Archives Novembro 2021

RS apresenta melhor saldo de empregos em outubro no Sul

Santa Catarina lidera no acumulado anual

A região acumulou um saldo de quase 53 mil vagas no mês passado

O Rio Grande do Sul obteve, na região Sul, o melhor saldo de novos empregos em outubro, de acordo com os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados nesta terça-feira (30). Santa Catarina lidera em novos postos criados no acumulado anual (veja a tabela ao final desta reportagem).

Já o mercado de trabalho brasileiro registrou a abertura de 253.083 vagas com carteira assinada no mês passado. Desse modo, o saldo de contratações no acumulado do ano ficou positivo em 2.645.974 postos.

Em outubro, foram registradas 1.760.739 admissões ante 1.507.656 desligamentos. O resultado é pior que o registrado no mesmo mês de 2020, quando foram criados 366.295 novos postos de trabalho. No acumulado anual, houve 17.209.495 contratações e 14.563.521 desligamentos. No mesmo período de 2020, foram fechadas 278.997 vagas.

De onde vêm os dados do Caged?
O Caged deve ser preenchido por empregadores com informações sobre admissões e desligamentos de funcionários da empresa. O formulário deve ser enviado por meio de um sistema próprio na internet. Há penalização para as empresas que dispensarem ou contratarem empregados e não derem essa informação ao Ministério do Trabalho.

Com base nos cadastros, é possível saber quantas vagas foram abertas e fechadas no país durante um mês e calcular o número de aberturas de vagas líquido (contratações menos desligamentos). É possível saber a abertura e fechamento de vagas por região e setor.

Os dados só abrangem os contratos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), diferentemente da Pnad, que abarca também o setor informal e autônomos. Sua série histórica começa em 1992, embora tenha sofrido mudanças metodológicas que impossibilitam a comparação com números anteriores ao ano de 2020.

Uma portaria de outubro de 2019, por exemplo, mudou o sistema de preenchimento de dados, que é feito hoje pelo pelo eSocial, e passou a reunir mais informações na mesma base de dados. O novo Caged tornou obrigatório informar a admissão e demissão de empregados temporários. Antes, essa comunicação era facultativa.

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Com Agência Brasil

Santa Catarina lidera no acumulado anual

Carlos Moisés assume presidência do Codesul

Governador catarinense defende atuação conjunta por infraestrutura

O governador catarinense Carlos Moisés é o novo presidente do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul). O gestor tomou posse no cargo nesta terça-feira (30), em cerimônia realizada no Palácio Iguaçu, sede do Governo do Paraná, em Curitiba. Ele sucede o governador paranaense Carlos Massa Ratinho Júnior. Ao tomar posse como presidente do Codesul, Carlos Moisés elogiou o trabalho do antecessor e destacou o modal ferroviário como um assunto que deve unir os quatro estados na busca por soluções conjuntas e integradas.

“É importante que haja esse diálogo e ações concretas para conectar as malhas ferroviárias. Temos muitos produtos para transportar sobre trilhos, e este é o momento certo para iniciar e colher resultados no médio e longo prazo. O Codesul pode e deve liderar esse processo, em benefício dos quatro estados, com o desenvolvimento de todos os modais. Quanto maior a integração, maior o desenvolvimento”, afirmou. Moisés também frisou que os estados podem compartilhar experiências bem-sucedidas. Ele citou como exemplo o Gente Catarina, programa do governo estadual focado na melhoria da qualidade de vida dos municípios com menores índices de desenvolvimento humano.

O conselho foi criado em 1961, por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. Em 1992, o Mato Grosso do Sul também passou a fazer parte. O objetivo é fortalecer o desenvolvimento da região, colocando os quatro estados membros em um único patamar de desenvolvimento econômico e social. O ato de posse fez parte da reunião plenária do Codesul, que teve a presença dos governadores dos quatro estados que compõem o Conselho: Carlos Moisés (Santa Catarina), Ratinho Júnior (Paraná), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Reinaldo Azevedo (Mato Grosso do Sul).

“Ao meu amigo governador de Santa Catarina, desejo um bom trabalho. Não faltou união e trabalho integrado para vencer a pandemia da Covid-19 e todos os desafios que ela nos impôs ao longo deste ano”, afirmou o governador do Paraná, Ratinho Júnior.

Durante o encontro, os governadores destacaram o papel do sistema Codesul-BRDE como indutor de parcerias e cooperação e protagonista de diálogos nacionais e internacionais. Desde o ano passado, o Conselho e o Banco trabalham na construção de um planejamento estratégico para a região para os próximos 20 anos. Uma consultoria especializada está sendo contratada para este fim.

Os governadores também assinaram resoluções ratificando convênios assinados pelo Codesul com cinco entidades: Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Japão, Fundação do Ministério Público (FMP), Câmara de Comércio Mercosul-ASEAN (MACC), Federação das Indústrias do Estado do Paraná e Sapiens Global PTE LTDA. Na ocasião, também foi assinado um termo de cooperação com o Programa de Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado em Direito da PUC-PR.

Balanço e projeções do BRDE
A ex-diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, do Rio Grande do Sul, fez uma apresentação da gestão de 2020 a 2021. O Banco apresentou resultados financeiros e operacionais positivos no período, além de baixa inadimplência. Conforme Leany, houve avanços no volume de operações, na lucratividade, na transformação digital, adesão ao Programa Nacional de Prevenção à Corrupção (PNPC), criação de uma estratégia para diversidade, alinhamento aos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, entre outros. O atual diretor-presidente do BRDE, Wilson Bley, do Paraná, expôs a situação do processo para o Planejamento Estratégico do Codesul e metas do BRDE para o período de 2021 e 2022. A nova diretoria também foi apresentada aos gestores do Codesul.

Bley projeta uma participação maior dos municípios na carteira de contratos do BRDE e informou que o objetivo é se tornar o melhor banco de desenvolvimento do Brasil, trabalhar com parcerias público-privadas (PPPs), atuar com a emissão de títulos no mercado e investir em projetos de energia renovável.

A nova diretoria do BRDE é composta pelos catarinenses Marcelo Haendchen Dutra (vice-presidente e diretor de Acompanhamento e Recuperação de Créditos) e Eduardo Pinho Moreira (diretor financeiro), além de Luiz Carlos Borges da Silveira (diretor administrativo), Leany Lemos (diretora de operações) e Otomar Vivian (diretor de planejamento).

Governador catarinense defende atuação conjunta por infraestrutura

Evento das 500 Maiores do Sul no Spotify

Ouça a premiação das 500 Maiores do Sul de 2021 na íntegra. 

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Um cenário promissor para a Tupy

Companhia catarinense antevê resultados ainda maiores sustentados pela elevação do consumo e necessidade de reposição de estoques

Recorde atrás de recorde: Fernando de Rizzo sustenta que a Tupy está preparada para atender a demanda

A Tupy encerrou o segundo trimestre de 2021 com mais um recorde: R$ 1,6 bilhão, maior receita líquida de sua história. O resultado configura um crescimento de 7% em relação ao primeiro trimestre deste ano, que havia batido a maior marca da empresa anteriormente, com R$ 1,5 bilhão. “No segundo trimestre, observamos que a retomada econômica afetou alguns elos da cadeia. Por outro lado, esse aumento de demanda para o qual preparamos toda a operação continua em pauta, sustentado pela elevação do consumo e necessidade de reposição de estoques”, avalia Fernando de Rizzo, CEO da Tupy. A bem da verdade, a companhia catarinense tem como uma de suas vantagens competitivas a diversificação de mercados e segmentos em que atua. Hoje, mais de 80% da receita é proveniente do mercado externo. A valorização do dólar ajuda a elevar o faturamento, mas impacta também os custos, que em boa parte são dolarizados.

“O que estamos vendo é resultado de um forte movimento para fortalecer a eficiência operacional da companhia, aumentando a flexibilidade e melhorando também a nossa gestão de compras”, explica o CEO. A área tem trabalhado no desenvolvimento de alternativas, especialmente na aquisição de sucata de ferro, a principal matéria-prima. Outro trunfo está na configuração dos contratos, que dispõem de cláusulas de repasse para mitigar o aumento dos custos com insumos.

A despeito da dificuldade de produção de parte dos clientes em função de falta de componentes, os volumes têm seguido a trajetória de recuperação gradual. No mercado interno, a Tupy tem observado um bom desempenho de aplicações em veículos comerciais, máquinas agrícolas e de construção, além das exportações indiretas. Já no mercado externo, o destaque no segundo trimestre está nas aplicações para veículos comerciais médios, pesados e máquinas agrícolas e de construção. “Tudo isso contribui com aumento de nossas receitas e é resultado da recuperação econômica global, bem como da retomada de investimentos”, comemora.

A Tupy é a 37ª maior empresa da região e também a nona maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Clique aqui e veja como foi o evento de lançamento e premiação de 500 MAIORES DO SUL.

Companhia catarinense antevê resultados ainda maiores sustentados pela elevação do consumo e necessidade de reposição de estoques

Desemprego atinge 13,5 milhões de pessoas

A taxa de desocupação foi de 12,6% no terceiro trimestre

O aumento na ocupação também está relacionado principalmente às atividades de comércio

A taxa de desocupação recuou para 12,6% no terceiro trimestre deste ano, uma redução de 1,6 ponto percentual frente ao segundo trimestre. Com isso, o número de pessoas em busca de emprego no país caiu para 13,5 milhões (-9,3%). Já os ocupados chegaram a 93 milhões, com crescimento de 4%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE.

“No terceiro trimestre, houve um processo significativo de crescimento da ocupação, permitindo, inclusive, a redução da população desocupada, que busca trabalho, como também da própria população que estava fora da força de trabalho”, diz a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy. A população fora da força de trabalho é o contingente daqueles que não estão ocupados nem buscando emprego. Com o crescimento no número de ocupados, o nível da ocupação, percentual de pessoas em idade de trabalhar que estão no mercado de trabalho, chegou a 54,1%. No trimestre passado, esse percentual foi de 52,1%.

Adriana destaca que a informalidade responde por 54% do crescimento da ocupação. Entre as categorias de emprego que mais cresceram frente ao trimestre anterior estão os empregados do setor privado sem carteira assinada (10,2%), que somaram 11,7 milhões de pessoas. No mesmo período, o número de trabalhadores domésticos chegou a 5,4 milhões, aumento de 9,2%, o maior desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. Se considerados apenas os trabalhadores sem carteira, houve aumento de 10,8%, o que representa 396 mil pessoas a mais.

“É um processo de recuperação que já vinha ocorrendo a partir de junho. A categoria dos empregados domésticos foi a mais afetada na ocupação no ano passado e, nos últimos meses, há uma expansão importante. Embora haja essa recuperação nos últimos trimestres da pesquisa, o contingente atual desses trabalhadores é inferior ao período pré-pandemia”, afirma. No primeiro trimestre do ano passado, 6 milhões de pessoas eram trabalhadores domésticos.

Também houve crescimento no contingente de trabalhadores por conta própria (3,3%). São 25,5 milhões de pessoas nessa categoria, o maior número desde o início da série histórica da pesquisa. Esse contingente inclui os trabalhadores que não têm CNPJ, que cresceram 1,9% frente ao último trimestre. Com isso, a taxa de informalidade chegou a 40,6% da população. São 38 milhões de trabalhadores nessa situação.

O aumento na ocupação também está relacionado principalmente às atividades de comércio (7,5%), com 1,2 milhão de trabalhadores a mais, indústria (6,3%, ou 721 mil pessoas), construção (7,3%, ou 486 mil pessoas) e serviços domésticos (8,9%, com adição de 444 mil pessoas).

Apesar do avanço no número de pessoas ocupadas, o rendimento real habitual foi de R$2.459, queda de 4% frente ao último trimestre e de 11,1% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. Já a massa de rendimento (R$ 223,5 bilhões) ficou estável nas duas comparações. De acordo com Adriana, esses números indicam que o aumento da ocupação foi puxado por postos de trabalho com salários menores. “Há um crescimento em ocupações com menores rendimentos e também há perda do poder de compra devido ao avanço da inflação”, diz.

A queda na taxa de desocupação do país foi disseminada por todas as regiões. No Sudeste, região que mantém o maior número de pessoas desempregadas (6,3 milhões), a taxa passou de 14,6%, no segundo trimestre, para 13,1%. “Essa queda na desocupação no nível nacional também está sendo observada regionalmente em vários estados. Isso indica que há um processo de recuperação de trabalho que ocorre de maneira disseminada no país”, avalia.

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A taxa de desocupação foi de 12,6% no terceiro trimestre

Pequenas indústrias já inovaram pelo menos uma vez

Pesquisa da CNI revela, no entanto, que maior parte dessas empresas não dispõem de estrutura para inovar

As regiões Nordeste e Sul são as que mais acreditam na inovação para o futuro das empresas

As pequenas empresas sabem da importância estratégica da inovação para que se mantenham no mercado e sejam competitivas, mas ainda esbarram em dificuldades para inovar. É o que revela pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizada pelo Instituto FSB Pesquisa junto a executivos de 500 indústrias de pequeno porte (de 10 a 49 empregados). De acordo com os dados, 82% dessas empresas inovaram pelo menos uma vez nos últimos três anos.

No entanto, apesar de a grande maioria ter inovado, em geral as pequenas empresas ainda não têm estrutura para tornar a inovação uma atividade contínua. Segundo a pesquisa, 68% não possuem uma área de inovação e 76% não têm orçamento específico para inovação nem profissionais dedicados exclusivamente a esse fim. Mas para 57% dos executivos, a importância que a empresa dá para a inovação é alta ou muito alta. Veja os principais dados da sondagem no infográfico ao final desta reportagem.

Clique aqui e saiba como participar da 18ª edição da pesquisa Campeãs da Inovação, uma iniciativa do Grupo AMANHÃ com o IXL-Center.

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, alerta que a inovação será cada vez mais importante no pós-pandemia. “A destinação de recursos financeiros para ciência, tecnologia e inovação será fundamental para o país sair forte da crise, e para a indústria buscar alternativas diante das incertezas que ainda permeiam as relações entre países, para enfrentarmos problemas como a falta de insumos para a produção nos mais diferentes setores”, afirma.

Ganhos com inovação na pandemia
Os números mostram ainda que, durante a pandemia, 68% das pequenas indústrias inovaram e tiveram ganhos de lucratividade, produtividade e competitividade. De acordo com a pesquisa, 45% delas apontaram que a dificuldade para inovar no período de Covid-19 aumentou, enquanto 19% consideram que a dificuldade para inovar no período diminuiu. Para 36%, ficou igual.

Entre as principais dificuldades para inovar durante a pandemia destaca-se o acesso a recursos financeiros de fontes externas à empresa, o que foi declarado por 20%. Na sequência, aparecem a dificuldade para contratar profissionais (9%); para obter mão de obra qualificada (6%), de orçamento na empresa (6%); e de acesso à cadeia de fornecedores (5%).

Do universo de 500 pequenas indústrias entrevistadas, 78% sentiram impacto da pandemia sobre seus negócios, sendo que 27% disseram ter sido muito prejudicadas; 14% prejudicadas; 17% mais ou menos prejudicadas; e 20% um pouco prejudicadas. Para 55% dos executivos, a cadeia de fornecedores foi o primeiro ou segundo aspecto mais impactado pela pandemia, seguido pelas vendas (50%) e pela relação com os trabalhadores (19%).

Reflexos da inovação na pandemia
A pesquisa revela também que 45% das pequenas empresas tiveram mais dificuldades em inovar por conta da pandemia. No entanto, para 19% que considerava difícil inovar, o processo melhorou na pandemia. Os executivos consideram as parcerias importantes para inovação em suas empresas. Para eles, os principais parceiros para inovar são: fornecedores (16%), bancos (15%) e outras empresas (11%).

A inovação é considerada essencial por 68% das pequenas empresas que não fizeram inovação nesse período. Pensando num mundo pós pandemia, 80% afirmam que terão que investir em inovação para crescerem ou se manterem no mercado. As regiões Nordeste (93%) e Sul (81%) são as que mais acreditam na inovação para o futuro das empresas.

Avanços das tecnologias
Considerando os avanços da tecnologia nesse período da pandemia, 78% das empresas avançaram, em algum nível, na adoção de novas tecnologias digitais. Com isso, 49% das empresas ampliaram o volume de vendas durante a pandemia, 47% estão produzindo com mais eficiência e 46% ampliaram o volume de produção. Com isso, é possível perceber como a inovação e adoção de novas tecnologias impactaram positivamente no desempenho das pequenas empresas durante a pandemia.

Os executivos destacaram, ainda, que a relação com o cliente e o marketing são os itens prioritários para o pós-pandemia. Já para os próximos 3 anos, as prioridades serão a ampliação do volume de vendas, a produção com menos custos e mais eficiência, além do aumento do volume de produção.

Trabalho remoto durante a pandemia
O trabalho remoto mudou a realidade de muitas empresas durante a pandemia e nas pequenas indústrias o cenário não foi diferente. Nesse período, 43% das empresas adotam o trabalho remoto. As regiões Nordeste e Sudeste foram as que mais tiveram empregados em trabalho remoto, foram 52% e 45% das empresas, respectivamente. Um total de 35% das pequenas empresas que adotaram o home office vão manter esse modelo em definitivo no pós-pandemia, enquanto outras 65% dizem que não pretendem aderir a esse modelo de trabalho.

Com as empresas adotando o modelo de trabalho remoto durante a pandemia, a adoção de novas ferramentas se fez necessária e elas dizem que vão manter. A pesquisa mostra que 45% das pequenas empresas tiveram que investir em ferramentas para condução de reuniões online, 43% investiram em serviços de armazenamento na nuvem e 42% em ferramentas de automação.

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Pesquisa da CNI revela, no entanto, que maior parte dessas empresas não dispõem de estrutura para inovar

Inadimplência aumenta pela primeira vez em oito meses

Indicador alcança maior nível desde setembro de 2020

Dentre os endividados, o percentual de famílias com dívidas por mais de um ano atingiu a máxima histórica de 36,2%

Pela primeira vez desde fevereiro deste ano, a inadimplência dos brasileiros apresentou aumento. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o endividamento recorde, que alcançou cerca de 12,3 milhões de famílias, e os desafios econômicos impostos aos orçamentos domésticos colaboraram para que o indicador alcançasse o maior nível desde setembro do ano passado: 26,1%.

O número representa uma elevação de 0,5 ponto percentual em relação a outubro e de 0,4 ponto percentual na comparação anual, sendo o maior nível para meses de novembro na série histórica da análise, iniciada em janeiro de 2010. A parcela que declarou não ter condições de pagar suas dívidas ou contas em atraso e, portanto, continuará inadimplente permaneceu estável, registrando 10,1%, queda de 1,4 ponto na comparação com o mesmo mês de 2020.

Já o percentual de famílias que relatou ter dívidas a vencer (cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa) apresentou crescimento pelo 12º mês consecutivo, alcançando 75,6%, alta de um ponto percentual em relação a outubro e de 9,6 pontos ante novembro do ano passado.

Mesmo com os juros maiores, as concessões de crédito com recursos livres para pessoas físicas seguem aumentando. Segundo os dados do Banco Central (Bacen), outubro registrou crescimento real de 3,3% nas concessões de crédito às pessoas físicas, nas modalidades com recursos livres. No saldo das operações, o aumento real foi de 1% nas transações com recursos livres.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, observa que, na tentativa de ancorar melhor as expectativas inflacionárias futuras, o Comitê de Política Monetária (Copom) apertou o ritmo de alta dos juros. “Até o momento, isso não foi suficiente para abrandar a dinâmica do endividamento e o crédito segue sendo a saída do brasileiro para recompor a renda”, analisa.

Faixas de renda
A economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira, aponta o uso do crédito como mais relevante ao grupo das famílias com rendimento de até dez salários mínimos. De outubro para novembro, o percentual de endividados nessa faixa de renda saltou de 75,9% para 77%. No mesmo mês do ano passado, o indicador registrava 67,9%, o que representa um aumento anual de quase dez pontos percentuais em 2021. “Para esse grupo em especial, a inflação corrente ao consumidor girando próxima a 11% ao ano acirra o orçamento familiar e aumenta a necessidade do crédito para organizar as despesas”, avalia.

Para as famílias com renda acima de dez salários mínimos, o endividamento também segue apresentando tendência de alta. Nesse grupo, a proporção de endividados alcançou, da mesma forma, o maior patamar da série histórica, com aumento mensal de 69,5% para 70,3%. A comparação anual demonstrou um crescimento de onze pontos percentuais diante dos 59,3% registrados em 2020. “As famílias no grupo de renda mais elevado têm revertido suas poupanças, ampliadas durante a pandemia, para o consumo de serviços, auxiliando a retomada recente da atividade econômica no setor”, explica a economista.

Já o indicador de inadimplência apresentou divergências entre os dois grupos. A proporção de famílias com contas ou dívidas em atraso na faixa de renda mais baixa voltou a aumentar de 28,9% para 29,4% e ante os 28,9% registrados em novembro do ano passado, alcançando o maior nível desde setembro de 2020. No grupo com rendimento mais alto, o percentual caiu de 11,6% para 11,4%, entre os dois últimos meses, e 11,8% na comparação anual, chegando à menor proporção desde julho de 2020.

Dentre os endividados, o percentual de famílias com dívidas por mais de um ano é crescente desde o fim do primeiro trimestre e atingiu a máxima histórica de 36,2%, indicando que os consumidores estão buscando alongar os prazos de pagamento de suas dívidas para que a parcela caiba nos orçamentos e, assim, reduza-se o comprometimento da renda.

De acordo com o levantamento, o prazo médio de atraso na quitação das dívidas voltou a aumentar em novembro, chegando a 61,6 dias. E, apesar da queda de 1,4 ponto percentual na comparação anual, a proporção de atrasos acima de 90 dias é a maior desde agosto deste ano, alcançando 41,6% dos inadimplentes.

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Indicador alcança maior nível desde setembro de 2020

Encante-me se for capaz

Ou só se for imprescindível

Incentivar o encantamento ajuda a construir uma ideia de propósito numa organização, a engajar funcionários e a tornar o trabalho menos trivial e mais significativo

A pesquisa de satisfação da concessionária em que minha esposa fizera a manutenção periódica do carro encaminhava-se para o final quando a entrevistadora perguntou: “o que podemos fazer para encantá-la?”.

Meio sem reação, ela respondeu o óbvio: “não sei. Se for algo esperado ou solicitado por mim, deixa de encantar…”.

Verdade. O encantamento do cliente, nível mais alto de satisfação que um consumidor pode alcançar, pressupõe, sim, a surpresa, o inesperado, a exceção. Se uma empresa inquire sobre como pode encantar, na prática está perguntando como pode surpreender. E surpresas esperadas não são surpresas.

Mas o que mais chama a atenção nesse episódio é a atração que o conceito de encantamento desperta em certos gestores e empresas. Satisfazer, simplesmente, não basta?

Deveria, como bem mostram três autores a partir de um rápido P&R a respeito do assunto:

P: “Com que frequência alguém prestigia uma empresa só porque o atendimento é fora de série?”.

R: “Provavelmente, não serão muitas”.

P: “Quantas vezes um consumidor abandona uma empresa devido a um péssimo atendimento?”.

R: “O tempo todo”.

Eles continuam: “(…) a lealdade tem muito mais a ver com a capacidade da empresa de honrar sua promessa básica do que com o espetacular (…). [E]ncantar o cliente não produz fidelidade; reduzir seu esforço (…), sim. [S]uperar expectativas do cliente (…) só o torna marginalmente mais fiel do que quando suas necessidades são simplesmente satisfeitas” (Dixon, Freeman & Toman, Harvard Business Review Brasil, agosto 2010, p.58 e 59).

Por que, então, não simplesmente preocupar-se em satisfazer? Arrisco uma explicação. Gestores não convencem superiores e subordinados de sua competência quando sua preocupação se restringe ao essencial, a fazer funcionar perfeitamente uma engrenagem, sem falhas ou excessos. Tal qual um goleiro, que precisa de defesas espetaculosas para ser percebido, administradores voltados ao feijão-com-arroz só aparecem quando são substituídos por outros que não dão conta do recado. São notados na ausência, nunca na presença, o que numa cultura individualista como a ocidental pode representar uma limitação às ambições de ascensão profissional.

Além disso, incentivar o encantamento ajuda a construir uma ideia de propósito numa organização, a engajar funcionários e a tornar o trabalho menos trivial e mais significativo. José Galló construiu a Renner em torno dessa ideia, e orgulhava-se de a empresa ter acumulado mais de 800 mil histórias de encantamento registradas. Era uma bandeira da companhia. Mas ele mesmo reconhecia, nas entrelinhas, que o sucesso da varejista não vinha exclusivamente desse mote, e sim de escolhas estratégicas felizes e da competência operacional em áreas bem menos visíveis e marketizáveis que o atendimento em loja.

Ou seja, até ele sabia que por trás dos bons índices alcançados no famoso encantômetro, havia outros tão altos ou maiores no basicômetro do dia a dia.

Ou só se for imprescindível

Potencial mira o mercado de extração de óleo de soja

Grupo paranaense prepara caminho no setor de energia

O Grupo Potencial pretende montar sua planta de extração de óleo de soja até 2023

A Potencial Biodiesel, unidade de negócio do Grupo Potencial, anunciou há um ano ter dobrado a capacidade produtiva de sua usina na cidade paranaense da Lapa. A empresa, que atingiu a marca histórica de 900 mil metros cúbicos por ano, informa agora que seus resultados podem posicionar o grupo entre os líderes do mercado brasileiro de energia. O diretor Carlos Eduardo Hammerschmidt diz que os próximos passos miram a extração de óleo de soja e, a longo prazo, o mercado de etanol.

“Em 2012, quando entramos no segmento de biodiesel, o mercado passava por uma crise e conseguimos sobreviver porque estávamos preparados para essa situação. Sempre avançamos de acordo com um sólido planejamento e já tínhamos em mente o plano de nos tornarmos o maior player de biodiesel do Brasil. O mercado de energia está passando por um momento de transição e a Potencial quer se posicionar não mais como uma empresa de combustíveis, mas como uma de energia”, afirma.

O Paraná é o segundo maior produtor de soja do Brasil, tem grande capacidade instalada de esmagamento e bastante óleo disponível. Ainda assim, o Grupo Potencial pretende montar sua planta de extração de óleo de soja até 2023. “As coisas vão acontecer em partes, mas o projeto como um todo vai custar cerca de R$ 1,5 bilhão. Será um novo negócio que vamos agregar ao grupo, assim como fizemos com a glicerina. Atualmente, a Potencial Biodiesel é uma empresa autossustentável. O único subproduto que não conseguimos aproveitar em nossa usina é o sal. Todo o resto – ácidos graxos, borras e a glicerina – usamos na glicerólise. Hoje temos um share de 12% da glicerina refinada no Brasil. Nossa planta refina 50 mil toneladas ao ano”, relata Hammerschmidt.

A empresa planeja manter um único complexo industrial, na Lapa “Somos nascidos e criados na Lapa e cerca de 80% de nossos colaboradores são naturais da cidade. Ficamos orgulhosos de saber que nossa atividade contribuiu para o crescimento do PIB do município em cinco vezes. Além do mais, nossa mão-de-obra já está toda capacitada”, declara.

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Grupo paranaense prepara caminho no setor de energia

Mercado financeiro prevê inflação em 10,15%

Para 2022, caiu a previsão de crescimento do PIB de 0,7% para 0,58%

Para o fim de 2022, a estimativa é de que a taxa básica de juros chegue a 11,25% ao ano

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, subiu de 10,12% para 10,15% neste ano. Essa foi a 34ª elevação consecutiva da projeção. A estimativa está no Boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a expectativa das instituições para os principais indicadores econômicos. Para 2022, a estimativa de inflação subiu 4,96% para 5%.

A previsão para 2021 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior de 5,25%.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 7,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Na última reunião do Copom deste ano, nos dias 7 e 8 de dezembro, a previsão do mercado financeiro é que a Selic suba para 9,25% ao ano. Para o fim de 2022, a estimativa é de que a taxa básica chegue a 11,25% ao ano.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Além disso, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

As instituições financeiras consultadas pelo BC reduziram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano de 4,8% para 4,78%. Para 2022, a expectativa para o PIB é de crescimento de 0,58%. Na semana passada, a estimativa de expansão era 0,7%. A expectativa para a cotação do dólar se manteve em R$ 5,50 para o final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é de que a moeda americana também fique nesse patamar.

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Com Agência Brasil 

Para 2022, caiu a previsão de crescimento do PIB de 0,7% para 0,58%

Pix Saque e Pix Troco estão disponíveis a partir de hoje

Cliente poderá fazer saque em locais como padarias e supermercados

O Pix Saque permitirá que os clientes de qualquer instituição participante do sistema realizem saque em um dos pontos que ofertar o serviço

A partir desta segunda-feira (29) passam a valer duas novas modalidades do Pix: Saque e Troco. Os usuários poderão fazer saques em locais como padarias, lojas de departamento e supermercados, não apenas em caixas eletrônicos. Segundo o Banco Central (BC), a oferta dos dois novos produtos da ferramenta aos usuários é opcional, cabendo a decisão final aos estabelecimentos comerciais, às empresas proprietárias de redes de autoatendimento e às instituições financeiras.

O Pix Saque permitirá que os clientes de qualquer instituição participante do sistema realizem saque em um dos pontos que ofertar o serviço. Estabelecimentos comerciais, redes de caixas eletrônicos compartilhados e participantes do Pix, por meio de seus serviços de autoatendimento próprios, poderão ofertar o serviço. Para ter acesso aos recursos em espécie, o cliente fará um Pix para o agente de saque, em dinâmica similar à de um Pix normal, a partir da leitura de um QR Code ou do aplicativo do prestador do serviço.

No Pix Troco, a dinâmica é praticamente idêntica. A diferença é que o saque de recursos em espécie pode ser feito durante o pagamento de uma compra ao estabelecimento. Nesse caso, o Pix é feito pelo valor total, ou seja, da compra mais o saque. No extrato do cliente aparecerá o valor correspondente ao saque e à compra.

O limite máximo das transações do Pix Saque e do Pix Troco será de R$ 500 durante o dia e de R$ 100 no período noturno (das 20h às 6h). De acordo com o BC, haverá, no entanto, liberdade para que os ofertantes dos novos produtos do Pix trabalhem com limites inferiores a esses valores, caso considerem mais adequado aos seus fins.

De acordo com o BC, não haverá cobrança de tarifas para clientes pessoas naturais (pessoas físicas e microempreendedores individuais) por parte da instituição detentora da conta de depósitos ou da conta de pagamento pré-paga para a realização do Pix Saque ou do Pix Troco em até oito transações mensais. A partir da nona transação realizada por mês, as instituições financeiras ou de pagamentos detentoras da conta do usuário pagador podem cobrar uma tarifa pela transação.

O valor da tarifa cobrada é de livre estabelecimento pela instituição e deve ser informado ao usuário pagador antes da etapa de confirmação da transação. “Os usuários nunca poderão ser cobrados diretamente pelos agentes de saque”, destacou a instituição.

O BC explica ainda que os quatro saques tradicionais gratuitos realizados pelo usuário fora do âmbito do Pix Saque e Pix Troco podem ser descontados da franquia de gratuidades (oito por mês). Ou seja, se o usuário realizar um saque da sua conta, sem ser por meio do Pix Saque ou Pix Troco, esse saque poderá ser contabilizado e sua franquia de gratuidades poderá ser reduzida de oito para sete, a critério da instituição.

Para o comércio que disponibilizar o serviço, as operações do Pix Saque e do Pix Troco representarão o recebimento de uma tarifa que pode variar de R$ 0,25 a R$ 0,95 por transação, a depender da negociação com a sua instituição de relacionamento.

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Com Agência Brasil 

Cliente poderá fazer saque em locais como padarias e supermercados

Matriz catarinense mostra 12 regiões no nível moderado

Nenhuma regional foi classificada nos níveis de risco grave ou gravíssimo

A taxa de ocupação de leitos de UTI de pacientes com diagnóstico de Covid-19 em Santa Catarina é de 21%

Pela oitava semana consecutiva, nenhuma região do estado foi classificada nos níveis de risco grave (laranja) ou gravíssimo (vermelho). A matriz de risco potencial regionalizado divulgada neste sábado (27) aponta 12 regiões como risco potencial moderado (cor azul) e cinco regiões como risco potencial alto (cor amarela).

A última vez que a matriz classificou uma região no nível grave foi no dia 1º de outubro, e no nível gravíssimo no dia 11 de setembro. De lá para cá houve avanço na vacinação que, alinhado a uma menor taxa de ocupação de leitos de UTI Adulto com pacientes com Covid-19, vem mantendo a tendência de redução da gravidade da pandemia em todas as regiões.

Houve melhora nos indicadores das regiões Carbonífera, a partir da redução no número de óbitos aliada a uma baixa ocupação de leitos de UTI Adulto com pacientes Covid-19, e na região de Xanxerê, a partir da redução no número de óbitos aliada a redução da taxa de hospitalizações (casos graves) de Covid-19, resultando na melhora na dimensão gravidade.

Com isso, estas regiões, que na semana anterior estavam classificadas como nível alto (amarelo), passaram a ser classificadas como moderado (azul), se juntando regiões do Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Oeste, Foz do Rio Itajaí, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Meio-Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Vale do Itapocu, que se mantiveram no nível moderado.

Por outro lado, houve uma piora nos indicadores das regiões do Alto Vale do Itajaí, a partir da elevação no número de óbitos e detecção de casos novos, na região da Grande Florianópolis, a partir da elevação da taxa de infectividade (casos ativos), detecção de casos novos e ocupação de leitos de UTI Adulto, e na região Oeste, a partir da elevação na detecção de casos novos e ocupação de leitos de UTI Adulto.

Com isso, estas regiões, que na semana anterior estavam classificadas como moderado (azul), passaram a ser classificadas como nível alto (amarelo), juntamente com as regiões Extremo Sul e Nordeste, que permaneceram no nível alto.

Ocupação de leitos de UTI
A taxa de ocupação de leitos de UTI Adulto de pacientes com diagnóstico de Covid-19 em Santa Catarina é de 21% no total, com uma ocupação de 298 leitos num total de 1.446 disponíveis, o que classifica a capacidade de atenção do Estado como nível alto.

Em relação a regiões, somente a Nordeste e Oeste estão com uma ocupação acima de 40%, com 101 leitos ocupados dos 189 leitos disponíveis (53%) na região Nordeste e 21 leitos ocupados dos 52 disponíveis (40%) na região Oeste, sendo classificados como nível de risco grave. Grande Florianópolis, Extremo Oeste, Xanxerê e Laguna estão com taxas de ocupação de leitos de UTI Adulto com pacientes diagnosticados com Covid-19 entre 20 a 40%, sendo classificados como risco alto, e as demais estão todas abaixo de 20%, sendo classificados no nível de risco moderado.

A análise deste indicador torna possível uma melhor gestão da ocupação de leitos de UTI no estado, servindo tanto para monitorar a situação de gravidade da pandemia no estado de forma regionalizada, quanto servindo de parâmetro para a retomada das cirurgias eletivas que foram paralisadas durante o período mais crítico da pandemia.

Nenhuma regional foi classificada nos níveis de risco grave ou gravíssimo

Busca por crédito no Sul registra retração em outubro

Índice avançou 5,6% no país no mês passado

O aumento da inflação encareceu a vida dos consumidores

A procura dos consumidores brasileiros por linhas de crédito cresceu 5,6% em outubro deste ano na comparação com o mesmo mês de 2020. Apesar disso, os dados mostram a desaceleração da busca pelo recurso financeiro, sendo essa (5,6%) a menor expansão desde o início de 2021, que até então, tinha marcado crescimento de no mínimo 11,2% em janeiro.

De acordo com o Indicador de Demanda do Consumidor por Crédito da Serasa Experian, as regiões Norte e Nordeste tiveram as principais altas do país, impulsionando o índice. O Sul, no entanto, obteve retração na busca de empréstimos. Veja os dados completos nos gráficos abaixo.

Segundo o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, o crédito continua sendo um forte aliado, principalmente, para a parte da população que precisa do recurso para fechar as contas no fim do mês. “O aumento da inflação encareceu a vida dos consumidores que, esgotando seus recursos fixos mensais, precisaram utilizar as linhas de crédito para custear compromissos financeiros essenciais. No entanto, a alta da taxa Selic, também encareceu o acesso ao crédito, por isso, embora as pessoas continuem precisando desse recurso, o mês de outubro registrou o menor percentual do ano”, pondera.

Ainda na comparação ano a ano, a análise por faixa de renda revelou que os consumidores que recebem até R$ 500 por mês continuam sendo aqueles que mais demandam por crédito no país, com alta de 12,4%. Em sequência estão as pessoas que ganham entre R$ 500 e R$ 1.000 mensais, com 5,8%.

Índice avançou 5,6% no país no mês passado

Confiança recua na maioria dos setores da indústria em novembro

A percepção sobre as condições atuais da economia está negativa

ICEI foi heterogêneo entre os setores, o que reflete que as características setoriais estão afetando de forma diferente a confiança

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) recuou em 24 dos 30 setores analisados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na passagem de outubro para novembro deste ano. Apesar da queda, apenas um setor cruzou a linha de 50 pontos, todos os demais permanecem confiantes. Dados acima dessa faixa representam confiança e abaixo, falta de confiança. Em novembro, o ICEI de Produtos de limpeza, perfumaria e higiene pessoal ficou em 49,5 pontos. Ao todo, foram entrevistadas 2.340 empresas entre 3 e 12 de novembro.

A economista da CNI Larissa Nocko explica que o resultado do ICEI foi heterogêneo entre os setores, o que reflete que as características setoriais estão afetando de forma diferente a confiança. O ICEI é resultado da média entre a percepção das condições atuais e das expectativas futuras. Veja os setores mais e menos confiantes nas tabelas ao final desta reportagem.

“Todos os componentes do ICEI caíram. Quando perguntados sobre a percepção das condições atuais da economia, apenas dois setores a avaliaram positivamente: outros equipamentos de transporte e produtos de madeira. O que mantém o indicador da maior parte dos setores acima de 50 pontos, ou seja, em um cenário de confiança, são as expectativas positivas para os próximos seis meses, ainda que menos otimistas do que no mês anterior”, explica Larissa.

As maiores quedas de confiança ocorreram nos setores: móveis (-4,6 pontos), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e outros (-4,0 pontos) e metalurgia (-3,6 pontos). a confiança avançou principalmente nos setores: outros equipamentos de transporte (+3,3 pontos), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (+2,9 pontos) e obras de infraestrutura (+2,0 pontos).

Entre novembro de 2020 e novembro de 2021, a confiança subiu em apenas três dos 30 setores pesquisados: Obras de Infraestrutura, produtos farmoquímicos e farmacêuticos e impressão e reprodução de gravações. Nos demais caiu e em alguns despencou.

Como, por exemplo, Produtos de borracha. O indicador passou de 68,2 pontos para 54. O ICEI do setor de Bebidas, que há um ano era de 62,6 pontos, o que indicava uma confiança alta e disseminada, está em 50,2 pontos, muito próximo da linha de corte para a falta de confiança. Vale dizer que, apesar da queda, o ICEI está acima de 50 pontos nesses setores, o que indica confiança.

Outras quedas expressivas são: produtos têxteis (-11,1 pontos), produtos de limpeza, perfumaria e higiene pessoal (-10,1 pontos), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e outros (-9,7 pontos), máquinas e equipamentos (8,8 pontos) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-8,6 pontos).

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A percepção sobre as condições atuais da economia está negativa

Joinville debate como a tecnologia pode desenvolver a eficiência urbana

Evento no Ágora Tech Park apresentará ideias para transformar cidades em territórios inovadores

Toda a agenda relacionada ao tema Smart Cities está intimamente ligada à tecnologia, inovação e planejamento

A expansão do conceito de cidades inteligentes com soluções tecnológicas para melhoria da qualidade de vida, especialmente em municípios de menor porte, e a integração entre entidades vinculadas ao setor público e o ecossistema de inovação são os principais objetivos do Summit Cidades 2021, evento presencial que acontece entre 9 e 10 de dezembro, no Ágora Tech Park, em Joinville (SC).

Sob o tema “tecnologia e inovação para desenvolver eficiência urbana”, o encontro traz ideias, conceitos, práticas e projetos com o objetivo de transformar as cidades em territórios inovadores, humanos, criativos e sustentáveis. O Summit Cidades é uma realização conjunta da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese), Consórcio de Informática na Gestão Pública Municipal (CIGA), Câmara de Smart Cities da Fiesc e Perini City Lab, ambiente de inovação para cidades inteligentes do Ágora Tech Park.

O encontro vai reunir especialistas em smart cities e entidades catarinenses como o Ciga, Consórcio Interfederativo Santa Catarina (Cincatarina) e a Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (Aris), além de debates com líderes da Câmara de Cidades Inteligentes da FIiesc e da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese), entre outros. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas neste link.

“O evento é importantíssimo para os gestores públicos e sociedade, pois apresentará ideias, conceitos, práticas e projetos, com o objetivo de tornar as cidades territórios inovadores, humanos, criativos e sustentáveis, promovendo a eficiência urbana e a melhoria da qualidade de vida para sociedade”, explica Marcelino Ito, Superintendente da Fepese.

Na tarde de abertura, cinco painéis com especialistas em smart cities e entidades do setor público e privado vão debater meio ambiente, sustentabilidade e energia; mobilidade urbana; desenvolvimento econômico e inclusão social; qualidade de vida e formação de capital humano; inteligência artificial e segurança da informação. Entre os convidados, representantes de prefeituras, universidades e grandes empresas (Renault, Petinelli Inc, Coringa Segurança e TopMed), além de startups locais, como GoMoov.

“Toda a agenda relacionada ao tema Smart Cities está intimamente ligada à tecnologia, inovação e planejamento, pois investir em tecnologias sem um planejamento tende a ser desperdício de recursos “, comenta Jean Vogel, presidente da Câmara de Smart Cities da Fiesc, diretor de novos negócios no Ágora Tech Park e curador do conteúdo do evento.

Na sexta-feira (10), serão apresentadas as experiências dos living labs, em que as cidades são ambientes de desenvolvimento e testes de soluções urbanas, além de debates sobre a transformação digital no setor público e modelos inovadores de compras para os municípios. Para Silvio Zancanaro, presidente do Ciga e prefeito de Campos Novos (SC), a troca de experiências no evento pode complementar as ações da entidade que criou neste ano um projeto específico de ações nesta área, o Smart Ciga. O Ciga é o maior consórcio de tecnologia do Brasil e tem 294 municípios associados em Santa Catarina. “A gente percebe que cidades estão sedentas para levar melhoria de qualidade de vida através da inovação para seus municípios”, afirma Zancanaro.

O consórcio também vai se reunir durante o evento com um grupo de contratação de tecnologia dos municípios para tentar tornar os editais mais ágeis e seguros, além de trocar experiência com grupos de transformação digital dos municípios e a Câmara de Cidades Inteligentes da Fiesc. “É um misto de ver e discutir o futuro e o que vem pela frente, mas também com um pé no prático do serviço público que tem que cumprir todas as questões legais e burocráticas”, aponta o presidente do Ciga.

“A inovação surge destes encontros de ideias e isso tem que ser feito olho no olho”, diz Beto Marcelino, fundador da iCities Smart Cities Solutions, empresa que representa no Brasil a Fira Barcelona, maior encontro mundial de Cidades Inteligentes do mundo, o Smart City Expo World Congress. Ele abre a programação com uma palestra sobre a edição 2021 do evento catalão, na quinta-feira (9). “É um conjunto de clusters que faz com que a velocidade de criação de cidades inteligentes seja mais rápida. São elementos combinados em prol da qualidade de vida das pessoas e é isso que esperamos de um evento como este”, avalia Marcelino.

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Evento no Ágora Tech Park apresentará ideias para transformar cidades em territórios inovadores