Archives 2022

Arauco é a primeira indústria de painéis de madeira a lançar marketplace

Ferramenta oferece recursos e facilidades para parceiros varejistas e consumidores

O público-alvo do marketplace da Arauco são escritórios de arquitetura, marcenarias e pessoas físicas

Alinhada ao bom desempenho do comércio eletrônico no Brasil e à sua política de inovação constante, a Arauco lançou o primeiro marketplace nacional para venda de painéis de madeira. No primeiro semestre de 2021, o e-commerce brasileiro registrou crescimento de 155% em faturamento e de 67% em número de pedidos no segmento de casa e decoração, em comparação com os primeiros seis meses do ano passado, segundo a 44ª edição do Webshoppers, relatório elaborado pela Ebit | Nielsen. O novo cenário do mercado impulsionou a iniciativa da maior companhia florestal das Américas, que lançou a ferramenta neste mês. As vendas do marketplace serão realizadas por revendedores da marca que poderão se cadastrar na plataforma.

Flávio Verardi, diretor comercial da Arauco, conta que essa iniciativa respeita a forte parceria que a companhia mantém com seus clientes revendedores. O novo canal visa a aumentar a capilaridade da empresa e fortalecer a marca, atraindo novos consumidores que terão a oportunidade de conhecer pelo site todo o portfólio de painéis revestidos da Arauco, além de produtos relacionados à cadeia moveleira.

“Em vez de realizarmos vendas diretas da fábrica, desenvolvemos a plataforma e investiremos na divulgação e engajamento de consumidores. Todo o processo de vendas e atendimento, entretanto, será realizado por nossos clientes revendedores. Para eles, trata-se de um novo formato para a atração de consumidores, uma nova forma de vendas, mas com a manutenção dos padrões de excelência em atendimento das lojas físicas”, afirma.

Público-alvo
O público-alvo do marketplace da Arauco são escritórios de arquitetura, marcenarias e pessoas físicas, que poderão escolher, pela internet, os painéis para fabricar seus móveis, com facilidade de pagamento e entrega do material no endereço de seus marceneiros.

Dezenas de revendedoras da Arauco, incluindo grandes redes, já estão inseridas no marketplace, que atenderá, de imediato aos estados de Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A ideia, contudo, é ampliar o alcance de forma gradativa para todo o território nacional. Por enquanto, apenas produtos da marca estarão à venda no site, mas a companhia irá firmar parcerias com outras empresas fornecedoras do segmento ao decorrer de 2022.

O marketplace da Arauco pode ser conferido aqui.

Ferramenta oferece recursos e facilidades para parceiros varejistas e consumidores

Receita e lucro da Weg avançam em 2021

A recuperação econômica mundial contribuiu para o crescimento das vendas

A Weg é a quinta maior empresa da região e também a terceira maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A Weg viu sua receita líquida avançar 34,9% no ano passado, enquanto o lucro líquido subiu 53,2% (veja os principais indicadores do ano na tabela ao final desta reportagem). A companhia de Jaraguá do Sul (SC) afirma em seu relatório trimestral que a continuidade da recuperação econômica mundial contribuiu para o crescimento das vendas. Além do aumento na demanda por equipamentos industriais em diversas regiões, a empresa destaca o bom desempenho no fornecimento de soluções ligadas à geração de energias renováveis.

No mercado interno, a área de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia (GTD) foi o grande destaque no comparativo com o mesmo período do ano anterior, influenciada principalmente pelos negócios de geração eólica e solar. A operação de Motores Comerciais e Appliance apresentou sinais de acomodação no nível de negócios, após a elevada demanda observada nos últimos trimestres. No mercado externo a Weg registrou novamente desempenho positivo na área de equipamentos eletroeletrônicos industriais, impulsionado pela contínua demanda de fabricantes de equipamentos de diversos segmentos de mercado.

No entanto, os desafios da cadeia de suprimentos global e consequente pressão no custo dos produtos vendidos, em conjunto com a alteração do mix de produtos da empresa catarinense, continuaram a pressionar as margens operacionais. “Apesar deste contexto, nosso modelo de negócio baseado na verticalização e flexibilidade financeira nos permitiu usufruir de uma maior disponibilidade de produtos e aproveitar oportunidades de crescimento de receita com ganho de participação de mercado nas principais regiões onde atuamos”, revela a Weg no documento.

A companhia investiu investimos R$ 321,3 milhões no quarto trimestre em modernização e expansão de capacidade produtiva, máquinas e equipamentos e licenças de uso de softwares, sendo 52% destinados às unidades produtivas no Brasil e 48% para os parques industriais e demais instalações no exterior.

A Weg é a quinta maior empresa da região e também a terceira maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

A recuperação econômica mundial contribuiu para o crescimento das vendas

Banrisul prevê expansão da carteira de crédito no ano

Índice seria até 29% maior, ajudado pelo agronegócio

Banco gaúcho planeja projeto-piloto da Vero em Santa Catarina

O Banrisul viveu praticamente dois anos em um em 2021. No primeiro semestre o banco foi muito impactado pelas restrições impostas pelo governo gaúcho em razão da pandemia da Covid-19. O banco estatal chegou a ter 55 agências fechadas ao mesmo tempo, sem contar a redução do número de funcionários e de público naquelas que puderam seguir abertas. Por causa disso, o volume de crédito caiu 5% entre janeiro e junho. Porém, o segundo semestre apresentou um cenário muito diferente. Graças ao avanço da vacinação e a uma agressiva estratégia de concessão de crédito, o Banrisul colheu bons frutos. “Crescemos 40% entre julho e dezembro e a taxa anualizada de concessão de crédito alcançou 25%”, revelou Claudio Coutinho, presidente do Banrisul, em coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (16). A carteira de crédito alcançou R$ 41 bilhões em dezembro, com crescimento de ,1% nos 12 meses.

O Banrisul projeta crescimento da carteira de crédito, alinhado com o ritmo apresentado durante o segundo semestre do ano. Para 2022, prevê que a carteira de crédito total terá expansão entre 24% e 29%, onde o crédito rural apresentaria elevação entre 35% e 40% no Banrisul. Para Coutinho, o cenário econômico será desafiador em 2022, tendo em vista a elevação da taxa de juros. No entanto, o banco seguirá mirando na expansão do crédito em áreas onde já atua, como agronegócio, por exemplo.

Ao ser perguntado sobre a busca de investidores para a expansão da Vero, a subsidiária de cartões, Coutinho afirmou não ter nenhuma informação além daquela já anunciada ao mercado [a abertura de capital foi suspensa em razão do quadro econômico atual]. Porém, ele afirmou que, com ou sem parcerias, o banco focará na expansão geográfica da Vero. “Estamos planejando fazer um projeto-piloto em Santa Catarina”, anunciou.

Principais números
O Banrisul alcançou, em 2021, lucro líquido de R$ 948,5 milhões, o que representa aumento de 30,4% em relação ao resultado de 2020. O crescimento do período reflete, especialmente, a expansão da carteira de crédito, o menor fluxo de despesa de provisão para perdas de crédito e o resultado da participação em empresas controladas e coligadas.

O saldo da carteira de crédito rural, em dezembro de 2021, alcançou R$ 4,8 bilhões, aumento de 42,6% em relação a dezembro de 2020. Como forma de fortalecer a capilaridade em diversas regiões, a instituição iniciou a abertura de Espaços Agro Banrisul, especializados no setor, em agências localizadas em municípios estratégicos do Rio Grande do Sul. Inicialmente, foram três ambientes direcionados ao público agro: em agências nos municípios de Cruz Alta, Passo Fundo e Santo Ângelo. Nesses pontos, o produtor encontra não somente espaço físico customizado, mas principalmente atendimento personalizado, apoio técnico e orientação financeira para sua atividade produtiva, oferecidos por profissionais especialistas no setor. Durante o ano de 2022, o banco deverá expandir para, pelo menos, 10 pontos de atendimento exclusivo ao agronegócio.

No ano de 2021, foram investidos R$ 292,9 milhões em transformação digital, ampliação da infraestrutura de TI e segurança da informação. Ainda em 2021, o Banrisul aderiu ao Programa Brasileiro GHG Protocol, elaborando o primeiro inventário de gases de efeito estufa, conquistando o selo Prata. Também passou a informar o impacto de suas atividades e operações ao Carbon Disclosure Project (CDP), iniciativa de reporte internacional sobre mudanças climáticas.

O banco apoiou as linhas de financiamento de energia renovável, vitais para o País avançar na diversificação da matriz energética. Nesse sentido, a instituição trabalhou com duas linhas específicas para atender a demanda por soluções de energias renováveis: a linha de recursos próprios CDC Sustentabilidade e a linha de repasse BNDES FINAME Baixo Carbono. No CDC Sustentabilidade, em 2021, foram realizadas mais de 7 mil operações, chegando a R$ 278,8 milhões em crédito.

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Índice seria até 29% maior, ajudado pelo agronegócio

Especialistas indicam quando contratar um advisor para fusões e aquisições

Cases foram apresentados em encontro com executivos promovido pelo WTC

O volume total movimentado em transações, no ano passado, garantiu o título de melhor ano da história em M&A, com US$ 4,1 trilhões em acordos pelo mundo

Fortalecido em 2021, o mercado de fusões e aquisições segue como forte tendência para este ano. De acordo com dados do grupo financeiro Goldman Sachs, o volume total movimentado em transações, no ano passado, garantiu o título de melhor ano da história em M&A (Fusões e Aquisições, da sigla do inglês Mergers and Acquisitions), com US$ 4,1 trilhões em acordos pelo mundo. Mas qual o momento ideal para contratar um advisor para fusões e aquisições? Essa foi a temática do 3º encontro do grupo temático MAG (Mergers and Acquisitions Group), do Programa WTC de Competitividade, realizado no Distrito Spark, sede do World Trade Center Curitiba (WTC), marcando a retomada dos trabalhos em 2022.

“Nesta primeira reunião do ano do Programa WTC de Competitividade, apresentamos tanto a perspectiva do cliente, no caso a Accept, com seu case de negociação de sucesso sem o apoio de advisor, e o mais atípico: 100% no earn out (um tipo de ganho futuro); e a perspectiva do advisor com o sócio de renomada consultoria de M&A JK Capital, dividindo cases de sucesso que agregam, e muito, às abordagens e estratégias para as empresas associadas ao WTC”, afirmou Paulo Junqueira, executivo sênior de finanças e presidente do MAG.

Daniel Damiani, sócio da JK Capital, apresentou cases de sucesso e informações sobre o que é e o que faz esse especialista em estratégias de negócios que auxilia os gestores na tomada de importantes decisões para a empresa, porque contratar um advisor de M&A e como fazer essa contratação. “Os nossos serviços incluem o M&A Sell-side, com banco de dados e informação de qualidade para a tomada de decisões em cenários complexos, a partir de fontes especializadas; M&A Buy-side, em que preparamos as melhores transações, com assessoria para atuar ao lado do comprador; e o Fundraising, que é a criação de uma boa estratégia para a estruturação de empresas sólidas. Com nossa extensa rede de networking, conseguimos desenhar a melhor estratégia para cada empresa.”

Já Silvio Ferraz de Campos, CEO da Positivo Servers & Solutions, empresa especializada em oferecer soluções em servidores, storages e mini PCs, além de soluções de infraestrutura de tecnologia da informação, apresentou um case pessoal bastante atípico, segundo ele. Como fundador e vendedor de uma empresa, ele contou como funcionou o “negócio da sua vida”, com a estratégia de não ter recebido nenhum dinheiro pela venda de sua empresa. Campos explicou que a jogada foi receber a posteriori, em 100% earn-out.

“Nosso faturamento médio após o M&A superou em 40% a receita de 2018, quando realizamos a venda. Tivemos ainda uma demanda por hiperconvergência de 35% do resultado da Positivo Servers & Solutions e alianças estratégicas com a Atos, a Nutanix e a Supermicro. Essa ampliação de mercado futuro veio como potencialização da nossa estratégia de negócios para a implementação da tecnologia 5G”, ressaltou o CEO.

Para a presidente do WTC Curitiba, Joinville e Porto Alegre, Daniella Abreu, as temáticas dos grupos associados se adequam a uma nova realidade pós-pandêmica, em que unir forças e adquirir competências fortalece as empresas para a retomada econômica, além de melhorar a competitividade internacional das empresas do Sul do Brasil.

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Cases foram apresentados em encontro com executivos promovido pelo WTC

Atividade industrial sofre queda em janeiro

Otimismo dos empresários segue moderado

O emprego industrial também recuou no primeiro mês deste ano

A atividade industrial iniciou 2022 seguindo a tendência de desaceleração do segundo semestre do ano anterior. A informação é da Sondagem Industrial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a pesquisa, a utilização da capacidade instalada, a produção e o emprego recuaram de dezembro de 2021 para janeiro de 2022.

“O resultado do mês é uma continuidade do que já vinha acontecendo. Dificuldades na produção por conta do problema nas cadeias de suprimentos e demanda mais fraca, por conta da incerteza econômica, desocupação ainda elevada e a perda do poder de compra das famílias por conta da inflação” explica Marcelo Azevedo, gerente de análise econômica da CNI.

O índice de evolução da produção manteve-se em 43,1 pontos, resultado que está abaixo da linha divisória que indica queda ou crescimento da produção. O índice de janeiro é praticamente o mesmo de dezembro de 2021 e reforça a tendência de queda da produção industrial (veja quadro abaixo).

O emprego industrial também recuou no primeiro mês deste ano. O índice de evolução do número de empregados alcançou 48,8 pontos em janeiro, o que representa queda já que o índice ficou abaixo da linha divisória de 50 pontos, que separa queda de alta do emprego.

As expectativas dos empresários seguem otimistas em fevereiro de 2022, mas, assim como em janeiro, o otimismo é relativamente moderado. Todos os resultados seguem acima da linha de 50 pontos, o que indica expectativa de crescimento nos próximos seis meses. Contudo, todos os índices estão entre os menores para meses de fevereiro dos últimos três anos.

Otimismo dos empresários segue moderado

Quem tem medo da recuperação extrajudicial?

Mesmo oferecendo conceitos mais claros, as vantagens da nova lei ainda são desconhecidas entre empresários

Empresas costumam demorar para tomar a decisão de pedir ajuda, o que compromete o timing para a solução adequada

Falar em recuperação judicial ainda causa arrepios em certos empresários. Apesar de ser um mecanismo correto e legal para superar crises, o instrumento é, lamentavelmente, visto de forma negativa por alguns setores. Nada mais equivocado: é justamente o reconhecimento das dificuldades e a disposição para enfrentá-las.

Mas para aqueles que preferem a opção mais discreta — ou, ainda, não comportam os custos de uma reestruturação judicial —, a legislação oferece outras possibilidades. É o caso da recuperação extrajudicial. Disponível aos empresários há mais de 15 anos, com a Lei 11.101/05, passou a chamar atenção a partir da vigência da Lei 14.112/20, que atualizou a antiga norma. Com a reforma, o instrumento, que permite que credores e devedores negociem acordos sem interferência do Judiciário, foi beneficiado por uma série de modificações que estimulam a conversação direta, tornando o processo ainda mais ágil e menos oneroso.

Além da discrição, ela é indicada para situações em que uma empresa, apesar de acometida por uma crise, pode buscar soluções cirúrgicas e mais pontuais — por exemplo, no que se refere a débitos trabalhistas, que eram excluídos dos efeitos da recuperação extrajudicial pela legislação anterior. A nova lei também reduz de 60% para mais de 50% o percentual mínimo de adesão de credores ao plano, admitindo o ingresso do pedido de homologação na Justiça com 33% de quórum, a fim de construir negociação até atingir mais da metade. Mesmo oferecendo conceitos mais claros, técnicas para solução de conflitos mais maduras e ferramentas melhor empregadas, as vantagens da nova lei ainda são desconhecidas entre empresários e operadores do Direito.

O número de solicitações dessa modalidade continua reduzido. Segundo levantamento inédito do Observatório Brasileiro de Recuperação Extrajudicial (Obre), mantido pela Biolchi Empresarial, foram 13 pedidos, no Brasil, em 2021 — pouco mais de um por mês. Número muito abaixo dos pedidos de Recuperação Judicial, que somaram 891, segundo dados do Serasa/Experian. Qual é a razão de tão tímida adesão ao mecanismo? Responder a essa pergunta é fundamental para compreender o momento vivido pela atividade produtiva em nosso país e planejar o futuro. E, nesse sentido, entendo que a recuperação extrajudicial enfrenta três desafios para se popularizar: estrutural, cultural e ambiental.

Sob o ponto de vista da cultura, temos, no país, a preferência pelo litígio, em detrimento da negociabilidade. Estruturalmente, empresas costumam demorar para tomar a decisão de pedir ajuda, o que compromete o timing para a solução adequada. Por fim, há o desafio ambiental, conformado pelo próprio Judiciário, repleto de cartórios assoberbados, que não oferece a quantidade necessária de varas especializadas e que entrega uma tramitação processual mais lenta do que a velocidade do mercado.

Mesmo a melhor legislação acaba tendo seus efeitos comprometidos quando as pessoas, o ambiente e o sistema econômico não estão adequadamente calibrados. Por isso, é preciso desmistificar o caminho fora da Corte, ter a consciência de que cada caso é único e que o foco de todos os envolvidos deve ser comum: o interesse compartilhado de salvar atividades viáveis. Feita com correção e responsabilidade, não há o que temer com a recuperação extrajudicial. Só a ganhar.

*Advogada e sócia da Biolchi Empresarial

Mesmo oferecendo conceitos mais claros, as vantagens da nova lei ainda são desconhecidas entre empresários

Engie registra receita líquida de R$ 12,5 bilhões em 2021

O lucro ajustado chegou a R$ 2,4 bilhões, queda de 11,8%

A Engie é a oitava maior empresa da região e também a quarta maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A Engie Brasil Energia registrou receita operacional líquida de R$ 12,5 bilhões no ano de 2021, 2,3% acima do montante apurado em 2020. O Ebitda chegou a R$ 5,9 bilhões, 8,4% inferior a 2020, e o lucro líquido alcançou R$ 1,5 bilhão em 2021, valor 44,1% abaixo do ano anterior, afetados em R$ 1 bilhão pelos impairments da Usina Termelétrica Pampa Sul e da controlada Engie Geração Solar Distribuída, além de R$ 200 milhões de perda na alienação do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda.

“Desconsiderando-se esses efeitos não recorrentes, o Ebitda ajustado foi de R$ 7,2 bilhões, aumento de 12,3% em comparação a 2020, e o lucro ajustado chegou a R$ 2,4 bilhões, queda de 11,8% em relação ao ano anterior, devido principalmente aos efeitos da inflação sobre dívidas da companhia”, explica a empresa, em nota.

O resultado do ano foi impactado positivamente pelo registro dos efeitos das Leis 14.052/2020 e 14.182/21, que possibilitaram a repactuação do risco hidrológico e consequente recuperação de custos de GSF incorridos no passado, totalizando R$ 1,6 bilhão em 2021, sendo R$ 1,2 bilhão somente no quarto trimestre.Há de se pontuar ainda que a participação de 32,5% na TAG resultou em contribuição de R$ 602 milhões no Ebitda da companhia em 2021, via equivalência patrimonial.

A gestão ativa do portfólio comercial, em que se destaca a estratégia otimizada de contratação e venda, possibilitou à empresa obter no ano maior volume de energia livre para mitigar os impactos da maior crise hídrica dos últimos 91 anos. O preço médio dos contratos de venda de energia, líquido dos tributos sobre a receita e das operações de trading, foi de R$ 202,94/MWh em 2021, valor 4,9% superior ao registrado em 2020. Importante destacar que o reajuste dos contratos existentes de venda tende a neutralizar no médio prazo as despesas financeiras resultantes da atualização de dívidas da companhia por índices inflacionários.

“Foi um ano de consolidação da nossa atuação como plataforma de investimentos em infraestrutura em energia e de sucesso na execução da nossa estratégia. Mesmo diante dos desafios da pandemia, evoluímos com os nossos projetos em implantação, estreamos no segmento de transmissão, crescemos em geração renovável, garantimos eficiência operacional dos ativos e fizemos uma gestão de portfólio otimizada para a venda de energia, reduzindo os impactos da crise hídrica em nossos resultados”, destaca Eduardo Sattamini, diretor-presidente e de relações com investidores da Engie.

Geração renovável
A Engie continua diversificando a sua atuação e crescendo em geração renovável. O plano de expansão, assim como de investimentos em manutenção, é suportado por uma sólida geração de caixa e prudente estratégia de funding. Em 2021, a companhia investiu R$ 3,4 bilhões para implantação de linhas de transmissão e parques geradores de energia renovável, além de manutenção de suas operações e aquisição de novos projetos para pavimentar o seu crescimento em longo prazo.

Na área de infraestrutura de transmissão, em agosto foram energizadas as primeiras linhas e subestações do Sistema de Transmissão Gralha Azul, adiantando em 16 meses o prazo de entrega estipulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O projeto, que tem como objetivo possibilitar um melhor suprimento da energia de Itaipu para o estado do Paraná, alcançará ainda no primeiro trimestre de 2022 a operação comercial.

Já em Novo Estado, que conta com 3.634 torres em circuito duplo, totalizando 1.800 quilômetros de linhas de transmissão no Pará e no Tocantins, a energização da primeira subestação ocorreu em dezembro e a expectativa é que as obras sejam finalizadas até o final de 2022, o que permitirá o escoamento da energia gerada na região Norte para outras áreas do país.

A empresa também expandiu sua atuação em geração renovável, celebrando a operação integral de Campo Largo II, na Bahia, no mês de setembro, adicionando 361,2 MW em capacidade eólica ao portfólio. Além disso, desde o início do ano está em implantação Santo Agostinho – Fase I, no Rio Grande do Norte, que será o maior conjunto eólico da Engie, totalizando 434 MW.

A empresa também concluiu a aquisição do projeto Assú Sol, consolidando uma carteira de 2,2 GW no pipeline de projetos em estágio avançado de desenvolvimento. “Seguimos buscando novas oportunidades de aquisições ou projetos greenfield para lastrear nossos planos de crescimento em regiões onde temos potencial de sinergia com nosso parque gerador e linhas de transmissão, em consonância com o plano de expansão do grupo em renováveis e infraestrutura”, afirma Sattamini.

O conselho de administração aprovou, neste mês, a aquisição dos conjuntos fotovoltaicos Paracatu e Floresta, que somam 259,8 MWp de capacidade instalada. “Essa aquisição está alinhada às diretrizes globais do Grupo Engie de descarbonização das operações, que prevê a saída das usinas a carvão e a substituição desta capacidade por ativos de geração renovável. O processo foi realizado seguindo boas práticas de governança, assegurando o necessário equilíbrio entre riscos e retornos durante a negociação”, conclui Sattamini.

A Engie é a oitava maior empresa da região e também a quarta maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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O lucro ajustado chegou a R$ 2,4 bilhões, queda de 11,8%

Banco Central informará novos valores esquecidos a partir de maio

Segunda etapa da consulta abrangerá mais R$ 4,1 bilhões não sacados

O BC esclarece que o cidadão ou empresa que perderem os prazos não precisam se preocupar

Quem fez a consulta a valores esquecidos nos bancos e foi informado de que não tinha nada a receber terá de repetir o procedimento nos próximos meses. Em maio, o Banco Central (BC) ampliará a base de dados para incluir novos tipos de saldos residuais. A primeira etapa da consulta, que começou na segunda-feira (14) no site do Banco Central (valores a receber), prevê a devolução de R$ 3,9 bilhões para 28 milhões de pessoas físicas ou de empresas com valores não sacados. A segunda etapa do serviço, prevista para começar em maio, permitirá a consulta para a devolução de mais R$ 4,1 bilhões.

Confira aqui como consultar se você tem algum valor esquecido em bancos.

Segundo o Banco Central, até as 12h de segunda-feira (14), cerca de 20 milhões de pessoas físicas e de empresas haviam consultado a nova plataforma. Diferentemente do sistema anterior, que ficava no ambiente Registrato (site que informa a relação entre correntistas e as instituições financeiras), o novo site exigirá a criação de uma conta nível prata ou ouro no Portal Gov.br para autorizar a retirada, caso tenha valores esquecidos.

A consulta pode ser feita por qualquer cidadão ou empresa em qualquer horário. No entanto, caso o sistema informe recursos a receber, os usuários foram divididos em três grupos, baseados na data de nascimento ou na data de fundação da empresa. Quem nasceu antes de 1968 ou abriu a empresa antes desse ano poderá conhecer o saldo residual e pedir o resgate entre 7 e 11 de março, no mesmo site. A própria página informará o horário e a data para pedir o saque. Caso o usuário perca o horário, haverá uma repescagem no sábado seguinte, em 12 de março, das 4h às 24h.

Para pessoas nascidas entre 1968 e 1983 ou empresas fundadas nesse período, o prazo será de 14 a 18 de março, com repescagem em 19 de março. Quem nasceu a partir de 1984 ou abriu empresa nesse ano, a data vai de 21 a 25 de março, com repescagem em 26 de março. As repescagens também ocorrerão aos sábados no mesmo horário, das 4h às 24h.

Quem perder o sábado de repescagem poderá pedir o resgate a partir de 28 de março, independentemente da data de nascimento ou de criação da empresa. O BC esclarece que o cidadão ou empresa que perderem os prazos não precisam se preocupar. O direito a receber os recursos são definitivos e continuarão guardados pelas instituições financeiras até o correntista pedir o saque.

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Com Agência Brasil

Segunda etapa da consulta abrangerá mais R$ 4,1 bilhões não sacados

Impress investe R$ 100 milhões em fábrica de Araucária

Empresa abastece América Latina com superfícies decorativas

Do começo das operações até agora, o número de colaboradores cresceu quatro vezes – dos iniciais 50 funcionários, hoje há 200 pessoas atuando na planta brasileira, em Araucária

A Impress Decor Brasil está investindo cerca de R$ 100 milhões na planta industrial para expandir sua linha de impressão de papéis decorativos. O investimento situa a empresa entre as líderes do setor na América Latina. Localizada em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, a empresa é referência no desenvolvimento e produção de superfícies decorativas para a indústria de painéis, móveis e pisos, tem 200 colaboradores no município.

“Hoje conseguimos atender com bastante eficiência o mercado latino-americano, trabalhando com capacidade tomada em quatro turnos. No entanto, acompanhando o crescimento contínuo da demanda, optamos por nos antecipar aos rumos do consumo na região, fortalecendo a indústria e a economia local”, ressalta João Martinez, CEO e Managing Director da Impress Decor Brasil.

Na produção, o destaque é a popularização do uso de revestimentos melamínicos de Baixa Pressão, o BP, responsável por 80% da produção da unidade brasileira, sendo a superfície mais utilizada pela indústria moveleira em todo o globo. Apesar da pandemia, o setor moveleiro segue com bons resultados, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel). Os números de 2021 foram menos aquecidos, mas distribuídos de maneira estável.

A produção de móveis, em volume, foi de 36,4 milhões de peças em novembro de 2021, segundo dados do último relatório Conjuntura de Móveis. Nas vendas, em relação ao volume de peças, houve aumento no comparativo com o mês anterior (10,2%). No acumulado do ano, o indicador registrou uma variação negativa, na ordem de 0,3%. Em valores, as vendas tiveram aumento no comparativo como mês anterior (11,5%), e crescimento no acumulado do ano (+8,4%), em relação ao mesmo período do ano anterior.

Foi no início dos anos 2000 que a empresa inaugurou sua fábrica na cidade. “Antes disso, todos os produtos comercializados na América Latina eram importados da unidade espanhola”, lembra Martinez. “A unidade brasileira proporcionou que as empresas latinas – da Argentina ao México – tivessem suas demandas atendidas de maneira mais personalizada”, completa.

Do começo das operações até agora, o número de colaboradores cresceu quatro vezes – dos iniciais 50 funcionários, hoje há 200 pessoas atuando na planta brasileira, em Araucária. A cidade, segundo a pesquisa mais recente do Instituto Brasileiro de Estatística (IBGE), é a quinta no Estado em PIB per capita, perdendo apenas para a capital, e para São José dos Pinhais, Londrina e Maringá.

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Empresa abastece América Latina com superfícies decorativas

Ventiur está com inscrições abertas para aceleração de startups

Empreendedores podem se candidatar até 18 de março

A meta é selecionar startups para que recebam investimento que parte de R$ 200 mil e pode chegar a até R$ 1 milhão

A Ventiur Aceleradora está com inscrições abertas para uma nova rodada de seu processo de aceleração, o #GoHard15. Até 18 de março, empreendedores poderão candidatar suas startups para receber investimento e participar de um amplo programa de crescimento, conexões e mentoria. A candidatura pode ser feita neste link.

A meta é selecionar startups para que recebam investimento que parte de R$ 200 mil e pode chegar a até R$ 1 milhão, a depender da maturidade e atratividade do negócio. Até 40 startups passarão, então, para a etapa seguinte: o WarmUp, um aquecimento para testar e analisar os empreendedores. Nesta fase, a startup se beneficia com uma pré-aceleração e tem a oportunidade de conhecer de perto os empreendedores que poderão investir em seu negócio. Concluída esta etapa, serão anunciadas as startups que receberão o aporte.

Serão aceitas inscrições de startups de todo país, desde que tenham pelo menos dois sócios e MVP (Produto Mínimo Viável) já funcionando. Também é necessário que apresentem modelos de negócios tecnológicos e escaláveis, com diferenciais claros em relação aos concorrentes. Em 2021, a Ventiur realizou três seleções, que receberam 564 inscrições e levaram à escolha de 17 empresas. O total investido nessas startups foi superior a R$ 7 milhões, e todas já iniciaram o ciclo de aceleração.

O programa #GoHard é composto por encontros periódicos (semanais ou quinzenais) com gestor de aceleração, acesso a rede de mentores, consultores e parceiros, desenvolvimento de um Conselho Consultivo para a Startup, networking com founders e investidores de todo o portfólio Ventiur, Trilha de Conteúdo, bootcamps temáticos para qualificação dos empreendedores e equipe, benefícios para contratação de infraestrutura web, softwares e serviços e auxílio na captação de co-investimento e próxima rodada Seed ou SerieA.

Criada em São Leopoldo (RS) em 2013 e com atuação nacional, a Ventiur já avaliou mais de 3 mil startups em todos Estados brasileiros e investiu em mais de 70 negócios inovadores, avaliados em mais de R$ 300 milhões. Conta com uma rede de mais de 200 investidores pessoa física e jurídica que ajudam a viabilizar os aportes. Dentre os exits realizados com sucesso, estão a Devorando, vendida para o iFood em 2016, a Meerkat, vendida para a Acesso Digital em 2020, e a Suiteshare, vendida para a VTEX em 2021.

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Empreendedores podem se candidatar até 18 de março

Como consultar e RECUPERAR seu dinheiro esquecido em bancos? Entenda aqui!

Retomado nesta segunda-feira (14), o sistema do Banco Central (BC) que permite a consulta a valores esquecidos em bancos e outras instituições financeiras funciona em novo endereço. Chamada de Sistema de Valores a Receber (SVR), a ferramenta passou a funcionar no site valoresareceber.bcb.gov.br, em ambiente desvinculado do Sistema Registrato, que hospedou o serviço nos primeiros dias de funcionamento.

Para evitar excesso de demanda, que derrubou o site do Banco Central na versão anterior do sistema, foi criada a página específica para as consultas e agendamentos do crédito. Para os cidadãos com dinheiro a receber, será necessária conta no Portal Gov.br, que fornece acesso a serviços públicos digitais. O cadastro para ter a conta é gratuito e pode ser feito na área de login do Gov.br ou pelo aplicativo Gov.br, disponível para usuários de dispositivos móveis dos sistemas Android e iOS.

Existem três níveis de login no Portal Gov.br: bronze, prata ou ouro. Eles variam conforme o nível de segurança e a complexidade do serviço público pedido. Para resgatar o dinheiro esquecido nas instituições financeiras, será exigido nível prata ou ouro. O login do sistema Registrato, usado na primeira fase do serviço, não poderá mais ser usado no SVR.

O nível prata permite acesso com login único à maioria dos 3.583 serviços públicos totalmente digitalizados oferecidos pelo Portal Gov.br e garante acesso completo ao aplicativo Gov.br. Com alta segurança, esse nível pode ser obtido pela comparação da foto tirada no aplicativo com as imagens da base da Carteira Nacional de Habilitação.

Outra maneira de ativar o nível prata é por meio da validação dos dados pessoais de quem tem conta em um dos seis bancos conveniados ao Portal Gov.br: Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, BRB, Caixa Econômica Federal, Santander e Sicoob.

Procedimentos

O processo de recebimento do dinheiro consiste em duas etapas. Na primeira, o cidadão fará uma consulta no site valoresareceber.bcb.gov.br. Basta digitar o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) para verificar eventuais quantias esquecidas em bancos e demais tipos de instituições financeiras. Essa etapa dispensa o login do Portal Gov.br e pode ser feita a qualquer momento, a partir de hoje.

Em caso de constatação de valores a serem sacados, o SVR informa a data para o usuário entrar novamente no sistema. Nessa segunda etapa, será necessário digitar o login da conta Gov.br para verificar a quantia a receber e pedir a transferência do dinheiro. Caberá ao cidadão escolher a forma de transferência, que poderá ser feita por Pix. Se o usuário não indicar uma chave Pix, a instituição financeira escolhida poderá contatar o correntista para fazer a transferência.

Prazo

O BC explicou que valores esquecidos nos bancos serão devolvidos apenas a partir de 7 de março. Caso o cidadão perca a data informada, deverá recomeçar o processo do zero, repetindo a consulta no site e esperando o sistema informar nova data para o retorno.

Orientações

Para evitar fraudes, o Banco Central informa que o único site disponível é o valoresareceber.bcb.gov.br. O cidadão deverá tomar cuidado para não entrar em páginas diferentes. O órgão também esclareceu que não entrará em contato com nenhum usuário, nem enviará links por SMS, Whatsapp, Telegram ou e-mail para confirmar dados pessoais ou tratar de valores a receber.

A única situação em que haverá contato com o correntista será no caso de a transferência não poder ser feita por Pix, mas a comunicação será feita pela instituição detentora do dinheiro, sem nenhum pedido de confirmação de dados ou de senhas.

Por fim, o BC esclarece que o processo de resgate de valores esquecidos é gratuito. O usuário jamais deverá fazer qualquer pagamento para consultar o montante a receber nem para sacar o dinheiro. Qualquer pedido nesse sentido configura golpe.

Smart City Expo Curitiba 2022 confirma seus primeiros speakers

Evento de cidades inteligentes vai reunir 10 mil pessoas em 24 e 25 de março na capital nacional da inovação

Gil Peñalosa é um dos principais palestrantes do evento

Terceira edição do maior evento brasileiro de cidades inteligentes, o Smart City Expo Curitiba 2022 (SCECWB) acaba de confirmar seus primeiros speakers. Organizado desde 2018 pelo iCities Smart Cities Solutions – hub de negócios e soluções em cidades inteligentes pioneiro no Brasi l– o evento deve reunir 10 mil pessoas de todo o mundo nos dias 24 e 25 de março somando os públicos presencial e remoto. No intervalo causado pela pandemia, uma edição online foi promovida para manter vivo o debate.

Um dos urbanistas mais importantes do mundo, Gil Peñalosa estará em Curitiba como um dos principais palestrantes do SCECWB. Fundador e presidente da organização canadense sem fins lucrativos 8 80 Cities, Penãlosa tem atuação em 345 cidades pelo mundo. É também o primeiro embaixador dos Parques Urbanos Mundiais, apaixonado pela criação de cidades justas e sustentáveis, onde as pessoas possam viver de forma mais saudável e feliz.

Diretor de Resiliência da cidade de Milão (Itália), Piero Pelizzaro tem 10 anos de experiência em políticas de mudanças climáticas e resiliência urbana. Ele também é consultor do Ministério Italiano de Transição Ecológica. Já Adriana Molano é analista de tendências digitais, fundadora do Centro Latinoamericano de Digital para el Desarrollo, de Bogotá (Colômbia). E o português Jorge Saraiva, presidente da Rede Europeia de Políticas Urbanas e diretor de inovação na Transição Energética para a Três60, especialista no desenvolvimento de ecossistemas de inovação cívica

Já Fabro Steibel é diretor executivo do Institute for Technology & Society (ITS Rio), foi membro do Future Global Council do WEF, e tem fellow em governo aberto pela OAS. Diretor de Empreendedorismo Inovador do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Cesar de Oliveira também estará presente no evento. Ele possui 10 anos de experiência no setor público, apoiando o desenvolvimento de políticas públicas em temas como CT&I, telecomunicações, economia digital e proteção de dados.

Também estão confirmados o colombiano Darío Hidalgo, diretor da Fundación Visión Cero 3, com 33 anos de experiência no setor de transportes, como funcionário do governo, pesquisador e consultor de agências e organizações internacionais; Edelvicio Souza, especialista em inovação industrial da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e professor convidado da Fundação Dom Cabral; e Antonio Carvalho e Silva Neto, secretário municipal do gabinete de Governança de Maceió (AL) e presidente do Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação.

O SCECWB vai atuar novamente como um grande hub de conexão e networking entre gestores das iniciativas públicas, diretores e executivos de organizações privadas, investidores, empreendedores, pesquisadores, órgãos de fomento e sociedade civil. Com apoio da Prefeitura de Curitiba, da Agência Curitiba e do Vale do Pinhão, o evento conta com patrocínio de empresas como Mastercard, Indra, Sebrae Paraná, L8, Planet Smart City, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Renault e BRDE.

O Smart City Expo faz parte de uma rede mundial de eventos, originada pelo maior e mais importante evento de cidades inteligentes do mundo, o Smart City Expo World Congress, organizado pela Fira Barcelona. O evento mundial reúne anualmente em Barcelona mais de 25 mil participantes de 150 países. A Fira Barcelona – formada pela prefeitura de Barcelona, Governo da Catalunha e Câmara de Comércio de Barcelona –, é uma instituição internacional referência na organização de grandes eventos e que realiza anualmente o Smart City Expo World Congress e outras edições com a mesma temática ao redor do mundo, como Mérida (Espanha), Atlanta (EUA), Doha (Catar) e Shanghai (China).

A edição de 2022 terá como temática “Society Leading the Urban Future” (O Futuro Urbano Liderado pela Sociedade, em livre tradução), e tratará em sua área de congresso sobre os seguintes temas: Tecnologias Inteligentes para Cidades; Inovação e Negócios Disruptivos; Governança em uma Sociedade Inteligente; Mobilidade Inteligente para o Futuro; e Cidades Sustentáveis.

Os ingressos para o congresso estão à venda em https://smartcityexpocuritiba.com/. O acesso à área de exposição é gratuito, mediante a doação de um quilo de alimento ou agasalho, e o credenciamento prévio no mesmo site.

Evento de cidades inteligentes vai reunir 10 mil pessoas em 24 e 25 de março na capital nacional da inovação

Show Rural fecha com R$ 3,2 bilhões em comercialização

Cooperativa lançou um hub de inovação integrado às demandas da agricultura

Dilvo Grolli encerrou a 34ª edição do Show Rural Coopavel

Mesmo com os desafios e restrições impostos pela pandemia, o Show Rural Coopavel alcançou números surpreendentes. O volume de comercialização em apenas cinco dias de evento, de 7 a 11 de fevereiro, foi de R$ 3,2 bilhões, o maior da história, superando o resultado de fevereiro de 2020, quando as vendas atingiram a cifra de R$ 2,7 bilhões. A informação foi dada pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, em coletiva à imprensa que marcou o encerramento da 34ª edição.

O público esperado para os cinco dias era de 120 mil a 150 mil pessoas, mas fechou com 285.212 e o número de expositores, projetado em 400, chegou a 585. “Estamos muito felizes com os resultados. Tomamos todas as medidas necessárias e o público, interessado em conhecer as mais diferentes novidades para a agricultura e pecuária, compareceu e prestigiou o evento. Quero agradecer a todos e dizer que a próxima edição, de 6 a 10 de fevereiro de 2023, será ainda maior”, afirmou Grolli.

Hub de inovação
As inovações e as tecnologias incorporam mudanças profundas no cotidiano das pessoas, das empresas e também do agronegócio. Atentos a esse movimento que traz novas oportunidades de parcerias e negócios, Coopavel, PTI e exoHub, empresa de inovação parceira do Parque Tecnológico Itaipu, estão juntos na estruturação do Espaço Impulso, um hub de inovação integrado às demandas da agricultura e pecuária.

O espaço será uma espécie de fazenda digital permanente, um ambiente de 720 mil metros quadrados para o desenvolvimento e testagem de soluções para o agro. Além de pensar em soluções para problemas reais do campo, o Espaço Impulso tem por missão se integrar a um ecossistema pulsante interessado também em gerar oportunidades de trabalho e carreira aos jovens.

O Espaço Impulso está alicerçado em três pilares: networking, conhecimento e investimento. Michel também falou sobre o processo de seleção de startups que se aliarão ao projeto, de potenciais e benefícios estratégicos e financeiros.

BRDE
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), assinou cerca de 30 contratos de financiamento e repasse via incentivos fiscais. O montante de recursos soma aproximadamente R$ 350milhões. Entre os contratos estão o da C.Vale, de Palotina, para financiamento de uma unidade de esmagamento de soja; e a Avenorte, de Cianorte, para construção de uma nova subestação de energia. As assinaturas firmam o compromisso em investimentos a cooperativas, empresas, produtores rurais com projetos de modernização e expansão de atividades agroindustriais, melhorias em estrutura de fazendas de produção agrícola, irrigação, armazenagem, logística, geração e transmissão de energia, no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Além disso, o BRDE fez o repasse de recursos internacionais da CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina) para a SICREDI Central PR/SP/RJ, para financiamento aos associados empreendedores rurais e urbanos das cooperativas filiadas da Central, no Paraná. Também foi acrescentada nos termos de assinatura, a abertura de crédito para projetos de mobilidade urbana e energia para Cascavel, na ordem de R$ 100 milhões.

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Cooperativa lançou um hub de inovação integrado às demandas da agricultura

Mercado financeiro aumenta projeção da inflação

Juros devem chegar ao patamar de 12,25%

É a quinta vez que o mercado projeta alta da inflação para o ano

O mercado financeiro aumentou mais uma vez a previsão de inflação para este ano. Segundo projeção do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial do país – deve fechar 2022 em 5,5%. É a quinta vez que o mercado projeta alta da inflação neste ano. Há uma semana, a projeção do mercado era que a inflação terminasse o ano em 5,44%. Há quatro semanas, a previsão era de 5,09%.

O boletim, divulgado semanalmente, reúne a projeção do mercado para os principais indicadores econômicos do país. Na projeção desta semana, o Focus manteve previsão do PIB registrada há sete dias. A projeção é de 0,3% em 2022. O mercado também elevou a previsão do mercado para a taxa básica de juros, a Selic, para 2022. Na projeção divulgada nesta segunda-feira, o mercado projetou a Selic em 12,25%, ante os 11,75% projetados na semana passada.

No início do mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa de juros de 9,25% para 10,75% ao ano. Em comunicado, indicou que continuará a elevar os juros básicos até que a inflação esteja controlada no médio prazo. A expectativa do mercado para a cotação do dólar em 2022 caiu, ficando em R$ 5,58, ante os R$ 5,60 projetado na semana passada.

Com Agência Brasil

Juros devem chegar ao patamar de 12,25%

Livro de empresário provoca debate sobre liberdade

Revisão constitucional deve ser por plebiscito, defende José Ernesto Marino Neto

Empresário lidera investimento de R$ 540 milhões no icônico hotel Kempinski Laje de Pedra

“Vamos devolver o poder ao povo – Ideias para o Brasil” é o livro de estreia de José Ernesto Marino Neto. A obra, de 216 páginas, reúne artigos produzidos em defesa de uma tese que ganha adeptos em grande velocidade: o Brasil precisa de uma Constituição que traduza os desejos dos cidadãos e que seja a expressão de sua liberdade para decidir. Para tanto, a definição da nova Carta Magna não pode ser delegada a representantes. Essa é uma tarefa que cabe ao próprio brasileiro e há instrumentos adequados para tanto, como plebiscitos e referendos.

O autor faz dessa convicção sua bandeira como cidadão. Para o paulistano José Ernesto Marino Neto, formado pela Escola de Direito do Largo de São Francisco, que seguiu carreira profissional como empresário do turismo, a liberdade é a principal virtude de qualquer sociedade. “Embora iguais na natureza, somos diferentes como indivíduos”, diz, ao defender o livre arbítrio como direito inalienável.

Ao longo dos 58 artigos, muitos deles publicados em um blog criado para comunicar seu ideário, Marino aborda criticamente os grandes temas que travam a vida política e econômica do país. Entre eles, a falência do Estado brasileiro, o cipoal paralisante do sistema tributário, a inadiável reforma trabalhista e o fundo partidário que sustenta as eleições proporcionais e majoritárias. “Partido político que se preze deve ser sustentado por seus associados. É como um clube de pessoas que se reúnem em torno de ideias. Se não há ideias ou se não há pessoas, não há razão para haver o clube”, provoca.

Também vai fundo no debate sobre o futuro do capitalismo liberal — que “apenas conseguirá competir se a eficiência do setor privado contaminar o setor público” — e denuncia as falsas premissas da social-democracia, baseada no estado de bem-estar social e no intervencionismo estatal. “A história ensina que apenas o livre mercado gera riquezas, que liberdades individuais recriam, reciclam e inovam em benefício dos usuários e consumidores, bem como liberdades geram sociedades de benemerência e de fraternidade.”

Para Marino, a presença do Estado na economia, na política e na vida social deve ser redefinida em uma nova Constituição. “Quando diminuímos o tamanho do Estado diminuímos a corrupção. Quando enaltecemos a livre iniciativa, aumentamos o grau de liberdade do povo.” Essa não pode ser uma caminhada inspirada por ideologias, mas por espírito prático e urgência de reconstituir o vigor da sociedade brasileira. “As teorias caem por terra quando a realidade as supera. Acabou a época da esquerda e da direita. Estamos na era do pragmatismo”, reforça.

Só dessa maneira o país pode virar o jogo contra a herança cartorial e burocrática que o impede de cumprir seu destino de sociedade moderna. “Ainda hoje o Brasil carrega um grande fardo sobre seus ombros, alternando grupos no poder que impõem privilégios a si próprios, aumentando o peso nos ombros da sociedade. A liberdade para empreender é sufocada pela burocracia, enquanto a individual é sufocada pelos poderosos grupos instalados no Poder.”

Empresário trouxe redes hoteleiras internacionais
Marino nasceu em São Paulo, em 1964, e ingressou no mercado da consultoria hoteleira logo ao diplomar-se em Direito, nos anos 80. Percebeu que em um mercado pequeno deveria fazer diferente e ser ousado. Foi para o exterior convencer grandes players internacionais do setor a investir em um país com inflação em disparada, moeda fraca, economia imprevisível e política instável, recém-saído de décadas de regime militar.

Com pouco mais de 25 anos, em 1989 trouxe o Grupo Meliá de Hotéis. Mesmo com a sucessão de crises, no setor hoteleiro os resultados apareceram. As gestões de Marino trouxeram para o país, a despeito de boicote dos players locais, que não queriam competição, marcas do porte da SuperClubs (Jamaica), Sonesta (EUA), Howard Johnson (EUA), Tivoli (Portugal), Ramada (EUA), Days Inn (EUA), NH Hoteles (Espanha) e Red Roof (EUA). “Até hoje há ‘opinion makers’ do mercado americano que me chamam de Mr. Brasil”, festeja.

Fundador e presidente da BSH International, que administra várias grandes redes hoteleiras no país, Marino e o sócio José Paim lançaram em 2021, em Canela (RS), o projeto de revitalização de um dos mais emblemáticos hotéis brasileiros de luxo, agora gerido pela operadora alemã Kempinski. O Kempinski Laje de Pedra receberá investimentos de R$ 540 milhões e tem previsão de reinauguração no segundo semestre de 2024.

Um livre-pensador convida ao debate
Em suas andanças internacionais, fez palestras na New York University, tornou-se membro do conselho consultivo do Centro de Hospitalidade, Turismo e Esportes da NYU e tutor de alunos brasileiros de hotelaria e turismo. No fim dos anos 90, aceitou convite para lecionar na Fundação Getúlio Vargas e buscou especialização em Turismo pela USP. Seguiram-se o mestrado, o doutorado e o PhD em Administração na Florida (EUA). Sua tese de doutorado foi base para coordenar o regramento do Condo-Hotel como Valor Mobiliário, atividade que desempenhou ao longo de quatro anos, na FGV, até publicação da Instrução Normativa CVM 602, marco regulatório do setor.

Simpatizante do voluntarismo, fez política estudantil na juventude, e agora como empresário reconhecido assumiu de vez o papel de livre-pensador, antevisto pelo professor americano que lhe entregou o diploma de doutor. Seus artigos, encerrados cada um com o bordão que dá título ao livro – “Vamos devolver o poder ao povo” – nascem da experiência que reuniu ao longo da vida. E que oferece agora ao debate público.

O livro será lançado em São Paulo, no dia 16 de fevereiro, às 18h, no Bar Veríssimo, no Brooklin. Em Curitiba o lançamento será no dia 23, às 18h, no Hotel NH Curitiba The Five. Em Canela, será no dia 9 de março no Mirante Laje de Pedra. Outras sessões de autógrafo estão sendo agendadas. Também há uma agenda de entrevistas e palestras que ao longo do primeiro semestre vão provocar os brasileiros, com a proposta de mexer com suas convicções e fazê-los buscar instrumentos para tomar nas próprias mãos o destino de suas vidas e do Brasil.

Revisão constitucional deve ser por plebiscito, defende José Ernesto Marino Neto