Catarinense BRF acumula mais um prejuízo trimestral

O novo resultado negativo ocorreu em razão da inflação na Turquia, entre outros fatores

Na operação internacional, a BRF recuperou parcialmente as margens e manteve a liderança nas exportações de frango no mercado Halal

A BRF obteve um prejuízo de R$ 1,3 bilhão no segundo trimestre deste ano, valor 186% maior do que o alcançado em igual período de 2022. A receita líquida também apresentou queda, mas menor (5,7%), para R$ 12,2 bilhões (veja os principais indicadores na tabela ao final desta reportagem). O novo prejuízo, de acordo com a empresa, ocorreu em razão da inflação na Turquia – algo também indicado no resultado entre janeiro e março, conforme noticiou o Portal AMANHÃ – e uma dívida designada como hedge accounting que trouxe um impacto negativo de R$ 549 milhões na Receita Líquida dos mercados internacionais.

Na operação internacional, a BRF recuperou parcialmente as margens e manteve a liderança nas exportações de frango no mercado Halal para os países do Conselho de Cooperação do Golfo (Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes, Omã, Bahrein e Catar), com 50% de market share. Nessa região, a companhia registrou 26% de participação de produtos de valor agregado no volume de vendas. No período, a empresa conquistou 15 habilitações para exportações para Ásia (China, Japão e Singapura), África do Sul e Argentina. A BRF destaca em seu relatório trimestral que foi concluída em julho a oferta pública de ações, que injetou R$ 5,4 bilhões na empresa, fortalecendo a estrutura de capital, reduzindo dívidas e a alavancagem. A operação contemplou um novo aporte da Marfrig e a entrada da SALIC, The Saudi Agricultural and Livestock Investment Company, um investidor estratégico com renome internacional e proveniente de uma região igualmente importante para a BRF, o Oriente Médio. “Seguimos focados em reduzir a dívida líquida e trazer a alavancagem da BRF para níveis adequados”, destaca Fabio Mariano, vice-presidente de finanças e RI da companhia.

No mercado Brasil, a BRF permanece aprimorando a execução comercial. A empresa adicionou no trimestre 4,5 mil novos clientes e ampliou a presença de promotores nas principais lojas de varejo, o que contribuiu para a expansão do espaço em gôndola e para a maior aderência de preços sugeridos. A companhia também diminuiu perdas operacionais em 36,8% em relação ao segundo trimestre do ano passado. A BRF é a segunda maior empresa da região e também a segunda maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC, com base nos balanços do exercício de 2021. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

O novo resultado negativo ocorreu em razão da inflação na Turquia, entre outros fatores

Crédito rural do Banrisul cresce 83% no primeiro semestre

Em relação ao Plano Safra 2022/2023, o resultado também foi recorde, com R$ 9,3 bilhões em concessões de crédito rural

Em sua última coletiva de imprensa como presidente do Banrisul, Cláudio Coutinho celebrou resultados positivos para o banco

Em sua última coletiva de imprensa como presidente do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul), Cláudio Coutinho celebrou resultados positivos para o banco antes de passar o bastão para Fernando Lemos, que deve assumir a presidência em breve. No primeiro semestre deste ano, o Banrisul registrou lucro líquido de R$ 439,6 milhões, 12,1% superior em relação ao resultado do mesmo período de 2022. O resultado reflete, especialmente, a elevação da margem financeira, além do crescimento na carteira de crédito e o aumento das receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias, além de provisões trabalhistas, fiscais e cíveis levemente inferiores ao semestre anterior.

Para Coutinho, o principal destaque dos números é o crescimento robusto da margem financeira, que cresceu 25% ano contra ano. “É um crescimento muito importante. Se olhar apenas a margem financeira de crédito, ela cresceu 30%. Já dá para ter uma expectativa positiva de que continuará crescendo, ainda mais com cortes da taxa Selic que impactam diretamente nossa margem financeira”, avalia. É uma trajetória que reflete, em especial, um crescimento mais expressivo das receitas com juros, sobretudo pelo aumento no volume e reprecificação das operações de crédito. A captação total do banco, de R$ 73 bilhões, também continua robusta, crescendo acima da inflação.

Outro resultado positivo é relacionado à inadimplência, que está sob controle e próxima das mínimas históricas, com 79%. Já o Plano Safra foi recorde, com R$ 11 bilhões destinados para o plano 23/24, um crescimento de 57% em relação ao anterior, e o maior montante da história do banco. “Que, diga-se de passagem, foi amplamente superado pela realidade”, complementa Coutinho. Desses valores, R$ 5.8 bilhões vão para a agricultura familiar e pequenos e médios produtores. “A razão desse sucesso em grande parte é nossa estratégia comercial e de crédito. Criamos 11 espaços especializados em atendimento no segmento do agronegócio e temos hoje 77 gerentes exclusivos do agronegócio, além de nossa constante participação em eventos e feiras. Esse atendimento personalizado, o verdadeiro entendimento do agro e a criação de espaços fizeram com que alcancemos esse resultado”, analisa. E também é um esforço da área financeira na questão do funding. Afinal, o Banrisul conta com equalização direta do tesouro, com captações de grandes bancos para gerar o funding necessário para continuar crescendo de forma robusta.

Em junho de 2023, a carteira de crédito rural atingiu o saldo de R$ 9,9 bilhões, crescimento de 83,4% em doze meses. “Desde 2019 ele tem surpreendido sempre para cima, superando sempre as melhores expectativas”, celebra Coutinho. Em relação ao Plano Safra 2022/2023, o resultado também foi recorde, com R$ 9,3 bilhões em concessões de crédito rural, incremento de 88% em relação ao ano safra anterior. 

Crédito 

A carteira de crédito do Banrisul alcançou, em junho de 2023, o valor de R$ 51,5 bilhões, um aumento de 15,5% em doze meses e um crescimento de R$ 6,9 bilhões na comparação com junho de 2022. Os destaques na ampliação da carteira foram o agronegócio, crédito comercial para pessoa física e financiamento imobiliário. Alinhado ao direcionamento estratégico do Banrisul, o crédito comercial pessoa física alcançou saldo de R$ 25,6 bilhões ao final de junho de 2023, dos quais 77,3% são operações de crédito consignado. Já as operações de crédito comercial pessoa jurídica totalizaram saldo de R$ 8,8 bilhões ao final de junho de 2023, dos quais 78,5% são operações de capital de giro e, dessas, 50,7% contavam com a garantia de fundos garantidores. O Banrisul contava com uma base de 1,3 milhão de cartões de crédito nas bandeiras Mastercard e Visa ao final de junho de 2023. No primeiro semestre do ano, foram realizadas 49,6 milhões de transações, o que possibilitou a movimentação financeira de R$ 4,8 bilhões, respectivamente 11,4% e 15,4% superior ao mesmo período de 2022. As receitas de crédito e de tarifas com cartões de crédito somaram R$ 317 milhões no primeiro semestre de 2023.

Inovação e sustentabilidade 

Os canais digitais do Banrisul responderam por 83,2% das operações realizadas no primeiro semestre de 2023, considerando todos os canais disponíveis (digitais, ATMs, correspondentes, caixas e Banrifone), frente a 81,2% no mesmo período de 2022, registrando 288,2 milhões de acessos neste ano, 10,3% a mais que no primeiro semestre de 2022 – média de 1,6 milhão de acessos diários. O banco ainda investiu R$ 183,1 milhões em segurança da informação, transformação digital e ampliação da infraestrutura de tecnologia da informação no primeiro semestre de 2023. Visando incentivar a transição para uma economia de baixo carbono, o Banrisul também iniciou a transição de pontos de consumo adquirindo energia elétrica de fontes 100% renováveis, iniciativa que representa um marco significativo na jornada da instituição. Ao final de junho de 2023, o edifício-sede do banco, em Porto Alegre; o Data Center Margarete Fenner e 57 agências já eram abastecidos por energia renovável. A previsão é de que a migração ocorra em 100% das instalações do Banrisul até o final do próximo ano.

Em relação ao Plano Safra 2022/2023, o resultado também foi recorde, com R$ 9,3 bilhões em concessões de crédito rural

Petrobras reajusta preços da gasolina e do diesel para distribuidoras

Aumento passa a valer nesta quarta-feira

Apesar desse reajuste, no ano o preço da gasolina vendida às distribuidoras acumula redução de R$ 0,15 por litro

A Petrobras anunciou nesta terça-feira (15), no Rio de Janeiro, que vai reajustar os preços da gasolina e do diesel a partir de amanhã. A gasolina A – produzida pelas refinarias de petróleo e entregue diretamente às distribuidoras – terá o preço médio aumentado em R$ 0,41 por litro e passará a ser vendida às distribuidoras por R$ 2,93. O aumento é de cerca de 16%. “Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será, em média, R$ 2,14 a cada litro vendido na bomba”, diz o comunicado da empresa. Apesar desse reajuste, no ano o preço da gasolina vendida às distribuidoras acumula redução de R$ 0,15 por litro.

Para o diesel, a Petrobras aumentará o preço médio de venda para as distribuidoras em R$ 0,78, chegando a R$ 3,80 por litro. O reajuste representa 26%.Levando em consideração a mistura obrigatória de 88% de diesel A – produzido nas refinarias – e 12% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será, em média, R$ 3,34 a cada litro. No ano, o preço de venda de diesel da Petrobras para as distribuidoras acumula redução de R$ 0,69 por litro. A parcela da Petrobras no preço do combustível não é o valor final que o consumidor encontra nas bombas porque ainda entram no cálculo impostos e margens de lucro da distribuição e dos postos.

Nova política de preços
A Petrobras esclareceu que a nova política de preços da empresa “incorpora parâmetros que refletem as melhores condições de refino e logística da Petrobras na sua precificação”. Segundo a estatal, “em um primeiro momento, isso permitiu que a empresa reduzisse seus preços de gasolina e diesel e, nas últimas semanas, mitigasse os efeitos da volatilidade e da alta abrupta dos preços externos, propiciando período de estabilidade de preços aos seus clientes”. A companhia ressalta que, “no entanto, a consolidação dos preços de petróleo em outro patamar, e estando a Petrobras no limite da sua otimização operacional, incluindo a realização de importações complementares, torna necessário realizar ajustes de preços para ambos os combustíveis, dentro dos parâmetros da estratégia comercial, visando reequilíbrio com o mercado e com os valores marginais para a Petrobras”. Na avaliação da companhia, a nova política de preços evita repassar aos consumidores a volatilidade conjuntural do mercado internacional e da taxa de câmbio, ao mesmo tempo em que preserva um “ambiente competitivo salutar nos termos da legislação vigente”.

Com Agência Brasil

Aumento passa a valer nesta quarta-feira

Tupy fecha o segundo trimestre com R$ 3 bilhões em vendas

Companhia alcançou seu maior valor trimestral da história

Companhia catarinense mantém estratégia de redução de custos e estoques e firma novos contratos de manufatura

No segundo trimestre de 2023, a Tupy registrou uma receita total de R$ 3 bilhões, representando um crescimento de 17% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Contribuiu o resultado – aproximadamente R$ 577 milhões – proveniente da MWM, adquirida recentemente pela companhia sediada em Joinville (SC). A geração de caixa foi de R$ 159 milhões, aumento significativo em comparação com o segundo trimestre de 2022, quando foram registrados gastos no valor de R$ 10 milhões. A empresa realizou investimentos que totalizaram R$ 120 milhões no período, aumento de 64% na comparação com o ano anterior. Os valores referem-se, principalmente, a programas de fundição e usinagem; a novos negócios de energia e descarbonização; e ao aumento de eficiência operacional. 

Apesar dos fatores externos, a Tupy mantém sua trajetória de aproveitar as sinergias provenientes das aquisições recentes, aprimorando as margens e direcionando investimentos para otimizar a eficiência operacional, o que resulta na diminuição de custos e despesas. Em sintonia com sua estratégia de expandir a oferta de serviços de valor agregado a seus clientes, reunindo em um único fornecedor as operações de fundição, usinagem, montagem, calibração, validação técnica e serviços de engenharia, a Empresa acaba de firmar novos acordos comerciais. “Esses novos contratos materializam o novo posicionamento da companhia e demonstram a confiança dos clientes neste modelo de negócio”, comenta Fernando de Rizzo, CEO da Tupy, por meio de nota.

Novo contrato
A Tupy conquistou um novo contrato que contempla o fornecimento de cabeçotes totalmente usinados e pré-montados, propiciando ao cliente, uma grande montadora de caminhões, a possibilidade de adquirir as peças localmente no Brasil. Os cabeçotes serão utilizados em motores de 13 litros aplicados em caminhões extrapesados. Além da elevação do conteúdo local dos motores, o acordo proporcionará impactos positivos para o cliente pela simplificação e barateamento do fluxo logístico, mitigação de riscos de abastecimento, e redução da necessidade de estoques ao longo da cadeia. Outro acordo comercial tem foco no processo completo de manufatura do short block, englobando os processos de fundição, usinagem, montagem de girabrequim, bielas e pistões, além do gerenciamento da cadeia de suprimentos dos componentes. 

A produção planejada é de 1 mil unidades por ano, que serão destinadas à substituição no pós-vendas de motores parciais em caminhões amplamente populares nos mercados norte-americano, canadense, mexicano e colombiano. Todas as etapas da operação consideram total sinergia entre as plantas produtivas da Tupy, sendo o bloco fundido em Joinville, e os processos de usinagem, consolidação dos componentes e montagem do motor parcial, na fábrica da MWM, em São Paulo. O short block é a estrutura interna básica do motor, contendo os componentes responsáveis pela geração de força mecânica a partir da combustão dos combustíveis. A Tupy é a 33ª maior empresa da região e também a nona maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC., com base nos balanços do exercício de 2021. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Companhia alcançou seu maior valor trimestral da história

Leonardo Busatto é empossado como diretor do BRDE

Economista passa a coordenar a área de Planejamento do banco

Busatto também coordenará o projeto Visão Regional 2040, uma demanda do Codesul com o objetivo de potencializar o desenvolvimento econômico e social da região Sul

O novo diretor de Planejamento do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Leonardo Busatto, assumiu o cargo nesta segunda-feira (14) disposto a fortalecer a atuação na modelagem de projetos de concessão e Parcerias Público-Privadas (PPP). “Quero ampliar uma trajetória que já se iniciou no banco na estruturação de PPPs, pois não se trata mais de uma discussão ideológica, mas sim o caminho que o setor público precisa avançar”, destacou. Além de área de iluminação pública que o banco já vem operando, Busatto mencionou as concessões de parques turísticos e saneamento básico como novas possibilidades de cooperação técnica a ser disponibilizada às prefeituras gaúchas.

Na sua manifestação, o novo diretor citou também a importante atuação do banco como fomentador da inovação na região Sul. “Queremos consolidar essa trajetória, assim como seguir na diversificação dos fundos de captação de recursos, em especial com as instituições internacionais”, indicou. Ao agradecer a confiança do governador Eduardo Leite em indicar o seu nome para integrar a diretora do BRDE, Busatto salientou a honra de integrar o “maior banco regional de fomento do país e com uma enorme capacidade de transformar a vida das pessoas”. O diretor-presidente do BRDE, João Paulo Kleinübing, saudou a chegada de Busatto e destacou a integração e os desafios comuns dos estados em favor do desenvolvimento da região Sul. “Que a gente possa seguir trabalhando juntos fazendo da região Sul um lugar cada vez melhor, contribuindo para o nosso crescimento”, apontou o presidente.

Além de saudar a posse de Busatto, o vice-presidente e diretor de operações do BRDE, Ranolfo Vieira Júnior, enalteceu a contribuição do ex-diretor de Planejamento, Otomar Vivian. “Todos aqui conhecem muito bem a sua trajetória pública. Fica o nosso registro de reconhecimento pelo seu trabalho ainda no governo do Estado, quando aprovamos as reformas, e até o último momento aqui no banco”, mencionou o vice-presidente. Busatto foi secretário estadual da Fazenda na gestão de Ranolfo como governador. Na sua manifestação de despedida, Vivian lembrou dos resultados históricos que o banco alcançou nos últimos, com recordes de operações. “Isso se deve ao maior dos ativos do BRDE, que é o seu corpo funcional. Essas pessoas que fazem a diferença e alcançaram esses resultados extraordinários”, frisou.

A diretoria de planejamento é responsável, igualmente, pelos programas de apoio ao setor da inovação, em especial através do programa BRDE Labs, além da participação em fundos de investimentos para financiar novas empresas do setor. Além de cuidar do planejamento estratégico do próprio banco, a área que será comandada por Busatto coordenará ainda o projeto Visão Regional 2040, uma demanda do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) com o objetivo de a elaboração de estudos e estratégias para atuação regional, a fim de potencializar o desenvolvimento econômico e social do Sul do país.

Economista passa a coordenar a área de Planejamento do banco

Após oferta pública de ações, Copel se torna uma corporação

O processo foi oficializado na sede da B3, em São Paulo, após a cerimônia de toque de campainha que encerrou a oferta das ações

Copel quer se tornar uma das três maiores empresas do Brasil a partir da sua privatização

Após uma oferta pública de ações, a Copel se transformou em uma corporação. O processo foi oficializado nesta segunda-feira (14), na sede da B3, em São Paulo, após a cerimônia de toque de campainha que encerrou a oferta das ações. O evento, acompanhado pelo Portal AMANHÃ, contou com a presença do governador Carlos Massa Ratinho Junior e do diretor-presidente da companhia, Daniel Slaviero. Mesmo com a conclusão do processo, o Paraná se mantém como acionista relevante da empresa, sendo o único com direito a uma Golden Share [uma ação de classe especial que garante poder de veto em determinadas decisões e investimento mínimo na distribuição de energia]. A operação gerou R$ 2,6 bilhões aos cofres públicos, mas com o lote suplementar o valor destinado ao estado salta para R$ 3,1 bilhões. Todo o processo deve movimentar R$ 5,2 bilhões e a participação estadual na companhia deve passar de 31,1% para 15,6%.

Os recursos arrecadados vão ajudar a financiar uma série de programas, com investimentos nas áreas de habitação, educação, infraestrutura, meio ambiente e pavimentação, como destacou reportagem de AMANHÃ. Além disso, a empresa ganha agilidade para investir mais no Paraná, dentro do foco de geração e distribuição de energia, e atender melhor à população, inclusive com a manutenção dos programas sociais. “Nós damos um passo gigante para fazer da Copel uma das maiores empresas do Brasil. Hoje a Copel já é a maior empresa do Paraná e a partir de agora, com essa modernização, estamos tirando ela das amarras burocráticas, acabamos com as indicações políticas, e ela passa a ser uma empresa que vai ter condições de, nos próximos anos, se tornar uma das três maiores empresas de energia do país”, afirmou Ratinho Junior. A Copel é a terceira maior empresa da região e também a maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC, com base nos balanços do exercício de 2021. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Segundo Slaviero, todo o processo contou com ampla transparência, aprovação dos deputados estaduais e acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado. Pela lei, a sede da Companhia continuará no Paraná. “A condução de todo o processo por parte do governo paranaense foi irretocável. E é importante reforçar que a Copel continua focada no seu no seu negócio principal, na distribuição de energia, e ela vai agora poder competir em pé de igualdade com todas as outras empresas e grandes grupos do setor”, complementou.

Corporação
Essa oferta pública consistiu na distribuição primária de 229.886.000 ações e uma distribuição secundária de 319.285.000 ações. A operação foi estruturada pelo BTG Pactual (coordenador líder), Itaú BBA, Bradesco BBI, Morgan Stanley e UBS BB (coordenador da oferta). O modelo de corporação incluiu a Golden Share ao Paraná, que é uma ação preferencial de classe especial que garante ao estado poder de definir decisões de investimento da empresa no que diz respeito à distribuição de energia no Paraná, de acordo com os interesses da população. Assim, o estado tem influência decisiva no plano anual de investimentos para garantir os patamares na aplicação de recursos previstos em lei.

Neste novo sistema, chamado de true corporation, não existe a figura do controlador, pois o poder de voto é distribuído entre todos os acionistas e, caso um mesmo grupo ou pessoa tenha mais de 10% das ações, apesar de manter uma participação proporcional nos dividendos, tem o poder de voto limitado a esta parcela. A direção da empresa será indicada a partir de critérios profissionais pelo conselho de administração e trabalhará com metas de planejamento, investimento e resultados. O conselho de administração, por sua vez, é formado a partir de indicações técnicas do Paraná e demais acionistas.

O modelo de corporação, amplamente utilizado em países economicamente avançados, garante transparência e eficiência de governança, com uma gestão focada no interesse da população que utiliza os serviços. É um sistema que lembra o das cooperativas, estabelecido com sucesso no Paraná, e o mesmo adotado por empresas líderes em seus setores, como a Embraer e a Vale, além da Eletrobras. Além disso, se continuasse como uma estatal, a Copel não teria mais a possibilidade, de acordo com a legislação federal, de renovar em 100% a concessão da sua maior usina hidrelétrica, a de Foz do Areia, que vence em 2024. Com a transformação em corporação, porém, a Copel pode manter o ativo mediante o pagamento de uma outorga à União, o que também deve ocorrer com as usinas de Segredo e Salto Caxias.

Copel, 500 MAIORES DO SUL, Grupo AMANHÃ, Daniel Slaviero, Ratinho Junior

O processo foi oficializado na sede da B3, em São Paulo, após a cerimônia de toque de campainha que encerrou a oferta das ações

Você se sente preparado para o futuro?

Ao acompanhar as tendências, você pode se adaptar mais rapidamente às mudanças

Não importa quão bom ou consolidado seja o seu modelo de negócio, sempre haverá necessidade de você revisitar suas estratégias e conhecimento

O futuro é uma jornada incerta. Quando você inicia um negócio, não sabe o caminho que percorrerá, tampouco se atingirá o sucesso. O que sabemos é que mudanças são constantes no mercado corporativo, afinal, somos rodeados de novas tendências, concorrentes e oportunidades. Não importa quão bom ou consolidado seja o seu modelo de negócio, sempre haverá necessidade de você revisitar suas estratégias e conhecimento. Ao realizar esse movimento de questionamento interno, você cria o hábito de se preparar para o futuro, sempre buscando um passo à frente.

Ao acompanhar as tendências, você pode se adaptar mais rapidamente às mudanças, evitando que sua carreira ou negócio fiquem desatualizados. Ao entender as tendências emergentes, você pode identificar oportunidades antes que se tornem amplamente conhecidas, por exemplo. Isso pode permitir que você esteja na vanguarda de novos mercados, tecnologias ou modelos de negócios, abrindo caminho para o sucesso. E existem muitas formas de você se preparar para o futuro. Eis, a seguir, algumas delas.

Flexibilidade
Esteja aberto a mudanças e disposto a se adaptar às circunstâncias novas. A flexibilidade é uma habilidade valiosa em um mundo em constante evolução.

Criatividade
Cultive a capacidade de inovar e pensar de forma criativa. Esteja aberto a conhecer novas ideias e perspectivas.

Troca de conhecimento
Esteja disposto a aprender com a experiência de outras pessoas, seja por meio de mentoria ou networking com profissionais experientes.

Participe de eventos
Participar de eventos pode ser uma boa estratégia para isso. Afinal, feiras de negócios costumam apresentar diferentes soluções do mercado, cruzando oportunidades e ideias. Ao mesmo tempo, eventos também são uma ótima saída para buscar conhecimento de maneira intensa em um curto espaço de tempo.

Ao acompanhar as tendências, você pode se adaptar mais rapidamente às mudanças

Grupo Panvel fecha segundo trimestre com crescimento de 10,4% na receita

Venda de produtos da marca própria também foi destaque no período

A companhia ainda abriu 11 lojas entre abril e junho, além de fazer investimentos em logística e em tecnologia

O Grupo Panvel anunciou que faturou R$ 1,2 bilhões no segundo trimestre, valor 10,4% superior em comparação ao mesmo período do ano passado. Entre os destaques para o desempenho positivo está a performance das vendas nos canais digitais, dos produtos de higiene e beleza e da marca própria da companhia. No período, o e-commerce obteve participação de 19,4% das vendas nos canais digitais, índice recorde na história da companhia. “Investimos no aperfeiçoamento constante dos nossos canais e percebemos que a maturação de alguns projetos ao longo do último ano, como a implantação de ferramentas de social commerce, contribuiu de forma relevante para esse crescimento”, afirma o CEO do Grupo Panvel, Julio Mottin Neto.

“O crescimento da venda e do resultado frente a uma base de comparação muito forte do segundo trimestre de 2022 reforça a qualidade de execução da Panvel”, pontua o executivo. Esse resultado veio acompanhado do décimo segundo trimestre consecutivo de ganho de market share na região Sul, 11,7% do mercado total, segundo dados do IQVIA. A empresa ressalta também o aumento da venda da marca própria, que apresentou alta de 17,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Os produtos Panvel responderam por 6,9% do total das vendas das farmácias. “A marca própria é uma frente estratégica para o nosso negócio. Estamos sempre em um intenso trabalho de pesquisa e desenvolvimento de produtos e buscamos traduzir as tendências para as necessidades e preferências dos nossos clientes”, reforça Mottin. atualmente a Panvel conta com mais de 1 mil itens de marca própria.

Segundo o diretor financeiro e de relações com investidores do Grupo Panvel, Antônio Napp, no trimestre, a companhia ainda abriu 11 lojas, fez investimentos em logística e em tecnologia e segue com uma das mais baixas alavancagens financeiras do varejo. “Encerramos o primeiro trimestre com dívida e alavancagem baixas e melhoramos o ciclo de caixa em 11 dias. Temos fôlego para continuar investindo e crescendo, mesmo em um cenário de taxas de juros elevadas”, assegura. Napp também reforça a margem bruta estável da Panvel em 31%, mesmo quando comparada a um segundo trimestre de 2022 que teve uma remarcação de preços de medicamentos acima de 10%. “Além disso, seguimos em uma fase de colheita de ganhos de produtividade, com aumento da receita média por loja e de diluição de despesas com vendas principalmente das lojas e de nossos centros de distribuição. Esse movimento tem papel importante na expansão das nossas margens ao longo de todo o ano de 2023”, explica.

No mês de julho, foi anunciada a liberação por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a realização de novos testes e exames nas farmácias. Com isso, a perspectiva da companhia é ampliar essa avenida de serviços e consolidar. “Temos estrutura para complementar nosso atendimento aos clientes. Nesse trimestre, alcançamos a marca de 574 lojas em operação – com 373 Panvel Clinic (59,8% das lojas) e 90 salas de vacinação (15,7% das lojas)”, enumera Napp. A Panvel é a 72ª maior empresa da região e também a 31ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC com base nos balanços do exercício de 2021. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Venda de produtos da marca própria também foi destaque no período

Randoncorp registra receita líquida consolidada de R$ 2,8 bilhões no segundo trimestre

Valor representa estabilidade na comparação com o mesmo período de 2022

Sérgio Carvalho destaca competitividade da companhia gaúcha

A Randoncorp registrou, no segundo trimestre de 2023, receita líquida consolidada de R$ 2,8 bilhões, valor que representa estabilidade na comparação com mesmo período do ano passado. Considerando o contexto de mercado complexo, com queda de cerca de 40% na produção de caminhões no Brasil e crédito com taxas elevadas, o desempenho alcançado pela companhia é fruto da estratégia de negócios e reflete a internacionalização e diversificação de portfólio e mercados de atuação das empresas do grupo. No comparativo da primeira metade do ano, houve avanço de 3,6%, atingindo R$ 5,4 bilhões de receita nos primeiros seis meses de 2023 (veja os principais indicadores na tabela ao final desta reportagem).

Enquanto os volumes de vendas de autopeças para montadoras estão em patamares inferiores à média dos últimos dois anos, devido à redução na produção de caminhões no país, o mercado de reposição de autopeças está aquecido e o segmento de semirreboques segue com boa demanda do setor agrícola e de linhas de tanques para combustíveis. As receitas do mercado externo somaram US$ 130,2 milhões no segundo trimestre, crescimento de 15,8%, representando 23,2% da receita líquida consolidada. No acumulado anual, esse indicador atingiu US$ 241,2 milhões, 13,6% superior ao valor alcançado entre janeiro e junho de 2022.

“Em particular, quando analisamos o cenário do segundo trimestre, as reduções de demanda em algumas linhas de produto foram mitigadas pela boa performance de outras, e o aumento da exposição internacional das empresas do grupo tem sido fundamental para compensar os desafios do mercado doméstico”, explica o CFO da Randoncorp, Paulo Prignolato. As empresas adquiridas recentemente trouxeram incrementos de receitas. As operações da Hércules no segmento de semirreboques, expandindo atuação da vertical Montadora para os Estados Unidos, e da Juratek, no mercado de reposição de autopeças na Europa, controlada pela Frasle Mobility, adicionaram R$ 147,9 milhões ao faturamento do segundo trimestre. Outros R$ 28,1 milhões foram oriundos da empresa DB, que compõe a vertical de serviços financeiros e digitais da companhia.

“Indicadores como esses reafirmam a Randoncorp que estamos construindo hoje e projetam o queremos para o futuro: uma companhia cada vez mais competitiva”, comemora Sérgio L. Carvalho, CEO da empresa sediada em Caxias do Sul. A RandonCorp é a 24ª maior empresa da região e também a oitava maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC, com base nos balanços do exercício de 2021. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Valor representa estabilidade na comparação com o mesmo período de 2022

Apolo, da Marcopolo, inaugura expansão de nova fábrica

Planta de Farroupilha atenderá demanda por peças plásticas e produtos com grafeno de novos segmentos como o moveleiro

Com investimento de R$ 24 milhões, a Apolo adquiriu 13 novas máquinas de injeção de última geração e outros equipamentos

Com investimento de R$ 24 milhões, a Apolo Tecnologia em Polímeros, empresa pertencente à Marcopolo, especializada na produção de peças poliméricas e de alta tecnologia, inaugura sua nova fábrica, em Farroupilha (RS). Com expertise mercadológica de oito anos, a companhia aposta em uma estrutura fabril de ponta para expandir sua atuação e atender a demanda de mercado por peças plásticas de alta tecnologia, inclusive produtos com grafeno, em substituição aos itens feitos em aço de segmentos como o automobilístico, agrícola, veículos pesados, moveleiro e implementos rodoviários, entre outros. Para a operação da nova fábrica, a Apolo adquiriu 13 novas máquinas de injeção de última geração, injetores híbridos termoplásticos com capacidade entre 220 e 1.500 toneladas, o que ampliou sua capacidade para 300 mil toneladas por mês. A linha de produção pode fabricar peças de diferentes tamanhos e formatos, de 7 gramas até 7,5 quilos.

“Construímos uma fábrica de ponta, com os melhores e mais avançados equipamentos existentes para atender a demanda por soluções de alta performance com preços competitivos. Desenvolvemos projetos personalizados para diferentes setores do mercado, como companhias do segmento automobilístico, máquinas agrícolas, veículos pesados, moveleiro, implementos rodoviários e equipamentos cirúrgicos, entre outros”, explica André Castilhos, diretor executivo da Apolo. “O segmento de injeção de plásticos é vasto e não tem fronteiras para empresas inovadoras. Nascemos no segmento ônibus, mas temos expertise e tecnologia para desenvolver e produzir peças poliméricas, com ou sem grafeno, em substituição às peças metálicas para os mais diferentes mercados”, destaca o executivo.

Os novos maquinários instalados na Apolo são todos injetores híbridos termoplásticos, com injeção elétrica e fechamento mecânico. Na comparação com a produção em equipamentos convencionais, a robotização de parte do processo produtivo proporciona uma redução de 20% no tempo de entrega das peças e uma economia de 30% no consumo de energia. A planta é praticamente autossuficiente da utilização de água e de eletricidade da rede. As cisternas instaladas no telhado para a captação da água de chuva atendem à demanda mensal de 360 mil litros e a água de reuso é usada em processos como resfriamento dos moldes e refrigeração dos motores e máquinas.

Planta de Farroupilha atenderá demanda por peças plásticas e produtos com grafeno de novos segmentos como o moveleiro

Construtora paranaense Plaenge anuncia sua entrada em São Paulo

Empresa lança o luxuoso Altier Moema Pássaros

“Estamos satisfeitos com os resultados alcançados pela Plaenge no primeiro semestre deste ano”, avalia Alexandre Fabian, sócio-diretor da construtora paranaense

A Plaenge celebra o desempenho positivo no primeiro semestre de 2023, somando de janeiro a julho de R$ 1,4 bilhão em vendas líquidas. Esse volume representa um crescimento significativo de 74% em relação ao mesmo período do ano anterior, demonstrando a força e a solidez da empresa no mercado. Com o sucesso contínuo da Plaenge, a construtora se prepara para entrar no disputado mercado paulista com o lançamento de luxo do Altier Moema Pássaros, previsto para acontecer no fim do mês de agosto. A empresa espera repetir o mesmo padrão de excelência que tem alcançado em outras regiões onde atua e consolidar sua presença em São Paulo. O valor geral de vendas (VGV) total do edifício é de R$ 200 milhões, e as unidades serão vendidas a partir de R$ 27 mil o metro quadrado.

A construtora, reconhecida pelos empreendimentos de altíssimo padrão entregues em grandes cidades do Brasil como Londrina, Campo Grande, Porto Alegre, Cuiabá, Maringá, Joinville e Curitiba, também vem apresentando um excelente desempenho nas vendas consolidadas. “Estamos satisfeitos com os resultados alcançados pela Plaenge no primeiro semestre deste ano. Manter nossa posição de liderança entre as construtoras de capital fechado é uma conquista significativa. Continuamos empenhados em oferecer empreendimentos inovadores, que atendam às expectativas de nossos clientes e impulsionem o desenvolvimento do mercado imobiliário de alto padrão, agora também em São Paulo”, avalia Alexandre Fabian, sócio-diretor da Plaenge.

Localizado em uma prestigiosa área de Moema, considerado o bairro com melhor IDH de São Paulo, o Altier está rodeado por serviços, gastronomia, lazer e importantes avenidas, além de estar próximo do Aeroporto de Congonhas e a poucos minutos a pé de um dos principais cartões-postais da cidade: o Parque Ibirapuera. Com unidades de três suítes que variam de 151 a 157 metros quadrados, além de unidades garden e duplex na cobertura, o Altier impressiona por sua imponente fachada marcada pelas enormes esquadrias, que proporcionam entrada de luminosidade natural através do pé-direito duplo nos apartamentos. A Plaenge é a 101ª maior empresa da região e também a 38ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC, com base nos balanços do exercício de 2021. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Empresa lança o luxuoso Altier Moema Pássaros

Ação da Copel é fixada em R$ 8,25

Processo de transformação da estatal paranaense em corporação ainda está em andamento e a liquidação só deve ocorrer na sexta-feira

Com a precificação, a Copel foi a primeira estatal estadual a ser privatizada por meio de uma oferta em bolsa

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) anunciou que a oferta de ações para sua privatização foi precificada em R$ 8,25. Com isso, a estatal poderá arrecadar, no mínimo, R$ 4,5 bilhões. O valor do papel tem um ágio de 5% em relação à estimativa de R$ 7,85 estabelecida pela companhia no lançamento da oferta no dia 26 de julho. A edição digital do jornal Valor Econômico desta quarta-feira (9) afirma que a demanda pela oferta da Copel chegou em R$ 15 bilhões, ou seja, superou em três vezes o total do volume ofertado, segundo fontes ouvidas pela publicação. “Ao final, houve 75 ordens, e a alocação final ficou 70% com investidores locais e 30% com estrangeiros, sendo 80% com os chamados fundos long, que são aqueles que são conhecidos por ficarem comprados na ação no longo prazo, disseram interlocutores que acompanharam a oferta”, destaca a reportagem assinada pela jornalista Fernanda Guimarães.

Com a precificação, a Copel foi a primeira estatal estadual a ser privatizada por meio de uma oferta em bolsa. Ela também foi a terceira maior oferta do setor elétrico em todo o mundo neste ano. Em nota enviada ao Portal AMANHÃ, o governo do Paraná reitera que o processo de transformação da Copel em corporação ainda está em andamento e a liquidação só deve ocorrer na sexta-feira (11). “Com a conclusão do processo, o Estado do Paraná se manterá como acionista relevante, o único com direito a uma Golden Share, ação de classe especial que garante poder de veto em determinadas decisões da companhia, tais como a manutenção de sua sede no estado do Paraná e investimento mínimo na distribuição de energia. Com o resultado da transformação da Copel em corporação, o Estado deve arrecadar novos recursos para utilizar, de maneira imediata, em obras de habitação, educação, infraestrutura urbana e rodoviária e sustentabilidade”, destaca o comunicado.

Na área de habitação, por exemplo, os recursos darão continuidade ao programa Casa Fácil. “O governo pretende investir R$ 500 milhões na segunda fase da modalidade Valor de Entrada, que auxilia famílias a comprar a casa própria com R$ 20 mil para quitar parte ou totalidade da entrada do imóvel. Todas as regiões podem ser beneficiadas, mediante habilitação das construtoras em um chamamento público. Já na área da educação, serão investidos R$ 500 milhões. Eles custearão a reforma de 400 colégios da rede estadual e a continuidade de um programa inédito, que é a construção de Escolas de Educação Especial em diversas regiões em parceria com as prefeituras e as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes)”, lista a nota.

“Já há projetos em andamento em Nova Laranjeiras, Altamira do Paraná, Douradina, Flor da Serra do Sul, Nossa Senhora das Graças e Piên. Outra parte deve ser destinada à instalação de placas solares para geração de energia nas escolas. A programação ainda envolve recursos para o programa Asfalto Novo, Vida Nova, com convênios para pavimentação em municípios pequenos, construção de parques urbanos e obras de infraestrutura rodoviária”, finaliza o texto. A Copel é a terceira maior empresa da região e também a maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC, com base nos balanços do exercício de 2021. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Processo de transformação da estatal paranaense em corporação ainda está em andamento e a liquidação só deve ocorrer na sexta-feira

Marcopolo tem receita líquida consolidada de R$ 1,4 bilhão no segundo trimestre

Crescimento das vendas de ônibus rodoviários contribuem com desempenho da companhia entre abril e junho

No período, o segmento de maior representatividade para a empresa sediada em Caxias do Sul (RS) foi o de ônibus rodoviários

A Marcopolo registrou receita líquida consolidada de R$ 1,4 bilhão no segundo trimestre de 2023, crescimento de 18,5% em relação ao igual intervalo do ano passado. Desse total, R$ 721,8 milhões são provenientes do mercado interno, R$ 246,9 milhões das exportações a partir do Brasil e R$ 395,8 milhões das operações internacionais da companhia. No período, o segmento de maior representatividade para a empresa sediada em Caxias do Sul (RS) foi o de ônibus rodoviários, com o sucesso de vendas do G8, resultando em entregas de veículos de maior valor agregado. A estratégia rendeu uma receita líquida total consolidada de rodoviários de R$ 530,9 milhões, contra R$ 331,8 milhões no mesmo período de 2022.

“Para fortalecermos a nossa atuação no segmento de rodoviários, investimos em soluções cada vez mais completas e com tecnologias de ponta, pensadas no conforto e segurança dos passageiros. A estratégia rendeu um acréscimo do volume de vendas de produtos com maior valor agregado”, pontua André Armaganijan, CEO da Marcopolo. Com o cenário, a companhia teve um lucro líquido consolidado de R$ 140,5 milhões, com margem de 10,3%, contra R$ 26,8 milhões e margem de 2,3% no segundo trimestre de 2022. Além do fortalecimento no segmento de rodoviários, a companhia aposta em seu modelo de urbano elétrico, o Attivi, com carroceria e chassi da marca. O modelo está em homologação, com programação para a produção do segundo lote de 100 unidades, além das 30 já produzidas.

O segundo trimestre também t marcou o início da transição da motorização Euro 5 para Euro 6. Com isso, a produção consolidada da Marcopolo foi 3.010 unidades entre abril e junho, sendo 2.459 unidades feitas no Brasil, 12,6% inferior à do segundo trimestre de 2022. No exterior, a produção foi de 551 unidades, 5,5% inferior às unidades produzidas no mesmo período do ano anterior. Neste período, a participação de mercado da Marcopolo na produção brasileira de carrocerias foi de 44,5%. “Após os primeiros meses da transição da motorização, já observamos uma normalização do mercado brasileiro de ônibus. Temos programado grandes pacotes de vendas para o segundo semestre deste ano e o primeiro trimestre de 2024, com foco nas viagens de final de ano e férias escolares”, avalia Armaganijan.

Crescimento das vendas de ônibus rodoviários contribuem com desempenho da companhia entre abril e junho

Lucro da Lojas Renner cai 36,3% no segundo trimestre

Receita apresenta queda de 6% em razão do cenário econômico ainda desafiador

A companhia investiu R$ 235,9 milhões no segundo trimestre, valor 13,3% superior ao igual período de 2022

A Lojas Renner anunciou que teve uma receita líquida 6% menor no segundo trimestre deste ano, enquanto o lucro líquido caiu 36,3%, para R$ 229,7 milhões (veja os principais resultados na tabela ao final desta reportagem). O lucro líquido do trimestre foi inferior ao mesmo período de 2022 em razão da menor geração operacional dos segmentos de varejo es erviços financeiros. De acordo com a companhia, “observou-se um cenário de vendas mais desafiador, especialmente nos meses de abril e maio”. O Dia das Mães foi alinhado à dinâmica geral do trimestre e com clientes buscando produtos com menores tickets e comprando menos itens por sacolas. “O mês de junho, por sua vez, apresentou desempenho superior, com crescimento de peças ante o ano anterior”, informa a Renner em seu comunicado trimestral.

“O contexto macroeconômico ainda desafiador, com inflação acumulada, juros elevados e inadimplência pressionada, seguiu afetando o poder de compra e comportamento dos clientes. Esse impacto foi mais pronunciado nas lojas de perfil popular, que estão expostas a consumidores mais sensíveis a preço. Diante disto, foram efetuadas ações para melhoria de percepção de preço, através de modificações no visual merchandising e execução, priorizando a exposição dos produtos de faixa de entrada, bem como melhorando a oferta de itens mais acessíveis. Como consequência, no mês de junho, houve melhora na percepção de preço pelo cliente e redução do gap de performance entre as lojas em praças mais populares e os demais formatos, tendência que seguiu até o momento”, detalha a empresa.

A Renner alerta ainda que a base de comparação é bem diferente dos períodos anteriores. “É importante destacar a forte base de comparação do segundo trimestre de 2022, marcado pelo crescimento expressivo dos volumes naquele período (+40,6% ante o mesmo intervalo de 2021), devido à combinação de demanda reprimida pós-pandemia e condições climáticas favoráveis para a venda da coleção de inverno, cuja dinâmica foi diferente neste ano. No segundo trimestre de 2022, a companhia apresentou vendas bastante superiores ao PMC de Vestuário do IBGE [pesquisa mensal do comércio], o que influenciou o desempenho até maio de 2023. Vale mencionar que, na comparação com 2019, o crescimento de vendas da empresa foi de 47,8%, uma evolução sequencial ante janeiro e março deste ano (31%), fruto das melhorias de execução realizadas”, sublinha a Renner.

A companhia investiu R$ 235,9 milhões no segundo trimestre, valor 13,3% superior ao igual período de 2022. “Os aportes foram maiores, em função, principalmente, do contínuo investimento nas frentes tecnológicas e na intensificação do processo de remodelação, que contribuirá para o ganho de produtividade nas lojas, não obstante os menores gastos em logística, relacionados ao centro de distribuição de Cabreúva (SP)”, explica a varejista. Em novas lojas aporte foi de R$ 49,4 milhões, valor 31,5% menor do que o intervalo entre abril e junho do ano passado. “Os valores foram menores, pois as instalações se concentraram mais no primeiro semestre. Ainda, neste trimestre, houve a inauguração de quatro unidades da Renner, quatro da Youcom e duas da Ashua, em linha com o plano de expansão previsto para o ano de 15 a 20 lojas Renner, sendo 75% em novas praças, 10 a 15 Youcom e cinco Ashua”, informa a empresa. A Lojas Renner é a 12ª maior empresa da região e também a quarta maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC, com base nos balanços de 2021. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Seu navegador não oferece suporte ao visualizador de PDF
Baixe o arquivo PDF aqui

Receita apresenta queda de 6% em razão do cenário econômico ainda desafiador

​Primeira usina de etanol em grande escala no RS suprirá necessidade do estado

Projeto da Be8 em Passo Fundo receberá um aporte de R$ 556 milhões

Vice-presidente Geraldo Alckmin antecipou no evento que governo deve lançar nova política industrial até dezembro

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, esteve na sede da Be8,em Passo Fundo (RS), nesta sexta-feira (4) para o anúncio da construção da primeira usina de etanol em grande escala do Rio Grande do Sul. Participaram do evento Eduardo Leite, governador do Estado do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, e Pedro Almeida, prefeito de Passo Fundo.

“O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços Alckmin tem sido uma voz importante em defensa do setor de biocombustíveis e dos seus benefícios para a economia, o emprego, a saúde e o meio ambiente”, destacou Erasmo Carlos Battistella, presidente da Be8 (ex-BSBIOS). “Nesta oportunidade, celebramos o anúncio deste investimento na construção da usina produtora de etanol e farelos a partir do processamento de cereais como milho, trigo, triticale, dentre outros. Este é mais um passo para ampliar nossa capacidade de produção de biocombustíveis aqui na região Sul”, completou Battistella.

Alckmin destacou a importância da “neoindustrialização” no contexto do anúncio desse novo investimento. “Até o final do ano queremos ter uma nova política industrial e ela começa aqui. Onde temos esta competitividade? Na agricultura. Somos o maior exportador do mundo de proteína animal e vegetal e a partir disso é que precisamos industrializar. A neoindustrialização se baseará em avanços de inovação e investimento de inovação, pesquisa e desenvolvimento e uma indústria verde. O biodiesel gera emprego, desenvolvimento, preserva o meio ambiente. A mudança climática é um fato e o Brasil é o grande protagonista no combate a essas mudanças”, disse durante o evento.

Já o governador Eduardo Leite ressaltou o impacto de uma usina de etanol no aumento da produção, da geração deempregos, ajudando a impulsionar a cultura de inverno e o melhor aproveitamento da terra. “O papel do governo do estado é transformar essa vocação empreendedora do povo gaúcho em aumento do PIB. Este projeto posiciona o Rio Grande do Sul e o país em uma agenda ambiental que é estratégica!”, destacou. “Não existe hoje nenhum encontro internacional ou grupo de países do mundo que não passe pelo tema de transição energética e a questão ambiental. Hoje estamos tratando do futuro da humanidade, da inovação, da ousadia, dando um passo adiante com novos anúncios, investimentos e contribuindo para que o Brasil se firme mais como um protagonista para este debate no mundo”, explicou Pimenta.

Atualmente, o estado importa 99% de sua demanda de etanol e a nova fábrica vai suprir 23% dessa necessidade. A iniciativa também vai representar um incremento na oferta de farelo para as cadeias produtivas de proteínas animais, além de promover investimento em desenvolvimento de tecnologia genética para produção de trigo específico para produção de etanol e de ser uma oportunidade viável de renda para o agricultor com a cultura de cereais de inverno.

As ações articuladas no âmbito das respectivas esferas de poder vão viabilizar o investimento de aproximadamente R$ 556 milhões na unidade. A usina recebeu, nessa semana, a licença prévia de instalação da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e as obras de terraplanagem na área de 80 hectares estão previstas para o primeiro trimestre de 2024 e as operações para o terceiro trimestre de 2025.

Com o projeto, a Be8 vai gerar cerca de 150 empregos diretos e 700 indiretos na fase de operação, com 1 mil empregos indiretos na fase de obras, dando preferência a contratação de mão de obra local, promovendo o treinamento e a capacitação de mão-de-obra especializada para novos investimentos, manutenção e operação da unidade.

A Be8 está estruturando, com instituições de ensino,cursos de formação técnica e de aperfeiçoamento profissional com o objetivo de desenvolver e formar profissionais qualificados para a nova fábrica e demais processos industriais da empresa. A empresa também vai priorizar a contratação direta e indireta de empresas estabelecidas em Passo Fundo para a realização de investimentos. A usina será flexível para a produção de etanol anidro (que pode ser adicionado na gasolina) ou hidratado (consumo direto) e terá capacidade de 220 milhões de litros.

Como a região tem baixa condição para usar a cana-de-açúcar como matéria-prima, a nova fábrica vai processar 525 mil de toneladas por ano de cereais e, assim, fomentar a produção de novas culturas de inverno na região, gerando alto impacto e valor, sendo uma alternativa aos agricultores para novos cultivos nesse período. A Be8 também vai oferecer ao mercado o farelo oriundo da produção do etanol. Conhecido como DDGS (Distiller’s Dried Grains with Solubles) ou Grãos Secos de Destilaria com Solúveis (em português), obtido imediatamente após o processo fermentativo de produção de etanol. Esse é um importante coproduto do processo de fermentação de grãos, com grande potencial de utilização para produção de rações animais destinadas à cadeia de produção de alimentos. Serão produzidos 155 mil de toneladas por ano de farelo para a cadeia de proteína animal.

Projeto da Be8 em Passo Fundo receberá um aporte de R$ 556 milhões