Archives Novembro 2021

Dell debaterá segurança de aplicações em webinar

Empresa, em parceria com o Grupo AMANHÃ, realiza essa quarta-feira, 10, às 16h, evento sobre desenvolvimento de aplicações. Webinar contará com grandes especialistas da Dell

A edição de 2021 do webinar da Dell, em parceria com o Grupo AMANHÃ, debaterá o desenvolvimento de aplicações de forma moderna e segura. 

A multinacional norte-americana também teve de se adaptar rapidamente as mudanças disruptivas dos últimas anos, portanto, executivos da empresa vão debater e compartilhar suas experiências no desenvolvimento de aplicações. 

O webinar exclusivo será transmitido pelo canal do YouTube do Grupo AMANHÃ no dia 10.11, quarta-feira, a partir das 16 horas. O evento terá duração de uma hora com participação dos executivos Pablo Barão, Director of Product Management for Dell Services IT e Fabiano Griep, Product Enablement Director for Corporate and DFS IT. A mediação ficará com Kelvin Reinhardt, Sr. Manager Contact Center Applications.

Serviço Dell Webinar – Transformando o desenvolvimento de aplicações de forma moderna e segura 

Data: 10/11 (quarta-feira) 

Hora: 16h

Empresa, em parceria com o Grupo AMANHÃ, realiza essa quarta-feira, 10, às 16h, evento sobre desenvolvimento de aplicações. Webinar contará com grandes especialistas da Dell

Mercado eleva projeção da inflação para 9,33%

Previsão para crescimento da economia caiu para 4,93% em 2021

O IPCA-15 ficou em 1,2% no mês passado, puxado pela elevação de preços, como os combustíveis

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, subiu de 9,17% para 9,33% neste ano. É a 31ª elevação consecutiva da projeção. A estimativa está no Boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa das instituições para os principais indicadores econômicos. Para 2022, a estimativa de inflação ficou em 4,63%.

Em setembro, puxada pelo aumento de preços de energia elétrica e combustíveis, a inflação subiu 1,16%, a maior para o mês desde 1994, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o indicador acumula altas de 6,9% no ano e de 10,25% nos últimos 12 meses. Os dados de outubro serão divulgados esta semana pelo instituto, mas o IPCA-15, que é a prévia da inflação oficial, ficou em 1,2% no mês passado. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 8,30% e, em 12 meses, de 10,34%.

A previsão para 2021 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior de 5,25%.

Taxa de juros
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 7,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Para a próxima reunião do órgão, o Copom já sinalizou que pretende elevar a Selic em mais 1,5 ponto percentual. As projeções do BC para a inflação também estão ligeiramente acima da meta para 2022 e ao redor da meta para 2023. Isso reforça a decisão da autarquia de manter a política mais contracionista de elevação dos juros.

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre 2021 em 9,25% ao ano, mesma projeção da semana passada. Para o fim de 2022, a estimativa é de que a taxa básica suba para 11% ao ano.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a recuperação da economia. Além disso, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio
As instituições financeiras consultadas pelo BC reduziram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano de 4,94% para 4,93%. Para 2022, a expectativa para o PIB é de crescimento de 1%. A expectativa para a cotação do dólar se manteve em R$ 5,50 para o final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é de que a moeda americana fique nesse mesmo patamar.

Com Agência Brasil

Previsão para crescimento da economia caiu para 4,93% em 2021

Redução de tarifas de fora do Mercosul injetará R$ 246 bi no PIB até 2040

Inflação cairia 0,3% em até 15 anos, projeta Ministério da Economia

Governo pretende negociar com os países do Mercosul para que a redução seja permanente

A redução em 10% da Tarifa Externa Comum (TEC) para a importação de 87% dos produtos de fora do Mercosul injetará R$ 246 bilhões na economia brasileira até 2040, projeta o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Roberto Fendt. Segundo ele, as exportações aumentarão R$ 280 bilhões no mesmo período, com a inserção internacional da indústria brasileira.

A medida aumentará as importações em R$ 290 bilhões e os investimentos em R$ 139 bilhões no mesmo período. Em relação à inflação, a redução da TEC reduzirá em 0,3% o nível de preços de longo prazo (entre 10 e 15 anos), informou Fendt, mas pode ter um impacto maior no curto prazo.

De acordo com o secretário especial, a necessidade de conter a inflação justificou a urgência da medida, que valerá até 31 de dezembro de 2022. “A razão de termos tomado essa medida agora, antes de que tenhamos um consenso entre os quatro membros do Mercosul é a necessidade e urgência de atuar sobre a inflação”, disse o secretário.

O secretário especial destacou que as taxas de juros são o principal instrumento do governo para controlar a inflação. No entanto, acrescentou que a redução das tarifas também pode contribuir para segurar os preços, principalmente em um momento de alta acentuada do dólar e de restrições a fluxos comerciais, que encarecem os fretes internacionais. Ele esclareceu que a decisão não é ilegal porque está amparada em artigo do Tratado de Montevidéu do Mercosul, que permite medidas unilaterais (sem o aval dos outros países do bloco) em caso de proteção da vida e da saúde da população.

Negociações
Apesar de a medida ser temporária, o secretário especial informou que o governo pretende negociar com os países do Mercosul, ao longo dos próximos meses, para que a redução seja permanente. Segundo Fendt, a Argentina e o Paraguai aceitaram a redução em 10% das tarifas dos itens produzidos fora do Mercosul, e o Uruguai também é favorável ao corte da TEC, mas pede liberdade para que os países do bloco negociem acordos bilaterais fora do Mercosul.

Inicialmente, informou o secretário, o Brasil defendia que todos os produtos de fora do Mercosul tivessem a tarifa de importação reduzida em 10%. No entanto, após negociações com a Argentina, veículos, alguns tipos de autopeças e produtos em regimes especiais, como vestuário, calçados, lácteos e pêssegos, tiveram as tarifas mantidas.

Para o secretário especial, a redução da TEC é essencial para a modernização do Mercosul. A medida, comentou, ajudará a valorizar o bloco econômico. “Desde que a TEC foi criada, em 1994, esse é o primeiro movimento concreto, ambicioso, de redução da nossa tarifa externa comum. Não se trata aqui de um movimento hostil ao Mercosul, o Brasil valoriza o Mercosul, o Brasil na verdade quer um Mercosul forte, moderno, que de fato responda aos anseios da sociedade brasileira”, concluiu.

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Com Agência Brasil

Inflação cairia 0,3% em até 15 anos, projeta Ministério da Economia

Matriz catarinense aponta doze regiões no nível moderado

Santa Catarina alcançou o índice de 60% da população completamente imunizada

O avanço na vacinação tem sido o principal responsável pela redução no nível de risco da Covid-19 em todas as regiões

Mantendo pela quinta semana consecutiva uma tendência de redução das taxas de transmissão e do registro de casos graves e mortes por Coronavírus por todo o Estado, a matriz de risco potencial regionalizado divulgada neste sábado (6) aponta 12 regiões como risco potencial moderado (cor azul) e 5 regiões como risco potencial alto (cor amarela).

Houve melhora nos indicadores das regiões do Alto Uruguai Catarinense, Médio Vale do Itajaí, Oeste e Planalto Norte, que na semana anterior estavam classificadas como nível alto (amarelo), e passaram a ser classificadas como nível moderado (azul), se juntando as regiões do Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Sul, Grande Florianópolis, Laguna, Meio Oeste e Vale do Itapocu.

Houve uma piora nos indicadores da região da Serra Catarinense, observados a partir do aumento na detecção de casos novos na semana que provocaram piora nos indicadores das dimensões transmissibilidade e monitoramento. Com isso, a Serra Catarinense passa a ser classificada no nível alto (amarelo), juntamente com as regiões do Extremo Oeste, Foz do Rio Itajaí, Nordeste e Xanxerê.

Vacinação contra Covid-19 avança
Santa Catarina alcançou o índice de 60% da população catarinense completamente imunizada, tendo recebido as duas doses ou a dose única da vacina contra a Covid-19. Com mais de 10,3 milhões de doses aplicadas em todo o Estado, o avanço na vacinação tem sido o principal responsável pela redução no nível de risco da Covid-19 em todas as regiões.

“Nesse momento, o grande desafio posto é buscar manter uma atitude de prevenção, seja utilizando máscaras principalmente em ambientes fechados e com grande fluxo de pessoas, como no transporte público, lojas e demais ambientes, além de dar preferência a ambientes arejados, com boa circulação de ar. E é claro, aqueles que estão em atraso na segunda dose, devem buscar completar o esquema vacinal, e os idosos que já completaram cinco meses da segunda dose devem buscar receber a dose de reforço. Todas as vacinas são seguras e eficazes na prevenção de COVID-19, incluindo doenças graves e morte, e estão disponíveis gratuitamente em todos os municípios”, informa o secretário de saúde André Motta Ribeiro por meio de nota.

O principal objetivo da matriz de risco é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Santa Catarina alcançou o índice de 60% da população completamente imunizada

Primeiro leilão do 5G movimenta R$ 46,7 bilhões

Seis novas operadoras entrarão no mercado de telefonia móvel

Relembre a edição especial de AMANHÃ que abordou o tema e todas as mudanças que a tecnologia poderá trazer em diferentes áreas, como educação, saúde e agronegócio

O leilão do 5G, para selecionar as operadoras de serviços de conectividade utilizando a quinta geração da telefonia móvel, arrecadou R$ 46,7 bilhões. O valor ficou abaixo dos R$ 50 bilhões previsto inicialmente pelo governo, pois nem todos os lotes foram arrematados. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (5) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) após o encerramento da análise das propostas.

De acordo com o órgão, ainda assim, considerando as faixas contratadas, houve ágio (valor acima do previsto) de R$ 5 bilhões, cerca de 12%. Nos próximos dias, o governo e a Anatel devem decidir se esse valor total será destinado como outorga ao governo ou se serão revertidos em investimentos no setor. Segundo a Anatel, é comum em leilões que alguns lotes não sejam contratados. Nesse leilão, mais de 85% de tudo que foi colocado à venda foi comercializado e todas as obrigações de cobertura foram assumidas. Os lotes que sobraram poderão ser reeditados em um novo leilão.

O processo licitatório começou na quinta-feira (4), quando as operadoras já em atuação no país, Claro, Vivo e TIM, arremataram o lote principal do leilão, de abrangência nacional, pelo valor de R$ 1,1 bilhão. Além delas, no âmbito regional, empresas atuantes como Sercomtel e Algar Telecom também levaram lotes e seis novas operadoras entrarão em operação no mercado – Winity II, Brisanet, Consórcio 5G Sul, Neko, Fly Link, Cloud2u. O leilão consistiu em uma concorrência em quatro faixas de radiofrequências – 700 MHz; 2,3 GHz; 3,5 GHz; e 26 GHz, que têm finalidades específicas de mercado, divididas em diversos lotes.

Investimentos previstos
Do valor total arrecadado, R$ 7,4 bilhões (incluído o ágio de R$ 5 bilhões) serão em outorgas para o governo e o restante será utilizado pelas empresas vencedoras em compromissos definidos em edital. O objetivo dessas contrapartidas é garantir investimentos no setor para sanar as deficiências de infraestrutura, modernizar as tecnologias de redes e massificar o acesso a serviços de telecomunicações do país.

Entre esses compromissos estão as obrigações de investimentos com tecnologia 4G ou superior em áreas sem cobertura, como pequenas localidades e rodovias federais. Para os municípios com mais de 30 mil habitantes, está previsto o atendimento já com tecnologia 5G. Nas capitais e no Distrito Federal, o 5G deverá começar a ser oferecido pelas vencedoras do leilão antes de 31 de julho de 2022 e haverá um cronograma de implantação para as demais cidades até 2029.

Além disso, o edital também contempla recursos para a implementação de redes de transporte em fibra ótica na região Norte e a construção da Rede Privativa de Comunicação da Administração Pública Federal, para sustentação dos serviços de governo. Já os recursos das autorizações da faixa de 26 GHz, cerca de R$ 3,1 bilhões arrecadados, serão destinados a projetos de conectividade de escolas públicas, ainda a serem definidos pelo Ministério da Educação. Esse valor, segundo a Anatel, é significativo e suficiente para garantir cobertura 5G para as escolas de educação básica do país.

Novas tecnologias
O 5G é uma nova tecnologia que amplia a velocidade da conexão móvel e reduz a latência, permitindo novos serviços com conexão com segurança e estabilidade que abrem espaço para o uso de novos serviços em diversas áreas, como indústria, saúde, agricultura e na produção e difusão de conteúdos. Diferente das mudanças nas gerações passadas, do 2G, 3G e 4G, não se trata apenas de aumento de velocidade de conexão, mas também na especificação de serviços que permitam o atendimento a diferentes aplicações, em especial àquelas relacionadas à chamada Internet das Coisas (IoT), que é o uso coordenado e inteligente de aparelhos para controlar diversas atividades.

Ao conectar objetos do cotidiano – como eletrodomésticos, smartphones, roupas e automóveis – à internet (e entre si), a tecnologia 5G permitirá até mesmo a realização de procedimentos médicos delicados a distância, além de sistemas de direção automática de carros e as mais diversas tecnologias de automação e inteligência artificial, inclusive para a agricultura, a indústria e as cidades.

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Com Agência Brasil

Seis novas operadoras entrarão no mercado de telefonia móvel

Brasil corta em 10% as tarifas de importação

Ministro da Economia diz que redução ajudará a moderar a inflação

A medida havia sido acertada com a Argentina no início do outubro, mas dependia da aprovação dos outros sócios do bloco, Paraguai e do Uruguai, para entrar em vigor

O governo brasileiro anunciou a redução em 10% das tarifas de importação de aproximadamente 87% dos bens e serviços importados. A decisão do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) tem validade até o dia 31 de dezembro de 2022. Em nota conjunta, divulgada pelo Ministérios da Economia e das Relações Exteriores, o governo diz que a medida “justifica-se pela situação de urgência trazida pela pandemia de Covid-19 e pela necessidade de poder contar, de forma imediata, com instrumento que possa contribuir para aliviar seus efeitos negativos sobre a vida e a saúde da população brasileira”.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta sexta-feira (5) que essa redução nas tarifas de importação vai ajudar a moderar a inflação no país. Ele comentou o corte nas alíquotas durante sua participação na terceira edição da Conferência de Comércio Internacional e Serviços do Mercosul, promovida pelo Conselho de Câmaras de Comércio do bloco econômico.

“A nossa Tarifa Externa Comum ainda é muito elevada e isso num momento como o atual, em que nós temos uma pressão inflacionária forte na economia brasileira e gostaríamos de dar um choque de oferta, facilitar a entrada de importações para dar uma moderação nos reajustes de preços, é o momento ideal para fazer uma abertura, ainda que tímida, da economia”, afirmou o ministro.

Acordo com a Argentina
A medida havia sido acertada com a Argentina no início do outubro, mas dependia da aprovação dos outros sócios do bloco, Paraguai e do Uruguai, para entrar em vigor. A decisão atinge 87% dos produtos de fora do Mercosul. Por terem tratamento distinto dentro do bloco, automóveis e produtos sucroalcooleiros pagam tarifas externas comuns próprias e não tiveram o Imposto de Importação reduzido. Com a decisão, um produto que paga 12% para entrar no Brasil pagará 10,8%. Segundo o Ministério da Economia, a TEC média do Mercosul está em torno de 13%, contra a média de 4% e 5% observada no resto do mundo.

Lista de exceção
Por ser uma união aduaneira, o Mercosul taxa a maioria dos produtos de fora do bloco de forma igual por meio da Tarifa Externa Comum (TEC), eliminando as tarifas internas na circulação desses bens entre os países do bloco. Além de produtos com tratamento especial, cada país pode estabelecer uma lista com até 100 exceções.

Geralmente, os bens na lista de exceção abrangem itens não produzidos em nenhum país do Mercosul classificados como essenciais por determinado país do bloco. Também existe um mecanismo chamado de ex-tarifário, que permite reduzir a zero a alíquota para bens de capital (máquinas e equipamentos) e de equipamentos de informática e telecomunicações.

Em relação aos demais produtos, as regras do bloco proíbem o corte de tarifas externas de forma unilateral. Para evitar o descumprimento do tratado do Mercosul, o Brasil recorreu a um dispositivo que permite a adoção de medidas voltadas para a proteção da vida e da saúde da população, usando a pandemia de covid-19 como justificativa.

Segundo o Ministério da Economia e o Itamaraty, a redução é temporária, e o governo brasileiro continuará a trabalhar para modernizar o Mercosul e reformular a TEC, que nunca tinha sido revisada em mais de 25 anos de existência. “O Brasil permanece plenamente engajado nas negociações em curso no Mercosul. Os Ministérios da Economia e das Relações Exteriores reiteram o caráter excepcional e temporário da presente resolução, ao mesmo tempo em que reafirmam seu compromisso com o Mercosul”, explicou o comunicado.

Apesar do acordo recente com a Argentina, as negociações para que Uruguai e Paraguai aceitassem a redução da TEC estavam travadas. Inicialmente, o Uruguai queria a redução da TEC em 20% neste ano e para todos os produtos de fora do bloco. A Argentina defendia uma redução de apenas 10% para alguns produtos. Posteriormente, o governo brasileiro passou a apoiar uma redução em etapas: 10%, em 2021, e 10%, em 2022. No entanto, a Argentina continuava resistindo e aceitava a redução máxima da TEC em 10%.

Na reunião entre os chanceleres da Argentina e do Brasil no mês passado, o país vizinho concordou em ampliar a lista de produtos com TEC reduzida. Em contrapartida, o governo brasileiro se comprometeu a financiar a construção de um gasoduto da reserva argentina de Vaca Muerta para o Brasil.

Com Agência Brasil

Ministro da Economia diz que redução ajudará a moderar a inflação

Receita e lucro da Engie avançam no terceiro trimestre

Companhia registra recuperação de R$ 372 milhões relativos à repactuação do risco hidrológico

A Engie registrou, mesmo em meio à maior crise hídrica dos últimos 91 anos, apenas 1,8% de queda na produção de energia elétrica em comparação ao terceiro trimestre de 2020

A Engie Brasil Energia registrou lucro líquido de R$ 639 milhões no terceiro trimestre de 2021, alta de 30,4% em comparação ao mesmo período do ano passado. A receita operacional líquida somou R$ 3,4 bilhões entre julho e setembro, resultado 5,6% acima do apurado no mesmo período do ano passado. Parte dos resultados positivos no período se deve ao reconhecimento dos efeitos da Lei 14.182/21, que possibilitou a recuperação de custos passados de energia, relativos à repactuação do risco hidrológico, das usinas em que a companhia detém todo controle, totalizando R$ 372 milhões (veja os principais resultados na tabela ao final desta reportagem).

“A compensação desses valores é resultado do esforço conjunto do segmento, o que proporcionará maior estabilidade regulatória aos geradores”, destaca Eduardo Sattamini, diretor-presidente e de relações com investidores da Engie. Em breve, também serão reconhecidos os valores referentes às usinas em que a empresa catarinense tem participação acionária, que é o caso das hidrelétricas Itá, Machadinho e Estreito.

A Engie também registrou, mesmo em meio à maior crise hídrica dos últimos 91 anos, apenas 1,8% de queda na produção de energia elétrica em comparação ao terceiro trimestre de 2020. Neste cenário bastante desafiador, a redução da produção do parque hídrico da companhia foi de 7,5%. Já o despacho das usinas termelétricas próprias alcançou aumento de 11,2%. No segmento de usinas complementares, houve aumento de 20,1% na produção de energia em relação ao mesmo período do ano passado, devido à entrada em operação comercial integral da eólica Campo Largo 2.

Segmento de transmissão de energia
No segmento de transmissão, duas linhas do Sistema de Transmissão Gralha Azul foram energizadas em agosto, iniciando a operação do empreendimento, que atingiu 95% de avanço geral no terceiro trimestre, possibilitando o recebimento de 100% da Receita Anual Permitida (RAP) até o final do ano.

No Projeto Novo Estado, houve avanço geral de 89% da implantação das linhas de transmissão até o final de setembro, embora a previsão de conclusão da implantação do empreendimento tenha passado para o final do primeiro semestre de 2022, a energização dos primeiros sistemas que compõem o projeto continua prevista para o quarto trimestre de 2021, o que possibilitará o recebimento de cerca de 55% da Receita Anual Permitida (RAP) do empreendimento.

O Conjunto Eólico Campo Largo 2 atingiu, em 2 de setembro, 100% de sua capacidade instalada de 361,2 MW em operação comercial e, no Conjunto Eólico Santo Agostinho, foram iniciadas as atividades de implantação, que incluem construção de acessos, escavação das bases dos aerogeradores e a estabelecimento de redes de média tensão e da subestação coletora.

Venda dos ativos a carvão
Em linha com a estratégia global do Grupo Engie para descarbonização do portfólio com o objetivo de direcionar investimentos para energia renovável e infraestrutura, a empresa evoluiu nas negociações de venda dos seus ativos a carvão no Brasil. Como evento subsequente, em 18 de outubro, ocorreu o fechamento da venda do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda para a FRAM Capital. Além disso, a empresa continua avaliando propostas para a Usina Termelétrica Pampa Sul.

A Engie também assinou, em setembro, a compra do projeto do Conjunto Fotovoltaico Assú Sol, localizado no município de Assú (RN), adicionando 750 MW ao pipeline de projetos em estágio avançado de desenvolvimento, que soma agora 2,2 GW e confirma o compromisso em atuar na aceleração da transição da matriz elétrica brasileira.

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Indústria desacelera em setembro

Utilização da capacidade instalada segue tendência de retração

O emprego da indústria de transformação, que vinha crescendo a taxas elevadas em 2021, desacelerou

Os Indicadores Industriais, calculados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostram um cenário pior para indústria em setembro em relação a agosto deste ano. O emprego da indústria de transformação, que cresceu a taxas elevadas nos últimos meses, desacelerou. O faturamento caiu 1,5%. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) registrou a terceira queda seguida e o rendimento médio real segue tendência de retração (veja os dados ao final desta reportagem).

O gerente de análise econômica, Marcelo Azevedo, destaca que o resultado de setembro reforça a perda de dinamismo do emprego industrial. “O emprego vinha crescendo de forma intensa e contínua, já havia perdido ritmo em agosto e, em setembro, interrompeu a sequência de 13 meses consecutivos de altas”, detalha.

Os dados revelam ainda uma desaceleração no crescimento da indústria nesse terceiro trimestre. Esse quadro é resultado da alta de juros, da inflação, da falta de insumos e da crise hídrica. “A economia continua em trajetória de normalização com o avanço da vacinação. A indústria poderia estar em melhor momento, mas essa série de problemas traz insegurança e trava a atividade”, avalia o economista.

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Scoreplan é a primeira Indtech do Brasil no 100 Open Startups 2021

Startup figura no ranking da principal plataforma internacional que reconhece as startups mais atraentes para o mercado corporativo no país

A startup sediada em Caxias do Sul já tem mais de 130 clientes

Em 2021 uma startup do Rio Grande do Sul, mais especificamente de Caxias do Sul, não só figura no TOP 100 do Ranking 100 Open Startups 2021 como está em primeiro lugar no TOP 10 do setor Industrial, sendo eleita a Indtech mais atraente para o mercado corporativo deste segmento no Brasil. A caxiense Scoreplan, com pouco mais de três anos de existência, integra esse disputado ranking, que neste ano contou com mais de 18 mil startups participantes em todo país. As Indtechs são as startups responsáveis por ajudar as indústrias com suas soluções digitais que fomentam a automação de processos.

A 100 Open Startups é a principal plataforma internacional de conexão entre corporações e startups. O ranking reconhece as startups mais atraentes para o mercado corporativo no país. Na edição de 2021 – que exigiu das participantes vencedoras quase o dobro de pontos do ano anterior – nove startups gaúchas figuram no ranking. O prêmio anunciou as TOP 10 de 28 categorias, definidas de acordo com as áreas que mais tiveram atividade de open innovation no período.

A Scoreplan está no mercado desde 2019 e atualmente oferece ao mercado um sistema exclusivo para o planejamento estratégico e financeiro das empresas. A startup já tem mais de 130 clientes, entre eles Soprano, Sumig, Grupo Bertolini, Orquídea, Defensoria Pública do Rio Grande do Sul e Valeo, entre outras. A startup gaúcha quer ir além de entregar uma solução tecnológica para gestão estratégica de empresas.

“Queremos também educar e aculturar a comunidade empresarial sobre a importância da tecnologia e de processos como o planejamento estratégico e financeiro para foco em resultados”, adianta João Paulo Colleoni, diretor da Scoreplan, ao Portal AMANHÃ. Com esse propósito, em outubro a empresa promoveu o Rota 22, evento on-line, gratuito e aberto ao público. Foram mais de oito horas de conteúdo sobre planejamento empresarial, com mais de 250 participantes de várias regiões do Brasil.

A Scoreplan contou sua experiência com o Instituto Hélice em uma reportagem exclusiva de AMANHÃ. Clique aqui para ler a matéria, mediante pequeno cadastro no Portal AMANHÃ.

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Escassez de insumos agrícolas preocupa a Faesc

Entidade discute o problema com a CNA e com o Ministério da Agricultura

Barbieri alerta que a situação no horizonte próximo “é extremamente preocupante” e o Brasil precisa rever urgentemente a dependência dos fornecedores chineses e russos

A produção agrícola brasileira está ameaçada por um efeito colateral da pandemia que atingiu todos os continentes: a redução da oferta de defensivos agrícolas e fertilizantes. O preço cobrado por esses produtos simplesmente triplicou em alguns casos. A situação preocupa a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) que já discute o problema com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e com o Ministério da Agricultura.

O vice-presidente Enori Barbieri revela que dois efeitos da pandemia estão tirando o sono do mercado. De um lado, as indústrias instaladas em outros países que atendiam o mercado brasileiro reduziram a produção e a oferta desses produtos. De outro, as companhias marítimas que atendiam o Brasil nas operações de importações e exportações passaram a priorizar a rota China-Estados Unidos. Além disso, passaram a empregar embarcações de grande porte que nem todos os portos estão capacitados para receber. Em razão disso, passou a faltar embarcações para atender as demandas do mercado externo originadas no Brasil.

Nesse cenário, a dependência do Brasil aos insumos fornecidos pela China, Rússia, Marrocos e outros país ficou evidenciada: o Brasil importa cerca de 80% dos fertilizantes que necessita. A China que produz moléculas essenciais para agroquímicos, como o glifosato usado como dessecante para as lavouras de soja, suspendeu a venda ao exterior. As indústrias multinacionais de insumos já estavam sinalizando há mais de 120 dias que haveria falta de produto, o que levou grandes produtores do agro e formar estoques.

A Rússia fornece 30% da ureia que o Brasil consome. O país baixou a produção e estabeleceu cotas aos compradores por uma questão energética: parte do gás utilizado para produção de ureia foi direcionado aos países da União Europeia. China, Rússia e Marrocos também diminuíram a oferta de fosfatos, cloreto de potássio e nitrogênio.

Barbieri ressalta que a escassez não atinge a safra em formação, mas permite prever uma grave crise de preço e de suprimento para a safrinha de milho que começará a ser semeada em janeiro de 2022, da qual se espera cerca de 100 milhões de toneladas. Os custos explodiram e o preço da saca de 50 quilos de ureia que era vendida a R$ 100 no início do ano agora custa R$ 250. Também há previsão de falta de produtos veterinários e fungicidas.

O dirigente alerta que a situação no horizonte próximo “é extremamente preocupante” e o Brasil precisa rever urgentemente a dependência dos fornecedores chineses e russos. A Faesc propõe um programa de investimento na produção nacional de fertilizantes e defensivos. Porém, um dos obstáculos é a localização de muitas jazidas que estão situadas em terras indígenas ou áreas de proteção ambiental, nas quais a exploração é proibida.

“Precisamos rever a legislação, encontrar meios de exploração sustentável e sem agressões ambientais. É vital reduzir essa extrema e perigosa vulnerabilidade da agricultura brasileira”, aponta o vice-presidente. Os países do Mercosul mantêm em estoque a maior parte dos insumos que o Brasil consome, mas esses produtos não são aprovados pelo Ministério da Agricultura. Isso não impede o ingresso ilegal de grandes volumes de fertilizantes e defensivos em território brasileiro. A saída a curto prazo seria legalizar essa importação.

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Copel Telecom e Unifque levam faixa de 3,5 GHz no Sul

Sercomtel arrematou lote envolvendo São Paulo e região Norte

Iniciativa 5G, grupo que reúne os pequenos provedores de internet, e o consórcio 5G Sul disputaram lote que cobre o Paraná, Santa Catarina e o Rio Grande do Sul

O consórcio 5G Sul, formado pelas empresas Copel Telecom e Unifque, arremataram o lote C6 do leilão da tecnologia de conexão de quinta geração realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) na quinta-feira (4). O lote foi o da faixa de 3,5 GHz que abrangem os estados do Paraná, de Santa Catarina e do rio Grande do Sul. A área de cobertura das empresas vai abranger 46% da população nacional.

A empresa saiu vencedora ao propor uma outorga de R$ 73,6 milhões, com ágio (a mais do valor mínimo pedido) de 1.454,7%. O compromisso do Consórcio 5G Sul vai ser de prover o serviço em municípios com menos de 30 mil habitantes.

O certame do lote envolveu uma intensa disputa entre Mega Net e o Consórcio 5G Sul. Ao todo, foram 14 rounds disputados entre a Iniciativa 5G, grupo que reúne os pequenos provedores de internet, reunidos na empresa Mega Net no leilão, e o consórcio 5G Sul.

O empresário Nelson Tanure, um dos controladores do fundo Bordeaux e que já foi sócio da Oi, comprou as empresas Copel Telecom e Sercomtel recentemente. “Vamos investir na infraestrutura do 5G permitindo, inclusive, que localidades rurais tenham acesso aos avanços da tecnologia”, destacou o empresário por meio de nota.

A Sercomtel foi sozinha para a disputa e arrematou a licença dos estados de São Paulo e região Norte do país, pelo valor de R$ 82 milhões, com um ágio de 720%, contra a oferta final da Highiline de R$ 77,7 milhões. Com isso, a Sercomtel abre caminho para ampliar sua abrangência nacional, pois a companhia já recebeu autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

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Sercomtel arrematou lote envolvendo São Paulo e região Norte

Claro, Vivo e TIM arrematam faixa de 3,5 GHz do leilão do 5G

Winity II Telecom leva a faixa de 700 MHz e, com isso, Brasil terá uma nova operadora móvel

A Winity II Telecom tem direito à exploração do serviço por 20 anos, que pode ser prorrogado

As operadoras Claro, Vivo e TIM arremataram três lotes na faixa de 3,5 GHz, o principal do leilão (foto) da tecnologia móvel 5G, realizado nesta quinta-feira (4) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A Winity II Telecom levou a frequência de 700 MHz, e como é uma empresa ainda não detentora de faixa de radiofrequência, o Brasil terá uma nova operadora móvel com abrangência nacional. O leilão começou nesta quinta-feira e deve terminar só nesta sexta-feira (5). Ainda serão analisadas as propostas para as faixas de 2,3 GHz e de 26 GHz.

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As frequências têm finalidades específicas e em cada faixa as empresas dão os lances em lotes diferentes. Os lances vencedores na faixa de 3,5 GHz foram: R$ 338 milhões (ágio de 5,18%, valor acima do mínimo previsto no edital) da operadora Claro para o lote B1; R$ 420 milhões (ágio de 30,69%) da Vivo para o lote B2; e R$ 351 milhões (ágio de 9,22%) da TIM para o lote B3. O edital previa ainda um quarto lote na faixa de 3,5 GHz, com abrangência nacional, mas não houve lance. O direito de exploração das faixas será de até 20 anos.

As empresas vencedoras têm compromissos de investimento definidos pelo Ministério das Comunicações e aprovadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Anatel. O objetivo das contrapartidas é sanar as deficiências de infraestrutura, modernizar as tecnologias de redes e massificar o acesso a serviços de telecomunicações do país.

Entre os compromissos estão migrar o sinal da TV parabólica para liberar a faixa de 3,5GHz para o 5G, arcando com os custos; construir uma rede privativa de comunicação para a administração federal; instalar rede de fibra óptica, via fluvial, na Região Amazônica; levar fibra óptica para o interior do país; e disponibilizar o 5G em todos as capitais até julho de 2022.

Faixa de 700 MHz
A Winity II Telecom ofereceu o maior lance, R$ 1,4 bilhão na primeira faixa a ser leiloada, de 700 MHz, de abrangência nacional. O valor pago é 805% superior ao mínimo exigido. A operadora tem direito à exploração do serviço por 20 anos, que pode ser prorrogado, e prevê o cumprimento da obrigação de construir infraestrutura de cobertura 4G em 625 localidades do país que não têm acesso à internet e em 31 mil quilômetros de rodovias federais.

O 5G é uma nova tecnologia que amplia a velocidade da conexão móvel e reduz a latência, permitindo novos serviços com conexão com segurança e estabilidade, que abrem espaço para o uso de novos serviços em diversas áreas, como indústria, saúde, agricultura e na produção e difusão de conteúdos.

O leilão tem valor de arrecadação total previsto de cerca de R$ 50 bilhões, caso todos os lotes sejam arrematados. Desse total, R$ 10 bilhões serão em outorgas para o governo e os outros R$ 40 bilhões serão utilizados pelas empresas nas obrigações estabelecidas.

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Com Agência Brasil

Winity II Telecom leva a faixa de 700 MHz e, com isso, Brasil terá uma nova operadora móvel

Endividamento bate novo recorde

No entanto, índice revela desaceleração com alta dos juros

A proporção de famílias endividadas por mais de um ano é crescente desde o fim do primeiro trimestre, atingindo a máxima histórica de 35,8%

O número de brasileiros endividados seguiu crescendo em outubro, ainda que em ritmo menos acelerado. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) do mês, realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o percentual de famílias que relataram ter dívidas a vencer chegou a 74,6%. O número representa uma alta de 0,6 ponto percentual em relação a setembro, o 11° aumento seguido, e de 8,1 pontos na comparação com outubro de 2020, fazendo desse o segundo maior crescimento anual da série histórica.

A alta recente dos juros reduziu a dinâmica da contratação de dívidas em outubro e fez o indicador capturar um acréscimo abaixo dos últimos meses, quando apresentava aumento, em média, de 1,5 ponto. Os indicadores de inadimplência, por sua vez, apresentaram redução em relação ao ano passado.

O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso atingiu 25,6%, ficando 0,1 ponto acima do registrado no mês anterior e 0,5 ponto abaixo do apurado em outubro de 2020. Já a parcela que declarou não ter condições de pagar contas ou dívidas e, portanto, seguirá inadimplente caiu de 10,3% para 10,1% na passagem mensal e 1,8 ponto na comparação anual.

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, o relativo controle da taxa de inadimplência diante do cenário econômico é impressionante. “A inflação corrente elevada e disseminada tem deteriorado os orçamentos domésticos e diminuído o poder de compra das famílias, em especial as na faixa de menor renda. Os números demonstram os esforços em manter os compromissos financeiros em dia, com renegociação e melhor controle dos gastos”, avalia.

Controle da inadimplência
O aumento do tempo de comprometimento com dívidas também aponta nessa direção, segundo a economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira. Os dados da Peic mostram que proporção de famílias endividadas por mais de um ano é crescente desde o fim do primeiro trimestre, atingindo a máxima histórica de 35,8%. “É um indício de que os consumidores estão buscando alongar os prazos de pagamentos de suas dívidas para que a parcela caiba nos orçamentos e, assim, evitem a inadimplência”, explica.

A economista também observa que o número de famílias endividadas no cartão de crédito segue avançando, atingindo 84,9% do total de dívidas contratadas. Em relação a outubro de 2020, a modalidade avançou 6,4 pontos no endividamento, o maior incremento anual da série histórica do indicador. Comparativamente a outubro de 2019, antes da pandemia, o incremento é de 6 pontos. Carnês de lojas e o financiamento automotivo também seguem ganhando destaque no endividamento.

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No entanto, índice revela desaceleração com alta dos juros

Stihl anuncia novo investimento no Sul

Aporte de R$ 56 milhões será usado para construção de dois novos prédios

Com a inauguração desta quinta, a empresa terá o aumento da capacidade de produção de máquinas, podendo alcançar até 1,5 milhão de unidades motoras por ano

A Stihl Ferramentas Motorizadas realizou, nesta quinta-feira (4), a cerimônia oficial de inauguração do novo Centro de Operações Motores e também a “pazada”, tradicional ato simbólico alemão, que marcou o início das obras dos novos prédios de ferramentaria e do vestiário da organização. A solenidade contou com a presença do presidente honorário do conselho consultivo do Grupo Stihl, Hans Peter Stihl, e do presidente da Stihl Brasil, Cláudio Guenther, além de outros executivos.

O novo Centro de Operações Motores da companhia contou com o aporte de R$ 68 milhões e, mediante toda a tecnologia, a empresa terá o aumento da capacidade de produção de máquinas, podendo alcançar até 1,5 milhão de unidades motoras por ano. Em uma área total com mais de 14 mil metros quadrados, a construção já foi desenvolvida dentro de conceitos da Indústria 4.0 – com uma produção mais limpa e orientação para a Internet das Coisas (Internet of Things – IoT).

“O novo empreendimento será crucial para expansão da nossa força de produção e para evolução da tecnologia utilizada, o que otimiza ainda mais o processo já existente. Todas as linhas de montagem estarão com fluxos de materiais e informações alinhados na mesma direção, propiciando melhor controle da atividade”, afirma o presidente da Stihl Brasil, Cláudio Guenther.

O novo prédio conta com processos de injeção de plásticos, usinagem e um novo e moderno sistema de pintura de peças de magnésio, tratamento térmico, usinagem de virabrequim e bielas e espaço para linhas de montagem dos equipamentos (motosserra, roçadeira, pulverizadores, sopradores e outros). Ainda neste sentido de expandir a capacidade de produção e, consequentemente, a estrutura social oferecida aos profissionais da organização, a Stihl investirá R$ 56 milhões para a construção de dois novos prédios. Os novos movimentos fazem parte do pacote de investimentos que a empresa fará na unidade de São Leopoldo (RS).

Dentro dos 2.560 metros quadrados, serão estruturados consultórios clínicos, odontológicos, de fisioterapia, espaço para amamentação e sala multidisciplinar para terapia familiar, além de uma área de 600 metros quadrados para o descanso dos funcionários após as refeições. Também serão instalados 3 mil armários, mais de 40 chuveiros e área para descarga de uniformes.

Com o aumento da demanda e da produção, a Stihl também oportunizou um significativo aumento nas vagas de empregos, que desde junho do ano passado somam mais de 1.400 contratações. A previsão de finalização tanto do prédio da ferramentaria como do novo vestiário é para o segundo trimestre de 2022.

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Aporte de R$ 56 milhões será usado para construção de dois novos prédios

Tecnologia 5G vai a leilão. Entenda os impactos

Certame terá grande parte do dinheiro da concessão revertida para ações de avanço no setor

Os termos do leilão do 5G preveem a obrigação de cobertura das 26 capitais e do Distrito Federal até julho de 2022

Após anos de pesquisa, articulação e negociação, está marcado para esta quinta-feira (4) o leilão das frequências que serão usadas na quinta geração de internet móvel, o 5G. O certame se estenderá até esta sexta-feira (5) Considerado um grande marco tecnológico, o padrão viabiliza inovações dignas de ficção científica: procedimentos médicos a distância, automação completa de linhas de produção, vigilância e monitoramento de todo o tráfego urbano, além de entretenimento em altíssima qualidade e conectividade semelhante à encontrada em países desenvolvidos.

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Segundo o Ministério das Comunicações, as inovações do 5G não são apenas melhorias de serviços para uma parcela limitada da sociedade. De acordo com os termos do certame, aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 25 de agosto, o leilão do 5G será responsável também pela ampliação da internet móvel de quarta geração (4G) para localidades que ainda não contam com essa tecnologia, ampliando assim a base total de usuários brasileiros.

“Podemos dizer sem medo de errar que a chegada do 5G vai levar o país para outro patamar de inclusão digital”, destacou o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra, em entrevista para a Agência Brasil. “Vamos cobrir todas as rodovias federais com pelo menos conectividade 4G, além de banda larga móvel para quase 10 mil localidades rurais, com a expansão do serviço para escolas e centros de saúde. Nossa meta para o ano que vem, e já temos condições, é de levar internet para 100% das escolas públicas do país”, acrescentou o secretário.

Sobre o mercado e os preços que deverão ser praticados com a chegada da nova tecnologia, Coimbra afirmou que há uma tendência ao avanço tecnológico com a manutenção de preços, e que a adoção do padrão 5G não será elitizada. “Na prática, haverá uma melhora na dinâmica do custo-benefício. Em telecomunicações, há um fenômeno conhecido de avanço tecnológico sem necessariamente reajuste de preços”, explicou.

Coimbra informou que existe também, dentro do governo, uma preocupação sobre a escassez de semicondutores que assola o mundo. Segundo o secretário, o Ministério das Comunicações já elaborou algumas alternativas para reforçar e atrair a produção de eletroeletrônicos, como tablets e celulares compatíveis com o novo padrão 5G, para solo nacional.

Estrutura e inclusão
Segundo o Ministério das Comunicações, a chegada do 5G eliminará um dos grandes empecilhos na universalização do acesso digital: a infraestrutura. A pasta informou que o leilão do 5G – de caráter não arrecadatório para o governo – terá grande parte do dinheiro da concessão revertida para ações de avanço no setor. De acordo com Coimbra, as metas futuras do Ministério das Comunicações após o leilão do 5G serão de caráter social, com o objetivo de traçar os perfis de brasileiros que ainda não estão incluídos na revolução digital, mesmo após chegar à meta de 100% do território conectado.

“Estamos muito perto de eliminar a necessidade de infraestrutura para levar inclusão digital. Agora, vamos focar no uso do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações [Fust], que vai permitir cobertura para todo o agro, para resolver as questões que ainda limitam o acesso à internet pelas pessoas”, afirmou.

Os termos do leilão do 5G preveem a obrigação de cobertura das 26 capitais e do Distrito Federal até julho de 2022. O serviço deverá cobrir todas as cidades brasileiras com mais de 50 mil habitantes até 2028, enquanto o serviço de 4G deverá cobrir todo o território nacional.

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Com Agência Brasil 

Certame terá grande parte do dinheiro da concessão revertida para ações de avanço no setor