Archives Setembro 2022

Almadén inaugura enoturismo no Sul

Investimento de R$ 3 milhões impulsiona turismo na Campanha Gaúcha

A estrutura inclui museu, deck panorâmico nos vinhedos, torres, passarela sobre tanques, salas de degustação e o primeiro free shop de vinhos do Brasil em uma vinícola

Nasce uma nova era na Campanha Gaúcha. Às vésperas de completar 50 anos no Brasil, a Vinícola Almadén inaugura o Roteiro Enoturístico Almadén, em Santana do Livramento, um novo atrativo que vai acelerar o desenvolvimento do turismo na região, já consolidada como uma das principais produtoras de vinhos finos brasileiros. O investimento da Miolo Wine Group é de R$ 3 milhões com a geração inicial de 30 novos empregos diretos e uma expectativa de atrair 100 mil visitantes por ano. O grande diferencial é a loja franca de vinhos, o primeiro free shop de vinhos do Brasil em uma vinícola, com exposição e venda dos 120 rótulos do Grupo Miolo.

O complexo une história, cultura e inovação num roteiro aproximado de uma hora, que começa pelo Museu Semente, passando pelo deck panorâmico no vinhedo e pela passarela na cantina até chegar à degustação e, por fim, ao free shop. A primeira loja franca de vinhos do Brasil em uma vinícola chega oferecendo aos consumidores todo o portfólio do grupo com preços mais baixos em razão de estarem livres de impostos. A redução chega a aproximadamente 30%. Além do preço, a praticidade de poder comprar rótulos de todas as marcas do grupo em um único lugar é uma das vantagens. O diretor superintendente da Miolo Wine Group, Adriano Miolo, explica que este projeto expande o negócio de experiência com o consumidor final. “Nosso objetivo é transformar este roteiro no sucesso que é o enoturismo no Vale dos Vinhedos”, ressalta. Para ele, tornar realidade mais este projeto traz o sentimento de dever cumprido e faz reviver tudo o que aconteceu no Vale dos Vinhedos e no Vale do São Francisco nas últimas duas décadas. “Temos um patrimônio histórico nas mãos. Preservar e compartilhar é nosso dever”, destaca.

A Vinícola Almadén nasceu na Califórnia, nos Estados Unidos, em 1852, mas suas raízes no Brasil estão cada vez mais profundas. São 49 anos em solo brasileiro, desde sua fundação em 1973, sendo 13 deles como uma das unidades da Miolo Wine Group, que aposta no terroir da Campanha Central. Nessa última década, a marca passou por uma grande transformação, reformulando produtos e modernizando embalagens. Dos 1.200 hectares da propriedade, 450 têm vinhedos próprios em espaldeira. São 25 castas, de onde surgem 13 vinhos (sete tintos, cinco brancos e um rosé). Também são de lá o Single Vineyard Cabernet Franc e o Single Vineyard Riesling Johannisberg, ambos com Indicação de Procedência da Campanha Gaúcha, e o Miolo Vinhas Velhas Tannat, ícone da unidade.

Pioneira na tecnologia de aço inox e controle de temperatura na fermentação, com uma capacidade total de estocagem de 8,5 milhões de litros, a Almadén tem mapeado todos os seus vinhedos. São 138 parcelas, das quais 111 estão em produção. A vinícola foi a primeira da América Latina a introduzir a prensagem pneumática contínua. Este pioneirismo foi seguido pela Miolo Wine Group ao implantar a primeira colheita mecânica no Brasil em 2011. Com 100 dias de sol no verão, a região já era considerada uma das melhores do mundo para a vitivinicultura ainda em 1973, quando a Almadén investiu no local, sendo a primeira vinícola a se instalar em Santana do Livramento. Com o mesmo entendimento e acreditando no potencial do terroir, a Miolo não apenas deu continuidade como também apostou no projeto que veio completar o grupo, unindo-se às unidades do Vale dos Vinhedos (Miolo), de Candiota (Seival) e do Vale do São Francisco (Terranova).

De 2009 para cá, grandes investimentos foram feitos na renovação e manejo dos vinhedos. Anualmente, durante a safra de pouco mais de dois meses, são produzidos aproximadamente 6 milhões de quilos de uvas, uma operação que envolve mais de 400 pessoas. Além de variedades mais conhecidas como as tintas Cabernet Sauvignon e Merlot e as brancas Chardonnay e Sauvignon Blanc, a Almadén mantém um amplo trabalho de pesquisa com o terroir que tem permitido cultivar 25 diferentes castas, apostando em uvas menos conhecidas como as tintas Alicante Bouschet, Marselan e Tempranillo e as brancas Sémillon e French Colombard, por exemplo.

Investimento de R$ 3 milhões impulsiona turismo na Campanha Gaúcha

Internet já é acessível em 90% dos domicílios do país

Pela primeira vez desde 2016, houve alteração significativa no ranking de dispositivos mais utilizados nos domicílios brasileiros para acessar a web

TV passou microcomputador na segunda posição dos dispositivos mais usados para acesso à internet

Pela primeira vez desde 2016, houve alteração significativa no ranking de dispositivos mais utilizados nos domicílios brasileiros para acessar a internet. Em 2021, o telefone celular continuou na liderança, sendo o principal equipamento de acesso à internet em 99,5% dos domicílios. Na segunda posição, pela primeira vez, agora aparece a televisão, opção de acesso mais utilizada em 44,4% dos domicílios, alta de 12,1 pontos percentuais frente a 2019 (32,3%). Já o uso dos microcomputadores caiu de 45,2% para 42,2% e se encontra na terceira posição. Completa a lista o tablet, que recuou de 12,1% para 9,9% dos domicílios, no período.

“Entre 2019 e 2021, houve queda do acesso ao serviço de internet por microcomputador e tablet, mas já observamos o aumento do acesso por meio da televisão em mais de 10 pontos percentuais. Analisando a série desde 2016, vimos que houve ligeira alta do acesso por celular, queda do computador de 57,2% para 42,2% e no uso do tablet de 17,8% para 9,9%. Já a TV sai de 11,7% em 2016 para 44,4%. O rendimento desses domicílios foi maior entre os que utilizavam tablet, R$ 3 mil; ante R$ 2.296 dos que utilizavam microcomputador, R$ 1.985 para os que acessam via TV e o menor rendimento, R$ 1.480, é dos que acessam com telefone celular”, destaca a analista da pesquisa, Flávia Vinhaes.

Os dados, divulgados nesta sexta-feira (16) pelo IBGE, são do Módulo de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) que é investigado nas visitas do quarto trimestre pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, abrangendo o acesso à internet e à televisão nos domicílios e o acesso à internet e a posse de telefone celular pelas pessoas com dez anos ou mais de idade. As comparações mais recentes são entre 2019 e 2021, pois esse módulo da pesquisa não foi a campo em 2020, por causa da pandemia de Covid-19.

Outro destaque é que de 2019 a 2021, o percentual de domicílios com conexão à internet por banda larga móvel caiu de 81,2% para 79,2%, enquanto o percentual da banda larga fixa aumentou de 78% para 83,5%. “Pela primeira vez na série, a banda larga fixa supera a banda larga móvel, que teve queda enquanto a fixa tem um aumento mais expressivo. O aumento do uso da banda larga fixa pode estar relacionado à pandemia, período em que as pessoas tiveram de manter o isolamento, ficando em casa, o que fez com que a banda larga móvel fosse menos utilizada. Outro motivo pode ser a expansão do acesso na região Norte, onde o percentual dos domicílios com acesso via banda larga fixa teve incremento representativo, subindo de 54,7%, em 2019, para 70,5% em 2021”, analisa Flávia. Em 2021, entre os 183,9 milhões de pessoas com dez ou mais anos de idade no país, 84,7% utilizaram a internet no período de referência da PNAD TIC. Esse percentual foi maior entre os estudantes: 90,3%, sendo 98,2% para os da rede privada e 87% para a rede pública de ensino.

Cai o percentual de domicílios com TV no país
De 2019 para 2021, o número de domicílios com TV no país subiu de 68,4 milhões para 69,6 milhões. No entanto, houve uma ligeira queda na proporção de domicílios com TV: de 96,2% para 95,5% do total de residências. No recorte de 2021, 27,8% dos domicílios com televisor tinham acesso a serviço de televisão por assinatura, proporção que era de 29,2% em área urbana e de 17,8% em área rural. No Brasil, o percentual de domicílios com televisão por assinatura se reduziu, exceto na área rural, onde este percentual era de 16,4% em 2019. Nos domicílios sem acesso a serviço de televisão por assinatura, 43,5% não o possuíam por considerá-lo caro e 45,6% por não haver interesse pelo serviço. Aqueles que não tinham o serviço porque os vídeos (inclusive de programas, filmes ou séries) acessados pela internet substituíam este serviço representavam 8,7%, enquanto os que não o tinham por não estar disponível na área em que se localizava o domicílio, somente 1,2%.

Quase 60% dos idosos já acessam a internet
A proporção de pessoas com dez anos ou mais que acessaram a Internet no período de referência da PNAD TIC subiu de 79,5% para 84,7% de 2019 para 2021. Em todos os grupos etários, as proporções de utilização cresceram. O grupo com 25 a 29 anos tem o maior percentual de utilização: 94,5%, mas todos os grupos etários entre 14 e 49 anos têm percentuais superiores a 90%. Proporcionalmente, o grupo etário com 60 anos ou mais é o que menos acessa o serviço de internet mas, de 2019 para 2021, o percentual de utilização dos idosos foi o que mais aumentou: de 44,8% para 57,5%, alta de 12,7 pontos percentuais, superando, pela primeira vez, os 50%. No grupo de 50 a 59 anos, esse percentual também subiu bastante: de 74,4% para 83,3%.

Uso da internet para chamadas de voz ou vídeo ultrapassa o das mensagens de texto
Também pela primeira vez desde o início da série histórica, mais pessoas utilizaram a internet para conversar por chamadas de voz ou vídeo (95,7%) do que para enviar ou receber mensagens de texto, voz ou imagens por aplicativos diferentes de e-mail (94,9%), que era a finalidade mais frequente até 2019. Completam a lista assistir a vídeos, inclusive programas, séries e filmes (89,1%) e enviar ou receber e-mail (62%). Enquanto 84,2% dos estudantes da rede privada utilizaram a Internet para enviar ou receber e-mail, entre os estudantes da rede pública este percentual foi de 55%. Ainda entre os da rede pública, em 2021, a principal finalidade do uso da Internet foi assistir a vídeos, inclusive programas, séries e filmes (94,1%), ao passo que, entre os estudantes da rede privada, o maior percentual ocorreu na finalidade conversar por chamadas de voz ou vídeo (97,2%). Em 2021, 28,7 milhões de pessoas não tinham telefone móvel celular para uso pessoal, o que representa 15,6% da população de 10 ou mais anos de idade. Deste número, 28,1% alegaram que o aparelho telefônico era caro.

Cai a proporção de domicílios com microcomputador
De 2019 a 2021, a proporção de domicílios com microcomputador recuou de 41,4% para 40,7%. Na área urbana, esse percentual caiu de 45,6% para 44,9% e na área rural, houve redução de 13,8% para 12,8%. Nesse período, a proporção de domicílios com tablet caiu de 11,6% para 9,9%. O rendimento médio dos domicílios sem microcomputador nem tablet era de R$ 835, e de R$ 2.172 nos domicílios com pelo menos um destes equipamentos.

Pela primeira vez desde 2016, houve alteração significativa no ranking de dispositivos mais utilizados nos domicílios brasileiros para acessar a web

Produção de cevada cresce no Paraná para atender mercado cervejeiro

Instalação da Maltaria Campos Gerais deve triplicar área de plantio nos próximos cinco anos

Paralelo ao crescimento da área de plantio, crescem também as exigências com o padrão de qualidade do grão da cevada e os investimentos feitos por produtores

A maior parte da produção comercial da cevada no Paraná tem sido exclusivamente para consumo na indústria cervejeira. O estado lidera a produção brasileira do grão, sendo responsável por 60% das toneladas nacionais. A expectativa é que a área cultivada triplique nos próximos cinco anos, especialmente com a instalação da Maltaria Campos Gerais, prevista para operar a partir de outubro de 2023. O empreendimento é uma parceria das cooperativas Agrária, Bom Jesus, Capal, Coopagrícola, Frísia e Castrolanda.

Paralelo ao crescimento da área de plantio, crescem também as exigências com o padrão de qualidade do grão da cevada e os investimentos feitos por produtores, cooperativas e indústrias paranaenses. O grão da cevada, é de longe o cereal mais importante na fabricação de cerveja, porque é com ele que se produz o malte em um processo relativamente complexo, que pode ser chamado de maltagem ou malteação. Só para ter um comparativo, 100 quilos de grãos são transformados em cerca de 78 quilos de malte. Cultura tipicamente de inverno, o cultivo da cevada é mais forte nas regiões temperadas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde o clima favorece a produção com qualidade para fazer cerveja. Estados como São Paulo e Goiás também cultivam o cereal.

Joany Anthony Simão, especialista em qualidade da Castrolanda, observa que o grão está relacionado à questão da qualidade do malte, por isso é crucial que a colheita seja realizada dentro dos percentuais toleráveis de umidade. “Se colher muito úmido, o grão vai germinar e toda safra poderá ser comprometida”, explica. “É igual ao trigo. Se pegar um período longo de chuva germina e perde a qualidade”, compara. Segundo ele, a Castrolanda está investindo em secadores para começar a operar na safra de 2022. Essa estrutura vai permitir que a cooperativa faça também a secagem do grão. Atualmente, fazemos apenas a classificação dos grãos da cevada. “Vamos fazer a secagem e o beneficiamento para entregar o grão à Cooperativa Agrária em condições de armazenagem, ou seja, com 13% de umidade.

A Castrolanda recebe para classificação pelo menos 15 mil toneladas de cevada produzidas em 3.300 hectares. A expectativa é dobrar a produção até o ano que vem para atender a maltaria que está em obra. A Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) estima um crescimento expressivo da área de cevada até 2025, podendo triplicar e chegar a 100 mil hectares. A expectativa é de que a fábrica dos Campos Gerais tenha uma produção anual de 240 mil toneladas de malte, volume que hoje corresponde a 15% do mercado nacional.

Instalação da Maltaria Campos Gerais deve triplicar área de plantio nos próximos cinco anos

Engie vende termelétrica Pampa Sul por R$ 2,2 bilhões

A usina era a última a carvão da companhia catarinense

A Pampa Sul tem capacidade instalada de 345 MW

A Engie Brasil Energia assinou contrato para a venda da usina termelétrica Pampa Sul, no município de Candiota (RS), para os fundos de investimento em participações Grafito e Perfin Space X, geridos pelas empresas Starboard e Perfin, por R$ 2,2 bilhões.

“A venda é muito positiva para os planos da ENGIE de direcionar esforços e investimentos aos empreendimentos de energia renovável e infraestrutura de transmissão. Após o fechamento da operação, avançaremos em nossa estratégia, nos consolidando como a maior empresa de energia limpa do setor elétrico brasileiro, totalizando 8.096 MW de capacidade instalada própria proveniente de fontes renováveis”, declara Eduardo Sattamini, diretor presidente e de relações com investidores da Engie Brasil Energia, em comunicado.

As empresas Starboard e Perfin são gestores de fundos de investimento em participações independentes, especializados em renda variável, ativos de infraestrutura e em situações especiais, e continuarão contando com a experiência das equipes de administração e operação da usina.

A Pampa Sul tem capacidade instalada de 345 MW e era a última a carvão da companhia catarinense. A venda da térmica está alinhada ao reposicionamento estratégico do grupo de não utilizar mais fontes de origem fóssil em suas operações. O complexo já recebeu mais de R$ 2 bilhões em investimentos até hoje.

A usina era a última a carvão da companhia catarinense

Ideias que encantam

Lojas Renner aprimora cada vez mais a jornada dos clientes

A Lojas Renner já se relaciona com startups há bastante tempo

Em 2021, ano em que os investimentos da Lojas Renner totalizaram R$ 1 bilhão, cerca de 45% do montante foi destinado a sistemas e equipamentos de tecnologia – além de valores diluídos em outros movimentos e iniciativas espalhados pela companhia. “O processo de inovação dentro da Lojas Renner é transversal, ou seja, está presente no dia a dia das equipes de todas as áreas, abrangendo desde o desenvolvimento de produtos até o marketing e a gestão de recursos humanos, por exemplo”, informa a empresa em nota. Os funcionários são constantemente estimulados a sugerir e desenvolver soluções inovadoras. A implementação de metodologia ágil nos times tem contribuído com este processo: atualmente, mais de 800 pessoas atuam em squads (times) e tribos na empresa.

Além disso, em um marco importante de sua experiência, a Lojas Renner criou, em 2020, uma diretoria específica de Estratégia e Novos Negócios, que, entre outras frentes, atua diretamente com Open Innovation. A iniciativa consiste em buscar parceiros, sejam eles startups, hubs ou laboratórios que auxiliem a trazer ainda mais soluções criativas para a companhia. A relação com a academia também é importante para a gigante do varejo: em 2019, foi criado o Circuito, programa voltado a trocas de experiências entre profissionais da Lojas Renner e o ecossistema de educação e inovação do Brasil e exterior. Além de potencializar a atração e o desenvolvimento de talentos, o programa tem o objetivo de viabilizar uma jornada de colaboração que gera valor ao setor de varejo e à sociedade.

O objetivo principal do fomento à inovação no varejo é aprimorar cada vez mais a jornada dos clientes, que estão no centro da estratégia da empresa. “Os feedbacks que recebemos dos consumidores são sempre levados em conta na hora de pensarmos serviços e soluções”, ressalta a nota da empresa. A Lojas Renner já se relaciona com startups há bastante tempo, de diferentes formas. Um movimento nesse sentido foi a criação do RX Ventures, fundo de Corporate Venture Capital (CVC) lançado no início de março com o objetivo investir no crescimento de startups focadas em soluções inovadoras para todo o ecossistema de moda e lifestyle. O fundo tem capital de R$ 155 milhões para investimentos e participações minoritárias em startups com alto potencial para antecipar tendências e reforçar a posição de liderança da Renner no mercado. A iniciativa prevê períodos de quatro anos de investimento e mais quatro para desinvestimento, buscando pelo menos 10 startups.

Esse conteúdo integra a edição 340 da revista AMANHÃ, publicação do Grupo AMANHÃ, que trouxe os resultados da 18ª edição do ranking Campeãs da Inovação. Clique aqui para acessar a publicação online, mediante pequeno cadastro.

Lojas Renner aprimora cada vez mais a jornada dos clientes

Brasil e Estados Unidos firmam acordo de reconhecimento entre aduanas

Empresas brasileiras certificadas serão reconhecidas como mais seguras

As alfândegas dos países reconhecem empresas que operam a cadeia logística internacional com garantia da segurança das cargas e as normas tributárias e aduaneiras

As empresas brasileiras certificadas como operadores econômicos autorizados (OEA) poderão exportar mais rapidamente e com menos burocracia para os Estados Unidos. Após sete anos de negociações, a Receita Federal assinou acordo de reconhecimento mútuo (ARM) com a aduana norte-americana. Por meio do acordo, os dois países oficializam a parceria entre seus programas de operador econômico autorizado. Com essas iniciativas, as alfândegas dos países reconhecem empresas que operam a cadeia logística internacional com garantia da segurança das cargas e as normas tributárias e aduaneiras. A adesão aos programas é voluntária.

As discussões entre as equipes técnicas da Receita Federal e do Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras do Governo dos Estados Unidos da América começaram em 2015, com a assinatura do plano de trabalho conjunto. Com a assinatura do acordo, o programa brasileiro de OEA passa a ser compatível com o Customs Trade Partnership Against Terrorism (C-TPAT), um dos maiores programas de certificação em segurança da cadeia logística do mundo.

Agora, as empresas brasileiras certificadas como OEA-Segurança serão reconhecidas como empresas mais seguras e de menor risco. Com a maior confiabilidade, cairá o percentual de inspeções das exportações brasileiras para os Estados Unidos. Além disso, quando as cargas dessas empresas forem escolhidas para verificação, terão prioridade na análise. Destino de 14% das exportações do país, os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, com fluxo de mais de US$ 70,5 bilhões em 2021.

Segundo o Ministério da Economia, nos últimos três anos, empresas do Programa OEA foram responsáveis por 17% das exportações para os Estados Unidos. A pasta não forneceu estimativas detalhadas, mas informou que a assinatura do acordo deve gerar aumento pela procura da certificação OEA-Segurança entre as empresas brasileiras.

Com Agência Brasil

Empresas brasileiras certificadas serão reconhecidas como mais seguras

Inadimplência cresce e atinge 63,7 milhões de brasileiros

Número de inadimplentes teve crescimento de 10,1% em comparação a agosto de 2021

Cada negativado deve, em média, R$ 3.630,64

Levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) aponta que quatro em cada dez brasileiros adultos (39,4%) estavam negativados em agosto de 2022 – o equivalente a 63,7 milhões de pessoas. No último mês, o volume de consumidores com contas atrasadas cresceu 10,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com base nos dados disponíveis em sua base, que abrangem informações de capitais e interior de todos os 26 Estados da federação, além do Distrito Federal, a CNDL e o SPC Brasil registram que a variação anual observada em agosto deste ano ficou acima da observada no mês anterior. Na passagem de julho para agosto, o número de devedores cresceu 0,7%.

O presidente da CNDL, José César da Costa, projeta que a melhora de alguns índices do país e a aproximação do período de contratações de trabalhadores temporários para o final do ano podem trazer um cenário mais positivo. “Alguns índices no cenário macroeconômico tiveram melhora, como aumento do PIB, diminuição do desemprego e liberação de retroativos de auxílio emergencial, mas a inflação alta, especialmente com relação aos alimentos, continua impactando no orçamento das famílias. Por outro lado, estamos próximos das contratações de final de ano e do pagamento do 13º dos trabalhadores, o que geralmente traz alívio para o bolso dos endividados”, diz Costa.

Cada negativado deve, em média, R$ 3.630,64. Bancos são os principais locais de dívidas dos inadimplentes. A especialista em finanças da CNDL, Merula Borges, aponta a necessidade de se ter uma reserva financeira, mesmo que pequena, para os momentos de crise ou emergência. “Nosso indicador de reincidência mostra que em agosto, do total de negativações, 82,6% foram de devedores reincidentes. Além disso, o tempo médio para pagamento da dívida é superior a 10 meses, ou seja, muitos entram na inadimplência, levam muito tempo para sair e em pouco tempo acabam retornando a essa situação. Mais que um desajuste pontual ou caso isolado, este fato retrata a existência de problemas mais sérios. Renda baixa, inflação e desemprego altos, crise econômica mundial, falta de educação financeira são pontos que ajudam a explicar essa situação. Mesmo com uma renda menor, é fundamental se organizar para ter uma reserva e conseguir acomodar gastos urgentes em períodos difíceis”, destaca a especialista em finanças.

Número de inadimplentes teve crescimento de 10,1% em comparação a agosto de 2021

Estiagem afeta economia gaúcha no segundo trimestre

PIB caiu 3,5% no período

Agropecuária foi a principal responsável pela baixa

A economia gaúcha registrou queda de 3,5% no segundo trimestre de 2022 em relação ao primeiro trimestre, na série com ajuste sazonal. Quando a comparação é feita com o segundo trimestre de 2021, os dados do PIB revelam uma retração de 11,5%. Entre os três grandes segmentos da economia, a agropecuária, que sofreu com efeitos da estiagem no período, foi a principal responsável pela queda nos números tanto na base trimestral quanto na comparação de seis meses do ano.

Os resultados referentes ao segundo trimestre do ano foram divulgados nesta segunda-feira (19) pelo Departamento de Economia e Estatística, vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (DEE/SPGG). Fortemente afetado pela estiagem, o setor agropecuário apresentou queda de 38,3% no segundo trimestre em relação ao primeiro e de 65,6% quando comparado com o período de abril a junho de 2021, pior resultado para o setor desde o início da série histórica, em 2002. A produção de soja, por exemplo, caiu 54,3%. Também sofreram redução expressiva, em relação a igual trimestre de 2021, arroz (-31,6%) e milho (-9,8%).

“O resultado negativo do segundo trimestre já era esperado, uma vez que a maior parte da produção agrícola, bastante afetada pela estiagem que ocorreu no Estado nos primeiros meses do ano, é computada nesse período para o cálculo do PIB. Com a base alta do ano passado, a agropecuária sofreu a maior queda trimestral da série histórica. Seus efeitos no PIB gaúcho não foram maiores porque Indústria e Serviços, sobretudo o comércio, tiveram desempenhos bons no período”, destacou Vanessa Sulzbach, chefe da divisão de análise econômica e diretora adjunta do DEE.

PIB caiu 3,5% no período

Como empreender no metaverso

Empresas devem começar a investir agora em seus negócios nesse novo mundo

Nessa série curta sobre metaverso, a jornalista do Grupo AMANHÃ Katherine Cifali, conversa sobre as possibilidades dentro desse universo, principalmente para o empreendedor, com Mario Rosa, do Team de inovação e futuros da Ioasys, empresa de tecnologia e transformação digital que faz parte do Grupo Alpargatas. O profissional também é diretor da Associação Brasileira de Empresas de Design. Dê play! 

Empresas devem começar a investir agora em seus negócios nesse novo mundo

Epcor terá usina de energia solar no Sul

Com investimento de R$ 10 milhões, empresa projeta construção em Porto Alegre

Usina deverá entrar em operação até abril de 2023

O Brasil acaba de ultrapassar a marca histórica de 6 gigawatts (GW) de potência operacional da fonte solar fotovoltaica em usinas de grande porte. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), as usinas de grande porte equivalem a 3,3% da matriz elétrica do País. Desde 2012, o segmento já trouxe mais de R$ 29,2 bilhões em novos investimentos e mais de 182,4 mil empregos acumulados, além de proporcionar uma arrecadação de R$ 9,8 bilhões aos cofres públicos. A geração de energia solar com as regras atuais pode reduzir a conta de luz em até cerca de 90% e que o investimento se paga em um prazo que varia de dois a cinco anos.

De olho nesse mercado, a Epcor Solar, que já atende mais de 2 mil clientes no Rio Grande do Sul, pretende investir R$ 10 milhões no projeto para construção da maior usina de energia solar da Grande Porto Alegre, localizada no bairro Lami, na capital, com 2MW de potência (suficiente para atender quase 1 mil residências) e que deverá entrar em operação até abril de 2023. O preço de Instalação de placa solar para residências, fazendas, comércios e pequenos negócios varia entre R$ 15 mil a R$ 35 mil, dependendo da potência do gerador. A vida útil de um painel solar é de 25 a 30 anos — inclusive esse é o prazo que as fabricantes costumam dar como garantia. Contudo, algumas pesquisas revelam que a durabilidade de um painel solar pode ultrapassar os 40 anos, de acordo com a companhia.

Com investimento de R$ 10 milhões, empresa projeta construção em Porto Alegre

Mercado financeiro projeta inflação de 6% neste ano

PIB fechará ano em 2,65%, segundo Boletim Focus

Pela décima segunda semana consecutiva o mercado financeiro reduziu a previsão para a inflação em 2022

Pela décima segunda semana consecutiva o mercado financeiro reduziu a previsão para a inflação em 2022. Há uma semana, as projeções eram de que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fecharia o ano em 6,4%. Segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (19), esse percentual caiu para 6% segundo. Há quatro semanas, a previsão estava em 6,82%.

As projeções para o PIB subiram dos 2,39% previstos na semana passada para 2,65%. Há quatro semanas, o mercado financeiro projetava um PIB de 2,02%. Já as projeções para o câmbio estão estáveis há oito semanas consecutivas, com o mercado prevendo que, ao final do ano, o dólar estará custando R$ 5,20, o mesmo valor projetado para o final de 2023.

Previsões de estabilidade para a taxa básica de juros (Selic) neste e nos próximos anos. Há 13 semanas seguidas, o mercado projeta que, ao final de 2022, a Selic esteja em 13,75%.

Com Agência Brasil

PIB fechará ano em 2,65%, segundo Boletim Focus

Copom faz sexta reunião do ano nesta semana

Expectativas se dividem entre manutenção e elevação da Selic

Em comunicado após a última reunião, no início de agosto, o Copom informou que os riscos de que a inflação fique acima das expectativas em prazos mais longos fez que o BC optasse por não encerrar o ciclo de alta da Selic na ocasião

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) faz a sexta reunião do ano, nesta terça (20) e quarta-feira (21), para definir o destino da taxa Selic, os juros básicos da economia brasileira. O órgão está dividido entre manter a taxa em 13,75% ao ano ou fazer uma nova elevação, para 14% ao ano.

Em comunicado após a última reunião, no início de agosto, o Copom informou que os riscos de que a inflação fique acima das expectativas em prazos mais longos fez que o BC optasse por não encerrar o ciclo de alta da Selic na ocasião. O texto, no entanto, informou que o Copom deverá reduzir o ritmo de altas, elevando a taxa em 0,25 ponto.

De lá para cá, o registro de duas deflações seguidas, em julho e em agosto, aumentou as expectativas de que o BC encerre o ciclo de alta. A queda dos preços de energia e dos combustíveis fez a inflação oficial ficar abaixo de 10%, nos 12 meses terminados em agosto. A Selic é o principal instrumento do BC para controlar a inflação.

Com Agência Brasil

Expectativas se dividem entre manutenção e elevação da Selic

Banrisul lança marketplace com mais de 40 parceiros

Banrishopping permite compras em diversos segmentos, como casa, vestuário e entretenimento

O lançamento do Banrishopping ocorreu na noite desta segunda-feira (12). Foto: Reinaldo Foltz

O Banrisul lançou, nesta segunda-feira (12), seu novo serviço de marketplace, o Banrishopping. A partir de agora, os mais de quatro milhões de clientes do Banco têm acesso à loja online no app Banrisul e no site, que permite compras em diversos segmentos, como casa, vestuário e entretenimento.

De acordo com o presidente do Banrisul, Cláudio Coutinho, essa iniciativa é uma tendência cada vez maior entre os grandes bancos de varejo. “Vamos oferecer qualidade, quantidade e diversidade com produtos e serviços de mais de 40 parceiros”, salienta, “proporcionando condições de pagamento facilitadas para os clientes do Banrisul por meio de pontos, cartões de crédito e Banricompras e, ainda, com o cashback recebido pelas compras”.

A diretora de Produtos, Segmentos e Canais Digitais do Banco, Claíse Müller Rauber, destaca que “é possível comprar com diversas formas de pagamento e ainda ganhar benefícios”. “O cliente pode utilizar os pontos do Programa de Recompensas BanriClube, que também podem ser resgatados na aquisição de itens no Banrishopping, ou pagar com os cartões de crédito Mastercard, Visa e Banricompras”, informa.

Banrishopping permite compras em diversos segmentos, como casa, vestuário e entretenimento

Atividade industrial avança em agosto e expectativas seguem otimistas

Pesquisa da CNI revela alta na intenção de investimento

A intenção de investir avançou pelo segundo mês consecutivo, alcançando o maior valor para um mês de setembro desde o início da série

O mês de agosto registrou avanço na atividade industrial, com crescimento na produção e no emprego pelo quarto mês consecutivo e a terceira alta mensal na utilização da capacidade instalada. Os resultados da Sondagem Industrial, pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), também indicam aceleração no ritmo de crescimento do setor em relação a julho. “Nesse cenário, as expectativas seguem otimistas em setembro de 2022, sendo esperada elevação da demanda, da quantidade exportada, do número de empregados e das comprar de matérias-primas para os próximos meses. A intenção de investir avançou pelo segundo mês consecutivo, alcançando o maior valor para um mês de setembro desde o início da série”, disse a entidade, em nota.

O índice de evolução da produção registrou 54,5 pontos em agosto, resultado acima da linha divisória dos 50 pontos, o que significa que a produção aumentou ante o mês de julho. De acordo com a CNI, o índice mostra alta da produção pelo quarto mês consecutivo, com aceleração no ritmo de crescimento no mês passado. “Destaca-se que o valor médio para os meses de agosto é de 52,7 pontos, ou seja, a produção industrial costuma aumentar na passagem de julho para agosto. Como o índice de agosto de 2022 está um pouco acima da média para o mês, o resultado indica aumento do ritmo de produção acima da média para o mês”, explica a CNI.

O emprego industrial apresentou aumento em agosto na comparação com julho. O índice de evolução do número de empregados foi 52,2 pontos, acima da linha divisória de 50 pontos que separa queda de alta do emprego. De acordo com a entidade, o valor médio para os meses de agosto é de 49 pontos, inferior ao valor de 50 pontos, ou seja, habitualmente ocorre queda no emprego na passagem de julho para agosto.

Expectativas e investimentos
De acordo com a Sondagem Industrial, todos os índices de expectativas para o mês de setembro seguem acima de 50 pontos, ou seja, revelam otimismo do empresário do setor. O índice de expectativa de demanda ficou em 59,3 pontos, apresentando leve queda, de 0,4 ponto, na comparação com o mês anterior. O índice de expectativa de número de empregados ficou em 53,9 pontos, aumento de 0,2 ponto na passagem de agosto para setembro, o maior valor desde setembro de 2021.

O índice de expectativa de compras de matérias-primas registrou 56,9 pontos, recuo de 0,4 ponto ante agosto. Já o índice de expectativa de quantidade exportada ficou em 52,8 pontos, mantendo relativa estabilidade com relação ao resultado de agosto, quando o índice registrou 52,9 pontos. O índice de intenção de investimento alcançou 59 pontos, maior valor entre meses de setembro desde o início da série da CNI. O resultado representa um aumento de 2,1 pontos na comparação com o mês anterior. Foram ouvidas 1.781 empresas, entre os dias 1º e 12 setembro, sendo 696 de pequeno porte, 637 médias empresas e 448 de grande porte.

Com Agência Brasil

Pesquisa da CNI revela alta na intenção de investimento

Petrobras abaixa preço do gás de cozinha para distribuidoras

O valor do quilo passa de R$ 4,23 para R$ 4,03

Além da redução no GLP, a Petrobras anunciou nas últimas semanas quedas na gasolina, no diesel, no querosene de aviação e na gasolina de aviação

O preço médio do gás liquefeito de petróleo (GLP), praticado pela Petrobras junto às distribuidoras, será reduzido a partir desta terça-feira (13). De acordo com a estatal, o valor do quilo passa de R$ 4,23 para R$ 4,03. O reajuste representa uma queda de 4,7%. É a segunda redução consecutiva no preço do GLP, também conhecido como gás de cozinha. Em abril deste ano, houve uma queda de R$ 0,25 no valor do quilo. Antes, no entanto, os preços mantinham trajetória de alta. Em julho do ano passado, houve aumento de 6%; em outubro de 7,2% e em março deste ano de 16,1%.

Segundo a Petrobras, o preço médio de 13 quilos, correspondente à capacidade do botijão de uso doméstico, sofrerá uma redução de R$ 2,60, ficando em R$ 52,34. Contudo, não é possível precisar o valor final que será cobrado do consumidor, já que outros fatores exercem influência como os tributos que incidem sobre o GLP e as margens de lucro das distribuidoras.

Além da redução no GLP, a Petrobras anunciou nas últimas semanas quedas na gasolina, no diesel, no querosene de aviação e na gasolina de aviação. Os reajustes refletem as variações do mercado internacional, conforme a Política de Preços de Paridade de Importação (PPI) adotada pela estatal desde 2016. Na semana passada, o preço do barril de petróleo tipo brent, usado como referência, caiu abaixo de US$ 90 pela primeira vez desde fevereiro.

Em nota, a Petrobras informa que a redução acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a sua prática. A estatal sustenta que busca o equilíbrio com o mercado, sem repassar a volatilidade conjuntural das cotações e da taxa de câmbio. “De forma a contribuir para a transparência de preços e melhor compreensão da sociedade, a Petrobras publica em seu site informações referentes à formação e composição dos preços de combustíveis ao consumidor”, acrescenta o texto.

Com Agência Brasil

O valor do quilo passa de R$ 4,23 para R$ 4,03