Archives Setembro 2022

Setor de serviços cresce 1,1% em julho

Indicador está em 8,9%, acima do patamar pré-pandemia

O resultado do setor indica altas de 6,3% na comparação com julho do ano passado, 8,5% no acumulado do ano e de 9,6% no acumulado de 12 meses

O volume de serviços no país registrou crescimento de 1,1% em julho, na comparação com o resultado de junho deste ano. Essa é a terceira alta consecutiva do indicador, que hoje está 8,9% acima do patamar de fevereiro de 2020, ou seja, do período pré-pandemia de Covid-19. No entanto, o setor ainda está 1,8% abaixo de seu patamar recorde, atingido em novembro de 2014.

O resultado do setor indica altas de 6,3% na comparação com julho do ano passado, 8,5% no acumulado do ano e de 9,6% no acumulado de 12 meses. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De junho para julho, três das cinco atividades tiveram crescimento, com destaque para transportes, serviços auxiliares ao transporte e correio (2,3%). Também avançaram informação e comunicação (1,1%) e serviços prestados às famílias (0,6%). Por outro lado, outros serviços caíram 4,2% e serviços profissionais administrativos e complementares recuaram 1,1%.

Turismo
O índice de atividades turísticas cresceu 1,5% de junho para julho, depois de uma queda de 1,7% no mês anterior. O segmento ainda está 1,1% abaixo do patamar pré-pandemia. Na comparação com julho de 2021, o indicador subiu 26,5%. Também há alta de 41,9% no acumulado do ano. O transporte de passageiros avançou 4,1% em julho, 24,2% na comparação com julho do ano passado e 41% no acumulado do ano.

Com Agência Brasil

Indicador está em 8,9%, acima do patamar pré-pandemia

“Experiência hiperfísica?” Eis o futuro na ótica da Fiep

Federação das Indústrias do Paraná exibe 12 tendências que vão reverberar nos próximos anos

O Aprendizado Intencional é uma das tendências de comportamento. Pode ser descrito como uma atitude proativa de buscar informações e renovar conhecimentos

Contratar nativos digitais autodidatas e multitarefas ou colaboradores sêniores com experiência e fidelidade corporativa? Aproveitar o amplo acesso ao conhecimento para manter-se sempre atualizado ou criar mecanismos para evitar a sobrecarga de informações que pode afetar a produtividade e dificultar a tomada de decisão? A lista de paradoxos parece não ter fim. É por isso que o Observatório Sistema Fiep lança a quarta edição do seu e-book Tendências Sistema Fiep 2022, com objetivo de contribuir com a reflexão sobre fenômenos emergentes que vem transformando negócios, sociedade e meio ambiente.

A publicação anual elaborada pela equipe de pesquisadores do Observatório é feita a partir da coleta de informações de fontes variadas, como provedores de tecnologia, empresas inovadoras, entidades globais de referência, universidades e mídia especializada. A pesquisa reúne 12 novas tendências com potencial de reverberação nos próximos três a cinco anos. Nas pautas sobre tecnologia, as Experiências Hiperfísicas despontam como oportunidade tanto para organizações preocupadas com a retenção de talentos, quanto para lojas e salas de evento que buscam restabelecer conexão com clientes. O distanciamento social acentuou sintomas e doenças que já preocupavam no período pré-pandêmico, como o esgotamento associado ao excesso de reuniões virtuais (fadiga do Zoom) e a sobrecarga de informação (overload information).

Um novo capítulo surge na batalha pandêmica: a Covid Longa. Multifacetada e multifatorial, a doença pode afetar de crianças a idosos, apresentando alto potencial debilitante e resultando em graves consequências físicas, mentais e cognitivas aos contaminados. O Aprendizado Intencional é outra tendência de comportamento. Pode ser descrito como uma atitude proativa de buscar informações e renovar conhecimentos. O aprendiz intencional converte experiências, projetos e reuniões em oportunidades de desenvolvimento e crescimento. Ganham evidência as Power Skills – equilíbrio entre competências técnicas e interpessoais. No mercado de trabalho, expectativas surgem do encontro de tradicionalistas, baby boomers e integrantes das gerações X, Y e Z.

Esse conteúdo integra a edição 341 da revista AMANHÃ, publicação do Grupo AMANHÃ. Clique aqui para acessar a publicação on-line, mediante pequeno cadastro.

Federação das Indústrias do Paraná exibe 12 tendências que vão reverberar nos próximos anos

Sengi investe R$ 440 milhões em duas fábricas de painéis solares no Brasil

Companhia espera triplicar faturamento no próximo ano

Com o lançamento dos complexos fabris no Paraná e Pernambuco, empresa projeta saltar de um faturamento de R$ 400 milhões previstos neste ano para R$ 1,2 bilhão em 2023

A Sengi Solar, fabricante brasileira de geradores fotovoltaicos, acaba de anunciar um investimento de R$ 440 milhões para a criação de duas fábricas de painéis solares no país. Localizadas nos estados do Paraná e Pernambuco, os empreendimentos terão capacidade anual de produção da ordem de um gigawatt em equipamentos, correspondendo a fabricação de mais de 3 mil módulos por dia, com uma linha de processos automatizados e de alta tecnologia.

Com o lançamento dos complexos fabris, a empresa projeta saltar de um faturamento de R$ 400 milhões previstos neste ano (2022) para R$ 1,2 bilhão em 2023. Os investimentos devem gerar cerca de 500 empregos diretos nas duas regiões, sendo um na matriz em Cascavel (PR), prevista para entrar em operação já em setembro deste ano, e na filial em Ipojuca (PE), com lançamento programado para março de 2023.

Os módulos fotovoltaicos produzidos nas novas fábricas serão enquadrados no sistema do Finame, dentro da estratégia adotada pela empresa para o mercado nacional, já que apresenta uma linha de crédito mais atrativa pelo BNDES e que viabiliza os projetos de geração própria de energia em telhados e pequenos terrenos no território nacional. Os equipamentos terão potência entre 440 watts e 670 watts, que estão entre as maiores do mercado internacional, e serão manufaturados com tecnologias bifaciais e double glass, que permitem a captação da radiação solar nas partes superiores e inferiores dos painéis fotovoltaicos.

De acordo com Everton Fardin, diretor geral da Sengi Solar, a proposta é atender de forma plena o crescimento do mercado interno de energia solar e oferecer um produto brasileiro aos mais de 80 distribuidores de equipamentos fotovoltaicos em atuação nopPaís, com prazo de entrega curto, pós-venda nacional e tecnologia de ponta. “Como nossas unidades fabris foram dimensionadas dentro do conceito de Indústria 4.0, teremos um ritmo de produção muito acima do praticado na indústria nacional, com uma média de mais de 3 mil módulos fotovoltaicos manufaturados por dia. E cada um dos processos terá menos de 25 segundos de duração, englobando montagem, transformação e inspeção”, comenta Fardin.

Companhia espera triplicar faturamento no próximo ano

Diversidade e inserção da mulher na tecnologia

Novo episódio do podcast ‘A Vez da Experiência’ trata da diversidade no universo da TI

No terceiro episódio sobre o +praTI no podcast ‘A Vez da Experiência’ Letícia Polydoro aborda a pauta da diversidade na tecnologia com Denize da Rosa Vásquez, líder de cultura na DBServer e voluntária do programa +praTI.

Novo episódio do podcast ‘A Vez da Experiência’ trata da diversidade no universo da TI

Fábrica da Philip Morris Brasil neutraliza emissões de carbono

Empresa recebe a certificação de carbono neutro, com o compromisso de reduzir o impacto ambiental de suas operações

O selo para a unidade de Santa Cruz do Sul foi concedido pela SGS, empresa suíça certificadora, reconhecida internacionalmente

A fábrica da Philip Morris Brasil (PMB), localizada em Santa Cruz do Sul (RS), acaba de conquistar a certificação de carbono neutro, resultado de diversas iniciativas para neutralizar as emissões de suas operações. O selo foi concedido pela SGS, empresa suíça certificadora, reconhecida internacionalmente, que verifica o volume das emissões da unidade e acompanha as ações de compensação ambiental implantadas para neutralizar esse impacto. O objetivo da Philip Morris International (PMI) é neutralizar as emissões de CO2 de todas as operações até 2025.

Foram comprados aproximadamente 1.800 créditos de carbono, para neutralizar as emissões de CO2 de 2021. O projeto escolhido foi o da BK Energia Itacoatiara, localizado no município de Itacoatiara (AM). Trata-se de uma usina de cogeração de energia a partir de resíduos de madeira certificada, que gera energia suficiente para abastecer mais 410 mil residências populares, através da interligação com o sistema da Companhia Energética do Amazonas (Ceam). Além de substituir térmicas a diesel, contribuindo para a redução do efeito estufa, a iniciativa elimina resíduos de madeira. Com esse investimento, a PMB garante a continuidade do projeto para a geração de energia limpa.

“O certificado de carbono neutro que recebemos reforça nosso compromisso de contribuir com práticas sustentáveis, que vão ao encontro da grande transformação vivida pela companhia. Além de compensar as emissões de CO2, estamos trabalhando para que elas sejam cada vez menores, pois uma das metas da PMB é mitigar seu impacto ambiental”, destaca Mateus Guterres, especialista em sustentabilidade da Philip Morris Brasil, em nota.

Entre as iniciativas em desenvolvimento para a neutralidade de carbono da fábrica da PMB está a implantação, desde 2020, de uma caldeira de biomassa, que contribui para uma menor utilização de combustíveis fósseis e, consequentemente, para a redução das emissões de CO2 no processo produtivo. A empresa e seus fornecedores também vêm promovendo o financiamento de estufas mais eficientes para a cura do tabaco, assim como melhorias nas estufas em operação. A substituição dos modelos convencionais por estufas de ar forçado possibilitou a redução em 23% da lenha utilizada no processo de cura desde 2014. Atualmente, 100% do tabaco adquirido no Brasil é curado com a utilização de fontes renováveis e sustentáveis de energia.

A integração dos princípios de sustentabilidade à estratégia do negócio faz parte das práticas ESG da empresa. A gestão dos recursos hídricos da fábrica de Santa Cruz do Sul é outro exemplo de destaque: a unidade obteve uma redução de 71% no consumo de água utilizada no processo produtivo, desde 2010. Esse desempenho, somado a uma série de outras iniciativas na região, levaram a unidade a ser a primeira de toda a PMI a receber a certificação da Alliance for Water Stewardship (AWS), em 2018, e, em 2021, a empresa se tornou certificada AWS Platinum, o mais elevado nível da certificação reconhecida globalmente.

Para reforçar seu compromisso com a sustentabilidade, desde fevereiro deste ano, a companhia passou a incluir o índice de sustentabilidade como uma das métricas de desempenho para a remuneração de seus executivos, tendo como fatores principais a sustentabilidade do produto e operacional.”O grande objetivo da Philip Morris é neutralizar seu impacto na sociedade. A substituição dos cigarros por alternativas menos nocivas é um dos pilares desta transformação, mas não o único. Compreendemos nosso impacto como indústria, e destinamos recursos e esforços na construção desse objetivo. Vivenciamos as práticas ESG de forma genuína, aplicando-as em nossa estratégia corporativa”, completa Bruno Pinto, especialista em relações institucionais da Philip Morris Brasil.

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Empresa recebe a certificação de carbono neutro, com o compromisso de reduzir o impacto ambiental de suas operações

Tecnologia da informação cada vez mais sustentável

Pesquisa Paessler Sustentabilidade de TI 2022 apresenta dados importantes sobre a implementação de projetos verdes nas empresas 

A pesquisa Paessler Sustentabilidade de TI 2022 mostra dados importantes. David Montoya, global business development manager, deu detalhes e ainda falou sobre o programa PRTG e como o sistema veem ajudando as empresas.

@paesslerag
#PRTG#paessler

Pesquisa Paessler Sustentabilidade de TI 2022 apresenta dados importantes sobre a implementação de projetos verdes nas empresas 

Exportações de calçados já aumentaram 35% em relação à pré-pandemia

Os países latino-americanos seguem sendo determinantes para o desempenho

O preço médio do calçado brasileiro também aumentou

Recuperada das quedas provocadas durante a pandemia de Covid-19, a indústria calçadista brasileira comemora bons resultados nas exportações de calçados. Conforme dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), entre janeiro e agosto foram embarcados 97,5 milhões de pares, que geraram US$ 880,8 milhões, altas de 29,7% em volume e de 62,7% em receita na relação com igual período do ano passado. Segregando apenas o mês de agosto, foi registrado o embarque de 10,7 milhões de pares por US$ 117,4 milhões, o melhor resultado mensal de 2022. O crescimento no comparativo com agosto passado é de 15% em volume e de 50,4% em receita.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, avalia que os países latino-americanos seguem sendo determinantes para o desempenho, com destaque para o Chile, que se consolida como o quarto destino do calçado brasileiro no exterior. “O Brasil vem ganhando muito espaço no Chile. Hoje somos o quarto principal fornecedor de calçados daquele país”, avalia.

Além do incremento das exportações para a América Latina, Ferreira destaca que o preço médio do calçado brasileiro também aumentou, passando de pouco mais de US$ 8 para US$ 11. “Existe um aumento da demanda internacional por calçados e, neste momento de enfraquecimento gradual da China como um grande player do setor, o mundo volta seus olhos para o produto brasileiro, pois temos a maior indústria de calçados fora da Ásia e capacidade produtiva para atender o mercado internacional”, comenta o executivo.

Principal destino do calçado brasileiro no exterior, em agosto os Estados Unidos importaram 1,3 milhão de pares verde-amarelos, pelos quais foram pagos US$ 38 milhões, estabilidade em volume e aumento de 57% em receita relação ao mesmo mês de 2021.

Os países latino-americanos seguem sendo determinantes para o desempenho

Produção industrial sobe 0,6% de junho para julho

Houve expansão acima da média nacional em Santa Catarina

Setores de máquinas e equipamentos, produtos de borracha e material plástico foram destaque na indústria catarinense

A produção industrial brasileira subiu 0,6% na passagem de junho para julho e avançou em quatro dos 15 locais analisados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Houve elevações no Pará (4,7%), Mato Grosso (3,7%), Santa Catarina (1,9%) e Rio de Janeiro (0,7%). Todos esses percentuais estão acima da média nacional.

Segundo o analista da PIM Regional, Bernardo Almeida, medidas que impactam diretamente a cadeia produtiva e o consumo das famílias podem explicar as altas nessas localidades. “A redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis e o aumento de benefícios sociais modificam as tomadas de decisões por parte da produção, com tendência de antecipação, devido a essas medidas”, observou. Para o analista, entre as principais indústrias responsáveis pelo crescimento em cada local nas altas de julho, está o avanço no Pará, provocado pelo desempenho da indústria extrativista de minério de ferro.

Outros estados também tiveram destaques. “No Rio de Janeiro, o setor extrativo também é o grande responsável pela alta, mas destacamos o petróleo e gás natural. Em Santa Catarina temos os setores de máquinas e equipamentos e produtos de borracha e material plástico. Já em Mato Grosso, o principal setor que influenciou de forma positiva foi o de alimentos”, informou.

O maior parque industrial do país, que é o estado de São Paulo, caiu 0,6% em relação a junho. Conforme o IBGE, o percentual representou a segunda maior influência no resultado industrial nacional, atrás apenas da Bahia em julho. Para o analista, os setores que mais impactaram negativamente o resultado da indústria paulista foram os de veículos automotores e o setor de máquinas e equipamentos. Almeida acrescentou, ainda, que, apesar dos fatores positivos, com as medidas governamentais, ainda permanecem efeitos negativos, como inflação elevada, encarecimento do crédito e das matérias primas e desabastecimento de insumos. “Assim como na indústria nacional, esses fatores também podem ser observados na indústria de São Paulo. Com esse resultado, a indústria paulista está 1,5% abaixo de seu patamar pré-pandemia”, sinalizou.

Pesquisa
Conforme o IBGE, desde a década de 1970, que a pesquisa PIM Regional produz indicadores de curto prazo, relacionados ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. “Traz [o estudo], mensalmente, índices para 14 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 1% no total do valor da transformação industrial nacional e, também para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste”.

Com Agência Brasil

Houve expansão acima da média nacional em Santa Catarina

Mercado financeiro reduz estimativa da inflação para 6,4%

Previsão para o PIB subiu de 2,26% para 2,39% em 2022

Em agosto, a inflação teve novo recuo, de 0,36%, após queda de 0,68% em julho

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, caiu de 6,61% para 6,4% neste ano. É a 13ª redução consecutiva da projeção. A estimativa está no Boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a expectativa de instituições para os principais indicadores econômicos.

A previsão para 2022 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,5% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior 5,25%. Em agosto, a inflação teve novo recuo, de 0,36%, após queda de 0,68% em julho. Com o resultado, o IPCA acumula alta de 4,39% no ano e 8,73% em 12 meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa está no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano. Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre o ano nesse patamar.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Além da taxa Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

As instituições financeiras consultadas pelo BC elevaram a projeção para o crescimento da economia brasileira neste ano de 2,26% para 2,39%. A expectativa para a cotação do dólar manteve-se em R$ 5,20 para o final deste ano.

Com Agência Brasil

Previsão para o PIB subiu de 2,26% para 2,39% em 2022

Android da LG teve Ilha Dinâmica em 2015

A LG não obteve muito sucesso com sua linha de celulares, mas isso não impediu a fabricante sul-coreana de explorar conceitos em seus smartphones.

Quem não lembra do primeiro celular com câmera 3D? Ou do telefone com uma tampa traseira com tecnologia de auto-cura para arranhões?

Sem dúvida, a LG procurou fazer um bom trabalho para criar diferenciais em um mercado em que pouca inovação realmente acontece a cada ano.

E o Google correspondeu muitas vezes dando a construção da linha Nexus para LG em vista do bom trabalho prestado ao ecossistema do Android.

Ilha Dinâmica

Com o lançamento do iPhone 14, o recurso Ilha Dinâmica, que funciona acoplado ao notch do aparelho, ganhou atenção do público e da mídia, pois permite que os usuários interajam com aplicativos sem abrir as notificações.

Seria este um recurso inédito?

Em 2015, uma funcionalidade muito parecida apareceu no LG V10. Veja acima.

Apesar de não ser tão sofisticada quanto da Apple, a ideia tinha a mesma característica: criar um acesso rápido para que o usuário pudesse interagir com outros apps sem ter que abrir as notificações.

Se a equipe de engenharia de Tim Cook revisitou um smartphone já lançado para trazer algo novo, é provável que a Ilha Dinâmica seja um recurso derivado do LG V10.

Imagens: Phandroid

A LG não obteve muito sucesso com sua linha de celulares, mas isso não impediu a fabricante sul-coreana…

Produção de veículos bate novo recorde em agosto

Produção acumulada do ano já supera em quase 5% a do mesmo período de 2021

O segmento de ônibus vem sendo um dos destaques, com 20 mil unidades produzidas no ano

A produção de veículos em agosto bateu novo recorde deste ano, com 238 mil unidades, alta de 8,7% sobre julho e de 43,9% sobre agosto de 2021. Pela primeira vez o volume acumulado do ano superou o do mesmo período do ano anterior: 1,5 milhão, contra 1,4 milhão, crescimento de 4,7%. O segmento de ônibus vem sendo um dos destaques, com 20 mil unidades produzidas no ano, 50% a mais do que o total produzido entre janeiro e agosto de 2021. Também chamaram a atenção as máquinas agrícolas, que continuam com desempenho relevante de vendas, e sobretudo as máquinas rodoviárias, com o melhor resultado histórico nos últimos meses.

“Em agosto, pela primeira vez em um ano e meio, conseguimos operar sem nenhuma fábrica completamente parada. O fluxo de semicondutores finalmente começa a melhorar, embora ainda estejamos passando por um período de restrições de oferta”, comemorou o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Márcio de Lima Leite, em coletiva. O balanço mensal da entidade apresentou outros números animadores. As vendas em agosto totalizaram 209 mil unidades, melhor resultado dos últimos 19 meses. Foi a primeira vez no ano que esse indicador superou a barreira das 200 mil unidades. A média diária de 9,1 mil emplacamentos também foi a melhor do ano.

A exportação mantém forte viés de alta. As quase 47 mil unidades enviadas a outros mercados representaram elevação de 11,7% sobre junho e de 59% sobre agosto de 2021. No acumulado do ano, o volume de 335 mil veículos exportados supera com folga o dos anos anteriores, inclusive o de 2019, último ano antes da pandemia. Da mesma forma, as vendas de máquinas autopropulsadas vêm num patamar bastante elevado. Em julho (último dado apurado) foram 9.130 unidades vendidas, ligeira queda de 3,4% sobre junho, mas com alta de 16,4% sobre julho de 2021. No acumulado do ano, o total de 59 mil máquinas agrícolas e rodoviárias vendidas supera em 26,5% o volume dos primeiros sete meses do ano anterior. Destaque para as máquinas rodoviárias, que em junho e julho tiveram os melhores resultados da história, em consequência dos elevados investimentos em infraestrutura.

Produção acumulada do ano já supera em quase 5% a do mesmo período de 2021

CEEE Grupo Equatorial investe em projeto de rota elétrica no Mercosul

Parceria com a UFSM possibilita condições de abastecimento para veículos elétricos

A “Rota Elétrica Mercosul” tem 916 quilômetros e será composta de estações de recarga rápida nas cidades gaúchas de Torres, Osório, Eldorado do Sul, Barra do Ribeiro, Cristal, Pelotas, Arroio Grande, Jaguarão, Rio Grande, Santa Vitória do Palmar e Chuí

A CEEE Grupo Equatorial está desenvolvendo, em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), um projeto que permitirá, já em 2023, que usuários de veículos elétricos possam se deslocar, com segurança de abastecimento, por todo o território gaúcho. A “Rota Elétrica Mercosul” é resultante de um projeto de pesquisa aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com recursos na ordem de R$ 18 milhões, disponibilizados pela CEEE Grupo Equatorial e com execução da UFSM.

A “Rota Elétrica Mercosul” tem 916 quilômetros e será composta de estações de recarga rápida nas cidades gaúchas de Torres, Osório, Eldorado do Sul, Barra do Ribeiro, Cristal, Pelotas, Arroio Grande, Jaguarão, Rio Grande, Santa Vitória do Palmar e Chuí. Isso possibilitará viajar de carro elétrico até o Uruguai, que já possui uma rota de estações de recarga. A partir do país vizinho, também será possível chegar a Buenos Aires, na Argentina, pela travessia do estuário do Prata. Além disso, há a possibilidade de interligação com o Paraguai seguindo pelas estações de recarga que já existem das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) e da Companhia Paranaense de Energia (Copel).

A coordenadora do projeto pela UFSM, professora Alzenira Abaide, afirma que a integração é um trajeto que se conecta. “Além de todo o benefício ambiental na utilização de veículos elétricos, os três estados da região Sul do Brasil recebem muitos turistas que vêm do Uruguai, Argentina e Paraguai em direção ao litoral. Vamos colocar à disposição uma rota elétrica, barateando a viagem e fazendo o turismo daqui ser ainda mais atrativo”, diz.

O projeto
No Rio Grande do Sul, as estações começarão a ser instaladas a partir de dezembro em locais em que já existem conveniências para que o motorista esteja em um local seguro para fazer a sua recarga. Segundo Ilana França dos Santos, analista de operações de pesquisa e desenvolvimento da CEEE Grupo Equatorial, essa etapa levará cerca de um ano. “Depois haverá a comunicação com um aplicativo que informa em tempo real se a estação está disponível ou se está ocupada, além da funcionalidade de reserva de horário para evitar filas. O objetivo é dar conforto aos consumidores que vão trafegar pela rota”, afirma Ilana. Após a entrada em operação da rota, será iniciada a análise do comportamento das estações. Durante a execução do projeto, que se encerra em setembro de 2024, não haverá nenhuma cobrança pelas recargas. “A legislação relacionada à cobrança de energia, atualmente, ainda não contempla esse tipo de situação. Hoje, apenas as concessionárias podem cobrar pela venda de energia”, diz Alzenira.

As estações da Rota Elétrica Mercosul terão capacidade de fazer recargas rápidas, em 30 minutos. Em média, as estações com recarga semirrápida levam de 4 horas a 8 horas e as lentas, de 8 horas a 12 horas. Alguns fatores influenciam no tempo, como o estado da bateria do veículo, a quantidade de carga que ela apresenta no momento do abastecimento, congestionamentos ou qualquer outro fator que faça com que a viagem não siga um fluxo normal. Por isso, apesar de os veículos elétricos apresentarem, em média, 390 quilômetros de autonomia – a partir dos testes dos fabricantes em ambientes controlados – as estações de recarga serão montadas a cada 100 quilômetros, aproximadamente, para dar ainda mais segurança e tranquilidade aos viajantes. “Pretendemos colocar uma microrrede junto à estação a ser instalada em Osório, com aerogerador e painéis fotovoltaicos. Durante o dia, com sol ou vento, a geração de energia se tornará ainda mais limpa. Outra frente do projeto também analisará o impacto dos abastecimentos para rede. Em resumo, teremos aí três fontes de energia”, explica Ilana.

Carros elétricos
A CEEE Grupo Equatorial também dá início a uma série de entregas referentes a seu projeto de mobilidade no Rio Grande do Sul. A frota de carros da empresa acaba de ser renovada com cinco unidades de automóveis elétricos, modelo Renault ZOE-E TECH, que ficarão na sede, em Porto Alegre, em Osório e Pelotas. Trata-se de um veículo 100% elétrico, que estará disponível para o uso dos colaboradores da empresa aptos a reservar carros da frota, que possuem CNH e curso de direção defensiva. Os carros contam com ótimo desempenho operacional, autonomia de bateria de até 300 quilômetros e zero emissão de poluentes. A CEEE Grupo Equatorial é a primeira distribuidora de energia no Rio Grande do Sul a adotar carros elétricos em sua frota.

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Parceria com a UFSM possibilita condições de abastecimento para veículos elétricos

Consumo nos lares brasileiros cresce 7,7% em julho

No ano, o consumo acumula alta de 2,5%

De acordo com os dados da Abras, o valor da cesta atingiu o menor patamar do ano, com alta de 0,6%

O consumo nos lares brasileiros, medido pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), encerrou o mês de julho com alta de 7,7% em relação a junho. No ano, o consumo nos lares acumula alta de 2,5%. Na comparação com julho de 2021, o indicador apresentou alta de 8%. O resultado contempla os formatos de loja: atacarejo, supermercado convencional, loja de vizinhança, hipermercado, minimercado e e-commerce. Todos os indicadores são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a Abras, em julho, além da desaceleração nos preços dos alimentos, o mês teve cinco fins de semana, o que contribuiu para maior número de idas ao ponto de venda. “Monitoramos desde julho os primeiros sinais de retração nos preços de alguns itens que tiveram altas expressivas decorrentes de fatores climáticos, sazonais e das commodities, que vêm pressionando a cesta de alimentos desde o início do ano. Se mantida essa menor pressão inflacionária, o consumo tende a ser crescente neste segundo semestre diante do crescimento do emprego e dos recursos injetados na economia”, afirmou o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.

De acordo com os dados da Abras, o valor da cesta de 35 produtos de largo consumo (alimentos, bebidas, carnes, produtos de limpeza, itens de higiene e beleza) atingiu o menor patamar do ano, com alta de 0,6%. Houve queda de preços em produtos básicos como óleo de soja, feijão, arroz, açúcar e nos itens da cesta de hortifrutigranjeiros, entre eles batata, tomate, cebola.

Com Agência Brasil

No ano, o consumo acumula alta de 2,5%

Indústria do Sul perde Paulo Vellinho

Empresário ajudou a fundar a Springer

Vellinho idealizou o “Prêmio Sringer – Por um Rio Grande Melhor”, outorgado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul a personalidades de destaque no cenário político e econômico do estado

O empresário gaúcho Paulo Vellinho, de 95 anos, faleceu na quinta-feira (8). A causa da morte não foi informada. Ele foi um pioneiro da indústria de condicionadores de ar no Brasil, nos anos 1950, ao ajudar a fundar a Springer, que posteriormente foi associada à americana Carrier. Natural de Caxias do Sul, ele se formou em química industrial pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1949.

Por meio de nota, a Associação Comercial de Porto Alegre, na qual Vellinho era conselheiro superior, prestou a última homenagem a amigos e familiares. No comunicado, a entidade destacou a “longa, exemplar e brilhante trajetória empreendedora de mais de 60 anos de Paulo Vellinho, que participou ativamente do processo de industrialização do país”, destacando a trajetória dele à frente da Springer.

Além de ex-presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), o empresário também presidiu a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). De intensa atuação político-institucional, Paulo Vellinho idealizou o “Prêmio Sringer – Por um Rio Grande Melhor”, outorgado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul a personalidades de destaque no cenário político e econômico do estado.

A vida do empresário está contada no livro “Paulo Vellinho – O realizador de um sonho chamado Springer”. O livro, escrito pelo jornalista Mario de Santi e lançado em 2018, conta sua trajetória de mais de 60 anos de empreendedorismo, em especial a transformação, sob seu comando da Springer em uma reconhecida empresa nacional do setor eletroeletrônico.

O Portal AMANHÃ reproduz, a seguir, o post de André D´Angelo, titular do Blog Sr. Consumidor, que em 6 de setembro de 2017 fez uma justa homenagem ao empresário por ocasião dos seus 90 anos. Confira.

O último idealista
Nesta quarta-feira, 6 de setembro, Paulo Vellinho completa 90 anos. Empreendedor que comandou a Springer, líder empresarial que presidiu a Fiergs e outras tantas entidades de classe, executivo da Coemsa e da Avipal, Vellinho poderia ser reverenciado como um dos personagens que ajudou a forjar a indústria gaúcha e brasileira do século 20. Mas a faceta que mais merece destaque é outra: a de homem público que nunca ocupou cargo público.

Não há contradição aí. Paulo Vellinho é de uma geração de homens de negócio, da qual também fez parte Antônio Ermírio de Moraes (1928-2014), cujos projetos empresariais jamais deixaram de contemplar um projeto de país. O comando de companhias e entidades de classe importantes era visto não como uma regalia a ser explorada para fins de promoção pessoal ou classista, e sim como uma responsabilidade da qual o capital privado não poderia se furtar naquela quadra da história do Brasil: a de ajudar a construir uma ideia de nação.

Uma nação que aproveitasse sua vasta extensão territorial, sua natureza generosa e sua diversidade humana para, a exemplo dos Estados Unidos, cumprir uma espécie de Destino Manifesto tropical, de vocação para grandeza e protagonismo internacional. Protagonismo esse pautado pela autonomia econômica, com o fortalecimento da indústria local, e pela justiça social, fim último de qualquer projeto que pretenda falar em desenvolvimento.

Um ideal do qual Vellinho foi porta-voz enquanto esteve na ativa, de meados da década de 1950 até o início do novo milênio. Sua saída de cena coincide com o início do encolhimento da representação empresarial produtiva brasileira, restrita à mera reivindicação de benesses tributárias ou ao total alheamento em relação ao Poder Público. No primeiro caso enquadram-se os partidários do capitalismo sem risco, pregadores de um liberalismo rasgado que, claro, só deve valer para os outros, nunca para eles. No segundo, empresários e gestores que investem, inovam e trabalham ignorando qualquer interface com governos, por considerá-las inúteis. Sequer cogitam se tornar pontas-de-lança de projetos que transcendam suas organizações ou categorias para ganhar dimensão pública, em um lamentável desperdício de capital intelectual.

Paulo Vellinho continua na batalha, escrevendo para jornais gaúchos e proferindo palestras. Ao completar nove décadas de vida, pode jactar-se das empresas que comandou, dos empregos que gerou e das amizades que fez. E, principalmente, pode se orgulhar de ter travado o bom combate, de ter cerrado fileiras em nome de ideais que permanecem relevantes e atuais – por mais que o país com o qual tanto contribuiu pareça fazer questão de ignorá-los.

Empresário ajudou a fundar a Springer

Pra não dizer adeus

Saber contratar é tão importante quanto saber demitir

“Não se deve deixar espaço vazio numa empresa”, pois “uma área desocupada se transforma num convite ao inchaço na estrutura”

“A maior virtude de um chefe é saber demitir”, dizia Roberto Marinho. Pode até ser verdade, mas outra qualidade, tão importante quanto, deveria merecer atenção: saber contratar. Não apenas no que diz respeito à qualidade dos profissionais recrutados, como também ao dimensionamento do número de colaboradores necessários. Afinal, gente em excesso é o pretexto perfeito para um downsizing e um trauma organizacional subsequente.

O comentário vem a propósito de uma série de demissões em startups do mundo todo, muitas das quais anunciadas aos colaboradores por videochamadas, conforme comentado neste espaço semana passada (leia aqui).Expectativas frustradas de crescimento, em decorrência de um cenário externo hostil, têm sido apontadas como a principal razão. Mas será que são a única?

Não exatamente.

Obviamente, todo empresário toma decisões com base em perspectivas sobre o próprio negócio e sobre o mercado em que atua. Quando positivas, é natural que procure aumentar a capacidade de produção ou de atendimento com novos funcionários. Deixar de surfar uma onda de bonança pode significar comprometer o futuro de um empreendimento por anos a fio, visto que janelas de oportunidade não se abrem a toda hora.

O caso das startups, no entanto, parece um pouco diferente. Mais do que responderem a um ambiente econômico e mercadológico propício, atendiam a um cenário de farta disponibilidade de capital de risco para investimentos. Ao recebê-los, ampliavam a equipe para fomentar um crescimento a fórceps, tal qual um motorista que superturbina um carro que não tem estrada onde correr.

Dois especialistas explicam melhor: “Em muitos casos, o crescimento […] pode ser considerado irresponsável. Talvez não tenha sido proposital: havia liquidez extrema, injeção de capital com força, e a melhor forma de alocar recursos é contratar times grandes e escalar a operação”, afirma Lara Lemann, investidora. Porém, “uma empresa não pode se orientar pela necessidade captação: isso deve acontecer quando não há mais recursos, mas há a necessidade de crescer. Com a abundância de capital, a captação puxava o crescimento, aumentava a ambição”, completa Pedro Melzer (ambos ouvidos pela revista GQ de agosto).

E é justamente sobre contratações desmedidas que se insurge uma conhecida figura do mundo corporativo, Claudio Galeazzi, consultor especializado em recuperar negócios em dificuldades e tido como um contumaz corta-custos. “A culpa não é de quem demite, mas sim de quem contratou […] pelo entusiasmo de um momento de vendas intensas […] sem pensar que esse bom momento não vai perdurar para sempre […]. (D)epois a situação muda e você tem de readequar. Nesse momento, […] tem de fazer os cortes. E aí todos falam que o Galeazzi entrou e cortou”, lamenta (Época Negócios, fevereiro de 2017).

E há como se prevenir desse mal? Aparentemente, sim – e de maneira bem curiosa. “Não se deve deixar espaço vazio numa empresa”, pois “uma área desocupada se transforma num convite ao inchaço na estrutura”, afirma o consultor (“Sem cortes”, 2019, p. 151).

Para aquelas empresas que ainda contam com sede física, fica a dica.

Saber contratar é tão importante quanto saber demitir