Archives Maio 2022

Governo federal anuncia troca de presidente da Petrobras

Caio Mário Paes de Andrade assume no lugar de José Ferreira Coelho

Ministério acredita que Paes de Andrade reúne as qualificações necessárias para assumir a presidência da Petrobras e superar os desafios da atual conjuntura

O Ministério de Minas e Energia divulgou, na noite desta segunda-feira (23), uma nota oficial em que informa que o governo federal, como acionista controlador da Petrobras, decidiu trocar o presidente da estatal. Segundo a nota, José Mauro Ferreira Coelho, que assumiu o cargo há 40 dias, será substituído por Caio Mário Paes de Andrade na presidência da empresa.

Na nota, o ministério agradeceu a Ferreira Coelho pelos resultados alcançados pela Petrobras durante sua gestão à frente da Petrobras, mas destaca que o país “vive atualmente um momento desafiador, decorrente dos efeitos da extrema volatilidade dos hidrocarbonetos nos mercados internacionais.”

Segundo o ministério, diversos fatores geopolíticos impactaram no preço da gasolina, do diesel e dos componentes energéticos e, para que sejam mantidas as condições necessárias para o crescimento do emprego e da renda da população, é necessário fortalecer a capacidade de investimento no setor privado. “Trabalhar e contribuir para um cenário equilibrado na área energética é fundamental para a geração de valor da empresa, gerando benefícios para toda a sociedade”, diz a nota.

Biografia
Paes de Andrade, que vai assumir a presidência, é formado em comunicação social pela Universidade Paulista, pós-graduado em administração e gestão pela Harvard University e mestre em administração de empresas pela Duke University. No governo federal, atualmente, Paes de Andrade é secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, onde é responsável pela Plataforma GOV.BR e é membro do Conselho de Administração da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Pré-Sal Petróleo S.A (PPSA). Entre 2019 e 2020, ele foi presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Na inciativa privada, ele atuou na área de tecnologia de informações e no mercado imobiliário, além de ser fundador e conselheiro do Instituto Fazer Acontecer.

O ministério diz, na nota, que acredita que Paes de Andrade reúne as qualificações necessárias para assumir a presidência da Petrobras e superar os desafios da atual conjuntura, “promovendo o contínuo aprimoramento administrativo e o crescente desempenho da empresa, sem descuidar das responsabilidades de governança, ambiental e, especialmente, social da Petrobras.”

A nota diz, ainda, que, com a mudança, o governo federal renova o seu compromisso de respeito com a governança da Petrobras. Paes de Andrade é o quarto presidente da estatal no atual governo. Antes dele, foram presidentes da Petrobras, Roberto Castelo Branco, o general da reserva do Exército, Joaquim Silva e Luna e José Mauro Ferreira Coelho.

Petrobras
Em nota, a Petrobras informou que recebeu nesta segunda-feira ofício do Ministério das Minas e Energia solicitando providências para convocar uma Assembleia Geral Extraordinária com o objetivo de promover a destituição, e eleição de membro do Conselho de Administração para indicar Caio Mario Paes de Andrade em substituição a José Mauro Ferreira Coelho. O ofício solicita, ainda, que Paes de Andrade seja, posteriormente, avaliado pelo Conselho de Administração da Petrobras para o cargo de presidente da estatal.

“Tendo em vista que José Mauro Ferreira Coelho foi eleito pelo sistema do voto múltiplo na Assembleia Geral Ordinária realizada em 13 de abril último, caso aprovada pela assembleia geral, sua destituição implicará na destituição dos demais membros do conselho eleitos pelo mesmo processo, devendo a companhia realizar nova eleição para esses cargos, nos termos do artigo 141, § 3º, da Lei 6.404/76”, destaca a nota. A Petrobras informa que novos fatos relevantes serão oportunamente divulgados ao mercado.

Com Agência Brasil 

Caio Mário Paes de Andrade assume no lugar de José Ferreira Coelho

Planos de saúde individuais têm aumento histórico

ANS aprovou reajuste de até 15,5%

As operadoras dos planos de saúde poderão aplicar o índice em mensalidades cobradas entre maio de 2022 a abril de 2023

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou o índice máximo de reajuste anual para os planos de saúde individuais e familiares. O aumento poderá ser de até 15,5%. A decisão foi tomada pela diretoria por quatro votos a um. Trata-se do maior reajuste anual já aprovado pela agência, criada em 2000. As operadoras dos planos de saúde poderão aplicar o índice em mensalidades cobradas entre maio de 2022 a abril de 2023. Mas a atualização dos valores só pode ser realizada a partir da data de aniversário de cada contrato. Caso o mês de aniversário do contrato seja maio, é possível a cobrança retroativa do reajuste.

A decisão não se aplica aos planos coletivos, sejam empresariais ou por adesão. Ela incide apenas nas mensalidades dos contratos individuais e familiares firmados a partir de janeiro de 1999. São aproximadamente 8 milhões de beneficiários, o que corresponde a 16,3% do mercado de saúde suplementar. O aumento histórico ocorre um ano após a ANS ter aprovado pela primeira vez um reajuste negativo. Em 2021, as operadoras foram obrigadas a reduzir as mensalidades em pelo menos 8,1%, porque ficou constatada uma queda generalizada na demanda por serviços de saúde em meio ao isolamento social decorrente da pandemia da Covid-19. No período, os planos registraram uma redução de custos.

“Já em 2021, tivemos uma gradativa retomada da utilização desses serviços. É também um ano influenciado por uma forte inflação em todo o país”, disse a gerente Econômico-financeira e Atuarial de Produtos da ANS, Daniele Rodrigues, ao apresentar os detalhes do cálculo do índice. Em nota divulgada em seu portal eletrônico, a ANS sustenta que tanto o reajuste negativo de 2021 como o reajuste histórico deste ano possuem relação com os efeitos da pandemia da Covid-19. “Não se pode analisar o percentual calculado para 2022 sem considerar o contexto e os movimentos atípicos no setor de planos de saúde nos últimos dois anos”, afirma o texto.

A proposta de reajuste foi submetida ao Ministério da Economia no início do mês. A pasta emitiu nota técnica aprovando a aplicação da metodologia na segunda-feira (23). Segundo a ANS, a atual fórmula para cálculo do reajuste anual foi adotada em 2018. O cálculo é influenciado principalmente pela variação das despesas assistenciais do ano anterior. Também leva em conta o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação do país.

A variação das despesas assistenciais de 2021 foi de 20,35%. É o maior percentual da série histórica apresentada na reunião, com dados desde 2014. Em 2020, essa variação havia sido negativa em 9,2%. Os cálculos são realizados pela Diretoria de Normas e Habilitação de Produtos da ANS. Diferentes diretores avaliaram que a fórmula pré-definida garante transparência e previsibilidade para o reajuste. “É uma metodologia que reflete de forma muito clara a variação da despesa assistencial”, argumentou o diretor de Desenvolvimento Setorial, Maurício Nunes.

Para o diretor-presidente da ANS, Paulo Rebello, a aplicação da metodologia protege o interesse público. “A agência regula e procura manter o setor em funcionamento”, declarou. Único voto divergente, a diretora de Fiscalização, Eliane Medeiros, elogiou os esforços da equipe em aplicar a metodologia em vigor, mas se posicionou contra o índice proposto.

Com Agência Brasil

ANS aprovou reajuste de até 15,5%

Sete cidades do Sul estão entre as 20 melhores para se empreender no Brasil

Curitiba aparece na vice-liderança, atrás apenas de São Paulo, revela Sebrae

A capital paranaense se destacou em todos os quesitos do Isdel 2.0

Curitiba é a segunda melhor cidade do país para se empreender e abrir negócios. É o que aponta o novo Índice Sebrae de Desenvolvimento Econômico Local (Isdel 2.0), divulgado neste mês. No total, sete municípios do Sul aparecem nas primeiras vinte posições. Porto Alegre é a única representante do Rio Grande do Sul no Top 20, enquanto o Paraná e Santa Catarina possuem três cidades no ranking (veja a lista ao final da reportagem).

Apenas 20% dos municípios brasileiros têm alto ou muito alto índice de desenvolvimento econômico, com a capital paranaense aparecendo na vice-liderança, atrás apenas de São Paulo. A cidade se destacou em todos os quesitos do Isdel 2.0, como capital empreendedor, tecido empresarial (redes formais e informais de empreendedores e empresas), governança para o desenvolvimento, organização produtiva e competitividade. Impulsionada pelo Vale do Pinhão, é a segunda vez, apenas neste ano, que Curitiba é apontada como uma das melhores cidades para empreender. Em março, a capital ficou em terceiro lugar no novo Índice de Cidades Empreendedoras 2022, pesquisa produzida pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap), com apoio da Endeavor. Curitiba também está entre as três cidades do Brasil que mais abriram empresas de TI.

Cris Alessi, presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, reforça que a mobilização do Vale do Pinhão em apoio a quem assumiu o desafio de empreender, mesmo com a pandemia, se reflete neste reconhecimento do ranking do Isdel 2.0. “As ações visam estimular o empreendedor a adotar soluções inovadoras e economicamente sustentáveis para alavancar vendas, conquistar e fidelizar clientes, melhorar processos, ter maior presença digital e até repensar o modelo de gestão”, pondera.

Entre as iniciativas em favor dos empreendedorismo curitibano, estão a criação dos primeiros coworkings públicos do país (Worktibas); a retomada ou criação de programas municipais de fomento e capacitação, como Tecnoparque, Empreendedora Curitiba, Bom Negócio e 1º Empregotech; a desburocratização da abertura de empresas (hoje são necessárias apenas 13 horas para se obter o alvará on-line); a criação da Lei de Inovação de Curitiba; iniciativas de legislação (Lei de Inovação e o Decreto do 5G); a ampliação da rede de Espaços Empreendedor de Curitiba; e a abertura do primeiro Fab Lab público do país.

Isdel 2.0
Criado em 2018, o Índice Sebrae de Desenvolvimento Econômico Local foi reformulado no ano passado, passando a se chamar Isdel 2.0. É uma parceria do Sebrae com o Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar/UFMG), para ter maior aderência com o modelo de atuação sistêmica adotado pelo Sebrae para estimular o desenvolvimento econômico local e, assim, criar um ambiente favorável ao fortalecimento do empreendedorismo e dos pequenos negócios. A versão 2.0 do índice engloba 106 variáveis disponibilizadas por fontes oficiais – a primeira tinha 135 -, que estão agrupadas em 39 indicadores. “Com a reformulação, o índice apresentou uma correlação ainda melhor com índices de desenvolvimento de referência nacional e internacional, tais como o PIB per capita e o IDH”, afirma a economista Bárbara Castro, analista da Unidade de Inteligência Empresarial do Sebrae Minas.

O Isdel 2.0 posiciona os municípios em uma escala que varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior o nível de desenvolvimento econômico da localidade. “A diferença entre a pontuação obtida por uma localidade e 1 é, portanto, a distância em pontos percentuais que essa localidade precisa percorrer para atingir o mais alto patamar de desenvolvimento econômico”, destaca o economista.

De acordo com a abordagem Isdel 2.0, o desenvolvimento econômico está diretamente relacionado à dinâmica de cinco fatores ou dimensões: Capital Empreendedor (quantidade e qualidade de empresas, empreendedores e lideranças), Tecido Empresarial (redes formais e informais de empreendedores e empresas, que se unem para atuar coletivamente em prol dos seus interesses), Governança para o Desenvolvimento (visão comum de futuro construída de maneira compartilhada, participativa e democrática com toda a comunidade e por um Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico, como o Vale do Pinhão), Organização Produtiva (maneira como cada cidade organiza as atividades econômicas para gerar renda e riqueza) e Inserção Competitiva (ações necessárias para que o município se posicione externamente de maneira competitiva, contribuindo para a dinamização de sua economia).

A escala de desenvolvimento econômico é distribuída em cinco classificações:
Isdel Muito baixo: reúne todas as localidades que apresentam índice abaixo de 0,150.
Isdel Baixo: localidades com índice entre 0,151 e 0,310.
Isdel Médio: localidades com desenvolvimento econômico entre 0,311 e 0,470.
Isdel Alto: localidades com índice entre 0,471 e 0,630.
Isdel Muito Alto: localidades cujo índice seja igual ou superior a 0631.

Top 20 das cidades mais empreendedoras do Brasil

1.São Paulo (SP) 0,785
2.Curitiba (PR) 0,749
3.São Caetano do Sul (SP) 0,749
4.Barueri (SP) 0,734
5.Campinas (SP) 0,730
6.Belo Horizonte (MG) 0,728
7.Ribeirão Preto (SP) 0,722
8.São Bernardo do Campo (SP) 0,718
9.Porto Alegre (RS) 0,718
10.Rio de Janeiro (RJ) 0,716
11.Maringá (PR) 0,715
12.Joinville (SC) 0,710
13.Jundiaí (SP) 0,704
14.Londrina (PR) 0,704
15.Florianópolis (SC) 0,703
16.Balneário Camboriú (SC) 0,703
17.Sorocaba (SP) 0,703
18.Guarulhos (SP) 0,697
19.Valinhos (SP) 0,695
20.Goiânia (GO) 0,695

Curitiba aparece na vice-liderança, atrás apenas de São Paulo, revela Sebrae

Banrisul apresenta nova marca e conceito

Instituição financeira passa a se posicionar como um banco ainda mais coletivo, humano e contemporâneo

O presidente Cláudio Coutinho (à direita) na apresentação do rebranding na coletiva de imprensa, no Espaço do BanriTech

O Banrisul apresentou, nesta segunda-feira (23), seu processo de rebranding, que inclui novo posicionamento, nova marca e o conceito “Nossa conexão transforma”. As novidades foram anunciadas em coletiva de imprensa em Porto Alegre, pelo presidente do Banco, Cláudio Coutinho. De olho no amanhã, o Banrisul vem reforçando ao longo do tempo áreas estratégicas para o seu negócio: inovação, pessoas, sustentabilidade e agronegócio. A instituição tem mais de quatro milhões de clientes e cerca de 500 agências, estando entre os maiores bancos do Brasil. Alcançou, no primeiro trimestre de 2022, saldo de R$ 42,4 bilhões em crédito e, no mesmo período, investiu R$ 57,3 milhões em inovação, melhorias na experiência do usuário, segurança da informação e modernização tecnológica.

“Temos o compromisso de continuar construindo um Banrisul cada vez mais moderno, eficiente e sustentável, ancorado na nossa missão de promover o desenvolvimento econômico e social das pessoas e das comunidades”, destacou Coutinho, durante sua apresentação. O presidente reforçou que o banco acompanha as evoluções que o mercado exige todos os dias. “As duas novas cores da marca representam exatamente isso: a modernidade e a sustentabilidade. E mantivemos o azul, que todos já conhecem, pois é assim que evoluímos, respeitando a nossa história e a nossa essência”, detalhou.

Coutinho frisou que o conceito “Nossa conexão transforma” remete para um banco mais inclusivo, humano e conectado com seus colaboradores e clientes. O trabalho de rebranding foi iniciado ainda antes da pandemia, a partir de pesquisas e estudos de mercado. “Chegamos a um novo posicionamento, a um novo conceito e a uma nova marca que, além dos atributos de segurança, solidez e credibilidade, representam o momento atual do Banco, ou seja, uma instituição coletiva, humana e contemporânea.

As duas novas cores da marca representam modernidade e sustentabilidade. O azul, já conhecido, foi mantido

Instituição financeira passa a se posicionar como um banco ainda mais coletivo, humano e contemporâneo

Faturamento da indústria de máquinas tem queda de 11,6% em abril

Total da receita mensal ficou em R$ 23,3 bilhões

O primeiro quadrimestre de 2022 indica uma desaceleração do ritmo da atividade industrial, verificada no fim do ano passado

O faturamento da indústria de máquinas e equipamentos caiu 11,6% em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado, aponta balanço da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). O total da receita mensal ficou em R$ 23,3 bilhões. No ano, de janeiro a abril, o setor acumula queda de 6,1% na receita líquida total em relação aos primeiros quatro meses de 2021.

Segundo a entidade, a queda registrada no último mês anula parte do crescimento de 18,2% observado em março. “Apesar da queda do período, a expectativa de recuperação do faturamento em 2022 está mantida, dado o bom desempenho dos negócios”, informou a associação. Nos últimos 12 meses, o saldo no faturamento é positivo, com variação de 8,1%. O primeiro quadrimestre de 2022 indica uma desaceleração do ritmo da atividade industrial, verificada no fim do ano passado. Na avaliação da Abimaq, isso se deve, sobretudo, aos setores ligados ao consumo das famílias, que seguem impactando negativamente os investimentos produtivos de determinados segmentos.

De janeiro a abril, na comparação anual, a queda mais intensa foi observada na venda de máquinas para bens de consumo (-34,1%). Os setores agrícolas, por outro lado, mantiveram o desempenho, com variação positiva de cerca de 8%. As exportações, por sua vez, que tiveram “forte recuperação” iniciada no segundo trimestre de 2021 e seguem na mesma tendência neste ano. Em abril de 2022, o setor exportou US$ 899 milhões em máquinas e equipamentos. O volume está 11% abaixo do observado no mês passado, mas é 18,1% mais alto que o patamar de abril de 2021, quando foram vendidos US$ 761 milhões. Na comparação anual, as vendas para o mercado externo acumulam alta de 31,2%.

No primeiro quadrimestre, houve crescimento das exportações para a maioria dos países, com destaque para América Latina (32%), Estados Unidos (30%), e países da Europa (27,8%). Na comparação mensal, observou-se uma queda expressiva (96%) nas vendas para a Rússia, país que está em guerra com a Ucrânia. O volume negociado passou de US$ 13 milhões, em março, para US$ 538 mil, em abril.

Com Agência Brasil 

Total da receita mensal ficou em R$ 23,3 bilhões

Estimativa para expansão do crédito chega a 9,7%

Índice mantém tendência de alta

Pesquisa da Febraban dá destaque para recursos livres para empresas e famílias, que deve mostrar crescimento acima de dois dígitos

A melhora dos números correntes sobre a atividade econômica, acima do que o esperado pelos mercados, fez com que a estimativa para o saldo da carteira total de crédito em 2022 subisse para 9,7%, revela a última edição da Pesquisa Febraban de Economia Bancária e Expectativas. O número representa um salto de 1,4 ponto percentual em relação ao levantamento anterior, de março, quando se esperava um incremento de 8,3% este ano. A nova projeção ultrapassa a atual estimativa apresentada pelo Banco Central no último Relatório de Inflação, de 8,9%.

A exemplo da pesquisa de março, a carteira com recursos livres deverá liderar esse movimento, com expectativa de nova expansão de dois dígitos, chegando a 11,8%, acima dos 10,8% verificados dois meses atrás. Essa elevação ocorrerá tanto para as famílias (de 10,5% para 11,8%) quanto para as empresas (de 10,5% para 12,3%), beneficiadas, em especial, pela retomada do consumo de serviços, em função da reabertura da economia e do impacto positivo dos programas sociais do governo. A pesquisa da Febraban é feita a cada 45 dias, logo após a divulgação da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O atual levantamento reuniu as percepções de 17 bancos, entre 11 e 17 de maio, sobre a última ata e as projeções para o desempenho das carteiras de crédito para o ano corrente e o próximo.

A melhoria na estimativa das projeções da carteira de crédito para 2022 ocorre pela terceira vez neste ano e mantém tendência de elevação; em dezembro, a expectativa era de crescimento de 6,7% este ano. “Mesmo num cenário de incertezas externas e nacionais, essa projeção de crescimento do crédito revela um desempenho encorajador, que revela a capacidade do nosso setor bancário de manter e ampliar a oferta de crédito, uma das alavancas para o desempenho da nossa economia”, avalia Isaac Sidney, presidente da Febraban.

“Esse avanço das projeções pode ser atribuído aos dados correntes melhores que o esperado, que seguem indicando avanço em 12 meses próximo a 16,5%, além do viés de alta nas projeções de atividade e inflação para este ano”, analisa Rubens Sardenberg, diretor de economia, regulação prudencial e riscos da entidade. Em relação à carteira com recursos direcionados, também se mantém a revisão para cima, de 5,3% para 7,6%. “Esses dados provavelmente já consideram o efeito da nova rodada dos programas públicos no saldo de operações do segmento”, explica Sardenberg. “É natural que, quando nos afastamos da crise gerada pela pandemia, o crescimento seja liderado pelo segmento livre, deixando o crédito direcionado para o atendimento de setores específicos, em especial no caso das empresas”, completa. 

Índice mantém tendência de alta

Santa Catarina conquista laboratório de R$ 308 milhões da JBS

Empresa confirmou instalação de Centro de Pesquisa no Sapiens Parque

O JBS Biotech Innovation Center será instalado no Sapiens Parque, em Florianópolis, e representará um marco para o ecossistema de inovação catarinense

Santa Catarina será o destino de um investimento de US$ 60 milhões (R$ 308 milhões) da JBS, na área da biotecnologia. A notícia foi confirmada ao governador Carlos Moisés por diretores da companhia, uma das maiores indústrias de alimentos do mundo. O JBS Biotech Innovation Center será instalado no Sapiens Parque, em Florianópolis, e representará um marco para o ecossistema de inovação catarinense. Inicialmente, o centro de pesquisas terá como foco o desenvolvimento de tecnologia própria para a produção de proteínas.

“O ecossistema de ciência e tecnologia instalado aqui é um ambiente fértil para que esse projeto dê certo”, exalta José Antônio Ribas Júnior, diretor Executivo de agropecuária e sustentabilidade da JBS. Esse foi um dos principais atrativos que deu a Santa Catarina a preferência para a instalação do empreendimento. “Tínhamos muitas opções à mesa, inclusive tirar o projeto do Brasil, mas conseguimos confirmar Florianópolis e Santa Catarina, com a certeza de que fizemos a melhor escolha”, completa.

O investimento em Santa Catarina é estimado em US$ 60 milhões nos próximos quatro anos para a implantação do Centro de Pesquisas e o desenvolvimento de tecnologias para a produção de proteínas alternativas. Nesse primeiro momento, a companhia concentrará esforços na construção de instalações especializadas para o desenvolvimento de tecnologia 100% nacional para a produção de carne cultivada e da planta industrial piloto, bem como na aquisição dos insumos necessários.

O novo Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) deve gerar mais de 100 empregos diretos, incluindo vagas de alta qualificação profissional, inicialmente com 25 especialistas-doutores apenas para o projeto de pesquisas em proteína cultivada. O JBS Biotech Innovation Center será instalado em um terreno de 40 mil metros quadrados, compondo um complexo que ocupará uma quadra de quatro lotes, em posição privilegiada no parque tecnológico Sapiens Parque. Esse já é considerado o maior investimento de uma empresa brasileira no setor de proteína cultivada e reforça a estratégia de inovação da JBS para atender à crescente demanda por alimentos, resultado do crescimento da população global.

Com sede em Florianópolis, o Sapiens Parque é o parque de inovação onde o Centro de Pesquisas da JBS será instalado. Antes da escolha, no entanto, o local estava competindo com ecossistemas de referência como o Vale do Silício, nos Estados Unidos. “Isso já dá uma ideia da dimensão do investimento que estamos atraindo para o Sapiens Parque. Temos certeza que, a partir dele, muitos outros virão para consolidar Santa Catarina como um ambiente cada vez mais propício para os negócios da economia inteligente. É um marco para o Sapiens”, ressalta o presidente da instituição, Daniel Leipnitz.

O Sapiens Parque possui infraestrutura para abrigar empreendimentos, projetos e outras iniciativas inovadoras estratégicas para o desenvolvimento. Tudo isso funciona dentro de uma proposta de baixo impacto ambiental com sistema próprio de tratamento de esgoto; aproveitamento da água da chuva; iluminação de eficiência energética; e áreas de lazer com parques urbanos com lagos e ciclovias.

“O modelo com o qual trabalhamos estimula a cooperação, os talentos e o espírito inovador. A união das iniciativas já instaladas e a chegada deste grande empreendimento retornarão à sociedade em forma de desenvolvimento sustentável e socioeconômico”, acrescenta a diretora do Sapiens Parque, Daniella Abreu. Atualmente, 50 empresas estão instaladas no Sapiens Parque, produzindo e cooperando entre si com ações voltadas, especialmente, ao desenvolvimento de setores econômicos como turismo, tecnologia, meio ambiente e serviços especializados.

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Empresa confirmou instalação de Centro de Pesquisa no Sapiens Parque

Faturamento da indústria de máquinas tem queda de 11,6% em abril

Total da receita mensal ficou em R$ 23,3 bilhões

O primeiro quadrimestre de 2022 indica uma desaceleração do ritmo da atividade industrial, verificada no fim do ano passado

O faturamento da indústria de máquinas e equipamentos caiu 11,6% em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado, aponta balanço da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). O total da receita mensal ficou em R$ 23,3 bilhões. No ano, de janeiro a abril, o setor acumula queda de 6,1% na receita líquida total em relação aos primeiros quatro meses de 2021.

Segundo a entidade, a queda registrada no último mês anula parte do crescimento de 18,2% observado em março. “Apesar da queda do período, a expectativa de recuperação do faturamento em 2022 está mantida, dado o bom desempenho dos negócios”, informou a associação. Nos últimos 12 meses, o saldo no faturamento é positivo, com variação de 8,1%. O primeiro quadrimestre de 2022 indica uma desaceleração do ritmo da atividade industrial, verificada no fim do ano passado. Na avaliação da Abimaq, isso se deve, sobretudo, aos setores ligados ao consumo das famílias, que seguem impactando negativamente os investimentos produtivos de determinados segmentos.

De janeiro a abril, na comparação anual, a queda mais intensa foi observada na venda de máquinas para bens de consumo (-34,1%). Os setores agrícolas, por outro lado, mantiveram o desempenho, com variação positiva de cerca de 8%. As exportações, por sua vez, que tiveram “forte recuperação” iniciada no segundo trimestre de 2021 e seguem na mesma tendência neste ano. Em abril de 2022, o setor exportou US$ 899 milhões em máquinas e equipamentos. O volume está 11% abaixo do observado no mês passado, mas é 18,1% mais alto que o patamar de abril de 2021, quando foram vendidos US$ 761 milhões. Na comparação anual, as vendas para o mercado externo acumulam alta de 31,2%.

No primeiro quadrimestre, houve crescimento das exportações para a maioria dos países, com destaque para América Latina (32%), Estados Unidos (30%), e países da Europa (27,8%). Na comparação mensal, observou-se uma queda expressiva (96%) nas vendas para a Rússia, país que está em guerra com a Ucrânia. O volume negociado passou de US$ 13 milhões, em março, para US$ 538 mil, em abril.

Com Agência Brasil 

Total da receita mensal ficou em R$ 23,3 bilhões

China-Brasil: duas boas notícias

O grande acontecimento de maio foi a reunião da Cosban

O saldo do lado brasileiro é o de sempre: continuaremos exportando cada vez mais produtos agropecuários e minerais para a China

Tem tanta coisa acontecendo na relação China-Brasil lá e cá que ficou difícil de acompanhar. O melhor é que ultimamente são coisas boas. Mesmo ainda impossibilitados de ir-e-vir, e sendo obrigados a adiar (mais uma vez) para 2023 os planos de viagens e de participação presencial em feiras e outros eventos, percebe-se um outro ritmo do lado brasileiro, com várias atividades acontecendo – ou sendo preparadas para acontecer –, em empresas, entidades e universidades.

Evidentemente, o grande acontecimento desse final de maio (dia 23) foi a reunião (virtual) da Cosban, a sexta vez que acontece desde que foi criada, há 18 anos, a Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação. Essa reunião, como as demais, foi coordenada pelos vice-presidentes da República dos dois países, Wang Qishan do lado chinês, e Hamilton Mourão, do lado brasileiro – que deu o tom da importância da relação bilateral em entrevista coletiva no final do evento: “(…) a China é, desde 2009, o maior parceiro comercial do Brasil. O comércio bilateral cresceu de US$ 9 bilhões em 2004 para mais de US$ 135 bilhões em 2021. O Brasil é o país que recebe mais investimentos chineses na América Latina, com 47% do total na região, e estoque acumulado de US$ 66 bilhões entre 2007 e 2020.”

Para que se tenha uma ideia da importância da VI Cosban, participaram do evento um total de 17 ministérios e agências governamentais de cada lado. No caso brasileiro, sob a coordenação do Ministério de Relações Exteriores. Constituída por 12 subcomissões temáticas, a Cosban se concretiza na prática através dos acordos que são firmados a cada reunião. Dessa vez, foram aprovados o Plano Estratégico 2022-2031, com diretrizes de longo prazo das relações bilaterais, e o Plano Executivo 2022-2026, com objetivos concretos a serem alcançados no período. Faltou divulgarem a avaliação objetiva do que foi feito dos anteriores, assinados em 2010 (Plano de Ação Conjunta), 2012 (Plano Decenal) e 2015 (Plano de Ação Conjunta 2015 -2021).

Sobre os discursos, o saldo do lado brasileiro é o de sempre: continuaremos exportando cada vez mais produtos agropecuários e minerais para a China, e recebendo investimentos nas áreas estratégicas para os chineses. Esse continua sendo o grande nó da “parceria estratégica global” entre os dois países, que resulta no Brasil cada vez mais desindustrializado e distante do ritmo de desenvolvimento econômico, científico, tecnológico e de inovação das grandes nações.

Felizmente ocorrem iniciativas do lado acadêmico na direção oposta, como a assinatura no dia 25 de maio do acordo de cooperação entre o Instituto Sociocultural Brasil-China e a Universidade de Zhejiang (ZIBS), criando o Centro de Estudos Latinoamericanos, iniciativa que beneficiará estudantes e pesquisadores de todos os países envolvidos. O reitor da ZIBS, Ben Shenglin, destacou em seu discurso que pretendem que o novo centro de estudos desenvolva “projetos de pesquisa conjuntos com a Ibrachina em áreas-chave, como novas tecnologias, comércio digital, tecnologia financeira e indústrias culturais digitais”.

O grande acontecimento de maio foi a reunião da Cosban

Câmara aprova projeto que limita alíquotas sobre combustível e energia

Proposta prevê compensação da União aos estados pela perda de arrecadação

A proposta classifica setores como essenciais e indispensáveis

A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (25) o projeto que impede a aplicação de alíquotas de ICMS iguais às cobradas sobre produtos supérfluos para bens e serviços relacionados a combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo. A proposta classifica esses setores como essenciais e indispensáveis. O texto será enviado ao Senado.

Foi aprovado o substitutivo do relator, deputado Elmar Nascimento (União-BA), para o Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/22, do deputado Danilo Forte (União-CE). Segundo o texto, haverá, até 31 de dezembro de 2022, uma compensação paga pelo governo federal aos estados pela perda de arrecadação do imposto por meio de descontos em parcelas de dívidas refinanciadas desses entes federados junto à União. A leio prevê que as compensações abrangem perdas ocorridas durante todo o ano de 2022 e serão interrompidas caso as alíquotas retornem aos patamares vigentes antes da publicação da futura lei ou se não houver mais saldo a ser compensado, o que ocorrer primeiro.

Embora o projeto trate da compensação da queda de receita por causa da diminuição da alíquota sobre esses produtos e serviços agora considerados essenciais, a apuração das perdas englobará o ICMS total arrecadado. “O mais importante é darmos uma resposta hoje à população brasileira, que não aguenta mais essa carestia, essa angústia de ver corroído toda semana o orçamento familiar exatamente pelo preço de dois itens significativos: o combustível e a energia”, afirmou o autor do projeto, Danilo Forte.

Para o relator, a Câmara segue na linha do que foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “É isso que nós estamos decidindo, o valor máximo da alíquota para o que é considerado essencial como interpretado pelo Supremo”, disse Elmar Nascimento. Ao votar contra o projeto, o deputado Tiago Mitraud (Novo-MG) ressaltou que “o problema do preço alto de combustíveis e de tantos outros produtos no Brasil é estrutural e não vai ser resolvido com medidas simples”.

Quanto às exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2022 (LDO) sobre perdas de receita, o texto aprovado determina que elas não se aplicam à lei derivada do projeto e aos atos do Poder Executivo regulamentadores da matéria. Assim, não precisará ser demonstrado o impacto orçamentário-financeiro neste exercício ou a apresentação de medidas compensatórias da perda de receita com a compensação a ser feita pela União.

Com Agência Câmara de Notícias

Proposta prevê compensação da União aos estados pela perda de arrecadação

Santa Catarina tem a segunda indústria mais competitiva do país

No Fórum Reinventa-SC, lideranças afirmaram que a partir das mudanças na geografia da produção mundial, o estado deve ampliar o protagonismo na cadeia de insumos internacionais

“A pandemia abriu os olhos do mundo e mostrou que a dependência é prejudicial e perigosa para a soberania dos países”, alertou Aguiar no Fórum Reinventa-SC

Santa Catarina tem a segunda indústria mais competitiva do Brasil, atrás apenas de São Paulo, mostra o Atlas da Competitividade da Indústria Catarinense. A publicação inédita do Observatório FIESC foi lançada no Fórum Reinventa-SC, que a Federação das Indústrias (Fiesc) promoveu nesta quarta-feira (25), Dia da Indústria e data que marca o 72° aniversário da entidade. No encontro virtual, os painelistas destacaram que o estado deve aproveitar as mudanças na geografia da produção e ampliar o protagonismo na cadeia de insumos internacionais.

O presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, destacou que Santa Catarina é um estado empreendedor, com uma indústria diversificada que pode ser uma alternativa de produção para substituir parte dos insumos que vêm da Ásia, por exemplo. “A pandemia abriu os olhos do mundo e mostrou que a dependência é prejudicial e perigosa para a soberania dos países. Em Santa Catarina temos infraestrutura portuária e uma cultura de internacionalização. Então podemos fomentar a nossa indústria local e também produzir insumos para outros países”, declarou.

Na opinião do presidente da Whirlpool Latin America, João Carlos Brega, a crise vai fazer com que toda a cadeia de fornecimento seja revista. “Não vão desaparecer as importações do Oriente, mas, com certeza, haverá um balanceamento entre a distribuição dos fornecedores. Falo de causa própria, da Whirlpool, mas também de outras empresas que estão revendo a localização geográfica dos seus fornecedores, tentando buscar um equilíbrio”, explicou. Na visão dele, esse cenário abre espaço para novos investimentos em capacidade de produção, e o Brasil e Santa Catarina têm grandes oportunidades para receber investimentos. “Nessa nova fase podemos apresentar o estado para os potenciais investidores e nos colocarmos em posição ainda mais relevante no país”, afirmou.

Na mesma linha, o diretor-executivo de agro e sustentabilidade da Seara Alimentos (JBS Foods), José Antonio Ribas Junior, salientou que o Brasil deve ocupar um espaço de protagonismo no mundo. “Temos todos os requisitos para atender à demanda de alimentos mundial, com uma indústria muito competente”, declarou. Em sua apresentação, ele chamou a atenção para as mudanças na área. “O mundo olhou mais para a segurança dos alimentos. A nova geração que está chegando no mercado consumidor vem com novos paradigmas e com um olhar diferente sobre o significado da produção de alimentos, como o bem-estar animal. Tivemos que rapidamente nos reinventar, acelerar alguns processos de mudança e ampliar os investimentos em tecnologia”, explicou.

O mediador do Fórum, Fábio Nazário, sócio-líder do BTG Pactual, disse que muitas empresas catarinenses são multinacionais de classe mundial. “São companhias que têm forte presença internacional, mas com o DNA de Santa Catarina embutido nas suas unidades produtivas”, disse, lembrando que o estado sempre teve índices de desempenho acima da média brasileira, com companhias capitalizadas.

Reinventa-SC
No encontro, o diretor de inovação e competitividade da Fiesc, José Eduardo Fiates, explicou que em maio de 2020, no início da pandemia, a entidade lançou o Programa Travessia, iniciativa que trouxe propostas para auxiliar as empresas a atravessar o momento de crise. “O Travessia concluiu a sua etapa de planejamento e desenvolvimento e, agora, passa a se chamar Reinventa-SC. “O objetivo é buscar patamares cada vez mais elevados de desenvolvimento da indústria”, explicou, salientando que há programas mobilizadores que já se iniciaram em setores como madeira e móveis, alimentos e bebidas, têxtil e vestuário e metalmecânico. “O Reinventa-SC está à disposição de todos. Queremos montar uma grande comunidade de mais de mil empresas para promover esse salto na indústria catarinense”, completou.

O diretor de negócios digitais da Weg, Carlos Grillo, relatou a experiência de reinvenção da companhia na criação de novos produtos e de soluções para a saúde. “A capacidade que os líderes têm de aprender de forma constante, a chamada long life learning, é fundamental nesse processo”, disse, acrescentando que a companhia foca em gestão do ativo (capital investido e interesse do investidor) e operação (eficiência e produtividade). “A digitalização é um meio de alcançar essa eficiência. Percebo que a indústria precisa disso e, muitas vezes, não sabe por onde começar, principalmente, as menores. A digitalização é um elemento que vai ajudar nesse processo de reinvenção. Além disso, há um gap muito grande no interesse dos jovens em seguir carreiras STEM (ciências, tecnologia, engenharia e matemática)”, avalia. Grillo afirmou ainda que a Weg promove ‘evolução digital’, pois é gradativa a busca para elevar a eficiência dos processos e está associada a um sólido programa de melhoria contínua.

Na Tupy, a jornada de evolução desde a sua fundação, em 1938, inclui a implantação de uma escola técnica da empresa, a criação de um centro de pesquisa e o processo de internacionalização dos negócios. Para Fernando Cestari de Rizzo, CEO da companhia, ao analisar essa linha do tempo da Tupy, um elemento se destaca: o conhecimento. “Temos duas grandes áreas: de transformação digital, porque nossas fábricas são muito grandes; e de inovação, na qual lançamos em 2021 uma aceleradora de startups, a ShiftT”, citou.

Rizzo falou também da ampliação de fornecimento ao setor marítimo, que ocorre por conta da recente aquisição da MWM. “Seremos fornecedores de sistemas de propulsão marítima, que vão de 150 a 2.500 HPs, ou para geração de eletricidade embarcada, com equipamentos produzidos no Brasil”, informou. Os motores atenderão tanto embarcações de trabalho (como rebocadores, balsas e barcos de pesca), quanto lanchas e iates de lazer, com peças de reposição nacionais. Rizzo citou ainda projetos da Tupy em parceria com a BMW e com a Universidade de São Paulo (USP) para reciclagem de baterias de íon de lítio por meio da metalurgia.

No Fórum Reinventa-SC, lideranças afirmaram que a partir das mudanças na geografia da produção mundial, o estado deve ampliar o protagonismo na cadeia de insumos internacionais

Fiergs anuncia investimento de R$ 300 milhões em educação

Programa prevê construção de seis novas escolas de ensino médio

Projeto também ampliará o contraturno tecnológico e implantará um instituto de formação de professores

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), por meio do Serviço Social da Indústria (Sesi-RS), anunciou, nesta quarta-feira (25), Dia da Indústria, um investimento de R$ 300 milhões na educação gaúcha. Trata-se do programa A Indústria Pela Educação, que contempla a maior aplicação na área educacional feita pelo Sesi-RS em seus 75 anos de história no estado, com recursos originários das contribuições das indústrias.

O aporte permitirá a construção de seis escolas de ensino médio em tempo integral nos municípios de Bento Gonçalves, Canoas, Caxias do Sul, Novo Hamburgo, Lajeado e Santa Cruz do Sul, além da ampliação da estrutura já existente em Pelotas. Quando em funcionamento, as unidades deverão gerar 2,4 mil novas vagas para estudantes e 300 empregos diretos.

O investimento ainda contempla a criação de um instituto de formação de professores, em Porto Alegre, dedicado à capacitação e à qualificação de educadores de escolas públicas e privadas, principalmente por meio de parcerias com os municípios gaúchos. Além de qualificação docente, o espaço fará pesquisas e estudos de dados educacionais, produzindo análises qualitativas que permitam construir soluções personalizadas para os professores. “As nações hoje desenvolvidas já mostraram que a indústria e a educação formam a base para uma sociedade próspera”, destaca Gilberto Petry, presidente da Fiergs. Também estão previstas a reformulação e a ampliação do contraturno tecnológico com ênfase em pensamento computacional. A iniciativa atende a crianças de seis a 15 anos, no turno inverso à escola. Com a ampliação, serão abertas mil novas vagas, beneficiando um total de 5 mil alunos.

A aplicação dos R$ 300 milhões deve começar ainda em 2022, com o lançamento do instituto de formação de professores, e ser concluída no primeiro semestre de 2027. A previsão é de que as primeiras escolas a serem construídas entrem em operação em 2025. O público-alvo são filhos de trabalhadores da indústria, que poderão receber bolsas integrais e parciais, e da comunidade em geral.

Programa prevê construção de seis novas escolas de ensino médio

Caterpillar amplia unidade e contrata 400 pessoas no Paraná

Montadora se torna a única empresa a produzir minicarregadeiras no país

A instalação da nova linha de montagem demandou uma série de otimizações no processo fabril

A Caterpillar inaugurou sua nova linha de montagem em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, na quinta-feira (19). A montadora investiu R$ 60 milhões na expansão da unidade e se torna a única empresa a produzir minicarregadeiras no país. Cerca de 400 novos funcionários estão sendo contratados para atender a nova demanda da fábrica, que deve dobrar a sua produção.

Uma parcela das minicarregadeiras será consumida pelo mercado brasileiro, mas a maior parte será exportada para a América do Norte, América Latina, Europa, África, Oriente Médio e Ásia. Na unidade, a Caterpillar também fabrica miniescavadeiras, retroescavadeiras e carregadeiras de rodas. “Iniciamos esse investimento em um período crítico de pandemia e agora começamos a colher os frutos. Este mês começamos os embarques das máquinas e vamos exportar esse modelo para o mundo todo”, explicou o presidente da Caterpillar Brasil, Odair Renosto. “Já contratamos 400 pessoas, mas para cada empregado direto, são contratados outros quatro de forma indireta. É uma maneira muito boa para contribuir com o progresso da cidade e do Estado e poder mandar as máquinas para o resto do mundo com uma plaquinha Made in Campo Largo”, completa.

A instalação da nova linha de montagem demandou uma série de otimizações no processo fabril. O layout do prédio foi remodelado, sistemas de solda e abastecimento de fluídos automatizados foram introduzidos, além da aquisição de ferramentas inteligentes de produção. A maior parcela de profissionais contratados vai atuar na operação da linha, mas também estão sendo empregados engenheiros de produto, de processo e de manufatura, analistas da qualidade, desenvolvedor de fornecedores, compradores, entre outros. A nova força de trabalho passa por capacitação para aprender a lidar com processos industriais avançados. Atualmente, a fábrica de Campo Largo conta com 1.150 funcionários operacionais e administrativos diretos.

Montadora se torna a única empresa a produzir minicarregadeiras no país

Movimento do comércio registra alta de 1,1% em abril

O indicador acumula alta de 1,6% no ano

Os juros devem pesar sobre as categorias do varejo que dependem mais do crédito

O indicador antecedente da Boa Vista de Movimento do Comércio, que acompanha o desempenho das vendas no varejo em todo território nacional, subiu 1,1% entre os meses de março e abril. Porém, no trimestre móvel encerrado em abril, apontou queda de 1% quando comparado ao trimestre móvel imediatamente anterior, de acordo com dados dessazonalizados. Já na série de dados originais o indicador avançou 19,7% na comparação interanual e acumula crescimento de 1,6% no ano, contra o mesmo período do ano passado. Na análise de longo prazo, medida pela variação acumulada em 12 meses, o indicador desacelerou levemente, passando de 1,4% em março para 1,3% em abril.

A alta no mês, a despeito do cenário delicado ao consumidor, dado que a inflação ainda não cedeu e os juros continuam subindo, reflete também a contribuição da antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas, bem como a liberação do saque ao FGTS, que segundo o Ministério da Economia pode ter beneficiado cerca de 6,1 milhões de trabalhadores, injetando na economia, só em abril, aproximadamente R$ 4,9 bilhões de um total de R$ 30 bilhões previstos até o final do ano. Da mesma forma, o volume de vendas tende a se manter num patamar um pouco mais alto nos meses de maio e junho, quando R$ 17,9 bilhões e R$ 7,2 bilhões devem ser sacados por 24,9 milhões e 10 milhões de trabalhadores, respectivamente.

A tendência é de que o crescimento acumulado em 12 meses continue desacelerando, mas que ainda seja positivo ao final do ano. De um lado, os juros devem pesar sobre as categorias do varejo que dependem mais do crédito; de outro, as categorias que dependem menos do crédito têm um obstáculo ainda maior pela frente: a inflação.

O indicador acumula alta de 1,6% no ano

Waze ganha integração com Apple Music

Waze, o aplicativo de navegação do Google agora finalmente suporta o Apple Music.

A partir de hoje, você pode usar os controles de áudio do Waze para reproduzir, pausar e alternar músicas na sua biblioteca do Apple Music.

Isso significa que você não precisa alternar entre aplicativos para conseguir controlar a sua música favorita enquanto dirige o seu carro.

Apple Music é possivelmente um dos últimos aplicativos de streaming de música (com popularidade) que ainda não havia sido integrado com o Waze.

A integração começa no iPhone a partir de hoje e será expandido em breve para o Android.

Waze, o aplicativo de navegação do Google agora finalmente suporta o Apple Music. A partir de hoje, você pode usar os controles de áudio do Waze para reproduzir, pausar e alternar músicas na sua biblioteca do Apple Music. Isso significa que você não precisa alternar …