Archives 2024

Receita da Kepler Weber cresce 17,7% no primeiro trimestre

O lucro líquido atingiu R$ 52,2 milhões no período

Mesmo enfrentando secas severas na região norte, a companhia aproveitou o clima favorável no sul, o que impulsionou a retomada dos investimentos em armazenagem

A Kepler Weber fechou o primeiro trimestre do ano com um crescimento de 17,7% na receita líquida. Segundo a companhia, foram R$ 380,3 milhões, ante ao registrado em igual período de 2023, quando reportou R$ 323,1 milhões. Já o lucro líquido atingiu R$ 52,2 milhões, crescimento de 2% na comparação com igual período do ano passado. “As perspectivas para os próximos trimestres permanecem positivas, impulsionadas por oportunidades em agroindústrias, portos e terminais e reposição e serviços, além do potencial crescimento de pedidos em fazendas, apesar de desafios macroeconômicos”, afirma a mensagem da administração.

A empresa destacou, no comunicado, o avanço de 22,8% no segmento de fazendas, que atende aos produtores rurais. “O aumento em relação ao mesmo período no exercício anterior foi impulsionado por uma carteira sólida de virada de ano, que sustentou o faturamento entre janeiro e março”, revela a Kepler Weber. A estratégia de diversificação de territórios favoreceu os resultados alcançados, com destaque para o sul do Brasil. “Mesmo enfrentando secas severas na região norte, conseguimos aproveitar o clima favorável na região sul pela primeira vez nos últimos três anos, o que impulsionou a retomada dos investimentos em armazenagem”, destaca a companhia. O segmento da empresa que exporta soluções de pós-colheita registrou crescimento de 70,2%. A empresa reportou negócios relevantes com Paraguai, Venezuela e Equador. O balanço também informa a venda de três projetos para cerealistas, realizadas no trimestre e somando R$ 22,9 milhões, e que vão impactar os resultados no segundo semestre.

Portos e terminais
O setor fechou o trimestre com receita 46,5% maior que o mesmo período de 2023. Segundo a empresa, os resultados foram impulsionados por três grandes projetos, na Bahia, no Pará e no Mato Grosso.”Além disso, dois projetos em Paranaguá (PR), um dos principais portos de grãos do Brasil, estão em estágios avançados de implementação. Eles desempenharão um papel vital no aumento da capacidade de escoamento, além de serem fundamentais para impulsionar as unidades agrícolas em suas respectivas regiões”, cita o balanço.

Responsável pelo atendimento às grandes empresas e cooperativas, o segmento de agroindústrias registrou receita de R$ 106 milhões. “Neste trimestre, priorizamos estrategicamente o direcionamento dos recursos para os segmentos mais rentáveis. Como resultado desta estratégia, conseguimos manter um nível de receita líquida estável em números absolutos nesse segmento”, explica a companhia. A Kepler Weber é a 133ª maior empresa da região e também a 53ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil.

O lucro líquido atingiu R$ 52,2 milhões no período

Tempestades já causaram prejuízos de R$ 275,3 milhões no Rio Grande do Sul

A CNM calcula que o fenômeno já causou perdas de R$ 99,8 milhões somente no setor privado

Considerada como o pior desastre da história do Rio Grande do Sul, a tempestade derrubou pontes, destruiu calçamentos e deixou 19 barragens em estado de atenção

As tempestades ocorridas no Rio Grande do Sul já causaram prejuízos financeiros de mais de R$ 275,3 milhões, além de mortes, desaparecidos, desalojados e desabrigados. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) calcula que o fenômeno já causou perdas de R$ 59,9 milhões no setor público e de R$ 99,8 milhões no setor privado. Só na parte habitacional, os prejuízos superam R$ 115,6 milhões, com 10.193 casas danificadas e ou destruídas. Até esta sexta-feira (3) as chuvas intensas causaram danos em 235 municípios gaúchos, e 86 deles já formalizaram decretos de situação de emergência junto a secretaria nacional de proteção e defesa civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (Sedec). De 29 de abril até agora, as perdas na agricultura somaram R$ 71,4 milhões. Os demais setores afetados foram a indústria, (com prejuízos de R$ 11,2 milhões), a pecuária (perda de R$ 9,3 milhões) e comércios locais (com impacto de R$ 5,3 milhões).

O levantamento da CNM também aponta prejuízos superiores a R$ 2,6 milhões de outros serviços. Considerada como o pior desastre da história do Rio Grande do Sul, a tempestade derrubou pontes, destruiu calçamentos e deixou 19 barragens em estado de atenção. O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, voltou a reclamar da falta de recursos para prevenção. “Não há apoio para prevenção nem investimentos, e os municípios estão praticamente sozinhos, na ponta”, destaca. De acordo com o levantamento da CNM, entre 2013 e 2023, mais de 6.322 decretações de anormalidades foram decretadas, no Brasil, e prejuízos de mais de R$ 105,4 bilhões.

A CNM calcula que o fenômeno já causou perdas de R$ 99,8 milhões somente no setor privado

Região Sul debate descarbonização na agropecuária

Estados apresentaram metas e resultados do plano de agricultura de baixo carbono

Fiesc destaca relação do agro com a indústria e reafirma importância de iniciativas como o Hub de Descarbonização

Estratégias para elevar a resiliência e preparar culturas e propriedades para enfrentar os desafios climáticos e eventos extremos foram destaque no evento sobre descarbonização na agropecuária da região Sul que a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) recebeu nesta sexta-feira (3). O Simpósio Sul Brasileiro ABC+, organizado pelos grupos gestores estaduais do Plano ABC+, debateu práticas agropecuárias e florestais com foco na redução das emissões de gases de efeito estufa e também na fixação e sequestro de carbono provenientes da produção desse e de outros setores produtivos.

Para o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, a descarbonização é um tema fundamental para a competitividade do estado de Santa Catarina. “Somos destaque na agroindústria e nossa produção de proteína animal é referência em todo o planeta. Temos a responsabilidade de mostrar ao mundo que a descarbonização é um tema que não está só nas nossas metas, mas no nosso dia a dia, com as iniciativas que já estão implantadas e nos colocam na vanguarda”, salientou. De acordo com Aguiar, uma delas é Hub de Descarbonização Fiesc, iniciativa inédita que visa mobilizar os setores produtivos, governo, universidades e centros de pesquisa na formação de pessoas, em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias para o uso em escala e novos modelos sociais, com foco em descarbonizar arranjos produtivos. “A agropecuária é parte indissociável de alguns dos nossos mais relevantes arranjos, como a indústria de proteína animal”, explicou.

Para o superintendente de agricultura e pecuária do Ministério da Agricultura (Mapa) em Santa Catarina, Fúlvio Rozar Neto, a capacitação de técnicos e produtores rurais para a adoção das melhores práticas agropecuárias sustentáveis pode garantir a Santa Catarina um protagonismo ainda maior. Na avaliação de Otamir Martins, presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), o plano ABC+ é uma prioridade para o Sul. “Os três estados do Sul são responsáveis por 87% da produção animal exportada pelo Brasil. Precisamos mostrar que o tema está no centro da nossa atenção”, afirmou.

Valdir Colatto, secretário da Agricultura de Santa Catarina, destacou a importância do evento para disseminar conhecimento entre técnicos e agricultores, e ainda para mostrar para a sociedade que o agronegócio está fazendo sua parte na busca por soluções sustentáveis. O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Giovani Feltes, salientou a importância do conhecimento técnico e da pesquisa para que se possa medir o real impacto das iniciativas e projetos protagonizados pela região Sul com foco na redução das emissões e na conservação do solo. “Só assim teremos um contraponto com embasamento técnico quando a sustentabilidade da agropecuária do Sul for questionada por parceiros internacionais. Poderemos mostrar que nossas práticas são responsáveis”, explicou.

Estados apresentaram metas e resultados do plano de agricultura de baixo carbono

CMPC anuncia investimento de R$ 24 bilhões no Sul

Projeto prevê a instalação de um parque industrial no município de Barra do Ribeiro

A expectativa é que sejam gerados aproximadamente 12 mil empregos durante as obras

Em cerimônia realizada nesta segunda-feira (29) no Palácio Piratini, o presidente do Conselho das Empresas CMPC, Luis Felipe Gazitúa, o CEO do Grupo, Francisco Ruiz-Tagle, e o governador do Estado do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, firmaram protocolo de intenções para iniciar o processo de licenciamento ambiental do Projeto Natureza CMPC. Com aporte de R$ 24 bilhões, esse projeto pode se tornar o maior investimento privado da história do Rio Grande do Sul. O Projeto Natureza CMPC está alicerçado em quatro eixos de desenvolvimento: silvicultura sustentável, infraestrutura logística, crescimento industrial e conservação ambiental e cultural. “É com muito orgulho que apresentamos o Projeto Natureza CMPC e que firmamos este protocolo de intenções com o governo do RS, um estado que tem nos acolhido tão bem desde a nossa chegada em 2009. Podemos dizer que também somos gachos. Essa parceria demonstra a confiança que temos no Estado e na sociedade gaúcha. A CMPC acredita no Rio Grande do Sul”, destacou o presidente do conselho de administração da CMPC, Luis Felipe Gazitúa.

O município de Barra do Ribeiro, localizado a 60 quilômetros ao sul de Porto Alegre, foi o escolhido para receber a nova unidade industrial da companhia chilena. Com 12,5 mil habitantes, a cidade é a sede da Barba Negra, fazenda de 10 mil hectares, localizada a 15 quilômetros do centro de Barra do Ribeiro e que pertence ao Grupo CMPC. Atualmente, o horto Barba Negra já abriga o viveiro de mudas da companhia e um centro de pesquisas de aprimoramento genético do eucalipto, além de promover estudos sobre a fauna e flora da região. “Nosso objetivo é implementar um projeto completamente inovador e pioneiro em tecnologias de produção amigáveis ao meio ambiente, em gestão de resíduos, controle da emissão de gases e uso racional de recursos. Tudo será desenvolvido com o máximo respeito à natureza e à população do município de Barra do Ribeiro. Seremos referência mundial em sustentabilidade”, explica o CEO do Grupo CMPC, Francisco Ruiz-Tagle.

Conforme o protocolo de intenções assinado no Palácio Piratini, a CMPC assegura que utilizará os mais altos padrões tecnológicos e adotará rigorosos mecanismos de controle ambiental. Além disso, a empresa assume o compromisso de promover um programa de qualificação de mão de obra e priorizar a contratação de fornecedores gaúchos. A expectativa é que sejam gerados aproximadamente 12 mil empregos durante as obras. Para que o projeto possa ser colocado em prática, a CMPC encaminhou uma solicitação de licença prévia junto à Fepam, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental do governo gaúcho. A obtenção desta autorização habilita a empresa a realizar avaliações e estudos técnicos necessários para o andamento do projeto.

Projeto Natureza CMPC
Composto por quatro eixos de desenvolvimento, o Projeto Natureza CMPC contempla, primeiramente, o estímulo à silvicultura produtiva e a ampliação das áreas de plantio de eucalipto, por meio do fomento a produtores rurais. Além disso, uma série de melhorias na infraestrutura rodoviária e portuária do estado estão previstas para serem realizadas em parceria entre a empresa e o governo estadual. O projeto ainda busca proteger e valorizar a reserva natural a partir da criação do Parque Ecológico Barba Negra. O espaço ficará aberto para visitação e realização de roteiros turísticos. O objetivo é tornar este local uma referência em preservação, biodiversidade, estudos ambientais e promover o contato das pessoas com a flora e a fauna nativas de maior relevância para o estado. Por fim, o Natureza CMPC compreende a instalação de um parque industrial, composto por uma planta com capacidade anual de 2,5 milhões de toneladas de celulose branqueada de eucalipto – matéria-prima para a fabricação de diferentes tipos de papéis, embalagens e produtos higiênicos, além de estar presente em itens como alimentos, medicamentos e cosméticos.

No protocolo de intenções, a companhia e o Estado comprometem-se a realizar diversas obras de melhorias na infraestrutura do Rio Grande do Sul como a duplicação de 376 quilômetros da BR-290, entre Eldorado do Sul e Rosário do Sul, e a finalização da duplicação do trecho sul da BR-116. Ainda estão previstas obras de pavimentação asfáltica, melhorias em trevos de acesso a diversos municípios onde a CMPC possui operação florestal e a construção de novos acessos rodoviários para o Porto de Pelotas e para a Fazenda Barba Negra, facilitando o fluxo de caminhões e reduzindo o percurso em áreas urbanas. Também fica acordada a instalação de um novo terminal de uso privado no porto de Rio Grande, bem como obras de dragagem e de ampliação da capacidade de armazenagem e operação da CMPC nos portos de Rio Grande e Pelotas. Dessa forma, o projeto contribui com a ampliação do uso da hidrovia do Rio Grande do Sul, sendo que hoje a CMPC já é responsável por aproximadamente 44% do volume total transportado por esse modal. A CMPC é a décima maior empresa da região e também a terceira maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil.

Projeto prevê a instalação de um parque industrial no município de Barra do Ribeiro

Emplacamentos de veículos crescem 20% até abril

Setor registra o melhor resultado para o período desde 2014

Com bom desempenho nas vendas no varejo, em abril, os segmentos de automóveis e comerciais leves seguem com demanda aquecida

Os emplacamentos de veículos, no mês de abril, registraram alta de 14,4% sobre março, segundo dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O crescimento se explica não apenas pelo maior número de dias úteis (22 em abril, contra 20 em março), mas também pelo avanço de 4% na média diária de vendas, registrada na comparação entre o terceiro e o quarto mês do ano. Em relação a abril do ano passado, houve alta de 38,3% e, no acumulado dos quatro meses, o aumento foi de 20%.

“Começamos 2024 confiantes em um crescimento sustentado e este primeiro quadrimestre confirma nossa expectativa. O momento mais favorável ao crédito e os juros mais contidos continuam tracionando o setor, especialmente, o mercado de automóveis e comerciais leves”, afirma Andreta Jr., presidente da Fenabrave. Segundo ele, de acordo com dados históricos da entidade, este é o melhor resultado no acumulado do quadrimestre desde 2014. “Se tomarmos a média do período entre 2015 e 2023, o resultado de 2024 é quase 28% superior”, informa.

Com bom desempenho nas vendas no varejo, em abril, os segmentos de automóveis e comerciais leves seguem com demanda aquecida. De março para abril, a média diária subiu 7,5%, superando as 9,4 mil unidades comercializadas no varejo. “O bom resultado vem sendo impulsionado pela maior disponibilidade de recursos para a venda a prazo, já que o crédito é fundamental na comercialização de automóveis e comerciais leves”, ressalta Andreta Jr. O setor de caminhões tem se recuperado. “Apesar de o crédito, de forma geral, seguir restrito por parte de alguns agentes financeiros, as vendas financiadas por bancos de montadoras vêm registrando bons resultados. Além disso, a maior eficiência energética dos motores Euro 6 agrega valor aos veículos e atrai os transportadores”, diz Andreta Jr.

Já o segmento de ônibus segue negativo no ano, por conta da dificuldade na liberação de financiamento para a compra desses veículos e pelo ritmo moroso das compras governamentais. “As adesões a programas como o Caminho da Escola estão em ritmo ainda lento, mas há tendência de melhora para o restante do ano, especialmente, se tivermos um cenário de crédito um pouco menos restritivo para as vendas de ônibus”, avalia o presidente da Fenabrave.

Setor registra o melhor resultado para o período desde 2014

Mamãe e o sol que ela não viu se pôr

Lucy amou sobretudo a vida tal como a tinha

1 – Era uma terça-feira, último dia de abril. Chegaríamos a São Paulo às 17h30, vindos de Istambul. Em duas semanas na Europa, fiz alusões a mamãe a algumas pessoas. Falei de sua vitalidade e do amor à vida. E me lembro de ter dito a Karen Szwarc: “Qualquer hora dessas mamãe se vai. E eu terei de admitir que vivi muito pouco com ela, o que é um desperdício.” A três horas do pouso em São Paulo, a câmera externa do avião estava aberta enquanto sobrevoámos o mar ao largo do Recife, a 300 quilômetros da praia. Havia nuvens de todo tipo. Pensei nela, que gostava de batizar as formações de acordo com a criança que restara em nós: “Lá está um carneirinho. Aqueles fiapos são de algodão doce.” Eram nuvens que estavam prontas para colhê-la. Pensei: “Um pouso técnico nos Guararapes não seria má ideia. Eu ficaria no Recife até o fim de semana e contaria a mamãe sobre a viagem à Península Ibérica.” Mas o voo continuou.

2 – Na chegada a Guarulhos, liguei o celular. Já de Salamanca, eu trazia algumas inquietações. O número do apartamento foi o 404. Não gostei, mas era o que tinha no hotel. Da última vez que vi Tamara no hospital, o apartamento dela era o 1404. Não gosto de “quatros” nas portas. Aprendi com os orientais, para quem o 4 é o símbolo da morte. Liguei o telefone, dizia. Havia uma sequência desesperada de mensagens do meu irmão. A mim, ele relatava o mal súbito e as providências que vinham sendo tomadas. No WhatsApp da família, a informação era mais crua. Um primo já dava as condolências. Coração. Infarto. Quando você recebe uma notícia dessa, a arte está em passá-la adiante a quem precisa sabê-la, com um mínimo de serenidade – para evitar que o outro desmonte, ainda que mais não seja em solidariedade a você. Disse a Karen: “Mamãe se foi. Preciso ir ao Recife por uns dias. Mas quero passar em casa em São Paulo.” Só aí abriram as portas do avião.

3 – Eu podia de Guarulhos mesmo tomar um avião para o Recife. Mas não quis. Preferi ir até meu apartamento, fazer o batismo de entrar ali sabendo que mamãe não mais me ligaria para saber se eu estava pelo menos dando caminhadas, se estava comendo menos. Viria para o Recife na manhã da quarta-feira, 1 de maio. Acionei Ricardo para me pegar às 5h por ser ele a pessoa em que confio cegamente para cumprir horários. Se perdesse o Latam das 07h30, estaria em maus lençóis. Cheguei ao Recife antes das 11h. Os amigos estavam lá me esperando – um mais atencioso do que o outro. Alguns estavam chegando de outras cidade naquele instante no aeroporto. Foi bonito.Eu nunca tido ido àquele cemitério, um pouco fora da cidade. Lá estava mamãe – uma majestade em repouso, afinal. Perguntei ao meu irmão se ela tinha ido ao cabelereiro porque não havia um fio de raiz branca. Ele confirmou. As mãos estavam frias e eu a olhava fixamente na esperança de que ela piscasse. Mas não piscou.

4 – Mamãe morreu na lanchonete do hospital em menos de dez minutos. Acordara naquela manhã com um desconforto no braço, com algum enjoo. Ainda foi ao cardiologista que disse que a pressão estava um pouco elevada. Temendo que pudesse ser encaminhada ao hospital, levara um frasqueira, que permanece fechada. A paradinha para um lanche é de família: antes de ser privado de boa comida por qualquer circunstância, é bom dar uma forradinha com alguma guloseima deliciosa. No meio da farra, o coração parou. Exatamente uma hora antes de minha chegada da Europa. E assim se foi Lucy, minha mãe, que amou seus pais, seus irmãos, seus filhos e netas. Que amou sobretudo a vida tal como a tinha. Divertida, irreverente, amorosa e muito interessada em ouvir o que o outro tinha a dizer, era boa de briga e de verbo. Por onde passou, deixou amigos, lembranças e uma espécie de luz. Gostava de ser o centro das atenções e não fazia feio quando os holofotes se voltavam para ela.

5 – Tenho mil histórias com ela, apesar de nossos temperamentos não recomendarem muito morar sob o mesmo teto. Ela sempre lamentou que eu tivesse ido morar fora, longe dela, levando uma vida largada e impessoal. Nos últimos anos, nossa conversa estava sendo mais concreta. Pouco a pouco, ela começou a entender que as pessoas são diferentes umas das outras e que, apesar do receituário do bom senso ter aplicação universal, mesmo o bom senso em si nem sempre é o mesmo para todo mundo. Imprescindível na vida das netas, reconhecia que tinha sido leniente com práticas que inibiam a iniciativa delas. Gerenciou a vida das que conheceu com mão de ferro e coração de mel. Sempre tivemos discordâncias neste tópico, jamais nos entendemos, mas poucas vezes discutimos feio a respeito. No fundo, prevalecia o humor e o carinho e ela sempre arrematava: “Você foi antes de tudo o filho do seu pai, criado sem eira nem beira, sedento por aventuras no mundo. Eu me identifico mais com o meu pai”.

6 – Mamãe foi um poema em forma de gente. Mesmo morando a muita distância e apesar de ficarmos semanas sem nos falar, eu conversava com ela cá no meu íntimo todo dia. Não vai ser diferente doravante. Custo a acreditar que quando o telefone tocar na casa dela, eu não vá ouvir mais sua voz divertida me dizendo: “Alô, viajante, por qual galáxia tu andas?” É quase meio-dia da sexta-feira no Recife. O dia começou lindo, mas um vento furioso sopra do mar. Pouco a pouco, eu me recupero da cipoada. Teremos a missa de Sétimo Dia no Colégio São Luís na noite da segunda-feira. Depois disso, é bom que eu retome a vida. Nas nossas últimas conversas, combinamos que ela viria assistir à estreia da peça Mazal Tov em São Paulo. Adorou quando eu disse que Dan Stulbach estava sendo sondado pela produção. Queria saber de todos os meus planos e das minhas rotinas. Como vou viver sem os seus alertas quanto aos perigos da dengue, da covid e da pneumonia? Quem vai me sinalizar os alertas de tempestade e alagamento em São Paulo? Uma enorme cratera se abriu na vida de dezenas de pessoas. Ouvi várias vezes: “Sua mãe era nossa alegria”; “Era uma dama na melhor acepção da palavra”; “Não podia haver pessoa mais divertida”; “Nunca vi tanto amor à vida”. Ah, mamãe, obrigado por tudo. Desculpe meus silêncios, minhas ausências e minhas omissões. Hoje a senhora vai animar uma constelação formada de muitas pessoas amadas a quem peço que mande notícias.

Do sempre seu, Fernandinho.

Lucy amou sobretudo a vida tal como a tinha

Aeroporto de Florianópolis segue sendo o melhor do país

É a quarta vez seguida que o terminal lidera o ranking promovido pela Secretaria Nacional de Aviação Civil

Desde que a Zurich Airport Brasil assumiu a administração do aeroporto de Florianópolis o terminal evoluiu rapidamente no ranking de satisfação geral dos passageiros

O Aeroporto Internacional de Florianópolis – Hercílio Luz foi eleito pela quarta vez consecutiva o melhor aeroporto do país, na premiação mais importante do setor no Brasil, promovida pela Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), por meio do Ministério de Portos e Aeroportos. O terminal da capital catarinense obteve a maior média de satisfação geral dos passageiros, independentemente da categoria, entre os 20 maiores aeroportos pesquisados ao longo de todo o ano de 2023. Florianópolis alcançou a nota 4,74, em uma escala que vai de 1 a 5. Ao todo, foram ouvidos mais de 90 mil usuários. Essa é a quarta vez que Florianópolis fica com o prêmio. Em 2020, 2021 e 2022, o aeroporto também foi escolhido como o melhor do Brasil na avaliação dos passageiros. “É muito gratificante perceber que os passageiros e visitantes reconhecem nosso esforço”, afirma o CEO da Zurich Airport Brasil, Ricardo Gesse. Florianópolis recebeu dois troféus: Melhor Aeroporto do Brasil e melhor aeroporto na categoria até 5 milhões de passageiros.

O item comércio e serviços foi destaque na avaliação dos passageiros em Florianópolis, com nota 4,14 – melhor desempenho entre os aeroportos pesquisados, também na escala que vai de 1 a 5. O Boulevard 14/32, uma praça de lazer, compras, serviços e gastronomia, localizada em frente ao terminal, além de um mix comercial que contempla grandes marcas e iniciativas locais, teve papel fundamental na boa avaliação dos passageiros. Outro ponto que contribuiu de forma significativa para a conquista do primeiro lugar pelo Aeroporto de Florianópolis foi a limpeza do terminal com nota 4,78. Os entrevistados avaliaram 17 itens de infraestrutura, atendimento e serviços, que envolvem a experiência do passageiro e englobam processos aeroportuários, como inspeção de segurança e serviços como Wi-Fi, limpeza, conforto térmico, disponibilidade de tomadas e avisos sonoros aos passageiros.

Desde que a Zurich Airport Brasil assumiu a administração do aeroporto de Florianópolis o terminal evoluiu rapidamente no ranking de satisfação geral dos passageiros. Em 2018, ano em que o grupo suíço passou a administrar o terminal catarinense, o aeroporto ocupava o último lugar na lista. Já em 2019, antes da inauguração do novo terminal, Florianópolis recebeu o prêmio “Destaque” entre os 20 aeroportos, por ser o aeroporto que mais evoluiu no ranking e ainda o prêmio de “Melhores Serviços Prestados aos Passageiros”. A partir daí, o Floripa Airport se consolidou na liderança do ranking.

É a quarta vez seguida que o terminal lidera o ranking promovido pela Secretaria Nacional de Aviação Civil

Indústria nacional avança 0,9% em março

Setor está 0,4% acima do nível pré-pandemia

O segmento de produtos alimentícios foi o principal responsável pelo desempenho positivo da indústria em março

A produção industrial brasileira cresceu 0,9% na passagem de fevereiro para março. O ganho de ritmo acontece após a variação de 0,1% verificada no mês anterior. Em relação a março de 2023, a indústria teve retração de 2,8% na sua produção. No ano, acumula alta de 1,9% e, em 12 meses, variação positiva de 0,7%. Com esses resultados, a indústria se encontra 0,4% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 16,3% aquém do ponto mais alto da série histórica, obtido em maio de 2011. Os dados são da pesquisa industrial mensal, divulgada pelo IBGE.

“O desempenho positivo da indústria nos dois últimos meses não elimina a queda observada em janeiro, mas é uma melhora de comportamento. Em março, o crescimento ficou concentrado em poucas atividades, com apenas cinco delas mostrando expansão. Houve, portanto, uma mudança em relação à dinâmica vista em janeiro e fevereiro, quando ocorreu predomínio de taxas positivas entre as atividades pesquisadas”, analisa o gerente da pesquisa, André Macedo. Ele também destaca o ganho de ritmo verificado ao fim do primeiro trimestre de 2024, uma vez que o último trimestre de 2023 registrou crescimento de 1,1%.

De fevereiro para março, duas das quatro grandes categorias econômicas e somente cinco dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram avanço na produção. As principais influências positivas vieram de produtos alimentícios (1%), produtos têxteis (4,5%), impressão e reprodução de gravações (8,2%) e indústrias extrativas (0,2%). Responsável pelo maior impacto positivo no resultado deste mês, o setor de produtos alimentícios registrou o segundo mês seguido de expansão na produção, período no qual acumulou um ganho de 1,1%. “O comportamento do ramo de produtos alimentícios foi semelhante ao da indústria em geral, com queda no mês de janeiro, seguida de crescimento nos dois meses seguintes. É um segmento que está 7,3% acima do patamar pré-pandemia. Em março, o resultado pode ser explicado principalmente pela parte de complexo de carnes e do item açúcar”, explica André.

O segmento de produtos têxteis (4,5%), por sua vez, também teve o segundo resultado positivo seguido, com crescimento acumulado de 8,9%. No entanto, o setor ainda está 11% distante do patamar pré-pandemia. No caso de impressão e reprodução de gravações (8,2%), houve retomada de crescimento após recuo de 1,8% em fevereiro. Esse segmento tem como característica a alta volatilidade, estando 8,5% acima do nível pré-pandemia. Já o setor de indústrias extrativas (0,2%), depois de apresentar taxas negativas em janeiro e fevereiro, voltou a ter desempenho positivo em março. A maior extração de minério de ferro foi determinante para o resultado desse segmento.

No sentido oposto, entre as 20 atividades que apresentaram retração na produção, veículos automotores, reboques e carrocerias (-6%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-13,3%) exerceram os principais impactos em março de 2024, com ambas interrompendo três meses consecutivos de crescimento na produção. Também houve recuos expressivos nos ramos de produtos químicos (-2%), metalurgia (-2,6%), celulose, papel e produtos de papel (-2,8%), produtos diversos (-9,7%), bebidas (-3,3%), couro, artigos para viagem e calçados (-6,0%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,5%), produtos de minerais não metálicos (-3,2%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,6%) e produtos de metal (-2,6%).

Setor está 0,4% acima do nível pré-pandemia

O que o WhatsApp ensina sobre marketing

Um aplicativo e suas lições

Cada vez que aquele simbolozinho verde vibrar na área de trabalho do seu celular, há um monte de lições por trás dele

Bons cases de marketing são assim: vários ensinamentos na trajetória de um único produto. Se este for muito conhecido, melhor ainda. Alunos sentem-se mais incentivados a estudá-lo e propensos a memorizar os conceitos que traz à tona. Por isso o WhatsApp é um ótimo caso. Acompanhe (trechos entre aspas extraídos da edição de outubro passado de Exame):

Lição #1: produtos globais não se difundem de maneira idêntica em todos os mercados. Sempre há um país líder em penetração que funciona como um farol. “Se queremos saber como será o futuro do WhatsApp, um dos melhores lugares para olhar é o Brasil”, onde se usa o aplicativo mais do que “em qualquer outro lugar” (p. 65), segundo o CEO da multinacional.

Lição #2: o motivo não está apenas na taxa de adoção, mas também na capacidade de o consumidor descobrir novos usos para o produto, apropriados à realidade local: “O aplicativo começou voltado para o uso exclusivamente pessoal, mas logo surgiram (…) manicures que marcavam horário para atender clientes. Logo, isso chegou às grandes empresas” (p. 65).

Lição #3: isso significa que o produto estará, simultaneamente, em estágios diferentes de seu ciclo de vida, conforme cada mercado. “Funcionários da Meta no Brasil comentam que seus colegas estrangeiros ficam surpresos ao ver o logo do WhatsApp na porta de tantos comércios (…) ao lado do número de telefone, algo incomum em outros lugares” (p. 65).

Lição #4: dessas diferentes utilidades podem surgir novos produtos ou configurações fornecidos pela própria fabricante…: “Em 2018, a Meta lançou o WhatsApp business, plataforma para que as empresas pudessem unificar o atendimento e falar com milhões de pessoas por uma conta só” (p. 66).

Lição #5: …e por outros players que pegam carona no invento: “A novidade permitiu que as companhias integrassem mais facilmente seus sistemas ao app, abrindo novas possibilidades. Uma delas foi colocar assistentes virtuais (…) para conversar dentro do zap” (p. 66).

Lição #6: este é um movimento contínuo, e que não dispensa uma postura proativa de ouvir os clientes: “[E]m 2019, viajei a São Paulo só para encontrar as pessoas [usuárias de WhatsApp] e aprender com elas (…). Muitas pessoas falaram que queriam poder mandar mensagens que não durariam para sempre, (…) que desaparecessem. E essa é uma das nossas funções mais populares nos últimos anos”, lembra o CEO. “Queremos ouvir das pessoas o que querem que a gente faça. O que acham incômodo que pode ser melhorado. De que novas formas estão usando o app que não tínhamos pensado” (p. 69).

Lição #7: como nem tudo são flores, especialmente numa tecnologia nova, há que se lidar com seus “pontos cegos”, ou seja, disfunções inimaginadas pelos criadores: aqui entram a desinformação e fake news distribuídas em massa por meio do app. E contra isso a empresa criou o limite de envio de mensagens únicas para grupos e realiza periodicamente o banimento de contas suspeitas.

Agora você já sabe: cada vez que aquele simbolozinho verde vibrar na área de trabalho do seu celular, há um monte de lições por trás dele.

WhatsApp, WhatsApp Business

Um aplicativo e suas lições

Fiesc nota boa manutenção da BR 101 Sul

Concessionária CCR Via Costeira realizou obras previstas, segundo estudo

O contrato de concessão do trecho Sul da BR 101, iniciado em agosto de 2020, apresenta avanços significativos em relação a concessões mais antigas, como a do trecho Norte da rodovia

A qualidade da manutenção e conservação dos pavimentos e dispositivos de proteção e segurança da BR 101 Sul foram destaque na análise expedita encomendada pela Federação das Indústrias do Estado de SC (Fiesc), apresentada nesta quinta-feira, dia 2, em reunião híbrida da câmara de transporte e logística da entidade. O estudo, elaborado pelo engenheiro Ricardo Saporiti, salientou o bom estado de conservação dos pavimentos flexíveis, iluminação e sinalização. Saporiti também evidenciou a qualidade das obras previstas no contrato de concessão, como marginais, pontes e melhorias nos acessos, entre outros.

O presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, considerou positivo o resultado da avaliação. “A Fiesc monitora e acompanha a execução de 75 obras em Santa Catarina, e infelizmente não é frequente nos depararmos com tantas boas notícias. A análise mostra que a rodovia BR 101 Sul está atendendo os usuários com qualidade”, resumiu. O presidente da câmara da entidade industrial, Egídio Martorano, destacou que o contrato de concessão do trecho Sul da BR 101, iniciado em agosto de 2020, apresenta avanços significativos em relação a concessões mais antigas, como a do trecho Norte da rodovia. “O Brasil aprendeu com as experiências anteriores e conseguimos fazer ajustes e melhorias no processo de licitação e no contrato, o que se reflete em parte na qualidade do serviço que a concessionária vem apresentando nestes quase três anos”, destacou.

A análise também apontou que, desde o início da concessão, já foram construídas quatro praças de pedágio, duas passarelas de pedestres, três pontos de ônibus e pontes em vias marginais. Além disso, foram executadas sete melhorias em acessos, a implantação de uma rotatória e a reforma do posto de pesagem veicular. O pavimento também foi restaurado e foram implantadas outras melhorias. Durante a reunião, também foi discutida a possibilidade de extensão da concessão da BR 101 Norte, com a Fiesc reiterando a necessidade de transparência e de segurança jurídica no processo, além de participação da sociedade catarinense nas discussões para definir obras prioritárias.

Concessionária CCR Via Costeira realizou obras previstas, segundo estudo

Grupo Zonta inaugura unidade do Hipermais em Joinville

Empreendimento no bairro Paranaguamirim recebeu aporte de R$ 30 milhões

O Hipermais Paranaguamirim gerou 110 empregos diretos

Após ser adquirida em maio de 2023 pelo grupo paranaense Zonta, a rede Hipermais segue com seu plano de expansão e inaugura nesta sexta-feira uma unidade de R$ 30 milhões no bairro Paranaguamirim, em Joinville. Com uma área de vendas de 3 mil metros quadrados, o atacarejo oferece um amplo mix de aproximadamente 10 mil produtos.

Segundo o presidente do Grupo Zonta, Pedro Joanir Zonta, o investimento comprova a sinergia do Hipermais com o grupo. “Joinville representou um grande passo para a nossa empresa ao ser a primeira cidade fora do Paraná a receber uma loja nossa. Depois disso, continuamos expandindo neste município que nos recebeu de braços abertos e essa inauguração do Hipermais significa muito para mim e para a nossa empresa, tanto que está sendo inaugurada no dia do meu aniversário, ou seja, realmente é um grande presente para mim”, afirma.

O Hipermais Paranaguamirim gerou 110 empregos diretos e representa um investimento importante para a região. Para a diretora executiva da rede, Isabella Rieper Caviguioli, a região merecia um empreendimento neste formato. “Escolhemos Paranaguamirim pelo potencial de expansão deste bairro e por considerarmos que a população local merece um atacarejo onde tanto a dona de casa quanto o comerciante encontrarão tudo o que precisam com ótimo atendimento, facilidades de pagamento e preços atrativos”, destaca Isabella.

Empreendimento no bairro Paranaguamirim recebeu aporte de R$ 30 milhões

Empresas se mobilizam para ajudar as vítimas das enchentes no RS

O volume de chuva nos últimos dias equivale a três vezes a média para esta época do ano

O Instituto Vakinha está promovendo uma campanha para ajudar as vítimas daquele que deverá ser o maior desastre já enfrentado pelo Rio Grande do Sul

Os gaúchos estão novamente passando por estado de calamidade pública, devido aos desdobramentos dos efeitos da chuva intensa que assolam o Rio Grande do Sul. O volume que atingiu o estado nos últimos dias equivale a três vezes a média para esta época do ano. Até o momento foram confirmados 13 óbitos, cerca de 5.257 pessoas desalojadas e 44.640 afetadas. De acordo com o comunicado do governo estadual, esse será o maior desastre já enfrentado no Rio Grande do Sul. Empresas e organizações estão se mobilizando para ajudar as vítimas. O Movimento SOS Enchentes RS é uma causa do Instituto Vakinha, que nasceu para potencializar o apoio às vítimas das chuvas e aumentar a visibilidade dos pontos de ajuda em todo o Brasil. A campanha promovida pelo Vakinha para levar apoio até locais atingidos tem recebido o apoio de comunicadores, assim como artistas. Os humoristas Cris Pereira e Badin Colono estão ajudando a divulgar a iniciativa. Doações de qualquer podem ser feitas pela chave-pix enchentes@vakinha.com.br.

Através da parceria oficial com a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, a Fruki está realizando doações de água mineral aos desabrigados de Lajeado, Estrela, Marques de Souza, Cruzeiro do Sul, Imigrante, entre outros municípios que estão sendo atendidos neste momento. “Estamos juntos do poder público e da população para atender às comunidades afetadas”, assegura a companhia em uma postagem no Instagram. A UniRitter e a Fadergs estão com quatro pontos de coleta em Porto Alegre e Canoas para receber doações. As universidades estão recebendo alimentos não perecíveis, itens de higiene pessoal, materiais de limpeza e rações para pets. O Grêmio terá quatro pontos para receber doações destinadas às famílias atingidas pela chuva, entre eles a Arena, o estádio Olímpico e o centro de treinamento do Bairro Cristal. O Internacional também está recebendo donativos a partir desta quinta-feira (2) até o dia 11, das 8h às 18h. O ponto de arrecadação é o Portão 1 do Gigantinho. Na Serra Gaúcha, a CDL Bento Gonçalves está coletando doações. A Legião da Boa Vontade relançou a campanha LBV — SOS Calamidades, abrindo seus postos de arrecadação para receber doações de colchões e materiais de higiene e limpeza.

A prioridade da prefeitura de Porto Alegre tem sido acolher as famílias desabrigadas, com atenção especial voltada à região das Ilhas, já que dezenas de rios desaguam no Guaíba. As comportas do Cais Mauá foram fechadas nesta quinta. A Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) registra 37 pessoas acolhidas em abrigos temporários na capital. O órgão também conta com um abrigo pronto para uso no bairro Ponta Grossa, até o momento sem acolhidos. A população pode contribuir com doações de itens de cama (colchões e lençóis de solteiro, fronhas), produtos de higiene e limpeza (sabonetes, escova e pasta de dente, papel higiênico, shampoo, toalhas de banho) água, copos plásticos e ração para cães e gatos. O ponto de coleta é o depósito da Defesa Civil municipal, localizado na rua La Plata, 693.

O volume de chuva nos últimos dias equivale a três vezes a média para esta época do ano

Pequenas indústrias estão com perspectivas favoráveis

Alta pode estar relacionada aos anúncios do governo no primeiro trimestre

O índice de desempenho das indústrias de pequeno porte oscilou ao longo do primeiro trimestre

Pequenas indústrias brasileiras estão com perspectivas favoráveis para os próximos meses, segundo o Panorama da Pequena Indústria. A constatação está no Índice de Perspectivas do setor, que apresentou alta de 0,6 ponto na passagem de março para abril e 1,6 ponto na comparação de abril de 2023 com abril de 2024, atingindo a marca de 49,2 pontos. A pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) também aborda o desempenho da atividade das indústrias de pequeno porte, situação financeira, expectativas, além de um ranking com os principais problemas enfrentados pelo setor no trimestre.

“O aumento dessas expectativas pode ser relacionado aos anúncios do governo sobre medidas de apoio ao setor, como Brasil Mais Produtivo e o Desenrola MPEs, mas essa edição do PPI ainda não capta os efeitos decorrentes do anúncio do novo programa Acredita, anunciado no fim de abril. Dos três setores – extrativo, de construção e de transformação – apenas a indústria de transformação apresentou índice de perspectivas abaixo da linha de 50 pontos, que divide expectativas altas das baixas, o que reflete o momento difícil que o setor está vivendo, sobretudo pelo forte impacto das taxas de juros elevadas”, contextualiza a economista da CNI, Paula Verlangeiro.

O índice de desempenho das indústrias de pequeno porte oscilou ao longo do primeiro trimestre do ano. De dezembro para janeiro, houve alta de 0,4 ponto e na passagem de janeiro para fevereiro, caiu 0,4 ponto. Entretanto, março puxou o indicador para cima, com aumento de 0,7 ponto em relação a fevereiro. No fim do período, o índice ficou com 44,6 pontos. O índice de situação financeira das pequenas indústrias recuou 1,7 ponto, de 42,2 pontos para 40,5 pontos. Apesar da queda, que revela uma piora da situação financeira, independentemente do segmento industrial, o indicador permanece acima da média histórica de 38,4 pontos. Esse resultado trimestral é calculado com base na margem de lucro operacional, na situação financeira e no acesso ao crédito.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) para as indústrias de pequeno porte foi de 49,7 pontos, queda de 1,6 ponto frente a março. Esse resultado mostra a transição do estado de confiança para falta de confiança na passagem de março para abril. O principal fator que fez o ICEI das pequenas indústrias recuar é a avaliação negativa das condições correntes da empresa e da economia brasileira.

Alta pode estar relacionada aos anúncios do governo no primeiro trimestre

Moody’s melhora perspectiva da nota de crédito do Brasil

Apesar de manter nota, agência sinalizou que pode elevá-la no futuro

Entre as reformas citadas, a agência enfatiza a importância da reforma tributária em curso e da consolidação fiscal, do equilíbrio das contas públicas (Foto: Arquivo/Portal AMANHÃ)

A agência de classificação de riscos Moody´s revisou para cima a perspectiva da nota de crédito do Brasil. Atualmente, o nível (rating) do país é Ba2, que indica um risco maior para investimentos estrangeiros. A instituição manteve a nota, mas mudou a perspectiva da avaliação de “estável” para “positiva”, sinalizando que pode elevar esse rating no futuro. De acordo com o Tesouro Nacional, essa decisão é a primeira movimentação da Moody’s desde 2018, quando houve a mudança de perspectiva de negativa para estável, e “reforça a melhoria na trajetória da nota de crédito verificada desde 2023”, com a elevação do rating pela Standard & Poor’s e pela Fitch. As três instituições compõem as agências de riscos mais conceituadas do mercado.

“Ocorrendo a efetivação da mudança da nota de crédito, o Brasil estará a um degrau de voltar a possuir grau de investimento, um marco significativo para os indicadores de estabilidade econômica do país”, explicou o Tesouro. O grau de investimento funciona como um atestado de que os países não correm risco de dar calote na dívida pública. Abaixo dessa categoria, está o grau especulativo, cuja probabilidade de deixar de pagar a dívida pública sobe à medida que a nota diminui. A classificação de risco por agências estrangeiras representa uma medida de confiança dos investidores internacionais na economia de determinado país. As notas servem como referência para os juros dos títulos públicos, que representam o custo para o governo pegar dinheiro emprestado dos investidores. As agências também atribuem notas aos títulos que empresas emitem no mercado financeiro, avaliando a capacidade de as companhias honrarem os compromissos.

De acordo com o Tesouro Nacional, o comunicado da Moody’s destaca a melhora na perspectiva do crescimento do país, após sucessivas reformas estruturais e salvaguardas institucionais “que reduzem a incerteza sobre a direção futura das políticas públicas”. Entre as reformas citadas, a agência enfatiza a importância da reforma tributária em curso e da consolidação fiscal, do equilíbrio das contas públicas. Ao manter o rating Ba2, a Moody´s ainda aponta riscos diante do nível elevado de endividamento do Brasil. A agência enfatizou a importância da manutenção da credibilidade do arcabouço fiscal para a “redução das incertezas a respeito da trajetória fiscal”.

“A agência espera que o crescimento robusto, em conjunto com progresso contínuo na consolidação fiscal, possibilite a estabilização da dívida do país”, avaliou o Tesouro, citando ainda o destaque da agência para a agenda de transição energética do governo que, “com o objetivo de atrair investimentos privados para projetos de energia limpa, pode também contribuir para alavancar o crescimento”.

Com Agência Brasil

Apesar de manter nota, agência sinalizou que pode elevá-la no futuro

Gemini agora funciona diretamente da barra de endereço do Chrome

Já imaginou interagir com o Gemini sem precisar abrir uma aba separada? Isso acaba de se tornar realidade! O Google anunciou a integração do assistente virtual diretamente na barra de endereço do Chrome. Agora, basta digitar “@” e selecionar “Conversar com o Gemini” seguido da sua pergunta e pronto! O Gemini será aberto na web […]Já imaginou interagir com o Gemini sem precisar abrir uma aba separada? Isso acaba de se tornar realidade! O Google anunciou a integração do assistente virtual diretamente na barra de endereço do Chrome. Agora, basta digitar “@” e selecionar “Conversar com o Gemini” seguido da sua pergunta e pronto! O Gemini será aberto na web […]