Archives Novembro 2021

Brasil promete reduzir emissões de gases pela metade até 2030

Meta foi divulgada durante abertura da participação brasileira na COP 26

Brasil apresentou uma nova meta climática, mais ambiciosa, passando de 43% para 50% até 2030; e de neutralidade de carbono até 2050

O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, anunciou nesta segunda-feira (1) uma nova meta de redução de emissões de gases do efeito estufa. A informação foi divulgada durante a abertura da participação brasileira na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 26), em Glasgow, na Escócia.

“Apresentamos hoje uma nova meta climática, mais ambiciosa, passando de 43% para 50% até 2030; e de neutralidade de carbono até 2050, que será formalizada durante a COP 26”, disse. Leite participou da abertura da cúpula por meio de transmissão simultânea, em evento realizado em Brasília, no edifício-sede da Confederação Nacional da Indústria.

Segundo o ministro, a conferência marca “uma transição do debate das promessas climáticas para a criação de empregos verdes”. Leite argumentou ainda que o Brasil tem atuado como articulador do debate.

“Realizamos encontros bilaterais prévios com mais de 60 países, atuando como país articulador, buscando o diálogo e pontos de convergência. Também conduzimos dezenas de reuniões técnicas, coletando subsídios que culminaram numa estratégia de negociação para defender o interesse nacional e posicionar o Brasil como país fundamental nessa nova agenda verde mundial”, afirmou.

Crescimento verde
Em discurso gravado para a conferência, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o “Brasil é uma potência verde” e argumentou que o país é solução para os problemas atuais. “O Brasil é uma potência verde. Temos a maior biodiversidade do planeta, a maior e mais rica cobertura florestal e uma das maiores áreas oceânicas. No combate à mudança do clima, sempre fomos parte da solução, não do problema”, afirmou.

Bolsonaro ressaltou ainda que o Programa Nacional de Crescimento Verde, lançado na semana passada, “traz as preocupações ambientais para o centro da agenda econômica”. A iniciativa tem como objetivo aliar a redução das emissões de carbono, a conservação de florestas e o uso racional de recursos naturais com geração de emprego verde e crescimento econômico.

“Ao promover uma ‘economia verde’, o programa vai orientar as ações de proteção e conservação do meio ambiente por meio de incentivos econômicos, direcionando recursos e atraindo investimentos. Com isso, vamos favorecer ações e projetos de conservação da floresta, uso racional dos recursos naturais, redução de emissões de gases de efeito estufa e, principalmente, geração de “empregos verdes”, defendeu Bolsonaro.

A 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas segue até 12 de novembro. O encontro vai reunir mais de 190 países para discutir medidas mais enérgicas contra o aquecimento global.

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Com Agência Brasil

Meta foi divulgada durante abertura da participação brasileira na COP 26

Prêmio oferece curso sobre empreendedorismo social para jovens

Iniciativa da Prudential vai investir na formação de estudantes

Os dez finalistas selecionados poderão participar de uma capacitação on-line de 42 horas

Jovens de 14 a 19 anos que atuam como voluntários em toda a região Sul podem se inscrever no Prêmio Prudential Espírito Comunitário 2021. A premiação reconhece ações de voluntariado realizadas por estudantes do ensino médio de instituições públicas ou particulares de todas as regiões do Brasil.

Nesta sétima edição, além de oferecer R$ 25 mil e R$ 10 mil para o primeiro e o segundo colocado, respectivamente, investirem nas iniciativas de suas organizações, o prêmio vai conceder bolsas de estudos para um curso sobre empreendedorismo social aos dez primeiros finalistas. As inscrições podem ser feitas de 19 de outubro a 19 de novembro pelo site.

A premiação promovida pela Prudential do Brasil vai investir na formação e na vocação empreendedora desses estudantes que, principalmente em um ano marcado pela pandemia de Covid-19, fizeram a diferença. Os dez finalistas selecionados poderão participar de uma capacitação on-line de 42 horas, além de contar com a mentoria oferecida pelo Instituto Ekloos, organização que apoia o desenvolvimento de iniciativas de impacto social.

Premiação
Os vencedores serão selecionados por um júri que inclui alunos, professores, representantes de ações sociais, pessoas civis, organizações de apoio e incentivo ao voluntariado e representantes da Prudential do Brasil. No ano passado, a jovem Carolina Lindquist, de Engenheiro Coelho, em São Paulo, conquistou o primeiro lugar com o projeto “Globalizando”, uma organização que promove o ensino de idiomas através dos ODS da ONU de forma gratuita, inovadora e acessível.

“Fiquei muito feliz com a premiação, principalmente porque ela contribuiu para reafirmar a importância da educação para mudar vidas. Promover o ensino de idiomas de forma gratuita e virtual no Brasil, dando acesso a muitas pessoas que não têm essa oportunidade, é muito valioso. Estou ainda mais motivada para fazer o projeto crescer”, reforça Carolina.

Prêmio Prudential Espírito Comunitário 2021
Quem pode participar? Jovens estudantes de 14 a 19 anos, matriculados no Ensino Médio de escolas públicas ou particulares de todo Brasil
Quais projetos podem participar? Ações e/ou projetos desenvolvidos pelos jovens e que contribuam para melhorar a vida das pessoas da comunidade onde os estudantes atuam
Quantos projetos podem ser inscritos? Apenas um projeto por estudante
Qual o período de realização da ação? Os projetos devem ter sido realizados entre janeiro de 2020 até novembro de 2021.
Período de inscrição: de 19 de outubro a 19 de novembro

Iniciativa da Prudential vai investir na formação de estudantes

Mercado financeiro estima inflação de 9,17% para este ano

Previsão para 2020 é que Selic chegue a dois dígitos

A projeção para o PIB também diminuiu para 2022

Pela trigésima vez consecutiva, a estimativa da inflação oficial no país foi de alta, alcançando 9,17% para este ano e 4,55% para 2022. A projeção é do boletim Focus, do Banco Central (BC). O documento reúne previsões de mais de 100 instituições do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos.

Nem a alta dos juros foi suficiente para segurar a estimativa do mercado financeiro para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e, pela primeira vez, o patamar é superior a 9%. Na semana passada, a previsão estava em 8,96%.

O IPCA não deveria ser maior que 5,25% este ano, segundo a meta de inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O centro da meta é de 3,75%, mas a margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo permite que o índice varie de 2,25% a 5,25%.

No caso da taxa básica de juros, a Selic, principal ferramenta de controle da inflação, a projeção dos economistas é que chegue a 9,25% ao ano em 2021. Para 2022, pela primeira vez, a expectativa é de que a taxa, que atualmente está em 7,75% ao ano, fique acima de dois dígitos e alcance a marca de 10,25%.

Os analistas reduziram a expectativa sobre o PIB, que em 2021 deverá ser de 4,94% ao ano. A previsão é menor do que na semana passada, de 4,97%, e menor que há um mês, quando o crescimento previsto era de 5,04%. Para 2022, a projeção para o PIB também diminuiu. Os especialistas que participam da pesquisa semanal do Banco Central indicaram um crescimento do PIB de 1,2%.

Com Agência Brasil 

Previsão para 2020 é que Selic chegue a dois dígitos

Investimento inicial para empreender em startups

Acompanhe mais um episódio do podcast Pílulas de AMANHàsobre empreendedorismo em startups. 

rograma.

Dessa vez o  Profº Gustavo Oliveira, doutor em políticas públicas, docente e coordenador na Faculdade Santa Marcelina, aborda os investimentos para empreender na área e dá alternativas além do capital próprio. Dê play e confira o ep.02.

Acompanhe mais um episódio do podcast Pílulas de AMANHàsobre empreendedorismo em startups. 

Fraudes contra clientes de bancos crescem no ano

Pessoas sem conhecimento de segurança digital são alvos preferenciais

Em nenhum contato real de bancos serão solicitados senhas, números de cartão ou será pedido para fazer transferências

Os golpes contra clientes de bancos cresceram 165% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2020, segundo levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Os golpes que mais aumentaram foram aqueles chamados de “engenharia social”, em que a vítima é manipulada e levada a fazer ações em benefício dos criminosos.

O crescimento ocorre, entretanto, em um contexto em que o celular já responde por mais da metade das transações bancárias. Segundo a Febraban, os aplicativos para telefone móvel foram usados em 51% das transações em 2020. Em 2016, o percentual era de 28%. De acordo com a federação, a pandemia aumentou a importância desses aparelhos, que passaram a ser usados por pessoas que antes sequer tinham conta em banco.

Esse público, com pouca intimidade com o funcionamento do sistema bancário e com a segurança digital, é o alvo preferencial dos grupos de criminosos, diz a entidade. Os golpistas tendem a se aproveitar da falta da informação das vítimas para induzi-las a fazer depósitos e transferências, o que é mais fácil do que burlar os sistemas de segurança dos aplicativos e sistemas dos bancos.

Golpes
O chamado golpe do falso funcionário cresceu 62% no primeiro semestre deste ano. Nessa modalidade, o criminoso liga para a vítima e se faz passar por funcionário de uma instituição com a qual a pessoa tem relação. O golpista informa a vítima sobre supostos problemas de segurança, como a conta invadida ou clonada, para conseguir dados pessoais e financeiros. Durante a ligação, o criminoso pede ainda que a vítima digite a senha do cartão. Com essas informações, ele pode fazer retiradas de contas da vítima.

O golpe do falso motoboy funciona de forma semelhante. O golpista liga para a vítima passando-se por funcionário do banco e diz que o cartão foi fraudado, pede a senha e instrui a pessoa a cortar o cartão. No entanto, o chip fica preservado. Um suposto funcionário do banco vai à residência da pessoa sob o pretexto de retirar o cartão para que um novo seja emitido. Com a senha e o chip, os golpistas podem sacar dinheiro e fazer transações em nome da vítima.

Nesse tipo de situação, alerta a Febraban, os golpistas tentam provocar medo na vítima para que ela aja por impulso e siga as instruções dos criminosos. Por isso, é importante lembrar que, em nenhum contato real de bancos serão solicitados senhas, números de cartão ou será pedido para fazer transferências. Em caso de dúvida, o cliente deve desligar e telefonar por conta própria para os canais de atendimento informados no verso do cartão bancário.

As tentativas de golpe do tipo phishing cresceram 26%. Nessa modalidade de fraude, são enviados e-mails ou mensagens por WhatsApp na tentativa de obter dados ou induzir as pessoas a clicar em páginas falsas de bancos. Por isso, os clientes devem sempre desconfiar de ofertas não solicitadas ou descontos muito acima do esperado, além de verificar com cuidado os endereços de e-mail e das páginas nesse tipo de mensagem que, muitas vezes, tentam simular com troca de letras ou domínios do exterior as páginas oficiais dos bancos.

Há ainda as fraudes com empréstimos e venda de produtos com condições aparentemente muito vantajosas. Os criminosos, então, induzem o senso de urgência nas vítimas para que façam depósitos sob o pretexto de não perderem a oportunidade das ofertas. A Febraban alerta que nenhuma modalidade de empréstimo solicita pagamentos antecipados. No caso de compras, é importante fazer em páginas seguras e certificadas.

A Febraban afirma que os bancos investem R$ 2,5 bilhões por ano em segurança digital. Porém, em casos em que as vítimas fazem os depósitos ou entregam informações para os criminosos, o entendimento dos bancos é que a fraude não envolveu o sistema, por isso, não há chance de ressarcimento.

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Com Agência Brasil

Pessoas sem conhecimento de segurança digital são alvos preferenciais

Cobrança por metas mais ambiciosas e financiamento deve marcar COP 26

Encontro vai até 12 de novembro em Glasgow

As mudanças já provocadas no ambiente desafiam o principal compromisso internacional para conter o aquecimento global, o Acordo de Paris, que prevê desde 2015 que o aumento da temperatura até 2100 deve ser limitado a 1,5°C

Chefes de Estado e representantes de mais de 190 países se reúnem até 12 de novembro em Glasgow, na Escócia, para discutir os compromissos firmados para reduzir a emissão de gases do efeito estufa e frear o aquecimento global. O encontro é a 26ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 26) e ocorre sob o alerta de pesquisadores e ambientalistas de que as metas propostas para enfrentar o problema precisam ser mais ambiciosas para evitar consequências mais extremas das mudanças climáticas.

Para a Organização das Nações Unidas (ONU), as conclusões do último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), divulgado em agosto, devem servir de alerta vermelho sobre o uso de energias fósseis. Elaborado por 234 autores de 66 países, o estudo mostrou que, nos últimos 50 anos, a influência humana levou o planeta à trajetória de aquecimento mais rápida em 2 mil anos e já produziu uma temperatura média que supera o período pré-industrial em mais de 1 grau Celsius (°C). As consequências dessa variação média incluem a maior frequência de eventos extremos como ondas de calor e frio intensos, incêndios, temporais e ciclones.

As mudanças já provocadas no ambiente desafiam o principal compromisso internacional para conter o aquecimento global, o Acordo de Paris, que prevê desde 2015 que o aumento da temperatura até 2100 deve ser limitado a 1,5°C. Integrante da equipe de especialistas responsável pelo IPCC, a vice-diretora do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), Suzana Kahn, explica que, mesmo quando as emissões forem reduzidas, levará décadas para que a temperatura do planeta comece a baixar, o que torna os próximos anos essenciais para atingir a meta em 2100.

“Se a gente está falando desse aumento de temperatura de 1,5 a 2 graus até 2100, 1 grau já foi”, alerta ela. “A mudança da temperatura é um dos indicadores, mas também a mudança do regime de chuvas, a desertificação em algumas áreas, o degelo de geleiras, a elevação do nível do mar, a mudança nas correntes marítimas. São vários problemas que estão acontecendo e que assustam as pessoas. Isso torna a questão mais presente para a população.”

Metas ambiciosas
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), os compromissos anunciados até o momento pelos países para 2030 são insuficientes e apontam para um mundo 2,7 graus mais quente em 2100. O relatório Lacuna de Emissões 2021, publicado pelo órgão na última semana, destacou que seria preciso reduzir as emissões em 55% do que já está previsto nos compromissos nacionais para ajustar a rota em direção ao aquecimento limite de 1,5 grau.

Os pesquisadores mostram que Argentina, Canadá, União Europeia, África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos foram os únicos membros do G20 que conseguiram apresentar em 2020 e 2021 promessas mais ambiciosas que os compromissos anteriores, enquanto China, Japão e Coreia do Sul fizeram anúncios na mesma direção, mas não os entregaram formalmente. Já Brasil e México foram os únicos membros do G20 que aumentaram a previsão de emissões em relação ao que prometiam reduzir até 2030, segundo o relatório.

Nesse cenário, a pesquisadora acredita que o Brasil será cobrado a dar uma resposta mais firme ao crescimento do desmatamento. “A gente ainda tem uma matriz energética favorável e muito limpa, apesar de que a gente já foi melhor e estamos cada vez mais incluindo termelétricas. Nosso maior problema é a questão da floresta, do desmatamento. A gente começou a reverter uma tendência positiva que tínhamos desde 2005 em que começamos a reduzir muito o desmatamento, e, de uns anos para cá, só piora, então vai ser cobrado muito isso.”

Presidente do Instituto Talanoa, Natalie Unterstell participou da construção do relatório Clima e Desenvolvimento: Visões para o Brasil 2030, que une especialistas e lideranças brasileiras que defendem que o país assuma compromissos mais ambiciosos para conter as mudanças climáticas. Para o grupo, a meta brasileira deveria ser de reduzir as emissões em, ao menos, 66%, em vez dos 43% atuais. A necessidade de buscar maiores reduções nas emissões também foi defendida por especialistas que participaram de uma audiência na Câmara dos Deputados nesta semana. Natalie Unterstell avalia que a cobrança por propostas mais contundentes será um dos três grandes eixos da conferência, que terá também as discussões sobre o mercado de carbono e o financiamento do controle de emissões como pontos centrais.

“Todos os países vão ser muito cobrados politicamente, porque a gente ainda tem essa diferença entre o necessário e o proposto, e, para o Brasil, esse é um ponto muito sensível, porque propusemos uma meta que está sendo considerada ruim”, afirma ela.

Financiamento
Natalie Unterstell avalia que, durante a conferência, voltará à mesa de negociações a cobrança aos países ricos pelo não cumprimento das promessas de financiamento das ações em países pobres e vulneráveis, já que as nações desenvolvidas foram as primeiras a se industrializar e emitiram mais gases de efeito estufa ao longo da história.

“Temos uma dívida dos países ricos de US$ 100 bilhões de por ano [para financiar ações em países pobres]. Eles estão chegando na casa dos US$ 80 bilhões, mas estão longe do ideal. Isso também vai ser cobrado lá”, descreve ela, que acrescenta que disponibilizar esses recursos é um desafio interno para esses países. “Quando a gente fala que os países ricos têm que pagar para os países pobres, a gente tem que pensar que são os contribuintes, os pagadores de impostos desses países que têm que chegar ao consenso em seus parlamentos e sociedades de que vão pagar essa conta, e está todo mundo tentando sair da pandemia e endividado. Então, é uma questão complexa.”

Suzana Kahn acredita que será uma grande frustração caso a conferência não consiga avançar na regulamentação do mercado de carbono, que estava previsto no Acordo de Paris e ainda não teve suas regras estabelecidas. No mercado de carbono, um país que superou sua meta de redução de emissões pode vender uma “permissão” equivalente a esse excedente para outro país que não conseguiu atingir o compromisso estabelecido. As regras para que essa transação ocorra, porém, ainda geram discordância na comunidade internacional.

“É complexo e é caro, porque você tem que fazer uma contabilidade e precisa verificar”, explica a professora da UFRJ. “Eu não só tenho que acompanhar e monitorar minhas emissões, como tenho que ter minhas contas totalmente abertas e transparentes, porque elas devem ser verificadas por organismos internacionais”, destaca.

A vice-diretora da Coppe/UFRJ compara que, assim como a pandemia de covid-19, as mudanças climáticas são um desafio global, em que o esforço de um país não basta enquanto não houver um controle do problema em todo o mundo. Nesse sentido, a crise sanitária pode se tornar um elemento a mais para dificultar a redução das emissões. “Há quem diga que, se é para retomar o crescimento, que se retome da melhor maneira possível, de uma maneira mais sustentável. Mas nem sempre é isso que acontece. A crise econômica acaba fazendo que você opte pelo caminho mais fácil para sair da crise.”

Para Natalie Unterstell, as crises geradas pela pandemia vão tornar ainda mais importante a discussão sobre como financiar a transição dos países pobres para uma economia com menos emissões. “Os países pobres estão ainda mais endividados, então, além de terem que lidar com a pandemia, a restauração das economias e as vacinas, precisam lidar com eventos extremos e riscos futuros. É uma conta muito pesada, e a questão do financiamento vai girar em torno disso, de como a gente alivia a barra desses países ultra vulneráveis.”

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Com Agência Brasil

Encontro vai até 12 de novembro em Glasgow

Eu que não amo você

A Tigre ensina: o consumidor não adora marcas, e sim os benefícios que elas proporcionam

A Tigre assume que não nasceu para ser amada – e de que não está nem aí para isso

Gostei da última campanha publicitária da Tigre. Nela, a empresa é bem clara sobre os limites de seu relacionamento com os clientes e de seu sex appeal como marca ao reconhecer que “ninguém ama tubo”, mas sim a tranquilidade que esses produtos, quando de qualidade, proporcionam. E arremata com o slogan, “quem ama tranquilidade, ama Tigre” (filme e matéria aqui). Trata-se de uma conexão – com o perdão do trocadilho – entre os atributos de um produto (robustez, qualidade) e os benefícios que ele oferece (tranquilidade), salpicada por uma bem-vinda ironia sobre evangelistas do conceito de love marks, tão em voga nas últimas décadas.

Não se trata de uma tática publicitária inédita, obviamente. Ressaltar características de um produto pode não ser suficiente para convencer o consumidor a adquiri-lo. Por isso, é necessário fazer um link entre os atributos e os benefícios que oferece, quando não com os valores que eles representam para o consumidor. A campanha da Tigre insere-se no primeiro caso, mas há outros, de marcas conhecidas, que se enquadram no segundo.

Como a Unimed Porto Alegre nos últimos anos. Ao adotar o slogan “Este é o plano”, a empresa tem proposto o vínculo entre seus serviços de saúde, a segurança que proporcionam (benefício) e um valor universal: a vida em harmonia consigo, com os seus e com o mundo.

Já o Wal Mart, anos atrás, optou por ser mais objetivo. Mostrava depoimentos de clientes de suas lojas que priorizavam a economia para, com isso, conseguir poupar para realizar planos mais importantes, como comprar um computador no qual a filha pudesse estudar. Atributo (preço baixo), benefício (economia) e valor (educação da filha) alinhados.

Unimed Porto Alegre e Wal Mart seguiram o conceito da means-end-chain (cadeia de meios-fim, em tradução literal), um esquema teórico que auxilia na construção dos links entre os atributos de um produto (means), os benefícios desses atributos para o consumidor e os valores pessoais que tais benefícios contemplam (end). Ele parte da premissa de que os consumidores buscam produtos cujos atributos proporcionam benefícios que estejam alinhados com seus valores pessoais. Uma vez identificados esses valores, pode-se utilizá-los como componentes da mensagem publicitária.

Valores que, se a Tigre quisesse, poderia ter contemplado na comunicação. Mas a empresa preferiu parar em algo mais palpável, o benefício. Fosse adiante e talvez acabasse virando peça de humor involuntário, como tantas marcas que exageram a própria importância. Do jeito que está, ficou na medida: a Tigre assume que não nasceu para ser amada – e de que não está nem aí para isso.

A Tigre ensina: o consumidor não adora marcas, e sim os benefícios que elas proporcionam

Amávia Cosméticos chega ao Paraná

Grife baiana de produtos capilares terá quiosque no Shopping Estação

O plano de negócios da Amávia prevê um crescimento exponencial, chegando a 1,5 mil colaboradores nos próximos dez anos

Uma das mais inovadoras grife de cosméticos capilares do Brasil, a baiana Amávia ganhou seu primeiro ponto de vendas exclusivo em Curitiba, no primeiro piso do Shopping Estação. À frente da unidade curitibana está o empresário James Jordan, que foi gerente de logística da marca no centro de distribuição na Bahia.

Com aproximadamente 90 pontos de venda entre lojas e quiosques espalhados por 13 estados brasileiros, a Amávia chega ao Paraná trazendo produtos que reúnem tecnologia e qualidade para promover resultados e proporcionar beleza, saúde e vigor aos fios.

Fundada em 2011, a Amávia oferece produtos elaborados com ativos especiais destinados aos mais variados tipos de cabelos com linhas diversificadas para mulheres, homens e crianças. São shampoos, cremes, máscaras, hidratantes, sprays, sérum, óleo de argan, repositores de proteínas, tônicos, tonalizantes, leave-ins, e muito mais.

No quiosque do Shopping Estação, estão disponíveis produtos especiais para cabelos cacheados e crespos, lisos, destinados à reparação, crescimento, alisamento, além de linhas específicas para crianças e público masculino. Os homens encontram inclusive produtos desenvolvidos especialmente para o tratamento da barba.

O ponto de venda tem consultores especializados para indicar os cosméticos capilares para cada necessidade através de um exame conhecido como “diagnóstico capilar”, um aparelho que amplia a imagem em até 200 vezes e possibilita identificar problemas nos fios e couro cabeludo.

A Amávia Cosméticos tem fábrica na cidade baiana de Lauro de Freitas, onde está investindo para ampliar a capacidade produtiva de 277 mil quilos por mês para 420 mil quilos por mês. O plano de negócios da empresa prevê um crescimento exponencial, chegando a 1,5 mil colaboradores nos próximos dez anos, além de cinco mil consultoras em todo o país já em 2021.

Grife baiana de produtos capilares terá quiosque no Shopping Estação