Archives 2024

Fort Atacadista anuncia investimento de R$ 240 milhões no RS

Grupo catarinense prevê nova lojas em Novo Hamburgo, Gravataí e Porto Alegre

O conglomerado catarinense tem 119 unidades de negócio em todo o Brasil, incluindo 58 lojas do Fort Atacadista

O primeiro Fort Atacadista dos gaúchos está completando um ano. A cidade de Canoas marcou a estreia do Grupo Pereira, sétimo maior varejista do país no Estado, com a inauguração nesta sexta-feira (3). Desde então, a rede que nasceu em Santa Catarina não parou de crescer por aqui. Já são três lojas inauguradas no Rio Grande do Sul. Além de Canoas, Viamão e Caxias do Sul, contam com unidades do Fort Atacadista, que ainda tem um Centro de Distribuição em São Leopoldo. O Rio Grande do Sul é prioritário na expansão do Grupo Pereira, que também está presente em Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Brasília. “Fomos muito bem recebidos nas três primeiras lojas gaúchas e continuamos acreditando neste mercado e atentos às oportunidades de expansão”, ressalta Lucas Pereira, diretor comercial do Grupo Pereira. “Para este ano, o plano é investir pelo menos R$ 240 milhões no Rio Grande do Sul. Além do Fort Atacadista Caxias do Sul, já inaugurado, estão previstas as unidades de Novo Hamburgo, Gravataí e Porto Alegre”, revela.

Fundado em 1962 na cidade de Itajaí (SC), o Grupo Pereira completou 61 anos de história em 2023. Atualmente, conta com mais de 19 mil funcionários nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal. O conglomerado tem 119 unidades de negócio, incluindo 31 lojas da rede de supermercados Comper, 58 lojas do Fort Atacadista (atacarejo), três filiais do Atacado Bate Forte (atacadista de distribuição), 19 lojas SempreFort (varejo farmacêutico), um Broker (distribuidor oficial da Nestlé), cinco agências de viagens e dois postos de combustível.

Grupo catarinense prevê nova lojas em Novo Hamburgo, Gravataí e Porto Alegre

Endividamento aumenta pelo segundo mês consecutivo

Índice foi impulsionado pela queda da taxa de juros

Inadimplência permaneceu em 28,6% da população, mas percentual de consumidores que não terão condições de pagar dívidas vencidas é o maior do ano

O endividamento das famílias brasileiras aumentou pelo segundo mês seguido, atingindo 78,5% em abril. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), demonstrou que a taxa está 0,2 ponto percentual mais alta do que em abril do ano passado. O aumento do número de pessoas com dívidas no cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa demonstra haver maior demanda por crédito. Conforme a CNC, esse movimento é reflexo da queda da taxa de juros, que estimula o acesso ao crédito por conta de um menor custo financeiro. As projeções da entidade indicam que o endividamento deve continuar em ascensão, o que exigirá maior atenção ao risco de aumento da inadimplência, especialmente no fim do ano.

A inadimplência se manteve estável em 28,6% da população, porm o número de consumidores que afirmaram não ter condições de pagar suas dívidas vencidas foi o maior no ano, chegando a 12,1% dos entrevistados. Esse aumento da dificuldade de pagamento foi acompanhado pelo crescimento de 0,4 ponto percentual na parcela de famílias consideradas “muito endividadas”, que atingiu 17,2%, maior patamar desde janeiro.Conforme explica o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, a Peic de abril revela que a população de renda menor foi a principal responsável pelo aumento do endividamento geral, embora tenha havido incremento também nas demais categorias. As famílias com renda até três salários mínimos tiveram avanço de 0,7 ponto percentual no endividamento, chegando a 80,4% do total. Para aqueles com renda entre três e cinco salários, o crescimento foi de 0,4 ponto percentual, levando a 79,7%; as famílias com renda entre cinco e dez salários tiveram aumento de 0,5 ponto percentual, atingindo 75,5% de endividamento. Por fim, aquelas com mais de 10 salários foram as que menos aumentaram seu nível de endividamento: 0,3 ponto percentual, elevando o indicador a 71,7%.

Em relação ao mesmo mês do ano passado, as famílias com renda abaixo de cinco salários mínimos estão mais endividadas, enquanto as classes mais altas reduziram seu endividamento. A diminuição mais expressiva foi no grupo dos mais ricos, que recebem acima de 10 salários – a queda foi de 75,3% para 71,7%. “O aumento do endividamento sugere uma melhoria das condições de renda das famílias mais pobres”, destaca Tavares. O economista-chefe destaca, no entanto, que é importante que os consumidores busquem educação financeira para evitar a inadimplência. No que diz respeito às dívidas em atraso, as classes de maior renda apresentaram aumento da inadimplência. As famílias com renda entre cinco e dez salários aumentaram, de 20,7% para 22,2%, o indicador entre março e abril; as que recebem mais de dez salários subiram de 14,3% para 14,6% no mês. Por outro lado, a população com renda mais baixa registrou uma redução da inadimplência para 35,8%, percentual menor do que no mês anterior e do que em abril de 2023. Com referência às modalidades de crédito, o cartão de crédito permanece como a principal fonte de endividamento, sendo utilizado por 87,1% dos devedores. Por outro lado, carnês e cheque especial continuaram perdendo representatividade na carteira de crédito dos consumidores. O financiamento imobiliário apresentou o maior crescimento anual, resultado da redução dos juros médios da modalidade, que atingiram o menor patamar desde fevereiro de 2022, com 8,87% em fevereiro de 2024.

Índice foi impulsionado pela queda da taxa de juros

Entrega do IR em cidades afetadas no RS é prorrogada para agosto

Prazo no resto do país vence em 31 de maio

A portaria não prorrogou apenas o pagamento do Imposto de Renda, mas de todos os tributos federais, incluindo parcelamentos, e o cumprimento de obrigações acessórias, de pessoas físicas e de empresas de médio e grande porte

Os moradores dos municípios gaúchos afetados pelas enchentes no estado ganharão mais três meses para pagarem o Imposto de Renda. Uma portaria da Receita Federal publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União adiou, de 31 de maio para 31 de agosto, o prazo de entrega nas localidades atingidas. A portaria não prorrogou apenas o pagamento do Imposto de Renda, mas de todos os tributos federais, incluindo parcelamentos, e o cumprimento de obrigações acessórias, de pessoas físicas e de empresas de médio e grande porte. Os tributos de abril, maio e junho foram adiados para julho, agosto e setembro.

Além disso, a Receita suspendeu, até 31 de maio, a prática de atos processuais em processos administrativos de interesse de contribuintes domiciliados nos municípios atingidos. As medidas valerão para os moradores de 336 municípios em estado de calamidade pública. A lista das localidades pode ser consultada neste linkSegundo a Receita Federal, a inclusão de novos municípios dependerá da edição de decreto estadual de calamidade pública. Cada caso será analisado pelo Fisco.

Tributos adiados 

As micro e pequenas empresas e os microempreendedores individuais dos 336 municípios também terão o pagamento de tributos adiados em 30 dias. Os impostos referentes a fatos geradores de abril, que deveriam ser pagos até 20 de maio, passarão para 20 de junho. Os impostos sobre os fatos geradores de maio, que venceriam em 20 de junho, passarão para 22 de julho. A edição extraordinária do Diário Oficial da União também publicou uma portaria do Comitê Gestor do Simples Nacional com a prorrogação do prazo para as micro e pequenas empresas e os MEI. A Receita Federal informou que, para esses contribuintes, a prorrogação do prazo não implica direito à restituição ou compensação de quantias eventualmente já recolhidas.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tinha dito que o governo pretendia diferir (adiar dentro do mesmo ano) o pagamento de tributos pelas empresas das áreas afetadas pelo evento climático extremo no Rio Grande do Sul. Segundo ele, essa medida chegou a ser adotada no ano passado para empresas de áreas atingidas por desastres naturais. “No ano passado, se não estou enganado, nós mudamos datas de pagamento, fizemos uma série de providências para aliviar essa questão. É um diferimento, isso está no nosso radar. Uma espécie de renúncia temporária [de receitas]”, declarou o ministro.

*Com Agência Brasil

Prazo no resto do país vence em 31 de maio

Expectativa para decisão do Copom divide economistas

Mercado acredita que decisão pode não ser unânime entre membros do Copom

Decisão do Copom será anunciada nesta quarta-feira

Há meses, as expectativas para as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) eram mornas. Sem surpresas na decisão, que se mantinha em cortes seguidos de 0,5 ponto porcentual na Selic, o mercado buscava nas entrelinhas do comunicado entender os próximos passos do comitê. A decisão desta quarta-feira (8), no entanto, pode trazer reviravoltas. Mesmo que a última decisão tenha trazido uma expectativa de mais um corte de mesma magnitude, o cenário mudou e fez parte do mercado passar a apostar em um corte mais lento, de 0,25 ponto porcentual. Agora, as projeções se dividem entre os que esperam uma Selic a 10,25% e aqueles que projetam a taxa em 10,50% ao ano na decisão de amanhã. “Consideramos essa reunião do Copom como uma das difíceis dos últimos anos, havendo bons argumentos tanto para um corte de 50 bps quanto de 25 bps”, resume Sérgio Goldenstein, estrategista-chefe Warren Investimentos, em relatório.

O que faria o Copom mudar o plano de voo?
Mas afinal, o que mudou no cenário para justificar essa possível mudança de rota nos planos do Copom? Uma piora no cenário internacional. Nos últimos 45 dias, dados de atividade e inflação nos Estados Unidos vieram mais fortes do que o esperado. Assim, com a economia ainda aquecida e pressões sobre os preços, o mercado passou a ver o início do corte de juros nos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central daquele país) mais ainda à frente. A aposta majoritária é de uma redução até setembro, mas há quem fale que o corte pode ficar só para 2025. “Os dados de economia americana vieram fortes. Isso trouxe o medo de que o Fed voltasse a subir os juros. Ou seja, a gente estava na iminência de um corte de juros, e a discussão mudou para eventualmente uma alta de juros adicional, por isso houve um rebalanceamento de portfólios gigantesco do mundo todo”, comenta Flávio Serrano, economista-chefe do Banco BMG.

O primeiro impacto foi no dólar, que se fortaleceu e passou rapidamente da faixa de R$ 4,95 para quase R$ 5,30. Isso traz riscos para a inflação de insumos e de produtos importados. Desde então, entretanto, o real voltou a se apreciar. “O patamar atual de R$ 5,07, além de representar um nível que não afeta de forma relevante a função de reação, pode ser visto até com algum alívio ao se considerar a forte reprecificação da curva de juros norte-americana observada ao longo do ano, particularmente em abril. Ao precificar um pouco menos do que dois cortes, o principal risco seria um cenário em que o Fed não inicie em 2024 o processo de queda de juros, o que pode acontecer, mas não é o cenário-base”, argumenta Goldenstein. A XP, entretanto, tem uma visão diferente. “O fluxo de notícias desde a última reunião do Copom foi mais preocupante para as perspectivas de inflação, tendo em vista a taxa de câmbio mais depreciada, a elevação dos preços das commodities e indicadores do mercado de trabalho mais fortes que o esperado”, afira o relatório da XP.

O que indicam os dados sobre a economia no Brasil?
“A inflação se comportou em linha com o esperado e mostrou melhoria na margem, apesar de algumas leituras negativas na parte de inflação de serviços subjacentes”, diz Serrano, do BMG. No entanto, ele ressalta que um ponto que ainda preocupa o Banco Central é a expectativa de inflação. Segundo o mais recente relatório Focus, a projeção do mercado para o IPCA de 2024 está em 3,72%. Para 2025, a expectativa é de 3,64% – ambos, portanto, acima do centro da meta, de 3%. Por outro lado, os dados sobre a atividade continuam a surpreender para cima, indicando uma economia mais aquecida – e por isso, com mais risco altista para a inflação. “No Brasil, a demanda continua aquecida. Os indicadores do mercado de trabalho estão mais fortes do que o esperado e as condições de crédito melhoram de forma gradual e consistente”, contextualiza a XP. Ainda de acordo com a XP, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, levantou discussão acerca de onde virá a desinflação adicional necessária para levar o IPCA à meta. Sobre isso, os economistas escrevem: “É difícil encontrar a resposta avaliando os determinantes habituais da inflação: a demanda interna segue aquecida; a postura futura da política fiscal é incerta; a taxa de câmbio enfraqueceu; e os preços internacionais das commodities subiram, assim como as expectativas de inflação de médio prazo”.

Até onde vai a Selic?
Essa é outra dúvida que ganhou força nas últimas semanas. Na segunda-feira (6), o relatório Focus apontou que o mercado elevou a mediana das estimativas para a Selic no fim de 2024 para 9,63% ao ano, de 9,5% na última semana. Há um mês, o patamar era de 9%. Serrano sugere a possibilidade de o Banco Central cortar a Selic ao patamar perto de 9,5%, fazer uma pausa e voltar a reduzir o nível de juros no ano que vem, até 8,5%. “O juro real neutro é algo entre 4,5% e 5%. Com a inflação operando entre 3% e 3,5%, não parece que tem muito espaço para abaixar mais do que a 8,5%”, evidencia.

Já a Warren alterou sua expectativa de Selic para o fim deste ano de 9% para 9,75%. “Apesar de seguirmos otimistas com a trajetória do real [em função da robustez das contas externas], a taxa de câmbio no restante de 2024 deverá ficar acima do que projetávamos anteriormente”, afirma o estrategista-chefe. “Além disso, o aumento do desvio das expectativas de inflação para 2025, na direção contrária ao objetivo de reancoragem, deve se refletir numa taxa terminal mais alta de forma a reforçar o processo de convergência da inflação”. A Bradesco Asset fez a mesma revisão nesta semana, de 9% para 9,75%. “Com o início de um ciclo de relaxamento por parte do Federal Reserve, consideramos em nosso cenário-base corte adicional no início de 2025, para 9,25%”, prevê, em relatório, ante estimativa anterior para o ano que vem de 9%.

Com Redação da B3

Mercado acredita que decisão pode não ser unânime entre membros do Copom

A alma das cidades

As saudades mais fortes não virão agora

Não subestimo os traumas do Recife com a água

1 – Albert Camus tem uma tese divertida de que você conhece um lugar pela forma como nele se vivem os ritos da morte. No Recife, uma chuva mediana pretextou uma enxurrada de justificativas para o não comparecimento à missa de sétimo dia de mamãe. Quanto a mim, atravessei a cidade com zero de dificuldade e a missa transcorreu sem que uma gota caísse no estacionamento. É cultural.

2 – Ano passado, em Porto Alegre, tínhamos um lançamento de livro. Choveu absurdamente a tarde toda. Perto da hora dos autógrafos numa instituição judaica local, eu comentei com a organizadora: “Acho que não virá ninguém. Só eu e tu.” Ela me disse: “Tu não conheces o Rio Grande, tchê. Todo mundo aqui tem guarda-chuva, capa e galocha. Para o gaúcho, isso não é nada.”

3 – De fato, deu casa cheia no dilúvio. Ontem, todos nós, familiares de mamãe, recebemos justificativas de amigos. Não subestimo os traumas do Recife com a água. Mas não imaginava que tantos dos nossos conhecidos vivessem em áreas tão vulneráveis. Até o taxista quis fazer charme. Cobrou R$ 50, sem taxímetro, “por mor da chuva”. Paguei, cruzamos a cidade sem interrupções. Água no Nordeste sempre foi negócio.

4 – Conheço bem a igreja do Colégio São Luís. Estudei lá entre 1967 e 1969. Tem coisas na cidade que não mudam, como os pontos de alagamento. Já naquela época, o padre Gabriel, um holandês alto e sorridente, tinha de negociar com o microfone porque a estática e a microfonia derrubavam o som nos graves e disparava nos agudos. É possível que sejam as mesmas caixas de som de meio século atrás. Francamente.

5 – No Recife, teme-se a chuva, mas também o padre e o sacristão dele. Ninguém ousa dizer que não se está entendendo patavina do que ele diz. Falei ao microfone. Achei que poderia lidar melhor com ele. Soube no jantar que se seguiu que ninguém entendeu uma palavra do que eu disse. Mas não culparam o som. E sim minha braguilha que estava aberta, com o zíper escancarado.

6 – Hoje completar-se-á uma semana que mamãe morreu. Vou dar por encerrado meu período de luto porque nele taxistas se prevalecem de minha fragilidade para impor suas regras e padres melífluos não têm o pejo de testar equipamentos e instalações para o exercício do seu ofício. Se eu agisse com ambos a minha maneira, iam dizer que eu estava criando escarcéu às expensas da dignidade de minha mãe. Sobrou a braguilha.

7 – No mais, não há do que me queixar. Desde que cheguei aqui, fui paparicado a mais não poder. Comemos regiamente todos os dias embora o cozido do Tasca, no último domingo, tenha sido uma provação para minha claustrofobia. Imagine-se um lugar pequeno com 60 pessoas comendo cozido ao mesmo tempo. O ar condicionado marcava 19º, mas parecia que estávamos a 40°.

8 – Mesmo assim, o almoço foi bom. Apesar do perfume doce das mulheres, das bochechas atapetadas de pó de arroz e do tom empolgado dos homens que alardeiam em altos brados os negócios que estão em pauta. Todos têm brios e falam em catapultar terrenos baldios contra áreas de troca. Não se fala de teatro, viagens, música ou literatura. Recife é essencialmente mercantil.

9 – Hoje pela manhã recebi pelo menos cinco mensagens de gente me recomendando tomar remédios contra diabetes para perder peso. Outros me viram meio ofegante. De costas, pelo arquear das minhas costas, identificaram asma, enfisema, bronquite, pneumonia, artrite, lordose, lumbago, arritmia e insuficiência pulmonar. Um sujeito disse que eu deveria ficar aqui para uns meses de cura.

10 – Aqui é assim. Teme-se um chuvisco, mas ninguém pensa duas vezes antes de avançar um diagnóstico. Uma amiga querida, de nobres raízes pernambucanas, diz que as saudades mais fortes não virão agora. Elas virão mais adiante, daqui a alguns meses, quando tudo indicar que a ferida esteja cauterizada. “Pelos seus escritos, eu sabia que você estava preparado para o desfecho de agora. Depois é que serão elas”. Acho que ela tem razão.

As saudades mais fortes não virão agora

Atividades cruciais necessitam de links dedicados

Esse serviço oferece conexão direta e ininterrupta entre uma empresa e a internet

Os provedores de serviços monitoram ativamente os links dedicados, garantindo tempos de resposta rápidos e intervenções proativas em caso de problemas

No mundo frenético dos negócios modernos, a conectividade é a espinha dorsal que sustenta toda operação. Desde a troca de dados cruciais até as videoconferências vitais, a internet é o campo de batalha onde as empresas competem e prosperam. Mas, quando se trata de atividades cruciais, os links dedicados emergem como os heróis desconhecidos, proporcionando estabilidade e confiabilidade incomparáveis. Pense nos links dedicados como rodovias privadas em uma rede de estradas públicas. Enquanto a internet convencional é como uma rodovia movimentada, compartilhada por todos os veículos, os links dedicados são pistas exclusivas, reservadas apenas para o tráfego de uma empresa. Em vez de competir com outros usuários pela largura de banda, os links dedicados oferecem uma conexão direta e ininterrupta entre uma empresa e a rede global. Essa exclusividade garante um desempenho consistente, mesmo nos momentos de pico de atividade.

Os links dedicados operam em uma infraestrutura separada, livre das flutuações e interrupções que podem afetar a internet convencional. Enquanto os serviços de banda larga compartilhada dividem a largura de banda entre vários usuários, os links dedicados reservam toda a capacidade para o uso exclusivo da empresa. Isso significa que, independentemente da hora do dia ou da demanda de tráfego, a conexão permanece estável e confiável. Além disso, os provedores de serviços monitoram ativamente os links dedicados, garantindo tempos de resposta rápidos e intervenções proativas em caso de problemas.

Vantagens dos links dedicados
Desempenho consistente: Com uma largura de banda garantida, os links dedicados oferecem um desempenho estável e consistente, essencial para atividades críticas.

Segurança aprimorada: Ao evitar o tráfego compartilhado, os links dedicados reduzem o risco de ataques cibernéticos e garantem a confidencialidade dos dados.

Suporte prioritário: As empresas que dependem de links dedicados geralmente recebem suporte prioritário dos provedores de serviços, minimizando o tempo de inatividade e maximizando a produtividade.

Personalização: Os links dedicados podem ser dimensionados e personalizados de acordo com as necessidades específicas da empresa, garantindo uma solução sob medida para seus requisitos de conectividade.

Garantia de SLA: Muitos provedores de links dedicados oferecem acordos de nível de serviço (SLAs) que garantem tempo de atividade mínimo e compensação por interrupções não planejadas.

Problemas dos links normais
Enquanto os links dedicados oferecem uma solução robusta para as necessidades de conectividade empresarial, os links normais enfrentam uma série de desafios que podem prejudicar o desempenho e a confiabilidade. Além da largura de banda compartilhada, os links normais estão sujeitos a congestionamentos de rede, latência variável e interrupções imprevistas. Essas limitações podem afetar negativamente as operações empresariais, resultando em tempos de resposta mais lentos, quedas de serviço e vulnerabilidades de segurança. Assim como um acrobata realiza truques de equilíbrio em uma corda bamba, as empresas dependem da redundância para manter suas operações em equilíbrio. Mesmo com os benefícios dos links dedicados, é crucial ter um plano de contingência em vigor. Isso inclui a implementação de links de backup, que entram em ação automaticamente em caso de falha do link principal. Com uma abordagem redundante, as empresas podem garantir a continuidade das operações, mesmo diante de falhas de rede imprevistas.

Esse serviço oferece conexão direta e ininterrupta entre uma empresa e a internet

Entrega do IR em cidades afetadas no RS é prorrogada para agosto

Prazo no resto do país vence em 31 de maio

A portaria não prorrogou apenas o pagamento do Imposto de Renda, mas de todos os tributos federais, incluindo parcelamentos, e o cumprimento de obrigações acessórias, de pessoas físicas e de empresas de médio e grande porte

Os moradores dos municípios gaúchos afetados pelas enchentes no estado ganharão mais três meses para pagarem o Imposto de Renda. Uma portaria da Receita Federal publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União adiou, de 31 de maio para 31 de agosto, o prazo de entrega nas localidades atingidas. A portaria não prorrogou apenas o pagamento do Imposto de Renda, mas de todos os tributos federais, incluindo parcelamentos, e o cumprimento de obrigações acessórias, de pessoas físicas e de empresas de médio e grande porte. Os tributos de abril, maio e junho foram adiados para julho, agosto e setembro.

Além disso, a Receita suspendeu, até 31 de maio, a prática de atos processuais em processos administrativos de interesse de contribuintes domiciliados nos municípios atingidos. As medidas valerão para os moradores de 336 municípios em estado de calamidade pública. A lista das localidades pode ser consultada neste linkSegundo a Receita Federal, a inclusão de novos municípios dependerá da edição de decreto estadual de calamidade pública. Cada caso será analisado pelo Fisco.

Tributos adiados 

As micro e pequenas empresas e os microempreendedores individuais dos 336 municípios também terão o pagamento de tributos adiados em 30 dias. Os impostos referentes a fatos geradores de abril, que deveriam ser pagos até 20 de maio, passarão para 20 de junho. Os impostos sobre os fatos geradores de maio, que venceriam em 20 de junho, passarão para 22 de julho. A edição extraordinária do Diário Oficial da União também publicou uma portaria do Comitê Gestor do Simples Nacional com a prorrogação do prazo para as micro e pequenas empresas e os MEI. A Receita Federal informou que, para esses contribuintes, a prorrogação do prazo não implica direito à restituição ou compensação de quantias eventualmente já recolhidas.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tinha dito que o governo pretendia diferir (adiar dentro do mesmo ano) o pagamento de tributos pelas empresas das áreas afetadas pelo evento climático extremo no Rio Grande do Sul. Segundo ele, essa medida chegou a ser adotada no ano passado para empresas de áreas atingidas por desastres naturais. “No ano passado, se não estou enganado, nós mudamos datas de pagamento, fizemos uma série de providências para aliviar essa questão. É um diferimento, isso está no nosso radar. Uma espécie de renúncia temporária [de receitas]”, declarou o ministro.

*Com Agência Brasil

Prazo no resto do país vence em 31 de maio

Vanir Zanatta assume a presidência da Ocesc

Ele sucede Luiz Vicente Suzin

Zanatta quer mostrar a força e a importância do cooperativismo no sistema econômico e social catarinense

Internacionalizar o setor e ampliar sua representação política e institucional são algumas das metas de Vanir Zanatta, novo presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), eleito na semana passada, em Florianópolis, durante assembleia geral que reuniu cerca de duas centenas de dirigentes. O novo presidente sucede Luiz Vicente Suzin, que encerrou seu segundo mandato à frente da instituição. Em discurso de posse, Zanatta antecipou as metas de sua gestão, entre elas, o aumento do protagonismo das cooperativas dos ramos de crédito, agropecuário e saúde, entre outros. “Até quando vamos crescer somente dentro do Brasil?”, indagou, apontando que “o mercado internacional é amplo e precisa ser trabalhado pelas cooperativas”.

O dirigente quer mostrar a força e a importância do cooperativismo no sistema econômico e social catarinense. Iniciará um planejamento estratégico para a Ocesc e valorizará os vice-presidentes “como legítimos representantes dos ramos do cooperativismo, tomando decisões estratégicas sempre em conjunto”. Outras metas anunciadas são reavaliar o regimento interno, criar conselhos consultivos por ramo, implementar o Conselho de Ética, ativar o Conselho Estadual do Cooperativismo (Cecoop) e dinamizar a representação sindical. Zanatta prestigiará encontros de jovens e mulheres cooperativistas e o Fórum de Dirigentes Cooperativistas e estimulará a sucessão nas propriedades rurais e nas cooperativas. Também pretende fortalecer a Frente Parlamentar do Cooperativismo de Santa Catarina (Frencoop) – que atua na Assembleia Legislativa – e eleger maior número de representantes do sistema, sem manifestar preferências partidárias ou ideológicas.

Trajetória
Vanir Zanatta tem 59 anos de idade. É natural de Jacinto Machado (SC). Graduou-se em Ciências Contábeis pela Univille, de Joinville (SC). Em 2006 cursou Gestão de Cooperativas pela Unisul. Tem pós-graduação em Administração pela Unesc. Há 34 anos é presidente da Cooperativa Agroindustrial Cooperja, de Jacinto Machado. É sócio-fundador da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Associados Litorânea (Credija), a qual presidiu por 14 anos. Também foi fundador e presidente da Acijam (Associação Empresarial de Jacinto Machado). É presidente da Cooperativa Central Brasileira de Arroz (Brazilrice). Ocupa a vice-presidência da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina (Fecoagro), é representante do ramo agropecuário das cooperativas catarinenses junto à Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e membro na Câmara Setorial do Arroz Nacional pela Brazilrice. Zanatta também presidirá o conselho de administração do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de Santa Catarina (Sescoop/SC).

Ele sucede Luiz Vicente Suzin

Governo federal antecipa pagamento de emendas parlamentares para o RS

Serão liberados R$ 580 milhões para 448 cidades gaúchas

O governo federal tem planos para liberar mais recursos de emendas para o estado nos próximos dias

O governo federal decidiu antecipar a liberação de R$ 580 milhões em emendas parlamentares individuais que destinam recursos para 448 cidades do Rio Grande do Sul, estado que vive a pior tragédia climática desde a semana passada. Do total, R$ 538 milhões devem ser destinados a ações na saúde pública. A medida foi anunciada durante reunião entre deputados federais e estaduais gaúchos com membros da equipe do governo federal, que ocorreu na Assembleia Legislativa estadual, na manhã desta segunda-feira (6). Durante o encontro, o secretário Especial de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), André Ceciliano, garantiu que os R$ 580 milhões começarão a ser liberados ainda hoje. E que o governo federal tem planos para liberar mais recursos de emendas para o estado nos próximos dias.

“Desde sexta-feira, estamos discutindo com a Fazenda a possibilidade de liberarmos recursos de emendas especiais para os municípios e para o estado”, comentou Ceciliano, referindo-se a modalidade de alocação de recursos criadas a partir da Emenda Constitucional 105/2019. De acordo com Ceciliano, o governo estuda liberar, em breve, outros R$ 448 milhões por meio das emendas especiais. Conforme a Emenda Constitucional 105/2019 estabelece, a quantia pode ser repassada diretamente à unidade da federação beneficiada, no caso, o Rio Grande do Sul, mas ao menos 70% do montante transferido deve ser investido nas chamadas despesas de capital, ou seja, em despesas que contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de novos bens ou serviços – a construção de uma unidade de saúde, por exemplo.

“A Secretaria de Relações Institucionais já está conversando com o ministro [da Fazenda, Fernando Haddad] e com a Casa Civil sobre a possibilidade de flexibilizarmos estas emendas especiais”, disse Ceciliano, e acrescentou: “não adianta termos recursos, mas termos de investi-los quando, agora, precisamos de custeio”. O secretário frisou a necessidade de recursos para a recuperação e a manutenção dos serviços públicos preexistentes. “A secretaria está produzindo um documento para ser [analisado] amanhã, na CMO [Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, do Congresso Nacional], e que, conforme acordo com os presidentes da Câmara e do Senado, possivelmente irá à votação na quarta-feira [8], alterando o trecho da LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias] que veda o pagamento [das emendas especiais] para uma única unidade da federação. Então, estas votações na CMO e no Congresso será para [os parlamentares] liberarem uma exceção para os R$ 448 milhões”, conclui o secretário. Na mesma reunião, a ministra da Saúde, Nísia Trindade ainda mencionou a possibilidade de o governo federal liberar outros R$ 83 milhões em emendas de bancada para a Saúde, ainda esta semana. “Existem estas emendas, na faixa de R$ 83 milhões, que vão ser empenhadas hoje e que prevemos pagar até quarta-feira.”

Com Agência Brasil

Serão liberados R$ 580 milhões para 448 cidades gaúchas

Planos de saúde ganham mais de 800 mil usuários em um ano

Em março, setor registrou 51 milhões de usuários

No caso dos planos exclusivamente odontológicos, o Paraná foi um dos estados com maior crescimento em números absolutos

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou que nos planos médico-hospitalares houve crescimento de 868.746 beneficiários em relação a março de 2023. Já no comparativo de março deste ano com fevereiro de 2024, houve um aumento de 152.393 usuários. No caso dos planos exclusivamente odontológicos, somaram-se 2.207.213 beneficiários em um ano, embora tenha ocorrido uma queda de 68.097 usuários na comparação de março deste ano com o mês anterior. Em março de 2024, o setor registrou 51.035.365 de usuários em assistência médica e 32.734.438 em planos exclusivamente odontológicos.

Em relação aos estados, no comparativo com março de 2023, o setor registrou evolução de beneficiários em planos de assistência médica em 26 unidades federativas, sendo Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo os estados que tiveram o maior ganho em números absolutos. Entre os odontológicos, 26 unidades federativas registraram crescimento no comparativo anual, sendo São Paulo, Minas Gerais e Paraná os estados com maior crescimento em números absolutos. No total, foram 160.978 novos planos odontológicos no Paraná em um ano.

Com Agência Brasil

Em março, setor registrou 51 milhões de usuários

Reconstrução de rodovias federais no RS custará mais de R$ 1 bilhão

Cálculo é do ministro dos transportes após reunião com parlamentares

Medida Provisória concederá crédito extraordinário para destinar recursos financeiros federais ao custeio das despesas resultantes da catástrofe climática

O ministro dos Transportes, Renan Filho, informou, nesta segunda-feira (6,) que só a reconstrução dos trechos das rodovias federais destruídos pelas chuvas dos últimos dias no Rio Grande do Sul deverá custar mais de R$ 1 bilhão. “O trabalho do ministério de restabelecer o funcionamento das BRs e de suas respectivas construções vai, provavelmente, ultrapassar a casa de R$ 1 bilhão”, informou o ministro, durante reunião entre deputados federais e estaduais gaúchos com membros da equipe do governo federal, na manhã desta segunda na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. De acordo com Renan Filho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai editar uma medida provisória (MP) concedendo crédito orçamentário extraordinário para destinar recursos financeiros federais ao custeio das despesas resultantes da catástrofe climática.

Segundo Renan Filho, esta será a primeira vez que o Ministério dos Transportes necessitará de recursos emergenciais da União arcar com despesas não previstas no orçamento da pasta. “Como o ministério tem um orçamento robusto, quando havia um problema [emergencial] nas rodovias [federais], nós mesmos fazíamos frente as necessidades.” O ministro informou que, para este ano, a previsão era investir no Rio Grande do Sul R$ 1,7 bilhão de orçamento próprio. Tais recursos estão sendo aplicados em “necessidades de curto prazo”, que, segundo Renan Filho serão recompostos com a medida provisória.

“Precisaremos da ajuda decisiva da bancada do estado, dos deputados e senadores”, acrescentou o ministro, referindo-se tanto à importância de emendas parlamentares que destinem recursos para as obras de restauração da infraestrutura rodoviária federal no Rio Grande do Sul, quanto à aprovação de medidas legais que acelerem a transferência do dinheiro para o estado e flexibilizem as normas que tratam dos gastos públicos. “Mesmo tendo um volume de investimentos [recursos] considerável para o estado, não seríamos capazes de tocar todas as obras já em andamento e [simultaneamente] restabelecer o funcionamento das rodovias federais”, afirmou o ministro, garantindo que alguns trechos bloqueados de rodovias como a BR-386 e a BR-290 deverão começar a ser liberados a partir dos dias 10 ou 12, facilitando o resgate de pessoas e o abastecimento de cidades. “Esse tipo de intervenção é assistencial, para garantir o abastecimento das cidades e o resgate de pessoas. É o que estamos chamando de caminhos assistenciais”, explicou o ministro dos Transportes.

Com Agência Brasil

Cálculo é do ministro dos transportes após reunião com parlamentares

Aeroporto de Porto Alegre permanece fechado por tempo indeterminado

Terminais de quatro cidades gaúchas ainda estão em operação

As associadas Abear cancelaram os voos com origem ou destino para Porto Alegre e flexibilizaram as regras de remarcação e reembolso

O Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, permanecerá fechado por tempo indeterminado, com todas as operações suspensas. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (6) pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), por meio de nota. “Não há previsão de retomada. Para a segurança de todos, o terminal de passageiros está fechado. As associadas Abear cancelaram os voos com origem ou destino para Porto Alegre e flexibilizaram as regras de remarcação e reembolso. Os passageiros devem entrar em contato com a companhia aérea para remarcação ou reembolso dos bilhetes com origem ou destino para a capital gaúcha”, relata o comunicado.

Ainda de acordo com a associação, os aeroportos das cidades gaúchas de Passo Fundo, Caxias do Sul, Pelotas e Santo Ângelo estão operando, mas podem ser impactados pelas condições meteorológicas registradas em todo o estado. O Rio Grande do Sul vem sendo fortemente atingido por temporais ao longo dos últimos dias. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou, na manhã desta segunda-feira, um aviso nível vermelho que indica grande perigo devido às chuvas intensas que atingem, sobretudo, a região sudeste do Rio Grande do Sul. O alerta é válido até as 12h desta terça-feira (7).

De acordo com a previsão, as chuvas podem chegar a 100 milímetros por dia e os ventos podem alcançar 100 quilômetros por hora. O Inmet prevê ainda queda de granizo, grande risco de danos em edificações, corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário. Os municípios gaúchos que podem ser mais afetados são: Santa Vitória do Palmar; Rio Grande; Pedras Altas, Jaguarão, Herval, Chuí e Arroio Grande.

Com Agência Brasil

Terminais de quatro cidades gaúchas ainda estão em operação

RS pode reduzir mistura de biocombustível à gasolina e ao diesel

Medida visa a garantir o abastecimento à região atingida pelas chuvas

Conforme a ANP, a medida foi tomada porque as chuvas dificultam o abastecimento da região, principalmente no acesso ao biodiesel e ao etanol anidro

Diante da urgência provocada pelas intensas chuvas no Rio Grande do Sul, que resultaram na decretação do estado de calamidade pública no estado, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) adotou medidas emergenciais temporárias para garantir o fornecimento de combustíveis à região, com o controle da qualidade adequada. Entre as medidas a agência reguladora autorizou flexibilizar por 30 dias, contados a partir do dia 3 de maio, da mistura de biodiesel ao óleo diesel e de etanol à gasolina. De acordo com a agência reguladora, o prazo pode ser revisto a depender das condições de abastecimento no estado.

O percentual de gasolina C adicionado ao etanol anidro passa dos atuais 27% para 21%, no mínimo. Já o percentual mínimo de biodiesel adicionado ao Óleo diesel S10 passa dos atuais 14% para 2%. Já o Óleo diesel S500 poderá ficar sem nenhuma mistura de biodiesel. Conforme a ANP, a medida foi tomada porque as chuvas dificultam o abastecimento da região, principalmente no acesso ao biodiesel e ao etanol anidro. De acordo com a agência reguladora, em situação regular, esses biocombustíveis chegariam por via rodoviária ou ferroviária às bases de distribuição em Esteio e Canoas, mas diversos bloqueios em estradas e ferrovias do estado, impedem a normalidade do abastecimento do biodiesel e do etanol anidro. A ANP informa ainda que monitora a situação na região Sul: “a ANP segue monitorando a situação da região continuamente e qualquer alteração da situação ou complementação de suas ações será informada.”

“Ressaltamos que as medidas tomadas têm caráter excepcional, dada a dimensão aguda da crise na região, e serão revistas pela ANP sempre que houver fundada necessidade, em razão do desenrolar dos acontecimentos climáticos na região sul do país. ANP atua para garantir o abastecimento de combustíveis no Rio Grande do Sul diante da grave crise causada pelas intensas chuvas”, pontuou. Apesar da crise climática, a ANP garantiu que não há alteração no fornecimento de combustíveis fósseis que chegam por ligação dutoviária da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, e às bases de distribuição no entorno. “Esse fluxo segue operacional e não foi alterado pela situação de calamidade”, completou.

Com Agência Brasil

Medida visa a garantir o abastecimento à região atingida pelas chuvas

Saiba como doar para as vítimas da enchente no RS

Pix do SOS Rio Grande do Sul já arrecadou R$ 38,2 milhões

Estado instituiu no domingo comitê que gerencia e fiscaliza recursos da conta oficial para auxiliar vítimas da enchente

O Estado publicou no domingo (5) o Decreto nº 57.601, que institui o comitê gestor da conta SOS Rio Grande do Sul. O grupo, formado por entidades públicas e privadas, será responsável por definir ações, medidas e critérios de distribuição das doações destinadas às vítimas das enchentes e arrecadadas pela chave Pix do canal. De quinta-feira (2) até as 18h36 de domingo, foram recebidos R$ 38,1 milhões por meio de transferências realizadas tanto por pessoas físicas quanto jurídicas. Os recursos serão totalmente direcionados para o apoio humanitário às comunidades afetadas pelas cheias.

A conta, vinculada ao Banrisul, é a mesma utilizada no ano passado, quando as chuvas causaram estragos significativos no Estado durante o mês de setembro, em especial nas cidades do Vale do Taquari. Com o canal oficial de doações, o governo centraliza a ajuda financeira, fornece segurança aos doadores e amplia a transparência da alocação do dinheiro, uma vez que a movimentação dos recursos passará por auditoria e fiscalização do poder público (veja abaixo como doar).

O comitê gestor é formado pelos gabinetes do governador e do vice, pela Procuradoria-Geral do Estado, pela secretaria de desenvolvimento econômico, Casa Militar, Secretaria de Logística e Transportes, Secretaria do Desenvolvimento Social, Secretaria da Habitação e Regularização Fundiária, Associação dos Bancos no Estado do Rio Grande do Sul, Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Central Única das Favelas (Cufa), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS), Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio), Fundação Marcopolo, Instituto Elisabetha Randon, Lions Club, Rotary Club e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RS).

O número de mortes confirmadas decorrentes das fortes chuvas que caem no Rio Grande do Sul subiu para 83 e outros quatros óbitos estão em investigação para confirmar se há relação com os eventos meteorológicos da última semana. Os dados constam no boletim da Defesa Civil estadual atualizado às 9h desta segunda-feira (6). No momento, o número de desaparecidos chega a 111 pessoas. Ao todo, são 345 municípios gaúchos atingidos pelos temporais, com mais de 850,4 mil pessoas afetadas. O estado contabiliza 21.957 pessoas desalojadas. Além disso, o levantamento aponta que 19.368 pessoas estão temporariamente em abrigos e há 276 feridos.

Pix do SOS Rio Grande do Sul já arrecadou R$ 38,2 milhões

Porto Itapoá inaugura expansão com investimento de R$ 815 milhões

Ampliação aumenta capacidade de movimentação de contêineres para 2 milhões de TEUs

Porto é referência na movimentação de insumos e produtos de alto valor agregado

O Porto Itapoá inaugurou na última quinta-feira (25) a terceira fase de expansão do terminal. O investimento de R$ 815 milhões contempla a ampliação de 200 mil metros quadrados de pátio, para 455 mil m², e a construção de um armazém de 8 mil m². Com essa ampliação, o Porto Itapoá passa operar um dos maiores pátios de contêineres do Brasil, ampliando a capacidade de movimentação para 2 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) por ano, frente aos anteriores 1,7 milhões de TEUs. O investimento inclui também a aquisição de grandes equipamentos – é o primeiro da América do Sul a operar RTGs (guindastes sobre rodas) híbridos controlados remotamente – e ampliação dos berços de atracação de 800 metros para 1.210 metros.

O presidente do terminal, Cássio Schreiner, afirma que o Porto Itapoá já investiu R$ 2,5 bilhões e que para os próximos anos, estão planejados mais de R$ 2 bilhões. “Já estamos planejando as obras para adicionar mais pátio, mais píer, mais equipamentos e ainda muito mais pessoas. Isso só é possível quando o Poder Público cria condições favoráveis para a iniciativa privada concretizar seus objetivos, ajudando a sociedade e o país em sua estratégia de desenvolvimento, através do que sabemos fazer de melhor, que é empreender”, destaca. Schreiner aponta que para estes investimentos se concretizarem é fundamental que projetos estruturantes sejam priorizados. “Temos trabalhado em conjunto com Governo Federal, Governo Estadual e Autoridade Portuária de São Francisco do Sul para viabilização do projeto de dragagem do Canal de Acesso à Baía da Babitonga – que movimenta mais de 60% das cargas portuárias do Estado de Santa Catarina”, informa.

Para o presidente da câmara de transporte e logística da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Egídio Martorano, a expansão do porto vai contribuir com a consolidação de SC como um importante centro logístico. “Itapoá é hoje o quarto maior porto do Brasil em movimentação de contêineres. Os investimentos vão contribuir para que o estado mantenha sua posição de destaque na importação e exportação de produtos de alto valor agregado”, salienta Martorano. Do total de cargas movimentadas pelo Porto Itapoá, cerca de 50% são de empresas de outros estados que buscam a eficiência do terminal catarinense, principalmente para a importação de eletrônicos, entre outros itens. A outra metade da movimentação é de cargas de companhias de Santa Catarina, incluindo automóveis e autopeças, motores elétricos, metalmecânica, linha branca e exportação de carga frigorificada, atendendo a forte agroindústria do estado.

Especialistas em inteligência de mercado estimam que, em 10 anos, a área de influência direta do Complexo da Babitonga tem potencial de saltar de 16 para 48 empresas portuárias e retroportuárias com investimentos privados diretos que podem chegar na casa dos R$ 15 bilhões, passar de uma geração de renda anual de R$ 300 milhões para R$ 1,8 bilhão e saltar dos atuais 8.500 empregos para 45 mil oportunidades de novas vagas. Para suportar esse crescimento do Complexo Portuário da Babitonga e estar aptos a receber os maiores navios da navegação comercial mundial, estão sendo definidos grandes projetos de infraestrutura logística. O Porto Itapoá trabalha em parceria com o Porto de São Francisco do Sul, que está à frente do projeto de dragagem de aprofundamento do canal de acesso à Baía. Essa obra vai ampliar de 14 metros para 16 metros a profundidade do calado dos navios, permitindo receber grandes embarcações de até 400 metros. Serão necessários investimentos de R$ 300 milhões. Na avaliação de Martorano, para manter a competitividade do complexo portuário, será necessário investir também na adequação e duplicação das rodovias SC 417 e 416, num aporte estimado de R$ 212,3 milhões, e também em melhorias na Estrada Municipal José Alves, com investimento de R$ 20 milhões.

Ampliação aumenta capacidade de movimentação de contêineres para 2 milhões de TEUs