Archives Setembro 2022

Desemprego cai para 8,9% no trimestre encerrado em agosto

Contingente de pessoas ocupadas segue crescendo e bateu novamente o recorde na série

O mercado de trabalho segue a tendência demonstrada no mês passado, continuando o fluxo que ocorre ao longo do ano, de recuperação, avalia o IBGE

A taxa de desocupação, que mede o desemprego no país, segue em queda e chegou a 8,9% no trimestre encerrado em agosto. Essa taxa representa uma queda de 0,9 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior, terminado em maio. Também é o menor patamar desde o trimestre encerrado em julho de 2015 (8,7%). Já o contingente de pessoas ocupadas foi de 99 milhões, batendo novamente o recorde na série histórica, iniciada em 2012. Pelo segundo mês consecutivo, o rendimento real habitual cresceu e chegou a R$ 2.713 no trimestre. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo IBGE.

O nível de ocupação, ou seja, o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, foi estimado em 57,1%, um crescimento em comparação com o trimestre anterior (de 56,4%) e acima do mesmo período do ano passado (de 53,4%).”O mercado de trabalho segue a tendência demonstrada no mês passado, continuando o fluxo que ocorre ao longo do ano, de recuperação”, explica Adriana Beringuy, coordenadora da PNAD.

Três atividades influenciaram a queda do desemprego em agosto e mostraram aumento da ocupação no recorte. O setor de “Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas” subiu 3% em comparação com o trimestre anterior, adicionando 566 mil pessoas ao mercado de trabalho. Já “Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais” cresceu 2,9% (mais 488 mil pessoas) enquanto o grupo “Outros serviços” apresentou alta de 4,1% (211 mil pessoas).

População desocupada é a menor desde novembro de 2015
O número de trabalhadores desocupados foi de 9,7 milhões de pessoas, caindo ao menor nível desde novembro de 2015. Representa uma queda de 8,8% (menos 937 mil pessoas) na comparação trimestral e 30,1% (menos 4,2 milhões) se comparado ao mesmo período do ano passado. A pesquisa mostra que o número de empregados sem carteira assinada no setor privado, de 13,2 milhões de pessoas, é o maior da série histórica, iniciada em 2012. Houve crescimento de 2,8% no trimestre (mais 355 mil pessoas) e de 16% (1,8 milhão de pessoas) no ano. Por outro lado, o número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) aumentou 1,1% e chegou a 36 milhões.

Já a quantidade de trabalhadores por conta própria foi de 25,9 milhões de pessoas, mantendo a estabilidade na comparação com o tri anterior, enquanto o número de empregados no setor público cresceu 4,1% e chegou a 12,1 milhões. Entre os desalentados, a população total foi de 4,3 milhões de pessoas e o percentual de desalentados foi de 3,8%, ambos mantendo estabilidade.

Rendimento médio cresce pelo segundo mês seguido
A PNAD Contínua divulgada pelo IBGE revela, ainda, que o rendimento real habitual cresceu pelo segundo mês consecutivo, após dois anos sem crescimento. Em agosto, o salário médio do trabalhador brasileiro chegou a R$ 2.713. Esse valor representa uma alta de 3,1% em relação ao trimestre anterior, embora demonstre estabilidade na comparação anual. “Esse crescimento está associado, principalmente, à retração da inflação. Mas a expansão da ocupação com carteira assinada e de empregadores também são fatores que colaboram”, diz Beringuy.

Sobre a PNAD Contínua
A PNAD Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE. Em função da pandemia de Covid-19, o IBGE implementou a coleta de informações da pesquisa por telefone a partir de 17 de março de 2020. Em julho de 2021, houve a volta da coleta de forma presencial.

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Contingente de pessoas ocupadas segue crescendo e bateu novamente o recorde na série

Como se proteger de um ataque DDOS?

Servidor congestiona por milhares de acessos que inviabilizam o tráfego dos dados

Em maior ou menor grau todas as organizações estão ameaçadas por esse tipo de ataque

Um ataque DDOS, sigla da expressão em inglês Distributed Denial-of-Service que na tradução significa negação de serviço distribuída, é um ataque em escala, orquestrado, por um número grande de dispositivos infectados que tem como consequência prática a inutilização dos serviços oferecidos no ambiente digital pela organização. Durante um ataque DDOS bem-sucedido não é possível atender clientes ou vender produtos pois o servidor da empresa está congestionado por milhares de acessos de dispositivos que só tem o intuito de inviabilizar o tráfego dos dados.

As ações contra um ataque DDOS serão, via de regra, responsivas, sendo medidas tomadas apenas a partir da detecção do tráfego indesejado. Investir na prevenção a ataques DDOS é investir em sistemas que consigam mitigar esses efeitos desde o primeiro momento dessa detecção, de preferência no “segundo zero” do ataque, para que suas consequências não sejam sentidas pelos clientes e demais usuários do sistema. Para atingir esse objetivo, os serviços anti-DDOS traçam algumas linhas estratégicas elencadas a seguir.

Servidor robusto
Tendo em vista que um ataque DDOS se baseia em inutilizar um sistema por meio de um tráfego de larga escala, a depender do tamanho desse fluxo, a capacidade do servidor pode ser um ponto de suporte para diminuir os efeitos da agressão. Se o servidor for capaz de suportar o tráfego indesejado, os usuários legítimos podem não ser afetados.

Assistência e monitoramento
São serviços que permitem, de um lado a rápida identificação de um ataque DDOS e, por outro, conseguem diminuir ou eliminar o seu impacto para os usuários finais. O monitoramento eficaz diminui o tempo de resposta de medidas de defesa que trazem como principais pontos backup em redes seguras, usualmente na própria nuvem, que permitem o direcionamento dos usuários legítimos para os serviços respectivos. Em maior ou menor grau todas as organizações estão ameaçadas por esse tipo de ataque, já que eles possuem objetivos diversos e podem ter como motivação, inclusive questões pessoais, alheias ao mercado ou benefícios econômicos, até mesmo a diversão.

Por isso é importante manter um sistema de monitoramento eficiente, medidas de segurança relativamente simples, como as elencadas até aqui podem prevenir a sua empresa de perder um tempo precioso sem atividade, e consequentemente sem vendas, na rede. Para decidir se vale ou não a pena investir em serviços anti-DDOS o primeiro passo é avaliar esses possíveis prejuízos e comparar com os custos de sua implementação.

Servidor congestiona por milhares de acessos que inviabilizam o tráfego dos dados

Governo Central tem déficit primário de R$ 49,9 bilhões em agosto

Acordo de Campo de Marte e precatórios contribuíram para resultado

O resultado veio pior que o esperado pelas instituições financeiras. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Economia, os analistas de mercado esperavam resultado negativo de R$ 14,6 bilhões em agosto

O pagamento de precatórios e um acordo fechado com a prefeitura de São Paulo fizeram as contas públicas registrarem, em agosto, o segundo maior déficit primário da série histórica. No mês passado, o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – registrou déficit primário de R$ 49,9 bilhões, divulgou o Tesouro Nacional. Esse é o segundo maior déficit para o mês desde o início da série histórica, só perdendo para agosto de 2020, no auge da pandemia de Covid-19. O resultado veio pior que o esperado pelas instituições financeiras. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Economia, os analistas de mercado esperavam resultado negativo de R$ 14,6 bilhões em agosto.

Essa foi a primeira vez em que o Governo Central registrou déficit primário após resultados positivos em junho e julho. Com o resultado de agosto, o Governo Central fechou os oito primeiros meses do ano com resultado positivo de R$ 22,1 bilhões. Esse também é o melhor resultado para o período desde o início da série histórica. O resultado primário representa a diferença entre as receitas e os gastos, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. Apesar do déficit de agosto, a equipe econômica estima que o Governo Central fechará o ano com superávit primário de R$ 13,5 bilhões, o primeiro resultado positivo anual desde 2013. A previsão de superávit ocorre mesmo com a emenda constitucional que aumentará gastos sociais em R$ 41,2 bilhões no segundo semestre e com as desonerações de R$ 71,5 bilhões que entraram em vigor em 2022. A estimativa foi divulgada na semana passada, no relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas.

Gasto recorde
O déficit de agosto ocorreu porque as despesas foram pressionadas por dois fatores atípicos. O primeiro foi o pagamento de R$ 23,9 bilhões referentes ao acordo que extinguiu a dívida de cerca de R$ 24 bilhões da prefeitura de São Paulo com a União em troca da extinção da ação judicial que questiona o controle do aeroporto de Campo de Marte, na capital paulista. Na semana passada, o Ministério da Economia divulgou que o Governo Central fecharia o ano com superávit primário de R$ 37,5 bilhões, não fosse o acordo de Campo de Marte.

O segundo fator foi o pagamento de precatórios, dívidas do governo determinadas por sentença judicial definitiva. No mês passado, o governo pagou R$ 13,3 bilhões a mais na Previdência Social, R$ 6,1 bilhões a mais nas despesas com o funcionalismo e R$ 6,2 bilhões a mais em sentenças judiciais e precatórios em geral. Isso ocorreu porque, por decisão do Conselho Nacional de Justiça, o pagamento de precatórios, que tradicionalmente ocorre em junho, neste ano foi adiado para agosto.

Com esses pagamentos adicionais, as despesas cresceram mais que as receitas em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado. No último mês, as receitas líquidas cresceram 17,5% em relação a agosto do ano passado em valores nominais. Descontada a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o crescimento atingiu 8%. No mesmo período, as despesas totais subiram 48,3% em valores nominais e 36,4% após descontar a inflação. Em relação ao pagamento de impostos, houve crescimento de R$ 8 bilhões acima da inflação no Imposto de Renda, motivado principalmente pelo aumento do lucro das empresas. Em grande parte, essa alta reflete o aumento do lucro das empresas de energia e de petróleo no início do ano, o que ajuda a compensar parcialmente as desonerações para a indústria e para os combustíveis.

Do lado das despesas, além dos fatores atípicos, aumentaram os gastos com programas sociais após a emenda constitucional que aumentou o valor do Auxílio Brasil e criou os Auxílios Taxista e Caminhoneiro. Apenas com o Auxílio Brasil, o impacto do reajuste do valor mínimo do benefício para R$ 600 correspondeu a R$ 7,5 bilhões em agosto. No acumulado do ano, o aumento nas despesas discricionárias (não obrigatórias) com controle de fluxo chega a R$ 39,2 bilhões (+58,1%) acima do IPCA. Essa categoria abrange os programas sociais, como o Auxílio Brasil.

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Com Agência Brasil

Acordo de Campo de Marte e precatórios contribuíram para resultado

Confúcio e o ensino do mandarim no Brasil

Várias universidades do país passaram a lecionar o idioma

Nascido em 551 a.C, Confúcio viveu longos 72 anos, mais que o dobro da média da época

Muita gente deve ter se espantado em Curitiba, quando o Centro Cívico recebeu, dia 27 de setembro de 2017, uma estátua do filósofo chinês Confúcio, de três metros de altura e uma tonelada e meia. Instalada no Largo da China, na rotatória ao lado da Praça Rio Iguaçu, a enorme escultura de bronze de Confúcio, obra de Wu Wei Shan, diretor do Museu Nacional de Arte da China, foi anunciada como uma “ponte” entre o país e a capital paranaense.

Confúcio é o nome latino para o filósofo Kongfuzi, nascido no final “da Primavera e do Outono”, como é conhecido aquele período na China. Visitar a casa de Confúcio, em Qufu, na província de Shandong, foi algo muito impactante para mim, porque ele teria vivido nela há mais de 2.500 anos, na “História Antiga”, durante a dinastia Zhou Oriental (1600 a.C – 256 a.C). Qufu é uma cidade bem pequena para os padrões chineses, com seus 395 mil habitantes. Próxima a ela fica a populosa Jining (8,4 milhões de habitantes), às margens do Huang He – o famoso rio Amarelo, segundo maior da China, com 5,5 mil quilômetros de extensão.

Nascido em 551 a.C, Confúcio viveu longos 72 anos, mais que o dobro da média da época. Por isso, e por ter conseguido se sustentar com trabalho intelectual, ele produziu um conjunto de reflexões sobre diversos aspectos das relações pessoais e políticas (disputas de poder, guerras, governos), ideias que seguem influenciando centenas de milhões de pessoas, na China e em outros países asiáticos. Prova de sua grande importância na China até hoje é a comemoração, todo 28 de setembro, do “Dia de Confúcio” – em 2022, dos 2.573 anos do seu nascimento. Há no Brasil alguns livros sobre a obra de Confúcio (o mais popular é “Os Analectos”, que pode ser encontrado em livrarias, principalmente a edição da L&PM Pocket, de Porto Alegre), e sobre a sua vida – apesar da impossibilidade de se obter registros confiáveis de alguém que viveu há 25 séculos.

Com essa ressalva, a biografia elaborada por Annping Chin (“O autêntico Confúcio – uma vida de pensamento e política”, 1ª edição no Brasil de 2008, pela JSN Editora, de São Paulo) é uma boa opção para quem quer saber sobre o filósofo que – li isso em algum lugar – teria morrido frustrado, por considerar que suas ideias não haviam conquistado adeptos. Certamente ele não poderia imaginar que tanto tempo depois (desde 2004) a difusão mundial do ensino da língua e cultura chinesa seria realizada por instituição com o seu nome, em parceria com universidades.

Graças à dedicação da professora Qiao Jianzhen, da Universidade Normal de Hebei e diretora do Instituto no Brasil, nos últimos dez anos várias universidades brasileiras passaram a contar com o Confúcio (UFRGS, UFSM, UPE, UFF, PUCs, Unesp, UFMA, UFCE, UFAM, UFG, UFOP, UFMG) e muitas outras estão se mexendo para conseguir oferecer o ensino de mandarim, requisito indispensável à obtenção de bolsas em cursos de pós-graduação na China. Premiada na China e no Brasil pelo trabalho de difusão do ensino de mandarim, ela foi a responsável pela criação, em 2021, do curso de português em sua universidade. Seu esforço agora é para conseguir professores de português “brasileiro”, já que aumentou muito na China a demanda pelo Brasil. Eis uma boa oportunidade para quem é da área e quer conhecer a terra de Confúcio…

Várias universidades do país passaram a lecionar o idioma

Fim do Google Stadia marca um revés na nuvem do Google

O Google Stadia foi lançado em 2019 com a ideia de aposentar os consoles de vídeo-games e oferecia a possibilidade de jogar jogos em qualquer lugar ou qualquer tela – bastava apenas ter uma internet rápida.

Além disso, ao levar os jogos para a nuvem, eliminava a necessidade de fazer downloads, baixar atualizações e instalações, ou seja, todas aquelas coisas chatas que atrapalham até mesmo nos equipamentos mais modernos.

Mesmo sem aquela peça hardware no meio da sala, o Stadia conseguia manter a mesma experiencia e qualidade: os jogos contavam com resolução minima de 4k, Video HDR, 60 fps (frames per second) e som 5.1 Surround.

“Construímos nossa plataforma para escalar com as redes de mais alto desempenho para oferecer a qualidade visual exigida por jogadores e desenvolvedores de jogos”, disse Majd Bakar, chefe de engenharia, ao prometer avanços futuros para 8k e 120 fps.

Com o Stadia, o Google tinha um novo produto que, além de mostrar o poder computacional, apresentava potencial de superar a Microsoft e Sony sem precisar vender equipamentos como o Xbox e o PlayStation.

Apesar do furor inicial e boa reação por parte dos entusiastas de jogos, o desenvolvimento da plataforma seguiu a passos lentos nos anos seguintes enquanto os competidores como a Microsoft já lançavam seus produtos em escala global.

Em 2021, para complicar a situação, o buscador fechou seu estúdio de jogos dedicados, o Stadia Games and Entertainment, reduzindo a possibilidade de títulos diferentes e exclusivos para o Stadia.

Já no início de 2022, o Business Insider disse que a “plataforma de consumidor Stadia” havia sido “despriorizada” com os engenheiros trabalhando nela apenas 20% do tempo, sendo reprojetada para funcionar em segundo plano como marca branca.

Foi reportado na mesma época que o serviço poderia vir a ser chamado de “Google Stream” no qual empresas poderiam contratar o Google e distribuir seus jogos como quiserem.

Não está claro o que aconteceu com o Stadia. Seja um erro de planejamento, falta de visão para o futuro ou frustração do vice-presidente e GM da Stadia, Phil Harrison, por conta de seu silêncio nas redes.

Uma coisa é certa: ao anunciar o encerramento, o Google perdeu um produto que poderia potencializar a imagem de sua nuvem computacional e até superar marcas histórias no setor de vídeo-games.

Mas a imagem deixada é de mais um produto encerrado precocemente sem levar em conta seus usuários, com capacidade de prejudicar a credibilidade e confiança em outros lançamentos e até colocar em risco a reputação de marca.

O Google Stadia foi lançado em 2019 com a ideia de aposentar os consoles de vídeo-games e oferecia…

Importação de azeitonas volta a crescer e Vale Fértil projeta elevar produção em 6%

Alta de 5,2% no primeiro semestre foi aquecida pelos números de maio e junho

O Brasil é o segundo maior importador de azeitonas do mundo

Após meses de queda, a importação de azeitonas de mesa está voltando a crescer no Brasil. De acordo com a análise da paranaense Vale Fértil, a partir da base de dados de comércio exterior do Ministério da Economia, 82 mil toneladas drenadas do fruto foram trazidas ao país em 2020; em 2021, foram 68 mil toneladas drenadas, uma diminuição de 17% em relação ao ano anterior. A tendência de queda que vinha desde 2021 continuou nos primeiros meses de 2022, mas o crescimento foi retomado em março.

No primeiro semestre, foram importadas 32,3 mil toneladas drenadas do fruto, o que representa um crescimento de 5,2%, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Ainda que janeiro e fevereiro tenham sido de quedas (-42,5% e -15,9%, respectivamente), os meses seguintes foram de crescimento, com 1,8% em março, 4% em abril, 49,1% em maio e 57,9% em junho.

Segundo especialistas da Vale Fértil, a baixa disponibilidade de contêineres para as importações das azeitonas prejudicou a chegada da matéria-prima ao Brasil em 2021, afetando o mercado. Por outro lado, o crescimento da produção na Argentina, Peru e Espanha está permitindo a retomada das importações neste ano. Para o segundo semestre, as expectativas do segmento de azeitonas seguem positivas, mesmo em ano de eleições, fator que traz uma dose de insegurança ao mercado. Por exemplo, a Vale Fértil projeta para 2022 aumento de 6% de crescimento em quilos em relação ao ano passado. A marca é líder nacional em azeitonas e respondeu por 22,3% nas importações brasileiras do fruto nos primeiros seis meses de 2022.

“Prevemos crescimento no mercado interno, já que teremos o governo injetando dinheiro na economia nos próximos meses. Além disso, no caso da Vale Fértil, nosso negócio é sazonal e o pico de vendas é no final do ano, o que será potencializado pela Copa do Mundo em novembro”, avalia José Délcio de Farias, controller do Grupo Vale Fértil. O evento esportivo mundial movimenta o setor porque, atualmente, o brasileiro consome azeitonas principalmente como petisco, e a comercialização desse e outros aperitivos aumenta em dias de jogos da seleção brasileira. Por exemplo, levantamento feito pela Associação Paulista de Supermercados (Apas) na edição de 2018 da Copa mostrou que alguns aperitivos chegaram a ter 20% a mais de comercialização nos dias de jogos da seleção brasileira de futebol.

Azeitona na balança comercial
O Brasil é o segundo maior importador de azeitonas do mundo. Segundo o Conselho Oleícola Internacional (COI), cinco mercados representam cerca de 67% das importações mundiais do fruto: Estados Unidos (24%), Brasil (18%), União Europeia (17%), Canadá (5%) e Austrália (3%). A Argentina é o principal país que exporta azeitonas para o Brasil. De acordo com a base de dados de comércio exterior do Ministério da Economia, no período de janeiro a junho deste ano, 61,4% das importações brasileiras do fruto vieram da Argentina, 20,7% do Peru, 11,4% da Espanha e 5,7% do Egito.

Alta de 5,2% no primeiro semestre foi aquecida pelos números de maio e junho

Google Stadia será encerrado em 2023

Depois de meses “garantindo” que não fecharia o Google Stadia, o Google anunciou hoje que encerrará o serviço em janeiro de 2023.

Lançado em 2019, o Stadia era um serviço de jogos em nuvem que usava um joystick sem fio para jogar jogos por meio de navegadores, TV, apps e Chromecast.

O Google explicou que, apesar dos esforços para desenvolver um produto tecnologicamente avançado, ele não alcançou a popularidade desejada.

“Embora a abordagem da Stadia para streaming de jogos para consumidores tenha sido construída em uma base tecnológica forte, ela não ganhou a tração com os usuários que esperávamos, então tomamos a difícil decisão de começar a encerrar nosso serviço de streaming”, pulicou Phil Harrison, Vice-presidente e gerente geral do Stadia.

“Os jogadores continuarão tendo acesso à sua biblioteca de jogos e jogarão até 18 de janeiro de 2023 para que possam concluir as sessões finais de jogo. Esperamos ter a maioria dos reembolsos concluídos até meados de janeiro de 2023”. 

A principal crítica que o Stadia recebeu desde seu anúncio foi a falta de títulos diferentes e exclusivos, ficando ainda mais comprometido com o encerramento do estúdio interno de desenvolvimento de jogos em 2021.

O acesso restrito a apenas três países (Canadá, Estados Unidos e Reino Unido) e em países membros da União Europeia, também pode ter comprometido seu crescimento.

Depois de meses “garantindo” que não fecharia o Google Stadia, o Google anunciou hoje que encerrará o serviço…

Pense simples

Exercer essa tarefa é difícil e demanda multidisciplinaridade

O que o usuário comum deseja é realizar a sua tarefa da forma mais simples e direta possível, o que significa, muitas vezes, aproveitar apenas cerca de 20% dos recursos de um sistema

Menos é mais. Esta sábia frase foi dita em 1919, por Mies van der Rohe, sintetizando a filosofia da renomada escola de design e arquitetura alemã Bauhaus que fez história. Que impacto teria essa frase dita por um arquiteto do século passado nas nossas empresas de tecnologia atuais?

Trabalho há anos com o mercado de tecnologia da informação, e me deparo constantemente com produtos digitais cuja interface de usuário é extremamente complexa. Mesmo que o time de programação que desenvolveu a ferramenta tenha tido a melhor das intenções, o resultado é um produto difícil de usar. Um exemplo de problema recorrente é disponibilizar aos usuários todos os recursos de um software em uma única tela, resultando em uma interface densa e carregada. Pensa-se estar fazendo um grande bem, pois é exatamente aquilo que um usuário técnico costuma gostar: ter o máximo de opções possíveis disponíveis em um sistema.

O problema é que o programador não possui o mesmo perfil dos usuários médios, suas exigências são completamente diferentes. O que o usuário comum deseja é realizar a sua tarefa da forma mais simples e direta possível, o que significa, muitas vezes, aproveitar apenas cerca de 20% dos recursos de um sistema. Os outros 80% provavelmente nunca serão sequer testados. Colocando-se no lugar do cliente de seu produto vale a reflexão: será que ele não seria muito mais satisfeito se esses recursos estivessem facilmente acessíveis em uma interface visualmente limpa e direta?

É importante ressaltar que essas considerações têm alguns contrapontos que devem ser avaliados: não adianta tirar opções demais de uma interface, tornando o produto um grande enigma para o usuário. Também deve-se saber quais são as reais necessidades desse usuário. Não adianta colocar na tela 20% de inutilidades. Para fazer uma correta avaliação, basta entrar em contato com os clientes, que normalmente se dispõem a colaborar de bom grado, pois serão beneficiados depois. Ao simplificar a interface, a área de suporte da empresa também irá agradecer, pois não terá mais que passar horas por dia esclarecendo as mesmas dúvidas de sempre, geradas pelo alto grau de complexidade da interface. Igualmente, os projetos andariam mais rápidos, pois o foco do desenvolvimento seria voltado às principais funcionalidades do aplicativo.

A dificuldade é tentar fazer com que as equipes responsáveis pela construção de produtos digitais pensem simples. Estão tão imersas no negócio que falta o distanciamento necessário para apreender o olhar do mercado. Não é raro presenciar times dedicarem horas, dias, ou até mesmo semanas desenvolvendo funcionalidades específicas e complexas. Ao vermos o resultado, constatamos que muitas daquelas horas de trabalho foram dedicadas para atender casos muito específicos e que raramente serão utilizados no dia a dia do usuário comum. Se esse mesmo tempo fosse voltado às funcionalidades realmente percebidas como necessárias pelo mercado, a versão 1.0 poderia ir mais cedo para a rua. Quando somadas, ao longo de um grande projeto, essas situações corriqueiras resultam em um custo muito grande para as empresas.

O ponto aqui é que pensar simples é difícil e demanda multidisciplinaridade. Normalmente esse direcionamento deve partir da alta gestão da empresa. Cabe a ela o papel de estruturar seus projetos considerando novas variáveis baseadas na experiência de seus clientes. Ao fazer isso na etapa inicial de cada trabalho não só irá resultar em um produto muito mais atrativo comercialmente como também reduzirá o seu tempo de desenvolvimento. Como trata-se de uma prática relativamente recente na área de tecnologia, muitas vezes existem resistências e alguma descrença. Pensam que, ao reduzir os requisitos, o produto sairá perdendo, quando a verdade é justamente oposta. Menos é mais, esta é uma grande lição ditada há muito tempo atrás, mas que nunca foi tão atual.

Think simple and be happy!

Exercer essa tarefa é difícil e demanda multidisciplinaridade

Brasil gera 278 mil empregos formais em agosto

Acumulado do ano chega a 1,8 milhão de novas vagas

Todas as regiões do país tiveram saldo positivo na geração de emprego no mês passado

O Brasil gerou 278.639 postos de trabalho em agosto deste ano, resultado de 2.051.800 admissões e de 1.773.161 desligamentos de empregos com carteira assinada. No acumulado de 2022, o saldo é de 1.853.298 novos trabalhadores no mercado formal. Os dados são do Ministério do Trabalho e Previdência, que divulgou nesta quinta-feira (29), em Brasília, as Estatísticas Mensais do Emprego Formal, o Novo Caged.

O estoque de empregos formais no país, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, chegou a 42.531.653 em agosto, o que representa um aumento de 0,6% em relação ao mês anterior. No mês passado, o saldo de empregos foi positivo nos cinco grupamentos de atividades econômicas: serviços, com a criação de 141.113 postos distribuídos principalmente nas atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas; indústria, com 52.760 novos postos, concentrado na indústria de transformação; comércio, saldo positivo de 41.886 postos; construção, mais 35.156 postos de trabalho gerados; e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, que criou 7.724 novos empregos.

Todas as regiões do país tiveram saldo positivo na geração de emprego no mês passado, sendo que houve aumento de trabalho formal nas 27 unidades da federação. Em termos relativos, dos estados com maior variação na criação de empregos em relação ao estoque do mês anterior, os destaques são para Roraima, com a abertura de 1.081 postos, aumento de 1,5%; Rio Grande do Norte, que criou 6.338 novas vagas (1,4%); e Amapá, com saldo positivo de 1.016 postos (1,3%).

Os estados com menor variação relativa de empregos em agosto, em relação a julho, são Santa Catarina, que criou 10.223 postos, aumento de 0,4%; Rio Grande do Sul, com saldo positivo de 9.691, alta de 0,3%; e Piauí, que encerrou o mês passado com mais 831 postos de trabalho formal, crescimento de apenas 0,2%. Em termos absolutos, as unidades da federação com maior saldo no mês passado foram São Paulo, com 74.973 postos (0,5%); Rio de Janeiro, com 30.838 vagas criadas (0,9%); e Minas Gerais, com a geração de 27.381 postos (0,6%).

Com Agência Brasil

Acumulado do ano chega a 1,8 milhão de novas vagas

BC eleva projeção de crescimento da economia de 1,7% para 2,7%

Estimativa de inflação caiu de 8,8% para 5,8%, ainda acima da meta

A surpresa no crescimento do segundo trimestre, os resultados iniciais do terceiro e o arrefecimento da inflação, resultante, em grande medida, da redução de tributos sobre combustíveis, energia e serviços de comunicação, são os principais fatores para a revisão

O Banco Central (BC) elevou a projeção para o crescimento da economia este ano. A estimativa para a expansão do PIB passou de 1,7% para 2,7%. A projeção consta do relatório de inflação, publicação trimestral do BC. “A surpresa no crescimento do segundo trimestre, os resultados iniciais do terceiro, e estímulos não contemplados no relatório de inflação anterior – notadamente o aumento do valor do benefício do Auxílio Brasil e o arrefecimento da inflação, resultante, em grande medida, da redução de tributos sobre combustíveis, energia e serviços de comunicação – são os principais fatores para a revisão”, explicou o BC. O último relatório foi divulgado em junho.

No segundo trimestre, o PIB cresceu 1,2% em relação ao trimestre anterior, puxado pelo aumento do consumo das famílias, a retomada dos serviços presenciais e o avanço dos transportes de carga e de passageiros. Foi o quarto resultado positivo consecutivo do indicador após o recuo de 0,3% no segundo trimestre do ano passado. Segundo o BC, uma nova expansão deve ser registrada no terceiro trimestre de 2022, “mas em magnitude menor do que a observada nos últimos três trimestres”.

Entre os componentes da oferta, a previsão de alta para a indústria foi alterada de 1,2% para 2,4%, com melhora nas previsões para todos os setores, com exceção da indústria extrativa. Em serviços, a estimativa foi revista de 2,1% para 3,4%, com elevação nas estimativas de crescimento para todos os setores, exceto para serviços ofertados pelo governo. Em sentido oposto, a projeção para a agropecuária foi alterada de alta de 2,2% para estabilidade, em linha com revisões do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apresentaram ligeira redução nas projeções para a produção de grãos e forte recuo na previsão para cana-de-açúcar. No mesmo sentido, as expectativas para a pecuária foram reduzidas, refletindo dados mais recentes de produção de carne, leite e ovos disponibilizados pelo IBGE.

Com relação aos componentes domésticos da demanda, houve elevação nas projeções para o consumo das famílias, de 1,7% para 3,9%, e para a formação bruta de capital fixo das empresas, de queda de 2,7% para queda de 0,4%, e redução na projeção para o consumo do governo, de 1,8% para 0,7%. As exportações e as importações de bens e serviços, em 2022, devem variar, na ordem, 1,5% e queda de 2,5%, ante projeções respectivas de 2,5% e queda de 4% no relatório de inflação anterior. Pela primeira vez, o BC trouxe a projeção para o PIB de 2023. A estimativa é de crescimento de 1%, “sob influência da esperada desaceleração global e dos impactos cumulativos da política monetária doméstica”.

Inflação
A inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve encerrar 2022 em 5,8%, no cenário com taxa de juros (Selic) em 13,75% ao ano e câmbio partindo de R$ 5,20. No relatório anterior, em junho, a projeção era 8,8%. A meta para 2022, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,5% de inflação, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2% e o superior 5%. Para 2023 e 2024, o CMN estabeleceu meta de 3,25% e 3% para o IPCA, respectivamente, também com 1,5 ponto percentual de tolerância.

No relatório de junho, o BC reconheceu oficialmente o estouro da meta deste ano, mas, agora, reduziu essa probabilidade. “Em termos de probabilidades estimadas de a inflação ultrapassar os limites do intervalo de tolerância, destaca-se, no cenário de referência, a redução da probabilidade de a inflação ficar acima do limite superior em 2022, que passou de próximo de 100% no relatório anterior para cerca de 93% neste relatório, e o aumento da probabilidade para 2023, de cerca de 29% para em torno de 46%”, aponta o relatório.

Segundo o BC, a inflação acumulada em quatro trimestres atingiu o pico de 11,9% no segundo trimestre deste ano, e deve cair de forma significativa nos trimestres seguintes. Especificamente para a revisão para baixo de 2022, o relatório destaca, entre outros, o efeito das reduções de tributos federais sobre combustíveis, energia elétrica e comunicações. Já a elevação das projeções para 2023 – de 4% para 4,6% – resultou, justamente, da hipótese de retorno das tributações sobre combustíveis no início do ano que vem, além da depreciação cambial e de indicadores de atividade econômica mais fortes do que o esperado.

Com as quedas recentes da inflação, o Banco Central encerrou o ciclo de elevação da Selic e manteve a taxa básica em 13,75% na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na semana passada. Essa foi a primeira pausa nas elevações após 12 altas consecutivas, em um ciclo que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Entretanto, a instituição considera que a inflação ao consumidor continua elevada e sinalizou que “não hesitará” em retomar o ciclo de alta caso o processo de desinflação não transcorra como esperado.

Esse é o principal instrumento usado pelo Banco Central para alcançar a meta de inflação. A elevação da Selic, que serve de referência para as demais taxas de juros no país, ajuda a controlar a inflação, porque a taxa causa reflexos nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, evitando a demanda aquecida.

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Com Agência Brasil

Estimativa de inflação caiu de 8,8% para 5,8%, ainda acima da meta

Weg investirá R$ 660 milhões para expansão de motores

Também será construída uma nova fábrica em Jaraguá do Sul

Aporte será para aumentar capacidade de produção de motores industriais e de tração no Sul ao longo dos próximos três anos

A Weg comunicou nesta terça-feira (27) que investirá R$ 660 milhões ao longo dos próximos três anos na expansão da capacidade de produção de motores industriais e de tração elétrica no Brasil. Além da ampliação dos prédios de fabricação de componentes e de logística de exportação, também será construída uma nova fábrica dedicada a motores industriais e principalmente motores para atender o segmento de mobilidade elétrica. O projeto será realizado no parque fabril de Jaraguá do Sul (SC), cidade-sede da companhia, e aumentará em até 25% a atual capacidade produtiva de motores industriais da Weg.

O cronograma dos investimentos prevê a conclusão da nova fábrica de motores industriais e tração no primeiro trimestre de 2024. O prédio terá aproximadamente 18 mil metros quadrados de área construída e será projetado de forma a permitir o aumento gradual e contínuo da capacidade de produção e atender às necessidades de expansão da companhia ao longo dos próximos anos. De acordo com a companhia, o plano de investimentos inclui ainda a atualização e modernização das plantas de componentes e logística já existentes, totalizando uma ampliação de aproximadamente 23 mil metros quadrados de área construída.

Também será construída uma nova fábrica em Jaraguá do Sul

Inteligência social potencializa negócios

Jey Ribeiro, fundador da LEADedu, palestrou sobre o tema no CONGREGARF-RS 2022

Um dos palestrantes do CONGREGARH RS 2022, congresso realizado pela @abrhrs, @jeyribeirobr, sócio fundador da @aleadedu, reforçou a importância da inteligência social para o êxito das relações corporativos e seus resultados para os negócios.

Jey Ribeiro, fundador da LEADedu, palestrou sobre o tema no CONGREGARF-RS 2022

Grupo Muffato avança no Paraná com novo atacarejo em Cianorte

Em breve a companhia também vai inaugurar uma unidade em Ponta Grossa

O Grupo Muffato está entre as maiores redes varejistas do país

O Grupo Muffato chegou a Cianorte, noroeste do Paraná, levando um atacarejo para Cianorte. Em breve a companhia também vai inaugurar uma unidade semelhante em Ponta Grossa, no Jardim Carvalho, para a qual foram anunciados investimentos de R$ 50 milhões.

“Cianorte é uma cidade empreendedora, que se projeta nacionalmente por seu perfil produtivo. Queremos apresentar à cidade um novo jeito de fazer compras, associando conforto, praticidade e, principalmente, economia. No Max, vamos oferecer o preço de atacado aos consumidores, para fazer a diferença no valor final da compra, tanto para o comerciante e para o transformador, quanto para as famílias”, explica Ederson Muffato, diretor da rede.

O Max Atacadista mantém a política de oferecer três preços (atacado, varejo e preço de atacado para cliente Crediffato em qualquer volume de compra). Recentemente, o Grupo Muffato também inaugurou unidades do Max Atacadista em Apucarana e Cascavel.

O Grupo Muffato está entre as maiores redes varejistas do país. São 82 lojas entre varejo (Super Muffato) e atacarejo (Max Atacadista), dentre outros serviços. A rede atua em 32 cidades do Paraná e interior de São Paulo com 19 mil funcionários diretos e mais de 10 mil empregos indiretos.

Em breve a companhia também vai inaugurar uma unidade em Ponta Grossa

Faturamento da indústria de máquinas e equipamentos cai em agosto

De janeiro a agosto deste ano, o setor acumula queda de 5,1% na receita em relação ao mesmo período de 2021

Em agosto de 2022 houve crescimento de 25,5% nas exportações de máquinas e equipamentos frente ao mês de julho de 2022, anulando a queda de 3% registrada no mês anterior

O faturamento da indústria de máquinas e equipamentos teve queda de 9% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo balanço divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a receita líquida total ficou em R$ 28,3 bilhões. De janeiro a agosto deste ano, o setor acumula queda de 5,1% na receita em relação ao mesmo período de 2021 e, na comparação com julho, uma queda de 4,4%. Na comparação mensal com ajuste sazonal, a queda chegou a 2,2%.

O consumo aparente de máquinas e equipamentos, resultado da soma das máquinas importadas com as produzidas localmente e direcionadas ao mercado interno, registrou crescimento na comparação com o mês anterior de 1,7% com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o consumo registrou queda devido à diminuição das aquisições de máquinas produzidas localmente (-12,9%).

O número de pessoas empregadas no setor registrou aumento de 0,6% em relação ao mês de julho deste ano, atingindo o patamar de 399 mil postos de trabalho ocupados. Na comparação com o mês de agosto do ano passado, o aumento do quadro foi de 16.891 trabalhadores. “O maior número de contratação ocorreu no setor fabricante de máquinas para a construção civil. Também houve incremento nas fábricas de máquinas para a indústria de transformação, componentes para bens de capital e máquinas para a agricultura”, diz a Abimaq.

Em agosto de 2022 houve crescimento de 25,5% nas exportações de máquinas e equipamentos frente ao mês de julho de 2022, anulando a queda de 3% registrada no mês anterior. No mês. o setor exportou US$ 1,26 bilhão em máquinas e equipamentos, o melhor resultado desde outubro de 2012. No acumulado do ano, o setor exportou US$ 7,9 bilhões, 28,2% a mais do que no mesmo período de 2021, o equivalente a 20% da receita total do setor. Em quantidade, o crescimento das exportações do período foi de 13,7%.

“Os números vieram mais fracos no mercado doméstico, mas as exportações continuam surpreendendo com crescimento importante, contribuindo com 20% do faturamento. Ainda há espaço para incrementar mais do que essa taxa. A notícia negativa é mesmo com relação ao mercado doméstico, que acumula uma queda, não é heterogênea porque há segmentos com bom desempenho, mas a queda foi quase generalizada. O ano ainda tem setores com crescimento expressivo”, disse a economista da Abimaq, Cristina Zanella.

Com Agência Brasil

De janeiro a agosto deste ano, o setor acumula queda de 5,1% na receita em relação ao mesmo período de 2021

Curitibanos e suecos serão parceiros em projeto de emissão zero

Anúncio foi feito pela ONU-Habitat e Viable Cities, promotores do Climate Smar Cities Challenge

O Coletivo Ambiente Livre já é responsável pelo Compostroca, aplicado na Fazenda Urbana, que consiste no incentivo à compostagem e a utilização dos resíduos em hortas comunitárias

Duas organizações curitibanas (Agentes do Meio Ambiente e Coletivo Ambiente Livre) e duas suecas (Smart Green Station e Nudgd) formam o time Curitiba Smart Neighborhoods, definido no Climate Smart Cities Challenge (Desafio Climático das Cidades Inteligentes) para a elaboração de um projeto de zero emissão de CO2 e de promoção do desenvolvimento socioambiental na capital paranaense. O anúncio da equipe vencedora foi feito nesta quarta-feira (28), pela ONU-Habitat e Viable Cities, promotores do desafio, por videoconferência transmitida de Estocolmo.

“Nossa cidade é um campo aberto à inovação e às boas ideias. As parcerias em projetos sustentáveis fortalecem as ações em curso na gestão do prefeito Rafael Greca e o alinhamento de Curitiba à agenda global pela mitigação dos efeitos das mudanças climáticas”, disse o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Luiz Fernando Jamur. Como parte final do Desafio do Clima, o time Curitiba Smart Neighborhoods deverá colocar em prática, em 2023, nas áreas do Vale do Pinhão e da Vila Torres (Rebouças e Prado Velho), o projeto-modelo baseado na Plataforma AMA (Agentes do Meio Ambiente) para redução de gases do efeito estufa com foco na sustentabilidade energética e gestão de resíduos.

A prefeitura de Curitiba foi representada na videoconferência pela arquiteta do setor de relações externas do Ippuc, Daniele Moraes, que apresentou os nomes dos parceiros da capital paranaense e reforçou o caráter do projeto. “Nosso desafio tem foco na neutralidade de carbono e uma abordagem abrangente. Buscamos uma solução colaborativa focando mobilidade, gestão de resíduos e eficiência energética, mas que traga também benefícios sociais com o envolvimento da comunidade e a geração de renda”, observou Daniele.

Modelo cooperativo
A solução proposta para Curitiba tem por base um aplicativo para celular e web para a promoção do engajamento da comunidade com foco no projeto e nas necessidades locais. O CEO da Agentes do Meio Ambiente (AMA), Marcelo Crivano, destacou o modelo cooperativo da intervenção para que as metas sejam alcançadas. “Entendemos a solução apresentada como parte de todo o esforço a ser feito. Esperamos que o modelo gere muitos benefícios sociais à comunidade envolvida. É importante entender a complexidade do projeto e trabalhar em conjunto, integrando soluções para criar mais cidades resilientes”, afirmou Crivano.

Os vencedores alinhados à proposta de Curitiba foram escolhidos por um grupo multidisciplinar formado por técnicos do Ippuc, Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, Urbs, Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA), PUCPR, UTFPR e integrantes da ONU-Habitat e Viable Cities.

Entre os demais parceiros de Curitiba na implementação do projeto, o Coletivo Ambiente Livre já é responsável pelo Compostroca, aplicado na Fazenda Urbana, que consiste no incentivo à compostagem e a utilização dos resíduos em hortas comunitárias. A sueca Smart Green Station desenvolve estações de transporte ecológicas e interativas por meio de módulos climatizados equipados com eletricidade, Wi-Fi, estações de carregamento para ciclistas, scooters elétricas, tomadas USB, sensores, iluminação noturna e opções de comunicação.

A também sueca Nudgd gerencia uma plataforma de orientação a escolhas sustentáveis, como possibilidades de deslocamentos via mobilidade ativa (a pé, bicicletas) ou transporte público, gestão de resíduos e alimentação saudável. Além de Curitiba, participam do Climate Smart Cities Challenge as cidades de Bogotá (Colômbia), Bristol (Reino Unido) e Makindye Ssabagabo (Uganda). As quatro participantes foram escolhidas após a chamada aberta com 58 inscrições de 54 cidades ao redor do mundo.

Anúncio foi feito pela ONU-Habitat e Viable Cities, promotores do Climate Smar Cities Challenge