Primeiro Resort Eno Experiences do Brasil ficará no Sul

Com trilha ecológica e vinícola para fazer o próprio vinho, Bacco Wine Heaven ainda pode significar uma possibilidade de investimento

O empreendimento no Vale dos Vinhedos receberá um investimento total de R$ 100 milhões

O Vale dos Vinhedos se prepara para receber o primeiro Resort Eno Experiences do Brasil. O Bacco Wine Heaven incluirá, em suas dependências, uma vinícola — uma proposta onde os hóspedes poderão produzir e assinar o próprio vinho ou espumante. Ele funcionará em sistema condo-hotel, o que permite ao investidor usufruir da infraestrutura quando desejar e, também, deixar o apartamento à disposição no pool de locação (administrado por uma central do próprio negócio) para gerar renda. De acordo com o diretor-executivo Diogo Giacomello, do Grupo Belmais, à frente do empreendimento, a rentabilidade é estimada conforme estudo de viabilidade constante no prospecto registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e proporcional à ocupação.

O empreendimento receberá um investimento total de R$ 100 milhões. A construção foi iniciada na terça-feira (1) e a conclusão está prevista para 2026. Com quase 18 mil metros quadrados de área construída, abrigará 372 unidades a serem distribuídas em sete torres. Os apartamentos, todos com sacada, variam de tipologia entre lofts, studios e duplex, com um e dois dormitórios. Os futuros donos dos imóveis poderão desembolsar desde aproximadamente R$ 479 mil para o loft de 27 metros quadrados até cerca de R$ 889 mil para uma suíte com 53 metros quadrados.

O Bacco abrangerá uma área de preservação de 10 mil metros quadrados e trilha ecológica. O empreendimento se vale de diversas iniciativas sustentáveis como iluminação de led, geração fotovoltaica em 100% da extensão condominial, reaproveitamento da água da chuva, telhado verde e tomada para carregamento de veículos elétricos. O empreendimento ainda contará com uma programação completa de cursos a serem realizados no local em parceria com a Vinícola Mondadori que, assim como o residencial, tem à frente o Grupo Belmais. O restaurante, o wine garden e o music lounge já estão em funcionamento. O empreendimento Bacco Wine Heaven terá, além do que já funciona hoje, wine bar, serviço de spa, academia, centros de eventos, coworking, e também a possibilidade de o hóspede ou morador fazer seu próprio vinho e armazenar em uma barrica com seu nome. Também terá uma programação completa de cursos e workshops (ministrados conforme a demanda) a serem realizados na vinícola exclusiva do Bacco.

Com trilha ecológica e vinícola para fazer o próprio vinho, Bacco Wine Heaven ainda pode significar uma possibilidade de investimento

Lucro da Klabin avança 21% entre janeiro e junho

Vendas tiveram queda de 4% no período

A Klabin é a oitava maior empresa da região e também a quarta maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC

A Klabin obteve receita líquida de R$ 9,1 bilhões no primeiro semestre deste ano, valor 4% inferior ao mesmo período de 2022. De acordo com a companhia, as vendas foram um pouco menores devido volume inferior comercializado com as paradas programadas e pela redução nos preços de kraftliner e celulose. Já o lucro líquido avançou 21% entre janeiro e junho, para R$ 2,2 bilhões (veja os principais indicadores da companhia na tabela ao final desta reportagem). A Klabin ressalta em seu relatório que o trimestre foi marcado pelo início das operações da segunda fase do Projeto Puma II, com a partida da máquina de papel-cartão, a MP28. A nova máquina conta com 460 mil toneladas anuais de capacidade de produção. O equipamento foi projetado para desenvolver cartões com mais resistência e qualidade, direcionados, principalmente, para os segmentos de alimentos e bebidas, como embalagens longa vida, cerveja em lata e garrafa, industrializados (cereal, chocolate, pizza, entre outros) e para o crescente setor de food service (copos e bandejas). Com investimento total de R$ 12,9 bilhões, o Projeto Puma II é o maior investimento da história da Klabin e consistiu na construção de duas novas máquinas de papel (MP27 e MP28) na Unidade de Ortigueira, no Paraná.

“Nos mercados de celulose da América Latina, Europa e Estados Unidos, os segmentos de imprimir e escrever e especialidades seguiram desaquecidos. Por outro lado, o segmento de tissue continuou a operar com boas taxas de ocupação de máquina, mantendo o consumo regular dos volumes contratados para o período. No mercado chinês, no qual a Klabin mantém menor exposição, a demanda permaneceu relativamente estável, porém com aumento de consumo de celulose pelos produtores integrados, que reduziram a produção própria de fibras de alto custo”, explica a companhia. “No mercado de papel-cartão a demanda deu sinais de acomodação, entretanto continua sendo impulsionada pela tendência de consumo de embalagens sustentáveis, com a substituição do plástico de uso único por soluções recicláveis, biodegradáveis e advindas de fontes renováveis. Na Klabin, a alta exposição a segmentos de produtos de primeira necessidade, em especial alimentos e bebidas, contribui para uma maior resiliência. No mercado brasileiro, segundo a Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), as vendas aumentaram 6,6% no período acumulado de janeiro a maio de 2023 em relação ao mesmo período do ano anterior. Na Klabin, o segmento de cartões se mostrou resiliente, com 20% de aumento de receita no segundo trimestre de 2023, em comparação ao mesmo período do ano anterior”, detalha a empresa. A Klabin é a oitava maior empresa da região e também a quarta maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Vendas tiveram queda de 4% no período

Weg anuncia investimentos em novas fábricas em Itajaí

Valor total será de R$ 87 milhões, com conclusão previstas para final de 2024

Companhia deverá abrir mais de 300 novos postos de trabalho nos próximos cinco anos

A Weg comunicou novos investimentos para expansão da capacidade produtiva e aumento da verticalização dos processos produtivos em Itajaí (SC). O aporte compreende tanto a construção de uma serralheria específica para a fabricação de partes, peças e invólucros para inversores de frequência e chaves especiais para fabricantes de máquinas, como uma nova fábrica de tomadas e interruptores para atender o mercado de infraestrutura predial, comercial e residencial. O projeto será realizado no mesmo parque fabril onde a companhia já possui fábricas de eletrocentros, transformadores a seco e trefilação, e receberá investimentos de R$ 87 milhões, com conclusão previstas para final de 2024.

O prédio da nova fábrica de tomadas e interruptores terá aproximadamente 5.500 metros quadrados de área construída e a nova serralheria terá 12 mil metros quadrados. Ambas foram projetadas de forma a permitir o aumento gradual, de forma modular, da capacidade de produção. Com os novos investimentos, a Weg vai ampliar sua área construída em Itajaí e deverá abrir mais de 300 novos postos de trabalho nos próximos cinco anos. Atualmente, a empresa conta com mais de 1 mil colaboradores nas operações de Itajaí. A Weg é a quarta maior empresa da região e também a terceira maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Valor total será de R$ 87 milhões, com conclusão previstas para final de 2024

Lucro da Klabin avança 21% entre janeiro e junho

Vendas tiveram queda de 4% no período

A Klabin é a oitava maior empresa da região e também a quarta maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC

A Klabin obteve receita líquida de R$ 9,1 bilhões no primeiro semestre deste ano, valor 4% inferior ao mesmo período de 2022. De acordo com a companhia, as vendas foram um pouco menores devido volume inferior comercializado com as paradas programadas e pela redução nos preços de kraftliner e celulose. Já o lucro líquido avançou 21% entre janeiro e junho, para R$ 2,2 bilhões (veja os principais indicadores da companhia na tabela ao final desta reportagem). A Klabin ressalta em seu relatório que o trimestre foi marcado pelo início das operações da segunda fase do Projeto Puma II, com a partida da máquina de papel-cartão, a MP28. A nova máquina conta com 460 mil toneladas anuais de capacidade de produção. O equipamento foi projetado para desenvolver cartões com mais resistência e qualidade, direcionados, principalmente, para os segmentos de alimentos e bebidas, como embalagens longa vida, cerveja em lata e garrafa, industrializados (cereal, chocolate, pizza, entre outros) e para o crescente setor de food service (copos e bandejas). Com investimento total de R$ 12,9 bilhões, o Projeto Puma II é o maior investimento da história da Klabin e consistiu na construção de duas novas máquinas de papel (MP27 e MP28) na Unidade de Ortigueira, no Paraná.

“Nos mercados de celulose da América Latina, Europa e Estados Unidos, os segmentos de imprimir e escrever e especialidades seguiram desaquecidos. Por outro lado, o segmento de tissue continuou a operar com boas taxas de ocupação de máquina, mantendo o consumo regular dos volumes contratados para o período. No mercado chinês, no qual a Klabin mantém menor exposição, a demanda permaneceu relativamente estável, porém com aumento de consumo de celulose pelos produtores integrados, que reduziram a produção própria de fibras de alto custo”, explica a companhia. “No mercado de papel-cartão a demanda deu sinais de acomodação, entretanto continua sendo impulsionada pela tendência de consumo de embalagens sustentáveis, com a substituição do plástico de uso único por soluções recicláveis, biodegradáveis e advindas de fontes renováveis. Na Klabin, a alta exposição a segmentos de produtos de primeira necessidade, em especial alimentos e bebidas, contribui para uma maior resiliência. No mercado brasileiro, segundo a Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), as vendas aumentaram 6,6% no período acumulado de janeiro a maio de 2023 em relação ao mesmo período do ano anterior. Na Klabin, o segmento de cartões se mostrou resiliente, com 20% de aumento de receita no segundo trimestre de 2023, em comparação ao mesmo período do ano anterior”, detalha a empresa. A Klabin é a oitava maior empresa da região e também a quarta maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Vendas tiveram queda de 4% no período

Weg anuncia investimentos em novas fábricas em Itajaí

Valor total será de R$ 87 milhões, com conclusão previstas para final de 2024

Companhia deverá abrir mais de 300 novos postos de trabalho nos próximos cinco anos

A Weg comunicou novos investimentos para expansão da capacidade produtiva e aumento da verticalização dos processos produtivos em Itajaí (SC). O aporte compreende tanto a construção de uma serralheria específica para a fabricação de partes, peças e invólucros para inversores de frequência e chaves especiais para fabricantes de máquinas, como uma nova fábrica de tomadas e interruptores para atender o mercado de infraestrutura predial, comercial e residencial. O projeto será realizado no mesmo parque fabril onde a companhia já possui fábricas de eletrocentros, transformadores a seco e trefilação, e receberá investimentos de R$ 87 milhões, com conclusão previstas para final de 2024.

O prédio da nova fábrica de tomadas e interruptores terá aproximadamente 5.500 metros quadrados de área construída e a nova serralheria terá 12 mil metros quadrados. Ambas foram projetadas de forma a permitir o aumento gradual, de forma modular, da capacidade de produção. Com os novos investimentos, a Weg vai ampliar sua área construída em Itajaí e deverá abrir mais de 300 novos postos de trabalho nos próximos cinco anos. Atualmente, a empresa conta com mais de 1 mil colaboradores nas operações de Itajaí. A Weg é a quarta maior empresa da região e também a terceira maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Valor total será de R$ 87 milhões, com conclusão previstas para final de 2024

Irani registra receita de R$ 394,4 milhões no segundo trimestre

Lucro alcançou R$ 228,7 milhões com reconhecimento de crédito de PIS e Cofins sobre aquisições de aparas

Os investimentos deste trimestre somaram R$ 125,2 milhões

A Irani Papel e Embalagem registrou lucro líquido de R$ 228,7 milhões, impactado positivamente pelo reconhecimento judicial de créditos de PIS e Cofins sobre a aquisição de aparas, que gerou resultado não-recorrente de R$ 161,1 milhões, com relevante reforço de caixa. A receita líquida, de R$ 394,4 milhões no segundo trimestre deste ano, teve retração de 8% na comparação com o mesmo período de 2022, motivado por vendas 3,3% menores no segmento de embalagens sustentáveis (papelão ondulado), devido ao cenário econômico nacional e parada das máquinas de papel em Santa Catarina, para a interligação com a Caldeira de Recuperação (Gaia I), e de manutenção em Minas Gerais.

As vendas da companhia, porém, foram positivas em relação aos três primeiros meses do ano, pondera o diretor de administração, finanças e de relações com investidores da Irani, Odivan Cargnin. “Houve crescimento de 1,4% na demanda por embalagens entre abril e junho em relação ao primeiro trimestre de 2023, o que indica resiliência do consumo e, consequente, sustentação da demanda para os nossos produtos”, explica Cargnin. Em relação ao Ebitda ajustado, no segundo trimestre deste ano, o valor foi de R$ 117,1 milhões, com margem de 29,7%, 19,2% inferior ao apurado ao mesmo período de 2022. O executivo explica, porém, que a decisão judicial favorável à Irani de crédito de PIS e Cofins sobre aquisições de aparas terá impacto recorrente positivo estimado, por mês, de R$ 1,6 milhão no Ebitda da companhia. Os investimentos deste trimestre somaram R$ 125,2 milhões e foram direcionados, principalmente, para reflorestamento, manutenção e melhorias das estruturas físicas, software, máquinas e equipamentos.

O segundo trimestre também foi marcado pela conclusão da maior e mais significativa entrega dentro do escopo do projeto Gaia I, parte da Plataforma Gaia, que compreende um amplo projeto de modernização de unidades e de autossuficiência energética, entre outros investimentos. Em junho ocorreu o startup da operação da caldeira de recuperação química em Santa Catarina. A caldeira de recuperação é um equipamento responsável por queimar o licor negro, um subproduto gerado pelo cozimento de rejeitos da celulose. “Esse foi um marco para a empresa, que a coloca em um novo patamar de eficiência energética. A queima deste combustível gera dois benefícios principais: a recuperação de componentes químicos como a soda cáustica, muito utilizada na indústria de papel, e a geração própria de energia por meio do vapor de alta pressão resultante da combustão”, explica o diretor dos negócios papel e florestal da Irani, Henrique Zugman.

No Gaia I, a companhia também concluiu, entre maio e junho, a engenharia dos equipamentos do pátio de madeiras e a realocação da rede existente de alta tensão para a caldeira de recuperação. A Irani prevê um aumento na capacidade produção de celulose em 29% e incremento de 56% na geração própria de energia com a entrega de seu principal projeto de expansão operacional, o Gaia I.

Lucro alcançou R$ 228,7 milhões com reconhecimento de crédito de PIS e Cofins sobre aquisições de aparas

Petrobras muda política de dividendos e reduz ganho de acionistas

Modelo permitirá sustentabilidade financeira, afirma empresa

Segundo a Petrobras, a nova política já será aplicada ao resultado do segundo trimestre de 2023, que será divulgado na próxima quinta-feira

A Petrobras divulgou sua nova política de distribuição de dividendos, parcela dos lucros distribuída aos acionistas, definida após reunião do conselho de administração da companhia. O percentual de remuneração caiu de 60% para 45% do fluxo de caixa livre (dinheiro à disposição no caixa). O fluxo de caixa livre representa o valor que sobra no caixa após os investimentos. A nova política também ampliou a definição de investimentos para incluir a recompra de ações, quando a própria companhia adquire suas ações. As circunstâncias em que a estatal distribuirá dividendos também mudaram. O conselho de administração estabeleceu a remuneração mínima de US$ 4 bilhões por ano para exercícios em que o preço médio do barril de petróleo tipo Brent for superior a US$ 40 por barril. 

A distribuição de 45% do fluxo de caixa livre só será aplicada quando a dívida bruta da Petrobras for igual ou inferior ao nível máximo de endividamento definido no Plano Estratégico 2024–2028 e quando a empresa obtiver lucro em um trimestre. Os dividendos serão, portanto, pagos a cada três meses. A política atual estava em vigor desde 2011. Na época, o modelo estabelecia que a Petrobras pagaria 60% do fluxo de caixa livre quando a companhia tivesse dívida bruta abaixo de US$ 65 bilhões. No fim de 2021, a petroleira passou a permitir a antecipação de dividendos. Segundo a Petrobras, a nova política já será aplicada ao resultado do segundo trimestre de 2023, que será divulgado na próxima quinta-feira (3). No documento, a petroleira informa que as regras da remuneração aos acionistas foram aperfeiçoadas para manter “o objetivo de promover a previsibilidade do fluxo de pagamentos de proventos aos acionistas, ao mesmo tempo em que garante a perenidade e a sustentabilidade financeira de curto, médio e longo prazos”. Em relação à recompra de ações, a estatal informou que a prática está alinhada à das principais companhias petroleiras internacionais, “em complemento ao pagamento de dividendos”. As mudanças na política de dividendos e de recompra de ações haviam sido pedidas pelo conselho de administração em maio.

Com Agência Brasil

Modelo permitirá sustentabilidade financeira, afirma empresa

Faturamento da Frísia no primeiro semestre passa de R$ 3 bilhões

Período foi marcado pela queda dos preços, principalmente dos grãos

A saca de soja, que em março de 2022 chegou a R$ 207, terminou junho deste ano em R$ 131

Mesmo em um cenário com desafios, o primeiro semestre da Frísia Cooperativa Agroindustrial resultou em um faturamento líquido de R$ 3 bilhões, número um pouco acima (0,2%) do faturado em igual período do ano passado. O balanço foi realizado na sexta-feira (28) em Carambeí (PR), sede da cooperativa, em uma apresentação híbrida para os cooperados do Paraná e do Tocantins. Na ocasião, foi realizada uma explicação detalhada dos negócios, suas produções, comercializações e cenário produtivo para o restante do ano. A Frísia completa 98 anos nesta terça-feira (1). O presidente da Frísia, Renato Greidanus, destacou que alguns setores foram impactados neste primeiro semestre e lembrou dos juros mais altos no mercado, o que dificulta a obtenção de crédito pelos produtores. O superintendente da cooperativa, Mario Dykstra, detalhou os indicadores do período em todas as cadeias de negócios. Na bovinocultura de leite, até maio o preço por litro superior ao mesmo período de 2022, cenário que mudou somente em junho. Assim, a média de precificação ficou 12,6% acima em comparação ao período anterior. Somado a isso está a produção: os cooperados da Frísia tiveram uma média diária por produtor acima de 10% frente a 2022. Em volume total, o aumento foi superior a 6%.

Dykstra mostrou um cenário semelhante para a cadeia suinícola, com janeiro a maio deste ano apresentando um preço acima de 2022, mas com junho sendo invertido. A média de preços no semestre foi 2,4% acima que do período anterior. Entretanto, a produção entregue à unidade industrial de carnes, em Castro (PR), caiu 8,6%. Já o faturamento bruto contou com queda de 5,4% em relação a 2022. O maior impacto na queda dos preços foi na cadeia agrícola, tanto em culturas de verão como de inverno. A saca de soja, que em março de 2022 chegou a R$ 207, terminou junho deste ano em R$ 131. O mesmo com o milho, que em março de 2022 chegou a R$ 103 a saca e terminou junho de 2023 em R$ 55. Cevada e trigo também tiveram queda nos preços.

Nevair Mattos, gerente-executivo administrativo financeiro da Frísia, explicou que o setor lácteo teve uma precificação média maior este ano que o anterior, porém, no geral, foi impactado pela queda nos preços de grãos e insumos. “O primeiro semestre foi desafiador, e também teremos um segundo semestre dessa forma. Mas é importante destacarmos a capacidade de reação e resiliência da cooperativa em momentos desafiadores”, afirmou. A Frísia é a 51ª maior empresa da região e também a 19ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. No ranking exclusivo das cooperativas de produção, a Frísia ocupa a 10ª colocação. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Período foi marcado pela queda dos preços, principalmente dos grãos

Catarinense Weg adquire totalidade das ações da BirminD

A companhia já detinha participação controladora de 51% na empresa

A Weg é a quarta maior empresa da região e também a terceira maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A Weg, de Jaraguá do Sul (SC), comunicou nesta quinta-feira (27) que firmou acordo para a aquisição da BirminD, empresa de tecnologia atuante no mercado de inteligência artificial para processos industriais. A companhia catarinense já detinha participação controladora de 51% na empresa, adquirida em 2020, e agora assume a integralidade das ações.

A aquisição faz parte da estratégia da Weg de crescimento dos negócios digitais, que desde 2020 conta com a tecnologia da BirminD em suas soluções, incluindo produtos e serviços como o B-WISE e Motion Drive Operation Center (MDOC), que é um serviço de monitoramento de ativos industriais com emprego de sensoriamento de dados e diagnósticos baseados em insights de inteligência artificial e algoritmos de machine learning. “Este movimento está alinhado com a estratégia de desenvolvimento de novos produtos e serviços para otimizar a gestão dos ativos, gestão de energia e gestão de execução das operações de clientes da empresa”, esclarece o comunicado da Weg.

A Weg é a quarta maior empresa da região e também a terceira maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

A companhia já detinha participação controladora de 51% na empresa

Copel anuncia que fará oferta de ações que privatizará companhia

Lançamento deverá ser feito entre esta terça e quarta

A oferta pública da Copel envolveria valores entre R$ 4,3 bilhões a R$ 5 bilhões

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) anunciou, por meio de comunicado ao mercado, que deve lançar entre esta terça-feira (25) e quarta-feira (26) sua oferta de ações que tem como objetivo privatizar a companhia do Estado do Paraná. O lançamento da operação deverá contar com demanda de investidores âncoras, segundo informações divulgadas pelo site do Jornal Valor Econômico. “Considerando a cotação das ações ordinárias da Companhia (CPLE3) no fechamento do mercado de ontem (24), a oferta pública envolveria valores entre R$ 4,3 bilhões a R$ 5 bilhões”, informa a estatal no comunicado. “A efetiva realização da oferta está sujeita, entre outros fatores, às condições macroeconômicas e de mercado no Brasil e no exterior, à celebração de contratos definitivos e aos procedimentos inerentes à realização de ofertas públicas na forma da regulamentação vigente, fatores esses alheios à vontade da companhia”, esclarece a Copel.

Ainda de acordo com o Valor Econômico, a precificação da oferta, que culminará ao final na privatização, deverá ocorrer no dia 8 de agosto. “O aval do Tribunal de Contas da União (TCU) é esperado para ocorrer até o dia 2, que é quando termina o prazo regimental para o órgão dar sua opinião sobre o valor de R$ 3,7 bilhões definido pelos ministérios de Minas e Energia e da Fazenda pela outorga das usinas Salto Caxias (foto), Segredo e Foz do Areia, ativos somam 4.176 megawatts (MW) de capacidade instalada”, informa a reportagem assinada pelos jornalistas Fernanda Guimarães e Robson Rodrigues. A Copel é a terceira maior empresa da região e também a maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Lançamento deverá ser feito entre esta terça e quarta

Terminal de Contêineres de Paranaguá registra recorde duplo em junho

Aumento na exportação de carne congelada impulsionou os números

Em junho, a TCP registrou o quarto mês de recordes no ano

No primeiro semestre deste ano, a TCP (empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá) registrou um volume de 8.479 contêineres de carne bovina no terminal, um crescimento de 87% em comparação ao mesmo período de 2022 (4.531 contêineres). Os números acompanham o crescimento geral de carne congelada na empresa, que desencadeou dois recordes: um de volume reefer [contêineres com controle de temperatura e em grande parte usados para o transporte da proteína animal] e outro de movimentos por hora no cais. No mês do recorde duplo, foram movimentados 9.529 contêineres de carne, sendo 68% de frango e 14% de boi, com destino principal para a China.

O sistema de dados do terminal informa que o Mato Grosso é o estado líder em produção de carne bovina para exportação no terminal. “Diversos estados estão utilizando nossas vantagens logísticas, principalmente a flexibilidade, para receber antecipadamente o embarque de volumes reefer para exportação. O Mato Grosso é campeão neste aproveitamento”, explica o gerente comercial, de logística e atendimento ao cliente da TCP, Giovanni Guidolim. Outro diferencial da TCP é o modal ferroviário, único no Sul do país com acesso direto a zona alfandegada. Segundo o gerente comercial, “a ferrovia é responsável por transportar um em cada cinco contêineres de exportação até o terminal e atende a diversas demandas, entre elas 25% da exportação de carne congelada”.

Recordes do TCP no ano
Em junho, a TCP registrou o quarto mês de recordes no ano. Desta vez, a empresa movimentou 10.750 contêineres reefer, superando a marca de 10.682 movimentos alcançada em março deste ano. O segundo recorde foi em relação a operação mensal em navios. A TCP alcançou a média de 106,6 MPH (movimentos por hora), superando o último recorde registrado em outubro do ano passado. O gerente de operações, Felipe de França, explica que “a sequência dos recordes de movimentação reflete o alto nível de demanda de mercado e de produção do terminal. Investimos de forma contínua nos processos, sempre aliando as estratégias aos cenários atuais”.

Entre os projetos mais recentes de investimentos está a ampliação e modernização dos gates (portões de acesso) e o aumento das tomadas reefer de 3.572 para 5.126 até o final de 2023. O terminal também implantou recentemente uma subestação para sustentar o consumo de energia para o aumento da área para contêineres com controle de temperatura. Além disso, até o final do ano, 11 novos guindastes do tipo RTG (Rubber Tyred Gantry Crane) serão entregues para atender não só a demanda atual, assim como o crescimento orgânico esperado. Os outros recordes alcançados em 2023 foram nos meses de fevereiro, março e maio. As conquistas foram nos setores de movimentação reefer, passagem mensal e passagem diária de contêineres no gate.

Aumento na exportação de carne congelada impulsionou os números

Grupo Rosamaria expande negócio com tecnologia para moda esportiva

B.ON oferece ao consumidor 280 peças com benefícios que vão desde o aumento da performance do esportista até a redução da fadiga muscular

Evandro Marcon, diretor da B.ON, relata que a marca surgiu na pandemia e foi a principal responsável pela expansão do negócio do grupo que conta com três sócios

Proteção antiviral e solar, termorregulação, aumento da performance e redução da fadiga muscular após a prática intensa de atividades físicas. Estes são alguns dos benefícios proporcionados pelas tecnologias aplicadas às peças produzidas pela B.ON, do grupo Rosamaria. A indústria de Brusque, especializada em moda esportiva, expõe no Espaço Indústria, na sede da Fiesc, em Florianópolis. Evandro Marcon, diretor da B.ON, relata que a marca surgiu na pandemia e foi a principal responsável pela expansão do negócio do grupo que conta com três sócios. “Para nós o futuro já chegou. É um produto tecnológico que recupera a energia do nosso corpo e oferece comprovadamente mais de 20 benefícios. O que mais nos dá orgulho é desenvolver esse produto em Santa Catarina”, afirma.

O principal diferencial das peças desenvolvidas pela B.ON é o tecido, que tem na composição platina, titânio e alumínio. “Em contato com o calor do corpo, estes cristais bioativos ativam a microcirculação e trazem benefícios como o aumento da performance ou a redução da fadiga muscular”, explicou. Atualmente, o portfólio conta com 280 produtos. Integrante do programa MBR PRIORI Moda, da Academia Fiesc de Negócios, a B.ON vem promovendo a reinvenção do seu negócio. Além de lançar ‘coleções-cápsulas’ duas vezes ao mês, a indústria adquiriu novo parque fabril visando a ampliação da sua produção a longo prazo. A indústria opera também no modelo private label, ou seja, produz para outras empresas, e conta com mais de 1,2 mil distribuidores em todas as regiões do Brasil. Além disso, exporta para 16 países. “Três palavras definem a nossa indústria: transformar, facilitar e agilizar. Nosso foco é melhorar a qualidade de vida as pessoas por meio do vestuário”, comenta Onésia Liotto, diretora-financeira do Grupo Rosamaria que conta com 150 funcionários e emprega indiretamente outros 650 profissionais na cadeia produtiva. O grupo produz 180 mil peças ao mês com expertise em tecnologias aplicadas aos tecidos.

B.ON oferece ao consumidor 280 peças com benefícios que vão desde o aumento da performance do esportista até a redução da fadiga muscular

Saneamento Consultoria arremata primeira PPP da Sanepar

Grupo será responsável por prestar serviços de esgotamento sanitário em 16 cidades da Região Metropolitana de Curitiba e litoral do Paraná

Presente durante o leilão, o governador Carlos Massa Ratinho Junior afirmou que a participação de empresas consolidadas no segmento dá tranquilidade ao Estado de que o serviço será bem prestado

O Saneamento Consultoria, grupo formado pelas empresas Aegea, Perfin e Kinea, foi o vencedor do primeiro leilão de Parceria Público-Privada (PPP) da história da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), realizado nesta sexta-feira (14), na sede da B3, em São Paulo. A empresa será responsável por realizar investimentos de aproximadamente R$ 1,2 bilhão em esgotamento sanitário em 16 municípios da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e do litoral. A proposta vencedora foi de R$ 3,19 por metro cúbico de esgoto medido, um valor 30,65% menor do que o estipulado como valor de referência para a concorrência, que era de R$ 4,60. O trabalho será executado em um período de 24 anos por meio de uma modalidade de concessão administrativa, conforme previsto no edital elaborado pela Sanepar.

O grupo concorreu contra a Acciona Brasil, a Iguá Saneamento e o Consórcio Parceria Paranaense de Saneamento. Na primeira etapa, foram abertos os envelopes com as propostas enviadas por escrito pelos quatro concorrentes. Posteriormente, os três que apresentaram os maiores descontos seguiram na disputa, alternando-se em lances feitos durante a sessão ao vivo até restar a proposta do vencedor. Presente durante o leilão, o governador Carlos Massa Ratinho Junior disse que a participação de empresas consolidadas no segmento dá tranquilidade ao Estado de que o serviço será bem prestado. Segundo ele, a sinergia entre o setor público e a iniciativa privada é o melhor caminho para que o Paraná consiga cumprir com o Marco Legal do Saneamento Básico antes do previsto.

Ele lembrou que o Paraná já possui 83% de esgoto coletado, sendo 80% deste pela Sanepar, e que 100% da coleta passa por tratamento. “Nós estamos determinados a alcançar a universalização do saneamento básico no Paraná até 2027, seis anos antes do que está determinado na nova legislação”, afirmou. “A Sanepar é uma empresa de 60 anos, reconhecida e premiada como uma das melhores do ramo no país, e com essa PPP estamos quebrando um paradigma, demonstrando que a iniciativa privada pode participar da prestação de serviços públicos com qualidade”, acrescentou. Nesta sexta a Sanepar foi a vencedora da categoria Estatais & Filantrópicas na 19ª edição do ranking Campeãs da Inovação, liderado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico do IXL Center, de Boston, nos Estados Unidos (clique aqui para conferir o evento na íntegra e aqui para ver a relação das campeãs).

Esta é a primeira PPP da Sanepar, iniciada em junho de 2022, quando foi aberta consulta pública para o projeto. Em agosto, foi realizada audiência pública. No período de consulta, a Sanepar recebeu cerca de 500 contribuições que foram avaliadas e, em muitos casos, incorporadas ao processo de licitação. Em janeiro de 2023, a Companhia fez reunião com prefeitos e representantes dos 16 municípios que serão atendidos pela PPP. Em 13 de abril, foi publicado o edital de Licitação Pública de Concorrência Internacional. Em maio, a Sanepar promoveu roadshows sobre a PPP em Curitiba e em São Paulo. A entrega de envelopes encerrou-se na última segunda-feira (10). Os estudos de modelagem técnica, financeira e jurídica foram elaborados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em conjunto com a equipe técnica da Sanepar. Na PPP, a receita virá integralmente de repasses da Sanepar, e não de tarifas cobradas diretamente dos usuários. O objetivo é viabilizar a universalização dos serviços de esgoto nas 16 cidades, onde a situação de atendimento varia 0% a 87% de cobertura, atendendo um total de 640 mil pessoas, das quais aproximadamente 220 mil não possuem coleta de esgoto atualmente.

O vice-presidente de operações da Aegea, Leandro Marin, lembrou que a empresa é líder no setor privado de água e esgoto, com forte presença na região Sul do País e participação ativa nos leilões do setor. Ao lado da Perfin e Kinea, o grupo também assinou recentemente a aquisição Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) por R$ 4,1 bilhões e agora começará também a atuar no Paraná. “Este é nosso primeiro investimento no estado, estamos muito animados para começar os investimentos no Paraná e conscientes da nossa responsabilidade no projeto, sabendo das dificuldades de colocar o projeto na rua para cumprir com o Marco do Saneamento”, destacou Marin. No dia 4 de julho, a Sanepar lançou duas novas consultas públicas para contratação das próximas Parcerias Público-Privadas visando disponibilizar os serviços de esgotamento sanitário para 76 municípios da região Centro-Leste e 119 municípios da região Oeste. Nessas duas regiões, o investimento previsto é de R$ 4,7 bilhões para execução das obras necessárias. Empresa de economia mista de capital aberto, a Sanepar possui classificação AAA nas agências Fitchs e Moodys. Posiciona-se entre as maiores empresas de água e esgoto do Brasil. A Sanepar opera em 345 municípios do Paraná e em Porto União (SC), abrangendo uma população em torno de 11 milhões de habitantes.

A companhia já universalizou o abastecimento público, assegurando água potável para 100% da população urbana. Em esgotamento sanitário, os indicadores da Sanepar estão entre os melhores do país: cerca de 80% da população paranaense tem acesso à rede coletora de esgoto. A Sanepar faz o tratamento de 100% do esgoto coletado. A Companhia é signatária do Pacto Global da ONU e faz parte do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3, principal indicador de sustentabilidade do mercado. A Sanepar é a 19ª maior empresa da região e também a oitava maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Grupo será responsável por prestar serviços de esgotamento sanitário em 16 cidades da Região Metropolitana de Curitiba e litoral do Paraná

Cresce quem pode…

…ou quem é obrigado a?

Ter apenas uma operação na capital paulista significa ignorar um potencial de mercado equivalente ao de cidades médias como Porto Alegre e Curitiba, por exemplo

Quando uma incorporadora paulistana ofereceu a Gero Fasano, presidente do grupo de hotéis e restaurantes que leva seu sobrenome, um terreno em área nobre de São Paulo, ele, de início, recusou. Mas ao tomar conhecimento de que um concorrente ocuparia o espaço, resolveu abrir seu segundo hotel paulistano. “Às vezes você cresce para ficar no mesmo lugar e também para não ceder espaço”, resignou-se (Veja São Paulo, 28/04/23). Na singela frase de Fasano, um imperativo dos negócios: crescer, às vezes, é obrigação, não escolha. Por quê? Bem, porque uma empresa define a própria estratégia, mas não a dos concorrentes; se estes optarem por acelerar, inevitavelmente vai-se ficar para trás. No caso específico do Fasano (foto), não ocupar o novo espaço significaria deixá-lo à mercê de um adversário que poderia reivindicar o título de hotel de luxo mais novo (e bem-localizado) de São Paulo. Desde que o primeiro Hotel Fasano abriu as portas, há 20 anos, surgiram o Emiliano, o Palácio Tangará e o Rosewood para disputar a preferência do hóspede de alto padrão. O empreendimento da família de origem italiana manteve o prestígio, claro, mas perdeu a aura de novidade.

Além disso, uma megalópole como São Paulo comporta muitas cidades dentro de si. Há o Centro velho, a área financeira, os bairros descolados, aqueles voltados aos serviços e os eminentemente residenciais. Ter apenas uma operação na capital paulista significa ignorar um potencial de mercado equivalente ao de cidades médias como Porto Alegre e Curitiba, por exemplo. Sem a necessidade, contudo, de correr os riscos de ingressar em municípios de menor apelo turístico ou que simplesmente não são compatíveis com a proposta sofisticada do Fasano. Mas nada disso seria viável se o conglomerado não tivesse solidificado seu primeiro endereço em São Paulo. Como lembra Michael Tracy, ex-professor do MIT, “se você quer crescer, não pode se dar ao luxo de encolher. Concentre-se primeiro em preservar os clientes que já possui” (Adapte-se ou Morra, p.171-2). Ou seja, só alcança um degrau mais alto quem não caiu para o anterior.

Para além do tema crescimento, o caso Fasano também é ilustrativo das chamadas estratégias emergentes. Aquelas que não são propriamente planejadas, mas que acabam adotadas diante de obstáculos e oportunidades imprevistos. “Juro que, no início, eu não queria mais um hotel na cidade”, disse Gero Fasano à Veja São Paulo.Não há por que duvidar da afirmação. Há duas décadas os hotéis do Grupo vêm se espalhando por outros destinos turísticos do país e do exterior, sem ocupar novos espaços na capital paulista. Mas bons terrenos não aparecem a toda hora, o que serviu de motivo para desviar um pouquinho do planejamento e abrir a filial. E, assim, de portas abertas, o novo Hotel Fasano habilita-se não apenas a oferecer o reconhecido padrão de qualidade dos empreendimentos da família, como também pequenas lições de estratégia empresarial.

…ou quem é obrigado a?

Porto de Imbituba volta a receber linha internacional

Serviço terá início no mês de agosto, com uma escala a cada três semanas

Última linha de longo curso operou em Imbituba entre os anos de 2017 e 2019

A Santos Brasil fechou contrato com o armador panamenho CTM – Corporación de Transportes Marinos, representado pela agência marítima Poseidon Container Shipping no Brasil, e passará a receber a nova linha de navegação no seu terminal de contêineres de Imbituba (SC) a partir de agosto. Com esta conexão o Porto de Imbituba, que já opera um serviço semanal de cabotagem, volta a ter uma linha internacional depois de quatro anos. O serviço iniciará com o navio X-press Moy, tendo escalas a cada três semanas em Imbituba e, quando atingir a sua capacidade máxima, a CTM tem planos de inserir o MV Theodor como segundo navio da rota.

No primeiro semestre de 2023, estes dois navios realizaram três viagens ao Brasil e têm como principais destinos os portos de Cartagena, na Colômbia, Rio Haina, na República Dominicana, e Mariel, em Cuba, os quais atuam também com Hub-Ports para a América Central e Caribe. Nos últimos embarques, transportaram, principalmente, alimentos como arroz, açúcar, óleo de soja, milho, congelados e materiais de higiene pessoal e de limpeza. O Porto de Imbituba está sob a gestão do governo catarinense, por meio da SCPar. A última linha de longo curso operou entre os anos de 2017 e 2019. De acordo com Danilo Ramos, diretor comercial de operações portuárias da Santos Brasil, Imbituba oferece vantagens comerciais e operacionais comparadas a qualquer outro porto da região Sul do Brasil, provendo um serviço com menor custo e tempo de operação. Para Rafael Rodrigues, diretor executivo da Poseidon Container Shipping, a parceria com a Santos Brasil para operações no Tecon de Imbituba irá viabilizar muitos negócios junto aos exportadores que embarcarem com a CTM por meio deste porto. 

Serviço terá início no mês de agosto, com uma escala a cada três semanas