Archives 2024

Perfilor terá nova fábrica em Santa Catarina

Joint venture formada entre ArcelorMittal e Tekno investirá R$ 100 milhões

Empresas implantarão nova fábrica para a produção de telhas e painéis termoisolantes em Araquari

O município de Araquari, localizado no litoral Norte de Santa Catarina, sediará o novo investimento da Perfilor, joint venture formada entre a ArcelorMittal e a Tekno, da ordem de R$ 100 milhões. As obras para a construção da nova fábrica, que produzirá telhas e painéis termoisolantes, se iniciaram no mês de abril e a previsão é que o início da operação ocorra no primeiro trimestre de 2025. A empresa já possui uma fábrica em Lorena, no interior de São Paulo. “A implementação da nova unidade é estratégica para a empresa e se trata da expansão geográfica com uma operação na região Sul, para atender segmentos da construção com coberturas termoisolantes para obras industriais e comerciais, como também câmaras frias e salas limpas para o agronegócio e indústria farmacêutica”, explica Eduardo Zanotti, vice-presidente comercial da ArcelorMittal Aços Planos para América Latina.

De acordo com o executivo, há mais de uma década o mercado de telhas e painéis termoisolantes cresce entre 5% e 7% ao ano. “Apostamos no crescimento deste mercado no Brasil e queremos continuar crescendo com esta nova unidade aproveitando a experiência que temos neste segmento na Europa”, completa Zanotti. A fábrica vai abastecer o Sul do Brasil. As soluções são voltadas para o setor da construção civil. Cerca de 100 empregos temporários vão ser gerados durante as obras na unidade. Após a conclusão e a entrada de operação, a perspectiva é chegar a 80 funcionários. A unidade será abastecida por bobinas galvanizadas provenientes da unidade Vega da ArcelorMittal, localizada em São Francisco do Sul, e pré-pintada na Tekno.

Joint venture formada entre ArcelorMittal e Tekno investirá R$ 100 milhões

BNDES alavanca R$ 5 bilhões em crédito para empresas gaúchas

Banco vai suspender o pagamento de dívidas por 12 meses

Suspensão de pagamentos beneficia empresas e produtores rurais de municípios gaúchos em situação de emergência e calamidade pública, no valor de R$ 7,7 bilhões até 2025

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai alavancar R$ 5 bilhões em crédito para micro, pequenas, médias empresas e microempreendedores individuais (MEIs), por meio do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (FGI PEAC), e vai suspender, por 12 meses, o pagamento de dívidas de empresas e produtores rurais do Rio Grande do Sul. A concessão de garantias por parte de agentes financeiros, por meio do FGI-PEAC, já está disponível a partir deste mês de maio, com taxa média de juros de 1,75% ao mês. A medida se soma ao total de R$ 50,9 bilhões destinados a trabalhadores, empresas, produtores rurais e famílias beneficiárias de programas sociais do Rio Grande do Sul, anunciados nesta quinta-feira (9) em Brasília (DF).

A suspensão completa do pagamento (juros e principal), também conhecida por standstill, de dívidas de empresas e produtores rurais beneficiará aqueles que estão em municípios do Rio Grande do Sul em situação de emergência ou em estado de calamidade pública, em decorrência de chuvas intensas, inundações, enxurradas ou alagamentos. A medida deve alcançar parcelas no valor de até R$ 6,1 bilhões em 2024 e até R$ 1,6 bilhão, somando um total de R$ 7,7 bilhões nos dois anos. As parcelas serão suspensas por até 12 meses e os contratos poderão ser prorrogados por 12 meses. Na solenidade, o diretor de planejamento e estruturação de projetos do BNDES, Nelson Barbosa, afirmou que o Banco também poderá contribuir com o Rio Grande do Sul com a estruturação de projetos para a reconstrução do estado, além do crédito e da suspensão dos pagamentos. “Podemos estruturar projetos para a reconstrução. Já fazemos vários projetos e, agora, com esse recurso que o Ministério da Fazenda está colocando, mais R$ 200 milhões a fundo perdido, vamos poder fazer vários outros projetos de investimentos, de escolas, de hospitais, de rodovias, pontes e desenvolvimento para a agricultura familiar”, explicou.

Banco vai suspender o pagamento de dívidas por 12 meses

Economia catarinense cresce 5,1% em fevereiro

Evolução revela que a atividade da indústria apontou aumento de 6,6% no período

Recorde no volume de exportações também tem impacto na indústria

A atividade econômica catarinense cresceu 5,1% no segundo mês do ano, em relação a fevereiro do ano passado. O percentual está acima da média brasileira, de 2,6% no mesmo período. De acordo com análise do Observatório Fiesc, o desempenho foi motivado pelo ciclo de redução da taxa de juros no Brasil e pela manutenção do consumo das famílias. A indústria cresceu 6,6% em Santa Catarina em fevereiro, em relação ao mesmo mês de 2023. O setor de equipamentos elétricos cresceu 21,3% no período, enquanto o segmento de máquinas e equipamentos avançou 3,7%, ambos incentivados pela trajetória de queda da Selic, que favorece a aquisição de bens de capital.

A economista Camila Morais, do Observatório Fiesc, ressalta que a demanda externa no setor madeireiro também contribuiu para o desempenho, com a expansão de 13,5% em fevereiro, contra o mesmo mês de 2023. “As melhores condições da indústria da construção dos Estados Unidos têm ampliado as exportações do setor e também as vendas de motores elétricos”, destacou. Camila explicou também que as exportações de bombas de líquidos, máquinas e aparelhos mecânicos com função própria e máquinas agrícolas para países da América Latina também contribuíram para o desempenho. O crescimento da atividade econômica de Santa Catarina refletiu ainda o impacto positivo da manutenção do nível de consumo das famílias no mercado interno, que favoreceu o crescimento da produção de produtos alimentícios. A indústria de produtos têxteis expandiu motivada, dentre outros aspectos, pela fabricação de tecidos de malhas para atender as novas coleções de outono/inverno.

De acordo com análise do Observatório Fiesc, o comércio teve a maior variação em fevereiro em relação ao segundo mês do ano passado, com expansão de 11,3%. O resultado também refletiu o ciclo de queda das taxas de juros e a manutenção do nível elevado do consumo das famílias. As vendas de eletrodomésticos, por exemplo, tiveram crescimento de 18,4%, sendo a sexta expansão consecutiva em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Nesse cenário, destaque também para a comercialização de veículos, motocicletas, partes e peças, com alta de 22,7% no período. Essa atividade impulsionou a venda de combustíveis e lubrificantes, que cresceu 4,8% no período analisado. Já a melhoria nas condições de acesso ao crédito e a queda nos preços incentivaram o aumento das vendas de materiais de construção, que cresceram 5% em fevereiro.

A venda de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação também teve aumento, de 19,5% em fevereiro, em relação ao mesmo mês do ano anterior, influenciada pela expansão das atividades administrativas e serviços complementares, que envolvem locação de mão de obra e serviços de escritório. O segmento de serviços cresceu 8,4% no segundo mês de 2024 contra 2023, também puxado pelo consumo elevado das famílias, que impulsionou os serviços de transporte e armazenagem, que cresceram 9,3% na análise interanual, especialmente o transporte rodoviário de cargas.

Evolução revela que a atividade da indústria apontou aumento de 6,6% no período

Reconstruir infraestrutura atingida por chuvas no RS custará R$ 19 bilhões

Estimativa inicial do governo estadual pode ser superior

Pouco mais de 1,4 milhão de pessoas foram de alguma forma afetadas, em 425 municípios atingidos

Técnicos do governo do Rio Grande do Sul estimam que a restauração da infraestrutura pública atingida pelas consequências das fortes chuvas que atingem o estado desde o último dia 26 custarão ao menos R$ 19 bilhões. Segundo o governador Eduardo Leite, a estimativa é baseada em “cálculos iniciais”, ou seja, o montante necessário pode ser superior ao anunciado. “São necessários recursos para diversas áreas. Insisto: o efeito das enchentes e a extensão da tragédia são devastadores”, informou Leite, nas redes sociais. Ainda de acordo com o governador, os cálculos, bem como as ações já delineadas para responder à situação de calamidade pública no estado serão detalhados ainda nesta quinta-feira (9) no canal do governo gaúcho no YouTube a partir de 13h30. “Vamos detalhar as ações projetadas que contemplariam as nossas necessidades.”

Segundo a defesa civil estadual, ao menos 107 pessoas já morreram devido a efeitos adversos das chuvas, como inundações, alagamentos, enxurradas, deslizamentos, desmoronamentos e outros. Cento e trinta e seis pessoas estão desaparecidas. Pouco mais de 1,4 milhão de pessoas foram de alguma forma afetadas, em 425 municípios atingidos. Em todo o estado, ao menos 164.583 pessoas foram desalojadas, tendo que buscar abrigo nas residências de familiares ou amigos. Muitas delas seguem esperando que o nível das águas baixe para poder retornar a suas casas. Outras 67.542 pessoas ficaram desabrigadas, ou seja, sem ter para onde ir, precisaram se refugiar em abrigos públicos municipais.

Com Agência Brasil

Estimativa inicial do governo estadual pode ser superior

Conheça iniciativas de empresas e instituições para ajudar os gaúchos – e inspire-se a também auxiliar

Enchentes já deixaram mais de 100 mortos e afetaram mais de 400 cidades do RS. Mas uma grande corrente de solidariedade está se formando para superar as dificuldades

Empresas e organizações estão contribuindo com a corrente de solidariedade que se formou em solo gaúcho

Em meio a uma tragédia sem precedentes na história do Rio Grande do Sul, empresas de todos os portes e instituições se mobilizam para estender a mão ao próximo e ajudar, com doações e oferta dos próprios serviços gratuitamente. Outras se voltam para dentro, a fim de oferecer amparo aos funcionários. De alguns, a água levou tudo, deixando um rastro de desolação e desesperança. Até esta quinta-feira (9), o número de mortos passava de mais de uma centena, com 428 dos 497 municípios gaúchos sendo afetados diretamente pelas chuvas.

Ações de solidariedade serão necessárias não só neste momento de emergência, mas por muitos meses subsequentes ao escoamento das águas. “Não apenas empresas, mas também ecossistemas de negócios desapareceram por completo. Sedes administrativas, maquinário, estoques, arquivos: muito se perdeu. Para algumas companhias de abrangência local, o mercado consumidor sumiu, junto com bairros e cidades inteiras”, avalia o advogado Eduardo Grangeiro, coordenador da área de reestruturação de empresas e falências do escritório SCA – Scalzilli Althaus. Confira algumas iniciativas de empresas e instituições de diversos estados.

Carrefour: congelamento de preços até 31 de maio
O grupo francês Carrefour decidiu congelar os preços de todos os produtos nas suas lojas do Rio Grande do Sul, incluindo hiper, supermercados e atacarejos. A medida é válida, portanto, para unidades de todas as suas bandeiras no estado: Carrefour, Atacadão, Sam’s Club e Nacional. Os preços de 1º de maio serão mantidos pelo menos até 31 de maio. Além disso, lojas do Carrefour no Rio Grande do Sul, em parceria com a ONG Ação da Cidadania, estão recebendo doações de alimentos não-perecíveis, kits de higiene pessoal e materiais de limpeza.

Colégio Anchieta: mobilização para abrigar pessoas
Uma das mais tradicionais escolas de Porto Alegre, o Colégio Anchieta abriu as portas do ginásio da sede localizada no Morro do Sabiá, na Zona Sul da capital, para receber os desabrigados. O espaço, destinado a atividades dos alunos aos finais de semana, foi equipado com colchões, toalhas, cobertas e doações de roupas e alimentos. Os quartos foram organizados para os grupos prioritários, como idosos, gestantes e portadores de necessidades. “Mais do que nunca, é hora de fazermos uma corrente do bem e amenizar o sofrimento de tantos gaúchos afetados por esse desastre. Ajudar o próximo é um chamado a todos nós”, afirma o diretor Pe. Jorge Álvaro Knapp.

Baly Brasil: em vez de energético, água potável
A catarinense Baly Brasil, de Tubarão, está mobilizando empresários e comunidade para doações de mantimentos e itens de necessidade básica. Além de disponibilizar a frota de carretas, destinou, em parceria com outras empresas, duas linhas de produção dos energéticos para envasar 1 milhão de litros de água potável para doação.

Ecosul: isenção da tarifa de pedágio
A Ecosul, concessionária que administra 457,3 quilômetros de estradas no Sul do estado, dispensou o pagamento das taxas de pedágio para quem estiver em deslocamento para auxiliar as vítimas das enchentes. A medida é válida para quem está fazendo transporte de suprimentos e está atuando no resgate de pessoas. Em âmbito nacional, as concessionárias do grupo EcoRodovias estão compartilhando, nos painéis eletrônicos, uma chave pix para doações. A ação já roda por estados como São Paulo, Minas Gerais, Tocantins e Goiás.

Lojacorr: empresa duplicará o valor arrecadado
Maior rede de corretoras de seguros do país, a Lojacorr vai ajudar a Rede de Bancos de Alimentos do Rio Grande do Sul duplicando o valor arrecadado. Ou seja, para cada real doado, a Lojacorr também doará um real. As doações via Lojacorr podem ser feitas pelo Pix.

Condor: mais de 130 mil itens de higiene e limpeza
A catarinense Condor contribuiu com mais de 130 mil itens essenciais para auxiliar as famílias afetadas, como vassouras, rodos, escovas de dente, esponjas, lixas e trinchas para pintura.

FCC: força-tarefa em ação
Indústria que atua em diversos setores, com destaque para calçadista, construção civil e moveleiro, a FCC tem sede em Campo Bom, uma das cidades afetadas pela enchente. O Pix solidário, criado pela empresa, terá valores repassados de forma integral às vítimas. Para auxiliar os próprios colaboradores afetados, a empresa antecipou benefícios e isentou cobranças de consultas psicológicas. Também fez doações de materiais de limpeza para contribuir com a força-tarefa que vem sendo realizada no bairro em que se localiza.

PipeRun: ajuda para quem perdeu tudo
Sete colaboradores da PipeRun, que atende mais de 1,5 mil empresas com sistema de gestão de vendas, perderam tudo que tinham em função dos alagamentos. Para auxiliar o time com a arrecadação de recursos, a startup organizou uma vaquinha solidária. Enquanto isso, a empresa segue buscando garantir a continuidade dos serviços.

Sistema Ocergs: doação setorizada
O Sistema Ocergs, órgão de representação das cooperativas gaúchas, lançou campanha, em conjunto com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Foram criadas contas exclusivas e separadas por propósitos para quem quiser ajudar com qualquer valor na doação de alimentos e bebidas, medicamentos e material médico-hospitalar e reconstrução de casas e infraestrutura.

Fiep: organização de informações
A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) criou um ambiente virtual específico para quem quiser ajudar os gaúchos. Parte da campanha “De mãos dadas com o Rio Grande do Sul”, o portal está conectado ao site da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) e disponibiliza informações confiáveis e seguras. Também está organizando os pontos de recolhimento de donativos nas 12 Casas da Indústria espalhadas pelo Paraná.

Universidade de Passo Fundo: teleconsultas gratuitas às vítimas
Uma plataforma desenvolvida na Universidade de Passo Fundo (UPF), pelo mestrado de computação aplicada, está oferecendo teleatendimento gratuito às vítimas das enchentes. O aplicativo eProHealth permite o cadastro de voluntários – profissionais da saúde – de todo o Brasil e do mundo.

Pan American School: ação internacional
A Pan American School (PAS) se mobilizou junto à comunidade de escolas internacionais do Brasil para arrecadar doações. Os professores estrangeiros da instituição também estão utilizando suas redes para conseguir recursos em seus países. Além disso, a escola conta com campanhas próprias, lideradas por alunos, com o objetivo de contribuir com a corrente de solidariedade que se formou em solo gaúcho. Colaboradores, estudantes e famílias da comunidade PAS estão engajados na arrecadação, na organização e na distribuição de donativos.

Hospital Moinhos de Vento: abrigando funcionários
O Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, estabeleceu comitê de enfrentamento de crise desde quinta-feira (2) para promover ações conjuntas de garantia do funcionamento da instituição, bem como medidas de apoio à comunidade. O hospital está recebendo pacientes de outros hospitais – e colocou o heliponto à disposição da sociedade para envio de insumos. Entre as ações adotadas para mitigar a situação dos colaboradores, estão medidas financeiras e de doação conjunta. Além disso, funcionários impossibilitados de voltar para casa foram acolhidos nas dependências. Atendimento psicológico também está sendo oferecido a todos os atingidos. O Instituto Moinhos Social, pilar social do hospital, está reunindo doações, que serão repassadas às comunidades atingidas pelas enchentes no Rio Grande do Sul. O repasse pode ser feito para a chave Pix moinhos.social@hmv.org.br.

Ivira: mobilização no Paraná e até no Paraguai
Mobilizando os principais empresários de Foz do Iguaçu e do Paraguai, Bruno Vallini está auxiliando na organização das doações no Paraná. “Um colega disponibilizou uma aeronave para levar mantimentos de forma mais rápida, então, direcionamos as doações até ele. O restante está indo de carreta”, conta presidente da Ivira Incorporação e Desenvolvimento Imobiliário, empresa que está à frente do Leaves Premium Suítes, em Foz do Iguaçu.

Assespro-PR: união de esforços
De Curitiba, a Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro-PR) faz coro ao pedido de socorro dos colegas da entidade parceira, a Assespro-RS. No Rio Grande do Sul, a Assespro gaúcha lidera a “Ação Solidária: Ajuda aos Desabrigados”. De acordo com o material de campanha, a proposta neste momento é arrecadar colchões – ou dinheiro para comprá-los.

UFRGS: mobilização em diversas frentes
A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) disponibilizou um de seus campus para abrigar a população. O restaurante universitário está fazendo mais de 3 mil refeições por dia, entre café, almoço, janta e lanche. Há também serviço de enfermagem, medicina, farmácia e psicologia sendo prestados. São mais de 300 voluntários, incluindo alunos da universidade no local. Além disso, a frota de veículos da universidade foi mobilizada para apoiar no transporte para a prefeitura, defesa civil e o governo estadual. A equipe do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) é uma das protagonistas deste momento, fazendo projeções e mapeamentos de áreas atingidas pelas enchentes, bem como o movimento de massa para risco de deslizamento. Com análise de cenário e modelos matemáticos, a equipe faz as previsões dos níveis do Guaíba, com 100% de acerto até agora.

Eletromidia: reforço na divulgação
Empresa de mídia que conversa com mais de 27 milhões de pessoas por meio de aproximadamente 65 mil pontos de contato, a Eletromidia acompanha de perto as consequências do desastre natural que assola o Rio Grande do Sul. Buscando contribuir com o resgate e atendimento dos desabrigados, e posteriormente com a reconstrução das cidades, a empresa reforça a divulgação de duas campanhas de doação no portfólio de edifícios e ruas em todo o Brasil.

Simers: organização de escalas de médicos voluntários
O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul está atuando diretamente no gerenciamento de fluxos e de escalas de médicos voluntários em abrigos de Porto Alegre. Mais de 700 médicos voluntários já se cadastraram. A iniciativa é uma parceria com a secretaria municipal de saúde para organizar processos e otimizar recursos humanos. “A solidariedade tem sido muito intensa, mas temos de organizar esses processos para termos melhores resultados para a população”, descreve o vice-presidente do Simers, Fernando Uberti.

Wert: arrecadação de itens essenciais
De Porto Belo, em Santa Catarina, a Wert lançou uma campanha solidária de arrecadação de alimentos não perecíveis, água, roupas de cama, roupas, produtos de higiene e de limpeza e ração para pets, além de água potável, um dos recursos mais solicitados por quem está na linha de frente. As doações estão sendo reunidas na Casa Wert (rua Rio Perequê, 519, Jardim Dourado), em Porto Belo.

Enchentes já deixaram mais de 100 mortos e afetaram mais de 400 cidades do RS. Mas uma grande corrente de solidariedade está se formando para superar as dificuldades

Diego Ramos assumirá presidência da Acate

A nova diretoria eleita tomará posse em junho

Gestão de Ramos terá como foco expansão e relacionamento com órgãos nacionais e internacionais

A Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) elegeu na terça-feira (7) a nova diretoria para a gestão 2024-2026. O presidente será Diego Brites Ramos, que ocupou a posição de vice-presidente de relacionamento da entidade nos últimos quatro anos. O empresário é diretor geral da Teltec Solutions, sediada em Florianópolis, e é também vice-presidente de sustentabilidade da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro). Para o novo presidente, o momento é de “mostrar ao mundo as vantagens de se inovar em Santa Catarina” e trabalhar em parceria com governos locais e federal. “Temos de pensar grande e grandes ações exigem movimentações conjuntas. Juntar o setor produtivo, o melhor da academia e o melhor do governo para promover o desenvolvimento da tecnologia, ciência, inovação e empreendedorismo. Criar uma agenda em torno de interesses comuns e estabelecer um centro global de empreendedorismo e tecnologia”, defende.

O novo quadro diretor da Acate terá ainda como vice-presidentes Annalisa Blando Dal Zotto (finanças), Walmoli Gerber Júnior (marketing), Cesar Griebeler (integração), Betina Giehl Zanetti Ramos (relacionamento), Tulio Vinicius Duarte Christofoletti (ecossistema), Moacir Antonio Marafon (talentos) e Henrique Marcos Fava Bilbáo (internacionalização). Após duas gestões como presidente, Iomani Engelmann assumirá uma cadeira do conselho deliberativo. A nova diretoria eleita tomará posse no dia 1º de junho. A nova gestão da associação vem em um momento de consolidação e expansão do ecossistema de inovação catarinense. Perto dos 40 anos de fundação, a entidade leva a marca de Santa Catarina com ações de internacionalização expandidas após a pandemia e, hoje, conta com parcerias e missões ao Canadá, Inglaterra e Emirados Árabes. A entidade conta hoje com mais de 1700 associados e polos regionais espalhados por oito cidades de Santa Catarina – estado que possui mais de 22 mil empresas de tecnologia, com um faturamento anual de R$ 24 bilhões e que geram quase 80 mil empregos diretos.

A nova diretoria eleita tomará posse em junho

Reconstruir infraestrutura atingida por chuvas no RS custará R$ 19 bilhões

Estimativa inicial do governo estadual pode ser superior

Pouco mais de 1,4 milhão de pessoas foram de alguma forma afetadas, em 425 municípios atingidos

Técnicos do governo do Rio Grande do Sul estimam que a restauração da infraestrutura pública atingida pelas consequências das fortes chuvas que atingem o estado desde o último dia 26 custarão ao menos R$ 19 bilhões. Segundo o governador Eduardo Leite, a estimativa é baseada em “cálculos iniciais”, ou seja, o montante necessário pode ser superior ao anunciado. “São necessários recursos para diversas áreas. Insisto: o efeito das enchentes e a extensão da tragédia são devastadores”, informou Leite, nas redes sociais. Ainda de acordo com o governador, os cálculos, bem como as ações já delineadas para responder à situação de calamidade pública no estado serão detalhados ainda nesta quinta-feira (9) no canal do governo gaúcho no YouTube a partir de 13h30. “Vamos detalhar as ações projetadas que contemplariam as nossas necessidades.”

Segundo a defesa civil estadual, ao menos 107 pessoas já morreram devido a efeitos adversos das chuvas, como inundações, alagamentos, enxurradas, deslizamentos, desmoronamentos e outros. Cento e trinta e seis pessoas estão desaparecidas. Pouco mais de 1,4 milhão de pessoas foram de alguma forma afetadas, em 425 municípios atingidos. Em todo o estado, ao menos 164.583 pessoas foram desalojadas, tendo que buscar abrigo nas residências de familiares ou amigos. Muitas delas seguem esperando que o nível das águas baixe para poder retornar a suas casas. Outras 67.542 pessoas ficaram desabrigadas, ou seja, sem ter para onde ir, precisaram se refugiar em abrigos públicos municipais.

Com Agência Brasil

Estimativa inicial do governo estadual pode ser superior

Empresas anunciam voos extras para aeroportos catarinenses para suprir demanda do RS

A medida é uma alternativa para manter Porto Alegre e sua região metropolitana conectada com o restante do Brasil

Uma malha área emergencial deve adicionar pelo menos 58 voos por semana nos aeroportos de Florianópolis, Navegantes e Jaguaruna

As empresas aéreas que atuam em Santa Catarina estão definindo voos extras para atender o Rio Grande do Sul no transporte de passageiros e cargas. Uma malha área emergencial deve adicionar pelo menos 58 voos por semana nos aeroportos de Florianópolis, Navegantes e Jaguaruna. A medida é uma alternativa para manter Porto Alegre (RS) e sua região metropolitana conectada com o restante do Brasil e atender as necessidades de transporte de pessoas e cargas. As operações no aeroporto da capital gaúcha estão suspensas até 30 de maio em virtude dos impactos das fortes chuvas.

A Latam informa que a partir desta sexta-feira, 10 até 30 de maio, a operação Guarulhos-Florianópolis-Guarulhos será temporariamente ampliada de 10 para 14 voos diários, Guarulhos-Jaguaruna-Guarulhos passará de dois para quatro voos diários. No total, serão 42 voos extras. Todas as rotas com incrementos emergenciais da Latam na Região Sul do Brasil são operadas com aeronaves A321 (capacidade para até 216 passageiros) e A320 (capacidade para até 174 passageiros). Já a Azul, também informou que aumentou a capacidade de 22 voos, trocando aeronaves modelo ATR-72 (de até 70 passageiros) por modelos A320 (174 passageiros) e também fará 16 operações extras para Florianópolis, Navegantes e Jaguaruna. A empresa ainda aguarda as autorizações da ANAC para oficializar as rotas. Os voos das empresas podem sofrer alterações em razão de mudanças operacionais, demanda e por regulação dos órgãos de controle.

A medida é uma alternativa para manter Porto Alegre e sua região metropolitana conectada com o restante do Brasil

Produção industrial catarinense avança em março

Paraná obteve pior desempenho da região Sul

Mesmo com uma política monetária um tanto expansionista, indústria ainda apresenta um cenário de conjuntura que se reflete na cadeia produtiva

Cinco dos 15 locais investigados pela Pesquisa Indústria Mensal (PIM) Regional avançaram na passagem de fevereiro para março, quando a produção industrial do país cresceu 0,9%. As maiores altas foram registradas no Pará (3,8%), Mato Grosso (2,5%) e Santa Catarina (2,3%), enquanto Amazonas (-13,9%) e Paraná (-13%) mostraram recuos de dois dígitos e os mais elevados nesse mês. O Rio Grande do Sul apresentou um índice positivo de 0,1%. No acumulado no ano de 2024, a alta de 1,9% da indústria nacional foi acompanhada por resultados positivos em 16 dos 18 locais pesquisados. Os dados foram divulgados pelo IBGE.

“Observamos que mesmo com uma política monetária um tanto expansionista, com corte na taxa de juros e número de contratações aumentando um pouco, ainda temos um cenário de conjuntura que se reflete na cadeia produtiva. Por mais que a taxa de juros tenha sofrido cortes, observamos ainda patamares elevados, o que relativamente nos dá uma linha de crdito menos encarecida, mas ainda estreita, devido a juros em patamares elevados, o que acarreta certa cautela na produção industrial”, explica o analista da pesquisa, Bernardo Almeida.

Mato Grosso e Santa Catarina assinalaram os outros avanços mais acentuados na passagem de fevereiro para março, com o primeiro eliminando parte da queda de 3,6% verificada no mês anterior e o segundo voltando a crescer após acumular perda de 3,6% nos dois primeiros meses do ano. Por outro lado, Amazonas mostrou um dos recuos de dois dígitos e o mais elevado nesse mês, interrompendo três meses consecutivos de crescimento na produção. O outro recuo mais intenso, também de dois dígitos, veio da indústria paranaense, que apresentou queda de 13%. “Temos dois setores influenciando essa queda: o de derivados de petróleo e biocombustíveis e o de produtos químicos. Também é importante salientar que a indústria paranaense apresenta essa queda em março após dois meses de resultados positivos, quando acumulou ganhos de 3,9%”, avalia Almeida.

Paraná obteve pior desempenho da região Sul

Médicos listam recomendações para evitar doenças em meio a enchentes

Desinfecção da água para consumo humano é principal orientação

A Associação Brasileira de Medicina de Emergência publicou uma série de recomendações para se evitar doenças e dar mais segurança às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul

A Associação Brasileira de Medicina de Emergência publicou uma série de recomendações para se evitar doenças e dar mais segurança às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. A proposta é ajudar a prevenir o adoecimento da população em meio ao período de calamidade pública tendo como base a prática de especialistas que atendem em pronto-socorros e pronto-atendimentos. A entidade alerta que tragédias de grandes proporções têm impactos significativos sobre a saúde da população e sobre a infraestrutura dos serviços de saúde. Após inundações, por exemplo, é possível que haja registro de casos de doenças como leptospirose, hepatite A e tétano acidental, além de problemas respiratórios e transtornos transmitidos por vetores.

Há ainda risco de acidentes provocados por animais, afogamentos, traumatismos e choques elétricos, comuns em cenários como o registrado ao longo dos últimos dias no Rio Grande do Sul. Uma das principais orientações está relacionada a ações preventivas de desinfecção da água para consumo humano. De acordo com a associação, nos locais em que a rede de abastecimento estiver comprometida, é indispensável que a população consuma água de fontes seguras, como garrafas e galões lacrados. “Na impossibilidade de consumir água mineral, é necessário realizar o procedimento de desinfecção caseira da água. Para tanto, é possível aplicar a seguinte fórmula: a cada um litro de água, utilizar duas gotas de solução de hipoclorito de sódio a 2,5%, deixando a mistura repousar depois por 30 minutos”, ensina a entidade. Outras recomendações de especialistas em medicina de emergência são as seguintes. Confira.

– Em caso de chuva forte, saia de locais de risco o mais rápido possível. Além do risco imediato nas inundações, há ainda riscos tardios, relacionados à leptospirose, ao tétano e a outras infecções.

– Pessoas atingidas por enchentes estão mais suscetíveis a adoecer. Fique atento a sintomas de doenças infecciosas, como diarreia, febre, fadiga e dores no corpo. Caso verifique alguma alteração, procure atendimento médico.

– Ao enfrentar uma inundação, se possível, proteja-se com botas plásticas, roupas resistentes e luvas. Se necessário, não hesite em pedir ajuda a órgãos públicos e não se coloque em situações de risco.

– Em caso de resgate por barco, sinalize o lugar no qual você se encontra pendurando um pano vermelho ou uma lanterna no local para auxiliar a identificação por parte da equipe de resgate.

– Atendimentos em emergência serão mais intensos nesta fase. Por isso, procure os serviços com consciência.

– Caso sua caderneta de vacinação esteja desatualizada, vacine-se o mais rápido possível. A orientação vale para crianças e adultos.

– Observe, a todo tempo, as recomendações das autoridades sanitárias e da defesa civil, evitando o pânico ou iniciativas individuais.

Com Agência Brasil

Desinfecção da água para consumo humano é principal orientação

Balança comercial tem superávit de US$ 9 bilhões em abril

O desastre climático do RS só se refletirá na balança comercial a partir de maio

Petróleo e açúcar puxaram volume exportado no mês passado

Apesar da queda de preços da soja, do ferro e do petróleo, o superávit da balança comercial subiu em abril. No mês passado, o país exportou US$ 9,041 bilhões a mais do que importou, divulgou na quarta-feira (8) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado representa alta de 13,7% em relação ao mesmo mês do ano passado e é o segundo melhor para meses de abril, só perdendo para o recorde de abril de 2021, de US$ 9,963 bilhões. A balança comercial acumula superávit de US$ 27,7 bilhões no quadrimestre. Esse é o maior resultado para o período desde o início da série histórica, em 1989. O valor representa alta de 17,7% em relação aos mesmos meses do ano passado.

Em relação ao resultado mensal, as exportações cresceram em ritmo maior do que as importações. Em abril, o Brasil vendeu US$ 30,9 bilhões para o exterior, aumento de 5,7% em relação ao mesmo mês de 2023. As compras do exterior somaram US$ 21,8 bilhões, alta de 2,2%. Parte dessa alta se deve ao maior número de dias úteis em abril deste ano, porque, em 2024, o feriado prolongado da Semana Santa caiu em março. Do lado das exportações, a alta no volume de petróleo, de açúcar e de combustíveis foram os principais fatores para a alta. Esse aumento ajudou a compensar a queda na exportação de soja, cuja safra terminou, e de veículos automotores, afetados pela crise na Argentina. Do lado das importações, o recuo nas aquisições de fertilizantes e derivados e de compostos químicos foi o principal responsável por conter a alta nas compras externas.

Após baterem recorde em 2022, após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, as commodities recuam desde a metade de 2023. O preço do minério de ferro, que vinha subindo há alguns meses, caiu por causa da desaceleração econômica da China, a principal compradora do produto. No mês passado, o volume de mercadorias exportadas subiu 22,5%, puxados pelo maior número de dias úteis e pelo petróleo, enquanto os preços caíram 6,8% em média na comparação com o mesmo mês do ano passado. Nas importações, a quantidade comprada subiu 24,8%, impulsionada pela recuperação da economia, mas os preços médios recuaram 8,1%.

Em relação às enchentes no Rio Grande do Sul, o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Herlon Brandão, explicou que o desastre climático só se refletirá na balança comercial a partir de maio. Segundo ele, como a maior parte da safra de soja foi colhida, os efeitos ainda precisam ser avaliados, não só de produtos afetados como do impacto sobre a estrutura de escoamento das exportações do estado. Brandão destacou que o Rio Grande do Sul é o sexto maior estado exportador do país, representando 6,6% de todo o valor vendido pelo Brasil ao exterior no ano passado. O produto mais exportado pelo Rio Grande do Sul é a soja, que concentra 18% do total vendido ao exterior.

Com Agência Brasil

O desastre climático do RS só se refletirá na balança comercial a partir de maio

Tex Cotton amplia parque fabril em Otacílio Costa

A companhia investiu R$ 10,5 milhões na construção de uma nova estrutura

Nova unidade da indústria que tem sede em Blumenau tem 5,5 mil metros quadrados de área construída

A Tex Cotton começou a operar em maio na sua nova unidade na cidade de Otacílio Costa. Projetando um significativo crescimento, a companhia investiu R$ 10,5 milhões na construção de uma nova estrutura, migrando de um galpão de 1.600 metros quadrados para um parque fabril de 5.500 metros quadrados de área construída. Atualmente com 89 colaboradores, a empresa prevê um aumento de 50% ainda neste ano, alcançando 200 pessoas. Assim como na matriz em Blumenau, a nova fábrica de Otacílio mescla eficiência e bem-estar dos colaboradores. A Tex Cotton tem 35 anos de história e mais de 650 colaboradores. Dona das marcas Animê, Authoria, I Am, Momi e Youccie, seus produtos são revendidos em 3,6 mil lojas em todo o Brasil.

A companhia investiu R$ 10,5 milhões na construção de uma nova estrutura

Copom reduz a taxa Selic para 10,5% ao ano

Colegiado ficou dividido entre um corte maior ou menor

O Banco Central avalia que as conjunturas doméstica e internacional devem se manter mais incertas, exigindo maior cautela na condução da política monetária

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu reduzir a taxa básica de juros para 10,5% ao ano. O corte de 0,25% não foi uma unanimidade. Foram cinco votos a quatro a favor da redução menor, sendo que Gabriel Galípolo e o presidente Roberto de Oliveira Campos Neto ficaram em campos opostos. Campos Neto optou pela redução de 0,25%. O mercado já esperava essa divisão, conforme antecipou o Portal AMANHÃ na terça-feira (7). “Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho tem apresentado maior dinamismo do que o esperado. A inflação cheia ao consumidor manteve trajetória de desinflação, enquanto medidas de inflação subjacente se situaram acima da meta para a inflação nas divulgações mais recentes”, relatam os membros do colegiado.

“O ambiente externo mostra-se mais adverso, em função da incerteza elevada e persistente referente ao início da flexibilização de política monetária nos Estados Unidos e à velocidade com que se observará a queda da inflação de forma sustentada em diversos países. Os bancos centrais das principais economias permanecem determinados em promover a convergência das taxas de inflação para suas metas em um ambiente marcado por pressões nos mercados de trabalho. O comitê avalia que o cenário segue exigindo cautela por parte de países emergentes”, destaca o Copom. O grupo ainda entende que as conjunturas doméstica e internacional devem se manter mais incertas, exigindo maior cautela na condução da política monetária.

“O comitê acompanhou com atenção os desenvolvimentos recentes da política fiscal e seus impactos sobre a política monetária (…) e reafirma que uma política fiscal crível e comprometida com a sustentabilidade da dívida contribui para a ancoragem das expectativas de inflação e para a redução dos prêmios de risco dos ativos financeiros, consequentemente impactando a política monetária”, reitera o grupo. “O comitê, unanimemente, avalia que o cenário global incerto e o cenário doméstico marcado por resiliência na atividade e expectativas desancoradas demandam maior cautela. Ressalta, ademais, que a política monetária deve se manter contracionista até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas. O comitê também reforça, com especial ênfase, que a extensão e a adequação de ajustes futuros na taxa de juros serão ditadas pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta”, contextualiza o informe publicado depois da reunião.

Colegiado ficou dividido entre um corte maior ou menor

Base de Canoas recebe voos comerciais programados para Porto Alegre

Avião da Azul leva mantimentos doados e é o primeiro a pousar

Na terceira fase da operação, uma aeronave pousará na cidade transportando o primeiro grupo de passageiros

A Base Aérea de Canoas, no Rio Grande do Sul, receberá parte dos voos comerciais que estavam programados para pousar ou decolar do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, alagado pelas fortes chuvas que atingiram o estado nos últimos dias. Segundo a Aeronáutica, o objetivo da medida é “suprir a demanda decorrente do fechamento do” aeroporto da capital gaúcha e foi planejada com o Ministério de Portos e Aeroportos, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e companhias aéreas. A primeira aeronave, da Azul Linhas Aéreas, pousou em Canoas às 15h10 desta quarta-feira (8), transportando 1,5 tonelada de mantimentos que a empresa arrecadou em mais de 500 postos de coleta, incluindo água, cobertores, absorventes, fralda e soro fisiológico. Em nota, a companhia afirma ter mais 251 toneladas de donativos prontos para serem enviados ao estado nos próximos dias.

Nesta quinta-feira (9), outros voos da Força Aérea Brasileira (FAB) e de quatro empresas de aviação devem usar a Base Aérea de Canoas para descarregar mantimentos. Na terceira fase da operação, uma aeronave pousará na cidade transportando o primeiro grupo de passageiros. De acordo com a Fraport Brasil, concessionária do Salgado Filho, não há previsão de quando as operações no aeroporto de Porto Alegre serão retomadas. “Para cumprir a legislação aeroportuária, foi emitido um Notam [comunicado sobre alterações e restrições temporárias que impactem as operações aéreas, do inglês Notice to Airman] com data final em 30 de maio”, informa a Fraport, em nota. O documento pode ser alterado a qualquer momento, acrescentou a concessionária, que pede aos que têm voos programados para entrar em contato com as companhias aéreas a fim de obter informações sobre como proceder.

Com Agência Brasil

Avião da Azul leva mantimentos doados e é o primeiro a pousar

CNM calcula prejuízos parciais de R$ 6,3 bilhões com enchentes no RS

Mais de 61 mil moradias foram danificadas por desastres no estado

A CNM reforça que os dados são parciais, uma vez que as gestões locais enfrentam dificuldades de inserir as informações nos sistemas

O total de prejuízos tem aumentado velozmente no Rio Grande do Sul. Menos de um dia depois de ter avaliado em R$ 4,6 bilhões de prejuízo, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) atualizou os dados com informações do cenário atual. Os municípios gaúchos afetados pelos temporais desde o fim de abril já contabilizam R$ 6,3 bilhões de prejuízos financeiros, sendo o maior montante, de R$ 3,4 bilhões, referente aos danos em habitações. Até o momento, foram registrados impactos em 61,4 mil habitações, das quais 55,2 mil estão danificadas e 6,2 mil destruídas. A CNM, que acompanha diariamente a situação, reforça que os dados são parciais, uma vez que as gestões locais enfrentam dificuldades de inserir as informações nos sistemas. A tragédia já soma 100 mortes confirmadas, de acordo com os dados coletados até as 14 horas desta quarta-feira (9). Os boletins organizados pela entidade serão publicados diariamente.

No total, são 417 cidades afetadas, segundo a defesa civil estadual. Desses, 336 municípios foram reconhecidos pelos governos estadual e federal em estado de calamidade pública, por rito sumário, dos quais 203 registraram os decretos. A CNM destaca que a maioria dos municípios que registraram seus decretos de anormalidade começaram a informar os valores dos danos e prejuízos, uma vez que em algumas localidades os níveis da água já começaram a baixar. O volume do prejuízo é uma estimativa parcial e está sendo alterado pelos gestores locais à medida que o nível da água continue a baixar. Desse total, tem-se que R$ 1,9 bilhão são no setor público, R$ 1 bilhão no setor privado e a maioria, por enquanto, refere-se ao setor habitacional, com R$ 3,4 bilhões.

Mais de 61 mil moradias foram danificadas por desastres no estado