Archives Novembro 2021

Práticas da Dell transformaram a Fundação Iberê Camargo em uma potência digital

Modelo de transformação foi apresentado durante webinar da Dell em parceria com o Grupo AMANHÃ nesta quarta-feira

Pablo Barão, Director of Product Management for Dell Services IT, contou a experiência que a multinacional teve com a Fundação Iberê Camargo

Há cerca de três anos, a Fundação Iberê Camargo aproximou-se da Dell com uma intenção clara: iniciar sua transformação digital. Na época, a fundação não possuía nem mesmo um sistema de controle de eventos, atividades e exposições. A empresa de tecnologia, que já havia desenvolvido um sistema próprio de design thinking para auxiliar instituições na missão de transformação digital, logo topou o desafio.

O case foi apresentado na edição de 2021 do webinar da Dell, em parceria com o Grupo AMANHÃ, que foi transmitido pelo canal do YouTube do Grupo AMANHÃ nesta quarta-feira (acompanhe o evento na íntegra aqui). O debate contou com a participação dos executivos Pablo Barão, Director of Product Management for Dell Services IT e Fabiano Griep, Product Enablement Director for Corporate and DFS IT. Kelvin Reinhardt, Sr. Manager Contact Center Applications, mediou o evento.

Barão contou que a Fundação e a Dell começaram a rodar um conjunto de práticas chamado internamente de Help-a-thon, uma espécie de hackathon interno para ajudar a comunidade. Mais de 50 funcionários da Dell abraçaram a causa da Fundação, tentando equilibrar as difíceis tarefas de introduzir um contexto de tecnologia numa instituição tão tradicional. O prazo para a transformação era de seis semanas: ao longo desse tempo, a equipe da Dell compreendeu as necessidades do Iberê, definiram as mudanças necessárias e começaram a testar e prototipar as ideias.

Daí, surgiram três soluções: o Totem App, tablet posicionado logo na entrada da fundação com um mapeamento da infraestrutura do local, onde é possível conferir as exposições disponíveis. O segundo é uma maneira de levar a Fundação para as pessoas mesmo que elas não estejam presentes fisicamente por lá – uma aplicação mobile com realidade aumentada para que o público possa “andar” pelos corredores do prédio conferindo informações sobre as obras com um simples clique. Por último, o Iberê for Kids é uma página web que permite que crianças interajam com obras de arte famosas, com o intuito de aproximá-las da cultura. Dentre as ações disponíveis, é possível colocar um sorriso na Monalisa, por exemplo.

As soluções pensadas para a Fundação são reflexo de uma transformação que, antes mesmo disso, já havia ocorrido internamente na Dell. O Matrix App foi uma solução pensada desde 2019 para conectar todos os funcionários num único app. Agora, seja presencialmente ou em home office, as equipes da empresa têm um lugar para conversar de maneira segura e criptografada, além de centralizar e-mails, eventos e serviços como datas de treinamentos e campanhas.

Modelo de transformação foi apresentado durante webinar da Dell em parceria com o Grupo AMANHÃ nesta quarta-feira

Conheça o Dell Digital Way

Ferramentas à disposição da multinacional facilitaram o processo

Fabiano Griep apresentou a metodologia empregada pela Dell

A edição de 2021 do webinar da Dell, em parceria com o Grupo AMANHÃ, debate o desenvolvimento de aplicações de forma moderna e segura. A multinacional norte-americana teve de se adaptar rapidamente às mudanças disruptivas dos últimas anos. O webinar exclusivo foi transmitido pelo canal do YouTube do Grupo AMANHÃ nesta quarta-feira (acompanhe o evento aqui).

O debate contou com a participação dos executivos Pablo Barão, Director of Product Management for Dell Services IT e Fabiano Griep, Product Enablement Director for Corporate and DFS IT. Kelvin Reinhardt, Sr. Manager Contact Center Applications, mediou o evento.

Griep apresentou o Dell Digital Way. A companhia realocou pessoas e times, de forma que pudessem entregar soluções e produtos mais rapidamente aos clientes. Uma das principais ferramentas para essa mudança foi o uso de tecnologias próprias que a multinacional tem à disposição.

“Costumamos dizer que estamos bebendo do nosso próprio Champagne, pois utilizamos tecnologias de Cloud que a Dell mesmo tem dentro dos nossos próprios times”, comparou Griep. A comunicação com os usuários – que passou a ser mais frequente – também ajudou a entregar novas funcionalidades e produtos ao mercado.

Mais atualizações a seguir.

Ferramentas à disposição da multinacional facilitaram o processo

Fiesc anuncia criação de escola de negócios para formar líderes

Projeto foi apresentado no segundo dia do Fórum Radar Reinvenção

De acordo com Aguiar (o segundo da esquerda para a direita), a escola será de “empresários para empresários”, com o objetivo de compartilhar soluções adotadas na indústria

Para consolidar-se e dar robustez à formação de lideranças, a Federação das Indústrias lança em 2022 a Escola de Negócios Fiesc. A iniciativa contará com investimento de R$ 15 milhões e ocupará o primeiro andar da sede da entidade, em Florianópolis. O anúncio foi feito pelo presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, e pelo diretor de educação e tecnologia, Fabrizio Machado Pereira, nesta quarta-feira (10), no segundo dia do Fórum Radar Reinvenção.

De acordo com Aguiar, a escola será de “empresários para empresários”, com o objetivo de compartilhar soluções adotadas na indústria. “Temos uma indústria de base familiar e queremos preparar cada vez melhor os sucessores para essas empresas, qualificar a governança. Para isso, teremos também parcerias internacionais”, destaca, citando a cooperação com escolas internacionais de negócios, como a Nova School of Business and Economics, de Lisboa, e outras europeias.

As formações a serem oferecidas por meio da Escola de Negócios Fiesc levam em conta o processo de reinvenção do negócio, a profissionalização da governança, questões ligadas à sucessão familiar nas empresas, e programas efetivos de ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança), visando práticas mais sustentáveis. Fabrizio explica que a escola oferecerá “todos os elementos e conteúdos orientados para esse momento de travessia da indústria catarinense”. Ele ainda acrescenta que, para ganhar musculatura e relevância, a escola vai depender do envolvimento direto dos empresários.

“A nossa escola é composta de especialistas e empresários que são protagonistas nesta transformação da indústria. Além das parcerias com escolas internacionais consagradas para construir programas customizados às reais necessidades da indústria catarinense, vamos ter métodos e práticas de imersão, conteúdos digitais e plataformas híbridas”, detalha Pereira.

Perspectivas econômicas
Além de apresentar a Escola de Negócios Fiesc, o último painel do Fórum Radar Reinvenção tratou de perspectivas para a economia e o impacto dessas mudanças no dia a dia das empresas. Mediado por Aguiar, e pelo assessor de economia da Fiesc, o professor do departamento de economia da UFSC, Pablo Bittencourt, o diálogo contou com participação do economista-chefe na América Latina do BTG Pactual, Mansueto Almeida, e do economista-chefe da XP Investimentos, Caio Megale.

Mansueto destacou movimentos recentes, como retomada da agenda de concessões nos últimos anos. “Num período tão difícil como foi o da pandemia, as concessões continuaram. Esse ano, por exemplo, a gente já teve a renovação da concessão da Dutra, concessão de novas ferrovias, a gente mudou o marco regulatório do setor de saneamento, na semana passada fizemos a concessão do 5G, que vai aumentar o investimento em telecomunicação e conectividade nos próximos anos”, avaliou.

“Nos últimos quatro anos, a gente teve um governo que veio de um processo de impeachment, e depois um governo que no início não tinha base política. Apesar de circunstâncias tão adversas, o Brasil fez reformas importantes nos últimos cinco anos. Isso me deixa bastante otimista porque teremos uma campanha eleitoral na qual a gente poderá discutir várias questões”, destacou o economista.

Megale falou das fases de retomada nas principais economias mundiais. “Não era uma crise normal, uma crise econômica que você coloca as pessoas na rua para trabalhar, as indústrias para produzir. Era o contrário. Num segundo período, os governos elaboram planos de forte expansão fiscal, transferência de renda – seja por meio de crédito ou por meio de programas de proteção do emprego. A economia começou a entender como trabalhar assim, mais digital”, disse. Megale ressaltou ainda que o combate à pandemia deve ser mundial, pois a interferência nas cadeias produtivas compromete a produtividade de todo o setor.

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Projeto foi apresentado no segundo dia do Fórum Radar Reinvenção

Reino Unido propõe adoção de cortes de emissões até 2022

Esboço da declaração final foi apresentado pelos anfitriões da COP 26

Medida obrigaria os países a adotar metas climáticas mais rigorosas no ano que vem, uma exigência fundamental das nações mais vulneráveis aos impactos da mudança climática

Os anfitriões britânicos da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021 (COP 26) em Glasgow, na Escócia, estão propondo que os países mostrem mais ambição no corte de emissões de gases de efeito estufa até o ano que vem, em um esboço de decisão política que será negociado ao longo dos próximos três dias.

A proposta destaca os receios de especialistas e ativistas do clima de que exista grande disparidade entre as atuais promessas nacionais e os cortes de emissões rápidos, necessários para impedir que o mundo mergulhe em uma crise climática propriamente dita.

O primeiro esboço da decisão política a ser adotada na conferência, que a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou nesta quarta-feira (10), pede aos países que “revejam e reforcem as metas de suas contribuições determinadas nacionalmente para 2030, como necessárias para se alinharem à meta de temperatura do Acordo de Paris até o final de 2022”.

Isso obrigaria os países a adotar metas climáticas mais rigorosas no ano que vem, uma exigência fundamental das nações mais vulneráveis aos impactos da mudança climática. Pelo Acordo de Paris, países concordaram em manter o aquecimento global bem abaixo dos 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais e tentar limitá-lo a 1,5ºC. Cientistas dizem que cruzar o patamar de 1,5ºC agravaria a elevação do nível dos mares, as inundações, secas, os incêndios florestais e as tempestades que já ocorrem, e que alguns impactos poderiam se tornar irreversíveis.

O esboço também pediu aos países que acelerem os esforços para descartar a queima de carvão e suspender gradualmente os subsídios aos combustíveis fósseis, mirando diretamente o carvão, o petróleo e o gás que produzem dióxido de carbono, o principal causador da mudança climática provocada pela humanidade. O texto não estabeleceu uma data para o fim gradual do uso desses combustíveis, mas a ênfase neles pode levar a uma reação de grandes produtores de energia.

Helen Mountford, vice-presidente do World Resources Institute, disse que a referência explícita ao carvão, ao petróleo e ao gás foi um avanço em relação a cúpulas climáticas anteriores. “A verdadeira questão será se ela pode ser mantida”. Diplomatas debatem hoje o texto final de encerramento da conferência, na sexta-feira (12). O cumprimento da decisão política não será obrigatório, mas terá o peso dos quase 200 países que assinaram o Acordo de Paris em 2015.

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Com Agências Brasil e Reuters

Esboço da declaração final foi apresentado pelos anfitriões da COP 26

Inflação acelera para 1,25% em outubro

É o maior índice para o mês desde 2002

A gasolina já acumula alta de 38,29% no ano

A inflação acelerou para 1,25% em outubro, a maior para o mês desde 2002, quando o índice foi de 1,31%. Com isso, o indicador acumula altas de 8,24% no ano e de 10,67% nos últimos 12 meses, acima do registrado nos 12 meses imediatamente anteriores (10,25%). Em outubro do ano passado, a variação mensal foi de 0,86%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quarta-feira (10) pelo IBGE.

Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados subiram em outubro, com destaque para os transportes (2,62%), principalmente, por conta dos combustíveis (3,21%). A gasolina subiu 3,1%. Foi a sexta alta consecutiva nos preços desse combustível, que acumula 38,29% de variação no ano e 42,72% nos últimos 12 meses.

“Transportes tiveram a maior variação e o maior impacto de longe no índice do mês, afirma o gerente do IPCA, Pedro Kislanov. “A alta da gasolina está relacionada aos reajustes sucessivos que têm sido aplicados no preço do combustível, nas refinarias, pela Petrobras. Além gasolina, houve aumento também nos preços do óleo diesel (5,77%), do etanol (3,54%) e do gás veicular (0,84%)”. Também aceleraram os preços das passagens aéreas (33,86%).

“A depreciação cambial e a alta dos preços dos combustíveis, em particular do querosene de aviação, têm contribuído com o aumento das passagens aéreas. A melhora do cenário da pandemia, com o avanço da vacinação, levou a um aumento no fluxo de circulação de pessoas e no tráfego de passageiros nos aeroportos. Como a oferta ainda não se ajustou à demanda, isso também pode estar contribuindo com a alta dos preços”, explica Kislanov.

Outro destaque foi a aceleração dos preços do transporte por aplicativo (19,85%), que já haviam subido 9,18% em setembro. Os automóveis novos (1,77%) e usados (1,13%) também seguem em alta e acumulam, em 12 meses, variações de 12,77% e 14,71%, respectivamente.

Os preços também avançaram no grupo dos alimentos e bebidas (1,17%), segunda maior contribuição no IPCA, puxado pelas altas no tomate (26,01%) e na batata-inglesa (16,01%), que fizeram acelerar a alimentação no domicílio (1,32%). “Esse aumento no tomate e na batata decorre da redução da oferta devido ao frio e às chuvas”, observa Kislanov. A alimentação fora do domicílio passou de 0,59% em setembro para 0,78% em outubro, principalmente por conta do lanche (1,31%), que havia apresentado variação negativa no mês anterior (-0,35%).

No grupo habitação (1,04%), mais uma vez, a alta foi influenciada pela energia elétrica (1,16%), embora esse item tenha desacelerado em relação a setembro (6,47%). “Em outubro, foi mantida a bandeira Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos. Houve ainda reajustes tarifários em regiões com peso significativo no IPCA, como Goiânia, São Paulo e em Brasília”, acrescenta o gerente do índice. O gás de botijão (3,67%) também subiu pelo 17º mês consecutivo em outubro, acumulando alta de 44,77% desde junho de 2020.

Nos outros grupos do IPCA, destacam-se também o vestuário (1,8%), que teve a segunda maior variação do índice no mês, com altas em todos os itens pesquisados. Todas as áreas pesquisadas tiveram alta nos preços em outubro. As maiores variações ficaram com a região metropolitana de Vitória e no município de Goiânia, ambos com 1,53%. Em Vitória, o resultado foi influenciado pela taxa de água e esgoto (11,33%) e a energia elétrica (3,35%). Já em Goiânia, além da energia elétrica (5,34%), pesou a gasolina (4,24%). A menor variação ocorreu na região metropolitana de Belém (0,64%).

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É o maior índice para o mês desde 2002

Produção industrial em SC está acima do patamar pré-pandemia

Porém, entre agosto e setembro índice recuou

Os efeitos da pandemia vêm sendo atenuados desde agosto de 2020, com a flexibilização das medidas restritivas

A produção industrial teve queda em nove dos 15 locais investigados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional), na passagem de agosto para setembro. Os principais recuos foram no Ceará (-4,4%) e Amazonas (-4%). Outros estados com recuos mais intensos do que a taxa nacional (-0,4%) foram Goiás (-2,3%), Mato Grosso (-2,2%), São Paulo (-1,0%), Pará (-0,6%) e Santa Catarina (-0,5%). O Paraná recuou 0,4% e a indústria gaúcha avançou 0,7%. Os resultados da PIM Regional foram divulgados pelo IBGE.

De todos os estados, a maior influência veio de São Paulo, que responde por cerca de 34% da produção industrial do país. A queda de 1% frente a agosto foi pressionada pelo setor de alimentos e, em menor escala, pelo setor de derivados do petróleo. Com isto, o estado se encontra 23,5% abaixo de seu patamar de produção mais alto, atingido em março de 2011, e ainda 1,4% abaixo do patamar pré-pandemia.

Bernardo Almeida, analista da pesquisa, explica que os efeitos da pandemia da Covid-19 vêm sendo atenuados desde agosto de 2020, com a flexibilização das medidas restritivas. “A partir de agosto do ano passado, já temos uma produção mais regularizada. E começamos a perceber as consequências da pandemia para a produção industrial: desabastecimento de insumos, aumento no custo da produção, redução do consumo das famílias por conta de inflação e desemprego. Tudo isso afeta a cadeia produtiva”, comenta. “Mesmo com a pandemia desacelerando, as consequências persistem”, resume.

Em setembro, apenas quatro locais apresentavam produção industrial acima do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020: Santa Catarina (5,2% acima), Rio de Janeiro (1,7%), Paraná (1,6%) e, em destaque, Minas Gerais (10,2% acima), o único que se mantém desde julho do ano passado.

Na comparação com setembro do ano passado, as quedas mais intensas ocorreram na Região Nordeste (-13,7%), Amazonas (-13,5%), Bahia (-13,3%) e Ceará (-12,3%). Também houve quedas em Mato Grosso (-8,3%), Goiás (-8,2%), Pará (-7,9%), Pernambuco (-5,8%), São Paulo (-5,6%), Rio Grande do Sul (-4,4%), e Espírito Santo (-0,2%). Já Rio de Janeiro (5,3%) e Minas Gerais (5%) tiveram os maiores avanços em setembro de 2021.

Como funciona a PIM Regional
A Pesquisa Industrial Mensal Produção Física (PIMA) – Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 14 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 1% no total do valor da transformação industrial nacional e, também para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste.

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Porém, entre agosto e setembro índice recuou

Santa Catarina retoma coordenação da Aliança Láctea Sul Brasileira

Região é responsável por um terço da produção nacional

“A cadeia produtiva vive um momento extremamente difícil, por causa desse desequilíbrio entre excesso de oferta e a queda na demanda”, avalia Spies

Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul querem preparar o setor para ganhar o mercado internacional, trazendo mais renda e reduzindo os custos de produção. Este é um dos objetivos da Aliança Láctea Sul Brasileira, que, a partir desta terça-feira (9) volta a ser coordenada pelos catarinenses.

A Aliança Láctea, que estava sob coordenação do Paraná, será agora liderada por Santa Catarina na figura do ex-secretário de Estado da Agricultura e doutor em Economia dos Recursos Naturais pela University of Queensland (na Austrália), Airton Spies. Segundo ele, os produtores de leite têm grandes oportunidades e desafios pela frente, principalmente para equilibrar oferta e demanda.

“No Brasil, há uma sazonalidade da produção; no verão, acontece um aumento gradativo e há também uma queda no consumo. Isso cria uma tendência de baixa nos preços pagos aos produtores e uma dificuldade para a indústria vender seus produtos. É o que está acontecendo agora, quando a cadeia produtiva vive um momento extremamente difícil, por causa desse desequilíbrio entre excesso de oferta e a queda na demanda”, explicou.

As exportações podem ser a saída perfeita para trazer mais competitividade ao setor produtivo, equilibrar os preços e dar previsibilidade aos produtores. De acordo com o novo coordenador da Aliança Láctea, a conquista do mercado internacional diminuiria, inclusive, as importações de leite e possibilitaria um aumento significativo da produção local.

“Para isso, precisamos melhorar a eficiência da cadeia produtiva, precisamos produzir leite com alta qualidade a um custo competitivo e com a organização logística mais eficiente. Estamos trabalhando para, um dia, exportarmos manteiga, leite em pó e queijos para o mundo, como já fazemos com o nosso frango e suínos”, projeta Spies.

Segundo dados do IBGE, os três estados do Sul produziram 11,6 bilhões de litros de leite em 2019 – 33,4% do total produzido no país. Em Santa Catarina, o leite é uma das atividades agropecuárias com o maior crescimento. Envolvendo 45 mil produtores em todo o estado, a produção girou em torno de 3 bilhões de litros em 2019.

Aliança Láctea Sul Brasileira
Formada pelo Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a Aliança Láctea foi criada para discutir os desafios e oportunidades comuns entre o setor produtivo do leite nos três estados. O fórum atua em cinco eixos de trabalho: assistência técnica e geração de tecnologia para aumentar a produção e a produtividade; sanidade animal; qualidade do leite; organização do setor e redução de assimetrias tributárias, para que não haja competição desleal no mercado.

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Região é responsável por um terço da produção nacional

A crise é adrenalina que acelera a transformação

Afirmação é da presidente da Whirlpool Brasil, Andrea Salgueiro, que participou da abertura do Fórum Radar, da Fiesc

Andrea e Traça (no telão) e Fernando de Rizzo (direita) participaram do primeiro painel do Fórum Radar Fiesc

As empresas que investem em inovação em momentos de crise superam a concorrência na fase de recuperação, afirmou a presidente da Whirlpool Brasil, Andrea Salgueiro, na abertura do Fórum Radar, evento promovido pela Federação das Indústrias (Fiesc), nesta terça (9) e quarta-feira (10), em Florianópolis. “As companhias têm de ter a inovação como drive de crescimento e mover a empresa para o próximo patamar”, declarou, lembrando que durante a pandemia, a Whirlpool acelerou a implementação de projetos que trouxeram vantagens competitivas. “A crise serve como adrenalina dentro de uma companhia para acelerar a transformação. Se você perde o passo da mudança, você fica para trás”, resumiu.

Andrea exemplificou como a pandemia mudou de forma significativa os hábitos dos consumidores, que redescobriram suas casas. E isso gerou mudanças nas empresas, especialmente para companhias como a Whirlpool, que fabrica bens de consumo como geladeiras e outros eletrodomésticos. A companhia catarinense também foi líder da 17ª edição de Campeãs da Inovação, ranking elaborado pelo Grupo AMANHÃ em parceria com o IXL-Center (acesse a edição digital aqui, mediante pequeno cadastro).

Participe da 18ª edição de Campeãs da Inovação. Pesquisa de AMANHÃ em parceria com o IXL-Center termina em 3 de dezembro. Clique aqui para saber como acessar o questionário.

O presidente da Tupy, Fernando de Rizzo, apresentou uma linha do tempo em que relatou os principais momentos em que a empresa, fundada em 1938, precisou se reinventar. A companhia, de Joinville, produz componentes usados em segmentos como o automotivo e de bens de capital. “Inovação, transformação e reinvenção são inerentes à indústria e tudo isso só é possível pelas pessoas”, disse. Ele observou as mudanças em curso e os desafios, principalmente em relação à disponibilidade de energia, fator relevante para o crescimento mundial, além da questão do clima, que está em debate na COP 26.

Rizzo também apresentou projetos que estão em fase de pesquisa pela Tupy e que podem ter impactos disruptivos no longo prazo, como a jornada da descarbonização, que envolve a reciclagem de baterias de lítio, em parceria com a USP, para desenvolver o processo adequado de recuperação de materiais. Também há um projeto na Áustria para desenvolver um motor de alta performance que usa hidrogênio. Para 2022, ele antecipou que será lançado o compromisso público de sustentabilidade da companhia. “A taxa de reinvenção da companhia precisa acelerar. É isso que estamos tentando mostrar aqui. As iniciativas são conectadas e funcionam em rede”, declarou.

As práticas ESG também foram destacadas pelo diretor da NOVA School of Business and Economics, Daniel Traça. Na opinião dele, a maior parte das empresas percebem a urgência do tema, mas o desafio é saber como transformar a organização em uma organização voltada para isso. “O mundo está sob uma pressão intensa. E essa mudança vai chegar depressa. As empresas precisam ser disruptivas e estar à frente do tempo. O conforto de hoje é o desconforto de amanhã”, declarou, lembrando que a sustentabilidade é uma exigência da sociedade, dos consumidores, dos investidores e dos acionistas também.

O presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, observou que a pandemia acelerou drasticamente transformações que já estavam em curso. “Mudanças no comportamento do consumidor e outras, provocadas por novas tecnologias, são irreversíveis. A velocidade disso tudo é que amplifica o tamanho do desafio. Empresas que lidam com produtos de alta tecnologia sabem melhor do que ninguém como pode ser curta a distância entre a liderança de mercado num momento e o desaparecimento de um produto ou marca, pouco tempo depois. O que a pandemia nos mostrou é que a necessidade e a oportunidade são catalizadores para a transformação”, afirmou.

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Afirmação é da presidente da Whirlpool Brasil, Andrea Salgueiro, que participou da abertura do Fórum Radar, da Fiesc

TranspoTech investe R$ 2 milhões em veículos elétricos

Companhia catarinense terá 10 carros e um caminhão

Os veículos serão carregados na própria empresa, que conta com usinas fotovoltaicas em Blumenau, Curitiba e Nova Santa Rita

A catarinense TranspoTech, especialista em soluções em equipamentos para movimentação, acaba de realizar um investimento de R$ 2 milhões para substituição de parte da frota por carros elétricos. Além de 10 veículos para deslocamento da equipe, a empresa adquiriu também um caminhão elétrico com capacidade de transporte de 1,6 tonelada para a matriz, em Blumenau (SC). Os veículos chegam no início de 2022 e já no primeiro trimestre estarão em operação.

A TranspoTech já conta com mais de 80% da frota de empilhadeiras alocadas em clientes no modelo elétrico. Só em 2021, a empresa comprou mais de 400 equipamentos elétricos, 100% sustentáveis da Still, líder do segmento no Brasil.

Os veículos possuem autonomia de 300 quilômetros e serão carregados na própria empresa, que conta com usinas fotovoltaicas em Blumenau (SC), Curitiba (PR) e Nova Santa Rita (RS). Juntas, elas totalizam 79 toneladas de neutralização de carbono por ano, o que neutraliza, por exemplo, um trajeto de 514 mil quilômetros de um veículo ou equivale a 2,1 mil árvores.

Com 20 anos completados em 2021, a TranspoTech é especializada em soluções em equipamentos para transporte. Atua com venda e locação de empilhadeiras para intralogística e com assistência técnica de empilhadeiras multimarcas, sendo autorizada Still e Linde no Brasil. Outro diferencial da empresa é a manutenção de um departamento de peças, com mais R$ 9 milhões de peças, que trazem agilidade ao atendimento de suporte.

A companhia atende mais de 5 mil clientes a partir de sete unidades: Caxias do Sul e Nova Santa Rita no Rio Grande do Sul, Blumenau e Joinville em Santa Catarina, Curitiba e Maringá no Paraná e Indaiatuba em São Paulo.

Companhia catarinense terá 10 carros e um caminhão

Portal logístico empresarial chega a Porto Alegre investindo R$ 56 milhões em infraestrutura

Com o aporte que as empresas farão, o investimento deve chegar a R$ 1 bilhão ao longo dos anos

O empreendimento terá estrutura de parque e lazer para as pessoas

Após mais de 18 anos de trabalho e pesquisas, foi lançado nesta segunda-feira (8), em Porto Alegre, o empreendimento Tecnópolis, um loteamento de terrenos empresariais com área total de mais de 660 mil metros quadrados divididos em 304 lotes que já estão sendo comercializados. Com investimento de R$ 56 milhões e previsão de criação de 200 empregos diretos e indiretos, o empreendimento servirá como um portal logístico empresarial para quem decidir se instalar no bairro Anchieta, coração industrial da Grande Porto Alegre, e com fácil acesso às principais rotas de transporte e escoamento de produção da capital gaúcha.

“Nós esperamos que se instalem na região setores de logística, comércio e indústrias não poluentes. Com o aporte que as empresas farão, o investimento na região deve chegar a R$ 1 bilhão ao longo dos anos, sem dúvida é algo único para Porto Alegre”, destaca Aldo Cairuga, diretor comercial do Grupo Ábaco. O evento contou com a presença de José Silva Dombroski, presidente Grupo Ábaco, e Fernando Herwing, diretor do Condomínio Landell, representante dos parceiros proprietários da área.

Infraestrutura
A infraestrutura projetada para a região vai atender a todas as necessidades de produção, armazenagem, distribuição e prestação de serviços em geral, além de focar no bem-estar daqueles que trabalharão na região. Ruas pavimentadas e com redes de água e esgoto de dimensões adequadas para o fluxo de veículos maiores e coletivos, ciclovias e calçadas com acessibilidade, sistema de segurança em todo o perímetro do loteamento com câmeras de segurança em pontos estratégicos.

Com o foco no Novo Urbanismo, que valoriza as pessoas, estão projetadas áreas exclusivas de descanso às equipes de trabalho, espaços e equipamentos de lazer, como praças e lagos. A ideia da urbanização é que o local, apesar de ser empresarial, sirva também como um ponto de encontro dos moradores da região e que toda a estrutura de lazer instalada no canteiro central do empreendimento se torne um grande parque linear para os cidadãos desfrutarem.

Há mais de 40 anos no mercado, a Ábaco é líder no segmento da construção civil e uma das maiores urbanizadoras do Sul do Brasil. A empresa tem 10 mil lotes entregues na última década e muitas obras em execução e aprovação no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

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Com o aporte que as empresas farão, o investimento deve chegar a R$ 1 bilhão ao longo dos anos

Balança comercial do Sul tem déficit de US$ 1,7 bi até outubro

Região foi responsável por 17,9% das exportações e por 24,6% das importações no ano

O Rio Grande do Sul fechou o acumulado anual até outubro com saldo positivo de US$ 8 bilhões, enquanto o Paraná teve superávit de US$ 2,1 bilhões

A balança comercial do Sul encerrou o acumulado até outubro com um déficit de US$ 1,7 bilhão. Um ano antes a região obtinha um superávit de US$ 5,7 bilhões. No período, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul exportaram US$ 41,9 bilhões e importaram R$ 43,6 bilhões. Os números foram divulgados nesta terça-feira (9) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), vinculado ao Ministério da Economia, e compilados pelo Portal AMANHÃ.

Nos números por estado, o Rio Grande do Sul fechou o acumulado anual até outubro com saldo positivo de US$ 8 bilhões, enquanto o Paraná teve superávit de US$ 2,1 bilhões. Já Santa Catarina acumulou déficit (confira os números detalhados na tabela abaixo). Porém, os catarinenses têm uma peculiaridade: o estado é porto de entrada de produtos importados que, depois, são distribuídos para outras regiões do Brasil. O Sul foi responsável por 17,9% das exportações e por 24,6% das importações entre janeiro e outubro.

Os principais produtos da pauta exportadora do Sul no período foram soja, inclusive farelo, carnes de aves e de porco, além de tabaco e celulose. No sentido inverso, a região importou cobre, combustíveis, têxteis e peças para veículos.

Metodologia
Em abril, o Ministério da Economia mudou o cálculo da balança comercial. Entre as principais alterações, estão a exclusão de exportações e importações fictas de plataformas de petróleo. Nessas operações, plataformas de petróleo que jamais saíram do país eram contabilizadas como exportação, ao serem registradas em subsidiárias da Petrobras no exterior, e como importação, ao serem registradas no Brasil.

Outras mudanças foram a inclusão, nas importações, da energia elétrica produzida pela usina de Itaipu e comprada do Paraguai, num total de US$ 1,5 bilhão por ano, e das compras feitas pelo programa Recof, que concede isenção tributária a importações usadas para produção de bens que serão exportados. Toda a série histórica a partir de 1989 foi revisada com a nova metodologia.

Região foi responsável por 17,9% das exportações e por 24,6% das importações no ano

Um bilhão vão sofrer calor extremo se temperatura aumentar 2°C

Alerta é feito por especialistas que participam da COP 26

Os países tropicais, incluindo o Brasil, são os mais atingidos pelo estresse extremo de calor

Pelo menos 1 bilhão de pessoas serão afetadas pelo calor extremo se as temperaturas globais aumentarem 2ºC, alertaram os especialistas na Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP 26). “Se não formos capazes de evitar que o aquecimento do planeta exceda os 1,5ºC, o número de pessoas que serão expostas a estresse térmico extremo – uma combinação potencialmente fatal de calor e umidade – pode aumentar até 15 vezes, comparativamente aos dias de hoje”, relata o estudo publicado no Met Office e divulgado na COP 26.

“O número de pessoas que vivem em áreas afetadas por estresse térmico extremo aumenta de 68 milhões hoje para cerca de 1 bilhão”, destaca o documento. O principal objetivo da cúpula climática, que ocorre em Glasgow, no Reino Unido, é conseguir limitar o aquecimento global a 1,5ºC, mas os delegados têm advertido de que “há muito trabalho” ainda a ser feito para alcançar essa meta. Um aumento de 4ºC, alerta ainda o estudo, “pode fazer com que quase metade da população mundial viva em áreas potencialmente afetadas”.

O estresse térmico é definido como uma temperatura global do chamado bulbo úmido (padrão internacional para medir o estresse de calor a que as pessoas são sujeitas) acima dos 32ºC, uma medida que avalia a combinação de fatores como a temperatura, a umidade, a velocidade do vento e a radiação solar. Quando essa medida atinge os 35ºC, o corpo humano não consegue arrefecer com o suor e até as pessoas saudáveis que estejam à sombra podem morrer em apenas seis horas.

Nessas condições, as pessoas sujeitas a esse estresse térmico extremo podem sofrer com exaustão pelo calor e com sintomas que incluem sudorese intensa e pulso acelerado, o que por sua vez pode sobrecarregar o coração e outros órgãos, levando à falência do organismo.

“Acima desse nível, as pessoas passam a estar em risco extremo. Os membros vulneráveis da população e quem tiver trabalhos físicos ao ar livre corre maior risco de efeitos adversos à saúde. Atualmente, a métrica é usada em vários locais, como regiões da Índia, mas a nossa análise mostra que com um aumento de 4ºC, o risco de calor extremo pode afetar pessoas em grandes áreas da maioria dos continentes do mundo”, explicou no documento Andy Hartley, líder de Impactos Climáticos do Met Office.

O calor é o impacto mais óbvio do aquecimento global, sendo que o calor extremo em várias regiões do mundo triplicou nas últimas décadas. No verão de 2020, mais de um quarto da população dos Estados Unidos, por exemplo, sofreram os efeitos do calor extremo, com sintomas que incluíam náuseas e cólicas. Pelo menos 166 mil pessoas morreram devido a ondas de calor nas duas décadas até 2017, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O estudo do Met Office baseou-se na pesquisa do projeto Helix, financiado pela União Europeia, que também mapeia os riscos crescentes de inundações, incêndios florestais, secas e insegurança alimentar. De acordo com essa análise, praticamente todo o mundo habitado é afetado por, pelo menos, um desses impactos.

“A nova análise combinada mostra a urgência de limitar o aquecimento global bem abaixo dos 2°C. Quanto maior for o aquecimento, mais graves e generalizados são os riscos para a vida das pessoas. Mas ainda é possível evitar esses riscos mais elevados se agirmos agora”, afirmou Richard Betts, membro da Universidade de Exeter e do Met Office, que liderou o projeto Helix.

Os países tropicais, incluindo o Brasil, a Etiópia e a Índia, são os mais atingidos pelo estresse extremo de calor, com algumas regiões atingindo temperaturas acima do limite da capacidade humana. Albert Klein Tank, diretor do Met Office Hadley Center, alertou que essa pesquisa demonstra que são várias as regiões do mundo onde se prevê que ocorram os impactos mais graves. “No entanto, espera-se que todas as regiões do mundo – incluindo o Reino Unido e a Europa – sofram impactos contínuos das mudanças climáticas”, acrescentou.

Qualquer um desses impactos climáticos, afirmou Andy Wiltshire, chefe do Sistema Terrestre e Ciência da Mitigação, “apresenta uma visão assustadora do futuro”. Mas as alterações climáticas “severas causarão muitos impactos, e os nossos mapas mostram que algumas regiões vão ser afetadas por vários fatores”. Por isso, segundo ele, é urgente que sejam reduzidas rapidamente as emissões poluentes.

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Com Agência Brasil e RTP

Alerta é feito por especialistas que participam da COP 26

Receita da Quero-Quero avança 18% no terceiro trimestre

Lucro, no entanto, caiu quase pela metade

A Quero-Quero inaugurou 19 lojas no terceiro trimestre atingindo a marca de 440 lojas em operação em 353 cidades

A receita líquida da Quero-Quero totalizou R$ 538,7 milhões no terceiro trimestre, um crescimento de 18,3%. No entanto, o lucro líquido sofreu um revés no mesmo período: sofreu uma redução de 48,3% (veja os principais resultados ao final desta reportagem).

“Nos últimos trimestres vimos fatores beneficiando o mercado de varejo de materiais de construção e de produtos para o lar, que vem apresentando expansão acima da média histórica desde o início da pandemia, uma maior valorização do lar pelos nossos clientes, ou mesmo uma maior renda disponível, seja pelo menor gasto com serviços durante a pandemia, ou pelo bom momento econômico vivido nas pequenas e médias cidades, influenciadas pelo setor agropecuário”, observa a empresa sediada em Cachoeirinha (RS) em seu relatório trimestral.

“Percebemos que mesmo que alguns aspectos benéficos para o varejo de material de construção e produtos para o lar não estejam tão fortes como nos últimos meses, apresentamos um desempenho de vendas similar ao verificado no primeiro semestre deste ano, quando comparado a 2019. Nos últimos trimestres também verificamos um cenário desafiador no abastecimento de produtos, que veio melhorando ao longo do tempo, porém ainda não voltamos a um cenário normalizado, e não vislumbramos a normalização para todos os segmentos em 2021, devido a diversos fatores que ainda impactam a cadeia de fornecimento global e nacional. Mesmo assim, conseguimos manter níveis de estoque adequados, que se refletem no crescimento de vendas”, detalha a companhia.

A Quero-Quero inaugurou 19 lojas no terceiro trimestre atingindo a marca de 440 lojas em operação em 353 cidades. A companhia também abriu em agosto a primeira loja fora da região Sul, localizada em Eldorado (MS), uma cidade de aproximadamente 12 mil habitantes, e que já começou a sua operação sendo atendida pelo centro de distribuição de Corbélia (PR).

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Lucro, no entanto, caiu quase pela metade

ANV revela os vinhos mais representativos da Safra 2021

Rogerio Dardeau e Regina Vanderlinde foram os homenageados deste ano

Das 406 amostras, 154 de 35 vinícolas se classificaram entre os 30% mais representativos da Safra 2021

A Avaliação Nacional de Vinhos revelou as 16 amostras selecionadas entre os 30% mais representativos da Safra 2021 no sábado (6). A transmissão ao vivo pelo canal da Associação Brasileira de Enologia (ABE) no Youtube tornou o evento ainda maior e segue disponível para quem quiser viver a experiência. O acesso foi aberto e gratuito a todas as pessoas. Porém, somente aqueles que adquiriram os kits puderam acompanhar o evento degustando cada amostra.

O presidente da ABE, enólogo André Gasperin, abriu a 29ª edição do evento emocionado, falando do orgulho que é estar à frente de mais uma Avaliação justamente no melhor momento da história do vinho brasileiro. “O Brasil está unido em torno do vinho brasileiro. Por isso, convido todos a viver o seu vinho, o vinho brasileiro, que bateu na porta de milhares de brasileiros para uma jornada incrível”. Das 406 amostras, 154 de 35 vinícolas se classificaram entre os 30% mais representativos da Safra 2021. Confira, ao final deste post, as 16 amostras mais representativas da Safra 2021.

No total, foram 1 mil kits, sendo 700 comercializados e 300 entre o público presencial e ação com mais de 120 jornalistas, blogueiros e influenciadores em seis pontos físicos. Cada um dos kits tinha 16 garrafas (187 ml), todas numeradas de 1 a 16, para que os apreciadores pudessem degustar as amostras ao mesmo tempo que os comentaristas, acompanhando a transmissão ao vivo.

O escritor Rogerio Dardeau e a doutora em enologia Regina Vanderlinde foram os homenageados deste ano com o Troféu Vitis Amigo do Vinho Brasileiro 2021 e Destaque Enológico 2021, respectivamente. A distinção é o reconhecimento prestado pela ABE a pessoas que em sua trajetória pessoal e profissional contribuem para a promoção do vinho brasileiro.

AS 16 AMOSTRAS

CATEGORIA VINHO BASE ESPUMANTE
1. Chardonnay e Pinot Noir – Estabelecimento Vinícola Valmarino – Pinto Bandeira (RS)
2. Chardonnay – Chandon do Brasil – Garibaldi (RS)
3. Pinot Noir e CHardonnay – Vinícola Salton – Bento Gonçalves (RS)

CATEGORIA BRANCO FINO SECO NÃO AROMÁTICO
4. Viognier – Casa Valduga – Bento Gonçalves (RS)
5. Chardonnay – Pizzato Vinhas e Vinhos – Bento Gonçalves (RS)

CATEGORIA BRANCO FINO SECO AROMÁTICO
6. Sauvignon Blanc – Vinícola Campestre – Vacaria (RS)
7. Moscato Branco – Vinícola Mioranza – Flores da Cunha (RS)

CATEGORIA ROSÉ FINO SECO
8. Tannat – Casa Venturini – Flores da Cunha (RS)

CATEGORIA TINTO FINO SECO JOVEM
9. Merlot – Vinícola Salvattore – Flores da Cunha (RS)

CATEGORIA TINTO FINO SECO
10. Cabernet Franc – Dal Pizzol Vinhos Únicos (RS)
11. Tannat – Hortência Indústria de Bebidas – Flores da Cunha (RS)
12. Cabernet Sauvignon – Casa Perini – Farroupilha (RS)
13. Tannat – Vinícola Almaúnica – Bento Gonçalves (RS)
14. Alicante Bouschet – Cooperativa Vinícola Aurora – Bento Gonçalves (RS)
15. Touriga Nacional – Miolo Wine Group – Candiota (RS)
16. Tannat, Teroldego, Malbec, Cabernet Franc, Merlot – Vinícola Don Guerino – Alto Feliz (RS)

Rogerio Dardeau e Regina Vanderlinde foram os homenageados deste ano

Produção de automóveis cresceu 2,6% em outubro

Volume está abaixo da média histórica para o período

As limitações de componentes eletrônicos fizeram com que este outubro fosse o pior dos últimos cinco anos, de acordo com o balanço mensal divulgado pela Anfavea

Com a volta de algumas fábricas que estavam paradas, outubro teve 177,9 mil veículos produzidos, 2,6% a mais que em setembro. Mas na comparação com outubro do ano passado, a queda foi de 24,8%. Geralmente outubro é um mês de produção bastante elevada, para abastecer as lojas na reta final do ano, quando a procura é mais aquecida. Porém, as limitações de componentes eletrônicos fizeram com que este outubro fosse o pior dos últimos cinco anos, de acordo com o balanço mensal divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Autoveículos (Anfavea).

“Os esforços das áreas de compras, logística e manufatura das montadoras merecem todos os elogios, mas infelizmente a demanda reprimida, somada ao tradicional aquecimento de fim de ano, poderá não ser atendida pela oferta”, afirmou o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes. As vendas ao mercado interno e os estoques reduzidos refletem com precisão o que ocorre na produção, revelando que tudo o que é produzido é rapidamente repassado aos clientes. Em outubro foram 162,3 mil veículos emplacados, 4,7% a mais que em setembro e 24,5% a menos que em outubro de 2020. Assim como verificado na produção, este foi o pior outubro dos últimos cinco anos em vendas.

Houve leve queda de produção (-1,7%) e vendas (-5%) para caminhões em outubro, na comparação com setembro, o que indica que a falta de semicondutores também começa a afetar este segmento que vinha em alta desde a metade do ano passado. Por terem volumes de produção menores do que os automóveis, os caminhões ainda não tinham sido fortemente impactados pela falta de itens eletrônicos até então.

As exportações de 29,8 mil veículos representaram alta de 26,1% sobre setembro e queda de 14,6% sobre outubro de 2020. No acumulado do ano já foram exportadas 241,9 mil unidades, 26,8% a mais que no mesmo período do ano passado. É um desempenho superior às altas acumuladas de produção e de vendas, de 16,7% e 9,5%, respectivamente, lembrando que 2020 teve um desempenho fortemente prejudicado pelo início da pandemia. Segundo o presidente da Anfavea, os números estão em linha com as projeções refeitas há um mês, que apresentavam um crescimento tímido em relação ao ano passado – diferente da expectativa do início do ano, que era de uma forte reação.

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Volume está abaixo da média histórica para o período