Archives Novembro 2021

Lojas Renner fatura R$ 2,3 bilhões entre julho e setembro

Lucro foi auxiliado pelo resultado de produtos financeiros

A boa aceitação da coleção primavera-verão também ajudou para o ganho relevante de share no período

A Lojas Renner faturou 39,5% a mais no terceiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2020. No total, a varejista obteve receita de R$ 2,3 bilhões. De acordo com a companhia, houve uma continuidade do elevado ritmo de vendas observado desde a segunda quinzena de abril no terceiro trimestre. O lucro foi de R$ 172 milhões, 307,5% superior ao terceiro trimestre de 2020, em função do maior resultado operacional e da evolução no resultado de produtos financeiros (veja os principais resultados ao final desta reportagem).

“A partir da desaceleração dos efeitos da pandemia e também com o avanço da vacinação em todo o Brasil, as medidas restritivas foram flexibilizadas, ocasionando uma maior mobilidade da população. Ainda que o fluxo fosse menor que o usual para o período, ele foi gradualmente se recompondo, e continuou-se percebendo uma maior conversão, com mais itens por sacola”, revela a empresa em seu relatório trimestral.

Além da maior mobilidade, a eliminação de restrições nas operações, assim como a boa aceitação da coleção primavera-verão também contribuíram para o ganho relevante de share no período. “Adicionalmente, a performance de vendas, aliada à otimização dos estoques integrados, bem como o uso de dados em nossos processos têm contribuído para níveis de remarcações alinhados aos menores patamares históricos. Estas melhorias de produtividade parcialmente compensaram os desafios de câmbio e inflação de matérias-primas e fretes, favorecendo a dinâmica de margem bruta, novamente em patamares superiores ao esperado para o período”, detalha a Renner.

A companhia informa que atualmente conta com 16,3 milhões de clientes ativos, que transitam nas diferentes marcas que a Renner possui em seu portfólio. Nas lojas, a varejista aumentou a relevância das modalidades alternativas de checkout, que chegaram a representar, em algumas unidades, mais de 45% das vendas. Nesse sentido, o Pague Digital, checkout realizado pelo cliente em loja, através do seu próprio celular, continuou sendo destaque em relevância e na atratividade do aplicativo.

Quer saber mais sobre empresas do Sul?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Lucro foi auxiliado pelo resultado de produtos financeiros

Confiança da indústria cai em novembro

O indicador apresentou queda nos últimos três meses

Comportamento dos empresários revela confiança mais fraca e menos disseminada

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) de novembro, medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ficou em 56 pontos, uma queda de 1,8 ponto em relação ao mês anterior. O indicador caiu nos últimos três meses, o que indica confiança mais fraca e menos disseminada. O ICEI varia de 0 a 100, tendo em 50 uma linha de corte que separa confiança da falta de confiança. Por isso, apesar da queda, o cenário é de confiança.

De acordo com o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, todos os componentes do ICEI recuaram em novembro. O Índice de Condições Atuais caiu 1,8 ponto e ficou em 49,7 pontos. Ao ficar abaixo da linha divisória de 50 pontos, o índice demonstra a transição de uma percepção positiva para uma percepção negativa das condições atuais na comparação com os últimos seis meses, na avaliação dos empresários.

“A piora ocorre devido à percepção sobre as condições atuais da economia brasileira, cujo índice caiu 3,1 pontos em novembro, acumulando recuo de 11,9 pontos nos últimos três meses”, explica o economista Marcelo Azevedo. “A percepção das condições atuais da própria empresa ainda é positiva, mas essa visão também vem se deteriorando nos últimos meses”, emenda.

O Índice de Expectativas está em 59,1 pontos, o que revela um otimismo, mesmo que mais moderado, para os próximos seis meses das empresas e da economia brasileira. Foram entrevistadas 1.650 empresas, sendo 651 de pequeno porte, 613 de médio porte e 386 de grande porte, entre 3 e 9 de novembro.

O indicador apresentou queda nos últimos três meses

Serviços recuam 0,6% em setembro

Queda se dá depois de cinco meses de crescimento

Alta no preço das passagens aéreas influenciou queda de 9,0% no transporte de passageiros

O setor de serviços recuou 0,6% na passagem de agosto para setembro e interrompeu uma sequência de taxas positivas nos cinco meses anteriores, período em que acumulou ganho de 6,2%. Com o resultado de setembro, o setor ainda ficou 3,7% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro do ano passado, mas está 8% abaixo do recorde alcançado em novembro de 2014. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE.

Quatro das cinco atividades investigadas pela pesquisa acompanharam o recuo, com destaque para os transportes (-1,9%), que tiveram a taxa negativa mais acentuada desde abril do ano passado (-19,0%). “O principal impacto negativo nessa queda do setor de serviços veio dos transportes, que foram influenciados pelas quedas no transporte aéreo de passageiros, devido à alta de 28,19% no preço das passagens aéreas, no transporte rodoviário de cargas e também no ferroviário de cargas”, explica o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

As outras atividades que recuaram no período foram outros serviços (-4,7%), informação e comunicação (-0,9%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,1%). “A queda do setor de serviços se deu de maneira relativamente disseminada. Quando observamos por segmentos, as principais pressões negativas vieram, além do transporte aéreo de passageiros, de serviços financeiros auxiliares, investigado dentro de outros serviços, e de telecomunicações, dentro do setor de serviços de informação e comunicação”, diz o pesquisador.

Ele ressalta que a retração nos serviços financeiros auxiliares é explicada pela criação de uma base de comparação alta. “A queda da taxa de juros fez com que as pessoas e os investidores institucionais buscassem outras formas de investimento, fugindo da poupança e usando como intermediários financeiros corretoras de títulos e valores mobiliários. Então esses serviços tiveram crescimento de receita bastante expressivo nos últimos anos. A queda desse segmento em setembro se deve a essa base de comparação alta”, diz.

Com a sexta taxa positiva consecutiva, o setor de serviços prestados às famílias (1,3%) foi o único a avançar na passagem de agosto para setembro. “Esses são justamente os serviços que mais sofreram com os efeitos econômicos da pandemia e têm mostrado algum tipo de fôlego, de crescimento. Com o avanço da vacinação e a flexibilização das atividades econômicas, as pessoas voltam a consumir com maior intensidade serviços de alojamento e alimentação”, afirma Lobo, que destaca que o setor ainda está 16,2% abaixo do patamar pré-pandemia.

Em setembro, houve recuo em 20 das 27 unidades da Federação, na comparação com o mês anterior. O maior impacto veio de São Paulo (-1,6%), seguido por Minas Gerais (-1,3%), Rio Grande do Sul (-1,3%), Pernambuco (-2,2%) e Goiás (-2,2%). Já Rio de Janeiro (2%), Distrito Federal (2,9%) e Mato Grosso do Sul (3,6%) tiveram as maiores altas.

Frente a setembro do ano passado, o volume de serviços avançou 11,4%, sétima taxa positiva consecutiva. No ano, o setor acumula ganho de 11,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já o acumulado em 12 meses atingiu 6,8%, a taxa mais intensa da série histórica, iniciada em dezembro de 2012.

Quer saber mais sobre indicadores econômicos?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Queda se dá depois de cinco meses de crescimento

Preço do etanol no Sul é o mais caro de todo o país

Postos da região registram alta nas bombas e litro médio do etanol e da gasolina na região avançam 3%

Pela primeira vez em todos os estados o litro do etanol já ultrapassa a casa dos R$ 6

O mês de outubro terminou com uma nova alta no preço dos combustíveis para os motoristas do Sul, revela o último levantamento do IPTL, índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Ticket Log. A empresa tem 1 milhão de veículos administrados pela marca, com uma média de oito transações por segundo.

A região registrou o maior valor médio, como também a maior variação de alta do país para o etanol, com o litro a R$ 5,669 e avanço de 3,1%, no comparativo com a média de setembro. A gasolina também ficou 3% mais cara nas bombas, e apesar do novo aumento em relação ao mês anterior, não afetou o comportamento que o preço do combustível vem seguindo desde o início do ano, com as menores médias do território nacional, vendido a R$ 6,256 (veja os preços detalhados nas tabelas ao final desta reportagem).

O diesel (a R$ 4,807) e o diesel S-10 (a R$ 4,887) também foram encontrados pelo menor preço médio nos postos do Sul. No recorte por estado, o Rio Grande do Sul pelo quarto mês consecutivo segue a registrar o litro da gasolina acima da média de R$ 6. O combustível foi comercializado nos postos gaúchos a R$ 6,564, alta de 2,8%, em relação ao fechamento de setembro. Em Santa Catarina foi registrada a média da gasolina mais barata da região, comercializada a R$ 6,058, ainda assim o valor é 2,82% mais caro do que a média do mês anterior, e a maior variação para o combustível no Sul.

“O último IPTL revela que o Sul concentrou o maior valor médio do etanol, com a nova alta, com uma diferença que chega a 9%, quando a média de R$ 5,669 e comparada a menor registrada no Centro-Oeste. Outro destaque é que pela primeira vez em todos os estados o litro do combustível já ultrapassa a casa dos R$ 6”, explica Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.

Assim como com a gasolina, o Rio Grande do Sul também apresentou o preço médio mais alto para o etanol, vendido a R$ 6,310. Em contrapartida, as bombas paranaenses registraram o litro mais barato do combustível, a R$ 5,055, mas no comparativo com setembro, foi novamente o estado que apresentou a maior alta, de 4,06%.

O diesel comum foi comercializado pelo maior preço médio nos postos de Santa Catarina, comercializado a R$ 4,832, e o tipo S-10 no Rio Grande do Sul por R$ 4,916. Ambos os tipos de combustível foram encontrados pelo preço médio mais baixo nos postos paranaenses, a R$ 4,761 o tipo comum, e R$ 4,840 o tipo S-10.

Postos da região registram alta nas bombas e litro médio do etanol e da gasolina na região avançam 3%

Nidec inaugura nova linha de produção de compressores

Ampliação foi concluída em cinco meses

O investimento na nova linha foi de aproximadamente R$ 100 milhões e gerou cerca de 250 novos postos de trabalho

A Nidec Global Appliance realizou na quinta-feira (11) um evento de inauguração de uma nova linha de produção de compressores da marca Embraco, em Joinville. Com a presença do CEO da companhia, Valter Taranzano, a cerimônia foi uma oportunidade para que autoridades empresariais e governamentais conhecessem de perto o processo produtivo, além do posicionamento e iniciativas recentes da empresa.

O investimento na nova linha foi de aproximadamente R$ 100 milhões e gerou cerca de 250 novos postos de trabalho, além do incremento em termos de produtividade, já que a fábrica de Joinville passará a produzir cerca de 20 milhões de compressores por ano. As obras foram concluídas em cinco meses após o anúncio da expansão, sendo que o primeiro compressor foi fabricado em 17 de agosto.

A nova linha é dedicada à fabricação de compressores da família EM. Eles atendem aos mercados de refrigeração residencial e comercial leve, em praticamente todos os continentes, mas especialmente no Brasil e na América Latina. Serão produzidas as últimas gerações desta família, que são produtos de alta capacidade de refrigeração e com vasta abrangência de eficiência energética, também vendidos na Europa e nos Estados Unidos.

De acordo com Taranzano, o investimento na unidade de Joinville faz parte da estratégia de crescimento da Nidec Global Appliance. “A unidade de Joinville é a maior planta de compressores da nossa divisão e o berço da marca Embraco, que comemorou seu cinquentenário neste ano. Estou orgulhoso de estar aqui hoje, juntamente dos nossos líderes e times, celebrando o início desta etapa, que reforça nossa aposta no Brasil e em Santa Catarina”, ressalta o CEO da companhia.

Além de Joinville, a companhia também investiu R$ 10 milhões na unidade localizada em Itaiópolis (SC), para a implementação de uma nova linha de fabricação de unidades condensadoras e seladas, além de componentes internos. A ampliação da capacidade produtiva chegará a 25%, gerando cerca de 120 novos empregos diretos. As ampliações no Brasil fazem parte de uma série de investimentos da Nidec Global Appliance ao redor do mundo com foco em aumento de capacidade produtiva de compressores e em linha com a visão da empresa em ser o parceiro líder nos segmentos em que atua. São mais de US$ 70 milhões investidos nas unidades do Brasil, Áustria, China e México.

Quer saber mais sobre empresas do Sul?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Ampliação foi concluída em cinco meses

Randon registra crescimento de 64% em vendas no terceiro trimestre

Acréscimo de novas aquisições e demanda aquecida são fatores que contribuíram para o desempenho positivo da companhia

O resultado positivo da Randon foi ancorado por iniciativas como as recentes aquisições realizadas pela empresa

No terceiro trimestre de 2021, as Empresas Randon alcançaram receita líquida consolidada de R$ 2,5 bilhões, avanço de 64% no comparativo com o mesmo período do ano anterior. Com isso, a companhia registra o quinto trimestre consecutivo de resultados históricos. Entre os fatores que contribuíram para esse desempenho estão movimentos favoráveis de segmentos atendidos pela empresa e estratégias desenvolvidas pela companhia, incluindo aquisições e diversificação dos negócios.

O lucro líquido registrou crescimento de 149% em relação ao terceiro trimestre de 2020, somando R$ 288 milhões, beneficiado por efeitos não recorrentes referentes ao reconhecimento de créditos tributários, que impactaram os impostos sobre o resultado (veja os principais dados ao final desta reportagem). “Encerramos mais um trimestre com resultados recordes para a companhia, mesmo com os desafios vividos pelo setor, como inflação e escassez de insumos. Isso demonstra a assertividade das estratégias seguidas nos últimos anos, que tornaram a companhia ainda mais forte e resiliente”, reforça Paulo Prignolato, CFO das Empresas Randon.

O resultado positivo da Randon foi ancorado por iniciativas como as recentes aquisições realizadas pela empresa, que já contribuíram para os números apresentados no trimestre. Entre 2020 e 2021, as Empresas Randon adquiriram a Nakata Automotiva (pela Fras-le), Fundituba, CNCS e os ativos da Menfund (pela Castertech), Ferrari Metalúrgica (pela Master) e Auttom e Randon Corretora de Seguros (pela holding controladora).

Além disso, a atividade econômica nos diversos países onde a companhia está presente, juntamente com a alta do preço das commodities e o câmbio favorável, impulsionou as receitas do mercado externo, somando US$ 86,5 milhões no terceiro trimestre de 2021, crescimento de 50% frente ao mesmo período de 2020. “Seguimos com o nosso plano estratégico de ampliação de negócios, diversificando fontes de receita, produtos oferecidos e países de atuação. Adicionalmente, cada vez mais, estamos focados em iniciativas envolvendo inovação e nossa ambição ESG, e isso contribui para a competitividade, além de preparar a companhia para o futuro”, salienta o CEO das Empresas Randon, Daniel Randon, em nota.

O movimento positivo dos mercados de atuação da companhia também favoreceu os resultados das Empresas Randon, como é o caso da continuidade do bom momento do agronegócio, da mineração e do comércio de bens de consumo. No mercado de vagões e de caminhões e semirreboques, a demanda também segue aquecida. No trimestre, a empresa comercializou 9.142 semirreboques, crescimento de 23% se comparado ao mesmo período de 2020.

Ao longo do terceiro trimestre, as Empresas Randon investiram R$ 179,9 milhões, destinados, principalmente, para máquinas e equipamentos (R$ 23,9 milhões), automação industrial (R$ 4,9 milhões), expansão da filial Araraquara (R$ 4,1 milhões), ampliação de estrutura física (R$ 2,4 milhões) e integralização de capital para a constituição da Castertech Schroeder (R$ 52,2 milhões.

Quer saber mais sobre empresas do Sul?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ

Acréscimo de novas aquisições e demanda aquecida são fatores que contribuíram para o desempenho positivo da companhia

Multilog assina contrato para operar Porto Seco de Dionísio Cerqueira

O município é o único ponto de fronteira alfandegado de Santa Catarina

A Multilog será responsável por operar o recinto para liberação de importação e exportação de mercadorias na fronteira com a Argentina

A Multilog foi a vencedora do processo de licitação para construir e operar por 25 anos o novo Porto Seco de Dionísio Cerqueira, no extremo oeste de Santa Catarina e divisa com a Argentina. O município é o único ponto de fronteira alfandegado do estado e o projeto irá possibilitar a expansão da estrutura e maior agilidade nos processos de liberação alfandegária de mercadorias. A solenidade de assinatura do contrato de licitação acontece nesta quinta-feira (11).

O novo Porto Seco deverá contar em sua primeira etapa com um armazém para movimentação e armazenagem de mercadorias, além de pátio para movimentação, estacionamento de veículos e área estimada de 70 mil metros quadrados.Serão investidos R$ 64 milhões no período de 25 anos do contrato, com receita bruta estimada em R$ 240 milhões no mesmo período. Além disso, 30 novos empregos diretos e em torno de 200 indiretos serão gerados na primeira fase do projeto.

“O Porto Seco é uma demanda histórica do estado de Santa Catarina e trará um futuro promissor de desenvolvimento para a região. Estamos felizes de ter a Multilog como responsável pela condução do projeto, pois a empresa tem amplo know how na área do comércio exterior”, disse Mark Tollemache, delegado da Alfândega da Receita Federal de Dionísio Cerqueira.

Nos últimos 15 anos, Dionísio Cerqueira, que conecta Paraná, Santa Catarina e Argentina, registrou um fluxo médio de 406 mil toneladas anuais de mercadorias. Na importação, as frutas e vegetais responderam anualmente por cerca de 97 mil toneladas em média nos últimos cinco anos, enquanto carne e madeira foram os principais produtos exportados, totalizando cerca de 64 mil toneladas por ano.

“Estamos otimistas com a evolução do comércio exterior no Brasil, principalmente o estado de Santa Catarina, e com as projeções da nossa atuação no futuro. Já temos grande expertise em operação de portos secos de fronteiras, considerando que estamos à frente dos dois maiores da América Latina, localizados em Foz do Iguaçu e Uruguaiana”, afirma Djalma Vilela, CEO da Multilog.

A Multilog será responsável por operar o recinto para liberação de importação e exportação de mercadorias na fronteira com a Argentina. O endereço do terminal aduaneiro será na BR 280, na Linha Separação. O novo porto seco será consideravelmente maior, visando atender à crescente demanda do Mercosul, tendo um fluxo estimado de 20 mil veículos nos primeiros 12 meses de operação.

Quer saber mais sobre empresas do Sul?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

O município é o único ponto de fronteira alfandegado de Santa Catarina

Descarbonização precisaria ser cinco vezes maior para atender Acordo de Paris

Média global medida pela PwC ficou em 2,5% em 2020, enquanto o ideal seria 12,9%

“Observamos que empresas e governos estão aumentando suas ambições e ações em relação ao combate às mudanças climáticas. Mas é preciso fazer mais”, afirma Mauricio Colombari, sócio da PwC Brasil

A taxa anual de descarbonização no mundo necessária para chegar ao objetivo do Acordo de Paris de um aquecimento médio anual de 1,5°C deveria ser cinco vezes maior que o ritmo atual, de acordo com o estudo PwC Net Zero Economy Index 2021.

O relatório da PwC analisa como os países do G20 atuam para descarbonizar suas economias a partir do rastreamento da taxa de transição de baixo carbono e faz uma comparação das metas nacionais de cada país. Entre 2019 e 2020, o Brasil registrou um índice de descarbonização de 1,9%, mas nos últimos 20 anos essa taxa foi de apenas 0,5%.

O estudo constatou que uma taxa de descarbonização de 12,9% – cinco vezes maior que o nível do ano passado (2,5%) e oito vezes mais rápida do que a média global no século 21 – seria necessária para reduzir as emissões globais pela metade até 2030 e, consequentemente, cumprir a meta do Acordo de Paris de aumento da temperatura de no máximo 1,5° C.

Em 2020, a descarbonização mundial ficou em 2,5%, fruto da redução da demanda global de energia em 4,3% em 2020, o que reduziu em 5,6% as emissões relacionadas ao setor em comparação com os níveis de 2019). Esse, entretanto, foi apenas um ligeiro aumento em relação à taxa de 2019, de 2,4%. O estudo mostra ainda que a redução de emissões resultante da queda da demanda de energia ainda está muito aquém do progresso necessário para cumprir o Acordo de Paris.

“Observamos que empresas e governos estão aumentando suas ambições e ações em relação ao combate às mudanças climáticas. Mas é preciso fazer mais para alcançar os objetivos necessários, com a urgência que temos no momento. É necessário que todos os setores da economia participem desse movimento”, afirma Mauricio Colombari, sócio da PwC Brasil.

México e Indonésia foram os únicos países que conseguiram chegar a uma taxa de descarbonização de dois dígitos, na análise feita pela PwC, com 12,4% e 10,6%, respectivamente. Apesar disso, a maioria dos países do G20 tem metas ambiciosas de redução de suas emissões, mas que precisam ser transformadas em ações concretas para chegar às mudanças necessárias.

O estudo mostra que quase metade dos investimentos no setor de energia nos países do G20 (US$ 296 bilhões) foi para a manutenção da produção e consumo de combustíveis fósseis. Para a PwC, o setor privado tem um papel fundamental nas ações positivas para o clima, e elas precisam estar corroboradas pelos governos, por meio de incentivos, e por toda a sociedade.

Quer saber mais sobre sustentabilidade?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Média global medida pela PwC ficou em 2,5% em 2020, enquanto o ideal seria 12,9%

Lucro da Copel quadruplica entre julho e setembro

Estatal paranaense também comercializou mais energia no período

A Copel concluiu a modernização da Usina Foz do Areia e colocou em funcionamento a quarta e última unidade geradora da hidrelétrica a passar por reforma

A Copel anunciou que sua receita operacional líquida totalizou R$ 6,9 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 61,2% em relação ao valor alcançado no mesmo período de 2020 (veja os principais indicadores ao final desta reportagem).

Entre os fatores que auxiliaram o resultado estão a comercialização de 641 GWh de energia produzida pela UTE Araucária no período, devido à falta de chuvas, e o maior volume de energia vendida em contratos bilaterais pela Copel Mercado Livre. De acordo com a estatal paranaense, a revisão tarifária periódica aplicada aos contratos de transmissão também foi fundamental para o aumento da receita.

Entre julho e setembro, a Copel registrou lucro líquido de R$ 1,7 bilhão, montante 161,5% superior ao mesmo período de 2020, explicado, principalmente, pelo efeito positivo de R$ 1 bilhão do reconhecimento da compensação referente à repactuação do risco hidrológico. No entanto, incluindo os valores provenientes das operações descontinuadas da Copel Telecom, o lucro líquido registrado foi de R$ 2,8 bilhões, valor 319% maior do que aquele conquistado no terceiro trimestre de 2020.

Como parte integrante da estratégia de redução nos custos, a companhia lançou em agosto o novo programa de demissão incentivada. Ele teve três fases, incluindo inicialmente funcionários da Copel Telecom, estendendo-se aos demais empregados da Copel partir da segunda fase, com adesão voluntária total de 509 funcionários, os quais se desligarão a

partir de fevereiro de 2022. O custo total estimado com indenizações é de R$ 134,5 milhões, a ser reconhecido no exercício de 2021, com economia anual estimada em R$ 151,5 milhões.

A Copel concluiu a modernização da Usina Governador Bento Munhoz da Rocha Netto (Foz do Areia) e colocou em funcionamento a quarta e última unidade geradora da hidrelétrica a passar por reforma. A Usina é a maior operada pela empresa, com 1.676 megawatts de potência total instalada, e está localizada no rio Iguaçu, no município de Pinhão (PR). O amplo projeto de reforma e troca de equipamentos durou quase seis anos e absorveu R$ 150 milhões em investimentos. Com a nova configuração, as quatro unidades geradoras produzem mais energia do que as antigas usando a mesma quantidade de água.

Estatal paranaense também comercializou mais energia no período

IBGE prevê safra recorde de grãos em 2022

A alta da moeda norte-americana tem incentivado a produção

A expectativa do IBGE é que a produção seja puxada pelo milho, após uma queda grande na safra do grão deste ano

A primeira estimativa para a safra agrícola de 2022, divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), prevê a produção de 270,7 milhões de toneladas de grãos, cereais e leguminosas. De acordo com o instituto, se os dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) forem confirmados, será um recorde da série histórica, iniciada em 1975, com um aumento de 7,8% em relação às estimativas deste ano, o que representa 19,5 milhões de toneladas a mais.

A expectativa do IBGE é que a produção seja puxada pelo milho, após uma queda grande na safra do grão deste ano, por causa do atraso do plantio da segunda safra e da falta de chuvas nos principais estados produtores. Para 2022, a previsão é de alta de 11,1% para a primeira safra, com 2,8 milhões de toneladas, e de 26,8% para a segunda safra, com 16,2 milhões de toneladas.

Segundo o gerente da pesquisa, Carlos Barradas, além da previsão de normalidade climática para o próximo ano, a alta do dólar incentiva os produtores de commodities. “Outra razão para a perspectiva de recorde diz respeito à questão econômica. Apesar do aumento dos custos de produção, os preços das commodities agrícolas como milho, trigo e soja estão altos, ajudados pela valorização do dólar, fazendo o produtor aumentar o plantio e investir mais nessas lavouras”, explica.

O instituto prevê crescimento de 0,8% na produção de soja, com 1,1 milhão de toneladas a mais; de 2,4% no algodão herbáceo em caroço, com 84,9 mil toneladas, 12,8% no sorgo, com 302,4 mil toneladas; 6,9% no feijão primeira safra, com 80,9 mil toneladas, e aumento de 9,8% no feijão segunda safra, com previsão de 101 mil toneladas. Por outro lado, a pesquisa estima quedas nas produções do arroz, de 3,9% ou 451,6 mil toneladas; do feijão terceira safra, de 0,9% ou 5,1 mil toneladas, e do trigo, de 10% ou 785,8 mil toneladas.

Safra de 2021
A pesquisa do IBGE aponta que a estimativa de outubro para a safra de 2021 é de 251,2 milhões de toneladas, o que representa 1,2% ou 3 milhões de toneladas a menos do que a obtida em 2020, quando a produção de grãos, cereais e leguminosas no país chegou a 254,1 milhões. A área a ser colhida deve aumentar 4,6% este ano, alcançando 68,5 milhões de hectares. Somados, o arroz, o milho e a soja representam 92,5% da estimativa da produção do país e respondem por 87,6% da área a ser colhida.

Na produção deste ano, o IBGE aponta aumento de 10,3% para a soja e de 4,5% para o arroz em casca. Por outro lado, a previsão é de queda de 17,5% no algodão herbáceo e de 16% no milho, sendo 2,8% a menos na primeira safra e 20,6% de queda na segunda.

A produção de soja deve chegar a 134,1 milhões de toneladas e o milho 86,7 milhões de toneladas, sendo 25,9 milhões de toneladas na primeira safra e 60,9 milhões de toneladas na segunda safra. A produção do arroz foi estimada em 11,5 milhões de toneladas e a do algodão em caroço em 5,8 milhões de toneladas.

Quer saber mais sobre agronegócio?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

A alta da moeda norte-americana tem incentivado a produção

Lucro do Banrisul cresce 47,9% no acumulado até setembro

A expansão da carteira de crédito foi um dos destaques

Foi ampliado o acesso ao crédito consignado no aplicativo Banrisul Digital e no Home Banking

O Banrisul atingiu lucro líquido ajustado de R$ 732,3 milhões no acumulado até setembro, o que representa crescimento de 47,9% na comparação com o mesmo período de 2020. A rentabilidade ajustada anualizada alcançou 11,4% sobre o patrimônio líquido médio. A evolução do período reflete, especialmente, a expansão da carteira de crédito, menores despesas de provisão para perdas de crédito, além do aumento das receitas de prestação de serviços e de tarifas bancárias. Por outro lado, a margem financeira foi pressionada pela continuidade do ciclo de elevação da Taxa Selic no período pelo Banco Central.

Com ajustes nos incentivos comerciais, o Banrisul ampliou a carteira de crédito para R$ 38,7 bilhões em setembro de 2021, crescimento de 6,7% nos últimos 12 meses. O crédito comercial pessoa física apresentou aumento de R$ 790,9 milhões em 12 meses, alcançando R$ 22,2 bilhões em setembro. A expansão foi influenciada, principalmente, pela elevação do saldo das operações de crédito consignado. Foi ampliado o acesso ao crédito consignado no aplicativo Banrisul Digital e no Home Banking, sendo disponibilizada a aposentados e pensionistas do INSS, além de mais 80 convênios municipais e estaduais.

As operações de crédito comercial pessoa jurídica apresentaram saldo de R$ 6,8 bilhões em setembro de 2021, com evolução de R$ 619,8 milhões em relação ao mesmo período de 2020. Isso se deve, especialmente, às linhas de capital de giro, diante do aumento dos volumes concedidos em Fundo Garantidor – FGI.

O Banrisul manteve sua estrutura de captação diversificada junto a sua base de clientes. Os recursos captados, constituídos por depósitos, recursos em letras e dívida subordinada, e os recursos administrados, alcançaram R$ 81,2 bilhões em setembro de 2021, crescimento de 3,4%, em 12 meses. Com o objetivo de ampliar fontes e gerar funding para o crédito rural, foi iniciada no segundo semestre do ano a captação de recursos por meio de Letra de Crédito do Agronegócio (LCA). O montante captado, neste produto, totalizou R$ 128,5 milhões em setembro de 2021.

A Vero, empresa do Banrisul no setor de adquirência, até setembro, contava com 139,7 mil estabelecimentos credenciados ativos. Entre os aprimoramentos deste período, destaca-se a adoção do BR Code e da funcionalidade Onde tem Vero, voltada a usuários da Vero Wallet. Nos nove meses deste ano, foram capturadas 263 milhões de transações, 186,4 milhões com cartões de débito, com crescimento de 21,1% em relação ao ano anterior; e 76,6 milhões de transações com cartões de crédito, registrando aumento de 12,6%. Em volume financeiro, o valor transacionado totalizou R$ 25,6 bilhões, refletindo crescimento de 20,7% frente aos nove meses de 2020.

Quer saber mais sobre empresas do Sul?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

A expansão da carteira de crédito foi um dos destaques

RS emite alerta à região de Pelotas e aviso à de Cachoeira do Sul

Pelotas apresentou aumento de pacientes internados em UTI

Pelotas teve baixa procura pela dose de reforço da vacina contra a Covid-19 entre os idosos com 70 anos ou mais

O governo do Rio Grande do Sul divulgou a emissão de um alerta para a região de Pelotas. Além disso, a região de Cachoeira do Sul recebeu um aviso por parte do Grupo de Trabalho (GT) Saúde. As outras 19 regiões não receberam avisos ou alertas. O alerta, uma das etapas do Sistema 3As de Monitoramento, com o qual o governo estadual gerencia a pandemia, é emitido pelo Gabinete de Crise após deliberação do grupo, provocada por sinalização do GT Saúde, que monitora constantemente os dados.

Em situação de alerta, a região tem 48 horas para responder sobre o quadro regional da pandemia e apresentar um plano de ação a ser tomado. Se o Gabinete de Crise considerar adequada a resposta da região, o plano é imediatamente aplicado e a região segue monitorada. Se o Gabinete de Crise considerar inadequada a resposta, o governo poderá estipular ações adicionais a serem seguidas na região.

Pelotas, na macrorregião Sul, ao longo da última semana apresentou um aumento de 25,7% no total de pacientes de Covid-19 internados em UTI, uma variação de nove pacientes. Assim, há 44 internados, o que representa uma taxa de ocupação de 82,6%. O número de internados em leitos clínicos cresceu 5,1% na última semana, subindo para 82, semelhante ao patamar observado em janeiro deste ano. Também desperta preocupação o indicador de casos confirmados na semana para cada 100 mil habitantes, estando a região na primeira colocação com 131,5, número 117,8% maior que a média estadual.

Apesar da piora dos indicadores, o que chamou atenção do GT Saúde com relação à região de Pelotas foi a baixa procura pela dose de reforço da vacina contra a Covid-19 entre os idosos com 70 anos ou mais. Ela está em último lugar no ranking entre as regiões, com 25,7% de vacinados com a dose de reforço, frente à média estadual de 45,1%.

Sendo assim, o grupo sugere que o plano de Ação a ser elaborado na região procure estimular a cobertura vacinal, especialmente da terceira dose. Quanto à vacinação geral, a região atingiu o percentual de 60,3% de imunizados, apresentando a sétima menor proporção da população com esquema vacinal completo no Estado entre as 21 regiões Covid-19.

A Secretaria da Saúde (SES) divulgou que cerca da metade dos adultos jovens (entre 18 e 29 anos) que receberam a primeira dose da vacina contra o coronavírus não retornou para a segunda dose, tão importante para a chamada “imunização de rebanho” quanto a primeira aplicação. Nessa faixa etária, a cobertura está menor que 60%, considerada baixíssima pela SES. Mais de 670 mil adultos jovens não completaram a imunização. Quase 230 mil gaúchos nesta faixa etária não receberam sequer a primeira.

A região Covid-19 de Cachoeira do Sul, localizada na Macrorregião Vales, apresentou crescimento de 42,9% no número de internados com coronavírus em UTI, levando a região a atingir 125% de taxa de ocupação, conforme os técnicos do GT Saúde. Por essa razão, recebeu um aviso, o primeiro passo do Sistema 3As. É a segunda semana consecutiva que Cachoeira do Sul recebe um aviso.

Pelotas apresentou aumento de pacientes internados em UTI

Vendas do varejo caem 1,3% em setembro

É o segundo mês consecutivo de queda

As vendas em supermercados caíram 1,5% em setembro

O volume de vendas do comércio varejista no país recuou 1,3% em setembro, na comparação com o mês anterior, segunda queda consecutiva, após a maior alta do ano em julho, quando cresceu 3,1%. No ano, o varejo acumula crescimento de 3,8% e nos últimos 12 meses, alta de 3,9%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE.

“Esse segundo mês de queda vem com intensidade razoável, mas em menor amplitude que agosto (-4,3%). Depois da grande retração de abril do ano passado, início da pandemia, veio uma recuperação muito rápida que levou ao patamar recorde de outubro e novembro de 2020. Depois tivemos um primeiro rebatimento com uma nova queda forte em dezembro e dois meses variando muito próximo do mesmo nível pré-pandemia, até março, mês a partir do qual houve nova trajetória de recuperação. Desde fevereiro de 2020, o setor vive muita volatilidade”, analisa o gerente da PMC, Cristiano Santos.

Ele explica que a volatilidade tem fatores distintos para cada um dos picos. Desde fevereiro de 2020, foram três picos negativos (abril de 2020, março de 2021, e setembro de 2021) e pelo menos dois picos de altas (outubro e novembro de 2020 e julho de 2021).

“Neste último, de setembro de 2021, o fator determinante é a inflação. Isso fica claro quando comparamos a queda de 1,3% no volume e a variação de – 0,2% na receita, estável. O componente que joga o volume para baixo é a inflação. As mercadorias subiram de preço. Em combustíveis e lubrificantes, por exemplo, a receita foi -0,1%, totalmente estável, e o volume caiu 2,6%. O mesmo vale para supermercados, que passa de 0,1% de receita para -1,5% em volume. Mas o mesmo fator não se aplica a tecidos, vestuário e calçados que caiu tanto em volume, (-1,1%), quanto na receita com queda ainda maior, sinalizando deflação gerada pela redução da demanda”, explica Santos.

Ele observa que enquanto as quedas de dezembro 2020 e janeiro 2021 deveram-se ao fim do auxílio emergencial; a recuperação a partir de março é explicada pela flexibilização das medidas de distanciamento social, com a maior abertura do comércio. Entre as oito atividades pesquisadas, seis tiveram taxas negativas em setembro. As quedas mais intensas foram equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-3,6%), móveis e eletrodomésticos (-3,5%), combustíveis e lubrificantes (-2,6%). Mas a atividade de maior peso na formação da taxa de setembro foi hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,5%).

No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, veículos e materiais de construção, o volume de vendas caiu 1,1% em setembro, frente a agosto. O impacto negativo veio da queda de 1,7% veículos, motos, partes e peças e de 1,1% em material de construção, ambos, respectivamente, após variação de 0,3% e queda de 1,2% registrados em agosto. Na comparação com agosto, o comércio varejista teve variações negativas em 25 das 27 unidades da federação em setembro com destaque para: Mato Grosso do Sul (-3,9%), Santa Catarina (-3,6%) e Rio Grande do Norte (-3,4%).

Quer saber mais sobre indicadores econômicos?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

É o segundo mês consecutivo de queda

Receita da BRF avança 24,6% no terceiro trimestre

A companhia reajustou preços para reequilibrar as margens da indústria

No terceiro trimestre a companhia observou que a demanda por alimentos continua aquecida, com a China e o Japão apresentando crescimento de volumes

A BRF reportou receita líquida de R$ 12,4 bilhões no terceiro trimestre de 2021 e crescimento de 24,6% em relação ao mesmo período de 2020. O lucro bruto totalizou R$ 2,6 bilhões entre julho e setembro, aumento de 12% no comparativo com o terceiro trimestre de 2020 (veja os principais dados do trimestre ao final desta reportagem).

“Os resultados robustos mesmo em um cenário tão desafiador foram atingidos graças a todas as iniciativas e processos implementados nos últimos anos, e também do foco na execução comercial, aumento da preferência dos consumidores por nossas marcas, e da evolução da receita vinda de inovação. Esta gestão consistente nos permite seguir avançando, com disciplina financeira, na nossa estratégia de crescimento de longo prazo”, declarou Lorival Luz, CEO global da BRF, por meio de nota. Segundo o relatório trimestral da BRF, a companhia realizou repasses de preços para reequilibrar as margens da indústria “ante um cenário inflacionário global e sem precedentes”.

A receita no Brasil oriunda de inovação já representa 7% no trimestre, ante 5,6% em 2020. Entre os lançamentos do período, está o primeiro frango plant-based carbono neutro do Brasil, o Veg Frango 100% Vegetal, da linha Sadia Veg&Tal, que tem as emissões neutralizadas do grão à mesa por meio de conservação florestal.

Com investimentos de cerca de R$ 300 milhões, a BRF ampliou a capacidade produtiva com a nova fábrica de Seropédica, no Rio de Janeiro. Essa é a 40ª unidade produtiva da empresa, a primeira dedicada exclusivamente à produção de salsichas e uma das mais avançadas no conceito de Indústria 4.0, com utilização de energia limpa, mínima geração de resíduo sólido e com reaproveitamento de água e resíduos em diversos processos.

No terceiro trimestre a companhia observou que a demanda por alimentos continua aquecida, com a China e o Japão apresentando crescimento de volumes. De acordo com a BRF, os preços em dólares para Japão e Coréia do Sul apresentam trajetória ascendente desde o fim de março, devido à queda do estoque local e abastecimento limitado da plataforma tailandesa para a região. 

“Por outro lado, a forte queda dos preços da carne suína na China impactou negativamente o preço médio da região, em direção contrária ao movimento dos custos e fretes, pressionando as margens nesse mercado”, revela a empresa em seu relatório trimestral.

A produção de carne suína na China registrou oscilações acentuadas ao longo do ano, principalmente pelas novas variantes da peste suína. Desse modo, aconteceram dois movimentos relevantes por parte dos produtores, cujos resultados foram o aumento de estoque local e preços menores. 

“O primeiro foi a adoção, por parte do produtor, de uma postura prudente em relação ao vírus e a antecipação do abate. O segundo foi a retenção dos animais no campo apostando no aumento de preços. Como os preços não reagiram, animais mais pesados foram abatidos, gerando ainda mais oferta no mercado. Diante de um cenário de custos muito desafiador, atrelado aos preços das commodities e o agravamento da crise energética, imobiliária e logística, o mercado apresenta margem negativa, o que impactou fortemente a rentabilidade da companhia na região”, revela a BRF.

Quer saber mais sobre empresas do Sul?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

A companhia reajustou preços para reequilibrar as margens da indústria

Invista na simplicidade para aumentar as suas vendas

Palestrante Dado Schneider dá dicas sobre o “basicão” para empresários e lojistas que estão se preparando para a retomada do comércio

No encontro que teve nesta quarta-feira com lojistas do ParkShoppingBarigüi, em Curitiba, Schneider alertou que o mais importante é entender o comportamento do consumidor

Nada de perder tempo com as fórmulas mágicas ou as teorias milagrosas anunciadas pelos gurus da internet. Para vender melhor neste fim de ano, o professor e palestrante Dado Schneider, mestre em Comunicação e Marketing, aposta na simplicidade, ou, como ele mesmo diz, no “basicão”. “O mais importante, neste momento de retomada e de incerteza, não é nos concentrarmos no ‘como’ ou no ‘o que’, mas nos ‘porquês’.É buscar entender o comportamento do consumidor. Por que ele está mais exigente? Por que ele está pedindo desconto se não pedia antes?”

Mesmo antes de o mundo ser atingido pela pandemia de Covid-19, Dado já alertava em suas palestras: não é possível fazer as coisas como fazíamos antes. No encontro que teve nesta quarta-feira com lojistas do ParkShoppingBarigüi, em Curitiba, com o objetivo de preparar e motivá-los para as vendas de Natal, ele insistiu nessa afirmação.

“O século 20 era vertical, tudo vinha de cima para baixo, a base de contato com os clientes era menor, pois a concorrência também era menor. O século 21 é horizontal, tem outra dinâmica. É necessário ampliar a base de contato com os clientes, com o uso da internet, das redes sociais e tantos outros artifícios, porque hoje a concorrência é muito maior. Já estamos há 20 anos no século 21, mas muitos ainda estão com a cabeça lá no passado. A pandemia acelerou muitas mudanças, especialmente no comércio. Quem ainda não se deu conta disso precisa correr, ou terá prejuízos”, completa.

Cinco dicas para melhorar as vendas no Natal
Para empresários e vendedores que estão apreensivos com o período de vendas que está se aproximando, Dado Schneider dá cinco dicas para permanecer motivado, focado e melhorar os seus resultados, independentemente da função que desempenha:

1 – Mantenha-se bem informado, mas não se deixe intoxicar pela avalanche de notícias que recebemos todos os dias. “É importante acompanhar as notícias relacionadas à economia e comportamento, mas não se atenha às notícias mais pessimistas. Você precisa estar animado e motivado para atender bem e fazer bons negócios”, explica.

2 – Durante os próximos meses, use as redes sociais de maneira sábia e objetiva. “Não perca tempo nas redes sociais, pois você não tem tempo a perder. Use as como ferramentas de propaganda e vendas. Domine todas as técnicas necessárias, mas não use as redes como fonte de informação.”

3 – Preste e dê atenção ao seu cliente. Com olhos e ouvidos atentos, busque entender os seus “por quês”. “O consumidor é outra pessoa hoje, pois está melhor informado, mais exigente e com mais poder. Ele vai negociar melhor, tem mais informações sobre os produtos que quer comprar. Ou seja, não dá para tratá-lo como se tratava antes”, alerta o professor.

4 – Sorriso no rosto sempre. Não importa o que esteja acontecendo na sua vida ou nos seus negócios. A época é de também vender otimismo e esperança. “É inadmissível um vendedor que se apresente de maneira desanimada, desleixada e desatenta. Tudo que o consumidor quer é um bom atendimento, um vendedor que esteja realmente atento às suas necessidades.

5 – Resolva os seus problemas depois do Natal. Agora é hora de vender. “Deixe as conversas com namorado(a), familiares e agregados para depois. O momento é de retomada e foco. Não está fácil para ninguém, mas o Natal é um momento único que precisa ser bem aproveitado”, lembra.

Dica bônus: o principal concorrente das lojas físicas é a internet. O e-commerce ganhou espaço com o isolamento causado pela pandemia. “Valorize o tempo do seu cliente. Não o faça perder minutos preciosos com o preenchimento de cadastros intermináveis, por exemplo. Se ele se irritar, vai preferir voltar para casa, pois pode comprar o mesmo produto em muito menos tempo”.

Palestrante Dado Schneider dá dicas sobre o “basicão” para empresários e lojistas que estão se preparando para a retomada do comércio