Archives Novembro 2021

Guararapes capta R$ 475 milhões em créditos verdes

Indústria de MDF e compensados tem planos de investimentos de R$ 2 bilhões até 2023

O montante desta operação será utilizado na obtenção de ativos florestais próprios e possíveis oportunidades de aquisições de players do segmento

A Guararapes, uma das maiores indústrias de painéis de MDF e compensados da América Latina, captou R$ 475 milhões em empréstimos verdes (Green Loans), por meio da modalidade Nota de Crédito à Exportação (NCE), atrelados totalmente a ações sustentáveis comprovadas e certificadas. O crédito será usado na expansão da empresa, que tem planos de investir R$ 2 bilhões até 2023. O montante desta operação será utilizado na obtenção de ativos florestais próprios, possíveis oportunidades de aquisições de players do segmento e na nova linha de produção localizada em Caçador (SC).

Os créditos, neste formato pioneiro que ainda não é usual no setor, foram negociados individualmente junto a três instituições financeiras: Itaú BBA (R$ 250 milhões), Citi (R$ 125 milhões) e Bradesco (R$ 100 milhões), somando o aporte de quase meio bilhão de reais. A operação atrelada a ações de sustentabilidade em toda a cadeia de atuação da Guararapes foi moldada primeiramente pelo Itaú BBA, e serviu de modelo para as outras instituições financeiras, que atuaram de forma independente na concessão de cada financiamento. No caso do Citi, o financiamento faz parte da estratégia de progresso sustentável da instituição.Para esta negociação, os bancos se ampararam fortemente em aspectos ligados diretamente a práticas ESG (Environmental, Social and Governance).

Um deles é a certificação internacional FSC® – Forest Stewardship Council®, que atesta que a madeira utilizada na fabricação dos produtos é proveniente de florestas manejadas de forma ambientalmente adequada. Um dos condicionantes mostra o aspecto ambiental totalmente ligado à concessão do crédito: caso a indústria não mantenha esta certificação internacional ao longo da amortização do crédito, o montante total será debitado de imediato, cancelando o parcelamento acordado de até sete anos.

Outro aspecto avaliado pelas instituições financeiras é o fato de o comitê ESG da companhia ser ligado diretamente ao conselho de administração. Somente o comitê de auditoria também está nesse patamar na estrutura da Guararapes. “Fizemos questão de colocar o Comitê ESG nesse nível de autonomia e independência, pois o nosso principal foco neste momento é a ampliação da empresa pautada nas práticas ambiental, social e de governança corporativa”, destaca o CEO Ricardo Pedroso.

A modalidade de Nota de Crédito à Exportação permite o financiamento à produção de bens e serviços destinados à exportação, bem como as atividades de apoio e complementação da cadeia produtiva que sejam fundamentais à realização de uma exportação. Uma das vantagens da NCE, comparada a outras captações, refere-se à não incidência de tributos, mediante a comprovação da performance de exportação.

Como parte integrante do total de investimentos de R$ 2 bilhões no próximo biênio, este crédito que acaba de ser obtido será utilizado basicamente em três vertentes. Atualmente, o abastecimento de madeira vem de áreas próprias da família controladora da Guararapes ou de terceiros. Com o empréstimo, a empresa pretende formar a sua própria base florestal, produzida de forma ecologicamente correta.

Com a atual necessidade de investimentos massivos neste segmento em expansão no Brasil, a companhia catarinense também utilizará os recursos para possíveis oportunidades de fusões e/ou aquisições, dando continuidade ao movimento de crescimento dos últimos anos. Além disto, a planta industrial em Caçador está recebendo um aporte R$ 800 milhões para a nova linha de produção já em construção, que ampliará a capacidade instalada em mais 90%, chegando à capacidade nominal de 1,14 milhão metros cúbicos por ano em painéis de MDF em 2022.

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Indústria de MDF e compensados tem planos de investimentos de R$ 2 bilhões até 2023

Receita da Panvel cresce 18% no terceiro trimestre

Abertura do centro de distribuição no Paraná auxiliou resultados no Sul

A companhia possui 500 lojas, sendo 59 delas abertas nos últimos 12 meses

A Dimed apresentou crescimento da receita bruta no varejo no terceiro trimestre de 2021, totalizando R$ 787,9 milhões e um aumento de 18,1% em relação ao mesmo período de 2020. Além do volume maior de vendas nas lojas físicas, com a retomada das atividades presenciais no comércio, as vendas no digital seguem como um dos grandes destaques da rede de farmácias Panvel, a maior empresa do grupo. Veja os principais resultados ao final desta reportagem.

A participação do on-line sobre o volume total entre julho e setembro atingiu 16,3%, a maior registrada neste ano e bem acima da média nacional, ao mesmo tempo em que houve maior fluxo das atividades nas lojas físicas. Este dado reforça a Panvel como referência em e-commerce no varejo farma brasileiro e é reflexo também da abertura do centro de distribuição em São José dos Pinhais (PR), o que permitiu um aumento do nível de serviços para as lojas localizadas em Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

“Desde 2015 somos uma empresa omnichannel e o crescimento das vendas, tanto na loja física quanto no e-commerce, mostra o aumento do número dos chamados clientes híbridos. Além disso, tivemos um incremento dos serviços e da marca própria e conseguimos manter uma margem saudável”, afirma Antônio Napp, diretor executivo de Finanças e de Relações com os Investidores do Grupo Dimed. A venda de produtos Panvel entre julho e setembro cresceu 22,6% em relação ao mesmo período do ano passado, representando 7,5% do total das vendas do varejo.

Desse modo, a rede se fortalece no Sul: no terceiro trimestre, a participação na região alcançou 11,3%, uma evolução de 0,4 ponto percentual sobre o período anterior, com avanço nos três estados. No digital, o market share segue elevado: 40,5% no mercado total do varejo farma da região Sul e 42% na venda de medicamentos.

A companhia possui 500 lojas, sendo 59 delas abertas nos últimos 12 meses. O desempenho das chamadas lojas maduras (funcionamento acima de três anos) subiu 7,9%, com performance acima da inflação apurada no período. Até dezembro, estão previstas mais 25 lojas da rede de farmácias Panvel. “Temos a consistência e disciplina estratégica que precisamos para dobrar o nosso negócio até 2025 e continuar cumprindo rigorosamente e de forma sustentável os nossos objetivos. Nossa visão é sempre de longo prazo. Queremos ser a melhor empresa em produtos e serviços de saúde e bem-estar no mercado em que atuamos”, destaca Julio Mottin Neto, CEO do Grupo Dimed.

Em 2020, a receita bruta do grupo atingiu R$ 2,9 bilhões, e a projeção é de que este número alcance R$ 6 bilhões em 2025. A partir de 2022, a empresa mudará a marca corporativa e passará a se chamar Grupo Panvel.

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Abertura do centro de distribuição no Paraná auxiliou resultados no Sul

Pix deverá ser ampliado para operações internacionais e sem internet

Sistema completa um ano com 7 bilhões de transferências instantâneas

Até outubro deste ano, cerca de 7 bilhões de transações foram executadas por meio do sistema, movimentando R$ 4 trilhões

Para os próximos anos, o Pix, ferramenta de transferência instantânea de recursos, poderá ser usado em operações sem acesso à internet e em transações internacionais, anunciou o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. As novidades ainda não têm data para entrarem em vigor. Campos Neto fez o anúncio em evento especial do BC para celebrar o aniversário de um ano da nova ferramenta. Segundo ele, o Pix ainda não atingiu todo o potencial. “O uso do QR Code [Código QR, versão avançada do código de barras fotografada pelo celular] ainda depende de melhor assimilação da tecnologia pelos usuários”, explicou.

Apesar de algumas novidades do Pix dependerem de desenvolvimentos tecnológicos, o presidente do BC considerou revolucionária a evolução do sistema instantâneo de pagamentos, que funciona 24 horas por dia e permite a transferência de recursos entre contas de instituições financeiras diferentes. “A realidade superou as expectativas. O uso do Pix aumenta mês após mês. A velocidade de adoção é a mais rápida do mundo”, destacou Campos Neto.

Até outubro deste ano, cerca de 7 bilhões de transações foram executadas por meio do sistema, movimentando R$ 4 trilhões. O recorde diário de transações ocorreu no último dia 5 de novembro, com 50.045.289 operações. O Pix tinha 348,1 milhões de chaves cadastradas por 112,6 milhões de usuários, também até outubro deste ano. Ao todo, 62,4% da população acima de 18 anos usou a ferramenta para enviar ou receber dinheiro. No período, havia 762 instituições financeiras cadastradas para operar o Pix e 87 em fase de adesão. Entre essas instituições, estão bancos, financeiras, instituições de pagamento, cooperativas de crédito e fintechs (startups financeiras).

Em 12 meses de funcionamento, o Pix ultrapassou, em número de transações, meios de pagamento tradicionais. A ferramenta superou a Transferência Eletrônica Disponível (TED) e o Documento de Ordem de Crédito (DOC) em janeiro deste ano. Em março, foi a vez de o Pix tomar o lugar dos boletos bancários na preferência por meios de pagamento.

Inclusão
Diretor de organização do sistema financeiro e resolução do BC, João Manoel Pinho de Mello disse que o crescimento do Pix tem sido proporcionalmente maior em classes mais baixas, com 45,6 milhões de pessoas que estavam fora do sistema financeiro passando a operar pagamentos digitais. Entre as camadas de menor renda, o número de usuários do Pix subiu 131% entre março e outubro deste ano, contra crescimento de 52% no total da população.

Segundo Pinho de Mello, o Pix tem ganhado a adesão de beneficiários de programas sociais. Cerca de 35% dos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e de 25% dos beneficiários do Bolsa Família usaram o sistema de pagamentos instantâneos para movimentarem os benefícios. O Brasil, ressaltou o diretor do BC, passou a ocupar o terceiro lugar entre os países que mais usam pagamentos instantâneos, atrás apenas da Suécia, que adotou o sistema há sete anos, e a Dinamarca, há cinco anos.

Pix Saque e Pix Troco
Até o fim do ano, o Pix ganhará novas funcionalidades. Hoje, entrou em vigor um mecanismo de segurança que agiliza a devolução de recursos a usuários vítimas de fraude ou de problemas operacionais entre as instituições participantes. No próximo dia 29, passam a funcionar o Pix Saque e o Pix Troco. O primeiro permite que o usuário transfira recursos para uma conta Pix em pontos que ofertarem o serviço e sacar dinheiro em espécie. O segundo permite que o cliente transfira, para a conta de estabelecimentos comerciais, quantias maiores que o valor da compra e saque a diferença em forma de troco.

Ainda neste trimestre, o iniciador de pagamentos, hoje existente para compras com cartão de crédito e débito, deverá ser estendido ao Pix. Por meio dessa ferramenta, o cliente recebe um link com o valor da transação, bastando confirmar os dados e autorizar o pagamento, sem precisar entrar no aplicativo do banco. No caso do Pix, bastará o usuário digitar a senha da conta corrente.

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Com Agência Brasil

Sistema completa um ano com 7 bilhões de transferências instantâneas

Presidente do BC aponta piora “quantitativa e qualitativa” da inflação

Campos Neto disse que o país terá um trabalho difícil e desafiador

Na avaliação de Campos Neto, além do problema de inflação interna, o Brasil está “importando inflação de outros países, o que torna o ambiente ainda mais desafiador”

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou nesta terça-feira (16) que diante de um cenário de piora “quantitativa e qualitativa” da inflação, a autoridade monetária do país terá um trabalho difícil e desafiador, em um cenário de alta nos preços de alimentos, combustíveis e de energia.

Na avaliação de Campos Neto, além do problema de inflação interna, o Brasil está “importando inflação de outros países, o que torna o ambiente ainda mais desafiador”. Ele ressaltou que para contornar essa situação, será necessário, ao Brasil, buscar o equilíbrio fiscal, além de “passar a mensagem de que o país tem condições de ter um crescimento sustentável mais alto”. As declarações foram dadas no IX Fórum Jurídico de Lisboa, na capital de Portugal.

O presidente do BC destacou que, em parte, a inflação que vem sendo registrada em diversos países está relacionada à “maior injeção fiscal da história mundial”, medida adotada com o objetivo de amenizar os efeitos da pandemia na economia. Ele disse ainda que, com a pandemia, o cenário mundial ficou diferente do que se imaginava, “com uma rápida e volátil mudança de cenários, em termos de crescimento e de perspectiva de inflação”. Governos ficaram “em pânico”, sem saber, até então, a real dimensão do problema.

Diante da situação, segundo Campos Neto, foi feita “a maior injeção fiscal da história mundial, de US$ 9 trilhões, segundo informou na semana passada o FMI [Fundo Monetário Internacional], sendo que US$ 4,5 trilhões foram em transferências diretas. Pensando que o PIB mundial está entre US$ 84 [trilhões] e 85 trilhões, estamos falando de 10% de injeção fiscal em um espaço de tempo relativamente pequeno. Algo que nunca tínhamos visto”.

Na visão do presidente do BC, como consequência essas transferências resultaram em aumento no consumo de bens em várias localidades. “Vemos uma correlação disso com o aumento de preços nos países que tiveram mais ajuda. Em um primeiro momento, com a alimentação em domicílio subindo muito”.

“Aí, os bancos centrais criaram uma tese de que isso era um aumento temporário, porque, quando a economia reabrisse, as pessoas voltariam a trabalhar e, assim, voltariam a consumir serviços, deixando de consumir bens, o que resultaria queda nos preços de bens. Segundo essa tese, a reabertura mundial, após a pandemia, reequilibraria essas forças e faria com que a inflação caísse rapidamente”, recordou. Essa expectativa, segundo Campos, acabou não se concretizando, uma vez que ela partia da premissa de que haveria uma “ruptura de oferta” maior do que a que foi registrada, e que “as pessoas que estavam em casa não estariam produzindo”, o que acarretaria em queda na oferta de bens.

“Essa tese foi bastante divulgada. Hoje vemos que, em parte ou quase na totalidade, essa tese não é verdade”, disse o presidente da autoridade monetária brasileira. “Também existia uma tese de que a logística tinha sofrido uma ruptura porque as pessoas estavam em casa. Na verdade, quando olhamos em retrospectiva, vemos que isso também não é verdade”.

Deslocamento de demanda
Segundo Campos Neto, o que aconteceu foi “um grande deslocamento de demanda” porque os governos colocaram muito dinheiro na mão das pessoas em um período muito rápido. “Demorou para os bancos centrais entenderem o efeito combinado desse conjunto de ajudas, de US$ 9 trilhões”, acrescentou ao comentar que a previsão atual é de que esse deslocamento persista. “Correlacionado a esse fator, vem um outro tema, ligado a esse deslocamento de demanda. A gente imaginava que o consumo de energia elétrica em casa ia crescer mais do que fora de casa, e isso não aconteceu. O que aconteceu foi o contrário, porque produzir bens gasta muito mais energia do que produzir serviços. Temos aí, também, um deslocamento grande da demanda de energia que não foi acompanhado de aumento na oferta de energia”, complementou.

Impacto nos preços
Na avaliação do presidente do BC, a comunidade econômica demorou para entender o impacto que os programas fiscais teriam nos preços. “Imaginou-se que isso se equilibraria quando a economia reabrisse e que haveria mais investimentos nos itens onde haveria escassez. Nenhuma das duas coisas aconteceu da forma esperada”, resumiu. Ainda segundo Campos, o impacto nos preços da energia elétrica e dos combustíveis foi maior do que o esperado em 2021. “Foi na verdade o maior [impacto] dos últimos 20 anos, adicionado ao choque de alimentos registrado no ano anterior”, disse.

Diante desse cenário, Campos Neto disse que o BC então iniciou processo de aumento de juros. “O número de inflação acelerou e teve piora tanto quantitativa como qualitativa em todos os aspectos. É muito importante sermos realistas para entendermos o quão disseminada está a inflação e o quão difícil será o trabalho do BC nesse ponto. Temos percebido, mais recentemente, uma revisão de inflação para cima e de crescimento para baixo em 2022”.

Commodities
O presidente do BC apontou alguns dos motivos que não possibilitaram, ao Brasil, se beneficiar da alta dos preços das commodities. “Geralmente, quando commodities sobem, a moeda brasileira aprecia, porque o Brasil é exportador de commodities. Então o preço da moeda local absorveria a alta externa”, disse. “Só que dessa vez isso não aconteceu. Tivemos aumento do preço de commodities com desvalorização da moeda. Isso aconteceu porque os termos de troca, que é essa relação, foram acompanhados de aumento do nível de dívida emitida”, explicou ao associar essa dívida às medidas de combate aos efeitos da pandemia na economia do país.

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Campos Neto disse que o país terá um trabalho difícil e desafiador

As empresas precisarão ser data-intensive

A internet tornou-se um negócio por conhecer cada um de nós

“As transformações digitais realmente devem partir da perspectiva do cliente, que é o centro da estratégia, e deve ir avançando por toda a arquitetura do negócio”, defende Ronaldo Aloise Jr. neste artigo exclusivo

Estamos imersos em transformação digital, acelerada pela pandemia inclusive, e quando achamos que entendemos o que está acontecendo, já mudou. Google Ads, Facebook, entre outros, já estão ficando obsoletos, demonstrando a rapidez em que os ciclos de negócios acontecem na economia digital.

Como em toda disruptura, no início a coisa nova prolifera meio que “sem lei”, pois as entidades reguladoras ainda precisam entender o que deverão regrar. A internet iniciou nos conectando, passou a realizar transações e, num dado momento, a nova corrida do ouro começou: obter os dados dos usuários, pois aí está o valor a ser buscado, o poder de compra do cliente. Negócios exponenciais surgiram rapidamente da criação de comunidades, investidores jorraram dinheiro em qualquer empreendimento que criasse uma base de consumidores da qual se pudesse ter domínio e renda recorrente projetável, redes sociais, sites de relacionamento, fintechs, enfim, mercados baseados em tribos e comunidades.

E esta é, sim, a base da economia digital: conhecer o cliente, fazer a predição do seu comportamento, fidelizar na comunidade, descobrir o seu “poder de compra” e buscar esse valor potencial em cada pessoa. Quando olhamos evoluções como o Open Banking e plataformas de medicina remota fica clara a mutação. Os dados” trocaram” de dono, nós passamos a ser os donos e, por tabela, viramos o produto, querem nos conhecer – e quem consegue isso ganha na arena de negócios da internet.

A fase “sem lei” agora dá lugar à regulação da propriedade dos dados e responsabilidade sobre sua divulgação. Isso aumenta a confiabilidade transacional e consolida a Internet como arena de negócios. Essa é uma das razões para modelos como simplesmente impulsionar anúncios via Google ou redes sociais fique mais restrito e menos efetivo. Por isso, as empresas precisam apender a fazer a gestão e exploração dos próprios dados, devem investir para voltar a se apropriar de seu marketing e da gestão das suas comunidades de clientes.

Se a empresa acreditar que precisa transformar seu negócio para competir na economia digital, deve começar a transformação pelo domínio (no sentido de conhecer o perfil e o comportamento) do cliente. Mas isso não é a transformação digital. É o ponto de partida dela, pois todas as áreas da empresa precisam ser repensadas e transformadas para sustentar o negócio operando na nova arena.

Conhecendo-se o cliente, os modelos de negócio para atendê-lo mudam, as ofertas mudam, o relacionamento muda, a logística muda, o posicionamento e a marca mudam. É como se fôssemos pegar o Canvas de negócio da empresa e começar a repensá-lo da direita para a esquerda, ou melhor, a partir da perspectiva do cliente.

Antes de repensar o negócio é preciso entender o que está acontecendo no planeta. Entendeu e repensou: experimente modelos. Funcionaram: habilite-se para implementar. Sem jamais esquecer de que a geração máxima de valor vem o equilíbrio entre inovação e eficiência, portanto, otimizar processos e preparar-se para escalar a ordem e não expandir o caos. É mandatório para escalar receita, e não custos.

As transformações digitais realmente devem partir da perspectiva do cliente, que é o centro da estratégia, e deve ir avançando por toda a arquitetura do negócio: modelos, canais, marketing, produção, parceiros etc. Mas, para começar, cinco frentes pelo menos devem ser preparadas na habilitação para a transformação: liderança, cultura, tecnologia e, principalmente, pensamento estratégico.

Ainda hoje muitas startups desenvolvem seus negócios a partir do paradigma de produto e não do cliente. Muitas agências de marketing simplesmente migraram de mídia, da tradicional para a digital, mas não dominam, em casa, o gerenciamento de suas comunidades de clientes. Não são o Google ou o Facebook que têm de conhecer meus clientes. Sou eu, pois essa propriedade é minha e da minha empresa. E para poder fazer isso, é preciso dominar ciência de dados. Sim, empresas precisarão ser data-intensive, data-driven e data-owners.

O desafio colocado ao pensamento estratégico pode ser dividido em quatro pontos.

Responsividade: a métrica da internet é a reputação da empresa gerada pela boa experiência do cliente – ser responsivo e ágil – em tempos de mutações rápidas é uma habilidade a ser adquirida.

Operar em rede: tanto clientes quanto fornecedores podem migrar facilmente em um mercado interconectado. Mantê-los satisfeitos e saber utilizar a cooperação das redes de valor e da colaboração entre negócios é outra habilidade.

Ser Data-driven: o mercado tem um comportamento dinâmico que exige capacidade de compreensão e predição. Hoje temos ferramentas de business intelligence que revelam muito bem o que aconteceu no passado, mas não apontam direções. Por isso, precisamos de ajuda matemática e computacional para enxergá-las.

Atuar conectado: a relação se estabelece através de aplicativos. O momento crucial do relacionamento acontece através de uma tela, no momento mágico de uma transação em que temos de um lado um cliente com a sua inteligência e perfil, e do outro lado a empresa, com sua inteligência de entender o cliente e predizer como atuar com ele. Dar acesso em múltiplas vias é chave.

Temos dois grandes eixos que devem nortear nossa transformação no que toca à centralidade no cliente: a capacidade de geração de valor desse cliente e a experiência que proporcionaremos a ele. E gerar uma boa experiência é consequência de um conjunto de negócio bem orquestrado, com toda a arquitetura da empresa repensada para gerar experiência boa não só para o cliente, mas para todos os stakeholders. E gerar também, em contrapartida, reputação para o negócio, que é a métrica do sucesso na economia da internet.

Entenda, repense, experimente, habilite, execute gerando eficiência e inovação, domine a arena do cliente. Abra suas frentes de transformação, comece pelo pensamento estratégico, prepare suas lideranças, evolua a cultura, habilite-se tecnologicamente e reposicione-se, caso necessário. Parece uma receita simples, mas não é. É o caminho do crescimento na economia digital.

*Foi diretor executivo de empresas como Intel, HP, Dell e vice-presidente da HT Micron. Fundou a WayToGrow para promover o crescimento de empresas na economia digital. Sócio da Thummi e outras startups.

A internet tornou-se um negócio por conhecer cada um de nós

Pix completa um ano com nova funcionalidade para devolução

Mecanismo será usado em casos de fraude ou de erro operacional

A partir do dia 29 estarão disponíveis o Pix Saque e o Pix Troco, que permitem o saque em espécie e a obtenção de troco em estabelecimentos comerciais

No aniversário de um ano, o Pix, sistema de pagamento instantâneo do Banco Central (BC), ganha nova funcionalidade. Entra em vigor nesta terça-feira (16) o Mecanismo Especial de Devolução, que agilizará o ressarcimento ao usuário vítima de fraude ou de falha operacional das instituições financeiras. O mecanismo está regulamentado por uma resolução editada pelo BC em junho. Desde então, as instituições financeiras estavam se adaptando aos procedimentos.

Até agora, em uma eventual fraude ou falha operacional, as instituições envolvidas precisavam estabelecer procedimentos operacionais bilaterais para devolver o dinheiro. Segundo o BC, isso dificultava o processo e aumentava o tempo necessário para que o caso fosse analisado e finalizado. Com o Mecanismo Especial de Devolução, as regras e os procedimentos serão padronizados.

Outras novidades para o Pix virão em breve. A partir do dia 29 estarão disponíveis o Pix Saque e o Pix Troco, que permitem o saque em espécie e a obtenção de troco em estabelecimentos comerciais e outros lugares de circulação pública. No Pix Saque, o cliente poderá fazer saques em qualquer ponto que ofertar o serviço, como comércios e caixas eletrônicos, tanto em terminais compartilhados quanto da própria instituição financeira. Nessa modalidade, o correntista apontará a câmera do celular para um código QR (versão avançada do código de barras), fará um Pix para o estabelecimento ou para a instituição financeira e retirará o dinheiro na boca do caixa.

O Pix Troco permite o saque durante o pagamento de uma compra. O cliente fará um Pix equivalente à soma da compra e do saque e receberá a diferença como troco em espécie. O extrato do cliente especificará a parcela destinada à compra e a quantia sacada como troco.

Open banking
Ainda neste trimestre, o BC pretende estender o iniciador de pagamentos ao Pix. Por meio dessa ferramenta, existente para pagamentos por redes sociais e por aplicativos de compras e de mensagens, o cliente recebe um link com os dados da transação e confirma o pagamento. Atualmente, o iniciador de pagamentos existe para compras com cartões de crédito e de débito. O BC pretende ampliar a ferramenta para o Pix, o que só será possível por causa da terceira fase do open banking (compartilhamento de dados entre instituições financeiras), que entrou em vigor no fim de outubro.

Com a troca de informações, o cliente poderá fazer transações Pix sem abrir o aplicativo da instituição financeira, como ocorre hoje. O usuário apenas clicará no link e informa a senha ou a biometria da conta corrente para concluir a transação. Tudo sem sair do site de compras, do aplicativo de entregas ou da rede social.

Estatísticas
Até o fim de outubro, segundo os dados mais recentes do BC, o Pix tinha 348,1 milhões de chaves cadastradas por 112,6 milhões de usuários. Desse total, 105,2 milhões são pessoas físicas e 7,4 milhões são pessoas jurídicas. Cada pessoa física pode cadastrar até cinco chaves Pix e cada pessoa jurídica, até 20. As chaves podem ser distribuídas em um ou mais bancos.

Em um ano de funcionamento, o volume de transações pelo Pix deu um salto. Em outubro, o sistema de pagamentos instantâneos movimentou R$ 502 bilhões, contra R$ 25,1 bilhões liquidados em novembro do ano passado. Segundo o Banco Central, 75% das transações do Pix em outubro ocorreram entre pessoas físicas, contra 87% no primeiro mês de funcionamento. Os pagamentos de pessoa física para empresa saltaram de 5% para 16% no mesmo período.

Empresas e governo
O aumento nos pagamentos a empresas decorre de funcionalidades adicionadas ao longo deste ano para estimular o recebimento de Pix por empresas e prestadores de serviço. Em maio, começou a funcionar o Pix Cobrança, que substitui o boleto bancário e permite o pagamento instantâneo por meio de um código QR (versão avançada do código de barras) fotografado com a câmera do celular.

Em julho, começou a ser ofertado o Pix Agendado, que permite o agendamento de cobranças, com a definição de uma data futura para a transação. Em setembro, o oferecimento da funcionalidade por todas as instituições financeiras passou a ser obrigatório.

As transações entre pessoas físicas e o governo aumentaram de R$ 2,2 milhões em novembro de 2020 para R$ 409,8 milhões em outubro deste ano. Apesar de pequenas em relação ao total movimentado, essas operações estão subindo graças a medidas como o pagamento de alguns tributos por grandes, micro e pequenas empresas e à quitação de taxas federais por meio do Pix.

Segurança
O Pix completa um ano em meio a preocupações com a segurança do sistema. Por causa do aumento de sequestros-relâmpago e de fraudes relacionadas ao Pix, o BC limitou, em outubro, as transferências a R$ 1 mil entre as 20h e as 6h. Medidas adicionais de segurança foram adotadas, como o bloqueio, por até 72 horas, do recebimento de recursos por pessoas físicas em caso de suspeita de fraude.

Em setembro, ocorreu o incidente mais sério com o Pix registrado até agora. Uma brecha de segurança no Banco Estadual de Sergipe permitiu o vazamento de 395 mil chaves Pix do tipo telefone. Na ocasião, não foram expostos dados sensíveis, como senhas, valores movimentados e saldos nas contas, mas os números de telefone de clientes capturados por pessoas de fora da instituição, que foi punida pelo BC.

Se casos semelhantes ocorrerem, as próximas punições poderão ser mais duras. No fim da semana passada, o BC acelerou as notificações às instituições financeiras que violarem os regulamentos do Pix e diminuiu as situações em que as multas serão isentas.

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Com Agência Brasil

Mecanismo será usado em casos de fraude ou de erro operacional

Mercado financeiro eleva projeção da inflação para 9,77%

Previsão para crescimento da economia caiu para 4,88% em 2021

Em outubro, puxada pelo aumento de preços de combustíveis e alimentos, a inflação acelerou 1,25%, a maior para o mês desde 2002

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, subiu de 9,33% para 9,77% neste ano. É a 32ª elevação consecutiva da projeção. A estimativa está no Boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa das instituições para os principais indicadores econômicos. Para 2022, a estimativa de inflação ficou em 4,79%.

Em outubro, puxada pelo aumento de preços de combustíveis e alimentos, a inflação acelerou 1,25%, a maior para o mês desde 2002, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o indicador acumula altas de 8,24% no ano e de 10,67% nos últimos 12 meses.

A previsão para 2021 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior de 5,25%. Para 2022 e 2023 as metas são 3,5% e 3,25%, respectivamente, com o mesmo intervalo de tolerância.

Taxa de juros
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 7,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Para a próxima reunião do órgão, no mês que vem, o Copom já sinalizou que pretende elevar a Selic em mais 1,5 ponto percentual.

As projeções do BC para a inflação também estão ligeiramente acima da meta para 2022 e ao redor da meta para 2023. Isso reforça a decisão da autarquia de manter a política mais contracionista, com elevação dos juros, para manter o IPCA dentro do intervalo de tolerância definido pelo CMN.

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre 2021 em 9,25% ao ano, mesma projeção da semana passada. Para o fim de 2022, a estimativa é de que a taxa básica suba para 11% ao ano.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a recuperação da economia. Além disso, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

As instituições financeiras consultadas pelo BC reduziram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano de 4,93% para 4,88%. Para 2022, a expectativa para o PIB é de crescimento de 0,93%. Em 2023 e 2024, o mercado projeta expansão do PIB em 2%, para ambos os anos.

A expectativa para a cotação do dólar se manteve em R$ 5,50 para o final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é de que a moeda americana também fique nesse mesmo patamar.

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Com Agência Brasil 

Previsão para crescimento da economia caiu para 4,88% em 2021

BSBIOS tem nova área para construir biorrefinaria no Paraguai

Investimento será de aproximadamente US$ 1 bilhão

As obras iniciais do projeto Omega Green começaram em um novo terreno de 484 hectares adquirido pela empresa em Villeta, a 45 quilômetros de Assunção

A BSBIOS Paraguai, empresa do ECB Group, começou neste mês as obras de infraestrutura para estabelecimento de vias internas e de acesso, assim como todo o cercamento da área que abrigará o projeto Ômega Green, mega complexo com investimento estimado em US$ 1 bilhão, que envolve a primeira planta de biocombustíveis avançados (HVO e SPK) de segunda geração do Hemisfério Sul. Uma base também está em construção para a instalação da oficina e dos depósitos da empresa responsável pela preparação do terreno para o início da construção. A operação da biorrefinaria está prevista para 2025.

A atualização do projeto foi informada diretamente ao presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, em encontro realizado na segunda-feira (15). Na oportunidade, o ministro de indústria e comércio, Luis Alberto Castiglioni, entregou a Erasmo Carlos Battistella, CEO do ECB Group, a Resolução nº 723 que declara “de interesse institucional o projeto de investimento Omega Green”.

“A declaração de apoio institucional do Estado Paraguaio ao projeto reafirma nossa parceria com o país e define o Omega Green como de interesse nacional, fortalecendo sua imagem frente às agências de investimentos internacionais”, celebra Battistella.

Novo terreno é sete vezes maior que o anterior
As obras iniciais do projeto Omega Green começaram em um novo terreno de 484 hectares adquirido pela empresa em Villeta, a 45 quilômetros de Assunção, capital do Paraguai. A área fica a cinco quilômetros da anterior, que tinha 70 hectares, com a vantagem de fazer uma fronteira de 220 metros, por um lado, com a rodovia (Rutta Villeta-Alberdi), e por outro, com uma faixa maior de margem do rio Paraguai. Outra vantagem é estar localizado a cerca de 100 metros de uma subestação de energia.

“O terreno nos traz a oportunidade de abrigar ampliações futuras, com espaço mais amplo para o desenvolvimento do porto, além de permitir receber parceiros estratégicos que possam investir em atividades afins”, explica Battistella. Segundo ele, a proximidade com a rodovia asfaltada e com a subestação de energia também reduz custos operacionais para o projeto.

Com a posse definitiva do terreno, a mudança da área foi aprovada no regime de Zona Franca definido pelo governo do Paraguai em 15 de setembro de 2020 para o projeto Ômega Green, o que garante a manutenção das condições legais do projeto por um prazo de 30 anos, renováveis por mais três décadas.

Lançado em fevereiro de 2019, o projeto Ômega Green é o maior investimento privado da história do Paraguai e contempla a construção da primeira planta de biocombustíveis avançados do Hemisfério Sul. Nele, serão produzidos diesel renovável ou HVO, sigla em inglês para óleo vegetal hidrotratado, e querosene de aviação renovável ou SPK, combustíveis que emitem menos gases de efeito estufa e que serão destinados à exportação para os Estados Unidos, Canadá e membros da União Europeia.

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Investimento será de aproximadamente US$ 1 bilhão

Atividade econômica cai 0,27% em setembro

Em 12 meses, o indicador ficou positivo em 4,22%

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros

A atividade econômica brasileira teve variação negativa em setembro deste ano, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apresentou queda de 0,27% em setembro em relação ao mês anterior, de acordo com os dados dessazonalizados (ajustados para o período), chegando a 138,56 pontos. Na comparação com setembro de 2020, houve crescimento de 1,52% (sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais).

No terceiro trimestre, comparado com os três meses anteriores, houve retração de 0,14%. Já na comparação com o período de julho a setembro do ano passado, o IBC-Br apresentou crescimento de 3,91%. No ano, foi registrada alta de 5,88%. Em 12 meses encerrados em setembro, o indicador também ficou positivo (4,22%).

O índice é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 7,75% ao ano. O IBC-Br incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: a indústria, o comércio e os serviços e a agropecuária, além do volume de impostos.

Entretanto, o indicador de atividade oficial é o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No segundo trimestre deste ano, último dado divulgado pelo órgão, o PIB apresentou variação negativa de 0,1%. No primeiro semestre, o PIB registrou alta de 6,4% e em 12 meses, acumulou alta de 1,8%.

A última estimativa do Ministério da Economia para o indicador, divulgada em setembro, é de crescimento de 5,3% em 2021. Já a projeção do mercado financeiro para o PIB deste ano está em 4,88%. Em 2020, em meio à pandemia de Covid-19, o PIB do Brasil caiu 4,1%, totalizando R$ 7,4 trilhões. Foi a maior queda anual da série do IBGE, iniciada em 1996 e que interrompeu o crescimento de três anos seguidos, de 2017 a 2019, quando o indicador acumulou alta de 4,6%.

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Com Agência Brasil

Em 12 meses, o indicador ficou positivo em 4,22%

COP 26 chega a acordo para evitar catástrofe climática

Declaração final busca limitar aquecimento global a 1,5°C

O objetivo geral da conferência, sediada pelo Reino Unido, era modesto demais, na opinião de ativistas do clima e países vulneráveis

A conferência climática da Organização das Nações Unidas (ONU) na Escócia terminou com um acordo global que busca pelo menos manter viva a esperança de limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius e, portanto, uma chance realista de salvar o mundo das catastróficas mudanças climáticas.

Alok Sharma, presidente da conferência, bateu o martelo para sinalizar que não houve objeções decisivas das quase 200 delegações nacionais presentes em Glasgow. As delegações incluem desde superpotência alimentadas a carvão e gás a produtores de petróleo e ilhas do Pacífico, que estão sendo engolidas pela elevação do nível do mar.

Após revisão, o acordo foi aprovado, depois de uma mudança de última hora no texto em relação ao carvão, o que provocou reclamações de países vulneráveis quer queriam um comunicado mais definitivo sobre subsídios a combustíveis fósseis. Depois de uma mudança de última hora na linguagem em torno do carvão, com a Índia sugerindo substituir a palavra “eliminar” por “reduzir”, Sharma sinalizou que o texto foi aprovado.

O acordo é o resultado de duas semanas de negociações duras em Glasgow, que foram estendidas por um dia para equilibrar as demandas de nações vulneráveis ao clima, grandes potências industriais e países em que o consumo ou exportação de combustíveis fósseis é vital para o desenvolvimento econômico.

“Por favor, não se pergunte o que mais você pode querer, mas se pergunte o que é o suficiente”, disse Sharma aos delegados nas horas finais. “E ainda mais importante – por favor, perguntem-se se, no fim das contas, esses textos funcionam para todas as pessoas e para nosso planeta”, completou.

O objetivo geral da COP 26, sediada pelo Reino Unido, era modesto demais, na opinião de ativistas do clima e países vulneráveis – manter a meta do Acordo de Paris de 2015 de limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais.

Um rascunho de acordo, que circulou no começo deste sábado (13), na prática reconheceu que os compromissos feitos até agora, para cortar as emissões de gases de efeito estufa que aquecem o planeta, não estão nem perto do suficiente. Também pediu que as nações façam promessas mais duras em relação ao clima no ano que vem, em vez de a cada cinco anos, como atualmente são obrigadas a fazer.

Cientistas relatam que um aquecimento acima de 1,5 grau Celsius geraria um crescimento extremo do nível do mar e catástrofes como secas, tempestades e incêndios muito piores do que as que o mundo está sofrendo neste momento. Mas, até agora, as promessas dos países para cortar emissões de gases de efeito estufa – principalmente dióxido de carbono da queima de carvão, óleo e gás – limitariam o crescimento da temperatura global média em 2,4 graus Celsius.

No entanto, o rascunho, publicado pela ONU, cobrou esforços para reduzir o uso de carvão e os enormes subsídios que governos ao redor do mundo dão ao petróleo, carvão e gás que alimentam fábricas e aquecem casas – o que nunca foi acordado em nenhuma outra conferência do clima. A Índia, cujas demandas de energia são muito dependentes do carvão, fez objeções de última hora a essa parte do acordo.

Países em desenvolvimento argumentam que as nações ricas, cujo histórico de emissões é amplamente responsável por aquecer o planeta, precisam pagar mais para ajudá-los a se adaptar às consequências e também para reduzir suas pegadas de carbono.

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Com Agências Brasil e Reuters

Declaração final busca limitar aquecimento global a 1,5°C

Matriz catarinense aponta 10 regiões no nível moderado

Nenhuma regional foi classificada como grave pela sexta semana consecutiva

Santa Catarina alcançou o índice de 63,4% da população completamente imunizada

Pela sexta semana consecutiva, nenhuma região do estado foi classificada nos níveis de risco grave (laranja) ou gravíssimo (vermelho). A matriz de risco potencial regionalizado divulgada neste sábado (13) aponta 10 regiões como risco potencial moderado (cor azul) e sete regiões alto (cor amarela).

Houve melhora nos indicadores das regiões Extremo Oeste, Foz do Rio Itajaí e Serra, observados a partir da redução na taxa de detecção de casos novos, hospitalizações e óbitos, aliada ao aumento na cobertura vacinal. Com isso, estas regiões, que na semana anterior estavam classificadas como nível alto (amarelo), passaram a ser classificadas como nível moderado (azul), se juntando as regiões do Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Laguna, Meio-Oeste e Planalto Norte, que mantiveram a classificação em moderado.

Por outro lado, houve uma piora nos indicadores das regiões Extremo Sul, Grande Florianópolis, Médio Vale do Itajaí, Oeste e Vale do Itapocu, observados a partir do aumento na taxa de detecção de casos novos e hospitalizações. Com isso, estas regiões que na semana anterior estavam classificadas em nível moderado (azul), passaram a ser classificadas como nível alto (amarelo), juntamente com as regiões Nordeste e Xanxerê, que permaneceram em alto.

Balanço da vacinação
Santa Catarina alcançou o índice de 63,4% da população completamente imunizada, tendo recebido as duas doses ou a dose única da vacina contra a Covid-19. Com mais de 10,6 milhões de doses aplicadas em todo o estado, o avanço na vacinação tem sido o principal responsável pela manutenção da tendência de redução no nível de risco da Covid-19 em todas as regiões.

“Estamos às vésperas das festas de final do ano, onde se espera que todos nós possamos nos confraternizar com nossos familiares para saudarmos o início de um novo ano. Para que possamos curtir esse momento com a maior segurança, é necessário um esforço de todos para que os indicadores melhorem e os índices de transmissão e de gravidade da pandemia se mantenham baixos. Todos precisam fazer a sua parte, utilizando máscaras, principalmente em ambientes fechados, evitando aglomerações e, é claro, atualizando sua carteira de vacinação com as duas doses da vacina”, aponta o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro.

O principal objetivo da matriz de risco é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Nenhuma regional foi classificada como grave pela sexta semana consecutiva

Primeiro CRA garantido pelo BRDE é lançado

Emissão foi realizada para a Integrada Cooperativa Agroindustrial

“O BRDE tem longa experiência garantindo empreendedores e agora também garante papéis que servem de lastro para o mercado de capitais”, destaca Wilson Bley Lipski, diretor-presidente do BRDE

O grupo Ecoagro e o Banco Alfa acabam de anunciar o encerramento de mais uma emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA). Os CRAs da 119ª emissão da Eco Securitizadora têm prazo de cinco anos em um valor total de R$ 70 milhões, e contam com lastros cedidos pela Integrada Cooperativa Agroindustrial, de Londrina (PR). A captação tem como objetivo financiar as atividades da Integrada relacionadas à comercialização de insumos agrícolas junto aos seus cooperados.

Coordenados em conjunto pela Eco Securitizadora e Banco Alfa, esta é a primeira operação de CRA Garantido que conta com a participação do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). A participação do BRDE como garantidor foi fundamental para o sucesso da operação e cria mais uma alternativa para as cooperativas e demais empresas do setor agro da região Sul.

“Há pelo menos dois anos o BRDE estudava sua participação neste mercado. Entendemos ter um papel relevante tanto para aproximar investidores como para apresentar ao empreendedor do agronegócio paranaense e do Sul do Brasil diferentes oportunidades de recursos. Temos também papel fundamental para alongar a curva de retorno dos recursos e queremos alavancar mais operações, notadamente com empresas cooperativas. O BRDE tem longa experiência garantindo empreendedores e agora também garante papéis que servem de lastro para o mercado de capitais”, destaca Wilson Bley Lipski, diretor-presidente do BRDE.

“Diante de um cenário econômico desafiador, tivemos a oportunidade de assegurar um recurso de longo prazo. Com essa emissão, a integrada ingressa no mercado de capitais e dá um passo importante para acessar uma nova fonte de financiamento, alongar o perfil da dívida e fomentar o crescimento da cooperativa”, comemora Alfredo Freire Neto, gerente financeiro da Integrada.

Os CRAs são títulos de renda fixa lastreados em recebíveis originados de negócios entre produtores rurais (ou de suas cooperativas). Eles cobrem financiamentos ou empréstimos relacionados à produção e comercialização de produtos, insumos agropecuários e máquinas utilizados na produção agropecuária.

Emissão foi realizada para a Integrada Cooperativa Agroindustrial

Sanepar obtém lucro 62,4% maior no terceiro trimestre

Aumento da receita e redução dos custos foram determinantes para o resultado

A Sanepar também anunciou que retomará o rodízio no abastecimento de água de Curitiba e Região Metropolitana de 60 horas de fornecimento de água por até 36 horas de suspensão

A Sanepar obteve lucro de R$ 267,3 milhões no terceiro trimestre. O resultado foi 62,4% maior que igual período de 2020. De acordo com a estatal paranaense, o valor foi impactado, principalmente, pelo crescimento de 13,3% da receita operacional líquida e pela redução de 4,2% dos custos e despesas operacionais (veja os principais resultados ao final desta reportagem).

A Sanepar também anunciou que retomará o rodízio no abastecimento de água de Curitiba e Região Metropolitana de 60 horas de fornecimento de água por até 36 horas de suspensão, a partir de segunda-feira (15). Nesse modelo, a população é abastecida por 24 horas a mais do que na programação anterior. Os bairros serão divididos em quatro grupos, com cerca de 980 mil pessoas em cada. O anúncio foi feito na quinta-feira (11) pelo diretor-presidente da companhia, Claudio Stabile, durante coletiva de imprensa realizada na sede da empresa, em Curitiba.

Além do índice do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região Metropolitana (SAIC), que chegou a 68% na quinta, a Sanepar também levou em consideração a conclusão, nesta semana, de obras em Curitiba que ampliam a infraestrutura de reservação e distribuição de água tratada. São obras que já estavam planejadas, conforme o plano de investimentos da empresa, e que foram concluídas de forma mais rápida justamente por causa do rodízio.

O presidente da Sanepar também informou que, quando o nível das barragens chegar a 80%, o rodízio poderá ser suspenso. A expectativa é que isso ocorra no fim do verão, em março de 2022, uma vez que as previsões meteorológicas indicam chuvas abaixo da média para novembro e dezembro, com elevação das precipitações para janeiro, fevereiro e março. Atualmente, o déficit de chuvas acumulado durante todo o ano de 2020 até outubro de 2021 é de 680,5 milímetros.

A diretora de Investimentos da Sanepar, Leura Conte de Oliveira, informou que as obras da Barragem do Miringuava estão suspensas devido à alta umidade do último mês, que praticamente inviabilizou qualquer avanço na construção. Ela explicou que o índice de umidade do solo precisa estar muito baixo nesta fase de construção do maciço, seguindo as regras de segurança de barragens. A expectativa é que a obra seja retomada em março, quando se encerra o período chuvoso.

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Aumento da receita e redução dos custos foram determinantes para o resultado

Vendas da Tupy avançam 68,1% no ano

Companhia catarinense apresentou mais um trimestre de recordes

A Tupy tem como uma de suas vantagens competitivas a diversificação de mercados e segmentos em que atua

Se os resultados trimestrais da catarinense Tupy já são sólidos, o acumulado anual se mostrou ainda melhor. Até setembro, a empresa faturou R$ 5 bilhões, valor 68,1% maior que em igual período de 2020. Nos três quartos do ano a companhia também viu o prejuízo de 2020 reverter em lucro de R$ 141,7 milhões (veja os principais resultados ao final desta reportagem).

De acordo com a companhia, o resultado operacional e o aumento do retorno sobre o capital investido são os grandes destaques deste trimestre, apesar da disrupção de cadeias globais de fornecimento, com impacto na oferta de semicondutores e outros insumos. “Por outro lado, a forte demanda por caminhões, máquinas e equipamentos, utilizados nos segmentos de transporte de carga, infraestrutura e agricultura, e os repasses de custos de trimestres anteriores fizeram com que a Tupy apresentasse a maior receita líquida, lucro operacional e Ebitda da sua história”, anuncia a empresa em seu relatório trimestral.

“Estamos expostos a setores perenes, fundamentais para a sociedade e que têm se beneficiado da recuperação da economia global. Para absorver o aumento de demanda, preparamos as operações com ações que promovessem maior flexibilização da produção entre as plantas e eficiências nas operações, contratamos colaboradores e religamos equipamentos. Porém, a despeito do crescimento dos nossos volumes, os sólidos indicadores econômicos ainda não se materializaram integralmente em vendas, dadas às restrições nas cadeias de fornecimento. Consequentemente, houve reprogramação da produção, que acarretou menor diluição de custos, com impacto nas nossas margens”, revela a Tupy.

Diante disso, além dos repasses previstos em contratos, a companhia dedicou esforços para antecipar repasses e recuperar custos incorridos nos trimestres anteriores. Isso devido à elevação abrupta e atípica do preço dos materiais observada nos últimos 12 meses. “Por outro lado, o descompasso entre oferta e demanda tem gerado dois efeitos importantes, com consequências positivas nos nossos volumes para os próximos anos: (i) criação de demanda reprimida e (ii) redução expressiva dos níveis de estoques dos nossos clientes, e consequente necessidade de reposição. Estes fatores deverão ser impulsionados pelo crescimento da economia e diversos programas direcionados à infraestrutura”, detalha a companhia.

A empresa catarinense tem como uma de suas vantagens competitivas a diversificação de mercados e segmentos em que atua. Hoje, mais de 80% da receita é proveniente do mercado externo. No entanto, o desempenho não está atrelado à moeda em si, pois a empresa também tem custos dolarizados.

A companhia também intensificou os investimentos em inovação, inclusive na estrutura da área, que passou a ser dividida em Tupy Up – transformação digital e inovação aberta – e Tupy Tech, dedicada ao P&D disruptivo, que firmou uma parceria com a USP. Trata-se de um investimento de R$ 4 milhões em um projeto para fazer a reciclagem de baterias íon-lítio por meio da hidrometalurgia, método que apresenta maiores índices de reaproveitamento de materiais e menor emissão de gases de efeito estufa.

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Companhia catarinense apresentou mais um trimestre de recordes

Lucro da Copel quadruplica entre julho e setembro

Estatal paranaense também comercializou mais energia no período

A Copel concluiu a modernização da Usina Foz do Areia e colocou em funcionamento a quarta e última unidade geradora da hidrelétrica a passar por reforma

A Copel anunciou que sua receita operacional líquida totalizou R$ 6,9 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 61,2% em relação ao valor alcançado no mesmo período de 2020 (veja os principais indicadores ao final desta reportagem).

Entre os fatores que auxiliaram o resultado estão a comercialização de 641 GWh de energia produzida pela UTE Araucária no período, devido à falta de chuvas, e o maior volume de energia vendida em contratos bilaterais pela Copel Mercado Livre. De acordo com a estatal paranaense, a revisão tarifária periódica aplicada aos contratos de transmissão também foi fundamental para o aumento da receita.

Entre julho e setembro, a Copel registrou lucro líquido de R$ 1,7 bilhão, montante 161,5% superior ao mesmo período de 2020, explicado, principalmente, pelo efeito positivo de R$ 1 bilhão do reconhecimento da compensação referente à repactuação do risco hidrológico. No entanto, incluindo os valores provenientes das operações descontinuadas da Copel Telecom, o lucro líquido registrado foi de R$ 2,8 bilhões, valor 319% maior do que aquele conquistado no terceiro trimestre de 2020.

Como parte integrante da estratégia de redução nos custos, a companhia lançou em agosto o novo programa de demissão incentivada. Ele teve três fases, incluindo inicialmente funcionários da Copel Telecom, estendendo-se aos demais empregados da Copel partir da segunda fase, com adesão voluntária total de 509 funcionários, os quais se desligarão a

partir de fevereiro de 2022. O custo total estimado com indenizações é de R$ 134,5 milhões, a ser reconhecido no exercício de 2021, com economia anual estimada em R$ 151,5 milhões.

A Copel concluiu a modernização da Usina Governador Bento Munhoz da Rocha Netto (Foz do Areia) e colocou em funcionamento a quarta e última unidade geradora da hidrelétrica a passar por reforma. A Usina é a maior operada pela empresa, com 1.676 megawatts de potência total instalada, e está localizada no rio Iguaçu, no município de Pinhão (PR). O amplo projeto de reforma e troca de equipamentos durou quase seis anos e absorveu R$ 150 milhões em investimentos. Com a nova configuração, as quatro unidades geradoras produzem mais energia do que as antigas usando a mesma quantidade de água.

Estatal paranaense também comercializou mais energia no período