Archives Fevereiro 2022

Confiança do consumidor atinge maior nível desde agosto

Alta foi puxada pela taxa que mede confiança em relação ao futuro

O comportamento volátil dos consumidores nos últimos meses mostra que a incerteza elevada tem afetado a manutenção de uma tendência mais clara da confiança no curto prazo

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), cresceu 2,9 pontos na passagem de janeiro para fevereiro deste ano. Com o resultado, o indicador chegou a 77 pontos em uma escala de zero a 200 pontos, o maior nível desde agosto do ano passado.

A alta da taxa foi puxada, principalmente, pelo Índice de Expectativas, que mede a confiança dos consumidores em relação ao futuro e que subiu 3,8 pontos. Com isso, o subíndice chegou a 84,5 pontos, principalmente devido ao bom desempenho do componente intenção de compras de bens duráveis próximos meses.

O Índice da Situação Atual, que mede a confiança no presente, também subiu (1,5 ponto) e chegou a 67,6 pontos. Apesar da alta, este subíndice ainda está em patamar muito baixo em termos históricos.

“O resultado positivo pode ter sido influenciado pelo Auxílio Brasil nas faixas de renda mais baixas, perspectivas mais favoráveis sobre o mercado de trabalho e situação econômica que voltaram a ficar mais otimistas, com indicadores superando o nível neutro de 100 pontos”, explica Viviane Seda Bittencourt, pesquisadora da FGV, em nota divulgada. “Mas é preciso ter cautela, o nível ainda é muito baixo em termos históricos e o comportamento volátil dos consumidores nos últimos meses mostra que a incerteza elevada tem afetado bastante a manutenção de uma tendência mais clara da confiança no curto prazo”, completa.

Com Agência Brasil

Alta foi puxada pela taxa que mede confiança em relação ao futuro

Estiagem deve limitar crescimento da economia do Sul

Avaliação é do Banco Central no boletim regional

O BC lembra que o menor volume de chuvas levou grande número de municípios a decretarem emergência

Indicadores recentes de atividade sugerem acomodação no cenário de recuperação da economia do Sul. Essa é apenas uma das conclusões do Banco Central (BC) em seu boletim regional publicado nesta terça-feira (22). “No último trimestre de 2021, as atividades registraram resultados mistos, destacando o avanço da produção industrial e da agricultura, com a apropriação da colheita de trigo. De outra parte, comércio e serviços, sobretudo prestados às empresas, contribuíram para o arrefecimento na margem. Medida pelo IBCR-S, a economia do Sul cresceu 0,3% no quarto trimestre, revertendo queda de igual magnitude no intervalo anterior. No ano, o IBCR-S expandiu 6%, condicionado pelo avanço nos três setores, favorecidos pela base deprimida de comparação (recuo de 3,5% em 2020)”, revela o documento do BC.

No quarto trimestre, o comércio do Sul apresentou a retração mais intensa dentre as regiões. Em contexto de inflação elevada, sete das dez atividades pesquisadas apresentaram queda, acentuando a redução observada no terceiro trimestre. “Em 2021, o varejo ampliado cresceu, com expansão em seis atividades. Além do peso expressivo das maiores vendas de veículos, que em 2020 ficaram represadas por restrição de oferta, o retorno da mobilidade possibilitou a retomada do comércio de vestuário e calçados e de outros artigos de uso pessoal e doméstico. Em compensação, observaram-se recuos no comércio de alimentos (especialmente no Paraná e em Santa Catarina) e de móveis e eletrodomésticos, que haviam crescido em 2020”, detalha o boletim.

O BC revela que o setor de serviços apresentou leve retração no último trimestre de 2021, após altas nos cinco trimestres anteriores. “Apesar desse resultado, o volume de serviços de transportes e, em especial, de serviços às famílias assinalaram crescimento nessa métrica. Esses segmentos foram os principais fatores explicativos para expansão significativa do setor em 2021, favorecidos pela maior mobilidade propiciada com o avanço da vacinação”, detalha o documento.

No quarto trimestre, a produção industrial expandiu em nove das dezoito atividades pesquisadas no Sul, especialmente produtos alimentícios, veículos, máquinas e equipamentos, derivados de petróleo e biocombustíveis e outros produtos químicos, responsáveis, em conjunto, por aproximadamente 56% do setor fabril regional. “Tal desempenho se sobrepôs ao aprofundamento observado nas retrações da metalurgia, têxtil e produtos de madeira. Em 2021, com a maior expansão dentre as regiões, a indústria do Sul cresceu 9,3% – altas em todas as atividades, exceto na fabricação de alimentos. Os empresários industriais mantiveram-se otimistas em janeiro de 2022, embora em patamar inferior aos de janeiro e outubro de 2021”, destaca o BC.

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas da região Sul deverá totalizar 80,2 milhões de toneladas em 2022 (serão 3,4 milhões de toneladas a mais, comparativamente ao ciclo produtivo anterior). “O acréscimo é estimado essencialmente pela expectativa de elevação das colheitas de segunda safra, notadamente milho, em contexto de condições climáticas desfavoráveis nos três estados que resultaram em queda significativa na produtividade esperada das lavouras, especialmente soja, milho e feijão”, diz o boletim. O BC também lembra que o menor volume de chuvas levou grande número de municípios a decretarem emergência, situação que limita a captação de água para utilização em cultivos irrigados, impactando, também, a produtividade do arroz.

A evolução da atividade econômica no quarto trimestre contribuiu para reduzir a assimetria observada entre os setores ao longo de 2021. “Embora as perspectivas permaneçam positivas para 2022, os impactos da forte estiagem sobre a produção agrícola nos três estados e o aperto mais intenso nas condições financeiras devem limitar o crescimento da economia no ano. Contudo, a atividade segue sendo favorecida pelo processo remanescente de normalização da economia, contribuindo para a recuperação do mercado de trabalho”, finaliza o BC.

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Avaliação é do Banco Central no boletim regional

Badesul lucra R$ 21,1 milhões em 2021

Agência de fomento desembolsou R$ 421 milhões para financiamento de novos investimentos

O Badesul desembolsou R$ 55,9 milhões, em 2021, voltados à realização de investimentos em infraestrutura

O lucro líquido do Badesul no ano passado foi de R$ 21,1 milhões, confirmando a trajetória positiva de 2020. O dado consta do balanço de 2021 entregue ao governador Eduardo Leite pela equipe diretiva do banco na segunda-feira (21). Em relação a 2020, o Badesul aumentou em 61,3% o seu lucro líquido. A agência de fomento registra resultado líquido positivo em suas demonstrações contábeis pelo quinto ano consecutivo, após o ajuste de seus ativos de crédito aos cenários adversos da economia brasileira e, em particular, da gaúcha. O lucro em 2020 foi de R$ 13,1 milhões.

O saldo atual de operações ativas do Badesul é de R$ 2 bilhões. Durante 2021, no âmbito operacional, a instituição aprovou R$ 447,6 milhões para o financiamento da economia do Estado, valor associado a 347 operações voltadas à realização de novos investimentos, à sustentação de investimentos passados e à subscrição de cotas em fundos de participações. Essas operações de crédito e de capital foram destinadas a produtores rurais, prefeituras e empresas industriais, comerciais e de serviços do Rio Grande do Sul.

Em 2021, o Badesul desembolsou R$ 421,4 milhões para financiamento de novos investimentos e para sustentação de investimentos já apoiados, ao que se soma a integralização de R$ 2,3 milhões em fundos de investimentos em participações. “O resultado de 2021 demonstra o crescimento, a importância e o comprometimento do Badesul com o desenvolvimento e o progresso do Rio Grande do Sul. Comprova a relevância das suas ações para empresas de todos os tamanhos e nos mais diversos setores, para o desenvolvimento e o progresso do Estado e para a melhoria da qualidade de vida da população”, destaca a presidente do Badesul, Jeanette Lontra, que liderou as ações com o vice-presidente Flavio Lammel e o diretor Financeiro, Kalil Sehbe Neto.

O patrimônio líquido de R$ 769 milhões, com que a agência encerrou o exercício de 2021, foi 3,5% superior aos R$ 743 milhões registrados no final de 2020. O Badesul desembolsou R$ 55,9 milhões, em 2021, voltados à realização de investimentos em infraestrutura de suporte ao desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul, com destaque para a produção e transmissão de energia e à logística.

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Agência de fomento desembolsou R$ 421 milhões para financiamento de novos investimentos

A abertura da “Cortina de Bambu”

Foram necessárias duas décadas para a China começar a crescer quase 10% ao ano

Completa agora 50 anos o encontro famoso, mas a sua preparação consumiu quase dois anos de idas e vindas

O ex-secretário norte-americano Henry Kissinger, em seu livro “On China”, lançado em 2011, relata em detalhes a sua versão não apenas do encontro dos presidentes Nixon, dos Estados Unidos, e Mao Tsé-Tung, da China, em 21 de fevereiro de 1972, mas também dos fatos que o antecederam – principalmente relacionados à derrota militar e política iminente dos Estados Unidos no Vietnã – e do que ocorreu depois, como consequência desse evento histórico.

Era comum nos anos 1960 a utilização do termo “Cortina de Bambu” para referir-se ao fato da China estar “fechada para o mundo”, o que era uma meia-verdade, ou uma “cortina de fumaça”, como se dizia na época, porque o que havia realmente era bloqueio total do país pelos Estados Unidos – que só foi levantado em fevereiro de 1979, no governo Carter.

Participante ativo dos fatos, Kissinger incidiu diretamente no que ocorreu e deixou de ocorrer. Por isso, traz informações surpreendentes em seu livro, sobre a real motivação norte-americana (e chinesa) para a aproximação dos dois países, assim como o sigilo das suas visitas iniciais à China, e as primeiras conversas com Zhou Enlai, o ministro das Relações Exteriores.

Completa agora 50 anos o encontro famoso, mas a sua preparação consumiu quase dois anos de idas e vindas, que exigiram do presidente e do vice Gerald Ford (que assumiu a presidência após a renúncia de Nixon, em agosto de 1974) convencer os “falcões” da política norte-americana, contrários à aproximação com a China e ao levantamento do bloqueio contra o país.

Foram precisos 20 anos, após o encontro de Nixon e Mao, para a China se acertar internamente e começar a crescer quase 10% ao ano. E agora, 30 anos depois desse “start” real, a economia chinesa se ombreia com a norte-americana, pela paridade cambial (pela paridade do poder de compra ela já seria a maior desde 2017), e a disputa entre os dois países se espraia para todos os campos, dos esportes olímpicos às inovações tecnológicas e científicas – com destaque para a exploração espacial.

Lembrar de tudo isso nos remete à conectividade mundial proposta e efetivada pela China a partir de 2015, com a “Iniciativa do Cinturão e Rota” (BRI, na sigla em inglês), à evolução do país nesses 50 anos, e aos impactos que a sua atuação comercial, econômica e diplomática tem produzido em todos os países, em especial no Brasil. Quem quiser entender melhor a situação comercial do Brasil em relação à China, deve “esquecer” por um momento o recorde de US$ 125 bilhões da balança comercial, em 2021, e pesquisar sobre a “qualidade” das exportações e importações, para o que ajuda bastante ler a Carta nº 1122 do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), de 07/01/2022, e as publicações recentes de outras entidades, com análises sobre investimentos, o risco da enorme expansão da área de soja para atender basicamente o mercado chinês e o que poderá ocorrer nas exportações de produtos primários para a China nos próximos anos.

Enquanto isso, o Brasil deixa de tomar a iniciativa de propor o que nos interessa em um novo acordo 2022-2031, renovando os acordos com a China, estabelecidos nos últimos anos – o Plano de Ação Conjunta, de 2010, o Plano Decenal, de 2012, e o Plano de Ação Conjunta 2015-2021.

Foram necessárias duas décadas para a China começar a crescer quase 10% ao ano

Vendas de imóveis novos cresceram 12,8% em 2021

Os dados coletados e analisados incluem 176 cidades, sendo 22 capitais

Segundo o estudo, os lançamentos e as vendas do segundo semestre de 2021 foram afetados pela mudança do cenário econômico e, principalmente, pelos efeitos do aumento de custos dos insumos da construção

O mercado imobiliário brasileiro registrou saldo positivo no ano passado, apesar de problemas como o aumento dos preços e da inflação. O número de vendas de novos imóveis cresceu 12,8% em comparação com 2020. Os lançamentos de imóveis registraram aumento de 25,9% e a oferta final (imóveis não vendidos) fechou o período com 3,8% de crescimento. Os dados são do estudo Indicadores Imobiliários Nacionais do quarto trimestre de 2021, feito pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional), em parceria com a Brain Inteligência Estratégica. Os dados coletados e analisados incluem 176 cidades, sendo 22 capitais.

“O maior problema que a construção civil tem hoje é a ausência de mão de obra, pois o setor está muito aquecido. Isso porque, em 2020 e no primeiro semestre de 2021, as vendas foram muito boas e batemos recordes atrás de recordes. Os números consolidados de 2021 são positivos, mas isso precisa ser lido com atenção, porque no último trimestre a curva estabiliza e começa a decrescer”, avalia José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Segundo o estudo, os lançamentos e as vendas do segundo semestre de 2021 foram afetados pela mudança do cenário econômico e, principalmente, pelos efeitos do aumento de custos dos insumos da construção. Além disso, houve uma redução efetiva no poder de compra das famílias. “Lá atrás, falávamos que o aumento de custo não era compatível com o aumento de renda das pessoas. O IPCA [Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo] deve estar girando em torno de 10%, o Índice da Construção Civil está em torno de 20%, ou seja, o custo da construção subiu muito mais do que a capacidade de reposição dos salários”, explica Martins.

De acordo com Celso Petrucci, presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da CBIC, os preços dos imóveis registraram aumento de 6,1% no último trimestre de 2021, em relação ao trimestre anterior. Ele destaca que as construtoras não estavam repassando o aumento nos custos ao preço, mas que agora o consumidor final está absorvendo a subida nos preços dos materiais.

Nos últimos 12 meses a intenção de compra de imóveis pela população se manteve estável, com 5% da população afirmando que pretende comprar imóveis. Segundo Marcos Kahtalian, sócio da Brain Inteligência Estratégica, 62% dos brasileiros não têm intenção de compra; 20% têm intenção, mas não começaram a procurar ativamente; 12% possuem intenção, mas procuraram apenas na internet; e 6% têm intenção e já começaram a visitar imóveis e stands de vendas. “Vontade de compra tem, a grande preocupação é se o imóvel cabe no bolso”, resume.

Casa Verde e Amarela
No programa habitacional do governo Federal, o Casa Verde e Amarela (CVA), as vendas aumentaram 3,4% em 2021 em relação ao ano anterior. Para o presidente da CBIC, o mercado deve ser afetado positivamente pela nova curva de subsídios que entrará em vigor entre março e abril deste ano. A expectativa da é que a melhora nas vendas pode fazer com que os números dos indicadores fiquem próximos aos do ano passado.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Regional, com o aumento do preço dos insumos de construção, os valores dos imóveis se desenquadraram do programa Casa Verde e Amarela. Foram alteradas, então, a curva de subsídios, que varia com a renda, composição familiar ou localização da família. “O que fizemos foi aumentar o valor desse subsídio para mais famílias, especialmente as que recebem até R$ 2 mil. Isso diminui o risco dos agentes financeiros e melhora a condição de compra das famílias que são foco principal do programa”, afirmou, em entrevista ao portal do ministério, o secretário nacional de Habitação, Alfredo dos Santos.

O levantamento ainda analisou a participação do programa habitacional Casa Verde e Amarela no total de unidades lançadas e vendidas em todas as regiões brasileiras. No último trimestre de 2021, em relação ao trimestre anterior, o número de lançamentos subiu 28,3%, as vendas caíram em 0,3% e a oferta final registrou 12,1% de alta. No quarto trimestre, a participação do programa no total de unidades vendidas registrou leve queda em relação ao trimestre anterior, passando de 47% de todos os imóveis vendidos no Brasil para 45%. Em relação aos lançamentos, do total do quarto trimestre, 41% foram do Casa Verde e Amarela.

A região com o maior número de unidades vendidas pelo Casa Verde e Amarela no último trimestre de 2021 foi a Sudeste com 18.167, seguida do Nordeste com 5.248. A região Sul teve 3.614 vendas pelo programa habitacional, o Centro-Oeste teve 1.660 e o Norte, 721. Em comparação com 2020, os lançamentos aumentaram 25,9%. O Sudeste liderou com crescimento de 32% e 159.662 unidades lançadas no período. Centro-Oeste registrou aumento de 29,3%, com 20.186 unidades lançadas, o Nordeste cresceu 22,1%, com 37.643 lançamentos. Na região Sul foram 41.884 lançamentos e aumento de 11,8% e a Norte teve 6.303 lançamentos, com crescimento de 0,8%.

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Com Agência Brasil

Os dados coletados e analisados incluem 176 cidades, sendo 22 capitais

Frimesa fatura R$ 5 bilhões em 2021

Associados receberão R$ 115 milhões em sobras

A Frimesa é a 53ª maior empresa da região e também a 22ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A Frimesa, de Medianeira (PR), anunciou um faturamento de R$ 5,039 bilhões, um crescimento de 17% comparado com 2020. Os associados receberão R$ 115 milhões em sobras [como é chamado o lucro no cooperativismo], menos que o esperado (R$ 150 milhões). Com desafios atribuídos pela pandemia de Covid-19, a Frimesa continuou a investir nos seus projetos e no novo frigorífico de Assis Chateaubriand.

Presidida pelo, o evento contou com a presença do, o prefeito de Medianeira Antônio França, o presidente da câmara de vereadores de Medianeira, Marcos Berta, Auditoria Externa, Conselho Fiscal e delegados das cooperativas filiadas. Ao todo, foram mais de 76 pessoas que acompanharam o evento. Na oportunidade, o conselho fiscal para o ano de 2022, também foi eleito.

“Num período complicado que foi 2021, com a pandemia, problemas climáticos, e mercado internacional, nós conseguimos nos superar no faturamento. Nas sobras não chegamos naquilo que gostaríamos, mas isso tem um lado bom, por causa do nosso compromisso de viabilizar a cadeia. A gente se preocupa com nosso produtor e, por isso, repassamos valores acima do que seria o normal do mercado”, explica Valter Vanzella, diretor-presidente da Frimesa.

“O importante é que toda a cadeia produtiva ganhou com os nossos números, ganhou o produtor, ganhou a filiada e ganhou a Frimesa”, esclarece o diretor-executivo da cooperativa, Elias José Zydek. “Nosso desafio é crescer em torno de 20% e passar o faturamento para R$ 6 bilhões, o que é um desafio bastante grande. Teremos investimentos próximos a R$ 500 milhões e estamos investindo em torno de R$ 350 milhões no novo Frigorífico de Assis Chateaubriand”, relata.

A área de carnes representa, 71,8% nos negócios da Frimesa com um mix de 306 produtos nas linhas de cortes, linguiças frescais e defumadas, presuntos, defumados, curados, hambúrgueres, salsichas, entre outros. As exportações representaram 25,9% da receita no segmento de carne suína, totalizando R$ 913 milhões. A divisão de leite enfrentou mais dificuldades com o baixo consumo da população por conta da renda reduzida. Em razão disso, o volume médio de operação ficou em 822 mil litros/dia, retração de 2,7% em relação à média de 2020.

A Frimesa é a 53ª maior empresa da região e também a 22ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui mediante pequeno cadastro.

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Associados receberão R$ 115 milhões em sobras

Há mais fontes de dinheiro esquecido no país. Saiba se você tem direito

Abono salarial, malha fina do IR e até loterias têm quantias paradas

Cerca de 320,4 mil trabalhadores ainda não retiraram o abono salarial de 2019, totalizando R$ 208,5 milhões esquecidos

Em uma semana no ar, o sistema de consulta a valores esquecidos do Banco Central superou 100 milhões de consultas de correntistas interessados em resgatar saldos residuais de instituições financeiras. No entanto, existem mais fontes de recursos em que o cidadão pode retirar dinheiro parado. Fundos públicos, revisão de benefícios da Previdência Social, abono salarial, malha fina do Imposto de Renda e até prêmios de loterias abrigam valores deixados de lado por milhares de brasileiros. Por desconhecimento, muitos nem sequer sabem como consultar e acessar esses recursos.

Confira abaixo a lista que AMANHÃ preparou com as principais fontes alternativas de dinheiro esquecido.

Cotas do PIS/Pasep
Antes da criação do abono salarial pela Constituição de 1988, os recursos com a arrecadação do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Serviço Público (Pasep) eram depositados em cotas num fundo público. Em outubro do ano passado, a Caixa Econômica Federal informou que cerca de 10,5 milhões de trabalhadores ainda não tinham sacado R$ 23,3 bilhões.

Para ter direito às cotas do PIS/Pasep, basta o beneficiário ter trabalhado com carteira assinada entre 1971 e 4 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição. Em 2019, a Lei 13.932 tornou os recursos do fundo disponíveis para todos os cotistas, independentemente da idade. A lei facilita o saque por herdeiros, que passarão a ter acesso simplificado aos recursos. A retirada pode ser pedida até 2025 no aplicativo Meu FGTS, que permite a transferência para uma conta corrente. Após esse prazo, o dinheiro voltará para as contas do governo. Para saber se tem direito às cotas do fundo, o correntista deve consultar o site.

Abono salarial de anos anteriores
Com a Constituição de 1988, parte da arrecadação do PIS/Pasep passou a ser destinada ao pagamento do abono salarial. O benefício está disponível a trabalhadores com carteira assinada que receberam até dois salários mínimos dois anos antes do pagamento do abono. No entanto, parte dos beneficiários se esquece de pegar o dinheiro. Segundo o Ministério do Trabalho e Previdência, cerca de 320,4 mil trabalhadores ainda não retiraram o abono salarial de 2019, totalizando R$ 208,5 milhões esquecidos.

A pasta abriu mais uma rodada de saques. A partir de 31 de março, os beneficiários poderão enviar um recurso administrativo para reaver o abono. O processo poderá ser feito pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital, pelo Portal Gov.br, pelo telefone 158 ou presencialmente nas unidades do Ministério do Trabalho.

Revisão de auxílios do INSS
Cerca de 11 mil segurados do INSS que receberam benefício por incapacidade (como o antigo auxílio-doença) entre 2002 e 2009 poderão sacar a revisão do auxílio entre 1º e 7 de maio. Essas pessoas tiveram o benefício calculado errado e estão recebendo a diferença em lotes após um acordo entre o INSS e o Ministério Público Federal. A partir do fim de abril, a consulta poderá ser feita pelo portal Meu INSS, pelo aplicativo de mesmo nome para dispositivos móveis ou pelo telefone 135. Quem entrar na página deve escolher a opção Revisão de Benefício – artigo 29, na barra superior, em azul.

Depósitos judiciais do INSS
Aposentados e pensionistas que pediram na Justiça a concessão ou a revisão da aposentadoria podem ter Requisições de Pequeno Valor (RPVs) a receber do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As RPVs são precatórios – dívidas do governo determinadas pela Justiça em caráter definitivo – para ações judiciais de até 60 salários mínimos (atualmente em R$ 72,7 mil). Como o dinheiro é depositado em contas judiciais no Banco do Brasil ou na Caixa, muitos segurados não se dão conta de que têm direito ao saque.

O interessado deve digitar o número do processo e do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) nos sites do Tribunal Regional Federal da sua região, no item Precatórios, para verificar se teve o dinheiro liberado. Caso os recursos fiquem esquecidos por mais de dois anos, o dinheiro volta para a União, e o cidadão deverá entrar novamente na Justiça.

Saque-aniversário do FGTS
Os trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) têm acesso gradual à cota de 2022. As retiradas ocorrem conforme o mês de aniversário do trabalhador. Até o momento, podem sacar apenas os nascidos em janeiro e fevereiro. O calendário deste ano já está disponível.

Criada em 2019 e em vigor desde 2020, essa modalidade permite a retirada de parte do saldo de qualquer conta ativa ou inativa do fundo a cada ano, no mês de aniversário, em troca de não receber parte do que tem direito em caso de demissão sem justa causa. Até agora, cerca de 17,8 milhões de pessoas aderiram ao saque-aniversário. O período de saques começa no primeiro dia útil do mês de aniversário do trabalhador. Os valores ficam disponíveis até o último dia útil do segundo mês subsequente. Caso o dinheiro não seja retirado no prazo, volta para as contas do FGTS em nome do trabalhador.

Contas inativas do FGTS
Trabalhadores com carteira assinada demitidos e que ficaram três anos sem trabalhar formalmente podem sacar todos os saldos das contas inativas do FGTS. Muitas vezes, o profissional se esquece deste direito. Quem tem diagnóstico de doença grave, como câncer, ou doença terminal também pode pedir a retirada. Esse direito vale tanto para casos de doença do titular da conta como dos dependentes.

Malha fina do Imposto de Renda
Quem caiu na malha fina do Imposto de Renda Pessoa Física e retificou a declaração deve consultar os lotes residuais de restituições, liberados pela Receita Federal uma vez por mês. O processo pode ser feito na página da Receita Federal. Basta o contribuinte clicar na opção Meu Imposto de Renda, no campo Consultar a Restituição. De acordo com a Receita, atualmente existem cerca de 600 mil contribuintes na malha fina, que podem enviar uma declaração retificadora do Imposto de Renda para acertarem a situação com o Fisco. As pendências podem ser verificadas no extrato da declaração do Imposto de Renda, disponível no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC) da Receita. Para entrar no e-CAC, o contribuinte pode digitar CPF, código de acesso e senha ou escolher o login único do Portal Gov.br.

Prêmios de loteria
Muitos apostadores não sabem que ganharam na loteria e deixam de sacar o dinheiro. O problema ocorre principalmente com quem recebeu prêmios de pequeno valor e não conferiu direito a aposta. Segundo a Caixa Econômica Federal, no ano passado, os prêmios esquecidos somaram R$ 586,8 milhões em todas as modalidades de loteria. Caso o dinheiro não seja sacado em até 90 dias, os prêmios são enviados para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), e o apostador perde o direito ao prêmio. Prêmios de pequeno valor, de até R$ 1.903,88 brutos ou R$ 1.332,78 líquidos, podem ser retirados nas lotéricas ou nas agências da Caixa. Prêmios de maior valor só podem ser recebidos nas agências do banco.

Programas estaduais de nota fiscal
Além dos dados federais, os contribuintes também devem estar atentos aos programas estaduais que devolvem créditos para quem declara o CPF nas notas fiscais. Alguns estados permitem o uso dos créditos apenas para abater impostos, como o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotivos (IPVA). Outros devolvem em dinheiro vivo. Alguns sorteiam CPF, com prêmios de até R$ 1 milhão para quem informa o CPF nas compras.

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Com Agência Brasil

Abono salarial, malha fina do IR e até loterias têm quantias paradas

Mercado eleva estimativa da inflação para 5,56%

É a sexta revisão para cima do indicador

Há quatro semanas a previsão para o IPCA era de 5,15%

O mercado financeiro aumentou pela sexta vez consecutiva a previsão de inflação para 2022. Segundo projeção do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar este ano em 5,56%. Há uma semana a projeção do mercado era de que a inflação terminasse o ano em 5,5%. Há quatro semanas a previsão era de 5,15%.

Divulgado semanalmente, o Boletim Focus reúne a projeção do mercado para os principais indicadores econômicos do país. Na projeção dessa semana, o Focus também manteve a previsão do PIB registrada há sete dias. A projeção é de alta no PIB de 0,3%, em 2022. Há quatro semanas o mercado previa um crescimento da economia brasileira de 0,29%.

O mercado manteve a previsão para a taxa básica de juros, a Selic, para 2022. A taxa deve encerrar o ano em 12,25%. Há quatro semanas, a projeção era de que os juros ficassem em 11,75%. No início do mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa de juros de 9,25% para 10,75% ao ano. Em comunicado, o Copom indicou que continuará a elevar os juros básicos até que a inflação esteja controlada no médio prazo.

A expectativa do mercado para a cotação do dólar em 2022 caiu novamente, ficando em R$ 5,50, ante os R$ 5,58 projetados na semana passada.

Com Agência Brasil

É a sexta revisão para cima do indicador

Matriz catarinense aponta 13 regiões no nível alto

Outras quatro localidades estão no nível moderado

A cobertura vacinal da população geral de Santa Catarina ultrapassou 75,6%

A matriz de risco potencial regionalizado de Santa Catarina aponta 13 regiões classificadas como risco potencial alto (cor amarelo) e quatro no nível de risco moderado (cor azul). Em um comparativo com o relatório divulgado na semana anterior, houve melhora nos indicadores das regiões do Alto Vale do Rio do Peixe e Grande Florianópolis, que na semana anterior estavam classificadas no nível de risco alto (amarelo), e passaram a ser classificados no nível moderado (azul), juntando-se à região Carbonífera e Laguna que permaneceram estáveis no mesmo patamar.

Em compensação, houve piora nos indicadores das regionais do Alto Uruguai Catarinense e do Vale do Itapocu, que na semana anterior estavam classificadas no nível de risco moderado (azul), e passaram a ser classificados no nível alto (amarelo), juntando-se às regiões do Alto Vale do Itajaí, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Nordeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Xanxerê que se mantiveram estáveis no nível alto (amarelo).

A dimensão da gravidade expressa o estágio de gravidade da pandemia no atual momento. É composta por dois indicadores: o número de óbitos de Covid-19 acumulados nos últimos sete dias por 100 mil habitantes e a tendência de curto prazo (três semanas) para novos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Um total de seis regiões foram classificadas no nível de gravidade moderado (azul): Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Meio Oeste, Oeste e Planalto Norte.

Outras seis foram classificadas no nível de gravidade alto (amarelo): Alto Uruguai Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Nordeste e Serra Catarinense. E finalmente cinco localidades foram classificadas como nível de Gravidade Grave (laranja): Alto Vale do Itajaí, Extremo Oeste, Médio Vale do Itajaí, Vale do Itapocu e Xanxerê.

A dimensão da transmissibilidade expressa o risco de contágio ao indicar o grau de transmissão da Covid-19. É composta por dois indicadores, o número atual de casos ativos (infectantes) por 100 mil habitantes e o número de reprodução efetivo da infecção (Rt). Um total de quatro regiões foram classificadas no nível de transmissibilidade alto (amarelo), Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Grande Florianópolis e Laguna.

Outras seis foram classificadas no nível de transmissibilidade grave (laranja): Extremo Oeste, Foz do Rio Itajaí, Nordeste, Oeste, Planalto Norte e Serra Catarinense. Sete regiões foram classificadas no nível de transmissibilidade gravíssimo (vermelho): Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Extremo Sul Catarinense, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Vale do Itapocu e Xanxerê. O número de casos ativos vem tendo uma redução nas últimas semanas, alcançando 35.244 casos na última sexta (18).

Na dimensão do monitoramento, que reflete a cobertura vacinal e a variação semanal de casos, todas as regiões foram classificadas com risco moderado (azul), condição que mantêm em relação à semana anterior. Com mais de 5,4 milhões de pessoas que receberam as duas doses da vacina, a cobertura vacinal da população geral de Santa Catarina no dia 11 de fevereiro ultrapassou 74,6%, o que vem contribuindo para frear o impacto do grande número de infecções na gravidade dos casos.

A dimensão sobre capacidade de atenção expressa o grau de comprometimento da rede de atenção de alta complexidade para prestar atendimento a pacientes com quadros graves de Covid-19. É composta pelo indicador de taxa de ocupação de leitos de UTI Adulto para tratamento de Covid-19 em relação ao total de leitos de UTI Adulto disponíveis no estado. Observou-se um total de sete regiões com a capacidade de atenção moderada (azul), com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 abaixo de 20%, Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Carbonífera, Extremo Oeste, Grande Florianópolis, Laguna e Vale do Itapocu .

Outras oito foram classificadas com a capacidade de atenção alta (amarelo), com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 entre 20 e 40%: Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Xanxerê. Por fim, duas regiões foram classificadas com a capacidade de atenção Ggave (laranja) com taxas de ocupação de leitos de UTI Adulto Covid-19 entre 40 e 60%: Nordeste e Oeste.

Por fim, na dimensão do monitoramento, que reflete os indicadores de cobertura vacinal da população vacinável (acima de 12 anos) e a variação semanal de casos, todas as regiões foram classificadas com risco moderado (azul), condição que mantêm em relação às semanas anteriores. Com mais de 5,4 milhões de pessoas com esquema primário de vacinação completo (duas doses ou dose única da vacina Covid-19), a cobertura vacinal da população geral de Santa Catarina na sexta-feira (18) ultrapassou 75,6%, o que vem contribuindo para frear o impacto do grande número de infecções na gravidade dos casos.

Mudanças na matriz serão implementadas nesta semana
Com o objetivo de atualizar o principal instrumento de monitoramento e gestão de risco da pandemia de Covid-19, a secretaria de saúde de Santa Catarina irá promover uma atualização dos indicadores que compõem a matriz de risco potencial regionalizado. A mudança buscará inserir indicadores de cobertura vacinal, tanto do esquema primário (duas doses ou dose única) para a população geral, quanto da cobertura vacinal da dose de reforço para pessoas com 60 anos ou mais.

A nova dimensão, denominada de proteção específica, irá substituir o item de monitoramento. Essa nova dimensão busca expressar o impacto de ações voltadas para redução da ocorrência de formas graves da Covid-19 na população em geral. Será composta pelos indicadores de cobertura vacinal do esquema primário de vacinação na população geral (duas doses ou dose única) e pela cobertura vacinal da dose de reforço na população com 60 anos ou mais.

Com essas mudanças, busca-se chamar atenção sobre a importância da vacinação como principal medida para enfrentamento da pandemia de Covid-19, dando ênfase a aplicação da dose de reforço para os idosos. Segundo um estudo, a taxa de óbitos por Covid-19 em idosos não vacinados ou com vacinação incompleta foi 47 vezes maior do que naqueles idosos que já receberam a dose de reforço. E o maior número de pacientes internados com a forma grave da Covid-19, a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) são idosos que ainda não receberam a dose de reforço, que deve ser aplicada quatro meses depois da aplicação da segunda dose do esquema primário, no caso das vacinas Coronavac, AstraZeneca ou Pfizer, ou dois meses depois da dose única da Janssen.

O principal objetivo da matriz de risco de Santa Catarina é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Outras quatro localidades estão no nível moderado

Startup de contabilidade digital Razonet lança fintech

Companhia catarinense multiplicou o número de clientes no ano passado

“Decidimos oferecer serviços avulsos, readequamos os planos para os clientes fixos da contabilidade e integramos o leque de produtos com o banco digital”, conta Luana Menegat, CEO da Razonet

A startup de contabilidade digital Razonet tinha 208 clientes em 2019, passou para 886 em 2020 e expandiu muito em 2021 com 1.660 clientes. O faturamento da empresa de Joaçaba (SC) quase quadruplicou e alcançou R$ 1,5 milhão no ano passado. A digitalização da economia foi potencializada com a pandemia e muitos empreendedores migraram do tradicional contador para o serviço digital. No caso da Razonet, apesar da tecnologia de ponta, a humanização é um diferencial. Por essa razão, a startup resolveu dar forma para uma fintech.

“O propósito da Razonet é ajudar o empreendedor a crescer. Temos uma preocupação em repassar conhecimento e desenvolver um ambiente próspero ao cliente. Depois de três anos, e muitas demandas dos nossos clientes, decidimos investir na fintech para ampliar e impulsionar os negócios”, conta Luana Menegat, CEO da Razonet. “Decidimos oferecer serviços avulsos, readequamos os planos para os clientes fixos da contabilidade e integramos o leque de produtos com o banco digital. Somos uma central empreendedora e o Brasil tem um potencial enorme de pessoas que precisam de uma ajuda para viabilizar o negócio próprio”, completa.

A fintech Razonet tem entre seus serviços maquininha de cartão para lojistas, cartão de crédito pré-pago, linhas de crédito especiais por ramo de atuação, entre outros.”Pesquisamos os melhores player do mercado para ser nossos parceiros. A fintech conta com o Logbank como fornecedor do sistema WhiteLabel, tendo o Topázio, como banco com expertise em tecnologia e licença bancária para promover inovação no nosso ecossistema”, detalha Luana.

O lançamento no canal bancário da Razonet será dia no dia 7 de março, com a participação da Ingrid Bath, diretora da Associação Brasileira de Fintecths. “Vamos explicar o que são fintechs e as diferenças com bancos tradicionais; como geram valor para a sociedade, a saúde financeira das empresas: empréstimos e financiamentos; e as perspectivas do cenário financeiro nacional”, convida Luana. A fintech Razonet Bank, assim como a Contabilidade digital, espera ter pelo menos 1000 clientes no primeiro ano de atividade.

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Companhia catarinense multiplicou o número de clientes no ano passado

Grupo Ascensus estuda ampliar atuação no Paraná

Empresa catarinense tem plano de expansão voltado para a produção de energia solar

Segundo Cleverson Siewert, o investimento pode ultrapassar a faixa dos R$ 200 milhões

O Ascensus Group, que já administra o terminal destinado à movimentação de veículos no Porto de Paranaguá, pretende ampliar a área de atuação e os investimentos no Paraná. A proposta foi apresentada pela empresa ao governador Carlos Massa Ratinho Junior durante reunião no Palácio Iguaçu, em Curitiba.

O Ascensus Group tem sede em Joinville, Santa Catarina, e é especializado em comércio internacional, com os serviços de importação, distribuição, logística, fullcommerce e portos. Entre os projetos pensados para implementar no Paraná estão também a construção de usinas de energia solar. O investimento pode ultrapassar a faixa dos R$ 200 milhões.

No ano passado, o grupo arrematou, em leilão na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), o pátio de veículos do Porto de Paranaguá. O investimento foi de R$ 25 milhões, com a obrigação de fazer investimentos de R$ 22 milhões ao longo de 25 anos, além de pagamentos ordinários mensais pela ocupação. O espaço será inaugurado em outubro, com a criação de 30 empregos diretos.

“Fizemos uma apresentação institucional do grupo para o governador Ratinho Junior. Estamos baseados em Santa Catarina, mas olhamos o Paraná com muito bons olhos. Mostramos que além do investimento em Paranaguá, temos outras frentes de trabalho e a energia solar é uma delas. Pretendemos fazer do Paraná uma das plataformas do grupo, ajudando a movimentar a economia local”, explicou o CEO da empresa, Cleverson Siewert.

Terminal portuário
O Paraná foi o primeiro Estado do Brasil a conceder um terminal portuário por decisão própria, depois de receber do governo federal a autonomia para administrar os contratos de exploração de áreas, em agosto de 2019. O terminal PAR12 tem 74,1 mil metros quadrados de área e capacidade estática para 4 mil veículos e armazenagem anual de 120 mil veículos.

A área do PAR12 é caracterizada como greenfield, um “terreno limpo”, não possuindo melhorias representativas ou bens reversíveis. Ela está localizada na retaguarda do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), em área adjacente ao terminal arrendado à Volkswagen. Nesse local estão sendo implantados os equipamentos e edificações a serem utilizados na movimentação e armazenagem de cargas Roll-on/Roll-off (automóveis de passeio, veículos comerciais leves, utilitários, caminhões, ônibus, tratores e outras cargas). Ao fim dos 25 anos de contrato, o que foi investido ficará com o Porto de Paranaguá.

As cargas Roll-on/Roll-of são caracterizadas por embarcar e desembarcar nos navios pelos seus próprios meios, sem necessitar de equipamentos para carregamento. Nesta modalidade, a demanda estimada em Paranaguá vai de 287 mil a 461 mil veículos/ano entre 2021 e 2045. “É um grupo de referência que, se bem trabalhado, o investimento no Paraná pode passar da casa dos R$ 400 milhões”, destacou o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin.

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Empresa catarinense tem plano de expansão voltado para a produção de energia solar

Exportação de soja aumenta 81% no Porto de São Francisco do Sul

A maior parte do volume é do estoque da safra de 2021

Cerca de 80% de toda a soja exportada por Santa Catarina é escoada pelo Porto de São Francisco

Em janeiro de 2022, uma dezena de navios que partiu do Porto de São Francisco do Sul levou para a Ásia 134.900 toneladas de soja. O número representa um aumento de 81% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram exportadas 74.550 toneladas do grão. A maior parte dessa soja é do estoque da safra de 2021, cujo início sofreu atraso em razão da falta de chuvas, o mesmo fenômeno que está acontecendo em 2022.

Os grãos são originários das lavouras de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul e chegam ao complexo portuário do Norte catarinense, sendo metade por meio de caminhões e o restante pela pela via ferroviária. “No final do ano passado investimos prioritariamente na melhoria da estrutura ferroviária interna do complexo, o que aumentou em 25% a nossa capacidade de recepção de grãos”, explica Cleverton Vieira, presidente do Porto de São Francisco do Sul. “O setor que recebe os trens, no Terminal Graneleiro, passou por uma ampla revitalização que incluiu a reforma na balança ferroviária, nivelamento da plataforma e a manutenção da moega, que é a estrutura na qual os vagões são descarregados”, complementa.

Todo ano, cerca de 700 trens chegam ao complexo portuário carregados de soja e milho, que tem como destino principal a China. Estas composições transportam mais de 3 milhões de toneladas, metade da exportação de cereais realizada anualmente pelo Porto. Em média, cada trem da empresa Rumo tem 80 vagões, que levam em torno de 50 toneladas cada um. Assim, são 57 mil vagões que descarregam grãos em São Francisco, anualmente, pelo corredor ferroviário que liga Mafra, no Planalto Norte de Santa Catarina, ao Porto, num trajeto de 170 quilômetros.

Os catarinenses colhem, todos os anos, em média 2,5 milhões de toneladas de soja. Desse total, Santa Catarina exporta cerca de 1,5 milhão de toneladas e industrializa 550 mil toneladas para o mercado interno, ficando o restante em estoque de passagem de uma safra para outra. Cerca de 80% de toda a soja exportada por Santa Catarina é escoada pelo Porto de São Francisco, totalizando 1,2 milhão de toneladas.

A maior parte do volume é do estoque da safra de 2021

Lucro da Três Tentos rompe a barreira de meio bilhão

Faturamento ultrapassou os R$ 5 bilhões em 2021

A empresa afirma que contina apresentando forte desempenho no segmento de grãos

A Três Tentos viu seu faturamento ultrapassar os R$ 5 bilhões em 2021 enquanto o lucro liquido ajustado rompeu a barreira do meio bilhão crescendo quase 80% (veja os principais resultados na tabela ao final desta reportagem). A companhia sediada em Santa Bárbara do Sul (RS) atua em três segmentos de negócios: varejo de insumos agrícolas, compra e venda de grãos e industrialização, por meio de duas fábricas localizadas nas cidades de Ijuí (RS) e Cruz Alta (RS).

O relatório trimestral da Três Tentos informa que o desempenho no segmento de insumos apresentou crescimento de volume em todos os produtos. O fenômeno La Niña fez com que chovesse menos na região Sul e alguns produtores acabaram retardando o início do plantio da safra de soja no Rio Grande do Sul para dezembro e janeiro (normalmente ocorre entre outubro e novembro). “Isso impactou principalmente na comercialização dos defensivos, o que poderia ter apresentado um resultado ainda mais forte. Já em sementes e fertilizantes não observamos uma redução na comercialização, pois são produtos que já estavam programados para aquisição do produtor e entregues durante a safra”, explica a companhia.

Mesmo com a estiagem no Rio Grande do Sul, a companhia está acompanhando o planejamento do produtor com a compra de insumos para a safra de inverno e observando aumento de área plantada de trigo em torno de 25%. “Nossa expansão no Mato Grosso está acontecendo em ritmo acelerado, com a primeira loja inaugurada em Sinop no ano de 2021 e, em janeiro de 2022 já contando com duas novas lojas (Matupá e Sorriso). As equipes de vendas e consultores já estão capturando vendas de insumos para a safrinha de milho que se inicia nos meses de fevereiro e março”, informa a Três Tentos.

A empresa afirma que continua apresentando forte desempenho no segmento de grãos, com destaque para a cultura do trigo que apresentou uma boa safra em 2021 no Rio Grande do Sul, possibilitando um recorde de originação deste grão. Na soja, o volume movimentado entre outubro e dezembro foi superior ao projetado, em função do mercado mais aquecido, tanto na originação quanto na comercialização, visto o maior apetite dos exportadores e indústrias de esmagamento. No milho, o período de colheita ocorre entre os meses de janeiro e março, e por esse motivo a comercialização do grão acontece principalmente no primeiro semestre do ano.

“Para o próximo trimestre, devemos observar na cultura do milho os impactos da estiagem no Rio Grande do Sul, com expectativa de redução de volume, especialmente nas áreas de sequeiro (sem irrigação). No entanto, as expectativas são positivas para a safrinha do grão no Mato Grosso, o que deve minimizar os impactos do menor volume no Rio Grande do Sul. Cabe destacar que no Mato Grosso já contamos com nossa loja recém inaugurada de Matupá e em breve com a fábrica de Vera (em construção) na originação do grão a partir de junho de 2022 (período de colheita)”, revela a companhia.

O segmento industrial da Três Tentos se mostrou resiliente ao longo de 2021 em um cenário desafiador, com aumento nos preços das commodities e indefinições sobre o percentual na mistura do biodiesel ao óleo diesel estipulado pela ANP, que variou entre 10% e 13%, encerrando o ano em 10%. A partir de 2022, o mercado de Biodiesel no Brasil passou a ser negociado por mercado livre, que até 2021 era por leilão. “Acreditamos que este novo modelo de negociação trará melhores condições de preços e mais estabilidade sobre as margens, visto que as precificações serão realizadas mais frequentes acompanhando os preços das matérias primas para produção do biodiesel, como o óleo de soja”, observa a empresa em seu relatório trimestral.

A Três Tentos comercializou um volume de farelo de soja levemente abaixo do esperado em função de logística fluvial e aspectos comerciais. Alguns embarques previamente alinhados para dezembro ocorreram em janeiro, e alguns compromissos firmados no quarto trimestre com preços melhores para embarques programados para janeiro e fevereiro. De acordo com a companhia, as condições de preço tiveram suporte nos últimos meses acompanhando a expectativa da safra 21/22 no sul da América do Sul, especialmente na Argentina que possui grande capacidade de esmagamento, e importante exportador de farelo no mundo.

A Três Tentos é a 66ª maior empresa da região e também a 27ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Faturamento ultrapassou os R$ 5 bilhões em 2021

Confiança da indústria avança na maioria dos setores em fevereiro

Índice aponta para recuperação, revela CNI

O que sustenta o ICEI positivo são as expectativas em relação a economia nos próximos seis meses

A confiança da indústria aumentou em 17 dos 29 setores pesquisados, de acordo com o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) por setor, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Além disso, o único setor que registrava pessimismo em janeiro, o de produtos de limpeza, perfumaria e higiene pessoal, voltou a ficar otimista neste mês. Foram entrevistadas 2.222 empresas, sendo 912 de pequeno porte, 805 de médio porte e 505 de grande portem entre 1º e 10 de fevereiro.

No entanto, o que sustenta o ICEI positivo são as expectativas em relação a economia nos próximos seis meses. Todos os 29 setores analisados têm expectativas otimistas. O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explica que, sobre o momento atual da economia, apenas 13 de 29 setores estão confiantes. “Apesar do aumento da confiança, na comparação com fevereiro de 2021, apenas o setor de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos está mais otimista do que há um ano”, detalha.

Os setores mais confiantes são: extração de minerais não-metálicos (60,5 pontos), produtos de metal (59,9 pontos, veículos automotores (59,8 pontos) e manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (59,7 pontos). Veja os setores mais e menos confiantes no gráfico ao final desta reportagem.

O ICEI varia de 0 a 100 pontos. Valores acima de 50 pontos indicam confiança do empresário e quanto mais acima de 50 pontos, maior e mais disseminada é a confiança. Valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança do empresário e quanto mais abaixo de 50, maior e mais disseminada é a falta de confiança.

Índice aponta para recuperação, revela CNI

Consumo das famílias segue subindo

CNC nota tendência positiva

Com aumento de praticamente todos os subíndices, ICF registra, em fevereiro, maior pontuação desde maio de 2020

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) seguiu apresentando tendência positiva em fevereiro. O indicador, apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), cresceu 0,4% neste mês, alcançando 77,6 pontos, o maior patamar desde maio de 2020 (81,7 pontos). Na comparação anual, o aumento foi de 4,6%. Apesar de ter permanecido abaixo do nível de satisfação (100 pontos), algo que vem acontecendo desde abril de 2015, o índice apontou resultado mais otimista do que o de fevereiro do ano passado, quando registrou 74,2 pontos.

O subíndice sobre consumo atual contou com o avanço mais significativo do mês, de 3,9%, e mais intenso do que o de janeiro (0,8%). Além disso, também registrou o maior percentual de famílias que perceberam um aumento do seu consumo desde abril de 2020, 16,0%. Renda Atual apresentou comportamento semelhante, com aumento de 2,1% e o maior percentual de famílias que perceberam uma melhora na sua renda desde junho do ano passado, 21,7%.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, avalia que os números apontam uma percepção mais positiva dos consumidores em relação à renda. “É possível observar uma evolução do poder de compra no curto prazo. O crescimento do índice de consumo atual dá sinais de um ambiente para compra mais estabilizado”, avalia.

Segundo a pesquisa, o mercado de trabalho também é um fator positivo de incentivo ao comércio. Isso porque a parcela de famílias que avaliaram o item perspectiva profissional de forma negativa reduziu para o menor patamar desde abril de 2020, 48,9%. Em janeiro, esse percentual era de 50,3% e, em fevereiro do ano passado, era de 50,8%. A pontuação do indicador também apresentou o melhor resultado desde abril do ano retrasado (106,3 pontos), chegando a 90,8 pontos, com variação mensal positiva de 0,9% e de 1,2%, na comparação com o mesmo mês em 2021.

Influência das taxas de juros
O único subíndice a apresentar retração em fevereiro foi momento para duráveis. A queda de 7,7% foi a sexta consecutiva. E, com variação anual negativa de 9,2%, o item registrou 43,5 pontos. Segundo a economista da CNC responsável pela pesquisa, Catarina Carneiro da Silva, a alta inflacionária e o aumento dos juros encareceram os bens duráveis, levando a uma maior dificuldade de compra desses itens.

No entanto, ela observa que a elevação das taxas de juros já está sendo absorvida pelas famílias, o que levou ao avanço de 0,7% do item acesso ao crédito após quatro meses de queda. “Isso mostra que, apesar de a Selic ter alcançado patamar de dois dígitos, o crédito continua sendo um importante indutor do consumo”, nota a economista.

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CNC nota tendência positiva