pessoas. Quando comparado ao mesmo período do ano anterior, houve queda de 14,5%, o que representa 2,1 milhões a menos em busca de trabalho. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE.

Na comparação com o trimestre encerrado em agosto, o número de pessoas ocupadas aumentou 3,5%. São 3,2 milhões de pessoas a mais no mercado de trabalho. “Esse resultado acompanha a trajetória de recuperação da ocupação que podemos ver nos últimos trimestres da série histórica da pesquisa. Esse crescimento também já pode estar refletindo a sazonalidade dos meses do fim de ano, período em que as atividades relacionadas principalmente a comércio e serviços tendem a aumentar as contratações”, explica a coordenadora de trabalho e rendimento do IBGE, Adriana Beringuy. Com isso, o nível de ocupação, percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, foi estimado em 55,1%, um aumento de 1,7 ponto percentual frente ao trimestre anterior.

Assim como nos trimestres anteriores, o número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado aumentou. O crescimento foi de 4% frente ao trimestre encerrado em agosto, o que representa 1,3 milhão de pessoas. “No setor privado, os segmentos de comércio, indústria, saúde e educação e de tecnologia da informação e comunicação foram os que mais expandiram a sua ocupação com trabalhadores com carteira assinada”, relata a pesquisadora.

Também houve aumento de 7,4% no contingente de empregados sem carteira no setor privado, ou adição de 838 mil pessoas. Frente ao mesmo período do ano anterior, o aumento foi de 18,7%. O número de trabalhadores por conta própria também cresceu: o avanço foi de 588 mil pessoas (2,3%) em relação ao último trimestre e de 3,2 milhões (14,3%) frente ao trimestre encerrado em novembro de 2020. Na categoria dos trabalhadores domésticos, a alta na ocupação foi de 6% frente ao trimestre anterior e de 22,5% em relação ao mesmo trimestre de 2020.

A taxa de informalidade foi de 40,6% e se manteve estável frente ao trimestre anterior, mas houve aumento no número de trabalhadores informais. “Do crescimento de 3,2 milhões de trabalhadores no número de pessoas ocupadas, 43% vieram do trabalho informal. Então, embora a informalidade continue se destacando na expansão da ocupação, a participação do trabalho formal no setor privado vem aumentando e contribuindo também para a recuperação da ocupação no país”, afirma Adriana.

Enquanto a massa de rendimento real habitual permaneceu estável, ao ser estimada em R$ 227 bilhões, o rendimento real habitual caiu 4,5% frente ao trimestre anterior e 11,4% em relação ao mesmo trimestre de 2020. Ele foi estimado em R$ 2.444 no trimestre encerrado em novembro, o menor já registrado pela série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

“Isso significa que, apesar de haver um aumento expressivo na ocupação, as pessoas que estão sendo inseridas no mercado de trabalho ganham menos. Além disso, há o efeito inflacionário, que influencia na queda do rendimento real recebido pelos trabalhadores”, explica.

A maior parte da expansão da ocupação veio do comércio, com aumento de 4,1%, ou 719 mil pessoas a mais trabalhando no setor. Já a indústria teve crescimento de 3,7%, o que representa um acréscimo de 439 mil pessoas a esse grupamento de atividade. O segmento de alojamento e alimentação, um dos mais prejudicados desde o início da pandemia de Covid-19, teve seu contingente de trabalhadores aumentado em 9,3%. São 438 mil empregados a mais.

A população fora da força de trabalho teve queda de 2% na comparação com o último trimestre. Fazem parte desse grupo as pessoas que não estavam nem ocupadas nem desocupadas na semana de referência. A queda nesse contingente foi de 1,3 milhão de pessoas. Frente ao mesmo período do ano anterior, houve redução de 4,6 milhões.

Na comparação com o último trimestre, 538 mil pessoas saíram da força de trabalho potencial, grupo das pessoas em idade de trabalhar que não estavam nem ocupadas nem desocupadas, mas que tinham potencial para estar na força de trabalho. Estimado em 9,1 milhões de pessoas, esse contingente teve redução de 2,3 milhões na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já as pessoas desalentadas, ou seja, aquelas que não buscaram trabalho, mas que gostariam de conseguir uma vaga e estavam disponíveis para trabalhar, foram estimadas em 4,9 milhões. A queda foi de 6,8% frente ao último trimestre e de 14,4% em relação ao encerrado em novembro de 2020, quando havia 5,7 milhões de desalentados no país.

Sobre a Pnad Contínua
A Pnad Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE.

Quer saber mais sobre indicadores econômicos?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado aumentou

Segurança de dados: um investimento para o negócio

Especialistas afirmam que as tentativas de ataques aumentarão neste ano

Estudo promovido pela Cisco afirma que 70% das empresas que realizaram investimentos nessa área perceberam redução de atrasos nas vendas

Em 2021, o Brasil foi o quinto país que mais sofreu ataques cibernéticos no mundo. Somente no primeiro trimestre, de acordo com a consultoria alemã Roland Berger, foram constatadas 9,1 milhões ocorrências. E a perspectiva para 2022 é ainda mais preocupante: especialistas afirmam que as tentativas de ataques aumentarão neste ano.

Investir em segurança cibernética é uma estratégia primordial para a manutenção das atividades empresariais. Trata-se de uma precaução que reduz as vulnerabilidades a que a organização está exposta e, consequentemente, previne ataques — diminuindo possíveis danos financeiros e reputacionais.

Engana-se quem pensa que os únicos alvos desses ataques são as grandes corporações. Na verdade, o que acompanhamos na mídia é uma pequena parcela dos ataques. Pequenas e médias empresas sofrem constantes ataques de criminosos. Por isso, é fundamental que todas as organizações se preocupem com a segurança de seu negócio.

Nesse sentido, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é uma grande aliada das empresas. Embora a adequação à legislação seja uma obrigação — inclusive passível de aplicação de penalidades pelo seu descumprimento —, os benefícios da sua implementação vão além de uma conformidade legal. E essas vantagens já estão sendo percebidas pelas empresas que investiram em programas de privacidade e proteção de dados.

Estudo promovido pela Cisco afirma que 70% das empresas que realizaram investimentos nessa área perceberam redução de atrasos nas vendas, diminuição de perdas decorrentes de violação a dados pessoais e aumento na agilidade e inovação. Também vislumbraram melhoria na eficiência operacional de controles de dados pessoais, aumento na fidelização e confiança de seus clientes e incremento na atração de investimentos. Ou seja, se bem implementado, um programa de privacidade torna-se um diferencial competitivo para a organização.

Quem ainda não iniciou sua jornada em proteção de dados tem mais uma oportunidade em 2022. Entender segurança cibernética como investimento, e não como custo, é a meta a ser alcançada. Investir em pessoas, processos e tecnologia é crucial para garantir a preservação do negócio.

*Advogada e consultora de privacidade e proteção de dados da Biolchi Empresarial

Especialistas afirmam que as tentativas de ataques aumentarão neste ano

MadeiraMadeira inaugura centro tecnológico de móveis

O lançamento vem somado à criação de mais de 110 lojas físicas em todo o Brasil

Com cinco mil metros quadrados, o centro tecnológico, localizado em Curitiba, conta com estúdio de co-criação, laboratório para testes

Após se tornar unicórnio em 2021 – depois do aporte de US$ 190 milhões liderado por SoftBank e Dynamo – a MadeiraMadeira anuncia a inauguração do primeiro centro tecnológico de desenvolvimento móveis do país nesse formato. O local envolverá indústria, varejo e consumidor final em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Em linha com sua estratégia de inovação, o lançamento vem somado à criação de mais de 110 lojas físicas em todo o Brasil focadas em sua marca própria, a CabeCasa. Os investimentos para as duas iniciativas já passam de R$ 100 milhões.

Esse movimento é a continuidade de uma guinada nos negócios da companhia. Agora, além de vender pelo site e pelo aplicativo, disponível no Google Play e na Apple Store, a MadeiraMadeira intensifica com esse investimento sua atuação no ciclo completo da experiência do cliente, desde a produção de móveis com qualidade e durabilidade superiores até entrega mais rápida para todo o país. De acordo com a empresa, um móvel pode demorar até seis meses para ser criado desde o briefing até a comercialização. Com o centro, a proposta é reduzir o tempo para um mês, além de lançar 200 novos produtos mensalmente ao longo de 2022.

“O Centro de Tecnologia é uma vitória. Unir a força da MadeiraMadeira, unicórnio curitibano que vem crescendo de forma exponencial, para desenvolver produtos, e o Senai Paraná, para garantir itens de qualidade e alta tecnologia será extremamente relevante para o estado. O Senai tem um papel de grande articulador entre o segmento industrial e empresas de serviços, além de grande balizador de qualidade”, explica Fabrício Luz Lopes, gerente executivo de tecnologia e inovação do Sistema Fiep. “O espaço será uma extensão do nosso laboratório, o Instituto de Madeira e Mobiliário, na Região Metropolitana de Curitiba. Nosso instituto cresce com esse movimento, ganha uma nova planta, passa atender a MadeiraMadeira e indústrias locais”, completa.

Com cinco mil metros quadrados, o Centro Tecnológico, localizado em Curitiba, conta com estúdio de co-criação, laboratório para testes, área de prototipagem, estúdio de fotografia e vídeo e showroom. A ideia é trabalhar com inovação e tecnologia tanto nos materiais, incluindo opções mais sustentáveis, reduzindo o tempo de montagem, uso de ferramentas e desperdício de embalagens, como nos processos, pesquisas, prototipagem, testes e novos produtos. De acordo com Santiago Antoranz Pons, vice-presidente de desenvolvimento de produtos da MadeiraMadeira e idealizador do espaço, a iniciativa tem como objetivo trazer mais qualidade e segurança para o consumidor brasileiro.

“Existe uma distância gigante entre o consumidor final e a indústria de móveis, assim como o varejo, que tem pouco conhecimento dos detalhes técnicos e de como traduzir dores do consumidor. Não adianta continuar no modelo tradicional de colocar o produto no mercado sem um retorno claro do sucesso pós-venda. Estamos propondo uma revolução em que reunimos todos os envolvidos no mesmo local e colocamos o cliente no centro do processo, desde o desenvolvimento do móvel até o seu teste e feedback”, explica Santiago.

Já as 112 novas lojas físicas da MadeiraMadeira, que têm como foco a venda de sua marca própria, a CabeCasa, estão sendo implementadas desde o ano passado, sendo três inauguradas ainda em janeiro de 2022. As lojas estão distribuídas nos estados de São Paulo (58), Minas Gerais (10), Rio Grande do Sul (11), Paraná (8), Góias (5), Santa Catarina (5), Espiríto Santo (4), Pernambuco (2), Rio de Janeiro (2), Bahia (1), Rio Grande do Norte (1), além do Distrito Federal (5).

“A expansão da nossa marca própria com a chegada off-line a 12 estados vai ao encontro da estratégia para criação do Centro Tecnológico. Será possível levar ainda mais qualidade, segurança, garantia, além de design diferenciado a um preço acessível para o consumidor. Com lojas próprias e um CT altamente estratégico, seremos capazes de trazer ao mercado um padrão elevado de qualidade de móveis que ainda não existe no Brasil”, explica Daniel Scandian, CEO e cofundador da MadeiraMadeira.

“O Sistema Fiep investe constantemente em estruturas e serviços que agreguem valor à indústria. Nesta parceria, aliamos o conhecimento técnico e a capacidade tecnológica do Senai com a visão inovadora da MadeiraMadeira, o que certamente resultará em novas oportunidades de negócios não apenas para a empresa, mas para o setor moveleiro paranaense como um todo.”, conta o presidente do Sistema Fiep, Carlos Valter Martins Pedro.

A MadeiraMadeira é a 147ª maior empresa da região e também a 55ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Quer saber mais sobre negócios do Sul?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

O lançamento vem somado à criação de mais de 110 lojas físicas em todo o Brasil

Região Sul ganha a primeira usina solar flutuante

Empreendimento da Elejor conta com tecnologia e desenvolvimento do Lactec para otimizar desempenho

Uma das vantagens das usinas solares flutuantes em relação às instalações em terra é dispensar investimentos em aquisição e adequações da área

Está no Paraná a primeira usina fotovoltaica flutuante do Sul do país a entrar em operação em reservatório de usina hidrelétrica. O empreendimento integra um projeto coordenado pelo Lactec, no âmbito do Programa de P&D da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e está instalado no reservatório da Usina Hidrelétrica (UHE) Santa Clara (120 MW), entre os municípios de Candói e Pinhão, no Sudoeste do Paraná. A estrutura pertence à Elejor, Sociedade de Propósito Específico (SPE), na qual a Copel é sócia majoritária.

A ilha solar flutuante é composta por 276 módulos fotovoltaicos, sobrepostos em uma estrutura metálica flutuante com potência instalada de 100,7 quilowatts-pico (kWp), ocupando uma área de 1,1 mil metros quadrados. A usina é conectada a um eletrocentro, em solo, que converte a corrente elétrica de contínua para alternada, e entrega a energia a uma rede de média tensão de 34,5 quilovolts (kV). A energia gerada atende ao consumo da própria hidrelétrica.

Para o coordenador do projeto pelo Lactec, Kleber Franke Portella, uma das vantagens das usinas solares flutuantes em relação às instalações em terra é dispensar investimentos em aquisição e adequações da área, como terraplenagem e corte de vegetação. A segurança para transeuntes e contra furtos e vandalismo também contam pontos a favor, além de se evitar o uso de áreas que poderiam ser destinadas a outras atividades econômicas, como agricultura, por exemplo.

O potencial técnico de geração fotovoltaica flutuante no Brasil pode chegar a 4,5 terawatts-hora/ano, segundo informações do Plano Nacional de Energia (PNE) 2050. Esse potencial supriria quase 1% do consumo do país durante um ano inteiro, usando como referência os 474,2 TWh consumidos em 2020, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

A ilha solar flutuante está ancorada a uma distância de aproximadamente 250 metros da margem da represa. Segundo ele, foi justamente esse o principal desafio técnico do projeto. O lago apresenta variações de até 20 metros no nível da água e o sistema de ancoragem tinha que ser capaz de acompanhar essas oscilações.

Para o pesquisador, o mecanismo dinâmico de ancoragem é uma das importantes contribuições da pesquisa, pois a variação de cota é uma situação comum aos reservatórios de hidrelétricas, que deve ser considerada nos projetos de implantação de usinas solares flutuantes, tanto para preservar a integridade das estruturas como para assegurar o bom desempenho da geração.

O projeto de P&D contemplou um estudo comparativo da eficiência de geração com três diferentes arranjos dos módulos fotovoltaicos, que foram instalados na cobertura do eletrocentro: um totalmente plano, um inclinado e outro com rastreador solar. O sistema com rastreamento apresentou uma eficiência superior aos demais, mas há outros aspectos a serem considerados para a instalação do tracker em usinas flutuantes para avaliar sua efetividade, que são o peso adicional e o consumo de energia do próprio equipamento.

Quer saber mais sobre negócios do Sul?

Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Empreendimento da Elejor conta com tecnologia e desenvolvimento do Lactec para otimizar desempenho

Adesão do RS ao regime de recuperação fiscal é aprovada

Estado encaminhará em 30 dias primeiros documentos do plano de reestruturação das contas

Com a aprovação, o Estado ingressa na fase de validação das oito medidas obrigatórias pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional

O Rio Grande do Sul obteve, nesta sexta-feira (28), autorização da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) para adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). O sinal positivo foi publicado no Diário Oficial da União, abrindo espaço para que o Estado apresente o seu plano de reestruturação das finanças públicas para os nove anos seguintes.

Com isso, se inicia formalmente o processo de elaboração e negociação do Plano de Recuperação junto ao governo federal. Na segunda-feira (31) será realizada audiência entre equipes do Estado e da STN para definição do cronograma das entregas do plano de recuperação. Pela legislação do RRF, a elaboração do plano pode durar até seis meses entre a adesão e a homologação, que é a última fase do processo, quando a proposta é assinada pelo presidente da República.

“A adesão é uma notícia muito importante para o Rio Grande do Sul. Nosso governo já deu solução para as dívidas de curto prazo do Estado, quitamos as dívidas com fornecedores, prestadores de serviços, as dívidas na área da saúde com os municípios, os salários em dia. Mas o Estado tem ainda uma questão estrutural que é a dívida com a União, que precisa ser solucionada e que está sendo encaminhada a solução a partir do RRF”, destacou o governador Eduardo Leite, em nota.

Nas apresentações que fez sobre o RRF na Assembleia ao longo de 2021, o secretário da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso, sempre destacou que as reformas estruturais que o Rio Grande do Sul já vinha executando com o apoio dos deputados são integralmente aderentes ao regime e deveriam auxiliar a tornar mais curto o caminho até a homologação do RRF, esperando-se atingir a conclusão em torno de 90 dias a contar de agora. “Além das reformas administrativa e previdenciária, já foram efetivadas privatizações, o Estado vem equacionando passivos de exercícios anteriores e ainda implantou um teto de gastos, ações que anteciparam resultados fiscais importantes e pavimentam um futuro sustentável”, afirma o secretário, também em nota.

O pedido de adesão foi encaminhado em 29 de dezembro, após anos de negociação com a União, da aprovação pela Assembleia das leis necessárias para adequação às mudanças na lei federal e de dezenas de estudos técnicos elaborados. No pedido, o Estado comprovou cumprir os três requisitos de habilitação ao RRF.

Com a aprovação, o Estado ingressa na fase de validação das oito medidas obrigatórias pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) – já em curso – e de avaliação técnica do seu plano e, por isso, entram em vigor as vedações previstas na lei, como as de gastos com pessoal. Conforme o secretário, novos incrementos em despesas correntes poderão ser feitas após a homologação do RRF, desde que descritas no plano. As regras valem para todos os entes que tenham assinado adesão ao RRF, como no caso de Goiás, em 2021.

Estado encaminhará em 30 dias primeiros documentos do plano de reestruturação das contas

Vazamento de dados: como se proteger?

Este é um tema de grande interesse para qualquer empresa

O Facebook sofreu uma falha de segurança que revelou dados de 553 milhões de usuários da rede

O vazamento de dados é um tema de grande interesse para qualquer empresa que trabalhe e necessite de segurança de dados. Afinal, não foram poucos os casos de vazamentos que ocorreram em 2021. Por isso, trouxemos para vocês um histórico dos principais eventos desse tópico que ocorreram no último ano.

Bykea
A empresa de logística e pagamentos paquistanesa sofreu uma quebra de segurança que expos mais de 400 milhões de arquivos contendo dados sensíveis. A descoberta foi feita durante o monitoramento de rotina de portas de IP. A quebra de segurança atingiu diversas informações pessoais de clientes físicos e jurídicos da empresa, contendo dados que poderiam ser utilizados para causar prejuízos financeiros e de reputação para essas pessoas.

Cognyte
A empresa de cybersegurança sofreu uma quebra de segurança em mais de 5 bilhões de arquivos coletados de outros incidentes de vazamento de dados. As informações ficaram disponíveis na internet sem qualquer proteção ou necessidade de autenticação. Os arquivos vazados continham informações de nome, endereço, senhas e fonte dos dados.

Database brasileiro
Em janeiro de 2021 foi descoberto que 223 milhões de arquivos contendo dados pessoais de brasileiros havia sido vazado. As informações continham nomes, identificadores de impostos, imagens faciais, endereços, telefones, e-mails, score de crédito, salário dentre outras informações. O vazamento, suspostamente originado no Serasa Experian, estava disponível gratuitamente em fóruns da darkweb.

Facebook
A maior e mais polêmica (talvez) rede social do mundo não está livre de vazamentos e em 2021 sofreu uma falha de segurança que revelou dados de 553 milhões de usuários da rede. O database continha informações pessoais de usuários de mais de 100 países e certamente um grande potencial de dano para quem teve seus dados expostos.

Linkedin
Os dados pessoais de 700 milhões de usuários da rede social profissional foram encontrados à venda on-line. O número representa mais de 93% dos usuários da plataforma e continha informações sensíveis como: nomes completos, telefones, endereços, e-mail, geolocalização, nomes de usuário, backgroud profissional e informações de outras redes sociais. A empresa negou que dados sigilosos tenham sido vazados e que apenas informações que já eram públicas haviam sido extraídas em massa e colocadas à venda na internet.

Como se proteger
Nem mesmo as maiores empresas do mundo estão completamente a salvo de vazamentos de dados, mas existem diversas maneiras de prevenir que eles ocorram. Um dos métodos é o monitoramento constante de redes. Como podemos ver no caso da Bykea, a vulnerabilidade foi encontrada durante o monitoramento. Outro ponto chave de proteção é a utilização de Firewalls de próxima geração como o Fortinet. Eles utilizam tecnologia de inteligência artificial avançada para fazer a seleção de dados e portas, evitando que ameaças acessem os servidores da empresa.

Este é um tema de grande interesse para qualquer empresa

Governadores prorrogam congelamento do ICMS por 60 dias

Alíquota fixa seria encerrada no próximo dia 31

Os governadores também cobram do governo federal mudanças na política de preços da Petrobras

Os governadores decidiram prorrogar o congelamento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) por 60 dias. A alíquota fixa seria encerrada na próxima segunda-feira (31). Em nota assinada por 21 dos 27 dos governadores, eles afirmam que a “proposta traduz mais um esforço com o intuito de atenuar as pressões inflacionárias que tanto prejudicam os consumidores, sobretudo no tocante às camadas mais pobres e desassistidas da população brasileira”.

Os governadores também cobram do governo federal mudanças na política de preços da Petrobras. Para eles, existe “a urgente necessidade de revisão da política de paridade internacional de preços dos combustíveis, que tem levado a frequentes reajustes, muito acima da inflação e do poder de compra da sociedade”. O documento ressalta ainda que essa decisão será tomada até que soluções estruturais para a estabilização dos preços desses insumos sejam estabelecidas.

O movimento dos chefes de Executivos estaduais acontece no momento em que o governo prepara uma proposta de emenda constitucional (PEC) para reduzir o preço dos combustíveis, do gás de cozinha e da energia elétrica no país.

Alíquota fixa seria encerrada no próximo dia 31

Entenda os fatores que pressionam a inflação no Brasil e no mundo

Tensões na Ucrânia e incertezas internas puxarão índices para cima

A seca no Sul e as enchentes em Minas Gerais e no Nordeste estão afetando a inflação no início de ano

A tempestade que parecia ter ficado para trás ganhou novos capítulos em 2022. Pelo menos no início do ano, a inflação continuará pressionada por uma combinação de fatores domésticos e externos, segundo especialistas e o próprio Banco Central (BC). Tensões geopolíticas internacionais, como a ameaça de conflito militar entre Rússia e Ucrânia, e fatores internos, como problemas climáticos e as incertezas políticas deste ano, puxarão os índices de preços pelo menos no primeiro trimestre.

Em parte, o fenômeno da inflação tem origem externa e aflige inclusive países desenvolvidos. Nos Estados Unidos, a inflação ao consumidor atingiu 7% em 2021, o nível mais alto desde 1982. Na Zona do Euro, a inflação chegou a 5%, alcançando o maior valor desde a criação da moeda única no continente europeu. Esse cenário ocorreu mesmo com o desemprego elevado em vários países.

A reabertura das economias após a fase mais aguda das restrições sociais provocada pela pandemia fez o preço internacional do barril de petróleo subir para US$ 80, quatro vezes acima do que na fase mais aguda da crise sanitária, quando a cotação chegou a cair para US$ 19. O problema não ocorreu apenas com o petróleo. Fontes de energia como carvão e urânio também ficaram mais caras. As tensões entre Rússia e Ucrânia e um bombardeio a caminhões de combustível nos Emirados Árabes Unidos, perpetrado por rebeldes financiados pelo Irã, agravaram a situação. Com o barril caminhando para US$ 90, a Petrobras anunciou o primeiro aumento de combustíveis em três meses.

Outro fator que pressionou a inflação mundialmente foi o gargalo nas cadeias de produção após a reabertura da economia em diversos países. Além do aumento da demanda global, a política de lockdowns em zonas industriais e portuárias da China para conter o avanço da Covid-19 provocou escassez de insumos e de mercadorias importadas. Produtos industrializados passaram a ficar mais caros, com filas de duas a três semanas em vários portos para descarregar mercadorias. Os fretes quadruplicaram ou quintuplicaram, dependendo do produto.

Inflação importada
O próprio presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reconheceu recentemente os desafios para a segurar a inflação no início de 2022. Ele admitiu que a seca no Sul e as enchentes em Minas Gerais e no Nordeste estão afetando a inflação no início de ano. “A inflação em 12 meses no Brasil está perto do pico, mas ainda vemos aumento de preços do petróleo e altas provocadas por problemas climáticos. Regiões do país com muita chuva ou seca já tiveram a colheita prejudicada, e isso já afeta o preço da comida”, revelou Campos Neto num evento virtual promovido por um banco.

Para o presidente do BC, a crise energética global e a desvalorização do real estão contribuindo para que o Brasil importe inflação de outros países. “Se imaginarmos que a inflação energética do Brasil estivesse na média dos demais países, a inflação total do Brasil seria menor que a dos Estados Unidos”, comparou.

Depois de alcançar 10,06% em 2021, o maior nível desde 2015, a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá cair pela metade neste ano, mas permanecerá acima do teto da meta. Segundo o boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgadas toda semana pelo Banco Central (BC), a inflação deverá ficar em 5,15% neste ano.

Para 2022, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou uma meta de inflação de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O indicador terá de ficar entre 2% e 5%, para o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, não ser obrigado a escrever uma carta justificando o estouro da meta, como ocorreu com a inflação do ano passado.

No documento, Campos Neto destacou que a pandemia de Covid-19 e a crise hídrica, que diminuiu o nível dos reservatórios, foram os principais fatores que impulsionaram a inflação no ano passado. Ele também atribuiu o repique nos preços ao aumento no preço de várias commodities (bens primários com cotação internacional). Mesmo com as pressões internacionais, existem peculiaridades na economia brasileira que influenciam a inflação. No ano passado, a seca no centro-sul provocou a quebra de safras como a de milho e cana-de açúcar.

Usado na alimentação de gado, o milho teve impacto no preço da carne. A redução da colheita de cana afetou o preço da gasolina, que contém 27% de etanol na composição. O inverno forte em 2021 provocou geadas que queimaram plantações de café. O grão acumula alta de 46% nos últimos seis meses.

Incertezas
Gilberto Braga, professor de economia do Ibmec, aponta outro fator que complicará a inflação neste ano: a incerteza política e as pressões para aumento de gastos em ano de eleições. Para ele, a imprevisibilidade gerada pelo processo eleitoral pressionará os preços, à medida que inibirá investimentos do setor produtivo.

“Acho que a inflação é uma combinação de fatores internos e externos. Os fatores externos certamente contribuem, mas os fatores internos são mais relevantes no momento. O fato de este ser um ano eleitoral aumenta a pressão por mais gastos públicos, diversas categorias de servidores públicos estão pressionando por reajustes, sem contar que o Ministério da Economia cedeu parte da gestão do Orçamento à Casa Civil. Isso gera uma imprevisibilidade que atrasa investimentos, a geração de empregos e desestimula o empreendedorismo”, opina.

Segundo Braga, a inflação deve cair por causa dos aumentos de juros promovidos pelo Banco Central, mas isso só ocorrerá no segundo trimestre. “A inflação deve cair por causa de respostas aos juros mais altos ainda esperados para o início de 2022. Os índices devem começar a cair no meio do ano, mas se mantendo em torno de 5% anualizados, acima do teto da meta”, estima.

Quer saber mais sobre economia?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Com Agência Brasil

Tensões na Ucrânia e incertezas internas puxarão índices para cima

Faturamento da indústria de equipamentos sobe 21,6% em 2021

Exportações e importações do setor também cresceram

Na comparação mensal, em dezembro, as receitas líquidas de vendas mantiveram a desaceleração observada desde o início do segundo semestre

A receita líquida do setor de indústria de máquinas e equipamentos no país aumentou 21,6% em 2021, na comparação com o ano anterior, revela balanço da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). A média mensal de receita em 2021 ficou em R$ 18,5 bilhões e o total anual, em R$ 222,4 bilhões.

Na comparação mensal, em dezembro de 2021, as receitas líquidas de vendas mantiveram a desaceleração observada desde o início do segundo semestre, um total de R$ 17,1 bilhões, o que representa queda de 6,9% em relação ao mês de novembro. Ainda assim, houve crescimento de 0,4% na comparação com dezembro de 2020.

A receita líquida interna de dezembro teve queda de 9,9% na comparação com o mesmo mês do ano anterior e aumento de 25,3% no ano de 2021 na comparação com 2020. A receita em dezembro de 2021 chegou a R$ 11 bilhões e a R$ 168 bilhões em todo o ano.

Já as exportações de máquinas e equipamentos recuaram em dezembro de 2021 (-31,8%) na comparação com o mês anterior. No entanto, frente a dezembro do ano anterior, houve aumento de 46,4% em dezembro, quando se alcançou receita de US$ 1 bilhão, o que resultou em crescimento acumulado no ano de 34,2%, chegando ao total de US$ 9,3 bilhões em 2021. Em dezembro de 2021, o valor acumulado das exportações representou 24,4% da receita de vendas do setor.

Nas importações de máquinas e equipamentos, também houve crescimento no mês de dezembro (7,3%) na comparação com novembro e na comparação interanual (26,7%). No ano, o crescimento acumulado chegou a 23,4%. Segundo a Abimaq, as importações estabilizaram-se em nível observado antes da pandemia da Covid-19, ao redor de US$ 1,8 bilhão por mês.

Com Agência Brasil

Exportações e importações do setor também cresceram